6 fevereiro 2016 A HORA DA POESIA

SONETO DE CARNAVAL – Vinicius de Moraes

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim

De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

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6 fevereiro 2016 A COLUNA DE ALAMIR LONGO

GUERRA BANÂNICA

Parafraseando Odorico Paraguaçu, personagem vivido por Paulo Gracindo na telenovela “O Bem-Amado,” fiquei deverasmente orgulhoso com a determinação da nossa querida e amada presidenta. Numa difícil, corajosa e, sobretudo, patriótica decisão, convocou solenemente o povo e as Forças Armadas, e declarou guerra a um terrível inimigo comum que mede menos de meio centímetro: o Aedes aegypti, que, segundo ela, se trata de um vírus, não de um mosquito como os coxinhas golpistas mal-intencionados andam dizendo por aí.

De pronto, escalou o Ministro da Defesa para que colocasse de prontidão as três forças: Exército, Marinha e Aeronáutica, e se preparassem para longas e duras batalhas contra um inimigo astuto e cheio de artimanhas. Aldo ”Hilário” Rebelo, marechal de campo, especialista nesse tipo de operações, não titubeou: como um grande general helênico, garbosamente, respondeu ao chamado da sagrada e iluminada chefa, fazendo a seguinte declaração no Diário do Poder:

“A partir de 13 de fevereiro, a guerra ao Aedes envolverá o maior contingente já mobilizado na história das Forças Armadas: nada menos de 220 mil militares, homens e mulheres (160 mil do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea). Eles vão à guerra da higiene em 356 municípios, incluindo as capitais e 115 cidades onde o mosquito é endêmico. Pelos padrões militares, o enfrentamento ao mosquito segue o manual de combate à guerrilha: sufocar o inimigo e impedir sua reprodução. Como em toda guerra, esta será travada com a convicção da vitória, pois é a população do Brasil que está sob ameaça de um inimigo caviloso. Ao final, os militares terão ajudado o País a fincar a bandeira de profilaxia e da saúde na imensidão do território nacional”.

Não é de deixar a gente todinho arrepiado de tanto orgulho? Só faltou reeditar o manual de guerrilha do Marighella e distribuir foices e martelos aos “movimentos sociais.”

Notem que o aveludado comandante de araque afirmou que “o grande combate” começa a partir de 13 de fevereiro, portanto, depois do carnaval. Até lá, nosso sorrateiro e caviloso inimigo de asas, o Aedes (que vem do grego e significa “odioso”), curtirá umas belas férias em alguma ilha paradisíaca desse planeta azul ou cairá no samba. Convém sublinhar, também, que nosso heroico ministro deixou bem claro no seu pronunciamento, que a guerra será deflagrada em 356 municípios. Balizando-me pelos dados de 2013, o Brasil têm 5.570 municípios(agora deve ter mais). Logo, se subtrairmos 356 de 5.570, concluiremos, então, que nos 5.214 municípios restantes da federação, não haverá nenhuma batalha. Ou porque as tropas do brilhante estrategista são insuficientes, ou porque nesses municípios o mosquito terá sua entrada proibida por decreto.

Todo esse gigantesco picadeiro circense, infantilmente, armado por essa governança microcefálica, corrupta, mentirosa e incompetente que aí está, na verdade não se destina a caçar Aedes aegypti, e sim, encobrir um “mosquito” muito mais traiçoeiro, avançado, perigoso e letal, que é o Aedes corruptus! Esse sim, é vetor de um vírus mortal que está presente há mais de 13 anos nos mais recônditos redutos petralhas, onde o dinheiro público desfila, como por exemplo: nos duplex, triplex, sítios, refinarias, plataformas, navios, aviões, mochilas, cuecas, obras superfaturadas dentro e fora do país, gabinetes, bancos, ministérios, palácios,legislativos, departamentos… enfim, em todos os lugares onde os tentáculos dessa poderosa máfia petista alcançam.

Se a Saúde no país chegou nessa situação caótica em que se encontra, com o retorno de doenças que haviam sido praticamente erradicadas e o descontrole das que vinham sendo sistematicamente controladas, foi porque houve uma irresponsável e criminosa quebra de medidas de saúde pública por parte do governo federal, como apontou José Rodrigues Coura, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O país deixou de investir em campanhas sanitaristas de prevenção, e deu no que deu: as endemias, pandemias e epidemias estão deitando e rolando em território banânico.

Vejamos alguns exemplos:

A paralisia infantil que tinha sido praticamente erradicada no Brasil, está voltando; a febre amarela que estava controlada, ganhou força; a dengue que ficou 60 anos sem fazer vítimas, hoje bate recorde em território nacional; a leishmaniose, que era considerada um mal rural, agora se tornou problema nos grandes centros urbanos, e o Brasil responde por 90% dessa grave enfermidade na América Latina; a tuberculose que estava sob controle, voltou a ser um grave problema de saúde pública na gestão petista; a coqueluche que andava fora de moda, voltou com força depois de praticamente ter sido erradicada; a microcefalia no Brasil tornou-se uma epidemia e está completamente fora de controle. E o que se vê é uma governança rigorosamente despreparada, sem saber o que fazer, apenas se limitando a dar informações equivocadas a respeito dessa gravíssima enfermidade. Aliás, o Ministro da Saúde deu uma luminosa solução para o problema do Zika vírus: que todas as moças fossem para a fila da picadura. Esse é o nível da autoridade que responde pela saúde pública no Brasil. O resultado está aí para todo mundo ver.

Nessa pequena mostra acima, já dá para se ter uma clara ideia do estado de abandono sanitário que se encontra a saúde pública nesse desgovernado país.

E tudo isso acontece por falta de investimentos na Saúde. Por exemplo: mais de 50% dos lares brasileiros, não têm saneamento básico. E, ao contrário da propaganda enganosa disseminada pelo governo, o mosquito, causa dessa grande e tão propalada “guerra” banânica, não se reproduz somente em água limpa, mas também na água suja dos esgotos não tratados.

Por que será que as epidemias só ocorrem em países de terceiro mundo? É por acaso? Claro que não! É pelas péssimas condições sanitárias que vivem esses países. Aqui no Brasil, a explicação é simples e eu repito: é falta de investimentos na Saúde! Aliás, investimento em saneamento básico, até que foi substancialmente feito, principalmente no governo Lula, porém, foi em Moçambique e Angola, onde também foram construídas fábricas de remédios e vacinas. Convém lembrar que essas obras na áfrica negra foram, sigilosamente, financiadas pelo BNDES e executadas pela Odebrecht. Que coincidência, não? E ficou tudo por isso mesmo. Na mais santa impunidade. Ninguém investigou nada.

Então, dona Dilma, aguardaremos ansiosamente o início dos “combates” em 13 de fevereiro. Oxalá, nenhum mosquito malvado sobreviva, principalmente, o Aedes corruptus, o grande devorador de dinheiro público.

Se alguém tiver estômago suficientemente forte e quiser assistir uma primorosa aula sobre mosquito, na escolinha da professora Dilma, é só acessar o vídeo abaixo:

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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LINDA MORENA

Uma composição de Lamartine Babo interpretada por ele em dupla com Mario Reis.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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6 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

COMO AGE UM OPOSICIONISTA SEM MEDO

Augusto Nunes

A contagem das aparições de Lula na propriedade rural cujo dono oficial é um amigo do filho inspirou ao governador de Mato Grosso, Pedro Taques, uma comparação antológica: “Lula foi 111 vezes para o sítio em Atibaia. Minha mãe mora aqui do lado e não fui tantas vezes visitá-la. Devo ser mesmo um filho desnaturado”.

Perfeito. Como costuma lembrar o empresário Pedro Neves, que também vive em Cuiabá, a ironia fina é uma forma superior de inteligência. Com três frases, o matogrossense recém-filiado ao PSDB desmoralizou a conversa fiada de Lula – e ministrou uma aula de oposição elementar ao partido que ainda trata um ex-presidente fora da lei como se lidasse com alguém acima de qualquer suspeita.

Governantes eleitos pela imensidão de brasileiros antipetistas qualificam eufemisticamente de “relações republicanas” as demonstrações de tibieza subserviente que marcam seu comportamento frente aos poderosos farsantes.

Sem ferir nenhuma das normas que regem o convívio entre contrários nas democracias adultas, Pedro Taques jamais perde uma chance de deixar claro que luta pelo fim do governo Dilma e da Era da Canalhice. Millôr Fernandes diria que oposição é isso. O resto é armazém de secos e molhados.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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SAMBARI LOVE

Hoje, estava lendo num site da Internet que os aliados e o próprio PT estão pedindo ao Lula que considere admitir que a reforma do sítio foi um “presente”.

Acontece que a Odebrecht não aceita confirmar que doou parte das obras do sítio de Atibaia a Lula, apesar da declaração da proprietária de uma loja de materiais de construção local.

Há em tudo isso, um “imbroglio” difícil de se desatar.

É que o sítio, oficialmente, não é de Lula. Como admitir que os seus amigos deram de presente as obras do sítio de um amigo da família, mais precisamente de sócios do seu filho?

É uma situação tão ridícula, que lembrei-me daquele personagem da Escolinha do Professor Lulamundo, ops, Raimundo, cujo bordão é Sambari love, o Armando Volta.

“Digníssimo Mestre, vinha eu passar o fim de semana neste sitio, quando passei por uma loja de materiais de construção em Atibaia e vi uma quantidade imensa de cimentos, tijolos, vasos sanitários, torneiras douradas, azulejos, pisos, banheiras de hidromassagem e outros mais, daí pensei: por que comprá-los, por que não comprá-los? Por que comprá-los, por que não comprá-los? Comprei-os-os. Fique com eles. São seus. É de coração, sem segundas intenções.”

“Atanagildo, anote aí NOTA 10 para esse cabra que doou 500 mil em materiais de construção para o sítio dos sócios do filho do amigo. Isso é um grande exemplo de desapego ao dinheiro!”

Ah! Mas essa foi só uma aula, porque, na aula seguinte, outro Sambari Love, outro Armando Volta… Terá sido o mesmo? Não sei, mas o Professor Ra Imundo era o mesmo.

“Digníssimo Mestre, vinha eu passar o fim de semana na praia do Guarujá, quando vi um triplex que precisava de móveis, eletromésticos e outros equipamentos mais. Daí pensei: por que decorá-lo, por que não decorá-lo? Por que decorá-lo, por que não decorá-lo? Decorei-o-o. Aceite de bom grado. É de coração, sem segundas intenções.”

Ou melhor, é apenas um presente, não propina.

E o salário, ó!

* * *

FALA SÉRIO!

No meio de tanta honestidade, um laudo da PF concluiu que Renan Calheiros não tinha condições de bancar a pensão alimentícia da mãe de sua filha… Coisa de causar espanto!

Afinal de contas, ele vendeu muitos bois de sua fazenda.

O quê? Não cabiam tantos bois assim nas terras de Renan?

Deixa de inventar coisas. O Cunha vendeu carne enlatada a não poder mais, por que o pobre do Renan não poderia ter vendido tantos bois assim?

Sabe-se lá o poder do capim das Alagoas!

FALA SÉRIO!

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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6 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

O PT E A REDE

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O PT acabou, mas não o projeto revolucionário que intentou – e fracassou. Diversas etapas, no entanto, foram cumpridas, entre as quais o aparelhamento das entidades da sociedade civil e da máquina administrativa do Estado, nos níveis regional e federal.

Não será fácil desmontá-lo. É um patrimônio, cuja construção precede a chegada do partido ao poder. O que se constata, sobretudo após a derrocada de Lula, é a tentativa de mudar a fachada, migrar o projeto para outra sigla.

Há as periféricas – PSTU, PCdoB, PSOL, PSB -, mas nenhuma com o potencial eleitoral da Rede de Sustentabilidade, de Marina Silva, com seus mais de 20 milhões de votos, obtidos nas duas últimas eleições. A Rede já recolhe sobreviventes do Titanic lulista.pt_rachado

Marina é fundadora do PT e só deixou o partido por não encontrar espaço para suas pretensões presidenciais. Não houve – nem há – qualquer divergência ideológica. Ela mesma, reiteradas vezes, já manifestou, além de imensa admiração por Lula, saudades dos tempos em que, ao lado de Chico Mendes, no Acre, deu início ao partido e à CUT. Está, pois, na gênese de tudo isso.

O que dificulta a percepção dessa identidade é que o discurso de Marina é mais difuso: vai do mais abstrato ambientalismo até questões de fundo moral, que explora a descrença popular na política e acena com mudanças que não se explicitam. Contrapõe, por exemplo, a reforma política à reforma “da” política, não esclarecendo exatamente o que a contração da preposição “de” com o artigo “a” distingue uma coisa da outra.

Fala, por exemplo, em “aeróbica da musculatura do acerto”, e em combater a “musculatura do erro”. Coisas do gênero, que, ditas de um palanque, impressionam, mas que, concretamente, não sinalizam nada, nenhum projeto. Ela é contra o mal e se apresenta como a face do bem. E basta.

Quando o discurso evangélico conflita com a agenda comportamental da esquerda – casos da legalização do aborto e do casamento gay -, muda de assunto ou diz que uma coisa é o Estado laico e outra sua religião – embora sua religião não distinga uma coisa da outra e abomine a agenda dos seus (dela, Marina) aliados.

A demonização de uma atividade – no caso, a política – por alguém que a pratica há décadas e dela vem extraindo dividendos é, em si, um paradoxo. Mas o eleitor brasileiro é mais emocional que racional. Não percebe, nem liga para paradoxos.

Marina se vale de simbolismos e metonímias, sem descer a fundo nos conflitos e complexidades que o país vive. Louva tanto o sociólogo Fernando Henrique quanto o “operário” Lula, evitando o divisionismo classista, pobres versus ricos, sulistas versus nordestinos, explorado pelo PT.

Mas o fundamentalismo é o mesmo, expresso na ideia revolucionária de que é preciso inventar outra nação, outro povo e que os cinco séculos anteriores foram uma soma de equívocos, que precisam ser revogados – o “nunca antes neste país”, bordão de Lula. O PT é o socialismo carnívoro; Marina, o vegano.

Não é casual que Marina não tenha manifestado nenhuma opinião a respeito da Lava Jato. Considera o impeachment de Dilma sem fundamento e só recentemente passou a defender a cassação do mandato via TSE, que contempla o seu projeto eleitoral.

Observem o movimento não só de petistas, como o senador Paulo Paim, mas de gente do PSOL, como o senador Randolfe Rodrigues, em direção à Rede. A própria Martha Suplicy, petista histórica, co-fundadora do partido em São Paulo, cogitou de aderir a Marina. Acabou optando pelo PMDB, por lhe oferecer melhor estrutura para sua candidatura à prefeitura de São Paulo.

A esquerda pragmática já desistiu do PT e procura recriar-se com Marina e sua Rede. O próprio Rui Falcão, presidente do PT, ciente do estigma que a legenda hoje carrega, já defende que o partido se dilua numa frente de esquerda nas próximas eleições, que permita que seus candidatos ocultem a estrela outrora tão festejada.

O declínio de Lula já não deixa dúvida. Sem uma liderança – pior: com uma ex-liderança que hoje expressa a farsa de um paraíso perdido -, o partido faz uma defesa quase burocrática de seu chefe, ciente de que sua carreira chegou a um ponto de não-retorno. A defesa do mandato de Dilma é circunstancial, até que outra porta se abra e o projeto revolucionário encontre sua continuidade em outra legenda. A Rede de Marina é a opção.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

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ATALHOS

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

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SER VIÚVA: ONTEM E HOJE

“Sol e chuva, casamento de viúva”. Ou seja, sob um sol abrasador, vermos o tempo fechar e desabar uma tempestade acompanhada de relâmpagos, trovões, rajadas de vento e pancadas de chuva ou granizo, certamente, segundo a crendice popular, uma viúva estaria casando. Isso porque em anos não tão remotos, era raro assistirmos a bodas de viúvas.V1

Preceitos arraigados, durante décadas de rigorosa observância, guardavam lá suas restrições quanto a viúvas repetirem os votos matrimoniais. Caso ocorresse tal transgressão, a desaprovação celestial viria na forma de um aguaceiro brabo. Portanto, se em dia de céu claro surgisse um temporal daqueles, supunha-se, ser um aviso do desagrado divino por conta do enlace de uma viúva sendo consumado.

“Quanta babaquice!” – dirão as viúvas de hoje. É um direito que as assiste formular tal opinião, porque é mesmo pura baboseira. Agora, considerar uma tolice o modus vivendi de uma viúva em anos passados, sem conhecer a graduação de dificuldade e de preconceito que ela enfrentava no seu dia a dia, é, no mínimo, um exercício de insensibilidade.

Ser viúva antigamente era como vivenciar um martírio. Primeiro, a vestimenta preta num luto fechado. Espontaneamente ou contra a sua vontade, a viúva era instada a se vestir de preto para demonstrar tristeza pela morte do marido. Entretanto, o escuro das roupas servia mais para estigmatizá-la e descriminalizá-la.

Nada de festas, comemorações ou alegria, pois sua presença em ambientes animados representava uma agressão à memoria do falecido. Fora da otina do trabalho duro e necessário para sustentar a prole de filhos órfãos de pai, somente possuíam liberdade para idas a missas ou ao cemitério. Ser recatada era a sua sina. Muitas se resignavam à condição de vítimas do destino e vestiam preto até a morte.

Hoje as viúvas desfrutam das benesses do paraíso. A mulher vive mais tempo que o homem, portanto, é natural que ocupe um espaço maior no quadro estatístico de viuvez. Usar preto nem pensar! Não se dignam sequer a usar o fumo – a tal faixa de crepe escuro na vestimenta em sinal de luto. Elas estão cobertas de razão. Em respeito à lembrança do finado, basta registrar a vida dos dois na memória e guardar os momentos de felicidade desfrutados juntos, nas gavetas do coração.V2

Na atualidade, o impacto pela perda do cônjuge obriga a mulher a se submeter a um processo de autoconhecimento que a torna mais forte, madura e ciente do potencial de que dispõe. Jamais, menos digna de respeito que outras mulheres. Isto ela demonstra em qualquer ambiente que frequente.

Elas são vistas sempre alegres, bem vestidas, joviais e com uma sede desmedida de viver e de aprender mais, desbravando novos horizontes. São viciadas em viagens, e não perdem convites para festas. Participam ativamente da vida em sociedade, priorizando trabalhos voluntários comunitários.

As viúvas de hoje são mulheres bem produzidas, que preferem morrer a revelar suas idades. Elas abandonaram a imagem de vítimas da fatalidade e de merecedoras de dó, para assumirem a condição de excelentes opções de casamento – o difícil é leva-las ao altar novamente. Isso mesmo! Geralmente elas são companhias agradáveis, sem problemas financeiros, experientes, compreensivas e bem resolvidas. A mulher moderna assimilou o fato de ter direito a viver outra faceta da vida depois da morte do parceiro. Tal qual faz o marmanjo ao enviuvar.

Por fim, é atentar para o conselho do escritor Alexandre Herculano: “Para secar as lágrimas de uma viúva não há como as mãos do amor”.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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SEMANA PASSADA

Esta foi semana que repercutiu anúncio da presidente Dilma aumentando oferta de crédito. Desta vez, envolvendo recursos do FGTS. Nem os militares, durante a ditadura, praticaram tal temeridade. Apropriar dinheiro dos trabalhadores com finalidade diversa da prevista no Fundo de Garantia.

É inacreditável. As famílias estão endividadas. As empresas não enxergam retorno econômico.

É notável a capacidade de errar da presidente. A pedagogia moderna ensina que errar é maneira eficaz de aprender. Dilma é exceção à pedagogia do erro. Ela erra. Mas não conserta. Ela erra para repetir o erro. Parece ter gosto masoquista no errar.

Ou talvez não. A mania presidencial por crédito pode ser gesto do seu inconsciente. Como o governo não tem crédito político, ela pensa em crédito bancário. Como o governo não tem crédito popular, ela pensa em crédito bancário. Como o governo não tem crédito fiscal, ela pensa em crédito bancário. E, agora, com abalo do crédito moral de seu tutor, ela não teve dúvida: tome crédito bancário na reunião do Conselhão.

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As instituições políticas brasileiras acentuaram, no século XIX, as seguintes características:

1. Centralização do poder central, reforçando a prática do reformismo pelo alto, sem participação da sociedade;

2. Prática do escravismo que, em face da falta de instrução e de ocupação dos ex escravos, gerou um país desigual; e

3. Corporativismo no qual os servidores buscam beneficiar-se a si próprios.

Essa concepção foi produzida na época da Monarquia pelo Partido Conservador, apoiado nas ideias do Visconde de Uruguai, na segunda metade do século XIX.

Como consequência, no século XX, o Brasil desenvolveu modelo no qual:

1. Prevaleceram instituições corporativas na época de Vargas, como a CLT e o imposto sindical;

2. Estabeleceu-se a política do Estado nacional desenvolvimentista, nos governos militares, sobretudo de Geisel, e na gestão Dilma Rousseff; e

3. Fixou-se a noção do reformismo pelo alto com baixa participação da sociedade nas políticas de reforma das instituições.

O fato concreto é que países maduros aprofundaram a democracia e fortaleceram o Estado. Como os Estados Unidos de Franklin Roosevelt, nos anos 30. Como a França, de De Gaulle, e a Alemanha, de Willy Brandt, nos anos 60. E como a Inglaterra, de Margareth Thatcher, nos anos 80. O Brasil fortaleceu o Estado, mas não aprofundou a democracia especialmente no plano social.

O resultado prático do cenário brasileiro é a existência de ordem social de acesso limitado, como diz o pesquisador Douglass North. O acesso limitado da população aos benefícios do desenvolvimento, caracterizado por desigualdade, pobreza e impunidade, contribuiu para a criação do PT.

O PT foi inspirado, nos anos 50, pelo bispo de Santo André, dom Jorge Marques de Oliveira. Seu objetivo imediato era mediar a luta operária no ABC. Teve certidão de batismo católica. Obteve a adesão de trabalhadores e intelectuais. E elegeu a bandeira da ética como estandarte de sua atuação.

Essa característica religiosa (o bem contra o mal) fez com que o PT assumisse pêndulo maniqueísta: nós contra eles. Tornando-se Partido de pretensão hegemônica. E dificuldade de lidar com a diversidade partidária. O maniqueísmo religioso envenenou o PT com o vírus do autoritarismo, de pretensa hegemonia política.

Por outro lado, o PT, para sobreviver, apoia seu discurso na luta de classes. Ora, luta de classes, no final do século XX, já era conceito diluído na aspiração geral por mais educação, lazer, ocupação, consumo, cultura.

No mundo tecnológico e competitivo, em que vivemos, as pessoas querem melhorar de vida. Seja governo de direita ou de esquerda. O que as interessa é emprego, qualificação, conforto, qualidade de vida.

Liberdade e mercado são valores mais defendidos pela direita. Igualdade e justiça são valores mais ligados à esquerda. Mas, na paisagem globalizada do século XXI, as pessoas querem é democracia e mobilidade social. Querem menos ideologia e mais serviços sociais, prazer e segurança.

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Figura da semana – Ascenso Ferreira

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Fechemos a semana com a poesia do enorme (por dentro e por fora) Ascenso. Cantando o Carnaval do Recife:

“Meteram uma peixeira no bucho de Colombina
Que a pobre, coitada, a canela esticou!
Deram um rabo de arraia em Arlequim,
Um clister de sebo quente em Pierrô!
E somente ficaram os máscaras da terra:
Parafusos, Mateus e Papangus …
E as Bestas Feras impertinentes,
Os Cabeções e as Burras Calus …
Realizando, contentes, o carnaval do Recife,
O carnaval mulato do Recife,
O carnaval melhor do mundo!”.

Até a próxima.

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6 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

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LINDA LOURINHA

Uma marcha da autoria de Braguinha, sucesso no carnaval de 1933.

A gravação é de Sílvio Caldas, acompanhado pela orquestra Diabos do Céu. Arranjos e regência de Pixinguinha.

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

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5 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

MÁFIA DA MERENDA PROVA: HONESTIDADE TEM CURA

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A mafia da merenda promoveu em São Paulo “uma verdadeira farra com o dinheiro público”, sustentam os delegados que investigam o descalabro. Acomodado no epicentro da folia, o tucanato se arrasta pela avenida sem um samba-enredo. Os tucanos suspeitos entoam as negaças usuais. E os dirigentes do PSDB se fingem de mortos. O silêncio potencializa o ruído segundo o qual o partido do governador Geraldo Alckmin exige honestidade sem praticá-la.MM

O PSDB acusa o PT de proteger corruptos. A exemplo do que fizera com o mensalão tucano de Minas e com o cartel paulista dos trens, o PT usa o roubo da merenda para afirmar que o protetor de corruptos é o PSDB. As últimas pesquisas sinalizaram que o eleitorado começa a dar razão às duas partes. O prestígio de Lula despenca. Mas nenhum tucano se tornou um presidenciável imbatível.

Noutros tempos, havia na política homens de bem e homens que se dão bem. Hoje, um olhar sobre a carceragem de Curitiba revela que há na praça uma terceira categoria: os homens que são flagrados com os bens. Ainda não há condenados em São Paulo. Mas as evidências exigem uma reação do tucanato. Nem que seja uma cara de nojo.

Se o assalto à Petrobras espanta pelo volume, o roubo da merenda assusta pela desfaçatez da corrupção miúda. Tirar alimento da boca das crianças é a prova que faltava: a honestidade tem cura.

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

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QUATRO MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE DEBATE

Dimas Batista (1921-1986)

Dimas Batista

Nasci no sertão, desfrutando as virtudes
Do tempo de inverno, fartura e bonança.
Depois veio a seca, fugiu-me a esperança
Deixando-me assim, de tristeza tão rude.
Vi secos os rios, fontes e açudes.
E eu que gostava tanto de pescar,
Saí pelo mundo tristonho a vagar,
Fui ter numa praia de areias branquinhas
E vendo a beleza das águas marinhas,
Cantei meu galope na beira do mar.

Ali na cabana de alguns pescadores,
Fitando a beleza do mar, do arrebol,
Bonitas morenas queimadas de sol,
Alegres ouviram cantar meus amores.
O vento soprava com leves rumores,
O pinho a gemer, depois de chorar.
Aquelas morenas à luz do luar
Me davam impressão que fossem sereias,
Alegres, risonhas, sentadas nas areias,
Ouvindo os meus versos na beira do mar.

Eu sempre que via, lá no meu sertão,
Caboclo vaqueiro de grande bravura,
Vestido de couro, na mata mais dura,
Entrar pelo mato e pegar o barbatão,
Ficava pensando, na minha impressão:
Não há quem o possa, em bravura igualar;
Mas depois que vi o praiano pescar
Numa frágil jangada, ou barco veleiro,
Achei-o tão bravo, tal qual o vaqueiro,
Merece uma estátua na beira do mar.

* * *

Pedro Bandeira

Quero morar num ranchinho
Entre troncos e barrancos
Que as folhas sirvam de telhas
Que as pedras sirvam de bancos
Onde o sereno da noite
Molhe meus cabelos brancos.

*

No ano que a chuva falta
A terra nega as ofertas
As abelhas vão embora
As matas ficam desertas
E o sol queima as pétalas virgens
Das flores recém-abertas.

*  * * 

Batista Alves

O sertão tá seco e a chuva não chega
Mais um ano difícil para o sertanejo
Esperando a chuva, ele faz o manejo
O sonho acaba a fartura da mesa
O milho resseca o feijão fraqueja
O filho mais novo se põe a chorar
Só come no almoço não tem o jantar
Do verde do mato só fica a lembrança
Acaba a comida fica a esperança
Cantando galope da beira do mar.

A luta é constante por sobrevivência
E o sertanejo tem força tem raça
Esquece os lamento tomando cachaça
Pra enganar a mente e cria resistência
Apela pra Deus espera a ciência
Falar se o inverno já vai começar
Se há previsão pra chuva chegar
Ele faz uma festa chama um violeiro
Faz a cantoria e lhe paga em dinheiro
Cantando galope na beira do mar.

* * *

Onésimo Maia

Com a minha cantoria
estou vivendo tranqüilo:
urubu não ganha fama,
não canta, não tem estilo!
Todo dia come carne,
Sem saber quanto é um quilo!

*

A mulher veio pedir
que eu passe o Natal com ela,
mas eu vou ganhar dinheiro
pra trazer o comer dela;
que é melhor faltar na cama
do que faltar na panela.

*

Eu voto em Zé Agripino,
que é santo da minha Sé,
porque me deu um emprego
que garante o meu café:
sou o vigia de um grupo
que inda sei onde é.

*

Da casa de Lima Neto,
quando você se aproxima,
a empregada diz logo:
– Venha correndo, seu Lima!
Chegou o cantador torto
que o gambá mijou em cima!

*

Ele é bom pai para os filhos
E um bom filho para Deus.
Eu sempre fui o canário
Das festas dos filhos seus,
Pois, do alpiste dos dele,
Eu ganho a ração dos meus.

*

Quando eu vier outra vez,
seu filho já está crescido;
essa moça tem casado,
já tem largado o marido;
sua mulher tá com outro
e o senhor já tem morrido.

*

Sua roupa tá bonita,
Seu sapato está brilhando.
Tive pena do menino
Quando estava lhe engraxando,
Pois ele tomou na jaca
Do jeito que estou tomando!

*

Eu sou tão analfabeto,
Que nem sei dizer o tanto;
Vendo um lápis, tenho medo;
Vendo um caderno, me espanto,
Mas, quando um jumento rincha,
Eu penso um poema e canto.

* * *

Um folheto de José Pacheco

O GRANDE DEBATE DE LAMPIÃO COM SÃO PEDRO

 GrandeDebateLampiaocomSPe

Para me certificar
Da morte de Lampião
Arrumei o matulão
E andei p’ra me acabar
Não escapou-me um lugar
Do Brasil ao Estrangeiro
Percorri o mundo inteiro
Procurando a realeza
Até que tive a certeza
Da morte do cangaceiro.

Andei nas areias gordas
Pilão sem boca e macumba
As ribeiras de cazumba
Estas eu remexi todas
Passei nas várzea das poudras
Fui à baixa da folia
Levei uma companhia
Deixei no bico da pata
Passei nas brechas da gata
Dormi na boca da jia.

Fui à Serra do Cambão
Desci na jumenta prenha
Mandei Chico Tomás Lenha
No Engenho de Felipão
Pindoba de Damião
Fica perto da Furada
Lá deixei um camarada
Caminhei mais de légua
Dormi na baixa da égua
Perto da Tábua Lascada

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

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5 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

COMEÇAR DE NOVO

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Somos todos do tempo em que o futebol era uma caixinha de surpresas.

É bem verdade que a última grande surpresa foi aquela derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 na Copa do Mundo, que deixou no chinelo o chamado Maracanazo, quando o Brasil, campeão de véspera, precisando só de um empate foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1 na Copa de 50.

Como dizem os comentaristas esportivos, com aquele arzinho de esperteza com que gostam de repetir as maiores platitudes com ares de quem está descobrindo o sentido da vida, “não existem mais bobos no futebol”. Os times estão cada vez mais parecidos, e a caixinha de surpresas está se nivelando: cada vez mais caixinhas, cada vez menos surpresas.

Já na política, nessa barafunda chamada Brasil, brotam todos os dias surpresas de todos os tamanhos e para todos os gostos.

Saímos das trevas do vinteno militar com o coração cheio de esperanças e de ilusões. Quando Ulysses Guimarães saudou de braços abertos a “Constituição Cidadã” de 1988, parecia que o país tinha encontrado finalmente a terra onde correm os rios de leite e mel.

Uma cornucópia de direitos saltou da Constituição como se o Brasil tivesse descoberto o reino da social democracia perfeita: muitos direitos, alguns deveres e a felicidade, o bem estar e a imortalidade garantidas por lei.

Mas sempre haverá no mundo os desmancha prazeres, que os detratores chamam de “cabeças de planilha”, lembrando a velha e antipática máxima de que “não existe almoço grátis”. O pior é que não existe mesmo.

Depois de 20 anos de democracia, estamos encalacrados de novo: o primeiro presidente eleito pelo povo depois da ditadura foi afastado por impeachment. Não passava de um aventureiro carreirista que pensava mais em seus jardins do que em seu País. Um malandro falsamente sofisticado, com ares de finório, vulgar como um novo rico, colecionador de Lamborghinis e uma vocação de estroina.

Vieram os anos de remendos e de reconstrução do Plano Real, onde se tentou construir uma plataforma de relançamento de um país mais responsável e com os pés no chão, assentado sobre uma moeda que tinha deixado de ser a caricatura que foi durante todos os anos em que mudou de cara, de nome e de valor, até virar uma piada de mau gosto, que em 29 anos perdeu 1.142.332.741.811.850% de seu valor. Isso mesmo: um quatrilhão e alguns quebrados.

O patrimonialismo e o populismo tão arraigados na alma brasileira tiveram um breve descanso, até que voltamos de repente aos rios de leite e mel, só que sem leite e sem mel.

A jovem democracia relançada menos de 30 anos atrás pegou o atalho errado na encruzilhada da estrada, e já com aparência de velha e caquética, apresenta rugas de senilidade precoce, mergulha num mar de incompetência e chafurda num universo moral mais parecido com o de uma cloaca do que o de um país jovem, cheio de potencial e de um futuro brilhante pela frente.

Os sinais de fracasso estão em toda parte, no Executivo, no Parlamento, no Judiciário, nos partidos políticos, nas universidades, nas escolas, nos vários segmentos sociais atingidos pelo desalento da falta de um mísero sinal de luz no fim do túnel.

Pra onde vamos? Vamos institucionalizar mesmo um país onde é “a coisa mais natural do mundo” que empreiteiras prestem favor a governantes e ex-governantes, e onde fraudar contratos de merenda escolar e enfiar uma parte do dinheiro no bolso é uma prática aceita com um olhar complacente?

Melhor começar de novo. Isto não vai dar certo.

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

paixao

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http://www.neumanne.com/
JORNAL DA TV GAZETA

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

iotti

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5 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

É IDIOTA QUE NÃO ACABA NUNCA!

Delfim Netto, o autor da ideia de Dilma Rousseff ir ao plenário da Câmara na abertura do ano legistativo para apresentar suas propostas, disse a um interlocutor agora há pouco que achou o discurso da presidente “um bom começo”.

E completou: “Agora, faltam os projetos”.

* * *

Delfim Netto, o todo poderoso da ditadura militar, o homem que comandava a economia de Banânia no tempo dos fardados, hoje em dia é conselheiro econômico de Dilma.

E de Lula.

Os dois não tomam medida alguma sem antes consultar Delfim. Até pra saber se vai ou não ao plenário do Congresso, Dilma consulta o gordo sinistro.

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se.

Rio-me da babaquice dos militantes zisquerdoides e dos zintelequituais tapados desta porra desta terra, metendo o pau na “direita reacionária” e esculhambando os membros das “elites golpistas”.

São os mesmos babacas que esculhambavam com a política “neo-liberal” dos tucanos. Num é mesmo, Emir Sader e Marilena Chaui???!!!

Idiota e mato é o que não falta neste vasto mundo.

lula delfim

“Brigado por tudo, cumpanhero Delfim. Beijo tua mão pela força que tu dá pra nóis do gunverno do PT”

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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A CONSTRUÇÃO DO DESTINO

No início pensei que estivesse sonhando. Aquela sala, aquele laboratório de imagens, sons, cores, nomes, datas, estatísticas, formando uma bagunça infernal, controlada atabalhoadamente por um número imenso de pessoas se atropelando, se descabelando, parecendo enlouquecidas, como se jogassem um jogo onde cada lance fosse de vida ou de morte, os olhos esbugalhados nas telas, nas quais se movimentavam pessoas, seres, coisas, numa sucessão alucinante, apertando botões, virando manivelas, gritando e torcendo, não, não podia ser real.

Por outro lado, eu tinha plena consciência de estar são, lúcido e acordado.

Às vezes, sonhando, imaginamos estar vivendo um momento verdadeiro. Mas, quando isso acontece, não passa de uma impressão fugaz, que logo se desvanece pelo despertar ou pela simples apreensão de que aquilo é mesmo um sonho. Porém, aquele momento, eu podia sentir, sem dúvida, que estava presenciando uma cena concreta, que estava vivendo dentro dela, embora o seu absurdo.

A passagem para aquela realidade foi estranha. Eu dirigia meu carro pela estrada, durante horas e horas. Anoiteceu. O tempo estava fechado, úmido, e às vezes chovia um pouco. Andei ameaçando cochilar, mas conseguia vencer o sono, na esperança de encontrar algum lugar onde pudesse descansar. Em um dado momento, tive uma impressão fora do comum. Olhei para o foco dos faróis, iluminando fracamente a estrada, e tive a sensação de não me encontrar mais no mundo concreto. É difícil de explicar isto. A estrada era a estrada. As árvores que a ladeavam também eram árvores. O breu da noite era a escuridão do mundo, mesmo. Mas, por dentro, eu sentia que aquilo que via não pertencia à mesma dimensão onde estivera segundos atrás.

Finalmente, encontrei um posto para encher o tanque do carro, repousar um pouco, fazer um lanche. Não conseguia tirar de meu íntimo aquela impressão de que havia transpassado uma parede entre dois mundos, embora tudo o que visse não fosse em nada diferente do que sempre conhecera. Apenas o som parecia algo mais reverberante? Os movimentos escorriam mais lentos e o tempo parecia palpável, pastoso? Quem sabe… Talvez não devesse ter dado aquela carona. Mas, afinal de contas, eu mesmo a ofereci.

Quando entrei no bar para lanchar, sentei-me a uma mesa onde já havia alguém, pois todas as outras estavam também ocupadas com duas ou mais pessoas. Puxei conversa, fiquei sabendo que o homem ia para a mesma direção que eu e que aguardava alguma condução. Não titubeei em propor que fosse comigo. Quando saímos pela estrada, já era dia claro, o sol brilhava intensamente por entre restos de bruma. A estrada continuava me impressionando de um modo estranho, como se não fosse a lugar nenhum. Quando vi a indicação de “Destino” a dois quilômetros, por uma estrada secundária, senti ímpeto de entrar nela e o declarei ao companheiro de viagem, que sorriu condescendentemente… enigmaticamente, eu diria melhor, agora que o tempo passou e tudo aconteceu.dmt

Dois quilômetros depois, chegamos ao local anunciado. Era surpreendente! Uma edificação perdia-se de vista para ambos os lados, com uma enorme porta bem à nossa frente. O homem que viajava comigo tomou a frente, como se me conduzisse. Quando entramos, a surpresa foi ainda maior. Tratava-se de uma sala imensa, repleta de mesas, de aparelhos e de pessoas sentadas trabalhando. Era aquele lugar maluco de que eu lhe falava. Meu companheiro, que pouco dissera até então, começou a apontar-me as coisas e a dar explicações. Ali era onde os destinos das pessoas eram traçados, passo a passo. Os trabalhadores não eram mais do que projetistas da vida de cada um. Nas telas, as pessoas cujas sinas eles traçavam apareciam focalizadas no momento exato daquelas ações, “ao vivo”, como diríamos em uma programação para televisão. Pois as coisas que cada pessoa fazia em cada uma das telas focalizadas, assim como todas as circunstâncias que as envolviam naquele momento, eram as ditadas pelas emissões mentais dos controladores de destino. Era como se eles estivessem escrevendo a história de cada um, letra por letra, palavra por palavra. Passei por uma, duas, dezenas de mesas, acompanhando o trabalho daquelas pessoas e vendo-as conduzir a vida de cada um como se fossem participantes de um teatro de marionetes. Qualquer dos passos dos protagonistas daquela encenação era dirigido como se a pessoa que o fazia fosse aquela que estava do lado de cá da tela, não ela própria. As palavras eram postas na boca de cada um, como quem lê um texto de uma peça teatral. Não conseguia conter meu espanto. Lembro-me que, atônito, perguntei ao meu guia se nada do que as pessoas faziam era de seu próprio arbítrio. Fiquei menos chocado ao saber que sim, que havia atitudes que ficavam fora do controle daqueles agentes. Disse-me que cada controlador regulava o destino de dezenas de pessoas e, portanto, tinha que desfocalizar, a cada momento, todas as demais para controlar o destino de uma. Assim, ia alternando. Ora controlava o destino de uma pessoa, ora o de outra, e assim por diante. Deste modo, no tempo em que uma pessoa estava desfocalizada, suas ações corriam por sua própria conta. As conseqüências dessas ações autônomas seriam tão importantes na seqüência do destino de cada um quanto marcantes, graves e determinantes fosse o seu cunho. No mais das vezes, dizia-me o guia, as ações autônomas eram de pouca importância e não carregavam repercussões de monta, enquanto, por outro lado, os controladores estavam sempre atentos para imprimir ao destino de cada um atitudes de grande importância, que deveriam repercutir extensamente em suas vidas. Em alguns casos, por pura coincidência, uma determinada atitude tomada livremente por alguém faria com que o restante da vida daquela pessoa seguisse tal ou qual rumo, contra ou a seu favor. Certas pessoas, continuava dizendo, parece que têm a capacidade de intuir isso e, literalmente, acabam tomando as rédeas do seu destino, aproveitando-se dessas folgas para reverter tudo para o rumo que pretendem tomar, para o caminho que querem seguir.

O barulho, à medida que nos aprofundávamos no salão sem fim, tornava-se ensurdecedor, especialmente porque muitos dos controladores ditavam os movimentos dos seus controlados em voz alta, aos berros, exagerando os gestos e expressões que queriam que fossem feitos e gritando as palavras que queriam que fossem ditas.

Pensei em quanto aquilo tudo era terrível. Quer dizer que nossos destinos eram realmente predeterminados e que não aproveitávamos os espaços vazios deixados por esse controle para direcionarmos nossas vidas? Entendi que bastaria, para tomarmos os nossos destinos em nossas próprias mãos, observar o rumo que as coisas estivessem tomando, a cada momento, para, caso aquele não fosse o sentido que desejássemos, irmos tentando, insistentemente, adotar atitudes que mudassem aquele caminho para outro que julgássemos mais conveniente, até o conseguirmos, isto é, até que ocorresse aquela falha do controle do destino, que volta e meia aconteceria, para que nossa persistência tivesse efeito.

Minha vida, a partir daí, poderia ser outra. Eu não voltaria a ser vítima permanente da fatalidade, como acontecia desde que me entendia por gente. Não. A partir de agora observaria atentamente o correr da carruagem. Quando as coisas não estivessem me agradando, simplesmente usaria uma bateria de atitudes para mudar o passo da minha própria vida, virá-la para cá ou para lá, segundo me aprouvesse.

Queria sair. Peguei o guia pelo braço e falei-lhe do meu interesse em ir embora o mais rápido possível, interromper minha viagem, voltar à minha cidade, pôr em prática os novos conhecimentos.

O guia sorriu amigavelmente. Apontou-me uma escrivaninha com uma tela, papéis, manuais, livros e inúmeros aparelhos, como todas as outras, e disse-me:

– O seu destino já está traçado. Esta é a sua mesa.

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

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5 fevereiro 2016 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DIEGO QUIRINO – RECIFE-PE

Berto,

Agora são dois netos do poeta!

Nasceu em Recife, hoje (04/02/2016), nosso segundo filho, Túlio!

Que Maravilha!!!

Quando ainda estávamos recuperando o fôlego do primeiro tempo, ele mostrou seu lado artilheiro, driblando os zagueiros e fazendo o gol.

No embalo do frevo pernambucano, chegou para formar a dupla de ataque do Quirino Futebol Clube com seu irmão, Lorenzo.

E, pondo em prática seu lado folião, já avisou que nosso carnaval vai ser ao som da marchinha “Mamãe, eu quero mamar!!!

Um abraço.

DIEGO E FAMÍLIA

O recém chegado Túlio ao lado dos pais e do irmão

RQue notícia arretada!!!

Diego é filho do querido colunista fubânico Jessier Quirino, o Poeta que é orgulho da Nação Nordestina, e de sua esposa Doró.

E o cabra nasceu em pleno período de carnaval, quando Recife está totalmente mergulhada na folia e no frevo. Vai ser um folião arretado.

jessidor doró

Jessier e Doró, os orgulhosos avós: estão rindo que só a peste!

Você me mandou a mensagem ontem, quase à meia-noite, de modo que só tomei conhecimento do fato agora pela manhã. Já falei com o orgulhoso vovô, que está ancho que só a porra!

E você, Diego, tá com a gôta serena: o primeiro filho, Lorenzo, tem pouco tempo que nasceu e já ganhou um irmão.

Vôte!

Que ligeireza da peste! Cabra bom de serviço!

Parabéns pro papai, pra mamãe, pro vovô, pra vovó e pra toda família. 

Vocês são uma nação de gente da porra, uma turma arretada que mora no nosso coração. 

Dê um xêro no recém chegado por mim, por Aline e por João.

E aqui vai a música que Túlio cantou quando atravessou a porteira do mundo, “Mamãe eu quero“, da autoria de Vicente Paiva e Jararaca, na voz de uma figura, Carmem Miranda, cuja importância ele irá tomar conhecimento no futuro.

Carmem é acompanhada pelo Bando da Lua:

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

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ATAULPHO ALVES JUNIOR

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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5 fevereiro 2016 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

NÓS SOMOS GENIAIS !

Comentário sobre a postagem QUE É QUE VOCÊS ACHAM?

Laisoca:

“Olá amigos fubânicos!

Sou de São José dos Campos-SP e conheci a Besta Fubana há menos de duas semanas.

Mas tenho que confessar: foi amor à primeira lida. Mesmo não entendendo metade das gírias nordestinas, no fundo eu acho que concordaria cem por cento com cada uma delas.

Eu e meu amigo Claudino (que é do nordeste e foi apresentado à Besta Fubana por mim, wooohooo!) chegamos à conclusão que a sua pergunta só possui três alternativas possíveis:

1 – O ainda petista continua a defender o LuloPetismo porque lhe falta inteligência para compreender realmente o que é o LuloPetismo;

2 – O ainda petista continua a defender o LuloPetismo porque lhe falta caráter;

3 – O ainda petista continua a defender o LuloPetismo porque ele acreditou a vida inteira em uma mentira que agora é mais doloroso aceitar que foi um idiota do que continuar sendo um.

Abraços a todos!

Vocês são geniais!”

* * *

jbf-leitoras

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

clayton

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5 fevereiro 2016 DEU NO JORNAL

CARNAVAL ATRÁS DAS GRADES

O carnaval já começou em Vitória (ES).

Venceu a a Escola de Samba Mocidade Unida da Glória.

Uma de suas alas desfilou com a simulação de uma prisão.

Dentro dela, foliões usando máscaras do ex-presidente Lula, da presidente Dilma e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

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* * *

Só faltou Renan pra completar o time do carnaval capixaba.

Quando o deboche chega aos desfiles carnavalescos, aí a coisa não tem mais retorno. E isto é ótimo.

Quatro figuras carnavalescas que são o retrato cagado e cuspido de Banânia nos dias de hoje: Lula, Dilma, Renan e Cunhão.

Lula-dilma-renan-cunha

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5 fevereiro 2016 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa