29 setembro 2014 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA

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29 setembro 2014 COLUNA DO MAURO PEREIRA


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
MAY DAY! MAY DAY! À DERIVA, O BRASIL PEDE SOCORRO!

Nestes tempos em que somos torpedeados pela mediocridade e enfrentamos sombrias etapas de provações democráticas, tudo indica que, estimulado pelo governo, o instinto de sobrevivência encontrou no solo fértil da servidão o mais eficiente dos adubos para se alastrar e, infelizmente, a julgar-se pelo topor coletivo que se estende há vários anos, não podemos esperar muito de uma sociedade alienada que teima em eleger e reeleger políticos reconhecidamente corruptos, cujas folhas corridas deixariam ruborizadas as mais altas patentes do crime organizado. Quanto mais se acumulam denúncias de desmandos e de corrupção, mais a presidente-candidata sobe nas pesquisas. Será que perdemos a capacidade de nos indignarmos?

A alma se mostra insuficiente para suportar a dor de assistir, ao longo de pouco mais de uma década, o paulatino desmonte da sétima maior economia do planeta patrocinado por um dos governos mais incompetentes e corruptos de nossa história republicana. Nada funciona a contento nesse Brasil descoberto por Lula em 1.º de janeiro de 2003 e devastado pelo petismo desde o seu descobrimento. As notícias publicadas diariamente por órgãos especializados em economia são aterradoras. O fantasma da inflação volta a assombrar o assalariado, o flagelo do desemprego bate à porta e tira o sossego do trabalhador. O vendaval de desatinos faz uivar tenebroso o vento da recessão.

Nada escapa ao desvario e à incompetência petista. É calamitoso o serviço de saúde oferecido à população. Pacientes empilhados nos corredores dos hospitais aguardando atendimento em camas improvisadas e macas em péssimo estado de conservação expõem o descalabro da insuficiência de leitos hospitalares. A longa e desumana espera pela realização de exames médicos contribui para o agravamento do mal que aflige e mata o doente. A afirmação de Lula garantindo que o SUS está próximo da perfeição redimiu a vassalagem abjeta que repete como mantra essa mentira pilantra.

A precariedade da educação é uma das faces mais perversas dos desgovernos de Lula e Dilma. Ensino de baixíssimo nível transformou o Brasil em frequentador assíduo das últimas colocações nos índices educacionais publicados por instituições internacionais. Salários vergonhosos, patrulhamento do sindicalismo pelego e a ideologização da grade curricular têm desestimulado boa parte dos professores. As recorrentes e impunes agressões dos alunos elevou o exercício do magistério à categoria de profissão de risco e, como consequência inevitável, têm contribuído significativamente para a diminuição do número de heróis que se aventuram a encarar a missão de ensinar. Os caminhos já não são mais suaves.

A segurança pública, ou a falta dela, é a consagração do fracasso das administrações petistas. Deixada ao Deus dará, as fronteiras brasileiras são um convite ao tráfico de armas e drogas. Sob o olhar complacente – que resvala perigosamente nos limites da cumplicidade – de nossas autoridades, países limítrofes ao Brasil aumentam sua produção de coca. Dão-se por satisfeitos com a justificativa de que o plantio da erva é destinada apenas para consumo interno. Essa farsa se desmonta na contundente e desmoralizadora declaração do senador boliviano Roger Pinto Molina afirmando categoricamente que “as relações entre Brasil e Bolívia estão narcotizadas”. Às vezes tenho a sensação de que o alinhamento ideológico é mais importante do que o enfrentamento aos narcotraficantes, responsáveis diretos pela destruição dos nossos jovens e adolescentes.

A política externa, então, virou vergonha nacional e motivo de chacota internacional. Aparelhado, o outrora imponente e respeitado Itamaraty perdeu seu brilho e viu-se relegado a vulgar condição de esbirro da paranóia ideológica perseguida pelo lulopetismo. A cada ação de seus diplomatas, há exceção, ou a cada pronunciamento da presidente Dilma Roussef, mais se esfarela a credibilidade do Brasil perante as nações mais desenvolvidas. A entrevista concedida por nossa presidente terça-feira última (23) censurando os ataques dos EUA e aliados aos bárbaros cortadores de cabeças do EI (Estado Islâmico) e o discurso escandalosamente de candidata em campanha proferido na abertura da Assembléia Geral da ONU, na quarta, ilustram com clareza a miséria ética em que agoniza moribunda a diplomacia brasileira.

Massacrado há praticamente doze anos sob o tacão petista, o Brasil às vezes dá sinais que sucumbiu à corrupção que não cessa, apequenou-se ante à irresponsabilidade que o sufoca e curvou-se à miséria moral que o destrói. Com a conivência de grande parte dos brasileiros, o País caminha para submergir fragorosamente no mar de lama que o inviabiliza e degrada.

Ao mesmo tempo em que torna-se cada vez mais vigorosa a percepção de que a Nação está por sua conta e risco no enfrentamento dessa tormenta que não amaina, também me constrange por demais essa utópica profecia que me invade alertando que somos 200 milhões de passageiros de uma nau abandonada à própria sorte que, sem comando, navega ao encontro do seu naufrágio. Indiferente aos arroubos de profetas da utopia amadores, pelas frestas de nossa aquiescência os profissionais do caos nos espreitam, prontos para dar o bote.

May Day! May Day! À deriva, e seriamente avariado, o Brasil pede socorro!

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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29 setembro 2014 DEU NO JORNAL

DUAS DÉCADAS DE EMPLUMADOS

O ministro Gilberto Carvalho jogou a toalha.

Admitiu em uma roda que restam ao PT duas esperanças de eleição em governos estaduais: Tião Viana, no Acre, e Wellington Dias, no Piauí.

E olhe lá.

* * *

Acre e Piaui. Dois ricos e prósperos estados da federação, com uma militância ativa, esclarecida e bem informada.

Em termos de PIB, de renda per capita e de politização do eleitorado só perdem mesmo pro Maranhão.

Já no atrasado e pobre São Paulo…

Se aquele cabra que tem a venta do tamanho de um trem, o Geraldo Alckmin, ganhar a eleição domingo que vem, estabelecerá um recorde na terra bandeirante: os tucanos vencem a eleição estadual desde 1994.

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Duas décadas, 20 anos de mando da tucanalhada.

Além de São Paulo, o time da istrêla vermêia também tá levando fumo no Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Bahia, Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Eu fico com tanta pena que chega choro: Xiuf, xiuf, snif, snif…

Como diz o fubânico palmarense Malouvido, “É pra lascar a tabaca de Xolinha”.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

clayton

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A RESPOSTA DO ESPELHO

Responda-me espelho meu,
O que foi que aconteceu
Com a minha tenra aparência?
Está tão desfigurada,
Já não expressa mais nada
Dos tempos da adolescência.

Porque fez isso comigo?
Penalizou-me um castigo,
Que não fiz por merecer;
Cadê minha mocidade,
Responda por caridade,
E queira me devolver!

Rebobine aí seus planos,
E traga os meus vinte anos,
Faça isso espelho meu!
Devolva as minhas quimeras.
Vividas em outras eras
Pra que eu, volte a ser eu!

Restitua meu sorriso
E não me deixe indeciso
Sem ter uma explicação
Amargando esse queixume;
Porque apagou meu lume?
Diga qual foi a razão!

A minha fugacidade,
Trocou por morosidade,
O que foi que aconteceu?
Depois de ouvir tudo isso
O espelho não foi omisso,
E assim me respondeu.

Meu amigo, no entanto!
Não vou lhe causar espanto,
Nem lhe motivar surpresa
Mas, esses reais contrastes,
Que lhe afligem, são desgastes,
Provindos da natureza.

Por isso que lhe consiste,
Achar essa imagem triste,
Mas, saiba que é sempre assim,
Então não tenha receio;
Já viveu princípio e meio,
Está caminhando pra o fim.

Sem que acarretasse afronta,
Aquela resposta pronta
Do espelho, que sem maldade,
Deu-me uma grande lição;
E após a reflexão,
Vi que era a pura verdade.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

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29 setembro 2014 DEU NO JORNAL

CHIKUNGUNYA: PRECISO EXPERIMENTAR!

Agamenon Mendes Pedreira

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Seringalista amador, Agamenon Mendes Pedreira frequentava, ao lado de Marina Selva, a maloca de Chico Mendes no Acre

Uma nova doença ameaça a combalida saúde do brasileiro: a chikungunya, uma espécie de dengue. A doença transmitida por um mosquito está entrando no território brasileiro pelo Oiapoque e vai sair pela Marilena Chauí. Preciso experimentar.

* * *

Enquanto fazia panfletagem e distribuía santinhos de sua campanha na Times Square, em Nova Iorque, a presidenta Dilma Roskoff negou que estivesse fazendo campanha.

* * *

Já o candidato tucano Aécio Never viajou 7 vezes para Minas em 7 dias. Aecinho faz questão de dormir no Rio de Janeiro de onde governou Minas por dois mandatos.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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VOTO NÃO É PAPEL HIGIÊNICO

Semana passada, registrou o jornalista Sebastião Nery a reportagem de cinco páginas que a francesa L’Express, dedicou aos escândalos da Petrobras. Sob a foto da presidente brasileira, ela “gorda, muito gorda, barriguda” (sic), a pergunta crucial da revista: O escândalo do dinheiro negro – corrupção – os brasileiros exigem as contas. Quem assinou os contratos leoninos?

A resposta é óbvia, mas provoca outra pergunta: por que a ocupante da cadeira mais poderosa do país insiste em dizer que assinou louvada apenas no parecer de um diretor? Onde estava a “gerentona” implacável, na hora de uma assinatura que dizia respeito a duzentos milhões de brasileiros? Será que no tempo em que as faturas do cartão de crédito eram pagas por ela as notas de despesa também eram assinadas sem ler? Teria a adiposidade provocado a incúria da presidente?

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Ora, as “tenebrosas transações” eram tão volumosas que, para não atrapalhar um negócio, atente-se para a frase só para não atrapalhar um negócio, Paulo Roberto Costa recebeu uma propina de R$ 3,6 milhões. O valor, uma fortuna para a imensa maioria dos mortais, foi pago somente para Paulo Roberto Costa não atrapalhar um negócio. Então veja agora o valor para facilitar um negócio.

O desdobramento veio no blog de Ricardo Noblat: “O valor da propina paga a Paulo Roberto Costa para que ele facilitasse negócios de uma empreiteira com a Petrobras dá uma pálida ideia do tamanho da corrupção que entope os dutos da empresa. O valor: US$ 23 milhões de dólares, segundo apurou Jailton de Carvalho, repórter de O Globo. Ou R$ 55,2 milhões, o equivalente a 10% do que a prefeitura do Recife, por exemplo, pretende investir na cidade em 2015.”

Mesmo assim, neste país de indolentes ainda há – em grande número, o que é pior -, os que vão usar o poder do voto para manter as coisas como estão…

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO

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29 setembro 2014 DEU NO JORNAL

UM PAÍS DE POPULAÇÃO RETRÓGRADA

Manifestantes derrubaram neste domingo (28), em Kharkiv, no leste da Ucrânia, uma estátua de Vladimir Lênin, histórico líder comunista e um dos maiores símbolos na extinta União Soviética.

Este era o maior monumento em referência ao líder revolucionário Russo na Europa, construído na segunda maior cidade da Ucrânia, próxima a fronteira com a Rússia.

Vídeos publicados na internet mostram o momento em que a estátua foi destruída.

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* * *

Só podia mesmo ser numa nação de branquelos. De coxinhas elitistas dos zoios zazuis.

Derrubar e avacalhar com a estátua de um dos maiores humanistas de toda a história do século passado é um fato gravíssimo.

Povinho reacionário e direitista que só a porra. Desse jeito, é impossível implantar o progresso e o avanço de um socialismo muderno nesse país escroto.

E só não derrubaram estátuas de Marx e de Stalin porque não havia um único exemplar na Ucrânia.

Que sacanagem….

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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29 setembro 2014 DEU NO JORNAL

MANIFESTO POR UM BRASIL MAIS RICO, NÃO MAIS CARO

Ricardo Amorim

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Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo: só neste ano, até a data de hoje, 29.09.2014, mais de 1,2 trilhões arrecadados

Na Idade Média, o tratamento para a peste bubônica era forçar o doente a penitenciar-se com um padre. Buscava-se tratar sintomas como febre, calafrios e delírio através da graça de Deus. O resultado: um terço da população europeia foi dizimada pela peste.

De lá para cá, muito mudou, mas nem tanto assim. Vários tratamentos médicos continuam lidando exclusivamente com os sintomas e não as causas das doenças. Na economia, também.

Na história brasileira, há mais casos de tratamentos de sintomas de problemas econômicos do que episódios em que as verdadeiras razões dos desarranjos foram confrontadas.

Nesta semana, tivemos mais um. Para lidar com dificuldades da nossa indústria, o governo e o Banco Central vêm adotando uma série de medidas, incluindo redução temporária de impostos para alguns subsetores, aceleração da queda da taxa de juros, adoção de restrições à entrada de capitais estrangeiros para enfraquecer nossa moeda e elevação de impostos sobre produtos importados.

Além de sujeitarem o País a eventuais retaliações comerciais, essas medidas criam um Brasil mais caro, não mais rico. Quem pagará a conta do encarecimento dos produtos importados e da redução da competição com os nacionais é você, o consumidor. Aliás, já paga.

No ano passado, impostos sobre importação arrecadaram mais que o Imposto de Renda Pessoa Física. Você pagou ambos. Os primeiros, nos preços elevadíssimos praticados no Brasil e o IRPF, na fonte.

A própria indústria, beneficiária no curto prazo, acaba perdendo no longo prazo, à medida que a elevação de preços reduz o número de consumidores que podem arcar com preços mais elevados.

O governo deve, sim, adotar medidas enérgicas para elevar a competitividade do País. Para isso, precisa cortar gastos públicos excessivos e de péssima qualidade. Somos pouco competitivos e nossos preços são elevados porque, no Brasil, compramos o produto ou o serviço e pagamos junto nosso governo gastão.

Não raro, pagamos duas vezes pelo mesmo serviço. Saúde e educação são exemplos óbvios. Através de nossos impostos, pagamos os sistemas públicos, mas, devido à baixa qualidade, quem pode paga também por serviços privados.

Com menos gastos públicos, os impostos também cairiam e, com eles, os preços. Com preços menores, o consumo aumentaria e a geração de empregos também.

Sobrariam mais recursos para investimentos em infraestrutura, reduzindo custos de transporte, energia, comunicação, etc. O governo necessitaria de menos dinheiro emprestado, permitindo que a taxa de juros caísse, sem gerar desequilíbrios. Juros menores atrairiam menos capital estrangeiro, levando a uma taxa de câmbio menos apreciada.

Menos gastança governamental e impostos são a receita para um país mais rico. Mais impostos sobre produtos importados constroem apenas um país mais caro.

Nossa presidenta tem reclamado do tsunami financeiro dos países ricos – que ela não controla -, mas não tem atacado sistematicamente o tsunami de gastos públicos, sob seu controle.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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29 setembro 2014 DEU NO JORNAL

INSPIRADO EM MARINA, LULA PROMETE DAR AUTONOMIA A DILMA

The i-Piauí Herald

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“Dilma vai seguir carreira solo”, autorizou Lula

INSTITUTO LULA – Em discurso inflamado, o ex-presidente em exercício Luiz Inácio da Silva, prometeu dar autonomia a Dilma Rousseff a partir de 2015. “A companheira Marina quer tirar a comida dos brasileiros dando autonomia ao Banco Central. Eu digo a vocês que darei autonomia a Dilma Rousseff para tirar o doce da boca do mercado”, bradou, sendo ovacionado pela redação do Brasil 247.

Procurado pela Polícia Federal há sete meses para colaborar com a investigação sobre os repasses da Portugal Telecom ao seu partido, Lula seguiu a mesma linha de raciocínio. “Queríamos dar autonomia ao PT”, explicou.

Merval Pereira especula que a autonomia de Dilma alterará drasticamente a corrida presidencial. “Trata-se de um fato novo que coloca em xeque o poder de gestão da cúpula petista”, analisou.

No final da tarde, levado por uma Onda Autônoma, Lula orientou Dilma a dar autonomia à Petrobras.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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29 setembro 2014 A PALAVRA DO EDITOR

DICIONÁRIO FUBÂNICO

dicionário fubânico

COORDENADA – Que não tem cor.

CORRELIGIONÁRIO – Intimação para o legionário dar no pé.

CRETINO – Nativo da Ilha de Creta.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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O GUARDA-ROUPAS DA LUA

A Lua cheia
Veste-se de branco
A Lua nova
Veste-se metade
A Lua minguante
Veste-se com nada
A Lua crescente
Não anda vestida
As roupas encolheram
Ficaram perdidas.
E a Lua desfilou
Num Céu estrelado
Bom para o Sol
Que ainda estava acordado

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – FOLHA DE PERNAMBUCO

thiagolucas

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29 setembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ PAULO CAVALCANTI – LISBOA-PORTUGAL

Papa, caríssimo.

Foi muito bom o artigo do Fernando. Só deu inveja não ter sido eu, a escrever.

Mas logo me desculpei, fique tranquilo, que até dezembro não estou disponível para nada.

Mas logo me culpei, também. Que o Papa não é nada. É tudo.

Seja como for, parabéns.

A abraços lisboetas deste seu devoto.

R. Nosso querido colunista José Paulo, que também é Padre da Igreja Sertaneja, está fazendo referência ao artigo do também colunista fubânico Fernando Antônio Gonçalves, publicado no sábado passado aqui no JBF.

Um artigo generoso sobre o lançamento da 5ª edição do meu livreto de crônicas “A Prisão de São Benedito“, que me deixou muito ancho e feliz da vida. Quem tem amigos deste quilate nunca está sozinho no oco do mundo e não fica desassistido de modo algum.

José Paulo e sua esposa Maria Lectícia, um casal de fubânicos da bixiga lixa, estiveram presentes no dia 11 passado ao evento na Academia Pernambucana de Letras. Alías, os dois estavam “em casa”, já que são ambos acadêmicos e imortais daquela respeitável instituição.

E mais: dois livros da autoria de Maria Lectícia estão selecionados para concorrer ao Prêmio Jabuti 2014, a mais importante premiação literária do Brasil. Mas isto é assunto pra uma outra postagem ainda nesta semana.

A festa foi na quinta-feira e, no dia seguinte, sexta, recebi um telefonema de Zé Paulino, como ele é carinhosamente chamado pelos amigos, que me deixou nas nuvens, falando que havia lido as besteiras que escrevi no livro e fez tantos elogios que eu fiquei com as bochechas encarnadas!

Ô cabra bondoso e de coração largo, meu Deus!

José Paulo

Este Editor autografando o São Benedito pro fubânico Zé Paulino

Quatro dias depois que nos encontramos na noite de autógrafos, José Paulo viajou pra Portugal, de onde enviou a mensagem que constitui esta postagem.

Agora, o mais interessante: ele foi pra terra lusitana pra cuidar, entre outras coisas, de sua vinícola particular, que irá produzir um vinho especial já batizado de “Vinho Dona Lectícia“.

Um vinho cujo rótulo será escolhido entre as quatro sugestões abaixo, de autoria de Rui Duarte, e que José Paulo me mandou pra que eu desse um pitaco:

vinho dona lectícia

Já dei minha opinião e, agora, tô só esperando o retorno do nosso querido colunista com uma garrafa desta primeira safra que virá ao mundo, conforme ele me prometeu.

Brigado mesmo, meu estimado Padre, por tanta generosidade.

Tenha uma excelente estadia aí do outro lado do Atlântico e volte breve pro nosso convívio.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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29 setembro 2014 XICO COM X, BIZERRA COM I


http://www.forroboxote.com.br/
SETENTA E TRES DEGRAUS

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Ao chegar na portaria, a esperança contida na pergunta: consertaram o elevador? Há quatro meses a resposta é a mesma: Não. E aí são 73 degraus. Subo-os, de dez em dez, até chegar ao destino final. Devagar e calmamente por saber que dará tempo (sempre chego muito cedo aos compromissos, é uma mania). No percurso encontro gente descendo, gente parada como eu, tomando fôlego, gente que desce e gente subindo apressadamente, talvez por já estar atrasada para algum compromisso. E sempre que me deparo com o rapaz da limpeza subindo e levando às costas um garrafão de água mineral agradeço a Deus por ser apenas o locutor de uma rádio que fica no segundo andar e que minha bagagem seja apenas uma carteira de documentos, um celular e a vontade grande de fazer um programa de forró, de 5 às 6. E lá vou eu, devagar e sempre, degrau a degrau, até chegar no 73º. Descer é bem mais fácil. Outra vez agradecer o fato de não ser Sanfoneiro e ter que carregar meu instrumento às costas.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

AROEIRA – BRASIL ECONÔMICO

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

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Caso Petrolão chega a Dilma com a delação do Paulinho de Lula de que Palocci pediu 2 milhões do caixinha da corrupção para a campanha em que a presidente foi eleita em 2010.

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luizestevao

Prisão de Luiz Estêvão dez anos depois de sua cassação pode confirmar afirmação de Elio Gaspari de que as delações premiadas de Paulinho e Yousseff entregarão os corruptores.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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HUMILDADE

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O caruaruense Ivanildo Vilanova, um dos maiores poetas repentistas na atualidade

Segundo o dicionário, humildade é a característica de pessoas francas, que aceitam a verdade e têm senso de realidade apurado. Reconhecem seus erros e acertos com a mesma naturalidade. Não subestimam, nem supervalorizam fatos, pessoas, coisas ou a si mesmos.
 
A humildade é uma característica comportamental que influi de maneira decisiva nos rumos da vida em sociedade. Desde os tempos mais remotos de vida na terra, em que a natureza obrigava o homem a empregar esforços na sua luta pela sobrevivência em um mundo hostil, é de se esperar que a união em harmonia e equilíbrio promova melhores resultados do que a sociedade onde impere a vaidade, o orgulho, o egoísmo e a falta de humildade em atos e ações.
 
A poesia popular e o repente podem nos ensinar de forma simples, objetiva e plena de conhecimento a importância da humildade diária. Certa vez, Ivanildo Vilanova cantava com Acindino Correia de Araújo, que lhe ofereceu a seguinte deixa:

“O meu verso é tão pequeno
E o seu com tanta grandeza.”

Ivanildo Vilanova ouviu essa confissão de humildade e respondeu com talento, fraternidade e sabedoria:

“Acindino, a natureza
É a mãe imaculada:
De tudo que há no mundo
Divide um pouco pra cada;
Que nem dá tudo a um só,
Nem deixa o outro sem nada.”
 

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

SERGIO PAULO – JORNAL DE RORAIMA

sergiopaulo

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29 setembro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AIRTON BELNUOVO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Caro editor

uma matéria “digna” do JBF

Fiquei chateado. Não entendi porque a Band que transmite os eventos de miss no Brasil, não fez a transmissão deste.

Por que a descriminação?

R. Nosso estimado leitor diz que a matéria é “digna” (entre as aspas) de ganhar espaço nesta gazeta escrota.

Pois eu afirmo que a reportagem é digna (sem aspas) mesmo de brilhar no JBF.

Putaria é assunto de alta relevância por aqui.

Para ler sobre este tema fascinante, basta clicar no título da matéria que nos foi enviada e que está logo a seguir:

Profissionais do sexo disputam título de Miss Prostituta em MG

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

fausto

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
SUCATEAMENTO PERIGOSO

Numa coletânea de discursos do Senador Jarbas Vasconcelos, surpreendeu-me alguns dados por ele registrados num pronunciamento feito em 12 de março de 2014, sob título O Triste Sucateamento da Polícia Federal, onde algumas estatísticas são por demais preocupantes. Pesquisa feita por especialistas: 89% dos policiais entrevistados acreditam que existe controle político das investigações; cerca de 75% deles já presenciaram ou já ouviram relatos sobre esse tipo de interferência no trabalho policial; 94% dos entrevistados acreditam que a falta de investimento do Governo Dilma é um castigo pelas investigações sobre corrupção; 97% afirmam que é proposital o tratamento desigual e o congelamento salarial dos profissionais da Polícia Federal nos últimos anos.jarbaslivro

O Senador Jarbas Vasconcelos faz outras denúncias: cerca de 250 policiais estão abandonando a instituição a cada ano. E que nos últimos anos, a cada mês, 10 policiais dos cargos de agente, escrivão e papiloscopistas abandonaram a instituição à procura de melhores condições de trabalho. E ressalta que apenas 13% dos entrevistados se declaram felizes na Polícia Federal, enquanto 90% acreditam que poderiam fazer muito mais do que fazem, se condições salariais e de trabalho estivessem presentes. E uma revelação dolorosa: há 10 anos, um agente da Polícia Federal recebia uma remuneração equivalente a de um auditor ou fiscal da União, hoje recebendo apenas 50% daquele valor.

No seu pronunciamento, o senador Vasconcelos cita o Presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, que assim se expressou num artigo publicado na Folha de São Paulo: “A Polícia Federal, patrimônio do Brasil, está ameaçada. Um patrimônio que precisa ser valorizado e reconhecido pelos governantes e pelo Estado brasileiro, para manter o padrão de qualidade duramente conquistado e continuar promovendo a prevenção e a repressão qualificada ao crime organizado e à corrupção”.

Um destaque do senador pernambucano: “A Polícia Federal – é importante que se registre isto nos Anais da Casa – não é de um governo A ou de um governo B, não é de um partido específico, conforme está definido no art. nº 144 da Constituição Federal. Ela deve ser sempre, hoje e no futuro, uma polícia de Estado e não de governos”.

Lamentou o parlamentar o agravamento da situação: “O crime do ‘colarinho branco’ agora passou a ser coisa de pobre, não mais da elite, de partidos políticos, de pessoas ricas. Ele passa a ser um crime daqueles despossuídos, daqueles que não têm dinheiro, que estão desempregados”.

A Nação e a Democracia devem dispor de uma PF tecnologicamente preparada, humanamente capacitada e financeiramente bem remunerada, para garantir, aos seus integrantes, as condições necessárias para um efetivo desempenho das suas funções.

Para meio entendedor, meia palavra basta: “Em primeiro lugar, acho o seguinte: quando não se quer mudar nada a gente faz uma reforma da educação, aí a gente tem a certeza de que nada mudará e que tudo vai continuar”. Reflexão de Maurício Tragtenberg, professor, sociólogo, historiador e agitador político-cultural, eternizado em 1998 e ainda muito pouco conhecido dos leitores brasileiros das Ciências Sociais. Que sempre dizia que “no Brasil, não há cidadãos, mas súditos contribuintes”. Um talento que era cientista social, sem jamais ter concluído os estudos básicos, sempre se orgulhando de ser um “autodidata”, só conseguindo se graduar e se doutorar por conta da legislação da época. Um pensador que soube com maestria desvendar as ideologias que se enfronhavam por trás da burocracia e do dia-a-dia das organizações, defensor de uma universidade democrática autogerida, criadora por excelência, jamais mimética, nem tuberculosamente sectarizada. E que foi expulso do PCB, após alguns meses, por ter cometido o delito de dialogar com outras vertentes. E que deixou uma lição inesquecível, pouco ou quase nada assimilada pelos “esquerdopatas” da atualidade: “realizar uma Sociologia desapegada de compromissos partidários, porém politizada, pois voltada para o bem comum e para a árdua luta em favor da justiça social e contra toda forma de tirania”.

A Nação pede, relendo Tragtenberg, um basta imediato nas vexatórias corrupções burocratizadas públicas “padrão Fifa”, 7 x 1 sendo o caso mais recente, por demais humilhante.

PS. Um país tido como sério jamais permitiria que um mandatário seu fizesse o pronunciamento que a presidente Dilma fez na Organização das Nações Unidos, praticamente “abençoando” os últimos atos terroristas praticados no mundo. Nossas Relações Exteriores continuam sendo relegadas por uma mandatária que se traveste de vestal iluminada, quando não passa de uma arroteira surrupiadora da ética pátria.

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29 setembro 2014 FULEIRAGEM

RENATO – A CIDADE

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MARIA RODRIGUES, NOSSO ANGELITO NEGRO

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Maria Rodrigues

Maria Rodrigues da Silva nasceu em Floriano (PI), no dia 29.09.1929, filha de Laurindo Rodrigues da Silva e Cesária Maria da Conceição. Aos três anos de idade, ficou órfã de pai e mãe. Dona Cesária morreu em decorrência de males oriundos de sua intensa exposição ao calor nas bocas dos fornos das olarias onde trabalhava. Seu Laurindo, também, vítima de infecção no calcanhar, provocada pela mordida de um gato, no rabo do qual pisara.

Seu irmão mais velho, num total de sete, Fernando, já casado e com três filhos, residente em Uruçuí (PI), ciente dos demais irmãos desamparados, foi buscá-los. A viagem de volta, num percurso de 208 km, foi feita a pé, levando seis dias na caminhada. Um dos pousos foi a Fazenda Brejo, antiga propriedade do meu avô paterno, Capitão Pedro José da Silva, hoje em poder do meu primo Airton, médico residente em Teresina, filho do Comandante João Clímaco, o Tio Joãozinho.

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Maria Rodrigues e Comandante Puçá

Maria Rodrigues era irmã de José Rodrigues dos Santos, o Comandante Puçá, que a trouxe para Balsas na Década de 1940, quando começou a tripular embarcações pertencentes a armadores de nossa cidade.

Sua família está, desde o início da Década de 1950, intimamente ligada à minha. Fernando é o pai da Maria Júlia, que foi morar conosco em 1951, ainda menina, sendo, praticamente, criada por Dona Maria Bezerra, minha mãe. Seguiu ela com minha irmã Maria Alice para Engenheiro Dolabela (MG), quando esta se casou, acompanhando-a nas mudanças para Brotas-(SP), Anápolis (GO), e, finalmente, Balsas. Em 1974, veio cuidar de minha residência aqui em Brasília. Mais tarde, casou-se com Odílio Silva, seu primo, antigo craque da Seleção Balsense de Futebol, com o qual teve um filho, o Reinaldo, meu afilhado, hoje Engenheiro da Computação, todos residentes em Anápolis, Odílio já falecido, e ela aposentada pelo INSS.

Maria Rodrigues, a Maria, como sempre a chamei, veio a ser um forte esteio para minha gente em Balsas, nas ocasiões mais delicadas. Fechou os olhos de minha mãe, em seu último suspiro, tendo-a velado como se parente fosse. Igualmente, esteve à cabeceira de Seu Rosa Ribeiro, meu pai, até que expirasse. Desde 1969, constituiu-se em amiga, conselheira, companheira, praticamente mãe de minha irmã Maria Alice, falecida de mal súbito em 2002.

Lembram-se daquele filme Mary Poppins, em que uma fada apareceu do espaço sideral, navegando em seu guarda-chuva, para dar jeito numa família inglesa toda desnorteada? Pois bem assim aconteceu conosco!

Na madrugada de 17 de fevereiro de 1969, estávamos todos os irmãos perplexos, apavorados, inertes, diante do leito de morte de nossa mãe – era o primeiro ente querido que perdíamos na família -, quando se materializou no quarto, enviado pelo firmamento celeste, aquele angelito negro, que se impôs perante nós e os demais presentes, encomendando a alma de Maria Bezerra aos braços do Senhor, fechando-lhe os olhos, dando-lhe banho, amortalhando-a, colocando-a no caixão e passando, desde então, a cuidar de todos nós.

Depois da Missa do Sétimo Dia, retornamos às cidades onde morávamos, ficando em Balsas apenas a Maria Alice, que lá exercia o cargo de Tabeliã do 2° Ofício.

Maria Bezerra deixou-nos para sempre, mas sua partida legou-nos outra Maria que passou a substituí-la no papel de nossa mãe. Aos 40 anos de idade, Maria Rodrigues assim se impunha pelo carisma e pela dedicação demonstrada até seus momentos finais.

Maria Alice, desde o início dessa maravilhosa simbiose, teve a premonição de que um dia deixaria o mundo antes de Maria Rodrigues. Por isso, a partir de quando foi por ela perfilhada, passou a contribuir para o INSS em seu nome, garantindo-lhe futura aposentadoria. E mais, ao constatar que o valor de seus proventos seria ínfimo, conseguiu, com o prestígio de que gozava, sua nomeação como funcionária pública do Estado do Maranhão. Dessa forma, ao completar 70 anos, Maria se aposentou com duas fontes de renda.

Há muito, Maria se constituíra como arrimo de Raimunda, sua irmã, e de grande quantidade de sobrinhos e parentes afins que ainda batalhavam na luta pela subsistência.

Nesse tempo, residia na Rua Nova, em casa alugada, bem distante da Rua do Frito, hoje 11 de Julho, onde Maria Alice morava. Esta, visando a garantir uma velhice tranquila para Maria e sua irmã, mandou construir, na metade do terreno onde morava, belíssima casa de esquina, na Rua Isaac Martins, que lhe foi entregue com escritura passada em cartório. Adiante, a frente da simpática moradia, escondida por um muro, exigência de segurança no modernismo balsense:

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Pelos arbustos floridos que a enfeitam, pode-se avaliar como seria o jardim, entre sua casa e a de Maria Alice, do qual Maria cuidava com esmero, sendo o local preferido para a foto oficial dos casais menos apercebidos que contraíam matrimônio no Cartório, situado na esquina da Rua do Frito.

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Maria Rodrigues em seu impecável jardim

Maria era pessoa antenada com os acontecimentos da cidade e com a sociedade balsense. Zeladora do Sagrado Coração de Jesus, como foram Maria Bezerra e Maria Alice, participava, anualmente, da Comissão Organizadora dos Festejos de Santo Antônio.

Maria viveu num tempo em que não havia esse negócio chamado selfie, e as raras fotografias que temos dela são todas esmaecidas, razão pela qual pedi ao amigo Juarez Leite, artista plástico, que as reproduzisse, dando-lhes mais vigor.

Maria Alice, como previra, foi embora primeiro. No dia 3 de março de 2002, partiu mansamente, como dito acima. Maria, que já desempenhara competentemente o papel de sua mãe, irmã e amiga, assumia, tacitamente, esse mesmo papel junto a seus filhos. A seguir, vêmo-la, já em idade avançada, em companhia do Doutor Raimundinho, filho da Maria Alice, que, diariamente, tomava refeições em sua casa.

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Maria Rodrigues e Raimundinho

Maria teve um grande amor na vida. Chamava-se Camilo. Durante a construção de Brasília, ele para aqui arribou, com a promessa de mandar buscá-la tão logo se ajeitasse financeiramente, porém jamais deu notícia. Por essa razão, Maria nunca mais quis saber de homem.

No dia 9 de novembro de 2013, aos 84 anos de idade, nosso angelito negro encantou-se, voltando à Casa do Pai, de onde viera para cuidar de todos nós.

Hoje, 29 de setembro, Maria Rodrigues comemora mais um aniversário. Desta vez no Paraíso, juntamente com sua grande amiga, como todos os anos acontecia em sua vida terrena. Lá no Céu, em singelo congraçamento, enquanto ela corta o bolo, Maria Alice canta-lhe “Parabéns pra você”.

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O Angelito e Maria Alice: Festa no Céu

Para musicar essa festa, nada melhor que um bolerão das antigas, como Angelitos Negros, poema do venezuelano Adrés Eloy Blanco, com letra do mexicano Manuel Álvarez Macisto, na interpretação da madrilenha Nati Mistral. Vamos ouvi-lo:

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28 setembro 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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NO RANCHO FUNDO

Elizeth Cardoso interpreta um clássico de Ary Barroso, acompanhada pelo violão de Rafael Rabello.

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28 setembro 2014 FULEIRAGEM

J. ROBSON – JORNAL DA MANHÃ

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TEMPO RUIM

Parece que um vendaval passou por cima da economia brasileira e na devastação eliminou, sugou postos de trabalho. Desempregando muita gente no país. No setor bancário, o primeiro semestre deixou muitas lacunas. Fechou 3.283 vagas. Os estados mais atingidos foram São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Até bancos oficiais resolveram entrar na dança de cortes, trancando postos de trabalho. Só a Caixa Econômica Federal agiu diferente, abrindo um total de 1.433 novas vagas. Segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, enquanto os bancos contrataram 14.031 funcionários no período, no entanto, acharam justo demitir 17.314. Apesar dos bilhões de lucros crescentes contabilizados nos balanços.

O mau exemplo dos bancos causa inquietação na economia, porque, além de fechar as portas para muitos jovens que procuram emprego, agrava a qualidade do atendimento nas agências por falta de pessoal, contribui também para atrapalhar o crescimento do país e a distribuição de renda, mediante a aplicação da regra de rotatividade de pessoal, com vistas a pagar o menor salário para os novatos na empresa.

Está bem clara a atitude dos bancos. Na medida em que adota a política de enxugamento da categoria, procura reduzir a quantidade de clientes nas agências, criando correspondentes bancários, principalmente para os de menor renda. Enquanto estende o atendimento pela internet para quem usa computador.

Quando todo mundo pensava que a economia ia de vento em popa, ao gerar mais de 543 mil novos empregos nos cinco primeiros meses do ano, de repente, chega a péssima notícia do corte de vagas em vários setores produtivos do país.

Na indústria, o corte eliminou 69 mil vagas do mercado de trabalho. Além disso, permanece em vigor a inquietante política de demissões, de redução na jornada de trabalho e até de menores salários nas fábricas.

Em julho, Pernambuco passou por amarga situação. O registro de 2.741 cortes no segmento de empregos formais incomodou demais. Da mesma forma como importunou a eliminação de 32 mil postos de trabalho ocorridos no primeiro semestre. Provando que os canavieiros ainda pressionam a estrutura produtiva estadual. A sazonalidade da cana ainda exerce forte pressão na produção.

Embora o IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada reconheça que o emprego com carteira assinada tem crescido nos últimos tempos, quantitativa e qualitativamente, com rendimento real de salário, o pleno emprego ainda é um sonho, o salário justo uma loteria. De difícil realização no país. Pelo menos, por enquanto, em função de alguns parâmetros. Gigantesco mercado informal, enorme subocupação de pessoas e rendimento médio bem abaixo das expectativas.

De acordo com levantamento efetuado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados-Caged, dos admitidos no mercado de trabalho, cerca de 80% recebem inicialmente até dois salários mínimos. Durante um bom tempo até receber promoção no emprego.

Todavia, a existência de 6 milhões de brasileiros que nunca conseguiram emprego que se juntam ao contingente de 62 milhões de compatriotas com idade ativa, alarma. Provavelmente porque estão estudando, coçando o saco ou agregados aos programas sociais do governo, bancados pelo trabalhador que está na ativa. Pagando impostos e taxas.

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ELEIÇÕES 2014 – DEPUTADO ESTADUAL – PERNAMBUCO – TEREZINHA NUNES – PSDB

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28 setembro 2014 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa