24 maio 2013 DEU NO JORNAL

QUE PORTO É ESSE, SENHORA DOS NAVEGANTES?

Fernando Gabeira

Desembarco mareado nesta nova estação do progresso. Sou pela abertura dos portos e não vejo argumento mais forte do que centenas de caminhões engarrafados esperando o momento de exportar sua carga.

Chego mareado não pelo balanço das ondas, mas pelo espetáculo agitado em terra firme. Um longo psicodrama que não pude acompanhar em todos os detalhes por causa das tarefas cotidianas. Mas já o pressentia. Para articular seu governo na nave do Congresso, a senhora escolheu Ideli Salvatti. Com as características da nova ministra, a escolha a transformaria rapidamente de Salvatti em Afundatti: independentemente de suas qualidades, simplesmente não é a pessoa para o cargo. Pode ser amiga, fiel, apaixonada pela causa, mas, que diabo, isto é uma República! Em vez de elevar o nível da política, como se pede a uma presidenta, ela a joga no chão e a pisoteia com o salto alto.

O mais impressionante, à distância, é o reality show no Congresso. Conheço alguns personagens, da política fluminense, e não acreditava no que lia: Eduardo Cunha, guerrilheiro que obriga o governo a recuar. Como assim? Eduardo Cunha fazendo emboscadas, dispersando quando o inimigo se concentra, concentrando-se quando o inimigo se dispersa?

Eduardo Cunha, o líder do retrocesso, diziam algumas outras notas. Será? Cunha não se bate pelo progresso nem pelo retrocesso. Seus parâmetros são outros. Lembro-me de uma sessão que ele presidia. Discutimos e tive a sensação de que não estava me olhando. Disse: “Por favor, olhe para mim”. E ele: “Estou olhando”. Percebi, subitamente, que olhava sem olhar. Ele falava de dentro de uma caverna.

Garotinho, pensando em Cunha, chamou a emenda dos portos de emenda dos porcos. Foi sua contribuição. Saiu quase ileso no outro dia, quando Ronaldo Caiado afirmou que ele, Garotinho, tinha cheiro de porcos.

Nada como o tempo para serenar os ânimos. Cheirar não é ser. Abre espaço para um acidente, ter passado por um chiqueiro, posado para uma foto com porquinhos no colo.

Imaginem essa confusão numa atmosfera fechada, uma espécie de abrigo antiaéreo onde se entra e sai sem ver a passagem do dia para a noite, o próprio amanhecer. Pizzas, frangos, um batalhão de alimentos entra pelos corredores e deságua na cantina abarrotada. Cochilos, intervalos para o futebol, é verdade isso que a imprensa mostrou. E, naturalmente, os gases: 500 pessoas reais concentradas no mesmo espaço, disputando os mesmos sofás. O que importam esses detalhes para a história da modernização dos portos? Se o preço de distribuir renda é degradar a política, por que não usar o mesmo raciocínio para desatar o nó no comércio exterior?

Pelo rádio ouço uma comentarista lembrar que a emenda dos portos seria aprovada mais rapidamente no Senado, pois os senadores, mais velhos, não aguentariam a maratona. Como apenas seis horas bastaram para rever algo que os deputados levaram dias para concluir, supõe-se que têm uma invejável juventude intelectual. Falsa suposição. Os senadores fazem o que quer o governo. Garantidos suas verbas e seus cargos, nada têm a temer, exceto um colapso do serviço de chá.

O episódio da emenda dos portos mostrou mais uma vez o descompasso entre o crescimento econômico e a qualidade política. Acho esse caminho insustentável. Mas posso estar equivocado, aplicando uma visão dinâmica a algo que tende a sobreviver, se essa for mesmo a escolha nacional, por comodismo ou indiferença.

Confrontado com as expectativas da redemocratização, o processo político brasileiro degradou-se. Se as previsões falharam no passado, de que adianta renová-las? Pensar o futuro, só recorrendo à ficção científica. Que bichos ocuparão as denúncias na tribuna? Antes havia o dinossauro, que se tornou simpático, o veado, que perdeu sua conotação negativa. O porco é o bicho do momento, mas o próximo pode ser a iguana, a barata ou o dromedário? Tudo é possível na enorme fazenda petista, onde os bichos se acalmam só quando sentem o cheiro do dinheiro no ar.

O drama dos portos ocorre num momento de comemoração do partido dominante, que se orgulha publicamente de elevar milhões de pessoas à classe média. Na festa, a filósofa Marilena Chaui disse que odeia a classe média por suas posições fascistas e conservadoras. Então, elevam a vida das pessoas para melhor conseguirem odiá-las?

Se a classe média é reacionária e fascista, resta procurar uma classe social democrata e progressista, salvadora. Seriam os operários os portadores da nova moral? Lula, por exemplo, beijando a mão de Jader Barbalho e dizendo que Newton Cardoso é o Pelé da política?

Pinico fubânico de loiça, com florzinha, pra quem tá mareado com a realidade brasileira e pra quem quer vomitar depois da catinga de uma cagada oral durante palestra de Marilena Chaui em encontro petralha

Com seu talento filosófico, Chaui poderia até nos convencer da tese de Lula de que não existiria poluição se a Terra não fosse redonda. Como a Terra gira e a Lusitana roda, slogan que sempre marcou o negócio das mudanças no Rio, o poluído planeta, pelo menos, está em movimento. Cedo ou tarde essa mistificação que vê o fascismo só nos outros e veste de pureza um partido corrompido até a medula pode ser desmascarada.

O discurso de Chaui, no entanto, é sintomático. Depois de impor a ideia de que a degradação política é essencial para mover o País, está tudo pronto para tratar as pessoas como se tratam os deputados no plenário. O sadomasoquismo nacional entra em nova fase. Os brasileiros da classe média são roubados de dia e insultados à noite nas tertúlias literárias do PT. Se gostam ou não, é problema deles.

Desde o início da democratização me bati pela liberdade de escolha em questões delicadas, incluída essa de gostar de apanhar. Se os eleitores preferem um Parlamento cheio de Cunhas e os empresários adoram tratar suas questões com eles, temos somente de nos resignar e esperar que combatam entre si e sejam devorados pela própria cobiça.

Aos poucos, vamos compondo um novo e inquietante dístico para a Bandeira Nacional: “Barbárie e Progresso”.

Salve, salve.

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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MÁRCIO ALMEIDA – OLINDA-PE

Papa, estou preocupado…
 
Vendo esta linda foto, tentei ler a marca da tanguinha que a moreninha tá mostrando, mas não consigo ler nada… será que to com as “vista ruim” ou será que tô prestando atenção é no papeirão dela…

Vôte, que coisa !!!
 
Bom final de semana…

R. Você trate de criar vergonha no fucinho, seu cabra.

Isto aqui é um ambiente familiar e de respeito.

E largue de ser cego que só a gôta serena, homi. Num tá vendo que a marca escrita na etiqueta, em latim, é Bundae Brasilis????

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

NÉO CORREIA – BOCADURA

NEO

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24 maio 2013 DEU NO JORNAL

A HERANÇA PODRE DE MADURO

Nelson Motta

Não há herança mais maldita do que governar o país mais violento da América do Sul. Para enfrentar a criminalidade que mata por ano 75 pessoas por grupo de 100 mil (no Brasil selvagem morrem 26 e no Chile, três), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chamou os donos das três redes de televisão e denunciou a origem do mal:

“Por que as novelas têm de divulgar a deslealdade, a traição, o narcotráfico, a violência, a cultura das armas, a vingança?”pajarito

Os roteiristas venezuelanos estão em pânico. Como fazer uma novela sem traição, vingança, deslealdade, assassinatos, cobiça, ódio, inveja, e todas as coisas que Maduro diz que levam ao crime e à violência? Chávez já havia proibido videogames violentos há cinco anos, quando o país era bem menos violento.

Maduro assegura que a pobreza não é a única causa da delinquência, “porque a Venezuela tem os índices mais altos do mundo em superação da pobreza” (para matar Lula de inveja). Mas as mortes cresceram 15% de um ano para cá.

“Às vezes o que a escola faz em seis horas, um programa televisivo destrói em uma. Não vamos permitir programas que divulguem a prostituição, as drogas, a violência.” E bradou retumbante: “Vamos interromper o festim da morte.”

Algum passarinho precisa avisá-lo de que há muito mais consumo de programas com esses venenosos “antivalores do capitalismo” em países como o Japão e a Inglaterra do que na Venezuela, mas nenhum festim da morte: as vítimas de homicídios são de 0,4 (menos de meio japa) e 1,7 inglês por grupo de 100 mil. Como o marido traído, Maduro quer tirar a televisão da sala.

Como Chávez, o mexicano, o arguto lider chavista disse que como já sabe que quase 90% dos crimes ocorrem em 80 municípios, basta deslocar 3 mil soldados do Exército para as regiões violentas. E pronto.

O secretario Beltrame poderia informá-lo que quando uma UPP toma uma comunidade a bandidagem não vai vender artesanato, se muda para áreas menos policiadas.

Ver o ex-motorista de metrô Nicolás Maduro dirigindo a Venezuela é como imaginar o Brasil com Carlos Lupi na Presidência da Republica. Só que Lupi é mais esperto.

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

Luiz Berto:

Volto ao assunto da adulteração do leite, porque este me dá muita revolta e a exata noção que regredimos.

Não sou gaúcho.  Aqui cheguei em 1987, formei família, me estruturei profissionalmente. Adotei este estado e este estado me adotou. Desde então tive conhecimento das tentativas de fraudar o leite. Os métodos dos fraudadores não são novos, nem elaborados. Eles são todos conhecidos.

Mesmo quando os mecanismos de controle sanitário eram menos sofisticados, sabíamos disso. Mas havia controle sanitário.

Por isto a minha revolta em perceber que métodos manjados voltaram a ser eficazes. As atuais descobertas foram protagonizadas PELO MINISTÉRIO PÚBLICO! Das autoridades sanitárias, um sonoro silêncio. Daí a termos sérias dúvidas sobre a fiscalização em procedimentos básicos, como a higiene na manipulação e transporte do produto é um pulo.

A quem reclamar? É a Era da Mediocridade nos sufocando.

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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O ENTERRO DO COLAÇO

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Livro Biográfico- Geraldo Majella- Edições Bagaço

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Colaço discursando

No final dos anos 70 conheci uma das figuras marcantes na política alagoana, Rubens Colaço, líder dos estivadores, dirigente do Partido Comunista Brasileiro.

Na época chegou a Maceió, Paulo Cavalcante, deputado pernambucano, ex-preso político no quartel onde eu servia como tenente em 1964, a 2ª Companhia de Guardas no Recife. Paulo pediu aos companheiros de partido para ter algum contato com seu ex-“carcereiro”, o tenente Lima. Rubens Colaço logo me telefonou. Passamos um fim de semana mostrando as belezas de Maceió a Paulo, junto com Geraldo Majella e Alberto Jambo. Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Praia do Francês, passeio na Lagoa com direito a banho no Broma, Marechal Deodoro, bons papos, boas cervejas, peixe e camarão, comunista também gosta de coisa boa. Paulo Cavalcante recordou muitas histórias durante sua prisão na Companhia de Guardas. Escreveu um livro, “O Caso Conto Como O Caso Foi”, ao ler fiquei emocionado com opiniões a respeito do ex-“carcereiro” que virou amigo.

Assim consolidei minha amizade com Colaço. Nos bares da cidade encontrava-me com o velho guerreiro; sempre um bom papo, excelente humor e copo. Certa vez um lavador de carro encontrou no meu fusca uma dentadura, eu havia tomado umas cervejas com Rubens no dia anterior, fui até sua casa. Encontrei-o banguela. Vibrou quando avistou sua amada dentadura. Voltou a ter aquele sorriso maroto.

Anos depois Colaço morreu, houve uma comoção entre os moradores de Jaraguá, do Poço, Ponta da Terra e adjacências. Os estivadores do caís do porto pararam de trabalhar para homenagear o grande líder. Os pobres, os descamisados, os sem terra, sem teto, perdiam seu pai, seu irmão, seu farol, seu guru.

O enterro saiu de sua casa repleta de estivadores, catraieiros, gente do povo, choravam a morte de um homem que se dedicou às causas populares. Em pouco tempo a cachaça e a cerveja rolaram. O choro e a emoção aumentavam com a branquinha. Intelectuais, políticos, desocupados, até um padre e uma cafetina se apinhavam na casa. Seus amigos de copo e de luta prestavam a última e dolorosa homenagem.

Passava da hora de sair o enterro. Ninguém disposto a fechar o caixão. Até que Seu Gilberto (pai de Edberto Ticianeli) advertiu, tinha chegado o momento; a família acatou.

Ao segurar na tampa do caixão, um dos chorosos amigos, cheio de cachaça na cabeça, pediu para adiar o enterro, ficar mais um pouco com Colaço.

Formou-se uma calorosa discussão. Fizeram reunião na sala ao lado. Depois de muito discutir, Seu Gilberto irritado com os companheiros bêbados, insistentes, saiu da sala, desabafou num rompante:

- “Tudo bem façam o que quiserem. Peguem o defunto com caixão e tudo e enfiem no cu”.

Deu-se um mal estar. A família do morto resolveu levá-lo naquela hora. Tamparam o caixão, foram em direção à sua última morada no cemitério de Jaraguá. O féretro seguiu a pé, alguém orientava o percurso.

Ao chegar ao cemitério, mandaram entrar à direita. Nesse momento, um fiel amigo, cheio da cachaça, gritou:

- “Parem o enterro! O companheiro Rubens nunca entrou à direita quando vivo, sempre foi coerente com seus princípios e não será agora depois de morto que ele vá entrar à direita. Rubens Colaço só entra à esquerda!”

Nessa altura os acompanhantes, alguns com a branquinha na mão, começaram a aplaudir. Os companheiros inflamados gritavam: “Muito bem! Viva Rubens Colaço! Ninguém entra à direita!”

Não houve argumento. Fizeram um enorme e complicado itinerário dando arrodeios nas quadras de tumbas e mausoléus.

Assim, com ajuda dos companheiros, o grande Colaço continuou coerente, digno dentro de um caixão, entrando sempre às esquerdas, chegou finalmente em sua morada no cemitério de Jaraguá.

Hoje deve estar sentado à esquerda de Deus pai, todo poderoso.

LEIAM O LIVRO DE GERALDO MAJELLA: “RUBENS COLAÇO, PAIXÃO E VIDA”. EDIÇÕES BAGAÇO – RECIFE

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

jb

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DEZ MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE CANGAÇO

Manoel Xudu

O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranqüilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo

* * *

Manoel Bentevi

Minha carne só é nervo e cabeloro
O espinho de juá bate e não fura
Minha saliva salva qualquer mordidura
Se a jiboia morder por desaforo
Tiro o veneno da bicha faço soro
E dou vida a qualquer um ser vivente
Seja qual for a qualidade da serpente
Estando mesmo quieta ou assanhada
Por acaso ela me dando uma picada
É capaz de ficar sem nenhum dente.

* * *

Nonato Costa

Quem compete com os anos perde a luta
Sem nenhum artefato de defesa,
Pois o fórum de Deus ganha a disputa
Decretando a falência da beleza,
As madeixas caindo a pele verte,
Não tem creme hidratante que conserte,
E nenhum tipo de plástica que ajude,
Na agência bancária do futuro
O presente começa a pagar juro
Do empréstimo que fez na juventude.

* * *

Mariana Teles

O levantar da cabeça
É sempre a melhor saída
Passar por cima dos baques,
Molhar com pranto a ferida,
Sem cansar, nem pedir pausa,
Na queda se enxerga a causa
Dos recomeços da vida!

* * *

João Paraibano

Faço da minha esperança
Arma pra sobreviver
Até desengano eu planto
Pensando que vai nascer
E rego com as próprias lágrimas
Pra ilusão não morrer.

* * *

Zé Melancia

Já fui cantador destemido
Cantador de alta classe…
Já cantei face a face
Com poeta garantido…
Com rima e verso medido,
Na matéria e em repente,
Quem fui eu antigamente,
Quem estou sendo hoje em dia,
Só resta da melancia
A casca e uma semente

* * *

Cícero Vieira da Silva

Nasci numa cordilheira
Numa casa muito ruim,
As telhas eram de capim
E a porta era uma esteira;
No pé de uma ladeira
Foi onde fizeram ela
Se um gato subisse nela
Só faltava derribar…
Antes da chuva chegar
Já chovia dentro dela.

Clique aqui e leia este artigo completo »

PARA OS FUBÂNICOS DE OLINDA E RECIFE – PILATES

pilates

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

mario

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PEGA O PEIXE, PESCADOR!

pescador

Tarrafeando no Capibaribe (foto do colunista)

Eu que sempre morei no litoral
e conheço o sertão só de passagem
não queria dizer muita bobagem
pois então vou louvar a capital
que tem praia bonita e original
e um mar que é cheio de magia
águas verdes e claras como o dia
onde nadam peixinhos tropicais
que na graça e na cor são maiorais
representam da vida a harmonia

Mariquita, Olhão, tem mais Arraia
Budião, Xira, Gato e Agulhinha
tem o Galo, também tem a Tainha
tem Cioba e Sargento lá na praia
quando a noite já vem e o sol desmaia
pescador pega logo o seu puçá
e na beira do mar vai fachear
pra pegar a Saúna e o Camarão
samburá fica cheio de montão
e ele já garantiu o seu jantar

De manhã bem cedinho sai de novo
a maré já baixou e ele insiste
na jangada com sua vela em riste
pra pescar a Lagosta usa seu covo
pois além do Guajá, cutuca o Polvo
que se esconde na loca do arenito
no ganchinho de ferro é expedito
e com sorte inda fisga uma Moréia
vai feliz prosseguir nesta odisséia
e assim garantir seu peixe frito

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE

AUTO_simanca

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UM SONETO BEM BONITO

Dona Magide, filha de sírio-libanês, nascida na cidade de Itapiúna no sertão do Ceará, tem os olhos azuis como o azul de uma tarde de verão em Quixadá. Aquele mesmo azul de quando o céu, como num espelho, reflete nas águas do açude do Cedro.

Aos 89 anos, bem vividos, cabelos prateados, conta-me com alegria, vivacidade e impressionante lucidez, como se fosse hoje, histórias do tempo em que ainda era menina. A memória não lhe falha. Lembra-se de coisas antigas com riqueza de detalhes, como da vez que soube que um poeta famoso estava hospedado em um hotel da cidade. Ele escrevia sonetos para quem fosse pedir. Ele já estava de partida, mas dona Magide, então pediu ao poeta que lhe escrevesse um soneto.

- Em que sentido? – perguntou o poeta.

- Não sei… Quero um soneto bem bonito! – Foi o que ela disse.

E o poeta sentou-se pensativo. Por um instante rebuscou as palavras, como se colhesse frutos voláteis no ar. Ao terminar, passou-lhe os versos. O céu azul refletiu nos olhos da menina que inspirou o poeta.

Na hora de partir você pedia
Que eu fizesse um soneto bem bonito
Por mais que eu pensasse não sabia
Em que sentido você tinha dito

Falou de amor, de sonho, de alegria,
De um beijo emocional doce, infinito…
Não sei, mas acho que você queria
Que eu dissesse o que aqui deixo escrito:

A vida, minha amiga, é uma quimera…
A gente sonha tudo o quanto espera,
Num desejo sem fim, não sei por quê.

E para adivinhar qual seu empenho,
Só se eu deixasse o coração que tenho,
Escrevendo um soneto pra você.

Era Rogaciano Leite, escritor, poeta e violeiro que passava por Quixadá, naquela tarde azul e os olhos azuis de dona Magide, convidaram o poeta a escrever um soneto. Bem bonito como ela havia lhe pedido.

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É HOJE – PARA OS FUBÂNICOS DO SERTÃO PERNAMBUCANO – SEXTA DA CULTURA

sexta da cultura

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA

AUTO_lute

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A NUDEZ DOS REIS

A fala do Ministro do STF, Joaquim Barbosa, me fez lembrar a história do dinamarquês Hans Christian Andersen, AS NOVAS ROUPAS DO REI, publicada em 1837.

Embora a história seja bastante conhecida, um clássico, para os que não tiveram o prazer de lê-la, segue um pequeno resumo.

Um rei muito vaidoso recebeu a visita de um charlatão que ofereceu ao rei confeccionar uma roupa maravilhosa, como ninguém jamais possuíra.

Diante dessa possibiidade, o rei abriu-lhe os cofres para que ele adquirisse todo o material necessário.

Quando o rei quis provar a nova roupa o alfaiate espertalhão fingiu que lhe mostrava os trajes mais fantásticos do mundo, deixando-o incrédulo. Ele nada via, porque não havia roupa alguma.

Entretanto, o charlatão disse ao rei que a roupa era tão especial, que somente as pessoas capazes de realmente exercer o cargo que ocupavam seriam capazes de ver a roupa.

O rei não só admitiu que a via, como a elogiou, dizendo ser um traje à altura de sua realeza. 

Os demais ministros e vassalos, apesar de, igualmente, nada verem, como não podiam admitir a sua incapacidade para exercer o cargo que ocupavam, passaram também a “ver” as novas roupas do rei.

Em função disso, foi marcado um desfile para que o rei apresentasse ao povo suas novas e caras vestes.

No dia marcado, lá se foi o rei, completamente nu, desfilando em meio à multidão que, por sua vez, elogiava as novas roupas do rei.

Até que um menino disse: “Mas o rei está nu!”

Todos então passaram a enxergar o engodo e foi uma gargalhada geral.

O Ministro Joaquim Barbosa, há alguns dias, bancou o menino do conto de Andersen. Falou uma verdade, que temos repetido incansavelmente em nossa coluna: nossos partidos são partidos de mentirinha, não têm ideologia, a não ser o poder pelo poder e a qualquer custo e preço.

A chiadeira que se seguiu foi, exatamente, por parte daqueles bajuladores de plantão e dos negociadores e acobertadores de mamatas e maracutaias, que não estão aptos a exercer o cargo que ocupam.

Fossem eles sinceros e verdadeiros, já teriam se mexido para fazer uma reforma política em regra, criando mecanismos para que os nossos partidos não sejam mais siglas de aluguel, balcão de negócios e negociatas e tivessem um mínimo de coerência com a ideologia que apregoam em seus estatutos.   Em vez disso, querem continuar desfilando nus diante de uma população que, por sua vez, troca a educação de seus filhos, o direito que têm à saúde, à moradia, à segurança e uma vida digna por migalhas de um bolsa-família e coisas do tipo.

Tem muita gente andando nua por aí.

* * *

FALA SÉRIO!

A presidente da Petrobrás, Graça Forster, não conseguiu convencer aos parlamentares sobre a compra da refinaria em Pasadena, EUA, adquirida em 2006 por um bilhão de dólares, quando um ano antes custara 50 milhões de dólares a uma empresa belga.

Questionada, ela omitiu informações sobre o posicionamento do Conselho de Administração da Petrobrás, que aprovou a compra.

Quem presidia o Conselho na época? DILMA ROUSSEF.

Será um caso de “Minha refinaria, minha vida!”?  

FALA SÉRIO!

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

vassourinha

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BISPO A. FERREIRA – PALMAS-TO

Sinceríssimo Papa Berto,
 
Existem certas afirmações que são previsíveis e absolutamente impossíveis de se esconder.
 
Uma dessas, é sobre o famigerado programa bolsa família do governo federal, depois do boato de sua extinção, emitida pela jornalista paraibana Rachel Sheherezade do SBT repórter.
 
Veja se não é um verdadeiro chute na ferida.
 
Meus respeitos.

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

zop2

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24 maio 2013 A PALAVRA DO EDITOR

UMA SEXTA-FEIRA HISTÓRICA

Mais de duas décadas depois da renúncia de Fernando Collor de Mello, enxotado da Presidência da República por corrupção, Banânia volta a ser a República das Alagoas.

Collor, hoje homem forte, poderoso e atuante do gunverno do PT, verá, com muito orgulho, o seu colega e também senador alagoano Renan Calheiros botar a bunda na cadeira que ele, Collor, já ocupou. Aliás, saibam os bem informados leitores do JBF que Renan foi um destacado assessor de Fernando Collor em sua vitoriosa campanha pra presidência, quando derrotou Lula em dezembro de 1989.

Renan Calheiros, atualmente presidente do Senado Federal, é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República. E assumirá o comando do Executivo por um dia. É o que manda a Constituição: a presidanta Dilma Rousseff viaja para a Etiópia, o vice Michel Temer estará no Equador e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, está nos Estados Unidos.

Renan já ocupou a Presidência interinamente em maio de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva era o chefe do Executivo. Todavia, naquela época ainda não tinham sido reveladas as guabirutagens que o leveram a renunciar à presidência do Senado no ano seguinte. Guabirutagens que incluiam, entre outras, pagamento de pensão alimentícia de uma amante de Renan, e de sua filha, feitos por uma empreiteira.

De modo que hoje, sexta-feira, dia 24 de maio de 2013, é um dia histórico no calendário putárico-escrotal-corrupcional-esculhambativo-lulo-dilmoso-zisquerdal-banânico.BANÂNIA

Renan, nunca é demais lembrar, renunciou ao mandato de presidente do senado há seis anos pra não ser cassado. Por uma coincidência banano-alagoânica, também por corrupção, putaria e guabirutagem. Voltou ao mesmíssimo cargo neste ano glorioso de 2013, com o pleno e total apoio da Presidanta Dilma Roussef, do Presidente Adjunto Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores, cuja bancada no Senado votou em peso em Renan, junto com todos os outros cafejestes da quadrilha designada pelo pomposo nome de Base Aliada.

Neste dia de hoje, nesta sexta-feira da porra, a Presidência da República será comandada por alguém que, na atualidade, é acusado de três crimes perante o Supremo Tribunal Federal. E que, repito, esteve perto de ter o mandato cassado por grossa rapinagem.

Esta grande conquista de Banânia contemporânea eu já anotei no meu caderninho. Que é pra no futuro contar pros meus netos e bisnetos o país da porra que está sendo preparado pra ficar de herança pra eles.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

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Num país que já teve em sua Presidência da República figuras do nível político-moral e do calibre de Jânio Quadros, Fernando Collor e Lula, nós já deveríamos estar acostumados a avançar, a cada novo dia, no rumo do fundo do poço. Num país onde uma rapariga tem preso o rabo de um ex-presidente da república (atualmente exercendo a condição de Presidente Adjunto e de Homem Mais Poderoso Dessa Merda), a gente já não deveria se espantar com mais nada.

Todavia, peço desculpas aos leitores: não consigo nunca perder a capacidade de me indignar e de esculhambar com esses felas-da-puta que estas porras destas antas do curral eleitoral elegem pra nos gunvernar.

Fodam-se e vão todos eles tudo tomar no olho do cu!!!!!

A propósito deste assunto, transcrevo, a seguir, texto de um leitor ilustre do JBF, o jornalista Ricardo Setti, que assina um dos blogues mais lidos e de maior audiência dessa terra sofrida.

* * *

SANTO DEUS! TÁ TUDO DOMINADO!

Amigas e amigos do blog, se é que faltava alguma coisa para justificar essa grande República de bananas metida a gente grande que é o nosso país, não falta mais.

Como não acredito em Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, na Mula sem Cabeça ou em certas coincidências em política, fica claro que a mesa foi posta para o Planalto fazer um agrado a Renan, esse presidente do Senado tão prestativo ao lulopetismo.

Se a presidente Dilma quisesse evitar o constrangimento de ter um denunciado pelo Ministério Público Federal perante o Supremo ocupando sua cadeira, por 24 horas que fosse, poderia perfeitamente articular a viagem do vice Michel Temer para outra ocasião, ou gestionar junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, para que mudasse as datas de sua ida aos Estados Unidos – até transferir, com delicadeza diplomática, sua visita à Etiópia, que com absoluta certeza não é a coisa mais urgente sobre a face da Terra.

Qualquer jornalista que haja passado perto dos gabinetes de Brasília sabe que tal questão é absolutamente simples de resolver.

Mas, não. Vai estar lá o homem, empoleirado no cargo.

E, para refrescar a memória dos leitores, vamos lembrar o que aflige o senador junto ao Supremo Tribunal. No dia 1º de fevereiro passado, uma sexta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou o que já vinha circulando em Brasília: ele apresentara denúncia contra o senador perante o Supremo pelos crimes de peculato (quando servidor público utiliza o cargo para desviar dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.

Gurgel explicou na ocasião que a acusação de peculato contra o presidente do Senado baseia-se, “essencialmente”, no suposto uso de notas frias para comprovar despesas da verba de representação do gabinete. “Ele comprovou isso com notas frias”, afirmou Gurgel. “Os serviços [contidos nas notas], na verdade, não foram prestados. Isso caracteriza o peculato”. O procurador-geral alegou que os documentos apresentados na prestação de contas do senador não foram utilizados com a finalidade que as notas fiscais identificavam, mas para justificar renda. “Para justificar renda, ele usou de recursos da verba de representação e comprovou com notas frias. A prova documental é farta nesse sentido”.

O Código Penal prevê pena de 2 a 12 anos de cadeia para o crime de peculato. Se chegar a haver uma condenação pelos três crimes de que é acusado, Renan está sujeito a um total de penas que pode se situar entre 5 a 23 anos de prisão, além de multa que a decisão do tribunal cominaria.

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

AUTO_frank

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PADRE MARCOS PASSOS – RECIFE-PE

Nobre Papa Berto,

Conto com a tua presença e divulgaçao do lançamento do livro Filha da Poesia da minha irma, a poetisa Cármen Beatriz Passos.

Abraços!

R. Só mesmo na comunidade fubânica. Uma família de malassombrados, uma tuia de poetas, uns barruandos nos outros quando andam dentro de casa.

Cármem, que é professora e formada em Letras, nasceu em São José do Egito-PE, terra da poesia, e é filha de pai e mãe também poetas. Desmantelo só presta grande!

Não dá pra perder esta festa. Não só pelo lançamento, mas também pelo espetáculo que será proporcionado por outros artistas malassombrados ilustres.

Muito sucesso pra Cármem e pra toda a família!

Poeta sublime, sutis sentimentos,
Que vive a saudade dos tempos de outrora
No livro da vida, feliz, rememora
Seus cantos, seus dias, seus belos momentos
Não teme os fantasmas dos negros tormentos
Que as luzes das rimas irão rebrilhar
É filha da arte que faz encantar
É Cármen-poema e é Beatriz,
Que faz com seus versos a gente feliz
Nos passos gigantes do seu versejar .

Marcos Passos

MARCOS

 

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24 maio 2013 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

AUTO_marcoaur

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IDADE SOMBRIA

De acordo com a literatura religiosa do hinduísmo, a humanidade se encontra, atualmente, em meio a uma fase crepuscular, caracterizada como “idade sombria”. Nesta “idade cósmica” há uma deterioração generalizada da fibra moral da humanidade. A pureza original entrou em decadência. A humanidade já não respeita os costumes hierárquicos tradicionais e os ritos espirituais.

Interessante é que este mito, da perda de uma vida paradisíaca originária da humanidade, já esteja registrado na literatura hindu, anterior ao relato bíblico do “paraíso perdido”; aos relatos poéticos clássicos sobre a “idade de ouro” e a “idade de ferro”; às tradições da busca por uma “terra sem males”; das utopias por sociedades melhores, sem as injustiças e as explorações do homem pelo próprio homem.

No século XX, Oswald Spengler, em 1918, publicou seu livro sobre a “Decadência do Ocidente”. No Brasil temos um livro da filósofa política Hannah Arendt , que reúne ensaios biográficos sobre homens e mulheres influentes, que vivenciaram os acontecimentos dramáticos da primeira metade do século XX. A este livro foi dado o título: “Homens em Tempos Sombrios”.

Grande parte da pregação religiosa, presente diariamente em nossas televisões, caracteriza nosso tempo como uma “idade sombria”. Estes pregadores deixam a impressão de que os homens de hoje estão nas “mãos do diabo”. Este os aflige com doenças, com descrença, com a perversão dos costumes. É a “idade sombria” da decadência, da degenerescência da humanidade. Para superar estes “tempos sombrios” dos poderes demoníacos, somente os “milagres” de Deus.

O homem, em seu interior, é visto como um campo de futebol, onde se digladiam os times do diabo e os times de Deus. Não é certo que o time de Deus vença. E esta competição ferrenha entre Deus e o diabo aponta para o harmagedon, a luta apocalíptica final, que sinaliza o início de uma nova era, uma “era axial” de salvação da humanidade, com a superação da “era sombria” de decadência moral e cultural, que atualmente nos estaria envolvendo.

Naturalmente, toda esta literatura de idades e tempos sombrios e de tempos paradisíacos explora aspirações e ignorâncias da humanidade. O indivíduo humano reluta em se assumir em seu momento histórico, que dura, segundo textos antigos, em média, 70 anos. Este é o tempo, dado ao ser humano na terra, para que construa a sua existência. A sua obra é a sua vida, pela qual é solicitado a demonstrar um agir de justiça, solidariedade, fraternidade e sabedoria perante seus companheiros, em um tempo que não é nem sombrio, nem paradisíaco.

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

AUTO_pelicano

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MULHERES DE VERDADE

Comentário sobre a postagem MANOEL MARCOS – PAULISTA-PE

Lizete:

“Mulheres de verdade, mulheres brasileiras.

O jornal Besta Fubana é tudo de bom.

Adoooooooooooooro  vocês.

Abraços”

jbf-leitoras

Fêmeas de verdade, fêmeas brasileiras, atracadas com o JBF

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

canalha

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AS PASTORINHAS

O dia de hoje, 23 maio, marca o 105º ano do aniversário de nascimento do saudoso cantor Silvio Caldas, que chegou ao mundo no Rio de Janeiro em 1908. E que encantou-se em fevereiro de 1998.

Vamos lembrar a data vendo este vídeo, no qual o Caboclinho Querido, como Silvio era conhecido, interpreta o clássico As Pastorinhas, de Noel Rosa e Braguinha:

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

ykenga

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RELEMBRANDO UM PASSADO RECENTE

Novo comentário sobre seu post A MOÇA SEM CALÇA

Alamir Longo 

“O então apenas presidente do PT, Lula, achava que distribuir cestas básicas e tickets de leite para a população – o embrião do embrião do Bolsa Família, hoje o maior trunfo eleitoral do PT – era “manter a política de dominação” das elites governantes sobre o povo pobre, “que é secular no Brasil”.

Lula comparou a “troca de alimentos por votos” ao que, imagina ele, fez Cabral ao chegar ao Brasil, enganando os índios com contas e miçangas. Bom, pelo menos somos obrigados a reconhecer que houve uma grande evolução. O povo que recebe o Bolsa Família é muito mais politizado. Como se vê nesse vídeo, a cidadã não suporta mais essa injustiça de trocar seu voto apenas por um prato de comida, uma garrafa de cachaça ou um litro leite.

É quase um suborno! Onde já se viu uma coisa dessas? Será que esse governo está achando que essa gente tem cara de índio recém-descoberto por Cabral? Não, o voto está muito mais valorizado, afinal se foram os espelhos e vieram as roupas de grife, os perfumes e vinhos franceses, os celulares, os calçados de marca, as baladas, enfim, essas coisas da “crasse média!”

Acho que a nossa governanta vai ter que pensar seriamente no assunto e corrigir essas cruéis distorções.”

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

sinovaldo

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AGRURAS DA LATA D’ÁGUA

 

…E eu que fui enjeitada
Só porque era furada.
Me botaram um pau na boca,
Sabão grudaram no furo,
Me obrigaram a levar água
Muitas vezes pendurada,
Muitas vezes num jumento.

Era aquele sofrimento,
As juntas enferrujadas.
Fiquei com o fundo comido.
Quando pensei que tivesse
Minha batalha cumprido,
Um remendo me fizeram:
Tome madeira no fundo
E tome água e leva água,
E tome água e leva água.

Daí nasceu minha mágoa:
O pau da boca caía,
Os beiços não resistiam.
Me fizeram um troca-troca:
Lá vem o fundo pra boca,
Lá vai o pau para o fundo.
Que trocado mais sem graça
Na frente de todo mundo.
E tome água e leva água
E tome água e leva água.

Já quase toda enfadada,
Provei lavagem de porco,
Ai mexeram de novo:
Botaram o pau na beirada.
E assim desconchavada,
Medi areia e cimento,
Carreguei muito concreto
Molhado duro e friento,
Sofri de peitos abertos,
Levei baque dei peitada.

Me amassaram as beiradas,
Cortaram minhas entranhas.
Lá fui eu assar castanha,
Fui por fim escancarada.
Servi de cocho de porco
Servi também de latada.

Se a coisa não complica,
Talvez eu seja uma bica
Pela próxima invernada.
E inverno é chuva, é água,
E eu encherei outras latas
Cumprindo minha jornada.

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

PAIXÃO – A GAZETA

paixao

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ESSE TIME PRECISA DESLANCHAR

Estão pensando que é a seleção? Acham, por acaso, que vou falar sobre o SPORT ou o Pesqueira? Enganaram-se todos.

Pretendo, sem segundas intenções, no exercício do meu sagrado direito de cidadão e com o fim exclusivo de colaborar, tecer alguns comentários sobre os cinco meses da administração do Dr. Evandro à frente da prefeitura de Pesqueira, aqui em Pernambuco.

Grande parte da população do município ainda aguarda pelas medidas de impacto que normalmente ocorrem em toda troca de governo, notadamente quando ele representa uma nova esperança para o povo.

Comparando o nosso município a um time de futebol, constata-se que houve a mudança do treinador, de uma parte da comissão técnica, entraram novos “craques”, mas o rendimento em campo está abaixo do esperado. Faltam entrosamento e espírito de equipe. O desacerto entre a defesa, a meia-cancha e o ataque é facilmente percebido por aqueles que apostaram no novo comando, acreditando em mudanças substanciais.

É possível que isto esteja ocorrendo porque o treinador fez várias improvisações para escalar a sua equipe. Tem muita gente “jogando” fora da posição de origem. Alguns veteranos, já quase sem gás, atuam de maneira bastante manjada, sem buscar novas estratégias, enquanto que os jovens ainda precisam adquirir experiência para encarar os desafios.

Como diria um comentarista esportivo, o time está disperso. Parece que não houve treinamento suficiente. É necessário que se façam reuniões e mais reuniões, pois só assim, todos ficarão “afinados” para começar a agir de maneira eficiente e uniforme, como a situação requer.

Nota-se, facilmente, que velhas táticas usadas pelos técnicos anteriores e até pelo atual, continuam sendo aplicadas.

Boa parte da população esperava que aquela filosofia de jogo de 1983, fosse implantada com algumas atualizações para a alegria dessa torcida composta de pesqueirenses e pesqueiristas, presentes ou ausentes do “gramado”, mas que sente fervilhar em seus corações aquele amor de filhos dessa terra amada que lhes serviu de berço.

É justamente esse amor à terrinha que nos impele a continuar torcendo para que esse esquadrão deslanche e que tenhamos muitas vitórias a festejar daqui por diante, para que percamos a timidez de mostrar a face onde quer que estejamos e possamos proclamar que “PESQUEIRA ESTÁ REALMENTE FORTE OUTRA VEZ”.

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23 maio 2013 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA

AUTO_pelicano

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http://www.musicariabrasil.blogspot.com
AINDA HÁ ESPERANÇA!

O

Hoje ao ligar a TV e me deparar com a mediocridade existente dentro daquilo que muitos querem insistentemente julgar como música me dá vontade de chorar. Um dia desses, em visita a casa de pessoas queridas fui “obrigado” a assistir a um desses programas dominicais, estava eu sentado no sofá colocando a conversa em dia e entre os melhores do ano estavam “cantores” e “compositores” que eu (felizmente) eu nem sei quem são…em dado momento foi eleita a música do ano e para minha surpresa chamava-se “Camaro Amarelo”…. A primeira coisa que me veio a mente foi a mediocridade em que a música brasileira chegou… levantei-me um pouco, respirei fundo e procurei em minha memória lembranças de um tempo em que não vivi. Fui buscar os Festivais produzidos pela Record, lembrei-me dos artistas da era do rádio e tantas outras reminiscências que poderia me traze o devido “alento” naquele momento… mas o que me aconteceu foi justamente o inverso. Uma apatia desmedida apossou-se de mim ao ponto de tentar já vislumbrar qual o futuro de nossa música daqui a alguns anos. Me questionei sobre quais devem ser os critérios de avaliação para determinar a música do ano. Seria a quantidade de vezes em que o “jabá” é pago ou será aquela que tem mais de duas frases? Acredito também que se é levado em consideração o refrão que contenha mais de duas letras ou monossílabos.

É meus caros amigos do JBF, a coisa anda feia… e vocês provavelmente andam a se questionar se há perspectiva para que esse panorama melhore, e eu vos digo: sim!. Enquanto houver espaços como o JBF e tantos outros que prezam pela qualidade não podemos desacreditar… enquanto prezarmos pelo discernimento para identificarmos aquilo que é meramente comercial do que de fato é de qualidade poderemos ter esperanças em ver outros movimentos musicais relevantes tal qual foi a Bossa Nova, o Tropicalismo, o Mangue Beat e tantos outros. Podemos sim acreditar que há a possibilidade de em qualquer momento termos um profícuo ano tal qual foi o de 1973 (que recentemente abordamos aqui no JBF) para a MPB.

Ainda bem que vivemos em um país de dimensões continentais e acredito que isso conte ponto a favor do fortalecimento das culturas e tradições regionais, fazendo com que elas por si só sejam capazes de manter viva a chama de um povo. Seja o carimbó do Pará, a milonga desenvolvida no Rio Grande do Sul ou o Frevo e o maracatu pernambucano, todos tem a capacidade e a força para dentro de suas características fundir-se de modo uníssono a favor da qualidade. Há artistas diversos que ainda “remam contra a maré” insistindo em prezar pela qualidade em detrimento a quantidade. Para esses artistas o que importa não são os relevantes números de suas vendas, mas a qualidade sonora da música que apresentam. É algo como o que foi sabiamente dito pelo alagoano Hermeto Pascoal de modo preciso: “Meu valor não são as notas de dinheiro. São as notas musicais”.

Então é isso… que fique aqui registrado o meu desabafo em saber que como admirador da música de qualidade que sou “Camaro amarelo” não me representa. Evoé aos novos artistas que mantém-se com as características de outrora e que graças a Deus são muitos conforme podemos observar nos espaços alternativos como este que aqui vos escrevo.

Aproveito o espaço para atestar que não estou equivocado quando afirmo que há música de qualidade sendo feita neste país. Deixo aqui para os amigos do JBF duas canções de artistas que ainda estão em seus primeiro álbum, mas que de certo modo já mostram ao que vieram. O primeiro artista vem de Brasília e chama-se Túlio Borges, neste debute fonográfico o artista apresenta diversos ritmos e aqui deixo para deguste do amigo leitor a canção “Birosca”, de autoria do próprio Túlio.

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Já o segundo nome trata-se de Luisa Maita. Paulista e filha do saudoso músico Amado Maita, Luísa gravou este seu primeiro disco e hoje vem sedimentando a sua carreira no exterior (infelizmente coisa corriqueira dentro da música brasileira). A faixa cantada por Luisa é “Fulaninha”, composição de autoria da própria Luisa.

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PARA OS FUBÂNICOS DO PIAUI – FESTIVAL DE POETAS DE PICOS

Repente

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