Pru-qui-pru-li, pru culá
Se via Zé e Ditinha
Pru-qui-pru-li, pru culá
Dando sombra no luar
Tava o cumpade Chepinha.

E Zé foi bigodeado
Eu lhe digo seu doutor
A noiva que ele tinha
O Chepinha carregou
Na alfândega dos chamego
Paraibidade falsa
Disfarçada em pó de arroz
Foi-se embora e não voltou.

Num deserto de afeto
Zé sofria no varejo
Enchendo tonel sem fundo
Chorando a falta dum beijo.

Eu disse a ele: – cumpade!
Não se murche tanto assim!
És um pneu infurave
Pra toda rodagem ruim!
Eu quero te ver rodando…
Isso existe derna quando
King-Kong era sagüim…

…És um cara afuturado
Não vai te faltar amor
Tu sois forte e extremido
Engole esse comprimido
Que cura seja o que for!
E ele de voz pequena
Disse a minha Cibalena
– “Não quero tu nessa dor”…

“…Não existe um só remédio
Pra tapar minha ferida
Pru-qui-pru-li, pru culá
Se danem a procurar
A minha amada querida
Vê se salva a honra dela
Pois mode eu morrer por ele
Só falta eu perder a vida.”

Pru-qui-pru-li, pru culá
Revistemo pau-de-arara
Quarto, sala e camarinha
Surremo macho na cara
Prendemo pau perigoso
Porque buraco ocioso
Fareja ponta de vara.

Num areal sombreado
Junto dum pé de juá
Achemo um rasto esquisito
Pro-qui; pro-li; pro-culá!

Da conclusão que tiremo
Do cumpade eu tive dó
Pru-qui-pru-li, pro culá
Arrodeando o falar
Eu pigarrei o gogó…

E disse: – Cumpade velho!
Se prepare pro pior:
O Rasto que voz tá vendo
Digital não tem melhor:
São duas marcas de joelho
A bunda dum mulheraço
Um rego de espinhaço
E uma marca de cocó.

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