4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Prezado Mestre….

Tenho algumas dúvidas e talvez possa me ajudar ….

Perdi uma chance de ganhar seu famoso O Romance da Besta Fubana, autografado, em uma promoção que você fez faz algum tempo, e agora, tentando achá-lo, não encontrei nem na Cultura nem na Saraiva, grandes livrarias em São Paulo (onde compro com cartão de crédito …rsrsrsrs).

Pergunta : Em qual editora posso encontrá-lo e comprá-lo?

Na realidade esta curiosidade veio de uma coincidência:

Em Maceió, agora no fim do ano, ouvi em uma roda de amigos de meu irmão, inclusive alguns primos pernambucanos, em reunião na casa da minha mãe (96 anos), um comentário/prefacio sobre um dos livros de poesia do Luiz Alberto Machado, que você escreveu, falando dos poetas de Palmares, e algo como “amigo não tem defeito“….(obviamente nenhum poeta também, o que concordo plenamente, desde que o poeta seja amigo …. rsrsrsrs)

Esse cara comentava sobre a inspiração que foi o seu Romance (aos poetas e artistas de Palmares), e o premio que você ganhou capaz de financiar uma viagem sua aos “istates”

Pergunta: Quanto tem de verdade esta história ?

Se tem, você bem que poderia contá-la melhor em nosso FANTÁSTICA gazeta da bixiga lixa, como a história da Ava e Gina ….. kkkkkkk

Parabéns por manter esta gazeta à disposição de gente do povo como eu, para um aprendizado constante e muitos risos ….. muitos, muitos risos

Um grande abraço a você, à dona Aline e também a Chupicleide (coitadinha)

Um paulistano de nascimento e nordestino de coração, filho de pai pernambucano e mãe alagoana.

R. Meu caro, O Romance da Besta Fubana, bem como todos os meus outros livros, podem ser adquiridos com segurança e tranquilidade aqui pela internet.

Basta acessar a página das Edições Bagaço e seguir as instruções.  

É só digitar o nome do autor ou do livro lá no cabeçalho da página e ir em frente.

Clique aqui e dê uma olhada.

Os preços são baratinhos de dar gosto. Efetuando a compra, você vai ajudar um pobre autor brasileiro a fazer a sua feirinha semanal…

Ressalto que a revisão d’O Romance da Besta Fubana, ortográfica e sintática, foi feita pelo meu amigo Raimundo Floriano, ex-colunista do JBF e hoje gerenciando sua própria página, o Almanaque.

Quanto à história que você ouviu em Maceió, sobre o meu querido amigo e conterrâneo Luiz Alberto Machado, o Nito, um cabra safado da mais alta competência e que mora na minha estima, tudo passa na verdade.

Eu sempre digo que amigo meu não tem defeito. E inimigo meu, se não tiver defeito, eu boto um na hora. Deste modo: eu sou um cidadão honrado e um homem de bem; se o cabra é meu inimigo, então, consequentemente, ele é um cabra safado, um canalha sem valor.

Simples assim.

Quanto à história da viagem pros Zistados Zunidos também é verdadeira. A Besta fez um sucesso tão da porra, teve uma badalação tão grande, que entrou na listas dos livros mais vendidos em várias capitais brasileiras em meados dos anos 80.

E ganhou dois grandes prêmios literários nacionais. Um da União Brasileira de Escritores (Prêmio Guararapes) e outro do antigo Instituto Nacional do Livro (Prêmio Literário Nacional).

Virou até Tese de Doutorado da Professora Ilane Ferreira Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tese que foi publicada em livro com o título de “Festa, Utopia e Revolução no Interior do Nordeste“.

Professora Ilane e seu livro sobre o Romance da Besta Fubana

E aí eu virei gigolô da Besta: fui convidado pela Embaixada Americana pra participar do International Writing Program, um programa que reunia autores de todos os continentes.

Uma mordomia arretada. Passei quatro meses falando besteiras em palestras e debates. E também comendo, bebendo e fudendo de graça naquele país tirânico e imperialista. Aproveitei pra internacionalizar a pica com as galêgas.

Foi ótimo!

Se você entrar na página da Biblioteca do Congresso, a maior instituição do mundo no gênero, vai encontrar este inxirimento abaixo transcrito:

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

DOIS INSANOS RECIFANOS INCARNADOS

O ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva (PT) e o atual vice-prefeito da capital pernambucana, Luciano Siqueira (PC do B), que ocupava o mesmo cargo na outra gestão, foram condenados pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária por burlar a Lei de Licitações entre 2002 a 2004. 

No mesmo processo, o juiz Honório Gomes do Rego Filho condenou também a ex-chefe de gabinete do petista e dois assessores da prefeitura. Os cinco pegaram três anos e cinco meses de reclusão e terão que pagar multa.

Segundo a denúncia, os acusados dispensaram procedimentos licitatórios. Entre os anos de 2002 a 2004, a Prefeitura do Recife contratou a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para realizar consultoria e implantar a modernização em 15 secretarias.

O juiz, seguindo a auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), alega que o preço do contrato estava 90% acima do mercado.

O prejuízo para os cofres públicos estaria na casa dos R$ 19,7 milhões, referente a dois contratos e dois aditivos.

* * *

Um rombinho de pouco mais de 19 milhões de reais é uma quantia mixuruca pros padrões vermêios. 

Um valor irrisório em se tratando de guabirutagem cometida pela dupla PT/PCdoB, duas organizações abandidadas que usam siglas partidárias.

O ex-colunista fubânico Luciano Siqueira, que era vice-prefeito do Recife quando ainda escrevia para esta gazeta escrota, faz uma falta danada. Eu me divertia muito com as disparatadas defesas que ele fazia das zisquerdas e dos gunvernos petralhas.

Fiz tudo pra que ele continuasse por aqui, alegrando os nossos dias com suas hilárias argumentações. Mas ele bateu asas e avuou.

Defender a ladroagem petêlha é uma tarefa fácil pra qualquer oftalmopata atingido pela cegueira ideológica. Ainda mais em se tratando da cegueira provocada pela foice e pelo martelo.

Mas, infelizmente, Luciano não quis mais voltar a este antro onde impera muita luz e a total liberdade de expressão e de pensamento.

Uma pena mesmo.

João Paulo e Luciano Siqueira, um petralha e um cumunalha nas malhas da lei: ô parêia certa que só a porra

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

4 janeiro 2017 HORA DA POESIA

SONETO – Carlos Pena Filho

Por seres bela e azul é que te oferto
a serena lembrança desta tarde:
tudo em torno de mim vestiu um ar de
quem não te tem mas te deseja perto.

O verão que fugiu para o deserto
onde, indolente e sem motivos, arde,
deixou-nos este leve e vago e incerto
silêncio que se espalha pela tarde,

Por seres bela e azul e improcedente
é que sabes que a flor, o céu e os dias
são estados de espírito, somente,

como o leste e o oeste, o norte e o sul.
Como a razão por que não renuncias
ao privilégio de ser bela e azul.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

4 janeiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TIA AMARA

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS


TÁ TUDO BEM ALI NA ESQUINA – BASTA OLHAR PELO RETROVISOR

Foto Ficha utilizada para fazer ligações telefônicas nos orelhões

Volto de novo ao tema do “passado” – ainda que não more em Pasárgada – pois gosto muito dele. É rico, pelo menos para mim. Me fez feliz e fiz a felicidade dos meus pais que, nunca me deram nada além da educação familiar e uma convivência que me fez gente. Nada contra o pais “babacas” de hoje. Cada um na sua.

Provavelmente são felizes, também, aos lado dos seus e na forma como os educam. Bola pra frente. Sem essa de ser ou querer ser um novo Don Quixote.

Fui ontem na parte da tarde dar uma rápida volta num dos shoppings da cidade. Vi lojas modernas, jovens bonitos (e provavelmente escolhidos) trabalhando como vendedores.

Me aproximei de uma vitrine e fiquei olhando uns sapatos. Nenhum me agradou. Caminhei e parei numa outra vitrine de uma loja de venda de telefones, tabletes e outros equipamentos afins. Uma jovem veio até mim e me convidou para entrar na loja. Entrei. Perguntei o preço e como poderia pagar um celular desses modernos.

A jovem me explicou tudo, pacientemente. Com a verve da molecagem cearense, perguntei:

– Qual dessas teclas eu toco para fazer caldo de cana?

A jovem sorriu meio constrangida. Não respondeu nada. Pedi desculpas pela brincadeira e segui em frente.

Noutra ala do shopping, que leva à Praça de Alimentação, passei por algumas pessoas na minha faixa etária. Bem vestidas e aparentando descontração. Mas, parei quando vi um senhor de aproximadamente 40 anos, forçar um escarro. Escarrou ali mesmo, naquele piso de cerâmica brilhante. Continuou andando e o escarro ficou realmente uma porcaria.

E aí lembrei que, na última esquina que dobrei, pessoas carregavam um ou até dois lenços. Numa necessidade intempestiva dessas, escarrava num dos lenços e o guardava no bolso.

E aí, perguntei a mim mesmo:

– Mudaram os tempos, ou mudamos nós, as pessoas?

Na volta olhei de novo a vitrine da loja que vende telefones celulares. Lembrei quando caminhávamos alguns metros para encontrar um orelhão que funcionasse e onde podíamos ligar numa emergência. Fazia-se fila para usar o telefone do orelhão.

Usava-se aquela ficha fotografada acima. Hoje, mesmo com o modernismo, continuamos tendo dificuldades (uma diferente da outra) para nos comunicar com alguém, quando isso se faz necessário. Mudamos nós, mudaram os tempos ou nada mudou?

* * *

A jabuticaba – fruta que nasce no pau

Foto 2 – Jabuticaba a verdadeira “pérola negra”

A jabuticaba ou jaboticaba é o fruto da jaboticabeira ou jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. 1854, Plinia trunciflora (O. Berg) Kausel 1956 ou Plinia cauliflora (Mart.) Kausel 1956. Segundo Lorenzi et al., Plinia trunciflora seria outra espécie, a jabuticaba-café. A cidade de Jaboticabal, em São Paulo, foi nomeada em homenagem a essa planta.

Descrita inicialmente em 1828 a partir de material cultivado, sua origem é desconhecida. Outros nomes populares: jabuticabeira-preta, jabuticabeira-rajada, jabuticabeira-rósea, jabuticabeira-vermelho-branca, jabuticaba-paulista, jabuticaba-ponhema, jabuticaba-açu. Outra espécie de jabuticabeira é a Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como jabuticaba-sabará e encontrada com mais frequência nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil.

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4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

O MAIOR ACONTECIMENTO JORNALÍSTICO DO SÉCULO ! ! !

Comentário sobre a postagem JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Caio Frascino Cassaro:

“Esta porra deste JBF serve inclusive para a gente se informar.

E com estórias que encantam e divertem, como essa do leite de jumenta.

O JBF é, sem dúvida nenhuma, o acontecimento jornalístico do século XXI.”

* * *

Polodoro rinchando e agradecendo em nome do JBF e das jumentas que ele come

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

4 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UMA DÚVIDA DO CARALHO

As esculturas de homens da Grécia e da Roma Antigas são dotadas de pênis pequenos, algo que muita gente evita comentar por educação ou por vergonha.

Em parte, isso acontece porque seus membros foram esculpidos para parecer que estão moles, e não em posição sexual. Quem usou esse argumento foi a historiadora da arte Ellen Oredsson no seu blog How to talk about art history. “Se alguém compara com o tamanho da maioria dos pênis moles, (os dos gregos) não são na verdade tão significativamente menores quanto os da vida real”, escreveu ela ao responder a uma pergunta de um leitor.

Outro motivo é cultural. Os gregos valorizavam os pênis de tamanho menor. Quando pintavam um grego inteligente e admirado, eles o retratavam com um pênis pequeno. Assim, queriam dizer que prezavam o intelecto e as divagações filosóficas. Pênis grandes eram considerados feios e grosseiros, coisa de bárbaro.

Ao moldar no mármore aqueles que não se encaixavam nessa categoria, a atitude era oposta. “Os artistas gregos mostravam o seu desprezo pelos estrangeiros e pelos escravos pintando-os com órgãos grandes”, escreveu David M Friedman no seu livro A Mind of its own: a cultural history of the penis (Penguim). Além disso, quando faziam um sátiro, um ser mitológico pequeno, festeiro e com patas de cabra, os artistas o faziam com o pênis grande e ereto.

“A conclusão mais razoável é a de que se um pênis grande vem com uma face horrível e o pênis pequeno com um rosto bonito, então o pequeno é que era admirado“, escreveu o historiador Kenneth Dover no seu livro Greek Homossexuality (Bloomsbury Academic), lançado inicialmente em 1978.

Ao longo dos séculos, embora os gostos fossem mudando, o padrão de beleza permaneceu o mesmo. Os romanos, que vieram depois dos gregos, valorizavam o membro avantajado a ponto de alguns generais serem promovidos por causa do tamanho de seus órgãos.

Contudo, essa admiração não foi refletida nas estátuas, que continuaram na tradição grega. Quando os pintores e escultores renascentistas, a partir do século XIV, passaram a se espelhar no período antigo, eles seguiram a tradição.

Davi, de Michelangelo, em Florença, na Itália (Reprodução)

* * *

Quer dizer, então, que os generais romanos eram promovidos pelo tamanho da pajaraca???

Vôte!

Que informação do caralho!!!

Se o jegue fubânico Polodoro vivesse em Roma naqueles velhos tempos, certamente ele teria alcançado o posto de Marechal Cinco Estrelas!

“Puta que pariu! Se eu ainda fosse prisid-Anta, eu botava este jegue Polodoro pra ser chefe da minha segurança pessoal no Alvorada”

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

ADEILDA BRUZADIN – GUARAPUAVA-PR

É a mais pura verdade!!!!!!

Acabei de receber e repasso pro JBF.

Bom dia.

4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

CLAUDIONOR, PATRIMÔNIO IMATERIAL DE PERNAMBUCO

Dentre os agraciados com o título de Patrimônio Imaterial de Pernambuco, no ano de 2016, figura o nome do consagrado intérprete da música pernambucana Claudionor Germano da Hora.

De há muito, independente da consagração oficial pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, o nome de Claudionor Germano é uma consagração em todo território pernambucano, por conta de suas interpretações dos vários ritmos do nosso Estado.

Ao surgir a Fábrica de Discos Rozenblit em 1953, para intérprete do disco de lançamento foi lembrado, por Nelson Ferreira, o nome de Claudionor Germano. Assim, sob o selo Mocambo de n º 15000-B, matriz R–501, surgiu a sua primeira gravação no frevo-canção Boneca, com letra de Aldemar Paiva e música de José Menezes, orquestra da PRA 8 sob a regência do próprio Nelson Ferreira.

Assim aparecia em disco o nome de Claudionor Germano, que veio a ser o intérprete favorito da maioria dos compositores do carnaval pernambucano. Ninguém no Brasil gravou mais para o carnaval do que ele; ninguém é mais conhecido do folião pernambucano do que esse intérprete maior dos frevos de Capiba, Nelson Ferreira, José Menezes, Manuel Gilberto, Antônio Maria, Luiz Bandeira, Alceu Valença, Getúlio Cavalcanti, dentre outros monstros sagrados do nosso frevo-canção; sua voz, quando chega o carnaval, se faz presente em todos os recantos de Pernambuco e em outros estados vizinhos.

Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, em 19 de abril de 1932, iniciando a sua carreira artística no Rádio Club de Pernambuco, em 1947, transferindo-se depois para o Rádio Tamandaré e, finalmente, para o Rádio Jornal do Commercio, onde teve oportunidade de atuar sob a direção do maestro Guerra Peixe. Foi durante anos o cantor da Orquestra de Nelson Ferreira e, a partir do carnaval de 1954, passou a integrar o cast da Fábrica de Discos Rozenblit. Sob o selo Mocambo veio a gravar, em 1959, os discos long plays Capiba – 25 anos de frevo (LP 40039) e Nelson Ferreira  O que eu fiz e você gostou (LP 40040), no que foi seguido em 1961 com Carnaval começa com C de Capiba (LP 40053) e O que faltou e você pediu, de Nelson Ferreira (LP 40054), que vieram consagrá-lo como o mais importante intérprete do frevo-canção de todos os tempos. Gravou ainda Sambas de Capiba (LP 40044), em 1961, com destaque no lado B para A mesma rosa amarela (Capiba e Carlos Pena Filho), um dos sucessos da bossa-nova por ele lançado nacionalmente em março de 1960: disco 78 r.p.m., Mocambo nº 18877. Entre 1966-68 participou como finalista das três versões do Festival Internacional da Canção Popular, defendendo Canção do amor que não vem (Capiba), São os do Norte que vêm (Capiba e Ariano Suassuna) e Por causa de um amor (Capiba).

No âmbito do carnaval, além das dezenas de discos em 78 R.P.M. e dos LPs citados, foi responsável pela interpretação das séries Baile da Saudade v. I e II, O Bom do Carnaval e algumas faixas do Capital do Frevo, produzido anualmente pela Mocambo com as músicas inéditas de cada ano. Gravou ainda Dôzinho e seu carnaval, Cirandas (Musicolor K20286 – 1972) e Nelson Ferreira – Meio século de frevo-canção; este último, juntamente com 25 anos de frevo de Capiba, foram reeditados em compact-disc pela Polydisc-Recife em 1993.

Foi uma presença constante em todos os festivais da música carnavalesca, notadamente do Frevança (1979-89) e Recifrevo (1990-95), participando ainda de onze compactos (45 r.p.m.) e dois LPs da série O Bom do Carnaval com a gravadora RCA; participando, ainda, das excursões do Vôo do Frevo por duas vezes nos Estados Unidos (Miami e Nova Iorque) e no Japão (Tóquio).

Graças a sua invejável memória, que lhe dá a facilidade necessária de decorar todas as letras de sua bagagem de intérprete, aliada a pronúncia exata e a dicção perfeita, bem como a facilidade na mudança de tons e o conhecimento do estilo de cada compositor, Claudionor Germano vem sendo o mais requisitado intérprete do carnaval pernambucano: é ele o intérprete favorito de Capiba, de quem já gravou 124 músicas.

Quando do surgimento da Frevioca em 1980, orquestra volante com 28 músicos por mim criada para animar o carnaval do centro do Recife, convidei Claudionor Germano e o maestro Ademir Araújo para participar daquela volante do frevo, dupla que nela permaneceu durante muitos anos.

Sobre Claudionor Germano vale transcrever parte do depoimento do crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão na contracapa do disco O Bom do Carnaval (RCA n º 1070342), gravado em 1981, com orquestra sob a direção do maestro Edson Rodrigues:

Embora tendo começado pelas tendo começado pelas canções de Vicente Celestino, ainda na escola (“ meu Brasil para aumentar a tua glória…”), embora não podendo deixar de sofrer, já rapaz, a influência fulminante do sestroso carioca Orlando Silva (ao lado de quem chegou a cantar, menino – que emoção! – durante uma festa de homenagem aos pracinhas da FEB), embora pagando o preço da moda, ao iniciar a carreira de profissional no Rádio Club de Pernambuco, em 1949, como crooner do conjunto Ases do Ritmo, foi como cantor de música tipicamente pernambucana que o estilo de Claudionor Germano se firmou. A ponto de, já em 1967, poder surgir diante dos milhares de brasileiros de todas as regiões que se acotovelavam no Estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o II Festival Internacional da Canção, como a única voz capaz de emprestar o indispensável toque à vigorosa canção de Capiba, “São os do Norte que vêm”. Atualmente tão identificado com a música de sua região que pode ser considerado o cantor oficial do Recife (quando chega o carnaval é puxador de marchas e frevos, cantando pelas ruas em cima de um caminhão chamado de frevioca, além de figura indispensável, à frente das orquestras dos grandes bailes carnavalescos dos clubes Náutico e Português), Claudionor Germano consegue, no entanto, um privilégio de que poucos artistas podem se orgulhar: sem sair de sua terra pode ser ouvido – e suas interpretações neste disco comprovam isso – como uma autêntica voz nacional.

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4 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

VAMOS CAÇAR OS CANGACEIROS DE HOJE

Comentário sobre a postagem REPETINDO O PASSADO?

Arael M. da Costa:

“Tenho expressado, hoje como professor aposentado e consequentemente mais nas rodas de amigos, que já passou da hora do governo ressuscitar as “volantes policiais” que acabaram com o cangaceirismo.

Só para relembrar, acredito que as forças policiais de hoje, se adequadamente armadas e municiadas têm condições e enfrentar e acabar esses bandos que infernizam principalmente as pequenas cidades, com os assaltos mirabolantes a agências bancárias e dos correios.

Vamos resgatar as almas de policiais de fato, como o Sargento Febrônio, o Tenente Manoel Benício e o Capitão Ascendino Feitosa, da Polícia Militar da Paraíba, dentre muitos outros, para começarmos a ter os bons resultados que a sociedade espera.

Afastem-se, também, os militantes dos direitos humanos e pastorais carcerárias…

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