23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 A HORA DA POESIA

CANÇÃO – Cecília Meireles

No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas…
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.

Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto

Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.

Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.

E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

Compartilhe Compartilhe
OSWALDO AUGUSTO FERREIRINHA – SÃO PAULO-SP

Berto

Boa Tarde!

Segue uma ótima para o Besta Fubana:

Me chegou esta informação agora há pouco, passada por um colega que estava acompanhando o velório do Teori Zavascki.

Ele me contou que viu e ouviu o ministro Lewandowisk se aproximar da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e perguntar:

– Presidente, posso ocupar o lugar do Teori?

Ela respondeu:

– Se você couber no caixão e fizer tudo discretamente, pode.

“Se ajeite direitinho e pode ficar no lugar de Teori”

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

Compartilhe Compartilhe
UM SABIÁ PRISIONEIRO

Tomei ciência de um fato
E vou fazer o relato
No decorrer da canção
Da historia de uma ave
Que encontrou um entrave
Num ato de traição
Trata-se de um sabiá
Que num pé de jatobá
Tinha a sua moradia
Mas o homem traiçoeiro
Fez dele um prisioneiro
Num ato de covardia.

Esse pobre passarinho
Era feliz em seu ninho
E na sua vida modesta
A toda hora cantava
Com prazer sobrevoava
Sobre as arvores da floresta
Sem jamais sair da linha
Tão prazeroso ia e vinha
Gozando da liberdade
E assim nosso sabiá
Ia pra lá e pra cá
Na maior felicidade.

Lá no velho cajueiro
Quem hoje é prisioneiro
Vinha procurar comida
Depois voava pra fonte
Que fica por trás do monte
Onde encontrava a bebida
Dali saía contente
A procura de semente
Pra levar pra sua amada
Que esperava com carinho
Cuidando do filhotinho
Com quem vivia ocupada.

E assim nosso cantador
Cuidava do seu amor
E do seu filho estimado
Quando não ia ou voltava
Num galho fino pousava
Pra trinar seu gorjeado
Pousado nesse garrancho
Ele ficava tão ancho
E com muita maestria
Com seu gorjeio suave
Em notas aguda ou grave
Cantava uma melodia

Solfejava com encanto
Que quem ouvia seu canto
Ficava a admirar
E por ser belo demais
Mesmo os outros animais
Queriam ouvi-lo a cantar
E durante aquela rota
Jamais errava uma nota
Sequer no seu gorjeado
Pois o nosso seresteiro
Tornou-se um mensageiro
Ao declamar seu trinado.

Porém a ganância humana
Chega de forma tirana
Causando devastação
Visa o lucro financeiro.
E o que só pensa em dinheiro
Faz-se escravo da ambição
Ao longo da sua trilha
Vai colocando armadilha
Esse terrível caipora
Por ter a alma vazia
Destrói em seu dia a dia
Nossa fauna e nossa flora.

Pois o sabiá cantor
Foi vitima de um traidor
Pra sua infelicidade
Não valeu sua esperteza
E foi pego de surpresa
Pelos laços da maldade
Por ser inocente e puro
Achava-se bem seguro
Naquele meio-ambiente
Pensando que estava ileso
Foi assim que ficou preso
Atroz e covardemente.

Aquele pássaro galante
A partir daquele instante
Não teve mais alegria,
Ficou fraco e indisposto
Sofrendo o maior desgosto
Dentro daquela enxovia
Vivendo tais sofrimentos
Lembrava belos momentos
Do seu passado feliz
Chateado e desgostoso
Nesse cárcere rigoroso
Indaga o que foi que eu fiz!

Passou dias, meses, anos.
Porém os seus desenganos
A cada hora aumentava
Num ambiente sombrio
Sem conseguir dá um pio
Pouco a pouco definhava
Sozinho, sem companhia
No fim de uma noite fria
Quando o dia amanheceu
Entre tantos dissabores
Sem suportar mais as dores
Abriu o bico e morreu.

O passarinho citado
Teve o fim antecipado
Por conta de um ser vilão
Com seu impensado ato
Impôs um brutal maltrato
Colocando na prisão
Aquela ave inocente
Que vivia tão contente
Habitando os matagais
E hoje não mais existe.
Peço a Deus que a cena triste
Não se repita jamais.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

Compartilhe Compartilhe
VOA LIBERDADE

Neste ano de 2017, no próximo mês de março, vai fazer 24 anos que se encantou um cabra chamado Jessé, uma voz como poucas que já surgiram na música brasileira.

Morreu jovem, com apenas 41 anos e deixou uma interpretação tocante da música intitulada “Voa Liberdade“, composta pelo trio Mário Maranhão, Eunice Barbosa e Mário Marcos. (Um detalhe curioso: Eunice Barbosa é mãe do cantor Antonio Marcos, também já falecido.)

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

  

Jessé (Abr/1952 – Mar/1993)

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

Compartilhe Compartilhe

STAND-UP COM POESIA

ENROLAÇÃO

Embrulhei meu estômago
Com papel de jornal
Quando minhas vísceras
Leram as notícias
Coitadas, passaram mal

* * *

VISGO

O visgo com que eu visgava
Os vim-vins da minha infância
Não era tão visgoso assim
Quanto este visgo gostoso
Extremamente visgoso
Que hoje visga você a mim

* * *

SE VOCÊ QUISER

Se você deixar
Eu me apaixono
Se você quiser
Não te abandono
Se você pedir
Ficaremos juntos
Ligado um ao outro
Na hora do sono
Das noites sem lua
Eu não reclamo
Se você quiser
Ainda direi te amo.

* * *

DESENTENDIMENTO

Meu coração acelerado
Te disse quase tudo
Tua mente lenta
Não entendeu quase nada
Sem mais nada pra ser dito
Postei tudo por escrito
No WhatsApp

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TAREFA INGLÓRIA

Pedro Simon disse ao jornal Correio Braziliense que a morte de Teori Zavascki, às vésperas da homologação da delação da Odebrecht, é um indício de que Deus não é brasileiro, mas duvida de que alguém consiga frear a Lava Jato.

“Só o Lula não entende que o Brasil é outro, mas ele está enganado. O processo não é contra o PT, o PMDB, o PSDB. O mundo mudou, a sociedade mudou. O país tem democracia, liberdade, imprensa livre, promete e faz apuração. As ruas não vão deixar a Lava Jato parar.”

* * *

Tem uma tarefa mais ingrata do que fazer Lula entender alguma coisa.

É tentar fazer um seguidor de Lula entender alguma coisa.

Tentar isto é querer realizar o impossível.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

Compartilhe Compartilhe
PILÃO QUE PISA MILHO – Quarteto Vagamundo

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
QUERO O MEU BRASIL DE VOLTA

Roubaram o Brasil de mim
Tem ladrão do 1º ao 3º escalão
Desviando os recursos da nação
Essa corja come mais do que cupim
São mil vezes pior que Rasputin
E ainda andam com escolta
O que faz aumentar minha revolta
Nessa hora calado eu não fico não
Como contribuinte e cidadão
Quero o meu Brasil de volta

Quero o meu Brasil Brasileiro
Livre de roubo e corrupção
Sem privilégio ou concessão
Pra politico e empreiteiro
Quero o Brasil de Darcy Ribeiro
Eminente educador poliglota
Não essa turba de déspota
Que rouba e engana o povo
Chega de falcatrua e estorvo
Quero o meu Brasil de volta

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MAMADORES

O PT tenta minimizar a perda de milhares de boquinhas no governo federal e nas prefeituras, após a derrota humilhante nas urnas em 2016.

A ideia é fechar acordos que lhes garantam cargos, para acomodar seus principais assessores e conter a debandada.

Na Câmara, o PT apoiará Rodrigo Maia em troca de boquinhas, e não vai atrapalhar a eleição de Eunício Oliveira (PMDB-CE) para presidente do Senado, na expectativa de ganhar cargos na Mesa e nas comissões.

A meta do PT, definida com Lula, é de 100 cargos no Congresso para acomodar petistas, perdidos como cachorro que caiu do caminhão de mudança.

Assim como pediu a Rodrigo Maia a 1ª secretaria da Câmara, em troca de apoio, o PT exige o mesmo cargo no Senado Federal.

Na 1ª secretaria, o PT controlaria no Senado um orçamento de R$ 4,2 bilhões e vinte cargos que pagam até R$ 22 mil por mês, cada.

O PT quer a chave do cofre: o orçamento da 1ª secretaria da Câmara soma R$ 5,9 bilhões e os cargos são de R$ 17 mil por mês.

* * *

Teste para os leitores fubânicos: dar o nome de cada um dos mamadores senatoriais.

Na foto abaixo aparecem todos os petralhas caça-boquinhas do Senado Federal.

A tarefa dos argutos leitores fubânicos é dizer o nome de cada um deles.

Aliás, pensando melhor, isto é coisa que não vale a pena.

Pronunciar o nome dos componentes desta corja faz a boca entortar e provoca ânsias de vômito.

Deixa pra lá.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
REMORSO – Anderson Braga Horta

Não sei que mórbida atração me arrasta
aos supremos abismos da loucura.
O pecado do sonho me tortura,
e que vale o pudor, se o não afasta?

Sofro de um mal terrível e sem cura!
Sofrer de amor… Que pode uma alma casta
contra esse tentador? “Contém-te, basta!”
– grita-me às vezes a razão – “procura

na verdade a verdade, e não no sonho!”
Fujo-lhe a voz. Depois, o desencanto,
a amargura de ver quanto pequei…

E dessas fantasias me envergonho,
no remorso de ter sonhado tanto
e de não ter vivido o que sonhei.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

RUCKE – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UMA INDICAÇÃO EXCELENTE

Paulista de Tietê, o presidente Michel Temer assumiu compromisso tácito com seu Estado para nomear um conterrâneo para uma eventual vaga no Supremo Tribunal Federal.

Isso é o que fortalece a opção pelo ministro Alexandre de Moraes (Justiça) para a vaga do ministro Teori Zavascki, morto quinta-feira (19) em desastre aéreo.

Temer também teria compromisso com o próprio Moraes de nomeá-lo.

* * *

Em sendo esta gazeta escrota um jornal do mais alto nível moral, intelectual, político e jurídico, aprovo e apoio com entusiasmo a nomeação do careca Alexandre de Moraes para o STF.

Só assim teremos um Supremo Magistrado pra ser chamado de Ministro Cabeça-de-Pica no JBF.

“Ao invés da pajaraca, vou enfiar a cabeça no furico dos condenados”

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR (SP)

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TÁ DIFÍCIL…

Faveco Corrêa

O ano começou com a bruxa solta. Matança nos presídios de Manaus, Boa Vista e Natal, elevando a mais de cem o número de mortos; fugas em massa de bandidos infernizando a população que está morrendo de medo de sair de casa; represália de criminosos contra a transferência de presos queimando ônibus e carro do governo, numa clara demonstração de que quem manda são eles; bagunça em São Paulo capitaneada pelo MTST; dez policiais mortos no Rio de Janeiro nos primeiros quinze dias do ano; bandidos assaltando e matando pelo Brasil afora com uma tranquilidade de arrepiar os cabelos, demonstrando a falência total dos estados no controle da criminalidade, inclusive em São Paulo onde o governador diz que está tudo bem; a convocação das Forças Armadas para entrar no jogo sujo, numa prova de que finalmente caiu a ficha de que estamos em guerra aberta contra a marginalia e que a insegurança nacional virou tema de segurança nacional, na tentativa de evitar que o Brasil se transforme numa Colômbia dos anos oitenta. Tudo isso vem ofuscando as possíveis comemorações dos primeiros resultados positivos da economia, como a queda da taxa Selic para 13%, o aumento da confiança dos empresários, os sinais de que a inflação poderá ficar no centro da meta e a notícia de que a gestão Temer foi mais produtiva em poucos meses do que a de Dilma em 5 anos. Mesmo assim, está difícil a sociedade recuperar seu otimismo.

Não bastasse tudo isso, o jornalista Claudio Humberto revela que Renan Calheiros está pressionando Temer para, depois de deixar a presidência do Senado, ocupar um ministério, preferencialmente o da Justiça, para não “perder autoridade” e a boca rica das mordomias ministeriais, incluindo jatinho que, aliás, ele usou até quando foi fazer implante de cabelo. Se isso acontecer, aí sim ficaremos bem perto do fim do mundo. Infelizmente, esta não é uma possiblidade desprezível, já que está ficando patente a dificuldade do governo de conseguir arregimentar fichas limpas para compor os seus quadros. Haja vista a nomeação do novo secretário da juventude, que é acusado de enriquecimento ilícito.

E agora cai essa bomba: a trágica morte do Ministro Teori Zavaski em desastre aéreo em Paraty. A sociedade brasileira sentirá a perda da figura humana rica em qualidades e do culto, discreto, independente, devotado e exemplar servidor da justiça, que merece, por todos os títulos, o luto oficial de três dias.

Dele só não vão sentir saudades os políticos citados nas delações da Odebrecht. Sua ausência precoce lança uma pesada nuvem de incerteza sobre o futuro da Operação Lava Jato, da qual era relator. Segundo especialistas, seja quem for o novo relator, os possíveis criminosos ganharão pelo menos mais um ano para gozar de uma liberdade que não merecem.

O “imbróglio” sobre quem será o sucessor de Teori Zavaski no processo da Lava Jato já está instalado.

Será ele o novo ministro a ser indicado pelo Presidente Michel Temer, cujo nome já apareceu nos vazamentos de delações?

Será através de sorteio entres todos os ministros remanescentes no STF?

Ou o sorteio será apenas entre os integrantes da segunda turma (Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli)?

Vejam só o risco que estamos correndo.

Nós, a sociedade, devemos ficar vigilantes para que o novo relator da Lava Jato não nos retire o orgulho que sentimos da toda a Operação, que sob a liderança de Teori Zavaski avançou com segurança e celeridade, aproximando do cárcere, como nunca tinha antes acontecido na história deste país, conhecidos meliantes que roubam do povo há tantos anos.

Oremos.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
DITADOS POPULARES EXPLICADOS POR CÂMARA CASCUDO

Com o rei na barriga

A expressão provém do tempo da monarquia em que as rainhas, quando grávidas do soberano, passavam a ser tratadas com deferência especial, pois iriam aumentar a prole real e, por vezes, dar herdeiros ao trono, mesmo quando bastardos. Em nossos dias refere-se a uma pessoa que dá muita importância a si mesma.

Tapar o sol com a peneira

Peneira é um instrumento circular de madeira com o fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída. Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objeto é permeável à luz. A expressão teria nascido desta constatação, significando atualmente um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira ou negar uma evidência.

Colocar panos quentes

Significa favorecer ou acobertar coisa errada feita por outro. Em termos terapêuticos, colocar panos quentes é uma receita, embora paliativa, prescrita pela medicina popular desde tempos remotos. Recomenda-se sobretudo nos estados febris, pois a temperatura elevada pode levar a convulsão e problemas daí decorrentes. Nesses casos, compressas de panos encharcados com água quente são um santo remédio. A sudorese resultante faz baixar a febre.

Sangria desatada

Diz-se de qualquer coisa que requer uma solução ou realização imediata. Esta expressão teve origem nas guerras, onde se verificava a necessidade de cuidados especiais com os soldados feridos. É que, se por qualquer motivo, se desprendesse a atadura posta sobre as feridas, o soldado morreria, por perder muito sangue.

Cor de burro quando foge

A frase original era “Corra do burro quando ele foge”. Tem sentido porque, o burro enraivecido, é muito perigoso. A tradição oral foi modificando a frase e “corra” acabou virando “cor”.

Elefante branco

A expressão vem de um costume do antigo reino de Sião, situado na atual Tailândia, que consistia no gesto do rei de dar um elefante branco aos cortesões que caiam em desgraça. Sendo um animal sagrado, não podia ser posto a trabalhar. Como presente do próprio rei, não podia ser vendido. Matá-lo, então, nem pensar. Não podendo também ser recusado, restava ao infeliz agraciado alimentá-lo, acomodá-lo e criá-lo com luxo, sem nada obter de todos esses cuidados e despesas. Daí o ditado significar algo que se tem ou que se construiu, mas que não serve para nada.

Como sardinha em lata

A palavra sardinha vem do latim sardina. Designa o peixe abundante na Sardenha, conhecida região da Itália. É um alimento apreciado e nutritivo, de sabor bem peculiar. As sardinhas, quando enlatadas em óleo ou em outro molho, vêm coladas umas às outras. Por analogia, usa-se a expressão sardinha em lata para designar a superlotação de veículos de transporte público.

Bicho-de-sete-cabeças

Tem origem na mitologia grega, mais precisamente na lenda da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules. A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites a realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.

Com a corda toda

Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram acionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer. Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”. Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética. Daí a origem da expressão.

Chorar as pitangas

Pitangas são deliciosas frutinhas cultivadas e apreciadas em todo o país, especialmente nas regiões norte e nordeste. A palavra deriva de pyrang, que, em tupi-guarani, significa vermelho. Sendo assim, a provável relação da fruta com lágrimas, vem do fato dos olhos ficarem vermelhos, parecendo duas pitangas, quando se chora muito.

* * *

Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) foi um historiador, antropólogo, advogado, professor universitário, jornalista e, principalmente, folclorista brasileiro. Era apaixonado pelas tradições populares, superstições, literatura oral e história do Brasil. Ele passou toda sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande de Norte (UFRN), cujo o Instituto de Antropologia leva seu nome. O conjunto da sua obra é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante do s centros Rio e São Paulo.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

Compartilhe Compartilhe

http://www.forroboxote.com.br/
ENCONTROS QUE GOSTARIA DE TER TIDO – 7

Sivuca (1930-Itabaiana-2006-João Pessoa)

DESCOBRIDOR DE SUSTENIDOS E BEMÓIS

Recém-chegado de Paris, ele tinha marcado encontro com Miriam Makeba para ensaiar umas ‘coisinhas’, no dizer dele. Parecia estar desconfortável com a grandeza de Nova Iorque, tão maior e cruel que o Rio de Janeiro, Recife ou até mesmo a sua Itabaiana. Na porta do hotel onde o encontrei, deixou-me a impressão de que gostaria mesmo é de estar em João Pessoa, junto ao seu povo. Na ponta daquelas ‘streets’ não havia qualquer sanfoneiro fazendo floreios para o povo dançar. O único fole que ali roncava era o seu. Mas disse-me estar feliz. Pedi para levar a sua sanfona, brincando que faria parte do meu curriculum aquele ‘carrego’. Ele riu consentindo que o fizesse. E levei seu instrumento pelas ruas largas daquela cidade cheia de gente e de indiferenças. Na porta do Teatro, perguntei se podia assistir ao ensaio. Ele sorriu novamente e nada disse. Entendi que sim e sentei-me na primeira fila. Deu-me vontade de dizer-lhe que o meu cavalo fala inglês e que já ensaiava um baião para as matinês. É como se ali estivessem o rei, o bedel e o juiz rindo todo o riso que há no mundo, de alegria e emoção por ver dedos mágicos descobrindo sustenidos e bemóis naquela sanfona preta. Ao sair dali, senti-me como tantos Joões e Marias chorando a saudade do ir embora. No outro dia voltei para o Recife, obrigando-me a ser feliz por aquele momento.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – BANDIDOS E FACÇÕES

Todos os dias, a empresa contratada para fornecer alimentação aos cerca de 1.300 detentos deixa as quentinhas na portaria da penitenciária de Alcaçuz.

Naquele momento, agentes chamam um preso, conhecido como “pagador”, que tem um carrinho já preparado para levar os alimentos aos colegas.

Sim, são os presos que distribuem a comida entre si – podendo decidir, inclusive, quem se alimenta.

Essa é só uma das rotinas que mostram o domínio dos presos na penitenciária onde, no dia 14 de janeiro, houve um massacre com pelo menos 26 mortes de detentos.

* * *

Criminosos e facções controlando tudo nesta incrível Banânia é coisa rotineira.

Desde o parlamento federal até chegar às cadeias.

Dominar e tomar conta de um presídio é fichinha.

Teve uma organização criminosa que gunvernou eztepaiz por mais de uma década…

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

http://www.fernandogoncalves.pro.br
UM CARDEAL DESASSOMBRADO

Quando do conclave que elegeu Bento XVI, torci abertamente por um seu concorrente, o cardeal Carlo Maria Martini (1927-2012), ex-arcebispo de Milão e líder da corrente modernista defensora do chamado “espírito do Concílio Vaticano II”. Temia-se que uma noite tenebrosa continuasse a cair sobre a Igreja Católica depois do Concílio Vaticano II, o que de fato aconteceu, apesar da estupenda cultura do eleito, ex-prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Santa Inquisição na terminologia antiga, quando da sua lavra emergiu o silêncio obsequioso imposto ao então franciscano Leonardo Boff, por seu livro Igreja, Carisma e Poder, uma leitura que muito me entusiasmou, após leitura de Jesus Cristo Libertador, à época no Mestrado em Educação da PUC-Rio de Janeiro, 1973. A Santa Inquisição foi instituída, em 1542, pelo papa Paulo II, sendo composta de seis cardeais, se constituindo na mais antiga das nove atuais congregações vaticanas.

Em 2007, o cardeal Martini, juntamente com o padre Georg Sporschill, responsável por um estupendo trabalho social com meninos de rua na Romênia e na Moldávia, elaboraram o livro Diálogos noturnos em Jerusalém: sobre o risco da fé, editado no Brasil, em 2008, pela editora Paulus, com prefácio do próprio cardeal. E no diálogo com os jovens, perceberam que “onde há conflitos, arde o fogo, o Espírito de Deus está agindo.

Na suas primeiras linhas, o padre Sportschill, também jesuíta, postula uma Igreja que ouse e que possua cada vez mais credibilidade, com coragem e abertura, na certeza de que “você aprende mais a crer quando ajuda outros a aproximar-se da fé.” E vai bem mais longe: “Experimentar Deus é a coisa mais fácil e ao mesmo tempo a mais importante na vida. Posso experimentá-lo na natureza, na palavra da Bíblia e de muitos outros modos. É a arte da atenção que se deve aprender do mesmo modo como se aprende a arte do amor ou a arte de se ser bom no trabalho.

Num livro de pouco mais de 150 páginas, sintetizei algumas reflexões do cardeal feitas para atender às perguntas de muitos jovens. Abaixo, algumas das respostas dadas aos jovens por quem muito contribuiu para a melhoria das relações da Igreja, encarapitada muitas vezes em pedestais de pés carcomidos, com uma Europa que está a necessitar de mais harmonia entre suas diversas comunidades e etnias.

“Se olho o mal no mundo, perco o fôlego. Entendo as pessoas que chegam à conclusão de que não há Deus. Só quando contemplamos o mundo – tal como ele é – com os olhos da fé, podemos mudar alguma coisa. A fé desperta o amor, esse nos leva ao engajamento a favor de outros. Da dedicação nasce a esperança – apesar do sofrimento.”

“Deus deu ao homem a liberdade. Ele não quer robôs, não quer escravos, Ele quer interlocutores livres. Interlocutores livres respondem a oferta dizendo sim ou não, eles amam ou não amam, não são forçados.”

“Temos que tomar cuidado de empregar a riqueza como um instrumento para nossa felicidade e para promover maior justiça, de forma que ela não se transforme num peso.”

“Muita desgraça é produzida pelo homem. Isso nos obriga a pensar politicamente e a lutar por justiça, a lutar por um lugar para as crianças, para os idosos, para os enfermos, e a lutar contra a fome e a AIDS. De quais restrições e renúncias sou capaz para que alguma coisa mude?”

”A felicidade existe para ser partilhada. Felicidade não é algo que venha ao encontro da gente ou algo pelo qual tenhamos que esperar. Temos que procurá-la.”
“Numa situação difícil, ou diante de uma grande tarefa, ganha força aquela oração que um dia aprendemos de forma natural, sem pensar nela.”

“Se passo todo meu tempo olhando televisão ou diante do computador, então os ‘músculos’ do amor, da imaginação e do relacionamento com Deus se atrofiam. Estou convencido que temos que nos exercitar: orações, exercícios espirituais, conversações e compromissos sociais. Quem o faz, se aproxima de Deus, sente com mais força que está se tornando interlocutor de Deus.”

Uma das afirmações mais corajosas do cardeal Martini, ela a pronunciou em Jerusalém, numa das suas caminhadas noturnas, quando o notável religioso liderava uma ala da Igreja que desejava desempoeirar os recantos de uma instituição que necessita ir ao encontro dos mais desassistidos do planeta, onde, segundo ele, quando ocorrem os conflitos, são sinais da ação de Deus: “Passos no caminho de Deus podem significar também conhecer outras religiões, aprender uma língua estrangeira, para que a compreensão e a paz se estendam cada vez mais.

Certa feita, o cardeal Martini ouviu de uma senhora abastada que trabalhava voluntariamente num campo de refugiados: “A miséria que a TV mostra todos os dias é deprimente. Agora, me defronto com ela, e meu serviço me dá uma alegria que não tinha ficando em casa. Descubro que muitos refugiados são mais criativos e têm mais espírito de humor, são mais religiosos e melhores amigos que muitos dos meus velhos conhecidos”.

Eis, acima, uma das razões pelas quais sou voluntário do Centro Espírita Irmã Gertrudes, no Recife, assimilando cada vez mais as linhas mestras da doutrina kardecista. E me tornando mais solidariamente humano, a cada amanhecer.

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

Compartilhe Compartilhe
CAPRICHOS DO DESTINO

Comentário sobre a postagem RATOS AÉREOS

Lena:

“É impressionante como o acaso é caprichoso!

Dom Moluscone anda de jatinho diversas vezes por mês, sempre contando com a dedicação dos “amigos”, que não suportam vê-lo ser ovacionado nos aeroportos deste país.

E é o avião do Teori que cai!

E bem na véspera da homologação da delação premiada da Odebrecht?”

* * *

Compartilhe Compartilhe

23 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

Compartilhe Compartilhe
TAMANHO É DOCUMENTO?

No município de Algum, cidade de Qualquer, uma jurisconsulta, Karolina Du Bocage, de 26 anos, escancha neta do poeta língua ferina lisboeta, Du Bocage, decidiu processar seu marido por uma questão inusitada na jurisprudência pátria, o comerciante de linguiça, Antão De Das Dores, de cinquenta e três anos por possuir uma pajaraquinha do tamanho do dedo midim do anão Marquinho do programa o Domingão do Gugu.

Segundo a causídica, o probleminha do rufião em estado de ereção é tão pirrototinho que não atinge nem oito centímetros, só perdendo para a do lunático presidente dos Ziztados Zunidos, Donald Trump, de modo que ela não goza e fica roçando a pachacha de desejo no pé da cama do quarto do casal e subindo pelas paredes feito briba!

Segundo a causídica, Zé Pequeno, como está sendo chamado no varejo Antão De Das Dores, inventou uma religião e criou uma igreja de nome esquisito: A Igreja Pentecostal Treta Universal (IPTU), com o pretexto de não fazer camaradagens com ela fora do casamento para esconder-lhe a surpresa que ele possuía entre o imbigo e o fiofó. E acrescentou: – Se eu tivesse visto o tamanho antes, jamais eu teria me casado com ele! Aí que ódio!

A legislação do patropi considera erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge quando existe a “ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave”. E justamente partindo desta premissa que a causídica pleiteia agora a anulação do casamento e uma indenização de dez mil paus pelos dois anos de namoro e 11 meses de casamento, sem ter sentido o gosto alucinante dos prazeres carnais!

O comerciante Antão De Das Dores, que agora é conhecido na região também como Toninho Anaconda, afirma que a repercussão do caso gerou graves prejuízos para sua honra e também quer reparação na justiça por ter tido sua intimidade revelada publicamente.

A quem cabe o ânus de provar se tamanho é ou não é documento?

A causídica pode alegar desconhecimento de defeito físico oculto e irremediável no “troço” de Antão De Das Dores para requerer a anulação do casamento?

Pode ela requerer a anulação do casamento por incompetência de ADDD em não saber fazê-la virar os olhos, gemer, gritar, por outros meios propícios às delícias carnais das quatro paredes da alcova?

Pode ela alegar individualismo passível de anulação matrimonial por ADDD ser mais rápido do que um bacurim e depois deixá-la a ver navio, sonhando com as posições horizontais e verticais do Kama Sutra?

* * *

O PT E 0 DANO MORAL NO VALOR DE UM REAL

O Diretório do Partido dos Trabalhadores de Piracicaba-SP, uma ramificação da facção criminosa surgida em São Bernardo do Campo, que assaltou todos os cofres públicos do Brasil de cabo a rabo durante os quinze anos que ficaram no poder, moveu uma ação por danos morais em desfavor de um cidadão que, na seção de cartas do Jornal de Piracicaba, declarou estar cansado de pagar impostos aos meliantes do PT e só sentir o cheiro de odor da corrupção.

Na sentença proferida contra o cidadão por ter dito inverdades abusivas e caluniosas contra o único partido que, em âmbito nacional ou mesmo internacional tem, dentro dos seus filiados, a única alma pura existente na face da terra, o Juiz Eduardo Velho Neto, da Primeira Vara Cível de Piracicaba, condenou o cidadão a pagar R$.1,00 (um real) a título de indenização por injusta publicação de carta caluniosa, difamatória e injuriosa contra o PT!

Segundo o magistrado em sua sentença que condenou o cidadão, o texto é claro e não deixa margem para dúvida. Também é incontroverso.

E continua ele na sua sentença de condenação, no mesmo sentido e com ironia: “ouso dizer”, que também “não existe controvérsia de que “o PT sempre foi um partido que lutou pelos interesses dos trabalhadores.”

“Ouso também dizer” que o “PT sempre esteve à frente dos interesses da nação em detrimento de outros escusos interesses”.

“Ouso também dizer” que o “PT em momento algum foi notícia ou motivo de comentários, reportagens, alusões, fofocas, boatos, formação de quadrilha, organização criminosa, lavagem de dinheiro, assalto a todas as instituições públicas do País”.

“Ouso também dizer” que o “PT em momento algum participou de tratativas criminosas e abusivas, quer por si, quer por seus mesmos membros ou filiados, acrescentando que, em momento algum, o Partido dos Trabalhadores teve qualquer membro de sua tesouraria, cargos de direção, ou qualquer tipo de filiado, preso ou conduzido coercitivamente por Autoridade Policial Nacional”.

“Ouso também dizer” que o “Partido dos Trabalhadores é o único partido que, em âmbito nacional ou mesmo Internacional, que tem, dentro seus filiados, a “única alma pura existente na face da terra”.

Por todos estes fatos, argumentos e fundamentos, tenho que cabível o reconhecimento do direito do autor à indenização pleiteada, isto porque ficou demonstrado que o requerido “falseou os verdadeiros fatos”.

Diante disto, entendo deva o autor das cartas mentirosas ser condenado ao pagamento da importância de R$ 1,00 (um real), importância esta que entendo devida em função da “injusta” publicação feita pelo autor, isto porque, as “inverdades por ele propagadas” são “abusivas e caluniosas a um partido que sempre lutou pelo bem da Nação e tem nos seus quadro o maior líder guabiru de todos os tempos e de que se tem notícia nessa República Federativa de Banânia”.

* * *

OS VIRA LATAS E A BILOLA DO TARADO

Cães vira-latas estraçalharam os zovos e a bilola de um tarado na Galileia e salvaram uma serva de 12 anos de ser estuprada quando estava se dirigindo à casa da tia, perto de um terreno baldio.

Segundo os vizinhos, a criança se debateu nos braços do pedófilo, gritou, mas não teve forças suficientes para se soltar das garras pedófilas.

Mas cinco vira latas que estavam por ali, piruando, ouviram o choro da criança e no instinto canino protetor correram para salvá-la.

Eles procuraram a direção dos gritos e, ao avistarem a criança sendo estuprada, avançaram sobre o pedófilo, estraçalharam-no os zovos e morderam-no as pregas do fiofó, e, no golpe de misericórdia, arrancaram-lhe a bimba dura no tronco com os pentelhos, deixando a criança livre e intacta, que aproveitou o vago para fugir do tarado gritando, e agora capado pelos dentes dos vira-latas!

O pedófilo conseguiu fugir, mas a bimba dele ficou presa entre os dentes afiados do vira lata Petcome.

* * *

JUIZA SE EXERCITA E TOMA SOL NUA NA CORTE PARA SENTIR MAIS RELAXADA

Uma juíza de Sara Vejo, na Esbórnia, foi destituída do cargo após ser flagrada fazendo exercício e tomando banho de sol na rachada em uma sala da Suprema Corte, onde era lotada. Fotos documentando o fato inusitado vazaram e foram parar nas redes sociais.

De acordo com o jornal Peido de Veia, de Saravejo, a magistrada chegava ao tribunal todos os dias às 8h, quando o prédio estava quase vazio. Ela aproveitava a pouca movimentação para se exercitar nua com a prexeca a mostra cheia de pentelhos parecendo um enxame de abelhas bichoméis. Acabou sendo descoberta por um donzelão, que fez as fotos de um prédio vizinho, assustado com a moita de pentelhos em redor da prencheta da juíza.

Em sua defesa a magistrada alegou que tinha direito aos exercícios como veio ao mundo, uma forma de relaxar e bronzear a passiva antes de começar o árduo expediente do tribunal.

Infelizmente a Corte Máxima, formada por um exército de clóvis bornays, não aceitou os argumentos alegados pela magistrada e aplicou-lhe a pena capital: demissão por exposição da rachada ao sol!

* * *

A VINGANÇA DE OBAMA AO DEIXAR O CABARÉ DA CASA BRANCA!

– Esfreguei meu pau melado de espermas em todas as toalhas e lenções da Casa Branca antes sair. Se Melania Trump limpar a rachada pode correr o risco de ficar prenha só para frescar e murchar a bola desse galego xenofóbico fela da puta – soprou Barack no ouvido de Michelle, que sirriu de se mijar! Kkkkkkkkkkkkk!

Compartilhe Compartilhe

22 janeiro 2017 FULEIRAGEM

BENETT – FOLHA

Compartilhe Compartilhe

22 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TRUMP NÃO ESTÁ SÓ

Usados com fartura pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, populismo e xenofobia, animados por pregações ufanistas, se tornaram ingredientes quase indispensáveis no caldeirão de ideologias extremadas, sejam de direita ou de esquerda. À fórmula, que nada tem de nova, se agregou mais um elemento: a demonização da política e dos políticos, como se o feiticeiro pudesse negar o feitiço quando dele se beneficia.

Vitoriosos em um planeta virado ao avesso, em que chineses comunistas defendem a globalização e capitalistas, o inverso, os adeptos dessa farsa de fazer política dizendo o contrário envenenam o mundo livre com soluções simplistas, discriminatórias, totalitárias.

Não raro, são pessoas que arrogam para si méritos extraordinários, que se consideram acima do bem e do mal, ungidas pela divindade – incriticáveis.

Trump e seus seguidores mais aguerridos dizem pregar a união, mas atiram pedras em qualquer um que se arvore em reprovar suas falas e seu comportamento. A imprensa é o diabo, a oposição, desprezível.

Apegam-se ao resultado eleitoral – ainda que Trump tenha sido derrotado no voto popular – como se a vitória conferisse ao eleito o condão de agir sobre todas as coisas, até acima dos princípios que regem a nação. Cabe aqui lembrar os direitos constitucionais das minorias, algo de que Trump faz pouquíssimo caso.

No Brasil, o ex Lula, sua sucessora deposta, Dilma Rousseff, e o PT têm práticas semelhantes. Quando dominavam o cenário, com aprovação nos píncaros, faziam chacota da minoria oposicionista, espaço que agora ocupam e para o qual corretamente exigem respeito. À mídia, exceto aos jornalistas domesticados, sempre atribuíram os piores adjetivos. Dizem-se democratas, mas tratam os discordantes como inimigos. Consideram golpe um impedimento constitucional, conduzido de acordo com a Constituição e aprovado nas devidas instâncias.

Os muitos disparates de Trump contra as mulheres ao longo da campanha também não ficam longe dos pensamentos de Lula. Em janeiro de 2010, o ex não deixou dúvidas quanto ao espaço reservado no seu íntimo ao sexo oposto: “uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele”.

No mundo de Trump, da direita fundamentalista que cresce na Europa e da esquerda latino-americana, a não-política se faz com a política de nacionalismo exacerbado, com fechamento de fronteiras e protecionismo. Como se possível fosse dar um cavalo de pau no sistema econômico mundial, nas mazelas e dores – e nas delícias – do mundo globalizado.

É dizer não à tecnologia e à conexão interplanetária, à internet e às redes sociais, incluindo o Twitter que Trump tanto preza.

Ditas de forma chula – “a carnificina americana acaba aqui” – e com excesso de lugares comuns – “Os Estados Unidos começarão a triunfar novamente, como nunca antes” -, as palavras de Trump no seu discurso de posse não se diferem muito das de Adolf Hitler ao convocar arianos para construir “o triunfo de uma nova Alemanha”.

De Hitler a Vladimir Putin, de Getúlio Vargas a Juan e Evita Perón, de Hugo Chávez a Evo Morales e os Kirchners, de Fidel Castro a Lula, todos e outros tantos beberam ou ainda bebem na fonte populista em maior ou menor dose. Para tal, interpretam e distorcem fatos ao bel prazer, abusam da mentira, do vale-tudo.

Trump não está só.

Compartilhe Compartilhe

22 janeiro 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

Compartilhe Compartilhe
AH! COMO EU QUERIA!

Como eu queria rever
Aquela terrinha amada
Correr nos campos floridos
Acordar de madrugada
Para exalar os primores
Do cheiro vindo das flores,
Deleitar-me nesse escol!
Vendo o sol rasgar o manto
Intocável, sacrossanto,
Eclodindo no arrebol.

Como eu queria voltar
Pra casa velha alpendrada
Caminhar no seu terreiro
Sentar naquela calçada
Contemplando a linda serra,
Retornar a minha terra
Reaver minha raiz
Matando aquela saudade
Da doce infantilidade
Aonde eu fui tão feliz.

Como eu queria outra vez
Divagar pela devesa
Escutar os passarinhos,
Livres pela natureza,
Ouvir o som das cigarras,
Ver periquitos, gangarras,
Revoar pelas campinas,
E um lençol de brancas neves
Com suas camadas leves
Se estender sobre as colinas.

Como eu queria sentir
O frescor da brisa fria,
No crepúsculo vespertino
Quando a noite se inicia,
Olhar para os horizontes
Quando montanhas e montes
Envoltos pelos negrumes
Ficam na opacidade
Para a luminosidade
Afluir dos vagalumes.

Como eu queria entender
Porque é que o tempo passa
Tão depressa como fosse
A cortina de fumaça
Que o vento vem e dispersa,
Numa suave conversa
Que nem dá pra perceber
Que ela ao trazer a velhice
Leva embora a meninice
E jamais irá devolver.

Como eu queria poder
Por ali rever meus pais
Que foram pra eternidade
E não voltam nunca mais,
A sequidão que devora
Botou-me de lá pra fora
E hoje vivo pesaroso.
Porém enquanto eu viver
Jamais irei esquecer
Do meu Sítio Frutuoso!

Compartilhe Compartilhe

© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa