17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

17 Fevereiro 2018 JOSELITO MÜLLER

     
DOENÇA DE CAVALISMO FAZ PÊNIS CRESCER 30 CM

Uma rara doença, que segundo as autoridades já estava erradicada desde a década de 1930, voltou a ser diagnosticada no Brasil nas últimas semanas.

O fato foi descoberto após um ajudante de pedreiro de 34 anos ser levado às pressas para o Hospital Municipal Dr. Belzebu, localizado na pacata cidade de Lapão Roliço, onde foi internado a pedido de sua esposa.

Segundo a referida cidadã, seu esposo apresentou um crescimento peniano fora do comum após ser picado por um besouro popularmente chamado de “Cavalo do cão”.

Ele levou a ferroada e ficou uns dois dias com febre. Quando a febre passou, eu percebi que o instrumento dele tinha crescido muito, então resolvi trazer ele para o hospital”, revelou a mulher.

O diagnóstico foi de “Síndrome de Cavalismo”, que pode fazer com que o pênis fique medindo até 30 cm.

O pior é que a notícia se espalhou e agora tá chegando muito turista na cidade querendo contrair a doença”, falou o médico.

Segundo ele, “É preciso ter muita sorte para encontrar um besouro transmissor da doença”.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

17 Fevereiro 2018 DEU NO JORNAL

     
COM A DEVIDA VÊNIA

Nelson Motta

Revendo velhas fotos de família, encontrei uma de meu avô Candido Motta Filho de toga, com seus colegas do Supremo Tribunal Federal dos anos 60: ministros Ary Franco, Adaucto Lucio Cardoso, Victor Nunes Leal, Nelson Hungria, Evandro Lins e Silva, Prado Kelly, Lafayette de Andrada, Luiz Galotti e Themistocles Cavalcanti, presididos por Orozimbo Nonato.

Era uma verdadeira seleção brasileira de juristas, como sabe qualquer estudante de Direito. Ensinaram gerações de juízes e advogados com seus livros, suas aulas e suas sentenças, e se tornaram referência de sabedoria e integridade na vida brasileira. Seus votos são abundantemente citados até hoje. Nomeados por Getúlio Vargas, JK, Jango Goulart e Castelo Branco, alguns foram cassados pela ditadura como subversivos.

Com a devida vênia, seria cruel comparar a qualidade e a independência desse time com a atual formação. Não é saudosismo, é história.

Como o Brasil não deixou de produzir grandes juristas e advogados, o que teria acontecido? Como e por que começou a decadência?

Sim, de lá para cá muitos ministros, alguns notáveis, honraram o Supremo, mas não há como negar a queda vertiginosa de qualidade nos julgamentos e no comportamento do time atual, com honrosas exceções.

José Dirceu defendia que as nomeações para o Supremo deveriam ser políticas, para servir aos interesses da “causa popular” e do partido, argumentando que nos Estados Unidos a escolha dos membros da Suprema Corte também era “política” — embora lá o equilíbrio buscado seja entre conservadores e liberais, sem nada a ver com a ideia chavista da Justiça a serviço da “revolução bolivariana”.

A partir do governo Lula e da influência de Dirceu, se iniciaram nomeações claramente políticas, com o apoio do Senado. Sem questionar o “notório saber jurídico” exigido pela Constituição, ministros como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski tinham profundas e públicas ligações com Lula, Dirceu, o partido e o governo. E a partir do mensalão, sob o som e a fúria de Joaquim Barbosa, o Supremo rachou, cresceu em politização e diminuiu em qualidade, serenidade e compostura.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

17 Fevereiro 2018 HORA DA POESIA

     
O CHOCALHO E O BRUTO – Expedito Pinheiro

Te acompanho desde quando moço
Com bronze, aro, arame e badalo.
Me movimento sobre o teu embalo
Não me reclamo de teus berros, ouço!

Tu me conduzes à roça e ao poço
Quanto mais andas, eu menos me calo,
Como se eu fosse em tua vida um ralo
Ou um trambolho sempre em teu pescoço.

Aonde vais, estou te vigiando.
Tu me balanças, eu te traio, quando
Os predadores, te seguem no mato

Minha batida é um perigo horrendo
Se ti pertubas quando estou batendo
Pois fique quieto, que eu também não bato.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

     
A PRISÃO IDEAL

Para começar, considere-se que as prisões muito diferem de país para país. Não só quanto à segurança, diga-se, mas também quanto ao tratamento recebido pelo apenado. O sistema carcerário, pode-se afirmar, não deixa de ser um depoimento sobre a nação que o instituiu e mantém.

Na norueguesa Bastoy Prison, por exemplo, cumprem pena pouco mais de 100 homens. Eles não vivem em celas, mas em pequenas casas, trabalham na fazenda-prisão, podem tomar banho de sol, jogar tênis, pescar, caminhar no campo e passear a cavalo. Além disso, recebem educação, formação e programas de capacitação.

Em Otago, Nova Zelândia, os prisioneiros têm quartos confortáveis e aprendem habilidades de trabalho como técnicas de eletricidade, criação de gado leiteiro e culinária.

A de Leoben, Áustria, abriga 205 condenados, cada um na sua cela com banheiro privativo, cozinha e TV, e coletivamente disponibiliza sala de musculação, quadra de basquete, biblioteca e uma área de recreação ao ar livre. É prisão apenas para condenados por crimes não violentos, como roubo e estelionato.

Em Aranjuez, na Espanha, as crianças de mães que cumprem pena na prisão podem ficar com os pais encarcerados em uma cela mais confortável – de até 150 metros quadrados – com cama de casal, berço e banheiro privativo. Durante o dia, enquanto eles trabalham ou aprendem atividades profissionalizantes no presídio, as crianças frequentam a creche e escolinha local.

A suíça Champ-Dollon já teve graves problemas de superlotação, doenças e distúrbios mentais entre os detentos, mas em 2008 tudo mudou. Agora, as celas têm capacidade para três prisioneiros, são espaçosas e possuem banheiro privativo. A propósito, a alemã JVA Fuhlbuettel foi reaberta em 2011, com celas espaçosas, dotadas de cama, sofá, armário, mesa e banheiro privativo.

Na Suécia, a de Sollentuna tem celas com banheiros privativos e, na área comum, sala de musculação, sala de TV com sofás, e cozinha toda equipada para preparação de receitas. Tem tudo isso, mas cada centímetro quadrado do local é vigiado pelas câmeras de segurança.

Por fim, de novo na Noruega, a prisão Halden é a mais humana e luxuosa do mundo. Tem biblioteca, estúdio de gravação de músicas e até uma parede de escalada. Os presos são mantidos com boa comida e café quente, e as celas possuem televisor, frigobar, e banheiro privativo, com belas vistas da floresta circundante. É prisão de segurança máxima já que abriga alguns dos piores criminosos, incluindo Anders Breivik, aquele que disparou contra uma multidão na capital norueguesa, matando 76 pessoas.

No Brasil, como se sabe, é diferente. As cadeias carecem de segurança, espaço e, principalmente, de condições, mínimas para esperar a recuperação de pelo menos alguns de seus detentos. São homens amontoados, contrariando uma velha lei da física, aquela que ensina que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço.

Pensando bem, com a prisão, em segunda instância, do deputado João Rodrigues, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva está às vésperas de um enorme problema: como enfrentará a vida nas penitenciárias brasileiras?

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

17 Fevereiro 2018 DEU NO JORNAL

     
LASCOU TUDO: TEM LETRAS NO MEIO…

A esgotosfera traz notícias sobre um projeto chamado “Sim, eu posso – A revolução que vem das letras”, que está sendo implantado pelo MST no interior do Maranhão, “com base num método cubano”.

Instrutores ensinam o ABC do marxismo a jovens, adultos e idosos.

* * *

Todo “método cubano” é promissor.

A vitória do socialismo em Cuba é uma prova disto.

O progresso e a prosperidade da Ilha da Felicidade, uma dos países mais evoluídos e adiantados do Plano Terra, são fatos indesmentíveis.

Ceguinho Teimoso, que costuma passar férias em Havana, pode dar um excelente testemunho sobre este assunto.

De modo que uma entidade avançada como o MST, fazendo pregação num estado avançado como o Maranhão, vai resultar em coisas fantásticas e muito progressistas.

Consultado sobre o assunto pela reportagem do JBF, Lula disse que só não gostou do título do programa A revolução que vem das letras.

E explicou sua desaprovação: por causa da palavra “letras“.

Coisa que o ex-presidente odeia.

 

O MST pronto pra entrar em sala de aula, portando seus instrumentos de estudo

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 Fevereiro 2018 SHEILA LIZ - FLOR DE LIZ

     
CONFESSO

Sim, confesso tudo sem vergonha de abrir a verdade a você. Hoje, hoje confesso sem constrangimento; há algum tempo essa mesma situação se deu de forma diferente. Mas, também admito que só o faço hoje, assim, pelo que você me fez passar. A distância que me obrigou a ter de você me fez repensar e assumir de vez o que fiz e pelo o que me arrependo profundamente.

Confesso a saudade que tenho do cheirinho no ombro que você faz questão de ter para que, ao te abraçar, encoste bem ali e sinta o perfume que lhe dei. Confesso a saudade que tenho do incômodo gostoso do enroscar dos seus lisos cabelos em minha barba, teimando em me fazer tirá-los e suavemente arrastá-los do seu rosto, emendando num beijo terno.

Ah, como confesso da falta que faz seu suspiro ao assistir uma cena de amor nos filmes que me fazia assistir aos domingos à tarde; saudade do encostar da sua cabeça em meu peito sentindo as batidas do meu coração e sua pergunta costumeira: bate mais forte por mim, né?

Sem a menor dúvida confesso da vontade que tenho de dormir abraçado a você, acordar sabendo que está ali e que passaremos o dia ainda conectados por nossos sentimentos. Sinto falta confessa da segurança que eu tinha te poder te ligar ao longo do dia e saber que, qualquer que fosse o problema, você com certeza me ajudaria a solucionar. Até das longas discussões que você fazia questão de ter, argumentando serem resoluções e não apenas brigas banais… até isso sinto falta.

Nossos longos anos me fizeram acostumar com sua presença e isso me faz falta, apenas você, como é, me faz muita falta. Sentir o cheiro do seu sabonete ao entrar no banheiro após sua saída, saber que vai chamar minha atenção por ter pego seu desodorante, sair do trabalho sabendo que seus lábios serão minha calorosa recepção…. ah, como sinto falta!

E chegou mesmo a hora de admitir minha culpa. Errei. E não por minha personalidade difícil, que na verdade ambos temos, mas por minha falta de caráter. Achei que encontraria a mesma segurança fora da nossa relação, mas, percebi que só gosto do que temos porque é com você. Você é fundamental nisso tudo. São seus cabelos, seu cheiro, seus lábios, sua paciência, seu cuidado… Você! Demorei a perceber que esses detalhes, que hoje consigo pontuar, são na verdade fundamentais.

Falta-me seu calor, sua energia resolutiva, sua preguiça dominical e sua altivez diária. Volte, ou melhor, deixe-me voltar. Deixe-me confessar tudo isso ao pé do ouvido. Sinta-me novamente em você, desta vez como confesso refém!

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

17 Fevereiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

     
BANÂNIA EM ESTADO PURO

Os eleitores do rico e esclarecido Maranhão, um estado de alta conscientização política e que já elegeu Zé Sarney e sua filha, estão morrendo de rir.

Morrendo de rir de um estado miserável do sudeste, com baixíssima conscientização política, que votou em Lulu pra presidente, elegeu Cabral pra governador e botou na prefeitura da capital um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, fiel cão de guarda do Edir Macedo.

Um estado que atualmente tem um governador que atende pelo nome de Pezão.

Isto mesmo: Pezão.

É mole ou quer mais???

Um trio banânico que é cara deste país surreal

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 Fevereiro 2018 JORGE OLIVEIRA

     
UM PASPALHÃO E UM FANÁTICO LEVAM O RIO AO INFERNO ASTRAL

O Pezão é a Dilma do Lula: despreparado, lesado e alienado. Depois da selvageria no Rio de Janeiro durante o Carnaval, ele vem a público para dizer que o esquema de segurança falhou, enquanto as pessoas vão aos necrotérios e aos hospitais rezar pelos seus mortos e feridos. Na outra ponta, o prefeito Crivella é a caricatura de um administrador: incompetente, irresponsável e inconsequente. Durante as festas, ele viaja para Europa a pretexto de conhecer novas tecnologias para segurança do Rio. Uma mentira deslavada, uma invenção para justificar a sua saída da animação do satanás, como é tratado o Carnaval pelo seu chefe Edir Macedo, o dono da Universal a quem ele – e todos os parlamentares em Brasília – devem obediência religiosa.

O Rio de Janeiro não é refém apenas dos bandidos, é também vítima dos seus maus administradores. Desde o Negrão de Lima, no final da década de 1960, o estado não produziu um governador sequer reconhecidamente competente e íntegro. Por lá já passaram figuras como Chagas Freitas, Brizola, Moreira Franco, Benedita da Silva, Cabral (Cruz Credo, Ave Maria!) e agora o Pezão, representante legítimo dos interesses do seu antecessor que o indicou para vice à época porque sabia das suas limitações. Assim Cabral poderia continuar liderando a sua organização criminosa como Lula fez com a Dilma.

Infelizmente, a violência no Rio de Janeiro é difícil de acabar, pois ela movimenta bilhões de reais das drogas por ano e tem a cumplicidade de políticos, empresários e policiais com os traficantes, segundo denunciou o próprio ministro da Justiça. Alguns políticos, por exemplo, quando precisam se eleger vão as favelas pedir a bênção dos narcotraficantes, como ocorreu com a candidata a ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, que responde a processo por conexão com o comércio de drogas na comunidade de Cavalcanti. Brizola, por exemplo, fez acordo com líderes comunitários que não queriam ser importunados com a sua polícia, abrindo espaço para todo tipo de crime nas favelas e nos morros do Rio de Janeiro.

O governo do Pezão é de todos o mais incompetente. Não sabe administrar, é lesado e responsável pelo maior caos financeiro da história do estado e pela inanição do servidor público. Quando se apresenta para a imprensa é para falar um monte de besteira que não leva nada a lugar nenhum. É de dá dó o seu desconhecimento do próprio governo, a incapacidade dos seus auxiliares e a insegurança que ele passa para a população quando é questionado sobre o desastre dos seus atos. Infelizmente, o carioca, um povo tão contestador, ainda não foi às ruas para retirá-lo do Palácio, antes que a justiça o faça quando julgar seus processos na Lava Jato, onde ele aparece como beneficiário de dinheiro das empreiteiras.

Na outra ponta, coitado do Rio!, aparece o prefeito Crivella que governa movido por sentimentos religiosos. Não gosta de Carnaval e foge dele como o diabo da cruz. E ainda leva a tiracolo para a sua viagem fajuta, com o dinheiro do contribuinte, o coronel responsável pela inteligência da segurança. Em meio ao maior vendaval que a cidade sofre, ele manda um recado de que está acompanhando a situação on-line. É um deboche, um descaso com o Rio e com os seus moradores. Dois anos depois do mandato, o que se sabe desse perfeitinho de meia tigela é a sua total inapetência para exercer o cargo, já que não realizou nada para melhorar a cidade e as suas mazelas.

Como um tirano dos bons costumes, não aceita nada das artes populares, nada que venha do povo, pois a sua crença em Deus é maior dos que a de todos os outros cristãos, mas que ele considera agentes de satanás, pois não estão em suas igrejas fazendo doações para sustentar a luxúria dos seus apóstolos. É com essa visão que o pastor Crivela governa o Rio, a cidade conhecida no mundo por suas músicas, pelas suas artes e belezas naturais, mas, sobretudo, pela irreverência e alegria do seu povo. Com essa cegueira dos fanáticos, Crivella caminha para transformar a cidade em um templo dos seus deuses caolhos que pregam a moral e os bons costumes como se até a procriação fosse um ato profano para seus seguidores religiosos.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

     
DUAS GLOSAS

Nesses dez ou quinze dias
Nós vamos comer baião.

Mote de Dão de Jaime

Pela manhã fui à roça
Pra fazer uma visita
Eita como ta bonita
Que deus abençoar possa
Observei que tem grossa
Muita vagem de feijão
Pra ninguém dizer que não
Tirei a fotografia
Nesses dez ou quinze dias
Nós vamos comer baião.

Estou no Rio de Janeiro
Mas já volto ao Ceará
Vai ter fartura por lá
Eu quero voltar ligeiro
Eu pago qualquer dinheiro
Pago com satisfação
Pra comer junto com Dão
As gostosas iguarias:
Nesses dez ou quinze dias
Nós vamos comer baião.

Dão Jaime e Dalinha – foto do acervo da colunista

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – CHARGE ONLINE

17 Fevereiro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

     
ROTEIRO SEGURO

Leitores fubânicos me perguntam o que é que eu acho da “intervenção militar” no Rio de Janeiro.

Começo dizendo que não se trata de “intervenção militar”, mas de uma intervenção federal na área da segurança, prevista na lei e amparada pela Constituição.

Pra saber o que eu acho, é necessário antes saber o que acham as zisquerdas e o PT.

Se eles são contra, trata-se de uma excelente medida e eu sou inteiramente a favor.

Simples assim.

Vamos var a opinião de alguns babacas vermêios.

Vou transcrever do jeito que li no noticiário de ontem:

1) Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a intervenção no Rio de Janeiro reflete um clima de “desmando” no país, instaurado desde a deposição de Dilma Rousseff.

“A culpa disso é o sentimento que o brasileiro tem, de desgoverno, de nau sem rumo, confusão institucional. As pessoas não confiam. Em vez de fazer intervenção, deveríamos antecipar as eleições gerais”, afirmou, receando que a presença das Forças Armadas atinja as pessoas mais pobres. “Me preocupa muito o que pode acontecer no morro.”

*

2) Para Lindbergh Farias, “isso deixa na cara que o Temer, com sua impopularidade, com 6% de aprovação, está tentando girar a pauta, sair da pauta da reforma da Previdência e começar a falar de intervenção federal, intervenção militar. Os próprio militares não gostam desse uso”.

“A gente tem que apontar outro caminho, tem que haver intervenção social, políticas públicas, geração de emprego, políticas para juventude nas comunidades do Rio de Janeiro”, afirmou.

“Lembro que quando Lula era presidente o traficante Nem da Rocinha deu entrevista falando que perdeu gente do seu exército para as obras do PAC. Tem que ter emprego, perspectiva de futuro, mas tem que ter inteligência. O que menos tem é inteligência nessas ações”, acrescentou o parlamentar.

*

3) Para a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, “a autorização de Temer para intervenção militar no Rio pode ser uma brecha para se instaurar um regime de exceção, dando margem para repressão direta, inclusive contra os movimentos sociais”.

*

4) O presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Juliano Medeiros, considera que se trata de “mais um ataque à democracia”. “Segurança se resolve com política social, polícia treinada para lidar com a desigualdade e sistema penitenciário digno”, afirma.

*

Tão vendo?

Se este time de tabacudos safados é contra a intervenção, logo, consequentemente, claro, eu sou inteiramente a favor.

Peço aos leitores fubânicos que divulguem isto: estes canalhas são contra a intervenção.

A população do Rio de Janeiro precisa saber que as zisquerdas babacóides e o também babacóide PT estão contra uma intervenção federal que foi decretada para garantir a segurança desta mesma população.

Vejam os resultados de uma pesquisa feita pelo jornal O Dia, que ouviu mais de 7.000 leitores:

Segundo apurou o Instituto Data Besta, os 15% que são contra a intervenção é composto por bandidos, traficantes, eleitores de Sérgio Cabral, petistas e eleitores de Lula.

Vamos botar Polodoro pra rinchar em homenagem a estes cretinos fundamentais.

Rincha, Polodoro!

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

17 Fevereiro 2018 JOSIAS DE SOUZA

     
AO INTERVIR NO RIO, TEMER PULA DENTRO DO INCÊNDIO

Michel Temer tem pelo menos três problemas sobre a mesa: seu governo é reprovado por 70% dos brasileiros, seu preposto na chefia da Polícia Federal colocou a Operação Abafa a Jato na vitrine e sua reforma da Previdência tomou o caminho do brejo. Não tendo nada a dizer sobre nenhum desses temas, Temer optou por mudar de assunto. Pendurou nas manchetes uma intervenção no setor de segurança pública do Rio de Janeiro. Acha que a ousadia fará seu projeto de reeleição ascender por gravidade. Contudo, o mais provável é que tenha apenas se jogado no centro de um incêndio onde não há saída de emergência.

Temer pensa dez vezes antes de mover os lábios. Não dá um “bom dia” sem uma profunda reflexão. Quando ordenou aos ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Raul Jungmann (Defesa) que fossem buscar o governador Luiz Fernando Pezão no Rio de Janeiro, sabia que a lei manda que não se mexa na Constituição enquanto houver Estados sob intervenção federal. Há quem sustente que reformas como a da Previdência poderiam tramitar, desde que não fossem promulgadas. Mas esse é outro debate. Por ora, o que importa para Temer é cavar um pretexto que lhe permita sair de fininho de uma reforma que definhou por insuficiência de votos.

Pezão fez cara de dúvida quando soube o motivo da visita de Jungmann e Moreira. A ideia de uma intervenção formal não lhe caiu bem. Preferia algo informal. Acalmou-se ao saber que Temer havia jurado que não daria um passo sem o seu consentimento. O pseudo-governador não dispõe de um itinerário. Mas acha que ainda está no volante. Entregou gostosamente os pontos ao ser informado de que a ingerência federal ficaria restrita à área da segurança pública, que seu governo já não controla.

Embora Pezão não tenha percebido, sua administração acabou na viagem do Rio para Brasília. Ao final da reunião no Palácio da Alvorada, seu mandato estava, por assim dizer, encurtado em dez meses e meio. Para tentar recarregar suas próprias baterias, Temer desligou o correligionário da tomada. Poderia ter deixado o afilhado do presidiário Sérgio Cabral derretendo em sua própria gordura até o término do mandato. Mas preferiu abreviar o processo de carbonização.

Dizer que o gesto de Temer foi ousado é pouco. Ousadia teve Fernando Henrique Cardoso quando promoveu, em 1997, uma intervenção branca no governo de Alagoas. No caso de Temer, a intervenção é preto no branco, como se diz. E ocorre no coração do país, não num Estado periférico. É mais do que uma ousadia. Beira a temeridade.

Em Alagoas, depois de levar as finanças estaduais à breca, o então governador Divaldo Suruagy encareceu a FHC que a União assumisse o buraco. Enviado por Brasília, o economista Roberto Longo tornou-se interventor informal na Secretaria de Fazenda alagoana. Carbonizado, Suruagy licenciou-se do cargo. Pouco depois, renunciou para evitar um impeachment.

No Rio, a iniciativa da intervenção foi de Temer, esclareceu um ministro. Embora o Estado também esteja quebrado, o alvo de Brasília é a segurança. Assume o comando das polícias o general Walter Souza Braga Netto. Trata-se de um militar de mostruário. Não brinca em serviço. Para realizar o seu trabalho a sério, exigirá meios.

O contribuinte que paga seus impostos em outros Estados, alguns tão violentos quanto o Rio, logo se perguntará quanto de verba pública federal escorrerá pelo ralo até que Temer se convença de que o drama da violência fluminense, por insolúvel, não será resolvido nos dez meses que lhe restam de mandato.

O noticiário da TV Globo sobre o surto de violência no Carnaval carioca teve grande peso na decisão de Temer. Em privado, o presidente e seus auxiliares alegam que, ao distribuir as culpas pelo descalabro, as reportagens da emissora já não fazem distinção entre as autoridades locais de segurança e as autoridades federais. Destacadas para ajudar a manter a lei e a ordem, as Forças Armadas também foram empurradas para dentro do micro-ondas. Nessa versão, seria melhor entrar de vez na briga do que ser atropelado como um pedestre inadvertido.

O decreto de intervenção terá de ser aprovado no Congresso. Eleito pelo Rio, o presidente da Câmara Rodrigo Maia fez cara de poucos amigos. Último a ser chamado para a reunião do Alvorada, ao lado do presidente do Senado Eunício Oliveira, Maia abespinhou-se por não ter participado do debate desde o início. Levou o pé atrás. Esboçou contrariedade. Ironicamente, coube ao governador Pezão amolecer as resistências. “Não dá mais para adiar, Rodrigo.”

Assim, ficou decidido que Temer, depois de ser retratado como vampiro no enredo da escola de samba Tuiuti, instalará no Planalto uma sucursal do inferno. Nos próximos meses, o presidente se dedicará a brincar com fogo. Torça-se para que as Forças Armadas não saiam chamuscadas. Soldados, como se sabe, são treinados para matar inimigos, não para prender patrícios.

* * *

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

17 Fevereiro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

     
JOSÉ WILTON – MACEIÓ-AL

Era só o que faltava!

Como está na reportagem, o coronel não reagiu, ou pra seguir o protocolo ditado à população pela própria PM, ou pra não atrapalhar o nobre ofício dos protegidos da não menos nobre deputada Maria do Rosário.

Clique na manchete abaixo para ler a matéria:

R. Meu caro, isto não é coisa pra deixar ninguém espantado.

No Rio de Janeiro o desmantelo tá pior: tem coronel sendo estuprado e enrabado por bandidos.

Pelo que me consta, o comandante da PM alagoana estava usando um carro oficial para um assunto pessoal: fazer um lanche com sua família.

Não se esqueça que a gente vive num país que tem o nome de República Federativa de Banânia!!!

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

ED CARLOS – CHARGE ONLINE

17 Fevereiro 2018 DEU NO JORNAL

     
NADA FAZ SENTIDO

O juiz Sergio Moro acaba de negar o pedido de suspensão da perícia no sistema de propina da Odebrecht feito pela defesa de Lula.

Segundo os advogados de Lula, a vistoria da Polícia Federal sobre o “Drousys” e o “MyWebDay” deveria ser suspensa por, segundo eles, existir suspeita de fraude e manipulação.

Moro afirma que essa é, justamente, uma das questões que constituem o objeto da própria perícia em andamento. O juiz diz ainda que o esclarecimento foi pedido justamente pela defesa de Lula.

“Aliás, a perícia foi determinada exatamente em decorrência dos questionamentos pretéritos da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva acerca da autenticidade dos documentos extraídos do sistema e juntado aos autos”, disse Moro.

O juiz completa ainda que “a pretensão da Defesa de suspensão da perícia por suspeita de fraude não faz o menor sentido”.

* * *

A frase contida no último parágrafo desta notícia, “não faz o menor sentido“, está corretíssima.

Nada faz sentido quando se trata de Lula.

Absolutamente nada.

Só mesmo numa merda de país que tem um eleitorado feito o nosso é que este trambiqueiro botaria a bunda na cadeira presidencial.

Lula ter sido eleito e reeleito é uma coisa que não faz o menor sentido.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

17 Fevereiro 2018 AUGUSTO NUNES - COMENTÁRIO

     
O BOM LADRÃO

Requião explica que existe uma diferença grande entre ladrões que estão atrás das grades e aqueles que continuam atuando livremente no Senado

“Amigos do RJ, reflitam, não misturem Lindberg com os ladrões que já estão na cadeia. Lindberg é defensor do Brasil, dos trabalhadores e suas conquistas e, deve, por isto, ser mantido no Senado”.

Roberto Requião, senador do MDB do Paraná, expondo no Twitter a teoria segundo a qual ladrões que já estão na cadeia são piores que aqueles que continuam em liberdade.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

     
STAND-UP COM POESIA

“LAVO AS MÃOS”

Lavei as mãos
De nada serviu
Não me impediu
De escrever besteira.

VERBO

Demorei tanto
Encontrar o verbo
Quando encontrei
Não mais era verbo
Já era sujeito
As leis da gramática

AMOR

Guardo dentro de mim
Um amor tão grande
Que se exterioriza-lo
Corro o risco de sufocar
O amor de outro alguém.

Dentro de mim, de nada me serve.

A POESIA

A poesia transcende a sua materialização,
Por isso é sempre muito criticada.
Uns criticam porque não a entende,
Outros não entende porque a criticam.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

17 Fevereiro 2018 OS PINGOS NOS IS

     
O “MIMIMI” DA ESQUERDA CONTRA A INTERVENÇÃO NO RIO

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

     
A MODA DE POUPAR MAIS E CONSUMIR MENOS

A indústria do vestuário enfrenta um grande problema. Em tempos de crescimento econômico, baixa taxa de desemprego, recuperação de salários e consumo em alta, o cidadão está gastando menos com as roupas. Mudanças de hábitos. As pessoas não precisam mais de uma roupa da moda para impressionar, fazem isso usando as redes sociais. Estão trocando roupas caras por viagens, restaurantes, etc. Esse consumo por serviços, lazer e outros, chega a 18% da renda das famílias. A moda está perdendo charme. Em 1977 as roupas consumiam 6,2% da renda familiar, hoje representam menos de 3%. Tecnologia isoladamente, hoje já significa 3% do consumo das famílias, mais do que roupas e calçados. Tempos atrás muitos trabalhadores vestiam ternos, gravatas, camisas sociais, conjuntos femininos, sapatos de salto para ir ao local de trabalho durante a semana. Nos dias de hoje a mesma roupa usada em finais de semana também é usada nos escritórios. Nos últimos cinco anos aumentou em 10% o número de firmas que permite “casual dress” durante toda semana.

O trecho acima é síntese de uma matéria do site Bloomberg, em 05/02/2018. Obviamente os fubânicos atentos perceberam que as estatísticas apresentadas, não são números da economia brasileira, que apesar do PIB de estar crescendo e o consumo se recuperando, ainda não temos uma taxa de desemprego baixa nem recuperação da renda. São números da economia dos EUA. Mas, coloquei esse trecho apenas para servir como exemplo de uma grande desconfiança que tenho em relação à mudança que entendo estar ocorrendo em todo o mundo.

Desde a crise de 2008, a atuação coordenada dos bancos centrais, criando condições de liquidez abundante, com objetivo de evitar uma quebradeira sistêmica nos mercados financeiros globais, levou as taxas de juros nas economias desenvolvidas para níveis baixos nunca vistos, por tanto tempo. O dinheiro passou a ser um ativo mal remunerado nas grandes economias. Os investidores passaram então a comprar ações, títulos de renda fixa de empresas, ou investindo em países emergentes (que pagam melhores taxas). Imóveis e até as criptomoedas acabaram entrando no radar de muita gente boa. O resultado é que as bolsas de valores no mundo inteiro alcançaram recordes de valorização, os imóveis começaram a se recuperar desde o crash das hipotecas, e recentemente a explosão das moedas eletrônicas.

Com a liquidez abundante e taxas de juros tão baixas nas grandes economias, era esperado que em algum momento houvesse uma ameaça de inflação. Principalmente nos EUA e Europa. Porém essa inflação não apareceu como os monetaristas previam. Contribuíram para isso a queda das commodities, petróleo (US$ 140 – 60), metais industriais (cobre US$ 4,1 – 2,7), agrícolas (trigo US$ 1300 – 460); o ganho de produtividade nas economias, automação, serviços à distância; fontes de energia alternativa; transferência de produção para centros com mão de obra mais barata. E uma mudança no comportamento dos consumidores. A matéria da Bloomberg é bom um exemplo dessa nova sociedade que gasta menos com roupa, tem programas de uso comunitário de automóveis e morre de medo de ficar desempregado, por isso consome menos e poupa mais.

As seguidas crises econômicas desde a segunda metade da década de 90 do século passado, Ásia em 1997, Rússia 1998, Crise das PontoCom março de 2000 e a mais recente Crise das Hipotecas em 2008, a mais severa, que levou a beira da falência bancos tradicionais (Lehman Brothers fundado em 1850 quebrou) e empresas gigantes, acho que deixou marcas muito fortes nos trabalhadores, pois a perda de postos foi enorme e o medo do desemprego, fez com que as famílias diminuíssem o consumo, reduzissem o endividamento e aumentassem a poupança. Como acontece no Japão a muito mais tempo. Mesmo com a economia global em recuperação alguns países convivem com taxas de desemprego muito altas: Grécia 20,7%, Espanha 16,4%, Itália 10,8%, Turquia 10,3%, Brasil 11,8%, África do Sul 27,7%.

Essa conjuntura favorável não está sendo aproveitada como deveria pelo nosso Brasil. Se tivéssemos um governo confiável, estável, seria muito mais fácil atrair o capital barato. Se estivéssemos fazendo os ajustes no orçamento para mostrar ao mundo que podemos pagar nossas dividas. Se tivéssemos um Judiciário ágil e eficiente. Se pudéssemos contar com o Legislativo trabalhando para o Brasil, ao invés de legislar em causa própria. Sobre isso alertou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn: “”Como a recuperação está vindo sem sinais de aumento da inflação global, isso está produzindo um cenário benigno, de crescimento com juro muito baixo. Provavelmente isso não vai durar para sempre e os juros terão de voltar”, disse em entrevista coletiva após participar das Jornadas Anuais de Economia, no Banco Central do Uruguai.

Juros baixos fazem os investidores aceitarem mais riscos para ter ganho. Muito mais riscos. Como as árvores não crescem até o céu, as bolsas não sobem ao infinito, nem as criptomoedas são imunes a desvalorizações, um processo de reavaliação parece estar em curso. O Índice Dow Jones que alcançou 26.600 em final de janeiro negocia hoje (13/02) em 24.500. Nosso Bovespa que estava cotado a 86.200 em 31/01, fechou antes do Carnaval em 80.898 e o ilustre Bitcoin que custou US$ 19.000,00 em dezembro, hoje vale US$ 8.000,00. Será que estamos próximos do fim deste “interregno benigno”? (expressão usada pelo presidente do BC)

Estamos passeando no bosque enquanto Seu Lobo não vem.

17 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

     
SÉRGIO LOROZA

Do show “Samba Social Clube” gravado em 2009, extraímos a música de Luiz Antônio e João do Violão, “Eu bebo sim” cantada pelo ótimo Sérgio Loroza.

16 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

     
QUATRO POEMAS DE JOÃO BATISTA DE SIQUEIRA (CANCÃO)

 cancão

João Batista de Siqueira, Cancão, pernambucano de São José do Egito (Mai/1912 – Jul/1982)

* * *

SONHO DE SABIÁ

Um sabiá diligente
Voou pela vastidão
Mas por inexperiente
Caiu em um alçapão
Depois de aprisionado
Ficou mais martirizado
Pensando no seu filhinho
Implume, sem alimento,
Exposto à chuva e ao vento
Sem poder sair do ninho

Deram-lhe por seu abrigo
Uma pequena gaiola
Num casebre de um mendigo
Que só comia de esmola
Só vivia cochilando
Com certeza imaginando
Sua liberdade santa
Ia cantar, não podia,
Que sua voz se perdia
Logo ao sair da garganta

Tornou-se a pena cinzenta
Em seu profundo castigo
Na saleta fumarenta
Da casa do tal mendigo
Sempre triste, arrepiado,
Nesse viver desolado
Ia um mês, vinha outro mês,
Assim completou um ano
Sentindo o seu desengano
Nunca cantou outra vez

Dormindo, uma tarde inteira
O pobre do passarinho
Sonhou que ia à palmeira
Onde tinha feito o ninho
Olhava, em frente, as campinas
Via por trás das colinas
A natureza sorrindo
Ao sentir a liberdade
Pensou ser realidade
Sem saber cantou dormindo

Depois, sonhou que voltava
À terra dos braunais
Por onde sempre cantava
Junto a outros sabiás
Pousava nas laranjeiras,
Passava nas ribanceiras
Olhando o clarão do dia
Voava por sobre o monte,
Voltava a beber na fonte
Que toda manhã bebia

No sonho via as favelas
Criadas nos carrascais
Voou, baixou, pousou nelas
Cantou os seus madrigais
Voltou, e colheu orvalhos
Que gotejavam dos galhos
Dos frondosos jiquiris
Contente, abriu a plumagem,
Pra receber a bafagem
Das manhãs do seu país

Foi à terra dos palmares
Atravessou toda a flora
Cantou por todos lugares
Que tinha cantado outrora
Passou pelos mangueirais
E com outros sabiás
Cantou sonora canção
O seu som melodioso
Estava mais pesaroso
Devido a sua emoção

Viu a vinda do inverno
Nos quadrantes da paisagem
Ouviu o sussurro terno
Do bulício da folhagem
Cantava pelo arrebol,
Com o brilho morno do sol
Morrendo nos altos cumes
Sentia, quando cantava,
Que seu coração chorava
Com mais tristeza e queixumes

Sonhou catando semente
Num campo vasto e risonho
Se sentia tão contente
Que sonhou que fosse um sonho
Olhava pra vastidão
Sentia no coração
Um regozijo profundo
Todas delícias sentia
Às vezes lhe parecia
Vivendo fora do mundo

Atravessou os verdores,
Passou por entre as searas,
Cantou pelos resplendores
Das manhãs frescas e claras
Passou por um campo vago,
Bebeu das águas de um lago,
Pousou em um arvoredo,
Entrou em um bosque escuro,
Aí sonhou um futuro
Tão triste que teve medo

Depois, sonhou que estava
Trancado numa gaiola
Ouvindo alguém que cantava
Na porta, pedindo esmola.
Ao despertar de momento
Reparou seu aposento,
Ouviu falar o mendigo
Fechou os olhos pensando
Sentiu seu íntimo chorando
No rigor do seu castigo.

Ainda em vão procurava
Sair daquela prisão
Seu olhar denunciava
Piedade e compaixão
Ao pensar na liberdade
A mais pungente saudade
Devorava o peito seu
Assim, o cantor da mata,
Ferido da sorte ingrata,
No outro dia, morreu.

* * *

ÁRVORE MORTA

Foste tu, velha braúna
A divisão da paisagem
A gigantesca coluna
Da Natureza selvagem
Abrias tua ramagem
Pelas tardes nevoentas
As borrascas violentas
Nunca te causaram danos
Antes de trezentos anos
Te açoitaram mil tormentas

Respeitaram-te os machados
Das primeiras gerações
Teus grossos galhos crispados
Desafiaram tufões
Venceste mil furacões
Desde os tempos de Cabral
Atalaia colossal
Soberbo gigante antigo
Talvez até deste abrigo
Aos filhos de Portugal

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16 Fevereiro 2018 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

16 Fevereiro 2018 DEU NO JORNAL

     
UM NARIZ APURADO PRA FAREJAR PIXULECOS

Em depoimento inédito colhido pela Procuradoria-Geral da República, o operador da Senadora Gleisi Hoffmann, advogado Marcelo Maran, detalhou como o dinheiro desviado dos cofres públicos financiou, além das campanhas eleitorais, o conforto da senadora e de sua família.

Segundo Maran, despesas comezinhas da atual presidente do PT e do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, eram bancadas por uma conta-propina abastecida, na ponta, pelo dinheiro do contribuinte.

Os gastos incluíam gasolina, taxas de IPVA, conta de luz, condomínio, conserto de liquidificador, brinquedos para seus filhos e pequenos luxos, como motorista particular.

* * *

É pena que o petista Ceguinho Teimoso, machista empedernido, só defenda e só tente tapar com uma peneira o gigantesco sol das corrupções de Lula.

Ele nunca se preocupou em esconder as ladroagens femininas da quadrilha petralha, que tem entre suas figuras exponencias Dilma e Gleisi, esta última cognominada de Amante na lista de propinas da Odebrecht.

É uma pena mesmo que Ceguinho não se preocupe com as bucetas do PT.

A gente iria se divertir muito neste final de semana se ele entrasse nesta postagem e pusesse um daqueles seus comentários defensatórios hilários e surrealistas.

Gleisi Narizinho Hoffmann, que tem um faro apuradíssimo pra encontrar e embolsar pixulecos e propinas, bem que merecia uma defesa de Ceguinho.

Lamento muito.

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