4 setembro 2015 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

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4 setembro 2015 DEU NO JORNAL

PREOCUPAÇÃO INFUNDADA

Após a primeira aparição de José Dirceu desde que foi preso, velhos “companheiros de armas” se convenceram de que um acordo de delação premiada está mesmo em gestação.

Ignorado pelo PT e com Lula recomendando sua desfiliação, Dirceu percebeu que está só. E que, aos 69 anos, corre o risco de morrer na prisão. É considerado a única testemunha que poderia levar o ex-presidente Lula à cadeia.

Militante que acompanha José Dirceu há décadas observou, vendo-o pela TV na CPI: “Conheço aquele olhar, me dá arrepios, vem coisa aí”.

Lula trata o ex-ministro com desdém porque conta com seu silêncio.

O que Lula não conhece é o “novo Zé Dirceu”, pai amoroso de uma garotinha que se transformou em xodó e sua única fonte de alegria.

Antes de ser preso, Dirceu revelou a amigos o principal projeto de vida: acompanhar o crescimento de Maria Antonia, que vai completar 6 anos.

* * *

Francamente, não entendo esta preocupação da petralhada com uma possivel delação premiada de Zé Dirceu.

Não sei mesmo porque eles estão apavorados.

Como já sabemos todos nós, Lula, o PT e as zelites petralhas – aí incluídos os seus tesoureiros -, não fizeram nada de errado, não roubaram, não se corromperam e todos os atos que praticaram foram dentro da lei. Não é mesmo, Rui Falcão?

Não é isto que eles vivem repetindo?

Pois é.

Então por que estão preocupados???!!!

Não entendo mesmo.

Pela evolução do fucinho de Zé Dirceu nos últimos 12 anos, não há qualquer motivo pra preocupação por parte da cumpanherada petralha.

Vejam:

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4 setembro 2015 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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4 setembro 2015 DEU NO JORNAL

RÉQUIEM

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Quem for contra “um mundo melhor” levanta a mão.

Como ninguém pode ser contra um mundo melhor, nem contra o amor, nem contra as flores, nem contra a fraternidade universal, está dado o visto no passaporte para qualquer tipo de perversão humana.

O jurista Hélio Bicudo, um homem franzino, baixinho, mirrado, ganhou status de gigante moral quando, em plena ditadura, como procurador, deu combate ao Esquadrão da Morte, organização policial clandestina que eliminava desafetos ignorando os trâmites das leis e os princípios da civilização.

Quando nos idos dos anos 80, uma plêiade dessas almas generosas se juntou em volta de uma entidade política chamada PT, que tinha por objetivo lutar por alguma espécie de “mundo melhor”, era natural que Hélio Bicudo estivesse entre elas.

Quadro precioso do partido do bem, foi candidato a senador (perdendo para Mario Covas e Fernando Henrique Cardoso), depois vice-prefeito de Marta Suplicy e presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Deixou o partido em 2005, quando o escândalo do Mensalão começou a mostrar que antes de chegar ao “mundo melhor”, o PT estava iniciando uma travessia por atalhos que não combinavam com os bons propósitos de uma gente tão altruísta e preocupada com o sofrimento alheio.

É fácil encontrar na rede um vídeo onde Bicudo diz ter perguntado a José Dirceu qual era o verdadeiro sentido do Bolsa Família, e o hoje presidiário responde que “12 milhões de famílias representam 40 milhões de votos”.

Também não é difícil encontrar o vídeo onde ele fala de Lula, de quem foi candidato a vice-governador de São Paulo em 1982. Depois de dizer que Lula passou 30 dias em sua casa “para curar as feridas” da derrota, Bicudo confessou-se decepcionado ao descobrir que ele não se preocupava em resolver o problema dos pobres mas em “tutelá-los”, e queria chegar ao poder “para locupletar-se”.

Isso bastaria para que Hélio Bicudo fosse arquivado pelos ex-companheiros “en el monte del olvido”, como dizia um célebre bolero.

Mas como ele não parou por aí e resolveu, nesta semana, apresentar uma petição pelo impeachment de Dilma Rousseff, os lutadores pelo “mundo melhor” que ainda estão homiziados na sigla do PT, resolveram usar a sua delicadíssima máquina de destruir reputações, e passaram a qualificá-lo de “gagá” pelos seus 93 anos e a usar contra ele a opinião de alguns dos herdeiros de seu nome.

(A seita dos lutadores por “um mundo melhor” têm uma estranha concepção da velhice: se o velho ainda está aferrado aos seus dogmas, é um sábio; se desiludido, é um gagá. Para conferir a diferença, basta ver como foram tratados pela seita Barbosa Lima Sobrinho ao pedir o impeachment de Collor e Hélio Bicudo ao pedir o impeachment de Dilma).

Em sua petição, Hélio Bicudo diz que Dilma é indissociável de Lula, que o ex-presidente se transformou em “verdadeiro operador de empreiteira”, e pede ao Congresso que ela seja processada por crime de responsabilidade fiscal. “Golpe” – conclui Bicudo – “será permitir que o estado de coisas vigente se perpetue”.

Nada marca melhor a distância entre o céu e a terra que os crentes da seita percorreram entre a fundação do seu partido até os dias de hoje, do que a frase do líder do PT Sibá Machado sobre Hélio Bicudo: “Nosso bom velhinho está querendo participar do debate. Mas isso não preocupa, porque ele já estava rompido com o PT há algum tempo”.

No réquiem do partido, alguém há de lembrar que o PT nasceu Bicudo e está morrendo Sibá.

* * *

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4 setembro 2015 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

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“O FILHOMA”

Décadas atrás, houve um caso de família em Natal, que deu o que falar. Um casal trouxe do interior do Estado, para morar em sua casa, uma moça de vinte e cinco anos, por nome Maura, irmã da dona da casa.

Muito humilde, a moça dedicou-se aos afazeres domésticos e ajudava a irmã a criar os filhos ainda pequenos.

Nas caladas da noite, surgiu um romance entre o dono da casa e a cunhada, sem que ninguém suspeitasse. Como consequência, apareceram uns enjoos na moça, e a barriga começou a crescer. Antes de se descobrir que era gravidez, Dona Zefinha, a ingênua dona da casa, cismou que a irmã estava com um “fibroma”. Marcou uma consulta, e foi com a moça ao médico mais famoso de Natal.Grávida

Muito falante, e torcendo para que sua opinião estivesse certa, Dona Zefinha se apressou a dizer ao médico, que achava que a irmã estava com um “fibroma.”

Muito experiente e espirituoso, o Dr. Aníbal fez um exame superficial na moça, somente para satisfazer a Dona Zefinha. Mas, pelos sintomas apresentados pela paciente, inclusive enjoos, o médico viu logo do que se tratava.

Olhou seriamente para ela e disse:

– Você não está com nenhum “fibroma”. Você está com “FILHOMA”!!! Você está grávida!

A moça ajoelhou-se aos pés da irmã e disse chorando:

– “Zefinha, eu juro pelo sangue de Cristo, que esse filho não é de Geraldo, seu marido!!!”

Diante desse desnecessário juramento de Maura, a intuição de Dona Zefinha levou-a a ter certeza de que o pai da criança era o seu marido.

Dona Zefinha desmaiou, e o médico a fez voltar a si. O pior é que o “filhoma” era mesmo de Geraldo, o dono da casa.

O mundo quase desmoronou sobre Dona Zefinha, que viu ruir a sua suposta felicidade. Ainda por cima a humilhação de ter sido vítima da traição do marido e da própria irmã, dentro da sua casa, e “nas suas barbas”.

A mágoa tomou conta do coração de Dona Zefinha, que nunca conseguiu perdoar o marido. Entretanto, Geraldo jurou, até morrer, não ter nada a ver com aquela gravidez da cunhada.

Nessa época remota, não existia teste para prova de paternidade.

A moça voltou para o interior, grávida, e deu à luz um menino bonito e robusto, “a cara do pai”.

Esse caso foi um verdadeiro escândalo em Natal, pois o casal era muito conhecido e respeitado.

Como era totalmente dependente do marido e tinha quatro filhos ainda pequenos, a vingança de Dona Zefinha limitou-se a não dormir mais com ele e não lhe dirigir mais a palavra. Muito religiosa, refugiava-se nas suas orações e ia à Missa diariamente. Abafou o assunto, e “colocou uma pedra” em cima.

Transformou-se numa espécie de “governanta” da sua própria casa. Administrava tudo, orientava as serviçais, cuidava dos filhos e da roupa do marido. Essa situação fez com que o casamento fosse de água abaixo, completamente. Mas as aparências de um casamento consistente permaneceram até que a morte os separasse, o que demorou muitos anos para acontecer.

Dona Zefinha também não conseguia perdoar a traição da irmã. Entretanto, num certo dia, durante uma forte crise de asma, que nesse tempo era difícil de curar, desesperada, ela fez uma promessa a Santa Rita das Causas Impossíveis, de que, se ficasse curada da asma, perdoaria a tresloucada irmã.

E assim aconteceu…

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4 setembro 2015 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

duke

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

TUDO NA SANTA PAZ

Acusado de corrupção, presidente da Guatemala renuncia.

Pérez Molina justificou decisão dizendo que o afastamento busca ‘manter a institucionalidade do Executivo’.

Político é apontado como líder de esquema na arrecadação de impostos.

* * *

Já num país chamado Banânia, com Mensalão, Petrolão e outros “ãos”, e com os caciques do partido que está no poder sentenciados com corrupção grossa, tudo continua num sereno mar de tranquilidade…

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA (MG)

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3 setembro 2015 REPORTAGEM

DIRETO NA CONTA

OPERA«√O LAVA JATO

O dono da UTC Engenharia Ricardo Pessoa afirmou em depoimento na quarta-feira, 2, na Justiça Federal em Curitiba, que o ex-diretor de Serviços Renato Duque o encaminhava ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari para pagamento de propina. O delator afirmou que fez depósitos oficiais em contas do partido. Pessoa é um dos principais delatores da Lava Jato e ainda não teve sua delação premiada tornada pública.

Este foi o primeiro depoimento público do delator. Ricardo Pessoa, no entanto, não aparece nas imagens da audiência na Justiça Federal. Desde o início dos processos da Lava Jato, os depoimentos são gravados em vídeo e áudio. A defesa de Ricardo Pessoa pediu para que seu rosto não fosse mostrado. Durante a audiência, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, instruiu o delator para que ele não citasse políticos com foro privilegiado durante o depoimento.

Pessoa disse que seu primeiro contato na Diretoria de Serviços da Petrobras foi Pedro Barusco, então gerente de Engenharia e braço-direito de Renato Duque. “Depois, o próprio Duque me procurou e começou a dizer que eu tinha que fazer contribuições políticas que essas contribuições teriam que ir através do Vaccari.”

O juiz Sérgio Moro perguntou “Essas contribuições eram como parte do acerto de propina?”.

“Sim, como parte, mais claro impossível”, respondeu o empreiteiro. “Eu depositava oficialmente numa conta do Partido dos Trabalhadores.”

O juiz insistiu. “Essa contribuição vinha do acerto de propinas para a Diretoria de Serviços?”

O empreiteiro respondeu. “Sim, para mim eu estava pagando a Vaccari, a mesma coisa.”

O delator falou à Justiça como testemunha de acusação no processo em que são réus o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, e executivos ligados ao grupo.

Presidente da UTC Engenharia, ele é apontado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal como o presidente do ‘clube vip’ das empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários da Petrobras entre 2004 e 2014. Questionado pelo Ministério Público Federal se havia feito pagamento de propina a funcionários da estatal, o delator confirmou.

“Sim. Eu paguei para o Pedro Barusco (ex-gerente executivo da Petrobras). Renato Duque sempre me encaminhou para o senhor João Vaccari. Eu nunca dei propina na mão dos senhor Renato Duque. Era sempre encaminhado o assunto para o senhor João Vaccari”, afirmou Ricardo Pessoa.

PT, PMDB e PP são suspeitos de lotear diretorias da Petrobras para arrecadar entre 1% e 3% de propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel. O esquema instalado na estatal foi desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.

Ricardo Pessoa contou que os valores-base para pagamento de propina era de 1% para a Diretoria de Serviços, comandada por Duque, e para a Diretoria de Abastecimento, liderada por Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato. “A referência inicial era para a Diretoria de Serviços 1%, para a Diretoria de Abastecimento 1%. Mas isso era só referência. Caberia a negociação depois de cada um. Eu, por exemplo sempre negociei o máximo que eu pude.”

Pessoa foi preso em novembro de 2014, na Operação Juízo Final, etapa da Lava Jato que derrubou o braço empresarial do esquema de propinas na estatal. O delator foi para regime domiciliar em março deste ano.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

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EU QUERO ESSA NEGA

Todo mundo sabe que eu sempre fui racista. Racista no urtimo. Como racista, fiz esta música racista e estou postando aqui pru módi de caçar encrenca. To querendo peitar essa comissão fajuta de direitos zumanos. Vem ni mim cambada de caba safado.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

O PRÍNCIPE E OS SÚDITOS

Bernardo Mello Franco

Herdeiro da maior empreiteira do país, o executivo Marcelo Odebrecht é conhecido pelo apelido de “Príncipe”. Nesta terça, ele deixou a prisão para ser cortejado por um diligente grupo de súditos: os deputados da CPI da Petrobras.

O depoimento se transformou em uma ação entre amigos. Os inquisidores pareciam concorrer para ver quem elogiava mais o empresário, que responde a ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

“Senhor Marcelo, é a primeira vez que tenho a oportunidade de estar pessoalmente no mesmo ambiente que o senhor”, desmanchou-se Altineu Côrtes (PR-RJ). Depois, ele disse conhecer empregados da Odebrecht que sentem “profundo orgulho” do patrão. Só faltou pedir autógrafo.

Valmir Prascidelli (PT-SP) formulou uma pergunta curiosa ao investigado. “O sr. acha adequada e correta a sua prisão, considerando que sempre se colocou à disposição da Justiça?” Odebrecht retribuiu, sensibilizado: “Agradeço muito as perguntas que o sr. está fazendo, porque elas seriam as minhas respostas”.

Delegado Waldir (PSDB-GO), que na véspera chamara José Dirceu de “ladrão”, parecia outra pessoa. “Parabéns, eu também me orgulho muito do meu pai”, disse, quando o empreiteiro citou o patriarca Emilio.

Outro tucano, Bruno Covas (PSDB-SP), se mostrou compreensivo quando o réu se recusou a responder perguntas: “Não precisa pedir desculpas, até porque é um direito seu”.

É elogiável que os deputados façam perguntas em tom educado. Mas o excesso de mesuras ficou constrangedor até para os padrões da CPI, que tem se empenhado em proteger réus e perseguir delatores da Lava Jato.

No fim, Carlos Andrade (PHS-RR) quis saber se o executivo continua a defender o financiamento privado de campanhas. Em 2014, o grupo Odebrecht doou R$ 918 mil a deputados da CPI. “Sou a favor, sempre fui”, respondeu o príncipe encarcerado. Os súditos pareceram respirar aliviados.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

AUTO_son

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

Deprimentes espetáculos de circo mambembe, sessões da CPI da Petrobrás em Curitiba. E há quem queira implantar parlamentarismo.

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Dilma prefere impostos malsões como CPMF a qualquer higiênico corte de despesas públicas. Falta-lhe inteligência, coragem e lucidez.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

AUTO_passofundo

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
COM QUE ROUPA?

Vejam só que maravilha
Que ideia arretada
Teve Cristina Brasil
Uma nobre deputada
Que quer mais austeridade,
Decoro, dignidade,
E vestimenta adequada.

Pra corrigir o histórico
Minha nobre deputada
Não precisa proibir
Uma blusa decotada
Nem mesmo uma saia justa
Discernimento não custa
Devia ter a bancada.

A mulher deve ter peito
Para enfrentar a labuta
Botar as mangas de fora
Sem medo sair pra luta
E acabar com a engrenagem
Que move a ladroagem
Que essa corja disputa.

Quem tem vergonha na cara
Não põe dinheiro na meia
Não põe dólar na cueca
Roubalheira não semeia
Não usa suas calcinhas
Para por umas notinhas
Na repartição da ceia.

Vou dar uma sugestão
Minha cara deputada
Faça é roupa sem bolso
Pra vestir essa cambada
Se não o Brasil afunda
Levando fumo na bunda
Dessa gente engravatada.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

mct

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

PIXULEKO, O NOVO SÍMBOLO DA REPÚBLICA BANÂNICA

Depois de uma passagem por São Paulo em que foi ‘atacado’ por uma militante do PCdoB com uma faca, o boneco Lula Inflado, ou ‘Pixuleko’, visita nesta quarta-feira a sede das investigações da Operação Lava Jato: Curitiba.

Um dos principais símbolos dos protestos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores em 16 de agosto, o boneco inflável que representa o ex-presidente Lula com roupas de presidiário foi erguido pela manhã em frente a sede da Polícia Federal na capital paranaense.

pixuleco-curitiba

Pixuleco passeia na sede das investigações da Lava Jato

* * *

Dilma tá se cagando de medo que Pixuleko apareça nas comemorações chapa-branca do 7 de setembro, em Brasília.

O medo é tanto que o Palácio do Planalto mandou erguer um tapume bem alto por trás do palanque oficial. Se Pixuleko aparecer por lá, não poderá ser fotografado assombrando os casacudos que assistirão o desfile ao lado de Lapa de Jumenta.

Vejam a chegada do boneco de Brahma à sede da Justiça Federal, em Curitiba:

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

iotti

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CAMINHÃO DE MUDANÇA

Vai pela estrada um caminhão repleto de mudança
Levando a herança de herdeiros de poucos herdados:
Os engradados de uma cama finalmente em pé
Arca e Noé prisioneiros desse estaqueado
Encaixotados os tecidos, mimos e quebráveis
E os incontáveis cacarecos soltos remexidos
Dois falecidos num retrato olham pra paisagem
Guardando imagens e lembranças dos seus tempos idos.

Um velho espelho já trincado mostra o azul do céu
E o mundaréu ensolarado se faz de carona
Uma meia-lona sobreposta com o melhor arrojo
Se faz de estojo pra relíquia da velha sanfona
Uma poltrona escancarada de pernas pra cima
Fazendo esgrima com cadeiras, bancas e tramelas
De sentinela dois pilões de bojo carcomido
E um retorcido pé de bucha de flor amarela.

Em dois colchões almofadados dorme a bicicleta
E duas setas de uma caixa mostram dois achados:
Um emoldurado de retrato com um Jesus sereno
E o último aceno de saudade de um cortinado.
Desbandeirado segue o carro rumo a seu destino
Um peregrino pitombado de grande esperança
Vai, na boleia, um passageiro carregando sonhos
Vai, na traseira, dez carradas de velhas lembranças.  

Poema desenvolvido a partir duma visão poética repassada pelo cumpade David Sento-Sé.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

DILMA NO CALL CENTER

Paulo Ferraz

call_center

Dilma perde o emprego atual e vai falar com o seu ex-chefe, tentando uma recolocação no mercado. Comovido com a situação, Lula convence o filho Lulinha a conseguir pra ela uma vaga no call center de uma empresa de telefonia muito próxima. Na primeira vez que o supervisor da Dilma monitorou a ligação, vejam a conversa que ele pegou com um cliente…

– Suporte técnico Oi Velox, bom dia! Dilma falando… Com quem eu falo?

– Bom dia, Dilma, aqui é o Paulo.

– Pois não, Saulo… Em que posso ajudar?

– É Paulo…

– Eu já ouvi, Saulo! Qual é o problema?

– Meu nome é Paulo!

– Não precisa gritar, Saulo! Sem ódio, por favor. Qual é o problema?

– Estou sem sinal da internet e precisando trabalhar pra ganhar dinheiro com essa crise. E, pela última vez… O meu nome é Paulo, pombas!!

– Sr. Saulo Pombas, estou estarrecida! Eu gostaria de dizer que…o sinal é muito importante, inclusive é fundamental.

– Isso eu sei, Dilma… Cacete!!!

– Meu nome não é Dilma Cacete. É Dilma Rousseff. O senhor está ciente da crise chinesa?

– Que crise chinesa, imbecil? Eu to sem sinal!!

– A crise chinesa não é imbecil, é gravíssima! Eu queria dizer que sua falta de sinal é sinal da falta de sinal da outra operadora.

– Assim não dá, oligofrênica!

– Obrigado, você sabe ser gentil quando quer, Saulo.

– Você é a pior atendente de todos os tempos!!!

– Atendenta, por favor!

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

OS RESGATADOS

A crise está literalmente no ar. O voo 1027 da Gol, que saiu ontem às 12h30 do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, rumo a Congonhas, em São Paulo, tinha cerca de vinte passageiros.

Considerando que o avião era um 737-800, cuja capacidade é de 189 passageiros, chega-se ao número de apenas 10,5% dos assentos ocupados.

voo

* * *

Se os passageiros eram apenas 10% da capacidade da aeronave isto não importa.

O que importa é que eram todos ex-miseráveis, que fazem parte daqueles 50 milhões resgatados da pobreza por Lula, segundo o fubânico petista Ceguinho Teimoso.

Entre os 20 passageiros, havia diaristas, cortadores de cana, tiradores de coco, piniqueiras, ambulantes, balaieiros, empurradores de carrossel, manifestantes sanduicheiros da CUT e raparigas faveladas.

Isto não é crise. Isto é resgate dos fudidos.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

paixao

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ITARARÉ LIMEIRA – NATAL-RN

Prezado Editor,

Minha modesta proposta para solucionar esta crise, aqui e nas Pátrias de Bolivar e de Peron:

Associação com a Venezuela para declararmos guerra à Guiana Inglesa, invadindo este pais a partir da tríplice fronteira de Roraima e com a Argentina para invadir as Malvinas.

Será uma guerra justa, entre nós “hermanos progressistas” contra eles “os britânicos imperialistas”, para nos vingarmos de séculos de exploração capitalista.

Uma boa campanha publicitária (alô João Santana e Duda Mendonça) galvanizará a opinião pública, e tudo o mais será esquecido.

Depois de algum tempo, retiramos o bode da sala e tudo ficará uma maravilha, como na anedota…

Abraços

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

OMISSÕES DO MEMORIAL

Josias-de-Souza5

Lançado na noite de terça-feira, o museu virtual do Instituto Lula, chamado de ‘Memorial da Democracia’, tem a pretensão de contar a “história das lutas do povo brasileiro pela liberdade e pela justiça social”. Pratica, porém, uma historiografia caolha. Só vê a metade. O acervo do site omite dos fatos históricos todos os grandes erros e os escândalos protagonizados pelo PT.

Por ora, o museu aberto pelo Instituto Lula na internet oferece como acervo um vídeo e duas “linhas do tempo” com ilustrações: 1964-1985 e 1985-2022. Nelas, recorda-se que a eleição indireta de Tancredo Neves pôs fim a uma ditadura militar de 21 anos. Mas omite-se o fato de que o PT se recusou a participar desse momento histórico, abstendo-se de comparecer ao colégio eleitoral.

Quem visita o memorial do Instituto Lula fica sabendo que a Constituinte de 1988 resultou numa nova constituição cujo texto serviu de base para a transição do Brasil para a democracia. Mas não há no museu virtual uma mísera informação sobre o fato de o PT ter se recusado a subscrever a Carta que Ulysses Guimarães chamou de “Constituição Cidadã”.

O museu petista reconhece que foi graças ao Plano Real que o Brasil venceu a batalha contra a inflação. Esquece de mencionar, porém, que o PT votou contra as medidas lançadas sob Itamar Franco e implementadas no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. De resto, cuida de diminuir o feito com observações pouco lisonjeiras.

Coisas assim: o Real “foi uma conquista importantíssima, mas infelizmente na cartilha do neoliberalismo, dominante na época, o povo não passava de um detalhe…” Ou assim: o Plano Real “foge do script dos anteriores e estabiliza a moeda, mas o país paga um alto preço.”

O museu é pródigo nas menções desairosas sobre a era FHC. Apresenta os dois governos tucanos como uma época de escândalos – do caso Sivam à compra de votos da reeleição -, de privatizações danosas, de generosidade com os bancos e de ruína econômica e social.

“Era o país do desemprego, baixos salários, falta de oportunidades, confinamento da população pobre e preta nos guetos. Foram tempos de grande bronca social e forte revolta política. O Brasil parecia estar à beira do abismo. Mas graças à democracia encontrou forças para avançar…”

Em contraposição a tudo isso, a chegada de Lula ao poder é esquematicamente apresentada como uma espécie de portal de acesso ao Éden: “Em 2002, o país elegeu o primeiro operário. E reelegeu em 2006. Em 2010, também pela primeira vez em nossa história, entregou a uma mulher o comando do país. Ela foi reeleita em 2014. Tempos de esperança, tempos de oportunidade, tempos de mais democracia…”

Por mal dos pecados, o museu virtual do Instituto Lula, por zarolho, ainda não enxergou a história dos governos petistas. Seu relato se encerra na posse de Lula. O texto do último quadro da linha do tempo conclui, enigmático: “Mais democracia, mais oportunidades. Em breve aqui.” E nada de mensalão. Nem sinal do bordão “eu não sabia”. Nenhum vestígio da passagem da cúpula do PT pela cadeia. Nenhuma menção à pilhagem da Petrobras, ao estelionato eleitoral de 2014 e ao fiasco gerencial de Dilma.

Há outras excentricidades no acervo. Cita a gestão de Celso Pitta na prefeitura de São Paulo, “marcada pela corrupção”, como o início do “declínio do malufismo”. Menciona também o impeachment de Fernando Collor.

Só não diz que Paulo Maluf e Collor tornaram-se heróis da resistência dos governos petistas. Collor foi além: virou sócio do petismo na pilhagem da Petrobras.

Vejam o vídeo montado pelo “Memorial da Democracia”, do Instituto Lula:

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

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http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/
ISAURINHA

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Se há amor sem fim, inabalável, é o deles. Isaurinha & Garcia estão casados há mais de quarenta anos. Não há dia em que ela não passe longos e bons momentos pensando nele. A recíproca é verdadeira: não há dia em que ele não passe longos e bons momentos pensando nela. Que ternura, que amor que fica. Ela mora na praia, anda todos os dias, não come carne vermelha, faz ioga e meditação. Ele mora no sítio, pega o jipe todos os dias, vai até a vendola mais próxima, come torresmo e entorna umas canas – e implica com os filhos do caseiro, laser predileto. Isaurinha & Garcia estão convencidos de que são almas gêmeas. Desde que, evidentemente, cada qual fique no seu cercado.

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AUTO_amarildo

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3 setembro 2015 GORJEIOS - Doddo Felix


CORONEL JOAQUIM GONÇALVES

Chefe político de Bom Jardim,
a quem se dedicou desde o princípio,
para tornar o seu torrão mancípio,
lutou com muita garra até o fim.

Sem titubeio, o coronel Joaquim,
quando preciso, acrescentava um rípio,
visando conquistar pra o município
o que julgava necessário, enfim.

Homem de bem e líder incomum
que jamais fraquejou em tempo algum,
a chefia exerceu de um jeito novo.

Espírito sensível, atuante,
defendeu com vigor como um gigante
a sua terra e seu sofrido povo.

Bom Jardim, 24/Set/14

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

migueljc

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3 setembro 2015 DEU NO JORNAL

LINDO GOLPE

Lutadora de jiu-jítsu e MMA domina ladrão em assalto no Maranhão.

Usando golpe de jiu-jítsu conhecido como ‘triângulo’, ela imobilizou ladrão.

Sem chance de escapar, ele clamava por socorro: “Chama a polícia”.

Monique Bastos, a lutadora, conta como aconteceu: “Estava indo para a academia, treinar. Eles chegaram de moto, tomando logo meu celular. Eu pensei que eram amigos, mas logo que percebi que não eram, dei um puxão neles e derrubei a moto. O comparsa acabou levando meu celular”.

lutadora

Monique Bastos é faixa azul de jiu-jítsu e lutadora de MMA

* * *

Esta é uma excelente notícia pra levantar o astral nesta quinta-feira.

O fato aconteceu em Açailandia, no Maranhão. E depois tem gente que diz que só vem notícia ruim da terra dos Sarneys. Mentira. Também vem notícia excelente, como esta.

Fico torcendo pra que esta brava lutadora aplique este mesmo golpe no pescoço dos babacas muderninhos que defendem os direitos dos manos e adoram exaltar bandidos (inclusive bandidos corruptos…).

Um “triângulo” no pescoço dos guabirus presos pela Lava Jato seria uma excelente medida!

Vejam que vídeo lindo, inclusive com direito a alguns tabefes no fucinho do marginal:

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

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ANDREA AMORIM – ENTREVISTA EXCLUSIVA

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Após abrilhantar o nosso espaço com o seu projeto ao lado de Roberto Menescal, Andrea Amorim volta para esta entrevista exclusiva

A música autoral brasileira tem por característica a predominância masculina no entanto vez por outra surge um significativo nome feminino para heterogeneizar as estatísticas com a peculiar beleza e sensibilidade ao qual o sexo está intrinsecamente associado. A cantora e compositora pernambucana Andrea Amorimchega para engrossar esse cordão a partir de trabalhos consistentes e bem elaborados.

Sob forte influência do rock, a pernambucana mostra talento e ecletismo ao pegar carona no barquinho de Roberto Menescal, um dos mais respeitados nomes da música brasileira, com o álbum “Bossa de alma nova” que a artista vem apresentando não apenas no Brasil como também no Exterior e que foi apresentando ao nosso público a partir da matéria “UMA HOMENAGEM QUE ACABOU RENDENDO UMA SIMÉTRICA PARCERIA”.

Hoje Andrea volta para abrilhantar este espaço com esta entrevista exclusiva onde fala, dentre outras coisas, do seu novo projeto fonográfico, seus projetos autorais, a adesão do homenageado a um deles entre outros assuntos que vocês podem conferir logo abaixo. Excelente leitura!

Seu envolvimento com a música vem desde a infância? Dentre as suas referências musicais quais aquelas que contribuíram de algum modo para que a jovem Andrea viesse a seguir a carreira de cantora e compositora tempos depois?

Andrea Amorim – O rock sempre foi a minha referência musical. Em especial, posso dizer que Renato Russo foi o meu grande incentivador, tanto na criação, como na produção. Por meio dos discos da Legião Urbana, “descobri” que poderia compor e cantar. Outras influências foram sendo agregadas depois, e foram me moldando ao longo do tempo, mas essa foi mesmo a principal e a desencadeadora de todo o processo (rsrs).

Você vem de Garanhuns, cidade localizada no agreste pernambucano e que acabou popularizando-se nacionalmente também por ter um dos mais conceituados festivais culturais existentes no Brasil, que é o FIG (Festival de Inverno de Garanhuns). De algum modo você acredita que eventos como o citado e o Festival de Música e Arte de Garanhuns contribuem para artistas da cena independente como você?

AA – Acredito muito, por experiência própria! Sempre costumo dizer que foi o Festival de Música e Arte de Garanhuns que me propiciou a oportunidade de seguir carreira. Até então, nem eu mesma acreditava no meu trabalho. Quando ganhei o Festival, em 2006, foi estabelecido em minha vida um divisor de águas. Com o dinheiro que ganhei, juntei as poucas coisas que tinha, gravei algumas músicas minhas e fui pro mundo! Em relação ao Festival de Inverno de Garanhuns, desde 1999, eu tive a oportunidade de me apresentar. Ou seja, eu participo desde o comecinho da minha carreira, e já são 15 apresentações. No FIG, eu pude dividir palco com os grandes artistas nacionais, e comecei a entender e aprender como era ser um “artista” de verdade, mesmo sempre sendo tratada como tal. Tenho muito respeito pelo FIG, e eu sou muito grata aos meus conterrâneos por sempre terem me dado tanta força, ao longo desses meus 15 anos de carreira.

Vem de longas datas a emigração de alguns artistas para o sudeste afim de sedimentar ou dar projeção as suas respectivas carreiras. No entanto hoje com os adventos tecnológicos houve um reordenamento deste contexto propiciando a Pernambuco um lugar de destaque na cena cultural nacional. Você seguiu os ditames tradicionais e partiu para o eixo Rio-São Paulo e vem galgando significativos espaços nestes estados. Em sua opinião quais os maiores entraves existentes aqui no Nordeste para a projeção artística e que acabam, de certo modo, provocando este tipo de evasão?

AA – Acho que não existe mais essa necessidade de migração pro Sudeste. Atualmente, o artista pode consolidar sua carreira onde estiver. Eu sou apenas uma remanescente desse contexto migratório, que hoje, virou obsoleto. Mas minha casa é e sempre será Garanhuns, independente de onde eu esteja.

Atualmente você vem divulgando “Bossa de alma nova”, um projeto que seria uma homenagem e acabou rendendo uma profícua parceria entre você e Roberto Menescal. Como se deu a adesão de Menescal nesta homenagem?

AA – Eu digo que essa parceria foi o maior presente que Deus me deu. Menescal é um artista genial, sobretudo um ser humano adorável e muito sábio. Sempre aprendo alguma coisa nova quando nos encontramos. Eu fiz uma turnê no Japão, com 24 apresentações, em dezembro de 2011, cantando rock e MPB! Ironicamente, foi lá que conheci música brasileira de verdade. Os japoneses são literalmente apaixonados por Bossa Nova! Essa viagem foi a maior e mais incrível experiência da minha vida. Quando voltei, eu estava com uma imagem completamente diferente de tudo e, como sugestão de um produtor de lá, Marcos Sussumi, propus a Menescal a gravação de um disco! Seria um desafio, mas eu queria conseguir, de alguma forma, reproduzir o amor dos japoneses, que eu vi de perto, em relação à nossa música. Ele não somente abraçou a ideia, como quis participar de todo o projeto. Como ele estava completando 75 anos de vida, eu quis fazer um disco em sua homenagem, interpretando suas canções. Pra completar o presente, tatuei seu nome em japonês no meu antebraço (rsrs).

E a sua aproximação do Roberto Menescal antecede esta homenagem não é? Como vocês se conheceram?

AA – Mais uma vez, aparece aqui o Festival de Música de Garanhuns (rsrs). Eu ganhei esse festival em 2006, e, em 2008, fui convidada pra fazer um show. Menescal estava como jurado, na ocasião, e comentou com o compositor Carlos Fernando sobre mim. Esse, por sua vez, falou pra nós e, prontamente, descobrimos o e-mail de Menescal, quando entramos em contato com ele. Desde então, nossa amizade somente cresceu e, naturalmente, fui sendo lapidada por esse mestre da vida e da música. A maturidade que eu alcancei, nesses três anos, convivendo mais de perto com Menescal, valeu por toda uma vida.

O CD “Bossa de alma nova” está entre os cem melhores discos de Música Brasileira já lançados no Japão, segundo registro do livro “A verdadeira história da Bossa Nova”. Você apostava que o disco alcançaria esta relevância no mercado fonográfico japonês?

AA – Tivemos essa grata surpresa com a publicação do nosso amigo japonês e jornalista Willie Whopper, nesse seu livro. Willie é um grande apreciador e um apaixonado por nosso país. Sabe tudo sobre nossa música. Ele tem um estabelecimento em Tóquio (Barzinho Aparecida), no qual tive a oportunidade de me apresentar, onde somente se encontram coisas do Brasil, desde música ao vivo até discos de vinil e feijoada no cardápio (rsrs). Eu não sou muito de apostar em nada nessa vida, nem ter grandes pretensões e nem criar expectativas. O que vem de bom sempre encaro como um bônus que a vida vai me dando, e sempre agradeço a Deus por tudo. Esse, portanto, foi mais um presente.

Você tem por característica fonográfica álbuns onde sua veia autoral pulsa fortemente. Com exceção de “Solidão nunca mais” (parceria sua com Menescal) neste projeto você deixa essa característica de lado nas catorze faixas restantes. Como você encarou esse desafio e experiência?

AA – Foi, literalmente, um desafio e uma experiência única. Gravar faixas como o hino “O Barquinho”, sendo produzida por seu criador não tem comparação com nenhuma outra coisa. Durante os dois dias de gravação das vozes do disco Bossa de Alma Nova, fiquei em estado de plenitude, o qual se sobrepôs ao nervosismo. Depois que me dei conta do que realmente se passou: eu estava gravando as músicas de Menescal, e o próprio estava na minha frente, produzindo-me! (rsrs). Foi um momento mágico, inesquecível, e essa sensação ficou perpetuada em mim, como uma riqueza imensurável.

Tal qual o mitológico Midas, tudo o que Menescal toca vira ouro. Você ganhou significativa projeção a partir desse projeto em duo com ele. Após o registro do DVD vocês já pensam em algum novo trabalho em parceria?

AA – Ganhei projeção sim, mas acima de tudo, experiência de vida, que, pra mim, é o mais importante. Não busco fama. Busco produção, aprimoramento e evolução. Enquanto isso, eu e o Menescal seguimos fazendo shows e compondo. Quem sabe, não vem por aí um disco somente de parcerias nossas (rsrs). Seria mais um sonho meu, mas primeiro precisamos completar a lista de músicas, pra que eu possa propor-lhe esse projeto (rsrs).

Em suas incursões pelo Exterior você costuma apresentar-se como interprete dos clássicos brasileiros você costuma apresentar um repertório autoral?

AA – Eu sempre gosto de mostrar meu lado compositora, porque, pra mim, a maior identidade do artista é a sua obra, por mais simples que pareça, afinal toda manifestação artística merece respeito.

Atualmente você vem na elaboração de um novo projeto a ser lançado ao longo deste ano. Você poderia nos adiantar alguma coisa sobre ele?

AA – Claro que posso e, inclusive, agradeço a oportunidade de falar sobre isso também. Além do meu CD de rock autoral, com 13 músicas inéditas, que está saindo este mês, com o título Doce Divã, estamos num projeto de total conexão Brasil – Japão (rsrs). Estamos gravando um disco, produzido e arranjado por Marcelo Kimura, descendente japonês que mora na Terra do Sol Nascente. Todo o CD vai ser produzido e gravado lá, por músicos japoneses, além do Kimura, e eu apenas colocarei as vozes aqui no Rio. No repertório, canções que marcaram época, as chamadas músicas de fossa, transformadas em Bossa, bem como uma parceria minha com o próprio Kimura, e outra com o Menescal também.

Andrea, aproveito a oportunidade para agradecer por toda a disponibilidade e atenção dada a mim e consequentemente àqueles que acompanham este espaço. Parabéns por esta profícua parceria junto ao Menescal que já rendeu um CD e um DVD. Torço para que você obtenha sucesso absoluto daqui pra frente.

AA – Eu que agradeço a ti, Bruno, por esse espaço e essa oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho e a experiência única que é conviver com o Menescal. Parabéns pelo belo trabalho, o qual tenho acompanhado! Desejo muito sucesso pra vocês e uma longa e promissora carreira. Contem sempre comigo! Muito obrigada mesmo! Um forte e carinhoso abraço!

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3 setembro 2015 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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SETOR DE SERVIÇOS

Um dos setores mais destacados na economia brasileira é o de serviços. Por congregar empresas do ramo de transporte, comunicações, comércio varejista, especialmente hipermercados, hospitais, colégios, bancos, manicures e administrações públicas, a maioria altamente capitalizada, o setor participa ativamente da estrutura produtiva do país.

Integra metade do PIB e até 1990 criava mais da metade dos empregos do país. Embora perca em dinamismo para os setores industrial e agrícola, considerados a base da economia nacional por requerer mais tecnologia, maior qualificação profissional e pagar melhores salários.

Porém, como o setor industrial apresentou desemprenho negativo este ano, atravessa uma crise braba, o setor de serviço também caiu em função de queda na renda familiar, no consumo, nos investimentos e no ajuste das contas públicas.

Todavia, como o país passa por período de anormal desaceleração econômica, chegou o momento da reestruturação, onde cresce a procura por profissionais mais competentes, mais bem preparados em tecnologia.

O surpreendente no caso é que depois de ter dado a volta por cima, durante a crise do apagão em 2001 e da explosão global em 2008, o segmento de serviços tem sofrido recuo desde 2009. E para sair dessa má fase, entrar em rota de recuperação, topa com mil dificuldades.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa