Grato pela remessa do Boletim.

Está ótimo.

Veja o mote abaixo, pode dele fazer uso.

R. Já está feio o uso, seu cabra. Mote e glosas arretados.

Mande mais.

O SOL AVISTA ABISMADO
A SERRA MOSTRANDO OS SEIOS.

Numa manhã orvalhada
a garoa branca desce,
de longe a serra parece
uma princesa deitada,
uma réstia atravessada
divide o morro em dois meios,
para evitar arrodeios
procura um caminho errado
-O sol avista abismado
a serra mostrando os seios.

Ou mesmo de tardezinha
por trás de um monte dourado,
o dia se faz finado
e uma noite se avizinha,
esvoaça uma andorinha
dando inícios a seus passeios,
no auge dos galanteios
um arco-íris pousado
-O sol avista abismado
a serra mostrando os seios.

A barra cor de latão
anuncia o novo dia,
a neve mansa e macia
tocando os dedos no chão,
o vento sem direção
bate nos portões alheios
e os bons nevoeiros cheios
deixam o tempo encabulado
-O sol avista abismado
a serra mostrando os seios.

O tempo sai do pretume,
a nuvem forma um chapéu,
a lua opaca no céu
como quem sente ciúme,
a rama solta o perfume
atendendo os seus anseios,
superando os aperreios
o trovão dá seu recado
-O sol avista abismado
a serra mostrando os seios.

Logo após a escalada
o tempo muda de plano,
o dia passando o pano
no rosto da madrugada,
o silêncio não diz nada,
a brisa perde seus freios,
o orvalho faz asseios
num arvoredo enfolhado
-O sol avista abismado
a serra mostrando os seios.

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