SEU PEDRO – GUANAMBI-BA

E os danos morais à PM da Bahia?

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem umas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”. (Mahatma Gandhi)

Uma vez assistir o meu avô, ao folhear um jornal do dia, refletindo sob a notícia de um crime desses do tipo que causam repugna, dizer: “Mas já se passaram quinze dias!”, fechou as páginas e continuou sua rotina. Hoje a comunicação é expressa; falta um minuto para o cadáver tomar rigidez e o mundo todo já sabe quem morreu! No crime do colarinho branco, ou dos ombros estrelados, a notícia corre com o mesmo vigor e, de tão recente, faria com que vovô já não folheasse o jornal do dia, pois de tudo saberia através da televisão, ou dos sites, que não foram prestar continências e escancararam em um segundo a imagem do coronel para todo Brasil.

Tantas informações sobre corrupção, e agora nos meios que deveriam vigiar e prender os corruptos provoca conflitos mentais nos que ainda acreditam em um mundo com um lado sério. Em quem não poderia imaginar que um Comandante da Polícia Militar do Estado da Bahia, na verdade ex, fosse corrupto a tal ponto de lesar sua própria instituição, envergonhando-a! É bom lembrar que os fatos se deram antes de ser exonerado e ir para a reserva remunerada.

Leva o nome de dois santos; Antônio Jorge, mas agiu com prevaricador envergonhando o nome da família Santana, que nela haverá quem sinta a gravidade do ato, me à corporação também! Os cabelos brancos, e o semblante sério não lhe serviram de referência de honestidade. Como exigir oficiais como este que a corporação lhe preste continência? A extensão agravante do fato de fraudado uma licitação, vai além da fraude. Infelizmente coisa comum nos dias atuais, fora e dentro dos quartéis!

A maior gravidade que se vê no fato é porque era o comandante, o exemplo que vem do alto! A quem denunciaria um cidadão comum, a gravidade de um ato de corrupção, por exemplo, na compra do rancho, coisa manipulada por um sargento intendência. Pequeno, mas esperto. Que tentasse abrir os olhos do comando para fatos corriqueiros nos quartéis, e na vida comum, sairia decepcionado. Pois como um cego seria capaz de conduzir outro cego? Ou melhor, como um ladrão de milhões poderá dar voz de prisão, a alguém que furtou uma dúzia de ovos!

Eu, que não sou fã do governo Jaques Wagner, tenho que me curvar e admitir que foi uma sábia decisão em ir levando barco ao vento, com se tudo estivesse normal, para na hora certa jogar âncoras, ou melhor; colocar as algemas. Que bom se isso ocorresse também com os políticos? De tudo isto um pequeno brinde aos fatos, pelo menos “a casa do coronel caiu”. Mas falta que caia a casa de um batalhão deles. Agora resta saber se a Justiça vai ser justa, e fazer com que coronel pague também pelos danos morais à corporação, como permite a Lei!

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