16 dezembro 2018 CHARGES

QUINHO

16 dezembro 2018 AUGUSTO NUNES

SANATÓRIO GERAL

BANDO PERDULÁRIO

Gleisi jura que o PT torrou na campanha de Haddad todo o dinheiro que embolsou durante o Mensalão e o Petrolão

“As reservas financeiras mantidas pelo PT esgotaram-se”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, insinuando que o partido que virou bando torrou na campanha fracassada de Fernando Haddad o que ainda restara da roubalheira consumada pelo maior esquema corrupto de todos os tempos.

* * *

ZERO À ESQUERDA

Dilma informa que em cinco anos conseguiu agravar todos os principais problemas do Brasil e não resolver nenhum

“Eu acho que a questão da luta pela terra e a questão da luta pela moradia são as duas grandes lutas no Brasil, porque tratam da distribuição de riquezas. Distribuição de renda é o Bolsa Família e uma série de atividades que nós fizemos, garantindo, por exemplo, reajustes de salário mínimo acima da inflação. Mas o grande passo à frente, o que interessa para a população brasileira quando se fala em distribuição de riquezas é, primeiro, o patrimônio, que é a terra e a moradia, aposentadoria e educação de qualidade”.

Dilma, em entrevista a um site, sem explicar como conseguiu em cinco anos agravar todos os principais problemas do Brasil e não resolver nenhum.

16 dezembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

16 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

INVASÃO IMPERIALISTA

Ainda não é oficial, mas todos os indícios apontam para a presença do presidente Donald Trump na posse do presidente Jair Bolsonaro, dia 1º.

Está em Brasília o escalão precursor do serviço secreto americano, que cuida da segurança presidencial, e seis veículos blindados para uso da comitiva, trazido por aviões de carga da US Air Force.

Trump pode até não vir, mas estão criadas as condições para isso.

Veículos blindados da comitiva têm a resistência de tanques de guerra. E são dotados até de metralhadora capazes de cortar blindagem.

A eventual confirmação da presença de Trump pode provocar uma revoada de chefes de Estado e de governo para a posse de Bolsonaro.

* * *

A presidente do PT, Gleisi Amante Hoffmann, por ordem de Lula, acabou de emitir uma nota protestando contra a presença do Galêgo na posse do Capitão.

Segundo ela, isto significa uma invasão militar dos Zistados Zunidos e fere a soberania do território brasileiro.

Isto sem falar da badalação e do destaque que será dado à posse do Messias pela grande mídia reacionária e golpista do Planeta Terra.

“Tô te esperando, Trumpão!!!”

E, já que estamos falando da presença de chefes de estados estrangeiros na posse do homi, vamos informar que o futuro Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, emitiu uma nota muito interessante na manhã deste domingo.

Foi agora há pouco, há apenas 40 minutos.

Uma nota que vai deixar Gleisi, Lula e as zisquerdas banânicas se peidando de tanta raiva.

Vejam:

RAIOS E RELÂMPAGOS BESTAS

CONHECER O PRÓPRIO CORPO

– Eu queria saber se testa cresce mesmo ou se é só a minha.

TEMPOS MODERNOS

– Tua esposa lava as tuas cuecas?

– Sim, claro, as minhas e as dela.

DÚVIDA

– Se o Universo não tem fim, onde ele acaba?

PERGUNTA INDISCRETA

– Querida, já me puseste chifre?

– Assim, no singular?

ADIVINHAÇÃO:

– Tu Sabes quem é o Humberto Humberto?

– Doisberto?

– Não, Humberto Eco.

IDEOLOGIA

Não confunda “a Aída ia de fusca para o seminário” com “a ideologia ainda tosca do Bolsonaro”

CONSTATAÇÃO

As melhores obras não iniciadas são as inacabadas.

RIMAS POLITICAMENTE CORRETAS

Não devemos permitir que a nossa ideologia fosca se transforme em uma ideologia tosca nem que queime a nossa rosca.

DITADO

Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.
Não passe pente fino em cabeça que não tem piolho.

16 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LAVÍNIA TAVARES – GOIÂNIA-GO

Grande Berto!!!

Meu amigo, publique no nosso jornal.

Pra tapar a boca desta canalha militante feminista, tudo boçal e idiota.

Precisamos divulgar isto.

Agradeço e mando um grande abraço!!!

OS BRASILEIROS (XXIII): JOSUÉ DE CASTRO

Josué Apolônio de Castro nasceu no Recife em 05/09/1908. Médico, nutrólogo, geógrafo, professor, político, escritor e autoridade mundial no combate à fome. Seus primeiros estudos se deram em casa com sua mãe professora e continuados no Instituto Carneiro Leão e Ginásio Pernambucano. Durante a infância, morava próximo dos mangues da cidade, uma região de mocambos habitada por retirantes e caranguejos. Foi seu primeiro contato com o problema da fome visto de perto.

Em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar na Faculdade Nacional de Medicina. Não obstante o interesse pela psiquiatria, foi levado a se especializar em Nutrição. Aos 21 anos retornou ao Recife e montou sua clínica. Pouco depois foi contratado numa fábrica para examinar trabalhadores com problemas de saúde indefinidos e acusados de indolência. Numa conversa com os patrões expôs o diagnóstico: “Sei o que meus clientes têm. Mas não posso curá-los porque sou médico e não diretor daqui. A doença dessa gente é fome”. Foi demitido do emprego e passou a encarar a dimensão social da doença, que era ocultada por preconceitos sociais e climáticos.

Sua preocupação social ficou mais aguçada com a Revolução de 30, dando inicio ao Estado Novo e colocando a política brasileira num estado de ebulição. Mas, ele manteve-se longe da militância político-partidária e passou a realizar pesquisas sociais referentes aos problemas da alimentação e da habitação em bairros operários do Recife. Seus estudos levaram-no a ver a fome como uma catástrofe social e não uma consequência das condições físicas, climáticas e étnicas, como alguns estudos afirmavam. Sua conclusão foi que o desnível social resultava de uma estrutura econômica e social impostas no período colonial e mantidas nos períodos Imperial e republicano. Em 1932 tornou-se professor livre-docente de fisiologia da Faculdade de Medicina de Recife, com a tese “O problema fisiológico na alimentação”. No mesmo ano orientou a realização de uma pesquisa pioneira no Brasil, relacionando a produtividade com a alimentação do trabalhador.

A pesquisa resultou na publicação de seu primeiro livro em 1935: “Condições de vida das classes operárias do Recife”, publicado pelo Departamento de Saúde Pública, e serviu como base posterior para a formulação do salário-mínimo. No mesmo ano casou-se com sua ex-aluna Glace Rego Pinto e foi morar no Rio de Janeiro. Após breve período de dificuldades financeiras, passou a lecionar Antropologia na Universidade do Distrito Federal, organizada por Anísio Teixeira. Paralelo a atividade docente, passou a escrever com regularidade e publicou o livro “Alimentação e raça”, em 1936. Embora não fosse filiado à ALN-Aliança Libertadora Nacional, publicou vários artigos em jornais ligados a essa organização política. Em 1937, utilizando-se do método geográfico para apresentar o mapa das regiões alimentares, publicou o livro “A alimentação brasileira à luz da geografia humana”, causando grande expectativa no meio acadêmico e político-social. Ao todo chegou a publicar 30 livros, incluindo literatura – “Festa das letras” -, publicado junto com Cecília Meireles, em 1939.

Nesta época foi criada a Universidade do Brasil, onde passou a ocupar a Cátedra de Geografia Humana, defendendo a tese sobre “Fatores de localização da cidade do Recife”. Em 1938 foi convidado pelo governo italiano para realizar conferências nas universidades de Roma e Nápoles sobre a temática “Os problemas de aclimatação humana nos trópicos”. A partir daí, passou a ficar famoso e conhecido até fora do Brasil por suas atividades como nutrólogo, sociólogo, geógrafo etc. De 1940 em diante participou de todos os projetos governamentais ligados à alimentação, como a educação alimentar; coordenou a implantação dos primeiros restaurantes populares; dirigiu as pesquisas do Instituto de Tecnologia Alimentar e criou a revista Arquivos Brasileiros de Nutrologia. Ainda em 1940, passou a trabalhar no Serviço de Alimentação e de Previdência Social (SAPS), e fundou a Sociedade Brasileira de Alimentação. Em março de 1944 foi criado o Instituto Técnico de Alimentação, cuja direção ficou a seu cargo. Foi convidado oficial de vários países para estudar os problemas de alimentação e nutrição: Argentina (1942), Estados Unidos (1943), República Dominicana e México (1945) e França (1947).

O ano de 1946 foi marcado pela publicação de “Geografia da fome”, que causou impacto nos grupos conservadores e tirou da obscuridade o quadro trágico da fome no país. Enfatizou as origens socioeconômicas da tragédia e denunciou as explicações deterministas desse quadro. No mesmo ano, fundou e dirigiu o Instituto de Nutrição da Universidade do Brasil. Cinco anos após lançou “Geopolítica da fome”, causando impacto ainda maior, quando mudou sua escala de trabalho, passando a analisar o problema da fome no mundo. Os dois livros definiriam sua posição política e foram publicados em vários países O fato contribuiu para que em 1951 ele fosse colocado na presidência do Conselho Executivo da FAO-Food and Agricultural Organization (1952-56) e membro da Comissão Nacional de Política Agrária, criada por Vargas em 1951. Dois anos depois, foi nomeado vice-presidente da Comissão Nacional de Bem-estar Social. Naquele ano, ele fora ainda candidato de Vargas, que voltara ao poder pelo voto, a Ministro da Agricultura. Porém, a forte oposição de grupos conservadores do PSD-Partido Social Democrático que apoiavam o governo impediu a sua ascensão ao Ministério.

Uma de suas facetas pouco conhecida é seu gosto pelo cinema. Na época em que dirigia a FAO, em Roma, ele se aproximou do mundo do cinema e seus escritos suscitaram interesse de cineastas do neo-realismo italiano, como Roberto Rosselini e Cesare Zavattini, ambos envolvidos em projetos de realizar filmes baseados em “Geografia da Fome” e “Geopolítica da Fome”. Desses projetos, realizou-se apenas o segmento brasileiro do projeto de Zavattini, que resultou no filme “O Drama das Secas”, filme de Rodolfo Nanni de 1958.

Convidado a participar diretamente na política, ingressou no PTB-Partido Trabalhista Brasileiro e exerceu dois mandatos como Deputado Federal (1954-58 e 1958-62) e foi o mais votado em todo o Nordeste. Ao final do segundo mandato, foi designado embaixador do Brasil na Conferência Internacional de Desenvolvimento, da ONU, em Genebra e em seguida, na reunião da FAO, em Roma. Como Deputado, apresentou o projeto de regulamentação da profissão de nutricionista e o projeto de reforma agrária, entendida como “um processo de revisão das relações jurídicas e econômicas entre os que detêm a propriedade rural e os que nela trabalham”. Com o Golpe de 1964, foi destituído do cargo de embaixador do Brasil junto aos organismos internacionais da ONU, em Bruxelas. Sem condições de voltar à pátria, estabeleceu-se em Paris e continuou sua luta contra a fome e o subdesenvolvimento.

Em Paris foi acolhido pelo governo francês, designado professor associado do Centro Universitário de Vincennes, lecionando também na própria Universidade de Paris. Ministrou aulas para alunos de pós-graduação no Instituto de Altos Estudos para a América Latina, então dirigido pelo geógrafo Pierre Mombeig, que conhecia bem o Brasil. Chefiou o Centro Internacional de Desenvolvimento, atuando sobretudo na África com trabalhos no Marrocos; presidiu o Comitê para a Constituição dos Povos e foi vice-presidente da Associação Parlamentar Mundial. Nesta fase, além da influência sobre os estudantes de todo o mundo que convergiam para estudar em Paris, canalizou esforços para os problemas da Paz. Aí viveu os 10 últimos anos, onde faleceu em 24/09/1974 e foi sepultado no Rio de Janeiro.

Entre os prêmios e condecorações que recebeu, constam: Prêmio Pandiá Calógeras (1937), Professor Honoris-Causa da Universidade de San Domingos e de San Marcos (1950), Prêmio Franklin D. Roosevelt, da Academia de Ciências Políticas dos Estados Unidos (1952), Prêmio Internacional da Paz, do Conselho Mundial da Paz (1954), Oficial de Honra, do governo francês (1955), Grã-Cruz in memoriam, da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura (2006). Foi ainda indicado ao Prêmio Nobel da Paz nos anos de 1953, 1963, 1964 e 1965. Sua memória e legado são mantidos no Centro de Estudos e Pesquisas Josué de Castro, fundado em 1979 no Recife. Em 1989 sua família incorporou todo seu acervo documental e biblioteca ao Centro, colocados à disposição e do público e pesquisadores. Trata-se de um expressivo acervo de informações referentes aos problemas da fome e do subdesenvolvimento.

16 dezembro 2018 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – LANÇAMENTO DE JESSIER QUIRINO E BRAULIO TAVARES

Loja Passa Disco

Rua da Hora, 345 – Espinheiro

A partir das 18:30

16 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

ACERTOU NA MOSCA

O general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, revelou que a vereadora Marielle Franco foi morta por causa de grilagem de terras.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou que os milicianos acreditavam que a vereadora poderia atrapalhar a posse de terra na zona Oeste da capital fluminense.

Nesta sexta-feira (14), quando o crime completou nove meses, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do vereador Marcelo Siciliano (PHS), suspeito de envolvimento no assassinato.

* * *

Nada a declarar.

Vou apenas ilustrar esta nota com um comentário certeiro de Rodrigo Constantino.

Ele acertou na mosca:

DINHEIRO SAI

O presidente eleito Jair Bolsonaro se declarou indignado com os gastos da Caixa com publicidade, que estima em R$ 2,5 bilhões por ano (a Caixa diz que é menos: R$ 685 milhões, ainda assim espantosos). Bolsonaro disse que vai rever esses gastos e também outros, como os da Presidência.

Bolsonaro que nos perdoe, mas está totalmente errado: deve é eliminar a publicidade oficial. Empresas que competem no mercado, como a Caixa e o Banco do Brasil, precisam de publicidade (embora, se forem privatizadas, o problema desapareça). Mas para que fazer publicidade do BNDES, que não tem concorrentes? E do Governo Federal, um monopólio que não tem nem com quem disputar mercado? Por que gastar dinheiro com a divulgação dos slogans oficiais – a menos que se queira influenciar o resultado de eleições futuras com dinheiro público, o que é crime, ou usar recursos do Tesouro para comprar a boa-vontade dos meios de comunicação, o que é indecente?

Gastar dinheiro público para fins particulares virou hábito. O senador Roberto Requião editou agora, por conta do Senado, um livro contra Sérgio Moro. Aproveita o finzinho do mandato, porque os eleitores o mandaram para casa. O senador gaúcho Lasier Martins viajou de Brasília para o Rio, e lá se hospedou no Hotel Windsor, para assistir à formatura de uma parente. A parente é dele, o dinheiro é nosso. Bolsonaro pode mudar esses hábitos. Que tal começar cortando o meio bilhão de propaganda da Presidência?

Tira, põe…

É cedo para analisar a história do R$ 1,2 milhão movimentado por um dos funcionários do deputado estadual (e senador eleito) Flávio Bolsonaro: a COAF, que monitora nosso comportamento financeiro, só apontou o caso e não fez qualquer denúncia; o próprio Fabrício Queiroz, o funcionário, não disse nada. Primeiro, eliminemos as objeções: a COAF não apontou os R$ 51 milhões de Geddel, apontou há anos a movimentação de umas dezenas de milhões, de Lula, e não avançou. É verdade. Mas, se o caso é irregular, deve ser investigado, não importa se casos parecidos foram ignorados.

…deixa voltar

A história parece a de sempre: assessores de parlamentares recebem seu salário e devolvem boa parte ao parlamentar. É uma forma (das mais asquerosas) de transferir dinheiro público para bolsos privados. Quanto? Um assessor disse que recebia R$12 mil e ficava com R$ 2 mil, e o restante era entregue ao parlamentar. O total de R$ 1,2 milhão em um ano é grande demais? Depende: um assessor pode receber várias devoluções para entregá-las ao parlamentar. Isso é crime. Se vai para o Caixa 2, é crime. Como a posse é agora, talvez tudo seja esquecido. É uma boa saída, não é?

Aprovação em alta

A questão do motorista do filho não parece ter afetado a popularidade de Bolsonaro. Pesquisa feita pelo Ibope para a CNI, Confederação Nacional da Indústria, indica que 75% dos entrevistados acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. São 20 pontos percentuais acima da votação de Bolsonaro no segundo turno. Traduzindo: muitos dos que não votaram nele concordam com suas posições. E 14% acham que o presidente eleito está no caminho errado – contra 45% que votaram contra ele. Os que não responderam à pergunta ou ainda não têm posição somam 11%.

Expectativa

Na mesma pesquisa, 64% dos ouvidos esperam que Bolsonaro faça um governo ótimo ou bom. Isso significa, pela ordem, melhorar os serviços de saúde, impulsionar a oferta de empregos, combater a corrupção, combater a criminalidade e melhorar a qualidade da educação.

Contra Bolsonaro

O professor Victor Nussenzweig, médico, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, um dos maiores pesquisadores mundiais da prevenção da malária (milhões de infectados por ano, uma das maiores causas de morte de crianças na África), escreve para esta coluna para falar de política. A mensagem do professor Nussenzweig:

“Estou nos EUA há 60 anos. Vou ao Brasil no fim do ano e quero falar sobre o MAL-sonaro. Saí do Brasil em 1964 fugindo dos militares e vejo que a praga continua. Lugares de militares são os quartéis, não a política. Fácil ganhar a eleição pondo a oposição na cadeia!”

A crítica às opiniões do professor Nussenzweig, como sempre ocorre nesta coluna, é livre – desde que se use linguagem civilizada e se mantenha o respeito devido a um grande cientista brasileiro. Discordar não é insultar.

É quente

Preste atenção no major Vitor Hugo, deputado federal eleito por Goiás, amigo de Bolsonaro há dezenas de anos e muito bem preparado. Deverá ter influência no governo. Indicou a Bolsonaro o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. E amanhã já participa com ele de reuniões em Goiás.

16 dezembro 2018 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

FAZENDO AS CONTAS NA PONTA DO LÁPIS

Comentário sobre a postagem SE ALEMBRE-SE DE NÓIS!!!

Adail Augusto Agostini:

“Matematicamente, dá para ver o tamanho da “roubalheira por baixo dos panos”, na CAIXA.

R$2.500.000.000,00 por ano (= a 2.620.545,07 salários mínimos por ano);

R$2.500.000.000,00 / 365 dias = R$6.849.315,07 por dia (= a 7.179,58 salários mínimos por dia);

R$6.849.315,07 / 24 horas = R$285.388,13 por hora (= a 299,15 salários mínimos por hora);

R$285.388,13 / 60 minutos = R$4.756,47 por minuto (= a 4,98 salários mínimos por minuto).

Só resta saber para os bolsos de quais e de quantos (sob o apelido de publicidade e patrocínio – e bota publicidade(?) e patrocínio(?) nisso!!! – esse absurdo de dinheiro foi desviado.

Pesquisando na Internet, descobri que para construir um bom hospital de 100 leitos (que atende, com folga, todas as necessidades de uma população de 25.000 pessoas) custa R$25.000.000,00 (25 milhões de reais).

Logo, esses 2,5 bilhões – literalmente, postos fora!!!) dariam para fazer:

2,5 bilhões / 25 milhões = 100 hospitais.

E quando se toma conhecimento dos inúmeros seres humanos que – pior do que animais – todos os dias, morrem por falta de atendimento, de leitos, de medicamentos, isso quando conseguem entrar em um hospital (e ficarem atirados nos corredores), chega-se a conclusão que esses corruptos, esses ladrões, esses bandidos são criminosos praticantes de GENOCÍDIO.

E por seus contumazes genocídios deveriam, no mínimo, receber prisão perpétua – com trabalhos forçados, sem benefício nenhum, para sentirem na carne, pelo resto de suas podres vidas, o que sofreram e sofrem as vítimas dos seus crimes!!!”

* * *

DE NOVO OS DIREITOS HUMANOS?

O que é que faz com que uma ação humana seja um ato bom ou mau? Qual é o critério a ser usado para fazermos este julgamento? A Bíblia? O Alcorão? Outros textos religiosos das mais diversas origens? Não sabemos! Eu não sei. Vocês não sabem. Ninguém nunca soube. Tudo são palpites.

Os textos utilizados como guias e referências são, na imensa maioria das vezes, tremendamente contraditórios e subjetivos. Tornam impossível determinar de forma peremptória quais sejam os atos bons e os maus simplesmente a partir de uma exegese dos mesmos. Só aumentam as dúvidas e, consequentemente, os conflitos, muitas vezes sangrentos, entre as diferentes crenças.

Foi com base neste tipo de especulação que dois filósofos gregos, Aristipo de Cirene e Epicuro de Samos, desenvolveram linhas de raciocínio que passaram a ser conhecidas como “Hedonismo”, palavra derivada do grego “Hedoné” e que significaria prazer ou felicidade.

Esta escola filosófica se baseia em duas concepções de prazer: a primeira, considera-o como principal critério das ações humanas; a segunda, considera-o como único valor supremo. Esta divisão reflete a ambiguidade do conceito da palavra, o que levou esta doutrina a ter diversas escolas diferentes.

Considerado o pai do hedonismo, Aristipo de Cirene defendia que, independentemente de sua forma e origem, o prazer tem sempre o objetivo de diminuir a dor, sendo, portanto, o único caminho para a conquista da felicidade. Afirmava que o prazer do corpo seria o sentido maior da vida, ideia também defendida por outros hedonistas clássicos como Teodoro de Cirene e Hegesias de Cirene.

Com Epicuro, a filosofia passa a ter uma finalidade prática: A busca da felicidade! Não, através da busca desenfreada dos prazeres corporais, mas sim através da moderação dos desejos e da busca da serenidade interna, juntamente com a fruição de prazeres mais sofisticados como a amizade e a autonomia.

Foi como desdobramento desta linha de raciocínio que Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873) criaram a filosofia denominada de Utilitarismo. Esta afirma que as ações das pessoas são boas, quando tendem a promover a felicidade, e más, quando tendem a promover o oposto da felicidade. O pressuposto básico é o de que a razão maior da nossa existência seria a busca da felicidade. Este, aliás, é o princípio que norteia a grande maioria das constituições dos Estados modernos na atualidade.

Já com relação aos Direitos Humanos, a busca permanente dos povos e das pessoas por garantias que as preservassem do arbítrio e dos abusos de autoridade, sejam as do seu próprio país, sejam as de algum outro, levou as Nações Unidas a emitir documento formal elencando quais seriam estes direitos naturais e inalienáveis das pessoas humanas. O documento, denominado de Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi emitido em 10 de dezembro de 1948 e aprovado pela Assembleia Geral daquele órgão. É composto por 30 artigos, na sua grande maioria platitudes, mas tendo em vista os horrores e abominações que haviam sido praticados nas duas grandes guerras mundiais do início deste século, pareciam não ser tão óbvios assim naquela época. Vamos a eles:

1. Todos nascem livres e iguais. (Sem problema)

2. Todos podem invocar os direitos e liberdades aqui descritos. (Sem problema)

3. Todos têm direito à vida, à liberdade e à segurança. (Sem problema. É só se comportar)

4. Ninguém será mantido em escravidão. (Sem problema. É só se comportar. E o que é escravidão?)

5. Ninguém será submetido a tortura. (Sem problema. É só se comportar. E o que é mesmo tortura?)

6. Todos têm direito a personalidade jurídica. (Sem problema)

7. Todos são iguais perante a lei. (Tem que avisar nossos juízes e marajás do serviço público)

8. Todos têm direito a recursos jurídicos contra violações destes direitos. (Sem problema)

9. Ninguém pode ser ARBITRARIAMENTE preso, detido ou exilado. (Mas… O que é arbitrário?)

10. Todos têm direito a julgamento imparcial. (Sem problema. Mas… Cadê os juízes imparciais?)

11. Todos são presumidos inocentes. (Vá dizer isso à Receita Federal. In dúbio? Cacete no réu!)

12. Ninguém sofrerá intromissão arbitrária em sua vida privada. (Vá dizer isso ao COAF e ao I.R.)

13. Todos têm o direito de circular livremente e de abandonar seu país. (E as alfândegas??????)

14. Todos têm direito a procurar asilo em outro país. (Se vão aceitar, ou não, é outra estória.)

15. Todos têm direito a uma nacionalidade. (E os muitos milhões de apátridas?)

16. Todos têm direito igual a casar. A família é a base da sociedade. (Ué? E os LGBTTDRGSED ?)

17. Todos têm direito igual à propriedade. (E as invasões dos MSTs da vida?)

18. Todos têm direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. (Tudo bem.)

19. Todos têm direito à liberdade de opinião e de expressão. (Pense a imbecilidade que quiser, só não me encha o saco, porra!)

20. Todos têm direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. (E por que me obrigam a ser depenado pelo INSS?)

21. Todos têm o direito de tomar parte na direção dos negócios, públicos do seu país. (E por que são sempre os mesmos filhos da puta nas posições de comando?)

22. Todos têm direito, como membro da sociedade, à segurança social. (Que segurança? Esta merda que está aí? Saímos de casas e não sabemos se voltamos.)

23. Todos têm direito ao trabalho e de fundar, com outras pessoas, sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses. (Desde que devidamente tutelados pelo estado?)

24. Todos têm direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas. (É o céu! Mas quem paga por isso?)

25. Todos têm direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários. (É o céu por decreto! Só falta definir quem paga a conta.)

26. Todos têm direito à educação gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito. (E não se é preto, branco ou roxo!)

27. Todos têm direito a tomar parte livremente na vida cultural da comunidade.

28. Todos têm direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efetivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.

29. O indivíduo tem deveres para com a comunidade. Ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei. (Finalmente aparece a menção a deveres.)

30. Ninguém pode praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados. (Danou-se! Quer dizer que não se pode prender mais ninguém?)

Minha opinião: Festival de platitudes e beatitudes, cheias de boas intenções, mas que não levam a nada e que ninguém respeita. Só servem para encher a paciência de quem pretende botar um pouco de ordem na suruba em que se transformou o nosso país. Sou mais o antigo lema: Escreveu, não leu? Pau comeu!

Se um elemento é uma ameaça à paz da comunidade, o ato de despachá-lo para as profundas dos infernos passa a ser altamente desejável, já que restabelecerá a paz para uma grande quantidade de pessoas.

O resto é Xurumelas!!!!

16 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS DE GODOY – SALVADOR-BA

Ilustre editor fubaneiro:

O meu vizinho é eleitor de Lula e militante ferrenho do PT.

Veja só como é que ele se previne contra o roubo de sua bicicleta:

Sendo ele petista, isto faz sentido.

Meu abraço para todos os colegas leitores desta gazeta escrota.

Atenciosamente,

16 dezembro 2018 CHARGES

AMARILDO

NOTAS

Reciclagem é o aproveitamento do desperdício para transformar material jogado no lixo em insumo para alimentar o processo industrial. Diversos materiais são recicláveis. Vidro, papel, metal, plástico, tecido, borracha e componentes eletrônicos. Dependendo da tecnologia, até lixo de cozinha ou de jardim servem.

Enquanto transforma material já utilizado em novo produto, gera riqueza, emprego, distribui renda, protege o meio ambiente. Também sem perceber, o reciclador ajuda na redução da poluição do solo, da água e do ar. A reciclagem foi prato cheio para a indústria de embalagens e de produtos descartáveis.

A reciclagem é benéfica. Além de diminuir a extração de matérias primas direto da natureza, colabora indiretamente com a limpeza e a saúde pública, restringindo a contaminação. Na cidade, não sobra nada, até entulho é reaproveitamento. Na zona rural, o agricultor transforma o lixo em adubo orgânico.

*
A desoneração produz efeitos positivos. Reduz os custos, aumenta a produtividade na empresa comercial ou industrial. Ultimamente, os governos, sem estratégicos planos de gestão, preferem aumentar a carga tributária. Pagando mais impostos, a tendência no setor privado são os custos duplicarem.

Então, para evitar maior peso na folha de pagamento, o empresário tem duas opções de cálculo na tributação. Uma. recolher pela fórmula antiga, calculando os tradicionais 20% sobre o total da folha paga aos funcionários. É evidente que quanto mais empregados, maior são os encargos, daí o sufoco para muitas empresas.

Porém, depois da alteração na regra, implementada pela nova Lei, de 2011, a alíquota cobrada difere. É calculada sobre o faturamento da empresa. A adesão à fórmula de cálculo é optativa. A finalidade da nova regra é reduzir os encargos sobre a folha de pagamentos e estimular a contratação de novos empregados.

*

Faz séculos o brasileiro suplica por saneamento básico. Mas, os gestores, surdos, não ouvem e nem percebem a cara de insatisfação do povo. Preferem virar o rosto para o lado contrário e deixar o abestalhado do cidadão gritar, reclamar, protestar. Sem ser ouvido. A não ser durante as campanhas eleitorais.

Quando a sociedade implora por saneamento básico, não se refere apenas a esgoto. O pedido é geral. Envolve tudo. Abastecimento, tratamento e distribuição de água, sobretudo a potável, livre de racionamento. Também sugere que o esgoto sanitário não seja despejado no rio e no mar.

Havendo regular atenção ao saneamento básico, previne-se uma série de fatores. Previne-se doenças, afastam-se as pragas, cuida-se da limpeza da idade, promove-se a higienização do ambiente. Embora seja um direito assegurado pela Constituição, os gestores alegam falta de recursos para investir na área. Daí a profusão de doenças. Disenteria, giardíase, amebíase, gastroenterite, leptospirose, hepatite infecciosa.

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Antes, era só desconfiança de que roubavam a “viúva” rica. Mas, depois que o Mensalão chegou em 2005, o cenário dos escândalos da corrupção política começou a pegar fogo. Suspeitos de praticar formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas, o STF julgou 40 denunciados. Os primeiros da longa lista de malfeitores.

Pelos cálculos da ONU-Organização das Nações Unidas o prejuízo anual do Brasil com a corrupção chega a R$ 200 bilhões. Os diretos são desperdícios de gastos públicos, desmotivação para os investimentos privados, perda de competitividade e queda no poder de crescimento econômico.

Quando foi descoberto esquema de pagamento de propinas a alguns parlamentares para aprovar projetos do governo, especialistas em política alertaram sobre a necessidade de aprimorar a faxina contra as operações anticorrupção. Uma estratégia é clara na corrupção. Os desvios fraudulentos cancelam as verbas destinadas aos serviços básicos destinados à coletividade, perturbam o mercado, fortalece a concorrência desonestas, corrompem as instituições, abate a economia.

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Quando um país pensa em sustentabilidade, quer descobrir caminhos que abram as portas para as pesquisas e, através delas, inovar. O propósito é cuidar das necessidades atuais, sem deixar marcas, prejudicar o ambiente para o futuro. Atender a sociedade, com respeito à natureza, para evitar o desaparecimento de recursos.

A fome industrial em seguir a sequência produtiva com a extração de riquezas da natureza, produzir bens e vender com lucros, traz sérias consequências. Polui o meio ambiente, causa desigualdades sociais. Justamente para contornar esses conflitos surgiu o desenvolvimento sustentável. Termo contrário à sociedade de consumo.

Embora exista desde 1987, somente agora a tese ganhou ênfase na luta contra o consumismo. Enquanto não causar desequilíbrio, a reciclagem contribui para o desenvolvimento sustentável. O transporte coletivo bem administrado favorece o bem-estar coletivo. A agricultura familiar, explorada com técnica, e livre de agrotóxicos, não só diversifica cultivos, como gera empregos e renda. Todavia, para chegar lá, algumas regras básicas são imprescindíveis, senão o carro atola. Antes de pegar a estrada.

16 dezembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

AS MAIS BELAS MELODIAS

A coluna de hoje foi sugerida pelo leitor/ouvinte, Lessa

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Waltz of the Hours” de Delibes, na belíssima apresentação do Bolshoi Ballet. 

16 dezembro 2018 CHARGES

LUTE

15 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

TARADO MEDIÚNICO

Dias depois das primeiras denúncias de abuso sexual contra João de Deus, investigadores descobriram que foram retirados cerca de R$ 35 milhões de contas bancárias em nome do médium, publica O Globo.

A descoberta acelerou o processo para pedir a prisão de João de Deus.

O paradeiro do médium ainda é incerto.

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É dinheiro pra caralho prum sujeito que tirava espírito sem cobrar nada e pregava a caridade.

35 milhões é um prêmio da Mega Sena.

Segundo apurou o JBF, João de Deus enrabou centenas e centenas de militantes lulo-petista que foram ao seu consultório em busca de forças pra fazer campanhas dos candidatos do PT.

É que ele tem uma tara muito grande por mulheres descerebradas.

Além da mulherzada petêlha, João de Deus atendeu também Lula, o chefão do bando vermêio.

Afinal, um charlatão se entende muito bem com outro charlatão.

O comedor goiano faturou em cima de inúmeras outras celebridades nacionais e internacionais.

Enrabou até a centenária Xuxa!!! 

15 dezembro 2018 CHARGES

DUKE

15 dezembro 2018 PERCIVAL PUGGINA

DAMARES ALVES E O PRECONCEITO

“O momento mais doloroso da minha vida, a imprensa está zombando. Mas que zombe, que fale, a fé me salvou naquele pé de goiaba”. (Damares Alves)

De modo muito penoso, o Brasil que nos chegou do século XX está se conhecendo, revirando entranhas, olhando ao redor como quem, náufrago cotidiano, procura um porto seguro, flutuante a algumas braçadas de distância. Os tempos não são propícios. O Ocidente fraquejou na prosperidade e se rendeu ao preconceito contra todo conceito. A Europa deixa de ser ela mesma para virar uma decisão de burocratas. Milênios de cultura, civilização, tradição viram lixo hospitalar: nem reciclado, nem decomposto. Incinerado em benefício e privilégio de um multiculturalismo cada vez mais impositivo e inibidor! O relativismo é a religião do momento e tudo é duvidoso, exceto a fobia às convicções e a necrofilia prestada ao cadáver do socialismo, servido por carinhoso boca a boca nas salas de aula do país.

Se conceitos éticos fundamentais ganhassem corpo e saíssem às ruas, não seriam reconhecidos, não receberiam mero bom dia de quem quer que fosse. Seus milenares ensinamentos sumiram como sumiu a voz das consciências, instruídas a se sentirem sempre bem, mesmo quando tudo estiver mal.

Em vão os náufragos do imanente buscam salvar-se do desastre cultural e civilizacional suspendendo-se por seus também imanentes cabelos. Em círculos andam os cegos conduzidos por cegos. Entre eles estão muitos de nossos profetas cotidianos, em seus microfones, a rir da virtude, troçar do bem, medindo a grandeza humana com a régua da própria pequenez.

A futura ministra das mulheres, família e direitos humanos, Damares Alves, contou ter visto Jesus num “pé de goiaba”, quando criança, numa ocasião em que, tomada pelo desespero, planejava a própria morte por envenenamento. Aquela visão salvou-lhe a vida. Pronto! Foi o que bastou para se tornar motivo de piada, ao desfrute dos profetas da filosofia miserável. “Como assim, foi salva por Jesus? Ela sequer tentou içar-se do desespero pelos próprios cabelos? Ela viu e creu? Ela ouviu e entendeu?”.

Como esse imanentismo é burro e maldoso! Leandro Karnal, um dos que fizeram coro contra o relato da ministra, correu a desculpar-se ao saber que a criança do pé de goiaba fora abusada: “Fui precipitado, julguei de forma equivocada e reagi de forma atabalhoada. Ironizei sem saber da dor e julguei uma concepção religiosa. Minhas postagens estavam distantes dos valores de tolerância e liberdade. Acredito nestes valores”.

Haveria pedido de desculpas, fossem menos dramáticas as circunstâncias? O julgamento de uma concepção religiosa é parte do preconceito que, de todos os lados, ataca o futuro governo Bolsonaro. O episódio faz nova prova de que a dita tolerância destes tempos náufragos tem seu vodu, nele espeta agulhinhas sempre que pode e não o tolera sequer em crianças. Insensatos!

Com tais formadores de opinião aprendo cotidianamente de onde não me vem salvação, nem lição ou ilustração. Prefiro a visão que salvou a vida da menina Damares.

15 dezembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

SONETO DA MAIOR VIDA

Não planejado amor, e impressentido,
envolveu-nos – na fuga de um momento.
Mas, se fogem as horas como o vento,
não no podem levar, nem pode o olvido.

E ficamos os dois no encantamento,
na vertigem, no céu descomedido
do meu querer no teu querer contido,
do teu desejo ao meu desejo atento:

olhos nos olhos, fontes confluindo!
o meu olhar no teu olhar tão lindo,
o teu olhar no meu olhar profundo!

Ai de mim! ai de ti! o amor é morte.
Morrer, porém, de amor tão puro e forte
é viver maior vida em melhor mundo.

15 dezembro 2018 CHARGES

SINOVALDO


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