Sob a ótica da sociologia uma comunidade representa um agrupamento caracterizado por uma forte coesão, alicerçado no consenso espontâneo de seus indivíduos, e sob leis por eles estabelecidas a serem respeitadas e cumpridas.

Nas sociedades livres, ou seja, sob um regime comum de democracia, esse mesmo conceito de comunidade persiste. Coexistem a lei e as liberdades individuais, desde que uma delas se equilibre com a outra em seus pretendidos termos.

Nosso caso, a vida brasileira, foge a um mínimo padrão de equilíbrio possível estabelecido. Nem estamos aqui tão espontâneos, e nem estamos aqui tão respeitados. Não quero fugir de nossas premissas mais básicas: nossos deveres como agentes participadores na gênese legislativa, no arcabouço de leis que nos dê suporte de boa convivência. Na realidade estamos sobrevivendo a uma selva humana, com nossas leis desrespeitadas. Resta-nos, para tal sobrevivência, matar ou morrer. Estamos assistindo a morte de nossos semelhantes por agentes livres que escolheram matar. E, sonolentos, estamos à espera da foice que nos alcançará na alcova, ao invés de estarmos esperando-a nos jardins gradeados e cercados com redes elétricas e outras geringonças em nossa casamata. A comunidade nos faz viver em harmonia, mesmo nem tão perfeita, porém, seu desequilíbrio nos faz sobreviver sob o pavoroso inimigo. E neste momento as armas estão com eles. Ainda há tempo para revertermos o escore.

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