LUCIVALDO FERREIRA – TRIUNFO-PE

Beatíssimo Papa,

Talvez graças a tanta judiação causada pelo homem contra a natureza, ela se azogou de vez e tem demonstrado sinais os quais precisam ser decifrados.

Envio a Sua Santidade imagens um tanto quanto curiosas a fim de que possa vossa sapiência interpretá-las à luz da verdade.

Desde já aviso que são imagens fortes, de cunho puramente científico.

R. Seu minino, este tipo de vegetal tinha muito na Mata do Xarêta, lá em Palmares. Eu o conheço e o identifico de longe.

Fui criado num ambiente onde eu vivia arrodeado por esse tipo de planta e desde a minha mais tenra infância que me habituei a conviver com seu tronco, cheirar seu magnífico odor e enfiar meus dedos em suas entranhas.

Trata-se do Priquita-Pau, cujo nome era uma alternativa para o refrão daquele célebre côco, o Mineiro-Pau.

O Priquita-Pau é também conhecido por outros nomes, todos dicionarizados, registrados e carimbados.

E eu vou citar apenas alguns: chibiu, pombo, perseguida, boceta, peladinha, gruta encantada, xoxota, cabeluda, carne mijada, perdição-de-homem, buraco-do-céu, vagina, agüenta-fumo, boca-troncha, casa-de-rola, leva-vara, beira-roxa, porteira do mundo, do-cu-pra-riba, ninho-de-rola, caranguejeira, mealheiro, bacorinha, pão crioulo, engole-pau, brecha, boca-de-baixo, lacraia, goelão, greta, chiranha, aranha, migué, lascadinha, inchu, forno, boca-sem-dente, carteira, engole-cobra, buraco-da-minhoca, bregueço.

E tem mais outro tanto. Que eu não vou citar pra não ocupar muito espaço.

Limito-me a reproduzir a foto que você mandou:

gtt

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