30 maio 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

CÍCERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro Editodos Luiz Berto:

No dia 06 de março de 2017, publiquei aqui no espaço da minha coluna desta Gazeta Escrota uma crônica trágico-cômica intitulada PALMARES, AS ENCHENTES E O HOMEM-CAPÃO, mostrando o drama de uma comerciante, dentre centenas de outras, que havia perdido tudo após as enchentes arrasadoras que destruíram Palmares em 2010 e 2011, deixando-a reduzida a escombros com o transbordamento do rio Una.

Apesar das promessas pirotécnicas, midiáticas e politicalhas dos governos federal e estadual, com seus mandatários sobrevoando os destroços de Palmares em helicóptero ali no calor da calamidade, prometendo liberar milhões e mais milhões para soerguer a cidade da ruína provocada pelas chuvas, nada foi feito de concreto e a bufunfa, se foi liberada, virou caixa dois para coxinhas, cuzinhos e petralhas.

Seja para seca, seja para as enchentes calamitosas, toda promessa feita pelos mandatários federal, estadual e municipal, não passa de lorotas vãs sopradas ao vento.

Prova disso é a nova enchente acachapante que mais uma vez atingiu Palmares e outras cidades do sertão pernambucano como Rio Formoso, servindo apenas de matérias-primas para noticiários sensacionalistas.

Decididamente o Brasil é vaso sanitário, onde os manda-chuvas cagam e mijam emporcalhando as paredes do WC.

R. Meu caro colunista fubânico, o desmantelo em Palmares tá de lascar. Como diz meu querido amigo Orlando Tejo, desmantelo só presta grande mesmo. E este foi grande mesmo. Enorme.

Caiu tanta chuva na cidade que foi visto cachorro bebendo água em pé. Os amigos me deram notícia que era cada pingo do tamanho de um caroço de jaca.

Só assim Palmares virava notícia no mundo todo. O noticiário local, o noticiário nacional e o noticiário internacional estão todos eles se ocupando do assunto. De manhã, de tarde e de noite.

Acho que daqui pro final de semana as coisas entrarão nos eixos, o tempo voltará ao normal e o meu querido Rio Una vai dar uma trégua e voltar a correr normalmente no seu velho leito.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

POEMA DE UMA RIMA SÓ

Eis aqui este poeminha
Feito numa rima só
Outras rimas vão entrar
Mas a tese é uma só.

Esta outra é consequência
Do que acabo de escrever
Como o roubo é consequência
inevitável do poder

Quanto ladrão por aí
Que rouba tanto e não diz nada
Ou quase nada
Já me utilizei de todas as letras
E no final não roubei nada
Não deu em nada

E voltei pra minha tese
Como eu volto pra dizer
Vou cantar com a minha rima
Como eu gosto de viver

E quem rouba do Estado
As notas do cidadão
Vai ver sol nascer quadrado
Na cela de uma prisão. Tóim!

30 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

30 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DOIS HEXA CAMPEÕES

O Clube Náutico Capibaribe, um dos grandes times aqui de Pernambuco, ganhou o campeonato estadual por seis vezes seguidas, de 1991 a 1996.

Virou Hexa Campeão.

Um feito que nenhum outro clube aqui do Recife conseguiu realizar até agora.

E, a partir deste fato, os alvi-rubros cunharam a expressão Hexa é Luxo.

Um lema, um mote, um grito de guerra que embala a equipe.

Uma conquista que só mesmo o Náutico se dá ao luxo de ter.

O colunista fubânico José Paulo Cavalcanti, eminente jurista brasileiro, é torcedor apaixonado pelo Náutico. Num texto publicado aqui no JBF no último dia 25, ele escreveu a seguinte frase:

“Lula é réu pela sexta vez. Hexa não é mais luxo.”

Depois que li sua coluna, fazendo referência ao Hexa, perguntei se ele já havia ocupado algum cargo na diretoria do clube.

E ele me respondeu com uma mensagem que está abaixo transcrita, onde faz referência a sua esposa Maria Lectícia, grande intelectual aqui da terrinha e que, junto com o marido, é imortal da Academia Pernambucana de Letras.

“No Nautico, que Maria Lecticia não saiba disso, sou sócio contribuinte. Contribuo. Muito. Bem mais do que seria razoável. Muito mais. O fato mais engraçado é que ela, do Sport, vai sempre comigo aos jogos. Dois problemas. Um é que, por azar, vai sempre vestida das cores do time adversário. Se for jogo do Palmeiras, por exemplo, escolhe uma roupa verde. Agora, antes, informo as cores do adversário. Para que ela escolha uma diferente. Preferia que fosse de vermelho e branco. Ela diz que isso não. Quer ir de vermelho e preto. Eu digo que isso não. Então vai de cor diferente. Ainda bem. Pior é que ela dá uma sorte danada. Quando vai, o Náutico ganha. Como se fosse uma mascote boa. Quando o jogo é importante, o pessoal da diretoria faz uma apelo para ela ir. Dá uma sorte danada. Num jogo que estava 1 x 1, aos 40 do segundo tempo, íamos indo embora. O presidente do clube, André Campos, pediu para ficar um pouquinho mais, já aos pés da escada, que o Náutico precisava fazer um gol. No primeiro ataque, gol. André virou-se para nós, disse ” Muito obrigado ” , e completou: ” Agora já podem ir “

Bom, o fato é que Lula empanou o brilho do exclusivo lema “Hexa é Luxo” e, a partir de agora, também ostenta uma vistosa taça.

Um troféu que o Editor do JBF mandou entregar no Instituto Lula.

E Lula, o único ex-prisidente do mundo que é Hexa Réu, num gesto simpático, posou com a taça e mandou a foto pra ser publicada aqui nesta gazeta escrota:

30 maio 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XXI

Moacir Santos (1926-2006)

Moacir José dos Santos nasceu em 26/07/1926, em São José do Belmonte. Compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentalista. É considerado como um dos principais arranjadores, que renovou a linguagem da harmonia na música popular brasileira. Órfão de pai e mãe aos 3 anos, foi morar com a madrinha em Flores do Pajeú. Desde cedo sua brincadeira predileta era imitar a banda de música da cidade, com seus amigos, utilizando-se de latinhas e pífanos. Não perdia os ensaios da banda e foi aprendendo a tocar todos os instrumentos. Aos 10 anos já se aventurava na trompa, saxofone, percussão, clarineta, violão e banjo, até que foi incorporado aos 14 anos como clarinetista da Banda Municipal.

Em seguida fugiu de casa e fez uma peregrinação por diversas cidades do sertão, sempre tocando em bandas municipais até 1943, quando foi trabalhar na Rádio Clube do Recife, e se apresentava num programa comandado por Antônio Maria. Em 1944 foi para João Pessoa para cumprir o serviço militar. No exército foi logo acolhido na banda marcial. No ano seguinte ingressou na Rádio Tabajara da Paraíba como saxofonista solista. Foi aí que conheceu sua futura mulher Cleonice Santos. O casal decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro, em 1948, e logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde trabalhou por 18 anos, como maestro. A Direção da casa, não botando fé naquele negrinho, pediu ao maestro titular Chiquinho para explicar como havia sido feito o teste com o jovem maestro e ouviu a seguinte explicação: “O teste foi para nós, senhor diretor. Colocamos umas músicas para o rapaz e ele tocou tudo. Entretanto, ele colocou umas músicas para nós e nós não as tocamos”.

Em abril de 1949 nasceu o único filho do casal e no mesmo ano ele decidiu estudar regência. Ingressou no curso do maestro Guerra Peixe, um dos mais importantes do País. Depois, em busca de uma formação mais sólida e diversificada ingressou no curso do maestro alemão Hans-Joachim Koellreuter, precursor do dodecafonismo no Brasil, de quem se tornou assistente. O curso era de 5 anos, mas ele atingiu a excelência em 3 anos em todas as disciplinas. Em 1954 foi trabalhar em São Paulo, contratado como diretor artístico da TV Record. Ficou apenas dois anos e retornou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como assistente de Ari Barroso nas gravadoras Copacabana e Rozenblit. Em seguida, passou a dar aulas e ficar famoso como professor de gente muito talentosa como Paulo Moura, Carlos Lyra, Flora Purim, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Nara Leão, Dori Caymmi e Airto Moreira entre outros. Com esse time de alunos é que ficou conhecido como “Patrono da Bossa Nova”.

Foi parceiro de Vinicius de Moraes, que o homenageou na canção Samba da benção: “Moacir Santos/tu que não és um só, és tantos/como este meu Brasil de todos os santos”. Baden Powell também não economizava em elogios: “Era um professor sensacional, meio metafísico, explicava a harmonia, os intervalos entre as notas, as dissonâncias, usando como exemplo as estrelas. Fui estudar com ele essas sabedorias”. Prestigiado pelos grandes músicos, teve seu primeiro álbum solo gravado pela lendária gravadora Forma, em 1965, intitulado Coisas. Perguntado por que escolheu esse nome, respondeu: “Os compositores eruditos chamam suas músicas de ‘opus’. Desejei ser um compositor erudito, mas não ousei. Então, ‘coisas’ é minha tentativa de ser um deles”. Foi também procurado pelos cineastas para fazer trilhas sonoras para filmes tais como: Love in the Pacific, Seara vermelha, Ganga Zumba, O santo médico, Os fuzis etc.

Em 1967 foi convidado para a estreia mundial do filme Amor no Pacífico, e decidiu fixar residência em Pasadena, Califórnia, onde passou a viver compondo trilhas para o cinema e ministrando aulas de música. As condições de vida de um músico negro aqui eram bem mais desfavoráveis do que nos EUA, onde teve seu valor devidamente reconhecido. Lá chegou a gravar mais três discos, considerados clássicos: Maestro (1972), Saudade (1974) e Carnival of the spirits (1975). Passou a visitar o Brasil esporadicamente seja para apresentações ou para receber homenagens. Em 1985, abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, foi condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, foi homenageado no Brazilian Summer Festival, em Los Angeles. Nos EUA, o tropetista Wyinton Marsalis chamava-o de “Mestre”.

Entre suas composições mais célebres estão Nanã (com Mario Telles), Menino travesso, Triste de quem, Se disser que sim (com Vinicius de Moraes) e Coisa nº 5. Em 2001 sua obra foi relançada no Brasil, através do álbum Ouro negro, com arranjos e produção de Mario Adnet e Zé Nogueira e participações especiais de Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Ed Motta, João Bosco, João Donato etc. Em 2005 foi lançado um DVD com um show da “Banda Ouro Negro” e um disco, pela gravadora Biscoito Fino, com algumas músicas inéditas do inicio de sua carreira, intitulado Choros & Alegria. Em julho de 2006 foi agraciado com o Prêmio Shell de Música. Dois meses após faleceu, em 06/08/2006.

Havia a intenção de publicar uma autobiografia, mas não foi possível. Porém entre os manuscritos encontra-se uma declaração sobre suas intenções como compositor: “Procuro dar-lhes (às composições) caráter essencialmente moderno, bem atual. Espero criar algo absolutamente pessoal – e para isso estou dando o melhor dos meus esforços. Esforços de quem quer vencer, criar. Eu sou um africano nascido no Brasil. Há 500 anos, eu fui trazido para o Brasil nos genes de meus ancestrais. Sonho em fazer minha música para um aspecto que não se enquadra na poética popular do ‘pintar um quadro diferente’. Na música popular o ritmo é constante, é uma diferença. Eu sinto a falta, quando estou embrenhado em música sinfônica, sinto falta daquele ritmo que é o meu berço. Vou ter que achar um jeito de que os instrumentos façam minha percussão, que eu fique satisfeito. Pois bem, esse é meu sonho não realizado.”

A musicista e pesquisadora Andrea Ernest Dias realizou uma pesquisa de fôlego sobre o músico e sua obra, objeto de sua tese de doutoramento. A tese resultou na biografia que ele não conseguiu realizar, publicada em 2014 pela editora Folha Seca: Moacir Santos, ou os Caminhos de Um Músico Brasileiro. Em agosto de 2016, a revista “Continente”, publicada pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco, publicou uma alentada reportagem em comemoração aos 10 anos de morte do maestro e anunciou alguns projetos de resgate de sua música. Pelo menos em seu estado natal ele pode ser reconhecido; só está faltando ser descoberto pelo Brasil.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

JOSÉ ANTONIO GOVATSKI – CURITIBA-R

Sou José Antonio, um adorador fubânico aqui de Curitiba.

Pensei em também contribuir para este angu de caroço.

Se gostar, publica.

É uma versão de Augustus De Morgan’s “A Budget of Paradoxes

R. Caro leitor, gostei desta sua expressão “adorador fubânico”.

Quando eu digo que aqui tem de tudo e mais alguma coisa, ainda existe neguinho que num acredita.

Esta “Canção de Bebedeira Astronômica” é um título da porra!

Tá publicado a seguir do jeitinho que você mandou, caro leitor.

E transmita um abraço a todos os “adoradores” fubânicos aí de Curitiba, onde o JBF foi acessado 1.719 vezes do dia 1º de maio até a data de hoje.

* * *

CANÇÃO DE BEBEDEIRA ASTRONÔMICA

Quem quisesse as estrelas perscrutar / Seus segredos apreender, sir
Devia tomar seu gole, ao menos, tentar/um copo ou dois beber, sir
A sã virtude está na Razão Áurea / e um homem tem que molhar sua tarrafa, sir
Junte os dois ditados e eis a láurea / Cada dia uma garrafa, sir
O velho Arquimedes, sábio reverendo / pelo trunfo da fama renomado, sir

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30 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


Mundo Cordel
SETE ESTROFES SOBRE O SETE

Era uma sexta-feira, quando o jornalista Paulo Cunha me ligou perguntando se eu conhecia um cordel sobre o número sete.

– Conheço não, Paulo. Pra que é?

– É que eu vou fazer a apresentação do livro de uma amiga, e acho que ficaria bom se eu encaixasse no discurso uns versos sobre o número sete.

– Se é só isso, aguarde aí que eu faço umas estrofes e lhe mando.

Conforme prometido, fiz algumas estrofes em setilhas e enviei no dia seguinte pelo WhatsApp. Minutos depois, Paulo respondeu:

– Você percebeu que fez cinco estrofes? Por que não fez logo sete?

Ele tinha razão. Já que o assunto era o número sete, por que não fazer SETE ESTROFES, CADA ESTROFE COM SETE LINHAS, CADA LINHA COM SETE SÍLABAS?

E ficou assim:

A redondilha maior
Tem SETE linhas rimadas,
Cada qual com SETE sílabas,
Em estrofes agrupadas.
O SETE está na poesia,
Como a luz está no dia,
E o frio nas madrugadas.

Nas lendas, o SETE surge
Em insólitas versões:
Dragões de SETE cabeças,
Reinos com SETE dragões,
Ou, numa história mais leve,
Ao fugir, Branca de Neve
Encontrou os SETE anões.

Se alguém jurar SETE vezes,
É melhor desconfiar,
Pois quem SETE vezes jura,
Nas SETE pode falhar.
Há erros que são banais,
Mas, pecados capitais,
São SETE, a nos condenar.

O gato tem SETE vidas
O arco-íris SETE cores
É sempre um belo presente,
Um buquê com SETE flores.
Quem viaja os SETE mares
Conhece muitos lugares,
E vive muitos amores.

SETE são as maravilhas
SETE as notas musicais
SETE os dias da semana
E as virtudes divinais.
SETE também são os céus
Destacam-se os SETE véus
Entre as danças sensuais.

SETE reinos se uniram
E formaram a Inglaterra,
O SETE nos acompanha
Até se a vida se encerra,
E o finado, no caixão,
É posto embaixo do chão,
A SETE palmos de terra.

O porquê de tantos SETES
A ciência não responde.
Isso tudo começou
Não se sabe quando ou onde.
Estas SETE estrofes dão
Uma pequena noção
Do que o SETE nos esconde.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

30 maio 2017 DEU NO JORNAL

APLAUSOS, MUITOS APLAUSOS

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) não deve ter gostado de algo dito pelo apresentador do SBT, Danilo Gentilli, e enviou uma comunicação oficial ao humorista.

O que ela não esperava é que Gentilli fosse gravar um vídeo sobre o recebimento da carta e publicasse em sua página oficial no Facebook, onde é seguido por 12 milhões de pessoas.

* * *

Aplaudo de pé a atitude de Danilo, que vocês vão ver no vídeo abaixo.

Esculachar sumidades vermêio-istreladas é algo altamente saudável para a cidadania.

E uma petralha assim feito Maria da Novena – que vive nadando na merda dos mais entupidos esgotos de alucinações ideológicas petralhais -, torna o esculacho digno de louvores e muitos elogios.

Minhas palmas entusiasmadas para Danilo: clap, clap, clap, clap, clap!!!!!!!

* * *
“Essa doeu. Enfiou um envelope bem grosso no meu cu… sem pena, sem cuspe e sem vaselina. Num passou nem um tiquinho de goma arábica. Rasgou minhas pregas todinha. Xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif…”

30 maio 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)

30 maio 2017 FERNANDO GABEIRA

CAOS NOSSO DE CADA DIA

Numa carta endereçada a Robert Louis Stevenson, o escritor Henry James diz que gostaria que ela fosse um mingau de boas notícias. Infelizmente, não é possível preparar esse prato no Brasil, com notícias tão tristes que nem podemos homenagear e conhecer melhor as vítimas do atentado em Manchester, algo que aconteceu nos principais países do mundo.

Apesar das más notícias, é possível demonstrar que o Brasil está preparado para uma situação melhor se olhar para algumas decisões recentes. Por exemplo: as desordens que aconteceram em Brasília não aconteceram em Curitiba, quando Lula foi depor. E, se acontecessem, seriam rapidamente debeladas, tal o aparato policial e sua articulação com outros setores do governo.

É preciso evitar e combater a barbárie, aceita ainda por uma esquerda que flerta com a violência e não superou o viés autoritário das teorias do século passado. Uma esquerda que não sustenta dois minutos de discussão se for chamada a defender com ideias a destruição de prédios públicos e propriedades particulares, sobretudo os primeiros, que pertencem ao povo que ela supõe representar.

Curitiba foi diferente, dirão alguns. Além do mais, o que estava marcado em Brasília era apenas mais uma das inúmeras manifestações. Ficamos acostumados com manifestações dominicais pacíficas, feitas por gente que trabalha a semana inteira e derrubou o governo Dilma sem quebrar uma janela.

E nos acostumamos também com manifestações marcadas com antecedência de quase um mês, algo que já comentei aqui, reforçando a importância de analisar a conjuntura, sobretudo num país de mudanças tão rápidas.

Uma nova conjuntura foi aberta com a delação dos donos da Friboi. Ela atingiu Temer em cheio e criou uma situação insustentável para ele. O PT finge que não foi delatado também, que o partido não recebeu US$ 150 milhões para as contas das campanhas de Lula e Dilma. Daí sua fuga para a frente, firme na tentativa de fazer com que Lula escape da cadeia, vencendo as eleições presidenciais, se possível ainda neste ano.

Li que a inteligência do governo tinha captado os sinais de possível violência no movimento Ocupa Brasília, convocado no auge das contraditórias respostas de Temer às acusações que pesam contra ele. No entanto, esta antevisão não resultou num esquema mais complexo de prevenção, que poderia ser realizado pela relativamente bem paga polícia de Brasília.

Sempre se pode argumentar que o governo de Brasília é de oposição a Temer e iria ou confraternizar ou fazer vista grossa diante dos excessos dos manifestantes. Mas isso também poderia ser previsto por uma inteligência modesta e deveria ter sido levado em conta na organização do esquema preventivo, que poderia contar com a Força Nacional e a logística do Exército.

Além dos ministérios que simbolizam o governo, o prédio mais importante do Exército, o chamado Forte Apache, está em Brasília. As condições não eram idênticas às de Curitiba. Mas isso faz parte de uma inteligência modesta: adaptar experiências bem-sucedidas a realidades diferentes. A incapacidade de preparar um esquema preventivo praticamente deixa como alternativa o aumento da repressão. É precisamente isso que interessa à esquerda, atrair uma forte repressão, de preferência excessiva.

Isso faz com que a imprensa priorize os excessos da repressão e jogue para um segundo plano os atos de vandalismo que a motivaram. A esquerda não é inteligente, se você der a esse termo uma dimensão estratégica, mas é esperta. Se o governo responde com uma pobre informação e uma tática burra, os antidemocratas nadam de braçada.

Concordo que Temer deve deixar a Presidência. Mas discordo dos métodos e dos objetivos das pessoas que estão na rua para derrubá-lo. Elas querem apenas um escudo para seu líder escapar da polícia. Primeiro você arruina o país com uma irresponsável política populista. Em seguida, você começa a destruir prédios públicos com a esperança de voltar ao poder e prosseguir na rapina.

Isso não acontecerá pelo caminho do voto, em eleições limpas. Mas a fragilidade do governo e sua incapacidade de analisar o momento favorecem as tendências autoritárias e destrutivas da esquerda.

Não há razão para dizer que o Brasil não tem jeito e que a barbárie é um destino inescapável. Nem é preciso olhar para fora em busca de exemplos nos países avançados. Aqui dentro mesmo é possível encontrar as bases para uma política que defenda a civilização da barbárie. Milhões de pessoas nas manifestações dominicais provaram que é possível combater um governo corrupto e incapaz sem verter uma gota de sangue. Curitiba viveu serenamente um momento de tensão, a vida e os bens da cidade foram protegidos com competência.

São essas qualidades que farão a balança pesar a favor da democracia, isolando cada vez mais os setores que não se adaptam a ela. Mas, é claro, serão necessários alguma coisa que você possa chamar de governo e algum presidente que, pelo menos, esteja preocupado com o país e não com as investigações que rondam seu palácio.

30 maio 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

29 maio 2017 DEU NO JORNAL

DEZENA FUNESTA

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou uma denúncia do Ministério Público e tornou réus 14 pessoas investigadas na Operação Greenfield, que descobriu esquema de desvio em fundos de pensão de empresas estatais, entre as quais ex-diretores da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal), ex-executivos da empreiteira Engevix e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, atualmente preso, em Curitiba, em razão da Operação Lava Jato.

O magistrado considerou haver indícios suficientes de gestão fraudulenta na Fundação dos Economiários Federais (Funcef), em favor de negócios da empreiteira Engevix, também investigada na Operação Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal, entre setembro de 2009 e agosto de 2010, foi aprovado um aporte de R$ 260,67 milhões da Funcef para a Cevix Energias Renováveis S/A, ligada à Engevix, sem “observância dos deveres de diligência” e com uso de documentos fraudulentos que superestimavam o valor aportado por outra parceira do projeto, a Desenvix.

* * *

Tinha mesmo que ter o azarado número 13 na manchete.

É pra torar!

Esta agourenta dezena petralha não sai nunca de cena.

O único lugar onde ela não aparece é no sorteio da Mega Sena!

O fato é que a petralhada botou no fundo dos fundos de pensão. É ladroagem pra medir de metro.

Quer dizer, pra medir de quilômetro.

Já quanto ao prisioneiro Vaccari, tá apenas seguindo a rotina de todo tesoureiro da quadrilha que leva a sigla partidária de PT.

Não escapou um único até hoje!

Vôte!!!

29 maio 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

29 maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

BRASIL GOSTA TANTO DE PIADA QUE O TSE VIROU UMA

A relação incestuosa de Michel Temer com um pedaço do plenário do Tribunal Superior Eleitoral transformou a apreciação das contas da campanha vitoriosa em 2014 numa casa da Mãe Joana. A pretexto de contribuir para a salvação do PIB, a veneranda senhora vinha usando as provas que incriminam a chapa Dilma-Temer como gordura na fritura do próprio TSE. Subitamente, a conjuntura virou. E a Corte Eleitoral promete para o dia 6 de junho um espetáculo inédito: vai desfritar um ovo.

As páginas do processo expõem uma inacreditável realidade. Nela, um mar de dinheiro roubado da Petrobras escorreu para o caixa do comitê eleitoral de Dilma. Mas quando o processo ganhou corpo uma outra realidade se apresentou, mais inacreditável do que a anterior. Magistrados tarimbados, de aparência respeitável, aceitaram a tese de que a lama era de responsabilidade de Dilma. E Temer não tinha nada a explicar. Como Dilma já fora deposta, o assunto estava encerrado.

A lama escorreu pelos escaninhos do TSE por um ano. Algumas togas conviveram com as provas fingindo que elas não se avolumavam no processo e no site do tribunal. Os julgadores pisavam nas evidências distraídos quando a delação da JBS transformou Temer num morto-vivo investigado no Supremo Tribunal Federal por corrupção, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa.

Nada a ver com crimes eleitorais demonstrados nos autos do TSE. Mas o governo que prometia recolocar a economia nos trilhos descarrilou. E tudo o que o TSE fingia que não aconteceu passou a merecer explicação. Temer ainda não sabe o que dizer. Mas já esboçou uma rota de fuga. Sonha com um pedido de vista que adie o julgamento indefinidamente. Se um dos sete ministros do TSE se prestar a desempenhar esse papel não restará dúvida: o Brasil gosta tanto de piadas que o Tribunal Superior Eleitoral se transformou em uma.

29 maio 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
SOU SEM GRUPO

Eu acho muito engraçado
Bem irônico esse papel
Vejo gente no cordel
Sem entender do riscado
Mandando ficar calado
Quem expõe seu pensamento
Falando deste momento
Que assola toda nação
Tolher não é solução
É só falta de argumento.

Quem de paraquedas cai
Numa instituição
Ser a dona da razão
É coisa que não atrai
Quem direito subtrai
Negando a democracia
Somente atrai rebeldia
Nesse grupo entro não
Essa é minha opinião
Muito obrigado e bom dia

Foto da colunista

29 maio 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

ORTOGRAFIA PETRALHA: JBF UM JORNAL GOLPISTA QUE SÓ “VER” UM LADO

Comentário sobre a postagem UM GOLPE NA LÓGICA

Berg:

“Demitir pq, se eles estão do lado certo da história,

q jornal mais tendencioso,

só ver um lado,

LIXO GOLPISTA!”

* * *

Polodoro vai relinchar em homenagem ao petista Berg. Rincha, Polodoro!

29 maio 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

29 maio 2017 PERCIVAL PUGGINA

O GOLPISMO DAS CELEBRIDADES EM COPACABANA

Quando se trata de juntar gente para dizer que o povo comparece a seus eventos, a esquerda reúne companheiros de viagem, pilotos de vôo pelos ares da utopia, figurinhas carimbadas, cantores, atores, músicos e promovem grande espetáculo. Alguma conta no exterior paga os cachês ou o crédito fica gerado e certificado para futuros resgates.

Então, pequenas multidões são atraídas pela oportunidade de um show que seria totalmente grátis não fora o dever de escutar discursos políticos proferidos por pessoas cujo pouco conhecimento enche a paciência antes de encher uma xícara de cafezinho. Sem artistas e celebridades, vai-se o público. Cria-se, então, um insolúvel mistério: quem é que estava ali, mesmo? A permanência dessa dúvida nos eventos da esquerda é uma clamorosa denúncia do esvaziamento de suas pautas e de sua credibilidade.

A concentração ocorrida em Copacabana neste último domingo reuniu numa dessas aglomerações algo entre 10 mil e 30 mil pessoas. A turma do palanque queria diretas já. Ali estavam, pelo que li, Caetano Veloso, Criolo, Mano Brown, Maria Gadu, Milton Nascimento, Gregório Duvivier, Sophie Charlotte, Daniel Oliveira, Maria Casadeval, Antônio Pitanga, Bete Mendes e Zezé Motta. Não sei se alguém se deixa conduzir pelas posições políticas desse pessoal, mas o evento em si, misturando música, dança de rua e diretas já, como afirmei antes, tem o peso político de uma rolha.

Por outro lado, os oradores, ao apelarem para a ruptura com a ordem constitucional, alegam uma suposta ilegitimidade do Congresso para cumprir o preceito que determina eleição indireta se a vacância ocorrer depois da primeira metade do mandato presidencial. Ora, a legitimidade do Congresso só foi contestada pelo PT após o impeachment da presidente Dilma; e se ele é ilegítimo para cumprir o preceito constitucional e promover a eleição indireta, onde irá buscar legitimidade para alterar a Constituição e romper a periodicidade das eleições presidenciais?

Sublinhe-se: foi para evitar casuísmos golpistas, voltados a atender interesses de oportunistas como os que recheavam o palanque de Copacabana, que os constituintes de 1988 definiram a periodicidade das eleições como cláusula pétrea da Carta maior da República.

Mas não podemos querer que a turma daquele palanque entenda e se conforme com isso, não é mesmo?

29 maio 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

FABIO SHIVA – SALVADOR-BA

29 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

ABC DO SERTÃO

O Rei Luiz Gonzaga interpreta uma música que ele fez em parceria com Zé Dantas. A composição é de 1953.

29 maio 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

BARRACO NO ÔNIBUS DO ALTO DA FOICE

Era uma quarta-feira enluarada, o vento soprando os cabelos dos transeuntes que voltavam do trabalho e levantando as saias das jovens para mostrar a bunda. Depois de mais de oito horas de labuta era natural que as pessoas estivessem cansadas, exaustas, com o nervo à flor da pele, se alterando com qualquer incidente cotidiano, levando-o ao extremo do debate boca por simples aborrecimento efêmero.

Era dia de clássico das multidões. Primeiro jogo das quartas de final do campeonato pernambucano envolvendo Santa Cruz e Sport. Para azar de todos os trabalhadores que retornavam do trabalho o inferno já começava na Encruzilhada. Ônibus parados, carros particulares, táxi. Tudo. Pessoas descendo e caminhando a pé porque não havia a mínima possibilidade do transporte prosseguir. Um inferno – diziam todos os passageiros dos coletivos. Torcidas corais e rubro-negras se engalfinhando no meio da rua feito gladiadores nos anfiteatros romanos.

O ônibus que seguia a linha Alto da Foice/Subúrbio travou na Encruzilhada, cheio de gente entupido. Dele ninguém descia. Ninguém subia. Um calor infernal. Gente descendo de outros ônibus e caminhando a pé ao Mundão do Arruda pela Avenida Beberibe, porque o trânsito travou e carro nenhum se locomovia.

Neste exato momento sobe ao ônibus do Alto da Foice uma senhora morena, baixinha, peitos enormes, cabelos com um pitó atrás, parecendo uma casa de marimbondo. E se esfregando por entre os passageiros, chega a se encostar no senhor sessentão que está sentado na quarta cadeira do lado esquerdo do meio do ônibus. E passa gente daqui e passa gente de lá, se esfregando na bunda da baixinha que já está virada no penteio de barrão com tanta esfregação no seu traseiro avantajado.

Nesse exato momento toca o celular do senhor sessentão que ela dele ficou perto: Trililililililili! Aí o homem se estica todo para tirar o celular do bolso direito da calça. Era a mulher dele no telefone. E ele atende:

– Oi, minha fia! Eu não cheguei ainda porque está um engarrafamento arretado aqui na Encruzilhada. Ninguém sai! Ninguém chega! É o jogo do Santa Cruz e Sport! Tá um inferno! Desliga e guarda o telefone no bolso. Enquanto isso, a mulher dos peitões fica junto dele, e a cada pessoa que passa esfregando sua bunda ela eleva os peitões na cara do velho, quase o sufocando.

Dois minutos após ter justificado à mulher por que não havia chegado ainda em casa, o celular toca novamente: Trilililililili! E o velho mais do que depressa, faz um esforço da porra, estica as pernas e tira o telefone do bolso:

– Alô! Oi minha fia! O ônibus ainda está parado! Ninguém sai. E eu não cheguei ainda por causa desse transtorno. E volta a guardar o celular no bolso, impaciente porque o ônibus não dava sinal de que ia seguir em frente. E a cada minuto mais gente chegava e a bagunça dava lugar à desordem.

Quando menos se espera, o telefone do sessentão volta a tocar novamente: Trilililili!! Era a mulher do outro lado da linha reclamando novamente por que o velho estava demorando tanto para chegar, e com a dificuldade de sempre, começa a tirar o celular do bolso para justificar o óbvio novamente:

– Oi, minha fia! O ônibus ainda está parado! Ninguém sai! Tá tudo travado devido a grande quantidade de torcedores se dirigindo ao campo! Me espere que já já eu estou chegando! E torna a guardar o celular no bolso novamente.

Não deu dois minutos, e o telefone do velho toca novamente. Aí a senhora espivitada que estava ao lado do velho, puta da vida, de saco cheio daquela aporrinhação, olha para o velho, com a boca esfumaçando, os olhos vermelhos, fulmina:

– Ô meu senhor! O senhor não tem moral para essa pessoa não! O senhor não respeita esse pá de ovo que tem entre as pernas não?! Porque se fosse comigo eu já teria mandado essa porra se lascar, ir pra puta que o pariu! Essa pessoa não tá vendo que o senhor está no ônibus preso! Porque fica enchendo seus cunhões? Olhe, se fosse comigo eu já teria mandado quebrar a cara dessa rapariga! Ora porra! A gente já está puta da vida com um engarrafamento do caralho desses, doida pra chegar em casa e tem de aguentar uma aporrinhação dessas!

Mal a mulher termina de falar, o telefone do velho toca novamente: Trililililili! E aí a mulher puta da vida, de saco cheio, com os pentelhos arrebitados, perde as estribeiras e parte pra cima do velho, toma-lhe o celular, põe no ouvido, e grita:

– Minha senhora! A senhora não tá vendo que esse velho tabacudo está no engarrafamento da porra por que não para de encher o saco dele e da da gente também?!

Foi quando do outro lado da linha a mulher, barraqueira, perguntou quem era aquela rapariga que estava ao telefone do velho dela. Sem papas na língua, a baixinha fumaçando de raiva, agarrada com o celular, berra:

– Eu sou a puta dele que está lhe butando gaia! E não fale nada mais não porque, puta da vida como eu estou, eu vou aí lhe quebrar os dentes e dar-lhe uma surra de cipó de goiabeira nesse seu tabaco veio, e nele também para ele aprender a respeitar esse pá de ovos murchos que tem entre as pernas que não servem mais pra porra nenhuma!

Nesse momento se ouve uma gargalhada geral no ônibus, com assobios, aplausos e gritos gaiatos de é isso aí minha senhora! Pau nela! Valeu! Nesse exato momento os passageiros esqueceram que estavam sofrendo num engarrafamento de mais de duas horas e riram-se a bandeiras despregadas!

A zoeira feita pela baixinha instigando o coroa tirou a tensão do povo que sirria de se mijar com a presepada! A confusão hilária provocada por ela tirando a tensão dos passageiros oprimidos, provou que o bom humor tem algo de generoso: Fez bem a todo mundo! Deu mais do que recebeu!

Palmas para o bom humor!

29 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

29 maio 2017 JOSIAS DE SOUZA

TEMER ESTÁ CADA VEZ MAIS PARECIDO COM DILMA

Michel Temer está confuso com esse negócio de ter que passar a impressão de que ainda preside o Brasil e, ao mesmo tempo, assumir sua nova condição de suspeito da prática dos crimes de corrupção, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa. É possível que a própria Marcela Temer tenha dificuldades para saber quando está falando com o suposto presidente ou com o investigado. Neste domingo, ganhou as manchetes a notícia de que o presidente decidiu trocar o ministro da Justiça. Engano. A decisão foi tomada pelo investigado, não pelo presidente.

Foi para atender às suas prioridades processuais que Temer transferiu do Ministério da Transparência para a pasta da Justiça o jurista Torquato Jardim, um PhD em TSE com ótimo trânsito no STF. Foi para aplacar suas aflições de alvo de investigação criminal que Temer convenceu Osmar Serraglio a aceitar ser rebaixado da Justiça para a Transparência, em vez de retomar sua cadeira na Câmara – o assento está momentaneamente ocupado por Rodrigo Rocha Loures, um ex-assessor de Temer que cogita migrar da condição de homem da mala para a de delator.

Mal comparando, Temer repetiu o movimento de Dilma Rousseff que, ao sentir que migrava da condição de presidente para a de suspeita, retirou o petista light José Eduardo Cardozo do ministério que carrega a Polícia Federal no organograma. Substituiu-o pelo procurador Eugênio Aragão, que chegou avisando que o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, estava com os dias contados: ”Quero evidentemente na PF pessoas que tenham alguma liderança interna”, disse à época. Caiu antes de entregar o escalpo de Daiello, agora às voltas com Torquato, que analisará com Temer a conveniência de trocá-lo.

Na definição de Aécio Neves, que também tenta adaptar sua rotina de senador à de investigado, Osmar Serraglio revelou-se na Justiça “um bosta do caralho”. Sem saber que estava sendo gravado pelo delator Joesley Batista, do grupo JBS, Aécio contou que conversara com Temer sobre o erro “de nomear essa porra” para um ministério tão estratégico. O sonho de Aécio era a troca de comando na Justiça. “Porque aí mexia na PF”, recitou para o gravador do dedo-duro.

– O que que vai acontecer agora? Vai vim inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não… O cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, dois mil delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né? Do Moreira [Franco], que interessa a ele, vai pro João, disse Aécio a certa altura.

– Pro o João, respondeu Joesley.

– É. O Aécio vai pro Zé, prosseguiu o senador tucano, agora afastado de suas funções parlamentares.

Torquato Jardim é mais sofisticado do que gostaria Aécio. Mas ajusta-se com perfeição às prioridades de Temer. Na sua rápida passagem pela Justiça, Serraglio dedicou-se a brigar com índios. Tomado pelo conteúdo de uma entrevista que concedeu ao Correio Braziliense, Torquato terá atuação mais ajustada às necessidades de Temer.

O novo ministro justifica o encontro de Temer com o delator Joesley Batista na calada da noite. “O presidente é um parlamentar há 24 anos e tem uma conduta de informalidade que é própria de quem é do Congresso”, diz Torquato. “Ele tem uma descontração ao encontrar as pessoas, doadores de campanha, empresários… Nesse âmbito é que eu compreendo ele ter recebido o empresário.”

Torquato joga água fria na fervura dos que imaginam que a cassação de Temer pelo TSE virá no dia 6 de junho: “A coisa mais natural que existe, em um processo de 6 mil páginas, com 1.250 páginas de relatório e um voto que terá 400 ou 600 páginas, é que um juiz peça vista. Acontece isso em qualquer julgamento.”

De resto, o novo titular da Justiça ecoa os advogados de Temer. Faz isso ao questionar a “validade tecno-processual” do áudio do delator Joesley. Ou ao realçar que “um procurador da República que atuava na Lava-Jato aposentou-se e, no dia seguinte, tornou-se advogado” do delator da JBS. Ou ainda ao pôr em dúvida “a validade da extensão do benefício” judicial concedido aos delatores de Temer.

29 maio 2017 FULEIRAGEM

FRED – CHARGE ONLINE

29 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM TUCANO BRILHANDO NO HORÁRIO NOBRE DO DOMINGO

O programa Fantástico, exibido ontem à noite pela TV Globo – que segundo os cuzinhos da militância vermêio-istrelada é uma emissora reacionária e golpista -, botou no ar uma reportagem sobre a guabirutagem corrupcional do tucano Aécio Neves, o ídolo dos coxinhas.

Minha querida amiga e conterrânea Cabeça-de-Fossa, Tesoureira do Diretório Municipal do PT em Palmares, me ligou ainda ontem mesmo, quase meia-noite, pra falar sobre a matéria. Ela estava saltitante de alegria!

A reportagem da Globo botou pra fuder no furico do tucano, da sua irmã Andréa e do seu primo Fred.

Botou sem dó, sem pena e sem vaselina. Num escondeu nada.

E eu pensava que a Globo só falava mal de Lula e o PT…

Pois sim.

Confesso a vocês que fiquei confuso.

A Globo falando mal de Lula e de Aécio, falando mal do PT e do PSDB, embananou minha cabeça de abestado.

O Instituto Aécio, como é de costume e de rotina entre os institutos que representam os corruptos de Banânia, negou tudo e botou a culpa na “grande mídia golpista“.

Quem quiser ver a matéria e começar bem a semana, é só clicar na imagem abaixo.

Vejam que cara linda de Aécio, uma cara angustiada e fudida, o departamento de artes da Globo aprontou pra botar no painel de fundo que embeleza a matéria:

29 maio 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

CRISTAIS QUEBRADOS – Anderson Braga Horta

Há uma flor que floresce em tudo e em nada
do universo febril do meu desejo.
Flor de carne e luar, rubra de pejo
cora-se ao ver, tímida e deslumbrada,

dentro em meus olhos a intenção de um beijo.
Alma de luz, na esfera inabitada
de meus íntimos céus transfigurada,
nebulosa do sonho, ardente a vejo.

Beijo-a, e por entre beijos imaturos
desperto, e ela se esvai no azul divino.
Clamo, e ao apelo de meus fortes brados

parte-se o espelho dos seus ollhos puros.
Alastram-se no azul pré-matutino
trêmulos claros de cristais quebrados.

29 maio 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

29 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NOVIDADE: ZAP-ZAP NO JORNAL DA BESTA

A partir de hoje, no final de cada postagem, esta gazeta escrota conta com um conjunto de botões que permitem aos nossos leitores o compartilhamento das besteiras, tolices, sacanagens e inutilidades que são aqui publicadas.

Temos compartilhamento via e-mail, passando pelo twitter, até chegar no feissibuqui.

Quem acessa pelo celular, vai contar com um botão a mais, o do Whatsapp, que aparece em destaque na imagem abaixo:

Façam bom uso e divirtam-se!!!

Saúde, paz, alegria e muito tesão.

Uma excelente semana pra toda a comunidade fubânica.


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