SAUDADES QUE VEM DE VOCÊ

A nossa vida já foi comparada a uma longa viagem de trem, na qual sabemos da estação em que embarcamos, porém, nem sequer podemos prever o ponto de desembarque.

Ocupamos determinado vagão e assim rumamos, com outras pessoas que já lá se encontravam, em busca do desconhecido.

Nada pode ser previsto nessa nossa jornada, sabemos tão somente que somos passageiros de um infindável comboio que vai parando, de estação em estação, onde descem alguns e sobem muitos outros.Edson-Neves

Naquela imensa composição temos a liberdade de vagar entre os demais vagões e assim fazer amizades com gente que ali estão bem antes de nós, ou mesmo alguns que ingressaram naquela viagem muito.

Assim passamos os dias, como se aquela viagem não tivesse necessariamente o seu fim. Para nós e para os amigos que cativamos tudo parece uma eternidade.

Nesta transiberiana da vida encontrei com Edson Wanderley Neves no início do ano de 1970. Por quarenta anos fomos parceiros do dia-a-dia, comungando dos mesmos princípios e das mesmas afinidades.

Como na sabedoria popular, passamos a ser unha e carne, um do outro; cultivando uma espécie de irmandade só possível nas grandes amizades.

Acompanhei os seus passos, cruzamos juntos os mesmos caminhos: vi crescer Edson Júnior, Eduardo e Ricardo; vi nascer Luciana e, junto com Paula, acompanhei a infância, a adolescência, a juventude e a conquista da maturidade desses meninos.

Na reciprocidade de nossa amizade, o meu irmão Edson esteve ao meu lado em todos os momentos.

Nas alegrias da saúde, nas festas do Carnaval, como também nos percalços da doença e nos dias mais tristes, como a repetir os versos do poeta popular que nos ensina:

Quando estou junto ao meu mano,
E o meu mano está mais eu…
Eu sinto que o céu é perto,
E que o resto do mundo é meu.

Em 1979, juntos criamos a Fundação de Cultura Cidade do Recife, ao tempo do prefeito Gustavo Krause, e através dela uma infinidade de ações que seria um nunca acabar, se eu aqui viesse a desfiar as contas do meu rosário.

Havia em tudo a alegria do fazer, do servir, do dever cumprido, da solidariedade para com o próximo, que nos impulsionava a querer sempre o melhor para a nossa cidade.

Com o passar dos anos, Edson Neves foi sempre o meu exemplo de vida, aquele irmão mais velho (exaltado e invejado pelos mais novos), respeitado e proclamado pelos que privavam de sua amizade.

Para todos tinha um sorriso e uma palavra de incentivo, não faltando o ombro amigo, a retidão do caráter, a fé nas suas convicções.

Para os de sua família foi o exemplo de filho extremado, do marido carinhoso, do pai devotado, do avô terno e alegre, do irmão sempre presente, do homem total de que fala o Eclesiastes.

Foi sempre, em sua curta passagem, o homem plural, o amigo irmão, o advinho das necessidades do próximo, sem necessidade de ser convocado para isso; como se repetisse a lição de Gibran:

“É belo dar quando solicitado; e mais belo, porém, é o dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido.”

Na quinta-feira, 28 de julho de 2010, fora seu aniversário.

Reservei algum tempo para permanecer ao seu lado, como a relembrar os anos felizes que juntos comemoramos.

Senti que o meu irmão Edson estava dando adeus a todos nós; sua estação de destino se aproximava; experimentei a dor da separação e o convívio com a saudade que, a partir de então, acompanhará os meus passos.

E assim sozinho, com o rosto tomado pelas lágrimas, me imaginei cantando baixinho, aqueles versos que Capiba me ensinou:

Vivo nas ruas cantando,
Um canto que me convém.
Para fugir da tristeza.
E da saudade também…
Se estou certo ou errado,
Alguém me há de dizer.
Fujo talvez da saudade,
Saudade que vem de você.

Numa sexta-feira, 6 de agosto de 2010.

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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LAMPIÃO

lampião

Mote do colunista:

Faz setenta e sete anos
Que mataram Lampião.

Vila Bela, o lugarejo,
Que viu nascer o menino
Por nome de Virgolino,
Um autêntico sertanejo.
Nasceu trazendo o lampejo
De iluminar o sertão
Fazendo a “revolução”
Nos rincões pernambucanos.
Faz setenta e sete anos
Que mataram Lampião.

Formou sua cabroeira
Com os seus irmãos Livino,
Ezequiel “Ponto Fino”
(De pontaria certeira),
O bravo Antônio Ferreira
Pediu para deixar João
Seguir outra profissão
Diferente dos seus manos.
Faz setenta e sete anos
Que mataram Lampião.

A Coluna Prestes estava
Correndo o país inteiro
E o padre de Juazeiro
Há muito já receava
Que em breve a tropa riscava
Pela sua região
Deu armas ao “Capitão”
E aos seus “milicianos”.
Faz setenta e sete anos
Que mataram Lampião.

Por ordem do Presidente
Getúlio Dornelles Vargas
Tropas receberam cargas
De munição mais potente.
Foi João Bezerra, o tenente
Chefe da operação
Quem regeu toda a “canção”
Dos fuzis alagoanos.
Faz setenta e sete anos
Que mataram Lampião.

João Pessoa-PB, 28 de julho de 2015

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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29 julho 2015 DEU NO JORNAL

A VOZ ROUCA DAS RUAS

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Como não diz a Bíblia, há tempo de negociar e tempo de calar e esperar a tempestade. Agora, a menos que ocorram surpresas, é hora de ouvir os trovões.

Dilma e Lula vão amanhã à TV, em programa que interrompe o Jornal Nacional. Eles falam pelo Governo, o ribombar dos panelaços fala pela oposição. É desigual: o Governo tem 7% de aprovação. A inflação medida nas feiras em um ano atingiu 25%. Há muito mais panelas vazias dispostas a se fazer ouvir.

O Congresso volta a funcionar na primeira segunda-feira de agosto, dia 3 – ou, vá lá, na primeira quarta, dia 5. Há doze propostas de impeachment na fila, e um presidente da Câmara prontinho para colocá-las em discussão e votação. Para aprovar o impeachment é necessário o voto de 342 deputados. De acordo com os cálculos de aliados do presidente Eduardo Cunha, 255 já apoiam o impeachment.

Nem tudo se resolve no grito das ruas: há também o julgamento (se não houver alguma manobra estranha para adiá-lo), pelo Tribunal de Contas da União, das contas do Governo Federal. O TCU não tem poder de decisão, é órgão auxiliar do Congresso. Mas um parecer pela rejeição influencia o plenário (em especial os parlamentares que não se decidiram pelo impeachment ou pelo voto no Governo). E, fator decisivo, há no dia 16 de agosto as marchas Fora Dilma. Se tiverem êxito, será muito difícil evitar que a presidente seja afastada do cargo.

Movimentos ligados ao PT anunciaram suas marchas para dia 15, e ainda não as confirmaram, talvez temendo o efeito-comparação. Mas as ruas são decisivas.

Revendo o voto

A fraqueza política do Governo pode ter um efeito adicional importante: estimular os aliados a, digamos, rever sua posição. No impeachment de Collor houve um caso interessante. Um deputado da tropa de choque do Governo, dos mais fiéis, desculpou-se com o presidente por não poder comparecer à votação: tinha porque tinha de viajar para seu Estado. E viajou – num voo com escala em São Paulo. Do aeroporto, telefonou para Brasília e soube que a derrota de Collor era certa. Voltou imediatamente a Brasília e foi à Câmara para votar. Em favor do impeachment, claro.

A propósito, os deputados estão voltando dos Estados, onde tiveram contato direto com os eleitores. Devem estar bem mais bravos.

Lula na mira

Veja deu na capa que Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público uma delação premiada, com revelações sobre o relacionamento da empresa com Lula e seu filho Fábio Lula da Silva. O jornal Valor perguntou a Leo Pinheiro se a notícia era verdadeira. Ele a desmentiu: disse que jamais pensou em delação premiada. Seus advogados também a desmentiram. As redes sociais petistas acusaram Veja de inventar notícias.

Mira em Lula

Entretanto, vale a pena lembrar uma piada. Alguém precisava trocar a pilha do relógio e viu uma loja com um relógio pendurado na porta. Entrou, entregou o relógio e pediu para trocar a pilha. O lojista o interrompeu: “Não conserto relógios. Faço circuncisão”. O cliente estranhou: “Mas há um relógio pendurado na porta!” O lojista perguntou: “E que é que o senhor queria que eu pendurasse?”

Alguém acha que Pinheiro iria confirmar a possibilidade de delação premiada, mesmo que verdadeira? Também pode ser que ele tenha passado um recado: está negociando, e, como ainda não negociou, há tempo para alguém tentar salvá-lo.

os dois

Lula e Leo Pinheiro, o homem que reformou o sítio de Atibaia

O grande Moles

Quer conhecer algo do rádio paulista, o humor, a música? Sábado, a partir das 14h, na Livraria Cultura da avenida Paulista, SP, Celso de Campos Jr. lança o livro Recado de uma garoa usada, de Osvaldo Moles, um astro da comunicação. Moles foi autor de rádio, redator, cronista (este é um livro de crônicas), parceiro do monumental Adoniran Barbosa. Celso de Campos Jr. ficou fascinado por ele quando fazia a biografia de Adoniran, e preparou o livro. O conjunto João Rubinato (nome real de Adoniran) toca músicas inéditas do sambista de São Paulo.

O mundo gira

Ah, a falta de memória! José Maria Marin, ex-presidente da CBF, preso na Suíça a pedido dos EUA, é, desde 5 de março de 2008, nas palavras do procurador José de Arruda Silveira Filho, “membro honorário do Ministério Público do Estado de São Paulo”. O discurso do procurador foi proferido quando Marin recebeu o Colar do Mérito Institucional do Ministério Público de São Paulo, em noite de gala, assim descrita pela Assessoria de Comunicações do MP-SP: “A cerimônia foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça Rodrigo César Rebello Pinho. Pelo Órgão Especial do Colégio dos Procuradores, discursou o procurador de Justiça José de Arruda Silveira Filho. Representando o governador do Estado, fez uso da palavra o secretário da Justiça e Defesa da Cidadania Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Também fizeram uso da palavra os deputados estaduais Fernando Capez e Campos Machado, o ex-governador do Estado Luiz Antonio Fleury Filho e o homenageado José Maria Marin, que, emocionado, agradeceu a todos os companheiros de política, do esporte, amigos pessoais, familiares e integrantes do Ministério Público que lotaram o auditório.”

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

mario

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INÁCIO STRIEDER – RECIFE-PE

Prezado Editor do JBF:

“Há coisas mais terríveis no Brasil do que imagina nossa vã imaginação!”

Sugiro publicar o video do You Tube, que mostra o resultado da última CPI do Congresso Nacional sobre a situação das cadeias brasileiras.

Tudo bem, o criminoso deve ser punido, mas a situação de grande parte das prisões brasileiras, nem o nazismo conseguiu imaginar e criar.

E Deputados engravatados visitando estas pocilgas, sem haver consequências imediatas!

Nossos impolutos Juízes, “acima de qualquer suspeita!”, continuando a precipitar seres humanos em tais inimagináveis infernos!

Quem tiver estômago, veja o video “O Grito das Prisões”, a seguir:

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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ELIZETH E A DOÇURA POPULAR

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Elizeth Cardoso a eternamente “Divina”

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A música, entendo, será sempre o ópio da paz, indicada principalmente para acalmar as pessoas, fazendo-as refletir sobre qualquer situação. Desde as valsas vienenses, passando pelos fados portugueses, os tangos argentinos, os boleros que acalentavam as noites de antigamente para quem gosta de dançar. É sempre a música. A boa música, diga-se.

No Brasil de muitos bons cantores nos séculos que passaram, a música instrumental foi pilar forte na construção do nosso acervo de qualidade. Brasileiros como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Baden Powell, Saraiva, Ivanildo, Tom Jobim, Cipó, Luiz Gonzaga, Dilermando Reis, Sivuca, Waldir Azevedo, Benedito Lacerda e Paulo Moura para citar apenas esses, sem a necessidade do solo vocal, inebriavam nossos momentos de lazer e de reflexão.

Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Nelson Gonçalves, Agostinho dos Santos, Moacir Franco, Orlando Silva, Agnaldo Rayol, Cyro Monteiro, Elis Regina, Maysa Matarazzo, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Dolores Duran e, a Divina Elizeth Cardoso por anos nos encantaram com suas vozes de acalantos, letras inesquecíveis e momentos que acabaram por enamorar a nós mesmos.

Falar nessa gente e confrontar com a qualidade da música atual, é maltratar o corpo e ressuscitar e fortalecer a saudade.

Veja e ouça Barracão de Zinco, com Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim – Compositores: Luiz Antônio e O. Magalhães

– 2 –

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Balas “Juquinha” – a doçura popular nos trens da Central do Brasil

O “carioca”, entendemos, não é apenas aquele que nasceu no Rio de Janeiro, capital do Estado do Rio de Janeiro e, ainda para muitos, a verdadeira capital do Brasil. Brasília, consideram alguns, é a apenas o Centro das Decisões Políticas. Carioca é um “estado de espírito”, um dia alguém teve a sorte de definir.

O Rio de Janeiro não é apenas carnaval, futebol e samba. O Rio tem maravilhas de reconhecimento mundial, mas também tem agruras, dificuldades, e aí nem estão incluídas a violência urbana, a engenharia inexplicável das construções nos morros e, não dá para esquecer, o sofrimento que enfrenta o trabalhador no deslocamento precário pela qualidade do transporte urbano diário. Hoje usufrui de uma acentuada melhora, mas, não faz muito tempo, era algo deprimente e revoltante.

E, o autor destas linhas conviveu com tudo isso. Desde o desfile no carnaval, passando pela subida necessária ao morro da Rocinha até chegar ao cansativo translado (via trem azul) para Campo Grande e Santa Cruz.

Viagens que hoje são feitas num tempo de até 60 minutos da gare da Central do Brasil até Santa Cruz, com as composições parando estratégica e obrigatoriamente em Deodoro, Campo Grande e finalmente Santa Cruz levavam até 180 minutos, quando eram concluídas – ou atrapalhadas por problemas técnicos ou de manutenção das linhas e das composições, deixando de lado a estrutura da corrente elétrica. Era um martírio. Hoje isso mudou bastante e, além de um relativo conforto de composições climatizadas, o tempo de percurso gira em torno de 60 minutos do início ao fim do deslocamento.

E, para um considerável número de passageiros, “ler” continua sendo o principal passatempo da longa viagem. Desde jornais diários, livros e até brochuras de bang-bang. Por dificuldades de coberturas de áreas, tablets e celulares não são tão acionados pelos usuários-passageiros.

Apenas uma coisa não mudou nos trens suburbanos do Rio de Janeiro: a personificação dos vendedores ambulantes que ganham a vida, oferecendo amendoim torrado nos fogareiros movidos a carvão; e, a tradicional, inesquecível e gostosa bala “Juquinha”.

Balas Juquinha – Balas Juquinha foi uma empresa brasileira, fabricante da marca homônima de balas e doces. A empresa foi fundada em 1945 com a razão social de Salvador Pescuma Russo & Cia. Ltda. e iniciou suas atividades na fabricação de refresco em pó. Sua sede era em Santo André.

Somente em 1950 a empresa passaria a produzir balas, o produto que daria à empresa seu grande sucesso, desenvolvida por cozinheiras da empresa, cujo fundador era o português Carlos Maia e seu nome foi uma homenagem ao amigo chamado Juca. A embalagem do produto passou a estar na memória de muita gente: o desenho do rosto de um garoto loiro sorrindo. Posteriormente, a razão social da empresa foi alterada para Balas Juquinha Ind. Com. Ltda. Em 1979, devido ao endividamento de seu proprietário, a empresa foi vendida ao italiano Giulio Luigi Sofio.

Grande parte de sua produção atual passou a ser direcionada à exportação para mais de 46 países. Além das tradicionais balas de vários sabores, a empresa passou a fabricar também pirulitos. O auge de suas vendas ocorreu em meados da década de 1990, quando da implantação do Plano Real e muitas balas eram usadas como troco.

A fábrica foi fechada em junho de 2015 e sua produção encerrada. A fórmula da bala, ultrassecreta, foi vendida a um empresário do Rio de Janeiro, que não é do setor alimentício.“ (Transcrito do Wikipédia)

– 3 –

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Pirulitos vendidos nas ruas e festas pelos pregoeiros

Qualquer festa infantil sem pipocas e pirulitos, não pode ser considerada uma “festa”. Não considere verdadeira qualquer informação de que o pirulito foi “inventado” por esse ou por aquele. Pirulito, pipoca, picolé, panqueca, quebra-queixo, cocada e tantas outras guloseimas consideradas infantis (mas que alguns adultos adoram) não foram inventadas por ninguém. Tudo é “obra” do por acaso. Tal e qual a batata frita.

Em Fortaleza e provavelmente em muitas outras cidades brasileiras, o pirulito de fabricação artesanal é vendido por pregoeiros, num tabuleiro de madeira cheio de buracos para garantir a sustentação do produto e a vida de muitos.

Muitos certamente já ouviram a expressão “mais furado que tábua de pirulitos”!

Pois é. É assim que ainda hoje se vende essa guloseima considerada preferência nacional. Sabores, os mais diversos mas, limão, laranja, morango, abacaxi, goiaba são os mais fáceis de fabricar e de vender.

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

paixao

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É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – SARAU PLURAL

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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http://www.apoesc.blogspot.com.br
28 DE JULHO, ANIVERSÁRIO DA MORTE DE LAMPIÃO

altardelampiao

Foi na grota do angico
Onde morreu Virgulino
Nas margens do São Francisco
Nesse sertão nordestino
Por entre os despenhadeiros
Morreu onze cangaceiros
Dando fim ao seu destino

Sem chance de combater
Já no fim da madrugada
Pela força da volante
Uma luta foi travada
Entre tantos alaridos
Os heróis tão destemidos
Sofreram grande emboscada

Nesse combate ferino
Também morreu um volante
O soldado Adrião Pedro
Da tropa do aspirante
Que em meio ao aperreio
Na hora do tiroteio
Veio ao chão agonizante

Depois de decapitados
Botaram em exposição
As cabeças decepadas
Dos cabras de Lampião
Por alguns foi aplaudido
Se foi herói ou bandido
Fica aquela indagação

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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PAÍS DE INSUCESSOS

O Brasil beira o abismo. Absorvendo graves consequências. Fragilizado, o país estrebucha. Estremece, mas não encontra apoio. Está sem forças para se levantar de sucessivas bordoadas.

Prostrado ao chão, o brasileiro nota as principais pilastras de sustentação estremecidas com o desaparecimento da confiança dos investidores que se mandaram. Temendo prejuízos. Com o pesadelo do péssimo desempenho das exportações no semestre passado que estão vergonhosas. Com o irreal saldo comercial de US$ 2,2 bilhões, derivado da vertiginosa queda das importações e da brutal desaceleração econômica.

Aliás, o saldo positivo da balança comercial é insuficiente para zerar o saldo negativo apresentado no mesmo semestre do ano passado.

Cambaleante nas investidas, nem a desvalorização do real ameniza a crise política que permanece doidona, empurrando o Brasil para o negativismo. Acirrando os ânimos. Dividindo opiniões.

Agigantando a onda de pessimismo da população. Retraída com a crítica desenvoltura do mercado, abaixo da média. Obtida através de maldita herança deixada pelos últimos governos que tropeçaram nas diretrizes.

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29 julho 2015 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

MANCHETE MÚLTIPLA PARA ALEGRAR A NOITE DE TERÇA-FEIRA!!!

MANCHETE

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

ALPINO

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

NO QUINTAL DA GERENTA

Josias-de-Souza5

De todos os persistentes horrores da Lava Jato, o pior, o mais constrangedor, é o horror da descoberta de que os escândalos se concentram no setor de Minas e Energia, supostamente controlado com mão de ferro por Dilma Rousseff há 13 anos. Primeiro, o petrolão. Agora, o eletrolão. O constrangimento vira desalento quando se verifica que a presidente, assim como seu criador, encontra na mesma desculpa prepotente – “eu não sabia” – a justificação absolvedora que a livra de enxergar no espelho uma culpada ou uma cúmplice.

Em sua 16ª fase, batizada de Radioatividade, a Lava Jato chega ao setor elétrico, outro quintal de Dilma. Os alvos são, por ora, as obras de Angra 3 e Belo Monte, levadas à frigideira em março pelo delator Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa. O cardápio é o mesmo servido na Petrobras: licitações viciadas, cartel de empreiteiras e distribuição de propinas.

No seu primeiro mandato como presidente, Dilma exibiu um jeitão franco e desengonçado que chegou a encantar os brasileiros. Mesmo quem torcia o nariz via nela uma senhora decente, em todos os sentidos que a palavra engloba. A popularidade alta indicava que, para a maioria dos brasileiros, aquele era um governo com uma boa cara.

Sobrevieram os erros políticos, as burradas econômicas e as perversões éticas… Hoje, o brasileiro se dá conta de que a boa cara não assegura um bom governo. Cada vez que Dilma faz cara de nojo diante dos escândalos – “eu não respeito delator”, “a Lava Jato mastigou um ponto percentual do PIB” – a plateia se horroriza.

Sete das dez maiores obras do PAC, programa que Dilma controlava como mãe, já frequentam os inquéritos como espécies de chicagos ocupadas por capones. A presidente talvez devesse parar de manusear o cinismo como uma criança que brinca no barro depois do banho.

* * *

A hipocrisia é uma característica muito comum dos governos em apuros. Mas Dilma Rousseff exagera. Quando declarou, a portas fechadas, que a Lava Jato derrubou um ponto percentual do PIB, a presidente deixou de mencionar que a operação é uma reação da PF e da Procuradoria à roubalheira que vicejou na estatal durante os 13 anos de governos petistas.DC

Quando Lula governou o país, não hesitou em levar a Petrobras ao balcão. Decerto pensou que, sob o patrocínio de PT, PMDB e PP, as diretorias e subsidiárias da estatal seriam geridas sob critérios tecnicamente impecáveis. Mas o que se poderia esperar de prepostos de Renans e Collors senão gestões indignas?

Pelo menos R$ 7,5 milhões em verbas sujas extraídas da Petrobras foram parar na caixa registradora da campanha presidencial de Dilma. A presidente diz que seu oponente Aécio Neves bebeu da mesma fonte. E se declara chocada com a suposição de que o dinheiro possa não ser legal.

Considerando-se o pensamento cartesiano de Dilma, ela deve achar que a Lava Jato é culpa dos índios, que não puseram os portugueses para correr naquele fatídico 22 de abril. Num Brasil habitado exclusivamente por índios haveria vantagens e desvantagens. A desvantagem é que você, caro leitor, não existiria. Em compensação, também não existiriam a Dilma e seus raciocínios tortos.

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

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GABRIEL L. TRIZOGLIO – JABOTICABAL-SP

Blog Fotos & histórias.

Nova publicação: “Nas nuvens?”

Acesse clicando aqui.

nas nuvens

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

NOMEAÇÃO TIPICAMENTE BANÂNICA

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), conseguiu emplacar o genro na diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ricardo Fenelon Júnior é advogado e se casou com a filha do peemedebista há menos de um mês, numa cerimônia em Brasília para 1,2 mil convidados, dentre os quais a presidente Dilma Rousseff.

FFN

O genro de Eunício se formou em Direito em 2011 pela Uniceub, uma faculdade particular da capital federal.

A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA) contestou a indicação numa nota:

“A possibilidade de nomeação política, baseada na mais asquerosa troca de favores partidários, é por nós, especialistas, veementemente repudiada. Demonstramos nossa total contrariedade a qualquer indicação, para cargo diretivo da agência, de pessoas que não possuam qualificação técnica e elevado conhecimento nesse campo de especialidade”.

* * *

Este jovem bacharel, muito bem encaminhado na profissão de Genro, tem uma brilhante carreira pela frente. Pelo menos enquanto durar o gunverno de Dilmandioca, até o próximo dia 16 de agosto.

Além do mais, aqui no JBF ele pode contar com a defesa intransigente do fubânico petista Ceguinho Teimoso, especialista na matéria “Alianças Pornográficas do PT pra Garantia da Governabilidade”.

A partir de agora, a segurança dos nossos voos, fiscalizada e administrada pela Anac, vai estar em excelentes mãos. Em mãos de um bacharel em direito especialista em aviação interplanetária, aquela que é praticada em meio às istrêlas vermêias.

Fiquem tranquilos os passageiros de Banânia: se cair algum avião, vai ser só daquele tipo que transporta gente que votou pela eleição e reeleição de Dilmandioca.

anac

“Vou fazer uma pose bem bonita pra sair no JBF”

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

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VALDENIR FONSECA – SÃO PAULO-SP

As lojas do grupo “Aluga-se” estão abrindo milhares de filiais pelo Brasil afora.

Uma expansão vertiginosa.

Parabéns Lula, parabéns Dilma, parabéns PT.

lojas

R. Caro leitor, pelo DDD constante desta foto (81), esta filial da rede de lojas “Aluga-se” é aqui no Recife.

Aliás, a capital pernambucana tem esta loja em cada avenida, cada rua, cada esquina, cada bairro.

Ultimamente, sempre que saio de casa, me divirto contando o numero de placas da rede “Aluga-se”.

É uma quantidade impressionante de lojas.

Uma prosperidade banânica à altura destes tempos dilmícos vermêio-istrelados!

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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Mundo Cordel
NEM DEUS, NEM SUPER-HERÓI

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Final da tarde de domingo. Vou à casa de meus país, no bairro do Pirambu, periferia de Fortaleza. Depois de um bom pedaço de pizza, conversávamos na calçada – eu, meu pai e alguns amigos – quando começou o culto em uma igreja, dessas que se autointitulam evangélicas, do outro lado da rua.

A partir daí, a conversa ficou inviável. A música de má qualidade não era propriamente cantada, mas gritada pelos poucos e barulhentos fiéis. Um dos presentes protestou:

– Duvido que se fosse na frente da casa de um rico fizessem um barulho desses!

– Se fosse na frente da casa dum rico, ele comprava logo a igreja e mandava todo mundo embora! – disse outro.

O terceiro a falar me pôs no centro da discussão:

– Rapaz, bastava que o doutor juiz morasse aqui e ele mandava esse pessoal baixar o som!

Não ficou claro se a frase era um pedido de socorro ou uma provocação. Ouvi-a e fiquei quieto, refletindo sobre o que me parece ser uma característica comum entre nós, brasileiros: a tendência a esperar que alguém poderoso venha nos salvar das agressões aos nossos direitos. Pode ser o poder econômico, pode ser o poder político, não importa. O que importa é que o super-herói apareça e ponha as coisas no seu devido lugar.

Por que razão aquelas pessoas suportam todo aquele barulho e não tomam nenhuma iniciativa para eliminar ou reduzir o incômodo? Por que não formam um grupo e procuram o pastor, para exigir que ele baixe o volume dos seus autofalantes? Pertinho dali existe uma ONG dedicada quase exclusivamente a fazer mediação e arbitragem, na tentativa de resolver conflitos das pessoas da comunidade. Que tal chamar o pastor para uma conversa lá? E, se isso não resolver, podem-se fazer manifestações na frente da igreja, na hora do culto; pode-se procurar o Ministério Público, o Juizado Especial, tanta coisa… O pastor está interessado em novos fiéis, não em encrenca com os moradores do bairro.

A par disso, estou amplamente convencido de quem ninguém vai fazer nada. E o ataque dos membros da igreja aos tímpanos dos vizinhos vai continuar.

Eu também não fiz nada. Tive vontade de ir falar com o pastor, mas não fui. Dias antes, durante um telefonema, prejudicado pelo mesmo exagero evangélico-musical, minha mãe havia pedido:

– Meu filho, não faça nada. Se você for falar com o pastor, o pessoal da igreja vai dizer que você é um juiz querendo ser mais importante que Deus. E o pessoal aqui da rua vai concordar com o povo da igreja. E dizer que você mora lá na Aldeota e vem se meter nas coisas daqui. A vizinhança não é toda prejudicada? Então os vizinhos que devem fazer alguma coisa. Se me procurarem, eu apoio, mas não vou tomar a frente, pra não dizerem que a mãe do juiz quer ser importante. Não quero ver seu nome metido nessa história…

Raramente nego um pedido da minha mãe. E, quer saber, leitor? Acho que ela tem razão. De nada adiantaria eu dizer que estava ali como cidadão, preocupado com o bem estar dos meus pais. O pastor e seus fiéis enxergariam um juiz, provavelmente um juiz que pensa que é Deus. E, se o assunto fosse parar nas redes sociais, não faltaria quem declarasse ter certeza disso.

Nessas horas, sinto saudade de quando era estudante de Direito. Quando a disposição para defender direitos – meus e dos outros – era vista como sinal de que me tornaria um bom advogado. Hoje, começo a escrever sobre o barulho de uma igreja e termino o texto fazendo reflexões sobre uma divindade que todo mundo deveria saber que não existe.

Lamento não poder ajudar meus pais e seus vizinhos na reação contra o barulho da igreja, mas, para não expor o juiz ao cometimento de eventual abuso de poder (real ou imaginário), o cidadão precisará calar.

E assim, eu, que nunca pensei em ser Deus, constato mais uma vez que a capa que uso não me ajuda sequer a ser um super-herói. Às vezes até atrapalha.

P.S.: Se as pessoas não têm iniciativa para se organizar pela redução do barulho de uma igreja que abriga menos de cem fiéis, e que está ali, encostada nas suas casas, como esperar que pressionem políticos a agirem com seriedade, honestidade e coerência com os discursos de campanha?

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

DE COCA

Presos da Lava Jato dividem 6 celas em galeria com cerca de 100 detentos.

16 presos da operação estão no Complexo Médico-Penal, em Pinhais.

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Complexo Médico-Penal fica em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba

Para tomar banho, eles compartilham chuveiros com outros presos.

No sábado (25), oito presos relacionados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez foram transferidos para o presídio.

Eles foram detidos no dia 19 de junho, quando a 14ª fase da operação foi deflagrada, tendo como alvo as duas empreiteiras.

* * *

É imperioso desocupar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba e mandar os guabirus pro presídio. São necessárias mais vagas pra caber os próximos malfeitores que serão engaiolados.

Além dos corruptos presos hoje, terça-feira, na fase “Radioatividade” da Lava Jato, ainda estão na fila pra ser enjaulados os petralhas Zé Dirceu e Palocci, que deverão ser os próximos.

Dr. Sérgio Moro, o Herói do Povo Brasileiro, o homem que é o orgulho dos cidadãos decentes e da banada honesta do Brasil, já está com tudo engatilhado pra lascar a caneta nos próximos decretos de prisão.

Depois do enjaulamento de Zé Dirceu e Palocci, Brahma deverá ser o próximo a ir obrar de coca e tomar banho em chuveiros compartilhados na gelada Curitiba.

Isto se antes ele não fugir pra Itália, país onde tem cidadania e passaporte, e no qual já está o cumpanhero Pizzolato. Atrás das grades, não custa nada lembrar.

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Cela coletiva para três corruptos no Presídio de Pinhais, com o cagador único e o tanque onde Brahma, em breve futuro, irá lavar suas cuecas sujas de óleo

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

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CHICO BOATEIRO

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

COINCIDÊNCIA BANÂNICA

A geração de lixo no Brasil aumentou 29% de 2003 a 2014.

Isto equivale a cinco vezes a taxa de crescimento populacional no período, que foi 6%.

O levantamento foi divulgado ontem, 27, pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

* * *

Quer dizer, então, que este impressionante aumento do lixo começou em 2003…

Hum…

Por uma curiosa coincidência, 2003 é o ano em que o PT chegou ao poder, no dia 1º de janeiro, quando Brahma botou a bunda na cadeira prisidencial.

Levando em conta este fato, até que este percentual de aumento do lixo, de quase 30%, foi pouco.

Muito pouco menos.

Se for medido também o lixo corrupcional pixulético, aí sim, o percentual chegará a mais de 90%.

PT+Lixo+no+Lixo

“É lixo vermêio-istrelado que só a porra!!!

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
A PAÇOCA DE PILÃO

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Foto da colunista

O pilão foi muito usado
E ainda tem serventia
Pras bandas do meu sertão
Sem ele não se vivia
Foi de grande utilidade
Mas hoje é antiguidade
Enfeite de moradia.

Eu tenho em minha casa
Um pilão até bonito
E nele faço paçoca
Receita que eu repito
É paçoca do sertão
Que sei pisar no pilão
Seguido o antigo rito.

A carne pode ser fresca
Para em casa preparar
Depois da carne bem limpa
É hora de temperar
Pimenta do reino e sal
E o alho é essencial
Esse não pode faltar.

Bote a carne no tempero
Deixe o tempero pegar
Depois de algumas horas
Ponha no sol pra secar
Retire e corte bem ela
Leve com banha à panela
Para em seguida fritar.

Pra paçoca ficar boa
Preste bastante atenção
A carne é bem torrada
Por favor, não queime não
Quanto a cebola escolhida
A roxa é a preferida
Assim manda a tradição.

Depois que tirar do fogo
Pode deixar esfriar.
A manteiga de garrafa
Você pode acrescentar
Pra ficar mais coradinha,
O colorau na farinha,
Garanto vai ajudar.

Corte a cebola em quatro,
Tem que ser boa porção,
Depois de juntar tudo
Bata aos poucos no pilão
Farinha de mandioca
É a que vai paçoca
Que se faz lá no sertão.

Essa gostosa paçoca
Mamãe nos oferecia
Com banana fatiada
Agente até repetia
O gosto está na memória
Fez parte da minha história
Era assim que mãe fazia.

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

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UMA ONÇA FAMINTA EM SÃO JOSÉ

Essa se deu em São José do Egito, onde um camarada tinha uma onça presa numa pequena jaula, rodeada por uma empanadinha de lona, onde os matutos pagavam ingresso pra ver aquele animal que tinha vindo de longe. O cenário era cruel, pois o público já não se interessava pela “atração” que já tinha devorado todos os gatos de rua da cidade, e o pior: nenhum dono de caminhão se atrevia a conduzir aquela carga perigosa que, juntando o cheiro forte de animal selvagem aos urros que emitia, criavam então mal-estar e medo no povo daquela pequena cidade.

O prefeito já dera ordem de expulsão do animal e seu dono.

Mas cadê quem queria botá-los em cima de um caminhão, pra tirá-los dali?

Até que apareceu um doido que ia pra Sertânia e ajustou  preço para aquela carga tenebrosa.

Botaram a jaula com a onça na carroceria do velho caminhão, não sem antes de o motorista obrigar o dono da onça a ir ali junto dela.

Partiram numa manhã fria de março, rumo a Sertânia, que ficava uns sessenta quilômetros de estrada de barro.

Os matutos ao longo da estrada “davam com a mão”, o motorista parava e, quando subiam, eram logo recebidos com um possante urro: pulavam no mesmo pé pra trás e alguns entravam correndo de mato adentro.

O caminhão continuava seguindo o seu destino, a onça urrando, o motorista também já assombrado, contabilizando o prejuízo passageiros e dono sonhando com um lugar onde pudesse enfim conseguir, pelo menos, comida pra ele e a onça.

Lugar esse que, como num passe de mágica, apareceu diante dos seus olhos, numa das muitas curvas do trajeto.

Era a Vila do Bom Jesus, hoje Tuparetama, em pleno dia de feira, “coalhada” de matuto.

Como tivesse gritado para o motorista, que, por causa do barulho do motor, não conseguia ouvir, o passageiro encontrou uma maneira de parar o velho caminhão.

Pelo buraco do vidro traseiro da cabine, que há muito quebrara, ele enfiou o braço e pegou no pescoço do assombrado condutor, que, diante daquele cenário de urros e uma mão fria quase lhe enforcando, não pensou noutra coisa: – A onça comeu ele e agora vai me comer.

Largou a direção, fechou os olhos e entregou a Deus.

O caminhão virou, a jaula saiu rolando barranco abaixo com a grade já aberta.

Os cabras escaparam. E a onça, que entrou na caatinga fechada, nunca mais foi vista em canto nenhum, até hoje.

Dizem que voltou pro Mato Grosso.

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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28 julho 2015 DEU NO JORNAL

É INESGOTÁVEL: DO ÓLEO PARA A ELETRICIDADE

Odebrecht presenteou Gabrielli e Graça com pinturas de ‘alto valor’, diz investigadores da Operação Lava Jato.

Procuradores da força-tarefa afirmam que documento encontrado na sede de empreiteira revela “brindes especiais” para diretores da Petrobras.

Graça Foster foi diretora da área de Gás e Energia da Petrobrás; na época, o presidente da estatal era José Sérgio Gabrielli.

Na denúncia que apresentou à Justiça Federal sexta-feira, 24, contra o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht e executivos do grupo – formalmente acusados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa -, o Ministério Público Federal destaca, às páginas 41 e 42, a apreensão de documento na sede da construtora, intitulado “Relação de Brindes Especiais-2010″.

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* * *

Minino, é uma surpresa e um espanto a cada dia.

Mal acabei de ler esta notícia aí de cima, informando que caríssimas obras de arte fizeram as vezes de pixulecos pros guabirus petralhas, e a terça-feira já amanhece com a bombástica notícia de que a Polícia Federal botou na rua a 16ª fase da Lava Jato.

E esta fase que começa hoje tem o sugestivo nome de “Radioatividade”, uma vez que investiga a ladroagem dos guabirus vermêios-istrelados nas obras da usina de Angra-3 e nas subsidiárias da Eletrobras. O prisidente da Eletronuclear foi devidamente enjaulado no começo da manhã desta terça-feira.

É inesgotável o campo da roubalheira petralha nesta arrasada terra banânica! Vai do petróleo pra eletricidade num piscar de olhos.

Pra militância istrelada, o consolo é chorar no ombro do fubânico gunvernista Ceguinho Teimoso, aquele que costuma dizer que “isto tudo não passa de mentiras da revista Veja“, aquela publicação que é a bíblia dos coxinhas furiosos.

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A dupla de petralhas Papa-Figo e Lobisomem, dois especialistas em fazer impressionantes obras de arte na administração da Petrobras

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28 julho 2015 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa