13 março 2009DESASNANDO ALIMÁRIAS



Quando você xinga uma pessoa, você tá querendo esculhambar com o cidadão e avacalhar o seu distinto ego. Deixá-lo abaixo de puleiro de pato.

Quando você lasca um “seu filho da puta”, você quer que o destinatário fique ofendido, pensando na triste sina de ter uma genitora rapariga que dá a bacurinha pra qualquer macho a troco de dinheiro. Suprema ofensa!

Você pode usar tudo quanto é palavra e expressão pesada pra tentar ofender o próximo.

Só tem um xingamento que não é cabível: é tentar ofender chamando alguém de “velho”.

Estou me dirigindo especificamente ao simpático leitor que, há poucos dias, se referiu a este “bando de velhos safados da Besta Fubana“, numa furiosa tentativa de ofender. Foi tão desastrado que até conseguiu elogiar, chamando-nos de “safados”, uma condição que quero ter até o final dos meus dias.

Como é que você pode ofender uma pessoa citando uma condição que você mesmo está condenado a possuir? Quer dizer, nem todos ficaremos velhos. Só os que tiverem sorte. Os desgraçados morrerão jovens.

Se todos nós temos a sina de ficar velhos, não dá pra você xingar chamando de “velho”. Seria assim como se você estivessse xingando você mesmo no futuro…

As coisas óbvias e racionais nunca são percebidas pelos tabacudos das zisquerdas, condição do gentil leitor que xingou os “velhos” da Besta Fubana.

De modo que, exercitando minha proverbial paciência, sinto-me na obrigação de ser didático mais uma vez. Embora já saiba, de antemão, que estou malhando em ferro frio.

É mais fácil dar conselho pra doido do que fazer um zisquerdista enxergar um obviedade.

Velho safado da Besta Fubana em plena atividade

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