9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DA COSTA – CHARGE ONLINE

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

AFRONTA

Temer, Sarney e Gilmar Mendes viajam para velório de Mário Soares.

Estão a caminho de Lisboa para participar das últimas homenagens.

* * *

Um estadista íntegro, decente e respeitável como foi Mário Soares, um sujeito de ficha limpa e bela biografia, não merecia uma afronta deste porte.

Putz!

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9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

HUMBERTO – FOLHA DE PERNAMBUCO

SAMBAS DE JOÃO – BOSCO E NOGUEIRA

João Bosco e João Nogueira

* * *

01 – Feminismo no Estácio – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1976

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02 – Súplica – (J.Nogueira/Paulo César Pinheiro) – João Nogueira – 1979

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03 – Incompatibilidade de gênios – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1976

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04 – Espelho – (J.Nogueira/Paulo César Pinheiro) – João Nogueira – 1977

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05 – O Mestre-sala dos mares – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1975

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06 – Poder da criação – (J.Nogueira/Paulo César Pinheiro) – João Nogueira – 1980

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07 – De frente pro crime – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1975

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08 – Samba rubro-negro – (Wilson Batista/Jorge de Castro) – João Nogueira – 1979

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09 – Kid Cavaquinho – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1975

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10 – O homem de um braço só – (J.Nogueira) – João Nogueira – 1976

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11 – Samba Plataforma – (J.Bosco/A.Blanc) – João Bosco – 1977

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12 – Nó na madeira – (J.Nogueira/José E.Monteiro) – João Nogueira – 1976

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13 – Boca de sapo – (J.Bosco/A.Blanc) – João Nogueira – 1979

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14 – Eu não falo gringo – (J.Nogueira/Nei Lopes) – João Nogueira – 1986

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9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

9 janeiro 2017 HORA DA POESIA

AO PARTIR – Anna Lima

A’ Antonia Tinôco

Fizeste bem, deixando-me no seio
Cahir medrosa a lagrima sentida!
Eu comprehendo as maguas da partida,
Pois tenho n’alma a chaga d’esse enleio.

Mas não esqueças que no negro anceio
D’alma que parte triste e dolorida
Sempre a esperança candida e querida
Abre-se em flor, expande-se em gorgeio.

Não chores tanto que o chorar desfeia
Teus lindo olhos cheios de fullgores,
Teu coração que a medo devaneia…

Adeus… confia no futuro que ha de
Trazer-te a flor mais bella dos amores,
Murchar, emfim, a rosa da saudade!

Natal – 1899

* * *

Nota da Editoria:

Anna Lima é avó materna da colunista fubânica Violante Pimentel. O poema acima está no livro Verbenas – Versos (1898-1901) e foi aqui transcrito com a mesma ortografia de quando foi publicada a 1ª edição em 1901.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

TÁ CHEGANDO A HORA…

Um acervo criminal e histórico de mais de 30 milhões de documentos, guardados em uma sala sem janelas com acesso controlado e monitorado 24 horas por câmeras na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, forma o banco de dados da Operação Lava Jato. A delação da Odebrecht, que deve ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre fevereiro e março, vai mais do que duplicar as investigações.

É o maior acervo de provas já produzido pela Polícia Federal em uma investigação contra a corrupção no Brasil. Às vésperas de completar três anos, em março, a Lava Jato teve 36 fases deflagradas, cumpriu 730 mandados de busca e apreensão até aqui e acumulou um total de 1.434 procedimentos instaurados.

No 3º andar da Superintendência em Curitiba, o centro nervoso da Lava Jato ocupa quatro salas interligadas por portas internas que formam um labirinto circular. A primeira sala guarda HDs de computador com cópias de segurança dos arquivos digitalizados. Nas prateleiras estão pastas de inquéritos, relatórios, apensos e análises dos mais de 400 inquéritos e procedimentos criminais já abertos pelos delegados.

Na segunda e na quarta salas trabalham equipes de analistas que passam o dia abrindo arquivos apreendidos em buscas, separando dados de relevância para as apurações e produzindo relatórios de análise – um grupo restrito de cerca de vinte investigadores. Cada equipe tem um chefe e está vinculada a um delegado da Lava Jato.

* * *

Segundo os irmãos Malamanhado e Malouvido – dois desocupados e queridos amigos meus de Palmares, ambos especialistas em enredos, boatos, escrachos e fuxicos -, não adianta nada Lula ficar demonstrando simpatias e enviando recados elogiosos para o Estado Islâmico.

Este acervo guardado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, que conta a maior história de corrupção e roubalheira já acontecida desde que Cabral chegou por aqui e Banânia foi descoberta, é à prova da ataques terroristas.

Não tem bomba ou arma química que dê fim ao material ali acumulado. O 3º andar da superintendência da PF em Curitiba é indestrutível.

E tem mais: a fortaleza descrita nesta notícia aí de cima é à prova de pragas rogadas por idiotas da militância, por descerebrados zisquerdóides e por babacas vermêios-istrelados.

“Tô fudido. Si lasquei-me mermo”

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

O PREFEITO GARI

Está tão grande a sujeira
Que em São Paulo o prefeito
Vestiu a farda de gari
E pousou todo satisfeito
Com a vassoura na mão
Prometendo solução
Para as demandas do pleito

Disse ele eu prometo
Na minha administração
Acabar com a cracolândia
Dando trabalho e proteção
Aos mais necessitados
E colocando os viciados
Num programa de inclusão

No quesito corrupção
Fica estabelecido
Que é proibido roubar
Será por mim demitido
Quem assim proceder
Pois não irei proteger
Nem dá apoio a bandido

Não se façam de esquecidos
Não digam que eu não avisei
Aqui não tem protegido
E sim o respeito à lei
Caso alguém farrapar
Terei o prazer de revogar
O ato pelo qual o nomeei

Se dará certo não sei
Fico torcendo daqui
Pelo sucesso do Alcaide
Mas uma coisa eu já decidi
Mesmo dando certo ou não
Na próxima eleição
Irei votar num gari

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

TELEX ESPIRITUAL – Jorge Maciel

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

O INFERNO MELHORADO

De João de Belli, saudoso colega do Banco do Brasil, publico partes de sua obra cheia de graça, que editei nos anos 80. Peças marcadamente interessantes por sua capacidade de permanência e espírito alegre. Foi escritor no tempo de Osman Lins, Hermógenes Viana, Gastão de Holanda e Everaldo Moreira Veras.

Primeiramente sobressaio, em alguns pingos, a figura do escritor. Gabava-se de ser paraibano e costumava dizer que havia nascido “em cima de João”… João Pessoa. Piadista insuperável, todos os dias inventava uma história engraçada para distribuir com os colegas de trabalho.

Muito sério, vivia de cara sempre fechada, assemelhava-se a Buster Keaton, que no tempo do cinema mudo desopilava o fígado de seus fãs sem mover os músculos da face. Seus escritos eram de humor fino. Ao me entregar um retrato 3 x 4 para o livro, escreveu ele mesmo a legenda: “Vista parcial do autor”.

Qualificava-se como “cronista do 3º Milênio”, ao escrever “O Inferno Melhorado” e “O Corpo Humano Modificado”, de onde captei algumas passagens, notas que através dos anos não perderam o valor:

No ano 2874 a casa funerária “Sorriso de Caveira” está remarcando seu estoque oferecendo serviço completo a preço de cova rasa.

Em festa de inauguração de moderno cemitério astral do Recife apresentou-se aos convidados o conjunto “Caveiras Solitárias” executando o “Frevo dos Finados” e “Viúva Alegre”, ambos em ritmo de choro.

O Legislativo decretou inovações: as estradas, que doravante, somente poderão ser aéreas; todos os mendigos serão sindicalizados. Outras notícias: Crianças estão nascendo com o corpo modificado: um olho na frente e outros atrás; as batatas-da-perna ficam na frente e o osso da canela atrás. O sexo dos machos é embutido, moralizando assim o ambiente das praias. As mulheres não possuem seios porque as crianças já nascem com dentadura completa.

Era um sujeito tão cheio de doenças que nunca se perguntava como ele ia de saúde e sim “Como vai de doenças?” Aquele senhor andava de binóculos porque seu psiquiatra lhe recomendou que se aproximasse das pessoas. Era tão grosso que nem tinha o “intestino delgado”. Era um tipo tão chato que até seu vago-simpático era antipático. Foi cantor tão compenetrado na profissão que morreu sofrendo de hérnia de disco.

Glutão, até na hora da morte ficou em estado de “Coma”. Tudo nele era indolência, tanto assim que foi atacado de “vesícula preguiçosa”. Suicida não é um sujeito cheio de vida, mas “cheio da vida”. Chama-se União Conjugal a convivência entre dois seres desunidos. Bom filho não é aquele que retorna à casa dos pais, mas sim os pais que o recebem e arcam com as despesas.

O inferno está realmente melhorado. Para comemorar os 100 anos da Criança-diabinho o Capeta-mor inaugurou parque infantil cujos escorregos têm pontas de prego e as piscinas são de água fervente cuja limpeza será feita com ácido muriático. As mulheres frias estão sendo submetidas a tratamento fisioterápico com chumbo derretido. O mais novo decreto disciplina que somente os Diabos casados terão chifres.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

VIDA, VIDA

Um bolero de 1959. Música de Anísio Silva, cantada por ele mesmo.

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* * *

Nota do Editor:

Faço referência a esta música no texto “Nós, os Meninos de Palmares“, crônica de abertura do meu livro “A Prisão de São Benedito“.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

PESADELO

Não sei que torvo ser, que espírito insolente,
que tenebroso gênio evadido às florestas
em visionária noite acorda-me funestas
multidões que a dormir jaziam-me na mente.

Toscas aparições de atormentadas testas
com um olho só a olhar alucinadamente,
braços avulsos, mãos em garra, de repente,
caíram-me de mim – rindo impudentes estas,

aquelas a estender-me uns dedos asquerosos,
gritando, escancarando as fauces, fulminando
meu roto coração com seu olhar nefando.

E, à luz tentacular de globos pavorosos,
abre-me o pesadelo as portas, lado a lado,
mostrando-me a espantosa imagem do Pecado.

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9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

O BANDEIRINHA E O ACIDENTE

Nosso confrade Aldo, de Florianópolis convida os fubânicos a darem sua opinião sobre como entram armas e tudo mais nos presídios brasileiros. Eu não sou capaz de falar muito sobre esse tema, mas acredito que por sua relevância e atualidade devemos nos manifestar sobre o assunto.

Isso seria apenas mais uma transgressão as leis tolerada pelas autoridades, como subornar o guarda de transito, molhar a mão dos fiscais, furar a fila dos transplantes, etc. Acontece que o problema fugiu ao controle do Estado e ninguém parece saber sequer como começar a controlar essa situação. Pelo que leio na imprensa o “sistema” é enorme em todos os sentidos, envolve muita gente, muito dinheiro e o cuidado com que até o Presidente da República mede as palavras para tocar no assunto, mostra que a situação é mais do que delicada. A Ministra Carmen Lúcia que pretendia visitar um presidido em Natal, foi desaconselhada a fazê-lo por o Governo de Rio G do Norte não ter condições de garantir sua segurança. Tá feia a coisa!

Intuitivamente eu diria que pode existir um envolvimento muito maior do que imaginamos entre autoridades e as organizações criminosas. Por que tanto receio de enfrentar de frente essa gente? O que a sociedade não pode é aceitar a continuação da demonstração de força desses grupos criminosos que apesar de condenados e presos continuam a tocar seus negócios e ameaçar a sociedade de dentro dos presídios. Imediatamente o Governo fala em destinar milhões para cobrir o déficit de vagas nos presídios. Adoram grandes orçamentos e odeiam cumprir cronogramas e prestar contas. Lá se vão os milhões.

O que inicialmente deve ter começado como uma pequena transgressão de deixar entrar uma lata de marmelada para um presidiário com bom comportamento (o famoso jeitinho), foi crescendo ao longo do tempo e se transformou nesse esquema milionário e perigoso que ninguém sabe onde começa, nem onde acaba. O tal jeitinho, o jogo de cintura, parece que não tem consequência, mas pode acabar virando um monstro como esse que nos ameaça agora. Estamos assustados com a dimensão desse problema que sempre soubemos existir.

Com essas demonstrações de poder, em Manaus, Roraima, Pernambuco, Rio Grande do Norte e outras que poderão ocorrer, certamente outros grupos não vão querer ficar por baixo e podem aterrorizar, fico com a sensação que sair da prisão não é o objetivo dos chefes dessas organizações e seus comandados. Se quiserem sair farão isso sem muita dificuldade. Nos presididos de insegurança máxima, eles estão nos seus QGs, protegidos, cuidados e cuidando dos seus negócios em acelerada expansão. Como nosso confrade Aldo, de Florianópolis diz “as portas estão escancaradas”. Mas ninguém sai.

O tal do jeitinho brasileiro, o jogo de cintura começa meio inocente e acaba dando fim no inocente. A lei é para todos e ao transgressor deve ser aplicada toda sua punição, seja pobre, rico, homem, mulher, presidente ou ex-presidente.

Se Temer pensava que seu grande desafio seria arrumar a economia e para isso escalou um time com capacidade para resolver a questão, agora está diante de um problema de difícil solução, sem alguém que demonstre capacidade para resolver. O Ministro Alexandre Moraes (que mais parece um bandeirinha de jogo de futebol, com sua careca lustrosa), está mais preocupado em agradar o chefe e manter-se no cargo do que atacar pra valer o caos das penitenciarias. Temer quer prestigiar o amigo, mas não vai dar, ou troca o careca por alguém que saiba fazer e perde só o amigo, ou fica parado e perde o amigo e o cargo.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

UM APELO DESESPERADO DO EDITOR FUBÂNICO

Uma mensagem apreendida por investigadores da Operação Lava Jato mostra que o empreiteiro Marcelo Odebrecht pediu ao ex-ministro Antonio Palocci “espaços” para o então secretário executivo da Controladoria-Geral da União (CGU) Luiz Navarro no primeiro governo de Dilma Rousseff.

O e-mail foi encaminhado por Marcelo Odebrecht a diretores da empresa no dia 20 de dezembro de 2010, a 12 dias de Dilma tomar posse para seu mandato inicial como presidente.

Na mensagem, o ex-presidente da Odebrecht colou o conteúdo de um texto que enviaria a Palocci e no qual expressava seu interesse em ver Navarro no governo da petista.

Chefe, (…) não sei se você conhece Luiz Navarro, secretário executivo da Controladoria-Geral da União. A pessoa dele comandou de forma efetiva a CGU, e penso que isso é reconhecido de dentro e de fora do órgão. Acho que vale a pena você recebê-lo para avaliar como ele poderia se ajustar em espaços do novo governo“, diz a mensagem do empreiteiro incluída no e-mail aos diretores.

* * *

Que Marcelinho e sua empresa mandavam, desmandavam, cagavam e andavam nos gunvernos petralhas a gente já sabia há muito tempo.

Agora, aqui entre nóis, o que me causa raiva é que este carequinha precoce – com seus óculos de intelequitual corruptor -, não tenha nunca tentado comprar e corromper este gazeta escrota.

Atenção, prisioneiro Marcelo: este Editor continua aberto a propostas, subornos e propinas. Avise pros diretores da sua empresa que ainda não caíram nas garras do juiz Sérgio Moro.

Por apenas 0,5% do que tu gastavas com os corruptos passivos petralhas, eu boto o JBF inteirinho a favor da tua causa.

Entre em contato, por favor!!!

A situação financeira do Complexo de Comunicações Besta Fubana é de fazer chorar. Num dá nem pra exagerar.

Odebrecht e Palocci engaiolados: dois tolôtes do mesmo pinico

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

SOARES, TAL E QUAL

António Valdemar (Jornalista, antigo aluno do Colégio Moderno e de Mario Soares)

Era um animal político. Mal acordava, Mario Soares queria saber tudo o que acontecera. Mergulhava na leitura dos jornais e revistas. Portugueses. Franceses. Espanhóis. Entretanto, seguiam-se os telefonema. Organizava mentalmente essa informação para enfrentar mais outro dia.

O perfil do homem público não se diferenciava muito do homem no convívio íntimo. Nos afetos calorosos, nas aversões ferozes. Mudou, evidentemente, de opinião sem alterar princípios fundamentais. Há situações que, de momento, não vale a pena enumerar. Todavia, era espontâneo nas simpatias e antipatias. As reconciliações possíveis não erradicaram os motivos de cisão, de incompatibilidade, de afastamento. De corte de relações políticas. De relações pessoais. Ou ambas as coisas.

Não se adaptou à internet. O computador colocado na secretaria, do seu gabinete na Fundação, era apenas um elemento decorativo. Até ao fim, tudo o que leu tinha de ser em papel. Escrevia, com rapidez e fluência, na sua letra miúda. Cada vez mais miúda. Mas, em certas ocasiões, emendava muito. As secretarias, durante décadas, a Osita e a Maria José, habituaram-se a decifrar os manuscritos labirínticos, os «textos aracnídeos» conforme exclamei ao ver uma folha A4 repleta correções, de acrescentamentos, de cortes, de repuchos.

Ao falar-lhe nisso respondeu-me: «Procuro, apenas, ser claro». Insisti: “O seu mestre Prof Francisco Vieira de Almeida costumava advertir: ‘O simples não é o fácil'”. Soares olhou-me de alto a baixo e pediu para repetir. E acrescentou: «Eu que o diga…»

Era um homem de cultura. Apesar de nunca ter sido escritor na verdadeira aceção da palavra, frequentou tertúlias de Lisboa e de Paris e sentia-se em pé de igualdade ao lado dos outros intelectuais. Procurava estar ao corrente das novidades. Comprava tudo o que lhe interessava e alguns livros que, não fazendo parte das suas curiosidades habituais, já constituíam uma referência.

Além dos milhares de livros que tinha em casa, e nas casas de Nafarros e do Algarve, instalou no 4º andar do seu prédio, uma “nova biblioteca”. Perante aquele universo bibliográfico, devidamente, sistematizada por temas e autores, confirmei o prazer, mais do que isso, a volúpia de ter edições raras. Encadernações preciosas. Primeiras edições, de livros com dedicatórias dos autores e anotações dos possuidores.

Não esqueço o deslumbramento que manifestou ao visitar a biblioteca de Pina Martins, de folhear primeiras edições de Erasmo e Damião de Gois. “Estou esmagado. É demais… ” Nesse dia, ao jantar comigo e com o José Manuel dos Santos – seu colaborador direto, durante décadas e amigo muito próximo – embora houvesse matéria política escaldante, continuava dominado pela emoção que lhe causara a coleção de Pina Martins. E, de vez em quando, repetia: “Estou esmagado. … Estive para cheirar o papel mas o Pina deve usar inseticidas”.

Mario Soares toda a vida também frequentou livrarias e alfarrabistas. Mesmo quando era Primeiro-Ministro, Presidente da Republica, deputado do Parlamento Europeu. Incluiu entre os seus amigos poetas e escritores. Uns ainda da geração do pai, como Jaime Cortesão e Aquilino; da geração seguinte Rodrigues Migueis e Miguel Torga; outros da sua geração como Carlos de Oliveira, Cardoso Pires, Sophia, Natália Correia, Mario Cesariny ou Luis Pacheco. Outros ainda das gerações mais recentes.

O mesmo aconteceu com artistas plásticos. Admirava Columbano mas o seu apreço e convívio estenderam-se, por exemplo, a Júlio Pomar, a Vieira da Silva, a Jorge Martins. Escapava-lhe a música. Perguntava-me um dia: “Consegue escrever com música?”. “Sempre que estou em casa escrevo melhor com música”. “Mas que música?” – insistiu. “Com os clássicos. Quase sempre os mesmos”. “Compreendo perfeitamente…”

De todos os escritores portugueses o que mais admirava era Eça de Queiroz. Outra das suas admirações profundas era Teixeira Gomes. Várias vezes, na sua casa do Vau, partilhamos a leitura de páginas antológicas do Agosto Azul e de pequenos grandes textos acerca das metamorfoses da luz e da cor, das praias e do mar do Algarve, das pedras com memória e das terras com aromas.

Era um homem de coragem. Política e pessoal. Deu provas da sua determinação na resistência ao salazarismo, nas prisões que suportou. No verão quente de 75, ao insurgir-se contra outros totalitarismos. Em campanhas eleitorais, ao ser agredido na Marinha Grande. Ao assistir, no encerramento de um Congresso da Internacional Socialista, da qual era vice-presidente, ao atentado a Sartawi, observador da OLP e abatido por um membro de um grupo radical, do Abu Nidal, no Hotel de Montechoro.

Estava preparado para as situações mais diversas. Trágicas, cómicas, insólitas. Em 1990, como Presidente da Republica entregou o Premio de Poesia a Natália Correia e, ao mesmo tempo, aproveitou a oportunidade para a distinguir com a Ordem da Liberdade. Natália Correia ouvia o discurso com o seu ar desafiador.

Enalteceu, de início, em duas frases os méritos literários de Natália e os seus contributos para a Democracia, antes e depois do 25 de Abril. A seguir Mario Soares, numa breve nota pessoal, quando salientava, apenas e tão só, que Natália Correia fora «uma das mulheres mais belas da Lisboa dos anos 40 e 50» ouviu-se, em toda a sala, sem necessidade de microfone, a cólera vulcânica e impetuosa de Natália; “Lá está ele a falar do meu corpo. Olhou sempre para mim como uma fêmea. Nunca contemplou o meu espírito. Nem mesmo aqui… “

Era de mais. Excedera os limites aceitáveis. Ultrapassara broncas sucessivas que marcaram a sua presença na Presidência Aberta nos Açores. A cerimónia começava a perder a dignidade institucional. Mario Soares decidiu abreviar o discurso. Horas depois, num jantar reservado, riu. Riu imenso. Rimos todos com ele. A amizade manteve-se na íntegra. Continuou a prestar a Natália todas as homenagens. Em vida, por ocasião da morte e depois da morte.

Era um apreciador da boa mesa. A mulher é que tratava dos assuntos domésticos. Tal como acontecera com a mãe. Mas havia pequenas coisas que lhe davam satisfação. Ir comprar doces e alguns queijos. No tempo das castanhas, de regresso a casa, mandava o motorista parar numa esquina e comprava uma ou duas dúzias de castanhas para a sobremesa. Com tinto.

Frequentou os melhores restaurantes do mundo. Saboreou os pratos mais diversos. Evitava ementas sofisticadas. Gostava, sobretudo, de pratos tradicionais: uma sopa de legumes, a abrir; carne à jardineira; uma boa posta de pescada cosida; uma omelete cremosa, com salsa picada. Pastéis de bacalhau. Pataniscas com arrôs de feijão. Comida caseira portuguesa. E gostava de bons vinhos. Comia e bebia com moderação. Apreciava queijos. Olhava para a tábua com varias marcas como um filatelista percorria as folhas de um album. Jean Daniel, num jantar de família, ao experimentar vários queijos não se conteve perante um Serpa: “Ça c’ est le fromage”. Um sorriso, de orelha a orelha, traduziu o contentamento de Mario Soares ao verificar que os amigos, se sentiam bem recebidos, na sua casa e à sua mesa.

Deliciava-se, por exemplo, com pão-de-ló. Oferecia, generosamente. «Desculpe não gosto de doces!». Com o ar mais sério do mundo dizia: “Comprei por sua causa. Coma ao menos uma fatia?!”. Em face da minha recusa exclamava: “Então como eu. Está ótimo. Não sabe o que perde”. Repetia. E com uma colher de sopa rapava ainda o doce de ovos que estava dentro do pão-de-ló. Ficava regalado. Como uma criança. O menino de sua mãe.

Era um apaixonado pelas viagens. Nos anos 60 conheceu parte da Europa com a mulher e os filhos. De país em pais. Surpreendendo os contrastes das paisagens. Percorrendo monumentos e museus. Visitou o Brasil, após a fundação do Partido Socialista, para falar com exilados políticos, desde militares da Rotunda e seareiros que participaram na revolta do 7 de Fevereiro, como Sarmento Pimentel e Jaime de Morais, até Casais Monteiro, Vitor da Cunha Rego e Manuel Pedroso Marques.

Voltou ao Brasil em viagens de Estado, recebido com todas as honras. Foi noutras ocasiões fazer conferências e tomar parte em colóquios. Tinha relações pessoais com Jorge Amado, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Antonio Cândido, Celso Furtado, Cândido Mendes de Almeida, Antonio Houaiss, José Aparecido de Oliveira, entre muitas outras personalidades.

Era agora o que não queria ser. Das últimas vezes que esteve no Rio convidaram-no para uma jantar, com políticos e intelectuais. Ali se encontrou com Roberto Marinho, o diretor e proprietário do jornal O Globo, da Televisão O Globo, da rádio CBN, do Globonews, do maior império da comunicação social não só do Brasil, mas também da América Latina. Marinho com noventa e muitos anos que pareciam robustos fazia confusões tremendas. Ao cumprimenta-lo, Soares logo ficou intrigado quando Marinho o interpelou: “Sabe alguma coisa daquele político português, muito simpático, parece-me que se chama Soares e que foi ou ainda é Presidente da Republica? Ele está bem? Se estiver com ele apresente-lhe os meus cumprimentos…”

Com o melhor dos sorrisos disse: “Está bem. Muito bem… Darei. Darei…” Ao contar-me o que se passara com Roberto Marinho disse-me: “Estou a avançar para os 80. Espero que isto não me aconteça. Seria um horror”. Entre centenas de outras estórias, de um convívio de muitos anos, recordo-me deste episódio que o estarreceu. E agora nos choca. Profundamente. Basta evocar imagens da televisão, nas últimas aparições públicas. Deixou de ser quem era e do que sempre quiz ser. Já estava ausente de tudo e ausente de si próprio.

* * *

Nota do Editor:

O artigo acima – publicado originalmente no jornal português Expresso –, me foi remetido pelo colunista fubânico José Paulo Cavalcanti Filho, que é amigo de Antônio Valdemar, autor do texto e membro da Academia Portuguesa de Letras.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

PROVÉRBIOS SOBRE A VELHICE

“Os velhos amigos são os melhores. E não são como o vinho que quanto mais velho melhor, mas sim como um velho par de sapatos – cada vez mais ajustados para nossa caminhada.”

“O falador diz tudo que sabe. O desajuizado apenas o que não sabe. Os jovens, o que eles fazem. Os velhos, o que eles fizeram. E os tolos, o que pretendem fazer”

“Um diplomata é um homem que sempre se lembra do aniversário de uma mulher, mas nunca da sua idade.”

“Tropeiro, fala de burro; boiadeiro, de boi; moça, de namorado; velho, do que já foi.”

“A velhice imprime mais rugas no espírito que no rosto.”

“Mais vale estrada velha do que vereda nova.”

“Nunca falta um chinelo velho para um pé manco.”

“Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber.”

“Quem quiser ser muito tempo velho, comece-o a ser mais cedo.”

“Vinho, azeite e amigo, quanto mais velho. melhor.”

“Ainda que seja prudente, o velho não despreza o conselho.”

“A velha galinha faz gorda a cozinha.”

“Não há sábado sem sol. Nem jardim sem flores. Nem velhos sem dores. Nem moças sem amores.”

“A velhice é uma estranha enfermidade, trata-se para fazer curar.”

“Idade suaviza algumas pessoas, outras faz podre.”

“Nunca te julgues velho demais para aprender.”

“As mulheres preferem os homens mais velhos: gastam mais e as gastam menos.”

“Mais quero o velho que me ame do que o moço que me assombre.”

“Velho é como panela, rede e balaio: só se acaba pelos fundos.”

“Macaco velho, não trepa galho seco.”

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

LUIZ ANTÔNIO BERTO – BRASÍLIA-DF

Ei Pai,

nesse link aí pode ser acessado e pedido o livro novo:

Aspectos Sociais da Cura

Descendo um pouquinho na página você poderá ver um dos adesivos que fiz usados no capítulo onde falo de Democracia Direta e Imposto Destinado pelo Próprio Cidadão.

Nessa página aí já dá para pedir o PDF e dar uma olhada geral no conteúdo.

Como eu disse por telefone, já dá para pedir a versão impressa, tem o link aí na página também.

Entretanto, uma alternativa é esperar umas duas semanas antes de pedir essa versão impressa, pois acho que ainda vou fazer alguns ajustes nos próximos dias.

Assim que possível, irei fazer um vídeo falando diretamente para sua audiência no JBF sobre o livro.

Abraço,

No Amor, na Paz, na Força e na Luz

R. Filho amado, obrigado do fundo do coração pela dedicatória que você me fez do seu livro:

Tenho certeza que a obra fará sucesso e será apreciada pelos leitores que curtem este tipo de assunto que você aborda.

Fique certo que a comunidade fubânica em peso vai acessar o endereço que você nos mandou.

Um beijo desse seu paizão coruja!!!

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO – (PE)


http://www.forroboxote.com.br/
PREGUIÇA DE ESCREVER TEXTOS LONGOS – 4

BOLERO

Dois pra lá, dois pra lá.
Como bolerar?

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9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – CORREIO AMAZONENSE

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

QUE FUTURO NOS AGUARDA

Ricardo Noblat

Um prodígio, o presidente Michel Temer e seu time de auxiliares. Empenhados em marcar distância de mais uma erupção da bestial violência que há décadas abala o apodrecido sistema carcerário brasileiro, eles conseguiram com espantosa facilidade justamente o contrário.

Ninguém de bom senso ligaria o governo atual ao que aconteceu no Amazonas e em Roraima. Então o governo meteu com gosto o dedo na tomada.

Primeiro foi Temer, que chamou de “acidente pavoroso” a morte e o esquartejamento de 57 presos numa penitenciária próxima de Manaus. Acidente é um fato casual.

Num país onde mais de 60 mil pessoas são mortas a cada ano e 11 Estados registraram decapitações desde a rebelião do presídio de Pedrinhas, em São Luís, em 2013, acidente pode ter sido a ascensão de Temer à presidência – não a chacina de Manaus.

Não se atribua o que ele disse a uma mera infelicidade na escolha das palavras. Temer é um homem culto, prudente e pensa muito antes de falar.

Nus, detentos passam por revista no pátio do presídio Raimundo Vidal Pessoa, após rebelião

Ao taxar um massacre de “acontecimento pavoroso”, quis isentar seu governo de qualquer responsabilidade e minimizar o acontecido. Foi duro, insensível, desastroso. Deixou-se levar pelo cálculo político mesquinho.

Depois de Temer, foi o ministro da Justiça. Além de apresentar um arremedo de plano para reformar o sistema carcerário sem dotação orçamentária e sem metas, negou que tivesse recusado ajuda ao governo de Roraima onde 30 presos foram decapitados ainda vivos e alguns tiveram corações e olhos arrancados.

O ministro mentiu. E mentiu de novo ao garantir que a situação dos presídios está sob controle. Controle de quem?

O caminhar voluntário do governo para o cadafalso na semana passada culminou com a intervenção do Secretário Nacional da Juventude que se apresentou como “um coxinha”, elogiou o “acidente” em Manaus e defendeu novas matanças.

Foi o único a ser demitido depois de incensado nas redes sociais. Mais de 50% dos brasileiros pensam como ele. E é aqui que reside o maior problema.

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, estimada em 640 mil indivíduos. A maioria dela é negra (60%), jovem e só tem o ensino fundamental completo (75%).

Cerca de 40% dos detentos aguardam julgamento. Por inocente, um terço será libertado. A taxa de aprisionamento cresceu 67% entre 2004 e 2014. Anualmente, um preso custa ao Estado R$ 30 mil reais – 13 vezes mais do que um estudante.

A saída?

A mais simples, cara e destinada ao fracasso é a construção de presídios. O governo promete mais cinco até 2018. O crime agradece. Se a multiplicação de presídios bastasse, o planeta seria uma beleza.

Serão mais cinco fortalezas para abrigar com relativa segurança os principais líderes das 27 facções que lutam pelo comando do crime organizado no país. Serão mais cinco escolas para a formação de novos líderes.

O sistema penitenciário virou uma máquina de moer pobres e de produzir criminosos. Pagamos para que o Estado mantenha preso quem nos ameaça.

E como não ligamos para o que ocorre nas masmorras, pagamos outra vez quando de dentro delas partem as ordens que tornam nosso mundo cá fora cada vez mais violento.

No Rio Janeiro, cerca de dois milhões de pessoas vivem em áreas dominadas pelo tráfico de drogas e pelas milícias. Sob estado de exceção, portanto.

Enquanto não formos capazes de refletir e de chegar a um acordo sobre como proceder em relação à criminalidade, nosso futuro, o dos nossos filhos e dos filhos deles será cada vez mais incerto.

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

DUM – CHARGE ONLINE


http://www.fernandogoncalves.pro.br
POSTURAS SEMENTEIRAS

Em Gana, fundada em 2008, o Meltwater Empresarial Escola Superior de Tecnologia (MEST), juntamente com o programa MEST Incubadora, fornece treinamento, investimento e mentoring para aspirantes a empreendedores de tecnologia, objetivando a criação de empresas de sucesso mundial, criadoras de riquezas e postos de trabalho no próprio continente africano. Além disso, o MEST oferece, a cada doze meses, programa de tempo integral intensivo, capacitando os melhores alunos formados em Gana e Nigéria, favorecendo a construção de empresas de tecnologia bem sucedidas, envolvendo programação de computadores, desenvolvimento de software, gestão de produtos, finanças, marketing e práticas de liderança.

Desde a sua criação, MEST já treinou mais de 200 empresários nigerianos e ganenses e investiu US$ 15 milhões em programa de treinamento e incubação. O MEST foi recentemente reconhecido pela Fast Company como uma das 10 Empresas Mais Inovadoras da África.

Uma das lideranças africanas, Ashok Bhanault, um nascido em 1943 em Mombasa, Quênia, fez a introdução do livro O Futuro de Deus – ética, religião e espiritualidade na nova ordem mundial, de Adjiedj Bakas & Minne Buwalda, editado no Brasil pela editora Girafa, em 2011. Segundo ele, “no livro, eles escrevem sobre as tendências na religião, ética e espiritualidade no século 21, proporcionando uma leitura essencial para pais e filhos, professores e alunos, políticos e policiais, órgãos de governo e instituições de ciências sociais. Ler e absorver essas tendências é muito importante, para que cada pessoa, instituição, organização ou até mesmo governo possa considerar as implicações de tantas transformações em suas políticas e estilos de vida. … O século 21 vai testemunhar o surgimento de ideais e filosofias manifestadas por várias crenças, assumindo um papel importante como doutrinas da conectividade global.

Quais são, segundo os autores, as megatendências atuais? São sete: 1. Individualização da religião num cenário religioso multiforme; 2. Novas ortodoxias e a politização da religião; 3. Comercialização da religião e à midiatização de Deus; 4. Ascensão do Deus Verde; 5. Mercado crescente de crenças apocalípticas e o desenvolvimento de uma consciência mais elevada; 6. Deslocamento do foco da doutrina religiosa para a experiência religiosa; 7. Existência de religiões influenciadas por superpotências multiculturais e de ascensão do moralismo.

Dois outros livros, além do acima citado, um editado em 2013 e outro no ano passado, podem servir de sólida complementação, favorecendo uma compreensão mais consistente sobre os amanhãs que nos esperam, onde uma espiritualidade se consolida a olhos vistos, o ser humano contemporâneo há muito já percebendo que todas as denominações religiosas possuem visões e revelações, inclusive o próprio Cristianismo, com seus santos portadores de ampla mediunidade, conforme comprovações efetivadas pela Doutrina Kardecista.

O primeiro deles, o mais recente, é Homo Deus uma breve história do amanhã, Yuval Noah Narari, São Paulo, Companhia das Letras, 2016, 444 p. Uma combinação monumental de ciência, história e filosofia, numa tessitura capaz de esclarecer os mais renitentes na compreensão de quem fomos, somos e seremos nos amanhãs que nos aguardam.

Tido e havido por muitos analistas como o melhor livro escrito sobre a história da humanidade, comprovando que a guerra está se tornando obsoleta, a fome se encontra em declínio e a morte tornou-se tão somente um problema técnico, apesar dos múltiplos sinais desanimadores que disseminam desesperos, depressões e suicídios entre jovens. Será ainda que as modificações genéticas estarão à disposição de todos ou apenas disponíveis para uma elite biológica capaz de dominar uma Inteligência artificial que saiba coordenar os aspectos mais relevantes da vida e da sociedade? Tudo analisado e estruturado a partir de uma visão incrivelmente original de nossos ontens, sempre mesclando com maestria pesquisas de ponta e estupendas análises de redescoberta de quem fomos e do que seremos.

Um segundo livro, editado em novembro de 2016 pela Companhia das Letras, Editora Globo, 848 p., é de autoria de Thomas Mann, escrito em 1924, e intitula-se A Montanha Mágica. Narra a história de Hans Castorp, um jovem e promissor engenheiro naval, acometido de tuberculose, internado num sanatório situado nos Alpes suíços. No internamento, o paciente se relaciona com inúmeros personagens enfermos, portadores de um sem-número de conflitos espirituais e ideológicos antecessores da Primeira Guerra Mundial. Considerado a obra-prima do premiado escritor alemão, o texto trata de temas os mais variados: estados doentios e corpóreos, a arte, o amor, a natureza do tempo e da morte, o embate entre democracia e totalitarismo. O autor ressalta que desenvolverá seu texto “pormenorizadamente, com exatidão e minúcia – pois desde quando a natureza cativante, ou enfadonha de uma história depende do espaço ou do tempo que exige? Sem medo de sermos acusados de meticulosidade, inclinamo-nos, pelo contrário, a opinar que realmente interessante só é aquilo que tem bases sólidas.” Uma leitura que não ser feita de afogadilho, muito pelo contrário. Necessita de tempo disponível para meditar sobre uma época que jamais retornará.

Leituras sementeiras, certamente amplamente cidadanizadoras, para finais estágios mentais paulinos (1Co 13,11).

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

9 janeiro 2017 DEU NO JORNAL

PORQUE EU SE UFANO-ME DO MEU PAÍS

Um roteador de internet, um modem, nove pendrives, 155 celulares (além de 93 baterias, 58 carregadores e nove chips) foram encontrados em três operações pente-fino feitas pelo governo do Amazonas em três unidades prisionais entre quinta-feira e sábado. Também foram encontradas cem armas brancas (facões, facas etc), uma pistola calibre 380 e um rifle calibre 32.

As inspeções foram feitas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Ipat (Instituto Penal Antonio Trindade) e na Unidade Prisional do Puraquequara. “O principal objetivo é a retirada de materiais ilícitos que poderiam ser usados para desestabilizar a unidade e promover alguma alteração”, informou a administração estadual por nota.

* * *

Igualzinho ao que acontece nos presídios dos Zistados Zunidos, aquela terrinha cujo sistema carcerário é pior que o do mais lascado e pobre país africano.

Eu fico ancho que só a porra quando vejo nossa querida Banânia batendo recordes mundiais.

E os números contidos nesta notícia aí de cima referem-se a apenas um único estado!

Se for somar tudinho em todos os presídios banânicos, de norte a sul, de leste a oeste, roteadores, celulares, modems, pendrives, baterias, carregadores, chips, facões, facas, canivetes, revólveres, pistolas, cacetes, bombas, pedras, tacapes, rifles, metralhadores e mísseis, vamos bater o recorde galáxico!!!

9 janeiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

SAÚBA DOS BONECOS: FORÇA QUE VEM DA ARTE

Antônio Elias da Silva, eis o nome registral desse exímio artesão rústico de Carpina-PE, que traz na pele e no sangue a pecha politicamente incorreta da discriminação social.

Nascido em 9 de maio de 1953, esse vangoghiano carpinense, de extraordinária habilidade empírica no trato com a madeira tosca, o mulungu, árvore apropriada para a confecção de seus bonecos artísticos, cedo teve de sorver a puberdade lúdica, na palha da cana dos engenhos escravistas da região, sob o sol causticante e inclemente do trabalho com a enxada.

Autodidata, nunca pisou o batente de uma escola. Seu mestre, professor, instrutor, inspirador é sua espantosa capacidade perceptiva, intuitiva, criativa, em transformar tudo que é madeira tosca de mulungu em verdadeira peça artesanal.

Devido à sua extrema habilidade arteira manual, esse carpinense casual, cedo começou a divertir e maravilhar sua sofrida gente nas festas juninas no bairro de Santo Antônio, em Carpina, com seus mamulengos cômicos e satíricos, ridicularizando os costumes e o comportamento da canalhada política local.

Apesar de seus trabalhos correrem o país e o mundo, serem expostos em galerias de luxo, maravilharem o Brasil em shows nos canais de televisão mais populares, tanto locais quanto nacionais, esse autêntico e verdadeiro artista mamulengueiro continua pobre e miserável, devendo até os pentelhos do cu a agiotas, e sem dinheiro para alimentar a prole numerosíssima, filhos de várias tribufus e “putiriguetes” diferentes que dele se aproximam pensando ser detentor de uma grande fortuna em dólar ganhada de gringos e guardada em uma botija debaixo da sua cama de lona comprada na feira de mangaio em Caruaru.

É doloroso vê-lo trôpego, cheio de manguaça, todo cagado cambaleando pelas ruas paralelepipeidadas e cheias de bueiros de guabirus petralhas de sua terra natal, com as mãos e os pés melados de cola de madeira, com os bolsos mais liso do que pau de tarado, dando murro no ar e rogando pragas ao vento por lhe faltar os caraminguás.

Espera-se que não se deixe acontecer com ele as mesmas injustiças e indiferenças que houve ao maior pintor pós-impressionista do século XIX, o Neerlandês Vincent Willen Van Gogh – lúcido e louco; dócil e violento -, que depois de morto, seus quadros alcançaram a glória, sendo vendidos em leilões suntuosos por fortunas incalculáveis; seu busto virou estátua no mundo; seu nome virou rua em todo o planeta; seu túmulo, adoração; mas em vida só conheceu a miséria, o desprezo, o abandono, a indiferença e as loucuras dos choques elétricos dos manicômios.

Eita mundo escroto da porra de injusto!! E o pior é que Deus não está nem aí e nem vai estar!! O Filho dele é que teve misericórdia da patuleia e ousou vir à terra expulsar dos panteões os adoradores do dízimo, mas se fudeu-se na primeira esquina do Brás, enforcado no Templo de Salomão de Edir Macedo por falar asneiras como justiças sociais, cotas raciais, distribuição de renda aos fudidos e maus pagos e vidas sem fome. Como recompensa teve de pagar 10% de dízimo para poder se safar do inimigo e ir parar junto do Pai!

– Ou paga ou se fode aí na zumbizada da Cracolândia ou nas trevas do inferno de Bacurim – sentenciou o Todo Fuderoso bispo da Igreja Universal do Queijo do Reino, com a cara de buceta lambuzada de pó de arroz de drosli e com aquela barbinha de rapariga sambada, se dirigindo a Jota Cristo já pendurado na cruz pelos zovos, amarrado com arame farpado pelos roubreiros do templo, que só esperavam as ordens do Mestre para catapultá-lo à casa do caralho!


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