IOTTI

RETIRAR CARROS E ASSESSORES AMEAÇA A SUBSISTÊNCIA DE LULA, SUSTENTA DEFESA

A defesa de Lula recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) contra a decisão do juiz federal Haroldo Nader, de Campinas, que suspendeu os benefícios que ele recebe como ex-presidente: dois carros oficiais com motoristas, quatro seguranças e dois assessores. Na petição, os advogados sustentam que a retirada das benesses ameaça até a subsistência de Lula, preso desde 7 de abril em Curitiba.

Eis o que anotaram os advogados de Lula na petição:“…A manutenção dessa decisão coloca em risco a dignidade e a própria subsistência do ora agravante [Lula], já que ficará ele privado, no mais difícil momento de sua vida —privado de sua liberdade por uma decisão injusta e arbitrária— de receber o auxílio de pessoas que com ele convivem de longa data e que conhecem suas necessidades pessoais.”

Na decisão que cancelou os benefícios de Lula, o juiz Nader argumentou que, preso e sob custódia permanente do Estado, o ex-presidente está sob proteção da Polícia Federal. Algo que torna mais seguro do que se estivesse em liberdade, sob proteção dos seguranças. O magistrado considerou também ”absolutamente desnecessária a disponibilidade de dois veículos, com motoristas, a quem tem direito de locomoção restrito ao prédio público” da PF, em Curitiba.

De resto, o juiz escreveu em seu despacho que não há “justificativa razoável” para manter “assessores gerais a quem está detido, apartado dos afazeres normais, atividade política, profissional e até mesmo social.” E atribuiu a liminar que ordenou a suspensão das benesses à necessidade de interromper os “atos lesivos ao patrimônio público.”

No recurso, a defesa de Lula alega que, mesmo preso, o ex-presidente “necessita do auxílio dos assessores que a lei lhe assegura.” Mais: esses assessores “precisam dos veículos para cumprir tal função.”

Mas, afinal, o que fazem os assessores? Segundo os advogados, Lula “necessita de medicamentos, roupas e outros itens necessários à sua dignidade e subsistência.” Nessa versão, os auxiliares bancados com verbas do contribuinte seriam “imprescindíveis” para que o presidiário mais ilustre da Lava Jato “possa receber e ter acesso a esses itens.”

Empenhada em justificar a manutenção dos benefícios usufruídos por Lula, a defesa acrescenta que os tais assessores pagam as contas do preso e cuidam da manutenção do seu acerco de ex-presidsente da República. Não é um acervo qualquer, pois “integra o patrimônio cultural brasileiro”, anotaram os advogados na petição.

Não há no recurso nenhum detalhamento sobre a divisão de tarefas entre os oito assessores cedidos a Lula. Quem lê a peça fica sem saber se os dois motoristas e os respectivos carros oficiais foram deslocados para Curitiba. Não há menção ao número de vezes que cada um deles é acionado diariamente para suprir a suposta demanda de Lula por “medicamentos, roupas e outros itens.”

A petição tampouco esclarece por que os familiares de Lula, que o visitam semanalmente, não levam as roupas e remédios de que ele necessita. Não se sabe qual é a carga horária dos assessores que supostamente cuidam do acervo do ex-presidente. Não há vestígio de explicação sobre as atividades dos quatro guarda-costas desde 7 de abril, quando Lula se entregou à Polícia Federal.

Os defensores de Lula limitam-se a argumentar que a legislação que rege o provimento dos benefícios não prevê o cancelamento em caso de prisão. Portanto, o juiz não poderia ter deferido o pedido de liminar feito em ação popular. Para os advogados, o Bolsa Ex-presidente vigora mesmo que o beneficiário esteja atrás das grades.

“…A legislação não estabeleceu a liberdade dos ex-presidentes da República como condição do exercício dos direitos a eles assegurados. Neste sentido, vale destacar que, em liberdade ou detido, o agravante [Lula] será sempre ex-presidente da República! E este é o único requisito para que possa exercer os direitos previstos na Lei no. 7.474/86 e no Decreto no. 6.381/08”, anotaram os advogados.

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O PT JÁ SE ENQUADRA COMO ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

MYRRIA

PULANDO NUM PÉ SÓ

Quem tem boa posição nas pesquisas não tem partido para sustentá-la. Quem tem partido para sustentar uma candidatura não tem boa posição nas pesquisas. Lula tem boa posição nas pesquisas e um partido para apoiá-la, mas está preso. Mesmo se for solto, não tem ficha limpa para se candidatar.

O eleitor vota em nomes, não em partidos. É verdade: mas entrar numa campanha com tempo reduzido de TV, consequência de atuar em partido pequeno, torna difícil crescer nas pesquisas. Pior: sem diretórios atuantes em todo o país, quem vigia as urnas de avançada tecnologia venezuelana?

O MDB, fortíssimo, tem Temer, que consegue ser mais impopular do que Dilma, ou Henrique Meirelles, que provavelmente nunca viu um pobre na vida. Bolsonaro cresceu, trabalha bem na Internet, fascina uma parte do eleitorado; mas, sem TV e sem líderes políticos distribuídos pelo país, que fará para crescer até virar majoritário? Marina já mostrou, em duas eleições, que é capaz de ganhar parte do eleitorado; e, nas duas, se mostrou incapaz de chegar ao segundo turno. Álvaro Dias? É um bom sujeito.

Alckmin foi quatro vezes governador, tem partido forte. Mas está mal na pesquisa. Como tem tempo de TV, pode chegar ao segundo turno.

Já Ciro é bom de palanque, tem carisma, só lhe falta um partido grande – como o PT. Mas o PT, imagine!, jamais apoiou nomes de outro partido.

As variações – centro

Alckmin é presidente do PSDB, governou seu Estado mais forte, São Paulo, foi candidato à Presidência, chegou ao segundo turno (onde Lula o destroçou). Mas não é o candidato dos sonhos do partido: há uma ala que prefere Dória. Partidos que sempre se aliaram ao PSDB temem ser esmagados nas eleições. DEM, Solidariedade, PRB, PTB tentam encontrar alguém com mais votos. Se não encontrarem, vão com Alckmin mesmo.

As variações – Centrão

Melhor do que ganhar as eleições e ter responsabilidade de governo é ser amigo indispensável de quem ganhou, e ter do Governo apenas aquilo que é bom e lucrativo. É a estratégia do Centrão, comandado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM – Rio) e que reúne parlamentares de várias bancadas, DEM, PP, PRB e PTB, todos loucos para oferecer sua gentil colaboração ao Governo, seja qual for, e desde que trabalhar desinteressadamente não seja tão desinteressado assim. Se não tiverem ninguém melhor, Alckmin. Ou, conforme o acordo, Bolsonaro. Mas pode ser outro, se for generoso.

As variações – bolsonaristas

Há políticos sinceramente bolsonaristas. Ele tem a imagem dura de que gostam e, ao mesmo tempo, não seria ditador. Mas muitos bolsonaristas prefeririam um militar – e sem perder tempo com eleições. Dariam ao novo regime sua experiência em manobras políticas e, em troca, aceitariam cargos nos quais pudessem servir ao país – ou, quem sabe, servir o país.

As variações – esquerda

Há a esquerda do Contra Burguês vote 16, e de outros partidos radicais, que devem apresentar seus candidatos em poucos segundos de TV. E há a esquerda clássica, que tem candidatos (PCdoB, Manuela d’Ávila; PSOL, Guilherme Boulos) mas adoraria entrar numa coligação com Lula à frente.

As variações –MDB

O MDB, há muitos anos o maior partido do país, não tem candidato presidencial desde 1994, quando Orestes Quércia foi derrotado. É melhor ser amigo do governante e usufruir as vantagens dessa ligação. Meirelles e Temer não empolgam: para o MDB é mais negócio ficar com o vencedor.

Sonho

Alckmin espera mobilizar ao menos seu partido e, com grande tempo de TV, subir rapidamente nas pesquisas. Espera também ser o candidato único do centro – aquele que terá a seu lado a maioria silenciosa para derrotar os radicais de esquerda ou de direita. Outro sonho é não ser ultrapassado, no seu próprio partido, por um candidato como João Dória, com mais pique.

Novo nome velho

Mas há quem tente lançar um novo nome de centro: o de Josué Gomes da Silva, filho do falecido vice-presidente de Lula, José Alencar. Josué diz que não é candidato, mas já criou um nome para usar como político: Josué Alencar. Josué seria um nome novo, mas filho de um político conservador que foi vice de um Governo que se apresentava como esquerdista. Alckmin, atento, já lançou a possibilidade de ter Josué como seu vice.

Essencial

Um caminho para progredir? Depois de amanhã, às 19h, o historiador Jaime Pinsky lança na Casa do Saber, em São Paulo, o livro “Brasil – o futuro que queremos”, reunindo especialistas em Educação, Saúde Economia e outros temas. Pinsky é intelectual de peso, fundador da Editora Contexto e articulista do site Chumbo Gordo.

VERONEZI

MINHA HUMORISTA PREDILETA

Maria Teresa, interpretando A Fofoqueira, conversa amigavelmente com os visitantes de Carlos Alberto de Nobrega: Jesse Valadão e Lilian Ramos. Curiosamente, Lilian Ramos, alega não ficar pelada ao atuar no teatro, mas, tirou ou já chegou sem “calcinhas” ao aproximar-se num palanque carnavalesco de um “Presidente do Brasil”, afrontando um cidadão que, em minha opinião, sempre demonstrou sobriedade.

A Praça é Nossa

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ANGEL CITY CHORALE

A música é da banda Toto de 1982 e foi muito tocada. A maestrina inova ao transmitir com gestos manuais, o barulho da chuva. Podemos em nossa imaginação até ficar no meio dos cantores, compartilhando da emoção e alegria que nos proporcionam a boa arte da música. Não esqueça, aumente a tela e se puder, convide um par para ouvir novamente executando você, um dos melhores exercícios para o corpo e a mente, “Dançar”.

África

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Dica:

Mel Brooks, um dos autores da série de TV exibida no Brasil com o nome de Agente 86, produzida de 1965 a 1970, utilizava a sátira em seus trabalhos. Os filmes de James Bond ou 007, deram origem à série. No Brasil, foi muito apreciada, inclusive com esses “risos” que sempre achei muito ridículos. O vídeo é dublado. Clique aqui para assistir.

AMARILDO

VAMOS FESTEJAR!

Tá fazendo 1 mês e 13 (êpa!) dias que Lapa de Corrupto está atrás das grades.

13 é aquela centena mortífera que arrasou com o Brasil.

Uma data que merece ser festejada por todos os homens de bem deste país.

O Ministro Marco Aurélio Idiota Mello disse, em janeiro passado, que se Lula fosse preso, o país iria “pegar fogo”. 

De fato, foi um foguetório da porra quando o Deus Lulalau, da Igreja Universal do Reino dos Babacas, foi trancafiado na acolhedora Curitiba.

Todo cidadão que deseja o fim da corrupção no seu país festejou soltando fogos.

Até os jumentos (sem qualquer ofensa aos asnos…) já se dispersaram e pararam de encher o saco em frente à sede a Polícia Federal.

Acabou a mortadela e chegou o frio…

Celebremos!!!

LUSCAR

JERUSALÉM – CAPITAL DE QUEM MESMO?

A notícia que causou frenesi em todos os meios de comunicação do mundo civilizado na semana passada foi a decisão unilateral de Donald Trump para transferir a embaixada dos Estados Unidos, em Israel, de Tel Aviv para Jerusalem. Tal decisão coroa décadas de uma política sionista de expansão territorial e expulsão dos palestinos. Vão empurrando devagarinho, até que a coisa toda seja consolidada com o apoio, velado ou não, de inocentes úteis e aproveitadores que querem pegar jacaré na onda dos judeus.

Tudo começou quando um tal de Abraão, da cidade de Ur, na Caldeia, há uns 7.000 anos atrás, teve um sonho dizendo que ele devia se mudar para um outro lugar, na terra dos cananeus, (hoje de nome Hebron, em sua homenagem, e a 10 Km de Jerusalém) e que seus descendentes seriam mais numerosos que as estrelas do céu. Como sua esposa, Sara, já estava idosa e não tinha tido filhos, esta lhe autorizou a ter uma segunda esposa, para que assegurasse sua descendência com ela. Este escolheu Hagar, uma escrava, que logo veio a engravidar. O interessante é que Sara, aliviada do estresse e da pressão de ter que engravidar, também ficou grávida logo depois. Foi aí que começou toda a confusão!

Enciumada e cheia de direitos, agora que havia dado à luz seu filho Isaac, Sara passou a exigir que Abraão expulsasse de casa sua segunda esposa, juntamente com o filho dela. Os descendentes de Isaac, os atuais judeus, dizem que Hagar era concubina e que seu filho Ismael é um bastardo. MENTIRA! Ela era a 2ª esposa, costume muito comum naquela época, e tanto Abraão quanto Sara foram tremendamente canalhas ao expulsá-la, junto com seu primogênito, para o deserto. Na certa, tinham a esperança de que os dois morreriam rápido. Não morreram, e se reproduziram adoidado, dando origem aos árabes atuais.

O tempo passa! O tempo voa! Mais adiante, os descendentes de Abraão foram escravizados e conduzidos ao Egito. Eis que surge um líder messiânico que, depois de conduzi-los por 40 anos vagando pelo deserto na península do Sinai, certamente passando tremendas necessidades, eis que chegam à terra dos Nabateus (atual Petra, na Jordânia), onde foram bem recebidos e acolhidos. Assim que se sentiram fortes o suficiente, sua primeira providência foi baixar o cacete nos Nabateus.

Seguiram em frente e, finalmente, chegaram ao Monte Nebo, sobre o Mar Morto, donde se podia ver toda a terra de Canaã do outro lado, terra por eles considerada como sendo a “Terra prometida por Deus”.

Desceram o Monte Nebo, contornaram o Mar Morto e cruzaram o Rio Jordão. Do outro lado do rio, a primeira providência de Josué, sucessor de Moisés, foi atacar a antiquíssima cidade de Jericó, dos Cananeus, fundada havia mais de 6.000 anos já naquele longínquo ano de 1406 a.c.. Ao penetrar em suas muralhas, a ordem de Josué foi para que matassem todos os seus 20.000 habitantes. Daí para a frente, as carnificinas se sucederam. Era totalmente impossível qualquer forma de convivência pacífica com aquele povo altamente fanatizado pela sua religião e que se considerava acima de todos os demais seres humanos, tendo inclusive um mandato divino para executar as atrocidades que praticava.

A luta seguinte de Josué com os Cananeus foi pela posse da cidade de Ai. Lá, mataram cerca de 12.000 cananeus. A seguinte foi a cidade de Asor. Como sempre, foram todos passados a fio de espada. Com a morte de Josué, seguiu-se um período de uns 200 anos em que os Judeus foram dominados pelos Cananeus. Eu só estranho que os Cananeus não tenham aproveitado a oportunidade para exterminá-los, tal qual estes vinham fazendo com as suas cidades. Seguiram-se guerras com os Midianitas, os Filisteus, Samaritanos, Ismaelitas, Moabitas, Edomitas, Assírios, Babilônios, Egípcios, e outros menos votados.

Lá pelo ano 1.000 A.C., já sob o comando do rei Davi, estes decidem conquistar a capital do Jebuseus, conhecida na época como Jebus. Era uma fortaleza extremamente bem protegida, postada sobre a colina de um monte de nome Sião. Após a conquista, Davi resolveu que aquela cidade, localizada no coração da Judeia, seria a sede perfeita para o seu reino recém-unificado. No ano 970 A.C., Salomão sucede a Davi, reinando até morrer, em 930 A.C. É nesse período que são construídas as inúmeras melhorias que dão feição à cidade que passou a ser conhecida como “A cidade de Salomão” ou a “Cidade da Paz” (Yehud shalom – há controvérsia a respeito desta origem). Daí para a frente, o nome de “Cidade da Paz” passou a ser uma ironia pois, durante a sua longa história, Jerusalém foi destruída pelo menos duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes e capturada e recapturada outras 44 vezes. É mole ou quer mais?

Só nos tempos modernos, já depois de Cristo, foram guerras com os gregos, romanos, persas, mongóis, islâmicos, franceses (nas cruzadas), mamelucos, otomanos, ingleses (no mandato da Palestina), e agora os palestinos, ao resistirem ao retorno dos judeus espalhados pelo mundo pela diáspora provocada pelos romanos no ano 70 D.C. Tem confusão para todo gosto. Pense num povinho renitente e encrenqueiro.

O fato dos judeus espalhados pelo mundo, traumatizados após o tratamento que sofreram quando Hitler lhes aplicou o mesmo remédio que eles tentaram aplicar em seus vizinhos do Oriente Médio durante milhares de anos, não traz em si nenhum mal. É justo e razoável! De lascar é a forma como a coisa toda vem sendo feita:

Primeiro, disseram que iriam dividir a Palestina entre os Judeus e os Palestinos. Dividiram! Só que os judeus ficaram com os jardins à beira mar e coube aos palestinos o deserto da Judeia. Depois, iniciaram campanhas terroristas visando expulsar na cara dura os milhões de palestinos que moravam lá há mais de 2.000 anos. Hitler, quando explodiram o carro do “Protetor da Bohemia e da Morávia” que ele havia nomeado, em represália mandou matar todos os habitantes da cidade onde isto aconteceu e apagá-la dos mapas. O nome do local era Lídice e virou símbolo de ignomínia eterna. Os judeus apagaram do mapa mais de 150 localidades palestinas, desde a divisão, em 1948, e ninguém deu um pio a respeito até agora.

Fizeram de tudo para expulsá-los! Os palestinos resistiram. Queriam que os países vizinhos os aceitassem. Os vizinhos, mesmo acolhendo levas imensas de refugiados, se recusaram. Invadiram Jerusalém e lá se estabeleceram, mesmo ao arrepio de todas as decisões da ONU. Implantaram incontáveis assentamentos judaicos em terras que, mesmo sendo péssimas para viver, deveriam ser dos palestinos. Cercaram as áreas palestinas e as transformaram em enormes Campos de Concentração. Monopolizaram as nascentes do recurso mais escasso na região, a água, liberando apenas migalhas para os miseráveis assentamentos palestinos. Realizaram um bloqueio nas fronteiras em que, até mesmo a ajuda humanitária de comida e remédios que lhes é enviada, é atacada pelas suas poderosas forças armadas. Estrangularam a economia e só permitem que saiam para Israel a fim de realizar trabalhos subalternos, tais como os prisioneiros de guerra, chamados de “Geist Arbeiter” (Trabalhadores convidados) pelos nazistas. Só faltam agora as Câmaras de Gás para a “Solução Final.

Ah! Antes que os imbecis de plantão comecem a me rotular de antissemita, nazista, fascista, e outros apodos menos votados, vou logo avisando:

1. Eu não encaro a questão daquela região com a visão rastaquera de um simples Fla X Flu. É muito mais complexa do que supõe a vã filosofia da grande maioria de imbecis da nossa população.

2. Sou brasileiro e, como tal, descendente direto de uma mistura de negros, índios, portugueses, holandeses e só Deus sabe o que mais. Dizem que tenho cara de árabe e que meu sobrenome é de judeu marrano de Portugal. Vá saber!

3. Tenho inúmeros amigos de origem tanto árabe quanto judaica. Alguns, como Hélio Posternak, tiveram gestos para comigo de uma dignidade e nobreza que me tornou seu eterno devedor. Outros, como o Dr. Ahmad Al-Khatib, dispensaram-me um tratamento de uma fidalguia que eu não sei se serei jamais capaz de retribuir à altura. Todos pessoas maravilhosas.

4. O que eu não gosto é ver gente que se acha as pregas querendo lascar todas as pessoas que deram o azar de viver no mesmo tempo e espaço que eles, só porque se consideram “O povo escolhido por Deus”. Também que uma terra, que já tinha dono antes, seja deles porque foi Deus quem prometeu.

E tenho dito!

AMARILDO

ESTA SEMANA CHOVEU MERDA NA VENEZUELA (MAIS UMA VEZ…)

Maduro encerra campanha pela reeleição em comício com Maradona.

Diego Armando Maradona foi nesta quinta-feira o destaque do comício que marcou o fechamento da campanha do presidente venezuelano e candidato à reeleição, Nicolás Maduro, em Caracas, reafirmando a sua simpatia pelo Governo chavista e pelo líder, de quem afirmou ser um soldado.

* * *

São três letras “M” que estão no mesmo nível: Maduro, Maradona e Merda.

Um trio perfeito.

Depois de passar por uma Venezuela devastada, destruída e arrasada pelo babaquismo zisquerdóide, Maradona deveria vir pra cá fazer a campanha do encarcerado petista, um caso único de ex-presidente preso por corrupção.

Maradona e o prisioneiro Lula formariam uma linda dupla!

E aqui em Banânia Maradona lideraria a imbecil, idiota, irresponsável e impossível campanha “Lula 2018”.

Vem Maradona!

Tu vais contar com a preciosa ajuda do colunista fubânico Goiano.

Garanto e assino embaixo.

SINOVALDO

LUIS CARLOS BASTIANELLI – MIRANDA-MS

Boa tarde, Berto

Sou leitor viciado e acesso o JBF várias vezes ao dia.

Eu e Valéria, minha esposa, que manda um beijo para Dona Aline.

Solicito que publique na melhor gazeta escrota do mundo este vídeo do Casseta&Planeta.

Parabéns pelo enorme sucesso do nosso querido jornal.

Um grande abraço!

MIGUEL

BANCO CENTRAL: O FOCO DAS ATENÇÕES DO MERCADO

Arthur Jorge Costa Pinto

Para alguns analistas econômicos, foi surpresa o dólar romper com desenvoltura o teto psicológico de R$ 3,60 e ultrapassar R$ 3,70 em menos de uma semana. Um preço comparativamente exagerado, contrariando um pouco os fundamentos da economia brasileira. Aconteceu, justamente, numa época em que o mercado financeiro previa que ele estivesse, no máximo, ao redor de R$ 3,40. Segundo eles, sua disparada resulta de um processo global que ainda não chegou ao fim, sendo natural que a correção de preço possa acontecer no caminho.

Talvez esse “sufoco” cambial que estamos enfrentando possa ser uma materialização prematura dos riscos do ambiente externo, tendo como ponto principal, a alta gradual nos juros dos títulos americanos, inclusive com a possibilidade de eles se tornarem maiores que o previsto ao longo do ano. Além disso, não podemos desconsiderar as tensões geopolíticas e os conflitos comerciais, sem esquecer naturalmente o ambiente doméstico, com incertezas provocadas pelas eleições presidenciais e a grande dúvida sobre se o próximo governo encaminhará as reformas necessárias para conter o incontrolável déficit fiscal.

Realmente, diante desse quadro, estão colocados na berlinda os cenários mais otimistas da nossa economia para este ano, levando o mercado agora a se preocupar com a interrupção estratégica na queda da Selic (juro básico da economia) e a insinuar discretamente que o Banco Central (BC) continue rigoroso com suas intervenções no mercado do câmbio.

Tenho uma ligeira impressão de que o mercado esperava que a conjuntura benigna, alimentada pela notável fartura de liquidez predominante no exterior, iria durar mais tempo, mas ele acabou sendo surpreendido pelo fortalecimento da moeda americana no âmbito mundial.

Estamos revivendo cinco anos atrás (junho de 2013) quando o dólar atingiu R$ 2,40, decorrente do Fed (Banco Central americano) ter iniciado a redução dos estímulos, o que provocou no dólar uma pressão global. Na época, o nosso BC interviu, realizando quase que diariamente uma sequência de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares mercado futuro), igualmente como estão sendo praticados agora, buscando suavizar a incrível volatilidade que domina o câmbio.

Observo que as questões internas também não estão convergindo para a narrativa do mercado, diante do otimismo gerado exatamente há dois anos atrás com o impedimento da “iluminada” Dilma. Naquele momento, os prognósticos eram de que as reformas deveriam acontecer, sendo enorme a expectativa de que a economia brasileira poderia crescer em torno de 3%, com um câmbio provavelmente estável, favorecendo a eleição de um candidato de centro com ideias totalmente reformistas.

Entretanto, as reformas viraram “contos de fada” e a da Previdência a mais importante delas, foi abortada a caminho do Congresso, sendo que as últimas pesquisas mostram que os pré-candidatos com viés reformista não se encontram bem posicionados para a largada de uma das mais difíceis corridas eleitorais que já presenciamos.

Consolidando-se o consenso de que a pressão cambial está vindo realmente de fora, a importância do impacto eleitoral torna-se um excelente motivo para se abrir um amplo debate sobre o assunto. Muitos analistas admitem atualmente que no máximo 90% dele têm sua origem externa e o efeito da indefinição no cenário eleitoral, por enquanto, ainda está contribuindo muito pouco.

Os dias estão passando e as eleições estão cada vez mais próximas sem que consigamos enxergar uma luzinha ao final do túnel Brasil. Caso não ocorram perspectivas confiantes relacionadas ao ajuste fiscal, nem a continuidade das reformas estruturais e, também, permanecendo o estresse externo, o dólar, certamente, poderá ultrapassar a barreira de R$ 4,00 antes ou depois das eleições presidenciais, dependendo do candidato vitorioso nas urnas em outubro. Embora a equipe econômica disponha, hoje, de mais instrumentos para administrar essa volatilidade com reservas internacionais de US$ 380 bilhões, nada mais do que dez vezes superior ao nível do final de 2002.

Todavia, se a instabilidade nos mercados se agravar, se as empresas endividadas em dólar contaminarem o mundo corporativo, se a crise dos vizinhos argentinos atravessar a fronteira, a turbulência deve, logicamente, ampliar-se. Poderá acontecer no limiar das eleições, quando costuma potencializar as reações dos mercados.

A inflação de abril (0,22% no mês e 2,76% em 12 meses) veio dentro das expectativas do mercado, encaminhando-se para padrões de Primeiro Mundo. O elemento novo, com certeza, é a alta do dólar que elevou um pouco os preços no atacado. Contudo, não teve grande influência dentro do mês, porque seu impacto será medido durante o seu decorrer e nas semanas seguintes. A inflação ainda está bem abaixo da meta oficial, embora aumentem as chances de que as flutuações recentes dos ativos e do dólar possam levar a pressões inflacionárias no futuro.

O juro básico da economia praticamente chegou ao térreo antes do previsto, estacionando temporariamente em 6,5% ao ano. A autoridade monetária surpreendeu boa parte do mercado, demonstrando uma postura conservadora ao mantê-lo neste nível, justificando que o cenário externo se tornou mais desafiador, apresentando forte volatilidade, inclusive diante do aumento da deterioração do balanço de riscos, mesmo reconhecendo que a atividade econômica do país perdeu muita força e o comportamento da inflação continua extremamente favorável.

Com essa decisão, o BC deu uma pausa, antecipando o fim do ciclo de afrouxamento monetário que só era esperado para o próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), que será realizado no próximo mês, durante os dias 19 e 20. No total, foram 12 tesouradas consecutivas na Selic que se iniciou em outubro de 2016 quando ela estava em 14,25%, chegando a 6,5% há poucos dias, a menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999, e a mais baixa de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986.

Diante de novas incertezas, já há quem comece a responsabilizar o dólar pelo fraco desempenho da economia. Evidentemente que, por enquanto, isso ainda é um pouco difícil de ser comprovado. A grande verdade começou a ser notada no início do ano, quando a economia já apresentava dificuldades de encontrar boa tração na sua retomada, como demostram alguns indicadores econômicos, o que está levando os economistas do mercado a derrubar projeções do PIB (Produto Interno Bruto) para 2018.

A meu ver, em linhas gerais, justifica-se o fato pela insuficiência de estímulos ao consumo ou, até mesmo, por terem se esgotado, além dos investimentos públicos e privados que não se fizeram presentes como deveriam.

Diante das diversidades de ameaças e singularidades adversas que o Brasil vem atravessando, os mercados e investidores continuam firmes, apostando nesta atual equipe do BC liderada por Ilan Goldfajn, que reflete até então comprometimento, segurança e serenidade na condução das políticas monetária e cambial.

SPONHOLZ

OS BRASILEIROS – CXVIII

José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, mais conhecido como Padre Roma, nasceu no Recife, em 1768. Advogado, religioso e um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817. Demonstrou vocação religiosa aos 16 anos e entrou para o Convento do Carmo, em Goiana. Em seguida foi para Portugal e fez o curso de Teologia na Universidade de Coimbra. Depois partiu para Roma, onde concluiu os estudos religiosos e ordenou-se padre. Pouco depois a vocação religiosa foi colocada foi dúvida, pediu dispensa da Ordem Carmelita, em 1807, retornou ao Recife, casou-se e abriu uma banca de advocacia.

Seus conhecimentos de grego e latim e por ter vivido em Roma lhe renderam o apelido. Possuía o dom da oratória e era dotado de sólidos conhecimentos jurídicos. Assim, ficou famoso no Recife, particularmente por defender causas populares e adesão às ideias liberais em voga na época. Com a vinda de Dom João VI, em 1808, foram criados muitos impostos para manter a família imperial e o Brasil passou por profundas mudanças com uma opressiva administração da colônia. Ao mesmo tempo, ideais nativistas e anticolonialistas eram defendidos pela maçonaria e propagados em centros como o Areópago de Itambé e o Seminário de Olinda. Dessa forma, os interesses de alguns militares, dos padres e maçons uniram-se num mesmo ideal de emancipação política do Brasil.

Fuzilamento do Padre Roma

Estes grupos passaram a conspirar abertamente contra o poder imperial e as ordens vindas do Rio do Rio Janeiro. Os padres tinham um papel relevante na conspiração, incitando os fiéis à causa libertária do jugo português. Os preparativos para a revolta popular foram se acumulando até 6/3/1817, quando o governador da província – Caetano Pinto de Miranda Montenegro – mandou prender os revoltosos implicados na conspiração. O primeiro a receber ordem de prisão foi o capitão José de Barros Lima, apelidado de “Leão Coroado”, que atravessou com uma espada o oficial português encarregado de prendê-lo. A revolta alastrou-se rapidamente e tomou as ruas do Recife. Em seguida os revoltosos elegeram o Governo Provisório, composto por 5 membros representantes do exército, clero, comércio, agricultura e magistratura.

A revolta logo teve a adesão do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Padre Roma, devido a sua eloquência e poder de convencimento, foi designado para ir clandestinamente até a Bahia para obter adesão ao movimento. Levou mais de 50 correspondências endereçadas a membros da maçonaria baiana e outros simpatizantes. Depois de velejar numa jangada pela costa de Alagoas até Itapoã, avistou as tropas portuguesas que o aguardava. Jogou todos os papeis no mar, para não incriminar os aliados baianos, e foi preso .Junto com ele, vinha seu filho mais novo, Luis Ignácio. O mais velho, com o mesmo nome do pai e futuro General Abreu e Lima, já estava preso em Salvador.

Foi preso em 26/6/1817 e nos três dias em que foi torturado não entregou os companheiros que contataria em Salvador. A tortura incluía a visita ao cárcere do filho mais jovem nu e estendido sobre a lama, mais parecendo um espectro do que ser vivente. O filho mais velho manifestou o desejo de ver o pai antes do fuzilamento. Seus algozes portugueses foram “bonzinhos” e atenderam o pedido, obrigando-o a assistir o fuzilamento do pai, por ordem do Conde dos Arcos, em 29/6/1817.

Segundo o historiador Pereira da Costa, autor do Dicionário biográfico de Pernambucanos célebres, a morte do Padre Roma foi assim descrita pelo filho Abreu e Lima, presente na execução: “O seu porte em presença do conselho, no oratório e durante o trajeto para o lugar do suplício, foi sempre o de um filósofo cristão, corajoso, senhor de si, mas tranquilo e designado. Suas faces não se desbotaram senão quando o sangue que as tingia correu de suas feridas, regando o solo onde, seis anos depois, se firmou para sempre a independência de sua pátria”. Conta ainda a história que em seus últimos instantes, ele dispensou a venda nos olhos, encarou o pelotão de fuzilamento, pôs a mão sobre o coração e gritou: “Camaradas eu vos perdôo a minha morte. Lembrai-vos que aqui é a fonte da vida!”.

CLAYTON

MARTY ROBBINS

The Hanging Tree“, interpretada por Marty Robbins, foi a música de abertura do filme “A Árvore dos Enforcados” de 1959. O filme conta com a presença de Gary Cooper, Karl Malden, Maria Schell e George C. Scott. É um dos grandes faroestes da década de 50.