PÉROLA

Esta pérola eu catei na coluna do jornalista Elio Gaspari.

Vejam:

Discutindo a deportação dos boxeadores Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, o comissário Tarso Genro disse o seguinte:

“Como é que nós íamos manter aqui dois jovens cubanos que queriam sair?”

Ele não gosta de ouvir que eles foram deportados. Pena, porque sua Polícia Federal os fez assinar um termo de deportação. O comissário já fez muitas viagens e sempre voltou ao Brasil porque quis. Em nenhum país fizeram-no assinar um termo de deportação.

O ato foi justificado pelo delegado federal Felício Laterça, chefe da PF de Niterói com as seguintes palavras: “Eles estão sem documentos. Essa já é causa suficiente para serem deportados”. Ou nas palavras do agente Alessandre Reis: “Foram considerados ilegais. Nessa condição, a deportação é compulsória”.

Se o doutor não gosta do verbo deportar, deve tratar do assunto com seus subordinados. (Isso tudo fazendo-se de conta que o comissário não soube que os dois jovens já fugiram de Cuba, onde haviam virado párias.)

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