30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

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FRASES QUE MARCAM

A vaidade é um princípio de corrupção”. Afirmou com toda aquela sua irretocável categoria, o contista Machado de Assis, ao enxergar nos vaidosos a tendência para ludibriar a inocência dos outros. A eterna vontade de passar a perna nos outros, aplicando dando rasteiras.

Na arrecadação, o Brasil é o primeiro dos primeiros. É nota dez. Não tem parea, não. Não vê substituto à altura. Anualmente, os cofres públicos se enchem de bilhões de dólares. Fruto da pesada tributação. No entanto, na hora de repartir o bolo, o país se define como analfabeto. Inábil. Distribuindo a renda injustamente.  A maior bolada é reservada para os corruptos que sempre se colocam na cabeça da fila. O resto, o país sovina de montão para enganar a massa. A roubalheira é tão exagerada que, inclusive, chega a surpreender. Causar vergonha.

Contudo, embora o pensador português do século 19, B. Calheiros Bomfim,  tenha assegurado que “apesar da corrupção não deixar provas, nem sempre consegue apagar os rastros e as evidências”, no Brasil, coincidentemente, mesmo com a apuração de provas, o combate à corrupção estancou. Parou. Perdeu o ânimo. Por isso, nos boletins mais recentes da ONG Transparência, o Brasil se coloca na 80ª posição, dentre 180 países analisados, como um país de corrupção altamente ativa. Bem atrás da China, Colômbia, Peru e México.

Nos registros da Advocacia Geral de União, a lista de prováveis corruptos é grande, forte e intensa. Nos últimos doze meses foram anotados o total de 2051 suspeitos de praticar corrupção com o dinheiro público. As ações criminosas compreendem corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica, financiamento de campanhas eleitorais, confecção de cartilhas e camisetas promocionais, repasse a entidades sociais fantasmas, projetos culturais que não saem do papel, formação de quadrilhas e fraudes à licitação.  O montante desviado da União neste período passa de R$ 1,2 bilhão.

Na relação de pessoas que praticaram irregularidades com recursos federais, constam 1.115 prefeitos ou ex-prefeitos, 354 servidores ou ex-servidores, 283 diretores de órgãos do governo e 279 empresas que pagaram propinas para ser beneficiadas com a execução de obras.

O interessante é que os corruptores seguem a mesma cartilha. Praticam as mesmas manjadas irregularidades. Licitação fraudulenta, uso de notas frias para comprovar gastos ilegais, participação de empresas de fachadas para lesar a Nação, encobrir obras inacabadas. A coincidência é que geralmente os crimes recaem sempre nas áreas mais delicadas do governo, educação e saúde. E não tem fim. É permanente.

Para desviar verbas, formam-se conluios, envolvendo parlamentares, prefeituras e instituições de origem duvidosa. Em 1993, a CPI dos Anões do Orçamento descobriu o caminho das pedras. Foi divulgado que é através da apresentação de emendas orçamentárias que criam brechas para botar o dinheiro no bolso, em vez de direcionar as verbas para as obras planejadas. Foi assim com a máfia das ambulâncias, superfaturando os veículos para as prefeituras, o esquema João de Barros, cujo objetivo era desviar o dinheiro endereçado aos programas de habitação e saneamento e também com as escandalosas contratações de artistas para a realização de shows e eventos que nunca foram realizados.

O inconcebível é a existência de trilhas para desviar as verbas federais liberadas para os municípios e órgãos públicos. Neste ponto, o Brasil permanece incompetente, cego, sem ação. Por causa do abismo de comunicação entre os órgãos administrativos, o país não sabe como dinamitar as rotas de desvios. Fechar os indícios básicos. Fortalecer as barreiras para evitar a demora de ações na Justiça, procurando punir com rapidez a improbidade administrativa. Agilizando o ressarcimento dos recursos desviados ao erário. Na base do pegou, levou, devolveu, pagou. Com juros e correção monetária. No menor tempo, possível.

30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

ANDRÉ MARANGONI – A TRIBUNA

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30 dezembro 2010 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BISPO FÁBIO CABRAL – RECIFE-PE

Caro Berto.

Veja que maravilha…

Todos esses CDs/DVDs foram lançados em 2010 por artistas pernambucanos (ou radicados no Estado).

Abraços

R. Você resumiu tudo admiravelmente numa única palavra “maravilha”!

Quase uma centena de títulos, uma marca da bixiga lixa pra esta nossa terrinha de gente talentosa.

E a Passa Disco, ponto de encontro, abrigo afetuoso, recanto de todos nós e sede da Academia da Música Nordestina, tem sua parcela de contribuição neste retumbande sucesso.

Parabéns, meu Bispo, e muito mais sucesso em 2011!

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1- A Banda de Joseph Tourton – A Banda de Joseph Tourton
2- Aglaia Costa – Concerto para rabeca
3- Alessandra Leão – Guerreira (Trilha sonora)
4- Alexianna – Retrato
5- Aliados CP – Vivendo o presente sem esquecer o passado
6- Anastácia –
7- André Rio – Rapsódia ao vivo
8- Antônio José Madureira & Sérgio Ferraz – Segundo romançário
9- Antônio Paulino – Tempero do amor (DVD)
10- Armando Lôbo – Técnicas modernas de êxtase
11- Banda Kartuxo – A explosão do forró
12- Banda Segnos – Cego, surdo e mudo
13- Banda Seu Chico – Tem mais samba (CD e DVD)
14- Bennil –
15- Bongar – Chão batido, coco pisado
16- Contrabanda – Na curva do tempo

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30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

BELLO – TRIBUNA DE MINAS

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30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

PISSARDINI – CHARGE ONLINE

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30 dezembro 2010 A PALAVRA DO EDITOR

CEPHALOPODA PETROLÍFERA

Neste lacrimoso final de ano, a Petrobras trocou o nome do campo petrolífero Tupi, rebatizando-o de Lula.

Nada de novo, de chocante, de fato que possa causar espanto ou perplexidade. Afinal, vivemos no Brasil petralha do Socalismo Muderno.

Espantosa mesmo nesta chanchada comediosa foi a justificativa da empresa. A Petrobras se valeu de uma portaria da Agência Nacional de Petróleo, de maio de 2000 que, no seu artigo 3º diz o seguinte:

“No ato da declaração de comercialidade, o concessionário denominará o campo utilizando-se de nomes de aves brasileiras, quando se tratar de descobertas em terra, e nomes ligados à fauna marinha, quando se tratar de descobertas no mar”.

Assim, alega a Petrobras, o Lula que passou a dar nome ao campo de Tupi seria o molusco. E não o presidente da República. Como se trata de uma empresa estatal, de um órgão oficial, de uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, presidida pelo militante Petista Sérgio Gabrielli, não é caso pra rir ou pra fazer galhofas. Como cidadãos conscientes e cívicos patriotas, cabe-nos apenas aceitar e acreditar piamente na explicação dada.

E eu acredito, com todas as forças do meu coração e da minha mente, na explicação da empresa estatal. Acredito de mesmo, e mesmo e mesmo. De veras.

Pra fechar esta postagem, transcrevo declarações de Lula, o Presidente da República, sobre o batismo de Lula, o campo petrolífero. Declarações dadas ontem num entrevista feita no Ceará:

“Sinceramente, fiquei feliz. Obrigado, companheiro Gabrielli, por colocar meu nome. Fiquei orgulhoso. Não é o meu nome, é o nome de um crustáceo, o lula. Pensei que só tinha lula pequena, aquela que a gente faz isca. Esses dias, eu vi que tem lula de 17 metros, a lula colossal. Achei importante. A Petrobras, nos estudos que ela faz lá embaixo do mar, descobriu um tipo de rocha que tem nove coisas assim, iguaizinhas as minhas mãos”.

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“Embora eu seja um molusco, fui chamada de crustáceo pelo meu xará, Presidente Lula. Fiquei felicíssima, pois tudo que sai da boca deste homem é sagrado e se transforma imediatamente em lei e em verdade na cabeça de 127% do povo brasileiro. Posso ser eleita deputada no próximo pleito”

30 dezembro 2010 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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O ESTADO ESPETÁCULO

Há aproximadamente três décadas, um teórico francês de nome Roger-Gérard Schwartzenberg escreveu um livro com o título O estado espetáculo. Foi um sucesso. Hoje é esgotado. Tratava das relações dos políticos com a sociedade, e em determinado ponto abordava os papéis por eles desempenhados, dissertando sobre o grande espetáculo que é a política, para ele nada mais do que um espetáculo circense de péssimo gosto.

O que pensaria Roger-Gérard Schwartzenberg analisando o Brasil, especialmente o de hoje, em que o palhaço Tiririca emerge das urnas como o deputado mais votado das recentes eleições?

Voltando-se ao livro, porém, a obra identifica papéis e mostra a associação de mídia e do poder como instrumento de sedução da massa à qual aplica eficaz lavagem cerebral, muitas vezes com um desempenho cênico equiparável somente ao dos mais talentosos artistas.

A propósito, ontem, no Recife, após oito anos de espetáculo, a noite foi marcante. Em meio a autolouvações, ditirambos, panegíricos, farpas para os integrantes da trupe oposicionista, teatralidade transbordante e lágrimas copiosas, ocorreu sob aplausos dignos de pop star, aquela que seria a festa de despedida do protagonista da nação.

Despedida? Não. Afinal, o próprio Luiz Inácio da Silva, fazendo jus à sua imprevisibilidade já avisou: ”Não pensem que vocês vão se livrar de mim.”

Então, o espetáculo continua.

29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

RICO – VALE PARAIBANO

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29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

ANDRÉ MARANGONI – A TRIBUNA

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29 dezembro 2010 DEU NO JORNAL

TORÓ DE LÁGRIMAS

Na despedida oficial de Pernambuco, Lula chora, agradece ao povo e promete retorno.

* * *

Quando ouvi o noticiário hoje pela manhã e vi as imagens da grande festa de ontem à noite, fiquei entusiasmado com a alegria contagiante dos meus conterrâneos. Que povo generoso e de bom coração! Foi uma festa da porra, um fuzuê da bixiga lixa, um sacolejado da gôta serena, um tremelique da febre do rato! A Praça do Marco Zero estava mais cheia do que penico de casa grande e a multidão estava mais ruidosa e festeira do que uma tuia de bacorinhos num caçuá.

Coisa linda de se olhar, garanto a vocês de outras plagas.

E quando eu vi as tocantes imagens do já saudoso presidente Lula em lágrimas, me lembrei logo de um mote que já foi muito glosado aqui no JBF:

Quer ver cachaça o que faz?
Não beba, preste atenção.

Vá com Deus, Presidente Lula! Vá tirar o merecido descanso e passe a cadeira pra Dilma que nós estamos ansiosos pra ver uma priquita exercendo a Suprema Magistratura da nação.

Bom Ano Novo e bom repouso na Ilha de Curupu.

* * *

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 “Só faltam mais 2 dias e algumas horas… xiuf… será que a OI vai continuar botando dinheiro na Gamecorps de Lulinha depois que eu deixar a Presidência???… xiuf… xiuf….”

* * *

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29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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CEUS E INFERNOS

Na minha infância, meus pais e as pessoas mais velhas com quem convivi, ensinaram-me que existia: Céu e Inferno. O Céu estava destinado aos santos e aos anjos e era extensivo as pessoas que, embora não fossem santas viviam a moda dos santos, sempre praticando o bem, sem fazer maldade alguma, ajudando as pessoas necessitadas e orando; essas pessoas ao morrerem tinha um lugar garantido no paraíso celestial.

Na minha cabeça de criança, eu via o Céu como um lugar aprazível, com avenidas largas, limpas e ladeadas por árvores frondosas que produziam frutos saborosos para alimentação dos moradores daquele lugar. Com jardins a perder de vista, forrados por grama verdinha e bem cuidada. No meio das árvores apareciam enormes castelos e igrejas pintadas de branco: era a morada dos santos, anjos e das almas que, durante a vida aqui na Terra, haviam conquistado a perpetuidade da vida naquele local.

Inferno era um lugar povoado por diabos com figura de gente; cauda com um ferrão na ponta e chifres nas cabeças. Viviam mexendo caldeiras com um líquido fervente em que as almas sofriam o castigo eterno.

Hoje, adulto, casado, pai de quatro filhos (para citar apenas os que foram catalogados), depois de ter sofrido um assalto fazendo caminhada na Avenida Beira-Rio; de ter um dos meus filhos assaltado na Praça da União; um outro na rua Alagoas nº 240, em frente a loja maçônica União e Fraternidade; minha esposa e minha sobrinha assaltadas em frente a porta da nossa casa, vários amigos meu passando pelo mesmo constrangimento, tendo seus pertences subtraídos pelos amigos do alheio… Depois de entrevistar alguns usuários daquele logradouro público (Avenida Beira-Rio) onde 98% dos entrevistados foram assaltados ou tiveram pessoas da família assaltadas, cheguei a triste conclusão: céus e infernos estão aqui, debaixo de nossos pés, ao alcance de nossas mãos, no raio de visão dos nossos olhos… E deuses e diabos di sputam espaços e almas, nesse pandemônio chamado Brasil.

Só para citar alguns exemplos, começando pelo Rio de Janeiro, temos a magnífica praia de Copacabana, povoada por mulheres espetaculares, onde “o mar beija a areia e a areia beija o mar”, parafraseando (se não me falha a memória) Castro Alves, ponto de encontro de turistas e celebridades, proporcionando aos mesmos uma visão paradisíaca e relaxante. Muito próximo dali, temos o Morro do Alemão, Morro do Vidigal, favela da Rocinha…, em que  traficantes disputam por ponto de venda de drogas, matam policias, pessoas inocentes e a si próprios. Provocando o inferno a si e às pessoas que os rodeiam.

Aqui em Imperatriz, “nas nossas barbas” (como dizia meu velho pai), temos a Avenida Beira-Rio: de um lado o rio Tocantins, com suas águas mansas, deslizando suavemente, proporcionando aos expectadores pores-do-sol espetaculares, segundo a visão do poeta. Contrastando com este espetáculo, às margens do rio, várias barracas, algumas tapadas com tabuas e cobertas com telhas de amianto, em que se comercializa de tudo, desde comidas típicas (paneladas, sarapatéis e até bebidas alcoólicas para menores). Numa visão mais aguçada: vemos em um extremo, um Pm-box, ao lado de um relógio marcando a temperatura e as horas; no outro extremo, quatro marginais, (sempre os mesmos) esperando algum transeunte mais desatento para darem o bote certeiro… Querem mais? Ou já chega?

Se o caro leitor tem esperança de encontrar um dia céus melhores ou infernos piores, desista. Eu não espero!

29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

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29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

THOMATE – A CIDADE

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29 dezembro 2010 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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29 dezembro 2010 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL MAVIAEL MELO – SALVADOR-BA

“Anuidado Papa”

Um poeta sem pensar em nada…. especificamente!

* * *

Prosas e Risos

Eu tinha prometido que não mais escreveria sobre, que deixaria o tempo tomar de conta disso tudo, e deixarei. Tenho tempo.

Devo ter demorado uns 15 minutos antes de pensar em uma única frase que pudesse começar a escrever esse texto, primeiro por não saber sobre o que falar, e por que não estava pensando em nada. Mentira!

Mas como disse, tenho tempo!

Então falarei do nada! Portanto nada tenho a declarar! Mentira!

Somente não quero escrever sobre as mesmas coisas, Tempos! Tempos! Tempos!

É tempo de bastar! Bastardos pensamentos se perdem aos ventos, vagam sem caminhos, sozinhos.

Senhores! Atenção! Não lhes direi mais nada.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa