http://fernandoportela.wordpress.com/

Este é um recanto só de histórias, pequenas, médias, mini, humanas e animais, com ou sem lógica, delirantes, esquizofrênicas
e paranoicas, frequentemente subversivas, mas a maioria delas só quer mesmo é lhe entreter.

POEMÍNIMOS

1
Devo. Nego.
Pagaria. Pagarei?
Deus sabe. Deus, sei.

2
Transido, na treva densa,
Imploro
O flash dos vaga-lumes.

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

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FANATISMO

Esta letra, interpretada por Fagner, é um belíssimo soneto da Poeta portuguesa Florberla Espanca, que viveu intensamente o seu curto tempo de apenas 36 anos neste mundo.

O cearense musicou uma obra-prima. Que o JBF oferece pros seus leitores neste domingo.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Florberla Espanca (Dez/1894 – Dez/1930)

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa …”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim! …”

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

AUTO_nicolielo

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CABEÇAS PENSANTES

Comentário sobre a postagem A ORFANDADE DO BRASIL PROFUNDO

Marcos Mairton:

“Sobre essa conversa (meio chata) de direita e esquerda, gostei muito do programa RodaViva da última segunda-feira, 27/Abr/2015, com o Demetrio Magnoli.

O debate me ajudou a esclarecer alguns pontos, mas continuo sem resposta para umas perguntas, tais como:

- só quem é de direita pode ser contra o casamento gay?

- só quem é de esquerda pode ser contra a redução da maioridade penal?

- só quem é de direita pode querer revogar o estatuto do desarmamento?

- só quem é de esquerda acha o respeito aos direitos humanos algo importante?

- só quem é de direita defende a meritocracia?

- só quem é de esquerda quer combater a discriminação racial, sexual ou social?

Ou será que essas questões não têm nada a ver com direita e esquerda e estão sendo utilizadas para manipular opiniões?

Aguardo retorno das muitas cabeças pensantes que por aqui transitam.”

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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3 maio 2015 DEU NO JORNAL

UM ESPANTOSO NÚMERO DE VISITAS PETRALHAL-BANÂNICO

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Petrobras informou à Justiça Federal do Paraná que 10 pessoas suspeitas de intermediar pagamentos de propina no esquema de corrupção que atuava na estatal fizeram 2.226 visitas à sede da empresa, no Rio de Janeiro, entre 2000 e 2014.

AUTO_genildo

De acordo com os registros da petroleira entregues na última quinta-feira (30), os operadores que mais circularam pela companhia ao longo de 14 anos foram Luis Eduardo Campos Barbosa (727 visitas) e Zwi Skornicki (532).

* * *

O que eu achei arretado mesmo foi o nome deste guabiru vermêio-istrelado: Zwi Skornicki.

Um nome do caralho, um sobrenome da porra!

Este cabra, o Zwi Skornicki, que é o operador do estaleiro Keppel Fels na roubalheira da Petrobras, aumentou seu patrimônio de míseros 1,8 milhão de reais para espantosos 63,2 milhões de reais neste período de mandarinato petralha.

Aliás, a foto que ele tirou na Place Vendôme, em Paris, depois de fazer compras, é uma imagem altamente emblemática destes tempos guabirutais do Socialismo Muderno.

Vejam que lindo: (lindo o flagrante e lindo o fucinho dele…)

Zwi

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

AUTO_mariano

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TIC-TAC

- E quando sair, não feche a porta. Quero ficar recebendo o vento – falou de cabeça baixa, sem olhar nos olhos dela. – Por favor – completou abaixando um pouco a voz, virando-se de lado na poltrona, denotando tristeza e aborrecimento.

Na verdade desejava mesmo era ficar vendo-a sumir pela rua estreita, com aquela mochila às costas, levando o futuro, carregando os seus sonhos de uma família, roubando-lhe o direito de sentir-se bem. Ah! Mas ela tinha seus direitos também e, entre eles, o de escolher se ficava ou se partia. Optara por ir. E ele, sem esconder sua resignação, aceitara de cara dura.

Ela nada respondeu. Abaixou-se para apanhar uma sacola deixada no chão, perto da televisão ligada com o som no módulo mudo.

Parou diante do aquário e se despediu em silêncio dos peixes. Um de cada vez. Eles nadavam alheios ao clima de angústias na sala, indiferentes ao adeus dela.

Ele acendeu um cigarro, tragou a fumaça apenas para a boca e ficou olhando pela janela. Coçou o topo da cabeça com as pontas dos dedos da outra mão. A que não segurava o cigarro. A mesma que descansou depois sobre o encosto da poltrona. Tinha uma perna dobrada com a coxa recostada no assento estofado. A outra, também dobrada, repousava sobre o mesmo móvel com a planta do pé apoiada. Um pé ao lado do outro. O joelho servindo-lhe de amparo para o cotovelo do braço direito estendido. Lá na frente a mão com o cigarro soltando a fumaça, subindo sem formas em câmera lenta, esvaindo-se pela sala ampla. As costelas do lado esquerdo apoiadas em duas almofadas, separando-as da poltrona. Soltou a fumaça da boca.

A camisa aberta deixava escapar a visão de parte do peito, onde uma tatuagem se sobressaía em três cores. Um escudo do time de sua predileção.

Ele desistiu do cigarro apagando-o no cinzeiro inox em forma de lua, repousado à frente, sobre o braço de um sofá. A vista se perdendo em um ponto fixo, mas observado sem atenção, lá fora, falsamente enxergado pela janela.

- Tenho que ir – ela falou parada a dois passos da porta, voltada para dentro de casa. Nas costas a mochila. Numa das mãos a sacola. A outra mão pendia na lateral do corpo, como um rosto sem expressão.

Metia-se em um vestido de malha azul, cuja barra estava um pouco acima dos joelhos, preso na cintura por um elástico fino, embutido na mesma peça. Levava nos pés uns tênis surrados de uma marca estrelada estadunidense, sem meias, sem cadarços, azul desbotado, cobrindo também os tornozelos. O cabelo arrumado em coque preso por um hashi não usado para o fim próprio, atrás, na nuca, deixando alguns fios soltos no rosto, escondendo o pequeno sinal de carne, avermelhado, “herdado de sua vó”, ao lado do olho. Duas pulseiras em couro fino, trançadas cada uma em três pernas, tingidas, uma verde e outra amarela, enfeitavam o seu pulso esquerdo em parceria com a singela tatuagem. Era o algarismo oito, deitado, simbolizando o infinito.

Ele abandonou o que olhava e não via pela janela. Voltou-se para ela. Ficou em silêncio.

Encararam-se.

Ela soltou um ar de riso. Franziu a testa depois, levantando as sobrancelhas. Ergueu a mão há pouco esquecida na lateral do corpo, gesticulando um “o que podemos fazer agora?” de palma estendida. A mesma mão que prendeu os fios soltos do cabelo, por trás da orelha esquerda, e voltou desprezada de ação à lateral do corpo.

- Talvez a gente pudesse…

- Não tem talvez algum – ele cortou a voz dela.

- … ficar se falando.

Ele voltou a olhar o nada pela janela. Também nada mais respondeu.

Ela ficou estática, vendo-o olhar pela janela.

Um silêncio dominou o ambiente. Quebrava-lhe apenas o tic-tac do relógio na parede, sob o zumbido constante do oxigenador na água do aquário.

- Ah! – exclamou enquanto livrava o ombro esquerdo da alça da mochila, trazendo-a presa no outro ombro à frente do corpo, pondo a sacola sobre o sofá vazio, perto do cinzeiro, de onde um filete de resto de fumaça subia contorcendo-se. Abriu um dos bolsos laterais, de onde tirou um molho. Fechou o zíper, endireitou a mochila nas costas. Pôs as chaves ao lado do aquário sem pronunciar outra palavra qualquer. Olhou o corredor da casa. Vários quadros pendurados em suas paredes, de um lado, de outro, indo até o fundo, dividindo os quartos de outros cômodos. Pegou a sacola de volta olhando a hora na parede.

Despediu-se da sala com um olhar rodeado em quase trezentos e sessenta graus.

Ela abriu a porta e prendeu-a no suporte do chão. Observou o portão escorado. O cadeado aberto, pendurado no ferrolho. Inspirou forte enchendo os pulmões de ar. Olhou o céu azul. Piscou os olhos duas vezes, sem reparar nesse toque. Saiu.

O rangido do velho portão de ferro, dando para a rua, fechou um ciclo. O estalo seco do cadeado encerrou uma história.

Ele continuou olhando para a rua. A mão sobre o encosto da poltrona tamborilava algo tão importante quanto o que olhava sem ver pela janela. Não ousou virar-se para a porta aberta.

A mente estava tão vazia, quanto os seus olhos de sonhos.

Na rua ela caminhava com passos rápidos e decididos.

Um tic-tac sob um zumbido enchia a sala de saudades e incertezas. De infinitos talvezes.

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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3 maio 2015 DEU NO JORNAL

OUTONO QUENTE

carlos brickmann

Empreiteiro preso, empreiteiro solto, manifestação reprimida com violência, Renan brigando com Temer e Eduardo Cunha? Isso só é crise para os fracos: crise mesmo, pesada, é a que este mês promete – e já no primeiro dia a presidente, que não quis falar na TV para poupar-se de um panelaço, tomou um buzinaço para protestar contra seu silêncio. Mas os problemas são maiores que qualquer discurso de Dilma (ou falta de discurso, que no caso dela é a mesma coisa).

1 – A CPI da Petrobras pediu à empresa a gravação das reuniões do Conselho de Administração que trataram da compra da refinaria de Pasadena e da construção da refinaria Abreu e Lima. Informa a Petrobras que apagou as gravações. Se é para apagar, por que gravar? E justo as reuniões que Dilma comandava? A CPI estuda pedir à Polícia Federal uma operação de busca e apreensão na Petrobras.

2 – O Ministério Público Federal, informa a revista Época, investiga o relacionamento entre Lula, Odebrecht e obras no Exterior financiadas pelo BNDES. Não foi divulgado nenhum indício de crime – mas por que o Ministério Público Federal abriria investigação, se não houvesse qualquer tipo de suspeita?

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3 – Há quem pense que, com a libertação dos empresários (presos efetivamente há tempo demais para quem nem foi julgado), a Lava-Jato perdeu o ímpeto. Mas há muito a investigar – inclusive o que foi dito, mas ainda não confirmado, nas delações premiadas. A partir daí abrem-se novas investigações – que ocorrerão. Aliás, o juiz Moro virou ídolo.

Se um dia quiser ser candidato, será forte.

A força dos números

Pedro Pedrossian Neto, leitor desta coluna, fez algumas contas interessantíssimas sobre o tamanho da ladroeira do Petrolão. Os R$ 6,2 bilhões oficialmente desviados da Petrobras, em notas de R$ 100, enfileiradas, formariam uma trilha do Oiapoque ao Chuí, ida e volta. Os R$ 21,6 bilhões de prejuízo da Petrobras em 2014 iriam de Ushuaia, na Patagônia, extremo Sul da América, até Anchorage, no Alasca, no extremo Norte, e voltariam; e, saindo mais uma vez de Ushuaia, chegariam à metade da distância até Anchorage. Isso ainda é pouco: os R$ 44,3 bilhões de baixa contábil (projetos que custaram caro e não deram certo) dariam uma volta e meia na Terra.

Nossos governantes, claro, não sabiam de nada.

Mais número

José Casado, excelente repórter de O Globo, se dedicou ao balanço da gestão de José Sérgio Gabrielli na Presidência da Petrobras. Em sua gestão, a Petrobras perdeu R$ 17,4 milhões por dia, R$ 726.400 por hora. Em cada real registrado como perda no balanço da Petrobras, 87 centavos cabem ao período de Gabrielli.

Comparando: os prejuízos da era Gabrielli na Petrobras equivalem à soma da receita anual da GM, Mercedes-Benz e Honda; superam os monumentais, gigantescos, piramidais lucros de Bradesco e Itaú – somados – em 2014. Metade de sua diretoria é investigada por corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil, EUA, Holanda e Suíça.

E como é que Gabrielli foi parar na Petrobras? Simples: era militante do PT. E obedecia sem discutir às ordens da então ministra Dilma.

JSG

Sabe de nada, inocente

John D. Rockefeller, criador da Standard Oil, uma lenda no mundo dos combustíveis, dizia que o melhor negócio do mundo era uma empresa de petróleo bem administrada. E o segundo melhor negócio do mundo era uma empresa de petróleo mal administrada. Rockefeller não conheceu a experiência brasileira.

Ou talvez estivesse certo: embora não para seus acionistas, nem para o Brasil, a Petrobras era um excelente negócio para quem soube aproveitar-se dela.

Números d’ultramar

As previsões dos economistas brasileiros, exceto os que melhor conhecem as burras estatais, são ruins. Que se tente uma opção: o Banco Central traz o economista português Ricardo Reis para falar sobre metas de inflação. Reis cobra R$ 30 mil pela palestra, mais despesas.

Talvez, como estrangeiro, seja ouvido.

Os vários Renans

Não estranhe as atitudes de Renan Calheiros, que condena seu PMDB por reivindicar nomeações e, ao mesmo tempo, vai nomeando os aliados. Como um importante personagem bíblico, Renan não é um, é legião. Há um Renan que briga com Temer e o critica em público, há um Renan que manda para Temer uma lista com a indicação de cinco nomes para bons cargos (dois ele já emplacou: um diretor da Anvisa e o presidente da Associação Nacional dos Transportes Terrestres, ANTT).

Há um Renan que condena a corrupção, há um Renan acusado em delação premiada da Operação Lava Jato por Paulo Roberto Costa. Há um Renan que briga com Eduardo Cunha por opor-se à terceirização, e um Renan que se alia a Eduardo Cunha para desgastar Dilma. Há o Renan de Collor, o Renan de Fernando Henrique, o Renan de Sarney, o Renan de Lula, o Renan de Dilma, o Renan anti-Dilma.

E todos convergem em um, o Renan de Renan.

Ele conhece

Joaquim Levy disse que não é difícil ser ministro da Fazenda de Dilma. Deve ter razão, já que até Guido Mantega foi capaz de ocupar o cargo. Está comprovado que não é difícil ser ministro da Fazenda de Dilma.

É apenas inútil.

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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DECISÃO

Este domingo, dia 3 de maio de 2015, é uma data histórica no calendário do futebol pernambucano.

Pela primeira vez, em um século, um time de futebol do interior vai disputar a final do campeonato estadual.

O Salgueiro Atlético Clube é da cidade sertaneja do Salgueiro, que fica a 514 km da capital, enfrentará o Santa Cruz Futebol Clube, aqui do Recife, numa partida que vai decidir quem será o campeão pernambucano.

O jogo vai ser às 4 da tarde, no estádio do Arruda, em Recife.

É o chamado “jogo da volta”. O “jogo da ida” aconteceu em Salgueiro, na última quarta-feira, tendo como resultado um empate de 0x0.

O Salgueiro, que tem como símbolo o gavião carcará, e o Santa Cruz, que tem como símbolo a cobra coral, são destaques no noticiário esportivo local há mais de uma semana.

migueljc

A cobertura da imprensa pernambucana sobre esta final é tão ampla que chegou ao ponto de ser tema da manchete principal do Jornal do Commercio, edição de hoje.

Aliás, uma manchete bem criativa, que brinca com o fato do nome dos dois times começarem pelas mesmas letras.

Vejam:

capajc

Não sou torcedor e acompanho de longe o noticiário esportivo. Mas hoje à tarde eu vou estar à frente da televisão, torcendo pelo Salgueiro, como bom e leal matuto que sou.

Aliás, numericamente, hoje o Santa Cruz tá numa desvantagem arretada: o interior de Pernambuco, todinho, está torcendo contra o time da capital.

Bota pra torar e lasca a cobra, carcará!

escudos

Salgueiro Atlético Clube x Santa Cruz Futebol Clube

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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PERNAS, PRA QUE TE QUERO?

No Brasil dos dias atuais, o que não falta para quem escreve e gosta de escrever, é assunto. Tem assunto “bombando” e enchendo páginas e páginas de veículos de comunicação. E daria para encher muito mais – e até nos permite escolher o mais interessante.

E, sabe aquele negócio de “vencer pelo cansaço”? Pois é isso que começo a ver que é o que querem os mentores desses ou daqueles assuntos. Todo dia tem um atropelo novo, uma nova bomba, sempre mais um escândalo. E, infelizmente, cada um maior que o outro.

Ontem mesmo, lemos num portal uma opinião creditada ao Ministro Gilmar Mendes, do STF, garantindo que, “é provável que exista sim, alguma irregularidade nas contas da reeleição da Presidente Dilma.” Quem lê, inquestionavelmente caminha para algum tipo de “providência necessária”; outra notícia, em outro portal, garante uma relação de amizade e proximidade do também Ministro do STF, Dias Toffoli, com Léo Pinheiro, presidente da empreiteira OAS. O Ministro não nega que a amizade existe, embora não exista qualquer intimidade. Isso tudo, dias após a liberação dos investigados (Léo Pinheiro é um deles) para cumprirem prisão domiciliar, segundo a revista Veja. E, não é bom esquecer que, na sexta-feira, feriado nacional em comemoração ao Dia do Trabalho, a Presidente da República, eleita pelo PT (Partido do Trabalhador), se eximiu de qualquer pronunciamento relativo à data. Notícia, é o que não falta.

Destarte, resolvemos falar da mulher (eita bicho bom e gostoso da gota serena, siô! – tem quem não goste, mas, não nos cabe decidir por esses, mas que é uma puta perda de tempo, isso é).

Mulher é sempre mulher. Ao lado, na frente, junto, e até atrás, em algumas circunstâncias. Alguns homens amadurecendo ou já amadurecidos, sem mulher, são homens pela metade (ou até menos). E, é da mulher brasileira que pretendemos falar hoje. Ainda que alguém tenha falado pouco e dito muito em poucas palavras. Escute a música a seguir:

Mas, tantos já falaram tanto da e sobre a mulher, brasileira ou não, que resolvemos “setorizar” (o termo, no assunto, não pretende ser pejorativo) esse ente querido por todos nós, desde o nosso nascimento – e é através dela que chegamos ao mundo dos vivos.

E, no Brasil, quando alguém “divide” a mulher, a primeira ideia que salta é o corpo, com a beleza e os atributos inatos da feminilidade. Mas, não podemos esquecer que mulher não é apenas o corpo e a beleza física. Mulher tem atributos morais, religiosos, e alto grau de inteligência. Mulher não é apenas seios, bunda e coxas. Mulher tem miolo – se bem que, em algumas, esse funciona mais que em outras. Se você não tem ou não quer ter (no sentido de conviver e nunca de possuir, de forma condenável enquanto propriedade) uma mulher, saiba que está perdendo tempo.

Assim, resolvemos “dividir” a mulher, e tentar falar alguma coisa de uma das mais belas “partes” da mulher: as pernas. E, não dá para falar das pernas, deixando de fora os pés e as coxas. São três partes numa só, cada uma mais bonita e mais delicada que a outra.

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Marylin Monroe numa cena de “O pecado mora ao lado”

E o mundo inteiro há de concordar conosco, que, Norma Jeane Mortenson, anos depois conhecida e reconhecida como Marylin Monroe foi uma das mulheres mais bonitas do mundo em todos os tempos. Ninguém também terá coragem de negar que, as pernas que Marylin mostrou na cena do filme americano “The Seven Year Itch”, traduzido para nós como “O pecado mora ao lado” atestaram não apenas a beleza física. Será que outras pernas quaisquer apareceriam naquela cena do “ventilador amigo” com tamanha sensualidade?

É difícil assegurar, mas pode-se dizer com certeza que, Marylin Monroe fez outros filmes e nenhum teve o reconhecimento daquele pecado de pernas.

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Pés, pernas e coxas formam uma poesia corpórea

Pensar que, com a graça de Deus, apenas um espermatozoide e um óvulo realizam tão magnífico trabalho de construção de alguns “verdadeiros monumentos” como esses que mostramos registros fotográficos aqui.

Pernas longas, magras ou roliças; pés pequenos ou grandes, servindo de base para uma arquitetura meiga e assinada pela Natureza. Coxas que completam um conjunto de beleza de maciez inigualável.

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Sônia Braga no Dama do Lotação

E, inexplicavelmente, algumas ainda acham que é “preciso melhorar”!

Depilação à base de cera. Massagens, cremes, musculação. Para que?

Como alguém pode achar que precisa melhorar algo tão perfeito criado por Deus?

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Pernas exageradamente lindas

O envelhecimento é um castigo para esse tipo de beleza feminina. Algumas mulheres com a beleza estrutural de Sônia Maria Campos Braga e tantas que aos poucos surgem no cenário da “apreciação”, jamais deveriam envelhecer.

Sônia Braga foi um dos fenômenos brasileiros nos anos passados. Infelizmente, a beleza física empanou um pouco o seu talento de atriz. Muitos lembram apenas as cenas onde têm destaque os seus dotes físicos – incontestáveis!

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

AUTO_nicolielo

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ILMA SARTORI – BAURU-SP

Senhor Editor,

Para os leitores fubânicos que padecem com prisão de ventre e bostas presas, ofereço uma excelente sugestão de remédio.

Parabéns por esta gazeta escrota e um bom domingo!

Abraços.

lx

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3 maio 2015 FULEIRAGEM

CÍCERO – CORREIO BRAZILIENSE

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2 maio 2015 DEU NO JORNAL

A BURRICE VENCE A ESPERTEZA

nelson motta

O recente balanço do desastre da Petrobras é a prova contábil e irrefutável de uma triste verdade brasileira: a incompetência, a má gestão ou a simples estupidez, mesmo movidas pelas melhores intenções, dão mais prejuízos do que o roubo e a corrupção. Na devastação da Petrobras, a burrice irresponsável venceu a esperteza criminosa por 41 a 6 bilhões de reais. O que é o rombo da corrupção perto dos prejuízos que os não ladrões despreparados e incompetentes, e os que os nomearam, deram à empresa?Lula-petrobras-

É o resultado de uma política de ocupação de cargos de alta importância e responsabilidade por quem tem como única credencial a lealdade ao partido ou a militância sindical.

Assim como na ditadura esses cargos eram ocupados por militares, que nada entendiam daquelas atividades, mas tinham a confiança de seus superiores de que não roubariam e não abrigariam inimigos da revolução, Lula deu a mesma função e prestigio aos sindicalistas.

O que um bancário sindicalista que luta por aumentos, participações nos lucros, hora extra, semana de 40 horas e, sobretudo, odeia visceralmente a instituição “banco” (sonha ver todos estatizados) pode entender dos complexos negócios de um banco numa sociedade de mercado?

Militância no sindicato dos petroleiros dá a alguém competência e condições técnicas para administrar grandes estruturas de exploração, refino e comércio internacional de petróleo? A resposta está no balanço da Petrobras.

Essa é uma das mais malditas heranças de Lula, a “sindicalização” do país, abrigando companheiros onde não estavam qualificados, reduzindo a politica à lógica – e à ética – das eleições sindicais, e à função, legítima e necessária, de um sindicato: conseguir mais e melhor para os seus companheiros. Faz sentido.

Mas um país não é um sindicato. Nem pertence a um partido. A mais maldita das heranças do PT é o aparelhamento das estatais para um projeto de poder que teve na Petrobras o seu melhor e pior exemplo.

Mais que um impeachment ou uma alternância de poder numa eleição livre e democrática, a reforma que o Brasil mais precisa é instituir a meritocracia.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

paixao

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MARCOS VANNI – SALTO-SP

Caro Berto, boa noite!

Aqui seu repórter especial da Besta Fubana, de Salto – SP

mv211

O nosso prefeito, vermeio istrelado, fez esta aplicação no fiofó do povo saltense, acredite.

Ele disse que foi uma ótima aplicação, pelo menos no meu doeu pra cacete.

Em 2013 o Banco Rural estava envolvido ate o pescoço com o mensalão,,,,,,,,,,,,,,,,

Abração.

* * *

Jornal Estancia da cidade de Salto – SP

Após denúncia dos vereadores saltenses Edemilson, Eliano, Edival, Lafaiete, João Bispo e Rosana, quanto à aplicação feita pela Prefeitura de Salto no ano de 2013, de R$ 1,1 milhão no Banco Rural (envolvido com fraudes e mensalão), nesta quarta-feira (29), a juíza Silvia Paula Moreschi Ribeiro Coppi concedeu a Liminar pleiteada determinando o bloqueio e a indisponibilidade dos bens do prefeito Juvenil Cirelli, até o montante apontado na inicial (R$ 870.923,54).

A improbidade administrativa será decidida no curso da ação, embora a juíza já tenha sinalizado no sentido de acatar integralmente os argumentos do Ministério Público.

Segundo consta na decisão, a indisponibilidade dos bens é cabível quando o julgador entender fortes indícios de responsabilidade na prática de ato de improbidade que cause dano ao Erário. Inclusive, consta dos relatórios que tais irregularidades já haviam sido apontadas à própria Prefeitura.

R. Os leitores desta gazeta escrota são mesmo de lascar.

Falam mal de guabirus de todos os níveis, sejam federais, estaduais ou municipais. Não deixam os coitadinhos roer em paz de modo algum. A gente chega fica com pena da família ratazânica.

Agora, caro leitor saltense, preste atenção neste detalhe: este guabiru aí da cidade de vocês tem um padrinho inspirador muito forte.

Eu acho muito difícil que este prefeito, mesmo denunciado e tendo sua atividade corrupcional amplamente comprovada, venha a ser punido exemplarmente e devolva o que roeu dos cofres públicos.

Veja nesta foto abaixo, o prefeito vermêio-istrêlado Juvenil Cirelli ao lado do seu inspirador e chefe mor:

Juvenil_Lula

O sonho desse alcaide da cidade de Salto é chegar às culminâncias que Lula chegou, ou seja, brilhar um dia na capa da revista Época, por ser alvo de investigação do MPF, envolvido em denúncias por guabirutagens em favor da Odebreceht. Será a glória!

Ele segue fielmente o exemplo do seu adorado líder, como todo bom prefeito petralha que se guia pela rígida ética do bando istrêlado-vermêio.

Juvenil_Dilma

Prefeito: “Olha lá, Gerenta Dilma, o repórter do JBF tirando retrato de nós dois”

Prisid-Anta: “Tamos fudidos: o Editor daquela gazeta escrota vai gozar com a cara de nóis”

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

GILSON – CHARGE ONLINE

AUTO_gilson

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2 maio 2015 DEU NO JORNAL

TEREMOTO BANÂNICO

Terremoto danificou ou destruiu 95% dos centros de saúde do Nepal, afirma OMS.

* * *

Já em Banânia, o terremoto vermêio-istrêlado alcançou o significativa índice de 100% de destruição.

Os centros de saúde deixaram de ser “quase perfeitos”, como garantiu Lapa de Mentiroso, pra ser “totalmente devastados”.

pncdt

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Sr. Editor:

Veja, no vídeo abaixo, o que o Deputado Nereu Moura (PMDB) – um dos líderes da oposição e cabo eleitoral da Dilma, no Paraná – declara, em alto e bom som, na Assembleia Legislativa, no dia da confusão com os amestrados pseudo-professores.

Note-se que ele deixa bem claro qual era a intenção da oposição: O DERRAMAMENTO DE SANGUE!!!

A PM não bateu em professores, como se diz por aí.

A PM enfrentou vândalos, enfrentou bandidos, enfrentou marginais.

O confronto no Paraná foi meticulosamente planejado por extremistas e por profissionais da baderna.

É só inteira-se dos fatos e atitudes anteriores.

E eu – que fui professor, e me orgulho disso, durante 35 anos – não posso crer que foram professores, que foram homens e mulheres dedicados à educação de jovens e crianças, a se comportar como uma ralé ensandecida e arrogante, como os/as meliantes que aparecem nos filmes.

E, para os indignados defensores dos “inocentes-cordeirinhos-ali-sacrificados-no-altar-da-liberdade”, que olhem os vídeos abaixo para certificarem-se quem – essa corja de malfeitores – realmente era:

Vídeo 1 – Como os ditos “manifestantes” se comportaram, já de início:

Vídeo 2 – De quem partiu o ataque?

Vídeo 3 – Com máscaras, preparando coqueteis molotov:

Vídeo 4: Os black blocs e as armas dos “patriotas”:

Se, após olharem os filmes – esses ideologizados defensores – ainda continuarem com suas indignadas posições vitimistas, então é porque tiveram professores (sic) como os/as que aparecem nas filmagens acima, e foram muito bem amestrados para serem seus sabujos, seus lacaios, seus futuros mártires – cujos cadáveres eles tanto procuram – para justificar e implantar as suas opiniões liberticidas e as suas causas mórbidas e macabras.

E pobre do que ainda resta do Brasil educado e ordeiro quando, pela ordem natural das coisas – essa malta criminosa – esses descerebrados “futuros-da-Pátria” – assumirem o seu papel na condução do nosso país.

Se a classe dos professores que deveria dar – a todo instante e a cada lugar – demonstrações inequívocas de respeito, educação e inteligência está tornando-se essa coisa execrável, virulenta, criminosa, desrespeitosa, mal-educada e burra, o quê pode-se esperar do resto da população?

Abraços.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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ROMPENDO PESSIMISMOS

Em todos os recantos do planeta, neste ainda angustiante princípio de século XXI, busca-se um novo olhar sobre a humanidade. Sob denominação de “espiritualidade laica”, um dos principais defensores do humanismo secular, ex-ministro da Educação da França de 2002 a 2004, o filósofo Luc Ferry escreveu A Revolução do Amor: por uma espiritualidade laica, Objetiva, 2012, analisando o nascimento de uma nova transcendência, a partir da sacralização do ser humano por meio do amor. Segundo ele, “hoje, no Ocidente ninguém arrisca a própria vida para defender um deus, uma pátria ou um ideal de revolução. Mas vale a pena se arriscar para defender aqueles que amamos. Vivemos a revolução, e essa é melhor notícia do milênio”.pel

O livro é composto de uma Introdução e três partes – Theoria, Moral e Espiritualidade. Na Introdução, Ferry aponta os três traços característicos do tempo presente: a desconstrução dos valores tradicionais; a desapropriação democrática e a impotência pública crescente diante dos avanços da globalização e a emergência de uma impossível “governança mundial”; “o amor do amor”, novas formas de vida amorosa, o que todos estão buscando mais que tudo.

Na Theoria, o autor aponta a filosofia da globalização; na Ética, uma breve história das cinco visões morais do mundo que dominaram o pensamento e a vida ocidentais; na Espiritualidade, as consequências espirituais do segundo humanismo, o surgimento do sagrado com face humana e suas sequelas na vida do espírito: política, arte e filosofia.

Na Moral, Ferry analisa as implicações éticas dos dois maiores fenômenos, amplamente correlacionados do século XX: a desconstrução das tradições e a emergência da família moderna, quando um novo humanismo ressurge, ainda conservando parte dos antigos paradigmas. Ele analisa as cinco visões morais do mundo: a concepção aristocrática da ética, a fundação religiosa da moral ou o “teológico-ético”, a ética republicana das Luzes, a ética da autenticidade numa época de desconstrução e os novos valores do século XXI. E alerta: “As miragens do consumo infinito nos levam a privilegiar o Ter em detrimento do Ser, as posses em prejuízo da sabedoria interior”. E vai mais além, sem qualquer temor: “O consumo frenético possui a mesma estrutura do vício. Assim, como o drogado, depois de certo limite de dependência, deve aumentar constantemente o uso e aproximar as doses, aquele que persegue a glória, a riqueza e as honrarias passa de sucesso em sucesso sem jamais ter descanso.

Um livro que deveria servir de reflexões diárias, lido em doses homeopáticas, riscado, rabiscado, relido e quase memorizado. Nunca se olvidando da fórmula deixada por Spinoza: “A filosofia é meditação da vida e não da morte”. Somente uma nova paixão política nos fará emergir como Nação soberana: a da preocupação com as gerações futuras, fortalecendo o Ser antes do apenas Ter.

(Publicado originalmente no Jornal do Commercio de 2/Mai)

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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2 maio 2015 DEU NO JORNAL

A ORFANDADE DO BRASIL PROFUNDO

ruy fabiano

O Brasil, como salta aos olhos, é um país dividido. E a divisão não é apenas partidária, que é sua manifestação mais superficial e circunstancial, já que o brasileiro não crê em partidos.

A mais densa manifestação divisionista se constata entre sua elite universitária, politicamente correta – uns dez por cento da população – e o restante da sociedade, da classe média para baixo.

As pesquisas tangenciam o problema. O chamado Brasil profundo é religioso, conservador em seus costumes e valores e com uma visão realista das questões do cotidiano (maioridade penal, liberação das drogas e do aborto, desarmamento, entre outras) – o avesso do que propugna o Brasil politicamente correto.

Este – e aí incluem-se os formadores de opinião, estudantes e professores universitários, profissionais liberais e a militância de esquerda (centrais sindicais, ONGs, movimentos sociais) – fala outro idioma, embora se arvore a falar por todos.brasil_dividido

Não se trata de uma tese, mas de fatos. O Brasil profundo, segundo pesquisas diversas, rejeita, por exemplo, o casamento gay.

Por essa razão, nenhuma proposta nesse sentido foi submetida ao Congresso ou mesmo, via plebiscito, ao povo.

Buscam-se então vias alternativas. Assim, a autorização veio pelo Supremo Tribunal Federal, respondendo a consulta, contra a letra explícita da Constituição. A união civil estável sob a proteção do Estado, objeto da consulta, é tratada no parágrafo 3º, do artigo 226, nos seguintes termos: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

Apesar disso, o STF decidiu legislar: estendeu-a aos homossexuais. Na sequência, o Conselho Nacional de Justiça, sem qualquer base legal, autorizou os cartórios a realizar casamentos – e não apenas união civil estável sob a proteção do estado -, indo além da transgressão anterior.

Não se trata aqui de discutir o mérito da iniciativa, mas como foi obtida: à revelia da maioria, sem consultá-la – e mesmo já sabendo o que esta expressara, por meio de diversas pesquisas.

Idem o desarmamento. Em plebiscito de outubro de 2005, dois terços da população se manifestaram contrários à proibição da venda de armas de fogo – mas e daí? O Brasil politicamente correto, que se diz democrata, afronta a maioria e busca expedientes por meio de portarias administrativas, que contrariam a vontade explícita da maioria. O Congresso é também ignorado.

O mesmo Brasil real é contra a legalização do aborto, considerando que as exceções já acolhidas em lei – risco de vida da mãe, estupro e feto anencefálico – são suficientes. Mas a agenda politicamente correta insiste em ampliá-lo.

O deputado Jean Wyllys, que simboliza uma ala do politicamente correto, acha que, em questões assim, o povo não deve ser consultado, pois seguramente “votaria errado”. Ou seja, sente-se tutor da população em questões comportamentais.

Há uma determinação, de índole positivista, de impor às massas ignaras um novo país, moldado por valores que não compartilha e que não é chamado a debater.

A chave dessa divisão está no sistema educativo. Há décadas – e isso remonta ao tempo do regime militar -, a agenda politicamente correta, que contesta valores da formação cristã tradicional, que moldou o pensamento da população brasileira desde a colonização, vem sendo imposta nos colégios e universidades, sobretudo no meio urbano. Há mais de uma geração já submetida a esse software educacional, que prepara o país para sua total esquerdização, por meio de uma revolução cultural no melhor estilo gramsciano. E isso gerou dois brasis.

A própria Igreja Católica submeteu-se a essa polarização. Em 64, posicionou-se contra a esquerda; hoje, a apoia, via CNBB.

Idem a OAB, hoje transformada em célula do PT. O fenômeno, complexo, é, no entanto, tratado de forma simplista.

O presidente do PT, Rui Falcão, adverte contra uma “conspiração conservadora”, que estaria promovendo “o renascimento da direita”, como se por trás da voz das ruas, que descrê dos partidos e da própria política, estivesse, como proclamou o sábio Sibá Machado, líder do governo na Câmara, “o braço da CIA e do imperialismo”. A realidade é outra: o PT aparelhou a sociedade civil organizada, mas não o Brasil profundo.

Aparelhar 200 milhões e varrer os valores essenciais que moldaram a construção de uma nação de meio milênio, exige, se é que é possível, mais tempo e melhor conteúdo.

Xingar de “fascistas”, “reacionários” e “direitistas” os milhares de manifestantes que ocupam as ruas – e os milhões que se manifestam de casa -, e que rejeitam a imposição de uma agenda avessa a seus costumes, é inútil e ridículo.

O abismo entre os dois brasis é profundo e nenhum partido sequer diagnosticou o problema. A eventual queda do PT não o resolve, mas, ao menos, abre caminho para que uma interlocução se estabeleça. É preciso repensar o país real, em vez de insistir, como os positivistas que há 126 anos proclamaram a república, em conduzi-lo como um rebanho inepto a um projeto de paraíso que só existe na cabeça dos que o conceberam.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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MOROSIDADE CHEIRA IMPUNIDADE

Inconformado com a morosidade nos serviços, o brasileiro mete o pau na Justiça. Desce a lenha. Critica, xinga, mostra-se descrente com o andamento processual, decepcionado com o tempo perdido e pessimista com os resultados normalmente obtidos. Toda vez que os processos se arrastam no judiciário cresce a irritação do povo, aumenta a desconfiança na Justiça, dobram os transtornos e aborrecimentos causados pela sobrecarga de trabalho e a burocracia que só contribuem para aumentar a impunidade no país.

De fato, o não cumprimento de pena fortalece a corrupção. Aumenta a criminalidade. Estimula os crimes hediondos. Favorece a crença popular de que a punição para os infratores não serve de exemplo negativo para casos semelhantes. Pelo contrário, é um estímulo para a juventude que ciente dos arcaicos serviços públicos, passa dos limites sociais. Cai de cara nos delitos. Sem medo ou frouxidão.

Realmente, em pleno século da tecnologia da informação, quando todo mundo busca o caminho da celeridade para a solução de problemas, estressa esperar até mais de um ano por uma simples vista na tramitação de processos, solicitada por um juiz, desembargador ou ministros dos tribunais superiores. Então, por conta da demora na devolução de vista e o descumprimento do Estatuto do Idoso, fato corriqueiro no Brasil, aborrece saber que não acontece nada para os magistrados preguiçosos. Nenhuma pena desabonadora é aplicada para os responsáveis que deixam um processo se arrastar por 10, 14 ou 20 anos na Corte. Sem a chancela de transitado em julgado. Distanciando os envolvidos na questão do tão ansiado desfecho.

Impossível admitir a fartura de efeitos suspensivos. A infinidade de brechas na legislação brasileira, direcionadas unicamente para descumprir decisões judiciais, apesar de repetidas negativas dos recursos apelativos. Tá na cara, o excesso de recursos de defesa, a chuvarada de agravos, por não ser rejeitado e nem receber multas pelo Judiciário, só revela uma tendência. A ação de má fé do réu, a nítida deslealdade empregada com o único proposito de protelar, postergar o cumprimento da ação. Empurrando inúmeras manifestações, petições, revisão criminal ou embargos infringentes com a intenção de adiar o pagamento de tutelas antecipadas ou atrasar o cumprimento de sentenças. Fatos que comprovam a injustificável falta de estrutura dos tribunais de todas as instâncias. Causando insatisfação social no país.

Como o Brasil é o único país no mundo a adotar a indústria de recursos para impedir a execução de sentenças judiciais, permitindo inclusive a tramitação de um mesmo processo percorrer os quatro graus de jurisdição, juiz, tribunal local ou regional, tribunal superior e Supremo Tribunal Federal-STF.

Desde 2009, transita pelo Legislativo um PEC-Projeto de Emenda à Constituição, visando acelerar as sentenças, desafogando o Judiciário. O intuito do PEC é eliminar as falhas e apagar a reinante sensação de impunidade, já a partir das decisões tomadas na segunda instância que deveria ser a parada final da maioria dos processos em trâmite como é rotina nos países desenvolvidos. Pelo menos, desta forma acabaria com muitas injustiças. Baixaria a lotação nas insalubres prisões do país, cheias de prisioneiros, a maioria da classe pobre. Com baixa escolaridade e possivelmente já livres de condenação pelo delito cometido. Mas, mantido preso por circunstâncias outras. Desocuparia as abarrotadas gavetas do Poder Judiciário de processos pendentes.

A Justiça de Alagoas, semelhante à situação de outras justiças estaduais brasileiras, passa por terríveis carências para dar conta de meio milhão de processos encalhados. O acúmulo de trabalho faz o judiciário alagoano descumprir as metas estabelecidas pelo CNJ-Conselho Nacional de Justiça. O TSE-Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, sente dificuldades para fiscalizar o fundo partidário que apresenta pendências desde o ano de 2004. Por falta de estrutura, a metade dos casos em julgamento já prescreveu. Beneficiando a corrupção eleitoral.

Depois da policia prender o suspeito, após a papelada processual trabalhistas ficar pronta, os Estados Unidos e a Inglaterra trabalham eficientemente para resolver a questão com a maior brevidade possível. A norma nesses dois países é tentar evitar o acúmulo de processos pendentes. Sem favorecimento político com vistas a desentupir os tribunais para novas questões. Sempre bem-vindas.

Está claro que a indústria de recursos que beneficia a classe rica deve ser extinta para sanear as manobras protelatórias. Da mesma forma o tempo de tramitação de processos deve ser encurtado para priorizar e execução das sentenças judiciais, dentro do menor tempo possível. As gestões nos tribunais têm de primar pela eficiência. Despachando a prejudicial burocracia lá pras cucuias. Sem volta. O país deve injetar investimentos para valorizar o Judiciário que inexplicavelmente perde em orçamento para o Legislativo.

O Novo Código de Processo Civil, sancionado recentemente para viger a partir de 2016, traz inovações. Estabelece prazos, tipos de recursos, competências e formas de tramitação destinada a agilizar o andamento dos processos judiciais. Em busca do consenso rápido e do destravamento da emperrada máquina da Justiça. Agora, é aguardar pra ver se a impaciência e a desconfiança da sociedade tem fim. Se o judiciário brasileiro enfim, recupera a credibilidade perdida no emaranhado e confuso mundo de processos parados e insolúveis.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

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UMA GAZETA APROPRIA

Quinta-feira passada, dia 30 de abril, entrou na caixa do JBF uma mensagem informando que uma tal de Gráfica VTPB havia mencionado o Jornal da Besta Fubana no Twitter.

Foi esta mensagem aqui:

vtpb

Este jornal e o seu Editor já foram xingados e esculhambados de tudo quanto é nome neste mundo. Mas, ser chamado de “aproprio” foi uma novidade arretada.

Fiquei feliz e orgulhoso com esta honraria. E repeti várias vezes: “Aproprio, aproprio, apropio…“.

Este vocábulo, a partir de agora, será uma grande contribuição para o estoque de xingamentos com que tabacudos e idiotas costumam rotular esta gazeta escrota. Sobretudo acrescido da exortação que consta da mensagem aí de cima: “Não leiam a @bestafubana“.

Uma contribuição da porra pra aumentar ainda mais a já desembestada audiência deste jornal de baixíssimo nível.

Como eu não me lembro de ter escrito qualquer coisa sobre esta gráfica que odeia tanto o JBF, fiquei sem entender porque o “departamento jurídico vai colocar pra baixo essa jornal aproprio“.

Vou torcer ansiosamente pra que os advogados da empresa botem pra quebrar em cima deste Editor. Primeiro, pra saber as razões pelas quais a VTPB odeia o JBF, a ponto de fazer campanha pra boicotá-lo. E, segundo, porque não vai faltar assunto pras próximas postagens e, com certeza, um processo vai aumentar mais um tanto a quantidade de acessos e de leitores. Quem sabe, talvez apareça até uma publicidadezinha pra alivar a situação calamitosa do nosso caixa…

Sem ter a menor ideia sobre quem é esta tal Gráfica VTPB, fiquei curioso e fui pesquisar. E o que encontrei me deixou mais feliz ainda, dobrou o meu orgulho. Existem xingamentos que, dependendo de quem faz, são verdadeiros elogios.

A primeira coisa que descobri foi que a VTPB havia sido tema de uma reportagem do jornal O Globo, na quarta-feira passada, dia 29 de abril.

Para ler a matéria, basta clicar na manchete abaixo:

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Além desta reportagem de O Globo, tem mais outra coisa.

É o seguinte:

O blog O Antagonista, que é publicado sob a competente direção dos jornalistas Diogo Mainardi e Mario Sabino, é uma excelente fonte de informações da atualidade e das guabirutagens banânicas.

Pois no último mês de abril recém findo, o Antagonista fez uma série de postagens com o título de “A Gráfica Fantasma“, numeradas de 1 a 13.

Vou transcrever do jeito que foi publicado lá e vocês ficarão sabendo mais sobre a Gráfica VTPB.

Boa leitura e um excelente final de semana pra todos!

* * *

O ANTAGONISTA – A GRÁFICA FANTASMA

(1)

Por favor, observem esta fotografia:

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(2)

A denúncia da Lava Jato contra a Gráfica Atitude, usada por João Vaccari Neto para lavar dinheiro do Petrolão, deixou O Antagonista meio encafifado.

Fomos checar as despesas com gráficas da campanha eleitoral de Dilma Rousseff.

Uma delas, em particular, chamou nossa atenção: a VTPB Ltda.

Por que a gráfica VTPB chamou nossa atenção?

Porque nenhuma de nossas fontes no mercado publicitário ouviu falar nela.

E porque recebeu entre agosto e novembro de 2014, segundo os dados apresentados ao TSE pelo PT, a quantia exorbitante de 16.677.616 reais.

O dinheiro foi repassado diretamente pelo tesoureiro de Dilma Rousseff, Edinho Silva, como se pode ver neste recibo de 1.401.187 reais:

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“Transação efetuada com sucesso por Edson Antonio Edinho Silva”

(3)

A gráfica VTPB, que recebeu 16.677.616 reais do tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, Edinho Silva, está registrada na rua Atílio Piffer, 29, Casa Verde, São Paulo, como se pode ler numa das notas fiscais apresentadas pelo PT ao TSE:

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No alto, à esquerda, o endereço da gráfica VTPB

(4)

O Antagonista teve a curiosidade de visitar a gráfica VTPB, que recebeu 16.677.616 reais da campanha de Dilma Rousseff.

E o que encontrou no endereço em que ela está registrada – rua Atílio Piffer, 29 – foi apenas uma pequena sala deserta. A fotografia de sua fachada foi tirada nesta segunda-feira, às 13:06.

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(5)

O antagonista Mario preparou o seguinte relatório sobre sua visita à gráfica fantasma da campanha de Dilma Rousseff:

“O número 29 da rua Atílio Piffer, no bairro da Casa Verde, em São Paulo, é uma portinha de um prédio baixo. Nunca houve uma gráfica ali, segundo o vizinho, Cícero. A portinha está cerrada há anos.

Em frente, no número 30, existe uma gráfica quase artesanal, chamada Daksil. O seu proprietário disse que imprimiu uns folhetos para ‘o Rogério’, candidato a deputado nas últimas eleições, mas ele não sabe por qual partido. O Rogério, advogado que mora na própria Atílio Piffer, numa casa amarela, não foi eleito.

A Daksil jamais recebeu uma encomenda de 16 milhões de reais”.

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Como disse a Economist, Dilma é uma fantasma (na fotografia, com o outro fantasma, Edinho Silva)

(6)

Os leitores do Antagonista são rápidos. Enquanto verificávamos o histórico da gráfica VTPB na Junta Comercial de São Paulo, muitos já nos enviavam informações na área de comentários. Obrigado a todos.

O histórico da VTPB é curioso. Ela foi aberta em 21 de julho de 2008, com sede na Avenida Ipiranga, 1071, conjunto 206, no centro de São Paulo. O objeto social era “Comércio varejista de jornais e revistas. Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação.” O nome popular para isso é banca de jornais.

Os titulares da empresa eram Beckembauer Rivelino de Alencar Braga (domiciliado em Campo Belo, Minas Gerais), e Muller de Alencar Castro Braga (domiciliado em São Paulo, Capital, na rua Dona Ana Barros, 320, Bloco A, apto. 73, Jardim Sônia). O capital de 50.000 reais era dividido meio a meio.

Em 4 de junho de 2009, Muller retirou-se da sociedade e entrou no seu lugar Wilker Correa Almeida – que, atenção, forneceu o mesmíssimo endereço de domicílio de Muller.

Em 9 de novembro de 2011, houve uma redistribuição de capital. Beckembauer passou a contar com 49.500 reais. Ou seja, tornou-se praticamente o único dono da VTPB.

Pouco antes do início da segunda campanha de Dilma Rousseff, em 25 de julho de 2014, houve uma alteração da atividade econômica da empresa. No objeto social, a VTPB passou a incluir “Sede para impressão de material para uso publicitário, edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos.” O nome popular disso é material de campanha eleitoral. A sede foi mudada para a rua Atílio Piffer, 29, Casa Verde, São Paulo. Endereço mais adequado para uma gráfica do que a Avenida Ipiranga.

(7)

Como dissemos no post imediatamente anterior, o objeto social da VTPB foi mudado em 25 de julho de 2014, a fim de poder emitir notas fiscais de serviços de impressão de folhetos e coisas que tais.

No dia 14 de agosto de 2014, apenas 19 dias depois da alteração do objeto social, a VTPB emitiu a primeira nota para a campanha de Dilma Rousseff, no valor de 148.000 reais. Só naquele mês, foram emitidas mais oito. No total, foram 2.104.931 reais.

(8)

Beckembauer Rivelino.

O Antagonista só sabe de uma pessoa com esse nome: o irmão do jornalista Kennedy Alencar.

(9)

O Antagonista pede desculpas.

A campanha de Dilma Rousseff não deu 16,6 milhões de reais à gráfica fantasma VTPB, registrada em nome de Beckembauer Rivelino, irmão do jornalista Kennedy Alencar.

Não: Dilma Rousseff deu à gráfica fantasma 22,9 milhões de reais.

A conta exata foi feita pelo site Reaçonaria.

O Antagonista pede desculpas porque subestimou o lucro da empresa de fachada e aliviou a barra de Edinho Silva.

Aliás, alguém já perguntou ao tesoureiro de Dilma Rousseff por que ele repassou tanto dinheiro a uma gráfica inexistente? Ainda não?

(10)

Há outro dado ridiculamente suspeito nas contas da gráfica fantasma.

Diz o Reaçonaria:

“A primeira nota da VTPB para a campanha de Dilma Rousseff foi a de número 190, no dia 29 de julho de 2014, quatro dias após mudarem o ramo de atividade da empresa”.

Umas gráficas imprimem santinhos, outras gráficas imprimem notas frias.

(11)

O Globo, hoje, tem uma reportagem completa sobre a gráfica fantasma descoberta por O Antagonista:

“Uma das principais fornecedoras de santinhos para campanhas eleitorais de 2014 não tinha estrutura para imprimir o material contratado e era paga para intermediar a prestação dos serviços. A VTPB Serviços Gráficos recebeu R$ 27,9 milhões no ano passado, a maior parte paga pela campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (R$ 22,9 milhões). O restante do valor foi oriundo da campanha do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), com R$ 2 milhões; do governador da Bahia, Rui Costa (PT), com R$ 1,5 milhão; do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), com R$ 577 mil; e do senador José Serra (PSDB-SP), com R$ 521 mil. Outros nove candidatos pagaram valores entre R$ 800 e R$ 90 mil”.

Em seguida, O Globo diz:

“O dono da empresa é o empresário Beckembauer Rivelino de Alencar Braga, que afirma precisar manter um endereço formal para ‘comprar matéria prima e pagar os encargos’. Braga, que atualmente mora no interior de Minas Gerais, disse ter utilizado no ano passado a estrutura de gráficas parceiras para produzir e entregar o material encomendado pelas campanhas”.

Edinho Silva, Arlindo Chinaglia, Aécio Neves e José Serra negaram irregularidades, dizendo que os produtos foram efetivamente entregues pela gráfica fantasma.

Essa gente é extraordinária.

Contrata uma gráfica que não é uma gráfica para executar o trabalho de uma gráfica, repassa-lhe quase 30 milhões de reais e quer que todo mundo acredite em suas fraudes.

(12)

Em sua reportagem sobre a gráfica fantasma VTPB, de Beckembauer Rivelino, O Globo informa:

“Desde o início do ano passado, ela está registrada em uma sala de 30 metros quadrados, alugada por R$ 600″.

Em 30 metros quadrados, não dá para montar um parque gráfico capaz de abastecer duas campanhas presidenciais. Em compensação, quantos talões de notas cabem naquele espaço?

(13)

A campanha de Dilma Rousseff deu 22,9 milhões de reais à gráfica fantasma de Beckembauer Rivelino. A campanha de Aécio Neves deu-lhe 577 mil reais.

O PSDB sempre tem de fazer figuração nos escândalos do PT.

É por isso que jamais conseguiremos nos livrar dessa gente.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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2 maio 2015 DEU NO JORNAL

MAIS UM AUMENTO

O preço de refrigerantes e cervejas deve subir depois que entrar em vigor, em 1º de maio, a lei que aumenta impostos e altera o modelo de cobrança de tributos de bebidas frias (refrigerantes, cervejas, energéticos e isotônicos), informou o Ministério da Fazenda.

A mudança deve gerar aumento de 5%, em média, no preço final das bebidas para o consumidor.

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* *  *

Mas tem uma ressalva com relação a esta notícia aí de cima.

Segundo apurou o Departamento de Economia Banânica do JBF, este aumento só vai atingir os consumidores que votaram pela reeleição de Dilma.

Os demais tomadores de cerveja estão isentos e vão continuar pagando o preço antigo.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – GALERIA RANULPHO

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

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SEMANA PASSADA

Esta foi semana de silentes e loquazes. Dilma, silente. Renan, loquaz.

É notável um país no qual a presidente da República não consegue falar para o público. Quer dizer, falar até consegue. Mas sob o eco de sonoro panelaço. Por isso, ela decidiu calar. Iremos, pois, ouvir o silêncio presidencial neste 1º de maio de 2015.

Já o senador Renan despiu as palavras convenientes com que habitualmente mede suas declarações. Com contundentes críticas à presidente e ao vice presidente, Temer, seu colega de Partido.

Por que o experiente senador, que tem contra si três processo tramitando no STF, adotou tal postura agressiva?

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Decidida a não falar no 1º de maio deste ano, Dilma encaminhou o seguinte email ao ex presidente Lula:

“Meu caro Presidente Lula.

Recebi seu recado de que deveria falar à população neste 1º de maio. Tenho recebido suas recomendações para aparecer mais em público. Fui a Santa Catarina e, depois, a Pernambuco. Estou intensificando viagens. Mas o danado é que não há o que anunciar. Falta grana. Tu não sabes o que é isto.

Desculpe, mas não vou fazer nenhum pronunciamento no dia dedicado ao trabalho. Dizem, por aí, que é por causa do panelaço. Não é nada disso. Quem quiser que bata suas panelas. Meu ponto é outro. Como posso discursar no dia do trabalhador após enviar ao Eduardo projeto de terceirização de mão de obra?

Tenho tido insônia, meu caro, depois que botei minha assinatura lá. O que iria dizer a respeito deste assunto no meu pronunciamento? Ficar a favor, não devo. Ficar contra, não posso. Então, resolvi ver novela no horário das oito.

Sei que você andou dando umas declarações dizendo que eu deveria vetar o projeto. Compreendo suas razões. Você é filho das ruas metalúrgicas do ABC. Mas eu fui criada na luta ideológica.

No mais, Presidente, tenha um bom feriado no seu sítio. Eu permaneço por aqui, escutando o zunido do vento que raspa as colunas deste Alvorada de minha aflição.

Sua sempre fiel,

D”.

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A mudança radical de atitude institucional do senador Renan não oculta sua dor política. Ele sempre foi do time dos chapa branca, típica vocação áulica. Ministro de FHC, amigo de Sarney, cooperativo com Lula, elegeu-se duas vezes presidente do Senado Federal. Teve que renunciar, na primeira vez, para não ser cassado. Investigado por suposto pagamento de despesas pessoais, por parte de empreiteira, devidas a uma amiga.

Seu aparente suicídio político ocorre porque não admite que seu nome conste da lista de investigados na Lava Jato. Já enfraquecido, perdeu indicação para a direção da Transpetro depois que protegido seu (Sérgio Machado) foi afastado da empresa na investigação na mesma operação policial.

Renan não deverá ser reeleito para a presidência do Senado. Não conta com condições políticas para ser ministro em governo de nenhuma espécie. Resta-lhe a canícula provincial de origem. É pouco para tamanha ambição.

* * *

Figura da semana – Paul Éluard

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O poeta francês, Paul Éluard, nasceu em Saint Denis, na França, em 1895. Participou com Salvador Dali e com Luís Aragon do movimento dadaísta. Em seguida, filiou-se ao Partido Comunista (de onde terminou saindo) e ingressou na onda do surrealismo.

Em 1936, batalhou na Espanha contra a ditadura franquista. Em 1942, publicou o poema Liberdade. Milhares de exemplares do poema foram jogados de aviões sobre a França para incentivar a Resistência Francesa.

Em 1948, participou do Congresso da Paz, junto com Picasso, na Polônia.

Ficou conhecido, por sua trajetória liricamente combativa, como o poeta da liberdade.

Eis trecho do poema Liberdade:

“Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome

Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome

Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar

Liberdade”.

Até a próxima.

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2 maio 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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