4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Prezado Mestre….

Tenho algumas dúvidas e talvez possa me ajudar ….

Perdi uma chance de ganhar seu famoso O Romance da Besta Fubana, autografado, em uma promoção que você fez faz algum tempo, e agora, tentando achá-lo, não encontrei nem na Cultura nem na Saraiva, grandes livrarias em São Paulo (onde compro com cartão de crédito …rsrsrsrs).

Pergunta : Em qual editora posso encontrá-lo e comprá-lo?

Na realidade esta curiosidade veio de uma coincidência:

Em Maceió, agora no fim do ano, ouvi em uma roda de amigos de meu irmão, inclusive alguns primos pernambucanos, em reunião na casa da minha mãe (96 anos), um comentário/prefacio sobre um dos livros de poesia do Luiz Alberto Machado, que você escreveu, falando dos poetas de Palmares, e algo como “amigo não tem defeito“….(obviamente nenhum poeta também, o que concordo plenamente, desde que o poeta seja amigo …. rsrsrsrs)

Esse cara comentava sobre a inspiração que foi o seu Romance (aos poetas e artistas de Palmares), e o premio que você ganhou capaz de financiar uma viagem sua aos “istates”

Pergunta: Quanto tem de verdade esta história ?

Se tem, você bem que poderia contá-la melhor em nosso FANTÁSTICA gazeta da bixiga lixa, como a história da Ava e Gina ….. kkkkkkk

Parabéns por manter esta gazeta à disposição de gente do povo como eu, para um aprendizado constante e muitos risos ….. muitos, muitos risos

Um grande abraço a você, à dona Aline e também a Chupicleide (coitadinha)

Um paulistano de nascimento e nordestino de coração, filho de pai pernambucano e mãe alagoana.

R. Meu caro, O Romance da Besta Fubana, bem como todos os meus outros livros, podem ser adquiridos com segurança e tranquilidade aqui pela internet.

Basta acessar a página das Edições Bagaço e seguir as instruções.  

É só digitar o nome do autor ou do livro lá no cabeçalho da página e ir em frente.

Clique aqui e dê uma olhada.

Os preços são baratinhos de dar gosto. Efetuando a compra, você vai ajudar um pobre autor brasileiro a fazer a sua feirinha semanal…

Ressalto que a revisão d’O Romance da Besta Fubana, ortográfica e sintática, foi feita pelo meu amigo Raimundo Floriano, ex-colunista do JBF e hoje gerenciando sua própria página, o Almanaque.

Quanto à história que você ouviu em Maceió, sobre o meu querido amigo e conterrâneo Luiz Alberto Machado, o Nito, um cabra safado da mais alta competência e que mora na minha estima, tudo passa na verdade.

Eu sempre digo que amigo meu não tem defeito. E inimigo meu, se não tiver defeito, eu boto um na hora. Deste modo: eu sou um cidadão honrado e um homem de bem; se o cabra é meu inimigo, então, consequentemente, ele é um cabra safado, um canalha sem valor.

Simples assim.

Quanto à história da viagem pros Zistados Zunidos também é verdadeira. A Besta fez um sucesso tão da porra, teve uma badalação tão grande, que entrou na listas dos livros mais vendidos em várias capitais brasileiras em meados dos anos 80.

E ganhou dois grandes prêmios literários nacionais. Um da União Brasileira de Escritores (Prêmio Guararapes) e outro do antigo Instituto Nacional do Livro (Prêmio Literário Nacional).

Virou até Tese de Doutorado da Professora Ilane Ferreira Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tese que foi publicada em livro com o título de “Festa, Utopia e Revolução no Interior do Nordeste“.

Professora Ilane e seu livro sobre o Romance da Besta Fubana

E aí eu virei gigolô da Besta: fui convidado pela Embaixada Americana pra participar do International Writing Program, um programa que reunia autores de todos os continentes.

Uma mordomia arretada. Passei quatro meses falando besteiras em palestras e debates. E também comendo, bebendo e fudendo de graça naquele país tirânico e imperialista. Aproveitei pra internacionalizar a pica com as galêgas.

Foi ótimo!

Se você entrar na página da Biblioteca do Congresso, a maior instituição do mundo no gênero, vai encontrar este inxirimento abaixo transcrito:

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS INSANOS RECIFANOS INCARNADOS

O ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva (PT) e o atual vice-prefeito da capital pernambucana, Luciano Siqueira (PC do B), que ocupava o mesmo cargo na outra gestão, foram condenados pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária por burlar a Lei de Licitações entre 2002 a 2004. 

No mesmo processo, o juiz Honório Gomes do Rego Filho condenou também a ex-chefe de gabinete do petista e dois assessores da prefeitura. Os cinco pegaram três anos e cinco meses de reclusão e terão que pagar multa.

Segundo a denúncia, os acusados dispensaram procedimentos licitatórios. Entre os anos de 2002 a 2004, a Prefeitura do Recife contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para realizar consultoria e implantar a modernização em 15 secretarias.

O juiz, seguindo a auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), alega que o preço do contrato estava 90% acima do mercado.

O prejuízo para os cofres públicos estaria na casa dos R$ 19,7 milhões, referente a dois contratos e dois aditivos.

* * *

Um rombinho de pouco mais de 19 milhões de reais é uma quantia mixuruca pros padrões vermêios. 

Um valor irrisório em se tratando de guabirutagem cometida pela dupla PT/PCdoB, duas organizações abandidadas que usam siglas partidárias.

O ex-colunista fubânico Luciano Siqueira, que era vice-prefeito do Recife quando ainda escrevia para esta gazeta escrota, faz uma falta danada. Eu me divertia muito com as disparatadas defesas que ele fazia das zisquerdas e dos gunvernos petralhas.

Fiz tudo pra que ele continuasse por aqui, alegrando os nossos dias com suas hilárias argumentações. Mas ele bateu asas e avuou.

Defender a ladroagem petêlha é uma tarefa fácil pra qualquer oftalmopata atingido pela cegueira ideológica. Ainda mais em se tratando da cegueira provocada pela foice e pelo martelo.

Mas, infelizmente, Luciano não quis mais voltar a este antro onde impera muita luz e a total liberdade de expressão e de pensamento.

Uma pena mesmo.

João Paulo e Luciano Siqueira, um petralha e um cumunalha nas malhas da lei: ô parêia certa que só a porra

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

4 janeiro 2017 HORA DA POESIA

SONETO – Carlos Pena Filho

Por seres bela e azul é que te oferto
a serena lembrança desta tarde:
tudo em torno de mim vestiu um ar de
quem não te tem mas te deseja perto.

O verão que fugiu para o deserto
onde, indolente e sem motivos, arde,
deixou-nos este leve e vago e incerto
silêncio que se espalha pela tarde,

Por seres bela e azul e improcedente
é que sabes que a flor, o céu e os dias
são estados de espírito, somente,

como o leste e o oeste, o norte e o sul.
Como a razão por que não renuncias
ao privilégio de ser bela e azul.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

4 janeiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TIA AMARA

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS


TÁ TUDO BEM ALI NA ESQUINA – BASTA OLHAR PELO RETROVISOR

Foto Ficha utilizada para fazer ligações telefônicas nos orelhões

Volto de novo ao tema do “passado” – ainda que não more em Pasárgada – pois gosto muito dele. É rico, pelo menos para mim. Me fez feliz e fiz a felicidade dos meus pais que, nunca me deram nada além da educação familiar e uma convivência que me fez gente. Nada contra o pais “babacas” de hoje. Cada um na sua.

Provavelmente são felizes, também, aos lado dos seus e na forma como os educam. Bola pra frente. Sem essa de ser ou querer ser um novo Don Quixote.

Fui ontem na parte da tarde dar uma rápida volta num dos shoppings da cidade. Vi lojas modernas, jovens bonitos (e provavelmente escolhidos) trabalhando como vendedores.

Me aproximei de uma vitrine e fiquei olhando uns sapatos. Nenhum me agradou. Caminhei e parei numa outra vitrine de uma loja de venda de telefones, tabletes e outros equipamentos afins. Uma jovem veio até mim e me convidou para entrar na loja. Entrei. Perguntei o preço e como poderia pagar um celular desses modernos.

A jovem me explicou tudo, pacientemente. Com a verve da molecagem cearense, perguntei:

– Qual dessas teclas eu toco para fazer caldo de cana?

A jovem sorriu meio constrangida. Não respondeu nada. Pedi desculpas pela brincadeira e segui em frente.

Noutra ala do shopping, que leva à Praça de Alimentação, passei por algumas pessoas na minha faixa etária. Bem vestidas e aparentando descontração. Mas, parei quando vi um senhor de aproximadamente 40 anos, forçar um escarro. Escarrou ali mesmo, naquele piso de cerâmica brilhante. Continuou andando e o escarro ficou realmente uma porcaria.

E aí lembrei que, na última esquina que dobrei, pessoas carregavam um ou até dois lenços. Numa necessidade intempestiva dessas, escarrava num dos lenços e o guardava no bolso.

E aí, perguntei a mim mesmo:

– Mudaram os tempos, ou mudamos nós, as pessoas?

Na volta olhei de novo a vitrine da loja que vende telefones celulares. Lembrei quando caminhávamos alguns metros para encontrar um orelhão que funcionasse e onde podíamos ligar numa emergência. Fazia-se fila para usar o telefone do orelhão.

Usava-se aquela ficha fotografada acima. Hoje, mesmo com o modernismo, continuamos tendo dificuldades (uma diferente da outra) para nos comunicar com alguém, quando isso se faz necessário. Mudamos nós, mudaram os tempos ou nada mudou?

* * *

A jabuticaba – fruta que nasce no pau

Foto 2 – Jabuticaba a verdadeira “pérola negra”

A jabuticaba ou jaboticaba é o fruto da jaboticabeira ou jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. 1854, Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel 1956 ou Plinia cauliflora (Mart.) Kausel 1956. Segundo Lorenzi et al., Plinia trunciflora seria outra espécie, a jabuticaba-café. A cidade de Jaboticabal, em São Paulo, foi nomeada em homenagem a essa planta.

Descrita inicialmente em 1828 a partir de material cultivado, sua origem é desconhecida. Outros nomes populares: jabuticabeira-preta, jabuticabeira-rajada, jabuticabeira-rósea, jabuticabeira-vermelho-branca, jabuticaba-paulista, jabuticaba-ponhema, jabuticaba-açu. Outra espécie de jabuticabeira é a Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como jabuticaba-sabará e encontrada com mais frequência nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil.

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4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

O MAIOR ACONTECIMENTO JORNALÍSTICO DO SÉCULO ! ! !

Comentário sobre a postagem JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Caio Frascino Cassaro:

“Esta porra deste JBF serve inclusive para a gente se informar.

E com estórias que encantam e divertem, como essa do leite de jumenta.

O JBF é, sem dúvida nenhuma, o acontecimento jornalístico do século XXI.”

* * *

Polodoro rinchando e agradecendo em nome do JBF e das jumentas que ele come

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UMA DÚVIDA DO CARALHO

As esculturas de homens da Grécia e da Roma Antigas são dotadas de pênis pequenos, algo que muita gente evita comentar por educação ou por vergonha.

Em parte, isso acontece porque seus membros foram esculpidos para parecer que estão moles, e não em posição sexual. Quem usou esse argumento foi a historiadora da arte Ellen Oredsson no seu blog How to talk about art history. “Se alguém compara com o tamanho da maioria dos pênis moles, (os dos gregos) não são na verdade tão significativamente menores quanto os da vida real”, escreveu ela ao responder a uma pergunta de um leitor.

Outro motivo é cultural. Os gregos valorizavam os pênis de tamanho menor. Quando pintavam um grego inteligente e admirado, eles o retratavam com um pênis pequeno. Assim, queriam dizer que prezavam o intelecto e as divagações filosóficas. Pênis grandes eram considerados feios e grosseiros, coisa de bárbaro.

Ao moldar no mármore aqueles que não se encaixavam nessa categoria, a atitude era oposta. “Os artistas gregos mostravam o seu desprezo pelos estrangeiros e pelos escravos pintando-os com órgãos grandes”, escreveu David M Friedman no seu livro A Mind of its own: a cultural history of the penis (Penguim). Além disso, quando faziam um sátiro, um ser mitológico pequeno, festeiro e com patas de cabra, os artistas o faziam com o pênis grande e ereto.

“A conclusão mais razoável é a de que se um pênis grande vem com uma face horrível e o pênis pequeno com um rosto bonito, então o pequeno é que era admirado“, escreveu o historiador Kenneth Dover no seu livro Greek Homossexuality (Bloomsbury Academic), lançado inicialmente em 1978.

Ao longo dos séculos, embora os gostos fossem mudando, o padrão de beleza permaneceu o mesmo. Os romanos, que vieram depois dos gregos, valorizavam o membro avantajado a ponto de alguns generais serem promovidos por causa do tamanho de seus órgãos.

Contudo, essa admiração não foi refletida nas estátuas, que continuaram na tradição grega. Quando os pintores e escultores renascentistas, a partir do século XIV, passaram a se espelhar no período antigo, eles seguiram a tradição.

Davi, de Michelangelo, em Florença, na Itália (Reprodução)

* * *

Quer dizer, então, que os generais romanos eram promovidos pelo tamanho da pajaraca???

Vôte!

Que informação do caralho!!!

Se o jegue fubânico Polodoro vivesse em Roma naqueles velhos tempos, certamente ele teria alcançado o posto de Marechal Cinco Estrelas!

“Puta que pariu! Se eu ainda fosse prisid-Anta, eu botava este jegue Polodoro pra ser chefe da minha segurança pessoal no Alvorada”

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

ADEILDA BRUZADIN – GUARAPUAVA-PR

É a mais pura verdade!!!!!!

Acabei de receber e repasso pro JBF.

Bom dia.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

CLAUDIONOR, PATRIMÔNIO IMATERIAL DE PERNAMBUCO

Dentre os agraciados com o título de Patrimônio Imaterial de Pernambuco, no ano de 2016, figura o nome do consagrado intérprete da música pernambucana Claudionor Germano da Hora.

De há muito, independente da consagração oficial pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, o nome de Claudionor Germano é uma consagração em todo território pernambucano, por conta de suas interpretações dos vários ritmos do nosso Estado.

Ao surgir a Fábrica de Discos Rozenblit em 1953, para intérprete do disco de lançamento foi lembrado, por Nelson Ferreira, o nome de Claudionor Germano. Assim, sob o selo Mocambo de n º 15000-B, matriz R–501, surgiu a sua primeira gravação no frevo-canção Boneca, com letra de Aldemar Paiva e música de José Menezes, orquestra da PRA 8 sob a regência do próprio Nelson Ferreira.

Assim aparecia em disco o nome de Claudionor Germano, que veio a ser o intérprete favorito da maioria dos compositores do carnaval pernambucano. Ninguém no Brasil gravou mais para o carnaval do que ele; ninguém é mais conhecido do folião pernambucano do que esse intérprete maior dos frevos de Capiba, Nelson Ferreira, José Menezes, Manuel Gilberto, Antônio Maria, Luiz Bandeira, Alceu Valença, Getúlio Cavalcanti, dentre outros monstros sagrados do nosso frevo-canção; sua voz, quando chega o carnaval, se faz presente em todos os recantos de Pernambuco e em outros estados vizinhos.

Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, em 19 de abril de 1932, iniciando a sua carreira artística no Rádio Club de Pernambuco, em 1947, transferindo-se depois para o Rádio Tamandaré e, finalmente, para o Rádio Jornal do Commercio, onde teve oportunidade de atuar sob a direção do maestro Guerra Peixe. Foi durante anos o cantor da Orquestra de Nelson Ferreira e, a partir do carnaval de 1954, passou a integrar o cast da Fábrica de Discos Rozenblit. Sob o selo Mocambo veio a gravar, em 1959, os discos long plays Capiba – 25 anos de frevo (LP 40039) e Nelson Ferreira  O que eu fiz e você gostou (LP 40040), no que foi seguido em 1961 com Carnaval começa com C de Capiba (LP 40053) e O que faltou e você pediu, de Nelson Ferreira (LP 40054), que vieram consagrá-lo como o mais importante intérprete do frevo-canção de todos os tempos. Gravou ainda Sambas de Capiba (LP 40044), em 1961, com destaque no lado B para A mesma rosa amarela (Capiba e Carlos Pena Filho), um dos sucessos da bossa-nova por ele lançado nacionalmente em março de 1960: disco 78 r.p.m., Mocambo nº 18877. Entre 1966-68 participou como finalista das três versões do Festival Internacional da Canção Popular, defendendo Canção do amor que não vem (Capiba), São os do Norte que vêm (Capiba e Ariano Suassuna) e Por causa de um amor (Capiba).

No âmbito do carnaval, além das dezenas de discos em 78 R.P.M. e dos LPs citados, foi responsável pela interpretação das séries Baile da Saudade v. I e II, O Bom do Carnaval e algumas faixas do Capital do Frevo, produzido anualmente pela Mocambo com as músicas inéditas de cada ano. Gravou ainda Dôzinho e seu carnaval, Cirandas (Musicolor K20286 – 1972) e Nelson Ferreira – Meio século de frevo-canção; este último, juntamente com 25 anos de frevo de Capiba, foram reeditados em compact-disc pela Polydisc-Recife em 1993.

Foi uma presença constante em todos os festivais da música carnavalesca, notadamente do Frevança (1979-89) e Recifrevo (1990-95), participando ainda de onze compactos (45 r.p.m.) e dois LPs da série O Bom do Carnaval com a gravadora RCA; participando, ainda, das excursões do Vôo do Frevo por duas vezes nos Estados Unidos (Miami e Nova Iorque) e no Japão (Tóquio).

Graças a sua invejável memória, que lhe dá a facilidade necessária de decorar todas as letras de sua bagagem de intérprete, aliada a pronúncia exata e a dicção perfeita, bem como a facilidade na mudança de tons e o conhecimento do estilo de cada compositor, Claudionor Germano vem sendo o mais requisitado intérprete do carnaval pernambucano: é ele o intérprete favorito de Capiba, de quem já gravou 124 músicas.

Quando do surgimento da Frevioca em 1980, orquestra volante com 28 músicos por mim criada para animar o carnaval do centro do Recife, convidei Claudionor Germano e o maestro Ademir Araújo para participar daquela volante do frevo, dupla que nela permaneceu durante muitos anos.

Sobre Claudionor Germano vale transcrever parte do depoimento do crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão na contracapa do disco O Bom do Carnaval (RCA n º 1070342), gravado em 1981, com orquestra sob a direção do maestro Edson Rodrigues:

Embora tendo começado pelas tendo começado pelas canções de Vicente Celestino, ainda na escola (“ meu Brasil para aumentar a tua glória…”), embora não podendo deixar de sofrer, já rapaz, a influência fulminante do sestroso carioca Orlando Silva (ao lado de quem chegou a cantar, menino – que emoção! – durante uma festa de homenagem aos pracinhas da FEB), embora pagando o preço da moda, ao iniciar a carreira de profissional no Rádio Club de Pernambuco, em 1949, como crooner do conjunto Ases do Ritmo, foi como cantor de música tipicamente pernambucana que o estilo de Claudionor Germano se firmou. A ponto de, já em 1967, poder surgir diante dos milhares de brasileiros de todas as regiões que se acotovelavam no Estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o II Festival Internacional da Canção, como a única voz capaz de emprestar o indispensável toque à vigorosa canção de Capiba, “São os do Norte que vêm”. Atualmente tão identificado com a música de sua região que pode ser considerado o cantor oficial do Recife (quando chega o carnaval é puxador de marchas e frevos, cantando pelas ruas em cima de um caminhão chamado de frevioca, além de figura indispensável, à frente das orquestras dos grandes bailes carnavalescos dos clubes Náutico e Português), Claudionor Germano consegue, no entanto, um privilégio de que poucos artistas podem se orgulhar: sem sair de sua terra pode ser ouvido – e suas interpretações neste disco comprovam isso – como uma autêntica voz nacional.

* * *


4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

VAMOS CAÇAR OS CANGACEIROS DE HOJE

Comentário sobre a postagem REPETINDO O PASSADO?

Arael M. da Costa:

“Tenho expressado, hoje como professor aposentado e consequentemente mais nas rodas de amigos, que já passou da hora do governo ressuscitar as “volantes policiais” que acabaram com o cangaceirismo.

Só para relembrar, acredito que as forças policiais de hoje, se adequadamente armadas e municiadas têm condições e enfrentar e acabar esses bandos que infernizam principalmente as pequenas cidades, com os assaltos mirabolantes a agências bancárias e dos correios.

Vamos resgatar as almas de policiais de fato, como o Sargento Febrônio, o Tenente Manoel Benício e o Capitão Ascendino Feitosa, da Polícia Militar da Paraíba, dentre muitos outros, para começarmos a ter os bons resultados que a sociedade espera.

Afastem-se, também, os militantes dos direitos humanos e pastorais carcerárias…

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4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

IRACEMA

Um samba de 1956, composto por Adoniram Barbosa, interpretado pelos Demônios da Garoa.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

CHEGA DE INTERMEDIÁRIOS

A grande novidade dessas eleições – noves fora quem foi eleito e preso em seguida – é conhecida apenas em Manacapuru, a “Princesinha do Solimões”, a uns 80 km de Manaus, capital do Amazonas. Francisca Ferreira da Silva, 32 anos, tomou posse neste domingo como vereadora – a quarta parlamentar mais votada da cidade, a vereadora líder de votos, com 1.722. Contribuições para a campanha, só de pessoa física: taxistas, mototaxistas, pequenos comerciantes. Marqueteiro, nem pensar. Pensa no futuro da população mais pobre de Manacaparu: “Estou grata pelo apoio que recebi dos amigos e parentes”, diz. “Vou cobrar o prefeito e vou lutar para que Manacaparu tenha uma clínica de hemodiálise”.

Francisca Ferreira da Silva não concluiu o Fundamental, tem três filhos e é a primogênita de Manoel Nonato Oliveira da Silva e Alcina Lomas da Silva, ambos aposentados. Muito popular no porto, onde trabalha, foi escolhida pelos prestadores de serviços da área para representá-los, diante das sucessivas frustrações com seus eleitos. Têm certeza de que ela é imune à corrupção. Ela corresponde: até que receba os R$ 7.800,00 de salário, trabalha como feirante, feliz com a perspectiva de ajudar seus eleitores.

Ah, ninguém a conhece pelo nome, mas pelo apelido, Coroca, que usou como prostituta. Defende-a seu pai: “Jesus diz que quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. No país da Lava-Jato, quem se atreverá?

A firmeza de Temer

Não se impressione com os manifestos oposicionistas que, sempre que citam o Governo, acrescentam que está próximo a cair. Bobagem. Diz a Constituição que uma eleição para substituir Temer será indireta. Se tentarem transformá-la em direta, não haverá eleição nenhuma, por falta de tempo para aprovar a emenda constitucional. Imaginemos que Temer seja fartamente citado nas 77 delações da Odebrecht. Até acabar o processo, terá acabado o mandato. E se o TSE decidir que as irregularidades de Dilma se transferem a Temer? Mesmo que o julgamento saia rápido, há recursos que o atrasarão até o final do mandato. Temer fica até o fim.

A terra tudo encobre

O caro leitor jamais tinha ouvido falar da Família do Norte, forte facção criminosa que controla as prisões da região, e que, ao rebelar-se, deflagrou a matança? Pois a Polícia sabia de tudo. A FDN é liderada pelo traficante Márcio Garrote Ramagem, torcedor do Compensão, time de Manaus. Os presos financiavam times amadores, todos chamados de Compensão, pregavam seu escudo nas muralhas de todas as prisões, convocavam a torcida para todas as partidas (“salves”) e davam grandes festas, com secos e molhados. Seus celulares funcionavam melhor que o dos clientes que pagam a conta. Na cadeia havia três presos por vaga, amontoados.

As pedras por cima

Imagine o leitor que enclaves de luxemburgueses ocupem áreas do território brasileiro, em Rio, São Paulo, Amazônia, e resolvam seguir sua própria lei. Nenhum Governo aceitaria isso. Mas por que os luxemburgueses seriam piores que os condenados? Se não há condições de manter presídios adequados, bem guardados, onde se cumpra a lei do país, que a política prisional seja repensada, sem dar vantagens ilegais a quem tem o dedo mais mole na hora de atirar. Ou isso ou matanças sem fim.

La verdad

Aquela “onda vermelha” que engolfou parte da América Latina era, na verdade, abundantemente verdinha, e com fotos de Benjamin Franklin. Em duas semanas, começa o julgamento do ex-presidente de El Salvador, Maurício Funes, de um de seus filhos, Diego, e de sua ex-esposa, Vanda Pignato, brasileira e militante petista. Eles conseguiram, a pedido de Lula, que a Odebrecht pagasse a campanha – João Santana incluído. A Odebrecht, no mandato de Funes, obteve US$ 50 milhões em contratos.

Ricardo Martinelli, ex-presidente do Panamá, é acusado de receber, para ele, R$ 59 milhões; e, para outros, R$ 118 milhões. Rafael Correa, do Equador, está com problemas: a Polícia apreendeu há dias em Quito os arquivos eletrônicos da Odebrecht. Os subornos atingem US$ 35 milhões. No Peru, três ex-presidentes e uma ex-primeira-dama tentam jogar a propina, US$ 29 milhões, no colo do atual presidente Pedro Pablo Kuczynsky. Danilo Medina, República Dominicana, é acusado de receber US$ 92 milhões, em troca de US$ 163 milhões em ganhos extra-ordinários.

…sin perder las verduras jamás

Os melhores negócios parecem ter ocorrido onde não há abertura para a Justiça: Angola, onde a filha do presidente José Eduardo dos Santos se transformou na mulher mais rica da África, e Venezuela, onde o presidente Maduro faz o que pode para manter-se no poder. Ali a Odebrecht teve seus maiores lucros no Exterior e manobrou como quis o dinheiro.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Meu caro Editor Luiz Berto,

MORRO E NÃO VEJO TUDO

A política brasileira é mesmo surpreendente, dinâmica e fascinante.

O vereador Ronilson Marcílio Alves (PTB), reeleito em outubro de 2016, com 854 votos, tomou posse do cargo na Câmara Municipal de Caratinga – MG, nessa última terça-feira (3), devidamente algemado e paramentado com o uniforme do sistema prisional da cidade.

Acusado de extorsão e com prisão preventiva decretada, logo após a posse o referido parlamentar foi reconduzido à Penitenciária da cidade.

O presidente da Câmara Municipal de Caratinga informou que, de acordo com o regimento interno da Casa, o vereador em questão continua recebendo salário e participando normalmente das reuniões.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUANDO O RESPEITO À LEI É FALTA DE VERGONHA NA CARA

Ricardo Noblat

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, está certo: ele não desrespeitou lei alguma ao se valer, ontem, de helicóptero oficial para resgatar seu filho que passara a noite do réveillon em animada festa em condomínio às margens do lago de Furnas, tradicional balneário do Estado.

Em nota divulgada pelo Facebook, Pimentel afirma que o uso da aeronave é regulamentado por decreto publicado em 2005. À época, o governador de Minas era o hoje senador Aécio Neves (PSDB), que voou de helicóptero e de jatinho oficiais para cima e para baixo, emprestando-os, inclusive, a amigos necessitados.

Portanto, assim como Aécio, Pimentel tinha o direito, sim, de voar em helicóptero comprado com dinheiro público e mantido com dinheiro público, para ir passar o domingo com o filho onde bem quisesse, como ele alegou ter sido sua ideia original. Ou para simplesmente ir buscá-lo porque o garoto parecia indisposto.

O que a lei não proíbe é permitido. E, se ainda por cima, ela regulamenta o que a outros horroriza, fim de papo. Mudemos de assunto. Se um dia Pimentel for deposto, certamente não será por uso indevido de equipamento do Estado. Poderá ser por uso de dinheiro ilegal em campanha, mas essa é outra coisa.

Sérgio Cabral governou o Rio de Janeiro por oito anos. Usou helicóptero oficial até para transportar o cachorrinho da família nos fins de semana. Usou jatinhos de empresários e de fornecedores de serviços ao governo para voar de férias ao Caribe. E nada disso configurou crime. No máximo, falta de vergonha na cara.

Minas Gerais é um Estado quebrado como o Rio? É. Seria um despropósito cobrar de quem o governa moderação extrema com gastos supérfluos? Não. Faltou moderação a Pimentel. E também vergonha na cara. Se lhe sobrasse vergonha, deveria no mínimo pedir desculpas aos mineiros e ressarcir o Estado do gasto desnecessário.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES (QUE VOCÊ DESCONHECIA) – III

MARIO SCHENBERG (1914-1990)

Nasceu no Recife, em 02/07/1914. Porém há informação segura que nasceu em 1916. A data foi alterada visando a entrada na escola mais cedo do que o permitido. Físico, crítico de arte, político, pacifista e fotógrafo. Concluído os cursos primário e secundário, entrou na Faculdade de Engenharia do Recife em 1931. No 3º ano foi transferido para a Escola Politécnica, em São Paulo, sob a influência de seu professor Luís Freire, notável instigador de talentos. Em 1935 formou-se em engenharia elétrica e, no ano seguinte, em matemática na recém fundada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras-FFCL. Neste período esteve em contato direto com os professores Giuseppe Occhialini, Giacomo Albanese, Luigi Fantappié e Gleb Wataghin, que o convida para desempenhar a função de preparador de física geral e experimental na Escola Politécnica. Em 1937 deixou esse cargo para se tornar assistente de física teórica da FFCL.

A diversificação de interesses data de sua infância e foi influenciada pelas viagens feitas com seus pais à Europa. Desde cedo mostrou também notável capacidade para a matemática, encantando-se com a geometria, que teve forte influência em seus trabalhos posteriores. O interesse pela política, e particularmente o marxismo, começou também na adolescência.

Como pode uma pessoa ter se destacado em áreas tão distintas como a ciência, as artes e a política? Para saber sobre o “físico que estudava as artes com o olhar de cientista e pesquisava a física com a criatividade da arte”, uma historiadora realizou uma pesquisa de fôlego sobre sua produção na área científica e nas artes. A conclusão a que chegou é que a arte surgiu primeiro em seu horizonte. “Quando o jovem Schenberg abriu seus horizontes para a geometria, era pela razão de o auxiliar na utilização de suas percepções visuais”.(¹)

Em 1939 partiu para a Europa, onde passou uma breve temporada trabalhando no Instituto de Física da Universidade de Roma com o físico italiano Enrico Fermi; em Zurique, com Wolfgang Pauli e em Paris com Frédéric Joliot-Curie no Collège de France. Em 1940, já de volta ao Brasil, obteve uma bolsa da Fundação Guggenheim para passar uma curta temporada nos EUA, junto ao astrofísico George Gamow. Aí fez uma de suas principais descobertas: o “Processo Urca”. Trata-se de um estudo para entender o colapso de estrelas supernovas.

Outra de suas descobertas recebeu o nome de “Limite Schenberg-Chandrasekhar”, realizada num trabalho junto com o físico indiano Subrahmanyan Chandrasekhar. Schenberg calculou, em 1942, a massa que pode ter o núcleo de uma estrela em que não mais ocorram reações de fusão nuclear, mas que consiga suportar o peso das camadas mais externas. Para um núcleo de hélio, valores típicos desse limite são de 10% a 15% da massa da estrela. Devido a tais descobertas, Albert Einstein o apontou como um dos dez mais importantes cientistas de sua época. É considerado, ainda hoje, o maior fisico teórico do Brasil.

Em 1944 já exercia a crítica de arte de modo regular; mais dois anos é contratado para inaugurar a cadeira de Mecânica Racional e Celeste da FFCL, atual instituto de Física da USP. Isto confirma o modo simultâneo como exercia ambas as atividades. Anos mais tarde, dirigiu por oito anos o Departamento de Física da Universidade de São Paulo-USP (1953-1961). Seu curriculum na área científica é extenso: Trabalhou com mecânica quântica, termodinâmica e astrofísica. Publicou mais de uma centena de trabalhos em física teórica, física experimental, astrofísica, mecânica quântica, mecânica estatística, relatividade geral, teoria quântica do campo, fundamentos de física, além de escrever muitos trabalhos em matemática. Foi membro do Institute for Advanced Studies de Princeton e do Observatório Astronômico de Yerkes. Em Bruxelas, trabalhou em raios cósmicos e mecânica estatística. Criou o Laboratório de Estado Sólido da USP, instalou o primeiro computador da universidade, criando o curso de computação, e presidiu a Sociedade Brasileira de Física de 1979 a 1981.

Em 1969 foi o único latino-americano convidado para um congresso internacional sobre física de altas energias, em Kioto, Japão. Neste mesmo ano foi aposentado compulsoriamente pelo Governo, através do Ato Institucional nº 5. Na área política seu envolvimento não foi menos intenso, sendo eleito duas vezes deputado estadual de São Paulo (1946 e 1962) pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1947, sob a liderança do economista e empresário Caio Prado Júnior, a bancada aprovou o Artigo 123 da Constitução do Estado de São Paulo, instituindo os fundos de amparo à pesquisa no estado para impulsionar o seu desenvolvimento científico e tecnológico. Esse projeto levou mais tarde à concepção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Era considerado um orador influente, chegando a mudar a orientação da bancada por diversas vezes. Devido a tais atividades, foi cassado e preso mais de uma vez pela ditadura militar brasileira.

Após a aposentadoria compulsória é proibido de frequentar a USP e passa por um período de isolamento e cerceamento de qualquer atividade política-social. Este período é compartilhado com sua amiga e conterrânea Clarice Lispector numa carta: “Desde 1970, minha situação geral se modificou bastante, em consequência do isolamento em que passei a viver, como resultado de minha aposentadoria e da impossibilidade de exercer a crítica de arte militante. Foi um desafio tremendo, mas creio que pude reagir de um modo criativo, não só retomando com maior energia as pesquisas anteriores sobre teoria da Gravitação e o problema das relações entre Física e Geometria, como também fazendo estudos filosóficos mais sistemáticos. Publiquei três trabalhos longos de Física, e aprofundei bastante o meu pensamento sobre Arte. Agora estou escrevendo um pequeno ensaio sobre a crise atual das artes plásticas, que talvez seja um ponto de partida para um ensaio mais longo”.

Como crítico de arte mantinha grande interesse por artes plásticas, tendo convivido com artistas brasileiros como Di Cavalcanti, Lasar Segall, José Pancetti, Mário Gruber, Cândido Portinari, Antonio Bandeira, Carlos Scliar etc. e também estrangeiros, como Bruno Giorgi, Marc Chagall e Pablo Picasso. Escreveu diversos artigos sobre artistas contemporâneos brasileiros como Alfredo Volpi, Lygia Clark e Hélio Oiticica etc.

Era considerado um “mecenas das artes” não no sentido de financiar artistas, pois não era rico; e sim de aconselhá-los e ampará-los num período difícil da política brasileira. Foi casado com Julieta Bárbara Guerrini, ex-mulher do poeta Oswald de Andrade, e com a artista plástica Lourdes Cedran. Teve uma única filha, a geneticista Ana Clara Guerrini Schenberg. Em 1979, com seus direitos políticos reabilitados com a abertura que se nciava, voltou para a USP e lecionou alguns cursos. Recebeu o título de Prof. Emérito em 1982 e, em 1984, foi homenageado com um Simpósio Internacional, no Instituto de Física, e a publicação de um número especial da Revista Brasileira de Física pelos 70 anos. Pouco depois, os sintomas de uma doença degenerativa acentuaram-se. Faleceu em 10 de novembro de 1990.

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(¹) VEIRA, Alecsandra Matias de. Schenberg – Crítica e Criação. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 

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4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

ABRAÇO FORTE
FEITO LEITE DE JUMENTA PRETA

Este, sempre foi o meu melhor abraço.

A frase é inspirada em ditado popular.

E, pra quem duvida do meu sério, encontrei o leite de jumenta pra vender.

PENSE NUMA ALEGRIA!!?

Foto feita por Doró, minha mulher, na BR-408, bem no beiço da pista

O leite de jumenta apresenta menor teor de gordura, e, teor de lactose e pH semelhante, se comparado ao leite humano.

Além de alimento seguro, válido em casos de intolerância alimentar, é, também, utilizado para a fabricação do caríssimo queijo “pule” consumido principalmente na Ásia e Europa.

No link MildPoint, poderá conferir registro do Papa Francisco, (no oco do Vaticano) recebendo a visita de jumentinhas, e, segundo a reportagem, disse que tomou muito quando criança.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

PREVISÕES PREVISÍVEIS E OUTRAS VIGARICES PARA 2017

Nossa coluna sempre teve a audácia de querer criticar e analisar o presente e a partir de suas interpretações fazer uma ‘pré’ visão do futuro próximo. Mas agora neste 2017 vamos aventurar-nos no grande mundo do ‘achismo’, da vidência e da futurologia.

Assinamos um contrato vitalício com Pai Candinho, economista falido, ex-blogueiro chapa branca, babalorixá e baba-ovos. Com larga experiência em aconselhamento macroeconômicos, onde assessorou o Governo nos últimos 13 anos, e em previsões políticas e mentiras descaradas. Atuou como blogueiro chapa branca disseminando ‘versões’ petistamente corretas dos acontecimentos e interpretando sinais para os institutos de pesquisas políticas brasileiros.

Foi esta sumidade que previu o sucesso do Governo Dilma em 2016 e que nos EUA uma ex-primeira Dama seria eleita a primeira ‘presidanta’, quer dizer presidente. Acertou na Mosca.

Pai Candinho deixará seu retiro espiritual na Polícia Federal de Curitiba uma vez por ano para realizar suas previsões para a coluna e também prever e ratificar os resultados a serem divulgados pelos Institutos de pesquisa brasileiros no ano de 2017.

Para suas previsões usará de sua vidência e das modernas técnicas de jogo de búzios, tarot e leitura do futuro em tornozeleiras eletrônicas.

Apresentamos a seguir as previsões, bastante previsíveis, de Pai Candinho para 2017.

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O ano de 2017:

– O ano terá 365 dias, começando no dia 01 de janeiro e terminando em 31 de dezembro;

– Teremos 12 feriados nacionais em 2017, a maioria vai virar feriadão nos serviços públicos;

– A sexta-feira Santa será numa sexta-feira, neste ano dia 14 de abril;

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Brasil:

– Teremos greves de servidores públicos em todo Brasil, por qualquer motivo, por qualquer razão e o povo ficará novamente sem atendimento;

– Os professores das Universidades Públicas farão outra greve, sem nenhum motivo, apenas para protestar contra qualquer coisa. Os alunos atrasarão o semestre que será recuperado a jato com atividades nos sábados, domingos e de madrugada. Nas redes sociais os professores mostrarão sua efetiva participação no movimento paredista postando fotos de ‘atividades’ na praia, na Europa e pelos bares da vida;

– A economia brasileira vai melhorar, se não piorar;

– O Governo vai aprovar todas as reformas que propôs, se tiver os votos necessários, senão não vai aprová-las;

– Os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas vão quebrar e começar a parcelar os salários dos servidores;

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Políticos brasileiros:

– Lula dirá que é perseguido político, alvo da CIA, da Lava-jato, ‘dazelites’ e daqueles que não querem que ele volte a presidência do Brasil;

– O Instituto Lula dirá que Lula é perseguido político, alvo da CIA, da Lava-jato, ‘dazelites’ e daqueles que não querem que ele volte a presidência do Brasil;

– Lula dirá que o apartamento não é dele, que não tem conta na Suíça, que é honesto, que não é corrupto, que não conhece a Odebrecht, que o sítio não é dele e que não conhece o PT, nem Dilma;

– O Instituto Lula (IL) dirá que o apartamento não é de Lula, que o IL não tem conta na Suíça, que Lula é honesto, que o IL desconhece a Odebrecht, que o sítio não é de Lula nem do Instituto. E que o Instituto não conhece o PT, nem Dilma e não faz a mínima ideia de quem seja este tal de Lula;

– Os advogados de Lula continuarão provocando confusões nos depoimentos da Lava-jato;

– Dilma declarará que foi Golpe, que não conhece Lula, que tudo é uma tramoia da CIA, ‘dazelites’ e do cachorro atrás;

– Mais políticos serão citados nas delações da Lava-jato e todos vão negar as acusações indignados;

– ‘Todo-feio’, ‘Feio’, ‘Feia’ e ‘Boca mole’ vão processar a Odebrecht por bullying;

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Mundo:

– Fidel Castro apresentará no Granma uma ‘Nota’ sintética de 14 páginas afirmando que não morreu e que tudo isto foi intriga dos porcos capitalistas;

– Nicolás Maduro continuará falando com pássaros e começará a receber conselhos políticos de um urubu que dirá ser a reencarnação do Companheiro Fidel;

– Obama vai deixar a Presidência dizendo que ganharia a eleição e colocando as culpas de sua inépcia nos Russos. Os Russos continuarão cagando e andando para Obama e tratarão de tudo que for relevante com Trump;

– A imprensa e a esquerda mundial vão ter um chilique cada vez que Trump falar, agir, pensar ou aparecer na TV;

– Vão continuar os atentados terroristas do Isis ou de qualquer outro grupo de fanáticos, embora as autoridades ocidentais afirmem que estão preparadas, só não dirão preparadas para que;

– O Papa Francisco vai continuar abençoando Ditadores e Tiranetes Corruptos e se esquecerá de cuidar do seu rebanho. O ano de 2017 não verá a conversão do Papa ao Catolicismo Romano;

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Esportes e entretenimento:

– O Grêmio não vai perder nenhum Grenal pelo brasileirão 2017;

– O Campeão do brasileirão 2017 será um dos clubes que não caiu para a segunda divisão em 2016 ou um dos 4 que subiram;

– Morrerá algum artista ou desportista de renome em 2017;

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Corruptos:

– As ruas se encherão de protestos toda vez que políticos ou o Supremo agredirem nossa inteligência;

– Ministros do Supremo darão liminares estapafúrdias que serão revisadas com jeitinhos e atentados a Constituição pelos seus pares;

– Os políticos brasileiros vão continuar roubando e fingindo não saber de nada;

– Lula será condenado pela Lava-jato terá sua condenação confirmada na segunda instância e vai obrar de cócoras em Curitiba;

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Finalmente:

– O povo brasileiro vai dar duro, trabalhar, sofrer, alegrar-se, entristecer-se mas vai vencer o ano de 2017, caminhando a passos firmes rumo a um futuro melhor e de luz para todos os brasileiros.

Pai Candinho volta agora para sua cela em Curitiba onde logo ganhará um novo ‘cumpanhero’ de dormitório, o Lapa de Corrupto, com quem aprimorará sua arte de mentir e enganar os outros para nos engrupir no próximo ano.

Nosso babalorixá e baba-ovos continuará a disposição de todos que puderem pagar a propina, quer dizer, a consulta, nos dias de visita na PF de Curitiba ou toda vez que os juízes da Lava-jato autorizarem.

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Reiteramos que nossa estória é totalmente apócrifa, tal e qual Pai Candinho nosso vidente e baba-ovos e suas previsões. As previsões são fruto do óbvio ululante, inúteis, perfeitamente previsíveis e servem somente para o riso dos leitores. Claro que todos nós torcemos que algumas, como aquelas que se referem ao ‘Lapa de Corrupto’, se concretizem em 2017.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

CÍCERO CAVALCANTI – GOIÂNIA-GO

Berto, pastor de ovelhas comunistas e vermelho istreladas

Venho agradecer aos inúmeros amigos (164) de acordo com o youtube) que visualizaram meu vídeo TESTAMENTO SEM BENS.

Não é nada não é nada, mas é mais que toda a população comunista do Brasil.

Abraços e feliz ano novo.


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