FARRA POLÍTICA

O presidente Lula afirmou não ler jornais, ver televisão etc., por medo de azia e mal estar. Feliz dele que não chega a tomar conhecimento do que se passa no país. Há poucos dias – já em clara campanha eleitoral, a lei que se dane – lançou o Palocci para governador de São Paulo.

Respondendo às perguntas dos amigos sobre a situação processual do escolhido, saiu-se com esta pérola: “Se eu fosse me preocupar com essas coisinhas no tempo do mensalão, como eu estaria agora?”. Pela experiência como político prático (mais de 25 anos sem ter outra coisa a fazer) ele sabe bem que no Brasil político desonesto tem preferência para não ser processado ou condenado.

A Revista Veja surpreendeu os deputados que já festejavam – como sempre – o final de mais uma CPI, a dos grampos. Divulgou dados dos computadores do famoso delegado que, no início das “investigações” se propunha a viajar para fazer curso no exterior, mostrando que a coisa era muito mais grave.

Com medo das consequências reabriram a CPI. Afinal gente muito importante foi atingida: Ministro do Supremo, governador, senadores etc.. Bem fez o tal Lacerda que, depois de acordo com o presidente, foi demitido e no dia seguinte ganhou um cargo de adido na Embaixada em Portugal, com 36 mil de salários fora as mordomias.

Quanto à segurança, basta que o Ministro da Justiça simplesmente aceite e explique, de novo e sorrindo, que os assassinos da entidade terrorista conhecida como MST (que não existe…) apenas se excederam um pouquinho. Com tal aval, de imediato o ramo “campesino” da organização invadiu, depredou e destruiu, de novo, locais úteis e que tinham donos legítimos. As mulheres, de máscaras e em processo judicial há anos, festejavam as invasões.

Do lado político pouco valeram as informações do sen. Jarbas. Parece que tudo foi se arrumando, sem se dar importância até mesmo aos companheiros petistas – vide a reação tardia e esquisita do Mercadante – ressurgindo do poço, gente como Renan, Collor, Sarney etc.. Falta alguém para o lugar do PC Farias, mas isso se arranja. O senador Pedro Simon revelou que agora os acordos do PMDB podem ser conseguidos até por “dois mil reis”. Será que ele tem razão?

Mas a mídia teve agora um assunto em que se empenhar, até exageradamente, mas com certa razão. Afinal um famoso jogador de futebol que, devido às gravíssimas lesões sofridas parecia acabado para a atividade, consegue retornar e marcar um gol no momento mais importante da partida. Ao menos algo de bom…

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