O VATICANO RACIOCINOU

É justo um bispo “derrubar” uma igreja?

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E agora Dom José?

Mais uma vez me sinto com razão de pensar diferente de um rebanho condicionado a um “Deus” que não caminha pelas ruas da metrópole. Ao me posicionar como ser vivo que raciona e tem opinião, recebi e-mails em profusão, a maioria de padres ou beatas, todos ávidos em querer me dar o convencimento que o bispo Dom Jose Cardoso Sobrinho agiu como um “santo”.

Mas acima de tudo o Deus que eu creio é dono de atos de amor, e dono de toda a sapiência do universo, fazendo assim com que as grandes autoridades do clero, a quem devem prestar obediência os amigos do bispo, dissessem-nos em alto e bom som que o bispo agiu errado, precipitadamente, e expôs a igreja.

Disse o Monsenhor Salvatore Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, direto do Vaticano: “O anúncio da excomunhão por parte de Dom Jose Cardoso Sobrinho colocou em risco a credibilidade da Igreja Católica”, e foi mais longe e afirmou: “Não era, portanto, necessária tanta urgência e dar publicidade e declarar um fato e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim manifestar um gesto de misericórdia”.

É bom lembrar que o bispo reuniu a imprensa para dizer de “excomunhão”, deu, portanto, excessiva publicidade a um fato que bastaria, com disse eu em crônica anterior, uma simples carta de advertência aos que para o bispo estivessem contrariando a lei de Deus. Já que a igreja como instituição é muda, mas por ela falam os bispos e padres, não errei ao dizer “Ela fala muito e pouco escuta a Deus”

Não vimos razão na ação episcopal, e nem amor nos que beijam a sua mão, ao teimarem em que as “portas do inferno” estariam abertas aos médicos e equipe, a mãe e muitos mais. Escutamos calados, com um grito preso, e não poderia, eu que sempre tenho a certeza de Deus ao meu lado, sendo Jesus meu “bate-papo” informal, amigos dos quais recebo benções, e milagres já recebi, prender a voz na garganta. E gritei; e hoje não há grito que vá distante com um “oi” na Internet. E assim eu fiz.

Se o meu mal de diabete emocional subiu as escadas do Vaticano, a revelação de que a Igreja pensa diferente do bispo, ou que o bispo não pensa como a igreja, fez minhas pernas voltarem firme, a minha caminhada seguir agora sem dores. Na certeza de que não sou eterno, mas que o amor de Deus é imutável, que haverá sempre no meio do joio um trigo de cachos dourados e pensativos.

Com que cara, ou dedos, me escreverão os padres novos e-mails, eles que pouco conhecem a história da igreja, e ainda os beatos e beatas que se comprimem em medos de pecados, sem perceber que um dos maiores pecados está em não conversar com Deus, saber Dele, ouvindo o raciocínio que Ele nos dá, o que pode ou não pode!

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