25 setembro 2018 CHARGES

PELICANO

25 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

GRANDE MÍDIA BANÂNICA

Dando meu rotineiro passeio diário pelas páginas da grande mídia banânica, me deparei com um fato que achei curioso.

Este era um dos destaques de hoje pela manhã, na página internética da revista Veja:

Fique curioso quando bati os olhos na notícia.

Num intendi porque o segundo colocado nas pesquisas “lidera” a imagem, tendo sido colocado à esquerda na foto ilustrativa.

A ordem de leitura é da esquerda pra direita.

E o candidato que está à frente vem depois. À direita…

Alguém que entende de jornalismo banânico poderia me explicar?

E tem mais:

Logo ao lado desta notícia havia outra também falando de eleição. Falando do segundo colocado nas pesquisas, o Haddad que, conforme a chamada de Veja, “cresce

É esta:

Num intendi a bélica expressão “duelo com militar“.

Seria um duelo com espadas ou pistolas?

Vôte!!!

E eu acho que faltou um detalhe nesta segunda nota.

A revista esqueceu de completar a frase que abre o pequeno texto.

Deveria ser assim: “O ex-prefeito petista, que foi derrotado quando se candidatou à reeleição em São Paulo…“.

Bom, é melhor eu ficar calado.

Essa gazeta escrota, parcial e tomadeira de partido que só a porra, não pode ficar querendo dar aulas de jornalismo à revista com maior tempo de circulação em Banânia.

Afinal, o primeiro número da Veja veio às bancas no dia 11 de setembro de 1968.

Há exatamente 50 anos.

Apenas meio século.

25 setembro 2018 CHARGES

MIGUEL

25 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARLON NÓBREGA – NATAL-RN

Amigo Berto,

Esta foto eu fiz num depósito de bebidas na sua cidade, Palmares.

Estive lá a trabalho na semana passada.

Me lembrei de você e estou enviando.

Se quiser, publique no nosso jornal.

Um grande abraço.

R. Vôte!!!

Que danado é isso?

Num intendi nada dessa presepada que montaram na carroceria do caminhão que aparece no retrato aí em cima.

Me ixpliqui, por favor.

Vocês me arranjam cada uma de lascar o cano.

25 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

25 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O INSTITUTO DATA BESTA ESTÁ NA RUA

O Instituto Data Besta está com nova pesquisa na praça.

Queremos saber em quem você vai votar para Presidente da República no próximo dia 7 de outubro

O Data Besta é o mais confiável instituto de pesquisa desta terra banânico-pesquisadeira.

Você tem acesso imediato aos resultados à medida que os peruadores vão dando seus pitacos.

Não é possível votar mais de uma vez.

Vá aí do lado direito e exerça o seu cívico dever fubânico.

25 setembro 2018 CHARGES

CLÁUDIO

25 setembro 2018 DEU NO JORNAL

BRIGA E INVEJA ENTRE BANDIDOS APRISIONADOS

Adélio Bispo de Oliveira, o esfaqueador de Jair Bolsonaro, dará entrevista para o SBT e para a Veja.

Emídio de Souza, tesoureiro do PT, protestou:

“Nos causa estranheza que um preso homicida, que é o caso do rapaz que deu a facada, tenha o direito de gravar entrevistas dentro da prisão. E ao presidente Lula seja negado esse direito o tempo todo.”

* * *

Proteste mesmo, sinhô tesoureiro do PT (o único tesoureiro do PT que ainda está solto…)

Bote a boca no trombone e peça a mesma regalia pro prisioneiro de sua predileção.

Lula tem o mesmo direito que Adélio de ser entrevistado.

Pelo SBT, pela revista Veja e pelo Jornal da Besta Fubana.

Aliás, a propósito da entrevista que este Adélio dará daqui uns dias, vale a pena ouvir as considerações tecidas por Olavo Carvalho, eminência e nome de grande destaque da direita banânica:

25 setembro 2018 CHARGES

IOTTI

APIRANHADO

25 setembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

TRAGO O SEU AMOR DE VOLTA

A mulher, de uns tempos para cá, passou a frequentar fervorosa e assiduamente, as vigílias na igreja. Quando não era um retiro espiritual que durava a semana inteira, era o Ofício da Imaculada, varando as madrugadas. Noutras vezes, era a novena da Nossa Senhora do Não-Sei-O-Quê, novenas e mais novenas, vigília de oração pelas famílias, etc., etc.

– O padre disse que vamos ficar enclausurados para rezar o terço pela paz mundial. – dizia ela ao marido.

Paz mundial, coisa nenhuma! Foi em um desses retiros madrugadas adentro que ela conheceu um diácono que a seduziu entre terços, vigílias e rezas. Ela estava mesmo era nos braços de um negro banto de olhos melosos, bonito, viril e cheiroso, que a curou de todos os males e a levou consigo encantada, como num conto de Grimm.

A mulher que ele amava, desvencilhou-se dele como fumaça entre os dedos. Deixou todas as dores com ele e foi-se embora com diácono afro.

Ele não dormiu durante um mês inteiro.

A casa estava cheia de fotos, das coisas e do cheiro dela. Desandou e perdeu o prumo. Culpava Deus e a Igreja por tê-la perdido. Andava por aí como um notívago, perambulando maltrapilho pelos bares e noitadas. Tornou-se um ébrio e na bebida tentava esquecer, apedrejado, cruzando ruas e caminhos. Somente nos cabarés do baixo meretrício encontrava abrigo, pois há mais comiseração entre bêbados e prostitutas, do que entre clérigos e sacerdotes.

Foi numa dessas noitadas que, certo dia, viu pregado em um poste, um cartaz que dizia: TRAGO O SEU AMOR DE VOLTA. Relampejou nele, uma réstia de esperança. Enveredou-se então pelas ruas, em busca da cartomante que dizia trazer em três dias, a pessoa amada de volta.

A cartomante olhou para ele e se apiedou.

– Quer que ela volte pela linha branca ou pela linha preta? – perguntou a cartomante embaralhando as cartas. – Pela linha preta é garantido, mas vai lhe custar muito dinheiro. – frisou.

Ele pagou uma quantia considerável e ela fez o que tinha que ser feito e evocou as potestades do ar.

De fato ela voltou, três dias depois. Os olhos chorosos, cabelos desgrenhados, trêmula, mas não suplicando perdão. Ele a aceitou de volta. Recebeu-a efusivamente, encheu a casa de rosas.

A partir daquele dia, a mulher não saia mais de casa. Ele se recompôs e passou a enchê-la jóias, vestidos, perfumes e presentes caros, mas não de carinho e de afeto.

Mas a mulher não era mais a mesma. Não comia, não bebia, não falava, nem sequer dormia. Passava o dia todo apática em um sofá da sala com os olhos perdidos em um ponto qualquer no horizonte.

Mesmo assim, diante daquilo tudo, embriagado pela sua demência, ele estava radiante com a volta da pessoa amada, até que um dia, a situação tomou um rumo inesperado.

Os vizinhos sentiram um odor insuportável vindo do apartamento e acionaram a Polícia. Quando os policiais entraram no local, encontraram a mulher sentada na sala, diante da janela, já em adiantado estado de decomposição, com os olhos vividamente abertos e preservados, fitando serenamente, um ponto qualquer no horizonte.

Imediatamente ele foi detido e acusado de homicídio doloso, , ocultação de cadáver e crime de violação de sepultura, embora ele dissesse insistentemente, que só queria o seu amor de volta.

25 setembro 2018 CHARGES

ULISSES

25 setembro 2018 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DE RECIFE E OLINDA – RELICÁRIOS: MEMÓRIA DO SOM

No domingo que vem, dia 30 de setembro, o projeto “RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM” mudará de palco: a Igreja da Sé, no Alto da Sé de Olinda, receberá a Trupe Barroca, grupo do Espírito Santo que conta com a regência e o minucioso trabalho de pesquisa do maestro Sérgio Dias e se propõe a levar ao público um trabalho de resgate das músicas dos séculos XVII e XVIII, através de instrumentos de época ou réplicas perfeitas. A iniciativa da série Relicários é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e a entrada para esta apresentação será franca.

A Trupe Barroca foi criada em 2017 pelo músico e sociólogo Washington Luiz Sielemann Almeida, que durante vários anos buscou e adaptou os instrumentos históricos que compõem esta Orquestra. Em Dezembro de 2017, a Trupe Barroca se apresentou pela primeira vez, tendo como solista o contratenor Paulo Mestre. O resultado dessa estreia entusiasmou o público e os músicos, incentivando-nos a continuar o projeto, pensando em agendas mais ousadas.

PROGRAMA

CONCERTO EM LA MENOR PARA FLAUTINO, RV 445
Solista: Alberto Dimínguez Galvez (flautino)
Antonio VIVALDI (1678 — 1741)
CONCERTO PARA OBOÉ E VIOLINO, RV 548
Solistas: Alberto Dimínguez Galvez (oboé barroco) e Wagner Pereira de Souza (violino)
Jean-Philippe RAMEAU (1683 — 1764)
LES INDES GALANTES

Data: 30/09/2018
Local: Igreja da Sé – Alto da Sé – Olinda
Horário: 16h
Entrada: Gratuita

* * *

Trupe Barroca – Concerto de abertura da Temporada 2018 – Nicola Porpora – Sinfonia em La Maior, sem indicação de opus, Allegro Assai – Andante – Allegro

25 setembro 2018 CHARGES

GILMAR

25 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

RECORDAR É SOFRER

Pra matar as saudades de um passado recente.

Esta notícia saiu há 8 anos na grande mídia reacionária e golpista, aquela que só publica inverdades.

Uma notícia que continua bem atual.

Atualíssima.

A reportagem no vídeo abaixo é sobre uma propriedade que não é do proprietário.

Coisa mesmo de um país chamado Banânia.

Ceguinho Teimoso vai explicar tudo pra vocês.

25 setembro 2018 CHARGES

NANI

25 setembro 2018 HORA DA POESIA

AQUI MORAVA UM REI – Ariano Suassuna

Aqui morava um Rei quando eu menino
Vestia ouro e castanho no gibão
Pedra da sorte sobre o meu destino
Pulsava junto ao meu seu coração

Para mim, seu cantar era divino
Quando ao som da viola e do bordão
Cantava com voz rouca o desatino
O sangue o riso e as mortes do sertão

Mas mataram meu pai, desde esse dia
Eu me vi como um cego sem meu guia
Que se foi para o sol, transfigurado

Sua Efígie me queima, eu sou a presa
Ele a brasa que impele ao fogo, acesa,
Espada de ouro em Pasto Ensangüentado

25 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

25 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

IMPRENSA BANÂNICA

Ontem saí pra comprar minhas revistas de palavras cruzadas A Recretiva deste mês de setembro.

As quatro do mês de agosto eu já fiz todas.

E João foi comigo pra fazer a feira de suas revistinhas prediletas, as de Mônica, Magali, Cascão e de toda a turminha do Maurício de Souza.

Aí, quando cheguei na banca, fiquei futucando e olhando as capas de algumas publicações.

E uma em particular me chamou a atenção.

Foi a capa da revista Carta Capital desta semana, que está um primor.

Vejam:

Esta chamada está genial:

“A maioria do Exército abraça Bolsonaro”.

O lema do Exército, que a gente costuma ver escrito nas entradas dos quartéis, é “Braço forte, mão amiga“.

Aí a revista Carta Capital transformou “braço” em “abraço” e botou esta frase na sua capa.

Abraço forte, armado, bélico, canhonesco, movido a tanques de guerra.

Segundo apurou o JBF, o Instituto de Pesquisa Carta Capital fez um levantamento dentro do Exército, em todos os quartéis do país, e chegou a esta conclusão exclusiva: a maioria dos militares desta força apoia Bolsonaro.

Quanto à afirmação de que “ameaças fardadas” estão pondo em risco a democracia, isto se deve a fontes de informação exclusivas e bem localizadas que abastecem a revista com revelações inéditas e que não estão ao alcance do resto da imprensa.

Estas “ameaças fardadas” devem estar bem especificadas, relacionadas e documentadas nos arquivos secretos de Carta Capital.

Felizes e bem informadas são as pessoas que leem esta isenta publicação.

Carta Capital é de propriedade do jornalista lulo-petista Mino Carta.

Uma revista que morre de saudades das gordas verbas publicitárias que mamou avidamente nos tempos dos gunvernos petêlhos.

E hoje chora uma amarga nostalgia.

Xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif…

“Cumpanhero Mino, tu iscrevi bem pra caraio. Eu e Haddad gostemo munto da capa de tua rivista”

Pra fechar a postagem, recomendo com muito entusiasmo que vocês leiam um artigo que está na Carta Capital desta semana, escrito por um jornalista imparcial e brilhante, de nome Mauricio Dias. 

O artigo tem o lindo e pomposo título de “Nasce um Presidente“. 

E começa com esta frase:

Fernando Haddad transmite uma impressão de serenidade e de traquejo, inclusive diante da mídia. E de total lealdade a Lula

E isto dito, está dito tudo.

A expressão “total lealdade a Lula” resume toda a filosofia do que vem a ser um Poste obediente, capacho e submisso.

Quem tiver coragem pra ler o artigo de Mauricio Dias é só clicar aqui.

Boa leitura!!!

Caso o leitor sinta ânsias de vômito, eu empresto o meu pinico.

25 setembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

25 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARTHUR JORGE COSTA PINTO – SALVADOR-BA

SÃO IMPROVÁVEIS OS AJUSTES RÁPIDOS NA ECONOMIA

Alguns presidenciáveis, nos debates, sabatinas e entrevistas, independentemente dos seus espectros políticos, transmitem a sensação aos eleitores de que recolocar a economia brasileira na rota do equilíbrio fiscal, levando-a ao crescimento, não será difícil. Garantem o mesmo com relação às fontes de recursos para equacionar todos os problemas na saúde, na educação, na segurança, no saneamento, etc.

Como sempre, os candidatos continuam se aproveitando da “miopia” política de que padece grande parte do eleitorado brasileiro, o qual ainda não sabe avaliar quais promessas são viáveis à sua execução e quais são apenas “sutilezas” para encantar mais uma vez o eleitor. Não é novidade que o povo está há muito tempo cansado de ouvir surpreendentes promessas. Porém, é extremamente importante que nós, eleitores, tenhamos a mínima noção do que está sendo proposto e do que efetivamente é permitido a um candidato realizar. Afinal de contas, só assim poderemos cobrar aquilo que é possível ser concretizado.

Considero que o debate merece um relevo maior quando se compara os discursos “emblemáticos” com o desempenho insignificante apresentado pela nossa economia atualmente. Os candidatos insinuam que ela aparentemente está carente de estímulos e não de um robusto aperto como impõe um vigoroso ajuste fiscal. Realmente, não se pode negar que no último trimestre do ano passado tivemos um crescimento próximo a zero, sendo que, no primeiro trimestre de 2018, apenas de 0,1% e, no segundo, o resultado foi um pouco melhor, uma variação de 0,2%.

Para completar, a taxa de investimento no segundo trimestre deste ano situou-se em 16% do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo analistas econômicos, isso significa que, neste patamar, estamos pelo menos quatro pontos percentuais abaixo do que é estimado para um país como o nosso. Nos cálculos divulgados recentemente pelo Ministério do Planejamento, num cenário básico, é preciso se aplicar ao menos 17,8% do PIB para assegurar um crescimento médio, pelo menos de 2,3% ao ano nos próximos vinte anos, sendo que 1,8% somente direcionado à infraestrutura.

Fica assim comprovada a relevância que envolve uma profunda análise dos gastos públicos, procurando-se identificar parâmetros consistentes até onde é possível fazer cortes orçamentários na busca da estabilidade das contas públicas, mas sem paralisar a máquina governamental, outro imenso desafio. Importantíssimo é recuperar os bilhões e bilhões de reais que escorreram e continuam escorrendo pelo ralo da corrupção sistêmica e irrefreável nos mais variados domínios do poder público.

Todavia, o problema não se limita exclusivamente ao âmbito da moral e da ética. Esses preceitos são essenciais para que seja possível aplicar medidas impopulares que levam inúmeros setores da sociedade a grandes privações. Imagino que vai faltar muito dinheiro e, como vai! Segundo uma pesquisa divulgada na semana passada pelo IBOPE, a maioria absoluta dos brasileiros não está disposta a fazer sacrifícios pessoais ou admitir corte de gastos sociais, mesmo que isso sirva para ajudar o Brasil a sair dessa peçonhenta crise.

Neste exercício, o comportamento da área fiscal também vem apresentando limitações que evidentemente impedem o cumprimento das imensuráveis promessas feitas pelos presidenciáveis durante o período eleitoral. Não se pode negar que o déficit primário (valor gasto pelo Governo e que excede o valor de sua arrecadação, sem considerar a despesa realizada com o pagamento dos juros da dívida pública) vem se estabelecendo bem abaixo do ocorrido em 2017.

É importante ponderar que o setor público consolidado, representado pelo governo central (Estado, município e estatais), teve um resultado em julho de R$ 3,4 bilhões, o menor para o mês nos últimos cinco anos. Entretanto, em julho, teve um rombo de R$ 7,5 bilhões, que resultou no acumulado em sete meses de R$ 39 bilhões, com quedas efetivas de 64% e 51% sobre os períodos correspondentes do ano passado. Por conseguinte, existem possibilidades de se atingir a meta fiscal prevista para 2018, um déficit primário próximo de R$ 160 bilhões.

Esta expectativa deve-se ao aumento das receitas que chegou a 7,4% nos sete meses até julho, mas temos que levar em conta que diante do ritmo bastante lento em que se desloca a atividade econômica, é cauteloso não contar com a continuidade crescente na arrecadação. Enquanto isso, as despesas do governo central continuam subindo em torno de 2% em termos reais, coincidentemente, no mesmo período. São as despesas obrigatórias responsáveis por esse avanço. Sucede que, nos últimos 12 meses, os gastos previdenciários chegaram a 47% das receitas líquidas e as despesas com pessoal e encargos a 24%, totalizando 71%, exatamente 18 pontos acima de 2010, uma interessante referência.

Esses números traduzem que para se conquistar um espaço que venha a favorecer a expansão dos investimentos e fomentar o crescimento da economia, exige-se muito mais do que passar os gastos obrigatórios num “pente fino”. Logo, fica caracterizado que não existem mínimas chances de eliminar o déficit público com alternativas fáceis nem tampouco com soluções mágicas. É fundamental que os candidatos sejam, no mínimo, transparentes com relação ao nível de deterioração que enfrentarão diante das contas públicas, as grandes mudanças que poderão ter pela frente e sobre quem elas naturalmente recairão.

Caso não venham a acontecer grandes frustações na gestão do futuro presidente e tenhamos uma política econômica responsável, voltada para o fortalecimento da economia, alguns analistas arriscam conjecturar que dentro de aproximadamente três anos, estaremos recuperando as perdas causadas pelas graves crises que destruíram a vida de muitos brasileiros.

A meu ver, somente no próximo ano é que sentiremos os verdadeiros rumos do país. Saberemos quais as escolhas e indicações e que tipo de confiança vai ser gerado para os agentes econômicos. Não podemos esquecer que o Congresso só recomeçará suas atividades em março de 2019, quando o próximo mandatário terá que saber enfrentar estrategicamente seu calendário.

Por melhor que sejam as intenções reformistas do presidente eleito em outubro, ele dependerá da aprovação dos parlamentares para as principais decisões que poderá tomar, as quais sugerem um processo lento e repleto de negociações, a principal razão pela qual os ajustes estruturais na economia brasileira não poderão ser rápidos como alardeiam alguns candidatos ao trono do Planalto.

25 setembro 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

25 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

PALESTRA AUTO-EXPLICATIVA


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