31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – TERTÚLIA FLÁCIDA PARA ADORMECER VACUNS

* * *

O sujo falando da mal lavada.

Os dois são tolôtes do mesmo pinico.

Dou um pelo outro e não quero torna.

Aquela turminha que tem seus safados prediletos se esquece que estes dois foram eleitos juntos,  na mesma chapa.

O fato é que rombo, rombo mesmo, existe é no furico de nós outros, os contribuintes.

“Fumos eleitos juntos, cumpanhero Temer. E juntos vamos butar pra fudê nesse povão que tá lá em baixo batendo palmas pra nóis dois”

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

31 janeiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

BATENDO PERNAS PELOS CANTOS

Domingo pela manhã fui na aprazível localidade do Espinhaço da Gata, aqui no Recife, visitar minha querida amiga Enedina.

Enedina é rapariga aposentada, tendo exercido a profissão de puta em Palmarens, nos tempos da minha juventude.

Mudou-se pro Recife há alguns anos pra tomar conta dos netos.

Foi com Enedina que aprendi a dançar o Redolério, uma dança que consistia em abraçar a parceira pelas costas, segurando os peitos dela com as duas mãos e esfregando a braguilha na bunda enquanto ela rebolava.

Discretamente botei no bolso de sua camisa um agradinho em dinheiro e deixei as 4 cestas básicas que levo sempre que vou visitá-la. Deixei também os livros e cadernos que ela me pediu pra comprar pros netos que estão estudando.

Conversamos por algum tempo, sobre as boas lembranças do passado e sobre as aflições do tempo presente, um tempo de carestia, violência e insegurança.

Saí da casa de Enedina e fui direto pro xopis centis.

No xopis Riomar, o maior aqui do Recife, tem um canto estratégico onde me sento sempre pra tomar um café com torradas, e fico apreciando o incessante desfile de pés-de-rabos.

Coisa linda, coisa magnífica, coisa boa de ser ver!

No lugar onde costumo ficar aboletado, passam, em média, 78 bichos fêmeos a cada 14 minutos.

Por lá passa fêmea de todos os tipos e pra todos os gostos: branca, preta, sarará, galêga, pixaim, gorda, média, magra, alta, mirrada, bonita, feia, nova, velha, da bunda xôxa, da bunda imponente, dos quartos largos, dos peitos miúdos, dos peitos fartos, do mocotó grosso, da canela fina ou das bochechas rosadas.

Tem sujeitas que usam umas calças tão justas e transparentes que aparece até a testa do rego do priquito!

Vôte!

Tem fêmea de todo jeito, de todo tipo, de todas as idades e pra todos os gostos.

E eu fico ali espiando, cubando, medindo, pesando, comendo com os olhos e lambando com a testa…

Fui no último final de semana e voltarei lá no domingo que vem.

Ô passeio que faz um bem danado!

Este Editor apreciando o incessante desfile de bacurinhas no xopis centis

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

BRUM – CHARGE ONLINE


Mundo Cordel
TROVAS DELATÓRIAS

Tem alguns dias que o assunto DELAÇÃO voltou a atrair o interesse da chamada opinião pública brasileira. Principalmente depois do inesperado falecimento do Ministro Teori Zavaski, do STF, toda hora se vê na TV alguém falando de uma tal superdelação, delação do fim do mundo, etc.

E não adianta nada constar na lei a expressão COLABORAÇÃO PREMIADA. Na boca do povo o instituto é mesmo o da DELAÇÃO. Já não se usa sequer o adjetivo PREMIADA. Não interessa. O que importa é saber quem delatou quem.

O certo é que, com a homologação das delações do pessoal da Odebrecht, feita pela Ministra Carmen Lúcia, cresceu a expectativa em relação a quem seriam, desta feita, os delatados. É que a Ministra homologou as delações, mas manteve o seu sigilo, frustrando a curiosidade de muitos.

Em relação a essa questão, do sigilo, é bom lembrar que a lei que (dentre outras coisas) regula as colaborações premiadas não obriga à retirada imediata do sigilo após a sua homologação. Ao invés disso, prevê que “o acordo de colaboração premiada deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia” (art. 7, § 3º, Lei 12.850/2013).

Ou seja, se o juiz que homologa o acordo de colaboração entender que a retirada do sigilo pode prejudicar as investigações, o seu dever é manter o sigilo. Pelo menos até que os atos de investigação dependentes do sigilo sejam executados. Por outro lado, se não há risco de prejuízo para as investigações, o princípio da publicidade dos atos processuais recomenda que o sigilo seja encerrado.

Diante disso, a Ministra poderia levantar ou manter o sigilo das colaborações odebrechtianas, conforme o seu juízo a respeito dessas questões. Decidiu manter.

Por razões éticas e legais, evito criticar ou elogiar decisões judiciais. Mesmo, porém, que não fosse contido por tais freios, nada teria eu a dizer quanto ao mérito da decisão, pois não haveria como avaliar o caso prático à luz dos critérios que acabei de expor.

Assim, para finalizar, afasto-me dessas nuances jurídicas e deixo duas trovas dedicadas àqueles que estão ansiosos por ver o conteúdo de tais delações. Especialmente aos que acreditam mais em umas delações e menos em outras, dependendo de quem sejam o delatados:

Se você não acredita em delação,
Deve ter seu pensamento respeitado.
Peço apenas que não mude a opinião
Quando muda a facção do delatado.

E também, quem acredita em delação,
Não merece ser por isso criticado.
Só não deve perder a convicção,
Se surgir na lista um nome inesperado.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA TERÇA-FEIRA – O CULPADO

* * *

Segundo o fubânico petista Num-Quero-Enxergar-Nada – que adora gráficos, números e estatísticas -, esta fantástica taxa de desemprego é culpa dos tucanos.

É a herança maldita da desastrosa administração de FHC.

Os 13 (êpa!) anos de gunverno do PT nada tem a ver com isto.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

CAMILO – TAUBATÉ-SP

Berto,

Esta é para aqueles não tem bandidos preferidos!

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

PACIENTE DE PIRIPAQUE

No Hospital Esperança, de Olinda, este colunista, sem foto shop, ‘meio Lá meio Cá’ 

Inerte, deitado e imóvel no “leito indesejado” de um hospital olindense que agora tem nome de Esperança, tremendo mais do que motorista de Toyota, fui fotografado em 29 de janeiro de 2017, logo após ser conduzido por Carlito, Socorrista e Bombeiro Civil.

Escapei pela “lateral da vida”, por sorte. Após vários exames negativos. Tipo Ficha de Serasa sem restrições. Deixei o nosocômio, mais furado do que uma “Tábua de Pirulitos”.

Diagnóstico: possuidor de uma das piores enfermidades. Aquela que não tem nome. Quando médicos e exames constatam que o “impaciente” não apresenta nenhum sintoma de alteração na “carcaça”.

Aí médicos denunciam, chutando, que é estresse, e recomendam usar chá de flor de laranja com uísque à moda caubói.

Por comentários à “boca pequena” nos bastidores da Enfermaria, ouvimos dizer que poderia se tratar de doença que tem atacado os pilotos da “Fórmula 1”. No meu caso, “Fórmula Zero”.

De fato, eu vinha “chutado”, de “pé dentro” mesmo. Quem não enfia o pé no acelerador ao ver aquela beleza de pavimento atapetado da Avenida Olinda, às 9h00 de um domingo tranquilão, sujeito à multa por velocidade além dos 60 km/h? O cenário estimulava.

O movimento da via estava igual a Autódromo de Interlagos. E assim, tomé “pé na tábua”. Quando, de repente, vi e senti “o mundo rodar” sem o carro sair da faixa.

Senti-me ligeiramente “defuntável”. Já pensou?! Pronto para retornar à zona santificada. Assustei-me bastante. Diminui a velocidade acionando apenas o freio-motor, com toda a calma.

Conscientizei-me que estava enfartando ou tendo um troço parecido. Apertei o botão de “Sinalização de Vagalume”, aproximei-me do meio-fio e rodei devagarinho procurando estacionamento. Vi a placa abençoada “Achaqui”. Era o Armazem Coral. Foi ali que parei.

Fiz a curva da ponte do “Varadouro das Galeotas”. Nome pomposo que os portugueses deram e que o povão ignorante de Olinda deixou de divulgar para os turistas acharem interessante.

Suando até pelas “tripas gaiteiras”, senti que era preciso estacionar para não me “debrear”, e acabar como Dr. Ariano Suassuna costumava dizer: “descomendo” o Café da Manhã, pois o esqueleto tremia mais do que vara verde em meses de seca.

Tomei meia garrafada da “agua benta” de Garanhuns e fiz alguns telefonemas anunciando à pré-viúva o acontecido.

Na Praça de Táxi do Mercado Eufrásio Barbosa me ajeitei com Cerezo, que conduziu meu “possante” até o lar, de onde fui levado pelo filho, que é Bombeiro-socorrista, até o multinacional Hospital Esperança.

Recomendei ao Serviço de Imprensa do “Esperança” que evitasse a divulgação, à pedido da pré-candidata à viuvez. Mas, prevenido, antes que o óbito pudesse ocorrer, ditei para o filho uma nota a fim de ser transmitida ao meu comparsa Geraldo Freire, caso a “perda-total do paciente” realmente ocorresse:

Por doença conhecida como “Praga de Mulher Prenha” deixou nosso convívio nesta manhã ensolarada de domingo o jornalista e escritor Carlos Eduardo Carvalho dos Santos, membro da Academia de Artes e Letras, do TAP – Teatro de Amadores e da AIP – Associação da Imprensa de Pernambuco.

Estava aposentado pelo Banco do Brasil, mas não era “Inativo”, nem se considerava velho; apenas “antigo” e em bom estado de putrefação, pois desenvolvia plenamente suas atividades profissionais.

Nascido no século passado, contava 80 anos, 7 meses, 12 dias e 86.416 segundos, de acordo com a “pulseira” do hospital. Deixa, 26 livros publicados e uma porrada de jornais velhos bem conservados.

Além de poucos amigos – porque a maioria já se foi do Aquém para o Além – deixa também uma viúva em bom estado de conservação, 4 filhos de dois consórcios, 12 netos e 8 bisnetos.

Diante da “tragédia”, lembrei-me de um fato real envolvendo meu amigo Edson de Almeida, locutor do “Repórter Esso” do Rádio Jornal do Commercio, que num leito de hospital chamou o filho e gravou a notícia de sua própria morte, com sua voz inconfundível, como se uma edição do famoso noticioso dos anos 50.

E movido por aquela “sugestão”, talvez já enviada do Alto”, antes de receber o Bilhete de Ingresso para me colocarem, com honras e títulos numa das “gavetas de concreto” de “Amaro Bocão”, tive outra ideia acalentada ao longo dos anos para a nota fúnebre de meu esqueleto:

Obituário – A viúva, etc. etc. comunica e convida para o chororô de praxe, do seu ente, às 16 horas de hoje no Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção, e não simplesmente “Cemitério de Santo Amaro”. E pedi para fazer constar em minha lápide, a seguinte mensagem:

“Fiz o que pude. Tentei tudo que quis. O que não se concretizou foi sonho e se evaporou. Perdi apenas o que nunca foi meu. Na vida fui um acelerado, por isso morri de Piripaque. Fui sem remorso. Espero rever os meus do Outro Lado da Vida. Mandarei recados, se possível.”

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

JANELA DE TREM – Pádua

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM CORRUPTOR ESPERTO

Os governos do PT abriram os cofres para financiar projetos do ex-bilionário Eike Batista, preso nesta segunda-feira (30) no Rio.

Até 2013, ainda no primeiro governo Dilma, o BNDES beneficiou ao menos onze empresas do “Grupo EBX”, de Eike, num total de R$10,4 bilhões em financiamentos diretos.

Outros negócios possibilitados pelos governos Lula e Dilma podem ter rendido ao menos R$20 bilhões ao empresário.

Eike ainda contava com as lorotas da cúpula do BNDES para explicar o dinheiro fácil, definindo os ativos da EBX como “sólidos e valiosos”.

O BNDES também utilizou recursos do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, para bancar as aventuras de Eike Batista.

Lula se utilizou do jatinho de Eike em viagens, e Dilma visitou a EBX, quando em discurso disse que o empresário é “orgulho do Brasil”.

A ordem para financiar as aventuras de Eike com dinheiro público saía do Planalto, nos governos do PT, apesar dos sinais da derrocada.

* * *

Eike, Lula e Dilma, tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

O Corruptor Ativo sabia muito bem a ciência de arrancar o que quisesse da dupla de “estadistas” petralhas.

“Dilminha querida, quanto tu peidas o ar fica perfumado. Estou sentindo daqui. Hum… Que cheirinho gostoso! Agora, vê se arranja aí uma obra bem cara do governo pra eu fazer”

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Amigo Cícero Tavares

De emoção em punho e responsabilidade redobrada, tomo conhecimento dessa história de luta da sua sobrinha Luana Tavares, que buscou alento e força de viver, na família, amigos, e muito também na poesia e musicalidade do Bolero de Isabel (música de minha lavra), num momento tão difícil do seu viver. (Clicar aqui para ler postagem)

Conforta-me saber que, dentro do possível, a canção minimizou momentos dolorosos e devolveu ânimo para algum respiro de emoção, um sorriso, um “olá!”, marcas de sua personalidade.

Mando aqui a Dona Mariinha sua mãe, a Luandes e Mateus seus filhos, e todos mais, o meu melhor abraço de carinho, com esperança renovada em um mundo mais sensível como assim era o desejo da jovem Luana.

Diante do seu adeusinho-sem-regresso, clamo que o luar perolado do Agreste ilumine seu descanso como só os Astros sabem fazer.

Tratarei de entrar em contato com meus cumpades, e interpretes: Xangai e Maciel Melo para dividir o tanto de relevo e comoção pelo fato relatado.

Na floração dos Flamboaiãs, me assino:

JESSIER QUIRINO

PS. No final de Dezembro último, passei por Lagoa do Carro PE, vindo de Caruaru e fiz esse registro fotográfico do meu celular.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

DE VOLTA EIKE, RIVOTRIL, MALLARMÉ E O ACASO…

Cármen homologou as delações da Odebrecht. Eike voltou. E a sorte está lançada!

O tropicalista de primeira hora Antônio José Santana Nascimento, de codinome artístico Tom Zé, baiano da cidade sertaneja de Irará, 80 anos, acordou em plena madrugada da sexta-feira 27 de janeiro de 2017, às 3h30m, e falou lá pros seus botões: “Nossa Senhora, esse negócio das delações tá tão no coração de todo mundo. Era ótimo fazer uma música”. Pelo menos foi isso que ele contou à coleguinha Anna Virgínia Balloussier, da Folha de S.Paulo, que publicou a decisão. Propôs a parceria a Paulo Lapetit e os versos e melodia dos dois ganharam o País inteiro pelas redes sociais. “Estamos pagando por elas vintém a vintém, Sofremos com elas do Rio de Janeiro a Belém”, canta. O gran finale chega no refrão impagável: “Logo logo esse baralho, / homologa esse cascalho”.

Não se sabe se a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que na canção a dupla chama de “Senhora Lucidade”, ouviu o apelo. O que se sabe e já está circulando é que, tendo ou não ouvido, ela atendeu ao pedido e homologou os mais de 900 depoimentos contendo as delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato. Dona Cármen, no entanto, decidiu manter o sigilo do processo e o conteúdo dos depoimentos ainda não pode ser tornado público. Com isso atendeu a pedido feito pelo mineiro Rodrigo Janot, procurador-geral da República, permitindo-lhe que tomasse a atitude que tomou. Mesmo decidindo ao contrário do que se dizia que faria Teori Zavaski, o ex-relator morto, que seria permitir sua divulgação, ela não tornou esses depoimentos públicos, mas fez o mais importante: liberou o reinício das investigações com dados cuja revelação apavora “Deus e o mundo” na politica brasileira. Ou seja, a “delação do fim do mundo” vem aí. E a turma que comemorou a queda do avião do ministro do STF já pode voltar a tomar Rivotril para conciliar o sono. Haja insônia…

Quando o avião caiu no mar de Paraty, a Nação temeu pelo destino das delações da Odebrecht à força-tarefa e aos policiais federais da Lava Jato. Imediatamente as Cassandras de plantão apregoaram suas piores profecias. Zavascki poderia ser substituído pelo novo ministro, a ser indicado por Temer, citado 45 vezes só num dos quase mil depoimentos. Logo, o presidente poderia usar seu poder para pôr alguém de sua confiança na cadeira vaga no plenário do STF. Ainda no velório do pranteado relator, contudo, Michel Miguel mostrou que pode até não ser santo, mas tonto ele também não é. Avisou que só indicaria o undécimo membro do colegiado depois que este resolvesse, interna corporis, qual dos nove remanescentes seria o novo relator.

Com isso Temer também evitou dúvidas sobre alguma interferência malfazeja do Senado, composto por muitas cabeças a prêmio no “cascalho” da relação, que têm mostrado natural desapreço pelas investigações daquilo que se convencionou batizar de “república de Curitiba”. É o caso de dizer que o chefe do governo matou nove coelhos com uma só cajadada.

A carcaça sobrou, então, para a presidente do STF descarnar. A mineira Cármen Lúcia agiu com sabedoria salomônica. Assim como o filho de Davi resolveu uma questão de maternidade polêmica propondo dividir o disputado rebento com a espada e decidiu a favor da litigante que preferiu manter o filho vivo, e encerrar a querela, a chefe do Poder Judiciário dividiu em três tempos a decisão. Primeiro, homologar e só depois escolher o relator. Resolvida a questão da premência, alegada por Janot, ela pode deixar o acaso decidir em sorteio de praxe qual dos seus pares herdará os abacaxis judiciais, azedos e espinhentos, que sobraram à mesa de Zavascki. E, depois, dar tempo ao chefe do Executivo para tratar do substituto deste.

A homologação destravou várias outras propostas. Léo Pinheiro, o empreiteiro da OAS, pode voltar a depor. O casal João Santana e Mônica Moura está com a negociação parada. Na segunda-feira de manhã, Eike Batista pousou no Galeão e sua presença é uma promessa de outra delação premiada assustadora para muita gente. Não se sabe se ele foi a Nova York para tomar providências bancárias e salvar parte do patrimônio depositado em bancos no exterior, ou se foi exatamente condicionar o retorno a uma delação premiada que o livre de conviver com a bandidagem comum no inferno prisional nacional. Seja o que for, pode provocar dor de cabeça.

Quem quer que seja o sorteado, este terá de conviver com a mesma pressão da opinião pública a que foi submetido o ministro acidentado. E o será qualquer outro que for indicado para seu lugar. Ainda está a ser decidido se Luiz Edson Fachin, da primeira turma, o único entre cinco pares a solicitar esse movimento (que já comparei aqui a um roque numa partida de xadrez), participará, ou não. Caso seja autorizado a trocar da primeira para a segunda turma, com o benefício de o novo indicado não ser destinado para a segunda, mas para a primeira turma, isso seria conveniente porque o indicado pelo chefe do governo não estaria tão familiarizado com o caso quanto os colegas de plenário e Fachin teria a vantagem de ter o perfil próximo ao de Zavascki.

Os quatro membros atuais são o decano Celso de Mello, o ex-presidente Ricardo Lewandowski, o vice-presidente, Dias Toffoli, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. Este já disse que não disputa o lugar, mas ainda não anunciou se ficará fora da escolha aleatória. Poderia dar-se por impedido, tanto por ser inimigo declarado da Lava Jato quanto por ser amigo notório de Michel Temer, sobre cuja sorte decidirá no julgamento da ação do PSDB contra a chapa vencedora de 2014, na qual o presidente foi parceiro da ex.

Dias Toffoli também ficaria numa situação desconfortável, próxima a exigir dele decisão similar de se julgar suspeito por ter sido advogado do Partido dos Trabalhadores (PT), à época em que foi chefiado pela maioria dos denunciados na operação. E, sobretudo, pelo alvo mais evidente de todos, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o ministro não tomou tal atitude quando teve de julgá-los no julgamento do mensalão. Lewandowski também dificilmente se julgaria suspeito, mesmo sendo o único ministro do Supremo que continua manifestando sua lealdade ao casal Lula da Silva, desde os tempos de revisor da citada Ação Penal 470 até o julgamento final do impeachment de Dilma. Neste caso, foi cúmplice do abominável fatiamento da Constituição, ao decepar parte da pena que tinha de ser atribuída à condenada, deposta, mas em gozo do direito de assumir cargos públicos, o que não aconteceu com Collor, apenado em julgamento igual.

De mais a mais, seja qual for a decisão do colegiado a respeito do método de escolha do relator substituto e a quem caberá a missão, ficará sempre valendo o verso mais importante da poesia contemporânea: “un coup des dés jamais abolira l’hasard” – “um lance (ou golpe, vixe!) de dados jamais abolirá o acaso”. Ou como diria outro gênio da literatura, o general romano Caio Júlio César, “alea jacta est” (“a sorte está lançada”).

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

BILIONÁRIO BELGA FINANCIOU CAMPANHAS

Ethevaldo Siqueira

Este cavalheiro na foto abaixo é um dos “grandes amigos” de Lula, de Dilma e do PT. Seu nome: Albert Frère, um mega empresário belga e um dos homens mais ricos daquele país.

Financiou a campanha do Lula, o filme Lula, a campanha da Dilma…

E até há pouco, havia poucas provas do grande escândalo que estava por trás dessa “amizade”. Hoje há uma tonelada de provas e evidências.

O barão Albert Frère, um dos homens mais ricos da Bélgica

Qual é a razão da amizade estranha? Pura gratidão. Albert Frère era o dono da Refinaria de Pasadena, no Texas, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42,5 milhões como sucata, em 2005, e vendida um ano depois por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras.

Ou seja, por um preço 26 vezes maior. Mamãe Petrobras dos tempos de Lula e Dilma era bem generosa, não acham?

Albert Frère possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta.

A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais.

A empresa é dona de Estreito, Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas e eólicas. Por aí vemos como os “líderes de trabalhadores” e seus amigos se articulam sem que ninguém imagine como funciona a máquina da corrupção.

A Tractebel, que é da GDF Suez, tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, um dos donos da Astra Transcor Energy, o mesmo que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão na grande maracutaia de Pasadena, e que correspondeu à generosidade dos governos petistas tornando-se grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006, com a doação modesta de R$ 300 mil – cuja legalidade chegou a ser contestada.

A mesma Tractebel foi uma das patrocinadoras do filme “Lula, Filho do Brasil” (eu quase errei ao escrever esse título, de “Filho do Brasil”…). Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil.

Será que os próprios petistas (honestos e puros, se ainda houver alguns) não deveriam exigir a apuração rigorosa de tudo isso? Ninguém está inventando nada.

Essas denúncias foram publicadas na imprensa brasileira desde 2014, na Folha de S. Paulo e outros veículos. Clique aqui para ler.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

SAX DE OURO E MR. SAX – IVANILDO E BOB FLEMING

Ivanildo José da Silva, conhecido como Ivanildo Sax de Ouro, é pernambucano de Amarají. Recebeu homenagem da Força Aérea Brasileira com a medalha do Mérito Santos Dumont.

Bob Fleming foi o pseudônimo criado por Nilo Sérgio, produtor musical e dono do selo “Musidisc” para Moacir Silva e Zito Righi, saxofonistas brasileiros.

Quero oferecer esta seleção ao leitor e ouvinte fubânico Marcos Pontes, e agradecer a ele os comentários feitos em seleções que aqui foram postadas. Obrigado Marcos e curta mais estas para lembrar as tertúlias dos anos 60, mas, não exagere na Ypioca tá legal?

* * *

01 – Siboney / Para Vigo Me Voy – (Ernesto Lecuona) – Ivanildo

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02 – Misty – (Errol Garner / Johnny Burke) – Bob Fleming

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03 – Bodas de Prata – (R.Martins/Mario Rossi) – Solamente una vez – (A.Lara) – Ivanildo

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04 – Adios (E.Madriguera) – Se muy bien que vendras – (A. Nuñes) – Bob Fleming

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05 – Lábios que beijei – (J.Cascata/L.Azevedo) – Desesperadamente – (G.Ruiz) – Ivanildo

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06 – Frio en el alma – (M.A.Valladres) – Aquellos ojos verdes _ (Menendez/Utrera) – Bob Fleming

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07 – La barca – (R.Cantoral) – La mer – (C.Trenet) – Ivanildo

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08 – Porque ya no me quieres – (A.Lara) – Olhos castanhos _ (Aloves V.Filho) – Bob Fleming

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09 – Não tenho lágrimas (Max Nunes/M.Oliveira) – Helena Helena – (A.Almeida/Sicundino) – Não me diga adeus – (Paquito/L.Soberano/C.Silva) – Atire a primeira pedra (A.Alves/M.Lago) – Ivanildo

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10 – Quero beijar-te as mãos – (A.de Carvalho/L.Faissal) – Nostalgias – (J.C.Cobian/E.Codicamo) – Bob Fleming

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11 – Quizás, quizás, quizás – (O.Farres) – Perfídia – (A.Dominguez) – El reloj – (R.Cantoral) – Ivanildo

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12 – Solamente una vez (A.Lara) – Frenesí – (A.Dominguez) – Bob Fleming

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13 – Rosa – (Pixinguinha) – Nada além – (C.Mesquita/M.Lago) – Ivanildo

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14 – Torna a Surriento – (E. de Curtis) – O Sole Mio – (Di Capua) – Bob Fleming

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31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

A NOITE EM QUE ESCAPEI DE PAGAR A CONTA DO JANTAR COM EIKE

Em 30 de agosto de 2010, durante a entrevista de Eike Batista ao Roda Viva, a apresentadora Marília Gabriela quis saber onde o entrevistado guardava a montanha de dinheiro que há dois anos lhe vinha garantindo uma vaga no ranking da revista Forbes que agrupa os mais ricos do planeta. “Todos os meus recursos estão todos aplicados”, enfatizou o magnata que nunca tinha no bolso alguns trocados para o garçom ou para o flanelinha. “Você tem alguma coisa guardada?”, entrei na conversa. “Nãããooo”, enfatizou o entrevistado. “Meus recursos estão todos aplicados em meus projetos…”

Subitamente confuso, estacionou nas reticências, procurou em vão o fio da meada e soltou a frase sem nexo: “Por acaso, eu durmo bem”. Feita a ressalva amalucada, retomou o palavrório: “Mas esses meus projetos… quer dizer… projetos bem ‘engenheirados’ pagam todas as contas.” Aproveitei a pausa para dirimir a dúvida que me assaltara desde que conheci Eike Batista: “Quer dizer que se a gente sair para jantar eu pago a conta?”. Ele fugiu da resposta com um convite: “Vem comigo”. Ainda bem que não fui, disse-me no dia seguinte um amigo que sabe das coisas e conhecia muito bem o personagem: “Você não só pagaria a conta como, antes da sobremesa, compraria um lote de títulos de empresas que nunca existirão”.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

AQUARELA BRASILEIRA

Martinho da Vila canta o samba-enredo da escola de samba Império Serrano, desfile do ano de 1964, uma belíssima composição do saudoso Silas de Oliveira. Um tempo em que dava gosto ouvir samba-enredo…

SILAS-DE-OLIVEIRA

Silas de Oliveira (Out/1916 – Mai/1972)

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

CAÓ – CHARGE ONLINE

ZÉ MANÉ – SALVADOR-BA

Berto

Hoje, sem fuleragem…

Nunca se falou tanto em cidadania quanto nos últimos anos. Concordo que ainda estamos muito aquém de países verdadeiramente democráticos, onde os seus cidadãos exercem, de fato, uma cidadania plena. Os Ministros do STF, vez por outra, criticam (com razão) a nossa pouca noção de cidadania. Hoje, a Ministra Carmen Lúcia acaba de negar este fundamento constitucional a “Sua Excelência, o Povo Brasileiro”.

Após um belo discurso de posse, ela parece ter esquecido que o segundo fundamento da nossa Constituição é a cidadania (atrás, apenas, da soberania), ou seja, o pleno exercício dos nossos direitos e deveres, civis e políticos. Entre eles está o nosso direito à informação sobre o que acontece no País, principalmente fatos (não cobertos por sigilo obrigatório) que afetam, diretamente, “Sua Excelência, o Povo Brasileiro”.

Todos nós temos preocupação com a situação política atual, com membros do alto escalão sendo denunciados por corrupção, e muitos outros com denúncias a caminho. Infelizmente, a lama já tomou conta dos três poderes, mas o Brasil não pode parar. E precisa tomar o caminho certo.

Um governo que não obedece a critérios mínimos de Ética, que desrespeita a CF, não pode falar em “governabilidade” e, muito menos, ser recompensado com o sigilo das suas falcatruas. Decretar sigilo da colaboração premiada da Odebrecht é, portanto, ROUBAR, de “Sua Excelência, o Povo Brasileiro”, seu direito à cidadania.

Esquece-se também a Ministra, que qualquer ato de corrupção na esfera pública é uma afronta a outros fundamentos da mesma CF: III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.

Mas estuprar a CF para proteger aqueles que atentaram contra a mesma CF, já virou rotina. Lewandowski, por exemplo, estuprou a CF no julgamento do Impeachment, mas os ministros, covardes e corporativistas, nem tocam no assunto.

Mentira, portanto, quem diz que vivemos num “Estado de Direito”. Vivemos, na verdade, a era do banditismo público, onde políticos e empresários se associaram para saquear o Brasil, contando com a inestimável proteção e benevolência de um Superior Tribunal Falido.

Melhor decretar a nulidade da CF e instalarmos, oficialmente, a anarquia.

Exmo. Cidadão Brasileiro, Zé Mané – Salvador/Ba

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES (QUE VOCÊ DESCONHECIA) V

Surfando na onda do empreendedorismo, a galeria dos ilustres pernambucanos decidiu incluir um notório empresário: José Ermírio de Moraes, fundador do Grupo Votorantim. Mas eis que o colunista é surpreendido com outro nome, não menos notório: Norberto Odebrecht. Um sobrenome cuja notoriedade foi ampliada ao extremo nos dias atuais com a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, e que até agora não apenas você desconhecia que fosse pernambucano. O colunista também.

Norberto Odebrecht (1920-2014)

Nasceu no Recife em 9/10/1920. Filho de Emilio Odebrecht, muda-se para Salvador aos cinco anos, onde conclui os cursos primário e secundário. Aprendeu os ofícios de pedreiro, serralheiro, armador, bem como exerceu cargos de chefia nos setores de almoxarifado e transportes na empresa de construção civil do pai “Emilio Odebrecht & Cia.”, onde começou a trabalhar aos 15 anos. Seu aprendizado profissional se deu com os mestres-de-obras e operários. É a terceira geração de uma família alemã de engenheiros, que emigrou para o Brasil em 1856.

Seguindo a tradição familiar, aos 18 anos ingressou no curso de Engenharia da Escola Politécnica de Salvador. No 3º ano, a empresa passou por algumas dificuldades decorrentes da 2ª Guerra Mundial e uma crise no setor. Emílio retirou-se dos negócios, em 1941, e retorna à Santa Catarina, sua terra natal, fazendo com que ele assuma a direção da empresa aos 21 anos. Conciliando trabalho, estudos e serviço militar, conclui a faculdade em 1943. Seguindo a orientação do Banco da Bahia, fundou sua própria empresa para negociar as dívidas e continuar os negócios do pai. Assim nasceu a Construtora Norberto Odebrecht, tendo como preceitos básicos a parceria e confiança nas pessoas.

Passou a atuar na Bahia, a partir de parcerias com a Petrobrás e a Sudene, e enveredou para outros estados da região. Tem inicio a construção de uma marca diferenciada em termos de qualidade, inovação e produtividade. A conclusão Edifício Belo Horizonte, em Salvador, por exemplo, deu-se em sete meses, quando a média na época era de três anos. A empresa se expandiu rapidamente e em 1965 foi criada a Fundação Odebrecht com propostas de desenvolvimento social e cultural. Três anos depois iniciou a sistematização de seu conhecimento adquirido, publicando alguns livros: De que necessitamos (1968), Pontos de referência (1970), Educação pelo trabalho (1991) e Sobreviver, crescer e perpetuar (1983), com o qual sistematizou a chamada “Tecnologia Empresarial Odebrecht”, com os princípios, conceitos e critérios adotados pela Organização. Esta experiência editorial abriu caminho para o patrocínio de diversas obras de arte brasileira, editadas posteriormente.

Com uma filial no Recife desde 1961, estimulada pela ação da Sudene, conquista algumas obras em Pernambuco, tais como as fábricas da Willys Overland, Coperbo, Alpargatas Confecções e Tintas Coral do Nordeste. Em 1969 inicia-se a expansão para o Sudeste brasileiro, com a construção de grandes obras no Rio de Janeiro: edifício-sede da Petrobras, campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Aeroporto Internacional do Galeão e a Usina Termonuclear Angra I. Na década de 1970 já está consolidada como uma das grandes construtoras do país, expandindo e diversificando seus negócios nas áreas de perfuração de poços de petróleo (Odebrecht Perfurações Ltda) e com a aquisição de 1/3 do capital da Companhia Petroquímica de Camaçari. Em seguida a empresa passa por processo de internacionalização com obras no Peru (Hidrelétrica Charcani V) e no Chile (obras de desvio do Rio Mau Le para a Hidrelétrica Colbún Machicura)

Na década de 1980 a expansão é ampliada com incorporação de outra grande construtora, a CBPO-Companhia Brasileira de Projetos e Obras, responsável pelas obras de grandes rodovias paulistas, como Imigrantes, Trabalhadores e Castelo Branco. É criada a holding Odebrecht S/A e amplia-se sua carteira de contratos no exterior. Com a incorporação da empresa Tenenge, os negócios alavancados com a construção de hidrelétricas no Brasil e no exterior. Em 1988 adquire a construtora José Bento Pedroso & Filhos, em Lisboa, e passa a atuar em Portugal. Em 1991 começa a operar nos Estados Unidos, sendo a primeira empresa brasileira a realizar uma obra pública naquele país (Metromover). A ampliação da empresa alcança a Inglaterra com a aquisição da SLP Engineering, especializada na construção de plataformas de petróleo. A empresa vai se firmando como uma das grandes multinacionais do mundo. Em 1994 a Organização Odebrecht completou 50 anos com presença marcada em 21 países, contando com 34 mil integrantes.

Pouco antes disso, em 1991, Norberto, com 71 anos de idade, passou a Presidência da Odebrecht S.A. ao filho Emílio e torna-se presidente do Conselho de Administração, cargo que mais adiante (1998) o filho assume e ele passa a ser o Presidente de Honra da Odebrecht S.A., além de Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Odebrecht. Por essa época a Fundação Odebrecht redireciona o foco de sua atuação para a educação de jovens da região do Baixo Sul da Bahia. Em 1995 a empresa passa a atuar mais pesado na área de petroquímica e saneamento. É criada a OPP Química e Odebrecht Ambiental com a concessão pelo serviço público de saneamento, em Limeira, SP. No ano seguinte é formada a empresa Triken, a partir da aquisição do controle acionário da CPC e da Salgema. Em 1998 dá-se o inicio da 2ª geração no comando da empresa, com Emilio Odebrecht na presidência do Conselho de Administração.

A empresa torna-se o maior grupo petroquímico da América do Sul com a aquisição do controle da COPENE-Companhia Petroquímica do Nordeste. Em 2001 a principal revista de engenharia do mundo (ENR-Engineering News Records) reconhece a Odebrecht a maior empresa na construção de usinas hidrelétricas e aquedutos, a maior construtora da América Latina e uma das 30 maiores exportadoras de serviços do mundo. O fato é consolidado com a criação da Brasken, que reúne todos os ativos petroquímicos. Nesta ocasião Emilio Odebrecht concentra-se na presidência do Conselho de Administração e transfere a presidência da empresa para Pedro Novis. Em 2004 a empresa ao comemorar 60 anos, com 40 mil funcionários em 16 países, é eleita a Melhor Empresa de Engenharia da América Latina, pela revista Global Finace.

Em 2007 o grupo incorpora mais duas empresas: Odebrecht Agroindustrial e Odebrecht Realizações Imobiliárias, inicia projetos na Líbia e na Libéria e adquire ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga. A expansão continua de vento em popa e em 2009 a presidência da empresa passa para Marcelo Odebrecht, neto do patriarca. Com essa mudança na direção, o conglomerado toma novo impulso e é eleita a Melhor Empresa Familiar do Mundo pelo IMD-Institute for Management Development. Novas aquisições são realizadas: a Brasken incorpora a Quattor e a Sunoco Chemicals, tornando-se a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. São intensificados os investimentos em transporte e logística, com a criação da Odebrecht TransPort. Em 2011 passa a atuar na área da Defesa, com a aquisição de duas quatro plantas industriais da Dow Chemical nos EUA e Alemanha. É criada a Odebrecht Defesa e Tecnologia. A empresa entra no ranking das 10 empresas mais admiradas pelos jovens do Brasil, conforme a Companhia de Talentos. Agora o conglomerado emprega mais de 180 mil pessoas com atuação em 23 países em todos os continentes.

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31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Passaram-se seis meses de atuação, mas o governo Temer ainda não eliminou as incertezas da cabeça do povo. Motivo de insatisfação. A sociedade aguarda reconquistar a confiança no país. O que tá difícil.

Torce para o mercado perder a fragilidade. A economia sair da retranca. O desemprego escapar da brutal marca de 12 milhões de desempregados. As reformas da Previdência e Trabalhista não sejam tão cruéis como aparentam. Encontre solução para driblar os efeitos da seca que devasta o Nordeste, faz cinco anos. O governo vença a rejeição, que está avantajada na sociedade. Tome medidas concretas para livrar o Brasil da crise econômica.

Possa, enfim, colocar o país nos trilhos, conforme promessa no discurso de posse.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

31 janeiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

LINDOS ELOGIOS

Fazia tempos que eu não ouvia uma execução tão bonita do nosso hino pátrio.

Vejam se concordam comigo vendo o vídeo abaixo.

De quebra, sugiro que escutem os elogios que foram feitos ao homenageado pelo então gunvernador do Rio de Janeiro e pela então prisidenta da República Federativa de Banânia.

31 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

31 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

EIKE CARECA É A FOTOGRAFIA DE UM BRASIL DIFERENTE

A imagem do ex-bilionário Eike Batista careca, uniformizado de preso, escoltado por policiais, sendo transferido de uma penitenciária para outra é o retrato de um Brasil em mutação. Um país ainda desanimador. Mas que já consegue expor as mazelas que comprovam uma evidência: esta é a nação onde há as mais fabulosas possibilidades de surgir um mundo inteiramente novo. Caos, matéria-prima básica dos grandes recomeços, não falta.

Eike voara para Nova York dois dias antes da decretação de sua prisão. Dispunha de dinheiro e de um passaporte alemão. Poderia tentar uma fuga. Preferiu retornar para “ajudar a passar as coisas a limpo”. Fez isso porque concluiu que já não é tão fácil ficar completamente impune depois de passar as coisas a sujo no Brasil – um país que ainda não é inteiramente outro, mas já está diferente.

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30 janeiro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

30 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa