19 novembro 2018 DEU NO JORNAL

RESISTENTES

J.R. Guzzo

Depois do período das eleições, enfim resolvidas com a vitória de Jair Bolsonaro, vivemos agora o momento seguinte do calendário político como ele é entendido pelos que perderam – o período de resistência ao resultado das eleições. Atenção: não se trata simplesmente de fazer oposição. Trata-se de anunciar ao Brasil que os derrotados não aceitam o resultado estabelecido pelos eleitores; não valeu, dizem eles, porque só a gente tinha o direito de ganhar. A palavra “resistência” soa bonito, como em filme americano de guerra, mas naturalmente não é nada disso. Levando-se em conta a qualidade da oposição política atual, o que vem à cabeça na hora, quando a palavra “resistência” é utilizada pelo PT, é resistência de chuveiro elétrico ou de chapa para fazer tostex – pois não dá para ninguém pensar a sério, realmente, que o Sistema Lula-­PT-Esquerda vá resistir a alguma coisa gritando “Bom dia, presidente Lula”, na frente da cadeia de Curitiba, ou negando-se por “tradição democrática” a cumprimentar o candidato que a população elegeu. Mais ainda, surgem suspeitas de pane nos circuitos mentais do PT quando o partido entra na Justiça com um pedido de “anulação das eleições”, ou exige do STF a libertação imediata de Lula porque o juiz Sergio Moro foi escolhido como futuro ministro da Justiça de Bolsonaro. Isso não é resistir. Isso não é nada.

A soma de todos esses esforços que pretendem contestar o novo governo se resume ao seguinte: continuar defendendo tudo o que a maioria do eleitorado acaba de condenar com o seu voto, e dobrar os ataques contra tudo o que o eleitorado acaba de dizer que aprova. É uma coisa extraordinária. A maioria dos brasileiros decidiu, de uma maneira talvez mais clara que em qualquer outra ocasião na história recente do país, o que quer e, principalmente, o que não quer. A “resistência” vai na direção exatamente oposta. É como se não tivesse acontecido nada em 28 de outubro de 2018 – ou, mais ainda, é como se Bolsonaro tivesse perdido as eleições e o PT tivesse ganhado. O resultado é o que aparece todo dia no noticiário: uma coleção de alucinações, que a imprensa quer desesperadamente que você leve a sério, apresentadas como se fossem ações de combate contra o “avanço do fascismo” etc. etc. Que ações? Que combate? Vai saber. Qualquer coisa serve.

Temos, assim, jornalistas da Rede Globo defendendo a ideia de que a polícia não deve ser autorizada a atirar num sujeito que está no meio da rua com um fuzil automático na mão. Seu argumento: como se vai provar que essa pessoa está realmente com más intenções? E se ela não quer atirar em ninguém? E se o fuzil não for um fuzil, e sim um guarda-chuva? À primeira vista, parece que alguma coisa deu errado – que diabo essas moças estão falando? Mas não: é isso mesmo. No ato seguinte, aparece uma especialista-­técnica em “políticas públicas de segurança”, ou algo assim, e nos informa que os bandidos têm o direito de carregar fuzis para se defender da polícia e garantir, com isso, a sua legítima defesa. Na mesma emissora, uma apresentadora subiu um degrau a mais no “nível de lutas”, como se diz, e falou na necessidade de sabotagem. “Vamos sabotar as engrenagens deste sistema de opressão”, pregou ela no ar. “Vamos sabotar este sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino” – palavra hoje na moda, essa última, que metade do público não sabe o que significa. O exame do Enem, uma semana depois da eleição, fazia uma pergunta sobre a linguagem privada dos travestis e suas raízes no idioma iorubá. Educadores apresentados como “antifascistas” comemoraram a inclusão da pergunta como uma importante derrota da direita conservadora e do novo “governo autoritário”.

Na mesma batalha para ficar no lado contrário ao do eleitor, o PT acha inaceitável que Moro tenha sido convidado para ministro da Justiça – uma prova, segundo a alta direção petista, de que a condenação de Lula foi uma “jogada” com Bolsonaro. De todos os problemas com essa ideia, o pior é que mais de 80% da população aprovou a ida de Moro para o novo governo. Não é só o PT que está na “resistência”. A ministra Cármen Lú­cia, depois de embolsar mais um aumen­to abusivo no próprio salário, lamentou a mudança “perigosamente conservadora” na situação política. Fernando Henrique, no exterior, faz campanha contra o novo governo – e por aí vamos. É a tal “superioridade moral” que os derrotados atribuem a si próprios. O que todos eles estão dizendo, na prática, é que o povo brasileiro, mais uma vez, votou errado.

19 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

EM DEFESA DOS BICHOS

O Departamento de Inteligência do JBF descobriu que o PT vai soltar, ainda hoje, uma nota em defesa do mosquito da dengue.

Isto porque o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu que irá determinar o extermínio deste inseto assim que tomar posse em janeiro do próximo ano.

O PT também irá se posicionar contra o novo governo em fevereiro, mês em que Bolsonaro pretende ordenar o extermínio dos piolhos.

A militância ecológica e humanitária do Partido dos Trabalhadores já se prepara para a batalha em defesa dos pobres animais ameaçados por um fascista cruel.

O mosquito da dengue e o piolho serão defendidos com coragem e altivez pelo PT

19 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

Ela tem sofrido…

19 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

LÓGICA COMPANHEIRA

Cardozo acha mais estranho Moro aceitar ser ministro de Bolsonaro do que um presidiário ter fingido meses a fio que seria candidato à Presidência

“O que me espantou não foi o convite, foi a aceitação. Eu imagino, e me parece claro aos olhos de todos, que o juiz Sergio Moro tomou decisões que diretamente influenciaram o processo eleitoral”.

José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça de Dilma, achando mais estranho Sérgio Moro aceitar ser ministro de Jair Bolsonaro do que um presidiário ter fingido meses que seria candidato à Presidência, um ex-advogado do PT ocupar uma vaga no STF ou um partido político virar um ajuntamento de assaltantes.

* * *

PALANQUE AMBULANTE

Alguém precisa contar a Lula que a campanha eleitoral acabou e que não existe terceiro turno

“Se eu fosse candidato, eu ganharia no primeiro turno”.

Lula, no depoimento sobre o caso do sítio em Atibaia, reforçando a suspeita de que nenhum dos devotos que o visitaram na cadeia teve coragem de contar-lhe que a campanha eleitoral acabou e que não existe terceiro turno.

19 novembro 2018 CHARGES

CLAYTON

A PÁTRIA PETISTA DE EDUCAR

Jovens lindas, ingênuas, cabeças sãs, aparentemente vacinadas de quaisquer contaminações político-ideológicas e outras doenças partidárias transmissíveis, tipos petezão, pecebão, pecedubezão, etc. e tal., oriundas de cidades interioranas, passam no vestibular de universidade federal do grande centro urbano – todas sucateadas por quatorze anos de dominação petista – e aos poucos vão se juntando aos modernosos descerebrados da banda podre da Pátria petista de educar.

Mas por serem descerebradas, com todos os defeitos que contaminam os adolescentes, sem as experiências da maturidade, como dizia o genial Nelson Rodrigues, começam a dar muitas cagadas verbais, orais, cusais e comportamentais nas instituições públicas, contaminadas pela ideologia “Pajubá” da seita petista, que transforma do dia para noite os jovens sãos em imbecis, idiotas, desqualificados e noiados.

Empolgados com os conceitos da Teoria do Cu, idealizada pela filósofa Márcia Tiburi; Teoria do Pinguelo Grande e Duro, idealizada por Jandira Pinguelão; Teoria da Suruba, idealizada por Manoela Dávila; Teoria dos Pentelhos Grandes e Fedorentos, idealizada por Dilmão Russefão; Teoria dos Cabelos do Sovaco Fedorentos, esses jovens começam a absorver a alienação da escola petista de educar logo cedo de forma assustadora.

O PT foi o grande idealizador e disseminador dessa virose contaminosa!

Não fosse a virada de mesa nessa última eleição presidencial, quando a população elegeu um candidato decente, honesto, bem intencionado, transformador, pronto para varrer o Brasil desse caos, desse lixo, desse excremento, nosso futuro seria sinistro, sombrio e imprevisível. E os jovens iriam se descerebrar cada vez mais sem rumo, prumo, ordem e disciplina.

Para ter uma ideia do que seria nossa juventude e, consequentemente, o futuro do Brasil, fixemos os olhos e a mente nesses rostos jovens desfigurados por uma lavagem cerebral inimaginável no mundo de hoje.

Essas figuras logo abaixo transformadas em seres inanimados, representam o PT que nos dominou por mais de treze anos e queria se perpetuar no poder!

19 novembro 2018 DEU NO JORNAL

A CHANCE DE “DESPETIZAR” O ESTADO

19 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

MEDO DE TERRA

Epaminondas (esse não era seu nome verdadeiro, que foi omitido para garantir sua privacidade: de batismo era Olzenir ReboldoPintalfo, que mais parecia, esse sim, um pseudônimo), procurou um, como diziam para ocultar a verdadeira natureza das coisas, terapeuta.

Dizer “psicólogo” seria revelar-se um louco, maníaco, desequilibrado; e esse não era o seu caso.

Epaminondas tinha lá as suas esquisitices, ah, isso lá tinha, talvez até nem poucas, como se podia pressentir pelas reações de pessoas a ele mais próximas, mas não se classificaria como doido (desculpe, acho que você leu errado: eu não disse doído, sim doido; dôido, entendeu?).

Ele foi logo esclarecendo para o Dr. Restrúcio (que pediu que seu verdadeiro nome, Gorfégio Dindalfo, não fosse divulgado, por razões de ética profissional):

– Seu probleminha era medo de avião. De todas as formas, desde andar num a temer que algum lhe caísse sobre a cabeça.

O diagnóstico não se fez esperar. O doutor esclareceu – ele sofria de fobia, de um tipo bastante comum.

Estava bem acompanhado, figuras ilustres da política, dos esportes, das artes (especialmente das artes, o que parecia indicar ao cientista uma certa tendência) sofriam de pânico de avião.

As outras morbidezas que Epaminondas demonstrava seriam examinadas posteriormente, já que delas não apresentava queixas.

O tratamento era simples. Consistia em enfrentar o problema. Mas não de cara e sim aos pouquinhos, para não ocasionar graves traumas e seqüelas.

Primeiro, conversariam sobre vôos. Epaminondas confessou que às vezes sonhava estar voando, mas voava baixinho, rasante mesmo, para não se esborrachar no chão, no caso de cair.

O medo estava presente até nos sonhos.

Depois, falariam de aviões, de pilotos, de comissários (e sárias!), de aeromoças, de aeroportos. Iam ficar puxando assunto, de uma particularidade para outra, sempre envolvendo aviões e coisas de aviões, sessões após sessões.

Algumas semanas depois, Epaminondas deveria visitar um aeroporto.

Se fosse possível penetraria num hangar, conversaria com o pessoal do “check in”, entraria na fila de compra de passagens e de lá, sem adquirir nenhuma, iria ao mirante observar, quantas horas pudesse gastar nisso, as aeronaves subindo e descendo, assistiria a toda a série de filmes Aeroporto e quantos mais pudesse encontrar nas locadoras de vídeo sobre desastres de avião.

Compraria obras especializadas em aeronáutica, montaria aeromodelos, iria àquela praça onde o pessoal se reúne para manobrar suas miniaturas e, finalmente, um dia, meses depois, entraria num avião, por obra e graça do Dr. Restrúcio, que tinha um amigão na administração de uma companhia aérea.

Foi, entrou, conheceu tudo, até o compartimento de bagagens, sentou-se na poltrona do piloto, mexeu nos aparelhos.

Seu medo, revelou ao psicólogo, aumentava dia a dia. Fazia tudo isso borrando-se todo.

Quanto mais executava esses passos, mais aumentava o pânico.

Epaminondas começou a ter que se amarrar à cama para dormir, com medo de sonhar que estava voando e entrar em queda livre.

Ao passar de carro pela via que tinha uma placa indicando “aeroporto” começava a suar frio. Experimentava seguir um impulso louco, virava na direção indicada, fazia mais uma visita, olhava os aviões, observava as pessoas saindo pela porta do desembarque e saía de lá com a roupa ensopada, quase em estado de choque.

Pois bem, disse o Dr. Resquício… digo, Restrúcio, já que a abordagem progressiva, clássica, não dava certo, vamos partir para a ignorância e praticar o enfrentamento moderno, radical, da escola norte-americana: – Vais entrar num avião e não vai ser para uma pontezinha Rio-São Paulo, nada disso! Vais à Europa (e, em pensamento, completava: “seu safado!”).

Um mês de preparativos, um mês de uma pedra de gelo pesando vinte quilos dentro do estômago de Epaminondas, conversas na agência de viagens, compra de dólares, emissão de passaporte e lá vamos nós!

Esta sensação Epaminondas já conhecia, vinha convivendo com ela diariamente, desde que iniciou o tratamento: secura na boca, vertigem, confusão mental, suores abundantes, calor intenso, frio lancinante, aquela pedra gelada se mexendo dentro da barriga, vontade de desmaiar, de gritar, de sair correndo.

Mas, afinal, somos homens ou ratos? Somos ou não somos machos?

Assento tomado, perto da janela, em cima da asa, para sentir bem todas as sensações terríveis e maravilhosas de estar a dez mil metros de altura, lembrou-se da música do Belchior e pediu à aeromoça para segurar a sua mão. Ela aquiesceu, gentilmente, sentou-se ao seu lado, passou a mão em sua testa, enxugou-lhe com um lenço o suor que lhe escorria pelo pescoço.

Aí até eu que sou mais bobo, né?

E lá se foram eles.

O mais pesado que o ar (por que fui me lembrar disso?) venceu a força da gravidade, trepidando assustadoramente, empinou em direção ao sol e depois de alguns minutos nessa desconfortável subida estabilizou-se nas alturas e nem barulho mais fazia.

A aeromoça levantou-se e deu lugar para um passageiro bonachão, que percebeu o pavor de Epaminondas e, durante horas, o convenceu de que ali estavam mais seguros do que em qualquer lugar do Universo.

Olhe lá para baixo, meu amigo, veja aquela bola pesada, a Terra, deslizando no espaço a milhares de quilômetros por hora, sem direção, sem piloto, sem freio, mergulhando num espaço vazio, escuro e sem fim, sabe-se lá se em rota de colisão com algum outro corpo celeste, ou, então, prestes a receber um impacto de algum meteoro gigantesco, ou de um cometa – não viu o que caiu sobre Júpiter? Se fosse no nosso Planeta tinha acabado com tudo! – isso sim, é que é uma aventura perigosa, amedrontadora, aterrorizante!

Epaminondas ouvia, ouvia e ouvia. Uma calma estranha, mágica, milagrosa, foi aos poucos tomando conta de seu espírito, seu medo esvaiu-se, seu pânico de avião dissipou-se, completamente.

O avião chegou à Itália, Epaminondas não desceu, nem a pau.

Voltou na mesma aeronave para o Brasil.

No Rio de Janeiro, cadê que saía lá de dentro? Nem ver! Gritava, esperneava, agarrava-se às poltronas, abria as pernas e os braços para não passar pelas portas.

Epaminondas adquiriu uma doença emocional estranha, inusitada, que os cientistas, com uma indisfarçável satisfação, deram nome a ela e ora a estudam febrilmente:

– Epaminondas foi tomado de “Pânico de Terra”.

Epaminondas obteve do tratamento de Pânico de Avião um sucesso desmedido, tanto quanto inesperado. Não quer sair do ar, só quer ficar dentro de aviões, voando, sem desembarcar jamais.

Agora, o tratamento é para que ele apeie, pise em terra firma (firme?!)

O Dr. Restrúcio cuida de Epaminondas para que ele entenda que aquela imensa e pesada bola que rola como louca pelo espaço sem fim, o nosso Planeta, a Terra… é segura!

19 novembro 2018 CHARGES

DUKE

HORAS MORTAS – Alberto de Oliveira

Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.

Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.

Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde! Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;

E na mesa em que escrevo apenas fica
Sobre o papel – rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade.

19 novembro 2018 CHARGES

RONALDO

A SAUDADE NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

A saudade varonil
Bastante eu tenho sentido
Mas acho que a saudade
É um troço parecido
Com um garrancho que só bate
No canto que está ferido.

Rogério Menezes

Não é como explosão
Que destrói qualquer um prédio
É parecido com banzo
E é quase irmão do tédio
É um mal desconhecido
Que ninguém achou remédio.

Ivanildo Vila Nova

Um grito triste, à tardinha
Toda montanha estremece,
Todo passado renova,
Toda saudade aparece,
O velho abaixa a cabeça,
Fica triste, a lágrima desce.

Antonio Pereira (1891-1982)

Saudade é sentir o cheiro
Do chão que lhe viu nascer
Beijar a foto do ontem
Vendo o hoje amanhecer
Fazer sentinela aos sonhos
Pra última ilusão morrer.

João Paraibano (1952-2014)

Saudade quando se cria
No peito da criatura
A gente morre sofrendo
E do remédio a procura
Rezadeira não descobre
A medicina não cura.

João Lourenço

19 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

FABIAN OLIVEIRA – JOINVILLE-SC

Oi Berto!

Acabo de assistir o José Nêumanne divulgando MUITO o Besta Fubana no Youtube.

Parabéns!

Você merece!

Aliás, você deveria pensar em fazer vídeos curtos usando a “Palavra do Editor”.

Isso funciona muito com as novas gerações e tenho certeza de que seu conteúdo será muito visto.

Abração!

R. Meu caro, gratíssimo pela generosidade de suas palavras.

Aguarde que em breve voltarei a gravar vídeos regularmente.

É só ter condições de montar o moderníssimo estúdio que planejei.

Só tá faltando mesmo receber uma verbinha do governo pra concretizar a obra, que ainda está no papel…

Por enquanto, a gente sobrevive e se mantém com as generosas doações dos nossos leitores e colunistas.

De fato, o José Nêumanne Pinto, um dos mais categorizados jornalistas brasileiros, com amplo espaço na televisão, na imprensa escrita e na internet, se referiu com muita generosidade a este Editor e ao nosso jornal, onde ele assina a coluna “Direto ao Assunto“.

Foi na edição de ontem deste gazeta escrota.

Fiquei ancho que só a peste com a citação feita pelo nosso competente colunista, um nordestino radicado em São Paulo e que é apreciado e respeitado em todo o país, pela firmeza e pela contundência de suas colocações.

Em seu vídeo, postado ontem aqui, Nêumanne falou de uma figura que presta e de outra que não presta.

Falou de mim e de Lula.

Lula, um prisioneiro condenado por corrupção, e este modesto Editor, um contribuinte de ficha limpa e vergonha na cara.

A citação de Nêumanne foi um ótimo comercial de divulgação do JBF, pois ele tem mais de 107 mil seguidores inscritos no canal dele no Youtube.

Além de 227 mil no Twitter.

Foi um reclame arretado!

Brigadão, Nêumanne! 

LEE MARVIN: UM DOS PRIMEIROS DURÕES DA HISTÓRIA DO CINEMA

A dupla de atores de filmes Cawboys, LEE MARVIN/LEE VAN CLEEF, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além A dupla de atores de filmes Cawboys, LEE MARVIN/LEE VAN CLEEF, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além de cruéis, cínicos e perversos, pois representavam perfeitamente o que poderíamos chamar de maiores vilões dos filmes de faroestes. Os dois personagens malvados desempenharam papéis memoráveis em praticamente todos os filmes de bangue bangue que tão bem representaram em suas belas carreiras e se transformaram em inesquecíveis bandidões. Na verdade, os dois foram os melhores homens maus do cinema que deram muito trabalho aos mocinhos. É bom que se diga que esses dois excelentes atores sempre foram fadados a serem eternos coadjuvantes em Hollyood e, por incrível que pareça, no filme O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA(Com John Wayne & James Stewart), os dois LEE trabalham juntos e são parceiros…

LEE MARVIN trabalhou com John Wayne em O Homem que Matou o Facínora, este filme dirigido por John Ford, é um western inserido historicamente num momento de mudanças. O Homem que Matou o Facínora se passa numa era de transição, na qual palavras como “VOTO” e “DEMOCRACIA” passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. O enredo vem à tona, através do distinto senador dos EUA, Ransom Stoddard (James Stewart) retorna meio incógnito à pequena Shinbone, cidade onde há muitos anos iniciou sua carreira política e de onde partiu famoso, não apenas por ter insistido na importância da lei e da ordem para a prosperidade, mas, e, sobretudo, por ser o responsável pela morte de Liberty Valance (Lee Marvin) o bandido mais temido das redondezas. Porém, na verdade, este equívoco foi desvendado mais tarde, haja vista que, quem matou o bandido Casca Grossa Liberty Valance (Lee Marvin) foi Tom Doniphon(John Wayne). ESTE FILME É IMPERDÍVEL, RECOMENDO-O!!!

A galinha dos ovos de ouro chegou ou apareceu para Lee Marvin foi mesmo no ano de 1965 com o premiadíssimo filme CAT BALLOU, que no Brasil teve a denominação de DÍVIDA DE SANGUE. O bandido durão e casca grossa ganhou o Oscar de melhor ator por seu PAPEL DUPLO como o temível assassino sem nariz (foi arrancado por uma mordida numa luta) Tim Strawn e como Kid Shelleen, um atrapalhado beberrão que luta contra o mal. A excelente e linda JANE FONDA co-estrela como Catherine Cat Ballou, a ex-professora transformada em fora-da-lei associada ao beberrão Kid(Marvin). O cantor Nat King Cole e o comediante Stubby Kaye, também participam interpretando a canção-título, A Balada de Cat Ballou. Esta viva e alegre aventura é o exemplar máximo do western norte-americano.

A Película Cat Ballou é um Tremendo Bang Bang com um excelente musical comandado por Nat King Cole. O filme tem cenas antológicas, vale a pena assisti-lo. Pois é uma mistura de comédia faroeste de aventura, ação e caiu bem por ter um bom elenco. Aliás, a última aparição do GRANDE Nat King Cole, ele morreria logo após as filmagens com câncer no pulmão, diga-se de passagem sua morte foi prematura com apenas 45 anos de idade. Quanto a Lee Marvin morreu em 1987 com 63 anos, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto).

Como já fora dito, Marvin ganhou o Oscar de melhor ator em 1965, por DÍVIDA DE SANGUE – “Cat Ballou” -, que fez ao lado de Jane Fonda. Nesse filme ele faz duplo papel: o do pistoleiro BOM, eternamente bêbado e que ajuda a personagem de Fonda, e o pistoleiro MAL. O filme foi indicado em quatro categorias para o Oscar, recebendo somente o de MELHOR ATOR, entregue para LEE MARVIN. Na entrega do Oscar Lee fez um dos agradecimentos mais rápidos da história daquela premiação dizendo apenas: “Metade deste prêmio pertence a um cavalo que está por aí pelo vale” . Se soubesse o rumo que sua carreira tomaria após “Cat Ballou”, passando a integrar o rol dos astros mais bem pagos de Hollywood, Lee poderia dizer que devia também ao cavalo BORRACHÓN ter se tornado um milionário.

19 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

19 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA EXCELENTE SUGESTÃO

Carla Zambelli, aquela patriótica e simpática criatura que foi eleita deputada federal pelo PSL de São Paulo, e que fez sua campanha abraçada à Bandeira Nacional – cujo dia é comemorado hoje, 19 de Novembro -, postou no Twitter esta mensagem:

Uma excelente sugestão!

Uma ideia arretada!

Acabei de enviar mensagem ao Líder do PT, Deputado Paulo Pimenta, pedindo que ele abrace esta causa e transmita a sugestão para toda a bancada federal do PT.

Sugestão que pode ser estendida às bancadas estaduais e municipais do partido.

Senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores eleitos pelo PT. Além de prefeitos também.

Todos doando 70% dos seus salários para os hospitais de Cuba.

Num seria lindo???!!!

Quem quiser reforçar a campanha, pode escrever para Paulo Pimenta através deste endereço:

dep.paulopimenta@camara.leg.br

Aliás, vou melhorar e aperfeiçoar mais um pouco a proposta da deputada Carla Zambelli:

Proponho que todos os militantes petistas, quer sejam funcionários públicos, quer sejam empregados da iniciativa privada, se igualem aos médicos cubanos que trabalham no Brasil e doem 70% de seus salários para o democrático e justo governo da Ilha de Felicidade.

Pelo que o fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso escreveu sobre a nobreza e a generosidade de Sua Insolência o Sinhô Diputado Paulo Pimenta, estou certo que o nobre parlamentar vermêio vai atender aos apelos dos leitores fubânicos.

Vejam o que disse Ceguinho:

“Paulo Pimenta não precisa puxar saco de ninguém, ele é uma das maiores inteligências do PT, é deputado federal desde 2003 e ficha limpa. Defende suas idéias com uma clareza ofuscante. Começou a carreira como líder estudantil aos dezesseis anos de idade, foi vereador e deputado estadual antes de vir para a federal”.

Enfim, um cabra que pode perfeitamente abrir mão de 70% dos seus vencimentos para ajudar o bem nutrido povo cubano.

Tenho certeza que Pimenta vai nos ouvir e ajudará a esquentar ardidamente o orçamento de Raul Castro.

19 novembro 2018 CHARGES

LUCIO

TENENTE AGUIAR

Os anos 60 vestiam fraldas. Corria célere o de 62, ou o de 63, não tenho certeza. Na casa do Tenente Aguiar, bairro de Nazaré, em Fortaleza, morava o único televisor da região. Luxo de poucos. O militar, caladão, abusado, cochilava e peidava em sua poltrona, sonhando um dia ser Capitão. Sua esposa, Dona Madalena, ao contrário dele, era afável, talvez para compensar a cara-durice de sua cara-metade. Aquela casa ficava na rua paralela à nossa Francisco Parrião (nunca descobri quem era ou o que fez esse cidadão para merecer nome de rua), e, para lá íamos ficar parados em frente à única janela aberta para a rua, eu e muitas outras crianças, olhos arregalados, esperando entrar no ar o Vídeo Alegre, TV Ceará, início de carreira de Renato Aragão. Tempos em que não havia o Faustão. Como demorava bater 8 horas da noite! Às risadas se juntava a frustração da falta de um assento, um tamborete que fosse, para a gente se sentar. As trapalhadas, nas quartas-feiras, eram a diversão maior de todos nós. Sobravam gargalhadas e pernas doídas depois de uma hora em pé na janela da casa do Tenente. Tempos depois, lembro bem, meu pai conseguiu comprar uma TV, SEMP, acho que de 20 polegadas, com uma antena em forma de ‘V’ sobre ela. Na época inventaram um plástico colorido, vermelho-amarelo-verde que se colava à frente da tela preto e branca e aí tínhamos a TV colorida. Literalmente colorida. Ficamos todos felizes. Pedi a meu pai, e ele atendeu, que colocasse na sala um banco grande que coubesse os 7 ou 8 meninos que comigo assistiam Renato Aragão se transformar em Didi Muçu, em sua fase pré-Trapalhão. Além de sentados, víamos o programa ‘a cores’ e sem precisar ouvir o ronco do quase velho Tenente Aguiar. Aquela era a única TV ‘a cores’ da Região. Até dona Madalena rendeu-se aos apelos ‘tecnológicos’ da época e um dia foi assistir a novela colorida, sentada no banco da meninada que, àquela hora, jogava bola de meia na rua Francisco Parrião. Inocente e alegremente, sem notícia de trapalhadas como as que hoje frequentam as não-esquinas de um Planalto brasileiro. Só muito tempo depois soube que o Tenente Aguiar fora para a reserva sem realizar seu sonho de ser Capitão.

19 novembro 2018 CHARGES

CLAYTON

19 novembro 2018 DEU NO JORNAL

COITADAS DAS VASSOURAS

Bolsonaro ordena que PT seja varrido do Itamaraty.

A ordem do presidente eleito Jair Bolsonaro para o seu futuro ministro das Relações Exteriores foi simples: varrer o petismo do Itamaraty.

A principal recomendação do futuro presidente ao seu chanceler é eliminar vestígios, programas e diplomatas da Era PT.

Particularmente aqueles ligados a Celso Amorim.

* * *

Fracamente, quando li esta notícia fiquei triste.

Fiquei com pena das vassouras que serão usadas no serviço.

Limpar sujeira deixada pelo PT é trabalho capaz de deixar cheia de repugnância qualquer vassoura.

E tem mais: pra ser um limpeza rigorosa e cidadã, as vassouras tem que ser na cor verde-amarela.

19 novembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

NÚMEROS E LETRAS

1. Os resultados apurados nos testes de Matemática aplicados aos alunos das séries primeiras de ensino comprovam a posição incômoda, para não dizer profundamente humilhante, do conhecimento do cálculo matemático elementar na vida cotidiana de nosso país. Frequentemente, uma simples multiplicação de dois números simples causa um embaraço emocional significativo em quem está responsável pelo cálculo, não sendo raro o momento de se recorrer a uma maquininha peba para observar o resultado. Não é sem razão que as contas dos atuais restaurantes já explicitam a cota individual de cada participante.

Outro dia, li um livro muito bem elaborado pelo inglês Kjartan Poskitt, autor de diversos livros científicos para jovens, também responsável por famosos programas de ciência e matemática na televisão inglesa. O título, bastante sedutor, é Matemática para gente grande – um guia bem-humorado com atalhos, truques e dicas para aprender a lidar com os números de uma vez por todas, São Paulo, Benvirá, 2017, 186 p. Um livro gostosamente oferecido a Marilyn Malin, “que há vinte anos me ajuda a me manter organizado. Nunca usou uma calculadora e nunca está errada.”

Segundo Poskitt, a razão maior da feitura do livro foi a procura de um amigo seu, de cerca de 40 anos, inteligência acima da média, mas que não conseguia efetivar um curso de gestão por não ser aprovado em nenhum teste de conhecimento matemático. Segundo o amigo, “sei somar e subtrair números, mas, quando o negócio é multiplicar, entro em desespero, mesmo usando uma calculadora”.

Logo de início, Poskitt adverte que o seu novo livro não é didático, não havendo testes e provas, ninguém indo gritar no seu ouvido se cair no sono. E explica: “Este livro pretende ajudá-lo nos cálculos do dia a dia, naquelas situações em que você precisa descobrir a quantidade de tinta necessária para pintar um quarto, ou a duração de uma viagem, também servindo de guia para coisas mais complexas, como álgebra e percentagem.”

2. Sou assinante do jornal mensal Correio Espírita, de Niteroi, Rio de Janeiro, o primeiro jornal espírita a circular em todo o estado do Rio Janeiro. Em seu número de novembro 2018, ele noticia o centenário de desencarnação de Eurípedes Barsanulfo, ocorrido no dia 1° de novembro de 1918, em Sacramento, Minas Gerais, ele com apenas 38 anos e seis meses, vitimado pela gripe espanhola. Por feliz coincidência, recebi da amiga querida Yvaneide Pereira, trabalhadora incansável da Casa dos Humildes, onde sou soldado raso, o livro Eurípedes Barnasulfo, cem anos de saudades, Alzira Bessa França Amui (org), Sacramento, Minas Gerais, 2018, 192 p., Editora Esperança e Caridade & Colégio Allan Kardec. Artigos e mensagens escritos com as tintas da gratidão por amigos que sempre admiraram o querido professor Eurípedes, que sempre se pontuou como um verdadeiro homem de bem.
Segundo a reportagem do jornal acima citado, a vida de Barsanulfo foi pautada na disciplina e na determinação de sempre praticar o bem. Terceiro filho de um uma prole de quinze, a infância dele foi repleta de dificuldades múltiplas, onde aos seis anos já ajudava o pai num armazém de secos e molhados.

3. MAMATARIA SEM VERGONHA

A Suiça tem 4 estatais; a Austrália e o Japão têm 8; a Áustria tem 10, a Bélgica 12; os EEUU e o Reino Unido têm 16; a Dinamarca tem 21 e o Chile 25. E o Brasil? 418 !! Quantitativo que humilha e enxovalhava a dignidade nacional. Recomendamos uma leitura bem pensada de Caminhos da Esquerda – Elementos para uma reconstrução, Boris Fausto, São Paulo, Companhia das Letras, 2017, 209 p., onde o autor, doutor em filosofia pela Universisdade de Paris e professor emérito da Universidade de São Paulo, analisa as patologias da esquerda brasileira, causadoras de uma sucessão de derrotas dos seus projetos, com seus sectarismos, sem poupar as atuais manobras neoliberais e os sonhos ahistóricos de uma direita somente vitoriosa diante das patologias posicionais de demagogos, oportunistas, messiânicos e fraudadores do Erário Público, fomentadores de uma alienação radicalmente distanciada dos legítimos interesses republicanos.

4. O comportamento ridículo do ex-presidente Lula, hoje portando outro diploma presi, o de presidiário, em Curitiba, em depoimento prestado à juíza Gabriela Hardt, substituta do Dr. Sérgio Moro, pode ser considerado como uma tentativa circense de enxovalhar o Poder Judiciário. Não sabendo mais honrar as calças que veste, o presidiário deveria ter a hombridade de reconhecer suas patifarias financeiras de ínfima categoria moral. Muitos aplausos para o salutar puxão de orelha dado pela juíza no presidiário, quando o mesmo quis se meter a besta pro lado dela: “Se continuar nesse tom vamos ter problemas!”

5. Entre os adeptos da Doutrina Espírita, a mediunidade e a forma de vivenciá-la com seriedade, fidelidade e moralidade são assuntos que devem ser debatidos com muita densidade, evitando a emersão de ideias que não estão devidamente correlacionadas com a Doutrina. Ressalte-se a lição magistral sobre Mediunidade Mental explicitada na Revista Espírita de março de 1866, favorecendo o aperfeiçoamento dos contatos conscientes com os diferenciados benfeitores espirituais. Na Revista de maio de 1863, o próprio Allan Kardec ressaltava que “de 3.600 comunicações recebidas, não há 300 passíveis de publicação e apenas 100 são de mérito.” O próprio João Evangelista, o apóstolo mais amado de Jesus, já advertia na sua Primeira Epístola (João 4,1).

6. Que o conserto da inclinação da torre do relógio da Faculdade de Direito do Recife seja efetuado sem afobações nem licitações de araque, preservando a dignidade daquele monumento cultural de Pernambuco, a Casa de Tobias Barreto. E protegendo a sobrevivência comportamental acadêmica de professores, alunos e funcionários daquela respeitável instituição.

19 novembro 2018 CHARGES

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