Prezado Berto,

recebi de amigo, não tão presente quanto generoso, duas garrafas de cachaça paraibana: Triunfo e Serra Limpa.

Abri, primeiro, a Triunfo.

Passei no mercado de Boa Viagem e comprei mangas e mangabas. Pedi à nossa secretária que preparasse a caipira com manga.

Para este sábado. Qualificando o paladar para uma galinha ensopada com aquele molho gostosamente escuro.

Sentei, aqui, no escritório, 12º andar, defronte do mar. Hoje, não tem navio esperando atracação. Nem lancha passando. Já passaram as que tinham de passar. Nem jangadas, pois algumas já voltaram. Estão deitadas, ali, velas enroladas. E há as que ainda se encontram navegando nas lonjuras atlânticas do oceano azul.

Estou tomando a terceira caipira. Manga boa da gota. Confesso que nunca fui muito de cachaça. Mas essa da Paraíba é cheirosa e tem leveza de todos os seres. Tive uma fase de uísque (meu pai bebia Old Parr). Depois, passei para o gim (uma vez, tomei um porre na praia, não sei como voltei p’ra casa, dormi. Minha mulher, já de noite, chegou-se e disse: Mas, que cheiro gostoso, que pasta de dente é essa ? Eu respondi: É nova, Tankeray).

Pois é, amigo. Acabo de ouvir uma bichinha boa danada chamada Diana Krall. Sim, antes que eu esqueça. Retribuindo a qualidade da cachaça paraibana. Costumo dizer que alguns dos melhores pernambucanos são paraibanos. Não falo sequer dos juízes de Altas Cortes que saíram daqui e eram paraibanos. Nem falo de Ariano, ou Câmara. Falo dos milhares de profissionais liberais, médicos, advogados, professores, engenheiros, jornalistas. Pernambuco não paga nunca o que deve aos paraibanos que nos ajudam a construir o que somos.

Bom almoço p’ra todos. E viva a cachaça da Paraíba.

R. Que sábado arretado: cachaça e cabidela.

Conheço as duas canas, tanto a Triunfo quando a Serra Limpa. Esta última eu tomei no mês de janeiro, em João Pessoa.

Respondo de cá: viva a cachaça da Paraiba!!!

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