FREDERICO XAVIER – MACEIÓ-AL

Caro Papa Berto

Como lhe disse quando escrevi pela primeira vez, sou pernambucano de Palmares e sinto muitas saudades da terrinha, não sei porque mas sinto.

Já li A Prisão de São Benedito umas três vezes e O Romance da Besta Fubana umas 10, quanto mais leio mais dá vontade pois me sinto lá.

E vendo as muitas histórias das pessoas lá da terra resolvi mandar umas jóias de pessoas que talvez você não tenha conhecido por ter também se afastado de lá. Ai vai a primeira de muitas que com certeza mandarei.

Existem muitas que quando for me lembrando envio.

Um grande abraço

R. Eu tenho um leitor de Belo Horizonte, o Coronel Jonas, que me disse que já leu a Besta Fubana 13 vezes. Neste ritmo, você vai ultrapassá-lo muito em breve!

É um prazer enorme receber e publicar estas presepadas palmarenses, meu conterrâneo. Mande sempre.

E vamos à história:

As mentiras do Tonzeca – 1

Não sei até hoje o verdadeiro nome dele, nem mesmo sei se ele ainda existe, pois estou afastado da cidade já há bastante tempo, mas, em Palmares todos só o conhecem por Tonzeca, e na minha época por lá todas as vezes que alguém falava alguma coisa que os outros não acreditavam soava sempre a mesma frase, “Sim, Tonzeca”, significando que ninguém havia acreditado.

Pois bem, uma das grandes mentiras dele (pelo menos era o que se contava, eu mesmo não presenciei ele dizendo essa), foi dizer que o pai tinha tido uma febre tão alta que no outro dia quando ele levantou ficou a marca do corpo queimada no colchão.

Pense num cabra mentiroso.

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