25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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25 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

A PRIVATARIA PETISTA NA PETROBRAS AFRICANA

elio gaspari

plataforma

Imagine-se a doutora Dilma Rousseff dizendo o seguinte durante a campanha eleitoral:“Nossos adversários quebraram o país três vezes e venderam para um banco metade da participação da Petrobras em ricos campos de petróleo da África”.

Em julho de 2013, a Petrobras vendeu ao banco BTG Pactual metade de suas operações em campos de petróleo de sete países africanos. O coração do negócio estava em dois campos da Nigéria (Akpo e Agbami) dos quais a empresa tira uma produção de 55 mil barris/dia, 60% de todo o petróleo que o Brasil importa, ou 25% do que refina.

Para se ter uma ideia do que isso significa, é uma produção equivalente a 10% do que sairia do pré-sal brasileiro um ano depois, ou quatro vezes o que Eike Batista conseguiu extrair. No século passado, a Petrobras decidiu internacionalizar-se para controlar reservas fora do país. Nada mais certo.

A empresa trabalhou em sigilo e, em outubro de 2012, contratou o Standard Chartered Bank para assessorá-la. Um mês depois, numa negociação direta com a Petrobras, o BTG Pactual mostrou-se interessado no negócio, propondo a formação de uma nova subsidiária.

A Petrobras listou 14 petroleiras que poderiam se interessar, nenhum banco. Além do Pactual, só uma empresa chegou à reta final. Quanto valiam os campos? Aí é que a porca torcia o rabo. Uma nuvem preta pairava sobre os marcos regulatórios da Nigéria (onde estão Akpo e Agbami).

O consultor financeiro da Petrobras estimou que, com a entrada em vigor de uma lei nova e ruim, valeriam US$ 3,4 bilhões, ou US$ 4,5 bilhões sem ela. O banco BSC estimou essas mesmas cifras. Sem considerar o eventual impacto da lei ruim, segundo uma publicação da consultoria Wood Mackenzie, valeriam até US$ 4 bilhões, e para outra, da IHS, só o campo de Akpo valeria pelo menos US$ 3,6 bilhões.

Endireitando-se o rabo da porca: com o barril de petróleo a US$ 100, o ano de 2014 acabou-se e até hoje a lei ruim não entrou em vigor. Em maio de 2013, o Pactual ofereceu US$ 1,52 bilhão, superando a proposta rival.

Esse valor derivava de sua avaliação de US$ 3,04 bilhões para todo o pacote africano. Como a lei poderia mudar para pior, fazia algum sentido. O banco propunha que, ao nascer, a subsidiária tomasse um empréstimo de US$ 1,5 bilhão.

Mistério: por que a Petrobras venderia um ativo por US$ 1,52 bilhão e, seis meses depois, criaria uma nova empresa, endividada em US$ 1,5 bilhão? A sugestão foi rebarbada, mas admitiu-se negociar outro endividamento, mais adiante.

Seis meses depois de fechar negócio com o BTG Pactual, a Petrobras discutia a tomada de um empréstimo de US$ 700 milhões para a subsidiária africana junto aos bancos Standard Chartered (o mesmo que assessorou a venda) e Paribas.

O setor financeiro da empresa achou as condições salgadas, com uma taxa de juros acima do que a empresa paga no mercado internacional. Em janeiro de 2014, estimava-se que a subsidiária distribuísse US$ 1 bilhão em dividendos no 1º semestre daquele ano.

Portanto, um ano depois de ter entrado no negócio, o BTG Pactual poderia receber US$ 500 milhões. Na vida real, no primeiro trimestre distribuíram-se US$ 300 milhões, deixando-se US$ 500 milhões no caixa e US$ 200 milhões aplicados (o empréstimo, aprovado, não entra nessa conta).

Aquilo que, no século passado, foi uma ideia de ampliar os interesses da empresa em terras estrangeiras resultou numa privatização de metade da sua operação africana. Acertou-se também que ela continuaria sob o logotipo da Petrobras, apesar de a estatal só ter metade do negócio.

A presidência da empresa e a diretoria comercial seriam ocupadas rotativamente pelo BTG e pela Petrobras, a cada dois anos. O diretor financeiro da subsidiária seria nomeado pelo banco, e o diretor operacional sairia da estatal.

Se a Petrobras tivesse liquidado alguns micos ou operações menores, tudo bem, mas ela vendeu metade de sua participação em terras d’África, especificamente a de dois campos nigerianos estrategicamente valiosos. Fez isso com relativa pressa, pois o negócio deveria ser concluído em 2013.

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

AUTO_waldez

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25 janeiro 2015 A PALAVRA DO EDITOR

NA POSSE DO REI DO PÓ BRANCO

A foto abaixo foi feita no momento em que Dilma desembarcou do jato presidencial, chegando em La Paz para a posse do cocaleiro Evo Morales.

Estou postando a foto pra encher de cores o nosso domingo.

Num tá linda a cena???!!!

Dilma-posse-Evo-Morales-la-paz-

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

LEANDRO – FOLHA DE CIANORTE

leandro

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25 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

ESPELHO, ESPELHO MEU: QUE PT SOU EU?

sandro vaia

dilma_espelho

O PT está vivendo uma aguda crise existencial e procura, dentro de sua própria psique, a verdadeira identidade que o trouxe até aqui, ao início de seu quarto mandato consecutivo no comando do Poder Executivo.

Deitado no divã do psicanalista, o partido rastreia seu passado, compara-o com as suas ações presentes, e indaga: “doutor, quem sou eu?”.

Afinal, o PT é a presidente que vai pedir a bênção de Pachamana e dá as boas entradas ao terceiro mandato consecutivo do cacique Evo Morales ou é o desenvolto aprendiz de banqueiro Joaquim Levy, que é saudado por ferozes capitalistas em Davos como a encarnação do bom senso e domador dos arroubos esquerdistas de um governo que tratou a responsabilidade fiscal até aqui como uma espécie de espoliação criminosa dos direitos da classe trabalhadora.

A memória da campanha eleitoral ainda está muito recente. Aquele sumiço da comida da mesa das crianças a cada vez que as taxas de juros sobem é uma das fantasias mais dramáticas que o marketing eleitoral conseguiu produzir em toda a sua desonesta trajetória de vida.

Cenas de cortar o coração. Não é dramático que isso já tenha acontecido três vezes desde que as urnas foram abertas dando a vitória exatamente a quem acusava o adversário de pretender fazer isso porque, se vencesse, governaria “para os banqueiros”?

Nada nada, são 19 bilhões de reais adicionados à dívida interna, maldade que só os reacionários da oposição seriam capazes de perpetrar contra a comida das crianças pobres.

O novo ministro da Fazenda, ortodoxo importado diretamente do território inimigo, despiu o manto diáfano da fantasia que o seu antecessor vestiu durante todos os seus anos de ministério, revogou o uso metódico da mentira, e disse sem subterfúgios que teremos um “flap” na economia nos próximos três meses; isso quer dizer que a economia não crescerá, ou na pior das hipóteses, enfrentará uma “forte recessão”, segundo as previsões do guru presidiário, José Dirceu, estridente voz da oposição interna.

Enquanto a presidente, como um anjo de Wim Wenders, sobrevoa a realidade e deixa a Joaquim Levy a tarefa de trazer à tona a crueza dos fatos, o PT se estilhaça, tentando salvar a honra da casa diante da contradição entre palavra e gesto.

Em 15 dias, o governo Dilma Roussef criou 30 bilhões de receitas novas aumentando impostos e derrubou 18 bilhões de despesas eliminando direitos trabalhistas, coisa que a então candidata jurou que não faria “nem que a vaca tussa”. Os ministérios continuam sendo os mesmos 40, da carcaça da Petrobras continua emanando o mau cheiro da corrupção, e a batalha pela manutenção da fidelidade da base aliada ainda nem começou, e o governo já aparece prostrado antes de começar de fato.

Enquanto a oposição formal ainda não coordenou um discurso coerente e muito menos uma estratégia de ação, o PT esquizofrenicamente tenta vestir as máscaras de oposição e situação ao mesmo tempo: contra o ônus da austeridade mas a favor do bônus da gastança.

Essa crise de identidade do partido do governo na verdade desmascara aquilo que a campanha se esforçou para esconder: era mentira que vivíamos num mar de rosas, era mentira que a economia estava ajustada, era mentira que éramos vítimas de uma crise externa.

Com a ajuda do PT ou contra o PT, a maior tarefa do novo governo será a de consertar os estragos do velho.

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE

guabiras

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25 janeiro 2015 A PALAVRA DO EDITOR

UM DIA NA PRAIA (III)

Pra celebrar este domingo quente e ensolarado, imagens de um dia na Praia de Toquinho.

Bebedoria e comidoria fartas e conversa pra muitas e muitas léguas.

Foi muito fuxico e muita falação da vida alheia. Esculhambamos desde o Papa Chiquinho, passando pelo prisidente Obama, até chegar na rainha da Inglaterra.

Mas os ouvidos que levaram mais tabefes foram os dos pulíticos corruptos da Nigéria.

Foram esculhambados com muito gosto e muita disposição!

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR

dalcio

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25 janeiro 2015 REPORTAGEM

R$ 17 MILHÕES POR UM FAVOR MILIONÁRIO

No começo de 2013, o empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Itaipava, a segunda maior do país, queria expandir seus negócios ao Nordeste. A primeira parte do plano envolvia a construção de fábricas na região. Ele optou por erguer a primeira em Alagoinhas, na Bahia, em razão de generosos incentivos fiscais. Faltava o dinheiro para a obra, e conseguir crédito não seria uma missão fácil. Faria e seu Grupo Petrópolis, que controla a Itaipava, tinham nome sujo na praça – e uma extensa ficha policial. Deviam R$ 400 milhões à Receita, em impostos atrasados e multas por usar laranjas, além de notas fiscais.

Em 2005, Faria fora preso pela Polícia Federal, acusado de sonegação fiscal. Ficou dez dias na carceragem da PF. Três anos depois, em outra operação da PF, Faria acabou denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, formação de quadrilha e por denúncias caluniosas. Segundo as investigações, Faria armara um esquema para retaliar os fiscais da Receita que haviam autuado sua cervejaria anos antes. Iria difamá-los. Contratara para o serviço ninguém menos que o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza. A PF encontrou R$ 1 milhão na sede da Itaipava em São Paulo – dinheiro que, segundo a acusação, serviria para pagar chantagistas. Valério foi preso. Mas Faria perseverou.

Diante dessa ficha, qual banco toparia emprestar dinheiro para Faria e suas empresas? O Banco do Nordeste, o BNB, criado no governo de Getúlio Vargas para ajudar no desenvolvimento econômico da região – mas que, desde então, é usado com alarmante frequência para ajudar no desenvolvimento econômico dos políticos que mandam nele. Desde que o PT chegou ao poder, em 2003, o BNB, custeado com R$ 13 bilhões em dinheiro público, vem sendo aparelhado pelo partido. As previsíveis consequências transcorreram com regularidade desde então. Escândalos, escândalos e mais escândalos. O último deles, em 2012, revelado por Época, derrubou a cúpula do banco após a PF entrar no caso – e deflagrou uma cascata de investigações dos órgãos oficiais, como a Receita, o Tribunal de Contas da União e o MP. Apesar disso, o aparelhamento petista no BNB perseverou, como Faria perseverara. Ambos perseveraram porque partidos como o PT precisam de empresários como Walter Faria, e empresários como Walter Faria precisam de partidos como o PT.

inauguracao-itaipava

O empresário Faria (ao centro, com o copo ao alto) celebra com petistas a inauguração de sua fábrica na Bahia

No segundo mandato de Lula, Faria, segundo fontes do PT e no BNB, tornou-se próximo dos líderes do partido, como o ex-presidente da República e o tesoureiro informal da legenda, João Vaccari. E manteve essas boas relações. Pelas leis da política, a história que se narra a seguir – fundamentada em documentos internos do BNB, relatórios do TCU e entrevistas com os envolvidos – era inevitável. Ainda no começo de 2013, Faria conseguiu obter do BNB um empréstimo de R$ 375 milhões para construir a fábrica na Bahia. Naquele momento, a nova cúpula do BNB, sob o trauma recente do escândalo que derrubara a diretoria anterior, relutava em fazer negócio com Faria. O então presidente do banco, Ary Joel Lanzarin, fez questão de que Faria apresentasse garantias sólidas para o empréstimo. Exigiu uma garantia conhecida como carta-fiança, em que outro banco garante cobrir o valor devido em caso de calote. Para quem empresta, como o BNB, é um ótimo negócio – praticamente zera o risco de calote. Para quem recebe o dinheiro, nem tanto. Uma carta-fiança tem um custo anual, que varia entre 0,5% e 3% do total do empréstimo.

Durante as tratativas, Faria reclamava. Dizia que perderia muito dinheiro com a carta-fiança. Mas capitulou. Ao fim, obteve dois empréstimos, ambos sob as mesmas condições. O de R$ 375 milhões seria destinado à construção da fábrica em Alagoinhas. Outro, fechado depois, em abril de 2014, no valor de R$ 452 milhões, serviria para construir outra fábrica da Itaipava, em Pernambuco. No total, portanto, Faria obteve quase R$ 830 milhões do BNB. Cada empréstimo tinha como principal garantia uma carta-fiança, que cobria integralmente o valor emprestado pelo BNB. Faria teria juros baixos, 11 anos para pagar e dois anos de carência para começar a devolver o dinheiro. Os técnicos do BNB classificaram a operação como segura, em virtude da carta-fiança.

Em conversas com os diretores do BNB, no entanto, Faria não desistia de rever a garantia da carta-fiança. Queria porque queria que o banco abdicasse dela, topando ter como principal garantia as fábricas construídas com o dinheiro emprestado. Faria dizia, nesses encontros, que a exigência da fiança lhe custava o equivalente a 2% do valor dos empréstimos – o equivalente a quase R$ 17 milhões ao ano. Para o BNB, era um pedido aparentemente impossível de atender, como seria para qualquer banco privado. Ainda mais porque, pelo contrato de empréstimo, os juros eram pré-fixados. Ou seja: o BNB não poderia compensar a garantia pior com um aumento nos juros do empréstimo. Segundo as regras do Banco Central e três especialistas de três grandes bancos, se o BNB aceitasse as condições de Faria, teria de rebaixar internamente a classificação de qualidade do empréstimo. Essa medida é obrigatória e forçaria o BNB a reservar dinheiro próprio para pagar ao menos parte da dívida de Faria, caso ele desse calote. No jargão do mercado, isso se chama “provisionamento”. Nenhum banco toparia fazer isso. É um péssimo negócio. “Nunca vi alguém aceitar algo parecido”, diz um economista que trabalha com esse tipo de operação para um grande banco brasileiro.

Mas o impossível é sempre uma possibilidade na política brasileira. Ainda em abril de 2014, Ary Lanzarin, o presidente que tentava moralizar o BNB, deixou o cargo. O PT pressionava para voltar ao comando absoluto do banco. A presidente Dilma Rousseff aceitou. As diretorias do BNB foram entregues novamente a afilhados de políticos petistas, como o ministro da Defesa, Jaques Wagner. Procurado pela reportagem, Wagner preferiu não comentar o assunto. O jogo mudara.

Meses depois, no auge da campanha à reeleição de Dilma e dos esforços de arrecadação dos petistas, Faria conseguiu o impossível. No dia 10 de setembro, protocolou o pedido de dispensa da fiança do empréstimo da fábrica na Bahia. Uma semana depois, o pedido foi analisado – numa velocidade espantosa para os padrões de um banco tão lento e burocrático quanto o BNB. Num intervalo de pouco mais de 24 horas, o pedido passou por cinco instâncias do BNB e foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco, segundo os documentos obtidos pela reportagem. Estava no papel: o BNB aceitara, em tempo recorde, abdicar de uma garantia 100% segura por outras mequetrefes, se comparadas à carta-fiança. De quebra, teve de reservar R$ 3,6 milhões no balanço – o tal “provisionamento” – para cobrir o mau negócio que fechara.

Alguns técnicos do banco não gostaram da solução encontrada. Para demonstrar insatisfação, deixaram claro que a dispensa da fiança não seria inócua para o BNB. Em um documento interno obtido pela reportagem, funcionários afirmaram: “O nível de risco atualmente corresponde a 8,75 (AA), quando considerada a fiança bancária. Quando considerada a garantia hipotecária do complexo industrial, passa a ser 6,05 (B)” (leia abaixo). Fica claro que a substituição da fiança só interessava mesmo a Faria. A decisão do BNB também contrariou frontalmente uma das principais cláusulas que permitiram a assinatura do contrato: “Outras instituições financeiras de primeira linha estarão comprometidas com o projeto durante o prazo de 11 anos, visto que a fiança que comporá a garantia da operação terá vigência por todo o período do financiamento”.

No dia 29 de setembro, apenas 12 dias após seu Grupo Petrópolis obter o impossível no BNB, Faria depositou R$ 5 milhões na conta da campanha de Dilma. Até o dia 3 de outubro, a campanha dela receberia outros R$ 12,5 milhões. No total, Faria doou R$ 17,5 milhões. Tornou-se, assim, o quarto maior doador da campanha da presidente. É aproximadamente esse valor que Faria gastaria com as fianças anuais dos dois empréstimos. O pedido para que o segundo empréstimo, o da fábrica em Pernambuco, também seja dispensado da carta-fiança será feito em breve. Segundo fontes na cúpula do BNB, está encaminhado para ser aprovado.

Procurado pela reportagem, o Grupo Petrópolis afirmou, por meio de nota, que a dispensa da fiança gerou economia para a empresa, mas não disse quanto. Afirmou ainda que a fiança foi substituída por outras garantias com “valores até maiores”. Ainda de acordo com a nota, Faria conhece Vaccari, mas negou ter pedido ajuda a ele ou a qualquer pessoa para que a fiança usada no empréstimo do BNB fosse dispensada. Disse, ainda, que todas as doações à campanha da presidente Dilma cumpriram as regras eleitorais. Também por meio de nota, Vaccari disse jamais ter tratado do interesse de qualquer empresa com o BNB. O presidente do BNB, Nelson de Souza, afirmou que a substituição da fiança está prevista nas regras do banco e que nunca esteve com o empresário Walter Faria. Disse, no entanto, que o empresário já esteve com dirigentes do banco para tratar assuntos do interesse dele.

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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25 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

E SE ODEIAM COM TODO AMOR

carlos brickmann

Lula está na muda. Silenciou quando sua invisível aliada Rose Noronha deixou de ser invisível e incomodamente apareceu no noticiário. Mais silente ficou quando viu que seus aliados no Governo foram decepados por Dilma.

Dilma está na muda. Silenciou quando teve de adotar as medidas que acusava Aécio de planejar. Mais silente ficou ao descobrir que seus caros aliados, a quem dedicou tanto carinho, confiáveis não são. E que seu próprio PT está rachado.

A Fundação Perseu Abramo, Lula desde criancinha, a acusa de aprofundar as tendências recessivas da economia com medidas conservadoras e ortodoxas – isso, em linguagem petista, é um insulto e tanto. Marta Suplicy, articuladora do movimento Volta, Lula, abriu fogo pesado contra Dilma. Maria do Rosário, que foi ministra de Dilma até outro dia, não se manifestou; mas seu marido, o também petista gaúcho Eliezer Pacheco, Secretário da Educação de Canoas, disse que Dilma enfrenta a crise achacando os assalariados, “como sempre fizeram os governos de direita”. E completa: “Sou PT, mas não sou cordeiro nem omisso (…) Não foi nisso que votamos (…) Não trairemos nosso projeto nem que a vaca tussa”.

E todos esses são petistas que, se encontrarem Lula em pessoa, terão de fazer enorme esforço para não cair de joelhos e, testa encostada no chão, voz embargada pela emoção, gritar beatificamente “Caramuru! Caramuru!”

O petista-mor José Dirceu, em seu blog, bateu duro em Dilma. Seu filho Zeca Dirceu fez pesado discurso na Câmara contra a corrupção. A vaca anda tossindo.

dilma tossindo

Cof, cof, cof, cof…

Dirceu sim, Lula não

Este colunista não gosta de coincidências. Há dias, soube-se que José Dirceu está ouvindo outros grão-petistas que não gostam de Dilma e estão sem voz no Governo. O processo pode levar à criação de nova tendência interna no PT, para assumir o comando do partido, que hoje não é exercido por Rui Falcão.

Pois não é que, em seguida, o Ministério Público pede (e obtém) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Dirceu, de seu irmão e sócio e da sua empresa? Dirceu recebeu pouco mais de R$ 3,5 milhões de três empreiteiras investigadas no caso Lava-Jato.

OK – mas se é para investigar quem prestou consultoria às grandes empreiteiras, há um profissional ainda mais famoso, cujo relacionamento com as empresas vai a ponto de usar seus jatinhos e de ajudar a fechar negócios internacionais. É o ex-presidente Lula. Ou só Dirceu interessa à investigação? E por que?

dpl

A morte é a resposta

Dois atentados terroristas em Buenos Aires, ambos sem solução, eram investigados pelo promotor federal argentino Alberto Nisman. Um, contra a Embaixada israelense, em 1992, com 29 mortos; outro, contra a AMIA, entidade beneficente judaica, matou 85 pessoas. Em ambos os casos, houve acusações a grupos terroristas iranianos. Um dos acusados chegou a ministro da Defesa do Irã, embora com prisão determinada pela Interpol. O Governo argentino preferiu deixar pra lá, e o promotor Alberto Nisman chegou à conclusão de que tanto a presidente Cristina Kirchner quanto seu chanceler, Héctor Timerman, haviam trocado a impunidade do ministro da Defesa do Irã por petróleo e financiamentos. Nisman faria a denúncia no dia em que morreu com um tiro na testa.

Há duas possibilidades, ambas terríveis: a primeira, que o promotor, mesmo com policiais guardando seu apartamento, tinha sido assassinado; a segunda, que por algum motivo, bem no dia em que concluiria um trabalho de dez anos apresentando publicamente suas conclusões, suicidou-se. Nesse caso – e lembrando a pergunta do jornalista Alberto Dines, quando os militares insistiram na tese do suicídio de Vladimir Herzog – que é que lhe fizeram para que ele preferisse se suicidar? A que ameaças e pressões terá sido submetido?

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O triste caso Timerman

O ministro das Relações Exteriores Hector Timerman, apontado como um dos responsáveis pelo acobertamento do caso, tem uma história interessante. Seu pai, Jacobo Timerman, era um dos mais importantes jornalistas da Argentina. Foi sequestrado pela sinistra polícia da ditadura e desapareceu. Hector, 23 anos, procurou o auxílio do rabino Marshall Meyer. O rabino Meyer decidiu procurar diretamente o temido comissário Miguel Etchecolatz, diretor de Investigações da Polícia. Num duro diálogo, ameaçado de morte por Etchecolatz, disse-lhe que era o pastor que procurava uma ovelha de seu rebanho, e sabia que Etchecolatz era o ladrão que a tinha levado.

Final da história: a Polícia reconheceu que Jacobo Timerman estava vivo e em seu poder. Ele acabou sendo libertado e advertido de que, se ficasse na Argentina, morreria. Foi morar em Israel, que lhe deu asilo, e escreveu um livro clássico: “Prisioneiro sem nome, cela sem número”. Hector Timerman virou político e chegou a chanceler – apenas para entregar ao Irã o direito de investigar os membros de seu próprio Governo acusados da morte de 114 pessoas.

Triste destino: seu pai, corajoso ao extremo, sobreviveu à ditadura. Ele, que tentando a subida desceu, pode ser derrubado pela voz de um morto.

Sugerir não ofende

O ministro do Trabalho, Manuel Dias, prevê demissões “em alguns setores”. Que tal começar as demissões por ministros e amigos que não trabalham?

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

genildo

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25 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

MUDOS

Mary Zaidan

dilma_lula

A presidente Dilma Rousseff está muda. O ex Lula, idem. Há mais de um mês nenhum deles dá um pio. Receio de cobranças sobre a adoção de medidas econômicas ortodoxas, que contrariam o que foi dito em campanha? Difícil crer. Mais provável atribuir o silêncio ao dito popular “em boca fechada não entra mosca”, inseto que prolifera em ambientes fétidos como o do escândalo bilionário na Petrobras, cada dia mais próximo da cadeira de ambos no Planalto.

Assistem a tudo calados. Do bombardeio de Sergio Gabrielli, ex-presidente da petroleira, indicado por Lula, que, sem cerimônia alguma, aponta a responsabilidade de Dilma no negócio absurdo da aquisição de Pasadena, às delações de presos assegurando que o dinheiro da corrupção tinha como destino o caixa do PT e a compra de aliados. De relatos do TCU sobre os desvios à inclusão do ex-ministro da Casa Civil de Lula, o mensaleiro José Dirceu, na trama.

A mudez permite toda sorte de especulação e um amontoado de sandices. Mas, combinado ou não, o diabólico é que a maior parte das versões favorece o PT e, em especial, Lula, aquele que jamais desencarnou da Presidência, eterno candidato.

Fala-se a rodo de desavenças entre afilhada e padrinho, atribuindo a Dilma a capacidade de isolar Lula, como quis fazer crer a senadora Martha Suplicy (PT-SP) na emblemática entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde. É preciso muita imaginação para ver em Dilma e no aloprado ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, alguma competência para enxotar Lula.

Outros insistem que Dilma estaria constrangida e teria repassado ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a tarefa de dar publicidade às necessárias más notícias de aumento de impostos e corte em benefícios trabalhistas. Como se fosse possível atribuir escrúpulos desse tipo a quem não tem qualquer pudor em mentir, que antecipara com todas as letras que faria o diabo para vencer as eleições.

Dilma ganhou, levou e não sabe o que fazer com a vitória. Tem a caneta, mas nem isso sabe usar, como mostra a confusão que arrumou na partilha do primeiro escalão. Já Lula, não só está no jogo, como é o dono da bola. É a ele que se diz amém.

Ao que tudo indica, Lula e sua turma trabalham na perda zero. Preferem ser vistos como quem está ao largo, longe de Dilma e de medidas antipopulares. Querem continuar sendo os porta-vozes dos movimentos sociais e da “esquerda”, aqueles que resistem ao neoliberalismo a que Dilma se viu obrigada a ceder para consertar o país que ela estragou.

Ao mesmo tempo, ocupam a maioria dos escalões menos visíveis do governo, garantindo empregos generosos para a militância mais aguerrida.

Lula e os seus querem tudo. Ser governo, ser oposição, ocupar todos os espaços.

O ex poderá se lançar daqui a quatro anos como líder da resistência a uma Dilma que não lhe deu ouvidos, ou, se Levy conseguir êxito na economia, como o responsável pela escolha e indicação do ministro.

A Petrobras, que financiou vitórias e deu tantas alegrias a Lula e Dilma, é a pedreira que tentam dinamitar em silêncio para desobstruir o caminho. Mais do que qualquer um, eles sabem que as consequências da roubalheira podem ir muito além da programada mudez.

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

mariano

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25 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – SUMIÇO

sumida

* * *

Dilma levou uma sumida bem grande. Uma sumida de 13 polegadas.

Maior que o sumiço de Dilma, só mesmo o sumiço e o mutismo de Lula, um cabra que adora aparecer e falar pelos cotovelos.

Tá tudo sumido e calado. Eles e as antas que votam neles.

Sumiram até daqui do JBF há muitos dias. Nunca mais Meninão Leso, Cobra de Resguardo, Senil Precoce e Abestado de Nascença postaram comentários.

Aliás, em falando de sumiço e mutismo, vou reproduzir um negócio que tá circulando na internet.

Vejam que coisa interessante:

Amigos espalham cartazes para encontrar eleitor do PT que desapareceu do Facebook

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Durante a eleição, Wilson Bezerra era assíduo na timeline dos amigos, a quem chamava de companheiros. Ele tinha sempre uma tese sobre a fuga de capitais, sobre a proteção do trabalhador, altas de juros. Qualquer argumento era rebatido com números sobre como a desigualdade caiu e como o governo tucano ia adotar medidas “neoliberais”como aumento de impostos, de tarifas, juros e desemprego. “Nem que a vaca tussa”, dizia ele, feliz, repetindo o bordão de Dilma Rousseff.

Desde que a vaca começou a tossir, Wilson sumiu. Amigos contam que ele não aparece mais nas redes sociais. Ativista convicto, Wilson parece ter se desintegrado no ar. “Estamos preocupados. Ele nunca mais postou nada, por isso resolvemos fazer uma campanha”, disse um amigo.

Conhecidos de Wilson espalharam cartazes pelas ruas de várias cidades do país, com a foto do militante segurando uma bandeira do PT. A esperança é que ele seja finalmente encontrado para defender mais uma vez seus pontos de vista.

E vamos fechar esta postagem com um bovina falando sobre vaca.

Um excelente domingo pra todos vocês!

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25 janeiro 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani3

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NÃO LEVE TUDO TÃO A SÉRIO!

besta1 dom25

Esse cachorro tá desesperado! Eita lêlê!

É. Realmente! Não leve a vida tão a sério, pois ela não está fácil pra ninguém!

Num país onde as principais autoridades vivem brincando de governar, de chacota, de prometer e não cumprir, e alguns até se envolvendo diretamente com a corrupção, você vai ficar estressado por quê?

Esse instrumento social chamado de Facebook é uma das principais caixas de ressonância da esculhambação brasileira, da falta de coerência e principalmente da falta de vergonha na cara de muitos (as) brasileiros (as).

O episódio mais recente foi o envolvimento do Brasil com a política interna da Indonésia, expondo ao ridículo e elevando ao máximo a cultura da impunidade que nos envolve. E nem vamos falar em mensalão, petrolão, metrozão e outros ãos brasileiros.

Pois, é nesse “Facebook” que testemunhamos as participações mais idiotas e absurdas possíveis. Dia desses, alguém se posicionou contra a aprovação do “aborto” em qualquer das situações apresentadas. Choveu um rio São Francisco de lágrimas e muitas “jovens” se posicionaram defendo que, o “corpo era delas e elas tinham o direito de fazer o que bem entendessem dele”. Quer dizer, eram favoráveis ao aborto. Eram favoráveis ao “crime”, condenado pela Igreja.

Pois bem. Agora nesta semana aconteceu a simples afirmação da lei vigente na Indonésia na tentativa de reforçar o combate e diminuir o consumo e o tráfico de drogas. Drogas que destroem famílias!

Muitas pessoas se manifestaram no “Facebook” sendo contrárias ao fuzilamento – entenda-se: ao cumprimento da lei de um País. Isso, alguns operadores do Direito entendem como tentativa de interferir no que não nos diz respeito.

Resumo: apoiam o aborto e são contra o combate (cada país tem a sua forma e cultura para combater – no Brasil, o que existe mesmo é o incentivo não apenas ao consumo, mas, também ao tráfico e à impunidade) da droga.

besta2 dom25

Óculos com armação especial colocado à venda

Também na semana passada, o Brasil conheceu através do anúncio do resultado do ENEM, como e em qual direção anda a sua “educassão”!

Esse resultado não causou estranheza para quem apoiou e assimilou que o País foi “desdirigido” por oito anos por um analfabeto e, agora, entrou no segundo mandato de “outra” do mesmo nível.

Ficou provado que não entendem nada de educação, quando minimizaram a importância do SESI, SENAC e antiga Escola Técnica quando – instituições seculares no Brasil -, com interesses meramente políticos-eleitoreiros deixaram de investir numa melhor qualidade de ações desses institutos, para inventar um tal PRONATEC.

Sim, porque esses institutos minimizados, nada têm com o “gunverno petralha” – e eles tinham necessidades mesquinhas de marcar o “gunverno” com o PRONATEC, órgão que está capacitado para melhorar o nível de aprendizagem daqueles que saem do ITA e do IME.

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O máximo da “sofrência”

Finalmente, para fecharmos este domingo, propomos uma simples homenagem a HENRIQUE DE SOUZA FILHO, nacionalmente conhecido como “HENFIL” que, se vivo fosse, completaria no próximo dia 5, quinta-feira, 71 anos de idade. Henfil viveu (e sofreu) por quase 44 anos.

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Henfil o cartunista

Quem marcou posição contra as agruras da ditadura militar enfrentada pelos brasileiros, não desconhece Henfil. Henrique de Souza Filho foi, num corpo só, numa mente só e numa disposição que teve a companhia de Jaguar, o nosso “CHALIE HEBDO” dos anos de chumbo.

Nascido em Ribeirão das Neves a 5 de fevereiro de 1944, “Henfil” foi um Jornalista e escritor que trabalhou também como cartunista, emprestando ao Pasquim seu nome e arte de escrachar. Tornou “best seller” a narrativa de sua viagem à China – foi, provavelmente, um dos primeiros e tornar público no Brasil que, na China, a urina humana há séculos era aproveitada na agricultura depois de processo de beneficiamento. Isso, nos dias atuais, pode ter outro significado no Brasil.

Henfil morreu no dia 4 de janeiro de 1988 ao ser vencido pela hemofilia que herdou da mãe.

Henfil é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Há inúmeros materiais de divulgação do Partido e de campanha eleitoral ilustrados por ele. (OBSERVAÇÃO DO AUTOR: quando o PT era outro e não esse de hoje.).

A estreia de Henfil como ilustrador deu-se em 1964, quando, a convite do editor e escritor Robert Dummond, começou a trabalhar na revista Alterosa, de Belo Horizonte, onde criou “Os Franguinhos”. Em 1965 passou a colaborar com o jornal Diário de Minas, produzindo caricaturas políticas. Em 1967, criou charges esportivas para o Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro. Também teve seu trabalho publicado nas revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. A partir de 1969, passou a colaborar com o Jornal do Brasil e com O Pasquim.

Nessas publicações, seus personagens atingiram um grande nível de popularidade. Já envolvido com a política do país, Henfil criou em 1970 a revista Fradim, que tinha como marca registrada o desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros.

Com o advento do AI-5 – garantindo a censura dos meios de comunicação, e os órgãos de repressão prendendo e torturando os “subversivos” -, Henfil, em 1972, lançou a revista Fradim pela editora Codecri, que tornou seus personagens conhecidos. Além dos fradinhos Cumprido e Baixim, a revista reuniu a Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e, mais tarde, Ubaldo, o paranoico.” (Transcrito do Wikipédia).

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

CARLUS – O POVO

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

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Pagamento de empresiteiras do petrolão a José Dirceu confirmam elo com Celso Daniel e Mensalão e provocam pergunta sobre a ausência de Lula no processo.

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Cinismo de empreiteiro que se finge de vítima da Petrobrás no Lava-Jato dá mais motivos para governo contratar empresas estrangeiras para tocar obras.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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É TUDO PARTE DA ESTRATÉGIA

Comentário sobre a postagem QUADRILHEIROS SE DESENTENDEM

Bernardo Costa:

“Esse pessoal é mais esperto do que a gente imagina.

O que acontece é que o PT encomendou há pouco tempo uma pesquisa para entender porque sua imagem está tão queimada. Como resultado descobriram que o lado da ‘oposição’ é o melhor caminho para continuar no poder.

Ou seja, até 2017 a D. Dilma já se queimou totalmente, ao mesmo tempo Lula e Cia. se estabelecem como ‘oposição’.

São todos da mesma turma, estão todos juntos e misturados.

Ou você acha que a Dilma tá se lixando para o que José Dirceu e Marta Suplicy andam falando dela?

Ela sabe que é do jogo, e a função dela nessa partida é cagar pra todo canto e aguentar o fogo amigo. É tudo parte da estratégia.

O PT quer ser situação e oposição ao mesmo tempo.”

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“Tu e Marta tão escalados pra fazer oposição a Dilma; e as antas continuam escaladas pra me achar o milhor prisidente que eztepaiz já teve”

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

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ESTIAGEM

Por essa os gestores não esperavam. Mas, até que enfim, a natureza acabou passando a perna nos maus administradores públicos que foram incapazes de realizar investimentos no segmento hídrico. Penaliza as más administrações que nunca se preocuparam em prestar serviços à população sem trocar a ação pelo voto.

Por essa razão, o saneamento no Brasil é de péssima qualidade. Por encontrar-se totalmente ultrapassado, não serve ao povo. Não atinge os objetivos sociais. Daí, os constantes alagamentos nas metrópoles com até uma chuvinha passageira. Não resolve o eterno problema da falta de água nas residências das comunidades. Tem ruas em muitas cidades que basta um simples espirro do cidadão para inundar lugares. Transformar vias em verdadeiros riachos.

Das regiões do Brasil, a área mais afetada pela escassez de chuva é o Nordeste. Recheado de rios temporários e sazonais. Como os registros indicam que o Serão nordestino sempre apresentou os mais baixos índices de chuva do país, a seca predomina em boa parte do tempo. Provocando pobreza e fome.

Em função do tipo de massa de ar que se contrapõe ao relevo da região, a ação das massas de ar quentes e úmidas é fraca. Não tem força para formar chuva. Desenvolver nuvens pesadas. Quando a temperatura das águas do Oceano Pacífico aquece, fenômeno conhecido de El Niño, acontecem as secas prolongadas, causando sérios prejuízos à agricultura, pecuária e em muitos outros segmentos econômicos. Agravando a fome. Maltratando a vida do sertanejo.

Mas, como o Nordeste sempre foi vítima deste fenômeno climático, escassez de precipitações pluviométricas, seca, o sofrimento do nordestino costumava ficar por isso mesmo. Só apareciam medidas paliativas, como o programa Bolsa Estiagem, quando o governo distribui graciosamente benefícios financeiros aos agricultores estabelecidos em regiões de emergência ou calamidade.

Segundo os registros da Organização Mundial de Meteorologia, o ano de 2013 trouxe a pior seca dos últimos 50 anos para o Nordeste. O clima quente provocou severa seca, rareando o fornecimento de água e alimentos. Talvez pior do que a de 1877 que agravou o sofrimento do povo nordestino. Bem mais desastrosa do que a seca de 1877 que arrasou a Índia em função de falhas no regime de Moções. Derivado do efeito da evapotranspiração, responsável pelos desequilíbrios hidrológicos.

O primeiro caso de seca no Nordeste data de 1583 que obrigou muita gente a fugir dos efeitos das carências, como fome, sede e prejuízos agrícolas. Em 1605, a seca agravou o êxodo rural. Como se trata de um fenômeno com abrangência econômica, social e política a seca requer sólidos esquemas de distribuição de recursos. Tanto naturais como financeiros. Fenômenos burlados pela escassa democratização. Maquiada pela construção de grandes açudes, perfuração de poços tubulares, cacimbas, cisternas e frentes de trabalho. Métodos abafados pela corrupção que permitiram a criação da indústria da seca para levar vantagens. De triste memória. Ao invés de trazer fortes investimentos em infraestrutura básica na região. Empobreceu gente, enricou poucos.

Agora, como as poderosas forças do povo sulista reclamam do baixo nível dos reservatórios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, provocando a pior crise hídrica dos últimos 84 anos, quem sabe, a sensibilidade e a preocupação do governo encontrem novos mecanismos para minorar a gravidade da situação. Não castigue, inclusive, a proeza da piracema.

Então, em vez de esperar a colaboração de São Pedro, fazendo desabafar chuvas torrenciais nos reservatórios, convocar a população para poupar água e energia, a sociedade sente a falta de efetivas ações de precaução e prevenção para solucionar os problemas que estão aparecendo no Sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo, nos reservatórios das usinas hidrelétricas do país. Bem como no rio Paraíba do Sul, que banha os três afetados estados do Sudeste, e que já tem a incumbência de servir de fonte para gerar energia, abastecer a irrigação e a indústria da região, a fim de evitar novos momentos críticos no futuro. Como o tal do racionamento. De grave repercussão. E de falta de consciência dos governos.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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SONIA REGINA – SANTOS-SP

QUERO COMPRAR UMA “ILHA”!

Bem, não poderia comprar pronta. Além de comprar o material, tenho que contratar um pedreiro para construir.

Tem outro problema, preciso acertar na Mega Sena. Sim, porque uma “Ilha” não custa tão barato e também é necessário espaço para construí-la.

Depois da maquina de lavar roupas e do aspirador de pó, a “Ilha” é uma grande invenção. Quem já lavou roupa de cama, colcha, toalha de banho, etc., num tanque, sabe o quanto custa à coluna do ser humano. O aspirador de pó nem se fala, ao contrário do que dizem, enfrentar uma vassoura no abaixa e levanta, é coisa de louco, sem contar o prejuízo para as tais renites, alergia ao pó, etc.

Agora vamos ao meu objeto de desejo.cozilha

Lavar a louça em uma pia que normalmente está pregada na parede, faz com que fiquemos de costas para tudo que se passa na cozinha e também na casa. Imagine levar uma amiga até a cozinha para preparar um café conversando de costas. E aqueles maridos, que cismam de abrir a sua loirinha, pronto a lhe contar algo interessante, onde? Exatamente no canto da pia e no momento em que você mais precisa dela inteira.

Explicamos porque temos que ganhar na Mega Sena, ou, quem sabe, arranjar emprego de consultora em algum órgão governamental.

Numa cozinha pequena, colocar uma “Ilha” no meio com a pia e o fogão, é impossível, ficaria pior a emenda que o soneto. Esse projeto implica em comprar uma casa com uma cozinha maior.

Acreditem, a “Ilha” no centro de uma cozinha é poderosa, você faz o seu trabalho e domina toda a casa olhando de frente.

Se você já tem uma “Ilha”, reflita sobre os motivos que apresentei e de um beijo nela em meu nome.

Sonhar é muito bom, não custa nada e principalmente, embala nosso Espírito.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

sid

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24 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

ENTRE BRASÍLIA E PARIS, UMA DISTÂNCIA DE DOIS SÉCULOS

Augusto Nunes

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Dilma Rousseff está em casa, informa a foto que a mostra no meio dos convidados muito especiais que baixaram em La Paz, nesta quinta-feira, para celebrar o início do terceiro mandato de Evo Morales. Depois de três semanas de sumiço, a presidente reapareceu ao lado do anfitrião na fila do gargarejo, com o sorriso de aeromoça que exonera a carranca em momentos festivos. Dilma ressurgiu vestida de Dilma: terninho verde-brilhoso discordando da calça preta que realça o andar de John Wayne.

O rosto risonho não rima com o braço erguido e o punho cerrado. No Brasil, isso é coisa de mensaleiro a caminho da Papuda. Nos grotões infestados de órfãos da União Soviética, ainda é a saudação dos revolucionários a caminho do paraíso socialista. O gesto beligerante é repetido por Morales, pelo equatoriano Rafael Correa e seu terno de atropelado e por um Nicolau Maduro fantasiado de comunista russo que vai dinamitar o trem do czar.

Poupada de mais um fiasco em Davos, longe da zona conflagrada por apagões, inflação em alta, PIB em baixa, tiroteios no saloon governista, fogo amigo do PT, revelações da Operação Lava Jato, delações premiadas e delatados em pânico, fora o resto, a supergerente de araque desencarnou para que Dilma pudesse incorporar a Doutora em Nada. Dispensada por poucas horas da missão de desgovernar o Brasil, sobrou-lhe tempo para resolver os problemas do mundo trocando ideias idênticas com o Lhama-de-Franja e o herdeiro de Hugo Chávez.

Antes que a quermesse terminasse, a trinca feriu de morte o imperialismo ianque, esmagou o capitalismo predatório, expulsou os europeus colonialistas, exterminou a elite golpista, prendeu a burguesia – e ficou de completar o serviço no próximo encontro. É compreensível que nenhum dos que aparecem na foto acima tenha dado as caras na imagem abaixo.

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Aparecem na foto alguns dos governantes de 40 países que neste 11 de janeiro, em Paris, abriram de braços dados a marcha dos indignados com o ataque terrorista ao Charlie Hebdo. Como os demais tripulantes do barco do primitivismo, Dilma está fora do retrato. Enquanto 3,5 milhões de manifestantes protagonizavam a mais portentosa declaração de amor às liberdades democráticas, a presidente descansava no Palácio da Alvorada. O Brasil foi representado pelo embaixador na França.

“Não houve tempo para preparar a viagem”, desconversou o chanceler oficioso Marco Aurélio Garcia. O governo soube da manifestação na quinta-feira. Em poucas horas, o avião presidencial teria chegado ao destino. Pode-se deduzir, portanto, que a ausência que preencheu uma lacuna não foi determinada pela geografia ou pela duração do voo. Caso a medida utilizada tenha sido o estágio civilizatório, Dilma fez muito bem em ficar por aqui. A França é muito longe.

A declaração de guerra ao ao terror – o mais perigoso inimigo das modernas democracias do século 21 – é uma perda de tempo para a mulher que não perde por nada uma reunião dos cucarachas estacionados no século 19. O fundamentalismo islâmico é primo do socialismo bolivariano.

Com Dilma no Planalto, a distância entre Brasília e Paris é de dois séculos.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

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24 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

O TAMANHO DA CRISE

ruy fabiano

O exercício continuado do poder é, historicamente, fator de desgaste e enfraquecimento, sobretudo quando sua longevidade é atropelada por crises conjunturais. Há numerosos exemplos – e entre nós, o mais recente foi o próprio regime militar.

Durou 21 anos e não resistiu ao acúmulo de fatores adversos que o tempo impõe (e expõe), em especial quando entra em cena a economia. Quando o presidente Figueiredo viu-se desafiado pela frente oposicionista comandada por Tancredo Neves, em 1984, já iam longe os bons tempos de crescimento alto e inflação controlada, que tornavam os outros erros secundários.

O país começava a mergulhar na crise que, no governo seguinte, o levaria à hiperinflação. A crise, porém, começara ainda no governo Geisel, estendera-se pelo governo seguinte, levando às ruas o discurso da mudança. Não se acreditava mais na capacidade do regime de protagonizá-la.

O resto é história. Não houve eleição direta, mas houve notória participação popular nos acontecimentos que levaram a oposição a vencer no colégio eleitoral.

De mudança em mudança, chegou-se ao PT, que a prometeu em termos mais radicais que seus antecessores: seriam não apenas econômicas, sociais, mas, sobretudo, de ordem moral. O partido construíra sua reputação com um discurso moralista tão extremado que Brizola chegou a apelidá-lo de “UDN de tamancos”.pt_rachado

Nos dois períodos do governo FHC, em que a economia começou a se ajustar – não sendo, portanto, tão eficazes as críticas a esse tema -, o PT investiu duramente na estratégia das denúncias. Pedia CPI todo dia. Lula não hesitava em dizer: “Quanto mais CPI, melhor”. Foi com esse discurso, que assegurava que era possível “um mundo melhor”, que o partido chegou ao poder.

É bem verdade que contou com uma mãozinha do próprio FHC, que, antes das eleições, chegou a dizer que “agora é a vez do Lula”. Supunha que PSDB e PT, vertentes do que via como gradações de um mesmo programa esquerdista, estavam destinados a se alternar ad eternum no poder.

Mas essa é outra história, que a História desfez. O que importa é constatar que o moralismo petista era meramente estratégico. Sabia que a maioria das denúncias que fizera quando na oposição era de fachada. Não fosse, já as teria reaberto e dado consequência judicial desde o início. O partido assumiu conduta que ele próprio passou a chamar de pragmática (palavra que adquiriu significado para lá de ambíguo).

Aliou-se às lideranças que mais execrava e absorveu, com impressionante talento e rapidez, os métodos mais abomináveis do fisiologismo. Tudo isso, claro, provocou dissensões internas.

Os primeiros a desembarcar foram os intelectuais fundadores do partido. Prevaleceu a ala pragmática, que tem em Lula e José Dirceu, seus expoentes. E o partido começou a colecionar escândalos, chegando ao paroxismo do Petrolão, que o The New York Times considerou o maior do mundo moderno.

De escândalo em escândalo, rompeu-se parcialmente a impunidade. José Dirceu, ícone do partido, foi preso. Lula, embora poupado, ficou exposto. Ninguém crê no seu alheamento em relação ao que se denuncia – nem ele.

O resultado é o que está em curso: as maiores lideranças do partido tentam se descolar uns dos outros. Dilma distancia-se de Lula, que, via Martha Suplicy, manda recados ao Planalto. José Dirceu está magoado com ambos: Dilma e Lula.

Sente-se excluído do poder, o que sugere que não se deu conta ainda de sua condição de presidiário (ainda que em regime aberto). O PMDB, aliado do poder – não importa quem lá esteja – reclama de sua escassa fatia no loteamento de cargos.

Dilma, sem maiores aptidões para a negociação política, põe-se de costas para os partidos aliados, dos quais necessitará dramaticamente quando o novo Congresso, a partir de fevereiro, se empossar. O que ocorrerá? Ninguém sabe.

Sabe-se que a política é feita de paradoxos – e o que une, neste momento, os que estão no poder e em suas adjacências é exatamente o risco de se encontrarem no banco dos réus.

Isso impõe, ao menos em tese, uma aproximação estratégica (ou pragmática) dos que neste momento duelam e trocam adjetivos pouco cordiais. São inimigos íntimos, que dependem de uma boia comum para sobreviver.

O quadro é mais desafiador que o do fim do regime militar. Além da crise econômica, gerencial e política, há a crise moral, a mesma que o PT, quando na oposição, buscou imputar a seus adversários. Está enfim provando do próprio veneno – só que preparado e servido por ele mesmo.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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A VAIDADE REPAGINADA

A moça se achegou à mesa onde, procurando o que fazer numa manhã de repartição pública, lia em paz o meu jornal.

- Sabe o Jards Macalé? Você sabe que ele é meu amigo, não sabe? Pois eu não te conto.

Ficou feliz quando comunique que sabia quem era o compositor carioca e mais, também tinha conhecimento de sua amizade com ele. Apesar de ter prometido não contar, ela terminou por destrinchar uma historinha interessante.

Depois de incontáveis casamentos, Jards se apaixonou pela cantora Anna de Holanda, então ministra da Cultura, e resolveu pedir o aval de Miúcha, espécie de matriarca informal da família Buarque de Holanda. Tomou o telefone e se pôs em ação:

- Miúcha, estou apaixona pela Anna e quero saber se na família ainda tem espaço para negro?

- Para negro tem, não tem mais espaço é para doido.

E assim terminou o movimento do barco que não chegou a sair do cais.

Minha amiga também foi embora e eu voltei aos meus jornais para continuar assistindo ao espetáculo das celebridades e das pessoas que giram em seu entornou, afinal, sobretudo depois que os celulares passaram a filmar e a fotografar, cresceu em proporções geodésicas a multidão dos que conhecem celebridades. Ou pior, daqueles que se dizem celebridades.

Longe se vai o tempo em que tudo não passava de uma brincadeira quase inocente. Neste idos, em Palmares, circulava um tipo popular – uma história de quando havia ainda tipos populares –, o Dito. Ele se dizia tão conhecido que até Ataulfo Alves teria feito uma música para ele. Claro que ninguém acreditava nisso, mas ele provava cantando um verso de Na Cadência do Samba:

- Diz o Dito popular morre o homem, fica a fama.

Contando isso a um amigo meu de São Paulo, o Dirceu (não era o José, que fique bem claro), e logo ele atacou:

- Não seja por isso. Erasmo Carlos fez uma música prá mim.

E cantarolou: “Um homem prá chamar Dirceu, mesmo que seja eu.”

Nessa proposta de se fazer íntimo de mitos, celebridades, famosos, pessoas de escol, etc., etc., ninguém conseguiu ir tão longe quanto Tira-Teima, o Serpente da Palmeira, já que nascido fora na Palmeira dos Índios, nos recantos das Alagoas. Pois bem, o poeta repentista e irresponsável de carteirinha, talvez para pagar todos os pecados que cometeu vida a fora, tinha uma irmã que era freira, esposa de Jesus, como gostava de salientar o cantador. Assim, todas as vezes que se atrevia a falar das Escrituras, começava de maneira pomposa:

- Quando meu cunhado andava pela Palestina…

Nos tempos modernos a coisa é bem mais grave. Por esses dias, numa roda de boteco, se praticava o esporte de preferência nacional: falar mal de políticos. Cada um que contasse um caso mais escabroso que o outro. Eu que não tenho mais paciência para estes exercício – como Kafka, tudo que não é literatura me aborrece -, tentei mudar o rumo da prosa:

- Camaradas esta conversa é muito antiga, pois como diz o padre Antônio Vieira “tempos houve em que os demônios falavam e o mundo os ouvia; mas depois que ouviu os políticos, ainda é pior mundo.”

E logo uma mocinha saltou na frente.

- Gostei desse padre, é melhor que o padre Marcelo. Onde é que ele reza missa? Vou lá só prá tirar uma foto com ele.

Voltei à cerveja, com preguiça de comunicá-la que, pelos meus parcos conhecimentos religiosos, desde 1697 que ele talvez faça pregações no céu.

Mas assim são os viventes, não apenas sonham em se tornar celebridades, querem ser íntimos de tais peças. E a qualquer sinal de possibilidade já se põem a postos para a ação. Em outro boteco tocou meu celular.

- Desculpem, preciso atender. É o Santana, um artista amigo meu.

E logos uns dois queriam saber se se tratava do guitarrista mexicano. Desculpem, não chego a tanto, aliás quase nunca escuto o ícone de Woodstock. O telefonema era mesmo Santana, o Cantador, amigo velho ainda dos tempos de Palmares.

E por falar em México, andava zanzando pelo Rio de Janeiro quando soube que o escritor mexicano Carlos Fuentes iria falar sobre suas leituras de Machado de Assis. Desabalei para a Academia Brasileira de Letras. Num momento lá qualquer conversava com Nélida Piñon quando uma senhora de aspecto distinto se aproximou.

- Desculpe. O senhor pode tirar uma foto minha com a escritora?

E já foi me passando a máquina. Fiz-lhe a gentileza e ela sumiu no meia da multidão, não sem antes me perguntar o nome e agradecer-me.

Dias depois, em minha caixa de e-mail, a surpresa. A dita senhora, não sei como descobriu meu endereço eletrônico e mandou-me várias das fotos que conseguiu naquele dia de glórias – para ela, que fique bem claro – e um texto onde comunicava e se desculpava. Dizia ter me encontrado na internet e que não tirou uma foto comigo por não saber que eu também era famoso. Logo eu, famoso? Só se for prás minhas negas, como se dizia antigamente.

É isso. Parece que pouco adiantou Deus ter cunhado a vaidade como um dos sete pecados capitais.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

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24 janeiro 2015 A PALAVRA DO EDITOR

NA PRAIA (II)

Ontem dei uma nota sobre o dia que eu e Aline passamos na casa de praia do casal de fubânicos Zé Paulo e Maria Lectícia. Foi no sábado passado, que tá fazendo hoje uma semana.

Aí um idiota total fez comentário dizendo que tinha demorado, mas que a “mosca azul” havia finalmente picado este Editor. Me chamou de deslumbrado. Me rebaixou ao nível dele ao me classificar de tabacudo que nunca passou o dia numa casa de praia…

Coitadinho… Não me conhece mesmo e não tem a menor idéia de como encaro o mundo, de como enxergo as coisas, as pessoas e os fatos ao meu redor.

A vantagem da inveja é esta: é que ela fode apenas o invejoso, dando mais asas e mais alegrias ao invejado. O invejoso se torna amargurado, triste, raivoso, com ímpetos de querer enfiar o dedo no furico pra rasgar e padecendo de terríveis prisões de ventre, pois não consegue nem peidar, coitadinho. Fica mais inchado do que um sapo cururu.

Pois eu ia só dar mais uma nota sobre o assunto. Mas, diante do ódio do idiota total, me decidi a dar mais duas notas, sendo esta a primeira. Porque assim eu faço raiva em dobro pra ele. E torno meu sábado mais feliz do que já está. Alegria em dobro por saber que estou fazendo raiva a um tabacudo.

Como escreveu há poucos dias um outro idiotinha, “Berto, o blog é seu e você escreve nele as merdas que quiser“. E este outro babaca tá coberto de razão! Atenção: não era uma conselho. Ele estava me esculhambando mesmo. E tem um detalhe que ele esqueceu de acrescentar: e lê quem quiser.

Pois vamos lá:

O dia na praia de Toquinho foi da bixiga lixa, emoldurado pela beleza do local.

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A fidalga recepção que nos foi dispensada começou logo com o oferecimento de um calção de banho, tamanho gigante, capaz de abrigar com conforto minha protuberância abdominal.

Na foto abaixo, os donos da casa fazem a entrega solene do calção, conforme o ritual doméstico, enquanto eu e Aline nos comportávamos com as pompas exigidas pelo ritual.

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Como é tradição na casa, os convidados tem o privilégio de receber todas as mordomias etilíticas e gastronômicas dentro da piscina. Daí a necessidade do calção, conforme esclareceu Zé Paulo.

Além de ser uma anfitriã perfeita, Lectícia é especialista em culinária, sobretudo culinária regional, tema sobre o qual já escreveu vários livros e chegou até mesmo a concorrer ao maior prêmio literário nacional com suas obras, o Prêmio Jabuti.

A mesa da casa é farta e variada. Francamente, o cardápio é uma parada pra desmantelo de encher os olhos e a boca. Ao invés de ser picado pelo “mosca azul”, como sugeriu o idiota total, o que eu fiz mesmo foi me atracar com o “caranguejo encarnado”, e foi uma luta muito prazerosa e digna de ser registrada fotograficamente:

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Pra celebrar o encontro, fumei o Charuto da Paz, oferecido pelo anfitrião, que aparece ao lado da dona da casa na foto abaixo:

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A mordomia dá direito até a ser servido de uma dose de cana dentro d´água.

André, um dos garçons que nos atenderam, foi quem me serviu a lapada, inclusive espremendo o limão no meu copo.

Aliás, naquele dia tomei uma cana que ganhei de presente da colunista fubânica Violante Pimentel, uma cachaça por nome de Maria Boa, que vem a ser a melhor do Rio Grande do Norte.

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Como já disse lá no começo, eu ia encerrar o registro da visita com esta nota apenas.

Mas, de modo algum vou desperdiçar o prazer de provocar a inveja do idiota total e fazê-lo bufar de raiva.

De modo que, daqui a pouco, vou botar mais algumas fotos no ar. Pra dividir com gente de cabeça arejada momentos gostosos e, ao mesmo tempo, emputiferar gente de cabeça embostecida com inveja de quem passa um dia na praia.

Tomando cana, conversando besteiras e sendo feliz.

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

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24 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

TODOS OS OUTROS PARTIDOS JÁ FIZERAM O MESMO

A deputada estadual do Rio Grande do Sul Marisa Formolo (PT) resolveu usar os últimos dias do seu mandato para homenagear a sua família em uma solenidade na Assembleia Legislativa.

Na última quarta-feira, ela condecorou o marido, três filhos e cinco irmãos com medalhas da legislatura.

O irmão mais velho, Armando Formolo, também recebeu aquela que é considerada a maior honraria do parlamento gaúcho: a Medalha do Mérito Farroupilha.

Ao todo, dez medalhas foram distribuídas.

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Deputada Marisa Formolo com Armando Formolo, o irmão mais velho

* * *

Como diria a fubânica gunvernista Bote de Canina, o fato desta deputada ser filiada ao PT não quer dizer nada. O PIG só publicou esta notícia porque a nobre parlamentar é petista. Podem ter certeza.

Parlamentares de outros partidos já fizeram muito pior do que isto.

Aliás, vou aproveitar pra pedir a Bote de Canina que mande aqui pra gente a lista dos parlamentares tucanos que procederam do mesmo modo. Ou seja, que distribuiram medalhas pra todos os seus parentes.

A gente tem que ser justo, tem que ser isento, e mostrar as patifarias dos dois lados.

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“Num liga não, Deputada Marisa: este Editor do JBF é um porra mesmo; fala mal de todo mundo; vamos tirar uma foto de nós duas se rindo pra matar ele de raiva”

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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PALAVRA DE PESAR

Comentário sobre a postagem O FUZILAMENTO

Marcos Mairton:

“Segundo o Blog do Planalto, Dilma dirigiu uma palavra de pesar e conforto à família do falecido.

Fiquei imaginando como seria se fizesse o mesmo em relação a todas as famílias que têm parentes assassinados no Brasil: seriam 50.000 mensagens por ano.

Se resolvesse dar uma palavra de apoio também às famílias que perdem parentes por acidentes de trânsito seriam mais 60.000 mensagens.”

sinovaldo

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24 janeiro 2015 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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24 janeiro 2015 DEU NO JORNAL

O POVO NÃO É BOBO

Carlos Alberto Sardenberg

censura

Controle social de mídia: também conhecido como “censura”

“Sim, eu sei o que fazem os editores, eles separam o joio do trigo – e publicam o joio”. A frase clássica de Adlai Stevenson, político americano do Pós-Guerra, pode ser utilizada com variadas intenções. Trata-se, claro, de uma divertida crítica à qualidade da imprensa. Por aí, as verdadeiras notícias estariam na lata de lixo das redações e, lógico, a sociedade ficaria sempre mal informada.

Mesmo quando não admitem, políticos de todas as tendências concordam com Stevenson. Os que estão no governo, então, acham que a frase é perfeita e justifica medidas corretivas. Não é censura, dizem, apenas encontrar meios para melhorar a qualidade da imprensa.

Conversa. O que querem mesmo é censura prévia ou, como se diz por aí, controle social da mídia.

Jornalistas estão o tempo todo decidindo, primeiro, o que se vai apurar, segundo, o que se vai publicar e, terceiro, como se vai apresentar a notícia.

Tudo considerado, caímos na mais antiga questão da profissão: o que é notícia? Há várias respostas clássicas produzidas por jornalistas:

- Se o cachorro morde o homem, não é notícia, se o homem morde o cachorro, é;

- Notícia é tudo aquilo que alguém não quer ver publicado, o resto é propaganda;

- Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados (Millôr Fernandes);

Examinamos essas teses em coluna publicada em 22/12/2011, com o título “O povo não é bobo”.

A questão hoje é anterior: quem decide o que é notícia? Os patrões, os donos dos jornais, rádios, TVs e sites – diz o pessoal que quer introduzir a censura prévia, perdão, o controle social.

Sim, há veículos nos quais as redações são instruídas a publicar apenas o que os patrões consideram a notícia correta. Exemplo? Todos os veículos cujo patrão é o governo – a conhecida imprensa chapa-branca.

Somos contra a censura prévia e/ou “controle social” – o leitor já terá notado – mas se a regra for introduzida, a aplicação tem que começar pelos veículos do governo. Estes publicam um enorme joio, as versões oficiais: ninguém rouba nada, não há mensalões nem petrolão, tudo funciona e, se não funciona, é por causa da seca, do azar, do mundo, da oposição ou da imprensa do contra.

Ainda tem aí uma baita farsa. O verdadeiro patrão é o povo, que paga os impostos e assim financia a chapa-branca. Mas os políticos, governantes de plantão, usurpam o papel de patrões e controlam essa mídia no interesse dos respectivos partidos. Sim, foram eleitos, e por isso representam a população. Mas, numa democracia, não podem esquecer que tiveram o voto de parte dos eleitores, havendo, pois, uma outra parte que merece respeito – e informação não partidária.

A saída – segundo uma velha tese – é colocar os veículos do governo sob controle de um comitê com representantes dos diversos partidos, em número proporcional aos votos por eles conseguidos.

Esqueçam. Não funciona. Um veículo público assim dirigido vai noticiar não uma, mas várias versões oficiais, o joio do governo e o da oposição. Duplo desperdício de dinheiro do povo.

Há quem recomende a proibição legal: governos, federal, estaduais ou municipais, não poderiam editar veículos de informação geral – de suposta informação geral, no caso. A TV pública, por exemplo, divulgaria apenas programas educativos, cursos e informação efetivamente pública, como campanhas para combater a dengue, chamada para vacinação, previsão do tempo, instruções para agricultores e assim por diante.

Seria mais barata e mais útil.

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