LUISELZA PINTO – TERESINA-PI

CAMINHOS DE LEITE

Nunca se derramaram águas maduras
O tempo, há tempos, é sempre imberbe.
Não se cuidará ser a natureza da verve
Quiçá talvez falhas braçais às procuras.

Não bom para quem nunca lho desejou
Um caminho disto mesmo de vontades
Saber-se-á, em brancos fios, de verdades
Que a novel coluna do ser jamais avistou.

Hoje (Ou sempre?) ecoa que é já inverno
Pois posto que frios nas trilhas do interno
E não se fez desgosto, a dor do dito adeus…

Porém o último já ido não há pulsado igual
E ao longo, forte cheiro de leite a fazer mal
Corrobora o não apraz aos respirares meus.

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