Caro Berto, abraço!

Para Aline e João que não conheço pessoalmente, ainda, abraços também!

Estive pensando, não deu para sentir o cheiro daí, porque estamos distantes, mas pensei.

Deopois agi, então o que era cheiro virou obra!

E a obra está aí, com o pedido para ser publicada no JBF.

R. Meu caro conterrâneo Deo Sant’Anna, o Adeildo, um dos “meninos dos Palmares” citados na abertura do São Benedito, é um prazer da bobônica receber notícias suas. Você que é filho de Seu Reginaldo e Dona Cenira, e irmão de Adauto, Adelson e Neide, uma família arretada que morava na casa imediatamente após a minha. Na verdade, nossos quintais faziam fronteira e havia uma passagem entre eles pra gente brincar e gozar a vida o tempo todo.

Fomos moleques de rua naquela terra encantada nos anos 50/60 e nunca mais a gente se viu, embora morando tão perto um do outro.

Fico feliz com o contato e, mais ainda, em saber que você é também poeta.

Vamos marcar pra gente tomar uma, seu cabra, e seja bem vindo a este antro fubânico.

ROSA.

Rosa, que não lembro mais,
Se era Rosa Maria, Ana Rosa,
Ou apenas Rosa, até mesmo
Ana Paula, ou só Maria,
Só sei que possuia meus ais!
Ah! Rosa!… Algum dia… Ah!…
…Eu nem sabia, que algum dia
Eu viraria poeta e Rosa,
Ah!… Rosa!… Musa e poesia!

Ah! Rosa de Carpina!
Rosa da Rua da Palma!
Rosa de olhos verdes, pele clara!
Rosa loirinha!
Que corava quando eu dizia:
– Manga rosa!
E ficava vermelhinha!
– O que Rosa pensava?
As faces ficavam rosas,
Os olhos verdes brilhavam!
E, ainda, mais bela Rosa ficava!

Além da minha memória,
Além das mangas e rosas
Que vejo, sejam
Mangas-rosa,
Verdes, vermelhas, mangas,
Sejam rosas
Brancas, rosas, vermelhas,
Ou, mesmo botões de rosas?
E outras Rosas eu veja,
Morenas, negras, brancas!…
Rosa! Por onde andas?

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