21 agosto 2018 CHARGES

RUCK

21 agosto 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UM LANÇAMENTO DE SUCESSO

Como eu vivo a repetir, só tem malassombrado nesta gazeta escrota.

Foi um sucesso arretado o lançamento do livro infantil do colunista fubânico Xico Bizerra, intitulado Pequeninas Histórias Para Gente Pequenina.

O evento foi no último domingo, na fundação Joaquim Nabuco, aqui no Recife.

Teve música, dança, contação de histórias e oficinas para a meninada.

Calculo que Xico autografou pra mais de 120 volumes no decorrer da festança.

Tinha gente que só a peste!!!

Inclusive estavam lá o colunista fubânico José Paulo Cavalcanti e sua espoca Maria Lectícia.

O João ganhou um volume autografado pelo autor e ficou todo sorridente.

Parabéns, meu querido amigo!!!

Que você continue fazendo muito sucesso.

Este Editor e João tietando o colunista fubânico Xico Bizerra

21 agosto 2018 CHARGES

VERONEZI

CONFIRME BOLSONARO, ELEJA PAULO GUEDES

O Brasil precisa das ideias de Paulo Guedes. Quem lê sua entrevista na Revista Veja fica chocado com o Brasil Novo proposto pelo economista mineiro. O Posto Ipiranga do capitão Bolsonaro. Chega a ser assustador imaginar que suas propostas poderão ser postas em pratica num país onde o cidadão se acostumou a ver o Estado como indutor do crescimento econômico, como um padrasto que “cuida” de seus enteados de olho na sua herança.

Guedes simplesmente propõe reduzir o Estado e deixar livre o caminho para o setor privado assumir sua responsabilidade, mostrar sua capacidade de gerar riqueza, de competir produzindo melhores bens e serviços, investindo e gerando empregos. Oferecendo para o cidadão aquilo que o socialismo prometeu e não conseguiu entregar por incompetência e desonestidade.

Sobre a falácia de que um Governo Bolsonaro poderia ameaçar nossa constantemente ameaçada democracia, Guedes tem uma forma numérica e incontestável de responder aos que temem essa possibilidade: – A verdade é que, em vez de ameaça à democracia, Bolsonaro pode ser o primeiro presidente a amputar os próprios poderes presidenciais, retirando dinheiro do governo central e transferindo-o a estados e municípios. Isso é precisamente o contrário do que ocorre em um regime antidemocrático, porque regimes totalitários tendem a concentrar o dinheiro e o poder no topo.

Quem de fato ameaça à democracia? Os que se apresentam como progressistas queriam instituir uma censura disfarçada de controle social da mídia, tentaram impor via subsídios e troca de favores os empresários campões, copiaram para pior o modelo que deu errado no tempo dos militares. Sonhavam doutrinar os jovens estudantes segundo seu programa ideológico do século XIX. Os “conservadores” propõem romper com tudo isso. Tudo novo como sugere PG: – Em vez de haver um ministro do Planejamento dizendo para onde vai o dinheiro, os deputados terão de aprender a votar o direcionamento dos recursos para onde eles são necessários. Não parece mais democrático? Trocaram de lado. A esquerda defendendo o modelo da ditadura e um candidato militar propondo esquecer tudo e começar um novo ciclo democrático e liberal.

A redução do tamanho do Estado é o oxigênio que nossa economia precisa para respirar sem os parelhos colocados pelos governos socialdemocratas para tornarem empresários dependentes de políticas antirrepublicanas e acordos ideológicos. Para quem não leu repito aqui um dos trechos mais fortes da entrevista com o Posto Ipiranga: – Sempre que recursos foram centralizados, o Estado corrompeu a classe política. Todos os heróis da redemocratização foram aniquilados pelo Estado. Olhe onde o Lula está. O gasto público é o grande vilão. Foi esse sistema centralizado que permitiu que Lula mandasse fazer um estádio de futebol para o time dele, que desse dinheiro a ditadores simpáticos a seu governo, que comprasse apoio de governadores, como Sérgio Cabral. É esse poder absoluto, que chega a ponto de um grupo político desenhar os vencedores do setor privado, que mina a democracia. A democracia não delega tantos poderes a um indivíduo. É por isso que esse “Estado-máquina” precisa ser desmontado. Porque, quando você descentraliza o poder, você resolve. O mote do nosso programa é “mais Brasil, menos Brasília”.

Se Deus escreve certo por linhas tortas, vamos eleger o governo certo mesmo com um candidato imperfeito.

21 agosto 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

21 agosto 2018 HORA DA POESIA

SONETO IV– Manoel Barbosa du Bocage

Num capote embrulhado, ao pé de Armia,
Que tinha perto a mãe o chá fazendo,
Na linda mão lhe fui (oh céus) metendo
O meu caralho, que de amor fervia:

Entre o susto, entre o pejo a moça ardia;
E eu solapado os beiços remordendo,
Pela fisga da saia a mão crescendo
A chamada sacana lhe fazia.

Entre a vir-se a menina… Ah! que vergonha!
“Que tens?” – lhe diz a mãe sobressaltada:
Não pode ela encobrir na mão langonha:

Sufocada ficou, a mãe corada:
Finda a partida, e mais do que medonha
A noite começou de bofetada.

21 agosto 2018 CHARGES

PAIXÃO

21 agosto 2018 DEU NO JORNAL

TROCA DE TAPAS NO MUNDO DO CRIME

Herdeira política do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), sua filha Danielle Dytz da Cunha (MDB-RJ) impugnou na Justiça Eleitoral a candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Senado pelo estado de Minas Gerais, para que ela seja impedida de se candidatar.

A petição argumenta que o impeachment de Dilma tem como consequência “natural e indissociável” a inelegibilidade – na ocasião do seu afastamento, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, adotou uma solução que permitiu a aprovação do impeachment da petista com a manutenção dos seus direitos políticos.

Eduardo Cunha, pai de Danielle, foi o principal articulador do impeachment da petista na Câmara dos Deputados, casa que à época presidia – pouco depois, Cunha perdeu o mandato sob acusação de ter mentido aos seus pares sobre a existência de contas suas no exterior.

O emedebista está preso em Curitiba desde outubro de 2016.

* * *

A filha do prisioneiro Cunhão, condenado por grossa corrupção, atacando Jumenta Peidona, o poste de Lula, a mulher da Refinaria de Pasadena.

Pasadena, vocês sabem, foi aquele trambique monumental que deu um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a Petrobras (De dólares, não custa nada repetir…)

Adoro ver esta briga entre facções criminosas.

Meu peito fica em festa e o meu coração a gargalhar.

E estou torcendo pra que a filha de Cunhão saia vencedora nesta briga.

“Pra tirar a foto, eu beijo no teu beiço. Depois, eu dou uma lambida na tua tabaca”

21 agosto 2018 CHARGES

GENILDO

OS CLÁSSICOS E ERUDITOS DE NOSSA REGIÃO – ANTÔNIO MENESES

Antonio Meneses: o virtuoso que Pernambuco deu ao mundo!

Uma coisa puxa a outra. Encerrado o concerto da OSESP sábado retrasado, era inevitável visitar a loja de discos, cds, dvds e outras mídias da Sala São Paulo.

O problema dessa loja é que a visita despretensiosa se torne sedução irresistível e você decida comprar algum produto. Como são quase 100% importados, os preços ficam muito altos, inacessíveis mesmo.

Acabara de ouvir peças de Richard Wagner e Béla Bartok, com a Sinfônica de São Paulo e estava ainda com a audição aberta em plenitude.

No caixa, para não sair de mãos abanando, encontrei um cd de Antonio Meneses, com o pianista André Mehmari, por R$ 20,00.

Antonio Meneses e André Mehmari executam “Baião de Dois”, de Mehmari

Na apresentação do cd, Danilo Santos de Miranda, diretor geral do SESC de São Paulo, que produziu o disco, afirmou que era o primeiro trabalho de Meneses com repertório de música popular, gravado no Brasil.

De imediato, coloquei no som do carro e continuei ouvindo música de altíssima qualidade, agora em trânsito para casa.

Meneses e Mehmari

O disco traz Bach, Astor Piazzolla, Tom Jobim, André Vitor Correa. Entre estas, um frevo, uma valsa, um choro e um baião, de autoria de Mehmari, dando o tom da busca de Antonio Meneses por uma música mais próxima de sua juventude.

Antonio Meneses – Bach – Sarabande

Antonio Meneses nasceu no Recife, em 23 agosto de 1957 (aniversaria, portanto, esta semana) e é radicado na Suíça.

Filho do trompista João Jerônimo Meneses, foi morar no Rio de Janeiro no primeiro ano de vida. O pai foi convidado para integrar o elenco do Theatro Municipal do Rio.

Começou a aprender violoncelo, participando de vários concursos. Aos 17 anos, foi estudar na Europa. Torna-se aluno da Escola Superior de Música de Düsseldorf, depois de Stuttgart, ambas na Alemanha.

Em 1977, venceu o Concurso Internacional de Munique, derrotando, por unanimidade, 40 candidatos. Apresentou-se com as Orquestras Filarmônicas de Moscou, São Petersburgo, Nova York e Israel, além das Sinfônicas de Londres, da BBC e Viena, bem como da Concertgebopuw, de Amsterdã e da Suisse Romande. Participou de gravações com a Filarmônica de Berlin e Herbert Von Karajan.

Antonio Meneses em Maringá (PR) – Villa-Lobos: Bachianas Brasileiras No. 5 Aria (Cantilena)

Seu instrumento é um Matteo Goffriler, do século 18 (equivalente, entre os violoncelos, ao violino Stradivarius).

Em 2011, os jornalistas João Luiz Sampaio e Luciana Medeiros entrevistaram Antonio Meneses, em decorrência de uma pausa forçada causada por um tumor benigno no pulso direito. A entrevista resultou no livro “Antonio Meneses – Arquitetura da Emoção”, acompanhado de um CD com obras solo e com participação do pianista Luiz Fernando Benedin.

André Mehmari

Pianista, arranjador, compositor e multi-instrumentista, músico de destaque no cenário nacional, é autor de composições e arranjos para algumas das formações orquestrais e câmera mais expressivas do país, como OSESP, Quinteto VIlla-Lobos, OSB, Quarteto de Cordas da Cidade de S.P, entre outros.

Como instrumentista, já atuou em importantes festivais brasileiros como Chivas, Heineken, Tim Festival e no exterior, como Spoleto USA e Blue Note Tokyo. A discografia já reúne oito cds solo, além de participações em numerosos projetos.

André Mehmari nasceu em Niterói em 22 de abril de 1977 e encontra a música ainda na primeira infância, influenciado pela mãe, a quem assistia tocar piano na sala de casa. O interesse pela música persiste e aos oito anos, ingressa numa escola de música em Ribeirão Preto, para onde a família havia se mudado.
Nessa época, descobre o jazz e a improvisação. Aos 11 anos, inicia carreira profissional e aos 13, integra trios, quartetos e faz apresentações solo em casas especializadas em jazz.

Desta época, datam as primeiras composições e arranjos para grupos musicais da cidade.

A precocidade do jovem músico vira notícia na TV, jornais e revistas. Ainda adolescente, começa a ensinar música e compõe pequenas peças de caráter didático, a convite de uma escola de música local. O resultado, 21 Peças Líricas um moderno complemento para musicalização infantil, aplicado com grande sucesso.

Por duas vezes, é selecionado para participar como bolsista do Festival de Inverno de Campos do Jordão (1993 e 1994).

Em 93, é orientado por Roberto Sion e Gil Jardim, integrando a big band do festival, com a qual atuou até 96.

Em 94, tem a oportunidade única de conhecer o lendário maestro Moacir Santos, participando de sua classe de arranjo.

Depois, realiza seu primeiro concerto com composições próprias no Festival Internacional Música Nova, em Ribeirão Preto (1995).

Pouco depois, retornaria para o Festival de Inverno de Campos do Jordão como solista, acompanhado pela Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo (1999).

21 agosto 2018 CHARGES

SPONHOLZ

21 agosto 2018 DEU NO JORNAL

PESQUISA IBOPE

21 agosto 2018 CHARGES

PATER

ONU do B A SERVIÇO DE LULA

Em abril, antes de ser preso em São Bernardo do Campo por ordem do Tribunal Federal Regional da 4.ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, Lula lamentou que, por conta de um importantíssimo “compromisso”, perderia a chance de discorrer sobre como acabou com a fome no Brasil. Há na lamúria uma mentira e uma meia-verdade. A mentira foi desmascarada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que flagrou no Brasil pós-PT e PMDB de Lula, Dilma e Temer a existência de 26 milhões de patrícios desempregados e desiludidos, que nem procuram mais emprego.

Ele, de fato, fora convidado a participar não de um evento na programação oficial do órgão que trata da fome na Organização das Nações Unidas (ONU), a FAO, como foi divulgado no Brasil. Mas de uma reunião da cúpula da União Africana, cujos membros lideram regimes que não primam pela fidelidade aos princípios democráticos. A máquina de marketing político montada nos desgovernos Lula e Dilma fez um tremendo escarcéu a esse respeito. Pois a prisão, tratada pela cúpula petista e pela defesa do condenado em segunda instância como “perseguição para impedir sua candidatura”, teria impedido que gozasse os louros do reconhecimento daqueles tiranos da adoção no maior país da América do Sul de programas como o Bolsa Família.

Mesmo com seu líder cumprindo pena numa dita sala de “estado-maior”, como definiu o juiz Sergio Moro, que o encarcerou, a máquina de propaganda dos tentáculos do petismo espalhados em organizações internacionais não cessou de funcionar. Em 14 de agosto, o jornal The New York Times (NYT) publicou um artigo, de suposta lavra da pena (no sentido figurado) do ex, no qual exaltou programas de seu governo e chamou de “golpe” o impeachment do poste que elegeu presidente, Dilma Rousseff. Ou seja, o órgão de imprensa de convicções liberais que trava, ao lado de concorrentes, uma guerra contra o presidente Donald Trump, que os considera “inimigos do povo”, reproduziu as diatribes a que recorrem os advogados do apenado e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), por cuja legenda requereu registro de sua candidatura à Presidência.

A máquina de propaganda petista, sem contar mais com os colunistas de aluguel nem com emissoras ditas públicas de rádio e televisão, cabides de emprego de militantes e simpatizantes, divulgou com estardalhaço o texto de seu profeta. Como se, por terem sido impressas sob o timbre do jornalão nova-iorquino, representassem uma adesão deste às teses absurdas de defesa de um criminoso e acusação contra a Justiça brasileira. Pois, como escreveu Fernando Gabeira em artigo no Globo desta segunda-feira 20 de agosto, Meditando com Daciolo, “para salvar Lula, é necessário condenar a Justiça”. Mas, na verdade por mais que possa parecer estranho à patota esquerdista, numa democracia os jornais, especialmente os liberais, como o NYT, publicam rotineiramente opiniões estranhas e até opostas às deles. Este foi o caso do artigo em questão. Embora isso não impeça que, do lado de cá, em defesa da democracia que escolhemos para nos reger, não tenhamos comentários desairosos sobre esses registros de pulp fiction.

José Roberto Guzzo lembrou na Veja: “O que a imprensa mundial diz ao público é que Lula está preso porque lidera ‘todas as pesquisas’; se estivesse solto, seria candidato a presidente e ganharia a eleição, e ‘não querem’ que isso aconteça, porque ele voltaria a ajudar os pobres. Quem ‘não querem’? E o que alguém ganharia ficando contra ‘os pobres’? Não há essas informações. Também não há nenhuma palavra sobre o fato de que a presidência de Lula foi o período de maior corrupção já registrado na história mundial, realidade comprovada por delações, confissões e devolução de bilhões em dinheiro roubado. Mas e daí? Ninguém está ligando para o Brasil como ele é. O Brasil do Zé Carioca é muito mais interessante.”

O apoio que a cambada lulista acha ter encontrado na mídia burguesa, porém, não basta. Em pleno mês do desgosto, a fábrica de fake news, hoje por conta de robôs nas redes sociais, encontrou mais um tema para nutrir nos desinformados a ilusão de que o condenado e, portanto, inelegível pela Lei da Ficha Limpa conta com adesão internacional para defender sua candidatura inviável à Presidência da República. Fê-lo com a notícia de que certo “comitê” de direitos humanos da ONU, sempre a ONU, tinha intimado o Brasil, ou o governo brasileiro, ou seja lá o que for, a permitir que o condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro dispute as eleições, ao arrepio da lei.

O que houve de verdade? O comunicado a que recorreu a fábrica petista de fake news em exigência para permitir candidatura do condenado é um documento emanado de um “comitê” formado por 18 “especialistas” independentes – acadêmicos em geral – sem nenhum poder decisório ou mandatório. Ou seja, está sendo repetido o estratagema do convite da FAO, já denunciado por Carlos Brickman no site Chumbo Gordo: não havia – e não havia mesmo – nenhum registro no calendário de eventos oficiais daquele órgão da ONU do tal compromisso oficial. Agora também não há. A notícia foi dada (ou seja, vazada) pela BBC, não pelas Nações Unidas.

E tanto nunca foi oficial que a própria ONU divulgou nota na qual informou que a função do tal “comitê” é “supervisionar e monitorar” o cumprimento dos acordos internacionais de defesa dos direitos humanos. E fazer recomendações, sempre em entendimento e consultas com os países envolvidos. O texto dessa nota de informações não deixa dúvidas quanto ao uso impróprio da entidade na divulgação: “É importante notar que esta informação, embora seja emitida pelo Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, é uma decisão do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. (Logo) esta informação deve ser atribuída ao Comitê de Direitos Humanos”.

Ontem o título da coluna de Jânio de Freitas na Folha de S.Paulo, Brasil ignora tratados internacionais no caso de Lula, vai na contramão dessas conclusões falsas e apressadas. Já na quinta-feira 16 de agosto o comentarista de economia José Roberto Sardenberg registrou em seu artigo semanal na página de opinião de O Globo, Fake ONU, o seguinte: “Vai daí que são fake todas as notícias do tipo: ONU manda, determina, exige que Lula participe da eleição; Conselho da ONU decide a favor de Lula (forçando uma confusão do Comitê com o Conselho, por ignorância ou má-fé); decisão do Comitê é obrigatória”.

Aliás, ainda na semana passada, em pleno espocar dos foguetões dos lulistas devotos, o colega José Fucs esclareceu no site BR18 do Portal do Estadão: “O comunicado revela, de qualquer forma, o grau de interferência política que predomina nas iniciativas do órgão e o seu aparelhamento pelos PTs do mundo e por países cujos interesses têm pouco ou nada a ver com a defesa da liberdade e dos direitos humanos. Não por acaso, em junho deste ano, os Estados Unidos decidiram se retirar da entidade, que inclui “exemplos” de democracia, como Angola, China, Cuba e Venezuela, em protesto contra suas críticas frequentes a Israel”. Os fanáticos do padim Lula poderão argumentar que o presidente norte-americano, Donald Trump, não é flor que se cheire em matéria de verdade, além de se declarar publicamente inimigo número um da imprensa livre de seu país. No entanto, ninguém de boa-fé ou de boa vontade pode considerar os ditadores comunistas dos países citados por Fucs como militantes da defesa da liberdade de dissentir de seus dissidentes internos.

The New York Times, a BBC, a ONU e os tais militantes, que não são diplomatas das “nações unidas”, mas “especialistas em direitos humanos”, normalmente de esquerda e que compõem o tal “comitê”, não assumiram nenhum compromisso de lealdade com as instituições do Estado de Direito vigente no Brasil por livre e soberana vontade majoritária do povo brasileiro. Os robôs a serviço da pregação ideológica da farsa da “perseguição de Lula para evitar que ele se candidate” não têm vontade própria nem discernimento. Mas, pelo menos em teoria, o PT e o PCdoB, que apoiam as pretensões presidenciais de Lula, e principalmente ele próprio deveriam respeitar e proteger nossas instituições democráticas, se é que pretendem mesmo disputar o voto do cidadão sob a égide delas.

21 agosto 2018 CHARGES

S. SALVADOR

KRISTINA REIS – RIO DE JANEIRO-RJ

Meu ídolo!!!

Bom dia!!!

Numa folga dos trabalhos e provas universitários, arranjei um tempinho para colocar a leitura das revistas em dia.

Eis o que encontro:

E ELES CONTINUAM ATIVOS

Livro editado pela editora Três Estrelas. A venda na Livraria da Folha de São Paulo e na Bienal do Livro, em
São Paulo.

Comunismo para crianças” será lançado no Brasil

Comunismo para crianças? – Rubens Teixeira comenta

Comunismo para crianças: um livro que pode chegar no Brasil.

Editora recebe reclamações e xingamentos por publicar ‘Comunismo para Crianças’.

Clique aqui para ler

MUITO PREOCUPANTE!!!!!

21 agosto 2018 CHARGES

NEWTON SILVA

21 agosto 2018 DEU NO JORNAL

FAKE ONU

Carlos Alberto Sardenberg

Fake News não são apenas mentiras deslavadas. Quer dizer, muitas são, mas facilmente desmentidas. As que produzem efeitos fortes são as fake mais elaboradas, com base em algumas verdades e muitas distorções.

Há um jeito simples de entendê-las: buscar a história em sua fonte original, ali de onde partiu a informação posteriormente manipulada.

O caso de hoje, claro, é o comunicado do Comitê de Direitos Humanos da ONU, pedindo que o Brasil tome as medidas necessárias para garantir que Lula, mesmo preso, participe das eleições presidenciais com todos os direitos de candidato.

Aqui já temos um ponto: o primeiro comunicado é do Comitê de Direitos Humanos, um órgão formado por 18 “especialistas” independentes – acadêmicos em geral – e que não tem nenhum poder decisório ou mandatório. Está lá no site da ONU: a função do Comitê é “supervisionar e monitorar” o cumprimento dos acordos internacionais de defesa dos direitos humanos. E fazer recomendações, sempre em entendimento e consultas com os países envolvidos.

Esse comunicado não foi divulgado oficialmente, mas saiu em matéria da BBC, na última sexta-feira. Um vazamento.

Depois, saiu uma nota do Escritório de Direitos Humanos, no site oficial da ONU, com o título “Information note” sobre o Comitê de Direitos Humanos. Ali se explica que não se deve confundir o Comitê com o Conselho de Direitos Humanos – este um órgão de alto nível, formado por representantes (diplomatas) de 47 países e que se reporta à Assembleia Geral da Nações Unidas, o órgão máximo da entidade. E este Conselho não decidiu absolutamente nada sobre esse caso.

Vai daí que são fake todas as notícias do tipo: ONU manda, determina, exige que Lula participe da eleição; Conselho da ONU decide a favor de Lula, (forçando uma confusão do Comitê com o Conselho, por ignorância ou má fé); decisão do Comitê é obrigatória.

Tem mais. O próprio texto oficial da ONU faz as ressalvas que denunciam indiretamente aquelas fake news. Diz: “é importante notar que esta informação, embora seja emitida pelo Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, é uma decisão do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. (Logo) esta informação deve ser atribuída ao Comitê de Direitos Humanos”.

Por que a ressalva? Óbvio, para deixar claro que não se trata de decisão da ONU, nem do Conselho de Direitos Humanos, nem do Alto Comissariado, muito menos da Assembleia Geral.

E isso, claro, faz diferença. Pode-se dizer que o comunicado do Comitê é um primeiro passo para um longo procedimento, inclusive de consultas, antes de qualquer decisão conclusiva.

Também é preciso ressaltar que a segunda nota, a oficial, é uma resposta à repercussão da primeira.

E, de novo, é um órgão superior descompromissando a ONU da decisão do Comitê.

Além do mais, a própria nota do Comitê tem um jeitão de fake news. Por exemplo: pede que o “Brasil” ou o “Estado brasileiro” garanta os direitos eleitorais de Lula. De que se trata? Do executivo? Do Legislativo? Do Judiciário? Todo mundo sabe, ou deveria saber, que o caso está no Judiciário, que é independente, e que os demais poderes não podem fazer nada.

Logo, o Comitê deveria ter se dirigido ao Judiciário. Mas como não pode fazer isso formalmente, sai com esse vago “o Brasil” ou o “Estado”. Mostra que busca repercussão política e não efeitos práticos.

Além disso, o Comitê endossa totalmente a tese da defesa de Lula. Diz que o ex-presidente deve ser candidato com plenos direitos, como uma medida liminar, uma cautela – “até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.

Ora, todo mundo sabe que, pela decisão vigente do STF brasileiro, o condenado em segunda instância vai para a cadeia cumprir pena, mesmo que ainda possa recorrer ao STJ e STF.

E, atenção: a função do Comitê é supervisionar o cumprimento dos direitos humanos previstos nos diversos tratados patrocinados pela ONU.

E em nenhum desses tratados está escrito que cumprir pena depois da segunda instância é uma violação de direitos humanos. Reparem: nenhum tratado internacional condena a execução da pena em segunda instância. Nem em primeira instância – como ocorre em grande parte dos países, assunto que nunca mereceu a atenção do Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Resumindo: a nota do Comitê é uma fake news, que originou outras fake news.

21 agosto 2018 CHARGES

J. BOSCO

CAUBY PEIXOTO

Cauby Peixoto era considerado um dos maiores e mais versáteis intérpretes da música brasileira. Aqui, no programa “Fantástico” de 1976, interpreta de Jair Amorim e Dunga, “Conceição“, música que foi gravada pela primeira vez por ele no ano de 1956. Cauby encantou-se aos 85 anos no dia 15 de maio de 2016.


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