30 março 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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MUSEU CAIS DO SERTÃO

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Brilhantemente instalado
Em Recife capital
É um espaço cultural
Majestoso e requintado
Que dignifica o legado
Deixado por Gonzagão
Esse gênio de talento
Eleito por merecimento
O eterno Rei do Baião

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30 março 2015 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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ANTONINO CAMELIER – CAMPINAS-SP

ORA CIRCO DOS HORRORES, ORA FILMES DE TERROR

O nosso dia-a-dia tem sido uma avalanche de atrocidades sociais e econômicas: um verdadeiro massacre da serra elétrica, uma carnificina ética e cultural.

Como coadjuvante dessa calamidade, o governo do PT reuniu um verdadeiro circo de horrores. Realmente, quando observamos alguns dos atores da cena política, dá pra formar uma verdadeira família Adams, ou Família Monstro, se preferirem.

Vamos então escalar alguns desses protagonistas de filme de terror:

Dillma Karloff no papel principal;

Nestor Cerveró como o corcunda de Notre Bande;

Em papéis secundários (e quase primários): Desgraça Foster, Ideli Salvatti (se puder), Iriny “Laerte” Lopes, Eleonora Mãe da Cuca (vem pegar), Benedita da Selva e Luiza Bairros (da periferia);

Gleisi Hoffmann como “bonitinha mas ordinária”;

Michel Temer no duplo papel de mordomo de funerária e porteiro de cemitério; e

Edinho Silva, como Mister Hyde “cantor brega” e Dr.Jekyll Sinistro da Comunicação.

Esse time está vencendo, de lavada (Lava a Jato) o campeonato mundial de susto corruptivo.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

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30 março 2015 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – DR. MERCADO TÁ COMPLETAMENTE POR FORA

MERCADOod

* * *

Este tal de “mercado” tá por fora de tudo e num sabe de nada.

Deve ser um coxinha branquelo dos zoios zazuis e integrante das zelites.

Se este porra desse mercado consultasse Rui Falcão antes de falar merda, veria que a situação de Banânia é bem melhor, infinitamente melhor, que estes índices escrotos de PIB, inflação e dólar.

Aliás, Dilma deveria mesmo era demitir o prisidente do Banco Central por ter divulgado estes números mentirosos.

Daqui a pouco o fubânico Explicante Desesperado vai postar um comentário restaurando a verdade.

Aguardem.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

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Maior vítima do desastre que foi a política econômica do primeiro governo Dilma, cidadão paga no segundo 85% da conta para o ajuste necessário ter sucesso.

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Cisão da base aliada do governo fica colara na declaração do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que disse que PMDB finge que governo e PT faz o mesmo.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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O POETA BOÊMIO

Emídio de Miranda

O poeta pernambucano Emídio de Miranda (1897-1933), boêmio por excelência, declamava seus versos a qualquer hora, pois a poesia corria em suas veias. Certa vez, estava com vondade de tomar uma dose de bebida, dirigiu-se ao bodegueiro, que era gordo (barrigudo mesmo!), da cidadezinha do interior e expôs o seu desejo, adiantando que não tinha a quantia correspondente à bebida.

O comerciante vaidoso, que há muito tempo desejava um elogio em versos do poeta, disse-lhe: “Faça um soneto dedicado a mim e não pagará nada”. Emídio, não hesitou, e, imediatamente, declamou:

“Tu ventrudo burguês analfabeto,
Escultura rotunda da irrisão,
Para quem o viver mais limpo e reto
Consiste em ser avaro e ter balcão;

Tu que resumes o teu afeto
No dinheiro – o metal da sedução -
Pelo qual negociarás abjeto
Tua esposa, teu lar, teu coração,

Escutas, ó ignorantaço, o que te digo:
Esse ouro, protetor, que é teu amigo,
Que te deu o conforto de um paxá,

Pode comprar qualquer burguês cretino;
Mas a lira de um vate peregrino
Não compra, não comprou, nem comprará.”

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30 março 2015 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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30 março 2015 DEU NO JORNAL

ERRARAM A DATA

As investigações internas da empresa alemã Bilfinger confirmaram o pagamento de propina a funcionários brasileiros para obtenção de contratos na Copa do Mundo de 2014.

Segundo a empresa, a análise das operações realizadas no Brasil revelou pagamentos indevidos num valor correspondente a R$ 3,5 milhões.

Uma reportagem do jornal alemão “Bild” afirmou que as propinas chegariam a R$ 70 milhões.

* * *

Eu acho que houve um erro na data contida nesta notícia.

Não foi na copa de 2014, quando o PT estava no puder.

Funcionário nomeado por Lula ou por Dilma não aceita propina de modo algum!!! Perguntem pra Vaccari e pra Rui Falcão que eles irão confirmar o que estou dizendo agora.

Isto deve ter ocorrido na copa de 2002, quando os tucanos gunvernavam Banânia e a seleção não teve que enfrentar nenhuma Alemanha 7×1. O Brasil foi campeão mundial naquele ano porque FHC pagou propina pros jogadores das seleções adversárias amolecerem o jogo contra o Brasil.

Dilma chega chorou quando leu a injustiça cometida por quem botou esta notícia no ar…

A propósito, confiram na foto abaixo que, naquele tempo, Ronaldinho era um verdadeiro fenômeno banânico com sua buceta capilar.

FHC

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30 março 2015 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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30 março 2015 DEU NO JORNAL

ONDE ESTÁ A SAÍDA?

FERNANDO GABEIRA

Tirei terno e gravata do armário e fui a Brasília. Onde está a saída para a crise? Levei a pergunta para uma dezena de políticos experimentados. Nenhum deles apontou a saída imediata. É um cuidado razoável. O máximo que se consegue é apontar variáveis que possam definir os rumo da crise. Comportamento do governo, ajuste econômico, curso da Operação Lava-Jato são as mais citadas.

A sensação predominante é a de que algo vai acontecer, e ninguém sabe precisamente o que é. A hipótese de um governo sangrando até 2018 é a mais improvável, embora seja esse o desejo de uma parcela de observadores, dentro e fora do Congresso. Marchamos para o desconhecido. É uma fase delicada. Os conservadores tendem a achar que o diabo desconhecido é sempre pior do que o existente. Querem mudança, mas dentro de um quadro planejado, com resultados previsíveis. Mas, nesses casos, sempre existe o argumento de que, muitas vezes, é preciso caminhar, mesmo sem saber o que nos espera, com uma abertura para a novidade. Quanto ao ajuste econômico, deve ser objeto de muita discussão, basicamente sobre quem paga a conta. A tendência é de dias mais duros, com possibilidade de racionamento de energia. É o que os técnicos propõem. Não porque faltará energia para o consumo em 2015. Mas porque é preciso poupar, pois, sem oferta adequada de energia, não existe retomada em 2016.

De qualquer forma, o ajuste econômico passou a ser de interesse nacional, não só por causa da realidade interna, mas também da percepção externa. Graças à expectativa do ajuste, o Brasil não foi rebaixado à condição de país especulativo, com inevitável fuga do capital. Sou pessimista quanto aos passos do governo. O documento que vazou da Secretaria de Comunicação mostra como estão perdidos. Falam de tudo, de robôs, redes sociais, blogueiros, propaganda, mas não falam da mensagem. Dilma tem os microfones à disposição. Mas não sabe usá-los. Em alguns casos é possível aprender. Pessoas tímidas, executivos de grandes empresas fazem um treinamento, chamado media training. Mas não há treino que possa criar um líder para conduzir o país numa tempestade.

Não há mensagem nem presidente capaz de comunicá-la. O panelaço segue como a batida da temporada. A saída de Dilma é usar a tática de guerrilha: falar quando o adversário está desprevenido e recuar quando ele está atento. A outra variável é a Operação Lava-Jato, outro dado positivo que teve peso para que o Brasil não fosse rebaixado pelas agências internacionais. No momento, o foco é o PT.

Os políticos deram azar em ter o juiz Sérgio Moro pela frente. Especialista em lavagem de dinheiro, sabe que rastrear o curso da grana é o caminho real nas investigações. Com base na informação dos delatores e em recibos de empresas, as investigações demonstram o golpe do PT: transformar propinas em doações legais. Leio que o Planalto quer que o PT demita o tesoureiro. O PT hesita. É difícil passar a ideia de que foi tudo culpa de um só homem. É gente muito calejada para fingir que João Vaccari era uma fada de barba que produzia fortunas apenas com o toque de sua vara de condão. Isso irá parecer um pouco aquela lenda urbana da filha de família que trabalha fora e volta sempre com presentes caros para casa. E aí os parentes descobrem, um dia, que a menina faz programas.

A variável mais importante é pouco discutida em Brasília. Dois milhões de pessoas foram às ruas, sem nenhum incidente. A sociedade brasileira ganhou maturidade nas demonstrações e mantém-se vigilante porque sua sorte está em jogo. O agravamento da crise, a dureza do ajuste econômico e a mobilização social podem nos levar a um novo momento. Não ouso descrevê-lo. Sinto apenas que o dilema brasileiro poderá ser esse: fazer um omelete sem quebrar os ovos. Essa tarefa que parece impossível para os estrangeiros não é tão distante assim das soluções históricas no Brasil. Se os culpados pela corrupção na Petrobras forem punidos e chegarmos a um consenso mínimo sobre o ajuste econômico, abre-se a possibilidade de um governo de unidade nacional. O PMDB tem ocupado o lugar do PT. Mas está encalacrado na Operação Lava-Jato. Teria, em caso de sobrevida, a possibilidade de um aceno nacional. O PT, que sempre dividiu o país entre pobres e ricos, brancos e negros, reacionários e progressistas, não tem chance de tentar esse caminho.

O momento é verde-amarelo. Sem nenhum juízo de valor sobre símbolos históricos, quem o confundiu com o vermelho cometeu um erro decisivo. O Estado não é um partido, uma política externa não pode refletir a cabeça da minoria, os direitos humanos não englobam apenas os escolhidos. Quando desenharam uma estrela no jardim do Palácio e tiveram que removê-la, deveriam ter compreendido que é insuportável viver num país que tem dono, seja ele um partido ou um demagogo.

Não se conhecem os protagonistas do futuro. Mas já se sabe quem será atropelado por ele.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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JOÃO ARAÚJO – RECIFE-PE

Uma crise que só tende a se agravar

Os últimos meses têm sido politicamente bastante intensos para o Brasil. Não há dúvida de que o momento atual ficará marcado para a nossa história. Nunca antes se participou tanto da discussão política. Redes sociais, ruas e estabelecimentos são palcos de questionamentos, explanações, polêmicas e críticas aos acontecimentos, às decisões dos poderes e à enxurada de denúncias sobre os casos de corrupção que surgem a cada dia.

Há diversos posicionamentos mas é inegável que toda essa movimentação indica que a presidente não está conseguindo corresponder às exigências econômicas, sociais e éticas da população.

O descontentamento é generalizado e a mega manifestação do último dia 15 de março foi uma prova disso. Os mecanismos utilizados pelo governo são embasados sempre em medidas paliativas e superficiais. O país carece de respostas à crise reinante, com soluções forjadas em alicerces sólidos.

Poderíamos citar dezenas de fatos, mas só para lembrar um, tomemos o programa “Mais Médicos”: ensaiou-se enviar médicos para as cidades do interior, mas os postos de saúde e emergências gerais continuam sem condições de atendimento, falta de medicamentos e equipamentos adequados. Além disso, em reportagem do Jornal da Band revela-se que um dos objetivos de tal programa é “atender financeiramente o governo cubano”.

A postura ética do governo deixa muito a desejar. A presidente reeleita Dilma Rousseff implementou várias medidas que a candidata Dilma condenou na época da campanha eleitoral. Usou o dito popular “nem que a vaca tussa” e agora paga com a palavra: juros foram aumentados para controlar a inflação (11,25%), preços da gasolina, diesel e energia subiram, benefícios trabalhistas foram mexidos, cortes na educação foram feitos.

Nos casos de corrupção, a atitude do governo é desmoralizante. A exemplificar: com base em decreto da presidente, a pena por corrupção ativa de José Genoino já foi extinta pelo STF.

Recentemente, Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, foi mais uma vez acusado no caso de corrupção da Petrobras e o partido não tomou nenhuma providência ágil para afastá-lo do cargo.

Se o governo imprime tantos arrochos à população, porque insiste ainda em manter uma máquina estatal tão inchada e ineficaz com 39 Ministérios?

Essas posturas desmoralizam a sociedade e debocham da paciência dos cidadãos que já pagam uma carga tributária elevadíssima e têm um caminho espinhoso a percorrer com uma crise que só tende a se agravar.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

TENÓRIO – CHARGE ONLINE

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MÚSICA E POLÍTICA

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Recuso-me a entender a música apenas como mera ferramenta de entretenimento. Pensar assim é reduzi-la a uma insignificância que não lhe cabe. A música – assim como a poesia, a literatura, a pintura e todas as artes -, deve ser, também, instrumento de conscientização social, pedagógica e, principalmente, política. Pensando diferente, deprecia-se essa sua missão tão importante. Agindo como agregador de massas que é, o artista – aí incluído o compositor, claro -, não pode ser negligente nessa sua nobre missão de interferir positivamente na formação do povo, se limitando, apenas, aos ‘corações’ tão em voga nas letras de hoje. Não reconhecer a importância de seu papel nesse sentido, corresponde a eximir-se irresponsavelmente do compromisso social, pedagógico e político que cabe a cada um de nós enquanto formadores de opinião.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

AUTO_nicolielo

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30 março 2015 DEU NO JORNAL

DUAS NOTÍCIAS AUTENTICAMENTE BANÂNICAS

 1) Custa US$ 1,6 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao contribuinte o financiamento do BNDES à empreiteira Odebrecht para construir a linha 5 do metrô de Caracas, capital venezuelana. O BNDES se alimenta do dinheiro do Tesouro Nacional, arrancado do bolso do contribuinte. A empreiteira, que é citada no escândalo de corrupção na Petrobras, foi responsável por três linhas do metrô de Caracas, além de outras obras no país.

Se não falta dinheiro brasileiro para o governo bolivariano de Nicolás Maduro, no Brasil o governo aplica calotes e cancela programas.

Para a reforma da linha 3 do metrô de Caracas e início da linha 4, a Odebrecht recebeu do BNDES US$ 194,6 milhões.

2) O Regime Diferenciado de Contratação (RDC), uma esperteza criada no governo Lula para dar “celeridade” ao Programa de Aceleração do Crescimento, permite que o governo “queime etapas” em licitações e contrate empreiteiras que sequer têm projeto para realizar obras. Isso permite que empresas façam ofertas apenas para vencer a licitação e depois estabeleçam os custos reais do projeto através de aditivos.

A refinaria de Abreu e Lima, por exemplo, que inicialmente custaria cerca de R$ 2 bilhões, ganhou mais de R$ 18 bilhões em aditivos.

Através do RDC, só o vencedor da licitação tem a obrigação de criar um projeto para a obra; e o custo real só aparece após sua conclusão.

Na prática, o governo legalizou o superfaturamento: aditivos são sempre aprovados já que sem pagamentos as obras não andam.

* * *

Quando acabei de ler estas duas notícias, eu me lembrei de um vídeo.

Um vídeo profético, um vídeo que antevia o futuro próximo, um vídeo produzido pelo PT para a campanha presidencial de 2002.

Este aqui:

Pra fechar esta postagem, vamos ouvir uma música.

A música a seguir é dedicada a todos que elegeram e reelegeram Lula e Dilma.

E dedicada, também, a todos que militam na defesa e na exaltação do gunverno petista.

A letra é oferecida pra todos eles com muito amor, com muito carinho e, sobretudo, com uma grande esperança de que o desejo contido na composição, “vai tomar no cu“, se concretize o mais rápido possível.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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NOVO DISCO DE MUNIZ DO ARRASTA-PÉ

muniz

SE EU TIVER VENDO, EU CEGUE! é o título do novo show de Muniz do Arrasta-pé, artista que só tem alegria no rosto, apesar de não enxergar com os olhos, mas vê muito como o coração, como ele mesmo fala em uma dais faixas do seu quarto álbum musical, lançado em 2014, inclusive contendo a última gravação de Dominguinhos em estúdio.

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Guerreiro, insistente e sempre de bom humor, Muniz do Arrasta-pé leva mensagens de otimismo a todos que o assistem. Aos dez anos de idade, já começava a perceber as dificuldades enfrentadas pelo seu pai para manter os filhos, pois o mesmo também estava começando a perder sua capacidade de enxergar. Mesmo sendo ainda uma criança, pensou em uma maneira de ajudar seu pai e seus irmãos. Foi assim que surgiu a ideia de aprender tocar algum instrumento musical.

Contatos: (81) 9604-4870

E-mail: cantor@munizdoarrastape.com.br

Clique aqui para acessar a página de Muniz do Arrasta-Pé

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30 março 2015 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

AUTO_newtonsilva

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
DESAFIOS EDUCACIONAIS

Em plena metade da segunda década do século 21, para muitos a educação transformou-se num vetor capaz de qualificar ou desqualificar países, estados, cidades e famílias, favorecendo ascensões e quedas de regiões e mercados profissionais. E a experiência da consagrada jornalista norte-americana Amanda Ripley, colaboradora do Times e de outros periódicos de relevância no mundo desenvolvido, merece ser resumidamente contada aqui.

Em sua caminhada jornalística, Amanda sempre teve uma taluda aversão a fazer reportagens sobre educação, pois considerava os textos que tratavam o assunto frouxos, pegajosos, inconsistentes e fantasiosos, carentes de análises mais críticas diante das evidências concretas apuradas. Até que um dia, ela recebeu uma pauta que estabelecia uma entrevista com uma polêmica figura pública, Michelle Rhee, liderança das escolas de Washington, “que usava sapatos com salto agulha e costumava dizer a palavra ‘merda’ uma porção de vezes, em suas entrevistas”. Conversando com muita gente que também pesquisava temas inovadores e criativos sobre educação, Amanda percebeu que Rhee era interessante, mas que também não sabia qual era o mistério mais significativo de uma sala de aula. E o questionamento maior logo aflorou: por que alguns estudantes estavam aprendendo muito e outros tão pouco?cmi

Mergulhada num monte de dados quantitativos, Amanda observou altos e baixos gigantescos no nível de conhecimento de crianças em regiões ricas e pobres, em bairros de negros e brancos, em escolas públicas e particulares. E os dados também explicitavam picos e depressões, como, segundo expressão por ela usada, “uma extensa e nauseante montanha-russa, que podiam ser explicada em parte pelas costumeiras narrativas sobre dinheiro, questões de raça ou etnia”. Embora, segundo ela, houvesse mais alguma coisa em jogo.

Apaixonando-se pelas pesquisas educacionais, Amanda constatou alto desempenho discente em bairros norte-americanos onde, semanalmente, alguém era assassinado, contendo uma taxa de desemprego situada na faixa dos 18%. Enquanto em outros lugares menos sofridos, observou meninos e meninas morrendo de tédio, miúdos que clamavam por alguma distração que os salvassem de horas de vazio e inutilidade, mesmo com docentes se esforçando junto aos quadros, buscando agradar, tal e qual palhaços de circos mambembes.

Certo dia, Amanda deu de cara com um gráfico que a deixou mais embatucada ainda. Ele mostrava a dança educacional de quinze países ricos, onde os níveis de educação se alteravam drasticamente em poucos anos, para melhor ou para pior. E ela escolheu dois países vizinhos para maior atenção: a Finlândia e a Noruega, de 1960 a 2010, que haviam se submetido a testes de avaliação. Em relação à Finlândia, o país tinha tido uma rápida e vertiginosa evolução, enquanto a Noruega, país vizinho, parecia ter desabado no mesmo período, apesar de também não ter problema de pobreza infantil. E ela também verificou a evolução do Canadá, alçado de um nível medíocre para índices semelhantes aos do Japão.

Suas conclusões são verdadeiros despertadores para os responsáveis pelos destinos educacionais brasileiros, em todos os níveis. Resumo-as: 1. No mundo, os níveis de conhecimento e habilidade das crianças aumentam e despencam de maneira misteriosa em intervalos de curtos períodos; 2. A ampla maioria dos países não está sendo capaz de proporcionar a todas as crianças uma educação nos níveis mais altos, nem mesmo em se tratando de estudantes em melhor situação financeira; 3. Em algumas nações, a situação não sendo beneficiária para os Estados Unidos, todas as crianças vinham desenvolvendo a capacidade de raciocínio crítico em matemática, ciências e leitura, não apenas memorizando, mas aprendendo a sobreviver na economia moderna; 4. Nos Estados Unidos, os adolescentes privilegiados, filhos de pais com alto grau de instrução e originários das escolas mais ricas do mundo, quando comparados com pares privilegiados de outros países, ocupavam a 18ª. posição no ranking do desempenho em matemática, inferiores às crianças ricas da Nova Zelândia, Bélgica, França e Coreia do Norte, entre outros; 5. Quando entravam na adolescência, os estudantes norte-americanos amargavam a 26ª. posição nos testes de raciocínio crítico em matemática, abaixo da média do mundo desenvolvido; 6. Em Oklahoma, executiva RH de uma empresa não estava conseguindo encontrar gente capaz de ler, solucionar problemas e relatar o que tinha se passado em seu turno de trabalho e as escolas da área não estavam conseguindo formar mão de obra qualificada; 7. Sem um diploma de nível médio ninguém consegue arranjar emprego de lixeiro em Nova York; 8. Uma questão que angustia: numa época onde o conhecimento se tornou mais importante que nunca, por que os jovens norte-americanos sabem menos do que deveriam?; 9. Se a pobreza era o principal problema educacional, o que dizer da Noruega, que possui uma das mais baixas do mundo?; 10. E por que, na década de 1950, apenas 10% dos adolescentes finlandeses concluíam o ensino médio?

A jornalista Amanda Ripley ficou tão impressionada com os dados colhidos que escreveu um livro em 2013, no ano passado editado no Brasil pela editora Três Estrelas, São Paulo. Intitulado As Crianças Mais Inteligentes do Mundo, o livro interessa a todos aqueles que se preocupam com o futuro da meninada, sejam eles pais, professores, pedagogos, políticos, ministros e secretários estaduais e municipais. Que deveriam enfrentar os atuais desafios educacionais brasileiros, universitários inclusive, favorecendo um melhor índice de uma Educação Cidadã, através da viabilização efetiva do Plano Nacional de Educação e dos Planos Estaduais e Municipais, bem imbricados todos, sem demagogias nem slogans marqueteiros fantasiosos que apenas iludem os coitadinhos mentais, que esperam sempre mais luz, embora persistam em contemplar a escuridão, menosprezando o profeta (Isaías, 59,9).

Educar é para talentosos. Jamais válvula de escape para incapazes de conseguir empregos mais bem pagos em outros campos profissionais.

PS. O ministro Renato Janine Ribeiro, da Educação, é uma personalidade talentosa. Esperemos que ele saiba como conviver com as estroinices da Senhora Presidente, uma dirigente pública comprovadamente incapaz de gerenciar um meninão gigante chamado Brasil.

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30 março 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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QUIBEBE – PRATO PARA A SEMANA SANTA

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Foto de Elba Albuquerque

INTRODUÇÃO

Há quase cinco anos, precisamente no dia 5.4.2010, publiquei aqui no JBF matéria com o título A Fábula do Ovo e do Pré-Sal, onde contava as agruras de Dona Chiquinha Comboieiro, boleira balsense, não dando conta dos 500 cacetes encomendados pela PETROBRAS – só conseguiu 300 –, para um café da manhã em que se comemoraria naquele sertão o jorro do petróleo na torre que, há muito tempo, perfurava o solo na Fazenda Testa Branca, o que não veio a acontecer, acabando aquela estatal por cimentar o poço, relegando-o, definitivamente, ao olvido.

No dia 8 de agosto de 2014, a leitora Sebastiana Rodrigues de Sousa postou um comentário no jornal, assim se expressando: “Gostei dos contos, mas quero a receita do bolo cacete”.

Assim instigado, mostro o cacete, digo, o pau, depois de macerar a cobra, esta representada, evidentemente, pelo teste, aqui em casa, de todas as receitas, para não dar chabu.

Quando não houver menção específica, o resgate delas foi uma gentileza da amiga Maria do Socorro Ferreira Vieira, minha Assessora Cultural e Plenipotenciária balsense.

No tempo de minha infância, Balsas ainda não contava com a existência de padaria. A dona de casa, assim, tinha de usar de muita criatividade, todas as manhãs, para botar na mesa o quebra-jejum da família, as mais das vezes com beiju, cuscuz, frito de carne, farofa de ovo mexido ou os bolos cujas receitas aqui apresento.

Havia famosas boleiras balsenses, como Dona Dolores Lima e Madrinha Ritinha Pereira. Outras, como Dona Febrônia Tourinho, Dona Chiquinha, Dona Úrsula, Dona Biloca Botelho e Dona Maria Bezerra, minha saudosa mãezinha, faziam-nos, não só para o consumo domiciliar, mas também para vender.

E era aí que eu entrava na dança. Toda boca-de-noite, eu saía de casa, carregando na cabeça uma gamela cheia de bolos diversos, oferecendo-os de porta em porta, ou apregoando-os em alta voz.

Não preciso nem dizer a saia-justa que isso me causava, quando batia à porta de casa onde havia meninas colegas minhas do Grupo Escolar, principalmente na de Seu Jonas Bonfim, pai da Maria Núbia, menina de 8 anos, pela qual eu era perdidamente apaixonado. E esse acanhamento ficou maior, depois que passei a estudar em Floriano, pois nas férias, minha mãe me entregava a gamela, sem levar em consideração meu novo status de ginasiano.

Na Semana Santa balsense de minha infância, que ia de quarta a sexta-feira, quando se obedecia a rigorosa abstinência de carne, o prato mais comum nas mesas daquele sertão era o quibebe, cuja receita passo apresentar.

QUIBEBE

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Fotos de Elba Albuquerque

(Receita resgatada pela Comadre Maria Júlia, criada por minha mãe e residente em Anápolis)

Ingredientes:

Jerimum picado
Macaxeira picada
Maxixe picado
Batata doce em rodelas
Mandioquinha picada
(Todos em partes iguais)
Folhas de quiabo picadas (um molho)

01 garrafa de leite de coco

Modo de preparo: Após cozinhar os ingredientes, adicionar o leite de coco, sal, alho, cebolinha, coentro, e outros temperos, a gosto.

Tempo de duração: Melhor consumir no mesmo dia.

O ingrediente mais difícil de ser encontrado é a folha de quiabo. No ano passado, meu irmão Rosimar trouxe-as de São Luís de Montes Belos, sertão goiano, onde mora.

No último Natal, pedi a minha sobrinha e afilhada Lara, a qual não mede esforços para me agradar, que, como presente de natalino, plantasse no jardim de sua casa, na 714 Sul, um pé de quiabo, para que o ingrediente ficasse à mão com facilidade. Poderia ter pedido a outras sobrinhas queridas que têm quintal, mas aí morava o perigo, pois os cachorros que guardam casas adoram mijar nos canteiros de hortaliças.

Aí esta o resultado das providências da Lara:

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Foto de Lara Maria

É bem verdade que lagartinhas andaram testando o alimento, mas não faz mal, lagarta é Natureza, se não morreram, é porque o produto é de qualidade.

Para os que não gostam de comer as folhas, mas adoram comer o fruto, proponho, quebrando a seriedade o assunto, que repitam, cem vezes, este trava-língua:

Eu como quiabo cru, eu como quiabo cru, eu como quiabo cru, eu como quiabo cru…

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29 março 2015 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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29 março 2015 A HORA DA POESIA

A AERONAVE – Augusto dos Anjos

Cindindo a vastidão do azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A Aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.

E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada n’amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares,
Vencendo o azul que ante si s’erguera.

Voa, se eleva em busca do infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.

Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da Ciência.

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29 março 2015 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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29 março 2015 DEU NO JORNAL

O PROBLEMA É O PROCESSO

Sérgio Fernando Moro e Antônio Cesar Bochenek

A denominada Operação Lava Jato revelou provas, ainda pendentes de exame definitivo pelo Judiciário, da aparente existência de um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro de dimensões gigantescas. Se confirmados os fatos, tratar-se-á do maior escândalo criminal já descoberto no Brasil. As consequências são assustadoras.

A Petrobrás sofreu danos econômicos severos, ilustrados pelo pagamento de propinas milionárias a antigos dirigentes e pelo superfaturamento bilionário de obras. Além dos danos imediatos, a empresa sofreu grave impacto em sua credibilidade. A própria economia brasileira, carente de investimentos, sofre consequências, com várias empresas fornecedoras da Petrobras envolvidas no esquema criminoso.

Mais preocupante ainda a possibilidade de que o esquema criminoso tenha servido ao financiamento de agentes e partidos políticos, colocando sob suspeição o funcionamento do regime democrático. Embora se acredite que, com o apoio das instituições democráticas e da população em geral, tais problemas restem ao final superados, inclusive com o fortalecimento da democracia e da economia brasileiras, a grande questão a ser colocada é como se chegou a esse ponto de deterioração, no qual a descoberta e a repressão de crimes de corrupção geraram tantos efeitos colaterais negativos?

Uma das respostas é que o sistema de Justiça Criminal, aqui incluído Polícia, Ministério Público e Judiciário, não tem sido suficientemente eficiente contra crimes desta natureza. Como resultado, os problemas tendem a crescer, tornando a sua resolução, pelo acúmulo, cada vez mais custosa.

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Sergio Fernando Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato

A ineficiência é ilustrada pela perpetuação na vida pública de agentes que se sucedem nos mais diversos escândalos criminais. Não deveria ser tão difícil condená-los ao ostracismo. Parte da solução passa pelo incremento da eficiência da Justiça criminal. Sem dúvida com o respeito aos direitos fundamentais dos investigados e acusados, mas é necessário um choque para que os bons exemplos de eficiência não fiquem dependentes de voluntariedade e circunstâncias.

Sem embargo de propostas de alterações do Direito Penal, o problema principal é óbvio e reside no processo. Não adianta ter boas leis penais se a sua aplicação é deficiente, morosa e errática. No Brasil, contam-se como exceções processos contra crimes de corrupção e lavagem que alcançaram bons resultados. Em regra, os processos duram décadas para ao final ser reconhecida alguma nulidade arcana ou a prescrição pelo excesso de tempo transcorrido. Nesse contexto, qualquer proposta de mudança deve incluir medida para reparar a demora excessiva do processo penal.

A melhor solução é a de atribuir à sentença condenatória, para crimes graves em concreto, como grandes desvios de dinheiro público, uma eficácia imediata, independente do cabimento de recursos. A proposição não viola a presunção de inocência. Esta, um escudo contra punições prematuras, impede a imposição da prisão, salvo excepcionalmente, antes do julgamento. Mas não é esse o caso da proposta que ora se defende, de que, para crimes graves em concreto, seja imposta a prisão como regra a partir do primeiro julgamento, ainda que cabíveis recursos. Nos Estados Unidos e na República francesa, dois dos berços históricos da presunção de inocência, a regra, após o primeiro julgamento, é a prisão, sendo a liberdade na fase de recurso excepcional.

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Antônio Cesar Bochenek, juiz federal, Presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe)

Não se ignora, por evidente, a possibilidade do erro judiciário e de eventual reforma do julgado, motivo pelo qual se propõe igualmente que as Cortes recursais possam, como exceção, suspender a eficácia da condenação criminal quando presente, por exemplo, plausibilidade do recurso. Mas a exceção não invalida a proposição. O problema da legislação atual é o de supor como geral o erro judiciário e, como consequência, retirar toda eficácia da sentença judicial, transformando-a em mera opinião, sem força nem vigor. No Brasil, chegou-se ao extremo de também retirar-se a eficácia imediata do acórdão condenatório dos Tribunais, exigindo-se um trânsito em julgado que, pela generosidade de recursos, constitui muitas vezes uma miragem distante. Na prática, isso estimula recursos, quando não se tem razão, eterniza o processo e gera impunidade.

A AJUFE – Associação dos Juízes Federais do Brasil apresentará, em breve, proposição nesse sentido ao Congresso Nacional. O projeto de lei foi previamente aprovado pela ENCCLA – Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de dinheiro no ano de 2014, em grupo de trabalho que contou com membros dos três Poderes.

Pelo projeto, o recurso contra a condenação por crimes graves em concreto não impedirá, como regra, a prisão. Permite ainda o projeto que o juiz leve em consideração, para a imposição ou não da prisão, fatos relevantes para a sociedade e para a vítima como ter sido ou não recuperado integralmente o produto do crime ou terem sido ou não reparados os danos dele decorrente. Exige-se ainda alguma cautelaridade para a prisão, mas não como antes do julgamento.

Não se trata aqui de competir com as proposições apresentadas pelo Governo Federal ou pelo Ministério Público, mas contribuir, usando a experiência da magistratura, com a apresentação de projeto que pode mudar significativamente, para melhor, a Justiça.

O Brasil vive momento peculiar. A crise decorrente do escândalo criminal assusta. Traz insegurança e ansiedade. Mas ela também oferece a oportunidade de mudança e de superação. Se a crise nos ensina algo, é que ou mudamos de verdade nosso sistema de Justiça Criminal, para romper com sua crônica ineficiência, ou afundaremos cada vez mais em esquemas criminosos que prejudicam a economia, corrompem a democracia e nos envergonham como País.

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29 março 2015 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

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29 março 2015 A PALAVRA DO EDITOR

ABESTALHAMENTO MUNDIAL

Superamos a marca dos 117 mil leitores distintos do JBF no Brasil.

No mundo todo, são mais de 126 mil abestados.

Agora, tem um mistério: porque a Índia é o segundo país do mundo na quantidade de fubânicos, não me perguntem a razão.

Eu não faço a menor idéia!

MUNDO TODO

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“Aqui em Nova Deli somos 2.070 abestados ligados no JBF”

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29 março 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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29 março 2015 REPORTAGEM

O MELHOR “CONSULTOR” DO MUNDO: ERA SÓ CONTRATAR E TER LUCRO CERTO

Depois de deixar o governo Lula em 2005 pela porta dos fundos, o petista José Dirceu passou a atuar como consultor valendo­-se da vasta influência que exerce sobre companheiros instalados nas mais diversas engrenagens do governo. O fato de sua carteira de clientes incluir algumas das principais empreiteiras acusadas de participar dos desvios bilionários da Petrobras fez com que ele logo passasse a ser investigado no escândalo do petrolão. O Ministério Público pediu a abertura de um processo para aprofundar essa relação.

Na semana passada, o juiz Sergio Moro liberou para consulta pública parte das informações constantes dos autos. Com isso, ficou-se sabendo que Dirceu não é apenas um consultor bem-sucedido – é um sucesso retumbante. De 2006 a 2013, o ex-ministro faturou 29,3 milhões de reais em contratos de consultoria com empresas de todos os tamanhos e atuantes nos mais variados setores da economia – de cervejaria a laboratório farmacêutico, de escritório de advocacia a concessionária de automóveis, Dirceu estava em todas.

Pudera: sua contratação, como se verá a seguir, era garantia de ótimos resultados.

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Mesmo depois de ser preso por seu envolvimento no mensalão, Dirceu recebeu mais de um milhão de reais de clientes de sua “consultoria”

Tamanha eficiência fez com que, mesmo durante sua temporada na prisão, Dirceu seguisse recebendo pagamentos por seus serviços. À reportagem, dois de seus clientes, a construtora Consilux e o laboratório EMS, admitiram que destinaram 1,2 milhão de reais ao ex­-ministro quando ele já estava atrás das grades. São os contratos com as empresas que faturavam alto na Petrobras, porém, que podem levar Dirceu a ter de travar novo embate nos tribunais antes mesmo de cumprir o restante da pena do mensalão. Do clube do bilhão, o petista recebeu pelo menos 8 milhões de reais.

O ápice dos pagamentos se deu em 2012, período em que o petrolão estava funcionando a pleno vapor e que coincidiu com a condenação de Dirceu por participação no mensalão. Entre as empreiteiras que aparecem na lista de clientes do ex-ministro estão OAS, Engevix, UTC, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa – todas acusadas de integrar o cartel que atuava na Petrobras.

Dirceu nega que sua consultoria abrisse caminho para negócios na Petrobras ou no governo. Mas, assim como aconteceu no mensalão, os fatos sugerem que ele não fala a verdade. Há quatro anos, uma reportagem da revista Veja revelou que as consultorias do ex-ministro não passavam de eufemismo para acobertar a prática de tráfico de influência. Da notória empreiteira Delta surgiu o primeiro exemplo de como os serviços do ex-ministro encurtavam o caminho rumo aos cofres públicos.

Em 2009, a Delta, por meio de outra empresa do grupo, a Sigma Engenharia, fechou um contrato com a empresa de Dirceu, a JD Assessoria e Consultoria. Oficialmente, o objetivo era ampliar a participação da companhia no Mercosul. Mas foi no Brasil que os negócios da empresa se multiplicaram. De partida, a Delta dobrou o valor de seus contratos com o governo federal e, logo depois de passar a contar com os serviços do “consultor” Dirceu, entrou para o seleto grupo de prestadoras de serviço da Petrobras.

Não era coincidência. Na ocasião, um sócio da empresa, Romênio Machado, admitiu: “O trabalho dele (Dirceu) era fazer tráfico de influência”.

Agora, com a lista de clientes de Dirceu exposta à luz, é possível dizer que a Delta não era exceção. Outras empreiteiras ampliaram exponencialmente seus negócios após recorrer aos préstimos do mensaleiro. E o milagre da multiplicação não se dava apenas na Petrobras. Era extensivo a órgãos do governo federal.

A Galvão Engenharia é um exemplo. No mesmo ano em que contratou Dirceu, a empreiteira recebeu do governo 203 milhões de reais, onze vezes mais do que havia recebido no ano anterior. No primeiro ano de contrato com o “consultor”, outra companhia, a SPA Engenharia, experimentou um salto de 40% em seu faturamento junto aos cofres do governo. Recebeu 237 milhões. O ano seguinte foi ainda melhor: o valor passou para 541 milhões.

Até a tradicional Camargo Corrêa, que em 2009 estava assistindo a uma queda nos seus negócios com a administração federal, de repente viu a curva mudar de rumo. Bastou contratar Dirceu e as coisas melhoraram.

Para fazer valer os gordos “honorários”, Dirceu contava com parceiros ocasionais importantes. Um deles era o ex-presidente Lula, que, depois de deixar o governo, se lançou no mundo das consultorias e palestras. Em 2011, por exemplo, os dois fizeram juntos uma viagem de negócios ao Panamá. Lá, sem esconderem a condição de lobistas, tiveram encontros com o presidente do país e ministros de Estado.

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As consultorias de Dirceu contavam com a ajuda de parceiros valiosos. Em 2011, ele (no detalhe da foto) e Lula viajaram juntos ao Panamá para encontros com autoridades do país

Em mais uma evidência do cruzamento de interesses públicos e privados, em parte de seus compromissos no país a dupla contou com o auxílio logístico de funcionários da embaixada brasileira.

Na lista de clientes de Dirceu há um detalhe repleto de significado: entre os pagadores há um lobista que, de acordo com as investigações, recorria às suas amizades no PT para fechar negócios na Petrobras e, como contrapartida, se encarregava de retribuir a gentileza distribuindo propina a quem o ajudava. A Dirceu, esse lobista pagou quase 1,5 milhão de reais. Por serviços de consultoria, claro.

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29 março 2015 FULEIRAGEM

SETE – CHARGE ONLINE

SETE

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29 março 2015 DEU NO JORNAL

DILMA, LULA E O DIABO

Mary Zaidan

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Em abril de 2013, durante encontro com prefeitos na Paraíba, Dilma Rousseff surpreendeu a todos com sua sinceridade: “Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”. Confessou e fez, como é sabido. E o belzebu cobrou. Com juros e correção, sem carência ou parcelamento. Pior, encarnado em gente experiente nesse tipo de pacto.

Mais do que a paralisia do país, a economia estagnada, a inflação e o desemprego em alta, os demônios que assombram Dilma estão incorporados nos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), antigo desafeto, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fiel aliado até poucos dias. E em seu padrinho Lula.

Cunha e Renan têm se divertido em lançar chamas, assustar e pregar peças no governo.

Ainda que os objetivos de ambos não sejam nada republicanos, há muito não se via um Parlamento tão ativo. Até altivo. Câmara e Senado passaram a reivindicar suas prerrogativas, falar alto, questionar o governo.

Não há, no entanto, o que comemorar. O Legislativo só parou de dizer amém a partir das diabruras dos peemedebistas. E só se manterá assim enquanto for do interesse do PMDB, partido que mais do que qualquer um sabe o momento de aderir – e gozar as benesses do paraíso -, e a hora de escapar do incêndio, não raro colocando mais lenha na fogueira.

Mas é Lula quem melhor personifica o inferno de Dilma.

Safo como ninguém, Lula é senhor do bem e anjo do mal. Reúne-se com a afilhada, presta-lhe solidariedade, lhe acarinha o ego. Chegou a defender o ajuste fiscal proposto pela pupila, mesmo se o PT ficasse contra. E o fez na cerimônia de aniversário do partido. Registre-se: uma única, apenas uma vez.

Ao mesmo tempo, estimula a reação petista contra as medidas econômicas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e incita o exército de Stédile a ir às ruas. Aposta na esquizofrenia de uma tropa comandada – e paga – que carrega cartazes de apoio a Dilma e grita contra o que o governo dela tem de fazer.

E vai além. Depois de cada encontro com a presidente, o ex faz a imprensa saber que Dilma insiste em não ouvi-lo. Uma suposta briga entre os dois, ocorrida no Planalto, ilustra bem isso. Lula teria perdido a paciência, batido os punhos na mesa, gritado, disparado palavrões.

Quer porque quer que o distinto público creia que os desacertos do governo devem-se ao fato de Dilma não seguir os conselhos dele. Que ele, só ele, é a salvação.

É perverso, diabólico.

Pior para Dilma, que nada aprendeu e acha que tudo sabe. Que não tem como quitar a dívida de um pacto que não é para iniciantes, mas que ela contraiu. Que colocou o coisa ruim na roda, admitindo fazer o diabo na hora de eleição.

Esperto e experiente, Lula faz o diabo sempre. E a altíssima conta que o capeta cobra ele empilha nos ombros dos outros.

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29 março 2015 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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29 março 2015 DEU NO JORNAL

UMA DUPLA IMBATÍVEL DE EXPLICANTES

1) Joaquim Levy vê PIB normal e diz que economia está “sem impulso”. Ministro diz que resultado do PIB mostra “desaceleração” e “transição”.

2) Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central diz que resultado do PIB é “pausa no crescimento”

ftd

* * *

Já convidei os dois pra ser comentaristas gunvernistas aqui no JBF.

Em matéria de contorcionismo embromatório bostífero, esta parelha de otoridades do gunverna da istrêla vermêia é insuperável!

A supremacia dos comentaristas Justificador Incansável e Crente Sinceros está ameaçada.

Sinto muito, mas apareceu uma dupla que é imbatível em matéria de explicações eufemísticas.

ATJ

“Fiquem tranquilos, cidadãos banânicos: a pajaraca que vocês vão levar no olho do bufante é apenas o dobro deste tamanho…”

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29 março 2015 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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ALMOÇO E SOBREMESA

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Picanha bovina

Hoje é dia de comer bem, comer diferente dos outros dias da semana. Depois do almoço, uma boa sobremesa e, em seguida um bom descanso – que ninguém é de ferro.

E, falar em comida neste país continental acaba sendo algo complexo, pela diversidade de escolha e, principalmente, forma de fazer. A chegada de ideias orientais e aconchego da Europa somaram para esta miscigenação que convivemos todos os dias.

Vejam apenas um exemplo: a quantidade de feijões diferentes que existe no Brasil. Mais diferente, ainda, a forma de prepara-lo e, de servi-lo. Feijão fradinho, feijão mulata gorda, feijão mulatinho, feijão branco, fava branca, fava rajada, feijão de corda, feijão sempre verde. E ainda chegou o grão-de-bico e outros vindos de países estrangeiros.

No Rio de Janeiro, o “mocotó” e a “dobradinha” são feitas de formas diferentes, mas ambas levam o feijão branco (que alguns chamam de chileno). Vejam de quantas formas diferentes se faz a tradicional e gostosa feijoada. No Nordeste, o feijão acaba ficando mais gostoso quando tem o apoio de quiabo, maxixe, jerimum, charque ou toucinho.

E as carnes?

Aí entram as diferentes formas de preparação, ainda que todas brasileiras. O churrasco que se come no Ceará, Pará ou Pernambuco não é o mesmo que se come no Rio Grande do Sul. Os gaúchos fazem churrasco diferente e ainda têm o auxílio da gostosa carne argentina.

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Peixada ao molho de camarão

Brasil afora, as carnes usadas também são diferentes umas das outras. Carne bovina, carne suína, carne caprina com preparo e cozimento diferenciado – os gaúchos também servem diferente. No extremo Norte, além das carnes acima citadas, serve-se também muito a caça – embora os órgãos oficiais trabalhem incessantemente para coibir e diminuir o abate, considerado irregular.

Virou elemento de comemoração comer uma paca, um porco do mato, um veado, uma mucura, uma iguana, um jacaré – e muitos ainda comem jaçanã, tartarugas e outros animais há muito em extinção.

Para não cair na mesmice, as carnes de aves (galinha, pato, peru, galinha d´angola) são ofertadas nos supermercados de forma diferenciada e quase sempre acompanhadas de receitas diferentes. Mas, nenhuma dessas fórmulas mágicas conseguiu bater até hoje a famosa “galinha cabidela”.

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Pernil de carneiro com farofa de cuscuz

Graças à Deus que existe uma grande quantidade de peixes e mariscos na cadeia alimentar do brasileiro. Muitas também são as formas de preparo. Peixes considerados nobres, lagosta e camarão surgem em primeiro lugar na preferência nacional. É que muitos ainda não conhecem o mexilhão, o sururu, a tarioba, o polvo, a lula e suas diferentes formas de preparo. Nem todo mestre ou boa cozinheira sabe os segredos do preparo de uma moqueca de tarioba ou uma torta de camarão – e as mais gostosas são sempre aquelas ensinadas pelos antepassados e pelos indígenas.

As espécies importadas (salmão, bacalhau e truta) começam ganhar espaço na mesa brasileira, principalmente as duas primeiras espécies, ricas em ômega 3 – mas ainda estão distantes dos peixes das águas brasileiras na preferência.

Aos poucos o caranguejo ganha preferência na culinária brasileira. O acompanhamento também diferencia de um estado para outro. No Maranhão, molho vinagrete apimentado e misturado ao óleo de babaçu, com arroz de toucinho faz o sábado ou o domingo de muitos. A grande maioria não sabe preparar o crustáceo.

Depois de bem lavado em água corrente (só se põe tempero verde quando se pretende fazer algo com o caldo – pirão, por exemplo), deve ser levado à panela e dela ser retirado na primeira fervura para facilitar a saída do casco e das unhas.

Usa-se muito a carne para fazer torta ou moqueca de vários tipos e com diferentes temperos. As duas unhas maiores já conquistaram espaço nos coquetéis, quando são servidos empanados.

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Sorveteria Cairu em Belém do Pará

Para sobremesa quero sugerir sorve. E, sorvete fabricado pela Cairu, marca nascida, crescida e fortalecida em Belém, capital do Pará. Com forte auxílio da diversidade de frutas e sabores da Amazônia, a Cairu se perpetuou entre os paraenses pela qualidade e esmero no fabrico do sorvete.

A linha de produção nada tem com a sazonalidade de várias frutas como o taperebá (cajazinho), jaca, murici, caju e outras frutas de época, porque a tecnologia já auxilia a produção de polpas e o seu armazenamento.

Em nenhum estado brasileiro se fabrica sorvete mais gostoso que o sorvete da Cairu. Até o final da década de 80, não se tinha conhecimento da existência de franquias da marca para outros estados brasileiros – embora alguns garantam que existe sim, mas vendida com outro nome.

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Tabela com sabores de sorvete na Cairu de Belém

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