29 agosto 2016 A HORA DA POESIA

OS PARCEIROS – Mário Quintana

Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbito me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.

Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste…
E, a cada parada uma pancada,
o coração, exausto, ainda insiste.

Insiste em quê? Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro… eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se

numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce…
Como também disfarce é a minha vida!

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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SONS DE CARRILHÕES

Dilermando Reis interpreta um clássico de sua autoria, gravado em 1968:

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE-MS

Sr Editor,

O ex-jogador Vampeta passou o domingo em Brasília, onde foi dirigir o ensaio da coreografia de descida da rampa da “presidanta” afastada e do ex-presidente, escroque e ex-croto e do séquito petista.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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PASSEANDO PELO NORDESTE

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O Nordeste coleciona
Uma cultura divina
Desde as artes rupestres
Do raso da Catarina
As festas de São João
De Caruaru e Campina

Suas praias cristalinas
São de umaa beleza extrema
Tambaba e Amaralina
Boa Viagem, Iracema
Porto de Galinhas e Calhetas
Redinha e Gogó da Ema

Da serra da Borborema
Ao Vale do Catimbau
Do Delta do Parnaíba
Ao paraíso natural
De Fernando de Noronha
O Nordeste é sem igual

Do desfile monumental
Do Galo da Madrugada
Do litoral de Natal
Com suas dunas azuladas
Faz o poeta afirmar
Que aqui não falta nada

Tem poesia declamada
Ciranda, maracatu
Aboio, cordel e repente
Polca, forró e lundu
Bumba meu boi e xaxado
Frevo, axé e caruru

Tem Ypioca e Pitú
Serra Limpa, Carvalheira
Volúpia, São Saruê
Tudo cachaça de primeira
Prove com moderação
Dessa bebida altaneira

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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É HOJE! – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

RÉQUIEM PARA UM SONHO

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Candidatos do PT às eleições municipais de outubro descartaram o vermelho e diminuíram o tamanho da estrela do partido no seu material de propaganda na tentativa de evitar uma sangria de votos.

Haverá símbolo maior do fim de um sonho que pareceu tão generoso no seu início?

Sem falar da impossibilidade de Lula circular livremente por aí. Em breve, talvez acabe impedido pela Justiça de circular.

Destino igual pode estar reservado para a presidente Dilma Rousseff.dilma_de_saida

Enclausurada no Palácio da Alvorada há 111 dias, visitada durante esse período apenas por ex-auxiliares e poucos amigos, desprezada pelo PT que foi obrigado a engoli-la, mas que afinal a regurgitou, ela irá, hoje, ao Senado para defender-se dos crimes que lhe imputam. As chances de sair dali absolvida são quase nenhuma.

“Eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho de fugir para o Uruguai”, bradou ela em seu último ato público na quarta-feira passada em uma referência aos ex-presidentes Getúlio Vargas que se matou com um tiro no coração em 1954, e João Goulart que 10 anos depois se exilou para não ser preso.

Com o que disse, Dilma prestou um tributo à democracia que vige no país. Essa, porém, não foi sua intenção. Contrariaria o discurso do golpe, sua última esperança de justificar o próprio fracasso.

Ela quis foi reforçar a imagem de mulher disposta a enfrentar duros desafios desde que abandonou a vida de aluna de uma escola de classe média alta em Belo Horizonte no final dos anos 60 para se tornar uma guerrilheira na luta contra a ditadura militar.

Sente-se credora do país desde aquela época. É como se o Brasil lhe devesse os anos em que foi caçada pela polícia política, os anos em que permaneceu presa e as bárbaras torturas que sofreu.

Foi quando descobriu a mentira como único meio de sobrevivência. E dele valeu-se, inclusive, para governar entre janeiro de 2011 e abril último. Uma decisão do Senado afastou-a do cargo.

Para que pudesse retomá-lo, Dilma precisaria convencer 28 dos 81 senadores de que não violou a Constituição ao gastar mais do que fora autorizada pelo Congresso. Mas como operar tal milagre?

Em maio, somente 22 senadores votaram contra a admissibilidade do processo de impeachment. No último dia 10, somente 21 votaram contra o relatório que recomendou o julgamento de Dilma.

Ela está às vésperas de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por oito anos, menos porque cometeu um crime de responsabilidade previsto na Constituição, e mais porque carece de condições mínimas para governar.

É um caso de falência da autoridade política. Não é matéria de lei, mas da vida real. Dilma perdeu o apoio das ruas, dos partidos e do Congresso. Ponto final.

Por saber disso, ela não desperdiçou os últimos 111 dias com a pretensão vã de reconquistar apoios. Antecipou a volta para Porto Alegre dos seus objetos pessoais e investiu na construção da narrativa que imagina legar à posteridade – a da primeira mulher presidente da República do Brasil deposta por um golpe de direita.

Que diferença fará para Dilma uma mentira a mais ou a menos?

Para o PT, fará diferença, sim, ela sair de cena o mais rápido possível. As eleições estão à porta. A sombra de Dilma só faria mal ao partido. Basta a de Lula, indiciado por corrupção.

Mas dessa sombra, o PT não se livrará tão cedo. Tampouco nós.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

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HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS – 161

Quando Joana foi gravar seu mais recente disco, ISSO É QUE É FORRÓ, pediu-me algumas músicas para nele incluir. Cedi-lhe, dente outras, A FELICIDADE VEM, uma parceria minha com Junior Vieira. Sempre gostei muito de Joana Angélica, remanescente do forró das antigas, ex-cronner da Bandinha de Camarão, grande músico recentemente ‘viajado’ para o céu. Resultado é o que se contém nesta postagem. Espero que gostem.

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prá que brincar de solidão? meu coração não é caixa de segredo
não aguenta essa maldade e quando bate a saudade fica morrendo de medo
e aí vem desassossego, o juízo pede arrego quase em tempo de endoidar
e o sujeito vai deitar pensando nela
‘tá na cama e o cheiro dela não lhe deixa cochilar

a solidão mata a força e tira a fé
e o caboco só quer encontrar quem lhe quer bem
e quando o amor bate a porta do seu peito
meu amigo, não tem jeito, a felicidade vem

ê ô a felicidade vem, ê ô a felicidade vem
ê ô a felicidade vem, a tristeza vai embora e a felicidade vem

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

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CACHIMBO DA PAZ

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Dizem alguns que a tal de curiosidade é dote exclusivo da “mulher sapiens”, como diria a tartamuda vermelha, Dilma Rousseff. Pois eu acho exatamente o contrário. Se me pegarem como referência, lhes garanto que o “homem sapiens”, nesse atributo, dá de goleada no time feminino.

Depois daquele bate-boca do Renan com a Gleisi e o Lindbergh lá no hospício, digo, Senado, fiquei a imaginar cá entre meus botões, como teria sido nos bastidores o complemento daquele civilizadíssimo diálogo.

Gleisi, furiosa, interpelaria Renan mais ou menos assim:

– Que papelão, hem, seu Renan? Querendo dar aula de boas maneiras com 12 processos mofando na fila do STF?

Renan, indignado responderia?

– E você quem pensa que é? Poço de moralidade? Olhe-se no espelho, mulé! teu narizinho já te condena… Posso até ter 12 processos no lombo, mas você é uma corrupta que recebeu dinheiro roubado da Petrobras e teu marido, um ladrão de aposentados!!! Nisso chega Lindbergh e dispara:

– Respeite a cumpanhera Gleisi, seu criador de gado de ouro!

Renan arrepia os cabelos de bravo e dá o troco:

– Pois cale essa tua boca, seu moleque!!! Tá pensando que eu não conheço tua ficha corrida? Por acaso, você não sabe me dizer quem é aquele cabra que aparece em documento apreendido na Lava Jato sob alcunha de “Lindinho”, junto a uma quantia de R$ 200 mil? E aqueles R$ dois milhões de dinheiro do Petrolão na campanha de 2010 intermediado pelo Youssef, quem foi que recebeu? Saberias me informar quem é o acusado de montar esquema de captação de propina na prefeitura de Nova Iguaçu entre 2005 e 2010 e de montar fraude em licitação de gás de cozinha para preparar merenda escolar? Ouviu bem, seu Lindbergh? Eu falei, fraude na MERENDA ESCOLAR… E, sabes me dizer quem foi o político que achacou o BNDES para financiamento de um hotel de R$ 10 milhões em Natal, a seu irmão? Saberias me dizer quem é o político recordista desta casa que responde a 15 inquéritos e uma ação Penal no STF, acusado de crimes de responsabilidade contra o sistema financeiro, quadrilha e corrupção?

Surpreso, Lindbergh baixa a cabeça num silêncio sepulcral, enquanto isso Gleisi, inconsolável, enxuga as lágrimas. O clima fica muito pesado, até que Renan, arrependido, chama ambos para fumarem o cachimbo da paz:

– Pessoal, esse nosso bate-boca não vai nos levar a lugar algum. Basta de baixaria… Estou arrependido de ter feito isso, pois a rigor, somos todos iguais. E, para selar essa nossa reconciliação, convido-os para um jantar amanhã lá na minha casa.

E assim foi feito. A paz voltou a reinar entre os três nobres integrantes do hospício, digo, Senado.

 

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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29 agosto 2016 A PALAVRA DO EDITOR

CARROÇUBER

Ô povinho escroto que gosta de um deboche.

O caráter do recifense tem muito a ver com o período em que os holandeses aqui se estabeleceram e reinaram, com as mulheres “tomando-se vinho“, ficando de porre e trepando pelos cantos, conforme os relatos da época.

Maurício de Nassau chegou até a inventar que um boi iria voar e atravessar o Rio Capibaribe. 

Esta foto foi feita na semana passada, numa avenida aqui do Recife.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

CINCO RAZÕES PARA DARMOS ADEUS A DILMA

Bolívar Lamounier

O excesso, não a falta, é o que dificulta enumerar os motivos para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência.

Quem assume tal tarefa se vê diante de duas alternativas: resumi-los numa única sentença, dizendo que ela nunca deveria ter estado lá, ou elaborar um esquema lógico parcimonioso, que permita reduzi-los a um número manejável.

Opto pelo segundo caminho, tentando compactar meu argumento em cinco pontos principais. O primeiro, como não poderia deixar de ser, é a ilegalidade ou, se preferirem, a posição de ilegitimidade formal em que Dilma se colocou.

Refiro-me aqui, naturalmente, aos crimes de responsabilidade que embasam o impeachment. Como Estado constitucional que é, o Brasil não poderia seguir em frente como se nada tivesse acontecido.Dilma-adeus

Não poderia manter na Presidência um titular que, além de reiteradamente demonstrar desapreço pelas instituições da democracia representativa, não hesitou a atropelar os limites da legalidade no tocante à administração financeira e à legislação orçamentária.

Especificamente, autorizar créditos suplementares sem a aprovação do Congresso equivale a desconsiderar a necessidade de uma lei orçamentária e a ignorar a existência do Legislativo como contrapeso ao Executivo, atingindo dessa forma, em seu âmago, a forma republicana e democrática de governo.

Os quatro pontos que abordarei a seguir têm a ver com o que se pode, apropriadamente, denominar ilegitimidade material, ou substantiva.

Para se eleger e reeleger presidente, Dilma Rousseff participou de uma farsa arquitetada pelo ex-presidente Lula, farsa assentada, como se recorda, sobre três pilares principais: a popularidade de Lula (à época superior a 80%), embustes publicitários levados ao paroxismo e recursos de origem ilícita jorrando em abundância. Aqui, como antecipei, não se trata de ilegitimidade formal, mas material.

Do ponto de vista estritamente jurídico e ex ante, não havia como questionar tal trama. Cabia questioná-la, isso sim, em termos do que o sociólogo Émile Durkheim chamaria de “elementos não contratuais do contrato”, ou seja, do ponto de vista da lealdade a regras não escritas da vida política e do regime democrático, que excluem postulações farsescas como as de Dilma Rousseff em 2010.

Com seus próprios recursos, Dilma não se elegeria nem para a Câmara Municipal de Porto Alegre, onde residia, e disso Lula sabia melhor que ninguém. Mas sabia também que sua popularidade pessoal, as mágicas do publicitário da corte e a cornucópia da Petrobras seriam suficientes para alçar sua pupila às alturas do Planalto. Docemente constrangida, Dilma aquiesceu, ou seja, prestou-se a tal farsa.

O terceiro fator que me propus a abordar é a incompetência gerencial de Dilma e sua interface com a corrupção. Para bem expor esse ponto, creio ser útil entrelaçá-lo com a campanha presidencial de 2014. Àquela altura, como sabemos, a derrocada econômica já comia solta.

A questão central era (como é até hoje, dados os desatinos do primeiro mandato de Dilma) o desarranjo das contas públicas. Aqui entra a questão da accountability, anglicismo inevitável quando se trata de discutir a ilegitimidade material de um governo.

Se as palavras ditas durante a campanha fossem levadas a sério, Dilma teria que admitir a inexorabilidade do ajuste fiscal. Não o fez, como bem sabemos. Ao contrário, atribuiu a seu adversário a intenção de fazer o que ela sabia ser inevitável.

Explica-se: no leme, além dela mesma, encontravam-se Lula e João Santana, um trio para o qual malícia e política podem perfeitamente caminhar de braço dado. O resultado aí está à vista de todos: um país economicamente destroçado, com 11,6 milhões de desempregados, forçado a aguardar, pacientemente, o ato final dessa dupla farsa que me vi forçado a relembrar.

Só Deus sabe se Lula, em algum momento, acreditou que Dilma fosse uma tecnocrata da mais alta estirpe. Fato é que, logo no início de 2015, na esteira da impopularidade advinda da crise econômica, a imagem da Dilma-gerente apresentou rachaduras devido à sua interface com a corrupção.

Lá atrás, em 2003, Lula a mandou presidir o Conselho de Administração da Petrobras. Por que o fez? Acreditava sinceramente em sua competência técnica? Ou, ao contrário, percebia seus limites e a considerava incapaz de desvendar a teia de corrupção lá instalada? Ou ainda por saber que ela, cedo ou tarde, a desvendaria, mas não se furtaria a dançar conforme a música?

Seja qual for a resposta certa, fato é que os “malfeitos” de Pasadena corriam sobre a grande mesa do conselho como uma manada de búfalos, sem que Dilma ouvisse o tropel.

Meu quarto ponto pode ser abordado de maneira concisa. O problema é que o despreparo de Dilma não decorre apenas de sua incompetência gerencial e de sua incultura econômica, mas de algo que, de certa forma, as precede: a pobreza de sua visão do mundo. De sua formação ideológica, se preferem.

“Mas como”, pode-se objetar, “ela não é petista? Não governava dentro dos parâmetros ideológicos do petismo?”. A objeção seria ponderável, se soubéssemos em quê, exatamente, consiste a nunca assaz louvada “ideologia petista”.

Fora de dúvida é que Dilma assumiu o governo acreditando piamente que tinha uma ideologia, quero dizer, uma estratégia válida para a promoção do crescimento. No frigir dos ovos, nos demos conta de que sua estratégia era uma mescla mal ajambrada do velho nacional-desenvolvimentismo com a ilusão de aqui implantar um modelo de feição asiática, inspirado no sucesso indiscutível da Coreia do Sul.

Como ocorria nos anos 1950, também para ela educação, ciência e tecnologia, formação de capital humano, essas coisas “menores”, poderiam esperar. Com essa mentalidade Dilma subiu a rampa do Planalto em janeiro de 2011. Em termos políticos, seu “modelo” econômico tinha três requisitos fundamentais.

Primeiro, o popular “quem manda sou eu”; segundo, o Tesouro capta dinheiro caro no mercado e o BNDES se incumbe de repassá-lo pela metade do custo a empresários tão amigos quanto dinâmicos; terceiro, subsídios a rodo, notadamente sob a forma de exonerações fiscais, para incentivar a indústria automobilística e afins a retomarem o crescimento de um jeito ou de outro, além de manter o nível de emprego, cuja importância eleitoral ela não desconhecia.

Em quinto e último lugar, mas não menos importante, a saída de Dilma Rousseff é a limpeza de terreno imprescindível para que o Brasil apresse a recuperação econômica e comece, o quanto antes, a repensar seu futuro.

Para isso, algumas medidas serão necessárias. O ajuste fiscal é a primeira delas. Depois, fortes investimentos em infraestrutura, sem os bloqueios ideológicos que os inviabilizaram durante todo o período lulo-dilmista.

Também são fundamentais propostas sociais enérgicas, notadamente na área educacional, reduzindo programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida à função paliativa que lhes é inerente.

Por fim, aprofundando e concluindo o ataque à corrupção, deve-se encetar uma reforma política séria e abrangente, com o objetivo de recolocar o sistema político num patamar aceitável de legitimidade.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

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CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Berto, seu cabra desassombrado.

Veja quem está falando…

Em ato na porta do estaleiro Eisa PetroUm, em Niterói (RJ), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “hoje está começando a semana da vergonha nacional, com a tentativa de impeachment de Dilma“.

A uma plateia de trabalhadores do setor naval…

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R. São as contradições da vida banânica, caro leitor.

Um cabra-safado sem um pingo de vergonha naquele seu fucinho acachaçado, falando em “vergonha nacional” num discurso.

E ainda conta com idiotas pra bater palmas…

E eu pergunto: Banânia tem futuro com este povinho que nela habita???

Hein???

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

DILMA, O FILME (CONTEÚDO ADULTO)

Guilherme Fiuza

Você achou que já tivesse visto tudo sobre esse fenômeno(a) da política brasileira, mas tem mais. Vem aí Dilma Rousseff, o filme. O projeto é simples e genial: enfiar no julgamento do impeachment todos os delinquentes petistas que roubaram o Brasil sem perder a ternura, e filmá-los gritando, chorando e esperneando. Não tem erro. Nada comove mais os brasileiros do que o sofrimento de um picareta do bem.

Felizmente, o país tem militantes da cultura que não fogem à missão de defender a quadrilha contra o golpe. É bonito ver a invasão do Senado pelos cineastas da revolução, enquanto Lula é indiciado pela polícia por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Democracia é isso, cada um escolhe a sua narrativa.

Dilma, o filme, não é em si uma novidade. Isso tudo já era um filme, e continuará sendo. Se não fosse, esse bando de notáveis que finge defender uma mulher de um golpe, para dar aquela retocada no verniz de esquerda, estaria exilado de vergonha no pré-sal. Sim, porque só num filme muito bem feito o espectador pode ver uma gangue de parasitas autoritários, ideologicamente filiados aos Maduros da vida, fazendo papel de heróis da resistência democrática.

Essa importante contribuição do cinema brasileiro para a formação do caráter nacional terá cenas fortes. A própria Dilma já deu a pista, comparando-se a Getúlio Vargas e João Goulart: ela explicou que só não a obrigaram a se matar, como fizeram com o companheiro Getúlio, porque hoje vivemos numa democracia. Ou seja: você vai entrar no cinema para assistir à história de uma lenda viva, sabendo que ela poderia ser uma lenda morta. Isso emociona.

Mas cuidado para não se engasgar com a pipoca: essa mesma democracia que salvou a vida de Dilma, a lenda, provavelmente tinha ido à esquina comprar cigarro quando se deu o golpe de estado. Porque ou você tem democracia, ou você tem golpe. Mas não tem problema: se ficar confuso na tela, é só dar uma legendada na lenda.

E aí se dá a maravilha: você que é um vaidoso, egoísta, sem saco para entender os problemas complexos do seu país e a fim apenas de dar aquela lustrada na imagem, ganha uma narrativa épica novinha em folha “contra a direita”. Getúlio, Jango e Dilma. Talvez valesse incluir a frase imortal do companheiro Delúbio no momento em que estourou o mensalão: “É uma conspiração da direita contra o governo popular”. O tempo mostrou que ele tinha razão, porque só uma conspiração muito eficiente seria capaz de levar tantos heróis progressistas para a cadeia por ladroagem.

Graças aos cineastas da revolução, a dicotomia entre esquerda e direita não será condenada à morte num front colegial no Facebook. Seria uma crueldade deixar Jair Bolsonaro e Jandira Feghali a sós com a criançada digital. Dilma, o filme, virá mostrar que você precisa decidir urgentemente se é contra ou a favor da Guerra do Vietnã. Não se omita.

A denúncia cinematográfica contra o golpe dos homens brancos, velhos, feios, recatados e do lar contra a vanguarda política representada por Dilma Rousseff é uma grande sacada. O vexame petista ameaçava a vida boa dos gigolôs da bondade. A falência do proselitismo coitado ameaçava criar uma multidão de párias ideológicos. Aí surgiu a ideia genial, que promete salvar todos os canastrões politicamente corretos fazendo, simplesmente, o mesmo de sempre: chorar.

As Olimpíadas confirmaram, com toda a eloquência das suas caras e bocas, que a verdadeira medalha de ouro no Brasil é a manha.

Um bom tira-teima talvez seja capaz de mostrar Neymar armando a expressão de bebê chorão ainda com sua bola derradeira balançando a rede da Alemanha. É impressionante a velocidade da transformação do gênio em bobo, em nome da brasilidade. Bernardinho não chorou. Mas esse é um chato que só pensa em trabalhar, construir, melhorar, e alimenta sua alma disso. Muito estranho. Capaz até de não se emocionar com o filme da Dilma.

Só no país da manha poderia brotar a coragem de se jogar na tela um bando de criminosos com sotaque de vítimas, em nome de um filão retórico. O truque é continuar chorando, porque aqui quem não chora, não mama – e quem chora mama o seu e o do vizinho, como comprova a literatura pornô da Lava-Jato.

A impressionante trilogia Getúlio-Jango-Dilma logo estará num cinema perto de você, e também numa sala de aula e num palanque eleitoral (que no caso são a mesma coisa). Os genéricos do PT já estão nas ruas para continuar transformando manha em votos. Chorando e mamando.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

SANTIDADE E PUREZA

O PT vai retomar com força a proposta de sua refundação após o impeachment e as eleições de outubro.

O partido discute a ideia de mudar de nome, que para muitos virou sinônimo de corrupção.

A ideia de alterar a denominação do partido é do ex-governador gaúcho Tarso Genro, líder de uma das “seitas” que compõem o PT.

Mas tudo vai depender do desempenho petista nas urnas, em outubro próximo.

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* * *

Neste nota aí de cima, onde se diz que o partido virou “sinônimo de corrupção“, isto pode valer pra muitos, pra grande maioria de quem enxerga perfeitamente a realidade e não sofre das oiças.

Já para o fubânico Ceguinho Teimoso, a quadrilha de gordos guabirus continua sendo sinônimo de pureza e santidade.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

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ARIANO SUASSUNA EM QUATRO TEMPOS

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Ariano Suassuna (Jun/1927 – Jul/2014)

1. Um amigo de Ariano Suassuna (1927 – 2014) ao encontrá-lo, falou: “Você, Ariano, eu nem elogio mais. É chover no molhado!”, disse, com uma demonstração calorosa, abraçando-o.

Ao que o escritor retrucou, veemente: “Não senhor! Eu gosto de ser festejado! Passe pra cá meu elogio! Quero tudo que tenho direito! Se não recebo dos meus amigos, dos inimigos é que os aplausos não me chegam!”

2. O autor de O Auto da Compadecida achava que era muito feio quem falava dos outros pela frente e explicava a razão: “É constrangedor para quem fala e também para quem está sendo falado. Muito mais correto é esperar a pessoa sair para que ela vire o assunto.”

3. Na véspera da encenação de sua peça A Farsa da Boa Preguiça, pela Rede Globo, Ariano Suassuna disse ao jornal O Globo: “Televisão é como um machado. Se for usado para cortar lenha a fim de aquecer quem está com frio, sou a favor dele. Se for para lascar a cabeça de um menino, sou contra.

4. O nosso consagrado teatrólogo e escritor pertencia a duas Academias de Letras, a Pernambucana e a Brasileira. Era, pois, imortal duplamente, embora dizia ele, preferia ser imorrível.

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

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29 agosto 2016 DEU NO JORNAL

UM TIME DE CARAS-DE-PAU

Sete dos dez senadores petistas são investigados.

Isso dá razão, ao menos no PT, à afirmação de Gleisi Hoffmann, investigada no Supremo Tribunal, de que o Senado “não tem moral” para julgar Dilma.

Os senadores petistas enrolados na Polícia Federal e/ou na Justiça: Ângela Portela (RR), Humberto Costa (PE), Lindbergh Farias (RJ), Paulo Rocha (PA), Jorge Viana (AC) e Gleisi Hoffmann (PR), claro.

* * *

De fato, Nariz de Pinóquio estava coberta de razão quando pronunciou sua histórica frase.

E ela, evidentemente, é a primeira da fila dos “sem moral“.

Ô timezinho de caras-de-pau do cacete!

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Nariz de Pinóquio, Pato Rouco e Mauricinho Carioca: três dos petralhas enrolados com a Lava Jato: um time da porra de meliantes tapeadores

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – EXPRESSO POPULAR (SP)

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TRABALHOS DE PÓS-GRADUAÇÃO

No final do mês passado, um pós-graduando em Ciências Humanas de uma universidade situada numa das principais capitais brasileiras me envia uma correspondência encarecendo uma referência bibliográfica para ele e alguns colegas melhor se orientarem na elaboração dos seus trabalhos de conclusão de mestrado. Confessando-se meio atordoado, pois na sua graduação não dera a devida importância às aulas ministradas sobre a matéria, imaginando-as sem muito significado para sua carreira de “cientista social” (sic). Sem traços vitimosos, a carta revelava ainda uma ausência mais densa de conteúdo do curso frequentado, a grande maioria do corpo docente composta de professores “decorebólogos, verborrágicos e viciados em estudo de grupo em sala de aula, eles postados coçando os bagos, elas afagando os próprios cabelos, os grupos sem mínimas finalizações, todos se danando para as áreas de lazer ao tocar da sirene”. Uma confissão que me sensibilizou bastante, posto que retrato fiel de um aluno vitimado por um sistema universitário de fingimento, sem eira nem beira cognitiva, alçapão para ganhos financeiros de sabidórios devidamente “abençoados” por autorizações espúrias emitidas por entidades federais eivadas de estupendos vícios estruturais tronchamente adquiridos.

Eis a resposta que enviei ao pós-graduando em desesperança:

“Prezado UTR: Recebi sua correspondência e me solidarizo com seus aperreios e os do seu grupo. Mas como águas passadas não movem moinho, envio-lhe algumas linhas, buscando contribuir para um ‘desatolamento técnico-científico’ grupal. Me basearei num livro que preencherá a contento as necessidades primeiras, minimizando as dificuldades: A Arte da Tese, Michel Beaudi, Rio de Janeiro, BestBolso, 2014, 192 p.

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Segundo a professora Érica Resende, Bibliotecária CFCH/UFRJ e prefaciadora do livro, “Michel Beaud, como educador, conseguiu neste livro não só sistematizar conhecimentos, mas também ‘confortar’ alunos. Trata o assunto de forma muito séria e deixa claro que nem todos chegarão ao fim. Por outro lado, proporciona uma espécie de carinho em relação ao aluno pesquisador e alerta para a importância do descanso, do lazer e da vida social durante o processo de construção da tese”.

Quando o livro foi editado pela vez primeira na França, o Le Monde, periódico que prima pela seriedade analítica, fez o seguinte comentário: “O trabalho intelectual não é fruto de uma inspiração súbita. É um trabalho árduo de pesquisa que precisamos dominar para evitar decepções e perda de tempo”. Por isso, peço-lhe a devida vênia para assimilar, abaixo, alguns pontos essenciais para um caminhar que resulte em final promissor:

1. Não admita confeccionar uma tese tida como “teórica” com a finalidade de apenas adular textos e autores de renome, a partir de frágeis releituras fichadas. De modo idêntico, não aceite fazer um trabalho “empírico” com base em reproduções de informações factuais de terceiros sobre determinados assuntos. Uma boa tese é consequência de uma boa pesquisa, implicando um bom equilíbrio entre teoria e empirismo.

2. Após a escolha criteriosa do assunto e do orientador, atentar para três problemáticas: a Provisória, que acompanha os primeiros passos do trabalho, a Problemática I, que guia o trabalho de pesquisa investigatória, e a Problemática II, que possibilita a estruturação do trabalho de redação, a exposição final do assunto.

3. Na fase de pesquisa, uma constatação sempre paramétrica: Não há pesquisa sem método. Tanto para a reflexão teórica quanto para a formulação da pesquisa de campo (entrevista, no caso de pesquisa social). É preciso método dominado na área em que se trabalha: literatura, filosofia, história, direito, geografia, economia, ciências políticas, sociologia, antropologia). Erro grasso se dedicar a uma tese sem estar possuído de lastro consistente mínimo.

4. Infelizmente, inúmeras vezes teses medíocres resultam de alicerces pouco consistentes, sem tesão criativa como se diz nos setores acadêmicos.

5. Faça as seguintes perguntas antes de decidir elaborar uma tese, respondendo “sim” ou “não”: Imagina seu futuro profissional inserido no ensino superior ou na pesquisa?; Poderá se dedicar com afinco, nos próximos três ou quatro anos, ao seu trabalho de tese?; É capaz de fazer um recorte de determinado assunto em um dado momento?; É capaz de, com mínimo esforço, escrever três páginas “coerentes” sobre um assunto dado?; É capaz de pôr ordem em suas ideias?; É capaz de organizar sua documentação e de se localizar contextualmente?; Consegue adequar-se a uma disciplina de trabalho por vários meses?; Dispõe de vontade e tenacidade suficientes para ultrapassar uma sucessão de dificuldades e contrariedades?; Já redigiu alguma trabalho satisfatório com várias dezenas de páginas?; Está muito motivado para fazer uma tese? Se respondeu “sim” 8 ou 10 vezes, pode seguir adiante!

6. Tenha sempre à mão endereços internéticos importantes durante sua elaboração de tese. Eis alguns: Capes, Currículo Lattes, Periódicos Capes, Minerva, Teses, Lume.

7. Não é razoável se comprometer na efetivação de uma tese por razões negativas: falta de perspectiva de emprego, ociosidade, frustração.

8. Somente se envolver para valer numa tese de doutorado se for possuidor de uma vontade férrea, além de dotado de capacidade cognitiva.

9. Na escolha de um assunto, todo cuidado é pouco para não se resvalar para o imediatismo. Se um orientador o desaconselhar a escrever sobre determinado tema, aceite repensar o assunto.

10. Lembre-se sempre que a não conclusão de uma tese de pós-graduação pode ser um excelente sinal para que você abrace uma atividade profissional, a partir da qual poderá ingressar num processo de aperfeiçoamento, passo primeiro para galgar patamares superiores.

E siga sempre uma recomendação do ex-arcebispo metropolitano de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara: “Não faça de uma lagartixa um jacaré, pois ficará sem ação diante de um jacaré de verdade”.

Abração bem nordestino, brasileiro acima de tudo.

PS. Para Anita Cantarelli, desejando-lhe um sucesso arretado de ótimo na sua dissertação de mestrado!!!

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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ZEZÉ GONZAGA, A MORENINHA

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Zezé Gonzaga

Maria José Gonzaga, a Zezé Gonzaga, cantora e compositora, nasceu em Manhuaçu (MG), no dia 3.9.1926, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 22.7.2008, aos 81 anos de idade.

Filha e neta de músicos, sua mãe chamava-se Oraide e era flautista. O pai, Rodolpho, era luthier, tendo, inclusive, fabricado um bandolim para Luperce Miranda.

Começou a cantar aos 13 anos, quando se mudou para a cidade vizinha de Além Paraíba e passou a apresentar-se no Rex Clube. Recebeu incentivo da família, que a apoiava no ideal de seguir a carreira de cantora lírica.

Iniciou os estudos de Canto com a professora Graziela de Salerno, que gostava muito de seu registro de soprano ligeiro. Além de canto, estudou piano e leitura musical. Fez seus estudos escolares na cidade vizinha de Porto Novo, com bolsa de estudos, compensada por pequenos serviços realizados por seu pai, já que sua família vivia com dificuldade.

Foi em Porto Novo que fez sua primeira apresentação, cantando a valsa Neusa, de Antônio Caldas, pai do cantor Sílvio Caldas, grande sucesso de Orlando Silva. Iniciou sua carreira como caloura no programa de Ary Barroso, em 1942. Na ocasião, recebeu a nota máxima, ao interpretar Sempre No Meu Coração, bolero de Ernesto Lecuona e versão de Mário Mendes.

Logo em seguida, recebeu convite para se apresentar no Programa radiofônico Escada do Jacó, do popular radialista Zé Bacurau. Depois de curta temporada no Rio de Janeiro, retornou a Porto Novo para continuar seus estudos. Nessa época, costumava fazer pequenas apresentações num clube de jazz, o que lhe causou problemas na escola pois, além da discriminação racial, enfrentava a discriminação por ser artista.

Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1945. Nesse ano, conquistou o primeiro lugar no Programa Pescando Estrelas, da Rádio Clube do Brasil, apresentado por Arnaldo Amaral. Isso lhe valeu um contrato de 800 mil-réis com a emissora, que duraria até 1948. Nessa época, formou, com a cantora Odaléa Sodré, filha do compositor Heitor Catumbi uma dupla chamada As Moreninhas do Ritmo. Com a parceira, cantou no Conjunto do pianista Laerte, na Rádio Jornal do Brasil.

Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional. Foi levada para lá a partir de um contato do cantor Nuno Roland, que marcou uma reunião com ela, a pedido do Diretor-Geral da rádio, Victor Costa. Na ocasião, Victor lhe ofereceu um salário bem mais alto, e a cantora, dias depois, já integrava o cast da Nacional, tendo como “padrinhos musicais” o próprio Victor Costa, ao lado do cantor Paulo Tapajós.

No ano seguinte, gravou seu primeiro disco, pela Star, com os sambas-canções Inverno, de Clímaco César e Desci, de Alcyr Pires Vermelho e Cláudio Luiz. Foi por essa época que Paulo Gracindo começou a chamá-la de “minha namorada musical”, em seu programa na Rádio Nacional, nos anos 1940, devido a sua técnica e afinação impecável.

Depois, integrou vários conjuntos vocais (de diversas formações), alguns dos quais são: As Moreninhas, Cantores do Céu e Vocalistas Modernos. Além disso, participou do Coro de inúmeras gravações na Rádio Nacional. Em 1951, gravou, pela Sinter, o samba-canção Foi Você, de Paulo César e Ênio Santos, e o bolero Canção de Dalila, de Victor Young, versão de Clímaco César, com o qual fez bastante sucesso. Nessa etiqueta gravou outros discos solo e também com o grupo As Moreninhas.

Em 1952, gravou os sambas Não Quero Lembrar, de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques, e Quero Esquecer, de Brasinha, Salvador Miceli e Mário Blanco, a valsa Festa de Aniversário, de Joubert de Carvalho e a marchinha Um Sonho Que Eu Sonhei, de Alcyr Pires Vermelho e Sá Róris.

Em 1953, gravou o baião É Sempre o Papai, de Miguel Gustavo e a valsa, alusão ao Dia dos Pais, criado naquele ano. Em 1954, gravou o bolero Meu Sonho, de Pedroca e Alberto Ribeiro, e Baião Manhoso, de Manoel Macedo e Marcos Valentim.

Ainda em 1954, foi contratada pela Columbia e gravou o foxe Canário Triste, de V. Floriano, versão de Juvenal Fernandes, e o samba-canção Razão de Tudo, de Umberto Silva e Nilton Neves.

Em 1955, gravou os sambas-canções Sedução, de Carlito e Nazareno de Brito, e Óculos Escuros, de Valzinho e Orestes Barbosa, e a rumba Cerejeira Rosa, de Louiguy e Jacques Larue, versão de Julio Nagib.

Em 1956, gravou a toada Moreno Que Desejo, de Bruno Marnet, e a valsa Natal das Crianças, de Blecaute. No mesmo ano, gravou seu primeiro LP, Zezé Gonzaga, considerado o melhor disco do ano, trazendo, dentre suas faixas, Ai Ioiô (Linda Flor), samba-canção de Henrique Vogeler e Luiz Peixoto, considerado uma de suas grandes interpretações, além de Nunca Jamais, bolero de Lalo Ferreira, versão de Marques Porto.

Em 1957, gravou os boleros Não Sonhe Comigo, de Fernando César, Tédio, de Fernando César e Nazareno de Brito, e Vivo a Cantar, de Cícero Nunes e Bruno Marnet. Em 1958, gravou o samba-jongo Cafuné, de Dênis Brean e Gilberto Martins, e o samba-canção Saia do Caminho, de Custódio Mesquita e Evaldo Rui.

Em 1959, gravou duas músicas da parceria Tom Jobim e Vinícius de Moraes: o samba A Felicidade e o foxe Eu Sei Que Vou Te Amar. Em 1961, passou a gravar na Continental e registrou A Montanha, de Agueró e Moreu, versão de Fernando César, e o samba Que Culpa Tenho Eu?, de Armando Nunes e Othon Russo. No mesmo ano, gravou o bolero Há Sempre Alguém, de Luiz Mergulhão e Umberto Silva, e o samba Um Beijo, Nada Mais, de Almeida Rego e Índio.

Em 1962, gravou o foxe Rosa de Maio, de Custódio Mesquita e Evaldo Rui, o rasqueado Decisão Cruel, de Palmeira, e o samba Neném, de Tito Madi.

Considerada uma das mais belas vozes do cast da Rádio Nacional, era com frequência escalada para participar dos grandes musicais noturnos da emissora, dos quais eram responsáveis grandes Maestros como Radamés Gnattali, Léo Peracchi e outros. Gravou vários discos infantis pela fábrica Carrossel, com produção de Paulo Tapajós, e, na Continental, quando se juntou aos Trios Madrigal e Melodia, para cantar e contar historinhas para crianças.

Na Década de 1960, associou-se com o Maestro Cipó e Jorge Abicalil em uma agência de jingles, vinhetas e trilhas para rádio, TV e cinema, a Tape Produções Musicais Ltda., onde trabalhava como cantora e compositora. Em parceria com o escritor, produtor e apresentador de rádio Luiz Carlos Saroldi, compôs o tema de abertura do Projeto Minerva, apresentado pela Rádio MEC.

Em 1964, gravou, pela Continental, o LP Nossa Namorada Musical, com destaque para Dengosa, samba de Castro Perret, Poema dos Teus Olhos, bolero de Erasmo Silva e P. Aguiar, e Neném, samba de Tito Madi.

Em 1967, gravou o LP Canção do Amor Distante, pela Fontana, com destaque para os sambas Sorri, de Elton Medeiros e Zé Kéti, Faça-me o Favor, de Fernando César e Britinho, Não Fique Triste Não, de Jorge Bem, e Veja Lá, de Luiz Fernando Freire e Baden Powell.

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Em 1979, gravou, com o Quinteto de Radamés Gnattali, um LP em homenagem a Valzinho, que também participou do disco só de composições suas, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. O disco, Valzinho – Um Doce Veneno, teve, além da edição brasileira, uma tiragem destinada ao mercado estrangeiro.

Zezé fez algumas apresentações nos anos 1980 com o grupo Cantoras do Rádio, ao lado de Nora Ney, Rosita Gonzales, Violeta Cavalcanti e Ellen de Lima, que lhe renderam dois CDs.

Em 1999, gravou o CD Clássicas, ao lado da cantora Jane Duboc, que também rendeu show encenado no Rio, São Paulo e outras praças brasileiras. O disco trazia, dentre outras, Linda Flor, samba-canção de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto, Olha, foxe de Roberto Carlos e Erasmo Carlos e Cidade do Interior, samba de Mário Rossi e Marino Pinto. No mesmo período, também participou do Espetáculo Lupicínio Rodrigues, ao lado de Áurea Martins, montado em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo.

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Em 2000, participou do Projeto MPB: A História de Um Século, estrelando o primeiro da série de quatro shows no CCBB, Do Choro ao Samba, ao lado de Paulo Sérgio Santos e Maria Tereza Madeira, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. Em 2001, apresentou show no Paço Imperial no Rio de Janeiro.

Em 2002, gravou, pela Biscoito Fino, o CD Sou Apenas Uma Senhora Que Canta, dedicado Elizeth Cardoso, no qual interpretou, dentre outras, Meu Consolo É Você, samba de Roberto Martins e Nássara, Vida de Artista, canção de Sueli Costa e Abel Silva, Pra Machucar Meu Coração, samba de Ary Barroso, Chão de Estrelas, samba-canção de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, e Por Que Te Escondes?, letra inédita do poeta Thiago de Mello para um choro de Pixinguinha.

Em 2008, saiu, pela gravadora Biscoito Fino o CD Zezé Gonzaga Entre Cordas, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com gravações nunca editadas em disco, retiradas de programas de TV e de áudios inéditos de shows, acompanhada de nomes importantes como Baden Powell e Raphael Rabello.

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Todos os discos aqui mencionados, bem como 111 faixas remasterizadas de bolachões 78 RPM são facilmente encontráveis no mercado virtual especializado.

Muito antes, em 1985, a FENABB – Federação Nacional de Associações Atléticas Banco do Brasil lançou um projeto que ficará para sempre na memória dos amantes da MPB. Trata-se de Velhos Sambas, Velhos Bambas, Volume 1, com três elepês, e Volume 2, este em 1989, com dois. Além de resgatar alguns intérpretes tradicionais, trouxe-nos, com grande orquestra e arranjos modernos, a fina flor do que ainda restava da Velha Guarda de nosso cancioneiro sambista: Violeta Cavalcanti, Roberto Silva, Gilberto Milfont, Ademilde Fonseca, Roberto Paiva, Adoniran Barbosa, Adeilton Alves, Luiz Cláudio, Núbia Lafayette, e, como não poderia faltar, Zezé Gonzaga.

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E é com essa nova roupagem que escolhi cinco números para mostrar um pouco do talento e desse grande ídolo da Velha Guarda:

Saia do Caminho, samba-canção de Custódio Mesquita e Evaldo Rui:

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Meu Barracão, samba de canção de Noel Rosa:

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Segredo, samba-canção de Herivelto Martins e Marino Pinto:

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Pela Décima Vez, samba-canção de Noel Rosa:

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Cerejeira Rosa, rumba de Louiguy e Jacques Larue, versão de Júlio Nagib, seu maior sucesso, em gravação original de 1955:

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29 agosto 2016 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

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28 agosto 2016 A PALAVRA DO EDITOR

CENA BANÂNICO-CARIOCA

O prefeito do Rio de Janeiro entregando uma casa pruma eleitora, numa cena marcante de respeito pelo eleitorado:

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28 agosto 2016 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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28 agosto 2016 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BÊBADA

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Existe algo na justiça brasileira além dos aviões de carreira. O ministro do STF, Gilmar Mendes, parece que anda um pouco aborrecido com os procuradores do Rodrigo Janot ao criticar os trabalhos da Lava Jato. Insurge-se contra o vazamento dos depoimentos das delações premiadas depois que a revista Veja estampou na capa uma matéria sobre a intimidade do ministro DiasToffoli com o empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, condenado pela justiça.

Sem papas na língua, o ministro é chegado a arroubos que, por vezes, assustam até seus pares dentro do tribunal. Antes de insinuar que os procuradores estariam vazando informações para prejudicar seu colega, Mendes já havia causado outra polêmica de efeito bombástico. Disse, por exemplo, que a lei da ficha limpa teria sido feita por “bêbados”, o que levou o ministro Luís Roberto Barroso, seu colega de tribunal, a contestá-lo: “É uma lei sóbria”, refutou. O desarranjo verbal entre os notórios da justiça brasileira já vem ocorrendo há muito tempo, depois que alguns ministros do STF se sentiram inferiorizados com o trabalho eficiente e consequente dos procuradores na operação Lava Jato.

Dessa vez prevalece o corporativismo. Gilmar Mendes não gostou nem um pouco de ver Toffoli exposto em capa de revista numa matéria que o compromete seriamente. Ele acha que a retaliação ao ministro ficou claro depois que ele concedeu um habeas corpus ao ex-ministro petista Paulo Bernardo, livrando-a das garras da Justiça. E não poupou criticas aos trabalhos da equipe do Janot: “Houve manifestações críticas dos procuradores. Isso já mostra uma atitude deletéria. Quem faz isso está abusando da autoridade”.

Na delação, Leo Pinheiro deixa claro a sua intimidade com Tofolli em uma transação que envolveu a reforma de uma mansão do ministro no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Janot ofendeu-se com a insinuação de que a procuradoria teria vazado a informação e saiu em defesa da sua equipe: “Ninguém vaza o que não tem”. E completou que há um “estelionato delacional” para pressionar o Ministério Público a homologar as delações com a divulgação das informações.

Gilmar Mendes foi o único entre os ministros a sair em defesa de Tofolli, que tem poucos amigos dentro do STF ainda ressentidos pela forma como ele chegou à Corte. A maioria dos ministros acha que Toffoli não tinha qualificação para exercer a função, pois teria sido reprovado em dois concursos públicos para juiz. Além disso saíra das hostes do PT direto para o STF, depois de ter sido o principal auxiliar de Zé Dirceu na Casa Civil. Portanto, as deliberações do ministro sobre processos que envolvem petistas nunca serão vistas com bons olhos por seus colegas de tribunal. E claro, pela população.

Na verdade, ao sair em defesa do colega, Mendes pretende frear qualquer outro vazamento que venha a comprometer membros do STF. Teme que outras delações entre pelos corredores do tribunal sem que seus acusados tenham o direito de defesa antes dos escândalos chegaram à mídia. Seria então um habeas corpus preventivo para prevenir insinuações ou acusações maldosas contra os principais homens da justiça brasileira.

Ora, já diz o ditado que “quem não deve não teme”. Gilmar Mendes ajudaria muito mais o povo brasileiro se deixasse vir à tona a intimidade comprometedora de alguns de seus pares com figuras suspeitas do mundo empresarial e político. Foi assim que o Brasil ficou sabendo que o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, teria sido cooptado pela Dilma para conceder um habeas-corpus a Marcelo Odebrecht, réu condenado pelo juiz Sergio Moro, como acusou o senador Delcídio do Amaral em delação premiada. O caso, revelado com estardalhaço durante a operação Lava Jato, mantém-se até hoje sob o manto da impunidade.

O vazamento de informações de delatores na Lava Jato pode até ser imprudente, como diz Gilmar Mendes, mas que lava a alma do povo não há menor dúvida. Os brasileiros estão acostumados a um STF leniente, passivo e indolente no julgamento de processos que envolvem pessoas influentes. Muitos desses processos prescrevem e outros mantêm-se arquivados até virar pó. Portanto, quando vem a público um malfeito de um desses ministros, o povo, com a sua sabedoria, aplaude.

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28 agosto 2016 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

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28 agosto 2016 A PALAVRA DO EDITOR

UM HOMEM DE BEM DETONA UM CANALHA

Como se diz nos livros de Malba Tahan, estas são palavras que merecem ser escritas com uma pena de colibri no olho de um javali.

Um vídeo na medida pro fubânico Contorcionista Explicador deitar e rolar.

Ou, então, como ele tem feito ultimamente, dar o calado por resposta e fingir que não escutou.

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28 agosto 2016 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa