21 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

É FEIQUI OU É FODA MESMO?

Gostaria de perguntar ao fubânico lulo-petista Catador de Links se a notícia abaixo é verdadeira ou se isto é mais um feiqui.

Um leitor fubânico mandou aqui pro JBF e eu fiquei em dúvida.

A notícia foi publicada em dezembro de 2011, quando o hoje presidiário (por corrupção passiva e lavagem de dinheiro) terminava o exercício do segundo mandato como presidente da república.

Este expressão que está escrita aí em cima, dizendo que Lula estava com a família “em SEU sítio em Atibaia” é correta?

A noticia foi divulgada no Portal de Notícias de Atibaia, uma página que pode ser acessada facilmente pra fazer uma pesquisa sobre a veracidade ou não do assunto.

E, em sendo verdade, pergunto ao nosso esforçado lulo-petista Catador de Links:

Na época eu que isto foi publicado, houve algum desmentido por parte de Lula?

Ela rebateu dizendo que o sítio não era dele?

Ou será que Lapa de Corrupto só passou a fazer este desmentido depois que o escândalo das reformas veio a público?

Hein?

Me ajude-me, Catador, pois estou mergulhado numa dúvida angustiante.

Fico no aguardo.

21 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O ROMPIMENTO COM A DITADURA CASTRISTA

BRASIL HOLANDÊS: O PRIMOROSO LIVRO DE GASPAR BARLAEUS, ILUSTRADO POR FRANS POST

Em maio de 1644, Frans Post já se encontrava de volta à Holanda, ocasião em que recebeu do Príncipe Frederico Henrique a importância de 800 florins, pela pintura de uma grande paisagem das Índias Ocidentais.

Em julho do mesmo ano, já estabelecido em Haarlem, fixa residência na Smeeststraat e dá início à gravação das ilustrações a serem utilizadas no livro de Caspar van Baerle, contando pormenores do governo de João Maurício de Nassau no Brasil (1637-1644). Essas gravuras em cobre, segundo Erik Larsen, podem ter sido gravadas pelo próprio Frans Post em conjunto com outros artistas, particularmente as 14 pranchas que aparecem assinadas e datadas: F. Post 1645.

Quando de sua estada em terras do Brasil (1637-1644), o Conde João Maurício de Nassau-Siegen fez reunir o material necessário para um amplo programa editorial a fim de divulgar esta parte do Novo Mundo para a Europa de então. Ao retornar aos Países Baixos, após sete anos em terras brasileiras, contratou os serviços do conhecido humanista Caspar van Baerle ou, como veio a ser conhecido, Gaspar Barlaeus (1584-1648), professor do “Athaeneum Illustre” de Amsterdã, o qual, apesar de nunca ter estado no Brasil, veio a ser autor do mais belo livro sobre o período holandês.

Gravura de abertura do livro de Gaspar Barlaeus (1647), trazendo o retrato em cobre do Conde João Maurício de Nassau, segundo traço de Theodoro Matham. Exemplar do Instituto Ricardo Brennand (Recife)

Para a realização do seu intento, João Maurício franqueou seus arquivos, e o restante da documentação foi coletado através de pessoas que estiveram no Brasil, dentre as quais o português Gaspar Dias Ferreira (Lisboa c.1595-c.1656), amigo pessoal do conde que o acompanhara em sua viagem de retorno.

Nada foi poupado em favor da bela edição, que aparece impressa em Amsterdã em 1647 com o título Casparis Barlaei – Rerum Per Octenium in Brasilia Et alibi nuper gestarum, Sub Praefectura Illustrissimi Comitis I. Mavritii, Nassoviae etc. Produzido na tipografia de Joannis Blaeu, no formato 46 cm x 29 cm, trazendo como folha de rosto uma bem elaborada gravura e um retrato do conde assinado por Theodoro Matham (1605-1660), o livro é composto de 340 p., com 56 gravuras impressas em papel especial, das quais 24 são mapas e plantas de sítios e fortificações; as 31 restantes são cenas da frota holandesa, combates navais, paisagens e vistas marinhas; 27 levam a assinatura de F. Post (1612-1680) e 15 datam de 1645. Essas gravuras teriam sido executadas em lâminas de cobre por Jan Broosterhuisen (c.1596-1650) e, segundo alguns autores, por Salomon Savery, a quem foram confiadas as gravações das batalhas navais.

O conjunto de mapas é de autoria de Georg Marcgrave e o de n.º 40, no qual aparece o Recife e seus arredores em 1644, parece ser obra do conhecido cartógrafo Cornelis B. Golijath. Os mapas do Brasil Holandês, formados pelo conjunto de Georg Marcgrave, reaparecem em 1659 e 1667, constituindo um grande painel mural com ilustrações de Frans Post.

Trata-se de um dos mais belos livros já produzidos sobre o Brasil, com descrições de regiões da África e um mapa do Chile (não numerado), cujas cópias foram presenteadas por João Maurício a diversas personalidades e cabeças coroadas da época. As encadernações originais foram elaboradas em pergaminho, com ilustrações feitas por gravuras em cobre, existindo, ainda, cópias com gravações em ouro e outras aquareladas em datas posteriores.

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21 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS -PE

Dê sua opinião na área de comentários.

Dos três atores em cartaz, qual deles você acha o mais bonito, “charmoso” ou coisa que o valha?

R. Caro e querido colunista fubânico, doutor em cinema e enriquecedor das edições do JBF nas segundas-feiras com sua coluna “Segunda Sem Lei“:

Este Editor quer tirar uma dúvida com você.

É o seguinte:

Esta sua pesquisa é pra ser respondia só por nossas leitoras, as fêmeas fubânicas?

Ou os leitores machos também estão convocados a participar e dizer qual o artista mais lindo???

Me tire esta dúvida, por favor.

Agradeço antecipadamente a atenção que, tenho certeza, você me dará.

21 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

CELSO AMORIM DEVE SER DEVOLVIDO À LATA DE LIXO DA HISTÓRIA

A política externa da canalhice nasceu do acasalamento incestuoso de stalinistas farofeiros do PT e nacionalistas de gafieira do Itamaraty, uns e outros sonhando com a Segunda Guerra Fria que destruirá para sempre o imperialismo ianque. Adotada pelo candidato vitorioso na eleição presidencial de 2002, esse aleijão subiu a rampa acampado na cabeça baldia de Lula e ficou aos cuidados da dupla de babás vigaristas formada por Celso Amorim, fantasiado de ministro das Relações Exteriores, e Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para complicações cucarachas.

Nesta semana, Amorim reapareceu no noticiário jornalístico para louvar a diplomacia da cafajestagem. A política externa de Jair Bolsonaro, concluiu antes mesmo que o novo governo tivesse começado, é mais que um retrocesso. “É um retorno à idade média”, recitou o ex-chanceler que comandou o Itamaraty ajoelhado no altar do chefe que chamava de “Nosso Guia”. Durante oito anos, fantasiado de potência emergente, o governo envilecido pela abolição de valores morais não perderia nenhuma chance de reafirmar a opção preferencial pela infâmia.

O Brasil de Lula ajoelhou-se quando a Bolívia confiscou ativos da Petrobras e rasgou o acordo sobre o fornecimento de gás. Hostilizou a Colômbia democrática para afagar os narcoterroristas das FARC. Confrontado com bifurcações ou encruzilhadas, nunca fez a escolha certa. Quando o Congresso de Honduras, com o aval da Suprema Corte, destituiu legalmente o presidente Manuel Zelaya, o Itamaraty dobrou-se às vontades de Hugo Chávez. Decidido a reinstalar no poder o canastrão convertido ao bolivarianismo graças a doações de petróleo venezuelano, Chávez convenceu Lula a transformar a embaixada brasileira em Tegucigalpa na Pensão do Zelaya.

Obediente a Fidel Castro, Lula aprovou a deportação dos pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, capturados pela Polícia Federal quando tentavam fugir para a Alemanha pela rota do Rio. Entre a civilização e a barbárie, o fundador do Brasil Maravilha invariavelmente cravou a segunda opção. Com derramamentos de galã mexicano, prestou vassalagem a figuras repulsivas como o faraó de opereta Hosni Mubarak, o psicopata líbio Muammar Kadafi, o genocida africano Omar al-Bashir e os aiatolás atômicos do Irã, fora o resto. Coerentemente, o último ato do estadista de galinheiro que se julgava capaz de resolver com conversas de botequim os conflitos do Oriente Médio foi promover a asilado político o assassino italiano Cesare Battisti.

A herdeira Dilma Rousseff ampliou esse acervo de opções e parcerias abjetas. Entre o governo constitucional paraguaio e o presidente deposto Fernando Lugo, ficou com o reprodutor de batina. Juntou-se com muita animação à conspiração tramada para afastar o Paraguai do Mercosul e permitir a entrada da Venezuela. Caprichou no papel de mucama de Chávez até a morte do bolívar-de-hospício que virou passarinho. Para adiar a derrocada de Nicolás Maduro, arranjou-lhe até papel higiênico vendido a preço de ocasião.

Enquanto Lula prosperava como camelô de empreiteiras que colidiriam com a Lava Jato, Dilma transformou a Granja do Torto na casa de campo de Raúl Castro e presenteou a ditadura cubana com o superporto que o Brasil não tem. Avançava no flerte com os companheiros degoladores do Estado Islâmico quando o impeachment chegou. Potencializada pela crise econômica, a maior roubalheira da história apressou a demissão da mais bisonha governante do mundo. Os crápulas que gerenciavam o Itamaraty acompanharam a chefe no caminho do esquecimento.

Celso Amorim voltou das trevas para chorar o enterro desse capítulo vergonhoso da nossa história. “Com Bolsonaro, o Brasil perderá o protagonismo no cenário mundial”, lamentou o farsante que ainda no berçário perdeu a vergonha na cara. Entrevistar Amorim é perda de tempo. Melhor devolvê-lo imediatamente à lata de lixo da História.

* * *

NEURÔNIO PIRADÃO

Dilma explica em dilmês rústico que a vitória de Bolsonaro é consequência da escravidão

“Não bastava condenar Lula, não bastava prendê-lo, tinha-se de interditá-lo no processo eleitoral porque mesmo preso ele não poderia falar. Dele é retirado todos os direitos e isso viabiliza uma candidatura que é uma candidatura que convive com a formação, ou, melhor dizendo, a emergência de algo que estava latente na sociedade brasileira, porque sempre esteve presente como herança, seja da propia (sic) ditadura, seja da escravidão, que é a extrema direita. E isso por quê? Porque a ditadura sempre cria e deixa quando não se faz uma transição democrática, quando se sai da ditadura e se instaura o Estado Democrático de direito, quando não se julga o processo de terrorismo do Estado, e no Brasil não foi julgado o processo do terrorismo de Estado, as sequelas da ditadura permanecem, como permanece as sequelas de mais de 300 anos de escravidão, que sempre tornou a violência o método principal de controle social no Brasil”.

Dilma Rousseff, durante o 1º Encontro Mundial do Pensamento Crítico do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais da Argentina, expondo em dilmês rústico a teoria segundo a qual a ditadura militar tem tudo a ver com a escravidão e que, como descobriu o neurônio solitário, a junção das duas resultou na gestação da extrema direita e garantiu a vitória de Jair Bolsonaro.

 

21 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARNALDO MENEZES – RIO DE JANEIRO-RJ

Fala Berto velho de guerra!

Aqui vai um jogo do tipo “onde está”.

Quem localizar onde está o ladrão, vai ganhar uma propina da Odebrechet.

É só dizer qual a linha e a coluna.

Mãos à obra, senhores leitores fubânicos!!!

A SINCERIDADE DE ASSIS TRAJANO

Quem conhece o velho e divertido Assis Trajano sabe certamente de sua natureza positiva e sincera. Não tem papas na língua para falar a verdade, tampouco para expor os seus pensamentos, sem escolher hora, ambiente, ou reservar-se pela presença de alguém.

Saindo de cena das estradas do Brasil para as calçadas de Acary, depois de aposentado, segue Assis seus novos e agora mais curtos caminhos, alegrando os papos por onde passa. Afinal, embora faça o estilo brutão, na verdade – e na mais pura verdade – é um espírito sempre alegre e cheio de histórias engraçadas, ficando sempre a marca da sinceridade em qualquer uma narrada em um estilo próprio. Ele fica esperando só a deixa e, aí, assume a conversa com as suas colocações firmes.

Outro dia, uma tarde de sábado para melhor ilustrar, dei de andar pelo centro de Acary em busca de encontrar pessoas e amigos. Fui achar de me sentar à calçada do comércio de Neném de Dona Wanda de Seu Zé Sueco, esquina da Travessa Zé Evaristo com a Rua Otávio Lamartine, no coração da terrinha. Um senhor ponto para conversa de fazer passar o tempo.

Avistei Assis de longe e não me reprimi em chamá-lo com um grito. Veio sentar-se já com a cadeira no calçamento, ficando de frente para Neném e Clésio Souza, completando o quarteto, à minha esquerda.

Pegou a conversa pelo meio e ficou atento ao desenrolar da prosa. Falávamos sobre destino, felicidade, agruras, dificuldades, vez em quando um citava “vontade de Deus” para algum bem, ou algum infortúnio.

Assis prega não acreditar no Poderoso.

E assim que pôde evidenciou isso.

Neném ainda lhe desejou estar em um avião com ciência de queda. “Queria ver você não chamar por Jesus”. Foi a deixa.

– Só se esse aqui – respondeu Assis pondo a mão em meu ombro – fosse no mesmo avião. Podia ser até que chamasse, caso fosse dormindo, só para fazer o mal e ele morrer acordado.

Daí emendou logo a história narrada a seguir.

Morrera em Acary um homem – reservo-me ao direito de ocultar o nome – antiga autoridade em nossa terrinha, e Assis acompanhara o féretro até o cemitério.

Caixão no chão, à beira da cova aberta, a reza foi finalizando pelas beatas.

Assis observando todo o movimento. O chapéu na mão em sinal de respeito.

Encerrado o último Pai Nosso, uma das beatas levantou a voz e, se dirigindo ao caixão fechado, vaticinou:

– Fulano de Tal, entregamos o seu corpo à terra, pois do pó vieste e ao pó tornarás. Ainda hoje o seu espírito estará em paz no céu, diante do Nosso Senhor Jesus Cristo.

– Peraí, minha senhora – gritou mais alto Assis, saindo de trás de algumas pessoas, abrindo caminho empurrando-as com os ombros. – Quem vai estar onde e na frente de quem? Esse aí?! – perguntou impondo uma exclamação na voz e apontando com o chapéu para o féretro.

– É o que espera da vida eterna todo cristão – respondeu a beata com ar de solenidade ecumênica.

– Mas eu não digo mesmo! Papai morreu em 1962 e ainda não chegou aos pés de Jesus, para esse danado, ruim feito coceira em cu de cabra sem braço, passar na frente? Eu não digo mesmo!

– Senhor, por favor, respeite a família – pediu a mulher baixando a voz e apontando com o queixo para um grupo debaixo de um guarda-sol.

– Agora chegue! Para o cabra falar com um vereador aqui na terra tem fila de um quilômetro e meio; agora a senhora imagine para falar com Jesus no céu!

Gente do mundo inteiro – comparou Assis. – E mais um dando ruim desses.

Botou o chapéu na cabeça dizendo “vá contar essa lorota a outro”, e saiu abrindo espaço e sem entender o burburinho que se formara ao redor do caixão.

21 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O PAU-MANDADO TOMOU NO OLHO DO FURICO

A revelação de que Lula, ao contrário de qualquer outro reeducando, recebeu 572 visitas na prisão, já o credencia ao Guinness como o maior deboche à Justiça.

E o maior anfitrião de cadeia do mundo.

* * *

Este incrível e imoral recorde mundial teve um lado positivo.

É que de tanto visitar Lula no xilindró, o poste Haddad, arrasado e fudido nas últimas eleições, acabou virando réu pelos mesmo crimes do reeducando que nunca irá se reeducar.

21 novembro 2018 CHARGES

IOTTI

NOTAS

Na Finlândia, o professor goza de prestígio. É considerado pelo Estado e a sociedade como um profissional necessário para educar a molecada. Na década de 1970, a economia do país era pobre. Mas, depois que abriram escolas, principalmente públicas, a educação finlandesa detonou. O interessante é o fato de na mesma sala de aula estudar o filho de empresário e o de gari, misturados. Sem discriminação.

Esse detalhe fez a categoria do magistério ganhar notoriedade na Finlândia. Ser carreira nobre. Valorizada. Tanto que a profissão de professor se tornou disputadíssima. Apesar de, para ensinar, o professor tem de apresentar grau de mestrado. Ter disposição para ensinar o aluno, incialmente, aprender a raciocinar. Para depois entender as matérias do curso.

Por conta dessa inovação, a Finlândia acumula méritos. A economia é industrializada, a educação, gratuita, do infantil à faculdade recebe elogios, tem médicos à disposição dos estudantes no ambiente de estudos, a corrupção ali passa longe. Segundo as Nações Unidas, a Finlândia é o país da felicidade nos quesitos social, econômico, político e, sobretudo, no âmbito educativo.

*
O país vibra. As exportações detonam. Talvez feche 2018 com o melhor resultado desde 2013 para compensar o modesto restabelecimento do mercado interno. Com as exportações em alta chegam mais dólares, que ajudam no saldo das contas externas. As commodities, aproveitando a brecha do conflito comercial entre EUA e China, deslancharam. As vendas de soja melhoraram, bem como as vendas do agronegócio e de carne.

O problema são os bens manufaturados, que em função de atraso tecnológico da economia brasileira, não vendem bem no mercado externo. A salvação tem sido os bens primários, cuja saída tem crescido. Em doze meses, o saldo da balança comercial, exportações menos importações, totalizou US$ 52,19 bilhões.

Excelente resultado.

Caso as exportações não fracassem, a previsão calcula o acumulado de US$ 230 bilhões para 2018. Talvez supere o recorde de 2011, que registrou US$ 256 bilhões. Timidamente o Brasil inclui no comércio externo produtos siderúrgicos, proteína animal e soja. Caso os desentendimentos comerciais entre países se prologuem é possível o Brasil levar vantagens nas exportações de automóveis, resinas, fertilizantes, veículos de carga, autopeças, máquinas e equipamentos.

*
Jogaram a saúde púbica no lixão dentro de profundo buraco. Além das deficiências naturais, decorrentes de péssimas estruturas físicas, médicas e de materiais, a população pobre, que depende de postos municipais para cuidar do corpo e da mente, sofre com o descaso, o desinteresse e as incertezas do poder público.

Preocupado com o bem-estar dos médicos, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco solicitou à prefeitura do Recife atenção, principalmente a dois postos localizados na Zona Sul da Capital pernambucana, onde as gangues perturbam a tranquilidade de 18 mil pessoas que procuram assistência médica nesses locais.

Aliás, desde 2013, as reclamações contra a precariedade dos postos de saúde municipais enchem os órgãos responsáveis pela saúde municipal de críticas. Nesse período, improvisaram um imóvel como posto de saúde, sem as mínimas condições de atendimento. Onde não existem policlínicas, faltam tudo. Tem unidade de saúde sem esparadrapo, remédios até para pressão, médicos especialistas em cardiologia, neurologia, ortopedia, psiquiatria e fisioterapia.

*
Apesar de ser direito individual optar por qual religião seguir, fator consagrado na Constituição, existe intolerância religiosa no país. As agressões aos cultos e às pessoas devotas constam de registro policiais. Somente no primeiro semestre foram anotados 810 casos de discriminação religiosa. Os ataques são diversos. Agressões verbais e físicas, xingamento, depredações de espaços, destruição de imagens e incêndios criminosos.

As religiões mais perturbadas, as mais sofredoras de preconceitos por agressões, são a umbanda, o candomblé e a evangelista. Especialistas alegam que as causas de discriminação têm influência do passado histórico e escravocrata do país. O racismo tem relacionamento com a intolerância religiosa. O sincretismo, também.

A mulher, especialmente quando é negra, figura como a maior praticante e também vítima da intolerância religiosa. Os estados que mais registram ocorrências de discriminação religiosa são o Rio Grande do Norte, São Pulo e Rio de Janeiro. O povo tem de entender que os terreiros e as religiões de origem africana, que nasceram nas senzalas, estão integrados. Não merecem a incitação ao ódio e à discriminação racial.

*
Um dos objetivos do novo presidente, Jair Bolsonaro, é atrair investimento. Para cativar capital, o primeiro passo é executar as privatizações para fazer caixa. Com os recursos obtidos o roteiro seguinte é cuidar da infraestrutura porque com a precariedade atual, as deficiências interferem diretamente no desenvolvimento produtivo, político e social.

As ferrovias estão fadadas a entrar na antecipação do programa de concessões. Talvez o regime sofra modificação com o objetivo de ativar a exploração de pequenas ferrovias. Nas rodovias, é possível haver leilões entre as de alta rentabilidade, misturadas com as de baixo ganho para criar uma zona de progresso. Nos portos, é possível transferir para iniciativa privada a responsabilidade de priorizar a cabotagem.

Nos aeroportos, Eletrobrás e nas telecomunicações estudam reduzir a presença do Estado na exploração dos serviços. O roteiro do programa visa privatizar, extinguir estatais, incentivar e alterar as regras de concessões. É bom dar uma mexida geral na infraestrutura econômica do Brasil para impactar na capacidade de escoamento da produção. O sistema rodoviário não pode ficar recebendo pequenos investimentos.

21 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

21 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ESCRAVATURA DE JALECO BRANCO (2)

A propósito desta vergonhosa situação de escravatura dos médicos cubanos no Brasil, uma das mais trágicas heranças das muitas deixadas pelos governos do PT, vejam esta matéria que está a seguir.

Uma reportagem do Jornal de Band da última segunda-feira.

É pra deixar qualquer cidadão decente completamente emputiferado.

21 novembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

DIA NACIONAL DA HIPOCRISIA

Consciência em ritmo de festa afro

Para configurar um exemplo da hipocrisia que grassa neste chão brasileiro, fui buscar algumas fotos de cantoras brasileiras se apresentando nos programas de auditórios, naquele tempo mostrados por uma, ou no máximo duas emissoras de televisão. Havia, nos telejornais apresentados antes das sessões cinematográficas, mas tinham a tinta muito mais de “apresentação”, que de noticiário.

Ângela Maria, Elis Regina, Dalva de Oliveira, Elizete Cardoso, Leny Eversong, Maísa e mais outras tantas, todas estrelas de primeira grandeza da nossa música que, “entravam nas nossas casas” via televisão, “vestidas” – e cantando, pois jamais serão igualadas.

Nos dias atuais, sem que o Brasil tenha saído de lugar, a forma de apresentação, a qualidade musical da apresentação e, principalmente, a roupa com que as atuais cantoras (????????!!!!!!!!) entram nas nossas casas é igual à diferença entre tomar café com açúcar ou café amargo. É a moda? Pode até ser. Mas, a música só terá valor se for mostrado o corpo quase todo nu?

E mais, ainda existe campanha publicitária veiculada nas televisões, falando em “respeito”!

Pois, apenas aparentemente, isso nada tem com o motivo do feriado nacional comemorado ontem, 20 de novembro: “Dia da Consciência Negra”!

É mole, ou querem mais, alguém se atrever a falar em “Consciência Negra” neste Brasil?

Maracatus em apresentação de alto nível – “coisa de negro”

Ora, até onde se sabe por leitura, entre todos os estados brasileiros, as maiores concentrações de “negros” estão na Bahia, Rio de Janeiro e Maranhão (afirmação não oficial). Mas, entre todos os estados brasileiros, não existe maior e mais arraigada descriminação racial que no Ceará. E eu nasci lá, filho de africanos com indígenas. Sei. Conheço o que estou escrevendo, porque sofri na pele e na “Consciência Negra”.

Isso tudo dito, também não custa relembrar o nível da hipocrisia cearense (e brasileira, claro), pois foi no município de Redenção, interior cearense, onde a “Abolição” chegou antes mesmo da Lei Áurea. Chegou, mas nunca foi usada ou respeitada (daí, o título desta crônica, “Dia Nacional da Hipocrisia”).

* * *

Transformação

Metamorfose de mulher para borboleta

Quero o néctar do teu corpo
Para alimentar minhas borboletas.
Quero um campo sem ventos fortes
E um corpo puro como tuas entranhas.

Quero o néctar do teu corpo
Para alimentar minhas borboletas.
Quero o odor do mel polinizado
Para acalmar minha necessidade.

Quero o néctar do teu corpo
Para alimentar minhas borboletas.
Quero a beleza e o cheiro do teu corpo
Para o pouso demorado do meu.

Quero o néctar, quero teu corpo
Quero teu cheiro, quero, enfim,
Me transformar numa borboleta.
Para viver uma vida sem fim.

21 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RUI POSNIAK – LONDRINA-PR

Conforme publicado no JBF, dilma (em minúscula mesmo) disse que, para combater o governo Bolsonaro, fará aliança até com o diabo.

Em nota oficial, o Diabo esclarece que não fará, em hipótese alguma, aliança com dilma et caterva.

O Diabo disse ainda, que não quer associar-se ao PT, pois tem um nome a zelar.

R. Caro leitor, acabamos de comprovar esta notícia que você nos mandou: o Diabo de fato soltou uma nota oficial, raivoso e emputiferado, garantindo que não vai fazer aliança com a Vaca Peidona de jeito nenhum

Na verdade, o Departamento de Inteligência desta gazeta escrota apurou que o Diabo tá puto com o JBF.

Ele disse que nós estamos infernizando a sua honesta labuta diária, seu honrado ofício de queimar pecadores, ladrões, luleiros, petralhas e corruptos quando colocamos o nome dele ao lado do nome da psicótica ex-prisid-Anta.

Ontem mesmo mandei mensagem pro Satanás pedindo desculpas e explicando que só fizemos repercutir o que saiu na grande mídia.

Vôte!!!

Quero lá encrenca com o Tinhoso!

Foi a própria Dilma que maculou o Cafuçu ao pronunciar o nome dele.

Vade retro!

Na verdade, o Diabo está morrendo de vergonha porque fizeram um filme onde ele aparece incorporado no couro de Dilma.

(Me adesculpe-me, vou corrigir: dilma em minúscula, como você mandou).

O Cão mandou dizer que tem vergonha na cara e não baixa em gente safada assim feito esta descerebrada petêlha.

Pra fechar esta conversa diabólica, não custa nada dizer que o Tinhoso é uma personalidade de tão grande relevo que é um dos verbetes que mais tem sinônimos no Dicionário Aurélio.

Confira:

21 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

LULA SEM SAÍDA

21 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

TÁ FAZENDO UMA SEMANA

Ontem a juíza Gabriela Hardt enfiou o martelo no furico de mais um corrupto e deu a sua primeira sentença de condenação da Lava Jato após a saída de Sérgio Moro.

Trata-se de Renato Duque, o antigo arrecadador de dinheiro pra organização criminosa que usa a sigla partidária de PT.

A dotôra, tão bela quanto implacável, escreveu lá na sentença que Duque já foi condenado “em mais de uma ação penal” e que as “provas colacionadas neste mesmo feito indicam que passou a dedicar-se à prática sistemática de crimes no exercício do cargo de Diretor da Petrobras, visando seu próprio enriquecimento ilícito e de terceiros“.

Fazendo as contas, somando e subtraindo, levando em conta a importante delação que o petralha fez, a juíza o condenou a mais 3 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

E, em falando desta juíza arretada – uma nova figura que veio em oportuno momento povoar os pesadelos dos ladrões de colarinho branco -, vamos recordar e ser felizes.

Tá fazendo hoje uma semana que a dotôra desmascarou, anarquizou, arrasou e desmoralizou, com muito brilhantismo e bravura, o maior ladrão-corrupto que a história deste país já registrou, desde que por aqui chegaram as caravelas de Cabral.

O cabra se viu tão arrochado pela juíza e pela promotoria que pediu pra ir cagar e saiu do recinto por alguns momentos.

Recordar é ser feliz.

Vamos lá: 

AMANHÃ TALVEZ SEJA OUTRO DIA

País parado, desemprego, a turma atual do poder pensando só no deles, a turma do poder futuro dizendo, desdizendo e contradizendo – ruim, né?

Surpreenda-se: talvez não. O emprego não aumentou, mas o desemprego parou de crescer e voltou ao nível menos péssimo de alguns meses atrás. O pessoal escolhido para a área econômica tem sido bem visto no Exterior. Uma publicação importante, o Wall Street Journal, cita a “equipe de falcões fiscais” do futuro Governo (acredite, é elogio). Há sugestões que parecem viáveis para superar a crise dos aumentos em cascata que ameaça a Regra de Ouro, o teto dos gastos públicos. E a língua comprida dos novos poderosos parece não ter causado danos incuráveis à imagem do país.

O Partido Comunista Chinês, por exemplo, acaba de convidar o partido de Bolsonaro, o PSL, a visitar a China, ainda em 2018, para “intercâmbio de experiências de governança e cooperação pragmática entre os partidos”. O PC chinês pagará todos os gastos da delegação de dez pessoas do PSL.

E há a interessante observação de Ricardo Kotscho, amigo de Lula há quase 40 anos, seu secretário de Imprensa nos dois primeiros anos de governo, ótimo jornalista: nota que várias empresas, “em vez de ficarem reclamando da situação, decidiram botar a mão no bolso e ampliar seus parques produtivos”. Isso pode indicar, diz, os primeiros sinais de retomada da economia. “Apesar de tudo”, conclui, “o mundo não acabou”.

Conferindo

No Balaio do Kotscho, estão o link das notícias e o valor dos investimentos – uns US$ 4 bilhões. Vale ler. Não vale dizer que o Kotscho é petista, ou melhor, lulista. Eu sei. E confio nele.

A corrida Bolsonaro

O presidente eleito chegou ontem a Brasília e fica até amanhã, em reuniões com a equipe de transição. Na sexta deve estar em São Paulo, para os exames pré-operatórios da terceira cirurgia a que será submetido, em 12 de dezembro, para tirar a bolsa e recolocar o intestino na posição normal.

A festa

Ônix Lorenzoni, que será chefe da Casa Civil de Bolsonaro, casa-se hoje em Brasília, aproveitando a presença do amigo. Amor em alta: o general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, casou-se em junho último.

Dilma, sempre Dilma

Muita gente ficou triste quando Dilma tomou aquela surra de criar bicho e não conseguiu se eleger senadora. Iríamos ficar sem suas notáveis frases? Não, Dilma não nos abandona. A ex-presidente falou no 1º Foro Mundial do Pensamento Crítico, em Buenos Aires, para outros ex, como Pepe Mujica, Uruguai, e Cristina Kirchner, Argentina, todos gritando “Lula Livre”. Disse Dilma que, com Bolsonaro, o Brasil corre o risco de sair da democracia para um Estado neoliberal e fascista. Curioso: o italiano Mussolini definia o regime que criou em uma frase, “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. O neoliberalismo é o contrário, Estado mínimo, com o mínimo possível de poder. Só Dilma pode explicar.

Lula cá

José Dirceu, acusado dos mesmos crimes que Lula, defendendo-se da mesma maneira (nada era propina), e punido com quase o triplo da pena, está em prisão domiciliar, com tornozeleira. Por que Lula não recebe o mesmo benefício? Em parte, porque disse que não o aceitaria: só queria ser absolvido. Em parte, porque, tentando o tudo ou nada, confrontou a Justiça.

Mas há, nos tribunais superiores, quem queira trocar sua cela por uma tornozeleira. O tempo é curto: o recesso do Judiciário começa no dia 20 de dezembro. A maneira mais viável de tirar Lula da cela é o pedido da defesa para que o STF considere que o juiz Sérgio Moro se comportou de forma a prejudicar o réu, por ter interesse na vitória eleitoral de seu adversário. O ministro Edson Fachin relata o caso e já pediu parecer à Procuradoria Geral da República. A rapidez é essencial por outro motivo: Lula responde agora a processo pelo sítio de Atibaia, e se for condenado tudo fica mais difícil.

Corrigindo

O professor Paulo Roberto de Oliveira, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, profundo conhecedor da vida e obra de Roberto Campos, corrige dois erros cometidos pela coluna na edição anterior. Um: Roberto Campos não foi historiador. Dois: fez mestrado em Economia pela George Washington University, de Washington. Joseph Schumpeter, então em Harvard, disse que a dissertação de Campos valia por um doutorado.

O professor Paulo Roberto de Oliveira é organizador do livro O Homem que pensou o Brasil – trajetória intelectual de Roberto Campos; e autor de Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988. Grato pelos esclarecimentos. Mas o professor vai-se arrepender de uma palavra que usou: “Disponha”. Claro!

21 novembro 2018 DEU NO JORNAL

NEGÃO DA PIROCA

Joselito Müller

No dia da consciência negra, movimento LGBT homenageia Negão da Piroca

Uma comovente homenagem foi prestada na tarde de hoje por ativistas e passivistas do movimento LGBT por ocasião do dia da consciência negra.

Amado por poucos e odiado por quase todo mundo, o famoso Negão da Piroca foi homenageado com o título de “Cidadão honorário da pátria brasileira”.

A homenagem foi iniciativa do deputado Sergay Etipácio Pinto, do PSOL.

É um ícone que também é um elo entre os LGBT’s e o movimento negro”, declarou o parlamentar.

Na ocasião, vários memes do Negão da Piroca foram exibidos em um slide, além de terem sido compartilhados no whatsapp dos presentes.

O homenageado, que mora no Senegal, não compareceu ao evento.

Negão da Piroca

GRANDES VOZES DA MÚSICA INTERNACIONAL

Doris Day: completou 96 anos no mês de abril passado

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A composição de Sergepy e Piccoli “Più” de 1976 cantada por Ornella Vanoni, fez sucesso no Brasil em 1977, quando foi inserida na trilha sonora
da novela da TV Globo “Locomotivas”.

21 novembro 2018 CHARGES

LUCIO

20 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA HOMENAGEM À NÊGA DO CABELO PIXAIM

Hoje a frescura foi assunto da chamada “grande mídia” o dia todo.

Neste dia 20 de novembro, a babaquice tomou conta dos ares e não se falou em outra coisa em rádios, televisões, jornais e páginas internéticas.

Para celebrar esta viadagem mudernosa, esta frescura tabacudística chamada de “Dia da Consciência Negra” (Arg!!!), este caucasiano Editor, neto por parte de mãe da nêga Dona Menininha, oferece pra todos os idiotas que se ligam nesta frescura uma composição de David Nasser intitulada “Nêga do Cabelo Duro“.

Mandando tudo quanto é militante da pretitude pros quintos do Diabo, informo que a interpretação é do saudoso conjunto Anjos do Inferno.

20 novembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

MORO FEDERALIZA A ‘REPÚBLICA DE CURITIBA’ DE LULA

“Sinceramente, eu tô assustado com a República de Curitiba, porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer nesse país”, declarou Lula para Dilma numa conversa vadia captada por grampo da Polícia Federal em 4 de março de 2016. Hoje, passado na tranca, cumprindo sua pena de 12 anos e um mês de cadeia, Lula assiste nos telejornais que lhe chegam pela TV instalada em sua cela à entrevista em que Sergio Moro anuncia o início da federalização da República da Lava Jato.

Lula vê o “juiz de primeira instância”, agora na pele de futuro ministro da Justiça, informando aos repórteres os nomes dos seus primeiros assessores. Para a direção-geral da Polícia Federal, Moro escolheu o delegado Maurício Valeixo, que coordenou há sete meses, a partir da capital da Lava Jato, a prisão da divindade do PT. Para o DRCI, departamento que ajuda a trazer de volta o dinheiro enviado pelos larápios para o estrangeiro, Moro selecionou a delegada Érika Marena, a mesma que batizou em 2014 a operação que fez o impensável acontecer no Brasil.

Conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, Lula acabara de prestar depoimento por ordem de Sergio Moro. Estava uma arara quando dividiu sua irritação com Dilma, sem saber que era escutado pela PF. Soou premonitório. Ainda hoje, a oligarquia política e empresarial enxerga Curitiba como um outro nome para inferno. Poderosos tornaram-se impotentes. Invulneráveis foram enviados para casa pelo eleitor. O inimaginável tomará posse como presidente da República em 1º de janeiro de 2019.

Resta agora saber se, federalizado, o inferno manterá sua produtividade em alta. Em Curitiba, a Lava Jato produziu 215 condenações contra 140 pessoas. Juntas, as sentenças somam 2.036 anos de cadeia. Foram colocados em movimento pedidos de ressarcimento que contabilizam R$ 39,9 bilhões. Moro e Cia. viraram a mesa do sistema político.

Em Brasília, os administradores de labaredas terão de recostar os cotovelos na mesa que se especializaram em virar, para negociar a aprovação de avanços institucionais que transformem o extraordinário em algo convencional. Disso depende a consolidação do miolo da previsão de Lula: “Tudo pode acontecer nesse país.” (Relembre abaixo o teor do diálogo premonitório de Lula com Dilma)


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