18 outubro 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

NOTAS

Os investimentos fogem do Nordeste por justas razões. Como a presa do predador. Desemprego massacrante, mercado consumidor inexpressivo e acentuada desigualdade com o Sul do país. Então, para conquistar algumas sobras, os estados nordestinos recorrem à guerra fiscal. O Estado que oferecer mais vantagens ao investidor, ofertar renúncias, conceder mais benefícios e isenções às empresas e indústrias interessadas, ganha na acirrada disputa. É o único recurso positivo do nordestino para atrair investimentos, gerar empregos e estimular algumas pitadas de desenvolvimento. Depois de permanecer dois anos engavetadas no Congresso, o Senado aprovou novas regras, bem mais flexíveis, para a concessão de incentivos fiscais. Todavia, dois senadores pernambucanos, Humberto Costa e Armando Monteiro, permaneceram calados na aprovação do Projeto de Lei. Sem declinar o motivo do silêncio.

*

O Brasil continua acumulando erros. Quando aparecem nas redes sociais, apesar do sigilo cobrindo o assunto, a sociedade se espanta. A gratificação de 40% que os magistrados do Acre recebiam, acrescentada ao salário, apenas por terem nível universitário, foi citada pelo ministro Gilmar Mendes como ilegal. Como não consta da redação do legislativo estadual, a vantagem foi considerada inexistente pelo STF-Superior Tribunal Federal e automaticamente cortada. Os juízes do Acre que receberam altas gratificações, são obrigados a devolver os valores ganhos nos últimos cinco anos, totalmente atualizados com jutos e correção monetária.

*

É triste, mas é verdade. No mês de setembro passado, o mapa estatístico do Sindicato dos Rodoviários registrou o 300º assalto a ônibus acontecido na Região Metropolitana do Recife. No geral, contabilizando as ocorrências registradas desde janeiro até o dia 27 de setembro, os números revelam a impressionante marca de 2.954 ataques ao buzão. Carregando passageiros. Pra onde o usuário se deslocar, o perigo ronda nas linhas de ônibus. Tanto faz o usuário usar as linhas de ônibus que passam pela 2ª Perimetral, Bultrins ou na PE-15, em Paulista, o perigo é constante. Da mesma forma quem viaja de buzão que passa pelos Torrões, Cabanga, Casa Amarela ou cruza o bairro de São José, a aflição é a mesma. O medo é constante. Significado dizer que o Estado descumpre um preceito constitucional. Oferecer segurança pública à população.

*

A vida política é cheia de mistérios. Quando era candidato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi apresentado por Lula como pessoa honesta, honrada e capaz de realizar uma boa gestão. No entanto, depois de passar o cargo ao sucessor, a história mostra outra versão. Bem diferente. Cabral foi condenado a 45 anos e dois meses de reclusão em regime fechado pela prática de três tipos de crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Quer dizer, Cabral não foi honesto, honrado e nem bom gestor. Enquanto especialistas estimam o recebimento de US$ 78 milhões de propinas do exterior em dois mandatos de governador, o estado do Rio de Janeiro ficou quebrado, devendo salários aos servidores.

*

Tem ocasião em que o STF toma decisões estranhas. Age contra a vontade do povo. Na longa sessão do dia 10 de outubro, cheia de discórdias, os ministros decidiram não interferir na independência do Legislativo. Embora possa aplicar medidas cautelares a parlamentares, o STF decidiu ficar na dele, correu da parada, optando por jogar pro Congresso a incumbência de tomar decisão no julgamento de parlamentares. Como era esperado, com a sessão do plenário de ontem, Aécio Neves recuperou o mandato de senador, com a derrubada das medidas cautelares tomadas pelo STF, afastamento do mandato e recolhimento noturno, decorrente de denúncia da Procuradoria Geral da República por corrupção passiva e obstrução de Justiça, fundamentadas em delações premiadas. Parece que agora a crise institucional entre os poderes parece estar sanada e o Congresso, rejeitando a decisão da suprema corte, possa, enfim, dar seguimento ao seu papel de legislar em favor do país e não ficar desperdiçando tempo na discussão de temas meramente políticos.

*

Como o poder público se omitiu, a situação no baixo São Francisco é crítica. Sobrou para a população ribeirinha, na foz do velho Chico, que recebe a carga de destruição, provocada pelo desmatamento e a poluição. A devastação do manguezal e da mata atlântica, a multiplicação de viveiros para a criação de camarões, a prática de permitir o despejo de esgotos no leito do rio, a grilagem, a profusão de armadilhas para a captura de peixe e de camarão, os abates irregulares, o uso descontrolado de agrotóxicos na monocultura, as carvoarias e as construções irregulares nas margens, destroem a preservação do rio. A falta de fiscalização contribui para o desaparecimento da fauna silvestre, inclusive favorece duas espécies de pássaros correr o risco de extinção. Em Sergipe e Alagoas, os pescadores sofrem com a redução de renda, devido ao assoreamento e o despejo de lixo. Coitado do rio São Francisco, apesar de sua importância para o país, ter 2.863 quilômetros de extensão, passar por cinco estados, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco até desaguar no Oceano Atlântico, possuir em seu leito barragens e hidrelétricas, hoje pede socorro. Quer ajuda para combater a pobreza que se multiplica em suas margens.

*

Muitos costumam ouvir palavras comuns no dia a dia, no entanto, poucos conseguem definir o real significado do linguajar. Dois termos são usualmente ouvidos no cotidiano. Autoridade e autoritarismo. Porém, nem todos alcançam o sentido do vocábulo. Autoridade, expressa comando, liderança, postura de um indivíduo. Maneira individual de desempenhar um cargo de gestão com qualidade. Por sua vez, autoritarismo manifesta rígida imposição. Impõe poder, medo, censura, ameaça, agressividade, arbitrariedades. Muitas vezes o autoritarismo pode acontecer no âmbito da vida pessoal, profissional, acadêmica e governamental. Enquanto a autoridade estabelece regras como norma de obediência, de forma democrática, o autoritarismo abrange o modo exagerado de comando. Por isso, nem todos aceitam a ditadura, forma de governo exercido por militares, que geralmente descamba para a restrição de direitos individuais.

*  

Por causa da crise econômica e do desemprego, a frota de veículos em circulação, envelhece. Como o brasileiro, faz quatro anos, anda meio duro de finanças, e imprensado pela escassez de crédito, a troca do carro velho por um modelo mais novo ficou difícil. Por isso, a idade média da frota atinge a pior fase, desde 2007. Até o ano de 2012, quase metade da frota em uso no país era constituída de seminovos. Veículos com cinco anos de uso. Atualmente, a situação é inversa. Mais carros velhos, menos seminovos em circulação. Numa clara demonstração de que a compra do carro novo anda em queda no mercado. O bom disso é que para rodar com o carro velho em segurança, a manutenção é mais do que necessária. Quem vibra com a inusitada situação é o setor de autopeças que sente o mercado aquecer. Enquanto o fornecimento de peças para as montadoras enfraquece, o mercado de reposição cresce. Aumenta a movimentação de carros em reparação nas oficinas. Garantindo trabalho e renda na área.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

UM JORNAL NOTA DEZ

Comentário sobre a postagem SESSÃO DE CINEMA – MÚSICAS DE TRILHAS SONORAS DE FILMES

Dirceu Mattos:

“É impressionante a grande quantidade de MUSICA de verdade que a Besta Fubana publica diariamente.

O publico jovem não tem ideia do que é musica de verdade.

Vocês são nota dez em qualidade musical, cinema, teatro discos, artistas etc.

Que pena que o cenário artístico ficou tão pobre.

Avante Besta Fubana

Não sentimos mais nenhum esforço de qualidade em todos os sentidos.

Um abraço.

Ainda bem que vocês existem.

* * *

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

SÃO JOÃO DA VÁRZEA, UMA USINA DENTRO DO RECIFE

Casa de Ferro, Várzea, Recife

Em 1882, encontravam-se em atividade na Várzea do Capibaribe os engenhos: Borralho, Brum, Cova de Onça, Cumbe, Curado, do Meio, Poeta, São Francisco, Santo Inácio, Santo Amarinho, Santos Cosme e Damião e São João, os dois últimos de propriedade de Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque.

No início da década de 1890, os dois engenhos São João e o Santos Cosme e Damião foram comprados por Francisco do Rego Barros de Lacerda, então proprietário do engenho São Francisco da Várzea, que pretendia reunir as terras dos três engenhos para fundar uma usina de açúcar.

O novo proprietário nascera no engenho Trapiche, na freguesia do Cabo, em 2 de agosto de 1831, falecendo à meia noite do dia 24 de janeiro de 1899, em São João da Várzea. Foram seus pais o Barão e a Baronesa de Ipojuca João do Rego Barros e Inácia Militana Cavalcanti Lacerda.

Era ele sobrinho de Francisco do Rego Barros (1802-1870), Barão e depois Conde da Boa Vista, presidente da Província de Pernambuco entre 1837 a 1844.

Graças a esses laços de parentesco, Francisco do Rego Barros de Lacerda não escapou do destino político que sua família havia reservado para si: Em 1882, elege-se deputado geral do Império, para a legislação de 1882-1885. Em 1886, é eleito para a Câmara de Vereadores do Recife, continuando como vereador da capital de Pernambuco, após a proclamação da República, em 1889. Dois anos depois, em 1891, deixa a câmara municipal, para concorrer a uma vaga no Senado Estadual de Pernambuco, em 1892.

Sempre atento às novidades tecnológicas do seu tempo e inovações ligadas ao processo de plantio da cana e produção do açúcar, optou ele, em meados de 1893, por empreender viagem a fim de conhecer as novas unidades fabris utilizadas na produção açucareira nas zonas produtoras do sul dos Estados Unidos.

Para facilitar a comunicação entre seus engenhos, importou dos Estados Unidos uma ponte de ferro, com 160 m. de extensão, dividida em quatro vãos, que veio ser instalada sobre o leito rio Capibaribe, por seu filho Francisco do Rego Barros de Lacerda.

Com a chegada dos demais equipamentos, adquiridos no estado norte-americano da Luisiana, a nova usina veio ser inaugurada em 1894 em terras do antigo engenho São João, moendo canas dos três engenhos de sua propriedade, com a produção inicial de 4.200 sacos de açúcar.

O Sobrado de Ferro

Em sua viagem ao estado da Luisiana, o proprietário da Usina São João, despertou sua atenção para um estilo de casa de vivenda com estrutura em ferro e paredes de alvenaria em voga em Nova Orleans.

Encantado com o projeto, encomendou uma casa semelhante a fim de erguê-la nas terras do Engenho São João.

Com sua planta baixa lembrando a letra U, que se fecha com uma elegante escada de ferro em dois lances, na parte posterior, a casa tem sua estrutura pré-fabricada, tendo sido importada através do porto do Recife. Todas as fachadas, internas e externas, “possuem varandas suportadas por colunas de ferro fundido e peitoris igualmente fabricados em ferro. Toda a estrutura dos assoalhos e da coberta é em ferro. Somente as paredes são de alvenaria de tijolos e o recobrimento da casa em telhas de barro, tipo Marselha”. (¹)

O Sobrado de Ferro da Várzea possui em seu primeiro pavimento as dimensões de 34,2 m de comprimento por 26,4 m. de largura, compondo uma área de 902,88 m2. No andar térreo, numa área adicional de 224.10 m2, foram distribuídos a cozinha, copa, lavanderia, sanitários e outras acomodações. Considerando toda a construção, incluindo os terraços cobertos, a área total da casa é de 1.420,20 m2, sustentada por 69 colunas de ferro fundido.

O velho patriarca acompanhou toda a construção da sua nova residência, porém nunca chegou a nela residir, vindo a falecer pouco depois da conclusão das obras, em 24 de janeiro de 1899.

Maria da Conceição

Francisco do Rego Barros de Lacerda casara-se em 1853 com Mariana de Sá Barreto, desta união nasceram dois filhos e uma filha: João, Francisco e Maria da Conceição do Rego Barros de Lacerda.

O filho João (João Menino), casou com Filipa Barros Barreto, gerando tão somente uma filha falecida ainda criança.

O segundo filho do casal, Francisco do Rego Barros de Lacerda (Chico Velho), possuía o mesmo nome do patriarca e era formado em engenharia. Fora ele o responsável pela montagem da ponte de ferro sobre o rio Capibaribe, juntamente com a maquinaria da nova usina de açúcar e o Sobrado de Ferro, tendo falecido sem deixar descendência.

Restou da diminuta prole sua filha Maria da Conceição do Rego Barros de Lacerda (Cecé), que, nascida em 5 de agosto de 1863 e falecida em 9 de julho de 1942, continuou solteira, sucedendo aos irmãos como herdeira universal de todos os bens da família.

Em 1914 a Usina São João dispunha de 11 km de estrada de ferro e sete tanques para álcool. Em 1912, sua produção foi de 11.663 em sacas de 60 quilos de açúcar. No final da década, 1918, atingiu o patamar de 34.350 sacas. Em 1921, já acusava em seus relatórios uma capacidade de esmagamento diário de 200 toneladas de cana, ocupando o 9º lugar no parque industrial açucareiro do Estado; registrando, atingindo, em 1933, a produção de 37.853 sacas de açúcar.

Na década de 1930, dois novos engenhos foram adquiridos pela Usina São João: O Santo Amarinho, com 330 hectares, localizado no atual município de Jaboatão dos Guararapes, e o engenho Mamucaia, com 504 hectares, em São Lourenço da Mata.

Em fins daquela década, a Usina São João possuía um total de 2.644 hectares de terras produtoras de cana-de-açúcar para alimentar suas moendas, sendo 280 hectares do engenho São João; 550 hectares do Santos Cosme e Damião; 980 hectares do São Francisco, além dos dois acima citados.

No ano de 1934, encontrava-se a usina sob a administração de Ricardo Lacerda de Almeida Brennand, a quem D. Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda, conhecida entre os familiares pelo apelido de Cecé, transformara, por perfilhamento, em seu herdeiro universal.

Assim, Maria da Conceição do Rego Barros de Lacerda, Cecé, com tal iniciativa, veio a se tornar a principal responsável pelo patrimônio econômico de toda Família Brennand, transformando-se numa espécie de “matriarca” de todos.

A Usina São João da Várzea continuou em atividade até o ano de 1943, quando veio encerrar sua produção de açúcar e álcool. Suas máquinas foram vendidas para a Usina Trapiche, então, propriedade da empresa Mendes Lima.

* * *

(¹) ANONYME / Cie. CENTRALE DE CONSTRUCTION / EAINE ST. PIERRE BELGIQUE / ADMINISTRATEUR DIRECTEUR LEON HIARD.” “Esse indício, da origem belga dos componentes da arquitetura metálica da casa, contradiz a primeira informação. A não ser que se considere a hipótese do edifício ter sido montado originalmente nos Estados Unidos da América do Norte e de lá ter sido reexportado para o Brasil”. – GOMES-DA-SILVA, Geraldo. Arquitetura de ferro no Brasil. São Paulo: Nobel, 1986. P. 218-222.

Informa o professor Geraldo Gomes da Silva, que a residência em questão “teria vindo de fato dos Estados Unidos, de onde chegara nos fins do século XIX. Essa informação não foi ainda comprovada mas, foi possível descobrir, numa das colunas de ferro fundido do pórtico de entrada, a inscrição: SOCIETÉ

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

MAGNO BEZERRA DOS SANTOS – CHICAGO-ILLINOIS-EUA

B.E.R.T.O. Berto:

(Benfazejo Editor e Realista Tradutor de Opiniões Berto)

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito…
Onde estás, Senhor Deus?…

Este é o início do poema “Vozes d’África”, do grande e imortal Castro Alves, implorando pela justiça divina para eliminar o tráfico de escravos da África para o Brasil..

Hoje veio-me à mente tal poema, após saber do resultado da votação no Senado sobre o vagabundo, ladrão e senador Aecio Neves. Também a primeira denúncia contra o outro escroque Michel Temer teve destino parecido, e assim certamente será com a próxima, cujo desfecho é previsível.

Vejo-me afundado na mais profunda indignação e vergonha de ser brasileiro.

Quem pôs os Aécio, Temer, Jucá, Delcídio, Geddel, Lula, Dilma, Cabral e todo o bando de canalhas no poder foram os brasileiros.

Parece que a falta de vergonha na cara veio para ficar e hoje é parte do DNA de muitos.

Um exemplo de que essa deformação cultural não depende nem do tempo nem do espaço pode ser compreendido por ocasião de um recente desastre natural aqui nos Estados Unidos: o furacão Harvey que devastou parte do estado do Texas, particularmente a região de Houston. Milhares de pessoas engataram seus barcos em suas caminhonetes, levaram comida e roupas e correram para a região espontaneamente para ajudar as vítimas das enchentes que se seguiram. Muitos moradores têm geradores de emergência em suas casas.

Pois bem, aqueles que não sofreram por falta de energia elétrica passaram a emprestar seus geradores para os que ficaram sem ela. Quase que imediatamente alguns brasileiros desgraçados passaram a emprestar os tais geradores de seus vizinhos e os alugavam aos necessitados, ganhando uns trocados com isso. A Polícia os encanou. Nem o receio de uma Polícia eficiente os atemorizou.

Voltando ao nossos políticos: quem deu o poder a eles foram os próprios brasileiros, não os americanos. Se juntarmos toda aquela cachorrada (sem ofensa aos cães de quatro patas) em um saco e tentarmos ver o que possuem de honra e moral vamos concluir que (perdoem-me a grosseria) não valem a merda que cagam. Mas foram postos lá por nós.

Não há que reclamar do STF – outro bando de ilustres vagabundos – nem de ninguém. Somos todos responsáveis por isso, estamos simplesmente tendo o fruto da semente que plantamos.

Para mim, o poema de Castro Alves é atual, e poderia – com a permissão de seu ilustre autor – ser redigido assim, implorando pela justiça divina para eliminar tanta miséria moral no Brasil:

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há 13 anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito…
Onde estás, Senhor Deus?…

Desejo aos meus patrícios de bem e com vergonha na cara um dia com muita paz.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

CINCO LETRAS QUE CHORAM

Michel Temer está com a popularidade abaixo de cauda de jacaré, mas sai dessa; e, em algum momento até o final do mandato, dezembro de 2018, alguém reconhecerá os êxitos de seu Governo num setor-chave, Economia. Com o mesmo problema da área política, basicamente a necessidade de dar um agrado a numerosos parlamentares, conseguiu reduzir a inflação para baixo da meta, ampliar as atividades de maneira a indicar crescimento futuro, tomar providências que um dia forçarão o Governo a reduzir seus monumentais, extraordinários gastos. Na política e na economia, seguiu a oração de São Francisco: é dando que se recebe. E talvez ganhe para sua memória a frase seguinte do santo, “é perdoando que se é perdoado”.

Já Aécio, tanto faz ter ou não seu mandato mantido pelo Senado. Pois não há como manter um mandato que já não existe: por algum motivo, as delações de Joesley Batista, que abalaram mas não derrubaram o poder de Temer, foram catastróficas para Aécio. De repente, o segundo colocado na eleição presidencial, com 51 milhões de votos, quase metade do eleitorado, cujos aliados se cansaram de dizer que só perdeu por ter sido prejudicado na apuração, virou um zero político. O antigo presidente do Senado demonstrou-se incapaz de coordenar sua própria defesa, de articular-se com seus colegas senadores, de defender-se sem choramingos, sem argumentos.

As acusações foram aceitas como verdade. Deve haver motivo para isso.

Os passos de Temer

O presidente não deve tentar a reeleição. Acha que haverá um bloco à direita, com Jair Bolsonaro ou alguém menos flutuante (Bolsonaro já esteve em nove partidos, inclusive o Ecológico, diz defender o liberalismo mas gosta de estatais); um à esquerda, sob o comando do PT – ou, mais precisamente, de Lula, preso ou solto); um em cima do muro, o esfacelado PSDB; e quer chefiar a sucessão unindo partidos como PMDB, DEM, PSD, PTB, PTB, PR, PRB. Candidato provável, Henrique Meirelles. É cedo para prever, mas no meio da briga partidária, pode sobrar para ele. Ou Dória.

Como diria Caetano

Ou não. Lula neste momento lidera as pesquisas, mas ninguém vence a eleição com o nível da rejeição que ostenta: metade dos eleitores diz que não vota nele de jeito nenhum. Mas falta um ano e isso pode mudar. E Lula nem precisa ser candidato: basta que possa proclamar que “a zelite” usa as leis para prejudicá-lo e, por isso, em vez de sair candidato, lança outro. Quem conseguiu eleger Dilma sabe a força de que um poste é dotado.

A força do adversário

Lula conta, na campanha para que o eleitor o veja como perseguido, com o valioso apoio dos adversários. Os procuradores da Lava Jato já fizeram o que não deveriam com aquele “power point” segundo o qual, com ou sem investigações, Lula era apontado como ponto central da ladroeira. Já havia ocorrido, há tempos, o caso “Vavá dois pau”, uma operação contra Genival, irmão de Lula, que teria pedido “dois pau pra eu” para usar sua influência num caso. Que influência, cara pálida? Alguém que, entre Petrolão, Mensalão e Quadrilhão, aceita “dois pau”? E agora houve o caso mais obscuro de todos; a pressão sobre o filho de Lula.

Vale tudo

Há pouco mais de uma semana, no dia 10, um delegado da Polícia Civil de Paulínia, SP, com três policiais armados, invadiu com ordem judicial a casa do psicólogo Marcos Lula da Silva, o mais velho dos filhos de Lula. Segundo se soube, com base em denúncia anônima, acreditavam que na casa houvesse drogas e armas. Não havia. Recolheram então dois computadores, pendrives, CDs e DVDs; foram a outro endereço, com base na mesma suspeita, e o resultado foi o mesmo: nenhum.

A juíza Marta Pistelli, que dera a ordem de busca e apreensão de “armas e drogas”, disse ter sido enganada pela Polícia Civil. Mandou devolver tudo o que tinha sido ilegitimamente apreendido e foi mais longe: disse que tinha autorizado a busca e apreensão em um endereço, não em dois.

E até agora o governador Geraldo Alckmin, PSDB, que pretende ser candidato à Presidência, talvez contra Lula, ficou mudo. Nada disse – nem ele nem seu secretário da Segurança. Abriu-se uma investigação e o delegado foi afastado do caso – aliás, de qual caso? Por que adversários de Lula tanto querem estimular sua candidatura?

Como se faz

As investigações sobre corrupção no Brasil ocorreram também em Portugal, com manobras casadas e sócios ultramarinos. Mas, em Portugal, sem delações premiadas, a acusação é completa e não dá margem à criação de vítimas (Lava Jato à portuguesa). Atingiu do banqueiro Ricardo Salgado (Banco Espírito Santo) a José Sócrates, preso enquanto era primeiro-ministro. Sócrates se diz perseguido mas ninguém lhe dá bola. Juiz e procurador podem andar tranquilos pelas ruas, sem ser reconhecidos.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Nobre Editodos,

o que vemos em Banânia todos os dias é terrível. Apesar de saber que Aécio Neves seria salvo na votação do Senado, a gente fica naquela torcida de que o resultado pudesse ser diferente e se decepciona quando percebe que foi tudo como você imaginava. 44 votos devolveram a Aécio seu mandato. Um mandato que já havia sido interrompido em duas situações, uma das quais revertidas pelo voto espetacular de Marco Aurélio que chegou a dizer que “Aécio tem uma carreira política elogiável”. O pior de tudo isso, não é o comportamento do Senado que a gente sabe ser composto por bandidos iguais a Aécio. O pior foi a decisão do STF em permitir que a última palavra para o afastamento dele fosse dado pelo Senado. O pior, e aí reside minha grande decepção, foi ver Carmem Lúcia votar favoravelmente a esta medida.

O entendimento que fica é simples: qualquer um que cometa um crime vai preso, mas se for senador então a lei só pode ser exercida com autorização! Onde já se viu uma submissão dessa natureza? O judiciário tem a última palavra e se não for assim as instituições não funcionam porque dentro delas prevalece este tipo de corporativismo que salva bandidos e que zomba e ri do povo. Os caras se acham, e estão, de fato acima da lei. Prende-se alguns caras que ejacularam nas mulheres dentro de ônibus ou metrô, mas o STF ejaculou na cara de todos os brasileiros e ninguém pode fazer nada. Priu! Cumpra-se e revogue-se as decisões em contrário!

Não é pouco termos um presidente medíocre com 3% de aprovação popular sendo mantido no cargo pela troca de favores financeiros com essa mesma corja de canalhas. Lógico que o povo tem uma culpa enorme nisso, porque vota nestes canalhas, porque vendem seus votos em troca de dentaduras, ligações de trompas, uma ajuda na construção de casa, etc. Então, o problema está na raiz e, aparentemente, se perpetua porque o povo não reage. Tivemos 44 votos em prol de Aécio, todos nominalmente. Sabemos quem votou a favor e o que vai acontecer com estes caras? Serão reeleitos porque o povo está pouco se lixando para o que está sendo feito no Congresso.

Existe alguma dúvida que Temer vai escapar da investigação? Se alguém pensa que sim, acorde. Não vai. Ele será inocentado, como orienta o relatório feito Bonifácio Andrade que responde no STF um processo de R$ 3,9 milhões de sonegação de contribuições previdenciárias. Avaliar tais débitos seriam uma forma interessante de recuperar o passivo da previdência no Brasil. O rombo não se deve apenas pelos desvios de recursos da previdência, mas por sonegação e por perdão de dívidas de pessoas como esse canalha que é mais fácil do que Boni.

O próximo passo do STF é discutir a prisão em segunda instância. O governo já remeteu parecer solicitando esta reavaliação sob o argumento de que a presunção de inocência deve prevalecer. Enquanto isso, os réus ficam em liberdade até o trânsito em julgado. Gozando do roubo que eles realizaram e mostrando que cadeia foi feita para gente pobre que não tem recursos para pagar bancas caras de advogados. Entro em desespero com isso e acho que a única forma de educarmos o povo é lutando para que o JBF se torne leitura obrigatória nas escolas. A criançada lendo o que se aqui, certamente, vai formar uma opinião melhor e se posicionar melhor politicamente.

Abraços

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

ENTRE CONDENAR OU ABSOLVER AÉCIO, GLEISI HOFFMANN ESCOLHEU VIAJAR PARA A RÚSSIA

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)


O PREÇO DO BOTIJÃO DE GÁS AUMENTOU – E DAÍ?

Fogão à lenha pode ser feito em qualquer lugar

Relembro agora da inflação galopante dos anos 70/80. Quem quisesse medir sem necessidade de ter que acreditar nos noticiários nada oficiais, podia fazer uma lista de compras e ir ao supermercado no dia 30. O valor pago no caixa era um. No mês seguinte, fazendo a mesma compra, o valor era outro. Uma inflação absurda, quase se comparando com a da Venezuela dos dias atuais.

Mas, nos anos seguintes a inflação foi pelo menos teoricamente controlada. Na parte alimentação, foi sim. Embora tivesse passado a ser diferente nos itens medicamentos, roupas e transportes – incluindo aí a gasolina, que é o gatilho para detonar muita coisa.
Claro que isso é uma preocupação – e eu não seria idiota para dizer que não é. Mas isso é preocupação ainda maior, para quem vive na cidade grande, enfrentando os problemas urbanos e até mesmo para quem não sai de casa. O condomínio do apartamento sobe algumas vezes por ano e leva junto as contas da água e da luz.

Pagam o mesmo preço daquilo que aumenta, os Mestres, os Doutores e o pobre coitado que, trabalhando de sol a sol, recebe menos que um condenado que cometeu crimes, está preso e não vai enfrentar filas para consultas médicas e outros que tais. Os teóricos de merda chamam isso de “democracia igualitária”. Arre égua!

Agora, Zezim de Joana, que mora nos cafundós do Judas, come peixe sem gelo todo dia, porque pesca; come camarão fresco sem clorofórmio; come batata doce, abóbora, cenoura e frutas sem agrotóxicos porque planta; bebe leite da vaca sem produtos químicos e bebe água da fonte sem restos de merda, e quando quer comer uma galinha da terra, basta pegar no quintal – com certeza tá pouco se incomodando se o gás agora custa R$60 ou R$80 ou seja lá quanto for.

Ele, em vez de ficar caçando Pokémon ou frescando com o celular, aproveita as horas de folga e constrói para a “patroa de casa” um fogão à lenha. Coisa que você talvez nunca tenha visto. Nem em filmes – porque até isso agora é diferente.

E tu, só porque tem uma bosta de carro, que te causa mais problemas que soluções, e te leva a pensar que é rico, é o mesmo babaca que, todos os domingos sai de casa, para “comer uma comida caseira no restaurante”.

A “nova arte” brasileira

Em Fortaleza, que ainda é parte deste Brasil, lá pelos anos 60/70 alguns marmanjos viviam “tirando sarro” (era assim que se falava naquele tempo) em mulheres nos ônibus lotados. Pênis ereto, encostavam atrás da mulher – alguns eram tão ousados, que chegavam a passar a impressão que estavam ali formando um casal. Por isso quase ninguém se intrometia. Ninguém tomava dores por que parecia que a mulher estava gostando.

Parece que a “moda” voltou. Soube-se recentemente através das redes sociais, de homens ejaculando em mulheres, nos mesmos transportes coletivos.

Não é tão incomum olhar alguém “arriando um barro” (cagando, defecando) em via pública por algum motivo. Provavelmente por que não encontrou local adequado para o ato. Mesma coisa alguém urinar em via pública.

Nesses casos apresentados, parece que apenas defecar e urinar em local público deixou der ser atentado ao pudor pelo Código brasileiro. Mas, no primeiro caso (ejacular) a Lei ainda pune o infrator, exceção apenas à possibilidade de comprovação de debilidade ou desvio mental.

Da mesma forma, praticar sexo em local público também passou a ter interpretação diferenciada – antes, era “atentado violento do pudor”. Mas, espere uma coisa. Praticar sexo em via pública não pode. Mas pode ejacular em alguém num ambiente coletivo (transporte). Alguém pode explicar isso?

Aí vem a situação da pedofilia. Alguém manter fotos de crianças de ambos sexos nuas e/ou praticando sexo, é crime de pedofilia.

Agora, alguém permanecer nu, em palco de teatro, segurando nas mãos (como a foto mostra) de crianças de outro sexo, não é pedofilia.

É “arte”!

E quem falar ou escrever alguma coisa contra, está praticando “censura”.

Esperem aí. Se estamos numa quermesse, parem o carrossel que eu quero descer.

Afinal, em que porra de país estamos vivendo?

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

ANESTESIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA

Estamos observando anestesiados a desmoralização das instituições republicanas, o uso irresponsável e mal-intencionado dos recursos do Tesouro. Legislativo, Executivo e Judiciário que deveriam atuar defendendo os interesses da Nação, estão combinando formas de desvirtuar suas funções para servir de anteparo para os crimes cometidos por seus membros. Os três poderes deixaram de servir a República e notadamente estão servindo a um tipo de democracia que tem usado o voto do eleitor descuidado para instalar palhaços que não atrapalham, jogadores de futebol que não entendem nada, artistas utópicos, velhas raposas donos de currais eleitorais e representantes da política corrupta, mais seus herdeiros, no Legislativo e no Executivo. Esses, por sua vez se encarregam de indicar a cúpula do Judiciário e das instituições que deveriam atuar como fiscais dos atos praticados, como Tribunais de Contas e Tribunais Eleitorais. Forma-se assim um circuito fechado, onde todos os interesses estão combinados para iludir a sociedade sem ferir a pobre Constituição Cidadã e com capacidade de alterá-la caso alguma coisa ameace essa dinâmica.

As colaborações premiadas dos empresários que foram atraídos para financiar parte deste esquema criminoso são mais do que convincentes, algumas muito bem documentadas com imagens, gravações de conversas, documentos e etc. Esses empresários malandros passaram de parceiros ou cumplices à criminosos mentirosos e grandes vilões. Nem a exposição dessa combinação criminosa entre corruptores ativos e passivos, transformando o que seria público em privado, foi suficiente para ameaçar a ruptura dessa corrente deletéria que precisa ser quebrada para o Brasil ter alguma chance de sermos um bom lugar para se viver.

Estou surpreso como a sociedade aceita sem espernear essas condições absurdas que precisam ser interrompidas rapidamente. Uma das oportunidades seria a Câmara Federal aceitar a denúncia contra Temer, colocar Maia transitoriamente como manda a constituição. Essa possibilidade parece remota pelo que acompanhamos no noticiário.

O que José Padilha denunciou no seu artigo publicado em “ O Globo” em 12/02/2017, que ele chama de “mecanismo” é o que estamos vendo explicitamente em ação desesperada para se manter vivo e no controle. Infelizmente, esperar um ano para trocarmos Suas Excelências nas próximas eleições é dar muito tempo para o “mecanismo” operar alterando leis, criando as condições para sua sobrevivência. O Fundão (1,7 bi) está aí como demonstração de sua força. Transcrevo aqui um pequeno trecho do artigo de Padilha:

“- O Brasil atual está sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

– O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

– Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.

– Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo”

A sociedade precisa cobrar de maneira forte o respeito as instituições e não a impunidade à quem está momentaneamente fazendo parte dessas organizações, usando o cargo em benefício próprio. Precisamos garantir o Congresso Nacional, não os parlamentares, precisamos garantir o Judiciário não os juízes, precisamos da República e não do presidente.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

18 outubro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

É SERVIÇO PRA PSIQUIATRA

Leitora fubânica do Mato Grosso do Sul me escreve dizendo que não entende este JBF.

Tanto mete o pau no corrupto Lula quanto mete o pau no corrupto Aécio.

E, diz mais a leitora, o Lula pelo menos é defendido por Goiano. Mas Aécio não é defendido por ninguém aqui nesta gazeta escrota.

E ela acha que isto não é justo.

O problema, cara leitora, é que Aécio não é bandido predileto de ninguém. E fica só levando cacete sem um único fubânico sequer pra defendê-lo.

A obrigação de um jornal honesto, como dizia Millôr Fernandes, é ser sempre de oposição, do contra.

E, em se tratando de bandido, aí é que o JBF é do contra mesmo!

O cabra lido, informado, esclarecido, com acesso a informação que continua defendendo Lula, não é problema para este Editor.

É serviço para um bom psiquiatra.

E, depois da divulgação da milionária e incompatível lista de bens e aplicações de Lula, é caso pra camisa de força.

“Não ria de mim, Lula; tu é um bandido de sorte e eu sou um bandido azarado; ninguém me defende naquela porra do JBF”

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

18 outubro 2017 DEU NO JORNAL

OBRIGADO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL!

Marcelo Rates Quaranta

Eu quero agradecer, em meu nome e em nome de todas as pessoas comuns, cidadãos simples do meu país como eu, pelas últimas decisões tomadas pelo nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.

Sim, o Supremo fez de nós pessoas melhores do que pensávamos ser.

Quando olhávamos aqueles Ministros sob suas togas, com passos lento e decididos, altivos, queixos erguidos, vozes impostadas ditando verdades absolutas e supremas, envoltos numa aura de extrema importância e autoridade, nos sentíamos pequenos, minguados e reles plebeus diante de uma Corte que beirava o sublime, o inatingível e o intangível.

Com essas decisões o Supremo conseguiu fazer com que a minha percepção sobre mim e sobre nós mudasse. Eles não são deuses. São pessoas tão pequenas e tão venais, que qualquer comparação que eu .faça de mim e de nós em relação a eles, seria desqualificar-nos a um nível abissal. Tudo aquilo é fantasia, tudo aquilo é pose e tudo aquilo não passa de um teatro, mas nós somos reais.

Foi aí que eu vi o quanto somos mais importantes que eles! Enquanto as divindades supremas encarnam seus personagens de retidão e lisura, mas com suas decisões abduzem a moral e destroem o país (e de quebra a reputação do Judiciário), nós brasileiros comuns e sem toga trabalhamos arduamente dia e noite para construir o país, ou pelo menos para minimizar os danos que eles provocam.

Então… Como é que um dia eu pude vê-los como sendo superiores a nós? Eu estava enganado. Nós somos muito superiores a eles, mesmo sendo zés, joãos, marias, desde o pequeno ambulante ao médico ou engenheiro. Nós somos as verdadeiras autoridades, porque nossa autoridade não foi conferida por um político malandro capaz de tudo com uma caneta. Nossa autoridade nos foi dada pela nossa força de continuar tentando fazer um Brasil melhor.

Fico sinceramente com pena é dos advogados, que são obrigados a chamar esses ministros de Excelência, ainda que com a certeza de que não há excelência alguma nos serviços que eles estão prestando à nação. Acho que deve ser o mesmo sentimento de ser obrigado a chamar o cachorro do rei de “my lord”.

Agora eu sei o quanto somos bem maiores que eles, mesmo sem aquelas expressões em latim e doutrinas rebuscadas cheias de pompas e circunstâncias, que no final significam apenas passar perfume em merda. Se há alguém realmente importante no Brasil, esse é o Excelentíssimo Povo Brasileiro, que apesar de tudo é obrigado a sentir o mau cheiro que vem da grande Corte, e mesmo com náuseas e ânsia de vômito, tem que acordar as 5 da manhã pra fazer aquilo que eles não fazem: Produzir.

Obrigado, Supremo, por nos mostrar que hoje o rei sou eu e o meu povo.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

EMPREENDEDORES DO AGRESTE: A FORÇA PROPULSORA DO DESENVOLVIMENTO

Feira de Caruaru nos anos 70

O progresso é o desenvolvimento gradual do poderio humano sobre a matéria; é, sobretudo, o desenvolvimento da sua moralidade. – Anne Robert Jacques Turgo, economista e estadista francês.

Sob o título de Agreste Empreendedor, o Jornal do Commercio, do dia 15 de outubro de 2017, traz uma reportagem fatiada importantíssima tanto na versão impressa quanto na versão online, sobre o progresso extraordinário que está vivenciando o Agreste Pernambucano graças à iniciativa de homens e mulheres corajosos, determinados, progressistas, empreendedores, persistentes e fazedores de riquezas; dando empregos, trabalhos e oportunidades de crescimento a quem precisa e quer trabalhar; desde que o estado político, quadrilheiro, ladrão, corrupto, impostor, perdulário, inepto, lerdaço, estulto, burro, ignorante, imbecil, idiota, estúpido, palerma, inábil, incapaz, inapto, impossibilitado, tolo, incompetente, pateta e ávido por cobrar impostos, não atrapalhe.

Segundo a matéria, o Agreste Pernambucano, apesar da estiagem e da seca causticantes, é a região que mais cresce no Estado. E, por incrível que pareça, a força matriz que puxa esse desenvolvimento é o empreendedorismo de sua gente guerreira. Pessoas que tiveram uma ideia, persistência, acreditaram e aproveitaram as oportunidades. Escrevem uma história de negócios, consolidando empresas nos setores de confecções, construção civil, serviços e agricultura, entre outras de vitais relevâncias econômicas para a região.

O carro-chefe da economia do agreste continua sendo o polo de confecções, de pessoas que começaram com poucos recursos, muita vontade de vencer e construíram o maior patrimônio do polo têxtil do País. Hoje o aumento da demanda por serviços que ocorreu também com o aumento da população nas cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, São Bento do Uma, Toritama e que, por sua vez, passaram a concentrar as ofertas de outros serviços. E, com isso, muitos empreendedores se desenvolveram nas áreas de construção civil, venda de material de construção e distribuição de produtos.

Segundo a matéria, o agronegócio do Agreste foi se adaptando às estiagens constantes. Metade dos produtores de ovos e de frangos do Estado está no Agreste. Para uma região que passa pela pior seca dos últimos 100 anos, é realmente muito.

Quase todos os produtores começaram pequenos e foram expandindo as suas atividades com o crescimento da região. Esses empreendedores que se destacam não ficaram esperando por São Pedro, São João e outros santos milagreiros. Investiram em tecnologia e buscaram a sustentabilidade.

Eles sonham, mais acreditam mais no trabalho que é a força matriz de qualquer desenvolvimento.

Depois de todo esse desenvolvimento extraordinário no lugar quase inóspito do nordeste pernambucano, como o empreendedorismo em confecções, construção civil, material de construção e a venda de outros produtos, chegou a vez da educação com a quantidade de vagas ofertadas nos cursos universitários que, nas cidades mencionadas, tiveram um crescimento de mais de 300% de 2005 a 2015, como o Portal Digital, o Armazém da Criatividade com os novos ramos da Ciência, da Tecnologia, da Informação e da Comunicação (TIC). Da Inteligência artificial. Na era do conhecimento, isso pode ser só o começo de dias mais promissores para essas cidades que cresceram graças à força criadora e propulsora de seus empreendedores.

Segundo o economista e professor francês, François Perroux, nascido em 19 de dezembro de 1903, Saint – Romain-en-Gal, e encantado em 2 de junho de 1987, “o pólo de crescimento tem uma forte identificação geográfica, porque é produto das economias de aglomeração geradas pelos complexos industriais, liderados pelas indústrias motrizes. Um complexo industrial é um conjunto de atividades ligadas por relações de insumo-produto e forma um pólo de crescimento quando for liderado por uma ou mais indústrias motrizes.”

“O pólo de crescimento pode vir a tornar-se um pólo de desenvolvimento quando provocar transformações estruturais e expandir a produção e o emprego no meio em que está inserido.”

Esses polos de crescimento no agreste pernambucano é a prova definitiva de que o liberalismo econômico é a mola propulsora do desenvolvimento, da geração de riqueza e criação de empregos em qualquer nação, sem a interferência do estado perdulário, corrupto e atravancador do progresso.

Clique aqui e veja o vídeo Agreste Empreendedor 

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

18 outubro 2017 DEU NO JORNAL

DIETA RICA E DIETA FUDIDA

Lula, que se alimenta exclusivamente de laranjas, atacou a ração de João Doria:

“O prefeito de São Paulo resolveu na semana passada que o povo pobre tem que comer ração. Sinceramente, eu já vi muita coisa nesse país, mas um representante da elite brasileira pegar resto de comida em restaurante e mandar fazer uma raçãozinha, como a ração que se dá para cachorro, e achar que filho de pobre tem que comer, aquilo não é respeitar as pessoas humildes desse país.”

A “raçãozinha para cachorro”, como explicou a Folha de S. Paulo, não é um projeto de João Doria, e sim da Igreja Católica, que tenta desenvolver novas maneiras para combater a fome.

Nem todo mundo pode seguir a dieta de Lula.

* * *

Eu já segui a dieta de Lula e dela sinto muitas saudades.

Uma lapada de aguardente, acompanhada de um gole de cerveja gelada, chega me enche a boca d’água quando me vem à memória…

Esta abstinência compulsória é muito boa pra saúde física, mas deixa meu juízo tangenciado a doidice furiosa.

A dieta de Lula que eu invejo muito, mas não consegui fazer, é a de ganhar dinheiro fácil falando merda.

Muito dinheiro pra fazer aplicações milionárias.

Eu escrevo merda o dia todo e num ganho por ano nem um milésimo do que Lula ganha por minuto.

Ô mundo injusto…

“O editô do JBF é um incompetente qui tem inveja dos cachê que a Odebrecht me paga. Mete cacete nele, Ceguim Teimoso, e ixprica que é tudo legá”

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
UMA GLOSA

Você pode até ter garra
Mas é só pr’agarrar pinto.

Mote da colunista

Você diz que é gavião
Fala que pega geral
Amigo não leve a mal
Eu não acredito não
Sua fama no sertão
Digo, repito e não minto
Não faz de você distinto
Acabe com tanta marra
Você pode até ter garra
Mas é só pr’agarrar pinto.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

18 outubro 2017 JOSIAS DE SOUZA

DELTAN TEME QUE STF IMPEÇA PRISÃO DE CONDENADOS PODEROSOS, INCLUSIVE LULA

PRISÃO APÓS SENTENÇA DE 2ª INSTÂNCIA ‘É PARA EVITAR A IMPUNIDADE’

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol está apreensivo com o vaivém do Supremo Tribunal Federal. Teme que, depois da decisão que beneficiou Aécio Neves, a Suprema Corte altere a regra sobre a prisão de condenados em segunda instância, para deter a punição de réus ilustres, entre eles Lula. “O receio é que, conforme a investigação tenha se dirigido a uma totalidade de partidos políticos, a políticos relevantes de todo espectro ideológico exista uma espécie de freio por parte do Supremo Tribunal Federal, impedindo a responsabilização de pessoas poderosas”, disse o procurador em entrevista ao blog. (Veja trechos ao longo do post e assista à íntegra no rodapé).

O Supremo aprovou, em outubro de 2016, o encarceramento de pessoas condenadas na segunda instância. A decisão foi apertada: 6 votos a 5. Depois disso, “alguns ministros começaram a querer mudar de ideia”, disse Dallagnol. Desejam que “a prisão aguarde o julgamento de terceira instância (STJ) ou quarta instância (STF)”. Inquirido sobre a situação de Lula, o coordenador da Lava Jato disse acreditar que o TRF da 4ª Região confirmará a condenação imposta por Sergio Moro no Caso do Tríplex. “A valer as regras atuais, ele deve, sim, ser preso no momento seguinte”, declarou o procurador, antes de levar o pé atrás:

“Diante da tendência de rever o julgamento da execução provisória da pena, vários ministros (do Supremo) começaram a dar decisões liminares para soltar réus que foram presos após a decisão de segundo grau. Eles estão fazendo isso contra a decisão proferida pelo pleno do tribunal.” O ministro Gilmar Mendes é um dos adeptos da política de celas vazias, recordou o repórter. E Dallagnol: “Foi uma decisão do tribunal pleno, com efeito vinculante a toda a Justiça. Uma decisão contrária de um ministro retira a credibilidade do próprio tribunal.”

‘PELAS REGRAS ATUAIS, LULA DEVE, SIM, SER PRESO’, AFIRMA DALLAGNOL

Uma das inquietações do coordenador da Lava Jato é a ausência de chefões com mandato no rol dos condenados. Ele empilhou os alvos atingidos pela força tarefa de Curitiba: empresários, lavadores de dinheiro, altos executivos da Petrobras… E lamentou: “Faltam os grandes chefes desse esquema criminoso, as pessoas mais responsáveis entre todas por ele, que foram os políticos poderosos que organizaram. Falta a responsabilização deles. E a responsabilização deles tramita exatamente no Supremo Tribunal Federal.”

Para Dellagnol a anomalia pode se agravar se o Supremo permitir que ocorra a combinação de duas novidades: a aprovação de restrições à abrangência do foro privilegiado e a revisão da regra que permitiu a execução da pena já na segunda instância. O procurador avalia que o envio de parlamentares e autoridades da Suprema Corte para a primeira instância do Judiciário seria uma providência benfazeja. Mas pondera: “Se, ao mesmo tempo, [o Supremo] decidir que a pena só pode ser executada depois da terceira, da quarta instância, isso é dar o prêmio de impunidade para todas essas pessoas cujos processos vão descer para a primeira instância.”

‘FALTA RESPONSABILIZAR OS GRANDES CHEFES’, LAMENTA O PROCURADOR

Dallagnol fez uma avaliação ácida sobre o julgamento em que o Supremo decidiu, por 6 votos a 5, que cabe à Câmara e ao Senado dar a palavra final sobre sanções cautelares impostas a deputados e senadores. Sanções como a suspensão do mandato, por exemplo. A novidade veio à luz para beneficiar o senador tucano Aécio Neves. Faltou “coerência”, disse o coordenador da Lava Jato. “Quando o tribunal dá uma decisão em relação a Eduardo Cunha, dizendo que é cabível, sim, o afastamento dele e, numa situação idêntica, envolvendo Aécio Neves, o tribunal dá uma decisão diferente, todos os cidadãos passam a questionar: peraí, será que tem alguma coisa por trás dessa decisão? Isso coloca em cheque a credibilidade do Judiciário.”

Na visão de Dallagnol, uma deliberação como a que favoreceu Aécio teria de ser “devidamente justificada”, para atenuar a incoerência. Algo que “não aconteceu”. Nesse ponto, o procurador filosofou: “A história, infelizmente, não é feita apenas de avanços no processo civilizatório. Você tem avanços e retrocessos. E nós precisamos aprender a viver com eles e a responder a eles do modo o mais construtivo possível. Eu fico muito contente ao ver a sociedade se envolvendo, se inteirando sobre o que aconteceu, passando a aprender como funcionam as instituições, como funciona o nosso sistema de Justiça. A sociedade pode mudar essa realidade.”

TRATAMENTO DIFERENTE PARA AÉCIO E CUNHA AFETOU A ‘CREDIBILIDADE’

No julgamento que favoreceu Aécio, alguns ministros destacaram a conveniência de preservar a harmonia entre os Poderes Judiciário e Legislativo, eliminando os conflitos. Dallagnol tomou distância desse discurso: “Eu não posso concordar com esse argumento, porque existe uma divisão de funções e de papeis. Ao Poder Judiciário cumpre dar a última palavra em toda discussão jurídica. Mais do que isso: essa não é uma decisão contramajoritária do Poder Judiciário, em que ele deveria ficar preocupado com uma crise institucional.”

Tomado pelo timbre, Dallagnol pareceu soar como se preferisse um Supremo afirmativo, não a Corte contemporizadora que se rendeu à caciquia do Senado. “Essa é uma decisão em que, se o Supremo determinasse a prisão ou o afastamento do mandato de um parlamentar acusado com fortes provas de corrupção, ele estaria dando uma decisão altamente majoritária. E mais: se for descumprida, existe uma solução prática para essa questão, que é simplesmente determinar a prisão do senador, para afastar da vida parlamentar.”

DALLAGNOL DIZ DISCORDAR DA TESE DE QUE PAPEL DO STF É ‘APAZIGUAR’

Em nota oficial, a força-tarefa da Lava Jato informou que são “ideologicamente falsos” os recibos que a defesa de Lula apresentou para demonstrar o suposto pagamento de aluguel do apartamento contíguo ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo. De onde vem a certeza?, quis saber o repórter. “Existem provas mostrando que o dinheiro que gerou a compra daquele apartamento é o dinheiro que veio da Odebrecht”, afirmou o procurador.

Dallagnol prosseguiu: “Não há prova de que ele [Lula] tenha pago alugueis ao longo do tempo. Não existe nenhuma transação financeira. […] Chegou a ser apreendida uma planilha de despesas domésticas do ex-presidente. E nessa planilha constavam o pagamento do condomínio desse segundo apartamento. Agora pergunte se constava o pagamento do aluguel. Não constava. Constava o pagamento do condomínio, o pagamento do IPTU. Mas não constava o pagamento do aluguel.”

NÃO EXISTE PROVA DE QUE LULA PAGOU OS ALUGUÉIS, DISSE DALLAGNOL

O procurador negou que o Lava Jato esteja perto do fim em Curitiba, como dissera o juiz Sergio Moro dias atrás. “Essa afirmação do juiz Sergio Moro, na minha impressão, refelte muito mais um desejo do que a uma realidade.: , disse o procurador. “Basta nós vermos que ele já tinha feito uma declaração semelhante há mais de um ano. Em Curitiba, hoje, nós temos muito ainda por percorrer.”

O coordenador da Lava Jato revelou que, entre os casos ainda pendentes de investigação está o da compra ruinosa da refinaria texana de Pasadena, na época em que Dilma Rousseff era presidente do conselho de administração da Petrobras. Acrescentou: “Nós ainda temos outras áreas para explorar. A investigação suíça da Lava Jato já alcançou mais de mil contas. E menos de 300 foram encaminhadas ao Brasil até o momento. Nós ainda temos que explorar ações contra partidos políticos, ações contra bancos, porque grande parte desse esquema aconteceu por falha do sistema de compliance de bancos.”

LAVA JATO ESTÁ LONGE DO FIM, DIZ DALLAGNOL SOBRE PREVISÃO DE MORO

* * *

VEJA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COM O PROCURADOR DELTAN DALLAGNOL

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

TITO BELINI – FLORIANÓPOLIS-SC

Amigos fubanos,

Se não fosse Goiano, eu não iria saber que o Lula ganha do PT 13 mil por mês, e cobrava numa “palestra” 250 a 300 mil reais.

Ganha 3 milhões por ano de serviços da presidência.

Que tem uma aposentadoria  gorda.

Tudo compatível com os milhões de reais de investimentos que ele tem no Bradesco, Itaú, Caixa e Banco do Brasil. O dinheiro em Portugal não é dele, é de Rose Noronha.

Certa tá a companheira Marilena Chauí: ela odeia classe média.

Por isso Marilena adora Lula que é da classe altissimamente rica.

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

DAS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

Há poucos dias eu conversava com uma pessoa que acredita em todas, mas todas, todas mesmo, teorias da conspiração.

Antes, eu procurava argumentar, demonstrar que a Terra não é plana, é redondinha igual uma bola de futebol. Quando eu explicava a questão da curvatura do mar, que faz os barquinhos desaparecerem a partir da linha do horizonte, ele retrucava que isso era ilusão de ótica, pois em um canal não sei onde,com tantos e quantos quilômetros de extensão, foi feito um teste e o barquinho não some, mesmo após determinados quilômetros que estabelecem a linha do horizonte. E ele completava, mais, que tanto a terra é plana que é impossível passar de avião além do Polo Norte (há nações que tomam conta e não deixam nem avião nem gente a pé ir além), e isso é incontestável, porque ninguém foi e como eu não fui tenho de ficar calado). Eu lhe observei que os satélites lançados pelo homem, tripulados ou não, mostram a Terra esférica e ele foi taxativo: não há satélites, é tudo farsa feita para encobrir a realidade. Eu quis saber qual é a realidade, porque parece que todos os demais sóis, planetas e luas são esféricos e aí vem o argumento estarrecedor: os Estados Unidos não querem que se saiba que a Terra é o único corpo celeste que é plano, e é plano porque é a única Criação de Deus feita para abrigar a vida, para receber o Homem. A Terra é plana e coberta por um dome, ou cúpula, ou redoma, de modo que nada pode sair dela para o espaço.

Surpreso eu estava e mais ainda fiquei quando, em complemento a isso, pude saber que, em assim sendo, o homem não foi à Lua. Foi tudo feito em Holywood, pelo Stanley Kubrick, autor de Odisséia no Espaço, que recebeu Oscar de melhores efeitos especiais. As cenas da Lua foram feitas em um deserto, talvez o do Arizona, e quando eu asseverei que vi tudo pela televisão, o lançamento do foguete, a transmisão das cenas do pouso e da caminhada dos astronautas no solo lunar, fui informado por ele que o que eu vi foi como se assistisse à Guerra dos Mundos, Flash Gordon, ou, mesmo, Perdidos no Espaço, aquela série com o incrível Dr. Smith, que sabotava tudo – era apenas um filme feito em locações externas e em estúdios. As provas? As estrelas não aparecem no filme! A câmera que devia estar filmando era postada no peito de um dos astronautas, entretanto havia tomadas tiradas “de cima”. E um outro argumento sobre reflexo no vidro dos capacetes que não me recordo bem o que era.

Uma coisa puxa a outra, ele discorreu sobre o World Trade Center: as Torres Gêmeas não foram derrubadas pelos aviões. O governo americano as implodiu, com explosivos. Há inúmeras provas disso, seja a forma como os prédios caíram, sobre si mesmos, seja um determinado composto químico encontrado nas ferragens, seja uma identidade de um dos pilotos achada intacta no meio dos escombros, o qual está vivo no Oriente Médio (foi entrevistado, existe o vídeo!) e mais mil informações difíceis de contradizer. Tudo isso para que os Estados Unidos tivessem uma desculpa para atacar não sei quem.

A picaretagem das Torres Gêmeas pode ser reforçada pelo falso avião que caiu no Pentágono: foi sobre uma área onde não havia ninguém, sob a falsa alegação de que estaria em reforma, o buraco feito no prédio não corresponde ao que faria um avião, não havia restos de combustível, o motor do avião não foi encontrado e um piloto para fazer a manobra teria de ser do outro mundo, porque conseguiu passar por um poste sem derrubá-lo. E por aí vão inúmeras certezas imbatíveis.

Como eu dizia de início, deixei de contrariar tanta argumentação, que inclui os Iliminati, a Maçonaria, a Ordem dos Templários, o Opus Dei e mais quantas sociedades secretas quiseres. É inútil debater, uma vez que as certezas adquiridas por essa pessoa são imunes a qualquer demonstração em contrário, por mais que sejam, também, contundentes.

Isso tudo agora me ocorreu de trazer à tona quando em torno do Lula correm tantas teorias da conspiração, nas quais ele acredita piamente, coroadas pelo caso dos tais recibos que diziam não existir, eram fruto da imaginação fértil de algum roteirista; mas finalmente apareceram, só que são cópias; ainda que o pagador declare até no imposto de renda que pagou, e ainda que o pretenso recebedor afirme que assinou e que declarou no imposto de renda que recebeu o dinheiro, será preciso ainda apresentar os originais; mas cogita-se de que devam ser periciados; e também que tenham a firma reconhecida; e é bom, para que sejam considerados verdadeiros, que estejam amarrotados e amarelecidos pelo tempo. Posso argumentar que em geral, basta que um recibo seja um recibo, pois, ao contrário de um charuto que às vezes é só um charuto, um recibo é sempre um recibo, mas argumentar-se-á, porém, que a Terra é plana, voltou a ser o Centro do Universo, está coberta por uma redoma, de modo que satélites não existem pois não poderiam passar por ela, tanto quanto o homem não foi à Lua, pois estamos aprisionados aquí dentro, e as sociedades secretas dominam o mundo para evitar que o povo saiba que o Reino dos Céus existe e por isso se afaste do mundo material, deixando de lado as delícias terrenas, paarando de consumir e de gastar dinheiro para delas usufruir, o que não interessa à dinastia Ford e nem a outros que trabalham secretamente para estabelecer a Nova Ordem Mundial…

– Parece maluquice?

18 outubro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

BRINCANDO COM VIOLA

O violeiro Marcus Biancardini nos proporciona uma viagem musical através do som da viola. Marcus é um violista excepcional, dono de uma técnica extraordinária a serviço de uma musicalidade igualmente excepcional.

17 outubro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

MERO ABORRECIMENTO

Assistindo ao problema do Berto com a empresa LocaWeb, resolvi contar o meu com a empresa Vivo, para demonstrar a minha opinião, ou melhor, indignação com o setor de serviços e a justiça de Banânia. O Berto não está sozinho.

Em dezembro do ano passado, comecei a ter problema com a minha conexão de internet. Hora caía, hora ficava tão lenta, que me dava saudade da época em que a conexão era discada.

Antes de continuar, vou ambientá-los no local onde moro. A minha cidade é pequena e de baixo poder aquisitivo, portanto, as grandes empresas de prestação de serviços não têm muito interesse na captação de clientes. No meu bairro, afastado do centro, o máximo de velocidade que se consegue contratar é de 2 Mbps, maior só no Centro e entorno, mesmo assim, com o máximo de 10 Mbps, o que em grandes cidades não é mais nada.

Além da baixa velocidade, concorrência só nos Centro e bairros próximos. Mesmo assim, são apenas duas empresas, a Vivo e a Net. No meu, só a Vivo. Não temos pra onde correr.

Dito isso, voltemos ao meu martírio, sim martírio, pois já se arrasta há quase um ano sem solução.

Comecei, como qualquer otário, a reclamar com a empresa, enfrentando aquelas ligações com direito a ouvir musiquinhas e gerundismos, que todos conhecemos. Aquelas em que temos vontade de entrar pelo telefone e esganar o atendente. A cada vez, tinha que fazer testes disso e daquilo, refazer a configuração, até o Doutor Atendente chegar à óbvia conclusão de que precisaria mandar um técnico. O técnico vinha e dizia que nada de errado havia com a rede. Ligava para a central, trocava o meu par, mudava o meu perfil (seja lá o que é isso) e a velocidade voltava ao normal por algumas horas. Aí eu tornava a ligar, vinha o técnico novamente e fazia a mesma coisa num “looping” que não tinha fim.

Diga-se, a minha velocidade varia de 0,001 a 2 Mbps várias vezes ao dia, tendo horas que não carrega nem o google.

Já passado algum tempo sem solução, resolvi abrir uma reclamação na ANATEL. Pra quê?

A agência, uma daquelas que só servem pra locupletar políticos, apenas repassava minha reclamação à Vivo, que novamente mandava o técnico, que novamente fazia a mesma coisa e a ANATEL era informada que estava solucionado. Reabria a reclamação informando que a empresa mentia, e tudo continuava igual.

Não tendo mais opção, passei para a “ultima ratio” e entrei na justiça pedindo a reparação do serviço e dano moral.

Passados SEIS meses, isso porque era JEC, a sentença foi dada. A meritíssima não entendeu que houve dano moral, apenas um mero aborrecimento nas palavra dela, e mandou a empresa restabelecer a velocidade de conexão em cinco dias úteis, sob pena de multa diária de 50 reais.

Não preciso contar o que a empresa fez para a minha narrativa não entrar em “looping”. A única diferença é que dessa vez disseram que o problema era a minha instalação, mal sabendo eles que tinha acabado de reformar a minha casa e a refiz toda usando, inclusive, o melhor cabo que existe no mercado, como eles mesmos puderam constatar. Ficaram sem argumento.

Agora, estou esperando, e bota espera nisso, a execução e o pagamento da multa e a empresa continua pouco se lixando para a decisão judicial. A realidade é que a rede está saturada (domingos e feriados piora) e creio que eles preferem pagar as multas. Sai muito mais barato do que trocar cabeamento e equipamentos.

Enfim, isso foi para demonstrar que em Banânia estamos à mercê de uma justiça sem moral – se é assim no STF, imaginem numa JEC? -, entregues à própria sorte e que, quando precisamos de um serviço, com raras exceções, de péssima qualidade, sempre teremos que passar por um mero aborrecimento.

17 outubro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 outubro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA REPÚBLICA FEITA DE BANANAS

O talentoso chargist Iotti, que publica seus excelentes trabalhos no Zero Hora, o maior jornal do Rio Grande do Sul, conseguiu materializar com o seu traço uma expressão que foi criada aqui no JBF.

Trata-se da expressão República Federativa de Banânia.

Aquela República que é o sonho dos idiotinhas das zisquerdas banânicas.

Parabéns pelo trabalho, grande Iotti!

Vejam vocês como ficou lindo:


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa