3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

3 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Berto

Seu cabra desassombrado.

Rapaz, gostei daquela photo sua ao lado do Gilmar na beira do Lago Paranoá.

Curti as caras felizes que os dois estão fazendo…

As camisetas que vestem, então… são uma gracinha!

Fiquei enceguerado foi naquela boazuda de biquini que está atrás dos dois…

Me chama, que da próxima vez quero tirar uma photo ao lado dela.

Forte abraço do amigo de sempre;

Goiano do pé rachado.

R. Vocês são phoda!

Prestam atenção só nas putarias.

Tanta coisa pra você apreciar na foto e, ao final, só enxerga mesmo o pé-de-rabo da boazuda.

É por conta desta safadeza que vive na cabeça de leitores assim do seu tope que eu não consigo nunca elevar o nível desta gazeta escrota.

Vôte!

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

3 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OLAVO ZANGIROLL – RIO DE JANEIRO-RJ

Senhor Editor,

Coloque aí no Besta este vídeo.

Ofereço ao meu primo Walter José, ao petista Goiano e aos meus conterrâneos cariocas que elegeram Sérgio Cabral e Lula, esta dupla que representa com perfeição o Brasil da última década.

Saudações,

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

3 fevereiro 2017 HORA DA POESIA

CINZAS – Heitor Lima

A última brasa ardeu na cinza adusta:
Tudo passou, tudo se fez em poeira…
E na minha alma, que o abandono assusta,
Morre a luz da esperança derradeira.

O amor mais casto, a aspiração mais justa
Têm a desilusão para fronteira…
Um momento de sonho às vezes custa
O sacrifício da existência inteira!

Chama efêmera, o amor! Baldado surto,
A glória! Ah! coração mesquinho e raso…
Ah! pensamento presumido e curto…

E o amor, que arrasta, e a glória, que fascina,
– Tudo se perderá no mesmo ocaso
E se confundirá na mesma ruína.

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

3 fevereiro 2017 JOSIAS DE SOUZA

MICHEL TEMER DISPÕE DE UM LATIFÚNDIO LEGISLATIVO

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


STAND-UP COM POESIAS

NADA A VER NEM HAVER

Moço, não tem nada a ver
Juro, o cu com as calças
Se a cueca está no meio.
Assim como não tem haver
Na minha conta bancária
A dita está no vermelho.

* * *

QUEM SOMOS

Todos somos
Como somos
Cromossomos
Mal nascemos
Somos sonhos
Mal andamos
Tropeçamos
E caímos
Levantamos
E seguimos
Mal crescemos
Envelhecemos
E nada somos
Mas já fomos

* * *

BONS LADRÕES

Quando nos encontramos
Bebemos e fumamos
O cachimbo da paz.

Pecado eu não vejo
Te roubo um beijo
Aproveito o ensejo
Pra te roubar algo mais

Você, por sua vez
Me rouba um abraço,
Um carinho, um amasso…
To nem aí, tanto faz.

Se pecamos os dois
É pra não pecarmos só
Peco eu e você
Pecamos nós.

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

3 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O HOMEM DA MEIA NOITE

* * *

Por me encontrar em abstinência compulsória (chiuf, chiuf, snif, snif…), não pude ir ontem a Olinda, frevar atrás do calunga do Homem da Meia Noite, em comemoração aos seus 85 anos de existência.

Mesmo assim, transmito meus parabéns através de nosso estimado artista Alceu Valença.

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


PÂNTANO

A Constituição Federal determina em seu artigo 102 que cabe ao Supremo Tribunal Federal-STF a sua guarda, ou seja, os membros da Corte, os senhores ministros, são os guardiães da maior lei que rege a vida brasileira. É o seu papel, como atividade fim, decidir pelas questões de descumprimento do texto constitucional e, se for o caso, determinar as penas cabíveis aos contraventores que não o tenham observado. Não é cabível aos ministros do STF, interferirem no texto sob qualquer pretexto ou situação por que passe o Estado brasileiro. É lamentável tudo o que estamos presenciando neste momento da vida organizacional do Brasil. Não bastasse, entram no cenário os chamados guardiões da Constituição. Estão atropelando e interferindo diretamente no texto constitucional para dar guarida aos políticos corruptos e atolados até o pescoço com muitos malfeitos. Foram menos de três meses para ações e execuções de práticas de visíveis defesas desses malfeitores. Só faltava o STF entrar no lamaçal, e entrou.

Os arranjos feitos por Lewandowski com Renan Calheiros no julgamento da ex presidente Dillma foi algo escabroso. Afrontaram a Constituição Federal sob a chancela e aplausos do Senado domesticado pelo ex presidente Renan Calheiros. Rasgaram a Constituição para atender os membros da ORCRIM que ainda prospera no Brasil. Haja vista a decisão, desta semana, do ministro Celso de Melo a respeito do presidente de um Poder permanecer no cargo, mesmo com a proibição, por decisão do STF, de não poder substituir o presidente da República. Afronta o estabelecido na Constituição Federal de que o substituto do atual Presidente da República – em situação normal seria o Vice Presidente – em seu afastamento temporário ou em caso de vacância, “serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.

A miscelânea é tanta que alternativa para o Presidente do Senado assumir a presidência da República, como foi o caso Renan, seria afastar o presidente impedido via licença, e com isso assumir o cargo o vice que, como Presidente da Instituição substituiria o Presidente da República. Essa anômala situação é em razão de não existir previsão para substituição dos titulares nos Poderes voltada para este novo fato, criado pelo novo pensamento que está sendo gestado no STF. O meliante pode ser Presidente de um Poder, mas não pode cumprir com a determinação constitucional de sucessor da Presidência da República. Tem mais, esse impedimento só atinge os que forem réus em processo no STF, ou seja, mesmo que tenham praticado crimes e na Corte não ter sido julgados, poderiam assumir o mais alto cargo do Brasil. Alarmante e delirante decisão.

É uma aberração jurídica surgida no seio da maior Corte de Justiça do Brasil. Imagine o leitor se ocorrer de permanecer essa situação no Congresso Nacional e tivermos o Tóffoli (réu em processos em SC e AP, a caminho do Supremo) como presidente do STF, aí todos os poderes sucessórios estarão impedidos de assumirem a presidência do Brasil. O voto do ministro Celso de Melo “repudia práticas desonrosas de Poder”, mas não a ponto de afastar os “delinquentes”, assim por ele denominados por essas práticas, da presidência das casas do Congresso Nacional. Alega que não pode, com esse voto, invadir a esfera de outro Poder, uma balela. É visível que o voto dado tem dedos externos dos partidários do “ajeito”, como foi a sua omissão em impedir a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara Federal, fato proibido no texto constitucional (art. 57, § 4º). Cabe alguém entrar com pedido de anulação da eleição. Resumo, pode ser presidente de outros dois poderes da Nação, mas não pode ser presidente da República, único Poder imune aos “delinquentes”. Será?

Não é esse o caminho indicado pela Constituição do Brasil. Não foi esse o desejo da constituinte, dos representantes do povo em 1988. Está clara a interferência dos juízes da Corte em alterar o desejo estabelecido constitucionalmente. Caso tenha que ser alterada a Constituição, o Poder de realizar é do Congresso Nacional que se curvou, grotescamente, no caso do impeachment. O resultado que se busca é o império da lei, e não desejos de membros guardiões da Constituição. Não pode a Suprema Corte do Brasil transformar as determinações constitucionais, que são pilares da sociedade brasileira, em um lamaçal, em um pântano.

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

UM BALAIO DE IMPROVISOS E UM FOLHETO DE GRACEJOS

manoel_xudu

O grande poeta improvisador paraibano Manoel Xudu (1932-1985)

Manoel Xudu

Admiro o pica-pau
Trepado num pé de angico,
Pulando de galho em galho
Taco, taco, tico, tico,
Nem sente dor de cabeça,
Nem quebra a ponta do bico.

*

Minha mãe que me deu papa
Me deu doce, me deu bolo
Mamãe que me deu consolo
Leite fervido e garapa
Minha mãe me deu um tapa
E depois se arrependeu
Beijou aonde bateu
acabou a inchação
Quem perde mãe tem razão
De chorar o que perdeu

*

Quando eu tava no hospital
Pensei que não escapava
Que até um pires de doce
Que a enfermeira me dava
Só era doce no pires
Na minha boca amargava.

*

O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranqüilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo

* * *

Zé Adalberto

Quando aquela saudade impaciente
Me coloca no leito do seu colo
Minhas pernas não sentem mais o solo
Minha alma flutua intensamente
Fecho os olhos, lhe vejo em minha frente
Se despindo pra mim e eu pra ela
Parecendo uma cena de novela
Mas, no fundo, acontece de verdade
Quando sinto os impulsos da saudade
Faço um verso de amor pensando nela.

*

A cascata não canta igual a gente
Mas chuvendo ela vira uirapuru
E um pedaço de pau de mulungu
De carona, viaja na enchente
A borracha da chuva lentamente
Sobre as páginas do chão vai se esfregando
E por capricho, onde passa é apagando
A história que a seca havia escrito
Quando eu ouço o trovão no infinito
Imagino ser Deus que está gritando.

*

Vim do ventre materno e me criei
Nesse Ventre Imortal da Poesia
Sou poeta e matuto, disso eu eu sei
Mas estar hoje, aqui, eu não sabia
Doutra terra, se eu fosse, amava enfim
Mas Jesus escolheu esta pra mim
E só o fato de eu ser de Itapetim
Já recebo homenagem todo dia!!!!!!

* * *

Dimas Batista

Nossa vida é como um rio,
no declive da descida:
as águas são as saudades
de uma esperança perdida,
e a vaidade a espuma
que fica à margem da vida.

* * *

Louro Branco

Admiro a Natureza
Mar vomitando salinas
Lajedos de corpos nus
Com as pedras cristalinas
E as serras, túmulos rochosos
Onde Deus sepulta as minas

*

Assaltei um sancristão
Lhe botei em mau caminho
Dei 3 tapas em meu padrinho
Sexta Feira da Paixão
Dei em mãe um empurrão
Cheg’ela caiu pra traz
E uma nega emprensei mais
Do que um queijo na prensa
Quem fez o que fiz não pensa
Porque se pensar não faz

* * *

Severino Ferreira  

Na hora que a morte vem
Tem a sua foice armada
Que não tem medo de nada
E nunca respeitou ninguém
Com a força que ela tem
Elimina a criatura
Bota um cordão na cintura
Caixão preto e vela acesa
A vida é uma incerteza
A morte é certeza pura.

*

O Nordeste entregou o meu espaço
Com o som da viola eu não me assombro
Que eu não tenho uma fita no meu ombro
Nem estrela na farda do meu braço
Mais pegando a viola eu também faço
De improviso a maior engenharia
Tenho taça na minha galeria
Sem anel, sem viola e sem patente
Deus me deu a viola de presente
Se eu deixar de cantar é covardia.

* * *

UM FOLHETO DE MANUEL CAMILO DOS SANTOS

O SABIDO SEM ESTUDO

Deus escreve em linhas tortas
Tão certo chega faz gosto
E fez tudo abaixo dele
Nada lhe será oposto
Um do outro desigual
Por isto o mundo é composto

Vejamos que diferença
Nos seres do Criador
A águia um pássaro tão grande
Tão pequeno um beija-flor
A ema tão corredeira
E o urubu tão voador

Vê-se a lua tão formosa
E o sol tão carrancudo
Vê-se um lajedo tão grande
E um seixinho tão miúdo
O muçu tão mole e liso
O jacaré tão cascudo

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3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

3 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

3 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

A INVEJA MATA

A União cobra R$ 22,7 milhões do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT) por sonegação fiscal. Em petição encaminhada ao juiz Sérgio Moro, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional alega que “é indiscutível que, dentre as diversas ilegalidades praticadas por José Dirceu, as quais o tornaram réu investigado em inúmeras ações penais no âmbito da Operação Lava Jato, existiram atos que implicaram no desrespeito de normas tributárias”.

Os cinco procuradores da Fazenda que subscreverem o requerimento a Moro argumentam, também, que as operações praticadas pelo petista, bem como a renda que ele obtinha com essas, não eram declaradas aos órgãos da administração tributária. Pela peça, a intensão de Dirceu em omitir o que gerou a sua renda configura-se em “crime de sonegação fiscal em diversas oportunidades”.

Um dos fundadores do PT, José Dirceu está preso em Curitiba, base da Operação Lava Jato, desde o dia 3 de agosto de 2015. Sérgio Moro o condenou a 20 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa no esquema de propinas instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

Ao pedir “tutela provisória de urgência cautelar”, a Procuradoria da Fazenda alerta Moro sobre o “risco de não satisfação dos créditos tributários” atribuídos a Dirceu.

* * *

Morro de inveja desta turminha.

Eu queria ter condições de dever à Receita Federal pelo menos o dobro do que Zé Dirceu deve.

Mas, infelizmente, num sou petista.

Que merda…

“Esta porra deste Editor do JBF num larga do meu pé…”


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