ROBERTO VIEIRA – CAMARAGIBE-PE

O dia internacional da mulher

Desculpem os Pelés e Michael Jordans.

Mas Marta e Hortência são fundamentais.

Pelé pode fazer mil gols de placa.

Mas nenhum como Marta.

Jordan pode marcar mil cestas de três pontos.

Mas sem a beleza de Hortência. De Magic Paula.

Porque mulheres são tão belas.

Que eram proibidas de correr, pular e saltar na Antiguidade.

Eram banidas nas Olimpíadas antigas e modernas.

Pois quem ia prestar atenção em Alcibíades com as mulheres de Atenas do lado?

Um dia as mulheres começaram a competir.

Primeiro uma Charlotte Cooper, uma Margarett Abbott.

Depois uma Ethel Catherwood, a Isinbayeva daquele tempo.

Até que a bela fera brasileira Maria Lenk deu suas braçadas.

E as brasileiras puderam sentir um gostinho de liberdade.

Liberdade que ainda é difícil de ser atingida nas quadras, pistas e campos.

Pois muito torcedor ainda prefere Alcibíades.

Liberdade que ainda é difícil nos lares.

Pois muitos homens fazem da violência contra a mulher um esporte.

Um esporte que é o mais antigo do homem.

Mais antigo que o futebol.

Mais antigo que o arco e flexa.

Mais antigo que o atletismo.

Um esporte legitimado por leis religiosas e seculares.

Legitimado pelo silêncio.

Pela covardia de quem possui apenas a força bruta.

E desconhece a grandeza e a beleza de um mulher.

Beleza que é simbolizada no amor de uma mãe.

Grandeza que merece ser aplaudida.

A cada levantada de Fofão.

A cada saque de Serena Williams.

Em cada lágrima de Maria…

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