11 março 2009UM EX-ASMENE BRILHANTE



Selecionei algumas considerações do notório Frei Betto, um desocupado sem carteira assinada que vive pra cima e pra baixo, viajando, escrevendo e empolgando corações e mentes da uma ruma bem específica de tabacudos brasileiros.

Carlos Alberto Libânio Christo (o dele tinha que ser um Cristo diferente…) foi Aspone do Presidente Lula, de quem é amigo pessoal muito chegado. Quer dizer, não sei se continua ainda amigo de Lapa de Asno, que se tornou um especialista em afastar do caminho antigos companheiros de jornada, desde que assumiu as rédeas do poder (atenção: não quis fazer qualquer trocadilho quando usei a palavra “rédeas”).

Estas são algumas das resposta dadas por Frei Betto numa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo:

– Na sua avaliação, a situação social do País melhorou com o Bolsa-Família? Teria sido melhor com o Fome Zero?

O Bolsa-Família melhorou as condições sociais de milhares de pessoas que viviam na miséria. Porém, a proposta do Fome Zero era mais abrangente e possuía caráter emancipatório. Não conheço outra política pública na história do Brasil que tenha provocado tanta empolgação na opinião pública. O Bolsa-Família tem aspectos positivos, mas possui caráter compensatório. Até hoje não se descobriu a porta de saída das famílias que dele dependem.

– Acha que a aprovação do governo está ligada ao Bolsa-Família?

Sem dúvida nenhuma, porque nenhum governo, desde Vargas, fez política social com a abrangência com que faz o governo Lula. O Brasil e a América Latina são melhores com Lula do que sem ele. E espero que consiga fazer o sucessor, ou a sucessora.

– Como define politicamente a troca do Fome Zero pelo Bolsa-Família?

Aqueles que, dentro do governo, operaram a morte do Fome Zero em troca do Bolsa-Família trocaram, a meu ver, um projeto de nação por um projeto de poder. Só falta o PT aceitar Michel Temer como vice da Dilma…

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