22 fevereiro 2012 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja

Comentário sobre a postagem O HUMOR NA CANTORIA – PARTE I
Sulamita Guedes:
“Estou encantada com esse blog!!!
Parabéns!!!!”

Irmã Venta de Parracha, do convento das Carmelitas Sem Calças de Palmares: “Concordo com Sulamita: este JBF é do cacete!!!”

Este poderia ter sido o título do desfile da Unidos da Tijuca. O sertão de Luiz Gonzaga, com sua sanfona e sua Asa Branca, e a cidade do samba com suas luzes e suas curvas.
Anotei duas considerações sobre o desfile deste ano:
1. A presença cultural do Nordeste. Seis escolas o apresentaram. Desde o cordel ao Maranhão. Passando por Gonzaga. Não é trivial. Nem é por acaso. Porque o Nordeste é invenção. É sonho. O Nordeste é o Brasil de dentro pra fora. Saindo das entranhas sertanejas. Enquanto o Sudeste é o Brasil de fora pra dentro. Vindo da migração de japoneses, alemães, espanhóis, portugueses, italianos.
O Nordeste é cravo e canela de Jorge Amado. É a angústia alagoana de Graciliano. É o cultivo folclórico de Cascudo. É o romantismo de Alencar. É a força mineral de Cabral. É a delicadeza urbana de Bandeira.
2. Há um processo de continuada renovação na organização da arte nas escolas. Que não é fácil de obter. Porque se trata de mais de uma dezena de escolas que anualmente desfilam. Apesar desse número e freqüência, ano a ano a inovação surge no talento dos carnavalescos. Penso que existem dois movimentos fluviais na sua criatividade: o primeiro, veio com Joãozinho Trinta. Sua característica principal era a visão social. Apoiada na argila da pobreza e na energia da fé. O segundo movimento vem com Paulo Barros. Seu traço mais aparente é a transformação do real no imaginário popular. E do imaginário popular no colorido da realidade. Ele alça o presente às nuvens do eterno.
O Brasil risonho e musical, mais uma vez, deu seu recado. Que o Brasil sisudo aprenda com ele.

Comentário sobre a postagem JORGE BRAGA – O POPULAR
Brivaldo Ramos:
“Essa gazeta é o melhor jornal que encontrei na internete.
É da bixiga lixa………”


Um olhar de direito
Procurei novamente aquele olhar
Percorri insistente pela vila
Procurando o teu jeito que desfila
Passeando no teu leve bailar
E querendo somente te contar
Uma prosa de um bem querer nascendo
Mas senti teu olhar me escorrendo
Pelas trilhas, descendo nos baixios
Desaguando em todos os meus rios
Era o mar te chamando e tu correndo
Era o mar do direito se inxirindo
Com saudade também, eu acredito
Ouvi silvos distantes de um apito
De um cais naufragado já sentindo
Que a deriva os olhares vinham vindo
A mercê das correntes desejosas
Tendo os frios das noites invernosas
Sem cobertas, perdidos pensamentos
No bailado noturno de outros ventos
Aportei no teu manto cor de rosas
Quando o tempo mudou a estação
Já desperto corri de novo a vista
Escutei de uma brisa: Não desista
Novamente eu tomei a direção
Fica um verso sonhando ser paixão
A saudade daquele olhar trocado
Era um sonho, que agora acordado
Se repete constante em minha mente
E o meu riso mais largo de contente
Pelo pouco que tive do teu lado.

Eu com inveja sou um sujeito muito perigoso. Minha inveja não é daquelas saudáveis não. É inveja maligna, ruim, das que o cabra fica mordendo os próprios dentes.
E eu hoje amanheci morrendo de inveja desse tal de Marcos D’abreu aí. O cara além de tocar piano para caralho ainda tem como parceria a voz doce e afinadíssima de Glorinha Horta.
Antão eu também resolvi colocar meu patuá no catimbó, minha figa no terreiro e minha fita na macumba.
Só espero que ninguém costure meu nome na boca do sapo.
Só peço uma coisa: sem ingrisia, ta bom?
Beijos e abraços para os manos todos, inclusos aqui Glorinha e Washington.
Que a paz dos Ministros brasileiros esteja convosco.

Glosas de Santina de Castro Andrade
Coisas do meu Sertão
No solo pernambucano
Existe suas divisões
São várias as regiões
Do sertão estou falando
E aos poucos recordando
Sua beleza e tradição
Com bastante emoção
Vou escrevendo o roteiro
Dos retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
Aveloz e juazeiro
Algaroba e tamboril
Que à seca resistiu
Mandacaru e faxeiro
Siriguela e umbuzeiro
Dão fruto e proteção
São nativos deste chão
Na mata, e no terreiro
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
Asa Branca e ribaçã
Coruja, peitica e corró
Teú, cobra-de-cipó
Papagaio, maracanã
Codorniz, nambu, acauã
Graúna, canário, azulão
Cigarra e camaleão
O gato lagarticheiro
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
Anum, sofreu, sabiá
A rola fogo pagô
Lavandeira e beija-flor
Cava chão, tamanduá
Cutia, mocó, preá
Tatu, peba e cancão
Todos em quase extinção
No nordeste brasileiro
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
O vem-vem, a saracura
E a mãe da lua cheia
Conto de fada e sereia
Folclore, lendas, bravura
Faz parte dessa cultura
Luiz Gonzaga e Lampião
Reis do cangaço e baião
Heróis do Brasil inteiro
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
De dezembro a janeiro
Noite chuva e garoa
O sapo seu canto entoa
Nas lagoas e barreiros
Se os açudes encheram
Peixe em cardume vão
vaga-lumes à noite estão
No campo com seus luzeiros
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
Uma casa de sapé
E no quintal um caboclo
Carpindo ou arrancando toco
Com um moleque no pé
Na cozinha sua mulher
Filho no bucho, outro no chão
Tá cozinhando o feijão
Para comer sem tempero
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão
Na sala um rádio de pilha
Banco, tamborete e pote
Pra matar preá e capote
Espingarda e mochila
Onde agasalha família
Num quarto, rede e colchão
Lá fora tem num galpão
Pé de meizinha e canteiro
São retratos verdadeiros
Das coisas do meu sertão


Depois de um Carnaval, vem a quarta-feira ingrata, onde “tudo é cinzas!”. A partir de então tem início a Quaresma que, no passado, era tempo de reflexão, jejum e abstinência completa de carne.
Em cada Quarta-Feira de Cinzas, porém, resta no peito do verdadeiro folião a verdadeira saudade, uma lembrança do carnaval que passou, assim expressada por vezes com lágrimas e acalentadas pelos versos do próprio cancioneiro carnavalesco de Edu Lobo.
Hoje não tem dança
Não tem mais menina de trança
Nem cheiro de lança no ar
Hoje não tem frevo
Tem gente que passa com medo
Na praça ninguém pra cantar.
Como no poema de Vinícius de Moraes, musicado por Carlos Lyra, chegou ao fim mais um carnaval (Marcha da quarta-feira de cinzas):
Acabou o nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou
Pelas ruas, o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando
Cantigas de amor…
Na quarta-feira, o folião de ontem volta à realidade do dia-a-dia, depois de conviver naquele reino azul da fantasia, sob a égide do Rei Momo, onde por momentos parecia ter encontrado a morada da felicidade. Ao reencontrar-se consigo mesmo, mirando-se no espelho ao amanhecer da quarta-feira, o folião cansado, vem descobrir dentro de si que o carnaval, apesar dos guizos e de todo colorido que se faz presente aos olhos, é uma festa triste; como nos versos de Raul e João Victor do Rego Valença, os Irmãos Valença (Saudade):
De que nos serve a folia
Tanto prazer e alegria
O carnaval é a ilusão
Deixando uma triste recordação
E se voltamos chorando
É a saudade
Que nos vem
Alguém nos ficou amando
E ficamos querendo alguém
De há muito o cancioneiro carnavalesco vem sendo tomado de versos inspirados na nostalgia trazida pela quarta-feira, desde os anos vinte quando os blocos carnavalescos regressavam às suas sedes cantando marchas, como esta de Raul Moraes (Despedida):
Adeus, ó minha gente,
O bloco vai embora
Sentindo que a alma chora
E o coração fremente
Diz, findou-se o carnaval.
Até para o ano, adeus
Guarda nossas saudades
Que implorarão aos céus
Felicidades para, nossa alma liberal
Essa canção saudosa,
Há de fazer chorar
E sempre a relembrar
Nossa gente buliçosa
De regresso a cantar.
A espera de um outro carnaval é o acalanto que embala a alma de todo poeta e sonhador, como nos versos de Capiba, em De chapéu de sol aberto (1973):
Espero o ano inteiro,
Até ver chegar fevereiro
Para ouvir o clarim clarinar
E a alegria chegar!
Esta alegria que em mim
Parece que não terá fim
Mas se um dia o frevo acabar!
Juro que vou chorar…
O carnaval é talvez a forma de suavizar a vida desses poetas, daí a tristeza que toma conta do espírito de todos no alvorecer da quarta-feira, como naquele frevo de Nelson Ferreira:
Um carnaval a mais
Que beleza, no entanto…
Um carnaval a menos, que tristeza.
Vida, não foge tão depressa.
Ainda quero viver muitos carnavais…
Alguns deles não se conformam com a chegada da quarta-feira e por vezes teimam prolongar o seu próprio carnaval interior, como se fosse um ópio a lhes transportar para o mundo da fantasia e do surrealismo, como no frevo de Rudy Barbosa e Adelmo Tenório (Por que saideira?):
Estou vendo, a manhã está dizendo:
Já é quarta-feira! Por que saideira,
Se eu não queria, pra casa voltar…
Voltar, pra quê!
Voltar, pra quê!
Se vai voltar esta saudade de você
Vou desfilar meu sorriso
E ser o palhaço, desta multidão.
Pra repousar meu cansaço,
Igual ao seu braço,
Não encontro mais não
Solidão, eu me embriago agora!
Está chegando a hora
D’ a tristeza voltar
Solidão, eu me embriago agora!
Está chegando a hora
D’ a tristeza voltar.
Para o autêntico folião, particularmente para os românticos dos anos dourados, quando a permissividade dos costumes não era a tônica dos festejos carnavalescos, a contagem regressiva da madrugada de uma quarta-feira se transformava em suplício; como nos versos de Geraldo Costa e José Menezes (Terceiro dia):
A noite morre, o sol vem chegando…
E a tristeza vai aumentando
A gente sente uma saudade sem igual
Que só termina
Com um novo carnaval
Mas o que ensina a lição é que se vai um carnaval, mas fica-se sempre com uma saudade; como no frevo dos irmãos Reinaldo e Fernando Oliveira (É quarta-feira, é madrugada):
É quarta-feira, é madrugada…
O sol já chegou
O carnaval foi tudo um sonho bom que passou
Recordar não adianta nada, meu bem…
Melhor esperar, prô ano que vem!
Saudade vive escondida…
Esperando todo fim de carnaval
Não adianta esperar por toda vida
Nem por um ponto final.
Para aquele folião empedernido, porém, que viveu o carnaval até os últimos acordes; folião daqueles que em anos passados só saía dos salões acompanhando as orquestras, sob o comando de Nelson Ferreira, Guedes Peixoto ou José Menezes, em meio à turba frevolenta até os jardins da Praça do Entroncamento ou da Praça do Internacional, para só assim encerrar, às sete horas da manhã da quarta-feira, o seu carnaval.
Para esses, que viveram tantas paixões e que ainda hoje estão a lembrar daqueles rostos juvenis, que se perderam em meio aos confetes e serpentinas dos passados carnavais, pelo menos o frevo de Luiz Bandeira, gravado por Carmélia Alves em 1957 (Copacabana nº 5699, matriz 1725), ficou na lembrança:
É de fazer chorar
Quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar
Ó quarta-feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contrariar
Quem é de fato, um bom pernambucano…
Espera um ano,
e se mete na brincadeira
Esquece tudo, quando cai no frevo.
E no melhor da festa,
Chega a quarta-feira.
Sim meus amigos, o nosso carnaval acabou. Como o poeta Vinicius de Moraes só nos resta cantar:
Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando
Seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz.
Mas para aquele pernambucano, ausente da terra, distante dos amigos e obrigado a conviver com gente estranha que não sabe o que é Carnaval, o espírito da quarta-feira dura o ano inteiro e o acompanha onde quer que se encontre.
Longe do Recife, exilado voluntário do seu próprio chão, privado da paisagem e dos sons que acalenta em sua alma de folião, ele estará sempre a cantar baixinho, como a embalar o seu próprio coração, balbuciando a letra daquele frevo-canção, composto por Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 1921 – Rio, 1964) num de seus momentos de banzo e de saudades do seu torrão: Frevo nº 1 do Recife, gravado inicialmente pelo “Trio de Ouro” em 9 de agosto de 1951. O sucesso veio a ser regravado depois com competência por muita gente, a exemplo de Claudionor Germano e Expedito Baracho.
Ô, ô, ô, ô, ô… saudade
Saudade, tão grande.
Saudade que eu sinto
Do Clube das Pás, do Vassouras,
Passistas traçando tesouras,
Nas ruas repletas de lá…
Batidas de bombo,
São maracatus retardados,
Chegando à cidade, cansados,
Com seus estandartes no ar.
Que adianta
Se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo
Valfrido Cebola, no passo;
Haroldo Fatia, Colaço…
Recife está perto de mim.

Ervas daninhas
Por ocasião do Carnaval, os legisladores do planalto mortal se concederam um recesso de 10(?) dias para desfrutar de cinco dias de folia.
O hábito de engolir 2 ou 3 dias a mais é normal em outros eventos nacionais: Páscoa, dia das mães, dos pais, quando tem jogos da copa de futebol, feriados no meio de semana, Natal e período que antecede as eleições de qualquer esfera.
Somando isto aos 2 dias que regularmente já enforcam, provavelmente não comparecem às câmaras mais do que 100 dias/ano. Em troca recebem mais de R$ 25.000,00 (15 salários) além de verbas complementares que correspondem quase ao dobro deste valor.
Se o povo desviar sua atenção do Big Besta Brasil por 30 minutos semanais, vai perceber que esta atitude é benéfica para nós, pois estando estes folgados ausentes dos plenários, os atos prejudiciais à população não são oficializados. Não nos farão falta!
E se o povo investir mais 30 minutos (aí já é pedir muito) no tema, chegará à conclusão que podemos enviar uma proposta ao planalto para que fiquem sempre fora das câmaras sem deixar de receber seus polpudos salários. Podemos negociar só receberem 75% do valor.
Além de ficarmos integralmente imunes às falcatruas montadas pelos nocivos elementos, teremos mais duas vantagens:
1 – nenhum país poderá dizer que fechamos o Congresso à força. Continuaremos sendo vistos como uma “democracia” plena.
2 – Vamos economizar elevado montante deixando de gastar em lâmpadas, lanches (para eles e aspones), telefonemas, elevadores e outros apetrechos não relacionados.
O prédio poderá ser transformado em museu (museu das maracutais) que passará a se sustentar com o arrecadado nos ingressos de milhares de visitantes que levarão seus filhos para aprenderem o significado correto do termo “ervas daninhas”.

Frei Damião
Nesse Brasil/Continente as coisas acontecem sem que tomemos conhecimento delas, a não ser que sejamos interessados pelo assunto, principalmente quando esse assunto é Cultura.
Não é muito difícil explicar: muitos de nós consumem Cultura como se fosse um objeto qualquer..
É comum comprarmos um quadro ou uma escultura, somente pelo aspecto físico que eles apresentam, importando-nos mais como ficarão nos nossos planos de decoração da casa, sem nos ligarmos em toda uma história que envolve aquele produto.
O consumismo utilitarista/imediatista tem-nos levado a isso.

Anjos
Nem procuramos pensar que, por trás daquela obra de arte existe um processo de criação, uma história de vida, de luta, de aprendizado.
Mas ficamos muito orgulhosos quando sabemos que um artista da nossa terra é reconhecido, ganha um prêmio, é divulgado em grandes centros ou até em outros países do mundo.
Por isso considero muito importante divulgarmos nossos artistas. De todas as formas, por todos os meios. Mesmo quando eles já nem precisam tanto dessa divulgação..
Como é o caso de Manoel Santeiro.
Este escultor, de Ibimirim, sertão de Pernambuco, começou o seu aprendizado com Mestres que já dominavam a arte.

Sagrada Família
Hoje é reconhecido, como ele próprio fala, neste depoimento, por ter sido o escolhido para atender a um pedido do então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de presentear o Papa João Paulo II com uma imagem da primeira Santa católica brasileira, a Santa Paulina.
Aliás, ele já está indo, pela segunda vez, compor a galeria de imagens sacras do Vaticano, com uma imagem de São Bento, para o Papa Bento XVI, a pedido do Governador Eduardo Campos.

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios…
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida – a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém – ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são…

Merval Pereira
O caso da doença do presidente venezuelano Hugo Chávez é exemplo dos transtornos que um regime quase ditatorial pode causar na sua tarefa cotidiana de esconder os fatos e manipular informações.
O jornalista Nelson Bocaranda, com prestígio consolidado na Venezuela depois de ter dado no ano passado o furo jornalístico sobre o tratamento do câncer de Chávez em Cuba, foi atacado ferozmente por ter postado em seu blog e divulgado pelo twitter na segunda-feira que Chávez havia retornado a Cuba, acompanhado de vários parentes, inclusive sua mãe.
A notícia de que o estado de saúde de Chávez havia piorado foi negada pelo governo de maneira peremptória, e o ministro da (des) Informação, Andrés Izarra, disse que a notícia fazia parte de uma “guerra suja da escória”.
O líder governista no Congresso, Diosdado Cabello, chegou a afirmar que Chávez estava saudável, dizendo também pelo twitter que “Bocaranda está doente na alma”.
Da mesma maneira, depois que na quinta-feira publiquei no meu blog que o quadro de saúde de Chávez havia piorado, com informações de médicos brasileiros que haviam analisado exames do presidente da Venezuela indicando a possibilidade de metástase em direção ao fígado, Maximilien Arvelaiz, pomposamente intitulado “embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil”, enviou carta ao GLOBO afirmando que “o tratamento contra um câncer, ao qual o presidente Hugo Chávez foi submetido em 2011, foi exitoso, estando o presidente gozando de boa saúde”.
O embaixador bolivariano chega a ser inadvertidamente irônico ao afirmar a certa altura de sua mensagem que via na notícia “uma falta de transparência no texto ao reproduzir o falso diagnóstico creditado a “médicos” que não possuem nem identidade”.
Além de demonstrar que nada conhece sobre o jornalismo em um país democrático, onde se pode preservar o sigilo da fonte, chega a ser risível o representante de um país que esconde todos os fatos relacionados à doença de seu presidente falar em “falta de transparência”.
Ainda mais quando se sabe que Chávez deixou de se tratar no Brasil por que não foi possível aceitar suas exigências de sigilo absoluto.
O presidente venezuelano, com o espírito ditatorial que lhe é próprio, queria interditar dois andares do Hospital Sírio e Libanês em São Paulo e colocar o Exército para tomar conta do hospital, revistando todos os visitantes.
E ainda proibir a divulgação de boletins médicos.
A rejeição de Chávez ao Hospital Sírio e Libanês se justifica, do ponto de vista autoritário, justamente pelo sistema aberto de informações, que fez com que fosse revelada até mesmo a presença do paranormal João de Deus no hospital, para um tratamento espiritual a Lula paralelamente ao tratamento oficial.
A falta de transparência na Venezuela é tanta que até o momento não se sabe oficialmente em que local do corpo de Chávez está localizado o primeiro tumor.
Sabe-se que poderia estar na “região pélvica”, talvez no colo do reto, mas não há mais detalhes.
Da mesma maneira, as informações sobre o segundo tumor, que obrigará Chávez a fazer uma outra operação em Cuba — em São Paulo, sendo as exigências as mesmas, continua impossível, mesmo que as condições técnicas sejam melhores — saíram até agora apenas da boca do interessado, o próprio Chávez.
Na véspera de viajar para Cuba para os exames que confirmaram que ele tinha um novo tumor, Chávez apareceu em público para negar a notícia que eu havia divulgado pelo blog, e depois no GLOBO de papel, afirmando que o câncer “se fora” de seu corpo.
Assim como, quando regressou de Cuba depois da primeira operação, declarou-se “curado”.
Quando o presidente venezuelano diz que não se trata de uma metástase, mas de um novo tumor encontrado no mesmo local do anterior, não temos nenhuma evidência médica para comprovar.
Pode ser o que os médicos chamam de uma “recidiva local”, quando um tumor surge no mesmo lugar do que foi extirpado, ou pode ser um efeito do processo de metástase.
Há outras hipóteses, como a levantada pela agência de notícias Reuters, de que Chávez sofre também de síndrome da lise tumoral (SLT), complicações metabólicas que podem ocorrer após o tratamento de um câncer, mais comum em linfomas e leucemias, que podem causar, entre outras coisas, insuficiência renal aguda.
A quimioterapia pode precipitar a síndrome, mas o tratamento com esteroides também pode ter como consequência a SLT.
O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda disse em seu blog que o presidente Hugo Chávez estava usando esteroides ultimamente para mascarar os sintomas da doença, tentando uma aparência mais saudável.
Os esteroides atacam também o fígado, podendo até mesmo provocar câncer.
Todas essas especulações se devem apenas à falta de transparência com que o governo venezuelano, à maneira de todas as ditaduras, trata a doença do presidente, como se ela não fosse um assunto de interesse público.
A maneira mais fácil para um governo democrático acabar com as especulações sobre a saúde de um presidente é a divulgação integral dos exames médicos, o que dissiparia quaisquer dúvidas.
Nos casos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, as informações médicas foram dadas com a transparência possível até o momento.
Mesmo os médicos brasileiros que tiveram acesso aos exames de Chávez, alguns a pedido do próprio Lula, não tiveram permissão para ver todos eles e analisaram peças isoladas, como se montassem um quebra-cabeça.
Na Venezuela, o twitter não para com gozações sobre “os verdadeiros mentirosos”, o ministro da Comunicação Social Andrés Izarra e o líder no Congresso Diosdado Cabello, “os chavistas desinformados”.
Mas é surpreendente como temos “chavistas desinformados” também aqui no Brasil.

Neguei todos os preceitos
como quem renega a vida,
atingindo o próprio peito,
dilacerando a ferida
(a mesma mão que afaga
acende o fogo e o apaga).
Fiz do mundo o seu avesso,
vestido de manto espesso
para ser inacessível,
e conclui o desfecho
na imensidão do impossível.

Carnavalesco, Transfinito, Perito, Papa Berto I
Num périplo internético matinal, me deparei com essa curiosa notícia:
“Lei que pune suborno nos EUA assusta brasileiros”
Será o Benedito, Santo Papa ?
Por que uma leizinha boba dessa teria mudado a rotina de empresas brasileiras nos Estados Unidos, preocupação com multas milionárias aplicadas por lá ???
Sendo suborno e outras prática curruptivas corriqueira e impunes aqui no brazilzão, tais como mensalão e mensalinhos, que não me deixam mentir; pode uma republiqueta de quinta categoria atentar contra princípios basilares da república dos PTralhas, podem os ‘yankes’ admoestar nossa corrupção endêmica? Pode, Santo Papa ???
Sou todo ouvidos, à sua pregação.
Com os respeitos e atenção do Bispo
R. Meu caro, eu estou tão perplexo quanto você. Num sei mesmo porque nossos conterrâneos estão com medo de uma lei aprovada em terra estrangeira.
Num sei mesmo…
Limito-me a ilustrar sua carta com uma charge de Zope:


Nomeado vice-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas se diz à frente de uma autarquia falida, sem condições de executar suas principais funções. Espécie de interventor do órgão, no cargo há pouco mais de cinco meses, ele desabafa: “O Dnit não tem condições de tocar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O que fazem com ele é covardia.”
Como diretor executivo do Dnit, Tarcísio concluiu em dezembro estudo que evidencia a impossibilidade de atingir as pretensões de eficiência do programa na área de Transportes.
* * *
Um cabra que é do segundo escalão da administração federal lasca o Dnit desse jeito. Imagine se ele num fosse alto funcionário do gunverno ou, pior, se fosse da oposição…
Isto é que é um sujeito de uma baixa autoestima da porra.
Já recomendei pra ele a leitura dos gunvernistas fubânicos pra ver se ele deixa de tanto pessimismo e entra na corrente do “oba-oba“, do “o maior estadista que o Brasil já teve“ e do “nunca antes nestepaiz“.
Agourento da porra. Vôte!!!

O atual diretor do Dnit (antes de ler os comentários do gunvernistas fubânicos) pensando na recuperação das decrépitas estradas federais brasileiras

Comentário sobre a postagem CARNAVAL E EXPLORAÇÃO POLÍTICA
Monsenhor Fred Monteiro:
Sr Amaro Francisco:
Com todo o respeito que me merecem as opiniões de todos os que comentam aqui no Jornal e na minha modesta coluna, gostaria de – ponto a ponto – dar a minha opinião acerca do que o sr. levanta como argumentos para rebater meus pontos de vista acerca do chamado “carnaval multicultural” que representa a visão “oficial” da Prefeitura do Recife sobre essa festa popular.
01- entendo bem a ironia da sua afirmação acerca do que o sr chama de “insucesso” do carnaval pernambucano. É obviamente claro que financeira e políticamente, os senhores mandatários dessa festa recifense conseguiram grande sucesso na sua “venda” para o Brasil e para o mundo.
Milhões de reais são aplicados e com retorno garantido neste chamado carnaval multicultural. Porém aí aparece minha primeira indagação: isso que está se fazendo no Recife é realmente o que se entende, na linguagem do povo como Carnaval? Acho que não. Secularmente, o nosso carnaval vinha sendo uma festa de rua, não de palco; uma festa animada por nossos ritmos locais, não por ritmos alienígenas que não encontram guarida no inconsciente coletivo pernambucano (o que não quer dizer que não sejam verdadeiramente adorados por outros); o show em cima de palcos ricamente ornamentados, iluminados, sonorizados até o absurdo de cobrir centenas de orquestras de rua juntas, não traduz o que o povo quer, no meu entender: ouvir, estar perto, brincar, dançar com seus blocos, troças, laursas, maracatus, bumba-meu-bois preferidos; os artistas populares são colocados em último plano nessa divisão injusta de palcos e honras, de homenagens e muito dinheiro gasto com cachês milionários, mordomias injustificadas para quem – nas suas terras de origem – passam até desapercebidos, por obsoletos, ou para quem no auge da fama somente quer acumular mais alguma grana fácil aqui em Pernambuco.
02- A falta do novo a que o senhor se refere, me remete a terras distantes e costumes igualmente afastados do que o senhor afirma como renovação do frevo. Pergunte a qualquer vienense se ele quer eletronizar, modernizar, atualizar, ou seja lá o que for, que modifique a estrutura e forma consagrada das suas valsas; pergunte a qualquer músico de New Orleans se ele quer modificar a estrutura do traditional jazz que ele toca no Mardi Gras da sua terra natal; por que somente aqui em Pernambuco teríamos que modificar, modernizar, eletronizar, atualizar ou seja lá o que for, um ritmo, uma música, uma dança, centenários, marca registrada do nosso Estado? Para agradar aos que querem a sua dissolução no empastelado tum-tum-tum de ritmos inventados do dia para a noite em busca de grana fácil? em pretensos “movimentos” musicais revolucionários sem substância nem estrutura cultural? Mudar somente por mudar, por experimentar, por alimentar o ego de alguma “estrela” nascente ou cadente no cenário já tão carente de boa música e de boa arte? Nem sempre o “novo” significa “o bom, o ideal”, meu caro Sr Amaro. Há novidades, na vida moderna, que duram apenas a experimentação e logo se vão pelo ralo das inutilidades.
03- Os demais itens levantados pelo sr. se resumem numa só coisa: a eterna luta do capital contra a cultura. Como chamar de incompetentes os nossos melhores criadores que nunca são chamados a opinar sobre coisa alguma? quem decide o que mostrar, quando e como mostrar nesses “carnavais multiculturais”? Os baianos, sr Amaro, estão regiamente patrocinados por uma indústria festeira que patrocina aqueles trios, grupos com tremendo poder financeiro/político e de mando em tudo o que acontece naquele Estado em matéria de festejos populares. O mesmo modelo é aplicado na eletronização do forró e do brega, no Ceará e em Belém.. A maior parte das bandas de forró eletrônico pertence a grupos financeiros poderosos que ditam às dezenas de clones o que fazer e programam todo o calendário festeiro desses estados. Como os artistas do povo, aqui em Pernambuco poderiam efetivar uma reação a toda essa dinheirama derramada, principalmente pelos poderes públicos que detêm a chave dos cofres em todos os níveis? Do que adianta essa “união de frevistas em torno de uma associação classista” como o Sr. sugere?
Não, Sr. Amaro, a solução não é tão simples assim. Também discordo quanto à sua opinião de que o frevo vá virar folclore e ser esquecido com o decorrer dos anos. Há mais de cem anos ele está aí, cada vez mais forte no coração do nosso povo. A última observação, sinceramente, sr. Amaro, perdoe-me a sinceridade, é ingênua. As emissoras de rádio não tocam frevo, porque os compositores de frevo e o povo em geral não lhe dão dinheiro. Só por isso. O povo também não tem dinheiro para pagar o famoso “jabá” a locutores, apresentadores, radialistas, produtores, que dominam a comunicação radio-televisiva do Estado. Isso é mais do que sabido. Quanto ao Concurso promovido pela Prefeitura (já tive muitas músicas aprovadas e por 3 vezes fui premiado nesses concursos, das 5 que participei) posso lhe assegurar. Aí é que está o que eu chamo de incompetência gerencial e de propósitos. Esse Concurso, aliás, só existe por força da aplicação de uma lei que o tornou obrigatório e que poderia ser simplesmente revogada, por inútil.
Mantenho minha opinião, sem medo de estar errado, Sr Amaro. Fico grato pela oportunidade que o Sr me proporcionou de continuar na defesa intransigente do nosso frevo. E um último adendo: quem está falando aqui nem sequer é pernambucano de nascimento. Sou alagoano, de Maceió, e vim para o Recife muito pequeno, com apenas 3 meses, o que não me tira a qualidade de pernambucano de coração e alma. Um grande abraço, Sr Amaro e um excelente carnaval para o senhor, com muita Paz, Saúde, Alegria e sobretudo muito Frevo, Maracatu, Caboclinho, LaUrsa, Boi de Carnaval, e tudo o mais quanto de pernambucano haja para acompanhar esse povo na sua alegria desses quatro dias de festa que é sua.


Luiz Bandeira (25/Dez/1923 – 22/Fev/1998)
Neste dia 22 de fevereiro devemos reverenciar o grande poeta, compositor e cantor Luiz Bandeira, que nos deixou há 14 anos.
Por ironia do destino, o seu falecimento se deu em um Domingo de Carnaval no ano de 1998. Logo ele, que compôs e cantou inúmeras músicas que de tão bonitas, caíram no gosto de todos os brincantes.
Pra quem não se lembra, são de sua autoria: Voltei Recife, É de Fazer Chorar, Novamente, Onde Tu Tá Neném e Carabina, frevos que figuram todos os anos entre os mais executados, seja nas rádios, nos bailes carnavalescos e lá em casa também.
É De Fazer Chorar – De Luiz Bandeira – Com Carmélia Alves:
Bandeira escreveu outros gêneros musicais como sambas, boleros e baiões. Por motivos profissionais, ausentou-se de sua cidade adorada – o Recife – , mas sempre que retornou, encontrou inspiração para comemorar com inesquecíveis composições – inclusive algumas carnavalescas -, todas marcadas por elevada dose de romantismo.
“Foi A Saudade Que Me Trouxe Pelos Braços” é sem dúvida, a frase mais pronunciada nos festejos carnavalescos. Elas simbolizam a sua mais forte e talvez a primeira declaração de amor à cidade que adorava.
Curiosamente, a sua chegada e saída deste mundo se deram em dias festivos. Nasceu no dia 25 de dezembro de 1923 e empreendeu a sua última viagem em plena efervescência de um domingo de Carnaval.
Bom Danado – De Luiz Bandeira E Ernani Séve – Com Luiz Bandeira:
Como fundador da Academia Pernambucana de Música, Luiz Bandeira, foi o primeiro ocupante da cadeira número 15 que tem como patrono Luiz Gonzaga e atualmente é ocupada por Luiz Guimarães.
Fui paciente do mesmo cardiologista que cuidou do grande Bandeira. Lembro-me que em 1997, durante uma consulta no Unicordis, o seu telefone tocou e ele conversou uns cinco minutos com o interlocutor. Ao retomarmos a consulta, ele disse que quem havia ligado era Luiz Bandeira e que o seu estado de saúde inspirava cuidados especiais.
Dentro de poucos meses, não resistindo à doença, faleceu em pleno Carnaval, para tristeza de seus admiradores e dos amantes do frevo. Foi, inegavelmente, uma grande perda para a nossa cultura musical.


- Maroca?
- Oi… o que é, hômi?
- Cê viu o que eu vi na TV?
- Num sei. O que é que você viu?
- Aquele negócio. Num tenho nem coragem de falar, visse?
- Mas, se você não falar com é que vou saber do que se trata?
- Tá saindo a todo instante. Preste atenção que você vai já descobrir.
- Já sei: é aquele bandido, amigo do Adriano, que foi preso em Maricá no Rio de Janeiro!
- Não, não é isso não!
- Então é o caso da menininha que foi atropelada e morta por um Jet-ski lá em SP?
- Também não!
- Deve ser a fuga de mais de 20 bandidos lá em Natal?
- De jeito nenhum!
- Só pode ser, então, as mais de 122 mortes nas estradas?
- Errou de novo!
- Já saquei! É a novela da CBF e a tal renúncia do Ricardo Teixeira?
- Que nada!
- E aquele cara de atropelou 17 e fugiu lá no RS, deve ser isso!
- Nananinanão!
- Desisto! Diga logo o que é, hômi!
- Você viu o desfile do Salgueiro? Viu a musa que eles apresentaram no desfile?
- Vi sim. Qual o problema?
- O problema é que se a moda pegar, você também já pode desfilar e nem vai gastar dinheiro com fantasia.
- Vá tomar no seu cu, feladaputa!
- Hahahahahahahahááá …

Tem médium que diz que Elvis não morreu, tem médium que diz que Elvis manda mensagens do Além e tem ainda médium que diz que Elvis já reencarnou! Qual dos 3 não está mentindo?

No dia de hoje ainda sai um grande bloco, no bairro de Água Fria que, muito apropriadamente, tem o nome de “Os Irresponsáveis“. Também é dia do Bacalhau na Vara. O mais famoso é o Bacalhau do Batata, que desfila pelas ruas de Olinda.
Mas, oficialmente, a folia acabou. Agora, só no próximo ano.
Pra encerrar o Carnaval, um Frevo-Canção de Luiz Bandeira que fala sobre a tristeza provocada pela chegada da Quarta-Feira de Cinzas.
A interpretação é da Banda de Pau e Corda.



Mestre(carnavalesco) Papa,
seguindo o calendário de folga remunerada do Congreço Nacioná, o DS da ICAS só voltará a funcionar no dia 06/03 do corrente.
Enquanto isso, a empresa de manutenção segue em plena atividade sugadora.
Com os respeitos do Cardeal
