8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

FRANK - A NOTÍCIA

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8 fevereiro 2010A COLUNA DE HELLEN QUIRINO

Á MULHER MAL AMADA

Todos conhecemos pelo menos uma e bem de pertinho, um perto que beira o perigo. Pior é que toda família sempre tem como castigo um ser detestável que perfeitamente encarna um papel de gente que é de mal com a vida, que põe defeito em tudo, que resmunga por qualquer coisa. Normalmente é uma tia velha, uma cunhada ou, no ambiente de trabalho, é a própria chefe. O estereótipo vale para os homens também (falta de amor não escolhe gênero), mas aqui vou me ater a falar do universo feminino. Por experiência próxima.

Acho que posso afirmar que conheço bem o poder rolífero. E também a falta dele. Isto posto, veja se não estou certa: o que falta para a mulher ranzinha é cilindro, jeba, maranhão.  Não que o cone mágico seja a solução de todos os problemas, mas bem que um bom sexo nos faz esquecer as agruras do dia a dia. Há soluções paliativas, mas as mal-amadas torcem o nariz e ficam sem rola e sem orgasmo. Gente, vibrador é ótimo, é quase um pênis genérico, é como Nescau: energia que dá gosto! Toda mulher deve ter um para chamar de seu.

Toquei no assunto por conta deste final de semana, em que um réptil rastejante veio com sua língua bipartida para a minha pessoa. Uma pena o Instituto Butantã ficar tão longe do Recife. O brinquedinho do cão disparou tanto veneno que atingiu também quem ela não queria.Tsc, tsc, tsc, a tabacalesa inda levou um rela público. Sou da turma do deixa-disso e, por isso, nem quero mais desperdiçar energia com a “sem-rola”. Mas também vou ficar na distância com meu antiofídico e quando a Pomba-Gira falsamente me chamar de amiga, eu vou dizer que amiga de cu é rola!

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

CASSO – DIÁRIO DO SALVADOR

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8 fevereiro 2010CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL MAVIAEL MELO - SALVADOR-BA

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Indumentário Papa

Não vou justificar a minha ausência, pois dessa coisa de justificar, eu to fugindo léguas… o importante é que volta e meia acompanho as noticias, prosas e versos no JBF. Gente se metendo a fazer versos, gente fazendo versos, enfim, gente se aparecendo, querendo ser gente.

To findando essa semana meu proximo livros, CICLOS (em anexo a capa pra deixar no gosto). Ciclos é um ajuntamento de diversos versos, de 4 anos pra cá, textos que publiquei por aqui e em outras páginas virtuais. Poesias  de tempos diferentes, sentimentos, sensações, desejos, verdades, poder, ego, prazer, conquistas, enfim Ciclos di_versos.

O exercício de compilar tudo, se arrasta a uns 2 meses, primeiro porque o tempo é escasso e sempre aparece um ou outro aqui pra gente prosear e tomar umas bicadas, e aí o serviço num anda, quer dizer anda, mas em outros ciclos, os etílicos. Pois bem nesse alinhamentos das ideias de um poeta, expressadas em tempos distintos, achar uma lógica entre tantos pensamentos é muito complicado, até porque nem sempre é preciso de lógicas, para expressar sentimentos. Mas tem me agradado muito esse exercício, inclusive pelo fato da releitura, e sem buscar comparações com outras leituras, to fechando mais um Ciclo. No meio dessa procura toda, encontrei um soneto que escrevi a uns 10 anos atrás, dedicado a uma ex-namorada. (que provavelmente não entra no Livro)

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA MANHÃ

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SAIBA COMO SE DEFENDER DE BOBAJADAS

Alguém me envia uma importantíssima mensagem instruindo sobre providências que eu devo tomar no caso de um terremoto.

Algo me diz que a pessoa que elaborou o alerta possui dons extra-sensoriais, pois ele diz que “por alguma razão agora somos nós os atingidos…”.

Como assim? Já estamos tendo terremotos no Brasil e o governo esconde isso de todo o mundo para não haver pânico?

Ou trata-se de uma previsão utilizando uma linguagem cifrada e “somos” quer dizer “seremos”? Sim! Certamente é isso, uma vez que a mensagem nos pede que façamos circular o aviso “para poder sugerir o que fazer no caso de um cismo como o ocorrido no Peru”.

Como o cidadão quer nos aterrorizar, para que fiquemos em alerta para a gravidade da situação, e o Haiti fica um pouco mais longe daqui, ele tenta fazer isso com um terremoto acontecido no Peru em 2007.

E continua: “Não sabemos se hoje vai ocorrer terremotos?”: Em um espaço tão pequeno um erro de concordância e uma interrogação inapropriada, mas não vamos nos ater a esses detalhes em vista da solidariedade humana de quem quer salvar nossas vidas!

Por fim, o benemérito assume um ar desesperado para pedir que façamos o alerta circular, porque “não sabemos quantas vidas podemos salvar no caso de uma emergência desse tipo” e nos diz: “Sempre devemos estar alertas! Lembre-se de onde vive! Lembre-se destes conselhos, pois podem ajudar qualquer dia! POR FAVOR (grita ele) COMPARTILHE ESTA MENSAGEM!”

 

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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8 fevereiro 2010CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL BERNARDO - MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

a exemplo da Guarda Suiça, estamos treinando aqui no DS a guarda Una Al/Pe para acompanhar Vossa Santidade na Cruzada anti Dilma Inácio.
 
Com os respeitos do Cardeal

R. Com uma guarda cujo mocotó é desse calibre, eu viajo sem susto pra qualquer canto do mundo!

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

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POUCAS NOVIDADES NA OITAVA RODADA DO PERNAMBUCANO

Outra etapa do certame estadual foi transposta – a oitava rodada – não trouxe nenhuma novidade que merecesse um registro especial.

Ela foi aberta no sábado, com o jogo Sport – o time do presidente bufão – ganhando da Cabense pelo placar de 2×0, tendo a equipe líder do campeonato, apresentado ainda um série de imperfeições técnicas, em duas etapas distintas. No primeiro tempo a equipe concatena com pequenos lampejos de perfeição. E assim, o rubro-negro chegou a escore final, sendo que na segunda etapa, a equipe comete erros infantis, evidenciando um nível de cansaço inconcebível. Claro que a falta de tempo para um treinamento prolongado, tem influenciado diretamente na parte física. A conquista dos três pontos foi conseguida e para o técnico Givanildo, é suficiente para continuar a jornada em busca do título do estadual.

Entre os intermediários, o Central conseguiu superar o bom time do Porto pela contagem mínima, melhorando um pouco o seu posicionamento da tábua classificatória. O Salgueiro ganhou do Araripina por 2×0 e o Vera Cruz não passou de um empate de 2×2 com o Sete de Setembro.

Nos Aflitos, o “Timba” aos “trancos e barrancos” conseguiu uma vitória suada de 1×0  em cima da Acadêmica Vitória, ficando evidenciado que os alvirrubros continuam fazendo prevalecer a superação, já que, o nível técnico do elenco vermelho e branco foi mais uma vez baixíssimo. Em toda a partida acontecida no Eládio de Barros Carvalho, mereceu registro uma grande atuação do jogador Hamilton, que, no seu retorno depois de uma estada na Ilha de Retiro, inicialmente, mereceu uma certa desconfiança da torcida timbú, mas, no decorrer da partida, começou a reconquistar o prestígio e a simpatia perdida quando da sua tumultuada transferência para o Sport.

O único gol do embate, foi marcado por Carlinhos Bala cobrando uma penalidade máxima aos 09 minutos do segundo tempo. O “Timba” voltou a mostrar um sistema defensivo vulnerável, tendo ficado bastante claro que ainda será necessário um bom tempo para que o “professor” Macuglia “acerte os ponteiros” no encaixe de jogadores capazes de assegurar a formação de uma muralha perfeita, lá atrás na “cozinha alvirrubra”. O juiz Carlos Costa teve uma atuação considerada tranqüila pelos “entendidos” e pelos “achólogos” da imprensa esportiva.

 

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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O REI DO BAIÃO E O FREVO

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Luiz Gonzaga era um amante do frevo. Foi amigo do maestro Nelson Ferreira e também de Capiba a quem convenceu compor um baião para ele gravar. Chegou ao fim da sua existência e ao olhar para trás, cadê um frevo gravado?

O grande Sivuca, em parte, teve a ver com isso. É que no começo da década de cinqüenta, ao chegar ao Rio de Janeiro, o paraibano deu um grande susto nos músicos de sanfona de então, interpretando, principalmente, de forma magistral, choros e frevos. Era um chega pra lá nos sanfoneiros famosos daquela época.

Luiz Gonzaga já conhecia Sivuca desde o fim da década de quarenta no Recife quando ficou de queixo caído ao vê-lo tocar “Tico Tico no Fubá” e o “Frevo nº 1 dos Vassourinhas”.

Assim de cabeça, sem maiores pesquisas, me lembro de quatro maracatus gravados por Luiz Gonzaga. E gravações de frevo? Infelizmente, não me vem à mente nenhuma!

A verdade é que depois da morte de Luiz Gonzaga surgiu um frevo “gravado” por ele. As aspas têm um motivo: devido ao câncer e à osteoporose, mais ou menos três anos antes de morrer ele não podia mais com o peso da sanfona.

E como pôde gravar um frevo instrumental naquele estado de saúde? Fazendo aquilo que Dominguinhos sempre disse: “quando seu Luiz não tocava nos seus discos, ele dizia ao sanfoneiro o que era pra ser feito”. Aqui cabe um pequeno retoque: quando o maestro Severino Araújo era o arranjador, tudo ficava por conta do talento desse homem.

Assim, no final de 1989, conhecemos o frevo que seu Lula deixou para a posteridade, embora não tocando nem cantando na sua gravação, porém tudo sendo feito de acordo com o seu mandamento artístico. Há na gravação uma mistura gostosa de instrumentos metálicos com sanfona ao estilo Sivuca. Quem foi o sanfoneiro? Sinceramente, não sei. Dizem que fica entre esses três: Dominguinhos, Sivuca ou Chiquinho do Acordeon. Quem souber, cartas à redação.

O frevo chama-se “Bia no Frevo”, também conhecida como “Dança do Cacetinho”, uma adaptação de Talmo Scaranari (Zé Pipa). Então, liguem o radinho e boa audição!

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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JUDAS, O OBSCURO

As mãos envelhecidas, conquanto ainda firmes, retiram o livro da estante.  A edição é de 1958, ano tão distante no tempo e tão recente na memória. Passados mais de cinquenta anos, a encadernação verde que em algum momento substituíra a brochura original está destruída pelo tempo. Irremediavelmente danificada, é quase uma metáfora das esperanças dilaceradas na vida do personagem central daquela história.

Nas páginas amarelecidas plenas de manchas, tantas quantas são as manchas dos anos nas mãos que sustêm o livro, a história de Judas Fawley, o menino feito título do romance, o protagonista de uma vida inglória narrada por Thomas Hardy, glória da literatura inglesa.

Logo na primeira página, palavras de Esdras, o líder bíblico que conduziu o grupo dos israelitas que retornaram da Babilónia em 457 a.C.  Palavras taxativas, perfeitos exemplos da eterna angústia masculina a atravessar séculos: “Sim, são numerosos os que perderam o espírito por causa de mulheres e que, por elas, se tornaram escravos. Numerosos também os que, por causa delas, pereceram, erraram ou pecaram… Homens, como quereis que as mulheres não sejam fortes, vos vendo agir assim?”

Desde pequeno, Judas sonha com um futuro bem diferente da sua realidade. Quer ser professor. Quer romper os limites da pequena Marygreen, onde vive. Quer levar uma vida acadêmica, mal sabendo que vai levar uma vida de frustrações.

Aos dezenove anos casa-se com a vulgar Arabela Donn, que o engana dizendo estar grávida dele. Em pouco tempo, porém, se separa, e realiza sua antiga ambição de ir para Christminster, onde encontra a linda e refinada Sue Bridehead, a antítese de Arabela Donn. Logo explode por ela uma paixão arrebatadora, unilateral, incorrespondida. Pior: sua amada vai casar-se e — suprema indiferença — lhe pede para entrar com ela na igreja. Decididamente as coisas não correm bem para Judas que, deprimido ante o pesadelo da sua dolorosa realidade, renuncia aos sonhos, refugia-se na bebida. Quanto mais ele bebe, no entanto, mais Sue se faz presente na sua imaginação. Parece até lhe sorrir no fundo de cada taça esvaziada.

O tempo, porém, sempre o tempo, muitas vezes reserva surpresas.

Com o casamento desfeito, Sue e Judas se juntam, embora só como amigos e não como amantes. De novo o tempo, no entanto (novamente ele), corrige a história, e agora Sue está prestes a ter um filho de Judas, de uma gravidez confiável, e não como aquela de Arabela Donn…

Não, eles não foram “felizes para sempre”. O final da história é triste, já que, sem Sue Bridehead e mesmo sem Arabela Donn, Judas morre só e abandonado.

Mas voltando ao começo desta conversa, a encadernação está dilacerada, sim.  Será refeita, porém, e em mais alguns dias terá um novo verde e a lombada ostentará reluzentes letras douradas. As páginas, no entanto, continuarão a registrar eternamente, como vêm fazendo desde 1835, os tantos reveses do malogrado Judas.

Pena que, diferentemente de um livro, a vida não possa ser reencadernada.

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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AS AGUAS DO SÃO FRANCISCO

Tributo a Ronildo Maia Leite

Nasceu nas canastras das Minas Gerais
Um doido correndo por todo o sertão
Cortando essa terra amolado facão
Buscando nas grotas o cheiro do cais
E nessa odisséia à procura da paz
Um outro poeta cuidou de ensinar
Imagem perfeita que tenho a guardar
O obvio saltando do mapa estendido
O fio da água no chão escorrido
Cavalo marinho se joga no mar.

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

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8 fevereiro 2010CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN - OLINDA-PE

Papa

A Confraria do Hiperolinda fundou o  Bloco dos Fudidos para desfilar pelas ladeiras de Olinda e ruas do Recife, neste carnaval.

A camisa adotada para o desfile de inauguração não poderia ser mais sugestiva e muito real. Idéia do nosso Guru e Coordenador, Francisco Galvão, viu Walter Azevedo.

Tá tudo nela, bem escritim, escritim. Sem tirar, nem por.

Não acha?

R. Há controvérsias quanto à afirmação contida na camisa…

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

HUMBERTO – JORNAL DO COMMERCIO

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PELEJA VIRTUAL ENTRE HELENO ALEXANDRE E ALLAN SALES

HELENO

Ouvir músicas cafonas sem sonoras
Pisar gato e deixar que me arranhe
Me meter nas conversas de mamãe
Quando está discutindo com as noras
Assistir Big Brother duas horas
Quando tem paredão na terça-feira
Dá cartaz a mulher arruaceira
Que não tem outra coisa pra fazer
E por essas e outras vim dizer:
EU NÃO PERCO MEU TEMPO COM BESTEIRA

ALLAN

Uma coisa sem gosto pra comer
Assistir a novela desta GLOBO
Me deixar por aí fazer de bobo
Não votar em quem não o merecer
Na internet teclar até doer
Me juntar com mulher que é rameira
E beber pra ficar na bagaceira
Confiar em sujeito sem vergonha
Me ligar num cigarro de maconha
EU NÃO PERCO MEU TEMPO COM BESTEIRA

ALLAN

Me passar a usar calça coronha
Ficar horas pegando tanajura
Discutir meu amor pela cultura
Com quem mostra uma oposição medonha
Contar planos pra gente que não sonha
Curtir música de origem estrangeira
Empurrar bicicleta na ladeira
Dá risada assistindo um mau palhaço
Muitos fazem assim mas eu não faço
EU NÃO PERCO MEU TEMPO COM BESTEIRA

ALLAN

Ver babaca fazer quebra de braço
Assistir jogou ruim que dá empate
Pelejar com alguém que não é vate
Ver a quenga dizer que é cabaço
Cabra falso querer me dar abraço
Tabacudo falando muita asneira
Encarar o que tem no fim da feira
Conversar com quem tem papo furado
Ter o meu bom projeto engavetado
EU NÃO PERCO MEU TEMPO COM BESTEIRA

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR

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8 fevereiro 2010A PALAVRA DO EDITOR

JÁ É CARNAVAL EM PERNAMBUCO - 22

De chapéu de sol aberto, uma composição de Capiba interpretada pelo Quinteto Violado e Zélia Barbosa.

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

CLAUDIO – AGORA S. PAULO

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8 fevereiro 2010DEU NO JORNAL

EMPURRANDO GOELA ABAIXO

Empenhada em garantir palanques estaduais para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, a cúpula do PT ameaça até mesmo intervir em diretórios que se recusarem a cumprir a orientação nacional de alianças com partidos aliados.

* * *

E o militante purista que achar ruim Dilma ao lado de Roseana, Maluf, Garotinho, Renan Calheiros, Inocêncio Oliveira,  que vá se fuder!

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

FERNANDES – DIÁRIO DO ABC

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COMO BRISA DE MAR CALMO

No cais nada parecia se mover. Um ou outro ruído distante acentuava o silêncio na tarde modorrenta. Quedou-se em reminiscências. Olhos semicerrados, imagens se superpondo, ora embaralhadas, ora seqüenciadas – tempos alternados, tempo presente.  Como se estivesse diante de um espelho, redescobrindo-se, revisitando a própria vida. Como se reencontrasse e se reconhecesse em cada traço do rosto, no olhar, no leve sorriso.

Lembrou que ela um dia chegou sem dizer que vinha. Entrou sem bater à porta. Sentou-se. Sorriu um sorriso breve, tímido e silencioso. Olhou em torno como que buscando situar-se no ambiente, identificar sinais e motivos. Logo percorreu cada cômodo da casa, visitou o jardim, colheu flores. Foi ao porão e ao sótão com surpreendente intimidade.

Ao primeiro diálogo, cumplicidade, inquietações, perguntas, descobertas: a vida tem sentido quando vivida através dos tortuosos caminhos da busca. Na dor e no prazer, no desengano e na esperança, no fracasso e na conquista – a reinvenção cotidiana da existência.

Outros encontros: idéias e fazeres compartilhados. A vida é complexa, sim, mas é possível compreende-la pela linguagem do gesto, da palavra pronunciada, seca ou emocionada, certeira – uma aprendizagem constante, solidária.

Bandeiras erguidas, convergentes. Que o sentimento flua livre, a salvo de regras, preconceitos, tabus. Impossível enquadrar o afeto, o desejo, a paixão. Que tudo aconteça tão natural quanto o sol que se abre todos os dias anunciando a alvorada, e de modo tão sereno quanto o arrebol. E que se traduza na rosa vermelha que todas as manhãs desabrocha revelando o encanto da vida. Nas coisinhas bobas do cotidiano: a melancia do café da manhã madura em demasia, o jornal que chegou amassado, o telegrama tardio. E nos desafios de sempre: a necessidade de apressar aquela decisão, de cumprir um compromisso assumido, de arrostar nova tarefa.

Que transite suave entre a saudade, a espera e o reencontro. Como nos versos rascunhados pelo poeta anônimo em noite vazia: “Porque hoje é sábado e o silêncio deve ser preservado/não te ofertarei rosas nem procurarei o regaço dos teus seios./Mas, mirando as estrelas, te encontrarei entre elas/- a mais fulgurante de todas -/a irradiar a luz que ilumina o meu sonho.”

Veredas, escolhas: desencontros apenas prenunciam a caminhada a passos mais largos, mais decididos. Pois que a dimensão de todas as coisas se refaz, como a dimensão do tempo, avessa a cronologias. O ontem e o agora se fundem: tudo se recria.

A tarde escurece. Diz para si mesmo “a presença da mulher amada é como a brisa desse mar calmo que me atinge o rosto, espraia-se pelo meu corpo e penetra fundo em minha alma, envolvendo-me por inteiro – como uma carícia que acalenta, cativa e liberta.”

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

ALIEDO – CHARGE ONLINE

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8 fevereiro 2010CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL PAULO CARVALHO - RECIFE-PE

O Maracatu Elefante, que teve em Dona Santa a sua Rainha mais querida e famosa, completa 210 anos de existência. A data da fundação, 1800, pode ser vista no estandarte.

Hoje, mantendo a tradição dos verdadeiros maracatus, a nação tem como rainha uma tetraneta de Dona Santa, desfilando com o seu manto azul.

A sede da agremiação fica na Bomba do Hemetério, grande foco de cultura popular da Cidade do Recife.
 
Aqui se faz o melhor carnaval do mundo!

R. Eu sou suspeito pra falar da Bomba porque aquele recanto do Recife é uma paixão muito particular dentro da grande paixão que sinto por esta cidade. Adoro vadiar e bater pernas pelo bairro, de onde se tem, ao final da ladeira, uma das mais belas vistas desta terra.

A Bomba do Hemetério é a maior concentração por metro quadrado de associações, entidades e clubes que praticam a mais pura cultura e o mais puro folclore da Nação Nordestina. Tem de tudo que a gente procurar.

Como se não bastasse tudo isto, a Bomba é o território onde reina absoluta nossa querida Madre Superiora Neide, e ninguém entra naquele espaço sagrado sem pedir pemissão a ela.

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Cardeal Paulo Carvalho homenageando o Maracatu Elefante

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

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DOIS GÊNIOS DA CANTORIA E UM CLÁSSICO DO CORDEL

Ivanildo Vilanova e Geraldo Amâncio improvisando num Martelo Agalopado.

* * *

Um cordel de Severino Borges Silva 
 
O ROMANCE DE MARIA MADALENA

Leitor,leia este romance
Traçado por minha pena,
Um drama impressionante,
A mais empolgante cena
Do episódio da vida
De Maria Madalena.

Era Madalena filha
De Sir, um nobre judeu,
Eucádia foi sua mãe,
Lázaro foi irmão seu.
E Marta era sua irmã,
Pois de Eucádia nasceu.

O velho Sir era um homem
De completa retidão
E, do povo de Israel
Tinha consideração.
Sua esposa era um exemplo
Das filhas de Abrahão.

Residiam em Betânia
Naquelas datas primeiras,
Num sítio muito abundante
Circulado de palmeiras,
Igualmente as ricas fraudas
Do monte das oliveiras.

O velho Sir se sentava
Na sombra dos palmeirais
Contemplando as maravilhas
De Jeová, pai dos pais,
Recebendo a fria risa
Nas estações invernais,

muitas vezes ele pedia
A Jeová, sem desconte:
-Oh Deus! Tirai minha vida
Para eu ver outro horizonte,
Antes que Maria manche
As rugas da minha fronte.

 

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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PARA OS LEITORES DO RECIFE - CHAMEGOS, BALANÇOS E ENCANTOS

Gonzaga Leal, Roberto Mendes & Saracotia

 No espetáculo

“Chamegos, Balanços e Encantos”

Participações: Alex Sobreira (7 cordas), Bandeira (Clarinete), Claudio Moura (Viola), Lucas dos Prazeres( Percussão) e Marcos FM (Baixo elétrico)

Local: Praça do Arsenal – Palco das Fantasias
Data: 13 de Fevereiro de 2010
Hora: 23:00

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8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA

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AOS FUTUROS CANTADORES

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Xilogravura de Costa Leite recolhida do Google.com.br

Meu verso, a melhor lição
Pra quem quer ser cantador.

(Mote de Edmilson Garcia)
 
Se você pretende ser
Um poeta do repente
Leia meus versos somente
E espere acontecer
Pois ganhará o saber
De um mestre glosador
Que só decanta o amor
A saudade e a paixão
Meu verso, a melhor lição
Pra quem quer ser cantador.

Esqueça dos manuais
Que você já leu um dia
Só na minha poesia
Saberá dos rituais
Não dê moral aos rivais
Que diminuem o valor
Dum filho de trovador
Parido pelo sertão
Meu verso, a melhor lição
Pra quem quer ser cantador.

Se você for aplicado
Ao ler o meu conteúdo
Com seis meses de estudo
Eu mando o certificado
Pois estará preparado
Pra ser da rima um doutor
E dizer: - Meu professor,
É imensa a gratidão!
Meu verso, a melhor lição
Pra quem quer ser cantador.

Glosas: Wellington Vicente.
Porto Velho, 05/02/2010.

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA - GAZETA DO POVO

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8 fevereiro 2010XICO COM X, BIZERRA COM I

HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS - 3

CHICO DAS ÁGUAS

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Sempre tive a maior dificuldade de me posicionar a respeito da transposição do São Francisco. Como é um tema profundamente técnico, toda e qualquer explicação, a favor ou contra, só contribui para aumentar minha dúvida sobre os benefícios – ou não, que a medida traria.

Mas, convencidamente incapacitado de fazer uma avaliação técnica sobre o assunto, me reservei o direito de posicionar-me favoravelmente pelo simples fato de que a transposição levará água para quem não a tem. Ou seja, num raciocínio simplista mas que me convenceu: ainda que seja apenas uma gota d’água que vá saciar a sede de algum sertanejo sedento, valerá a pena.

Baseado nisso e por solicitação do saudoso Toinho, do Quinteto Violado  fiz a letra da música, que hoje está gravada por Cristina Amaral – CD e DVD e pelo próprio Quinteto Violado. 

 

CHICO DAS ÁGUAS

Toinho Alves e Xico Bizerra

velho chico, no fuxico de tuas águas
as minhas mágoas se afogaram em teu correr
na canoa em que eu faço a viagem
no silêncio da paisagem vejo tudo florescer
eu te pergunto: quantas lágrimas matutas
se derramaram pra que fosses lindo assim?
desde a canastra até a última morada
em que te entregas ao mar num amor sem fim

junto ao teu leito, ora largo, ora estreito
as tuas águas pintam de verde o sertão
dando festa na vida do sertanejo
olho para ti e vejo: tens alma e coração
ó velho chico, quantas sedes saciadas
por tantas bocas que viveram a te beber
chico das águas, chico amigo, são francisco
vem de alegria a minha vida abastecer

vem dar água de beber, matar a sede da gente
vem transformar a semente em fruto bom de se comer

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

TONINHO – JORNAL DA MANHÃ

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8 fevereiro 2010DEU NO JORNAL

PERDI O SONO

O que irrita e até apavora o presidente Lula em Ciro Gomes (PSB) não é sua relutância em abandonar a candidatura presidencial, mas a hipótese de o seu ex-ministro da Integração vir a ser o vice do tucano Aécio Neves, diante de eventual desistência de José Serra. Aécio e Ciro têm um pacto de apoio recíproco.

* * *

Um detalhe de bastidores pros bem informados leitores do JBF: o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, já avisou a Lula sobre esta possibilidade, o casamento Aécio-Ciro. E, mais ainda, informou a Lula que ele, Eduardo Campos, apoiará a chapa caso ela se confirme.

Resultado: o Cara achou péssimo o crescimento de Dilma nas pesquisas, pois tem certeza que, com isso, o Vampiro Serra vai desistir da disputa. E que a parelha Aécio-Ciro seria imbatível.

Francamente, fiquei sem dormir, preocupado com o aperreio de Lula. Invejoso e preconceituoso como sou, tudo que afeta nosso presidente desperta em mim meus mais secretos e satânicos instintos.

 

8 fevereiro 2010FULEIRAGEM

P. CARUSO – DIÁRIO DO PARÁ

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É HOJE - SEMANA DE PRÉVIAS CARNAVALESCAS NO RECIFE

NESTA SEGUNDA-FEIRA DIA 08/02

MARCO ZERO - ENSAIO GERAL

19h -Ensaio Geral da Orquestra Multicultural do Recife

PRAÇA DO ARSENAL DA MARINHA

Desfile de Agremiação e Orquestra de frevo

18h - Orquestra de Frevo do Maestro Nunes (Itinerante)
Passistas do Grupo Pé-nambuco
19h30 - Urso Cangaçá de Água Fria
20h - Boi Estrela
21h - Boi Maceió (Maceió - AL)
21h30 - Clube de Boneco Tô Afim
22h - Troça Carnavalesca Formiga Sabe que Roça Come
23h - Almir Rouche Dia


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