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O Ano-Novo, o ano-novo e o ano novo

Luís Ernesto Lacombe

Festa da virada ainda não teve. Não a virada necessária e pela qual o Brasil espera há tanto tempo. O Ano-Novo, assim, com hífen e maiúsculas, passou. Apenas uma mudança no calendário se estabeleceu: um novo dia, um novo mês, um novo ano. A festa particular de cada um, na bagunça que não tem fim, nada teve de antecipadora de um novo tempo, um novo tempo de verdade para o país do futuro que nunca chega.

O ano-novo, assim, com hífen e minúsculas, foi o começo do quê? O primeiro dia de 2026 teve a posse do novo prefeito de Nova York. O comunista Zohran Mamdani fez o juramento com a mão sobre o Corão, o livro sagrado do Islã. O primeiro muçulmano à frente da maior cidade dos Estados Unidos já indicou como conselheiro-geral de Nova York o advogado Ramzi Kassem, um ativista anti-Israel que defendeu terroristas da Al-Qaeda.

No Brasil, a Caixa Econômica Federal não conseguiu fazer o sorteio da Mega da Virada no último dia de 2025. Ficou mesmo para o primeiro dia de 2026. O volume de apostas foi muito grande… E o sistema do banco, que não é infalível como o do TSE, não deu conta. Houve seis ganhadores. Dessa vez, o bolão dos servidores ligados à liderança do PT na Câmara dos Deputados acertou apenas a quadra. Em 2019, o grupo ganhou o prêmio máximo: R$ 2,4 milhões para cada um dos 49 participantes.

Jair Bolsonaro voltou à prisão. Ele estava internado desde a véspera de Natal e passou por três procedimentos cirúrgicos. Recebeu alta hospitalar no primeiro dia do ano, e Alexandre de Moraes, naquele clima de confraternização com o mal que o caracteriza, não quis saber de “prisão domiciliar de natureza humanitária”. Assim, a coleção de injustiças e de atos persecutórios que começou em 2019, com o Inquérito do Fim do Mundo, não se desfez como mágica, na noite da virada…

O ano novo, assim, sem hífen e com minúsculas, tem de novo Filipe Martins atrás das grades. Ele foi denunciado por “fazer uma pesquisa no Linkedin”… Sua ficha criminal não para de crescer. Seus “crimes” são gravíssimos: ajeitar a lapela do paletó; pegar um Uber; não viajar para os Estados Unidos; não participar de “reuniões golpistas”; não fazer e não assinar uma “minuta do golpe”; não inventar uma delação…

Não era isso que eu queria para a primeira coluna de 2026… E me pergunto: até quando o ano novo é novo? Que novidades podem transformá-lo e transformar os próximos anos, as próximas décadas? As vítimas são cada vez mais vítimas, o ódio contra elas não se extingue… Pois, ao sacrifício iremos, neste ano, e no outro, e no outro… Ainda com esperança na restauração da Justiça dos homens, e sempre com fé total na Justiça de Deus.

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É MUITO MI, MI, MI

No Brasil não tem para ninguém: o governo federal do petista Lula é o maior anunciante do grupo Meta, dono das principais redes sociais utilizadas pelos brasileiros.

Apenas nos últimos 90 dias, a administração federal torrou mais de R$ 11,3 milhões com anúncios no Facebook e Instagram, segundo levantamento do Diário do Poder na plataforma Meta Ads, que divulga todos os anunciantes que fazem propaganda política, eleitoral ou social em suas plataformas de redes sociais.

Os mais de R$ 11 milhões que o governo Lula torrou em propaganda no Facebook e Instagram foram destinados a apenas 14 anúncios.

* * *

Isso deveria ser pago apenas pela cambada que fez o L.

Mas nós, que compomos a banda decente desta nação, também pagamos.

É phoda!

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RAPINAGEM NO COMEÇO DO ANO

O governo Lula tomou dos brasileiros, apenas nas primeiras 24 horas de 2026, mais de R$ 13,79 bilhões em impostos, segundo cálculos do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.

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A palavra “tomou”, contida nessa nota aí de cima, tá certíssima.

E isso só nas primeiras 24 horas deste ano.

É phoda!!!

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

DUAS DORES EM MIM

O melhor amigo de papai faleceu quinta-feira, dia primeiro.

No começo do ano passado, em sua última visita ao meu velho, ele havia saído lá de casa com os olhos cheios de água pela situação. O Alzheimer de papai impedira uma conversa coerente e alegre, como sempre foi o encontro de ambos, trazendo as boas lembranças daquela amizade genuína contando pouco mais de três quartos de século.

Quando eu comuniquei a papai essa ida, dizendo “Gata morreu”, o seu olhar pareceu se perder em algum ponto.

Com a sua voz cada dia mais fraca pronunciou o nome completo do amigo.

– Adaílton Eduardo da Silva.

– Isso, papai – respondi. – Adaílton Eduardo da Silva. O Gata – falei ao seu lado.

– Filho de Antônio Eduardo – ele completou sereno, olhando para a rua.

Depois ele virou o rosto para mim, e me fitou.

– Morreu?

– Sim – eu lhe respondi.

– E ele me conhecia?

Eu fiquei em silêncio; mas, com vontade de dizer “talvez mais até do que eu”.

Papai tamborilava no braço da cadeira.

– Olhe o tamanho daquele cururu!

O vento levava uma folha seca pelo meio da rua.

Em mim as duas coisas doíam.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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