Na semana passada o arcebispo de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto, botou sem cuspe no furico do padre-deputado petralha Luiz Couto, que deu uma entrevista defendendo coisas que a igreja católica condena.

O padre-parlamentar foi punido com base na Lei Canônica. O arcebispo não fez mais que aplicar a lei lá da religião dos dois.

Aqui no Recife, Dom Dedé excomungou a equipe médica que fez aborto numa criança de 9 anos, além de famíliares e pessoas que deram apoio para a prática do ato. Aborto recomendando por todos os especialistas consultados e amparado na lei brasileira.

Novamente aconteceu apenas a aplicação pura e simples do Direito Canônico: a Igreja Católica Apostólica Romana é radicalmente contra qualquer tipo de aborto, sob qualquer justificativa, inclusive de risco de morte pra mãe. E vive repetindo isto todos os dias pela boca do Papa, dos bispos e dos padres.

Dom Dedé, competente e cioso do seu ofício, aplicou a lei da sua religião e não fez nada de errado. Apenas aplicou o código que rege a igreja.

Dom Dedé está certo. O que está errado é existir no mundo uma religião que tem este tipo de código.

Sou a ovelha desgarrada de um família profundamente católica e quero conviver em paz com os católicos e com meus parentes. Mas afirmo que me dá uma tristeza enorme saber que bilhões de pessoas no mundo inteiro – tão fanatizadas e cegas quanto os dizimistas de Edir Macedo -, pautam suas condutas por uma religião que continua tão cruel e insensível quanto na idade média, embora, da boca pra fora, pregue caridade, amor e perdão.

Não conheço, na história do mundo, um monumento maior que este dedicado à hipocrisia.

Estes leõs-de-chácara, tipo Dom Dedé, que se interpõem entre o Reino dos Ceus e os homens, são uns hipócritas de boa renda, gordos, parasitas e que deveriam ser enforcados com as tripas de cada um dos padres pedófilos que eles acobertam.

Ontem à noite, com sua voz anasalada e sonsa, seu ar bovino de cabra bem nutrido, de percevejo cevado nos finos cardápios dos conventos, Dom Dedé dava entrevistas e afirmava com sua cara-de-pau característica: “Nenhuma lei do homem pode estar acima da Lei de Deus“. Propositadamente ele omite que a “lei de Deus” a que ele se refere, o chamado Texto Sagrado, foi todo escrito por homens. Homens tão sacanas quanto ele, religiosos oficiais.

Nunca roguei uma praga em vão. Todas que roguei até hoje fizeram efeito. E vou rogar mais uma agora: tomara que apareça um estrupador pra botar no cu de Dom Dedé e fazê-lo sentir o que a criança vinha sentindo há anos nas mãos do padrasto.

Pode ser que aqui na Terra não se cumpra minha praga. Mas no inferno, com certeza absoluta, a fila de diabos de picas grandes e incandescentes pra estrompar o furico do malvado será muito grande.

Quero dar meus parabéns aos que foram excomungados. E declarar publicamente que estou morrendo de inveja de vocês todos.

Eu botaria na primeira linha do meu currículo este fato extraordinariamente benfazejo: fui excomungando por um bispo tabacudo feito Dom Dedé.

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Um ser humano abjeto, insensível, cruel, desumano, injusto e que jamais teria vez na Igreja Sertaneja. Um inquisidor que lamenta não mais existir fogueiras pra queimar hereges.

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