11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

11 dezembro 2017 JORGE OLIVEIRA

UM LÍDER VAZIO A BORDO DE UM TECO-TECO

Lula perdeu a grande chance de ficar em casa esperando abrir a temporada oficial das eleições para se apresentar como candidato a presidente. Ao sair pelo Brasil afora foi achincalhado, insultado, ofendido e ameaçado por onde passou. O mito saiu arranhado. Viu, com surpresa, sua rejeição pular da casa dos 50%. E pelo que mostram as estatísticas, candidato com esse índice jamais chega a lugar nenhum.

A caravana lulista tentou repetir o que ocorreu há vinte anos. Naquela época o ex-presidente se apresentava como uma opção ética para o país. Tinha a segui-lo centenas de jornalistas. Era abraçado efusivamente pelo povo em sua Caravana da Cidadania, denominada de “Viagem ao Brasil real”, que tinha o objetivo de refazer o caminho que ele fez ao deixar Garanhuns aos sete anos com destino a São Paulo.

Agora, a coisa é diferente. A cúpula do seu partido tem hospedagem permanente nos presídios, o próprio Lula foi condenado a mais de nove anos de prisão, a Dilma foi chutada da presidência e os sindicalistas já não têm a mesma mobilidade para arregimentar gente com uns trocados para ouvi-lo. Além disso, o que as pessoas receberam no interior foi um ex-sindicalista com discurso cansado, envelhecido e retrógrado sem o mesmo carisma e o poder do outrora líder de massa. Na ditadura, chamava-se isso de “general de pijama”.

Em casa, se tivesse optado, ainda estaria preservado. Não seria avacalhado pelo povo e poderia, dessa forma, reaparecer depois com uma nova roupagem e com um discurso condizente com o Brasil de hoje, que mesmo sendo dilapidado por políticos corruptos, renova-se e moderniza-se. Lula, espertamente, não foi em busca apenas de votos nos redutos onde ele já os tem. Ele, na verdade, quer se consolidar como candidato a presidente para pressionar os desembargadores que ratificarão – ou não – a sentença do juiz Sérgio Moro.

Não faz muito tempo, antes de ser condenado, ele também saiu por aí como um boquirroto. Ameaçava botar o “Exército Vermelho”, os sem-terra do Stédeli, nas ruas se a Dilma fosse expurgada do poder por incompetência administrativa e inaptidão para o cargo. Ela foi para casa e o líder borocohô, para seu desespero, viu o país seguir seu rumo democraticamente.

Os seguidores de Lula, com exceção de alguns fanáticos, já não se movimentam sobre as ordens do Grande Chefe que vê os sindicatos escapulirem do seu controle. A semana passada, por exemplo, as centrais abortaram uma greve contra as reformas por divergências internas. Temiam, alguns dirigentes, um fracasso retumbante nas ruas. E assim o Lula vai se diluindo, se despersonalizando e vendo a estrela apagar enquanto ele dá o último suspiro para tentar se reerguer e sair da UTI política.

Lula ainda mantém pouco mais de 30% nas pesquisas porque é candidato único declarado a presidente da república. Resultado de um recall que se mantém na cabeça do eleitorado mais pobre e menos instruído porque, na verdade, nesses grotões onde estão esses votos, nem se sabe que em 2018 terá eleição presidencial.

A partir do início do próximo ano, as peças do xadrez começam a se movimentar. E o PT do Lula será o mais sacrificado pois não conta mais com o apoio dos empresários, dos seus marqueteiro e tesoureiros presos, com as empresas públicas e nem com as alianças políticas que lhe permitia a hegemonia no horário eleitoral. O PMDB certamente vai apresentar candidato (Henrique Meirelles é forte se a economia respirar sem aparelhos no próximo ano) e os partidos nanicos – como é da tradição – vão leiloar suas legendas na base do quem der mais. E assim, para o PT, só sobra o bagaço.

Lula, se não for condenado em segunda instância e recolhido ao presídio, vai amargar uma campanha sem recursos, sem gente qualificada e sem alianças. O mais fiel dos seus aliados, o PCdoB, já se movimenta nos bastidores para sobreviver. Como a sua maior base é São Paulo, já flerta com o PSB, que governará o estado com a saída do Alckmin, para onde já migrou o ex-ministro Aldo Rebelo, titular de várias pastas na administração petista.

É assim que o Lula vai tentar atravessar a tempestade que se aproxima. Não mais com aquele boeing poderoso que ele comprou com o nosso dinheiro para fazer tour ao exterior. Mas a bordo de um teco-teco levando pelo menos duas pessoas na apertada cabine: a carismática Dilma e um padre bom de reza para garantir o destino final de cada viagem da modesta aeronave.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

11 dezembro 2017 XICO COM X, BIZERRA COM I


http://www.forroboxote.com.br/
SUSTENIDOS DO VENTO, BEMÓIS DO LUAR

O Teatro inundou-se de beleza e as notas musicais passeavam de ouvido a ouvido, de coração a coração. As maiores sinfonias não seriam grandes se todos os instrumentos não se abraçassem entre si: se os sustenidos do vento não soprassem em sintonia com os bemóis do luar, se o compasso dos sonhos não comportasse notas alegres como o canto de uma sabiá, com intervalos coloridos como as asas da mais bela borboleta. De nada adiantaria um Maestro, por melhor que ele seja. A platéia, respeitosa, saberá aplaudir toda a Ópera, porque construída com amor e dedicação. E ao final, quando o sonho voltar a ser apenas um sonho, a alma de todos estará mais leve, flutuando serena em meio às escalas musicais que nos ajudam a transpor os acidentes não musicais que nos atordoam e nos deixam menos felizes. E acordes sonoros conduzirão nossos olhos para tantas mariposas brancas, pardas ou luzentes, tanto quanto formos merecedores de enxergá-las.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 dezembro 2017 DEU NO JORNAL

DEFESA ANTECIPADA

Antonio Palocci contou que recebeu a missão de “internalizar” 1 milhão de dólares que Muamar Kadafi deu para Lula.

Palocci “promete exibir comprovantes da operação” e “revelar os detalhes da transação – quem deu a ordem, quem intermediou, como o dinheiro chegou ao Brasil e de que forma ele foi utilizado”.

Lula foi eleito com os dólares de Muamar Kadafi.

A partir de 2007, segundo Antonio Palocci, Lula passou a favorecer os negócios das empreiteiras do petrolão na Líbia.

* * *

Lula fique tranquilo.

Ceguinho Teimoso já antecipou a defesa do honrado, honesto e ético ex-presidente aqui no JBF.

Esta gazeta escrota, como sempre, dando de lavada no resto da imprensa mundial.

Duas almas penadas vagueando no espaço, ambas prontas pra desfilar no Sambódromo

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

PROVÉRBIOS SOBRE O DINHEIRO

“Quando o dinheiro não é dominado como servo, mas domina como senhor, transformar-se num grande e terrível tirano .”

“O dinheiro chega como a terra escavada com uma agulha e se vai como areia levada pela água.”

“Quem gasta mais do que tem, a pedir vem.”

“Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda sofrer com conforto.”

“Dinheiro público é igual a água benta; todos põem a mão.”

“Dinheiro emprestado a um amigo deve ser recuperado de um inimigo.”

“Não te cases por dinheiro, podes conseguir um empréstimo mais barato.”

“Se quiseres enriquecer alguém: não lhe dês dinheiro, tira-lhe ambições.”

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.”

“Com dinheiro à vista, toda gente é benquista.”

“Dinheiro perdido, nada perdido; saúde perdida, muito perdido; caráter perdido, tudo perdido.”

“Com dinheiro você poderá comprar um relógio, porém não comprará o tempo.”

“O homem e o dinheiro exibem uma amizade mútua: o homem faz dinheiro falso e o dinheiro faz o homem falso.”

“Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.”

“É o homem que ganha o dinheiro… ou é o contrário?”

“Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro.”

“Deve tomar-se o dinheiro por aquilo que ele vale.”

“Se dinheiro falasse, o meu diria tchau!”

“O dinheiro é como o tempo: não o percam e chegará.”

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

11 dezembro 2017 DEU NO JORNAL

CARAS DE BACURINHA

Dilma Rousseff e Cristina Kirchner se encontraram em Buenos Aires neste fim de semana.

“Afetuoso encontro em minha casa com a companheira Dilma”, escreveu no Twitter a ex-presidente da Argentina ao divulgar foto de ambas em seu apartamento no bairro de Recoleta.

* * *

Este foi o encontro de duas “perseguidas”.

“Perseguida”, conforme está dicionarizado no Aurélio, é um dos sinônimos de buceta.

A palavra “buceta” é também conhecida por priquito, xoxota, cabeluda, carne mijada, buraco-do-céu, tabaca, brecha, bacurinha, porteira-do-mundo,  aguenta-fumo, boca-troncha, casa-de-rola, racha, do-cu-pra-riba, goelão, caranguejeira, leva-vara, xibiu, beira-roxa, pão crioulo, boca-de-baixo, lacraia, engole-pau, aranha, migué, lascadinha, inchu, forno, boca-sem-dente, xiranha, carteira, buraco-da-minhoca, bregueço e ninho-de-rola, entre várias e várias outras lindas denominações.

De fato, Cristina e Dilma tem caras de buceta mesmo.

Bucetas lambidas.

Conforme o flagrante abaixo, duas bucetas com pentelhos alourados no salão de feiura.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
VICTOR MATURE, O COWBOY BEM DOTADO…

No glamoroso ambiente hollywoodiano, o atraente e sedutor Victor mature era tratado pela mulherada como ‘’the hunk’’, cuja melhor tradução seria ‘’um pedaço de homem’’. As atrizes que com Victor contracenaram se incumbiram de espalhar a fama do ator que, se vivesse no Brasil seria chamado ou tratado de um bem dotado por ser possuidor de uma tremenda e caprichosa ferramenta mais conhecida como ‘‘pé de mesa’’. E para comprovar, num tempo sem internet e sem photoshop, circularam no mercado negro norte-americano fotografias de Victor mature vendidas a peso de ouro. Eram fotos em que ele aparecia nu e com uma monumental ereção.

O cinéfilo adorador e pesquisador de filmes cinematográficos, Darci Fonseca, nos confirma que nem tudo era perfeito na vida de Victor Mature em relação às mulheres. As famosas atrizes que o levavam para suas alcovas, quartos ou aposentos, não se conformavam quando eram trocadas por outras e os constantes rompimentos eram invariavelmente rumorosos. Pior ainda os reflexos na vida conjugal de Victor, cujas esposas não suportando as infidelidades noticiadas pelas revistas e jornais pediam divórcio ou mesmo anulação de casamento. Isso levou Victor a ter quatro casamentos, até sossegar ao lado da última esposa, com quem viveu os 25 últimos anos de sua vida, de 1975 a 1994.

Em 1941 Victor Mature se casou pela segunda vez e dois anos depois era novamente o solteirão mais cobiçado de Hollywood, seja pelas mulheres que pretendiam levá-lo ao altar ou simplesmente as que queriam comprovar o que diziam dele numa cama. Em 1948 Victor Mature se casou pela terceira vez, num enlace que durou sete anos. Novo casamento ocorreu em 1959, seguido de divórcio dez anos depois, em 1969. Nenhuma das quatro primeiras esposas deu filhos a Victor Mature, que adorava seus cães. E tudo indicava que o ator ficaria casado apenas com seu amado golfe, esporte que adorava, mas em 1974, aos 61 anos de idade Mature se casou com Loretta, quinta esposa e com quem teve a filha Victoria, nascida em 1975. Victor Mature contraiu leucemia, vindo a falecer em seu rancho, em Santa Fé, em 4 de agosto de 1999, aos 86 anos de idade.

Deixando o seu lado mulherengo à parte, e penetrando na arte propriamente dita, para os fãs de faroestes, Victor Mature será sempre lembrado como o inesquecível Doc Holliday de Paixão dos Fortes”, o dentista-pistoleiro-jogador tuberculoso que morre durante o duelo no Ok curral. A chegada dos novos hábitos indicando o processo de civilização do velho oeste foi o que o diretor Ford imprimiu a este western com pouca ação, mas denso em sentimentos e conflitos entre os personagens. O salão de barbeiro com suas loções recendendo ao cheiro de frondosas flores trepadeiras; a troca das roupas de vaqueiro pelos ternos com estilo importado do leste; o médico-pistoleiro-jogador, interpretado por Victor Mature, que recita Shakespeare quando o ator esquece o texto; a própria presença da companhia que apresentará uma peça clássica numa cidade onde gente de bem se mistura a assassinos e ladrões de gado. A simplicidade, idealismo e poesia das imagens de Paixão dos Fortes fazem desse western um sublime exemplo da “americana” do excelente diretor, John Ford. Paixão dos Fortes é um faroeste estrelado por Henry Fonda que contracena com Victor Mature, película cinematográfica espetacular, recomendo-a!!!

Como nos lembra o mestre Darci, houve, no entanto, um gênero de filmes que marcou para sempre a carreira de Victor Mature, aqueles em que interpretou personagens bíblicos. Com seu belo e formoso porte físico mais que apropriado, mature se impunha convincentemente nesses papéis. O primeiro deles foi Sansão e Dalila, extraordinário sucesso de bilheteria lançado em 1949 e que eternizou Victor mature junto ao público. Superprodução que custou três milhões de dólares, Sansão e Dalila rendeu em seu lançamento, só nos Estados Unidos, 12 milhões de dólares. Victor Mature atuou em seguida em Andrócles e o leão, O manto sagrado e Demétrius, o gladiador. A essa altura Victor Mature já havia passado o cajado para Charlton Heston, que o sucedeu como grande astro de filmes bíblicos. Mas ainda vestindo tanga ou manto e sandálias e com uma larga espada nas mãos, mature protagonizou O egípcio e Aníbal, o conquistador.

Pois bem, ao contrário, porém, de muitos artistas que dissiparam as fortunas que ganharam em extravagâncias, corridas de cavalos, mesa de pôquer ou divórcios, Victor Mature teve sempre uma vida financeira equilibrada. Victor decidiu encerrar a carreira aos 48 anos de idade, em 1961, consciente que seu tempo havia passado e também porque não mais precisava trabalhar. Com os investimentos feitos em imóveis e lojas de varejo, Victor Mature era um homem bem sucedido que escolheu para morar um belo rancho na aprazível localidade de Santa Fé, em San Diego, Califórnia. Victor Mature deixava momentaneamente a condição de aposentado apenas quando aceitava alguns convites para filmar. Um desses convites foi para interpretar o pai de Sansão, na versão de Sansão e Dalila feita para a TV em 1984. Perguntado se não ficaria constrangido em ser o envelhecido pai de Sansão, Victor Mature respondeu: “Pagando bem, eu interpreto até mesmo a mãe de Sansão!”…

Injustamente lembrado como um dos grandes canastrões do cinema, Victor Mature possuía certo talento artístico. Poucos atores poderiam atuar com sucesso em tantos gêneros diferentes como fez Victor Mature. E poucos atores também souberam, depois de conquistar a fama, se portar com simplicidade, ser espontaneamente alegre e conquistar a todos com o mais sincero e contagiante sorriso como fazia Victor Mature.

A seguir assista ao vídeo de apenas 5 minutos da cena do filme Paixão dos Fortes, em que o personagem Doc Holliday (Victor Mature), o médico-pistoleiro-jogador e tuberculoso, recita Shakespeare quando o ator esquece o texto no palco. A frase “Ser ou não ser, eis a questão” (em inglês: To be or not to be, that is the question) vem da peça da tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare. Encontra-se no ato III, cena I e é frequentemente usada como um fundo filosófico profundo. Sem dúvida alguma, é uma das mais famosas frases da literatura mundial. O verso, citado pelo personagem principal Hamlet é um espetáculo à parte.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

11 dezembro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MANOEL DANTAS QUEIROZ – RIO DE JANEIRO-RJ

Nobre Editodos,

Em anexo um excelente vídeo com as certeiras palavras do professor Marco Antonio Villa.

Puro pau no lombo!

Dedico a todos os ceguinhos de um país chamado Banânia.

Um bom domingo.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

ZEPA – CHARGE ONLINE

11 dezembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A FRASE DA SEGUNDA-FEIRA

“Devemos nos alimentar da imprensa e não sermos alimentados por ela.”

Ceguinho Teimoso

Conclusão: se alimente do JBF.

Mas não se deixe ser alimentado por ele.

Entendeu?

Se não entendeu, dane-se e vá ler outra página mais escrota do que esta!

Uma parelha de bobos que se alimenta do JBF e se deixa ser alimentada por ele

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


http://www.fernandogoncalves.pro.br
O FUTURO DE DEUS

Para quem deseja se apetrechar consistentemente no enfrentamento de um ateísmo militante que se banqueteia diante da crescente fragilidade cultural humanística das nossas populações e de um conservadorismo profundamente energúmeno das religiões maiores, um livro de boa envergadura expositiva indicaria aos que estão tateando na obscuridade, buscando explicações não simplistas para as razões das suas existências atuais. O livro é de autoria de Deepak Chopra, um médico hindu, especialista em endocrinologia, fundador, em 1985, da Associação Americana de Medicina Védica, hoje desenvolvendo programas de Desenvolvimento Pessoal no The Chopra Center for Well Being, em San Diego, tendo sido considerado, em 1999, pela revista Time, uma das cem personalidades do século, que o classificou de Profeta das Medicinas Alternativas.

O livro, O Futuro de Deus, SP, Planeta, 2016, 288 p., é oferecido a “todos os que buscam novos caminhos”, partindo de um pressuposto incontestável: “estamos vivendo uma crise de fé, onde a religião passou milhares de anos sugerindo que aceitemos, com base na fé, um Deus amoroso que tudo sabe e tudo pode”. Contemporaneamente, nos países mais desenvolvidos, a fé perdeu muito sua força, a maioria das pessoas que ainda creem aceitando uma religião sem pensar muito sobre sua importância para a existência de cada um. E se observa o crescente fortalecimento do ateísmo e do ceticismo diante das múltiplas tragédias acontecidas nos últimos séculos, muitas das quais efetividades sob o patrocínio de religiões, a exemplo do Holocausto e da tragédia do World Trade Center, acontecida em 2001, 11 de setembro.

No livro, algumas perguntas feitas por Chopra inquietam bastante os mais responsáveis: “O que Deus tem feito por você ultimamente?; Na tarefa de prover a si mesmo e à sua família, o que faz mais diferença: ter fé ou um trabalhar duro?; Será que você de fato entregou-se a Deus e deixou que ele resolvesse um problema espinhoso para você?; Por que Deus permite tanto sofrimento no mundo?; Será que tudo isso não passa de uma brincadeira de mau gosto ou de uma promessa vazia da existência de um Deus amoroso?”

Segundo Chopra, necessitamos com urgência encontrar uma nova maneira de viver espiritualmente. E tal novo caminhar exige um radical repensar da realidade, a história alterando nosso cotidiano mundial para dimensões mais elevadas, reparando uma conexão há muitos milênios quebrada. E tudo se efetivando a partir de uma transformação interior e de um caminho espiritual que se inicia como curiosidade, oferecendo uma “abertura à possibilidade de que algo tão inacreditável quanto Deus pode de fato existir.”

Chopra rebate aqueles que imaginam que o ateísmo sempre se opõe a Deus. Ele cita alguns dados de um levantamento realizado pela Pew Research, em 2008: 21% dos norte-americanos que se identificaram como ateus acreditam em Deus ou em um espírito universal, acreditando no Paraíso, enquanto 10% rezam pelo menos uma vez por semana. E conclui: “A fé deve ser salva, para o bem de todos. Da fé nasce uma paixão pelo eterno, algo ainda mais forte que o amor.” E reproduz uns versos de Mirabai, uma princesa indiana que se tornou uma grande poetisa mística: “Inquebrantável, ó Senhor, /é amor que me prende a ti, /Como um diamante,/ele quebra o martelo que o atinge. /Como o lótus que surge da água, /a minha vida surge de ti. /Como o pássaro noturno fitando a lua que passa,/eu me perco em ti./Ó meu amado… Retorna!” E reflete com grande maestria: “Por si só, a fé não leva necessariamente a Deus, mas faz algo do que precisamos ainda mais no momento: ela possibilita Deus.”

No seu livro, Chopra ressalta alguns pontos que merecem ampla reflexão daqueles que se imaginam sem crença alguma, embora sempre afetados com uma fé residual interior jamais desapartada da Criação. E ele declara, sem lengalenga alguma: “é melhor ser livre e cético do que viver preso a mitos, superstições e dogmas”. E vai mais além, com todo rigor analítico: “os picos criativos da história humana são atingidos por adultos, não por bebês crescidos”, qualquer um podendo passar da descrença à crença e ao verdadeiro conhecimento, cada um tendo plena liberdade para escolher a trilha existencial que mais lhe pareça melhor.

No seu livro, um verdadeiro manual de reencontro efetivo com o Espírito Superior, Chopra declina os principais balizamentos para se preservar uma espiritualidade sadia, sem vitimismos nem pieguismos, tampouco infantilismos deletérios, que apenas amplificam alienações débeis. Ei-los:

1. Reconheça que existe um poder superior no universo, maior do que a pequena existência humana. Somente assim, você se tornará mais racionalmente humilde; 2. Aproveite as oportunidades de colocar mais amor no ambiente onde vive, sendo mais adorável; 3. Reserve alguns minutos do dia para refletir ou contemplar algo belo, para se tornar mais densamente humano; 4. Seja mais receptivo, tornando-se mais gracioso e simpático; 5. Perdoe alguém que você jamais imaginaria perdoar, tornando-se mais generoso; 6. Reconheça seus erros, tornando-se mais responsável; 7. Tente enxergar o lado bom dos outros, ampliando sua visão positiva do mundo; 8. Reflita diariamente sobre o seu modo de pensar e de agir, pois só assim se tornará mais centrado; 9. Abençoe sem temor o mundo inteiro, tornando-se também beneficiário dessa bênção; 10. Dê o melhor de si em cada relação, para mais amorosamente aproximar-se cada vez mais do Criador.

Para se ter uma espiritualidade mais próxima da Criação, Chopra recomenda um combate sistemático e sem trégua contra cinco venenos que nos vitimam cotidianamente:

1. A ignorância, incapacidade de distinguir o verdadeiro do falso; 2. O egoísmo, identificando-se com o “eu”, o self individual; 3. O apego a determinadas coisas, objetos de desejos; 4. A aversão, sempre rejeitando as outras coisas, tornando-as repulsivas; 5. O medo da morte.

E que cada um se lembre no seu dia-a-dia: Quando a consciência cresce, o mal encolhe.

11 dezembro 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

C`EST SI BON

Belíssima interpretação do clássico francês por Louis Armstrong em 1962.


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