SEVERINO FIDELIS DE MOURA – MACEIÓ-AL

Estava procurando Chico Nunes das Alagoas, dei de cara com esse Jornal, gostei.

Muito legal.

Sou Pernambucano de Amaraji, estou há trinta anos aqui em Maceió.

Faço parte do Ceaal: www.ceaal.org.br

Centro de estudos Astronômicos de alagoas, nesse site só tem Poesia com relação as estrela, o céu.

Gostei desse jornal, e ficaria feliz em saber se é tocado por alguém do meu Pernambuco.

Tenho outra poesia, porém é um tanto censurada.

R. Meu amigo, o jornal é editado no Recife mas pertence ao mundo todo. Principalmente ao mundo esculhambado.

E fique sabendo que aqui no JBF num tem poesia censurada. Na verdade, num tem nada censurado.

Tanto que ai estão publicadas as duas poesias que você nos mandou. E pode mandar mais.

Veja:

A Cobra e a Comadre

O compadre nem se lembra
Da grande cobra que tem
Vive ali na sua tenda
Sem ligar para ninguém

Comadre pelo contrário
Vive de olho no Zé
Ligada com o horário
De fazer o mereré

Comadre chora da luta
Que sem uso tem vivido
Já se acha uma viúva
Mesmo com marido vivo

Compadre com a comadre
Viviam bem pra sobrar
Foi quando numa tarde
O pau veio a quebrar

Aparece uma moça pronta
Com o nome de Severina
Comadre nem se afronta
Com as feições da menina

Comadre na gravidez
E compadre satisfeito
Severina por sua vez
Só pensava num jeito!

Severina com o belo rabo
Endoideceu o compadre
Comadre no rio a nado
Nem se deu com a novidade

O compadre se animou
Com a bela Severina
Esta a barriga inchou
Pra desespero da menina

Ralhou comadre a menina
Pra que o compadre ouvisse
Pensou então Severina
Chamou a comadre e disse:

“Eu mesma vi a Bela(cobra)
Que mordeu minha comadre
Eu vi a rodilha dela
Na braguilha de compadre”

Disse comadre ao compadre
Esta cobra era pra eu
Fosse dar aquela beldade
Aquilo que era meu.

* * *

A Influência do Peido

Uma barriga atropelada
Por feijoada mal feita
Sem médico para a receita
Será uma noite atribulada

O resultado, meu chapa
É sem dúvida um aperreio
Não adianta o correio
Pra tanta barriga inchada

Vem logo o empachamento
E grande formação de gás
Que nem sempre será capaz
De reter pelo escapamento

Vai cagar feito um jumento
Peidar como carneiro mocho
A comida fez um destroço
Não esquecendo o lamento

Ainda sobra arroto choco
Com os olhos a fumaçar
A vizinhança a reclamar
No meio de tanto alvoroço

O dono já envergonhado
Passa a vista pelo terreiro,
Da casa do fazendeiro
Não encontra a moita de mato!…

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