A imprensa esportiva brasileira, que tradicionalmente age muito mais como torcida organizada, ostensivamente colocada a serviço de cartolas dos clubes e/ou dos empresários de jogadores, dessa vez se superou.

A forma histérica como foi tratado o gol feito por Ronaldo contra o Palmeiras, no último domingo, é a prova definitiva de que o compromisso com a informação não é mais prioridade para nossos narradores e cronistas esportivos. Teve até mesmo uma “figurinha carimbada” dos meios futebolísticos que chegou ao cúmulo de, durante sua transmissão, afirmar textualmente que o gol de Ronaldo era “a prova de que Deus existe”.

Muita calma nessa hora!

Vamos deixar o Ronalducho jogar mais algumas partidas, não só para ver se ele realmente está convicto de que quer trocar a doce boemia pelos encantos da bola, como também para ver ser ele agüenta, pelo menos, disputar uma partida inteira.

O interessante é que durante todo esse episódio, nenhum narrador ou comentarista abordou a irresponsabilidade de Ronalducho ao “escalar” o alambrado após o gol, promovendo uma situação que poderia ter terminado em tragédia. Afinal, a carcomida cerca que separa o campo da torcida, que não foi feita para agüentar aquele peso todo, acabou caindo por cima da torcida, criando uma óbvia situação de risco.

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