23 abril 2014 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

pater

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23 abril 2014 DEU NO JORNAL

A FASE DO PÓS-CINISMO

Josias de Souza

O PT reedita no microcosmo partidário um debate antigo: o que prevalece na formação de um delinquente, a cultura ou a genética? As opiniões vão de um extremo ao outro. Há os que apostam na influência do ambiente e os que acham que o bandido nasce feito.

Nos casos que envolvem crimes cometidos por miseráveis, os especialistas ainda não conseguiram responder se a sociedade é responsável ou não. No caso do PT, não há dúvidas. Se há alguém que pode ser chamado de um produto do meio é o deputado André Vargas.

Vargas é um filho da cultura mensaleira, que admite usar todos os estratagemas ilegais para atingir os subterfúgios ilegítimos. O companheiro pode escorar sua defesa nas suas circunstâncias. A culpa é do PT, que o estimulou a ser o que é com todas as facilidades, a impunidade e a cumplicidade que assegurou aos filiados do mensalão.

Se a cúpula da legenda, condenada pelo STF e recolhida ao xilindró, não perdeu as regalias partidárias e o poder político, Vargas só podia esperar tolerância e incentivo de uma cultura política cada vez mais caracterizada pela amoralidade. Pilhado com a mão no bolso do doleiro Alberto Yossef, o mínimo que o companheiro merecia era que o PT sentisse remorso do que fez com ele e se apiedasse.

Deu-se, porém, o oposto. O PT adotou com André Vargas a política do mata-e-esfola. Ameaça expulsá-lo da legenda caso não renuncie ao mandato de deputado. Espremido nesta terça-feira (22) por Rui Falcão, presidente do PT federal, Vargas estufou o peito como uma segunda barriga e anunciou: “Não renuncio”.

AndreVargasBarbosa

“Vargas é um filho da cultura mensaleira, que admite usar todos os estratagemas ilegais para atingir os subterfúgios ilegítimos”

Abespinhado, Falcão acusou Vargas de prejudicar com sua má reputação as campanhas de Dilma Rousseff ao Planalto, de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo e de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná. Vargas deu de ombros. Natural. Se a história recente do PT ensinou alguma coisa é que nenhum companheiro paga pelo que fez. O amigo do doleiro cobra apenas respeito à tradição.

Ao condenar José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, o STF impusera ao PT um desafio. Afora a necessidade de reformular a lorota segundo a qual o mensalão é uma “farsa”, o partido fora convidado a decidir o que fazer com seu estatuto. Ou expulsava de seus quadros os sentenciados ou rasgava o documento.

As hipóteses em que a pena de expulsão deve ser aplicada estão listadas no artigo 231 do estatuto do PT. O item de número VII anota que o filiado será expurgado do partido quando houver “condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado.”

Em 2005, quando o mensalão foi pendurado nas manchetes, Lula declarou-se “traído” e o PT expulsou o tesoureiro Delúbio.

Em 2011, já na condição de ex-presidente, Lula esforçava-se para empinar a tese da “farsa” e Delúbio, à época ainda uma condenação esperando para acontecer, foi readmitido na legenda. Dirceu e Genoino jamais foram submetidos à Comissão de Ética partidária. Ao contrário, são celebrados como “guerreiros do povo brasileiro”.

Diferentemente da cúpula mensaleira, André Vargas ainda está solto. O STF ainda nem deliberou sobre o pedido da Procuradoria da República para que seja aberto um inquérito contra ele. É nessa condição que o deputado reivindica do PT o direito de se defender no Conselho de Ética da Câmara, por ora o único foro em que está sendo processado. E o PT, tomado de súbita intransigência: negativo, companheiro. Aos mensaleiros, tudo. Aos amigos de Youssef, os rigores do estatuto.

Louve-se a resistência de André Vargas. Sem nada que o redima, o lobista do doleiro ganhou nova serventia. Tornou-se uma denúncia de carne e osso do meio apodrecido que o produziu. O excesso de promiscuidade e a aliança do PT com o amoralismo produziram um Vargas. Ao ameaçá-lo de expulsão depois de ter servido refresco aos mensaleiros, o partido se desobriga de examinar suas próprias culpas. O petismo mergulhou numa fase nova. Vive a fase do pós-cinismo.

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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NÃO TEM ESSA DE BANDIDO HERÓI, NÃO!

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

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O CHORO

pixinguinha (1)

Pixinguinha, que nasceu a 23 de abril de 1897, no Rio de Janeiro, é o grande homenageado no Dia do Choro

A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, provocou mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais. Com a Corte, vieram funcionários e familiares que trouxeram para cá instrumentos e hábitos musicais diferentes daqueles que já eram executados aqui.

A música instrumental já existia no nosso território, pois os indígenas muito antes, já usavam flautas, cornetas, taquaras, trompas, cabaças e outros instrumentos feitos de madeiras ocas e outros materiais.

Aos poucos, notava-se a presença do sotaque brasileiro na maneira de tocar os instrumentos e os ritmos trazidos pelos europeus, até que em 1845, no Teatro Imperial de S. Pedro (atual Pedro Caetano), aconteceu a primeira apresentação musical da polca como dança.

Foi assim que provavelmente surgiu o CHORO, com influências mais diretas da polca e do lundu. A polca virou moda. Era só que se dançava e se tocava nos encontros e rodas musicais realizados na cidade do Rio de Janeiro.

Atribui-se a JOAQUIM ANTÔNIO DA SILVA CALLADO JÚNIOR (1848-1880) a façanha de ter introduzido o CHORO no cenário musical brasileiro a partir de 1870, mais ou menos. Foi CALLADO, flautista e compositor, o fundador do primeiro grupo musical do gênero, ao qual se deu a denominação de “O Choro Carioca”. Por ter pertencido à primeira geração de chorões e ter atuado bastante tocando e ensinando essa maneira plangente de executar o choro, recebeu o título de “Pai dos Chorões”.

O DIA DO CHORO é comemorado no dia 23 de abril, em homenagem a PIXINGUINHA (1897-1973) maior expoente da música popular brasileira. Filho de músico, o iluminado instrumentista e compositor deixou verdadeiras joias para enriquecer o nosso cancioneiro. Lamentos, Rosa, Vou Vivendo, Naquele Tempo e Carinhoso são algumas delas.

Marisa Monte e Paulinho da Viola interpretam “Carinhoso”, de Pixinguinha:

O CHORO apesar de ter passado uma época meio esquecido, aos poucos, retomou o seu lugar, graças à luta de grandes nomes da música instrumental, seja interpretando ou compondo.

Em Pernambuco o choro é produto de primeira qualidade. Isto tem motivado comentários elogiosos de Ícones como Paulinho da Viola, Pedro Amorim, Maurício Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, Guinga, Reco do Bandolim e Luciana Rabello.

DIA DO CHORO-RADIO JORNAL

Este colunistas na Rádio Jornal de Pesqueira, PE, hoje, homenageando o Dia do Choro

Marco César, Adalberto Cavalcante, Henrique Annes, Bozó, Dalva Torres, Inaldo Moreira, Carlos Dantas, José Arimatea e Luiz Guimarães trabalham diuturnamente na divulgação desse gênero que teve João Pernambuco, Rossini Ferreira e Luperce Miranda como precursores.

Não devemos esquecer a importância dos clubes do choro em algumas cidades brasileiras e a existência de escolas como a Portátil de Música do Rio de Janeiro e a que funciona na sede da Cruzada Feminina de Pesqueira, de onde estão surgindo verdadeiras promessas, justificando, assim, a fama de “berço” de grandes “chorões”.

BIBLIOGRAFIA:
(Dicionário Cravo Albin da MPB).
Encartes de CDs (inúmeros)
Agenda do Samba & Choro.

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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23 abril 2014 DEU NO JORNAL

EXEMPLO PRO RESTO DO PLANETA

O jornal New York Times da quarta-feira passada (16) publicou reportagem de destaque sobre a perda de confiança dos investidores estrangeiros na Petrobras.

O jornal norte-americano retrata a escandalosa construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Projetada em 2008 para custar US$ 2,5 bilhões, já consumiu mais de US$ 20 bilhões, e está longe de ser concluída.

É este o verdadeiro escândalo da Petrobras.

* * *

É tanta coisa inútil e sem valor pra eu me ocupar que às vezes me confundo e fico meio perdido…

Vocês, que sabem de tudo, me digam: este jornal, este tal de New York Times, não é aquela que tem Barba como colaborador?

Se for este mesmo, eu vou mandar mensagem pra ele, via Instituto Lula, sugerindo que mande Franklin Martins escrever (pra ele assinar) um artigo rebatendo esta mentira cabeluda do jornal reacionário dos zimperialistas zianques.

A refinaria Abreu e Lima, nas mãos da Petrobras, está sendo um sucesso fantástico, dando um lucro bilionário aos cofres públicos e servindo de exemplo  pro mundo todo da capacidade estatal de administrar do Socialismo Muderno.

Aqui em Pernambuco nós todos somos testemunhas disto. A refinaria Abreu e Lima dá tanto lucro que o dinheiro apurado é de um volume tal que não tem ladrão no mundo que consiga gastar!

E, já que falei em Barba nesta postagem, vamos aproveitar o pretexto pra apreciar um vídeo.

É pra jogar um pouco de hilariedade e alegria nesta quarta-feira cheia de sol.

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

zop

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
MEU BAIÃO DE DOIS

 Fotos da colunista

BD2

Nesta viagem que fiz
Nada deixei pra depois
Eu peguei coentro e queijo
E peguei feijão e arroz
Pra fazer um bom baião
Que lá para o meu sertão
Chama-se baião-de-dois.

BD1

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

ddl

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http://www.blogdegeraldopereira.blogspot.com.br/
RÁDIO PIRIPIPI DE POUPOUPOU

Eu tinha uns amigos que gostavam de fazer experiências com rádio, isto é, lidavam habitualmente com transmissores e receptores. Tinha vontade de me juntar a eles, mas nunca me animei para fazer essa desejada parceria. Era, de toda forma, um admirador deles dois. Eu, entretanto, era um ouvinte constante das ondas hertezianas. Ouvia as chamadas ondas médias e me distraia procurando escutar, também, as ondas curtas e ai sobretudo os radioamadores.

Os receptores eram enormes, na casa de meu pai havia um, alemão, comprado ai pelos fins dos anos quarenta, penso eu. Um equipamento que captava emissoras brasileiras e estrangeiras. Foi nele que ouvi os detalhes do suicídio de Vargas, desde a crise que o levou a tanto. Lembro das questões levantadas contra Gregório e lembro, sobretudo, do atentado  da rua Tonelero, em que morreu o major Vaz, da Aeronáutica, que acompanhava Carlos Lacerda. Nesse aparelho ouvi as notícias que antecederam a revolução de 1964, até à informação de que o General Mourão vinha descendo de Minas Gerais, com a tropa.

O meu pai tinha um amigo que era, mais ou menos, doido, de quem eu ouvi que vinha captando sinais estranhos de outras galaxias. Eu era menino e fiquei besta com aquilo. Resultado, passei uma noite inteirinha atrás desses sinais, na radiola da sala. Perdi meu sono e meu inglês, porque não consegui ouvir nada, absolutamente nada. Mas, já fui vítima também dessas emissões que ganham os ares do mundo. Foi na Festa da Mocidade!

O meu pai ganhou um sapato Rainha e disse logo que não usaria aquele tipo de calçado. Eu era louco por um sapato como aquele e fiquei com ele. Um amigo meu, então, mandou me chamar pelo rádio da festa, assim: “Atenção! Atenção Geraldo Pereira! Volte para casa pois seu pai precisa sair com o sapato!”. Imagine o leitor que eu estava sentado com a namorada e o sobrinho, Sérgio de prenome, e ela não se conteve: “Você e seu pai só têm um sapato!”. Só descobri quem foi há bem pouco tempo!

Mas, aqueles dois amigos fizeram um transmissor portátil, que andava com eles no carro. Estava começando a aparecer os rádios portáteis. No Parque 13 de maio um casal de namorados, estavam sentados, aos beijos e abraços, de forma desusada à época. O rádio junto transmitia um programa normalmente ouvido: De coração a coração era o que ouviam e Souza de Andrade ensaiava conselhos de amor, como era de seu costume.

Um deles foi lá, identificou a estação e voltou para o carro, transmitindo então o seguinte: “Esta é a radio Piripipi de poupopou, transmitindo especialmente para os casais enamorados!”. Isso assustou os pombinhos que não acreditaram naquela inusitada voz. Pior, porém, quando o locutor disse: “Meu amigo! Você mesmo que está tão admirado: confesse que é casado e deixe de enganar a moça!”. Foi um deus nos acuda, com o camarada se justificando até quase à morte.

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

newtonsilva

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A LIÇÃO DE GUARARAPES PARA O BRASIL

batalha-dos-guararapes

Batalha os Guararapes – Victor Meirelles

Com as duas vitórias conquistadas nos Montes Guararapes pelos luso-brasileiros, sobre os bem adestrados exércitos da Companhia das Índias Ocidentais, em 19 de abril de 1648 e 19 de fevereiro de 1649, a presença holandesa no Norte do Brasil estava com os seus dias contados. Em 27 de janeiro de 1654, depois de sitiados no Recife e Maurícia, os governantes do Brasil Holandês vêm assinar a rendição, entregando na ocasião os redutos por eles ocupados na ilha de Itamaracá, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

A Nação Brasileira é devedora aos que fizeram a Restauração Pernambucana (1654), dentre outras coisas, da sua integridade territorial: se os holandeses continuassem dominando as capitanias do Norte, trecho hoje ocupado pelos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, por certo esta região e o restante do Norte do Brasil seria hoje outra nação; quando muito, um aglomerado de repúblicas a exemplo da América Espanhola; nunca o Brasil dos nossos dias, com seus 8,5 milhões de quilômetros quadrados.

No dizer do padre Antônio Vieira, o mesmo que aconselhara a D. João IV a desistir de Pernambuco deixando o Nordeste do Brasil na posse definitiva da Holanda, “pelejando só as relíquias dos pernambucanos com toda Nova Holanda, defendida e presidida com 19 fortes reais, a venceram toda de Norte a Sul e de cabo a cabo, reconquistando em dois dias tanta terra quanta se não podia andar a bom passo em quatro meses” (Sermões, v. XIV, p. 253-254).

É do mesmo padre Antônio Vieira, em sua História do Futuro (Lisboa 1976, 2 v.), este comentário: Após uma aventura que lhe custara apenas sobressaltos, eis que o Rei de Portugal se vê presenteado com três cidades, oito vilas, catorze fortalezas, quatro capitanias, trezentas léguas de costa e lhe desafogaram o Brasil, franquearam seus portos e mares, libertaram seus comércios e seguraram seus tesouros.

Com a capitulação definitiva dos holandeses, criou-se no imaginário nativista da gente pernambucana aquilo que Evaldo Cabral de Mello, veio a denominar de “Panteão Restaurador”; herança que os lutaram em Guararapes deixaram para as gerações pernambucanas que os sucederam.

Foi a partir de Guararapes que se veio tomar consciência da existência de uma Nação Brasileira, ciosa e responsável pelo seu próprio destino. Até então os nascidos no Brasil, filhos de pais portugueses, eram denominados de mazombos. Só a partir de Guararapes é que surge o gentílico brasileiro, na acepção conhecida em nossos dias, contribuindo assim para o aparecimento de um sentimento nativista e movimentos separatistas ocorridos já nos primeiros anos do século XVIII.

Ao longo dos séculos as vitórias alcançadas pela aliança dos grupos étnicos – o mazombo natural da terra, o português, o índio e o negro -, sob a direção de portugueses de nascimento e da chamada “nobreza da terra”, consagrou “uma tetrarquia de heróis a que se devia o culto cívico tributado aos verdadeiros pais da pátria”.

Assim surgiu, já no século XVIII, um panteão imaginário em que todos os que lutaram com o sacrifício do seu sangue, vidas e fazendas, solitários e contrariando as ordens do próprio Rei de Portugal, estariam representados nas figuras do mulato português João Fernandes Vieira, do branco mazombo André Vidal de Negreiros, do índio Antônio Filipe Camarão e do preto Henrique Dias; que juntos representavam étnica dos Restauradores de Pernambuco.rrvv-

Assim foram imortalizadas, para as gerações de todo o sempre, as três raças responsáveis pela expulsão do invasor através de uma tetrarquia indivisível, como bem demonstra Evaldo Cabral de Mello, in Rubro Veio (Rio: Topbooks, 1997), na qual “tocar numa de suas figuras eqüivalia a atentar contra o todo”.

No imaginário que se estabeleceu já em plena guerra contra a Holanda, seriam os pernambucanos, na imagem de frei Manuel Calado, “filhos de Marte e, por isso, gerados para a guerra e destinados a viver sob o calor dos combates”. Essa imagem chega até o século XIX, com a proclamação dos chefes liberais da República de Pernambuco de 1817 e Confederação do Equador de 1824, tornando-se ainda presente nos versos do hino estadual ao descrever Pernambuco como a “nova Roma de bravos guerreiros”.

O nativismo dos pernambucanos chamou a atenção de Capistrano de Abreu que, em Capítulos de História Colonial (Rio, 1969 p. 131), assim conclui: “Vencedores dos flamengos, que tinham vencido os espanhóis, algum tempo senhores de Portugal, os combatentes de Pernambuco sentiam-se um povo, e um povo de heróis”.

Como era de se esperar as gerações de pernambucanos que se sucederam jamais esqueceram os feitos gloriosos dos seus antepassados, atribuindo a providência divina as vitórias de nossos desprovidos e despreparados exércitos contra forças numericamente superiores, adestradas e infinitamente bem armadas.

Assim se explica esta devoção à Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, cujo santuário foi erguido pelo Mestre de Campo General do Estado do Brasil e Governador de Pernambuco, Francisco Barreto de Menezes, em 1656, em reconhecimento pelas duas vitórias alcançadas naquele local e pela reconquista do Brasil Holandês.

Entende o imaginário pernambucano que fora a excelsa padroeira da igreja dos Montes Guararapes responsável pelas vitórias ali alcançadas, daí a sua presença nos painéis comemorativos mandados confeccionar pela Câmara de Olinda, em 1709, e nos dois da própria igreja, confeccionados em 1801, possivelmente pelo pintor José da Fonseca Galvão e atualmente integrante do acervo do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano.

Como centro de devoção e romarias, o santuário dos Montes Guararapes já é conhecido no século XVII, sendo documentada a existência das casas destinadas aos romeiros de 1734.

A sua festa, instituída pelo seu fundador em comemoração das vitórias alcançadas sobre os holandeses, tomou caráter mais popular do que mesmo religioso, sendo descrita com detalhes curiosos por Bernardino Freyre de Figueiredo Abreu e Castro, quando da publicação do seu romance, Nossa Senhora dos Guararapes, impresso no Recife em 1847. Já naquele tempo, traz em seu bojo uma forte presença das nações africanas – cabindas, cabundá, malabar – além dos devotos em geral, sendo animada por danças e marcada por verdadeiros banquetes, regados por vinhos portugueses das mais diferentes e consagradoras marcas.

A festa de Nossa Senhora dos Prazeres chega até os nossos dias e é sempre comemorada na segunda segunda-feira da Páscoa, exaltando assim os heróis das duas batalhas ali travadas.

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

genildo

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23 abril 2014 DEU NO JORNAL

ALÔ! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Que André Vargas e o doleiro Alberto Youssef viviam ao celular combinando falcatruas, não é segredo para ninguém. Mas de onde sai o dinheiro para quitar a conta de telefone do petista?

É paga com a verba indenizatória da Câmara.

A fatura de celular de Vargas em março, período em que o lobby no Ministério da Saúde estava a todo vapor, bateu 2.800 reais.

Em setembro de 2013, quando a dupla falava em “independência financeira”, a brincadeira chegou a 3.300 reais.

* * *

A minha parte nesta conta já vem descontada diretamente no contracheque, com o título de “Imposto de Renda”.

E eu pago com orgulho, com o peito cheio de patriotismo e um sentimento de muita felicidade cidadã.

Eu e o fubânico gunvernista Ufanoso da Pátria-Mãe, que também paga sua parte na fonte.

Mont

André Corrupto Vargas e Alberto Corruptor Youssef: uma parelha que é ícone do Socialismo Muderno, popular, progressista e revolucionário, implantado por Barba na República Federativa de Banânia, na gloriosa data de 1º de janeiro de 2003, quando Zé Dirceu perpetrou sua histórica frase: “A partir de hoje, não haverá mais corrupção neztepaiz”

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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23 abril 2014 DEU NO JORNAL

AS VÍTIMAS NO PODER

Carlos Brickmann

Parece destino – um cruel destino de que nós, brasileiros, não conseguimos livrar-nos. Na ditadura, os especialistas em interrogatório (também conhecidos como “torturadores”) da Escola das Américas, instituição americana com sede no Panamá, vieram ao Brasil ensinar o que sabiam aos militares brasileiros. Os torturados, os mortos, os mutilados fazem parte de seu legado. E que é que fizeram os atuais governantes petistas, também vítimas dos instrutores internacionais?blackwater

Fizeram denúncias fortes, duras, muitas delas comprovadas. E, no poder, trouxeram ao Brasil os mercenários da Blackwater, sucessores privados da Escola das Américas. A Blackwater – que hoje, para tentar desvencilhar-se da fama das barbaridades cometidas no Afeganistão e Iraque, mudou de nome para Academi – foi contratada pelo Governo Federal petista para treinar os grupos especiais de Polícia que devem garantir a segurança da Copa. O pessoal da Blackwater, ou Academi – ou United Secret Services International, outro nome que usa – deve ser competente. A dúvida é: em que área reside sua maior competência? A turma da Escola das Américas era também macabramente competentíssima.

A Blackwater, seu antigo nome, mereceu um interessante livro, A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, do repórter Jeremy Scahill. No livro aparecem as ligações da Blackwater com a CIA e com a Halliburton, empresa do ramo petrolífero pertencente à família de Dick Cheney, secretário da Defesa e, mais tarde, vice-presidente da República. A Halliburton opera no Brasil.

O nome das coisas

Blackwater, água negra. Halliburton, ouro negro. Petrobras, águas turvas.

abw

Descendo a ladeira 1

Em frente à catedral do Rio, uma receita quase infalível de crise: grupos de invasores de imóveis, despejados de um prédio que haviam ocupado, acamparam cercando as entradas da igreja e obrigando o cardeal-arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, a suspender as comemorações de Páscoa que ali se realizariam. O objetivo dos manifestantes foi atingido: chamar atenção. Mas talvez tenham chamado mais atenção do que gostariam. Boa parte da população do Rio é católica, e prejudicar os festejos de uma das principais datas cristãs soa como provocação que, no mínimo, irá envenenar os ânimos. Talvez não haja revide imediato, mas a irritação se acumula: mexer com coisas terrenas é uma coisa, mexer com o culto a Jesus Cristo, ainda mais no Domingo da Ressurreição, é outra – e perigosa.

Descendo a ladeira 2

Numa só garagem, 34 ônibus incendiados em São Paulo. Por que? Por nada. Os bandidos que vêm destruindo um dos principais meios de transporte da população não dizem por que agem. Talvez não seja errado ligar essa onda de incêndios a ônibus com as notícias de que o Governo pretende colocar dois líderes presos do PCC, Marcola e Barbará, no duro Regime Disciplinar Diferenciado, em que ficariam isolados e seriam obrigados a permanecer na cela pelo menos 22 horas por dia.

O jornalista João Alckmin, que acompanha de perto a crônica policial (e por isso já sofreu dois atentados, sem que ninguém tenha sido preso por eles), faz uma pergunta que embute a própria resposta: por que os bandidos sempre incendeiam ônibus, e nunca vans? Terá isso algo a ver com as informações de que parte substancial das vans de transporte clandestino pertence ao PCC, o Primeiro Comando da Capital, braço mais forte do crime organizado?

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Socializando o prejuízo

O caro leitor alguma vez viu pingar em sua conta alguma parcela dos lucros da indústria automobilística, nos tempos em que carros e caminhões, com substanciosos estímulos fiscais, tinham números exuberantes de vendas? Pois é: agora que as vendas caíram, a indústria automobilística está procurando um jeitinho de compartilhar os prejuízos. A proposta é que, durante a crise de vendas, os operários sejam temporariamente licenciados; e o Governo – nome pomposo dado a seu bolso, caro leitor – pague boa parte de seus salários, com verba do seguro-desemprego e do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador.

E as empresas que investiram pesadamente, acreditando que o mercado cresceria o tempo todo, sem nenhum recuo? Seu rico dinheirinho, caro leitor, ajudará a mantê-las no azul.

Vargas vai…

O PT reclama, diz que o deputado paranaense André Vargas prometeu renunciar, para não desgastar o partido, e não renunciou. E ameaça convocar a Comissão de Ética do partido (existe, claro que existe) para julgá-lo, condená-lo e expulsá-lo. Se a Comissão for convocada, não haverá outro resultado possível, já que Vargas cometeu a maior infração possível à ética partidária: foi apanhado.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, diz que, renuncie ou não, Vargas será julgado no Conselho de Ética da Casa, onde, com voto aberto, não tem qualquer chance de escapar da cassação de mandato e da perda de direitos políticos por oito anos. Serão duas eleições que não poderá disputar.

…Vargas vem

Como nada tem a perder, André Vargas até agora se recusou a renunciar. Talvez até conte quem lhe prometeu apoio e o deixou sozinho. E se contar tudo?

PTROUBORISOS

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

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SALVE SÃO JORGE!

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São Jorge, o Santo Guerreiro

São Jorge nasceu no ano de 275 e faleceu a 23 de abril de 303, vivendo exatos 28 anos. Foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. É imortalizado no conto em que mata o dragão e também é um dos Catorze santos auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada dia 23 de abril como também em 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

É o santo padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal (santo secundário), Geórgia, Catalunha, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, das cidades de Londres, Barcelona, Génova, Reggio di Calabria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscou e Beirute, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião) e da cidade de São Jorge dos Ilhéus, além de ser padroeiro dos escoteiros, e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

São Jorge, a Lua e os Orixás – A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana. Em Salvador, Bahia, o santo foi sincretizado a Oxossi. Na religião da Umbanda, o santo é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada prontos para defender aqueles que buscam sua ajuda. (Transcrito do Wikipédia).

besta2 quarta23

Pai de Santo do sincretismo religioso da Umbanda

Candomblé, Macumba, Catimbó ou qualquer outro adjetivo pejorativo ou não, nada conseguirá explicar o sincretismo que envolve a fé ded uma garnde preferência do povo brasileiro. Muitos afirmam que a Bahia e o Maranhão são os estados brasileiros onde a prática e por conseguinte, a fé, são maiores.

Mas aqueles que não creem sempre existirão – e ninguém tem sido obrigado a acreditar. Mas, há relatos de que muiktos que jamais acreditgaram, vez por outra recorrem à batida do tambor. Na Bahia ou no Maranhão.

Meus ancestrais (avó, avô e mãe) viveram e morreram envolvidos com essa preferência religiosa. Gildo e Moacir, dois dos principais e mais respeitados “reis” dos maracatus Rei de Paus e Rei de Ouros, foram, durante anos, muito respeitados no Ceará como “Pais de Santo”. Muita gente de status os procurava. Crê ou não, é outra questão.

besta3 quarta23

Jurema sagrada – sua “sombra” significa proteção e força

E, o 23 de abril dedicado a São Jorge (Ogum/Oxossi), tem respeito e admiração especial no Rio de Janeiro, com a Igreja (localizada de frente para a Praça da República – lateral contígua à Avenida Presidente Vargas), extendendo-se por toda a semana na Bahia e em São Luís.

Criança ainda, minha mãe “escolheu” para meu Guia Protetor, “Zezinho da Jurema” e, nas muitas vezes que frequentei como ouvinte e posteriormente como curioso, sempre ouvi do “cavalo”, que o meu “Guia” jamais me deixaria desprotegido. Pelo “sim” ou pelo “não”, mas muito mais pela vontade de Deus, estou vivo até hoje, nunca me envolvi com atos e fatos criminosos e, nas poucas vezes que entrei pela porta de uma Delegacia de Polícia, foi com o objetivo de desempenhar minha função de Jornalista da área policial. Nunca fui conduzido a uma DP – o que espero que jamais aconteça até os meus últimos dias.

Salve São Jorge!

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23 abril 2014 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

sid

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TUDO JUNTO E MISTURADO

Ultimamente no Brasil tudo vira Fla-Flu. E terminada a refrega, tudo vai para o forno de pizza, que a todos é servida sem parcimônia nem pudor. Neste escândalo da Petrobrás, estamos em plena disputa, em que ninguém dá bola para a torcida e os jogadores brigam com o árbitro e entre si em campo, enquanto torcedores “organizados” se matam na plateia.

Na semana passada, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi ao Senado e lá reconheceu que a compra da refinaria da Astra Oil belga em Pasadena, no Texas, foi “um mau negócio”. Trata-se de um evidente passa-moleque, similar ao eufemismo da chefona geral Dilma Rousseff, que costuma chamar ladroeira de “malfeito”. Mas pouco se importaram os senadores que a inquiriram. Ela convenceu os governistas. Para os oposicionistas, o depoimento tornou indispensável a comissão parlamentar de inquérito (CPI) entalada no Supremo Tribunal Federal (STF). No dia seguinte, o bode expiatório Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da estatal, jurou que não quis enganar a presidente do Conselho de Administração da maior empresa brasileira, à época a atual presidente da República. Governistas deixaram tudo passar em brancas nuvens. Oposicionistas voltaram a clamar por CPI. Domingo passado, o Estadão publicou entrevista do ex-presidente José Sérgio Gabrielli, que assumiu a responsabilidade pelo negócio, segundo ele, “bom”, mas transferiu parte desta para Dilma, o mais ululante dos óbvios de Nelson Rodrigues. E os oposicionistas insistiram na CPI.mntyr

Enquanto se joga o Fla-Flu, que poderá ser prorrogado pela CPI afora, se o STF surpreender o País e não obedecer a quem nomeou seus membros, todos se esquecem daquilo que Antoine de Saint-Exupéry cunhou em O Pequeno Príncipe, leitura predileta das misses, espécime em extinção: “O essencial é invisível para os olhos”.

No caso em tela, o essencial é simples. A Petrobrás gastou ao todo, segundo cálculos confiáveis, US$ 1,2 bilhão na aquisição e operação da refinaria de Pasadena. Informações também confiáveis dão conta de que tentativa recente de vender o ativo podre desta resultou em avaliações feitas por instituições de boa reputação, segundo as quais a refinaria, construída em 1920 e nunca reformada, sucatada e com sérios problemas ambientais (apud Veja nas bancas), não seria vendida por mais de US$ 200 milhões. Ou seja, a estatal brasileira teve prejuízo de, no mínimo, US$ 1 bilhão. Para bajuladores dos poderosos de plantão, “troco de pinga”. Para o pobretão que paga as contas em impostos escorchantes, uma fortuna incalculável. Com a sem-cerimônia com que burocratas de altos escalões tratam recursos públicos e baseada em informações às quais só ela tem acesso, Foster reduziu tal rombo a US$ 500 milhões. Continua sendo uma fortuna. No entanto, ninguém, das bancadas leais ao governo ou das adversárias, lhe perguntou no Senado o que foi feito de tanto dinheiro. A ninguém interessa saber se os belgas pagaram dezenas ou centenas de milhões de dólares pelo mico oito meses antes de a Petrobrás resolver salvá-lo da extinção. Importante é saber para onde foi tal prejuízo.

Perguntaram-lhe, sim, por que Cerveró não foi punido por ter tentado enganar o Conselho de Administração, composto por Dilma e por pétalas da fina-flor da burguesia nacional do porte de Gerdau Johannpeter, Fábio Barbosa e Paulo Haddad, entre outros agraciados pela aliança pete-peemedebista. Mas premiado com a direção financeira da Braspetro, distribuidora dos combustíveis da Petrobrás. Ela fez pouco-caso, dizendo que o emprego não tem importância. Ninguém se interessou em perguntar para informar ao favelado que vive de bicos e paga a conta em quanto importaram os salários e benefícios pagos ao desatento servidor desde o relatório incompleto até a demissão sem desonra.

Enquanto Foster e Cerveró eram tratados com deferência nos interrogatórios no Congresso, a Polícia Federal (PF) continuava seu trabalho, a Operação Lava Jato, que já desmascarou o doleiro do poder, Alberto Youssef. E pôs em maus lençóis o influente vice-presidente da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Alberto Vargas (PR). O distinto público pode avaliar, então, por que este senhor provocou o presidente do STF em público, em defesa dos colegas condenados pela cúpula do Judiciário, e combateu com tanto denodo a liberdade de informação, de braços dados com o presidente petista, Rui Falcão. Por que não o deixaram fazer seu “malfeitozinho” em paz, ora? A PF vasculhou até escritórios da sede da maior empresa brasileira em busca de provas contra o ex-diretor Paulo Roberto Costa, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamava carinhosamente de Paulinho.

A revista Época desta semana publicou outras explicações para a queda pela metade do valor do patrimônio da Petrobrás, que, de acordo com o Financial Times (agora, na certa, incluído na lista dos membros do Partido da Imprensa Golpista, PIG, porco em inglês), passou de 12.º para 120.º no ranking das empresas mundiais. E mais: mostrou evidências de que “está tudo junto e misturado” no propinoduto do escândalo do momento. As conexões do doleiro estendem-se a Carlinhos Cachoeira, o bicheiro que derrubou Valdomiro Diniz, factótum de José Dirceu, réu número um do mensalão, e o senador Demósthenes Torres, “varão de Plutarco” da oposição, indo, portanto, do Paraná do casal Gleisi Hoffman-Paulo Bernardo a Goiás do bicheiro. No mesmo embrulho cabem a Delta de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral, e a sabedoria estratégica de Pedro Paulo Leoni Ramos, companheiro de farras de juventude do aliado senador alagoano Fernando Collor, que o PT ajudou a apear da Presidência da República em escândalo similar. Se, em vez de Fla-Flu e pizza, houvesse investigação pra valer, muita gente fina nesta República estaria perdendo o sono em celas infectas, reservadas apenas às prostitutas, aos pretos e aos pobres de sempre, salvo desonradas exceções.

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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22 abril 2014 A PALAVRA DO EDITOR

CENA BANÂNICA

A grande mídia sem controle social continua na sua torpe campanha de enlamear a luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais que batalham em favor do socialismo muderno e do gunverno vermêio.

Vejam esta matéria escrota e tendenciosa, mostrando uma militante do MSC, O Movimento dos Sem-Com (Sem teto – Com carrão):

É por matérias imundas feito esta aí de cima que concordo plenamente com o deputado petralha José Dólar-na-Cueca Guimarães, irmão do presidiário Zé Genuino.

Vejam o que ele diz neste vídeo profético, antecipando o que vai acontecer logo após a próxima eleição:

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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MALDITO

Você abusou de mim, durante o sono
Deixou marcas indeléveis por todo corpo
Depois relegou-me ao terrível abandono
Foi à primeira vez, juro, fiquei quase morto

Você cantou no meu ouvido, eu adormeci
Acordei, com medo de acordar, de todo
Foi bom pra você? Não sei. Pra mim? não vi
Seu canto, seu cheiro, seu…foram engodos

Hoje, tenho medo de dormir, muito medo
Eu não pretendo cometer os mesmos erros
Fecho minhas janelas…não durmo tão cedo

Deixo a luz acesa até pela manhã
Embrulho-me todo, da cabeça aos pés
Não terá mais chance, maldito carapanã!

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

AROEIRA – BRASIL ECONÔMICO

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22 abril 2014 DEU NO JORNAL

QUE PORRA SERIA “MONEY LAUNDERING” ???

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato prestou depoimento à Justiça Italiana sobre suposto envolvimento com o italiano Valter Lavitola, conhecido como operador do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi.

Investigações conduzidas pela Justiça italiana apontam que Henrique Pizzolato mantinha uma “relação estreita” com Lavitola, que já morou no Brasil e hoje está preso nas proximidades de Nápoles.

Os indícios apontam para a existência de “negócios conjuntos” que envolveria interesses de empresas de telecomunicações italianas no Brasil.

* * *

O finalzinho desta notícia é muito revelador: “negócios conjuntos” que envolveriam interesses de empresas de telecomunicações italianas no Brasil.

Só mesmo num gunverno socialista muderno, num país denominado República Federativa de Banânia, seria possível um guabiru petralha do porte de Pizzolato chegar a diretor do maior banco estatal deztepaiz.

Pra azar de Pizzolato, o advogado fubânico Causídico Furioso encontra-se, neste momento, totalmente envolvido com a defesa da professora Marilena Chauí, aquela que dá aula pra jovens numa universidade pública e que odeia seres humanos.

Mas, assim que encontrar um tempinho (ele sempre encontra neste tipo de caso…), Causídico Furioso vai subir à tribuna e batalhar com vigor pra provar que Pizzolato, além de ético e honesto, é vítima da grande mídia reaça e sem controle social. Além, evidentemente, de ser caluniado pelo Editor do JBF e pelo plenário do STF.

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Que danado significa esta frase que tá na página do FBI “Corruption Money Laundering”????

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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ALCEU – LONDRINA-PR

Olá Papa Berto,

Fiquei impressionado com sua publicação  “A MUSA DO ÓDIO”, é de arrepiar.

Procurando explicações para tal atitude, pesquisei, e o mais próximo que achei  foi a do pensador e filósofo russo Mikhail Bakunin, que diz o seguinte:

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”

Bakunin

Mikhail Bakunin (1814-1876)

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX. Sociólogo, filósofo, agitador, revolucionário e teórico anarquista.

Bakunin é lembrado como uma das maiores figuras da história do anarquismo e um oponente do Marxismo em seu caráter autoritário, especialmente das ideias de Marx de Ditadura do Proletariado. Ele segue sendo uma referência presente entre os anarquistas da contemporaneidade, entre estes, nomes como Noam Chomsky.

Leia mais clicando aqui

R. Caro leitor, entre os 10 primeiros estados na quantidade de fubânicos, o Paraná ocupa o sexto lugar (4.298 acessos). Um fato que me deixa muito feliz mesmo.

Nos últimos 30 dias, 322 leitores distintos acessaram esta gazeta escrota a partir dessa vossa progressista cidade de Londrina. A terceira do estado em número de leitores, perdendo apenas para Curitiba e Maringá.

O texto a que o nosso leitor paranaense se refere é da autoria de José Gobbo Ferreira, e foi publicado no domingo passado aqui no JBF. Na seção Deu no Jornal.

A musa citada é esta que aparece no vídeo abaixo, espumando ódio, peidando veneno, babando desamor, expelindo amargura, vomitando rancor e relinchando raiva contra a humanidade, os seres vivos, as pessoas, os entes,  os espermatozoides, os embriões  e a sofrida classe média que paga o salário que ela recebe mensalmente dos cofres públicos.

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

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TARIFAS DO SETOR ELÉTRICO: EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO E QUALIDADE DOS SERVIÇOS

Desde os anos 90, o setor elétrico brasileiro vem passando por uma reforma institucional, cujos objetivos seriam o aumento da competição, a melhoria da qualidade dos serviços e maior participação de recursos privados na distribuição e transmissão do setor. No entanto, pode-se afirmar, o maior legado (negativo) deste período (que se convencionou chamar de “Nova República”) foram às mudanças introduzidas na forma de tarifação da energia elétrica.

A Lei 8.631, de 4 de março de 1993, promoveu uma profunda modificação na política tarifaria, estabelecendo que os parâmetros de preços seriam propostos pelas próprias concessionárias, com a homologação (conivente?) do Poder Concedente.tarifa-de-energia

Com a liberalização econômica, a partir de 1995, a tarifação adota a metodologia do “Preço Teto Incentivado” (price cap), que fixa tarifas consideradas “adequadas” para remunerar e amortizar os investimentos, e cobrir os custos operacionais, além de receberem o benefício de reajustes e revisões.

Na formula de cálculo do índice de reajuste, a tarifa está indexada ao IGP-M (índice geral de preços do mercado), cuja evolução é bem superior ao IPC (índice de preços ao consumidor) e ao IPCA (índice geral de preços amplo), que regem os reajustes de salário e de preços ao consumidor. Na pratica, enquanto o salário sobe pela escada, as tarifas elétricas sobem pelo elevador.

Um “passar de olhos” nos balancetes anuais dessas empresas comprovam que os ganhos extraordinários das concessionárias se devem aos draconianos contratos de privatização – em particular os das distribuidoras.

A noção de equilíbrio econômico, introduzida nos contratos de privatização (ou “de concessão”) como mecanismo de proteção ao capital estrangeiro investido no setor elétrico, garante que os investimentos são sempre remunerados. E assim criou-se, no setor elétrico brasileiro, o “capitalismo sem risco”.

Na prática, o que acontece, e está previsto em lei, é que as distribuidoras são ressarcidas por qualquer interferência que afete os preços da energia por elas adquirida. O custo é sempre pago pelos consumidores (via tarifas), que subsidiam a saúde financeira dessas empresas, garantindo ganhos extraordinários a todas, mesmo quando a qualidade de seus serviços é sofrível.

Então, que fique bem claro, a “maracutaia” do famigerado “equilíbrio econômico-financeiro” das empresas está nos contratos de privatização, que desconsidera o equilíbrio do orçamento familiar e a competitividade dos bens e serviços fornecidos pelo setor industrial e comercial, que têm na energia elétrica um insumo importante. Logo, responsabilizar adversários políticos pelas altas tarifas é politicar e camuflar o real problema. A responsabilidade é do governo federal (que criou), que tem mantido a principal causa das tarifas estratosféricas de energia: os contratos de privatização – feitos sob encomenda para que as concessionárias ganhem sempre.

Neste inicio de ano (de 2014), a política energética tem contribuído para o aumento da inflação. Com a justificativa de que a energia das termoelétricas é mais cara – mais ainda com a contratação no mercado livre –, os reajustes tarifários chegam a ser de 2 a 5 vezes o IPCA (inflação). E o consumidor deverá perder até 50% do desconto recebido na conta de luz, em 2013. Para 2015 e anos posteriores, antecipa-se mais aumentos significativos na conta de luz.

Os aumentos tarifários já autorizados pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) refletem os erros cometidos na condução da política energética. Os consumidores atendidos pela AES Sul, do Rio Grande do Sul, tiveram um aumento médio de 29,54%. Os consumidores da CEMIG, em Minas Gerais, foram surpreendidos em abril com um aumento de 14,82% e, em São Paulo, o aumento médio nas tarifas da CPFL Paulista foi de 17,23%. Para quatro distribuidoras no Nordeste os aumentos médios autorizados foram: 16,77% no Ceará; 11,85% em Sergipe; 14,82% na Bahia; e 12,75% no Rio Grande do Norte.

Em Pernambuco, o pleito da CELPE junto a ANEEL foi de um aumento médio de 18,13%. A justificativa para este aumento exorbitante, frente a uma inflação de 5,68% no período, foi o mesmo usado por todas as distribuidoras: “pagaram mais caro pela energia comprada”.

Todos os pedidos de aumento seguem rigorosamente os contratos, que atendem unicamente aos interesses das empresas, e deixam de lado os interesses do consumidor.

No caso da CELPE, o aumento premia uma empresa cujo nível de qualidade e continuidade dos serviços tem despencado no IASC (Índice Anual de Satisfação do Consumidor, ranking divulgado anualmente pela própria ANEEL). Em 2011, a companhia estava em 4º lugar, e em 2013 caiu para o 24º, em uma lista com 35 concessionárias.

Também deve ser levado em conta às multas irrisórias recebidas pelo excesso de interrupções e por mortes por choques elétricos – que chegam a 37 óbitos, desde 2012 (Bahia e Pernambuco são os Estados com maior numero de mortes, vindo o Ceará, em 3º lugar).

Nada disso abalou o lucro líquido da CELPE que, em quatro anos (de 2010 a 2013) somou cerca de R$ 850 milhões. A Celpe foi ainda recompensada com um aumento na tarifa muito superior à inflação, e fica bem fora dos padrões da realidade econômica de seus usuários (mais de 80% são consumidores domiciliares).

Ao consumidor restam duas saídas. Reclamar ao Bispo de Itu ou, como cidadão consciente, se insurgir contra mais este descalabro que avilta seus interesses (tudo “legal” e com a conivência dos últimos governos).

Basta! Revisão dos contratos já.

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

regi

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
A INVERNADA

iv1

O açude já botou água
Pra minha felicidade.
O gado pasta contente,
O verde é realidade,
Na beleza do sertão
Tem nova coloração
Flameja a vitalidade.

iv2

O chão responde bonito
A chuva que Deus mandou.
O agricultor felizardo
Colhe aquilo que plantou.
Tem debulha na bacia,
Jerimum e melancia,
É o tempo bom que voltou!

iv3

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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22 abril 2014 A PALAVRA DO EDITOR

CENAS DOMÉSTICAS (3)

Desde que foi alfabetizado, João adora ler tudo que vê pela frente.

Assim como também gosta de escrever e inventar suas frases.

Aline criou um endereço na internet que ele opera sem qualquer dificuldade e, de vez em quando, eu recebo no meu correio eletrônico coisas assim:

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Dentro do carro, quando não está lendo suas revistinha da Mônica ou seus livros de história, ele adora mesmo é ler as placas de sinalização, com os nomes dos bairros e das ruas do Recife.

Há pouco tempo, quando ia deixá-lo na escola, Aline foi surpreendida com uma observação que ele fez sobre a Rua do Futuro:

- Mãe, Rua do Futuro? Eu acho que erraram o nome da placa. Porque não vi futuro nenhum. Cadê os robôs e as espaçonaves?

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – EXPRESSO POPULAR

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A LIBERDADE DE EXPRESSÃO É MALÉFICA

Comentário sobre a postagem ENFIM, DE BOCA TAPADA

Josué de Caxias:

“A liberdade em excesso é tão maléfica quanto a repressão.

Esta menina talentosa já estava passando mesmo dos limites.

E, como o SBT tem um dono, o patrão que a contrata, ela está sendo mais que prudente em aceitar o que lhe é designado.

Afinal, ela apenas apresenta um programa, não é a dona do mesmo.”

ccrt

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22 abril 2014 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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NAS TECLAS DE UM SONHO

Teus mágicos dedos
escondem um arcano:
sutil dedilhado
no áureo teclado
do velho piano.

Teus magistrais dedos
brilhantes estrelas
fazem a melodia
e a pura harmonia
soarem mais belas.

Teus maduros dedos
início de tudo…
em mil aventuras
de amor e loucuras
neles me desnudo!

Teus morenos dedos
na plúmbea penumbra
de mágicas velas
tocam nas aréolas…
meu corpo se alumbra!

Teus malandros dedos
em ritmo fremente
e em tom de pecado
dedilham o teclado
da rósea semente.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa