26 julho 2016 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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26 julho 2016 DEU NO JORNAL

GALEGA SAUDOSA

“Foi a coisa mais feia que já vi na minha vida”, diz Xuxa sobre o pé de Pelé

* * *

Mas a pajaraca do negão ela achou linda.

Xuxa viu, literalmente, a coisa preta!

PELE_XUXA

“Uau! Tô sentindo a bimba do negão subindo lá embaixo”.

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

duke

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PADRE DEDÉ MONTEIRO – TABIRA-PE

CONVERSA DE GERAÇÕES

(Após ver, no celular de Marcos Barros,uma fotografia de Lau Cordeiro (98 anos), na cama, com seu netinho José Emanuel (dois anos – aniversariando hoje), filho de Edinho Cordeiro e Rosilene Salvador, escrevi os versos abaixo)

an

Uma foto como esta
Faz o poeta sentir.
Um papo maravilhoso
Entre o OCASO e o PORVIR.
Um já saindo de cena,
Outro querendo surgir;
Um doido pra começar,
Outro a fim de desistir;
Um rindo de qualquer coisa,
Outro sem poder sorrir:
– Vovô, vem brincar comigo…
– Vá, que eu não posso mais ir…
– Vem, que é hora de brincar…
– Vá, que vovô vai dormir…

Saúde e felicidade
Ao par extraordinário:
Lau, pela velha amizade;
José, pelo aniversário!

Tabira, 25/Jul/2016

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

LEANDRO – FOLHA DE CIANORTE (PR)

leandro

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26 julho 2016 DEU NO JORNAL

CENA BANÂNICA

Um policial federal lotado no Maranhão e cedido para a Olimpíada foi assaltado hoje de manhã ao chegar ao Rio de Janeiro para trabalhar no evento.

Dois assaltantes levaram sua arma, uma Glock 9mm, seu relógio e seu celular.

O crime ocorreu numa rua a 500 metros da sede da Secretaria de Segurança.

* * *

Isto é Banânia em estado puro.

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me!

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

AUTO_cazo

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
DO TREM SÓ A SAUDADE

Ipueiras

Foto da colunista

Era tempo de alegria
Nos trilhos do meu sertão
O trem que ia e voltava
Carregava em seu vagão
Fantasia aventureira
A ilusão passageira
Marcando cada estação.

Alegria na chegada
O choro da despedida
Entre abraços e promessas
Velhos dramas da partida
No lenço a dor da saudade
Fruto da felicidade
Que o coração deu guarida.

O tempo se vai ligeiro
Mas o trem fica parado
A lembrança no presente
Faz o seu sacolejado
E nesse seu movimento
Transporta meu pensamento
Aos bons tempos do passado.

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

clayton

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26 julho 2016 DEU NO JORNAL

EM ESCALA PLANETÁRIA

Com vazamentos de água pelas paredes em locais próximos a fios expostos, os alojamentos da Vila Olímpica no Rio não eram seguros para receber os atletas.

A avaliação foi feita pela chefe da delegação australiana nos Jogos Rio-2016, Kitty Chiller, em entrevista coletiva na tarde deste domingo. Em sua quinta Olimpíada, apesar de sempre encontrar problemas nas Vilas, ela disse nunca ter visto um alojamento “nesse estágio de falta de preparo”.

“Sentimos que o prédio não era seguro pela combinação de problemas ligados a eletricidade e vazamentos. Havia vazamentos significativos de água nos encanamentos. A água escorria das paredes e do chão próximo a fios e instalações elétricas. Água e eletricidade não são uma boa combinação”, resumiu Kitty, medalhista em Sydney-2000 no pentatlo moderno.

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* * *

Mais uma vez, Banânia aparece em estado puro.

Desta vez, com repercussão mundial.

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

NANI- CHARGE ONLINE

nani

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http://www.neumanne.com/
UM ATRAPALHO NO TRABALHO

Em 2003, primeiro ano de seu primeiro governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Cabaceiras, cidade às margens do Rio Taperoá e que já serviu de cenário para filmes que retratam o sertão nordestino, embora não fique propriamente neste, mas no chamado Cariri, parte de um bioma único no mundo, a caatinga. A paisagem do semiárido é inóspita e única. Do helicóptero, que pousou no leito seco do rio, Lula desceu no meio da poeira com o prefeito, o governador e os principais líderes governistas e da oposição daquele município e do Estado da Paraíba. Muita gente do local e das cidades vizinhas acorreu para vê-lo. E Lula atendeu a todos de forma cativante e carismática, trocando ideias com crianças do grupo escolar, fardadas de gala para a ocasião.

Em 13 de julho de 2016, ele desembarcou de um Gulfstream G200, jato executivo de muito luxo e alta performance, para um encontro com militantes contra o impeachment de Dilma no aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, maior cidade do agreste pernambucano. Conhecida por promover uma festa junina muito frequentada, a terra natal do mestre Vitalino, célebre artesão de barro cozido, fica a meio caminho entre Cabaceiras e Caetés, vilarejo onde Lula nasceu. Segundo relato dos repórteres da revista Veja daquela semana, Thiago Bronzatto e Daniel Pereira, não havia militantes à sua espera: todos estavam reunidos no lugar da recepção onde seria servido o almoço gratuito. E o portão do aeródromo foi fechado para que o vexame não fosse registrado por jornalistas abelhudos. A visita se resumiu a um encontro com membros da CUT e do MST, o prefeito e alguns políticos fiéis num auditório com capacidade para 70 pessoas. Dali mesmo cancelou um compromisso em Crato, Ceará, que fica razoavelmente perto. Lá receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. Preferiu voar para Brasília.

À Capital foi com o intuito de pregar uma peça no vice-presidente no exercício da Presidência, Michel Temer, que enfrentava uma rebelião de parte de sua base na Câmara dos Deputados, a cuja presidência concorriam 16 pretendentes. A ideia original de Lula era apoiar o candidato do DEM, Rodrigo Maia (RJ), para sair como grande vitorioso sobre o “vice golpista”, que apoiava Rogério Rosso (PSD-DF). Este tinha sido o relator da Comissão de Impeachment, que abriu o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, iniciando o calvário dela. A bancada petista não engoliu a afronta de votar num colega que apoiou o impeachment e lançou o dissidente do PMDB, Marcelo Castro, que tinha votado contra o processo, cumprindo ordens de Dilma e desafiando Temer, que descarregou os próprios votos em Maia. Este obteve 120 votos e enfrentou Rosso no segundo turno. Castro, ex-ministro da Saúde da petista, teve 70. Somados aos 22 de Luiza Erundina (PSOL-SP) e 16 de Orlando Silva (PCdoB-SP), a esquerda conseguiu frustrantes 108, pouco mais de um quinto dos 513 deputados federais. No segundo turno, o líder máximo petista reforçou a votação contra o Centrão, criado por Eduardo Cunha e representado por Rosso, levando o filho do ex-prefeito César Maia do Rio a uma votação vitoriosa consagradora de 218 votos. Lula foi buscar lã e saiu tosquiado numa Casa de leis da qual já foi senhor e suserano.

Dias antes, o senador aliado Roberto Requião (PMDB-PR) convidara colegas para ouvir dele seus melhores argumentos sobre a permanência de Dilma e do PT no governo federal. Cristovam Buarque (PDT-DF), tido como indeciso, preferiu encontrar-se na ocasião com uma funcionária da diplomacia americana residente na França. O líder de Dilma, Humberto Costa (PT-PE), preferiu “não constranger” o prócer. E só foram seis.

A pesquisa Datafolha calculou em 50% a porcentagem dos brasileiros a favor de Temer ficar no governo e em só 32% (menos de um terço) os adeptos da tese de que a saída de Dilma é mesmo um golpe. Nela o ex-presidente liderou no primeiro turno em quatro cenários: disputando com Aécio, Alckmin e Serra, do PSDB, ou Marina Silva, da Rede. Isso dá um quinto dos votos, menos do que a votação tradicional do PT, mesmo antes de suas enxurradas nas urnas. E Lula perderia no segundo turno para qualquer um dos quatro.

Em pesquisa mais recente, publicada por Ricardo Noblat, no Globo de segunda-feira 25 de julho, o resultado ainda é mais contundente. Segundo o Instituto Paraná, apenas 15,2% responderam aos pesquisadores que querem vê-lo de volta à Presidência. Para 34,15%, seria preferível que ele se aposentasse na política. E 47,7% querem que ele seja preso. Os números impressionam, pois o próprio Datafolha registrou, há somente cinco meses, que Lula foi considerado o melhor presidente brasileiro de todos os tempos por 37% dos entrevistados, superando de longe seu antecessor, Fernando Henrique, com 15%.

Parte do milionário capital eleitoral de Lula foi triturado pelas denúncias de corrupção do PT durante seus oito anos de governo e os cinco anos, quatro meses e 12 dias da gestão da discípula e afilhada que elegeu, Dilma Rousseff. A roubalheira que provocou a maior crise política e o caos econômico com desemprego e quebradeira de empresas, embora ainda não tenha apagado de todo as boas lembranças dos tempos de bonança em suas gestões, demoliu seu prestígio pessoal e sua reputação de vencedor.

Tem sido cada vez mais difícil para Lula convencer mesmo seus mais fiéis prosélitos de que ele é mesmo o homem mais honesto de todos os tempos em todos os lugares, como insiste em afirmar. Afinal, ele vive sob o temor da prisão que pode ser decretada em primeira instância seja por Sergio Moro, o juiz da Lava Jato, seja na Operação Zelotes, na Justiça Federal, em Brasília, e na Justiça estadual de São Paulo, por ocultação de patrimônio imobiliário: um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia.

Na semana passada, o promotor Ivan Cláudio Marx, o mesmo que arquivou processo penal contra Dilma pelas pedaladas, voltou a denunciá-lo em processo por obstrução de justiça. Este tinha sido devolvido à primeira instância depois de despacho no mesmo sentido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quando estava na última instância.

A defesa de Lula pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o livrasse do juiz Sergio Moro, por ser este seu acusador, e não julgador. O presidente Lewandowski podia ter simplesmente se negado a receber o pedido, mas preferiu mandá-lo de volta a Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Este só voltará de férias em agosto, tido como o mês do desgosto.

Este deve ter sido o ânimo com que Lula leu a notícia do Estadão de sábado 23 de julho de que Moro respondeu à interpelação do STF garantindo que a interceptação dos áudios de conversas telefônicas de Lula com ministros do governo Dilma podiam motivar a prisão dele. Pois, conforme o juiz federal, esta “revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação de sua intenção de obstruir as investigações, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva. A medida de condução coercitiva, além de não ser equiparável à prisão, nem mesmo temporária, era justificada”.

Lula e seus advogados poderiam ter dormido sem essa, como dizia minha avó. Se é que eles têm dormido desde que o ex se tornou para os brasileiros que perdem seus negócios e seus empregos “um atrapalho no trabalho”, como definia o título de um livro do beatle John Lennon.

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

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26 julho 2016 REPORTAGEM

MP ACUSA LULA DE TENTAR BARRAR A LAVA JATO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu mais uma derrota na Justiça. Depois da decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), de devolver ao juiz Sérgio Moro as investigações relativas à reforma do sítio em Atibaia (SP) e à relação do petista com a ocultação da propriedade de um tríplex no Guarujá (SP), a Procuradoria da República no Distrito Federal reiterou, na quinta-feira 21, a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, contra o petista por participar da tentativa de compra do silêncio do ex-diretor da área internacional Petrobras Nestor Cerveró.

Isso significa que agora Lula é oficialmente acusado de tentar interferir nas investigações da Lava Jato. Se a acusação for aceita pela Justiça, Lula se tornará réu em processo cuja punição é a pena de prisão. A denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tramitava no Supremo Tribunal Federal devido ao foro privilegiado de um dos envolvidos na trama, o então senador e ex-líder do PT Delcídio do Amaral. Mas o processo acabou mudando de instância assim que Delcídio foi cassado. Além de Lula, o procurador Ivan Cláudio Marx denunciou Delcídio, o empresário José Carlos Bumlai, seu filho, Maurício Bumlai, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro e o ex-assessor de Delcídio, Diogo Rodrigues.

A base da acusação é a delação premiada e os documentos apresentados pelo ex-senador aos procuradores da Lava Jato e revelados com exclusividade por ISTOÉ. Em seu parecer, o procurador afirma que Lula “impediu e ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Esteves, Edson Ribeiro, Diogo Rodrigues, José Carlos Bumlai, e Maurício Bumlai”. Na prática, o ex-presidente tentou atrapalhar a Operação Lava Jato.

Operação aloprada

O esquema de compra do silêncio de Nestor Cerveró, que estava preso em Curitiba por envolvimento no Petrolão, foi confirmado por uma gravação feita pelo filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras. Ele gravou a conversa de uma reunião que teve com o ex-senador em que eram oferecidos R$ 50 mil juntamente com um plano de fuga para que o pai dele não assinasse o acordo de delação premiada. Lula e os demais envolvidos poderão agora se tornar réus no processo caso o juiz nomeado para presidir as investigações acate o pedido do Ministério Público Federal.

A trama malsucedida teve ainda um efeito contrário. Em vez de calar o principal alvo dela, encorajou Cerveró a contar tudo o que sabia sobre o Petrolão. Ele afirmou que a presidente afastada Dilma Rousseff mentiu sobre a compra superfaturada pela Petrobras da refinaria de Pasadena do grupo belga Astra em 2006. Em um trecho do depoimento ao qual ISTOÉ teve acesso, Nestor Cerveró diz que tratou pessoalmente da compra da refinaria americana com Dilma Rousseff.

O negócio trouxe um prejuízo de cerca de R$ 1,8 bilhão à estatal. Além desse processo que poderá levá-lo para trás das grades, o ex-presidente Lula teme os próximos passos do juiz Sérgio Moro, que retomou os casos do sítio reformado por empreiteiras em Atibaia e do tríplex mobiliado pela OAS no Guarujá. Na semana passada, mais uma vez os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram que tentarão tirar os processos do comando de Moro. No meio jurídico comenta-se tratar-se de uma tese inglória.

Transcrito da Revista Isto É

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26 julho 2016 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

zedassilva

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JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PE

A CASA DO CARALHO EXISTE!!!!!!

Terá sido obra de quem????

CASA DO CARALHO

R. E existe mesmo, meu Poeta.

E terá sido obra de quem?

Com certeza de um arquiteto do cacete!

Escute só o Falcão se referindo a esta casa:

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AUTO_amarildo

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NO TEMPO DO TOCA DISCOS

01 – Leva eu sodade – (Tito Neto e Alventino Cavalcante) – Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano – 1961

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02 – Memórias – (Renato Barros e Nanni) – Renato e Seus Blue Caps – 1983

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03 – Quem é – (Silvio Lima e Maurílio Lopes) – Silvinho – 1962

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04 – A Praia – (versão: Bruno Silva) – Agnaldo Rayol – 1965

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05 – Querida – (versão: Fred Jorge) – Moacyr Franco – 1968

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06 – Uma lágrima – (versão: Sebastião F. da Silva) – Paulo Henrique – 1969

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07 – Sonhar contigo – (A.Ramos e Armelindo Leandro) – Adilson Ramos – 1963

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08 – Pingos de amor – (Paulo Diniz e Odibar) – Paulo Diniz – 1971

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09 – Esmeralda – (Filadelfo Nunes e Fernando Barreto) – Roberto Faissal – 1961

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10 – Faz-me rir – (versão: Teixeira Filho) – Edith Veiga – 1961

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11 – Bat Masterson – (versão: Edson Borges) – Carlos Gonzaga – 1961

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12 – Pena Verde – (Abílio Manoel) – Abílio Manoel e Rosa Rabelo – 1970

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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MARCUS VINICIUS VIEIRA DE SOUZA – PINDAMONHANGABA-SP

Parabéns Berto,

É com extrema alegria que estou lendo seus tópicos, torci muito mesmo por sua melhora.

Abraços de um leitor de Pindamonhangaba-SP.

R. Caro leitor, estas carinhosas palavras de todos vocês da comunidade fubânica me dão uma força danada.

Você nem imagina o bem que isto me faz.

E isto se reflete diretamente na melhora da minha saúde. Agradeço do fundo do coração.

Tenha uma excelente semana e dê um grande abraço nos 23 viciados que, conforme estatística do Google Analytics, acessam esta gazeta escrota a partir dessa acolhedora Pindamonhangaba.

pinda

pindamonhangaba

A progressista Pindamonhangaba, cujo nome deriva do tupi e significa “lugar onde se fazem anzóis”, através da junção das palavras pindá (anzol), monhang (fazer) e aba (lugar), localizada no Vale do Paraíba Paulista; população de 160.614

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

AUTO_edra

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25 julho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

TAPIOCADA DOMINGUEIRA

Não sou de frequentar centros de compras (que os muderninhos chamam de xopi centis…).

Mas, ontem domingo, obedecendo ordens de Aline, meu Anjo da Guarda, fomos a um que tem aqui no Recife, o mais recentemente construído, chamado de Rio Mar.

Ele fica localizado próximo de um ponto onde o Rio Capibaribe se despeja no mar pra formar o Oceano Atlântico!

Devidamente amontado na cadeira de rodas, passeei bastante, fiz compras, vi muita mulher bonita e muito cabra feio.

Quebrando a rigorosa dieta a que venho sendo submetido nos últimos tempos, comi uma gostosíssima tapioca de côco e queijo de coalho. Acompanhada de um saboroso café capuccino. Um passeio arretado e que levantou muito o meu astral.

A propósito de cadeira de rodas, hoje pela manhã consegui me levantar dela sem a ajuda de Aline, ficar de pé sozinho e andar 6 passos.

Fiquei feliz que só a porra!!!

no riomar

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

AUTO_genildo

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25 julho 2016 REPORTAGEM

“MENTI PARA NÃO DESTRUIR DILMA”

Já em processo de negociação para delação premiada, o marqueteiro João Santana e sua mulher, Monica Moura, prestaram um bombástico depoimento ao juiz Sérgio Moro na quinta-feira 21. Responsável pelas campanhas presidenciais do PT em 2006, 2010 e 2014, Santana foi taxativo. “Recebemos do caixa dois do PT US$ 4,5 milhões em uma conta secreta na Suíça”, afirmou o publicitário. Em fevereiro, quando foram presos pela Lava Jato, Santana e Monica disseram que o dinheiro era produto de campanhas feitas no Exterior.

Indagado pelo juiz sobre a contradição entre as duas versões, o marqueteiro respondeu: “Menti para não destruir Dilma”. Agora, destruiu! Ao admitir o recebimento ilegal dos US$ 4,5 milhões, Santana e Monica acrescentam mais um crime no currículo da presidente afastada, Dilma Rousseff. E, ao contrário do que tentaram demonstrar, não se trata apenas de caixa dois de campanha eleitoral. Trata-se de corrupção. O depoimento dado pelo marqueteiro confirma que os US$ 4,5 milhões recebidos na Suíça eram parte da cota petista da propina do Petrolão, ou seja, dinheiro público desviado da Petrobras.

Santana e Monica disseram ao juiz Moro que para receber o dinheiro foram orientados pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a procurarem o doleiro Zwi Skornicki, que foi efetivamente o responsável pelos depósitos. Skornicki está preso pela operação Lava Jato e, em processo de fechar uma delação premiada, admitiu ser operador de propinas da Petrobras. Ele representava os interesses do estaleiro Keppel Fels em contratos com a estatal e, em fevereiro, confidenciou aos procuradores da Lava Jato que parte da propina cobrada por Pedro Barusco (ex-gerente de Serviços da Petrobras) foi destinada a João Santana. No depoimento da quinta-feira 21, Santana confirmou tudo e fechou o quebra-cabeças de Moro. Agora, ficou provado quem pagou e quem recebeu a propina.

Segundo Skornicki, embora a Keppel Fels tenha oferecido preços mais baixos para a construção da plataforma P-52, a propina foi exigida para que a empresa pudesse fazer a obra sem atrasos no fluxo de pagamentos. Ele também afirmou ter pago taxas de corrupção para se favorecer em contratos com a empresa Sete Brasil e que tratava do assunto pessoalmente com Barusco. “Há uma relação direta entre as propinas do Petrolão e o dinheiro entregue a João Santana. Além de caixa dois, existe um flagrante crime de corrupção. E quem se beneficiou disso tudo foi a presidente afastada”, disse à revista IstoÉ um dos procuradores da Lava Jato, na sexta-feira 22.

As revelações de Santana e Monica tornam insustentável qualquer tentativa da presidente afastada voltar ao Palácio do Planalto. E a reação de Dilma, mais uma vez, mostra sua total impossibilidade de se defender frente às acusações que lhe são feitas. Acuada, a presidente afastada recorre novamente à tática do avestruz e repete os gestos de seu padrinho Lula quando flagrado no Mensalão. “Não autorizei pagamento de caixa dois a ninguém. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento”, escreveu a petista em seu perfil em um microblog, na manhã sexta-feira 22.

Horas depois de a presidente afastada se manifestar pela rede social, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) descreveu com precisão ímpar a reação de Dilma. “Me pergunto em que mundo a presidente afastada vivia. Haja óleo de peroba! Ou é amnésia seletiva ou cara de pau mesmo”, disse Ferraço. Certamente é o que pensa boa parte dos senadores. O comportamento de negação da realidade tem sido uma constante nas reações da petista. Ela o adotou, por exemplo, quando foi descoberto o escândalo com a compra da refinaria de Pasadena, que lesou a Petrobras em US$ 1,8 bilhão. Na época, Dilma presidia o conselho da estatal, responsável pela aprovação da negociata.

No início desse ano, ex-diretores da Petrobras disseram, em delação premiada, que o caso de Pasadena foi acompanhado por Dilma passo a passo. Entre os principais líderes petistas, as deleções de João Santana e de sua mulher, Monica Moura, são consideradas como as de maior octanagem. Santana acompanhou de muito perto as principais campanhas políticas do partido desde 2006 e, desde o segundo mandato de Lula, teve acesso direto ao gabinete presidencial. Se realmente contar tudo o que sabe, poderá implodir definitivamente não só a presidente afastada como também ferir de morte qualquer pretensão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Transcrito da revista Isto É

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

clayton

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LUIZ OTAVIO CAVALCANTI – RECIFE-PE

Caro amigo Berto.

Muito alegre com sua saúde e sua volta. Uma baraúna dessa merece respeito.

Venho te pedir recesso, um período de silêncio obsequioso. Não sei por quanto tempo. É que assumi a direção da Fundação Joaquim Nabuco a convite do ministro Mendonça Filho.

Como sabes, é uma escola de pensamento. De memória. De pesquisa social. E de fazeres culturais. Lá estão acervos de obras de grandes pernambucanos. Como Josué de Castro. Como estará o de Hermilo Borba Filho, teu conterrâneo. Por graça de Leda Alves, com quem estamos assinando termo de doação. Além de acervo iconográfico valioso. E o cinema do Museu.

Sim, lá está o Museu do Homem do Nordeste, a cara do Brasil. Lá estão 178 mil títulos de músicas brasileiras. Lá estaremos reinstalando o Seminário de Tropicologia próximo dia 27 de julho, quarta feira. Na sua 393ª reunião.

Pois bem. É tarefa pernambucanamente responsável. Que exige dedicação exclusiva. Estou entusiasmado com as possibilidades de compartilhar com a equipe da FUNDAJ tal empreendimento.

Sempre seu,

R. Meu caro, é uma honra da bixiga lixa para toda comunidade fubânica saber que um colunista do JBF assumiu um cargo de tamanha envergadura!

Um cargo que vem enriquecer ainda mais o seu já brilhante currículo.

Sua coluna, “Um Texto de Luiz Otávio Cavalcanti“, vai continuar no ar aqui nesta gazeta escrota. Volte quando quiser que o espaço será sempre seu.

Nossos entusiasmados parabéns, junto com os votos de muito brilho e muito sucesso nesta importante e destacada função.

Fundação Joaquim Nabuco museu

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

iotti

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25 julho 2016 A PALAVRA DO EDITOR

UM NOVO RECORDE

Por conta do piripaque que fez este Editor peregrinar por hospitais e UTIs da vida, não pude fazer o devido registro na época.

Trata-se do novo recorde de leitores fubânicos conectados simultaneamente.

No último dia 1º de junho, quase 11 horas da noite, havia 606 viciados incuráveis lendo esta gazeta escrota, conforme estatística do Word Press.

É gente que só a porra curtindo futilidades e bestagens.

Vôte!

leitores online

besta-fubana

A Besta Fubana, que inspirou o nome desta gazeta escrota e que é personagem do livro “O Romance da Besta Fubana”, com sua pajaraca e suas duas carreiras de peitos, uma banda macha e uma banda fêmea, rindo de felicidade com o novo recorde do JBF, conforme ilustração que consta da bandeira da República Rebelada dos Palmares, feita pelo personagem Natanael

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

AUTO_sinfronio

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http://www.forroboxote.com.br/
ENCONTROS QUE GOSTARIA DE TER TIDO – 1

ariano

Ariano Suassuna (1927-João Pessoa / 2014-Recife) ,

O DIA EM QUE TOMEI SOPA COM ARIANO

Foi olhando para o açude que o encontrei no balanço de seu trono. Presenteei-lhe com os originais de meu livro que ainda estou escrevendo e ele ficou de lê-lo. Cogitei convidá-lo para fazer o prefácio mas a vergonha foi maior que a coragem. Entre um balançar e outro, no vai-e-vem da cadeira-trono, senti seu coração palpitar sob o pijama listrado quando tratamos de Taperoá e da Pedra do Reino. Sim, ele ainda estava de pijama embora fosse cinco e tanto da tardinha; sim, ele já estava de pijama apesar de ser pouco menos de seis, noite adolescente a aguardar o Ângelus. Tomamos sopa e sua mulher perguntou sobre meus filhos, João e Mariana. Falei deles. Falamos do Sport e ele me presenteou com um largo sorriso rubro-negro. Não jogamos conversa fora. Ao contrário, ainda que em sonho, foi bom jogar palavras de Ariano para dentro de minha alma. A sopa estava com pouco sal mas uma sopa ao lado do Mestre é sempre muito saborosa. Quase tanto quanto aquela prosa doce à beira do Apipucos. E as torradas estavam uma delícia.

(Ainda que sem autorização, ilustrei esta crônica com um belo trabalho de Humberto Araújo. Ele haverá de entender a justeza da causa e perdoar minha falta de educação).

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

AUTO_sponholz

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25 julho 2016 DEU NO JORNAL

O SOFÁ DIGITAL

Nelson Motta

Houve um tempo em que os telefones eram usados como uma ferramenta utilíssima pelos criminosos, e não havia possibilidade de as ligações serem grampeadas. Nem por isso se pensou em proibir o telefone. Nem por facilitar o planejamento e execução de assaltos a diligências o telégrafo foi proibido por algum juiz do Velho Oeste.

Os juízes de Teresina, de Lagarto e de Duque de Caxias tinham as melhores intenções, quebrar o sigilo de suspeitos de pedofilia e tráfico de drogas. Mas só conseguiram punir cem milhões de inocentes que precisam tocar suas vidas e seus negócios com um aplicativo simples e eficiente, em que podem se comunicar com segurança e privacidade – e de graça.

O que faz o sucesso do WhatsApp é justamente uma criptografia que não pode ser quebrada nem pela empresa que a criou, só quem recebe a mensagem pode decodificá- la. Isso protege os segredos e as operações das empresas da ação de concorrentes, protege a privacidade dos cidadãos contra a espionagem dos governos, como a NSA americana e todos os serviços secretos do mundo.

É um avanço para a liberdade individual e uma ameaça para a segurança coletiva. O que é pior: liberdade sem segurança ou segurança sem liberdade? A escolha é nossa, a marcha da tecnologia não para. O ministro Lewandowski deu uma liminar para o aplicativo voltar ao ar em nome da liberdade de expressão, mas a questão é sobre o direito à privacidade.

Ainda é grande a ignorância digital. David Cameron queria proibir no Reino Unido qualquer aplicativo que não pudesse ter seus códigos quebrados pelos serviços de segurança e foi ridicularizado. Uma juíza brasileira quer obrigar o WhatsApp a desenvolver uma ferramenta que possa quebrar os seus códigos, sob pena de não poder funcionar no Brasil – só no resto do mundo.

O Telegram e os outros aplicativos agradeceriam. Há muitos com servidores no exterior e fora do alcance da lei brasileira. Como na clássica piada, tirar o WhatsApp do ar é como tirar o sofá da sala de todos os brasileiros porque alguns bandidos o usam para cometer suas traições contra a sociedade. Logo eles conseguirão outros sofás digitais.

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

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CRISE DE REPUTAÇÃO

Nosso país agoniza
Em meio a corrupção
O crime se banaliza
Essa triste situação
Constrange e envergonha
Quanto mais artimanha
Maior a crise de reputação

Ladrão roubando ladrão
Falcatrua, estelionato
A lambança continua
Apesar da Lava Jato
Constato com muita dor
Que será o trabalhador
Quem irá pagar o pato

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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25 julho 2016 REPORTAGEM

ENTREVISTA – PROCURADOR DA REPÚBLICA DELTAN DALLAGNOL

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“Hoje a corrupção é um crime de baixo risco e alto benefício

Após dois anos de existência, o legado que a Operação Lava Jato pretende deixar ao povo brasileiro vai além das prisões de poderosos empreiteiros e figuras conhecidas do cenário político. “Queremos, um País com menos corrupção”, sublinha o Procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena os trabalhos da força-tarefa, em entrevista concedida à revista IstoÉ. A primeira fase do conjunto que forma esse espólio passa pela aprovação de 10 Medidas contra corrupção. O cerne que se almeja alcançar com elas é tornar a modalidade um crime de alto risco e baixo benefício. As propostas de alteração na lei ganharam a adesão de dois milhões de assinaturas em apenas dez meses. “É preciso, agora, que esse clima das ruas, de um desejo genuíno de um País mais justo, contagie o Congresso Nacional, que vai apreciar a iniciativa dos procuradores da Lava Jato”, afirma Dallagnol.

IstoÉ – De que forma a Lava Jato influenciou a elaboração das 10 Medidas contra a corrupção?

Dallagnol – As 10 medidas surgiram quando percebemos que parte da sociedade coloca sobre os ombros da Lava Jato uma expectativa de transformação do Brasil que o caso sozinho não produz. Por ter se revelado uma ilha de justiça num mar de impunidade, a Lava Jato pode levar à punição dos criminosos e à recuperação de boa parte do dinheiro. Contudo, se não mudarmos as condições que favorecem a corrupção no Brasil, ela continuará a brotar. Na Lava Jato, tratamos de um tumor, mas o sistema é cancerígeno. Precisamos tratar o sistema, e nisso surgiu a iniciativa das 10 medidas. Além disso, a Lava Jato renova esperanças e quebra o cinismo, a descrença no Brasil e no funcionamento das Instituições. Ela foi o ponto de apoio sobre o qual foi colocada a alavanca das 10 Medidas, a qual pode nos ajudar a mover esse mundo de corrupção.

Criminosos que adotam um estilo de vida criminoso, o criminal lifestyle, dificilmente são pegos e, quando são, respondem pela pequena parte dos seus crimes que foi descoberta, como aconteceu com Al Capone

IstoÉSe aprovadas, essas medidas poderão ser aplicadas de imediato, aos réus da Lava Jato?

Dallagnol – O foco das medidas não é tratar dos fatos da Lava Jato, mas sim evitar que novos escândalos de corrupção se repitam no futuro. Hoje colhemos os frutos de nossa inércia no passado em relação à corrupção. Precisamos plantar hoje as 10 medidas, para colhermos amanhã um País com menos corrupção e impunidade. Estudos mostram que quanto menor for a corrupção, melhor é a renda, a saúde, a educação, a efetividade do governo e a competitividade das empresas no cenário global. As medidas se aplicarão, em geral, apenas para novos crimes praticados após a sua eventual aprovação. Isso é uma regra absoluta quanto a novos crimes e aumento de penas. Contudo, algumas mudanças de procedimentos, e não punições, como a agilização dos recursos, serão aplicadas a casos em andamento, trazendo uma eficiência maior para a Justiça.

IstoÉ – O ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, defende que corruptos não tenham direito a progressão de pena.

Dallagnol – São duas estratégias diferentes com o mesmo objetivo de tornar o crime de corrupção um crime de alto risco. Prefiro a nossa, mas não retiro o valor de outras. Há três regimes de cumprimento de pena: fechado, semiaberto e aberto. A proposta do ministro Alexandre de Moraes tem por premissa o fato de que um condenado por corrupção pode em geral progredir do regime fechado para outro mais brando após cumprido apenas um sexto da pena. Uma progressão mais severa para casos de corrupção, na linha do que ele propõe, pode ser positiva. Contudo, se não alterarmos as penas atuais da corrupção, o corrupto não chega sequer a se submeter a qualquer dos três regimes, pois na prática a pena é substituída por medidas leves como prestação de serviços comunitários e doação de cestas básicas. Além disso, essa pena branda é perdoada completamente por um indulto natalino após cumprido um quarto da pena. Nossa proposta muda essa realidade, aumentando as penas e convertendo a corrupção que envolve valores maiores em crime hediondo, o que impede o indulto.

IstoÉ – A delação premiada não vai na contramão dessas medidas, uma vez que, além de reduzir a pena do réu ainda o coloca em liberdade num prazo curto de tempo?

Dallagnol – A colaboração premiada e as 10 Medidas convergem: ambas objetivam maximizar a punição de corruptos e a recuperação do dinheiro desviado. As colaborações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef são emblemáticas. Se não tivéssemos feito os acordos com eles, teríamos apenas um caso criminal de médio porte envolvendo propinas de cerca de R$ 26 milhões pagas a um diretor da Petrobras em função de um contrato, de uma empresa. As colaborações revelaram mais de R$ 6 bilhões de propinas envolvendo centenas de grandes empresários, diretores da Petrobras, políticos e outros funcionários públicos, em centenas de contratos, de dezenas de empresas. Não teríamos um só real de ressarcimento até hoje, quando mais de R$ 3 bilhões de reais foram recuperados pela Lava Jato para a sociedade. Acordos de colaboração têm efeito multiplicador. Você preferiria ficar com a condenação integral de Paulo Roberto e Youssef ou ter todo o caso que temos hoje? Os acordos de colaboração, que são o motor que move a Lava Jato, só são feitos quando manifestamente favoráveis ao interesse público. Segundo a famosa máxima que guia os acordos, troca-se uma sardinha por um tubarão, ou um peixe por um cardume.

IstoÉ – O presidente do Senado, Renan Calheiros, mostrou disposição de resgatar o projeto que trata de punição a crimes de abuso de autoridade. Isso pode prejudicar a Lava Jato?

Dallagnol – É esperado que investigados reajam às investigações, inclusive por métodos ilegítimos. Vimos isso várias vezes ao longo do caso. Um dos contra-ataques se materializou pela propositura de um projeto que altera a lei de abuso de autoridade. A proposta cria punições para “abusos” que são descritos de modo vago, permitindo interpretações que enquadrem investigadores que estavam apenas fazendo regularmente o seu trabalho. Para piorar, a acusação criminal do suposto “abuso” poderá ser feita diretamente pelo investigado, como método de intimidação ou vingança contra membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia. Não é criada nenhuma punição para abusos por parte de políticos. O momento, conteúdo e urgência do projeto tornam claro que é um cavalo de Troia para obstruir a ação de investigadores, especialmente da Lava Jato. Não é a primeira reação e não será a última. Até agora, a sociedade tem protegido as investigações, mas precisamos continuar atentos.

IstoÉ – Se o Congresso decidir vetar algumas das 10 propostas, qual o sr. acha que não deve ficar de fora?

Dallagnol – Perguntar isso para mim é como perguntar a um pai qual dos filhos precisa ser salvo, é uma escolha de Sofia (risadas). A corrupção é um fenômeno complexo. Não existe solução simples. Por isso é que precisamos das 10 Medidas, que atacam o problema em diversas frentes: prevenção, punição adequada, fazer a punição sair do papel e recuperar o dinheiro desviado. Para além dessas medidas todas, precisamos ainda de reforma política, assunto sobre o qual temos uma expectativa de que o Congresso possa se debruçar num horizonte razoável de tempo.

IstoÉ – Há uma proposta que recomenda a criação de medida para confiscar o patrimônio do condenado que corresponda à diferença entre o patrimônio de origem lícita e o patrimônio total. Como o MP fará essa distinção?

Dallagnol – É senso comum que o crime não deve compensar. O problema é que, no mundo real, ele compensa. Isso não só no Brasil. Segundo uma pesquisa de um professor da PUC/PR, Sólon Linhares, no Reino Unido o crime organizado teve um ganho de 15 bilhões de libras, mas apenas 125 milhões foram recuperados. De 903 milhões na Alemanha, 113 foram alcançados. Criminosos que adotam um estilo de vida criminoso, o criminal lifestyle, dificilmente são pegos e, quando são, respondem pela pequena parte dos seus crimes que foi descoberta e comprovada, como aconteceu com Al Capone. Para mudar isso, vários países, como Portugal, Alemanha, Espanha e Itália, criaram um instrumento legal chamado de confisco alargado, que propomos dentre as 10 medidas. A proposta permite o confisco, no caso de condenação por crimes gravíssimos e que geram muito dinheiro, como tráfico de drogas e corrupção, não só dos valores diretamente vinculados aos crimes descobertos, mas de todo o patrimônio sem origem lícita daquela pessoa. É feita toda uma análise de patrimônio e o próprio investigado pode mostrar que o dinheiro tem origem legal. O confisco acontecerá apenas quando não houver indicativo de que o dinheiro tem fonte legítima. E a dúvida, no processo penal, favorece o réu.

IstoÉ – Na Itália, logo depois da Operação Mãos Limpas, veio uma legislação nova para acobertar os corruptos. O sr. não teme que haja um efeito parecido no Brasil?

Dallagnol – Tememos sim. O número de investigados poderosos cresce a cada dia. Nós não temos poder econômico ou político. A sociedade é nosso único escudo. A Lava Jato simboliza o desejo ardente do coração do brasileiro de dar um basta na corrupção e é a identificação com essa causa que nos protege. Na Itália, a reação veio exatamente dois a três anos após o início da investigação, momento que vivemos hoje. Temos receio de que as pessoas se acostumem com tanta notícia de corrupção, percam a capacidade de se indignar ou se envolver e que o interesse pela causa esfrie. Isso pode trazer dois efeitos negativos. O primeiro é abrir um flanco para ataques contra a Lava Jato e as investigações, com a aprovação de leis que atrapalham o combate à corrupção e objetivam proteger os investigados contra uma ação justa da Justiça. Na Itália, por exemplo, foi aprovada uma lei apelidada de “salva ladrões”, que proibia a prisão preventiva nos casos de corrupção. O segundo é o risco de que a corrupção sistêmica não receba um tratamento adequado. Esse grave problema já foi diagnosticado há mais de dois anos e ainda não foram feitas as reformas necessárias. Se queremos um País com menos corrupção, precisamos aprovar as 10 Medidas e uma boa reforma política.

Transcrito da Revista Isto É

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
ARQUITETO DO III REICH

Em 30 de setembro de 1966, abertos os portões da Prisão de Spandau, deles emergiu a figura de Alberto Speer (1905-1981), Ministro de Armamentos da Alemanha Nazista, arquiteto, confidente e amigo de Adolfo Hitler, responsável direto pelo funcionamento da máquina assassina nazista e considerado o Homem nº 2 do III Reich, embora sempre cinicamente se declarasse apolítico. Libertado após 20 anos de prisão, condenado que fora pelo Tribunal de Nuremberg, em 1946, na prisão redigiu o considerado até hoje o maior documento histórico e político do mundo, em 1970. Traduzido em doze línguas, no Brasil foi editado em dois volumes pela editora Artenova, em 1971, sob título Por dentro do III Reich – Os anos de glória e Por dentro do III Reich – A derrocada.

Seu nome completo era Berthold Konrad Hermann Albert Speer, conhecido como “o bom nazista”. Em Nuremberg, ele assumiu todas as responsabilidades pelos atos cometidos durante o período nazista. Ingressando no Partido Nazista em 1931, logo se tornou uma das pessoas mais íntimas do ditador nazista, sendo responsável pela construção da Chancelaria do Reich e pelos planos de reconstrução de Berlim, tendo sido posteriormente nomeado Ministro do Armamento, em muito ampliando a produtividade do setor bélico nos anos finais da guerra.

Speer afirmava ser apolítico em sua juventude, até participar de um desfile nazi, seguido de um discurso de Hitler, em dezembro de 1930 em Berlim. Ele ficou surpreso ao encontrar Hitler em um traje azul ao invés do tradicional uniforme marrom que era visto em propagandas nazistas. Também chamaram a atenção de Speer as propostas de Hitler para a Alemanha e a maneira com que elas eram passadas ao povo. Algumas semanas depois, Speer participou de outro desfile, desta vez liderado por Joseph Goebbels. Speer ficou impressionado com a facilidade que Goebbels tinha para levar a plateia ao estado de frenesi, decidindo entrar para o Partido Nazista em março de 1931.

Hitler procurava Speer e seu assistente quase todos os dias para perguntar sobre os progressos e renovações pretendidas para as obras. Certa feita, após uma conversa, Hitler convidou Speer para almoçar, oportunidade que o arquiteto considerou de grande emoção. Hitler deixou claro o interesse que tinha em Speer, e disse-lhe que estava procurando pôr um arquiteto capaz de realizar seus sonhos e projetos para a nova Alemanha. Com isso, Speer rapidamente entrou no restrito círculo de amizades de Hitler.

Comprovadamente, Speer apoiou a invasão da Polônia e a Segunda Guerra Mundial em 1939, e mesmo sabendo que isto poderia atrapalhar seus planos para a Alemanha, deixou seu departamento à disposição do Wehrmacht . O arquiteto comandou a rápida construção de pontes e estradas, através de uma equipe treinada por ele próprio.

Em 8 de fevereiro de 1942, o ministro dos armamentos Fritz Todt morreu em um acidente de avião em Rastenburg. Speer, que tinha chegado na cidade na noite anterior, tinha aceitado voar com Todt para Berlim, mas decidiu não ir horas antes de Todt embarcar. Segundo Speer, ele estava exausto com a viagem que havia enfrentado e com a reunião que teve com Hitler. No mesmo dia, Hitler nomeou Speer para ocupar o cargo de Todt. No livro Por dentro do III Reich, Speer conta que não tinha interesse em assumir um ministério, e apenas o fez pois Hitler havia ordenado. Speer também declara que Hermann Göring foi direto ao gabinete de Hitler após saber da morte de Todt, esperando tomar o cargo.

Em 15 de maio de 1945, os estadunidenses chegaram e perguntaram para Speer se ele estava disposto a fornecer informações sobre a guerra. Speer concordou, e durante os dias seguintes detalhou ações do governo de Hitler. No dia 23 de maio, após a Alemanha se entregar, os Aliados prenderam todos os membros do governo, levando a era nazista ao fim. Speer foi levado a diversas prisões e interrogado. Em setembro de 1945, foi dito ao arquiteto que ele seria julgado por ter cometido crimes de guerra. Alguns dias depois, ele foi levado para Nuremberg, onde ficou aguardando o julgamento. Speer foi indiciado em todas as quatro acusações: conspiração, crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Speer foi considerado culpado nas acusações de crimes de guerra e contra a humanidade. Em 1 de outubro de 1946, ele foi sentenciado a 20 anos de prisão. Enquanto dois dos oito juízes (um soviético e outro estadunidense) optaram pela pena de morte, os outros não o fizeram, e a sentença foi confirmada após dois dias de discussão. Doze réus foram sentenciados à morte (incluindo Martin Bormann, in absentia) e três foram considerados inocentes; sete foram condenados a prisão.

A saída de Speer da prisão foi um evento que chamou a atenção da imprensa do mundo inteiro. Todos estavam a espera de ouvir as primeiras palavras de liberdade de Speer após 20 anos. Mas ao se retirar da prisão, Speer disse pouco, e guardou todas relevações para uma entrevista publicada em novembro de 1966 no jornal Der Spiegel. Na entrevista, Speer novamente assumia suas responsabilidades por seus atos no regime nazista e contava detalhes das horas finais da Alemanha de Hitler.

Em 1° de setembro de 1981, Speer sofreu um AVC num quarto de hotel londrino, falecendo a caminho do hospital.

Mais de 30 anos após sua morte, historiadores descobriram documentos que comprovam que o “bom nazista” não só encobriu o seu conhecimento sobre o Holocausto, mas também participou do roubo de obras de arte de judeus. Quando os russos se aproximavam de Berlim, ele pessoalmente supervisionou a remoção de quadros para um esconderijo na casa de um amigo que os guardou até que saisse da prisão de Spandau.

Entretanto, o conhecimento do holocausto por Speer se complica com seu status pós-guerra. Ele se tornou símbolo para as pessoas que haviam participado do NSDAP negarem e rejeitarem todas as ações no regime (inclusive dizendo que nunca fizeram parte do Partido Nazi). O diretor de cinema Heinrich Breloer declarou que Speer criou uma imagem que permitia as pessoas dizer: “Acredite em mim, eu nunca soube nada sobre o holocausto. Basta olhar para o amigo pessoal do führer, ele não sabia de nada também.”

O livro, à parte as megalomanias de Speer e os segredos levados para o túmulo, é leitura recomendada para quem deseja saber mais sobre um Reich que pretendia durar mil anos.

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25 julho 2016 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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VIOLETA CAVALCANTI

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Violeta Cavalcanti

Violeta Cavalcanti, cantora, nasceu em Manaus (AM), no dia 1.7.1923, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 14.2.2014, aos 90 anos de idade.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, juntamente com a família, aos 9 anos. Estudava na Escola Paraná, no Bairro carioca de Madureira, quando conheceu Villa-Lobos, passando a integrar o Conjunto Orfeônico Infantil. Com apenas 10 anos, foi selecionada pelo Maestro para cantar no Coral, organizado por ele e integrado por crianças das Escolas Públicas do Rio de Janeiro, Apresentando-se no Teatro Municipal como solista no Canto do Pajé.

Em 1940, com apenas 17 anos, participou do Programa de Calouros de Ary Barroso, onde se apresentou cantando O Samba e o Tango, de Armando Régis, um sucesso de Carmen Miranda, cantora de quem era fã. A interpretação impecável, sem imitar Carmen, garantiu-lhe o primeiro lugar, contestado pelo próprio Ary Barroso, que afirmou: – Ganhou, mas não leva! Você já é herdeira de Carmen Miranda, portanto, profissional, e o prêmio é para calouros!

Foi grande a dificuldade para convencer Ary Barroso de que aquela era a primeira vez que a moça se apresentava no rádio. A ida de Carmen Miranda para os Estados Unidos favoreceu o início de sua carreira radiofônica, onde passou a cantar os sucessos da Pequena Notável, compensando o espaço deixado e a saudade dos fãs de Carmen.

Trabalhou nas Rádios Tupi, Educadora e Ipanema, onde assinou seu primeiro contrato, consagrando-se principalmente pela interpretação original do samba Camisa Listrada, de Assis Valente, outro sucesso de Carmen.

Gravou o primeiro disco em 1940, com as marchinhas Vou Sair de Pai João, de J. Cascata e Leonel Azevedo, e Pulo do Gato, de J. Cascata e Correia da Silva, pela Victor. Em 1941, gravou a marchinha Mama, Meu Netinho, com arranjo de Pixinguinha e Jararaca, o samba Homem Chorando é Novidade, de Alvarenga e Osvaldo Santos, com o qual fez algum sucesso, e o frevo- canção Você Não Nega Que É Palhaço, de Nelson Ferreira.

Ainda em 1940, assinou contrato com a Rádio Nacional, onde permaneceu por 16 anos, e gravou, também com sucesso, o samba Meu Dinheiro Tem, de Germano Augusto e Zé Pretinho. Em 1942, gravou o frevo-canção O Coelho Sai, de Nelson Ferreira e Ziul Matos, e a valsa-frevo Vovô, Vovó, Eu e Você, de Nelson Ferreira.

Em 1945, foi contratada pela Continental, onde estreou com o samba Aumento de Salário, de Ernâni Alvarenga e Paquito, e a marchinha Cheque à Granel, de Ernâni Alvarenga, Paquito e Antenor Gargalhada. No mesmo ano, gravou, da dupla Roberto Martins e Mário Rossi, o samba Vou Tratar de Mim, e a marchinha Tem Tamanduá no Baile, destacando-se, ainda, com a marchinha Leilão da Baiana, de Max Bulhões e Gustavo de Oliveira.

Em 1946, gravou o samba Aproveita, Seu Aristeu, de Ernâni Alvarenga, Paquito e Mabial João Diniz, e o chorinho Ontem, Hoje e Amanhã, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda com acompanhamento de Benedito e Seu Conjunto Regional.

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Em 1950, gravou, como vocalista, com Raul de Barros e Sua Orquestra, o chorinho Faísca, de Lauro Maia e Penélope. No mesmo ano, gravou, na Sinter, a marchinha É Carinho Que Falta e o samba Sabe Lá o Que É Isso, ambos de Joubert de Carvalho.

Em 1951, gravou, pelo selo Star, o samba Cansei de Chorar, de Carvalhinho e Francisco Neto, e a marchinha Não Vou Trabalhar, de Carvalhinho, Mário Rossi e Buci Moreira. No mesmo ano, lançou, pelo selo Carnaval, o samba Rainha da Lapa, de Rubens Silva e Grande Otelo.

Em 1953, estreou na Odeon com o beguine Mundo Encantador, de Romberg e Hammerstein II, versão de Guido Douglas, e o baião Minha Morena, de Henrique Almeida, Rômulo Paes e Braga Filho.

Em 1954, gravou o samba Vou Levando, de Valsinho e Domício Costa, e a marchinha Vaga-lume, de Victor Simon e Fernando Martins, que fez tremendo sucesso no Carnaval carioca, já que comentava a crônica falta de água e de luz no Rio de Janeiro. Essa música, aliás, foi escolhida para representar suas criações fonográficas no show Estão Voltando as Flores, em que atuou ao lado de Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Ellen de Lima, entre 2001 e 2003, excursionando por todo o país.

Em 1955, gravou, com o Trio Irakitan, a valsa Deixa Eu, Nego…, de Carson, Hill e Ghiaroni. No mesmo ano, lançou o samba Nossa Terra, Nosso Samba, de Bruno Marnet e Zimbres, e o samba-canção Cartas, de Ismael Neto e Antônio Maria, que fez sucesso com arranjos do então jovem maestro Antônio Carlos Jobim.

Em 1956, gravou a marchinha De Baixo Pra Cima, de Raul Sampaio e Dantas Ruas, e os sambas Trabalhou, Trabalhou, de Herivelto Martins e José Messias, e Fita Meus Olhos, de Peterpan. No mesmo ano, gravou, com destaque, o samba-canção Só Louco, de Dorival Caymmi.

Em 1957, gravou os sambas Vou Perder a Cabeça, de William Duba, Raul Sampaio e Ivo Santos, e Pagou, de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti. No mesmo ano, gravou Dono dos Teus Olhos, de Humberto Teixeira, e a toada Cajueiro Doce, de Manezinho Araújo e Antônio Maria.

Em 1958, gravou seu último disco, antes de abandonar a carreira, a fim de se casar, interpretando o foxtrote No Azul Pintado de Azul, de Modugno e Migliacci, versão de David Nasser, e o foxe Por Que Chorar?, de T, Snyder, B. Kalmar e H. Ruby, versão de Juvenal Fernandes.

Em 1977, retornou à carreira artística após longo afastamento, quando foi convidada por Albino Pinheiro para shows da Série Seis e Meia, onde se apresentou com Paulinho da Viola.

Em 1988, passou a integrar o Grupo Vocal As Cantoras do Rádio, juntamente com Nora Ney, Rosita Gonzalez, Zezé Gonzaga, Ellen de Lima, Carmélia Alves e Ademilde Fonseca, do qual foi gravado o LP As Eternas Cantoras do Rádio.

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Em 13 de junho de 2001, estreou, ao lado de Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Ellen de Lima o show As Cantoras do Rádio: Estão Voltando as Flores, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin, no Teatro-Café Arena, em Copacabana, no Rio. Nesse show, Violeta personificava Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Nora Ney e Dalva de Oliveira, cantando alguns dos sucessos que marcaram as carreiras dessas cantoras, como Mulata Assanhada, de Ataulfo Alves, e Não Me Diga Adeus, de Paquito, L. Soberano e J.C. Silva.

Os discos acima mencionados, além de 37 faixas remasterizadas de bolachões 78 RMP, são facilmente encontráveis nos sites especializados.

Segundo Ricardo Cravo Albin, Violeta Cavalcanti era a “Clementina de Jesus Branca”.

Muito antes, em 1985, a FENABB – Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil lançou um projeto que ficará para sempre na memória dos amantes da MPB. Trata-se de Velhos Sambas, Velhos Bambas, Volume 1, com três elepês, e Volume 2, este em 1989, com dois. Além de resgatar alguns intérpretes tradicionais, trouxe-nos, com grande orquestra e arranjos modernos, a fina flor do que ainda restava da Velha Guarda de nosso cancioneiro sambista: Roberto Silva, Gilberto Milfont, Ademilde Fonseca, Roberto Paiva, Zezé Gonzaga, Adoniran Barbosa, Adeilton Alves, Luiz Cláudio, Núbia Lafayette, e, como não poderia faltar, Violeta Cavalcanti.

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E é com essa nova roupagem que escolhi cinco números para mostrar um pouco do talento e desse grande ídolo da Velha Guarda:

Comigo Não, samba de Heitor Catumbi e Valentim Biosca:

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Mulher de Malandro, samba de Heitor dos Prazeres:

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Cansei de Pedir, samba de Noel Rosa:

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Inimigo do Batente, samba de Wilson Batista e Germano Augusto:

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Ganha-se Pouco, Mas É Divertido, samba de Wilson Batista e Ciro dos Santos:

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