7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

VAMPIRAGEM ATUCANALHADA

José Serra, codinome “Vizinho”, recebeu 23 milhões de reais do departamento de propinas da Odebrecht.

Seu arrecadador, Ronaldo Cezar Coelho, confessou à Folha de S. Paulo o recebimento do dinheiro no exterior.

* * *

Trata-se de um gordo pixuleco.

Com asas, penas coloridas e bico.

Como estamos falando de um vampiro, Serra deve ser “Vizinho” do Cão dos Infernos.

Vôte!

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

VISÕES DE LULA

Merval Pereira

Na conversa informal com seus seguidores, Lula faz um diagnóstico da crise que não deixa nada bem a ex-presidente Dilma Rousseff. Ele admite que o país “está quebrado” e o governo não tem capacidade de investimento, porque a arrecadação de impostos caiu. Diz, então, que a primeira solução seria aumentar os impostos, mas admite que isso não é possível.

Sugere fazer o que o presidente Michel Temer está fazendo: acabar com as desonerações que o governo Dilma concedeu a diversos setores que, segundo Lula, tiraram dos cofres da União R$ 500 bilhões. Não é um elogio à política econômica de Dilma, evidentemente.

Mas o ex-presidente vai mais adiante. Diz que outra solução seria “fazer uma dívida” de, sugere, R$ 300 bilhões, e aplicar tudo em obras de infraestrutura. Outra solução, diz ele, seria pegar uns US$ 100 bilhões de nossas reservas cambiais e investir em obras aqui no país. Muitos vão dizer que é inflacionário, adverte Lula, e logo rebate: “é inflacionário, mas eu prefiro inflação com emprego”.

Na mensagem de fim de ano, Lula volta a falar do desemprego,pede que o povo vá às ruas “para defenderseus empregos”, e diz que está na hora de voltar a sonhar,como se nem ele, nem os 13 anos de governo petista, tivessem a ver com os 12 milhões de desempregados.

Lula, na gravação, defende a ampliação do crédito e dá um exemplo do que considera ser a saída para a crise: “Está devendo? Pega um novo empréstimo”. E garante que sabe do que está falando, pois diz que fez isso por 12 anos, com aumentos de salários, incluindo como seus os quatro anos da ex-presidente Dilma. E o país quebrou, como ele mesmo admite.

Quanto ao uso das reservas cambiais, a proposta é tão absurda que nem a ex-presidente Dilma topou fazer quando o PT defendeu a mesma tese em nota oficial. Na ocasião, o economista Armando Castelar, do Ibre/FGV, ouvido por mim, desmontou a tese. “É mais um passe de mágica fiscal que tenta fazer de conta que é possível gastar sem ninguém pagar a conta. Conta que, já aprendemos, ou deveríamos ter aprendido, aparece daqui a pouco”. (Apareceu, e o país quebrou, segundo o próprio Lula).

Castelar lembrou que se o governo usar as reservas, transformando-a em dinheiro, “significa vender dólares no mercado local em troca de reais. Dados os valores envolvidos, significa que no curto prazo o real tenderia a se apreciar frente ao dólar (porque aumentariam a oferta de dólares e a demanda por reais), prejudicando as exportações das indústrias”.

Ao mesmo tempo, muita gente iria aproveitar a valorização do real para comprar dólares e colocar seu patrimônio fora. O setor privado ficaria com mais dólares, menos títulos públicos e a mesma quantidade de dinheiro. O Banco Central (BC) com mais títulos públicos e uma dívida maior em dinheiro. O Tesouro, com menos reservas (dólares) e mais dinheiro. O resultado final seria uma queda adicional da confiança, gerando mais queda do PIB e possivelmente mais inflação, analisou Castelar.

Do outro lado, vem a questão do que o governo faz com os reais que recebeu em troca das reservas. Se ele “tentar aquecer a economia”, significa que vai usar o dinheiro que, no fim das contas, foi emitido pelo BC para aumentar o gasto público. “Significa expansão fiscal e monetária”. Justamente o que nos levou à situação atual.

A capacidade dos líderes do PT de imputarem a outros os problemas que criaram nos 13 anos de governo revela-se agora na crise do sistema penitenciário. O presidente Michel Temer demorou a reagir, e quando o fez usou uma expressão infeliz para definir a tragédia de Manaus.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, seguindo o que parece ser uma orientação oficial, teima em minimizar a guerra de facções criminosas, que é o grande problema para a segurança nacional. Mas é evidente que não é o governo Temer, que tem 4 meses como efetivo, o responsável pela crise penitenciária, nem pelos 12 milhões de desempregados.

Já em 2012, depois de dez anos de governos petistas, o então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo deu uma declaração polêmica: disse que preferia morrer a ficar preso em uma de nossas penitenciárias. Quatro anos se passaram depois da declaração, e o que foi feito? O resultado está aí.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

BALADA TRISTE

Música de Dalton Vogeler e Esdras Silva, interpretada por Agostinho dos Santos.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

COINCIDÊNCIA EM TEMPOS INTERNÉTICOS

Férias, praia, mar, aquela preguiça gostosa na areia e uma surpresa. Enquanto aproveitava os dias de folga a três mil quilômetros de casa, na Praia de Ponta Negra, no Rio Grande do Norte, a jornalista Francielly Azevedo, que mora em Curitiba, se deparou com a própria foto estampada em um carrinho de crepe.”Eu levantei e falei: sou eu, moço. Sou eu, e ele não acreditou”, contou a jornalista.

O carrinho de crepe francês é o sustento de um ambulante João Batista de Mendonça, de 36 anos. Desde 2000, ele trabalha na praia. Aleatoriamente, ele fez uma pesquisa na internet por “crepe francês mulher” e encontrou a foto da jornalista. Sem hesitar, decidiu colocar a foto para ajudar nas vendas na beira da praia.

Batista nem se importou com o fato do “figurino da modelo” estar destoante do cenário das vendas – blazer, blusa de lã e camisa.

A imagem foi postada pela própria jornalista, no Facebook, em 2013. Na ocasião, ela fez um registro de um dia de trabalho em meio à produção de uma reportagem para um programa de culinária na emissora em que trabalha.

* * *

Este mundo muderno, todo interneticado, é de lascar.

Isto é o que se pode chamar de coincidência do caralho.

Vôte!!!

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

7 janeiro 2017 A HORA DA POESIA

RECEBI – Judas Isgorogota

Recebi do Dr. Fernandes Lima,
Governador perpétuo de Alagoas,
Pela graça de Deus, das almas boas
Que seguem a rota dos que estão de cima,

A importância mencionada acima
De Rs. 20$000, por que as pessoas
Das urbs, dos sertões e das lagoas
Vendem seu voto de entranhada estima;

E por cuja quantia me sujeito
A votar no Doutor; e, em testemunho,
Passo o presente, por José do Coito,

Em duplicata para um só efeito.
Maceió, Jaraguá, 12 de junho
De 1918.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM PROGRESSO DA PORRA

A internet começa a chegar aos lares de Cuba.

Há algumas semanas, empresa estatal anunciou redução de tarifa e teste com internet na casa de 2.000 pessoas

* * *

Que ligeireza da porra.

Pelos meus cálculos, eu pensava que os cidadãos da Ilha da Felicidade só teriam acesso à internet lá pelo ano de 2098.

Esta rapidez de agora é impressionante!

Os primeiros computadores que estão sendo instalados nas residencias de privilegiados comissários do PC cubano são modelos tão modernos quanto os automóveis que circulam pelas ruas de Havana.

Como este da foto abaixo, por exemplo, importado da Venezuela:

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

NO PAÍS DA INSEGURANÇA

Ruy Fabiano

O colapso da segurança pública é o mais trágico retrato da crise social, moral e política brasileira.

Não é obra de nenhum governo em particular, mas um legado de negligência de cada um dos que se sucederam desde o advento da assim chamada Nova República, a partir dos anos 80.

Ao longo da Era PT, o quadro agravou-se. Em 13 anos e meio de reinado, buscou-se ideologizar o fenômeno, sustentando-se que o crime deriva da injustiça social (e a Lava Jato está aí para mostrar que não). Em decorrência, investiu-se no abrandamento da legislação penal, estimulando-se a impunidade e a expansão do crime.

O resultado mede-se em números. A criminalidade mata por ano no Brasil mais gente que a guerra civil da Síria. São cerca de 60 mil pessoas – uma média de sete homicídios por hora -, estatística que se repete há mais de uma década. E é precária: registra apenas as mortes ocorridas no local dos crimes, excluindo as posteriores e os casos que provocam invalidez ou sequelas psicológicas irreversíveis.

Na Síria, de março de 2011 (início dos combates) a julho de 2015 – quatro anos -, a guerra, segundo levantamento do Observatório Sírio para Direitos Humanos, matou 71.781 civis.

Nesse período, no Brasil, foram assassinadas cerca de 240 mil pessoas, o mesmo número total de mortos, civis e combatentes, no mesmo período na Síria, segundo o mesmo Observatório, uma ONG conceituada, com sede em Londres.

Os homens representam 94,4% das vítimas, jovens em sua esmagadora maioria, de 15 a 29 anos. Há estudos isolados a respeito, destacando-se o Mapa da Violência, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Mas o tema, do ponto de vista político-institucional, jamais constou das prioridades de nenhum dos governos que testemunharam (e permitiram) o descontrole desse quadro.

Há abordagens eventuais, diante de algum caso mais escabroso, como agora, nas matanças desta semana nos presídios de Manaus e Boa Vista, frutos dos já rotineiros conflitos entre facções do crime organizado, Comando Vermelho e PCC.

A simples existência dessas organizações, sem que se mapeiem suas articulações internas e externas, como obtiveram o poder que exercem nos presídios, já configura uma espantosa anomalia.

Passado o impacto, o tema sai de cena, como se não fizesse parte dos dramas nacionais crônicos, como se não tivesse uma dimensão política de enorme envergadura. Não se estuda – não no âmbito institucional – o fenômeno social que representa.

Fala-se em planos nacionais de segurança pública, mas de maneira reativa, para acalmar a opinião pública, como o fez esta semana o ministro da Justiça, Alexandre Moraes. Ninguém crê na eficácia desses planos, nem quem os difunde – e não porque sejam fracos, mas porque dependem menos de sua consistência técnica e mais da determinação política em fazê-los valer.

A ideologização do crime impôs uma inversão de papéis: a criminalização da polícia e a vitimização dos bandidos. Daí a gradual e sistemática promoção de leis que, a pretexto de defender direitos humanos, atenuam penas e intimidam ações repressivas.

Não há dúvida, no entanto, de que a insegurança decorrente da criminalidade é hoje a principal calamidade pública no país. Atribuí-la à questão econômica é uma forma escapista de empurrá-la com a barriga ou de torná-la mote eleitoral ou mantra revolucionário. Até aqui, só fez intensificar o problema, sem dar pistas de solução.

O país sempre padeceu de desigualdade social e vivenciou inúmeras crises econômicas, sem que isso derivasse para a guerra civil. Para que se tenha uma ideia da evolução vertiginosa dos números, em 1980, registraram-se 6.104 homicídios.

Já havia crise, já havia desigualdade, que, inclusive, segundo a propaganda petista, teria diminuído consideravelmente, nestes mais de 13 anos em que as estatísticas de criminalidade só fizeram aumentar. Como então chegamos aos cerca de 60 mil de hoje?

O país ainda aguarda um estudo sério a respeito, no Parlamento e na Academia. Há pistas: expansão do narcotráfico, contrabando maciço de armas pesadas, vitimização do bandido etc.

Mas não se fez ainda um levantamento do conjunto de medidas legais que, nesse período, atenuaram as infrações e inibiram o seu combate. Uma delas, bem recente: a audiência de custódia, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça, sob o comando do então presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que considera esta a medida com que quer ser lembrado no seu período no cargo.

Talvez seja atendido, mas não do modo como imagina. Essa audiência estipula prazo máximo de 24 horas para que um preso em flagrante seja levado diante de um juiz.

O objetivo, além de reduzir a superlotação dos presídios (como se essa fosse a causa e não a consequência), é verificar se os direitos humanos do preso estão sendo respeitados.

Só que, em 24 horas, não é possível averiguar se o detido é um criminoso avulso ou integra o crime organizado. Daí a recorrência de criminosos com extenso prontuário circulando livremente pelas ruas do país, no pleno exercício de seu (digamos assim) ofício.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UM TRAQUE PRISIDENCIAL

* * *

Informante fubânico bem posicionado me garantiu que, tão logo chegou à casa da ministra, Temer foi logo dizendo.

– Vamos falar de prisões. Por coincidência, eu é que tô com uma prisão de ventre de lascar o cano.

Aí levantou a perna, começou a botar força e fazer caretas e, por fim, soltou um peido que chega estralou. Balançou um castiçal na sala da casa.

E em seguida deu um arroto de arrombar a goela.

Só depois disto é que começaram a conversar.

“Esta porra deste JBF não larga do meu pé. Puta que pariu!”

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

FERDINANDO FUGIU PARA CASAR

Somente após trinta anos de convivência eu soube que meu amigo Ferdinando fugira para casar com a sua única e querida esposa, quando adolescentes. Ele me pediu para guardar reserva acerca do fato, mas, como não existe apenas um Ferdinando no mundo, ninguém identificará meu amigo neste relato.

Dessa forma o segredo continuará guardado comigo como se estivesse num túmulo e eu poderei abordar a matéria sem traumas. Aliás, foi uma exceção que abri, pois sempre fui sincero ao alertar a todos: se alguém tiver lá os seus assuntos secretos e desejar mantê-los ocultos, nada de me confidenciá-los.

Pois bem! O tema veio à baila porque o costume causador de espanto e desaprovação na sociedade de antigamente, simplesmente desapareceu de cena. Isso mesmo! Acabou-se o romantismo e a atratividade de raptar uma jovem para obrigar a família da dita a aceitar a união do casal – recorria-se a tal prática quando existiam sérias restrições ao relacionamento amoroso em andamento.

Naquela época, após a apropriação indébita da amada, esperava-se o desenrolar dos fatos para a formalização da união. Especulava-se a postura de ambas as famílias quanto à forma de amoldar o ato tresloucado do rapaz ao rigor das regras de enlaces e tradições vigentes.

Então surgiam os questionamentos. Quando, como e em quais circunstâncias se dará a reparação do roubo da donzela? Haverá matrimônio no religioso ou apenas no civil? A jovem casará de branco dando uma prova cabal da virgindade preservada ou divulgará a consumação do ato trajando uma outra cor? Tudo isso consistia num prato cheio para fofocas ou de combustível para tiras picantes de colunas sociais, numa sociedade carente de escândalos ou de novidades chocantes.

E hoje, qual seria o comportamento das famílias e da sociedade perante um rapto de donzela para fim casamenteiro? Ah, gente, no mínimo serviria para gozações de toda ordem e natureza. Os tempos são outros e nem em pensamento tal prática se adequaria à nossa realidade.

Primeiro, porque é desnecessário, trabalhoso e careta para o jovem exercitar o rapto na acepção fiel da palavra. Segundo, por não haver espaço para a encenação, uma vez que o problema se resolve com um simples convite à parceira, e ambos viverão juntos sem qualquer lampejo de arrependimento ou dor na consciência. Isso, sem levar em conta a satisfação dos pais pela economia de despesas com as bodas.

E quanto a repercussão no âmbito social? Qual é essa, irmão? Não é motivo de preocupação, pois comentários são descartados em uniões do tipo pela banalização da ocorrência.

Até meados do século passado a conversa era outra, porque a virgindade ainda era valorizada antes do casamento. Após o advento da pílula anticoncepcional tudo mudou. Para melhor, admitem as pesquisas de opinião pública, porquanto deu início à liberação sexual feminina.

Na verdade, os raptos de antigamente não passavam de atos impensados, motivados pela paixão arrebatadora de casais enamorados, interpretados por donzelas sonhadoras como manifestações explícitas de amor profundo.

Longe de menosprezar a conduta do passado, exalto o costume do presente que, descartando a hipocrisia, prioriza a liberdade e a honestidade de decisões em assuntos do coração.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

7 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – O RITMO DEVE SER MANTIDO

* * *

Seguindo neste ritmo, podemos aplicar um regra de três simples e calcular que, no final de 2017, teremos um total de 5.657 santinhos transferidos pras profundas dos quintos.

Assim:

6 dias       –   93 bandidos nas profundas

365 dias   –   X bandidos nas profundas

X = (365.93):6

X = 5.657

Acabei de enviar mensagem à Presidência da República propondo a implementação de medidas arrochativas e sacanísticas que incentivem mais e mais rebeliões em todos os estados de Banânia.

Em dezembro próximo, serão 5.657 santinhos a menos no mundo.

E se houver rebelião também no presídio de Curitiba, aí a comemoração será do caralho!

Maria do Rosário – capitaneando o batalhão que é composto pela turminha defensora dos Direitos dos Manos -, vai derramar lágrimas que só a porra.

“Xiuf, xiuf, snif, snif… este Editor do JBF, reacionário e golpista, é um fela-da-puta muito cruel…”

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS


Mundo Cordel
AS PRISÕES BRASILEIRAS VOLTAM À PAUTA

O ano de 2017 começou com um tema bem conhecido dos brasileiros na pauta: as prisões. Mais especificamente, a violência que ocorre dentro delas.

Não que a situação seja melhor do lado de fora dos muros dos presídios. Só no Rio de Janeiro, foram mortos seis policiais nos primeiros cinco dias do ano. Os cidadãos comuns são assassinados às dezenas, todos os dias, nas ruas das principais cidades.

Mas foi a chacina em um presídio do Estado do Amazonas que tomou as manchetes nesta primeira semana de 2017, trazendo à baila caloroso debate sobre o sistema prisional.

Um sistema que, já se sabe, não pune, não ressocializa, não protege a sociedade. Os presídios tornaram-se um espaço cujo domínio é disputado por facções criminosas, que continuam desenvolvendo ali suas atividades ilícitas.

Não há aí nenhuma novidade. Em 2007, escrevi:

Traficantes poderosos
Também dão continuidade
À sua atividade,
Seus negócios criminosos.
Auxiliares ciosos
Vão cumprindo as missões
Que recebem dos chefões
Que estão dentro dos presídios
Sequestros e homicídios
São suas ocupações.

Desde então, quase dez anos se passaram, e a chacina em Manaus mostra que o problema continua o mesmo. Ou piorou. O Brasil falhou (dentre tantas coisas) no vigiar e no punir.

Agora, os homens e mulheres a quem está entregue o comando do país correm de um lado para outro, em busca de dar respostas aos que pagam os impostos. Prometerão alguma medida de urgência; anunciarão a aplicação de recursos nessa ou naquela iniciativa… E ninguém acredita que se vá além disso.

Logo estaremos em fevereiro, e as batalhas políticas pelas presidências das casas legislativas ocuparão o espaço dos noticiários. Os políticos dividirão a atenção entre essas batalhas e o pesadelo chamado Lavajato. Afinal, o caminho entre a saída do mandato eletivo e o ingresso no sistema prisional pode ser curto.

Seguimos assim, nesse país grande, rico em recursos naturais e com mão-de-obra disponível, inclusive qualificada, para explorar esses recursos. Favorecidos pela natureza, com amplos territórios cultiváveis e clima favorável, mas com problemas no que há de mais básico para qualquer forma organizada de sociedade: segurança, saúde, educação.

Com as prisões não é diferente. O tempo passa e os problemas se acumulam.

A par disso, não se pode deixar de prender. Nem de condenar. A superlotação dos presídios não pode ser justificativa para impunidade. Ainda mais em um país no qual muitos acreditam (talvez com razão) que o crime aqui compensa.

Vendo isso acontecer
Reflito sobre o problema:
Por que o nosso sistema,
De punir e de prender
Não consegue resolver
A questão da violência?
Será só incompetência
Dos governos da nação?
Ou existe outra razão
E nós não temos ciência?

Eu sei que essa questão
Envolve outros fatores
Que também são causadores
Do problema em discussão.
Desemprego, educação,
Ou melhor, a falta dela,
Abandono da favela
Ao poder dos traficantes,
São fatores importantes
Para por em nossa tela.

Embora reconhecendo que ações emergenciais – como construção de novos presídios e reforma dos existentes – são necessárias, continuo achando que a questão é bem mais ampla. Envolve o controle das fronteiras, por onde entram armas e drogas; a ação das polícias, tanto na prevenção como na investigação dos crimes; a atuação do Poder Judiciário, julgando os crimes rapidamente, para reduzir o número de presos provisórios; e a própria execução penal, que vai da aplicação de penas alternativas ao sistema prisional. Este não poderá ser considerado eficaz, enquanto organizações criminosas estiverem em funcionamento dentro de seus muros.

Esta semana postei no Twitter: “Temos um sistema prisional que degrada o indivíduo sem passar a noção de punição”. Noutras palavras: ao invés de ser afastado do crime, pelo Poder do Estado, o indivíduo preso passa a viver em condições degradantes, sob o império das organizações criminosas. Assim, nem se sente punido, nem vê razão para ser ressocializado.

Antes de concluir, uma palavra aos que acham que, enquanto presos continuarem matando-se entre si, o problema é deles. E nós, que estamos cá fora, nada temos com isso.

É um erro pensar assim. Não apenas por ser dever do Estado manter a ordem dentro dos presídios e proteger a vida dos custodiados. Afinal o Estado tem esse mesmo dever em relação aos que estão em liberdade, e não o vem cumprindo a contento.

Mas, é preciso considerar que as facções que se digladiam nas prisões são as mesmas que disputam o comando do crime do lado de fora. A violência que explode lá dentro repercute aqui fora. E pessoas que lá estão, praticando e sendo vítima de atos violentos, poderiam ter sido ensinadas a trabalhar honestamente aqui fora.

Esses, que hoje matam e morrem nos presídios, já o perdemos há alguns anos. Para o tráfico, para o crime, para a violência. Como falar de ressocialização de adultos, se não conseguimos socializar as crianças? Como esperar que presídios recuperem homens e mulheres condenados por seus crimes, se famílias e escolas não evitam que crianças continuem a se transformar em homens e mulheres que cometem crimes?

Ninguém há de duvidar que, hoje, outras crianças estão trocando os livros pelas armas; a escola pelo ponto de venda de drogas.

Não é uma questão de achar que essas pessoas são vítimas da sociedade, mas apenas de reconhecer que continua atual a célebre frase de Pitágoras: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

ORAÇÃO DO ANJO – Ceumar

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)


A TEORIA

Aos poucos o governo Temer começa a dar com as caras. Está ficando visível a sua intenção de candidatar-se em 2018, mas sabe também que terá que fazer uma grande travessia para isso acontecer. Uma delas é a manutenção dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, para permanecerem sentados sobre o processo que tem na mira a chapa com Dillma na eleição de 2014 para presidência da República. Está provado que se utilizaram de falcatruas com gráficas e outros, além de recebimentos não contabilizados para a sustentação financeira da campanha. Provado também está que o dinheiro que abasteceu a conta da chapa Dillma – Temer teve origem, entre outras, no caixa da Petrobras, via empreiteiras. Estas empreiteiras confirmam isso e indicaram o caminho do dinheiro para chegar no seu destino final, as contas de campanha e pagamentos à empresas fictícias. Será muito difícil o Sr. Temer conseguir chegar do outro lado da história sem ser devorado pelas suas próprias crias.

Como ocupante transitório do cargo, por foça constitucional, mas sem comprovação do voto, o presidente Temer começa a expandir suas fronteiras políticas como forma de criar certa barreira a tentativa de, ainda neste semestre, ver seu mandato cassado. Para tal, algumas atitudes de desespero estão o deixando com flancos abertos e o maior deles é o da relação com a população. Ainda agora, como exemplo, todas as contas telefônicas vieram com o novo imposto criado para arrecadar recursos ao combalido caixa do governo. O leitor poderá ver isso na sua conta telefônica. O novo imposto veio através do STF que decidiu pela incidência do ICMS sobre a assinatura mensal de telefonia. O governo mentiu quando disse que não teríamos impostos com a aprovação da PEC dos gastos públicos. Essa bala já estava na agulha. Outra pista do desespero e da ajeitação política está na nomeação de vários personagens da vida petista em órgãos do governo. É uma forma de fechar apoio contra a situação que se desenvolve na Lava Jato e no TSE. A defesa do governo do Amazonas feita pelo Temer foi algo absurdo diante dos fatos. Reeleição gera esses atos e comportamentos despropositados.

É provável que a cassação da chapa Dillma e Temer se dará até meados de maio, como foi o impeachment da petista. Ocorrendo este fato, a eleição do novo presidente, em situação normal, se daria pelo voto indireto, ou seja, pelo Congresso Nacional. Acontece que muitos dos congressistas estão com processos em formação e em andamento pelo judiciário brasileiro o que trará mau cheiro ao resultado eleitoral congressista. A situação deles irá tirar a lisura ética, moral e processual da eleição do escolhido e isso poderá trazer novos embates políticos e o governo permanecer sem credibilidade perante a população e, principalmente, com sua imagem destruída no cenário internacional o que, com toda certeza, trará enormes prejuízos ao Brasil. O País não suportará tal arranjo e sua economia poderá entrar em colapso ao qual já anda beirando. As revoltas poderão extrapolar os muros dos presídios se expandindo pelas periferias das cidades e a situação ficar incontrolável e crítica. Esse cenário é muito possível e o crescimento da criminalidade é sintomática.

Conversas muitas estão acontecendo entre várias Instituições da estrutura organizacional do País. É provável que, entre elas, esteja a de fazer um governo provisório com suporte militar por curto tempo e se realizar eleições gerais até o final de 2017. É também provável que os mandatos dos novos eleitos sejam por cinco anos e teremos coincidência de todas as eleições na mesma data, ficando os eleitos municipais, neste mandato, com seis anos. O Brasil não tem mais condições de suportar a permanência do desacreditado Congresso Nacional e do comprometido presidente da República. Não pensar assim, como muitos dizem, por receio do chefe da ORCRIM, o Lulla, é pensar irracionalmente e com receio infundado. Não há mais possibilidades deste energúmeno voltar a presidência da Nação porque seu fim está consolidado política e juridicamente. A verdade única é que devemos fazer um aterro nessa fossa de vermes que se instalaram no Poder, pela omissão do povo e daqueles que, pela sua formação intelectual e profissional, permitiram tamanha destruição ao Brasil. É a teoria.

7 janeiro 2017 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

CICERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Caro editor Luiz Berto:

Em represália ao estapafúrdio projeto de lei apresentado pelo deputado fuderal da cara de buceta lambida, evangélico Marcelo Aguir (DEM-SP), propondo a proibição da punheta e da siririca em doto Brasil pelo bicho macho e pela bicha fêmea sob pena de 1 (um) a 4 (quatro) anos de prisão em regime inicialmente fechado, se a punheta ou a siririca for tocada no mictório de casa na hora do banho ou em qualquer ambiente solitário, apresento essa linda página musical ONDE HOUVER FÉ, QUE EU LEVE A DÚVIDA, composição do bardo FALCÃO com o mais que escroto parceiro poeteiro TARCISIO MATOS, ambos cearenses da porra:


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