4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

4 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

MINISTRO NO PALANQUE VERMÊIO-ISTRELADO

Comentário sobre a postagem FACHIN DEFENDEU DILMA

Alamir Longo:

“Fiquemos de olho.

Para refrescar a memória dos mais esquecidinhos.

Reveja no vídeo abaixo o ministro Fachin, novo Relator da Lava Jato, fazendo campanha para Dilma Safada Rousseff e a quadrilha do PT:”

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DACOSTA – CHARGE ONLINE

A LAVA JATO AVANÇA SOBRE A ÁRVORE CARREGADA DE SOGROS E GENROS

Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante. Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.

Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio. Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.

Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato. Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco. Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.

Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato. A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.

Ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

COMENTÁRIOS

* * *

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

O CAUSO DO PADRE VENTRÍLOQUO

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

4 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANDRÉ CAVALLERO – LENÇÓIS PAULISTA-SP

Nobre Editor,

Bom dia,

Quero dedicar esta tira a todos os ceguetas militantes do politicamente correto.

Um grande abraço para os confrades fubânicos.

Sucesso!!!

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

4 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

IMBUANÇA ENTRE TABACUDOS

Eu rio que só a porra: uma idiota falando mal de outra idiota e sendo vaiada por uma cambada de idiotas.

Tudo vermêio.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

Meu peito fica em festa e o coração a gargalhar com tamanha babaquice.

Nada como um bando de tabacudos trocando tapas num “coletivo” ou numa “assembléia”.

Ganhei meu sábado.

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

4 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Tá de difícil de entender. Política é coisa complexa. Nem todo mundo compreende os conchavos.Entende os arrumadinhos.

No início, alegando a obrigação de adotar contingenciamento imediato, sentindo a necessidade de enxugar a agigantada máquina administrativa para conter gastos, o governo Temer cortou ministérios. Ficou com 26 pastas.

Mas, de repente, passado pouco tempo daquela corajosa resolução, resolve criar mais duas pastas. Passando a confundir o cidadão e o país.

Numa das novas pastas, nomeia o aliado político Moreira Franco, citado na Lava Jato. Agora, formalmente colocado na condição de ministro da Secretaria Geral da Presidência, ao invés de apenas trabalhar como secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos-PPI, cargo que exercia desde maio passado, Moreira Franco tem foro privilegiado. Escapou de possíveis cutucadas da Lava Jato.

Será que o presidente Temer copiou o criticado exemplo da ex-presidente Dilma, quando também quis garantir a integridade moral do amigo Lula. Na época, da mesma forma, suspeito de complicações políticas?

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

Ô ABRE ALAS

Neste sábado bonito, quando estamos nos proximidades do carnaval, vamos ouvir uma linda marcha-rancho da autoria de Chiquinha Gonzaga, composta em 1899, quando ainda faltava um ano pra chegada do Século XX. E olhe que já estamos no Século XVI… As saudosas irmãs Dircinha e Linda Baptista são as intérpretes.

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

4 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CICERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Berto:

Veja a nova vida de HOPE, menino nigeriano, um ano após sua foto ter ganhado o mundo, desnutrido, morto-vivo, abandonado na Nigéria, vai à escola pela primeira vez graças a essa Anja que o acolheu reciprocamente!

Veja a importância da solidariedade. Isso só acontece às pessoas que tem sensibilidades, amor ao próximo, independentemente de crença, raça, sexo, cor, religião.

É esse olhar digno e humano que falta a classe política brasileira bandida, que só almeja assumir o PUDER para roubar a Nação, saquear seus sonhos e fuder-lhe a “alma”!

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

O CARNAVAL É POLITICAMENTE INCORRETO…GRAÇAS A DEUS!

Cada uma que me aparece, parecem duas ou três! Sabem o tal do ‘politicamente correto’ é o maior engodo que os esquerdopatas estão tentando nos enfiar goela abaixo, isto e a mentira descarada do aquecimento global.

Depois do fracasso do comunismo direto, da ‘revolución’, do Bolivarianismo e do Lulopetismo estes seres ímpares reforçam mundo afora o discurso do politicamente correto. Esta conversa mole mata aquilo que o homem tem de mais humano: sua espontaneidade, sinceridade e o livre arbítrio de pensar e de falar o que pensa.

Se não nos cuidarmos e reagirmos eles vão acabar convencendo todo mundo de sua angelicalidade e de suas boas intenções (tipo aquelas que enchem o inferno). E ai a patrulha do politicamente correto vai impor-nos uma ditadura social, mais deletéria que qualquer ditadura jamais vista.

Qual foi a última deles? Querem proibir/abolir do Carnaval as marchinhas que ‘eles’ consideram preconceituosas. Proibir marchinhas inocentes que são cantadas há 50 anos nas Folias de Momo e que qualquer criança aprende no berço? Isso mesmo, estas figuras acham-nas impróprias. Surpresa? Nenhuma. São uns chatos, imbecis e com egos de tiranetes.

Não sou um carnavalesco. Meu pé direito é canhoto, o que atrapalha muito na hora de cair na folia. Também tenho uma cintura quadrada que torna meu sambar um ato obsceno. Mas como todo brasileiro quando jovem pulei muito Carnaval e andei Brasil afora fazendo folia e praticando a nobre arte de paquerar.

Vi desfiles, fui a bailes de salão, participei de blocos burlesco (nunca esquecerei os desfiles no Bloco ‘Bafo da Onça’ e no ‘Há Jacú no mato’). Enfim nos carnavais pulei, me diverti e brinquei de Canibal (canibais comem gente!) sempre com uma trilha sonora de fundo, as marchinhas de Carnaval, aquelas mesmas.

Hoje mais velho me resguardo no Reinado de Momo, prefiro viajar e curtir a família, mas respeito e admiro quem gosta e faz carnaval. Acho o Carnaval de Escola de Samba um pouco mais artificial, mas válido. Para mim a expressão popular se vê no renascente carnaval de rua, o Carnaval dos blocos. E onde está a alegria destes blocos? Na irreverência dos foliões, nas suas marchinhas, no gozo escrachado.

O Carnaval é o momento mais democrático de nosso ano, é alegria, é irreverência. Querer ser politicamente correto no carnaval é no mínimo ser um chato de galochas.

No Carnaval não tem rico ou pobre, feia ou bonita, negro, branco ou japonês. O que nos diferencia é o samba no pé, o ritmo e a capacidade de nos divertir. No carnaval homem pode ser mulher, mulher pode ser homem, trabalhador vira bandido.

No Carnaval temos o sambista negro do morro do lado da loira do asfalto, a ‘bicha’ brilhando cheia de plumas e paetês. O pai, o filho, a família pulando junta, o marido e/ou a mulher pulando a cerca. O Carnaval é luxo e improviso, é quando o pobre pode sonhar e realizar seu sonho.

Parafraseando Joãsinho Trinta, sobre os desfiles luxuosos em contraste com a pobreza das comunidades, ‘quem gosta de pobreza é ‘zintelectual’ (professor) de Universidade Pública, pobre gosta é de luxo’.

Ai vêm estes chatos e querem proibir marchinhas ‘preconceituosas’. O preconceito está na cabeça destes pés-no-saco politicamente corretos que parece terem se reproduzido sem controle nos 13 anos do desastre petista.

Querem proibir e proibiram em alguns blocos marchinhas tradicionais. Queriam que as prefeituras não dessem dinheiro para os blocos que tocassem as marchinhas ‘preconceituosas’ (neste ponto eu acho que o Carnaval é festa popular e o único dinheiro público que deve ser usado é para garantir o policiamento, a segurança. Portanto ninguém deveria receber um tostão sequer de dinheiro público).

A continuar assim no próximo carnaval as ‘malas’ vão querer proibir fantasias de macaco (motivo: racismo), homem vestido de mulher (pois destaca a homofobia), mulher vestida de diabinha (pois mostra a mulher como objeto sexual). Vestir-se de presidiário nem pensar, pobre das ‘vítimas’ da sociedade em nossos presídios, de anjinho (nem pensar o país é laico) e policial não pode pois poderá assustar a turma do Congresso em Brasília.

Usar máscara do japonês da Federal então, vai ser crime hediondo, onde já se viu assustar o Lula. Ah, tenham dó! Vão ser chatos assim lá na casa do carpano. Infelizmente ainda veremos este papo cabeça por ai…

Para estas criaturas ou o Carnaval e o Folião são ‘engajados’ (a famosa massa de manobra) com letras de protesto, ressaltando a mãe África e a ‘luta’ dos pobres, sem riso, sem alegria, sem folia. É o Carnaval revolucionário bolivariano, aquele mesmo que retratou a Venezuela e a Guiné como democracias maravilhosas.

Ou então não passa de panis et circus (pão e circo) dado pelas ‘zelites’ com o objetivo de alienar as massas. Alienados são eles. Se não gostam da alegria vão carpir!

Querem politizar a folia. Esquecem ou não sabem que o Carnaval é uma festa pagã milenar. O Carnaval é uma festa que é marcada pelo “adeus à carne” e, a partir dele se fazia um grande período de abstinência e jejum, como o seu próprio nome em latim “carnis levale“.

Sua origem é na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C, através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C. antes da Quaresma. Resistiu ao cristianismo da Idade Média, onde ganhou fama em Veneza, muito antes da descoberta da América, do Brasil ou do advento da escravidão de africanos.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Santa Cruz de Tenerife, Nova Orleans, Toronto, Cartagena de Las Indias, Barranquilla e Rio de Janeiro se inspiraram no Carnaval parisiense para implantar seus Reinados de Momo.

É claro que aqui, na terrae brasilis encontrou a mescla ideal, do negro, do índio, do português, do calor com a ginga e malemolência brasileira e o Carnaval ganhou nova casa. Mas a festa ainda existe e, com muita alegria, mundo afora.

Eu acho que essa gente que fica inventando estas babaquices do politicamente correto, ainda mais no Carnaval, devia preocupar-se com sua vida e deixar os outros em paz. Sabem, não passam de barangas mal amadas e mal comidas (ou não comidas), bichas com vergonha de sair do armário, e a turma dos babacas que não comem ninguém (e não querem que os outros comam). E é claro contam com o aval dos nossos ‘zintelectuais’ de plantão. É muito para minha cabeça!

Ou vocês já viram uma mulata, daquelas do Sargentelli, passista de Escola de Samba, constrangida de sambar “o teu cabelo não nega mulata“.

Vou lhes dizer no carnaval a cabeleira do Zezé foi feita no melhor cabeleireiro da cidade e ostenta junto com plumas e paetês toda a graça do folião, não importa se ele é ou não bicha, na avenida o Zezé é o Rei ou rainha, como ele queira.

O alerquim negro chora pelo amor da loira colombina e ganhará mais que um beijo de consolação dela e da mulata bossa nova.

Cachaça não é agua não, mas vai bem com a cervejinha pois o atravessei o deserto do Saara e que calor -ô-ô-ô. Não sou político corrupto mas… Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí! Porque mamãe eu quero mamar… na Linda Morena.

A Morena que me faz penar…Tu és morena uma ótima pequena…Não há branco que não perca até o juízo. Já que o teu cabelo não nega mulata.

Mas eu afirmo que não é nada meu, seu dotô, é tudo de um amigo meu. E na quarta-feira de cinzas queremos ser presos com Ali Baba, mas desejamos que que os 40 ladrões passem o resto do ano com Lulalá na cadeia, de preferência em Curitiba.

Carnaval é isso é troça, é graça, é alegria. Não é o mundo cinza que estes chatos querem. O Carnaval é POLITICAMENTE INCORRETO, GRAÇAS A DEUS!

* * *

Concluído o texto’sério’ (!?) vou fazer um comentário complementar.

Estas pragas do politicamente correto pululam por todo o lado e, está na hora de darmos um basta.

Se não gostam das marchinhas ou do Carnaval não enganjado vão se fuder…E Não encham o saco!

Essa é minha opinião sincera. Eu que não sou carnavalesco, longe disto. Mas admiro o bom humor e a folia. E detesto do funda d’alma o tal do politicamente correto.

Aproveito este espaço para incitar nosso Mestre Berto, Carnavalesco, Cachaceiro e Rapariqueiro aposentado a emitir sua opinião expert no assunto.

Aguardamos seu comentário amado Guru.

Um abraço!

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

4 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

MULÉ ARRETADA E ARRETADORA

A delegada Gleide Ângelo é a minha ídola da Polícia Civil pernambucana.

Minha ídola e também de muita gente.

Cuida-se aqui de uma profissional competentíssima e respeitada por todos. São inúmeros os casos que ela já solucionou.

Sobretudo, a Delgada Gleide Ângelo é admirada e querida pela população por não dar colher de chá pra bandido. Vacilou, o pau quebra. A jeripoca pia, o bambu geme e a moita de capim assovia.

É uma mulher destemida, guerreira e que conta com os aplausos e o apoio da população.

Ela é tão admirada que, no carnaval deste ano – uma das maiores manifestações populares da cultura local -, a delegada vai ser homenageada por uma troça carnavalesca. Uma honraria da porra para os padrões aqui da terrinha.

O bloco vai sair hoje, na Praça de Casa Forte, pertinho daqui dadonde moro, um local mágico e encantado, lugar certo pra se homenagear uma pessoa querida como Gleide. 

Já pedi pra Aline desencavar a minha fantasia de Pai-de-Santo Babaxola. Estaremos lá pra desfilar junto com a turma e homenagear nossa heroína.

Delegada Gleide Ângelo

Agora, aqui entre nós, uma rápida explicação.

Estes cabras que criaram a troça são muito vivos e safados. No vocabulário pernambucanista, o verbo “arretar“, relativamente ao bicho de saia, tanto pode significar “fazer raiva” como “excitar“.

De modo que o nome do bloco, “Mulé arreta o cara”, é um duplo sentido do caralho.

Essa mulé me arretou“, quer dizer, este mulher me deixou puto de raiva.

Ou, então:

Essa mulé me arretou“, quer dizer, também, esta mulher me deixou de pajaraca acesa!

* * *

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

O “CROQUE”

Não se trata de um apanhado de cabelo enrolado que se fixa no alto da cabeça. Tampouco, nenhum resíduo ou derivado obtido do carvão vegetal. O “croque” aqui referido consiste naquele golpe desferido no platô da cabeça com os nós dos dedos. Também conhecido como castanha, cascudo e cocorote, o “croque”, no meu entendimento, é o castigo mais cruel e covarde aplicado numa criança.

Quem já foi vítima de um cocorote daqueles entende minha revolta. Existe toda uma técnica desde a preparação até a finalização do croque. Primeiro, a mão deve se posicionar como a ponte de um aríete. Fechada, com quatro dedos bem seguros pelo polegar, de tal forma que o nó do dedo médio se sobressaia dos demais. O golpe para ser perfeito deve atingir o centro do cocuruto do fedelho. O meio da moleira. Aí é tiro e queda.

Via de regra, o algoz que aplica o golpe é um adulto e, as vítimas, crianças. Vem sempre de cima para baixo. O efeito deletério do “croque”, de tão intenso, não se traduz apenas com palavras. Trata-se de uma dor forte, intensa e momentânea, embora o machucado permaneça por horas ou dias.

A pancada ao atingir determinada extremidade nervosa aciona um circuito elétrico que, em milésimos de segundo, percorre toda a extremidade do corpo da cabeça à ponta do pé. Dependendo da violência, desconecta o controle da bexiga ou antecipa a programação biológica da evacuação. Acredito que o “croque” una a raça humana em torno do quesito coisa mais detestável.

Dias atrás presenciei, numa avenida da cidade, um pai que na ânsia de calar o filho chorão, lhe desferiu tamanho cascudo que fez o fedelho se acocorar de dor. Lembrei-me, então, de todos os cascudos de minha vida. Nunca apliquei um único cocorote nos meus filhos. Nem cocorote, nem peteleco ou piparote, como queiram chamar.

Para quem não sabe, peteleco é o golpe infame desferido nas costas da orelha do indivíduo, decorrente da liberação da tensão imposta ao dedo médio pelo polegar. O dedo escapa como uma catapulta. Dói menos que o cocorote, porém, em compensação, deixa um ardor desgraçado na orelha.

De todos os cascudos dos quais fui vítima, um em especial o quengo nunca esqueceu. O cenário era a cidade de Natal, em 1956. Eu estudava no Colégio São Luís, de padre Eymard, na Rua José de Alencar. Era o mais franzino da turma e alvo contumaz das gozações dos colegas.

Reinava absoluto no colégio um estudante de compleição avantajada, temido por todos. Quem ele escolheu para servir de escada para as suas gaiatices? Eu, claro! Escrevia não lia, o cocorote comia. De minha mãe a recomendação era a seguinte: “Se apanhar no colégio, também apanha aqui!”. Sabendo-me incapaz de enfrentar o brutamonte, de igual para igual, eu vivia meu dilema atroz: falar ou não em casa acerca das agressões sofridas? Optei por dar um basta à incômoda situação.

A desforra aconteceu quando padre Eymard recebeu de doação alguns caminhões de paralelepípedos para pavimentar a quadra de esportes. Por economia, ele estabeleceu como aula de educação física o transporte das pedras, da rua para dentro do colégio. A tarefa sobrou para a molecada masculina.

Eu, magricela, de calção e sapatos fui, mais uma vez, ridicularizado pelo grandalhão. Humilhado, postei-me atrás de meu algoz, acompanhei-o na demonstração de sua força carregando dois paralelepípedos de uma só vez e, juntos, soltamos nossas pedras. Ele, na pilha formada no pátio do colégio. Eu, no seu pé direito. O resultado? Fui retirado do colégio, feliz da vida, pois não apanharia mais.

4 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

4 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

LARÁPIOS ADMINISTRANDO O TESOURO

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, autorizou nesta quinta-feira (2) a soltura do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Paulo Ferreira.

Preso em junho de 2016, ele é réu no processo que apura irregularidades nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro.

A denúncia cita os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

* * *

O PT bateu o recorde planetário em termos de tesoureiros presos.

Um fenômeno interessantíssimo.

E tesoureiro, como sabemos, é quem cuida do tesouro.

Tô falando apenas dos tesoureiros, sem contar os outros incarnados, como o prisioneiro Zé Dirceu.

Uma curiosidade que tem tudo a ver com o bando vermêio-istrelado.

Lendo esta notícia da soltura de um criminoso petralha, me lembrei no saudoso Joelmir Betting, falecido em 2012, um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro.

Vejam o que ele disse:


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