1 julho 2015 FULEIRAGEM

RENATO – A CIDADE (RIBEIRÃO PRETO)

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O FANTÁSTICO MUNDO SELVAGEM

O tema a ser abordado seria outro, porém, ao deparar-me com uma matéria ligada ao mundo selvagem, resolvi mudar o foco. Confesso que isso ocorreu devido a uma amarga experiência que tive nessa área há um bom tempo atrás e que quase me custou a vida.

De antemão, já peço que me perdoem por esse meu egoísmo de ter classificado o assunto por razões meramente pessoais. Talvez, inconscientemente, fiz isso para dar “vivas” à sorte que tive por ter sobrevivido a um “beijo” quase que fatal de uma cobra coral verdadeira.

Tão logo percebi que havia sido picado pela cobra mais venenosa do Brasil e talvez do continente americano, e sabendo que no local não havia o soro específico (antielapídico), concluí que minhas chances de permanecer entre os seres consumidores de oxigênio seriam mínimas.

Porém, foi removido para a vizinha cidade de Alegrete – terra do nosso queridíssimo prof. Adail–, onde milagrosamente fui salvo pela excelente equipe médica que me aguardava no hospital daquela cidade.

Depois me disseram que com mais alguns minutos de atraso, nada mais poderia ser feito.

Bom, depois desse breve relato de alguém que já recebeu veneno de cobra em suas próprias veias, vejam nesse vídeo a incrível experiência de como age o veneno de uma Viper Russell, cobra encontrada na Ásia, ao entrar em contato com o sangue humano.

É simplesmente fantástico!

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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30 junho 2015 DEU NO JORNAL

UMA MENTE CONFUSA

Merval Pereira

A presidente Dilma, infelizmente para nós brasileiros e para o país, não tem o dom de organizar seu pensamento. Se fosse apenas uma dificuldade de se expressar, como quando resolveu louvar a mandioca e chamou-a de “grande conquista brasileira”, já seria difícil para uma autoridade que tem obrigação de explicar seus atos a cada instante de seu governo.

Mas quando o pensamento equivocado é também embaralhado, aí já se torna um problema político-institucional. Se a presidente diz que não respeita delatores, ela está partindo do princípio de que o presidente da UTC Ricardo Pessoa, e outros executivos que fizeram suas delações premiadas, estão revelando fatos verdadeiros que deveriam ser escondidos.

Sim, por que só pessoas que estão por dentro das conspirações ou das bandidagens podem delatar seus companheiros em troca de algum benefício da Justiça. Foi, aliás, para evitar que as revelações sobre crimes fossem desqualificadas pelos interessados que o que chamamos popularmente de “delação premiada” tem o nome oficial de “colaboração premiada”.

Mas, de qualquer maneira, a presidente Dilma tratou de jogar sobre Ricardo Pessoa a pecha de traidor, comparando-o a Joaquim Silvério dos Reis, o que a deixa mal e a todos os denunciados pelo empreiteiro. E ela não percebe essa incongruência, o que faz com que prossiga em linha reta para o abismo sem que ninguém possa ajudá-la, já que, sabe-se, ela não admite contestações.

“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque senão você entrega seus presos.”

Nessa frase, temos de tudo: uma confusão entre seu papel como guerrilheira, e o dos petistas que se meteram no mensalão e no petrolão; uma ignorância assombrosa da diferença entre democracia e ditadura e, sobretudo, a insensatez de comparar os inconfidentes mineiros com os mensaleiros e petroleiros, que podem ser tudo, menos patriotas heróicos em luta contra uma opressão estrangeira.

Não há Tiradentes nessa história que a presidente Dilma tenta recontar, e nem ela foi uma lutadora pela democracia, como pretende hoje. A tortura de que ela e muitos outros foram vítimas é uma página terrível de nossa história, mas não pode servir de desculpa para justificar meros roubos de uma quadrilha que tomou de assalto o país nos últimos 12 anos, nem para isentar os eventuais desvios cometidos pela presidente.

Ao contrário, aliás, muitos fazem hoje a comparação da sanha arrecadatória do governo federal com os “quintos do inferno” que a colônia portuguesa tirava do Brasil. Quanto à insinuação de que os presos hoje pela Operação Lava-Jato sofrem torturas como no tempo da ditadura, só mesmo a politização da roubalheira justifica tamanho despautério.

A propósito, o jurista Fabio Medina Osório, especialista em questões de combate à corrupção e improbidade administrativa, Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri e Presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado (IIEDE), “olhando o direito comparado e o que ocorre hoje no mundo em termos de combate à corrupção”, discorda dos que consideram abusivas as prisões preventivas decretadas pelo juiz Sérgio Moro.

“Não apenas nos EUA, mas na Europa, as prisões cautelares têm sido utilizadas no início de processos ou quando investigações assinalam elementos robustos de provas”, ressalta, lembrando os casos do ex premier de Portugal, José Sócrates, e os dirigentes da FIFA, presos cautelarmente por corrupção – e alguns em avançada idade – seguem encarcerados.

“A ideia não é humilhar ninguém, mas, diante do poder econômico ou político das pessoas atingidas, estancar o curso de ações delitivas de alto impacto nos direitos humanos, tal como ocorre no combate à corrupção.

Medina Osório lembra que “nos termos da Lei Anticorrupção, as empresas deveriam ter aberto robustas investigações para punir culpados e cooperar com autoridades, talvez até mesmo afastando os executivos citados nas operações, se constatadas provas concretas ou indiciárias de suas participações em atos ilícitos”.

Ao não cooperar nem apurar os atos ilícitos noticiados, “as empresas sinalizam que estão ainda instrumentalizadas por personagens apontados pela Operação Lava Jato como os possíveis responsáveis”.

Para Medina Osório, vale indagar: o que é realmente novo aqui no Brasil? “Prisões democráticas, onde cabem ricos e pobres, convenhamos”.

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

BRUNO – VALEPARAIBANO

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30 junho 2015 A PALAVRA DO EDITOR

DICIONÁRIO FUBÂNICO

dicionário-fubânico

VIDENTE – Dentista falando sobre seu trabalho.

VIOLENTAMENTE – Viu com lentidão.

VIÚVA – Ato de ter visto uma uva.

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

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30 junho 2015 DEU NO JORNAL

PESSIMISMO GRAU 13

As perspectivas de queda na renda e de maior endividamento elevaram o pessimismo do consumidor ao maior nível em 14 anos.

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 2,5% em junho na comparação com maio e registrou o menor nível desde junho de 2001.

Quanto menor o índice, maior o pessimismo dos consumidores. Na comparação com junho do ano passado, o índice caiu 9,5%.

De acordo com a CNI, a deterioração na confiança em relação à economia é preocupante porque os efeitos ultrapassam o consumo e levam ao adiamento dos investimentos das empresas, dificultando a recuperação da economia.

* * *

Lendo esta notícia, eu me lembrei de uma frase.

Num sei mesmo porque a tal frase me veio à cabeça.

É esta aqui:

“Digite 13 e confirme seu voto”

Este índice de pessimismo do consumidor, segundo sábios analistas fubânicos, vai chegar ao grau negativo -13 antes do Natal.

VOTE 13

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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SONIA REGINA – SANTOS-SP

Boa tarde Sr. Editor

Abaixo um vídeo de “Saudação à Mandioca” com interpretação da própria compositora.

R. Cara leitora, permita-me complementar o vídeo que você nos mandou com outra colaboração do leitor fubânico Arael Costa.

Veja que lindo a mandioca sendo trabalhada pelas mãos da Mulher Sapiens:

família sapiens

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

aroeira

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30 junho 2015 MEGAPHONE DO QUINCAS


JOGOS OLÍMPICOS DO RIO/2016 – A HISTÓRIA DO BRASIL NAS OLIMPÍADAS (V)

Foto 1 A pratica do Criquete

É Críquete. Lembra o Beisebol, não?

Na coluna de hoje apresento três esportes que estão a quilômetros de distância de nossas práticas esportivas mais populares ou conhecidas. São o Críquete, o Croquet e o Roque. Estas atividades que já estiveram no calendário olímpico. São esportes com práticas ainda muito intensas em países como o Reino Unido e os EUA, mas não se expandiram para o resto do mundo.

Críquete

O críquete é um esporte que utiliza bola e tacos, cuja origem é o sul da Inglaterra, remontando ao ano de 1566. Considerado um esporte parecido com o beisebol, foi inspirado num rudimentar jogo rural medieval chamado stoolball.

Adotado pela nobreza no século XVII, sofreu muitas transformações ao longo dos anos, até se tornar um esporte bastante admirado na Grã-Bretanha, na Índia e no Paquistão.

No Brasil, pela semelhança de nomes costuma ser confundido com o croquê, mas é um esporte totalmente diferente.

Jogam onze de cada lado, num campo sem dimensões fixas, mas sempre muito amplo. Os movimentos principais passam-se numa faixa retangular de 20,1 metros de comprimento, no centro do campo, onde a bola (de cortiça e couro) chega a atingir 150 km/h.

Ela é lançada pelo arremessador contra o alvo do adversário (três varetas fincadas no solo, chamadas ‘stumps’, cujo conjunto é conhecido como ‘wicket’, defendido pelo rebatedor.

No início, os jogos podiam durar até dez dias. Os tempos modernos, porém, exigiram mudanças. Hoje, a maioria dos jogos é disputada em dois tempos, em uma tarde ou noite. A defesa busca eliminar os 10 wickets adversários O ataque busca conseguir o maior número de corridas

O jogo é praticado de acordo com as 42 regras do críquete, que foram sendo desenvolvidas pelo Marylebone Cricket Club, em discussões com os países praticantes do jogo.

Alguns jogos particulares podem discutir regras diferentes para jogos especiais. Outras regras suplementam as leis principais e as mudam para concordar com diferentes circunstâncias. Em particular, há um número de modificações à estrutura de jogo e regras de posicionamento em campo que se aplicam a “innings games” que estejam restritos a um determinado número de ‘justas entregas’.

No Brasil

O críquete surgiu no Brasil via negócios com a Inglaterra, especialmente na construção de ferrovias. Os ingleses que chegaram ao país não trouxeram apenas seus costumes e cultura, pois seus esportes principais acabaram aparecendo com força (críquete, futebol, rugby). Alguns historiadores, contudo, afirmam que o críquete chegou no solo brasileiro no ano de 1872 – quando foi fundado o Rio Cricket e Associação Atlética.

Além do Rio Cricket, foram abertos outros clubes no Brasil. entre eles o São Paulo Athletic Club, de São Paulo, em 1888, o Clube Internacional de Cricket e o Club de Cricket Victória, hoje chamado de Esporte Clube Vitória, estes dois do Estado da Bahia, em 1899.

O críquete não chegou a ser popularizado e os antigos clubes abandonaram a prática do esporte porque o futebol – também trazido pelos ingleses – acabou ganhando maior repercussão, entre o final do século XIX e o início do século XX. Desta forma não houve uma entidade que, de maneira apropriada, zelasse por este desporto no Brasil.

Em 2001, porém, o críquete ganhou nova oportunidade no país, com a fundação da ABC. A entidade contabiliza ainda poucos praticantes e a maioria dos jogadores são estrangeiros naturalizados ou ainda em trânsito. Ainda assim, em 2002, o Brasil entrou para a ICC, na categoria de membro afiliado.

Croquet

Croquet – ex-esporte olímpico:

O mais antigo documento com a palavra croquet traz a descrição de um jogo moderno. Trata-se do conjunto de regras registrados por Isaac Spratt em novembro de 1856, com a Companhia Stationers ’em Londres.

Em 1868, o primeiro grupo de croquet fez uma reunião realizada em Moreton-in-Marsh , Gloucestershire e, no mesmo ano, o All England Croquet Club foi formado em Wimbledon, em Londres .

Foto 2 - croquet

A primeira informação sobre a origem do jogo é que seu ancestral mais remoto foi introduzido para a Grã-Bretanha, a partir da França durante o reinado de Charles II da Inglaterra, e foi jogado sob o nome de paille-maille ou shopping mortalha, em última análise, derivado das palavras latinas para ‘bola e malho’.

O Croquet tornou-se muito popular como um passatempo social na Inglaterra durante a década de 1860.

Rapidamente se espalhou para outros países de língua inglesa, como a Austrália, Canadá , Nova Zelândia , África do Sul , e Estados Unidos . Sem dúvida, uma das atrações foi que o jogo poderia ser jogado por ambos os sexos, o que também assegurou muitos comentário adversos.

No final dos anos 1870, no entanto, o croquet tinha sido eclipsado por outro jogo da moda, o tênis, e muitos dos clubes de croquet recém-criados, incluindo o All England Club em Wimbledon, tiveram convertidos alguns ou todos os seus gramados em campos de ténis .

Houve um renascimento na década de 1890, mas a partir de então, croquet sempre foi um desporto minoritário. O All England Lawn Tennis e Croquet clube ainda tem um campo de croquet, mas não hospedou torneios significativos. A sede inglesa para o jogo agora está em Cheltenham.

Roque

Foto 3 - Roque Olimpiada de 1904

Roque: Olimpíada de 1904

Variável norte-americana do croquet, o roque teve uma participação bastante efêmera nos Jogos Olímpicos. A modalidade foi disputada uma única vez, na terceira edição do evento, em St. Louis, nos Estados Unidos.

E os donos da casa foram soberanos. As três medalhas ficaram com atletas norte-americanos. Charles Jacobus foi o campeão olímpico, Smith Streeter levou a prata e Charles Brown faturou o bronze na única disputa do roque.

Modalidade esportiva incluída nos Jogos Olímpicos de Verão de 1904, o Roque recebeu esse nome justamente pela derivação de croquet (excluindo-se a primeira e última letras)-, outro esporte que se tornou efetivo através das práticas de diversão e brincadeiras, que antes eram considerados apenas lazer para as famílias.

Por ser um jogo ainda pouco reconhecido e pouco praticado mundialmente, até mesmo nos Estados Unidos, no ano de 2004 criou-se uma Associação norte-americana que inclui e divulga tanto a prática do roque quanto do croquet. Já que os atletas que acreditam nessa divulgação e expansão do esporte afirmam ser o roque tão importante como outra modalidade, e também por um dia nas Olimpíadas ter sido considerado o ‘jogo do século’.

As associações mundiais mais conhecidas que mantêm o roque e divulgam-no por todos os países são: American League Roque (1916-1970), Associação Nacional Duas bolas Roque (de 1970) Associação Nacional Roque (1899 -) e Associação Nacional Croquet.

O Roque possui regras básicas e avançadas que seguem o padrão profissional. Utilizando dois instrumentos básicos, ou seja, os arcos e as baquetas, os atletas devem inserir-se em regras como: a marcação adequada e o limite no qual cada competidor irá lançar o seu arco.

Em seguida o movimento que os arcos fazem é semelhante a um jogo de bilhar, ou seja, prevalecem as jogadas individuais para melhor acúmulo de pontos. A chegada até o centro da quadra ou local demarcado aproxima o jogador da vitória, já que os turnos ocorrem alternadamente, ora um competidor ora outro.

Atualmente, já se estabelece tempo para a prática do roque, sendo cronometrado. Assim, em caso de empate, o jogo permanece igual, já que o tempo não permite mais jogadas. Contudo, o vencedor será aquele que acumular o máximo de 32 pontos, chamados também de innings.

Semana que vem, uma tentativa de explicação do porquê o Futsal, ou melhor o Futebol de Salão, ainda não é um esporte olímpico. Parece que o assunto é mais político do que técnico.

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

THOMATE – A CIDADE (RIBEIRÃO PRETO)

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30 junho 2015 DEU NO JORNAL

UM CABRA SAFADO DA MAIS BAIXA QUALIFICAÇÃO

Lula estimulou o TCU a questionar as contas de Dilma Rousseff.

Isso mesmo.

Lula disse ao ministro José Múcio Monteiro, de quem é próximo, achar razoável que o órgão pedisse explicações sobre as pedaladas fiscais.

Lula, para evitar a cadeia, quer derrubar Dilma Rousseff por suas fraudes contábeis, esfriando o inquérito sobre o Petrolão.

* * *

No Nordeste a gente usa a expressão “cabra safado” pra se referir a um sujeito mau caráter, a uma criatura da mais baixa qualificação, a alguém assim do calibre de Luiz Inácio Brahma da Silva.

É um dos xingamentos mais ofensivos aqui da nossa terrinha.

Todavia, pra um cafajeste que, sordidamente e acanalhadamente, tenta derrubar o seu próprio poste, a sua própria criatura, a sua cumpanhera de quadrilha e de partido, a mandiocuda que ele elegeu e reelegeu, outros adjetivos cabem muito bem:

Canalha, depravado, traíra, enganador, traiçoeiro, trapaceiro, pérfido, hipócrita, farsante, aleivoso, transfuga, bifronte, judas, tredo, desleal, biltre, velhaco, tratante, patife…

A relação está em aberto.

Quem tiver mais adjetivos pra classificar Brahma, mande pra cá.

AUTO_amarildo

Encerro com uma pergunta:

Dá pra levar a sério um babaca idiota, um militante tabacudo, uma anta, um eleitor que leva Lula a sério???

Hein???

Dá pra levar a sério essa gente???

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

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FOI ELA MESMA QUE SANCIONOU A LEI DA DELAÇÃO

Comentário sobre a postagem MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – RECIPROCIDADE

Marcos Mairton:

É importante por a frase no contexto em que foi dita, que, segundo a Folha, foi o seguinte:

“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque se não você entrega seus presos”.

Dá para ver, por aí, que a presidente não diferencia presos políticos de presos comuns, nem delatores de um movimento de luta armada de membros de organização criminosa que buscam reduzir sua pena por meio da colaboração premiada.

A colaboração premiada é um instituto jurídico, previsto no sistema legal brasileiro, que tem se mostrado de grande valia para a desarticulação de organizações criminosas.

Não há nada de desonroso em aderir a ela, mesmo porque, ao colaborar com as investigações, o indivíduo deixa de agir contra a sociedade para agir em favor dela.

Se a presidente vê a colaboração premiada como algo eticamente desprezível, a ponto de dizer que não respeita delator, não deveria ter sancionado a Lei 12.850, de 02.08.2013, pois é com base nela que as colaborações estão acontecendo.

Dilma de bigode

“Xi…. acho que excretei mais um tolôte pela boca…”

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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ROLVI DARCISO MARTINI – CASCAVEL -PR

Colaboração para o JBF, meu blog favorito.

A grande contradição da prepotente sobre delatores:

delator

R. Quando eu digo que só tem cabra malassombrado e criativo neste antro fubânico, tem gente que num acredita. Pois sim.

O Paraná, com 5.118 leitores, está entre os 10 primeiros estados brasileiros na quantidade de fubânicos. Ocupa o sétimo lugar.

E Cascavel é uma das cidades onde tem gente viciada nesta gazeta escrota, assim como nosso estimado leitor Rolvi.

paraná

* * *

cascavel

Cascavel, a Capital do Oeste do Paraná, com 309.259 habitantes, fica a 491 km da capital

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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COM OS VATES E VIOLAS NO BALANÇO

Uma vez, na década de 90, eu acabara de chegar à minha cidade da Prata-PB, quando fui convidado por Antenor Dirceu, irmão dos Vates e Violas, e meu primo, para um forró em homenagem a não sei quem, no Sítio Balanço, na Santa Catarina, comunidade rural nossa vizinha, que tem parte das terras no município de Monteiro.

vates e violas

Conjunto Vates e Violas

Já na boquinha da noite, “se juntamos” eu, Miguel, Antenor e mais uns dois cachaceirinhos e fomos pro samba, lá no pé da Serra de Santa Catarina, onde por trás se vê o clarão da iluminação de Monteiro. Chegamos na casinha do forró, onde o sanfoneiro era um negro magro e “imbuanceiro”, filho de Vital, um astro da sanfona lá daquelas bandas.

Como a bebida se resumia a uma cachaça “lasca peito”, misturada com “crush”, fomos até Monteiro em busca de uma bebidinha mais palatável. Antenor ficou no forró, que não estava lá essas coisas todas. Também pudera, estava apenas começando.

Fomos até Monteiro, paramos num bar, demos de garra de um litro de uísque (Natu Noblilis) e nos esquecemos do Balanço e de Antenor. Lá pelas tantas, alguém lembrou que o nosso companheiro ficara esperando a nossa volta, pois tínhamos saído somente pra ir buscar a bebida.

Retornamos lá pelas oito da noite e o forró ainda do mesmo jeito que deixamos. Levados por Antenor, eu e Miguel entramos no salão pra dar uma olhada. No meio dos poucos casais, dançavam duas matutinhas, uma servindo de par para a outra.

Chamei Miguel:

– Migué, vai apartar aquelas duas pra ver se a gente consegue dançar hoje aqui.

Miguel saiu com aquele jeitão magro, comprido e empenado pra um lado e abordou as meninas:

– Bora dançar com nós dois? – disse olhando pra mim que, por ser péssimo dançarino, nunca tive coragem de chamar ninguém pra dançar. Muito menos de “apartar” duas mulheres.

Era costume lá pelo sertão, devido ao fato de os maridos não estarem presentes, as mulheres jamais dançarem com cavalheiros.

Diante da proposta de Miguel, a matutinha se virou, sem parar a dança, e respondeu:

– Nóis não pode dançar com homem não, nós somos casadas.

E Miguel respondeu:

– Tudo bem, eu quero ver é vocês fazerem menino.

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

paixao

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30 junho 2015 DEU NO JORNAL

COMPARANDO DELATOR A DEDO-DURO DA DITADURA

Josias de Souza

A Presidência da República oferece aos seus ocupantes uma tribuna vitaminada. Algo que Theodore Roosevelt chamou de bully pulpit (púlpito formidável). Nos últimos dias, Dilma Rousseff vem desperdiçando a atenção de câmeras e microfones com saudações à mandioca e menções às mulheres sapiens. Nesta segunda-feira, já habituada a falar duas vezes antes de pensar, a presidente exagerou. Numa entrevista concedida em Nova York, comparou os delatores premiados da Lava Jato aos dedos-duros da época da ditadura.dilma_julgamento

A pretexto de desqualificar empreiteiro Ricardo Pessoa, que disse ter repassado à sua campanha presidencial R$ 7,5 milhões em verbas roubadas da Petrobras, Dilma disse: “Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque se não você entrega seus presos.”

Dilma comparou abacaxi com jiló. No seu caso, a cadeia era arbitrária e os métodos de interrogatório eram abomináveis. Apesar de moída na pancada, Dilma não entregou os companheiros. No caso de Ricardo Pessoa, tudo segue estritamente o figurino legal. Pilhado comendo com as mãos no interior dos cofres da Petrobras, o empreiteiro troca o suor do seu dedo por favores judiciais como a prisão domiciliar e a eventual redução da pena. Ele não entrega companheiros de luta ideológica. Delata os cúmplices e os beneficiários dos seus crimes.

Até ontem, Ricardo Pessoa e seus congêneres eram tratados no governo como pessoas muito respeitáveis. Dilma faz bem em mudar de ideia. A turma do cartel não merece tanta cortesia. Porém, se não quer respeitar a lógica, a presidente deveria ter um pingo de consideração pelos agentes públicos que trabalham para desvendar a roubalheira praticada à sua volta. A presidente talvez não tenha se dado conta, mas sua comparação torta acabou transformando procuradores da República, agentes da Polícia Federal, e membros do Judiciário em torturadores.

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30 junho 2015 FULEIRAGEM

FERNANDES – DIÁRIO DO ABC (SP)

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
VACA ATOLADA

vaca

Foto da colunista

Vi a vaca ir pro brejo
Porém não pude acudir
Em tempos de vacas magras
Muito mais vou assistir
Vi marola virar onda
E pelo clima que ronda
Vou ver a vaca tossir

Se a vaca está frita
Eu não posso fazer nada
Do jeito que aconteceu
Tem que ser sacrificada
Tomei minha decisão
Quero ter na refeição
É mesmo vaca atolada.

Depois de tirar o couro
Vou separar a costela
Temperar com muito zelo
Para botar na panela
E empurrar mandioca
Se for dura a gente soca
Para descer na goela.

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

SGT

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http://www.neumanne.com/
JORNAL DA TV GAZETA

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA S. PAULO

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29 junho 2015 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – RECIPROCIDADE

delator

* * *

A recíproca é verdadeira: o delator também não tem o menor respeito por Dilma, cuja eleição ele banhou de verbas roubadas da Petrobras por facilitação do gunverno petista.

E o dono da UTC está muito bem acompanhando, pois a esmagadora maioria da população deztepaiz também não respeita a pedaladeira do Planalto.

Já é um grande avanço a prisid-Anta ter se referido apenas ao corruptor ativo e não à revista que publicou sua delação.

Até porque não tem pra onde correr: o que foi publicado é a mais pura realidade…

parelha

Uma parelha que é símbolo cagado e cuspido de Banânia nos dias de hoje

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

lj

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ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Pessoal ….

É um prazer ler e escrever para este blog que nem mais blog é, mas sim um noticiário político cultural, divertidíssimo, deste nosso Brasil.

Na realidade estou escrevendo só para relembrar “declaração” do Papai Odebrecht, na semana retrasada (19/06).

“Se meu pimpolho permanecer na cadeia, vão ter que fazer mais três celas. Uma pra mim, uma pro Lula e outra pra Dilma “.

Pergunta simples:

Por que a porra da Policia Federal não convoca o Papi Odebrechet para “esclarecimentos” das suas declarações?

Que porra ele tem a dizer sobre Lula, Dilma e Ele próprio que os levariam pra cadeia?

O pimpolho continua preso.

Tá faltando mais gente???!!!

Um grande abraço fubânico.

R. Eu também tô ansioso que o pai do pimpolho dê com a língua nos dentes.

Mas tô desconfiado que ele – o genitor corruptor ativo -, também tá se cagando de medo de acabar na carceragem da Polícia Federal em Curitiba…

stp

Brahma pra Marcelo Odebrecht: “Se teu pai falar alguma coisa, eu enfio este dedo no teu furico…”

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AUTO_amarildo

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29 junho 2015 A PALAVRA DO EDITOR

A SITUAÇÃO MUDOU DE VERMÊIA PRA PRETA

“Ladrão, palhaço, sem vergonha.Vocês acabaram com o país”

Foi assim que um freguês de restaurante em São Paulo, se dirigiu ao ex-ministro Guido Tabacudo Mantega, quando o pedalador dílmico entrou no recinto.

O fato aconteceu ontem, domingo, 29 de junho, na hora do almoço.

Está cada dia mais difícil a vida das zelites petralhas. Não podem mais nem botar a cara na rua que o pau come.

Luiz Inácio Brahma da Silva tem razão de andar apavorado e se cagando nas calças, se escondendo pelos cantos e só aparecendo em eventos que contam com plateias compostas de antas amestradas.

Inclusive antas amestradas que vestem batinas.

A foto abaixo foi feita na Praça João Mendes, centro de São Paulo:

dilma-lula-procura-se-cartazes

Estes cartazes de “procurado” e “procurada” estão espalhados por todo o centro da capital paulista e em várias cidades do interior.

Tão vendo a que ponto chegou a caça aos guabirus do comando petralha?

Finalmente, parece que está se aproximando a hora de Brahma e seus comparsas de quadrilha pagarem pelo astronômico esgoto corrupcional que instalaram em Banânia.

Enfie a pajaraca, Dr. Moro, sem pena e sem vaselina!!!

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

iotti

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OS TARADOS DA AVENIDA

*

Avenida da Paz – Maceió

No início do século XX, Bebedouro era o bairro mais chique, mais festeiro, mais rico de Maceió. Restam algumas mansões, bonitos palacetes de famílias tradicionais embelezando o bairro.

O Brasil não foi à Guerra, entretanto, ao terminar a Primeira Guerra Mundial (1918), o prefeito de Maceió comemorou com o povo o fim da guerra na então “Praia do Aterro”. Depois de bons goles de cachaça, prometeu, ali construiria uma bela Avenida, a Avenida da Paz.

Político de palavra ( existia antigamente), logo iniciou a obra, a Avenida ficou linda, começou a desbancar Bebedouro, a burguesia foi se transferindo para a Avenida da Paz, construindo belas casas, mansões. Nessa época apareceu a moda do “banho salgado”, hoje banho de mar, a mulherada moderna vestia maiô até o joelho, caía na água. Maior sucesso, alguns achavam um escândalo. Vinham homens, velhos, meninos do interior apreciar as modernas senhoritas de maiô aparecendo a batata das pernas, causava reboliço entre os marmanjos. Nessa época também foram aparecendo os primeiros “tarados”. Nos anos 40 o maiô já havia diminuído o tamanho, subindo até a metade da coxa, quanto mais diminuía o tamanho do maiô, mais aumentavam os discípulos de Onã na esplêndida praia da Avenida da Paz.

Nos anos 50 eu era um jovem maloqueiro de praia. Nadava singrando a calmaria do mar azul esverdeado, pulava da cumeeira dos trapiches mar adentro, jogava bola na areia dura, pescava nas jangadas, puxava rede, a Avenida da Paz foi berço esplêndido. Entretanto, o esporte predileto dos meninos da avenida depois do futebol, era ficar na areia olhando, que nem jacaré, as belas mulheres estendidas na areia, pegando um bronzeado.

É próprio do homem o “voyeurismo”, olhar os encantos da mulher. Alguns não se controlavam, praticavam o onanismo em esdrúxulas situações. Naquela época, os meninos com cara de santinho frequentavam rodas de conversas das moças na praia, olhavam discretamente o corpo dourado das jovens, quando entravam na água não havia quem segurassem.

Gaguinho era mestre, aproximava-se das desavisadas de maiô, deitava de bruços, cavava uma cova, adaptava a mão, estimulava suas fantasias. Certa vez, um amigo percebeu o Gaguinho em posição de trincheira perto de sua belíssima irmã, foi chegando por trás, devagar, de repente virou o Gaguinho em vias da apoteose final. Levaram o “tarado” para a Delegacia de Jaraguá. Ficou preso.

Certo verão ela apareceu vestindo o primeiro biquíni em Maceió. Bonita ruiva, dizia-se atriz, hóspede do Hotel Atlântico, sustentada por um rico fazendeiro. Toda manhã descia à praia, como de fosse uma liturgia, estendia a toalha, enfiava o pau da sombrinha na areia e armava. Devagar, cheia de preguiça, tirava a blusa, aparecia parte do biquíni pouco cobrindo os seios. Em seguida, como fosse um strip-tease, descia lentamente o short requebrando os quadris, movimentos harmoniosos, sensuais, passando pelas pernas até transpassá-lo por baixo dos pés. Finalmente levantava o short com o pé direito como se chutasse o vento. Ainda em pé, dobrava o short, a blusa, colocava-os junto à sombrinha. Deitava lentamente, de bruços, deixando o sol da manhã acariciar suas pernas, seu dorso. Foi o grande espetáculo daquele verão. Os homens se deliciavam com o ritual erótico da musa dos cabelos de fogo.

“Chaina”, sua cachorrinha pequenez, ficava amarrada no pau da sombrinha. Às vezes, ela se soltava para alegria da moçada correndo, tentando capturá-la para receber o agradecimento, e olhar de perto as penugens douradas nas coxas da magnífica. Depois que Chaina começou a frequentar a praia, o número de tarados aumentou nos mares da Avenida.

Muita gente graúda entre eles. Certa vez fizemos uma votação para eleger o maior tarado da praia. Em terceiro lugar, “Punho de bronze”, foi para um jogador de futebol. Segundo lugar, “Punho de prata”, ganhou um coroa, vestia um velho calção de banho, passava o dia vadiando na praia. E primeiro lugar, “Punho de ouro”, fez-se justiça, ganhou um comerciante muito conhecido, era prático, profissional, conta a lenda, todas as suas calças tinham bolsos furados.

Hoje, ao caminhar pela praia da Jatiúca, apreciando os corpos deitados, belamente bronzeados, lembro dos velhos tempos da Avenida da Paz. Com tantas mulheres semi nuas, os tarados da Avenida iriam enlouquecer.

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

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A MASSA

Neste dia de São Pedro, 29 de junho, um balançado gostoso pra gente começar bem a semana.

A música foi escolhida a dedo por falar de “mandioca”, aquela palavrinha que foi elevada à suprema condição de constar numa fala prisidencial.

Composição da dupla Raimundo Sodré e Jorge Portugal, interpretada por Elba Ramalho.

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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http://www.lucianosiqueira.com.br/
VERSOS INCONCLUSOS

No bar ao lado do Restaurante Viena, no Aeroporto de Guarulhos, as mesas são muito próximas. Apenas dois fregueses, ele e eu. Ele, sem bagagem, nem bilhete de viagem visível, zero preocupação com a hora, talvez na quarta ou quinta dose de uísque. Eu, saboreando uma Boêmia long kneck, atento ao relógio, aguardando o momento de embarcar num voo da Gol das vinte três horas com destino ao Recife.

Ao perceber meu interesse, disse chamar-se Floriano e mostrou-me um rabisco no avesso de uma embalagem de cigarro: “Parti para a mais cruenta das guerras/e apenas um olhar distante de lancinante indiferença/nem uma palavra, um aceno que me…”.

– Um poema?, perguntei.

– Ah, amigo tenho os versos aqui no peito e não consigo botar no papel! – respondeu, com a fala enrolada e os olhos faiscantes.

Tentou me explicar, com dificuldade. A voz grave, engolindo as sílabas, a muito custo mencionou alguém de quem esperava e não obteve a palavra amiga, solidária, afetuosa.

Com todo respeito a Antonio Maria, que dizia acreditar na sinceridade dos bêbados e dos poetas, aviso que os poetas têm de mim admiração e carinho; os bêbados, nem tanto.

Explico. Sem poesia a vida seria cinza e monótona. Os poetas são seres especiais – os grandes poetas e mesmo os médios e os apenas esforçados. Estes últimos tentam, e já é alguma coisa. Imagine se nossa existência em meio a verdades, mentiras, pelejas mil, amores e dores, desespero e esperança não pudesse ser iluminada jamais por um Drummond, um Vinícius, um Neruda, uma Cecília Meireles?

Já os bêbados seriam dispensáveis – sobretudo os chatos, barulhentos, conversadores, donos da verdade, tristes, eufóricos e inconvenientes.

Mas confesso que há um tipo de bêbado que exerce sobre mim uma atração irresistível, desperta um profundo sentimento de solidariedade: o bêbado solitário. Nada é mais comovente do que a imagem do cara ilhado, ele e o copo, ele e a desilusão, ele e o fracasso. Nunca vi alguém beber sozinho com alegria. Jamais recolhi de um desses o sorriso que não fosse de discreta vergonha, aquele sorriso sem graça de quem sofre e procura dissimular.

Quando posso, me aproximo: um leve cumprimento, o olhar cúmplice à espera de um grunhido qualquer, um sinal de vida, um laivo de resistência.

Foi assim que travei o breve diálogo com Floriano, o bêbado autor do poema apenas iniciado.

– Ficou um buraco deste tamanho aqui no peito, que dói, dói uma dor que não quer passar, entende?

Eu disse “entendo, sim”, e me desculpei por não poder continuar a conversa, tinha chegado a minha hora. Mas a vontade era de retardar a minha viagem, quem sabe depois de mais uma dose ele viesse a completar os versos amargos e aliviar o sentimento de desamor e perda.

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29 junho 2015 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

ronaldojc

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29 junho 2015 A PALAVRA DO EDITOR

CICLISMO BANÂNICO

Uma explicação didática e esclarecedora sobre as pedaladas fiscais dilmísticas.

Vale a pena ouvir e meditar a respeito da palavra de quem entende do assunto.

Explanação técnica, sem qualquer conotação política.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa