18 abril 2014 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

paixao

Compartilhe Compartilhe

http://www.newtonsilva.com/
TRÊS POEMAS PARA MERCEDES

 mrcd

TELEFONE

Depois de falar, desligamos.
E nossa conexão era tal em certos dias, que intuitivamente,
Com muita certeza,
Levantávamos o telefone e,
Podíamos sentir nossos corações através do aparelho.

ENIGMA

Há um mistério.
Eu chamaria de o enigma dos olhos transparentes.
Havia dias em que, sem explicação, teus olhos brilhavam mais.
Ficavam translúcidos.
Penso que era simplesmente o teu dia de olhar transparente.

O SOL

Sabe por que me lembro de você neste momento?
Porque há sol. Depois de dias e dias de chuva, o sol apareceu.
E tua imagem está ligada a ele.
Onde eu andar no mundo, há de haver sol.
Foi ao sol que nos encontramos.
Havia areia e mar e vento.
E o silêncio do domingo foi rompido por uma lancha solitária no mar.

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

pater

Compartilhe Compartilhe

LUA

lua

Ó lua, ah se eu fosse um poeta!
Deusa da noite, rainha do Céu
Desce do trono amante dileta
Descobre teu corpo, retira teu véu

Desperta em mim, paixão delirante
Vem com teu brilho, me enfeitiçar
Espalha teu manto na terra distante
Onde o poeta terá que passar

Não diz a ninguém que somos amantes
Que um dia distante iremos casar
Esconde o segredo do sol escaldante

Entra no quarto, meia noite e meia
Faz amor comigo, ó lua crescente!
E amanhece o dia, ó lua cheia.

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

luscar

Compartilhe Compartilhe

https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
SEM NOÇÃO DO PERIGO

M

Minha mulher cometeu a loucura de me acordar de madrugada, pra matar uma barata.

Ela ainda tem medo de barata, mas agora tem mais medo é de me acordar de madrugada!

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

sid

Compartilhe Compartilhe

http://www.neumanne.com/
A CRISE NA PETROBRAS

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

jb

Compartilhe Compartilhe
UM FOLHETO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA

OS SOFRIMENTOS DE JESUS CRISTO

Autor: José Pacheco

sofrimentos-de-CRISTO

Oh Jesus meu Redentor
dos altos Céus infinitos
abençoai meus escritos
por vosso divino amor
leciona um trovador
com divina inspiração
para que vossa paixão
seja descrita em clamores
desde o princípio das dôres
até a ressurreição.

Dentro do Livro Sagrado
São Marco com perfeição
nos faz a revelação
de Jesus crucificado
foi prêso e foi arrastado
cuspido pelos judeus
por um apóstolo dos seus
covardemente vendido
viu-se amarrado e ferido
nas cordas dos fariseus.

Dantes predisse o Senhor
meus discípulos me rodeiam
e todos comigo ceiam
mas um me é traidor
só a mão do pecador
meu corpo ao suplicio vai
porém vos digo que vai
do homem que por dinheiro
transforma-se traiçoeiro
contra o Filho de Deus Pai.

Todos na mesa consigo
clamavam em alta voz
Senhor, Senhor qual de nós
vos trai dos que estão contigo
disse Cristo: é quem comigo
juntamente molha o pão
e todos me deixarão
mas São Pedro respondeu
mestre garanto que eu
não vos deixarei de mão.

Em verdade deixarás
nesta noite sem tardar
antes do galo cantar
três vêzes me negarás
Pedro com gestos leais
disse em voz compadecida
ês-me a morte preferida
mas não serei teu contrário
ainda que necessário
me seja perder a vida.

Estava tudo benquisto
com Pedro dizendo igual
até na hora fatal
da prisão de Jesus Cristo
então quando se deu isto
Pedro a espada puxou
num fariseu despejou
um golpe tão destemido
que destampou-lhe o ouvido
quando a orelha voou.

Ouviu a voz sublimada
de Cristo em reclamação
dizendo em repreenção
Pedro guarda a tua espada
deixa não promovas nada
porque tudo é permitido
não sejas enfurecido
não tentes e nem te alteres
pois se com o ferro feres
com ele serás ferido.

Jesus na frente seguia
na hora que lhe prenderam
todos discípulos correram
mas Pedro atrás sempre ia
de longe coitado via
Jesus de queda e de trote
sôbre as mãos do grande lote
cada bordoada um passo
até chegar no terraço
da casa do sacerdote.

Depois da tropa chegada
Jesus foi interrogado
bastantemente acusado
e Pedro viu da calçada
quando veio uma criada
perguntando com rigor
- Tu és acompanhador
do que está prêso aqui?
Pedro disse: eu nunca vi
nem conheço esse Senhor.

E assim continuou
de quando em vez a negar
antes do galo cantar
3 vezes Pedro negou
depois então se lembrou
do que Jesus tinha dito
amargo e bastante aflito
derramou pranto no chão
porque fez a transgressão
do que disse a Jesus Cristo.

Clique aqui e leia este artigo completo »

18 abril 2014 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 DEU NO JORNAL

VERGONHA TARDIA

José de Abreu, ator global, está disparando contra o PT e mesmo contra o ex-presidente Lula, acusando os dois de terem abandonado José Dirceu, seu principal articulador do passado e “responsável pela eleição do próprio Lula”, que está completando cinco meses na Papuda.

Abreu é amigo do mensaleiro há muitos anos e destila: “Essa postura do PT me envergonha”.

* * *

Demorou muito, muito mesmo, pra que ele começasse a ter “vergonha do PT“.

Eu – e todo mundo neztepaiz que tem vergonha na cara e senso de ética -, começamos a ter vergonha pouco tempo depois da posse de Lula. Bem pouco tempo depois...

O estouro do Mensalão foi só a confirmação do que a gente já desconfiava desde os primeiros dias.

parelha2

Até que enfim Zé Idiota de Abreu percebeu que seu ídolo é um cabra safado e tem os pés de barro, quer dizer, os pés sujo de lama…

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

AUTO_waldez

Compartilhe Compartilhe
BOM NEGÓCIO PARA QUEM?

Não há buraco mais fundo nesse país, desde que o PT assumiu o governo federal, do que as recentes denúncias envolvendo a Petrobrás.

Se for feita uma averiguação com seriedade e isenção, é provável que o rombo seja muito maior do que os malfeitos no chamado MENSALÃO.

Não é admissível que se tenha comprado uma refinaria de petróleo nos EUA pagando-se, no mínimo, um bilhão de dólares a mais do seu real valor.

É muito descaso com o dinheiro público ou muito desvio.

As mutretas são tantas que o cidadão que relatou as “vantagens” daquele péssimo negócio acabou sendo “punido”. Sua punição, segundo a presidente da Petrobrás, foi assumir a DIRETORIA FINANCEIRA da Petrobrás Distribuidora.

Por que será?

Por que quem nos deu um prejuízo imenso foi “rebaixado” ao cargo que controla todo o movimento financeiro da venda de combustível no Brasil?

A concepção de punição do PT é, no mínimo, curiosa. É similar à punição que recebem os juízes que vendem sentenças que são aposentados com salário integral. Só perdem o direito de julgar sentenças, coisa que já não vinham mesmo fazendo.

O que mais espanta, a quem enxerga um palmo à frente, são as divergências de opinião entre os envolvidos.

Dilma diz que se soubesse de todas as cláusulas o negócio não teria sido realizado. Graça Foster disse que contabilmente foi um mau negócio. Já para o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli e o Sr. Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da estatal, foi um bom negócio.

Bom negócio para quem? Para quem deve ter recebido alguma propina substancial pelo descaso com o dinheiro da estatal?

Se considerarmos que os executivos da Astra Oil, até então dona da refinaria, ficaram surpresos com o fato da Petrobrás ter aceitado comprar a segunda metade da refinaria de Pasadena, adquirida por US$ 42 milhões, por US$ 1,18 bilhão, a desconfiança de que há algo oculto nessas negociações só cresce.

O próprio presidente da Astra Oil, Mike Wingent, afirmou aos sócios que ”não ficaria surpreso se a Petrobras já tiver se dado conta que a refinaria não vale os US$ 650 milhões que eles sinalizaram”.

Não bastasse isso, segundo se verificou, Nestor Cerveró não só aceitou o preço como ofereceu US$ 50 milhões a mais, totalizando US$ 700 milhões.

Mais os que se dizem inocentes e que não sabiam das cláusulas não mencionaram, em tempo algum, que outras empresas ligadas à Astra Oil fizeram doações consideráveis para a campanha de eleição de Lula e de Dilma.

Na certa, os donos da empresa belga são socialistas! Só rindo para não chorar!

Se levarmos em conta que o Sr. Nestor Cerveró foi indicado pelo presidente do senado, Renan Calheiros e pelo senador petista Delcídio Amaral, o título da coluna há de ser uma pergunta que todo o povo precisa fazer:

BOM NEGÓCIO PARA QUEM?

* * *

FALA SÉRIO!

Depois que os Jogos do Pan no Rio custaram 800% a mais do orçamento inicial, está todo mundo acreditando que a afirmação de que os Jogos Olímpicos serão bancados por 60% com recursos da iniciativa privada.

Essa foi a grande piada da semana.

FALA SÉRIO!

* * *

Para quem, como eu, acredita que o esporte é para forjar o caráter do cidadão, foi deplorável a infeliz declaração do goleiro Felipe, do Flamengo, que ganhar roubado é mais gostoso!

Um atleta profissional que dá uma declaração dessas deveria ser banido do esporte.

FALA SÉRIO!

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

AUTO_jbosco

Compartilhe Compartilhe

http://www.fernandogoncalves.pro.br
NOVA TEOLOGIA

Diante das novas perspectivas para a Igreja Romana, com o papa Francisco ensaiando as primeiras alterações na cavilosa e tridentina burocracia vaticana e dando exemplos extraordinários, como o do café da manhã com moradores de rua comemorando seus 77 anos, seria altamente oportuno que a CNBB promovesse, nas diversas regionais, seminários para leigos e clérigos sob o tema O Espírito Santo e a Tradição de Jesus, tema título da obra póstuma do Pe. José Comblin, divulgada pela Nhanduti Editora, 2012, somente agora de leitura por mim iniciada com entusiasmo embasado por esperanças múltiplas num Cristianismo frutificador, jamais anestésico nem alienado. Tampouco voltado para ganhos ilusórios e promessas estapafúrdias, entre mentiras e outras maroteiras que apenas maculam, através de cinismos enxovalhantes, as atividades do Homão da Galileia, um judeu arretado, zelota subversivo que muito amo.Comblin_resenha

Para se entender mais efetivamente o livro acima, escrito para os jovens contemporâneos “que se afastaram da Igreja porque esta não foi capaz de traduzir a mensagem numa língua compreensível”, o Pe. José Comblin sempre proclamava que “o grande desafio para os cristãos do século XXI é saber o que devem fazer no mundo de hoje. A orientação está num retorno aos Evangelhos e à vida terrestre de Jesus”. E ia mais além: “Nossa época é importante saber o que procede do Espírito Santo e o que procede de decisões humanas”.

Há algum tempo, a monja Mônica Maria Muggler, desde 1991 colaboradora de Comblin nas Escolas de Formação Missionária, dizia que o atual estado do ensino de teologia o vinha incomodando, assunto refletido em inúmeros textos e múltiplas conferências. E quando foi convidado pelo bispo Frei Luiz Flávio Cáppio, da diocese de Barra, comunicou sua decisão no Fórum Panamazônico em Belém do Pará, em agosto de 2009, antes de partir deixando sua imensa biblioteca – mais de sete mil volumes – para a Universidade Católica de Pernambuco, a maioria dos quais seguiram após a sua morte. Sua decisão aconteceu após visita às instalações da Biblioteca da UNICAP, que tem em média 4.000 consultas diárias. Segundo ele, “nem na Europa encontrei uma biblioteca tão organizada e funcional!”

O Pe. José Comblin, acreditava que “não somente os edifícios, as instituições, mas também a teologia aparece como um grande museu”. E redigiu quatro versões, descortinando horizontes muito além dos atuais, “sempre com profunda honestidade intelectual e rara criatividade em termos de proposições”.

O Pe. Comblin eternizou-se em 27 de março de 2011, tendo sido exemplo de discípulo livre, fiel e perseverante, sempre em cumplicidade com o Espírito na transmissão da mensagem do Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador.

(Publicada originalmente no Jornal do Commercio de 18/Abr)

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

CÉSAR – CHARGE ONLINE

cesarjm

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 A PALAVRA DO EDITOR

A CEIA DERRADEIRA

Estas duas fotos a seguir foram feitas no Bar do Paulo, bairro de San Martin, aqui no Recife.

Elas foram tiradas no ano de 2006 e mostram os preparativos da encenação da Última Ceia, que fiz com a participação de vários amigos e alguns fregueses da casa, presentes naquele histórico e santo momento.

Paulo, o proprietário do estabelecimento, aparece do meu lado direito. Do lado direito dele, Paulo, está o colunista fubânico Xico Bizerra.

sc1sc2

A montagem foi inspirada na célebre pintura de Leonardo da Vinci, intitulada A Última Ceia.

Esta que está reproduzida a seguir:

A_ Santa_Ceia

A foto da montagem que eu planejei e realizei foi feita por minha prima Marta, fotógrafa de grande talento e doutora médica que cuida de doidos. 

Marta é uma psiquiatra de reconhecida competência, eis que, quando cuida e trata alcoólatras, bebe junto com eles, numa espécie de terapia interativa. De vez em quando ela vem fazer terapia comigo, aqui no Palácio Pontifício.

Após montagem feita em computador, descaradamente pirateei parte da pintura do gênio Leonardo da Vinci, exatamente o fundo do seu quadro monumental.

E o resultado final foi este aqui:

santa-ceia-2

O quadro original está aqui em casa, pendurado na parede da sala de jantar. Uma cópia está afixado no Box Sertanejo, Mercado da Madalena, e faz um sucesso danado entre os curiosos fregueses. 

Há algum tempo, coisa duns três anos, recebi mensagem de um leitor indignado, revoltado, dizendo que perdera toda “a admiração” que ele sentia por mim, diante deste “sacrilégio“. E dizia que eu não precisava deste tipo de “baixaria pra aparecer e fazer sucesso“.

E eu fiquei pensando que, tendo a mesma idéia que teve Leonardo da Vinci, reproduzir a última ceia de Jesus com seus apóstolos, me senti elogiado, ao invés de esculachado.

Aqui em Pernambuco faz um sucesso danado uma representação teatral, em Nova Jerusalém, que além da Santa Ceia, remonta também todos os passos do Redentor nesta Semana Santa. Um espetáculo que é repetido em todos os quadrantes do mundo, sempre com muito brilho e sucesso de público.

Quem teve esta ideia, reproduzir a última ceia, seja em pintura, seja nas telas de cinema, seja nas ruas, seja nas igrejas, seja nos palcos ou seja num bar recifense, deve estar querendo “aparecer e fazer sucesso” tanto quanto eu.

Conclusão: estou em boas companhias!

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

elvis

Compartilhe Compartilhe
UM PECADO VENIAL

O velho Abade Malaquias era um homem erudito. Lia muito e acumulava conhecimentos. Dirigia a Abadia de um Reino, há mais de vinte anos. Como Abade, era uma espécie de bispo, monge, e orientador espiritual.   Num certo dia, o Rei resolveu fazer algumas mudanças no reino, começando pela substituição do Abade. Para justificar o ato, avisou-lhe de que seria submetido a um teste de conhecimentos, em um ato público, no domingo vindouro, às nove horas. Conforme o resultado da sabatina, ele continuaria, ou não, dirigindo aquela Abadia.ABADE II

O Abade entendeu logo que esse teste era apenas um pretexto, para tirá-lo da direção da Abadia. Muito triste com a notícia, ele se sentiu vítima de uma grande injustiça. Bastante aflito, passou a fazer vigília e a orar com fervor, de dia e de noite, pedindo a Deus que o ajudasse.

Antônio Bento, o humilde sacristão da Abadia, tinha pelo velho Abade um grande apreço, e o respeitava como a um pai. Mesmo sendo muito pouco letrado, o sacristão era possuidor de uma Inteligência privilegiada.  Tinha o raciocínio rápido, presença de espírito, e resposta na ponta da língua para qualquer pergunta. Era dotado dessas qualidades inatas, o que não acontecia com o Abade Malaquias, apesar de toda a sua erudição.

Percebendo a aparência abatida do  velho Abade, o sacristão quis saber o que estava acontecendo. Foi até os seus aposentos e lhe indagou o motivo da sua tristeza, das noites em claro, e das lágrimas disfarçadas. O Abade lhe contou, então, que no domingo vindouro, às nove horas, o Rei iria submetê-lo a um teste de conhecimentos, em audiência pública, e se ele não acertasse as respostas, perderia seu lugar de dirigente da Abadia. Ele estava muito nervoso e temia fracassar no teste. Impulsivamente, o sacristão Antônio Bento disse ao Abade que, mesmo correndo o risco de se prejudicar, estava decidido a ajudá-lo, poupando-o do constrangimento, a que seria submetido. Planejou, então, comparecer, em seu lugar, diante do Rei, para ser sabatinado. Iria disfarçado, usando a indumentária do Abade, inclusive seu grande chapéu, que lhe cobriria parte do rosto. Mal se apercebendo do pecado venial, que ele e o sacristão iriam cometer, o Abade Malaquias não teve forças para recusar a ajuda do seu protegido. Como diz o ditado, “barco perdido, bem carregado”.

Finalmente, chegou o domingo, e no local e hora marcados, o sacristão Antônio Bento, disfarçado do Abade Malaquias, apresentou-se diante do Rei e da sua Corte, para ser sabatinado. De cabeça baixa e mãos postas, ouviu o Rei anunciar o motivo daquele ato e da inquirição. O pátio do palácio real estava lotado. Foi iniciada, então, a esperada sabatina. Seriam três perguntas eliminatórias.rei-em-seu-trono

O Rei pediu silêncio total ao público, e iniciou as perguntas.

Primeira pergunta:

- Abade Malaquias, quantos sacos de estopa seriam necessários para transportar o Monte Sinai para outro local?   Sem parar para pensar, o suposto Abade Malaquias respondeu:

- Se conseguirem um saco de estopa do mesmo tamanho do Monte Sinai, bastará um saco!!!

Ouviu-se a voz do Rei, eufórico e surpreso:

- Impressionante! A resposta está correta!!!

Os aplausos se fizeram ouvir.   Passaram-se alguns minutos e o Rei anunciou a segunda pergunta:

- Abade Malaquias, qual é o meu preço? Quanto eu valho em moedas?

Novo silêncio. Depois de alguns segundos, ouviu-se a voz decidida do sacristão, caracterizado de Abade, responder:

- Como Vossa Majestade é um Rei cristão, o vosso preço não pode ser maior do que trinta moedas, o preço de Jesus Cristo!!! Vossa Majestade vale trinta moedas!!!

Perplexo, o Rei, exultante, falou:

- É isso mesmo! A resposta está correta! Eu sou um Rei cristão e não posso valer mais do que Jesus Cristo! Eu valho trinta moedas!

Novos aplausos estrondaram.

Por fim, o Rei anunciou a terceira e última pergunta:

- Abade Malaquias, o senhor vai me dizer, agora, em que é que eu estou pensando? Adivinhe meu pensamento!

O suspense foi grande. A pergunta foi capciosa, para derrubar mesmo. Afinal de contas, ali não estava nenhum adivinho!!!

O sacristão Antônio Bento, perfeitamente caracterizado do Abade Malaquias, demorou alguns segundos, mas não se intimidou. Com voz decidida, respondeu:

- Vossa Majestade, neste momento, está pensando que está falando com o Abade Malaquias! Este é o pensamento de Vossa Majestade!

O Rei, admirado, e dando-se por satisfeito, proclamou:

- Todas as respostas do Abade Malaquias estão corretas! Por esse motivo, proclamo a sua permanência à frente da Abadia, até o fim dos seus dias!

Os aplausos estrondaram e o povo exultou de alegria.

Eis um pecado venial, por uma causa justa.

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

AUTO_sponholz

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 DEU NO JORNAL

CAMBADA DE CABRAS BONS

Dois condenados por envolvimento no mensalão – o ex-deputado João Paulo Cunha e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – deixaram nesta quinta-feira, 17, a cadeia e passarão o feriado prolongado em casa.

Os dois voltarão na terça-feira ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), em Brasília, onde cumprem pena.

Nesta quinta, os dois deixaram a prisão cedo para trabalhar. Delúbio Soares trabalhou durante todo o dia na Central Única dos Trabalhadores.

* * *

Tá pouco. Eles merecem mais. Merecem muito mais nesta santa semana.

Eles são todos bons.

Os ex diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, além do doleiro Alberto Youssef, também são bons. Muito bons.

AUTO_marcoaur

Marcola e Fernandinho Beira-Mar são mais dois exemplos de cabras bons.

Bons são também Lula, codime Barba, e seu operador Zé Dirceu.

Todos são bons nesta nação banânica.

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

AUTO_brum

Compartilhe Compartilhe
BRÁULIO DE CASTRO – OLINDA-PE

Papa Berto,

segue em anexo duas músicas de minha autoria gravadas por essa cantora maravilhosa que é Nádia Maia.

A bichinha tem uma voz totalmente nordestina, afinadinha que faz gosto.

Espero que os Fubânicos gostem e comprem o CD, que já se encontra a venda nas melhores casas do ramo.  kkkkkkkkk.

R. E a melhor casa do ramo é a loja Passa Disco, aqui no Recife, de propriedade do fubânico Fábio Cabral, Cardeal da Igreja Sertaneja, que vende pra todo Brasil, via internet, de forma  tranquila e segura.

Quem quiser comprar, ou apenas conhecer a página da loja, basta clicar aqui. Aviso logo: a Passa Disco tem o melhor e maior acervo de música brasileira e nordestina deste nosso país (depois eu cobro de Fábio o comercial…).

Quanto à minha querida Nádia Maia, fico feliz que só a porra que ela tenha gravado músicas de vossa autoria, meu caro Monsenhor. Sou apaixonado pela voz dessa morena simpática e linda que só a bixiga lixa, e sempre me encanto com suas interpretações.

E chega de conversa: vamos ouvir as composições que você nos mandou:

TELAS COLORIDAS – Bráulio de Castro e Carlos Magno – Canta: Nádia Maia

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

PRA CONQUISTAR O TEU AMOR (Xote Zé Limeiriano) – Bráulio de Castro e Fátima de Castro – Canta: Nádia Maia – Participação Espedial do Maestro Spok

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

nadia

A grande forrozeira Nádia Maia; clique aqui para conhecer a página dela

Compartilhe Compartilhe

18 abril 2014 FULEIRAGEM

CÉSAR – CHARGE ONLINE

cesarjm

Compartilhe Compartilhe
OS SOLDADOS DA PAZ

Os Boinas Azuis da ONU são considerados os Soldados da Paz. Estes soldados são enviados para áreas de conflito, nas mais diversas regiões do mundo, para mediarem uma convivência pacífica entre facções beligerantes. O Dia Internacional, dedicado a estes soldados da paz, é 29 de maio.boinas

Parece até um paradoxo relacionar o homem armado, com todo tipo de armas mortíferas, com a convivência pacífica entre os povos. Exército, soldado, polícia nos sugerem sempre armas, violência, guerras. E as guerras são a expressão do que há de mais terrível na humanidade. Pois, em todas as guerras morrem inocentes, estraçalham-se corpos, estupra-se, tortura-se, invadem-se residências, a corrupção se generaliza, incentiva-se a espionagem e a traição, espalha-se a mentira.

Nas guerras, praticamente, tudo o que é considerado crime em tempos normais está autorizado. Embora a arte e a literatura, muitas vezes, glorifiquem as guerras, e exaltem os generais que as conduziram, sob o aspecto humanitário toda a guerra é uma barbárie. E nesta barbaridade, a história, geralmente, considera heróis os soldados que mais inimigos mataram. Na burocracia militar de povos guerreiros, para chegar aos mais altos degraus da carreira, era necessário ter sido assassino cruel em alguma guerra.

Povos antigos, inclusive a civilizada Roma pagã, fizeram da guerra um sistema político. Eram Estados guerreiros, entre os quais em alguns, embora se qualificassem como civilizados, os seus soldados praticavam as maiores arbitrariedades e crueldades.

Na medida em que os povos se civilizavam, era de se esperar que os conflitos se superassem por negociações, e pelos apelos à paz de Jesus Cristo (“se alguém lhe bater na face, ofereça a outra!”). Mas, até hoje, continuam predominando na política os princípios pagãos, que se orientam pelo esquema amigo-inimigo. E o inimigo deve ser humilhado ou eliminado. Fomenta-se, por isto, a desconfiança, o ódio entre etnias e povos. E isto, ainda hoje, continua estimulando guerras bárbaras. Os soldados, nestas guerras, são cúmplices de seus mandatários, e das crueldades praticadas em todos estes conflitos.

Evidentemente, neste sentido pagão de uma política guerreira, em que ser soldado significa ter uma profissão em que, constantemente, se é treinado para matar gente, não é nada digno para um ser humano assumir uma profissão destas. Se ser soldado apenas fosse isto, em nada se distinguiria da profissão de carrasco. A diferença apenas estaria em o carrasco executar indivíduos, enquanto o soldado participar de execuções de grupos e povos. Mas, soldado, miliciano, mercenário e guerreiro não são sinônimos.

O soldado, em sua mais nobre função, deve ser um guardião da paz. A sociedade o sustenta para manter a ordem, a justiça e a honestidade. O soldado, em fazer da guerra uma profissão, se guia por uma consciência espantosamente imoral. Nenhum militar sensato ousaria afirmar que sua profissão consiste em um treinamento constante, ou na prática de matar gente.

A guerra é a parte escabrosa da vida de um militar, pois a maior aspiração do soldado deveria ser o fato de, em toda a sua vida, nunca ter tido a necessidade de apontar a sua arma para um ser humano, com a intenção de matá-lo. Da mesma forma, um país gloriar-se por sua produção e exportação de armas deveria provocar indignação e repulsa nos cidadãos.

A maior glória dos soldados da paz, e de qualquer militar, no futuro, deveria ser o fato de nunca ter acionado o gatilho de suas armas para matar uma pessoa. Isto já foi dito maravilhosamente por Hugo Grócio (1583-1645), em sua obra “Sobre o Direito à Guerra e à Paz”, dedicada a Luiz XIII, Rei da França, o que levou este soberano a fazer a seguinte consideração: “Quão belo, quão glorioso, quão doce à nossa consciência será poder dizer com confiança, quando um dia Deus nos chamar a seu reino, que esta espada, que recebi de Vossas mãos para defender a justiça, eu a devolvo imaculada, pura e inocente de todo sangue temerariamente derramado”.

Este fato, dos tempos de Grócio, nos ensina que, já nos primórdios do Direito Internacional, a maior glória para um soberano seria nunca fazer derramar sangue em guerras. Isto há 400 anos!

Estamos no mundo, que se considera civilizado, do Séc. XXI. Os autênticos soldados para este século só poderão ser “Soldados da Paz”, dispostos a contribuir na educação dos povos para uma convivência em tolerância e solidariedade. A humanidade verdadeiramente civilizada já não pode querer guerras, nem que seus soldados simplesmente sejam treinados para matar. Espera-se que o soldado, em nosso tempo, seja treinado para defender a vida dos cidadãos, e uma vida com dignidade.

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

GABO-

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 A HORA DA POESIA

VOLÚPIA – Florbela Espanca

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade…
A núvem que arrastou o vento norte…
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço…
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças…

florbela

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

BRUNO – VALEPARAIBANO

bruno

Compartilhe Compartilhe
O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO!

O mundo está se acabando e a gente não está nem aí. E não estamos ligando por dois motivos principais. O primeiro é porque nós, o populacho, não temos a menor noção do desastre que está acontecendo. O segundo é porque nós, ainda que tivéssemos conhecimento da extensão do problema, intuímos que nada podemos fazer.

O maravilhoso sistema capitalista, que é o regime das oportunidades, da beleza, do brilho, do luxo e da ostentação, é também, mesmo nas comunidades mais desenvolvidas, não só o das desigualdades a ele inerentes, mas o do exagero, do desperdício e do descontrole.

E, infelizmente, o controle, que é o que faltaria para aperfeiçoar o sistema capitalista, parece impossível de se lhe incorporar.

A competição e a necessidade de auto-superação não admitem rédeas para conter o objetivo final do progresso, que é o lucro.

A cada momento é preciso produzir novidade, aperfeiçoamento; e tudo se torna obsoleto todos os dias, necessitando de ser substituído.

Trata-se de um monstro que se auto-devora e que consome suas próprias crias: o aparelho de televisão gerado hoje amanhã não servirá mais, pois o consumidor deseja manter-se atualizado, competitivo com o seu vizinho e saciado em sua ânsia de luxo e perfeição, sendo que o mercado lhe oferecerá um produto novo, maior (ou muito menor), mais moderno, mais bonito e melhor.

Automóveis individuais são uma loucura, quando cidades e estradas não comportam mais tamanha quantidade de veículos, mas será necessário que cada um da família tenha o seu, de preferência que seja do ano.

Assim, as fábricas consomem os recursos da natureza e poluem o ambiente: se não bastassem suas chaminés expelindo gases nocivos, seus produtos continuam a fazê-lo, lançando aos ares a fumaça dos motores movidos a combustíveis (que também gastamos desordenadamente, em detrimento das gerações futuras).

As perturbações climáticas se agravam a cada segundo, sem que ninguém possa fazer nada para detê-las, pois os capitalistas precisam ganhar muito dinheiro; e nós, os consumidores, não queremos deixar de aproveitar ao máximo as maravilhas deste paraíso de ouro.

Pouco importa se a calota polar está derretendo, se o nível dos mares engolirão o litoral dos continentes, se países serão inundados, se o frio é cada vez mais intenso, se o calor ficará insuportável, se a vida será inviabilizada – nós fazemos questão do aqui e agora, de tirar o proveito máximo, de gozar a vida, estimulados pelo “glamour” que o capital põe à nossa disposição, mesmo quando não teremos condições de possui-lo no momento. Nos basta saber que todos temos a oportunidade de ficar ricos um dia no regime das oportunidades. Enquanto não chegamos à Ferrari nos contentamos com um telefone portátil de última geração, com a sua parafernália de aplicativos e maior quantidade de utilidades do que Bombril ou do que o cinto do Batman.

Quem me leu até aqui certamente pensa chegar ao fim, onde concluirei alguma coisa. Talvez tente, inutilmente, virar a página ou descer o cursor para ler o resto, mas não encontrará mais nada.

Acabou.

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

MARIOSAN – O POPULAR

mariosan

Compartilhe Compartilhe
CHAVE DE OURO

Comentário sobre a postagem EXTREMADAMENTE FORA DOS EXTREMOS

Hermes:

“O Jornal da Besta Fubana, realmente, não é de esquerda nem de direita. É democrático ao extremo.

Mas as opiniões do editor sempre estão ao lado do que é correto (coisa difícil hoje), ético e dá o nome correto aos bois.

Deixo sempre para ler a Besta depois que passei por todos aqueles Blogs de politica, tipo Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo, Implicante, Dora Kramer, Noblat, editoriais do Estadão, O Globo Online, Merval Pereira e outros.

Mesmo que eu não concorde com tudo o que eu leio dos Blogs, sei que são completamente independentes. Termino minha jornada de leituras diarias com A Besta Fubana pois os textos irônicos e o humor que permeia todo o Jornal, dá aquela descontraída. Fecho com chave de ouro a leitura.

Tem mais é que aumentar o numero de visitantes do Jornal.

Parabéns e obrigado.”

JBF joaqUIM

“Esse JBF é foda mesmo…”

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

fausto

Compartilhe Compartilhe

www.cantinhodadalinha.blogspot.com
FARTURA NO CEARÁ

dl1dl2

Fotos da colunista

Fartura terá
A Semana Santa
Tudo isso me encanta
No meu Ceará
A chuva por lá
Caiu com vontade
Pra felicidade
De quem fez roçado
No chão cultivado
Há prosperidade.

No sertão florido
De chuva encharcado
Comi milho assado
E milho cozido
Jerimum colhido
Nas ramas do chão
Maxixe e feijão
Na roça apanhei
Quando visitei
Meu velho sertão.

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

AUTO_son

Compartilhe Compartilhe

http://www.blogdegeraldopereira.blogspot.com.br/
PENSAMENTOS, PALAVRAS E OBRAS

 Era assim! As emissoras de rádio tocavam músicas clássicas, de preferência aquelas de cunho fúnebre. Os cinemas passavam películas sobre a vida do Cristo, a Paixão de Cristo uma dessas. Em casa a recomendação era a de não cantar e não assoviar. Numa oportunidade, olhando para uma estampa de Jesus, que havia no quarto dos livros, notei que Ele estava me repreendendo, porque eu tinha assoviado.DSC00973

A minha avó paterna, particularmente, vestia-se de preto, em sinal de luto fechado, pela morte que aconteceria na sexta-feira. Ou que já tinha acontecido, no caso de ser sábado ou domingo. Numa certa ocasião, uma empregada doméstica estava de calcinha e sutiã no quarto e eu passei. Juro que não olhei! Que não a vi assim, em trajes íntimos. Nessa rigidez toda vivi muitas de minhas semanas santas.

Quando a sexta-feira santa escurecia, com aquele ar soturno, verdadeiramente lúgubre, era o momento de nos reunirmos e seguirmos, quase que em procissão, para a Matriz da Soledade. Ali o Cristo estava, simbolicamente, morto, entregue à própria sorte, envolto por um pano branco. Um por um beijávamos a fronte do morto e rezávamos. Um gesto de uma falta de higiene a toda prova, mas fazíamos.

No sábado os clubes e as gafieiras se preparavam para o arrasta-pé da aleluia, mas o meu pai não deixava. Uma vez, insisti tanto, que ele capitulou e eu me danei para o Sindicato dos Tecelões. O diabo é que estavam lá as empregadas todas de minha casa. E bastou enlaçar Josefa, para o fiscal de salão repreender: “Se não dançar direito, vai pra fora!”. E não adiantava reclamar!

Ai pelo ano de 1957, eu com 13 anos de idade, resolvi fazer um retiro fechado em Beberibe. Era um tempo de recolhimento, de orações, muito apropriadamente realizado numa Semana Santa. Eu estava contrito, meditando e rezando segundo os costumes. De terço numa mão e missal em outra. Mas, chegou um momento em que o padre que dirigia o retiro comunicou a necessidade de irmos a uma igreja. Íamos, explicou, assistir Missa, porque havia uma restrição para a celebração na casa em que estávamos. Já não lembro bem do lugar, mas descemos uma ladeira grande e no sentido contrário vinham umas moças e uma delas verbalizou, dirigindo-se a mim: “Isso é que é um padre bonito!”. Confesso ao leitor que aquilo me tocou fundo, mexeu com a minha autoestima e eu que deveria sair dali para o seminário, desisti no ato. O diabo é quem vai, pensei!

Voltei pra casa, descarreguei a mala azul de lona, conversei com meu pai e ele foi extremamente lúcido: “Você é muito novo para entrar no seminário! Espere um pouco, se a vocação persistir, você vai no próximo ano!”. Foi o conselho mais sábio que ouvi. No próximo ano eu já estava integrado ao pecado o mais que podia. O danado é que só se considerava pecado o sexo: pensamentos, palavras e obras. E eu pecava nas três dimensões. Era mais afeito aos pensamentos. Uma coisa horrível!

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

Compartilhe Compartilhe
XOTE PRA DA LUA

Lua - Roberto Limeira

Foto: Roberto Limeira

A lua cheia lá no céu foi testemunha
Do nosso amor nascido feito um vulcão
Foi teu olhar que invadiu meu coração
Me abobalhando sob as lavas do amor.
A lua cheia lá no céu sorria tanto
Quando eu tremia te chamando pra dançar
Quando de leve comecei a te abraçar
Sendo abraçado por teu fogo abrasador.
Luar tão claro!
Forró da Lua e a sanfona até chorava
O meu calor por pouco não te queimava
Num xote santo sob a lua em esplendor.
Tudo tão lindo!
Forró da Lua e nós dois enamorados
Num vai-e-vem, nossos corpos embalados
Ardendo os dois de paixão e de calor.
Tudo tão lindo!
Clarão da Lua e nós dois apaixonados
Num vai-e-vem, nossos corpos abraçados
Ardendo os dois de paixão e de calor.

Compartilhe Compartilhe

17 abril 2014 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

paixao

Compartilhe Compartilhe
SOMBRIOS PROGNÓSTICOS

São sombrios os prognósticos quanto ao futuro do escritor Gabriel García Márquez. Registra-se que ele teria superado uma pneumonia devastadora, mas, como tem informado a imprensa, o escritor prossegue em sua via-crúcis. Seu câncer linfático está em fase metastática, sugerindo a irreversibilidade do quadro.gabriel-garcia-marquez

O escritor de 87 anos de idade, embora hospitalizado estaria, por conta de sua debilidade, recebendo tratamento apenas paliativo. Em outras palavras, é aquele terrível período em que, reconhecendo seus limites, os médicos se curvam à imponderabilidade.

Nascido na Colômbia, em protesto contra a ditadura ali instalada Gabriel García Márquez há mais de 50 anos escolheu morar no México, onde, provavelmente, seus restos mortais ficarão para sempre.

Dizem que o cemitério está cheio de insubstituíveis, mas a verdade é que o autor de Cem anos de solidão — mestre do realismo fantástico, Prêmio Nobel de Literatura, mente borbulhante de criatividade, justo orgulho dos sul-americanos, fará uma falta irremediável.

O autor de outras obras de merecido sucesso, como O amor nos tempos do cólera, Crônica de uma morte anunciada, Memórias das minhas putas tristes, O outono do patriarca, O general em seu labirinto e Notícia de um seqüestro – entre tantas outras, culminou por legar também frases inesquecíveis. O sexo é o consolo que temos quando o amor não nos alcança, A moral é uma questão de tempo e O bolero é a vida, são apenas três delas.

Especificamente ao julgar o governo do país onde nasceu, Garcia Márquez proferiu mais uma sentença: Na Colômbia, onde se põe o dedo sai pus. Parece até falar do Brasil, este país em que, sempre que se abre uma ferida, há quem se apresse a dizer que onde se põe o dedo sai petróleo. Petróleo…

Atualização da Editoria: Após a publicação desta postagem, foi noticiada a morte de Gabriel Garcia Márquez.

Compartilhe Compartilhe

© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa