21 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

O RETORNO

Olá meus queridos

já se completaram sete dias que o meu amado está em casa. Para nossa felicidade.

O Berto ainda não anda e se desloca dentro de casa numa cadeira de rodas. Tem ainda certa dificuldade para digitar e escrever. E raciocina devagar. Mas tudo ainda dentro da normalidade, por tudo que passou.

Está fazendo fisioterapia motora e respiratória, ambas com grande progresso. Não lembra de nada do que aconteceu com ele. Nem de quando começou a ficar doente. 

Mas de uma forma geral, está tudo bem.

Abraços a todos e grata pela força!!!!

Aline Berto

 

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13 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

VOLTEI!

Amigos da comunidade fubânica: tive alta, estou em casa e volto em breve a atualizar o JBF normalmente.

Abraços a todos!!!

 

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12 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 15

Olá meus queridos

completados 30 dias de internação e cada vez mais próximo de ir pra casa.

O Berto está bem demais. Já está conseguindo ficar em pé, caminha com dificuldade ainda, mas é só questão de tempo. Normal pra quem ficou tanto tempo deitado.

E sempre agradecendo a todos vocês pelas mensagens. Leio para o Berto e vejo como fica feliz a cada palavra que escuta.

Ansiosa que a próxima postagem seja feita de casa.

Muito obrigada.

 

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8 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 14

Meus queridos fubânicos

estamos caminhando para quase um mês de internação. Um bombardeio de emoções aconteceram. E como já disse aqui, estou sempre aprendendo mais um pouco com ele.

O meu amado está bem. Além das medicações, está fazendo fisioterapia, pois ainda não senta, não anda. Hoje, dois momentos foram marcantes para mim e fascinante para ele:

A rotina aqui pela manhã é bem agitada: visita de médicos, medicações, troca, banho, limpeza do quarto… E, mais um raio-x teve que ser realizado. Ao ser levado na maca para o local do exame, atravessando um corredor, cheio de janelas, ele disse “depois de tanto tempo, vou conhecer o hospital onde estou sendo tratado”. Fez a todos sorrirem. Eu fiquei à espera. Na volta, já no quarto, aconteceu o primeiro momento. Ele olhou pra mim e disse “eu vi o céu. A coisa mais linda. Até um raio de sol tocou no meu braço.” E começou a chorar. E eu louca pra lhe dar um abraço e lhe encher de beijo e sem poder…

Já no almoço, eu o ajudo a comer. Pois não tem forças no braços. No segundo momento, ele conseguiu levar a colher até a boca e disse “que coisa boa comer sozinho”…

Assim, eu expresso aqui pra vocês, minha alegria de sua recuperação.

Muito feliz! Obrigada a todos.

 

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5 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 13

Respondendo aqui:

Caros leitores fubânicos

Informo que Aline leu todas as mensagens contidas nesta mensagem.

Tocante e comovente.

Tive alta da UTI e já estou no quarto.

Agradeço a todos.

Luiz Berto

* * *

São 20h20 minutos do domingo 05 de junho. Aqui quem fala é o editor Luiz Berto. Esta nota é apenas para informar que estou internado no hospital Santa Joana no Recife.

Não estou digitando: estou ditando para Aline digitar.

Tão cedo quanto possível, voltarei a fazer contato com todos vocês.

Muito grato.

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3 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 12

Olá pessoal,

o meu amado está muito melhor. Tudo volta a funcionar devagarinho. Se continuar assim pra semana, dizem os médicos, ele sai da UTI.

Ainda continua divagando em seus pensamentos. Não entende o porquê está ali, deitado. Pede pra ir embora. Mas o importante é que ele está bem.

Aguardem mais notícias.

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1 junho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 11

Olá meus amigos,

Ontem pela manhã retiraram o tubo. Deu tudo certo. Hoje já começou a se alimentar. Amanhã vai pra fisioterapia, pra poder melhorar ainda mais os pulmões. Está muito confuso, com pensamentos e palavras desconexas. Efeito da sedação. Mas o nosso querido está progredindo.

Um abraço a todos

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30 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 10

Como gestos simples se tornam verdadeiros milagres. Aprendi com o nascer do nosso filho e a agora com o desadormecer do Berto.

Aos pouquinhos ele vai despertando de tantos dias sedado e a cada mexida de braço, perna, um piscar de olhos… é motivo para alegrias.

Fui alertada na semana passada que a bactéria que o Berto contraiu é por contato. Então, reforcei os cuidados. Um deles de não tocá-lo. Mas no sábado, eu falei pra ele que teria que ir. Imediatamente ele levantou a mão esquerda e eu apoiei com a minha. Parecia dizer: Não vá…

É isso meus amigos, é difícil… mas ele está progredindo. Tudo aos poucos, o coração vai bem, falta agora respirar sozinho pra se livrar do danado do tubo. Com a torcida de vocês e o apoio de nossas famílias, não há esmorecimento.

E que lindas são as mensagens que vocês postam aqui. Muito obrigada.

Aline Berto

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28 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 9

Olá fubânicos,

ontem começou o processo de desmame da sedação do Berto. É um procedimento muito lento. Tem que esperar ele acordar bem, ver se ele consegue respirar sozinho para que só depois retirar o tubo.

Não tem jeito. Tem que aguardar…

E aqui agradeço sempre o abraço, carinho e orações pela sua cura.

 

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25 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 8

Bom dia a todos

Mais uma vez peço desculpas pela demora em dar notícias.

Nosso Berto continua na UTI Coronária e seu estado é estável. Ontem esteve febril, mas o que nos alegrou foi que o sistema respiratório dele melhorou um pouco, se continuar assim, o médico disse que mais uns três dias, diminuiria a sedação. Aguardemos todos por isso.

Hoje já serão outras notícias.

As mensagens e orações dos amigos, muito nos ajuda nesse momento difícil que passamos mas, estamos confiante porque não houve agravamento e nossos valorosos médicos trabalham para debelar o quadro infeccioso.

O momento é de muita expectativa.

Um forte abraço a todos

Aline

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21 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 7

Bom dia a todos

Desculpem a demora em dar notícias, continua sendo muito difícil para mim. Nosso Berto continua na UTI Coronária em tratamento, ainda sem previsão de alta. Está sedado, com quadro infeccioso. Está fazendo hemodiálise.

Agradeço a todos as palavras de apoio e orações.

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18 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNCO 6

Bom dia a todos

me desculpem a demora por dar notícias, está sendo muito difícil para mim… meu amado continua na UTI com arritmia… sem previsão de alta.

Agradeço a todos mais uma vez pelo apoio, pela compreensão e pelas orações. 

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E O JUIZ APITOU

Hoje, dia 16 de maio de 2016, registramos o 93º aniversário de nascimento do sambista Mário Ramos de Oliveira, o Vassourinha.

No vídeo abaixo Vassourinha canta o samba  E o juiz apitou, que relata o sofrimento de um flamenguista quando seu time é derrotado.

Composição de Antônio Almeida e J. Batista.

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16 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

RECADO AOS COLUNISTAS

Bom dia a todos.

Enquanto o Berto estiver no hospital se recuperando, vocês colunistas, podem mandar seus textos como fazem sempre, certo? Vou fazer o possível para publicá-los.

Mais tarde darei notícias do nosso paciente. E lembrando que todas as manifestações de apoio deixadas aqui por vocês, eu mostro pra ele.

Até mais.

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ROBERTO PAIVA

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Roberto Paiva

Helim Silveira Neves, o Roberto Paiva, cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 8.2.1921, cidade onde veio a falecer, no dia 1.8.2014, aos 93 anos de idade.

Nascido e criado no Rio de Janeiro, embora de discreta atuação, sempre foi considerado um cantor correto. E, por isso, muito requisitado pelos compositores. A tal ponto, que registrou, em 1956, o histórico LP original da Peça Orfeu da Conceição, com músicas iniciais de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, no qual interpreta Um Nome de Mulher, Se Todos Fossem Iguais a Você, Mulher, Sempre Mulher, Eu e o Meu Amor, e Lamento no Morro.

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Fez carreira, primeiramente como cantor romântico, mas também igualmente obteve sucesso interpretando sambas e marchinhas de carnaval. Começou a vida artística quando ainda era estudante do ginásio, no Colégio Pedro II, depois de vencer um Programa de Calouros da Rádio Clube Fluminense, de Niterói (RJ), onde interpretou a valsa A Você, de Francisco Alves, com a qual obteve o primeiro lugar.

Seis meses depois, no Rio de Janeiro, encontrando-se com Ciro Monteiro na Rádio Mayrink Veiga, conseguiu, através dele, uma colocação na emissora, passando a apresentar-se no Programa Picolino de Barbosa Júnior, às terças e quintas-feiras, recebendo cachê.

Na Mayrink, travou amizade com o pianista Nonô e com o violonista Laurindo de Almeida, que o levaram à gravadora Odeon, com a qual assinou contrato e, em 1938, lançou Último Samba, de Laurindo, e a valsa Jardim das Flores Raras, de Nonô e Francisco Matoso.

Para o Carnaval de 1940, gravou os sambas Estou Cansado de Procurar, de Rubens Soares e Luís Pimentel, e Se Você Sair Chorando, de Geraldo Pereira e Nélson Teixeira, estreia de Geraldo em disco como compositor. Na mesma época, transferiu-se para a Rádio Educadora.

Em 1941, gravou, na RCA Victor, seu primeiro grande sucesso carnavalesco, O Trem Atrasou, samba de Paquito, Artur Vilarinho e Estanislau Silva, que também representou o primeiro grande êxito do compositor Paquito. No mesmo ano, também pela Victor, gravou O Chapéu do Compadre, marchinha de Paquito e Francisco Santos, e, pela Odeon, o samba Lembra-se Daquela Zinha?, de Geraldo Pereira, Já Tenho Outra, samba de Geraldo Pereira e Ari Monteiro, e Devagar com a Louça, samba de Roberto Martins e Osvaldo Santiago.

Em 1943, pela Victor, lançou A Valsa dos Noivos, de Roberto Martins e Mário Rossi, e, em 1944, o samba Leva Meu Coração, de Roberto Martins e Mário Lago. Regravou, em 1948, pela Odeon, o samba-canção Pedro do Pedregulho, de Geraldo Pereira, e, pela Colúmbia, lançou Brigaram Pra Valer, samba de Geraldo Pereira e José Batista.

Em 1949, deixou a Rádio Educadora e passou a percorrer o Brasil, com apresentações em inúmeras cidades. Retornando ao Rio de Janeiro, foi para a Rádio Guanabara, e, em 1951, para a Tupi, gravando, em 1953, o grande sucesso carnavalesco Marcha do Conselho, de Paquito e Romeu Gentil, ao qual se seguiu o êxito Menino de Braçanã, toada que lançou Luiz Vieira como Compositor. Em 1954, gravou, pela Odeon, a toada Valei-me, Nossa Senhora, de Paquito e Romeu Gentil.

Lançou, duas vezes, uma pela Odeon, em 1953, e outra pela RCA, o LP Polêmica, que contém a célebre disputa musical entre Noel Rosa e Wilson Batista. A primeira gravação foi feita com Francisco Egídio, e a segunda, com Jorge Veiga.

Em 1959, gravou o bolero Tua, de Malgoni e Pallesi, versão de Lourival Faissal. Em 1962, gravou um único disco para a Mocambo, com os sambas Deixa de Sofrer, de Nelson Cavaquinho, Pedro Martins e Renato Araújo, e Deixa Ela Rolar, de Nelson Cavaquinho, Pedro Martins e Valter Silva.

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Segundo a crítica, seu grande equívoco foi o de recusar-se a gravar o samba Falsa Baiana, maior sucesso da carreira de Geraldo Pereira, gravado ,em 1944, por Ciro Monteiro. Em A Canção no Tempo, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, há uma declaração do próprio cantor: “Era de madrugada, e o Geraldo, ‘meio alto’, cantou enrolando as palavras, dando a impressão de que o samba estava ‘quebrado’. Um mês depois, ao ouvi-lo na voz de Ciro, descobri que aquela beleza toda era o samba que o Geraldo me oferecera”.

Em 1987, foi convidado por Ricardo Cravo Albin para estrelar o Espetáculo O Cordão dos Puxa-sacos baseado na obra de Roberto Martins, show que ele chegou a ensaiar durante algumas semanas e que seria levado na Sala Sidney Miller da Funarte, mas não estreou, por conta de um súbito problema de saúde. No espetáculo, de que participavam o próprio compositor homenageado e a cantora Marília Barbosa, foi substituído, às pressas, pelo cantor Chamon.

No ano de 2000, foi lançado o CD A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores e Intérpretes, com um resumo de sua obra. Em 2001, apresentou-se em baile popular durante o Carnaval, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro.

Seus discos, 103 faixas remasterizadas de bolachões 78 RPM, bem como o LP lançado em sua homenagem pela Colloector’s em sua homenagem, na Série Ídolos do Rádio, são facilmente encontráveis nos sites especializados.

Vivendo no Bairro carioca da Tijuca com a mulher, continuou a fazer shows esporádicos, entre os quais o Baile Carnavalesco da Cinelândia.

Muito antes, em 1985, a FENABB – Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil lançou um projeto que ficará para sempre na memória dos amantes da MPB. Trata-se de Velhos Sambas, Velhos Bambas, Volume 1, com três elepês, e Volume 2, este em 1989, com dois. Além de resgatar alguns intérpretes tradicionais, trouxe-nos, com grande orquestra e arranjos modernos, a fina flor do que ainda restava da Velha Guarda de nosso cancioneiro sambista: Roberto Silva, Gilberto Milfont, Ademilde Fonseca, Violeta Cavalcanti, Zezé Gonzaga, Adoniran Barbosa, Adeilton Alves, Luiz Cláudio, Núbia Lafayette, e, como não poderia faltar, Roberto Paiva.

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E é com a maioria dessa nova roupagem que escolhi cinco números para mostrar um pouco do talento e desse grande ídolo da Velha Guarda:

Quem Há de Dizer, samba-canção de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves:

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Favela, samba-canção de Roberto Martins e Waldemar Silva:

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Não Quero Mais Amar a Ninguém, samba de Carlos Cachaça e Roberto Paiva:

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Ó, Seu Oscar, samba de Ataulfo Alves e Wilson Batista:

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E, para terminar, O Trem Atrasou, samba de Paquito, Artur Vilarinho e Estanislau Silva, seu maior sucesso carnavalesco, gravação original:

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16 maio 2016 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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14 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 5

Boa noite fubânicos.

O Berto passou o dia maravilhoso. Respirando bem sem ajuda do aparelho. Torcendo pra que ele saia esta semana da UTI. Ainda continua com arritmia, mas pressão, respiração estão ótimas.

Queria dizer aos colunistas que irei publicar as postagens já enviadas. O Berto pediu que fizesse e quando for liberado pra comandar essa gazeta, atualiza todo o resto.

Até mais, amigos.

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14 maio 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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14 maio 2016 A HORA DA POESIA

SAUDADES – Cassimiro de Abreu

Nas horas mortas da noite
Como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar;
Quando a lua majestosa
Surgindo linda e formosa,
Como donzela vaidosa
Nas águas se vai mirar!

Nessas horas de silêncio,
De tristezas e de amor,
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa e de dor,
O sino do campanário
Que fala tão solitário
Com esse som mortuário
Que nos enche de pavor.

Então – proscrito e sozinho – 
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade
Que no meu peito se encerra.
Esses prantos de amargores
São prantos cheios de dores:
– Saudades – dos meus amores,
– Saudades – da minha terra!

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14 maio 2016 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

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SEMANA PASSADA

Enfim, o desenlace. Embora com ainda 180 dias para que seja pronunciada a sentença final.

A semana finda foi marco divisório. Por três razões:

1 – Fecho da era do PT, de modo improvável, após 13 anos no poder;
2 – Volta do PMDB ao poder, de onde ele nunca saiu;
3 – Retorno de governo de tom provincianamente liberal ao palácio do Planalto.

O governo Temer tem 90 dias para ganhar o sim da população.

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Política

O Brasil vive revolução silenciosa. Há cinquenta anos, todos sabíamos os nomes dos ministros militares. Discutia-se quem seria o substituto do general presidente.

Hoje, todos sabemos os nomes dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF. O tribunal tornou-se mais relevante politicamente do que a caserna.

Por sua vez, a operação Lava Jato está promovendo a mais extensa limpeza ética de quadros políticos, burocráticos e empresariais de que se tem notícia no país.

Depois de empresários e burocratas, chegou a vez dos políticos. Primeiro, foram os comissários do PT. Por ser o Partido majoritário no condomínio do poder.

Em seguida, foi a vez dos parlamentares do PP, seu parceiro preferencial nos negócios. Agora, é a hora da aristocracia mineira: o senador Aécio Neves aguarda os encaminhamentos da Procuradoria Geral da República – PGR e do ministro Gilmar Mendes.

Na fila, há chance para a nobreza do PMDB: o duque de Atalaia, Renan Calheiros, e o marquês de Boa Vista, Romero Jucá.
Aguardemos.

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Economia

Três tópicos:
1. Confiança; 2. Curto prazo fiscal; e 3. Previdência.

Primeiro, o país precisa de um choque de confiança. Henrique Meireles é o fiador dessa empreitada. Nome escolhido a dedo. Cortejado pela esquerda esclarecida e pela direita lúcida.

Ele poderá, com a cooperação do Congresso, obter avanços essenciais no ajuste fiscal. Que é o primeiro passo da equação política do governo. Tendo sido, durante oito anos, presidente do Banco Central no período Lula, tem diálogo com todas as tribos.

Segundo, no curto prazo, a questão fiscal é estratégica. E a primeira iniciativa deve ser a DRU, desvinculação de gastos obrigatórios do orçamento.

Porque, na prática, o governo só dispõe de 8% de recursos orçamentários que estão disponíveis para alocar livremente. É muito pouco. Trata-se de rigidez irracional numa economia que precisa atender a diversidade de investimentos.

Terceiro, idade mínima para aposentadoria é ponto determinante para a Previdência. Uma regra de transição entre a norma atual e a futura poderá viabilizar um acordo.

O governo vai precisar de boa vontade de deputados e senadores. Mas, pelo menos por enquanto, estão todos no mesmo barco. Parece.

* * *

Figura da semana – Pablo Neruda

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Fechemos a semana com o poeta da Ilha Negra, chileno universal, Pablo Neruda. Um pedaço de delicadeza, um trecho de seu soneto XCIX:

“Outros dias virão, será entendido
O silêncio de plantas e planetas
E quantas coisas puras passarão !
Terão cheiro de lua os violinos !

O pão será talvez como tu és;
Terá tua voz, tua condição de trigo,
E falarão outras coisas com tua voz;
Os cavalos perdidos do outono.”

Até a próxima.

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14 maio 2016 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE

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13 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 4

Mais notícias do nosso editor.

Quando cheguei ele já estava respirando sem a ajuda do aparelho. O médico pediu pra tirar pra ver se ele se sentia confortável. Continua com arritmia mas com um quadro bem diferente de que quando chegou. Bem melhor mesmo. Até se alimentou, coisa que não estava conseguindo. Estou muito feliz pela evolução de seu estado.

Mas ainda continua na UTI, sob medicação, sem previsão de alta.

Levei impressa todas as mensagens de vocês aqui do jornal. Das ligações… inclusive a enfermeira veio me perguntar se ele era jornalista, pois tinha gente ligando pro hospital querendo notícias dele e falaram do jornal que ele editava… achei interessante… Vai fazer bem pro coração dele a demonstração de afeto, respeito de todos vocês.

Obrigada mesmo, meu povo. E até lá.

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13 maio 2016 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

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POSSE DO VICE

Abril de 1985. Fernando Lyra, saudades do amigo, chama para uma conversa reservada. “O Presidente Tancredo vai morrer e é preciso evitar confusão. Por favor, acerte como vão ser as formalidades de sua substituição por Sarney”. Fizemos reunião com o Consultor Jurídico do Ministério, Marcelo Cerqueira; o Chefe do Gabinete, Cristóvam Buarque; o assessor especial, Joaquim Falcão; o Procurador Geral da República, José Paulo Pertence; e, mais, algumas autoridades ligadas a Tancredo.

Expliquei a situação, em nome do Ministro. E sugeri cumprir a Constituição (de 1969). O Vice-Presidente sucede o Presidente (art. 77) e toma posse “em sessão no Congresso Nacional” (art. 76). Prestando seu compromisso. Não mais o de antes, como Vice. Agora, o de Presidente da República. Consenso. O roteiro foi entregue a cada um dos presentes.

Morre Tancredo Neves. Um jornalista ligou, perguntando como seria a posse do Vice. Recitei o dito roteiro. Ele disse que não era essa a posição de Afonso Arinos – presidente da Comissão que, logo depois, redigiria o projeto da Constituinte. E que dr. Afonso falava por Sarney. Segundo ele, o Presidente já havia tomado posse. Nada mais precisaria ser feito. Perplexo, pedi ligassem para o dr. Afonso. Estava em Petrópolis. Fazendo a sesta. Falei com sua secretária, que se recusou a acordar o patrão. Disse que se tratava de assunto importante, para o país. Ela respondeu que mais importante era seu emprego. E desligou. Não havia jeito. Solicitei, à Polícia Federal, subir a serra para acordar o homem. E, à secretária do Ministério, que ligasse a cada 5 minutos. Ele acordou antes que a Federal chegasse, ainda bem.

Conversamos por dez minutos. Defendeu sua posição. E, eu, a que definimos na reunião. Ele, afinal, reconheceu que estávamos certos. Com uma frase antiga. Usando palavra que ouvi pela primeira (e última) vez na vida: “Sua interpretação é escorreita”. Prometeu que reconheceria isso, publicamente. Mas pediu para acertar, antes, com Ulisses Guimarães (presidente da Câmara) e “aquele menino” (Pimenta da Veiga, líder do governo). Se estivessem de acordo, mudaria de opinião. E Sarney tomaria posse, então, perante o Congresso.

Depois, explicou: “É o seguinte, meu filho” – a distância nas idades (ele na faixa dos 80, eu com 36 anos) autorizava esse tratamento. “Quando Ulisses disser que o cargo está vago, e antes que Sarney preste compromisso, alguém do PT vai levantar questão de ordem. Pedindo eleições diretas. Ou que Ulisses tome posse, no lugar de Sarney. Vai ser uma confusão danada. O senhor pode garantir que nada disso vai acontecer?”. Respondi que não, claro. Ele: “Então deixe as coisas como estão. É melhor para todos”. E deu conselho que ainda hoje guardo: “Não se meta em barulho que você não for capaz de resolver”. Fim da conversa. E assim foi.

Ontem foi Temer. Diferente daquela posse de Sarney, claro. Porque será provisória. Mas desconfio que, se um dia deixar de ser interino, vai preferir não prestar compromisso perante o Congresso. Como deveria, que as regras da nova Constituição de 1988 (arts. 78 e 79) são as mesmas da anterior. Só para evitar complicações desnecessárias. Seguindo a lição do velho mestre Afonso Arinos. Quem viver, verá.

DISCURSOS. Melhor, surpreendentemente, foi o de Collor. Pior, sem surpresa nenhuma, o de Lobão.

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13 maio 2016 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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12 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 3

Boa tarde fubânicos,

Estive com o Berto no fim da manhã. Está ótimo.  Está tranquilo. Já está fazendo até piada… Mas o cabra ainda vai continuar na UTI, pra um melhor acompanhamento. Ainda vai realizar exames, está no oxigênio… enfim, está sob controle.

Só tenho a agradecer a todas as mensagens, ligações de vocês leitores. No fim de tarde estarei com ele, pena não poder mais mostrar os comentários, pois é proibido entrar com aparelhos eletrônicos. Mas ele está sabendo do carinho de vocês.

Um beijão a todos e aguardem mais notícias.

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12 maio 2016 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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DIAS FRIOS, NUBLADOS E CHUVOSOS

01 – A chuva que cai – (versão: Antonio Marcos) – Os Caçulas – 1968

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02 – O ritmo da chuva – (versão: Demétrius) – Demétrius – 1964

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03 – Por que chora a tarde – (Gabino Corrêa e Antonio Marcos) – Antonio Marcos – 1974

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04 – Chove chuva – (Jorge Ben) – Jorge Ben – 1963

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05 – Chuva de prata – (Ed Wilson e Ronaldo Bastos) – Roupa Nova – 1984

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06 – Medo da chuva – (Raul Seixas e Paulo Coelho) – Raul Seixas – 1974

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07 – Serenata da chuva – (Jair Amorim e Evaldo Gouveia) – Altemar Dutra – 1963

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08 – Esta tarde vi chover – (versão: J,Barroso) – Lindomar Castilho e Carmen Silva – 1979

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09 – Pensando nela – (versão: Rossini Pinto) – Golden Boys – 1967

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10 – Que maravilha – (Jorge Ben e Toquinho) – Wilson Simonal – 1969

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12 maio 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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UM POUCO DO REMENDO DO NOVO ÁLBUM DE RENATO BARUSHI

Sob a égide de quatro artísticas plásticos e a participação especial de um músico portenho, o músico mineiro chega ao seu segundo álbum

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Intitulado “Remendos”, o segundo projeto fonográfico do cantor, compositor e instrumentista cataguasense Renato Barushi aproxima-se da data do seu lançamento oficial. O sucessor de “Renato e o mercado” faz jus ao seu título ao trazer em sua concepção distintos olhares que acabam por formar uma coerente unidade como já sé possível observar a partir de um projeto gráfico que apresenta alguns artistas plásticos e seus respectivos modos de observar o trabalho elaborado pelo músico mineiro. São quatro nomes que, segundo o próprio Renato, procuram expor a partir de técnicas distintas suas respectivas visões acerca da representação do álbum. A capa (que pode ser vista a partir da imagem acima) é assinada por Fabiano Banna, enquanto o encarte e as demais artes ficam a cargo de nomes como Leandro Silveira, Renatta Barbosa e Emerson Morais. Como afirma Barushi: “O disco é um pedaço de si doado por cada artista em sua concepção”.

Com dez canções autorais (oito em parceria com o Robson Pitchier e duas solo), “Remendos” procura também fazer jus ao título a partir de uma sonoridade aglutinadora quando apresenta na concepção de suas faixas os mais diferentes afluentes que vem, ao longo dos anos, desaguando na verve do artista desde o início de sua carreira como vocalista, instrumentista e compositor junto a banda ”Machinari”. É possível afirmar isso a partir da ficha técnica do álbum, que conta com antigos companheiros musicais do início da carreira até novas e entrosadas parcerias como é o caso da intérprete Angélica Diniz, da doguitarrista argentino Daniel Sanmartin. Ao lado da Banda Maitá é possível afirmar que Renato Barushi, quatro anos depois, ampliou toda a heterogeneidade melódica registrada naquele “mercado” que o fez reconhecido pela crítica especializada ao ser pré-selecionado para o Prêmio da Música Brasileira à época do lançamento e o hoje o coloca como um dos ascendentes nomes da atual música mineira.

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11 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO 2

Olá fubânicos,

o nosso editor, está na UTI, pra melhor acompanhamento. Pena eu não poder ficar com ele… mas só amanhã terei mais notícias pra comunicar a vocês.

Lá no hospital, eu mostrei todos os comentários escritos aqui postados.

O nosso agradecimento. Um abraço a todos.

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11 maio 2016 A PALAVRA DO EDITOR

PIRIPAQUE FUBÂNICO

Olá queridos leitores fubânicos,

Aqui é a Aline esposa do editor Berto, venho informar que ele teve um pequeno problema no coração, uma arritmia. Está internado no Hospital Santa Joana, sendo medicado, está tudo sob controle. Ele está muito bem.

Então, aguardem mais tarde o retorno dessa gazeta.

Um grande abraço a todos e obrigada.

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11 maio 2016 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

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MASSANGANA, O QUE HÁ NO NOME…

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Aproveitando uma oportunidade de excursão fui até o Engenho Massangana, em terras do Cabo de Santo Agostinho, magnificamente conservado pela Fundação Joaquim Nabuco.

Em uma exposição ali montada por técnicos daquele Fundação, o primeiro senão… Lá está escrito que o nome ENGENHO MASSANGANA foi uma criação do próprio Joquim Nabuco, ao escrever o seu livro “Minha Formação” (1911), pura inverdade como passados a refutar… pedindo, urgentemente, que o texto do primeiro painel seja reescrito pelos responsáveis (!)

Mas, afinal, o que seria Massangana?

Para Gilberto Freyre “não se deve desprezar o significado dos velhos nomes de lugares: povoados, vilas, cidades. Sob pena de se deixar de sentir o que neles é poesia e não simplesmente de história”.
Nos dicionários consultados, desde o vetusto Antônio de Moraes Silva (1813) até o clássico Laudelino Freyre, além dos atuais Aurélio Buarque de Holanda e Antônio Houaiss, não se encontram quaisquer registros.

No Dicionário Lello (Porto, 1959) aparece Massangano, com a designação de “posto administrativo do concelho de Cambambe, Angola”; servindo ainda para denominar “mau clima; terrenos pantanosos”.

Palavra de origem africana, portanto, que chega até nós através de escravos angolanos para cá trazidos. Consultando o Dicionário Kimbundu-Português, de A. de Assis Júnior (Luanda, s/d), observamos que o vocábulo na sua forma masculina, Massanganu, serve como designativo de “confluência; foz. Lugar onde dois rios se juntam num só: Massanganuma Lukala ni Kuanza”; serve assim para denominar o “antigo concelho [divisão administrativa de distrito; parte de um distrito] da freguesia de Nossa Senhora da Vitória, constituindo hoje a área e sede do posto deste nome, concelho de Cambambe (Dondo), distrito de Quanza-Norte, província de Luanda, compreendida na língua de terra formada pelos rios Lucala e Quanza, na margem direita deste rio”.

Tudo bem de acordo com a denominação do Engenho Massangana, em cujas terras se unem os riachos Massangano e Algodoais, que juntos formam o rio Suape, no município do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

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Mas por que Massangana e não Massangano?

Lembra Nilo Pereira, citado por Manuel Correia de Andrade , que Alceu de Amoroso Lima, em comunicação à Academia Brasileira de Letras, informa que “é palavra masculina, vinda do africano, converte-se em palavra feminina, quando Nabuco lhe dedica, em ‘Minha Formação’, o capítulo que imortalizou a casa-grande onde a Madrinha do grande pernambucano – mais matriarca do que senhora de escravo – deu à escravidão mais um sentido de liberdade que de ofensa à condição humana”.

A conclusão do ilustre pensador, Alceu de Amoroso Lima, não parece acertada.

O vocábulo Massangana, como designação do engenho da infância de Joaquim Nabuco, já se encontra presente em documentos do século XVIII.

Ao instituir o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus no Cabo de Santo Agostinho, em 28 de outubro de 1580, o vianês João Paes Barreto deu início à colonização da sesmaria que lhe fora doada pelo primeiro donatário Duarte Coelho (1535-1554) nela levantando dez engenhos, dentre os quais o Massangana.

O mesmo engenho aparece como pertencente àquele morgadio, quando da instalação da Vila do Cabo de Santo Agostinho, em 18 de junho de 1812. Criada por Alvará Régio de 27 de julho de 1811, a vila teve como seu primeiro capitão-mor o sétimo e último morgado Francisco Paes Barreto, futuro Marquês do Recife, que veio a falecer em 26 de setembro de 1848.

Massangana aparece, ainda, em anúncio do Diario de Pernambuco, no qual Dona Ana Rosa Falcão de Carvalho comunica o falecimento do seu escravo, Elias, episódio também anotado por Joaquim Nabuco em seu livro de memórias, ao transcrever parte da carta de sua madrinha comunicando o desenlace ao seu pai, Conselheiro Nabuco de Araújo…” o meu Elias o qual fez-me uma falta sensível, tanto a mim como ao meu filhinho…”.

O anúncio do Diario de Pernambuco, publicado na edição de 29 de julho de 1856, que por sua importância para o estudo da sociedade de então vai transcrito na íntegra, mostra, por outro lado, o uso corrente do vocábulo Massangana como designação daquele engenho de açúcar:

“É falecido o Elias, escravo que foi da casa Massangana. Não podemos deixar de consignar esta lembrança em memória de um indivíduo que sempre mereceu a dita de ser considerado – homem de bem; nascido no cativeiro, Elias, tornou-se, em pouco, digno de ser tido num apreço a ponto de a sua firma, pelos padecimentos do chefe da casa de Massangana, ser tão respeitada e avaliada, que deixou alguma fortuna”.

Como se não bastasse, Massangana aparece ainda como marca de afamada aguardente de cana, fabricada “no engenho de igual denominação, situado no município do Cabo”; com tal significado aparece registrado no Dicionário do Aurélio, que grafa maçangana com cedilha (aguardente de cana; cachaça). Na imprensa da época, Massangana é então sinônimo de boa cachaça:

– “Deve-lhe mandar de presente um queijinho bom, uma galinha, e algumas garrafas do champanhe de Massangana”.(O Etna n.º 27 de 1882).

– “Falar-se de festas no Cajueiro vem logicamente à idéia de uma refeição de caju com a sua inseparável massangana”. (O Binóculo nº 40 de 1882).

– “Preferidos os generosos vinhos e o champanhe, onde o patriotismo da laranjinha e da boa Massangana ?”. (O Tamoio nº 6 de 1896).

Lembra Pereira da Costa que “com o nome de Massangano existe um povoado na margem esquerda do rio São Francisco, pertencente ao município de Petrolina, e um riacho no Cabo (de Santo Agostinho)”.

O vocábulo, que na língua kimbundu serve para designar “confluência, foz; lugar onde dois rios se juntam num só”, a exemplo de tantos outros de origem africana, como maximbombo (Moçambique) que em Pernambuco veio a ser usado como maxambomba, assumiu entre nós a forma feminina pura e simplesmente, sem qualquer interferência de qualquer erudito.

Deve-se tudo, como diria o poeta Manuel Bandeira, à “língua certa do povo/ porque é ele que fala o gostoso português do Brasil”… .

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11 maio 2016 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

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TIRO AO ÁLVARO

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Atirando no alvo – o que acertar está bom

Alguém poderia me ajudar a encontrar uma definição mais adequada para este País?

Chamar isso que está posto, de crise, é corroborar com o Febeapá do Sérgio Porto. Isso é mais que uma esculhambação.

O que nos envergonha mais, é a salada que está sendo feita com a política e as instituições que não tem qualquer relação com o que está aí. Virou uma barafunda.

É tiro pra tudo que é lado que aponta quem segura a metralhadora. Essa esculhambação até está dando a impressão que não existe mais violência urbana, que a educação está uma maravilha, que as estradas brasileiras viraram tapetes de uma hora para a outra.

Ontem, terça-feira, um atirador perdeu o mandato. Na noite anterior, isto é, segunda-feira, o presidente interino da Câmara Federal deve ter feito uso de coisas liberadas no Uruguai e, demonstrando que não conhece o Regimento Interno da “Casa” onde aparentemente frequenta – tal qual o filho, que recebia proventos de uma instituição estadual no seu estado de origem e não comparecia ao trabalho e sequer era conhecido por quem o nomeou para o próprio gabinete – e acintosamente, tentou anular uma decisão plenária com atitude monocrática. É ou não, uma esculhambação?

Mas, hoje é o dia “D” para a Senhora Presidente – tudo indica que desaparecerá a obrigação espalhafatosa de alguns servis continuarem escrevendo “Presidenta”.

Adeus querida!

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11 maio 2016 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

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11 maio 2016 DEU NO JORNAL

NO CALOR DOS FATOS

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Era um grande empresário, que assumiu a Folha de S. Paulo e a transformou num dos maiores jornais do país. Dizia não ser jornalista. Mas era – e como! Ensinou-nos que o patrão era, sempre, Sua Excelência o Leitor. Ensinou-nos a buscar aspectos inéditos e verídicos das notícias. Elefante voando, peemedebista rejeitando cargos, tucano fazendo oposição, todas essas coisas estranhas têm de ser bem noticiadas e muito bem explicadas.

Mas nem com tantos anos de aula aprendemos a explicar o inexplicável. Por exemplo, como é que um governo sem governantes, onde neurônio virou piada e os aliados-inimigos se reúnem com hora marcada para redistribuir os cargos que já ocupam; com popularidade mensurável por um relógio quebrado; em que a discussão política é saber quem é mais ladrão, nós ou eles, consegue manter-se no cargo, mesmo que por alguns dias, depois de perder por níveis alemães a votação do impeachment.

E ainda acusam de golpistas quem os derrota na forma da lei. Não tem jeito: aproveitando os Jogos Olímpicos e a presença no Brasil da Pira Sagrada, atocha, Dilma!

A hora da festa

Divertindo-se com a equipe de Temer, quase toda importada de Dilma, discutindo moralização e ladroeira? Pois vai divertir-se ainda mais até o fim do mês, quando aparecer na Procuradoria Geral da República a lista dos 316 políticos de Benê, que era o presidente da Construtora Norberto Odebrecht. Tem delação pra mais de metro. A metragem é quente, toda sem concorrência. E tudo vai fundo.

Pois é

O Governo Dilma fez a festa nomeando toneladas de cumpanhêro para ocupar o máximo de cargos no Governo. E bateu todos os recordes: chegou ao extremo de cancelar a nomeação de Waldir Maranhão para o posto de Cunha, amigo de fé e irmão camarada de Irineu Maranhão, seu antecessor, para ocupar mais espaços oficiais. Valia tudo, de amigos a qualquer cargo público. Quem achar que só tem gente que presta estará sempre enganado.

Os bons

O curioso é que há gente boa no Congresso. O senador Cristóvam Buarque é um; a senadora. Ana Amélia, outra. Gente fina, correta, como se deve. Mas defendê-los, como? Como mostrar ao público que são gente honesta e correta?

Revelações

Todos esses episódios vividos nos últimos meses serviram para demonstrar a capacidade inenarrável e o caráter de diversos vestais que passeavam na orla vestidos de freira. O maior exemplo é José Eduardo Cardozo, que vem mostrando uma incrível capacidade de se equilibrar no precipício.

Os outros? Os aloprados de sempre.

As vítimas

E a Suzana von Richthofen, hem? Só porque participou do assassínio dos pais achou ruim porque isso poderia prejudicá-la. Uma injustiçada!

Dia quente

Este colunista deseja a todos um bom dia. E espera que haja bom senso e comedimento tanto nas comemorações quanto na raiva da derrota.

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10 maio 2016 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa