23 julho 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

DESABAFO

Ando com raiva de gente, mas isso não seria o maior problema se eu não tivesse que me olhar no espelho. Meu medo é que eu passe a ter enjoo. Já pensou? Vomitar quando vir a minha imagem? E a minha mulher, meus filhos, meus amigos? Com raiva ou enjoo, temos que conviver conosco e com eles. Melhor que a raiva nunca vire enjoo.

Mas qual é o motivo de tanta raiva? Só um, … gente é burra.

Desde que surgiu a humanidade, surgiram também os espertos e os idiotas, mas infelizmente os segundos superaram os primeiros em números, e superaram em uma escala imensurável.

No primeiro mundo, essa escala era menor – apesar da idade média -. Não é mais, os idiotas estão se proliferando em progressão geométrica, vide a atual visão dos europeus a respeito da imigração, a respeito da liberação da maconha e outras pragas que os idiotas não enxergam.

Sem falar que hoje, o crescimento populacional da Europa está baseado apenas na imigração, ou seja, a cultura europeia (ocidental) vai acabar, dizem os estudiosos, em menos de 50 anos. Os europeus não fornicam mais. E quem assume? Os muçulmanos. Aqueles que vão de encontro a tudo que o mundo ocidental construiu pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade. E olha que o povo de lá é culto! Sim, existe idiota culto, mas burrice não tem cultura.

E só falei da Europa, mas a … – não vou usar palavrão – está acontecendo até no país que mais tem liberdade e que foi formado na liberdade. A imbecilidade é tão grande, que uma até significativa parcela de americanos passou a acreditar que o Obama era o Papai Noel e que o Trump é o demônio. (Né, Berto?)

Não vou aqui falar de filosofia, de Marx, ou principalmente de Gramsc, deixa pra lá. A pinimba é pessoal minha, … ou não.

No Brasil, então, a vaca torce o rabo. Além de todas as besteiras que estão acontecendo no primeiro mundo, ainda temos as nossas de terceiro mundo (?).

Nem vou falar dos petistas, psolistas et caterva, esses são tão idiotas quanto os suicidas do Jim Jones, ou seja, BURROS.

Nós, brasileiros, além de idiotas somos incultos, não conhecemos a nossa própria história, achamos que o mundo está ao nosso redor e seguimos a “filosofia” da “Lei de Gerson”.

Nos comportamos mal, não sabemos nada, e votamos mal.

Burrice? Para onde vamos?

23 julho 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

MATANÇA

Xangai, parceiro e amigo do colunista fubânico Jessier Quirino, canta uma linda e tocante composição da autoria de Jatobá.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – CHARGE ONLINE

23 julho 2017 PERCIVAL PUGGINA

PAÍS FALIDO, JOGANDO DINHEIRO FORA!

O governo federal anuncia aumento de impostos para compensar um gasto público que está ampliando o déficit previsto. Ah! Que coisa! Quem poderia imaginar qualquer desses dois fatos, ou seja, o gasto “superior ao previsto” e a solução fiscal encontrada? Estamos diante de uma situação recorrente, apenas agravada pela prolongada recessão que só as toupeiras não anteviam diante do regime de Copa franca e Olimpíada por conta da casa, que vigorou nisso e em tudo mais ao longo dos últimos oito anos do governo petista. Quem dizia que tudo acabaria em roubalheira e prejuízo era muito mal visto. Faz 10 anos, mas eu lembro.

Era o tempo das vacas gordas e a nação jazia sob um governo, partidos e corporações funcionais suficientemente tolos para imaginar que aquilo iria durar para sempre. Como resultado dessa malfadada conjugação, a despesa continuou crescendo mesmo quando a receita começou a cair.

Em sua coluna de sexta-feira, 21, em Diário do Poder, o jornalista Claudio Humberto registra algo que mencionei durante recente palestra que fiz a um público convidado por entidades empresariais de Passo Fundo. O número é impressionante: o Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, tem 10 vezes mais servidores do que a Casa Branca, sede do governo dos EUA. São 3,8 mil no Planalto, 377 no staff de Trump e na cúpula do seu governo.

Não tenho os números do Congresso deles, mas duvido que a proporção seja muito diferente. Nossas duas Casas, juntas, têm 28 mil servidores, na soma dos efetivos, comissionados e terceirizados. Não é diferente a situação, com mordomias e penduricalhos, nos órgãos do Poder Judiciário, seus conselhos e no TCU. Nem é diferente a explicação para o “fundão” de R$ 3,5 bilhões que deverá irrigar a campanha eleitoral do ano que vem.

A questão que proponho aos leitores é esta: houve algum movimento, por menor que seja, no sentido de reduzir os custos fixos nessas posições privilegiadas do serviço público? O contexto de dificuldades que afeta postos de saúde, hospitais, escolas, obras de infraestrutura tem algum reflexo no topo das instituições? Nada! Restrições passam longe dessas cadeiras de espaldar alto.

Observem a Venezuela. Enquanto incendeia sua miséria na valeta do comunismo caudilhesco, Maduro proclama que as dificuldades da economia são resultado da resistência dos empresários e do capitalismo. Aqui, seus parceiros ideológicos não ensinam diferente: a culpa dos problemas do país é do tal mercado e sua lógica. No entanto, a situação nacional seria bem outra se o setor público respeitasse a lógica de mercado na composição de seus quadros e na remuneração de seu pessoal. Qual é o artifício capaz de justificar o fato de que, no Primeiro Mundo, certas funções tenham um décimo do número de servidores custeados pelo pagador de impostos brasileiro? Isso descreve uma das essências do socialismo: o Estado como grande empregador, remuneração privilegiada para o topo do poder político e o restante trabalhando para pagar a conta. Tudo bem de esquerda, não é mesmo?

23 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

23 julho 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM SONHO ENCANTADOR

Os monges trapistas constituem uma comunidade católica que tem uma característica bem interessante.

Eles passam o tempo todo em absoluta contemplação, orando e adorando, sem abrir a boca.

Enfim, os trapistas são mudos por opção. Assim feito o fubânico petista Ceguinho Teimoso que, embora sadio das vistas, optou por não enxergar absolutamente nada ao seu redor, por livre e espontânea imposição político-ideológica.

O meu sonho é que Lula tenha um instante, apenas um instante, de sinceridade e, já que é viúvo, invente de se tornar um monge trapista.

E fique mudinho pro resto da vida, nos poupando de escutar tanta merda.

Ai, ai…

Eu chega fico com o coração cheio de esperanças quando imagino que este sonho bem que poderia se concretizar.

Placa afixada na entrada de um mosteiro trapista

23 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

MEIA DÚZIA DE PELEGOS

Ridículas as manifestações em defesa de Lula na última quinta-feira. Meia-dúzia de pelegos, comparsas e alienados compareceram.

Também já era mais que hora para que as pessoas percebessem, por mais ingênua e sonhadora que a militância seja, que Lula acabou. Que Lula é tudo aquilo que se diz por aí: ladrão, corrupto, sem-vergonha e sem nenhum escrúpulo.

Sem dinheiro para financiar as viagens da militância, com os sindicatos assustados com a possibilidade de perder a teta do imposto sindical, sem dinheiro para o ‘cachê’ dos militantes a soldo e para a mortadela dos militontos a manifestação foi um rotundo fracasso.

Nem as fotos fechadas ou maquiadas conseguiram aumentar um pouco o comparecimento da pelegada. Este é o começo do fim do boquirroto. Até a militância mais arraigada, os ‘zintelectuais’ da Universidades e os artistas pseudo-intelectuais aproveitaram a desculpa, qualquer desculpa e não apareceram.

Lula derrete, o PT está encolhendo a olhos vistos. A esquerda brasileira a está atônita pois sem Lula eles perdem sua competitividade e praticamente qualquer chance de curto ou médio prazo para retornar ao poder. Bom para nós, a ala honesta e trabalhadora do país.

A cantilena do pai dos pobres, do salvador da pátria, do pobre, do povão não cola mais. As provas são contundentes só não enxerga quem não quer. Por exemplo, basta observarmos as provas no processo que condenou Lula, aquelas que a defesa do apedeuta e os esquerdopatas dizem não existir.

Destaco apenas duas: a declaração de imposto de renda de Lula e família que arrola como bem da família o apartamento no Edifício Solaris por diversos anos e só foi retirado do rol quando surgiram as primeiras denúncias. Outra um contrato de compra e venda, assinado e rasurado, encontrado na casa de Lula. A rasura segundo a perícia da PF mudou o apartamento original do contrato e, é isso que importa, a perícia mostra que a rasura escondeu o número do apartamento inicialmente contratado, que era o atual triplex (na épica tinha outra numeração). Estão ai as provas documentais, da lavra do apedeuta, que alegam não existirem.

Mas Lula não podia ter um triplex no Guarujá? Podia e pode. Tem renda e posses para isto. Porque escondeu o triplex? Por dois motivos: para manter a aura de pobre e porque o dinheiro da compra veio de propinas.

Por falar em pobre, o sem-vergonha do Nine fingers já vinha tentando esconder que pobre ele não é a muito tempo. Como também não é trabalhador desde os anos 1970. Lula é um oportunista, vivendo encostado, de rendas, favores e do controle que exercia sobre a militância. Isto mesmo você trabalhava, ele vagabundeava e negociava, sempre dizendo que defendia seus interesses.

Mas como alguém que foi Presidente da República não sabe quanto ganha? Lula tentou nos aplicar esta. Sua renda em pensões e aposentadorias é de quase 50 mil reais por mês. Uma aposentadoria digna de marajá! E o PT diz que ele vai passar fome pois é pobre. Aliás com esta renda e sem despesas pois como Ex-presidente e escroque tem direito a segurança, assessores, carros, gasolina, diárias e passagens aéreas. Tudo pago por nós, os otários!

Claro que Lula não gasta passagens aéreas. Tem sempre algum amigo ‘desinteressado’ para emprestar-lhe um jatinho. Mas outra coisa, digam-me quantas pessoas pobres ou de classe média ou até ricas, têm no Brasil de hoje 600 mil na conta corrente?

E o discurso do pobre e trabalhador Lula como fica quando aparecem 9 milhões, de dinheiro com origem duvidosa, em aplicações em seu nome? Porque o Cara-de-pau não aproveitou o palanque e explicou de onde veio este dinheiro?

Simples, não têm explicação! Então resta-lhe calar-se e fingir que não é com ele. E os sem-noção aplaudem e os sem-vergonha, especialmente as lideranças do PT e alguns pseudo-intelectuais, gaguejam e mudam de assunto.

Mas o povão acordou e não entra mais nessa, tanto que as ditas manifestações restaram vazias. Lula e o PT têm muito que explicar, não o farão pois não tem como explicar. Sabe o que o povo fará?

Vai lhes dar uma banana!

Esperemos 2018, veremos com certeza a derrocada do PT que voltará a ser o partidinho insignificante que nunca deveria ter deixado de ser. As burradas do partido e de seus próceres ainda vão causar muito sofrimento ao Brasil. Mas as urnas, em 2018, vão chutar-lhes as bundas.

E Lula? Oxalá o veremos reduzido ao que sempre foi: um vagabundo, bêbado e mentiroso ladrão. De preferência atrás das grades, junto com muitos cumpanheros e de preferência com toda a sucia de corruptos que infesta os governos brasileiros.

E o resto da companheirada, tal e qual aos sindicalistas, ‘zintelectuais’, servidores públicos (a parcela vagabunda), políticos sem-vergonha e sem-noção e outras militâncias vão ouvir do povo nas ruas e nas urnas o que já deviam ter ouvido faz muito tempo. Um sonoro:

Calem a boca e vão trabalhar VAGABUNDOS!

23 julho 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

23 julho 2017 REPORTAGEM

ELE NÃO SE EMENDA

O NÚMERO DELE – Proposta se ajusta com perfeição ao petista, interessado em escapar da condenação em segunda instância

Quando, nos anos 90, a Operação Mãos Limpas passou a fustigar a classe política italiana envolvida em falcatruas, logo começaram a ser criadas leis para salvaguardar quem foi pego com a “mão na geleia” – expressão usada pelos cidadãos do país da Velha Bota para designar alguém “flagrado em corrupção”. No Brasil, a cada dia se recorre a mais um tipo de tática “salvaladri – ou salva ladrão – para blindar os alvos da Operação Lava Jato.

A última, e inacreditável, por ousada e pelo timing escolhido, é a indecorosa tentativa de promover uma anistia ampla e quase irrestrita para que nenhum candidato possa ser preso oito meses antes das eleições. Não é preciso chegar ao final do texto para saber quem a gambiarra da impunidade pode beneficiar.

Sim, esse mesmo que você pensou, o ex-presidente Lula, condenado há duas semanas pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão, e que cuja decisão em segunda instância, capaz de levá-lo inapelavelmente para a cadeia, tende a sair exatamente no período estabelecido pela emenda casuística: oito meses antes das eleições. Não por acaso, a proposta nasceu apelidada de “emenda Lula”.

DE NOVO ELE – Em 2009, Vicente Cândido articulou emenda do terceiro mandato de Lula

Ao que é prontamente atendido, sem sequer corar-lhe as bochechas. Como quando quis testar o meio político e a opinião pública, ainda em 2009, sobre a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Mais uma vez, lá estava a postos Vicente Cândido, candidamente, para propor mais uma iniciativa que se ajustava com perfeição aos desígnios de Lula. Não logrou êxito, como se sabe.

Claro que a “emenda Lula” se estenderia a outros parlamentares encrencados com a Justiça. Toda a classe política seria beneficiada. Mas não há sombras de dúvidas de que a proposta foi feita sob medida para atender as conveniências do ex-presidente petista.

De acordo com um parlamentar próximo a Cândido, a ideia era matar dois coelhos numa tacada só: aprovada a emenda, seria disseminada a narrativa, segundo a qual, se o petista não pode ser preso, a candidatura também não poderia ser cassada com base na Lei da Ficha Limpa.

De acordo com o texto da proposta de Vicente Cândido, antes mesmo das convenções partidárias, os pré-candidatos ficariam imunes à prisão. Hoje, esse prazo é de apenas cinco dias antes da eleição. Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) trata-se de uma esquisitice, para dizer o mínimo. “A tal habilitação prévia e consequente imunidade à cadeia acontece antes da convenção partidária. É um negócio meio esquisito, né?”, avalia. “E se o partido não der legenda? Ele ficou blindado, não pode ser preso, e se ele não for candidato? Como é que fica?”

Para Toninho, é difícil que a medida seja aprovada pelo Congresso. “A medida já surgiu estigmatizada com esse selo de que veio para o Lula”, justifica. A lamentar também que todo esse episódio já concorre para atrapalhar a votação de medidas louváveis no âmbito de uma mais do que necessária reforma política. “Elencaria como importantes iniciativas no sentido de racionalizar o horário eleitoral, ampliar a fiscalização das campanhas, reduzir a desigualdade entre candidatos e a garantir a presença de candidatos ligados a minorias”, afirmou o diretor do Diap.

ISTOÉ tentou contato com Vicente Cândido por dois dias, mas ele preferiu o refúgio do silêncio. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, porém, afirmou que o objetivo é o de “reagir” ao Judiciário, que tem feito inúmeras prisões de políticos, notadamente os sem foro privilegiado, como demonstram os três anos de Operação Lava Jato.

Ou seja, o PT, um partido recheados de fora de lei, já não esconde mais o desejo de confrontar a Justiça. “Tem muita exploração da política por parte de promotores, juízes, delegados, então é para evitar que, no ano que vem, em especial, haja exploração dessa natureza”, contou o deputado.

Ele reconhece que o tempo de oito meses seria muito extenso para um salvo conduto. “Mas nesse momento em que nós estamos vivendo, acho que é uma necessidade. Há uma vulnerabilidade da política, acho que falta ação da política, sobretudo no Legislativo que poderia ter um papel mais coordenador do equilíbrio”. E tome narrativa baseada em sofismas. O juiz Marlon Reis, criador da Ficha Limpa, foi preciso ao dizer que a medida é um “cavalo de Tróia”. “Ela vem com uma capa de algo que já estava sendo reivindicado pelo movimento contra a corrupção eleitoral, que é a antecipação da habilitação. Claro que da maneira como foi apresentada é extremamente negativa e injustificável”, afirmou. É o famoso lobo em pele de cordeiro. Nessa fábula, sabemos quem perde no final.

O salvo conduto para Lula

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou emenda para impedir que candidato possa ser preso oito meses antes das eleições. Tudo para beneficiar Lula:

– A emenda Lula prevê que um candidato a presidente, pré-habilitado em fevereiro, não possa ser preso oito meses antes das eleições

– Hoje, a lei eleitoral estabelece que os candidatos não podem ser presos quinze dias antes do pleito

– O petista Vicente Cândido objetiva, claramente, impedir que Lula tenha a prisão decretada pelo Tribunal Regional Federal, da 4ª Região, que deve referendar a condenação do ex-presidente a uma pena de 9 anos e 6 meses de cadeia

– Se Lula for condenado em segunda instância, ele deverá ser preso, conforme entendimento do STF. Nesse caso, não poderá disputar as eleições

– A mudança na lei para favorecer Lula tem que ser votada em agosto na comissão especial da reforma política e depois ir a plenário. Em seguida, tem que ser votada no Senado até setembro, para valer para as eleições do ano que vem

Transcrito da Revista Isto É

23 julho 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

VOA, DINHEIRO! E O DINHEIRO VOA

Um presidente da República, na opinião de seus aliados, não pode se submeter à humilhação de um voo com escalas. Foi isso que Lula alegou para não usar um excelente jato da Embraer, que até serviria de propaganda para a indústria brasileira, e preferiu o Airbus conhecido como AeroLula. E Temer alega o mesmo motivo para alugar um Boeing 767: pode fazer viagens 2.500 km mais longas sem o incômodo de pousar para reabastecer.

No Interior de São Paulo, onde nasceram este colunista e Michel Temer, dir-se-ia: “Que frescura!” Ou, no caso de Lula e de Temer, talvez não seja frescura. Afinal, quem paga não são eles, somos nós. Eles só desfrutam.

Esquisitice: o AeroTemer é alugado de uma empresa, a Colt Transportes Aéreos, proibida de voar. Seu Certificado de Empresa de Transporte Aéreo foi suspenso há nove meses, pelo mesmo Governo que alugou o avião, entre outros motivos “por deficiência (…) de execução de tarefas de manutenção”. Outra empresa do grupo, a Colt Táxi Aéreo, teve a licença cassada pelo Governo por, segundo o jornalista Igor Gielow, da Folha de S.Paulo, que descobriu o caso, “problemas técnicos e trabalhistas”. Mas alguém no Governo tem bons motivos para confiar neles.

A Colt ganhou a licitação para alugar o Boeing até 2019 por US$ 19,77 milhões; o preço inclui manutenção e logística (o que a FAB poderia fazer com perícia) e seguro. No pagamento estão incluídos nossos impostos.

Pague, pague

O presidente dos Estados Unidos tem 377 pessoas trabalhando a seu lado. O presidente do Brasil tem 3.800, segundo levantamento do jornalista Cláudio Humberto. A Justiça americana tem um carro de representação: o de uso do presidente da Suprema Corte. Os demais magistrados americanos não têm carro de representação. No Brasil, a partir da segunda instância, os magistrados (800, aproximadamente) têm carro de representação, com motorista, combustível, tudo por conta do Tesouro – ou, falando claro, por nossa conta. Os EUA, com população 50% maior que a do Brasil, têm 78 deputados federais a menos. E, com 50 Estados, têm cem senadores. O Brasil, com 27 Estados, tem 81 senadores.

Pague mais, pague mais

Os magistrados americanos têm salário parecido com o dos brasileiros. Mas não têm os penduricalhos, como auxílio-moradia, auxílio-escola e gratificações diversas. Por lei, nenhum servidor público brasileiro pode ganhar mais que um ministro do Supremo, uns R$ 34 mil mensais. Mas há desembargadores com subsídios mensais de R$ 200 mil. Em média, segundo levantamento de O Estado de S.Paulo, em 2016 o desembargador mineiro ganhava pouco mais de R$ 56 mil mensais; o paulista, cerca de R$ 52 mil. Parlamentares brasileiros ganham mais que os canadenses, ingleses, japoneses, alemães, noruegueses, israelenses, suecos, franceses. Ainda têm plano ilimitado de saúde, apartamentos funcionais, auxílios diversos. E têm algo de valor inestimável: pagadores de impostos que sustentam tudo isso.

Fingindo, fingindo

Agora vai: o presidente Michel Temer decidiu enviar 800 homens da Força Nacional de Segurança para melhorar a segurança pública no Rio. Com isso, o Rio terá um total de mil homens do Governo Federal na área.

O Rio tem 46 mil soldados na Polícia Militar. Mais mil não são um reforço considerável. O Rio, por lei, deveria ter 60.471 PMs; e não tem. No Brasil, há um policial para 473 habitantes, diz o IBGE; parâmetros internacionais recomendam um policial para 250 habitantes. E, de preferência, bem armados, bem protegidos, bem pagos. Não devem precisar aguardar o colega para usar o mesmo colete à prova de balas. Nem devem morar na favela, submetendo-se às ordens de traficantes ou morrendo.

Terror, terror

Quando o presidente Michel Temer anunciou o envio de mais 800 soldados ao Rio, a Linha Vermelha, que liga o centro da cidade à Zona Sul e à Baixada Fluminense, foi interditada pela 15ª vez neste ano (na média, mais de duas vezes por mês), porque havia tiroteios na região. Quando o trânsito para, há arrastões. Enquanto isso, assaltantes pesadamente armados tomaram tudo de pacientes na fila do Instituto Estadual de Diabetes. E que faziam eles na fila? Aguardavam – o laboratório não estava funcionando.

De novo, de novo

O juiz Sérgio Moro marcou o interrogatório de Lula (em outro processo, o do sítio de Atibaia) para 13 de setembro. Não, Lula não terá de explicar os R$ 9 milhões que tinha aplicado num plano de previdência privada (a menos que o interrogatório se desvie da rota normal). Será, provavelmente, replay do interrogatório sobre o apartamento triplex na praia do Guarujá.

Mais interessantes serão as preliminares: Marcelo Odebrecht, no dia 4, e Antônio Palocci, no dia 6. Palocci, especialmente, pode trazer surpresas.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

23 julho 2017 DEU NO JORNAL

O JBF APELA PARA GLEISI HOFFMANN

No celebrado Newseum, de Washington, a imprensa brasileira é considerada “parcialmente livre”, a exemplo de vários países africanos e asiáticos.

O museu errou: no Brasil só não é livre quem não quer.

* * *

De fato, a nossa imprensa é totalmente livre pra falar o que bem quer.

Assim feito esta gazeta escrota, que fala e reproduz merda o dia inteiro.

Mais livre ainda são os leitores pra elogiar, meter o cacete ou postar disparates do tipo “grande mídia golpista“.

Mais livre do que a nossa imprensa só mesmo as imprensas de Cuba e da Coréia do Norte, segundo garante o fubânico Ceguinho Teimoso.

O único órgão da nossa imprensa que não era livre e que tinha o rabo preso era a revista Carta Capital, que foi à falência depois que o PT levou um pé na bunda e se viu forçado a largar as chaves dos cofres públicos, de onde escorria o rico dinheirinho do contribuinte para financiar o órgão dirigido pelo independente e ético “jornalista” Mino Carta.

Já o JBF é doido pra ter o rabo preso.

Mas não aparece uma única estatal, uma Petrobras da vida, pra soltar uns pixulecos e aliviar as fudidas finanças deste jornal que vive na mais absoluta miséria.

O meu sonho era que Gleisi Hoffmann – atual gerente do PT a mando de Lula e cognominada Amante na lista de propinas da Odebrecht -, fizesse um apelo pro JBF no mesmo molde do apelo que ela fez pedindo dinheiro pra Carta Capital:

“Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me! Estes tabacudos do PT são hilários”

23 julho 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

23 julho 2017 RUY FABIANO

O PAÍS NO NECROTÉRIO

Dez por cento dos homicídios do planeta ocorrem no Brasil, que é também campeão mundial na categoria em números absolutos: de 2011 a 2015, matou-se mais aqui que, no mesmo período, na Guerra da Síria: 278 mil e 839 contra 256 mil e 124. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O tema não consta da agenda política do país, não obstante versar sobre o bem maior da existência, que é ela própria. Nenhum tema pode se sobrepor ao da preservação física da população. E, no entanto, vários se sobrepõem. Basta consultar os discursos do Parlamento e as propostas de lei que lá tramitam.

Há uma guerra civil em curso, mas as tais instituições – que os políticos garantem estar funcionando – não a enxergam.

Dados do Mapa da Violência referentes a 2014 (os últimos atualizados daquela fonte) registram 59 mil e 627 pessoas assassinadas, contra 48 mil e 909 no ano anterior.

Dessa estatística, constam apenas os que morrem no local do crime. Os que morrem depois ou sofrem lesões graves não se incluem nessa contabilidade macabra. Não é tudo: os especialistas garantem que esses números estão ultrapassados, e que, em 2017, a violência está sendo bem maior que nos anos anteriores.

Basta ver o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro com os transportes de carga, que levam alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais à população. São 24 assaltos por dia. Em São Paulo, são dois por semana.

As empresas de transporte não querem mais fazer a rota da cidade e as seguradoras se recusam a continuar cobrindo o desfalque, sem falar nos motoristas que não querem mais se expor à violência, que já matou alguns colegas. No limite, isso levará ao desabastecimento da cidade que é a segunda em renda e população do país, além de seu cartão postal.

O narcotráfico é, de longe, a causa maior desse genocídio. Tomou os morros do Rio e a periferia dos grandes centros urbanos. Mas quem liga? A única providência do governo, não este, mas o anterior (embora este ignore o problema) foi desarmar a população.

Esta semana, um deputado estadual de Goiás, Major Araújo (PRB), teve uma ideia ainda mais brilhante: desarmar a polícia, “já que não é possível desarmar os criminosos”. Não é piada: são os termos do projeto de lei n° 787, de sua autoria, já em tramitação.

O Brasil, inicialmente corredor de exportação dos países que sediam os grandes cartéis de drogas – Bolívia e Colômbia -, tornou-se gradualmente grande consumidor; é hoje o segundo mercado mundial de cocaína (o primeiro são os EUA) e o primeiro de crack.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, após acordo de paz com o governo local, se encaminham, seguindo conselho de Lula, para tornar-se um partido político, são os maiores fornecedores do planeta. A política não atrapalhará os negócios; continuarão a coexistir. Quem sabe, venham a eleger o próximo presidente da República. Como aqui, tudo é possível.

As Farc integraram na origem o Foro de São Paulo, entidade que congrega os partidos de esquerda do continente, fundado por Lula e Fidel Castro em 1990. Acaba de promover sua 23ª reunião na Nicarágua, onde pontificou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, senadora e ré na Lava Jato. Solidarizou-se com o regime esquerdista de Nicolas Maduro, da Venezuela, que, como aqui, estaria sofrendo perseguição da elite local e do imperialismo yankee. Isso mesmo.

Ainda carecem de estudos os vínculos entre a ascensão esquerdista no continente e o comércio de drogas. Na Venezuela, por exemplo, presidiu a Assembleia Nacional, ao tempo de Chavez e até há pouco, um conhecido operador do ramo, Diosdado Cabello.

No Brasil, Dilma Roussef, ao tempo em que chefiava a Casa Civil, no governo Lula, nomeou Ângela Maria Slongo, mulher de um chefão das Farc, Olivério Medina, como oficial de gabinete, em 2006. Medina, na ocasião, estava preso no Brasil. Foi solto logo depois. E revelou ter oferecido dinheiro das Farc a candidatos do PT.

Nada disso foi até aqui investigado. E é improvável que o seja.

Para que se tenha uma ideia do poder financeiro do narcotráfico, basta dizer que movimenta algo em torno de 1,5% do PIB mundial – 870 bilhões de dólares, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

Esse comércio, segundo essa fonte, movimenta 40% das demais frentes de negócios do crime organizado no mundo, como tráfico de armas, de pessoas e lavagem de dinheiro, num total anual de US$ 2,1 trilhões, ou 3,6% do PIB global.

O Brasil está no coração dessa tragédia, e as instituições (“que estão funcionando”) fingem que não veem. O Foro de São Paulo, fiquem tranquilos, garante que a revolução ainda não começou.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

UM AVÔ E DUAS NETAS LINDAS E TALENTOSAS

Comentário sobre a postagem AZNAVOUR, A LENDA VIVA

Oswaldo Ferreirinha:

“Bela lembrança do José Narcelio.

Como sugestão segue vídeo de mais uma obra prima do Aznavour (legendada) que deve ser aproveitada pelo JBF,”

23 julho 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

FÁBULA DO FRIBOI – 1ª PARTE

Casa de Carne Mineira – Anápolis, 1953

Era um vez, agora há pouco, um jovem açougueiro que se estabeleceu em Anápolis. O cara veio com disposição, sabia abater gado, tinha um pequeno rebanho e era bom negociante. Em pouco tempo a “Casa de Carnes Mineira” atendia não apenas a clientela local, como também fornecia carne para outros açougues da cidade e redondezas. Logo ficou conhecido na região como “Zé Mineiro” e passou a dominar o mercado da carne naquela região.

No começo abatia cinco bois por dia e distribuía a carne numa Kombi. Com apenas 23 anos seu negócio crescia a olhos vistos e já podia se considerar um empresário bem-sucedido. Não mais que de repente, como dizia o poeta, surge uma metrópole na região, Brasília, a nova capital do Brasil. Em 1957 acorreram para o local centenas de nordestinos, que adoram carne. Depois de 1960, com a inauguração da cidade, surgem centenas de cariocas, que apreciam carne e gente de toda parte do Brasil. Incluindo os gaúchos, que aproveitaram para montar suas churrascarias.

Quando se fala da “pessoa certa, na hora e local certo”, é o caso do “Zé Mineiro”. Afinal, quem poderia abastecer de carne toda aquela população? Em contato com as empresas construtoras, ele começou a fornecer carnes para os refeitórios dos “candangos”. Passou a abater 30 bois por dia com perspectivas de ampliação, pois a construção da cidade se dava em ritmo acelerado. Logo mais seria preciso atender também os açougues que surgiriam na cidade. O negócio foi se afirmando, tornando-se a principal fornecedora de carnes de Brasília e redondezas. Em 1969, foi o primeiro frigorífico do Brasil a usar o selo SIF. Até ali não havia a exigência de um “Serviço de Inspeção Federal” para controlar a qualidade da carne.

Em 1960, junto com a fundação da cidade, nasceu o primeiro filho, que recebeu o mesmo nome do pai, certamente com a intenção de dar continuidade à empresa JBS, as letras iniciais de seu nome. Com Brasília inaugurada, os negócios foram alavancados rapidamente. Em 1962 arrendaram um matadouro em Luiziânia, passando a abater 50 bois por dia. ”Zé Mineiro”, maneiro e hábil nos negócios, logo travou bons contatos com os políticos e passou a atender também o novo governo que ali se estabelecia. Com isso, sua empresa deu um salto surpreendente.

Em 1968 foi adquirido um matadouro em Planaltina, e passou a abater 200 bois por dia. O império da carne do Zé Mineiro vai se afirmando e criaram um novo nome para a empresa: “Friboi”, que logo virou marca consagrada no mercado. Na condição de fornecedor quase exclusivo de carne para toda a região, os negócios foram crescendo de forma vertiginosa com a aquisição de novas instalações nos arredores de Brasília. Em 1972 nasceram os gêmeos Joesley e Wesley, quando o filho mais velho já era conhecido por “Júnior Friboi”. Curioso é que mesmo carregando esse apelido, o rapaz não deu continuidade aos negócios do patriarca. Mais tarde enveredou para a política e os caçulas gêmeos é quem substituíram o velho no comando da empresa.

A partir daí a empresa passou a crescer exponencialmente, com a aquisição e diversos abatedouros e fábricas de conservas de carne e diversificação de produtos, chegando a ter uma fábrica de sabão e cosméticos. Em 1993 instalou em Anápolis uma indústria com capacidade de desossar carne e abater 1000 bois por dia. A essa altura já estavam abastecendo os mercados do Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades. No período 1996-1999 instalaram novas unidades de processamento em Goiânia, Barra do Garça (MT) e Andradina (SP) e partiram para a exportação de carne para os EUA e Europa. O abate agora é de 5.800 cabeças por dia, e representou uma nova guinada na empresa.

Em 2004 é chegada a hora de estabelecer o império da carne. A sede corporativa da empresa foi transferida para São Paulo junto com 150 funcionários e centralizando as operações de sete unidades instaladas em outros locais. Por esta época, os gêmeos já estão com 32 anos e aos poucos passam assumir o comando da empresa. “Aos poucos” é força de expressão; pois os rapazes, seguindo a tradição familiar de bons relacionamentos com os políticos, deram rapidamente um impulso gigantesco à empresa com a chegada do Governo Lula em 2003. Não perca a 2ª parte desta fábula, e veja até onde estes gêmeos levaram o empreendimento do seu “Zé Mineiro”.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SABRINA CONCEIÇÃO LOBO – VITÓRIA-ES

Boa noite, querido editor!

Dê uma olhada neste vídeo.

Está ótimo!

Lulalau não jeito mesmo.

Um grande abraço para todos os colegas desta “gazeta escrota” diretamente da capital cabixaba.

R. Estimada leitora, aguarde o bem fundamentado comentário do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso sobre este sujeito que faz estas considerações a respeito de Lula no vídeo que você nos mandou.

A briga entre um vivente que enxerga e um outro vivente que não vê porra nenhuma é uma luta desigual.

O cego sempre vence.

Quer dizer, vence sempre se for um cego militante petista.

Eles dizem que venceram mesmo quando perdem.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


A PENUMBRA

Campanha contra o preconceito racial

A luz do dia vai sumindo, tal qual a água que se esconde na areia do deserto. Rápido, muito rápido.

O vento forte traz consigo a penumbra aliada ao anúncio da escuridão noturna. Escurece, e estamos juntos, um ao lado do outro. Estamos misturados numa situação em que só a tua cabeça preconceituosa guardou a diferença – a diferença da tonalidade da nossa tez.

Por segundos, minutos e horas, a cor da nossa pele é a mesma – como na realidade é e sempre deveria ser. Nem era necessária a chegada da penumbra para ficarmos iguais. Apenas um coração bom e uma sensatez bastariam.

Passam segundos, passam minutos e passam horas – a penumbra desaparece e leva junto o teu raciocínio e a tua humildade. Tua cabeça volta para a mesmice e tua sensibilidade se transforma em pedra. Voltas ao teu status quo – ele é teu. Tu és tu – e serão necessárias muitas noites transformadas em penumbra, para perceberes que temos a mesma tez. A mesma cor.

As nossas diferenças estão apenas no caráter. Não na cor da tez. Nessa particularidade, nenhum vento forte tangerá a penumbra que habita em ti. Infelizmente.

Que Deus (todo poderoso – aquele mesmo a quem recorres nos desesperos) te tire definitivamente da penumbra.

Chegou o jogo!

O caminhão que transporta a delegação do futebol

Domingo, em qualquer lugar de qualquer Estado deste Brasil. Sol a pino, entre 13 e 14 horas e alguns ainda dormem a sesta vespertina para compensar e tentar recuperar as energias perdidas na semana de trabalho.

De repente, em som quase total, escuta-se:

– Chegou o jogo!

O jogo nada mais é que um caminhão velho (que não consegue trafegar por mais de duas horas – o motor esquenta, a gasolina acaba ou o carburador esquenta além da conta, e enguiça – prega, para alguns) repleto de jovens pretenso jogadores e uma grande maioria na meia idade. É o cumprimento de uma partida amistosa de futebol – futebol dos bairros, onde apenas a diversão é o lucro.

São mais de 50 pessoas que formam as duas equipes. O segundo quadro, que vai “esfriar o sol”, manter a forma de alguns gorduchos e iniciar a caminhada de alguns ainda imberbes. O placar do jogo é o que menos importa – isso faz parte do acordo entre os diretores dos dois clubes.

É uma diversão total. Alguns jogadores, por não possuírem chuteiras, acabam jogando descalços mesmo. Ao final da partida, as marcas estão nas canelas. Mas tudo vale à pena.

Vai entrar em campo o “primeiro” time. Pelado ainda não chegou (perdeu o caminhão e está vindo de moto táxi); Gerson foi acompanhar uma cirurgia de um parente no hospital; Edilson, que é evangélico, preferiu orar com os irmãos por uma vitória do time; e o goleiro Everaldo torceu o tornozelo e não tem condição de jogar. A onzena precisa ser completada com alguns meninos que já jogaram no “segundo” quadro.

É assim o futebol que apaixona e permite a iniciação de muitos que viram ídolos. Em anexo, o caminhão que transportou a delegação do Jaguacetuba Futebol Clube.

As muitas BR-3 – todas nossas

Br-3

Fim de tarde, quase noite – o sudeste brasileiro fervilhava no dia 31 de março de 1964, pois vivia “in loco” o “fato” que se aproximava. As demais regiões ainda desconheciam a mudança que nos aprisionou por muitos e muitos anos. Explodiu tudo ao amanhecer – e poucos acreditavam (pela falta de seriedade que se vive no País) por se tratar do dia 1 de abril.

Mas a verdade chegou. Foi um baque. Estado de sítio – nem entra nem sai (como é até hoje, alguns que tinham condições de sair, saíam sem dizer até logo – e hoje vivem enganando, curtindo de heróis) e muitos que não saíram acabaram desaparecendo. Até hoje estão desaparecidos. É verdade que muitos viraram concreto numa determinada ponte de mais de 14 quilômetros.

Vieram os protestos. Protestos inteligentes, pensados e postos em prática por pessoas inteligentes – não os idiotas de hoje. Um deles foi o Festival Internacional da Canção. Protesto inteligente e pacífico, exortando à reflexão e às necessidades de ações inteligentes, porque “o inimigo” nunca foi o que se pensa até hoje. O inimigo também era competente e tinha um bem montado serviço de inteligência, sem contar com os X9s – entre os quais havia um, que hoje “tira onda” de Deus.

A seguir, um pouco da fala, a letra da música e o áudio da música-protesto campeã daquele FIC de 1970 – quando éramos pouco mais de 70 milhões.

É verdade que, desde a fuga de casa, aos 11 anos, Tony não fez outra coisa senão aproveitar cada oportunidade que a vida lhe ofereceu. Foi engraxate, paraquedista no Exército, cover de rockeiros e até cafetão no Harlem, nos Estados Unidos. Mas a real mudança veio em 1970, quando participou do Festival Internacional da Canção e saiu vencedor, ao lado do Trio Ternura, com a canção BR-3, de autoria dos compositores Tibério Gaspar e Antônio Adolfo.

“É o hino. É um marco. É a estrada da vida. ‘A gente corre e a gente morre na BR-3’”, repete a letra. Tony reafirma que a música tratava apenas do perigo da rodovia, atualmente BR-040, que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Uma história circulou na época e acabou virando lenda: ‘BR-3’ seria a terceira veia, e ‘Jesus Cristo feito em aço’ a agulha, referindo-se à aplicação de heroína. “Coisa dos militares. Estavam desesperados”, explica Tornado.

23 julho 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

23 julho 2017 REPORTAGEM

E ELA AINDA VAI DAR AULA… DE QUÊ?

MULHER SAPIENS – Dilma será “professora” em curso sobre a esquerda, mas suas lições se resumem em como quebrar um País em seis anos 

Com o colapso de governos populistas no mundo, e após 13 anos de uma gestão petista responsável por mergulhar o País na maior crise econômica e moral da história recente, é inegável até mesmo entre os próprios militantes do PT a urgência da revisão e modernização das ideologias e práticas da esquerda. Por iniciativa do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), o Instituto Dom José Gomes, de Chapecó, em Santa Catarina, ligado ao PT, resolveu lançar um curso de pós-graduação batizado de “A Esquerda no Século XXI”.

Até aí, tudo bem. Reflexões plurais são sempre bem-vindas na democracia. Mas como se fosse uma piada de mau gosto, convidaram para ser uma das “professoras” do curso, que custará R$ 7.200 por aluno, ninguém menos que a ex-presidente Dilma Rousseff. Isso mesmo. A pessoa que conseguiu estraçalhar as bandeiras e a imagem da esquerda brasileira, pois em apenas seis anos de gestão foi capaz de aumentar a desigualdade sócio-econômica, tirar a sociedade da condição de pleno emprego para arremessar 14 milhões de trabalhadores para fora do mercado de trabalho e a afundar a economia nacional. Em seu fracassado governo, ela já dava aula: mas de como se quebrar um País em tão pouco tempo.

Suas pérolas são conhecidas e inspiradoras de memes nas redes sociais. Como não lembrar do dia em que Dilma quis ensinar o País a estocar vento? E o discurso em que afirmou que a bola, símbolo da nossa evolução, nos transformou em “homo sapiens” e “mulheres sapiens”? Fora o “respeito pelo ET de Varginha” e a célebre saudação à mandioca, “uma das maiores conquistas do Brasil”. Para usar outra expressão celebrizada por Dilma, nas aulas ministradas no instituto Dom José Gomes, em Chapecó, “nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. Vai mesmo.

A trajetória da jovem Dilma Vana Rousseff, militante que enfrentou a ditadura militar poderia até servir de inspiração. Mas essa, pelo que se sabe, não será a pauta das aulas. Nem mesmo o desempenho dela como ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula deve servir de ensinamento, já que foi a partir de sua autorização que a Petrobras adquiriu o bilionário mico chamado refinaria de Pasadena, no Texas, apelidada de “ruivinha”, em razão da ferrugem que tomava conta das estruturas físicas da empresa.

Além de constituir um exemplo bem acabado de tudo o que não se deve fazer em um governo, Dilma também deveria servir como modelo do comportamento que leva ao fracasso: jamais praticar a autorreflexão, a de não saber ouvir críticas e sequer permitir espaço para as ideias de seus auxiliares, e assumir-se como centralizadora e dona absoluta da verdade. Visto por esse ângulo, até que as aulas ministradas pela ex-chefe do Executivo poderiam ser produtivas. Algo como: “O que não praticar, por Dilma Rousseff”.

Outras “estrelas”

Entretanto, a disciplina para a qual ela está destacada não tem nada disso. Chama-se “Partidos Políticos e a Esquerda Brasileira” e será ministrada em parceria com o petista Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades no governo Lula. Há 50 vagas para o curso, que deve durar um ano. Como há a procura de mais de 500 interessados, o Instituto Dom José Gomes deve fazer uma seleção, levando em consideração critérios da “atuação em entidades ligadas à classe trabalhadora”. Leia-se: petistas confessos. O curso terá o aval da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, onde Dilma é conselheira.

Além de Dilma, outras figuras carimbadas que monopolizam há anos o comando dos movimentos sociais farão parte do “corpo docente” da pós-graduação em esquerdismo, como João Pedro Stédile, líder do MST e Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, conhecidos por suas táticas de invadir propriedades privadas. Também integra o elenco de professores o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que nas últimas semanas se dirigiu às redes sociais para dizer que o juiz Sergio Moro condenou Lula a nove anos de prisão pelo fato de o ex-presidente só ter nove dedos. É melhor parar por aqui.

“PÉROLAS DA “PROFESSORA” DILMA “

“Eu queria dizer que tenho muito respeito pelo ET de Varginha”

“Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”

“O vento, podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso?”

“Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil”

“Para mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. nós nos transformamos em Homo Sapiens ou “Mulheres Sapiens”.

Transcrito da Revista Isto É

23 julho 2017 FULEIRAGEM

LAÍLSON – CHARGE ONLINE

GUARÂNIA DA SAUDADE” DE LUIZ VIEIRA

23 julho 2017 FULEIRAGEM

P. CARUSO – JORNAL DO BRASIL (RJ)

RUIM COM ELE… MUITO PIOR SEM ELE!

A vida costuma ser sempre muito irônica!

Parece que quando as coisas começam a dar errado, tudo começa a dar errado de uma vez só. É bem sabido que, ladeira abaixo, todo santo ajuda e o Satanás ainda empurra. Ou pior ainda: o que costuma acontecer nestas ocasiões é o cara cair de costa e quebrar o pau. Urubu de baixo caga no de cima.

É exatamente o que está acontecendo com o PT agora!

Se eu não tivesse acumulado tanta raiva dessa corja ao longo dos últimos anos, era bem capaz até de sentir alguma pena desses celerados, diante do quadro desolador de miserê pelo qual estão passando e, especialmente, das perspectivas tétricas para o futuro de toda essa imensa multidão de sindicalistas analfabetos que se viram guidados às delicias dos cartões corporativos e dos “repasses não reembolsáveis” liberados a mancheias para suas ONGs fajutas de nada com coisa nenhuma.

A mais negra miséria os aguarda e eles sabem muito bem disso. Esta é a razão do desespero.

Vejam só a o efeito provocado por cada uma das últimas estratégias desesperadas adotadas pela canalha petista:

Primeiro, tentaram impingir a pecha de “Golpe” ao processo de impichamento da retardada mental que Lula empurrou goela abaixo da nação dizendo que era uma “Gerentona”.

Todo mundo viu o fiasco que foi. A única coisa que conseguiram salvar foi não proibí-la de exercer função pública, e assim mesmo através do mais descarado estupro praticado sobre a Constituição Brasileira pelos famigerados Lewandowski e Renan. (Eca!!! Tem que cuspir depois de falar o nome desses dois).

Agora, como consequência da patifaria praticada pela dupla citada, e acoitada pela matilha de chacais do congresso, a anta continua a desfilar toda serelepe de avião, pra cima e pra baixo e ao custo de milhões, sempre bancada pelos mesmos otários de sempre: Nós! Tudo isso apenas para continuar achincalhando com a nação que lhe paga todos os luxos, e que ela conseguiu falir com uma competência inaudita. A sua última canalhice tem sido cuspir no prato em que come.

Àquela altura, o mundo inteiro ficou se perguntando: – Mas como, golpe? Não foi seguido todo o rito previsto na Constituição Federal? Não foi o congresso que, de forma soberana e sob a única pressão do clamor popular de Indignação com a esculhambação provocada pelas suas trapalhadas, quem botou a louca pra correr? Não foi o Ministério Público, a OAB, e mais uma porrada de gente do mais alto nível, quem solicitou que dessem um pé na bunda da malsinada criatura?

A patranha petista, mais uma vez, não colou!

Depois, como não tinha nenhum argumento para justificar a esbórnia praticada com os recursos públicos, já que foram todos pegos com as calças na mão, apelaram para a fantasia de que todas as acusações seriam parte de uma “campanha midiática” para impedir Lula de concorrer às próximas eleiçoes. Seria tudo parte de um grande “Processo Político” para impedir a volta triunfal do grande lider das massas de descamisados brasileiros.

Ninguém acreditou de novo. Era roubalheira mesmo. E das brabas. Tanto é que até o gatuno mor, “cappo de tutti cappi” e lider da gangue, já levou uma bela lapada da justiça. Nove anos e meio, além de ter de abrir mão de uma montanha de pixulecos arduamente amealhados. Vem outras lapadas por aí. E muitas mais! Se Deus quiser!

O último grande tiro no pé que o PT deu foi inventar o “Fora Temer” e “Diretas já”!

Que Temer, Lula, Dilma, Renan, Lewandowski et caterva, são todos ABSOLUTAMENTE farinha do mesmíssimo saco, ninguém duvida mais. Só se for um dos descerebrados petistas amestrados.

O detalhe importante e que, como já está todo mundo escolado por todas as mentiras e manipulações petistas, a galera se ligou imediatamente que a escumalha do PT só inventou toda essa nova estória pra ver se,em um tremendo golpe de sorte, consegue encaixar a ratazana de São Bernardo de novo na presidência.

Assim, diante de uma perspectiva tão tenebrosa como é a volta desta multidão de larápios ao poder, a imensa maioria da população esfriou imediatamente.

Hoje, a pergunta que mais se ouve é: Tira Temer pra botar quem? Vai mudar de novo pra que? Ruim por ruim, deixa como está. Na próxima eleição a gente vê o que é que faz.

Ninguem mais, em sã consciência, quer nem arriscar a possibilidade de ver este desastre todinho de novo. Se acontecer, aí teremos de apelar para o plano B abaixo.

22 julho 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

SE ACASO VOCÊ CHEGASSE

Para alegrar a nossa tarde de sábado, Elza Soares interpreta uma composição de Lupicinio Rodrigues e Felisberto Martins, 

22 julho 2017 FULEIRAGEM

TENÓRIO – CHARGE ONLINE

JOÃO BERTO – RECIFE-PE

Pai,

Eu fiz essa montagem muito criativa pra esse jornal arretado!

Homenagem ao jumento Polodoro!

R. Filho amado, você herdou a modéstia do seu pai: uma montagem “muito criativa“!

Eu fico ancho que só a peste com estas suas presepadas.

Gostei demais desta manta que você criou para proteger o lombo de Polodoro do frio que está fazendo aqui no Recife.

Uma manta com o nome do nosso jornal. Você já está nomeado como o mais novo ilustrador desta gazeta escrota.

Use e abuse do programa de ilustrações do seu computador e continue fazendo estas artes.

Polodoro ficou tão feliz que vai rinchar agora pra mostrar seu agradecimento e também a alegria que tomou conta do seu fucinho.

Rincha, Polodoro!

22 julho 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

SEVERINA, UMA HEROÍNA

Severina nasceu em União dos Palmares, filha de trabalhadores rurais descendentes dos quilombolas, onde Zumbi organizou o Quilombo e lutou contra a escravidão.

Morena bonita, com ares de felicidades, sorriso constante nos lábios. Menina, já perambulava pelas ruas do povoado. Foi criada tomando leite de cabra, leite de jumenta, comendo “tô fraco” (galinha d’angola) no pirão. Era a mais rechonchuda da região. Quando ela completou 10 anos, seu pai resolveu mudar-se em busca de melhor qualidade de vida, foi morar numa invasão de terrenos no Vale do Riacho Reginaldo em Maceió. Sua infância foi marcante. Líder das meninas e dos meninos, ela jogava ximbra, subia em pé de árvore, brincava de polícia e bandido.

De repente veio a adolescência, aos 14 anos pegou um corpo bonito, tornou-se mulher. Os homens ficavam tentados quando olhavam para aquela menina-moça exuberante, sensual, sapeca, cheia de energia, mas tinham receio do severo pai. Certo dia, Zezinho, um jovem caminhoneiro ao voltar de uma longa viagem avistou Severina, o coração bateu forte. A piveta que ele via brincando, correndo nas ruas, trepando nas árvores, ganhando corrida dos meninos, havia se transformado numa deslumbrante moça. Ele foi se achegando, se achegando, até que Severina concordou namorar. Depois de dois anos entre namoro e noivado, foi marcado casamento para o dia 28 de dezembro. O jovem caminhoneiro atrasou-se na viagem, não chegou no dia marcado, mesmo assim houve festa, a bebida e comida não se estragaram. O casório aconteceu no dia 31 de dezembro.

Quatro dias depois do casamento Zezinho partia para outra viagem. Severina sem avisar, pela manhã estava pronta, para surpresa do marido sentou-se na boléia do caminhão. Foi a primeira das inúmeras viagens, percorreu todo o Brasil com seu companheiro. Logo aprendeu a dirigir, tornou-se excelente motorista melhor que o Zezinho. Assim passaram nove anos, só não dirigiu o caminhão na época de dar a luz.

Um bonito amor também chega ao fim; houve a separação. Severina foi tentar sua vida no Rio da Janeiro, ficou na casa do irmão. Logo estava trabalhando de cabeleireira para dar sustento aos filhos. Casou-se novamente, uma bela mulher fica sozinha se quiser. Com alguns anos a saudade foi maior, voltou e fixou residência em Maceió, trabalhando de manicure. As vicissitudes da vida fizeram acabar o novo casamento.

Certo dia Severina alugou um salão de beleza numa espécie de mercado de artesanato. Ela fez negócio, estabeleceu-se, passou mais de seis anos à frente de seu aprazível salão embelezando clientes. Os turistas adoravam quando iam às compras de artesanato, encontravam um salão de beleza bem equipado e bem servido pela simpatia e competência da Severina.

Ela morava num apartamento perto desse mercado. Quando em certa manhã ouviu o grito de fogo; ao perceber que o mercado estava em chamas, seu coração pulou, saiu correndo, conseguiu entrar no salão retirou a televisão. Ao retornar, o salão estava em chamas, tentou entrar no fogaréu, mas os bombeiros proibiram, dois militares seguraram seus braços. Severina tentava se desvencilhar para enfrentar o inferno. Chorava ao ver o fogo acabar seus equipamentos em poucos minutos. Perdeu tudo, não tinha seguro.

Nada na vida lhe foi fácil. Com muito trabalho Severina equipou outro salão no bairro da Ponta da Terra, onde hoje, a vistosa e bonita quarentona, mãe de 2 filhos, avó de um neto, no quarto casamento, atende a clientela.

Certa tarde, seu salão estava cheio quando entrou um assaltante de revólver na mão exigindo dinheiro e celulares de todos. Severina pediu calma ao ladrão que apontava a arma, ela levou seus clientes para o fundo do salão, voltou para negociar com o assaltante. Começou a conversar calmamente com o meliante, de repente, tirando o apurado do bolso do avental, falou firme, gritando:

– “Você não vai mexer com meus clientes. Tome aqui meu celular, tome meu dinheiro. E sabe de uma coisa, puxe para fora daqui seu cabra safado!!!!”

O assaltante assustado deu um pique, disparou pela calçada sem sequer olhar para trás. Os clientes aliviados bateram palmas. Assim é Severina, uma heroína brasileira.

22 julho 2017 FULEIRAGEM

FERNANDES – DIÁRIO DO ABC (SP)

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE – MS

Sr. Editor,

É impressionante o didatismo dos políticos ensinando que a mentira é o seu material de trabalho. É só coligir o que eles dizem que num dado momento, pimba, ele é contraditoriamente desmentido por si mesmo, ou seja, tudo o que ele disse passa a ser uma deslavada mentira, e vice-versa.

Temer e a mentira são dois companheiros inseparáveis. Comprovadamente, a questão do aumento de impostos sobre o preço da gasolina, que, esperava-se, tinha a palavra do Temer que não aconteceria, coloca o valor das mesóclises abaixo de cú de cobra.

A matéria abaixo demonstra muito bem a queda do mordomo da família Adams pela mentira, falcatrua retórica que acarreta tanto mal à população.

Clique no título para ler:

“Este é um governo que não mente”


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