LAVA JATO CORRE PERIGO

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – DUAS EXCELENTES NOTÍCIAS

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Duas notícias boas que só a porra.

Duas novidades do caralho.

Neste clima carnavalesco, vamos comemorar com música

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

VITÓRIA CONFLAGRADA, E MINISTRO DA JUSTIÇA SOME

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

ANSIEDAD

Uma canção de 1958, composta pelo venezuelano José Enrique “Chelique” Sarabia Rodriguez, na voz marcante do saudoso Nat King Cole.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – UMA NOTÍCIA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

* * *

A bancada do PMDB decidiu nesta quarta-feira (8) indicar o senador Edison Lobão (MA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Lobão já foi citado em delações premiadas e é investigado em dois inquéritos no âmbito da Operação Lava Jato.

É também investigado em um terceiro inquérito relacionado a irregularidades na Eletrobras.

* * *

A Comissão de Constituição e Justiça é a mais importante comissão do Senado Federal.

Acima dela, só mesmo o Plenário.

É a mesma comissão que irá sabatinar Alexandre Cabeça-de-Pica Moraes, o carecão indicado pelo prisidente Michel Cara-de-Tabaca para o Supremo Tribunal Federal.

Enfim, um arrumadinho autenticamente banânico.

O partido de Lobão, o PMDB, é aquele mesmo que ocupou a vice na chapa liderada por Dilma e etc, etc, etc, etc, etc…

Edison Cara-de-Buceta Lobão é velho conhecido dos leitores fubânicos.

Das muitas postagens que já foram feitas com ele aqui nesta gazeta escrota, sugiro que leiam uma publicada em agosto de 2013, intitulada “Filho de Lobão, Lobinho é…“.

Trata-se de uma matéria sobre o filhote de Lobão, o Lobinho, um guabiru riquíssimo, tão rico quanto o papai, dono de uma fortuna incalculável, e que também foi eleito senador pelo Maranhão. Por favor, não critiquem o eleitorado do Maranhão: outros estados de Banânia deram esmagadoras votações pra Lula e pra Dilma…

Na postagem, há um link que remete a outra postagem, esta sim, sobre Lobão Pai. (clique aqui para ler)

Boa leitura!!!

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

8 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NÉLIA DONDOSSOLA – SÃO PAULO-SP

Mando um vídeo dedicado a todos os ceguetas do Brasil.

Bote aí no ar meu guru!

Saudações

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

POR QUE A ESQUERDA DEFENDE A “DESMILITARIZAÇÃO” DA POLÍCIA?

Rodrigo Constantino

A campanha da esquerda contra a Polícia Militar é conhecida. Vemos diariamente uma intensa propaganda negativa, que chega a retratar os policiais como a maior ameaça à paz. Alguns chegam ao extremo de pedir o fim da Polícia Militar, como fez Gregorio Duviver. Outros posam de mais “moderados”, e alegam desejar “apenas” a “desmilitarização da PM”. O que estaria por trás disso?

O maestro Tom Martins fez um comentário cirúrgico que sintetiza com perfeição o verdadeiro objetivo oculto nessa campanha:

É claro que a esquerda não quer “acabar com a polícia”. O que desejam é a “desmilitarização”, ou seja, tornar a polícia uma força civil com direito de greve, etc. Alguns falam em centralização das polícias, algo que apenas colocaria o centro de decisões muito mais longe da população, exatamente o oposto do modelo americano. Mas o principal ponto é que as polícias trocariam a ordem militar por um sistema de funcionários públicos civis.

E por que os esquerdistas odeiam a Polícia Militar? Porque a polícia, sendo militar, não está sob o jugo dos sindicatos. Num país onde grupos comunistas dominam os sindicatos, desmilitarizar as polícias seria o mesmo que controlá-las. A esquerda já domina as universidades, as redações, a Igreja, o lumpesinato, o meio cultural e o ambiente político-partidário. Falta apenas controlar os detentores do monopólio do uso da força bruta do estado. Por isso o ponto urgente em sua agenda: a “desmilitarização da PM”.

Na República Sindical que é nosso país, sob domínio da esquerda, é simplesmente insuportável que a PM esteja fora disso. O sonho desses esquerdistas é que cada policial fosse exatamente como os “professores” do ensino público, em sua maioria capachos dos sindicatos ou militantes disfarçados que fazem proselitismo ideológico e lavagem cerebral nos estudantes. É uma questão de controle. Como Bene Barbosa resumiu: “Tática de dominação e controle. Só isso!”

Claro, falo dos líderes da esquerda, ou seja, dos oportunistas safados que sabem muito bem o que estão fazendo e possuem uma agenda por trás de cada ato pensado. Não entram nessa lista os idiotas úteis, os românticos bobocas e infantis, que pintam unhas de branco pela paz ou usam camisetas com a pomba que o comunista Picasso eternizou como símbolo do pacifismo, desenhada em uma litografia de presente para o assassino Stalin.

Esses “pensam” mesmo que policiais com flores em vez de armas fariam muito mais pela paz, e nem o caos anárquico no Espírito Santo é capaz de fazer tal crença balançar. É uma questão de necessidade, pois essa turma vive no mundo da estética, e imaginar seres humanos como figuras santificadas, cantando de mãos dadas “Imagine”, faz parte da personalidade fraca e covarde dessa gente, massa de manobra dos canalhas.

Mas a liderança não é nada boba. Sabe o que está em jogo. Defende bandidos como “vítimas da sociedade” e policiais como os “algozes da sociedade” porque querem fomentar o crime e enfraquecer a lei, tomando o controle do monopólio da força pelo estado. É tudo parte de um esquema totalitário de poder.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

GABRIEL RENNER – DIÁRIO GAÚCHO

8 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

APELO

Como todos vocês já sabem, e eu vivo a repetir, esta gazeta escrota é um espaço democrático e aberto a todas as tendências e opiniões.

Quando o PT estava no poder, tentei, sem sucesso, conseguir colaboradores que defendessem o gunverno vermêio-istrelado e que apoiassem a dupla Lula/Dilma. Meu sonho era ter aqui colunistas petistas, cumunistas ou zisquerdistas de um modo geral

Convidei a deputada federal Jandira Feghali, a mulé da foice e do martelo, para escrever nesta gazeta escrota e ela aceitou de imediato. Chegou a nos enviar três matérias.

Mas o último texto que Sua Insolência nos mandou pra publicação foi no dia 12 de dezembro do ano passado. Certamente deve estar muito ocupada no seu furioso exercício legislativo diário e não sobra um minuto sequer pra deitar falação no JBF.

Os dois ou três petistas/zisquerdistas/bolivarianistas/cumunistas/lulistas que tem coluna no JBF preferem usar seus espaços com abobrinhas, futricas, puemas e amenidades. Passam 99% do seu tempo nesta gazeta escrota arengando e trocando tapas no espaço dos comentários, e gastam apenas 1% dos seus talentos em suas colunas.

Cheguei até a entrar no item Contato, na página oficial do PT, solicitando que enviassem textos e matérias pro JBF, mas não tive qualquer sucesso no meu apelo.

De modo que estou fazendo esta postagem pra insistir no pedido: precisa-se de colunista zisquerdista.

O salário é uma miséria e sempre sai atrasado, mas a quantidade de leitores compensa digitar uns textículos pra este antro de escrotidão.

“É foda… num aparece uma porra dum colunista zisquerdal pra fazer a gente se rir-se”

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

8 fevereiro 2017 HORA DA POESIA

ECOS DA ALMA – Augusto dos Anjos

Oh! madrugada de ilusões, santíssima,
Sombra perdida lá do meu Passado,
Vinde entornar a clâmide puríssima
Da luz que fulge no ideal sagrado!

Longe das tristes noites tumulares
Quem me dera viver entre quimeras,
Por entre o resplendor das Primaveras
Oh! madrugada azul dos meus sonhares.

Mas quando vibrar a última balada
Da tarde e se calar a passarada
Na bruma sepulcral que o céu embaça

Quem me dera morrer então risonho
Fitando a nebulosa do meu sonho
E a Via-Látea da Ilusão que passa!

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO


http://www.musicariabrasil.blogspot.com
HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

Falecido em 2012, Pery acabou por figurar como um dos mais expressivos intérpretes da Bossa Nova

Continuando a abordagem ao saudoso Pery Ribeiro gostaria de abordar o que veio a ocorrer a partir de sua participação no programa do Jacy Campos como foi relatado ao longo da última abordagem. Dentre os telespectadores que assistiriam a primeira apresentação do pretenso artista na Tv Tupi estava Paulo Gracindo, que o convidou para cantar em seu programa de domingo na Radio Nacional. Logo depois veio mais um convite, desta vez para participar do programa do apresentador César de Alencar, que viria a ser responsável pelo seu “batismo” artístico.

No início Peri começou a apresentar-se como Pery Martins (sobrenome do pai, Herivelto), contexto este que acabou gerando uma raiva desmedida em sua mãe, a cantora Dalva de Oliveira. “É um absurdo! Seu pai nem quer que você cante e mesmo assim você prefere o sobrenome dele!“, argumentou a intérprete de clássicos de nossa MPB. Peri procurou argumentar que Pery Oliveira não soaria legal, argumento pra lá de vazio na concepção de sua genitora. Para evitar conflito (uma vez que Pery Oliveira não soava legal) permaneceu um bom tempo sob o dilema: Qual nome artístico adotar? Decidiu que não usaria o sobrenome de nenhum dos dois uma vez que não queria construir a carreira usando o sobrenome de nenhum deles, dentre outros aspectos que achou relevante.

A resposta viria após várias participações no Programa César de Alencar, quando Peri teve a oportunidade de conversar com o apresentador e com um contato de publicidade chamado Boni (o mesmo que anos depois viria a se tornar o todo poderoso da Rede Globo). César, famoso por criar apelidos e bordões, “batizou” muita gente do meio artístico. Com peri não foi diferente, ele lembrou que naquela semana em que estavam reunidos fazia um ano da morte do cantor Almir Ribeiro (o qual Pery também foi cameraman) e começou a pronunciar: “Pery Ribeiro… Pery Ribeiro… Pery Ribeiro…“. Todos três chegaram a conclusão que o nome soava muito bem. E assim o cantor foi “batizado” no programa do comunicador, sem nenhuma alusão ao artista que havia falecido a um ano e que agora emprestava o seu nome.

Com pouco mais de cinquenta anos de carreira, Pery Ribeiro traz em sua trajetória artística dados interessantes. Sua primeira gravação musical ocorreu em 1960 (no mesmo ano em que também estreou como compositor). A sua primeira intérprete foi a cantora Dora Lopes. Soma-se a sua experiência de cantor também a sua incursão, a convite de Sérgio Mende, pelo Bossa Rio em 1968 ao lado de nomes como Manfredo Fest, Osmar Milito, Ronnie Mesquita, Gracinha Leporace e Otávio Bailly. Nesse período chegou a excursionar México e Europa, dividindo o palco com nomes do cenário internacional como Burt Bacharach, Johnny Mathis, Sérgio Mendes, Herb Alpert e Henri Mancini.

Por um bom tempo chegou a morar no México, onde esporadicamente apresentava-se ao lado do pianista e compositor Luís Carlos Vinhas; assim como também chegou a fixar morada nos EUA, onde teve a oportunidade também chegou a participar de uma produção da Universal Studios ao lado de Richard Widmark e estudar no Screen Actors Guild, em Hollywood (vale lembrar que aqui no Brasil ele também chegou a atuar em algumas produções cinematográficas). Sua carreira começava a tomar forma no Exterior quando se viu necessitado de estar ao lado de sua mãe, que começava a dar os primeiros sinais de descontrole em relação à bebida.

No Brasil a sua maior parceria musical foi sem dúvida Leny Andrade, com quem desenvolveu, ao longo de muitos anos, distintos e exitosos trabalhos a exemplo do álbum Gemini V gravado ao vivo na boate Porão 73 ao lado do grupo Bossa Três e lançado em 1965. Em 2012, nas famosa e polêmicas listas dos cem mais, a revista Rolling Stone Brasil declarou-o numero 64 dos 100 cantores melhores do Brasil. Nesta mesma edição, a Rolling Stone defendeu que ele foi “possivelmente o cantor mais subestimado do Brasil … ele se tornou uma das principais vozes da bossa nova…. Técnica, afinação, gosto apurado, inteligência musical – Pery tinha tudo isso de sobra e cantava todos os estilos.”

Deixo aqui uma das inúmeras canções registradas por este saudoso cantor. A faixa em questão é de autoria do seu pai, Herivelto, e tornou-se um clássico sob o título “Caminhemos”:

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8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

OLINDA, É TODA CARNAVAL

O Carnaval de Olinda tem o seu início oficial nos primeiros minutos do domingo quando, no Bonsucesso, o Homem da Meia Noite “bota a cabeça de fora / Aquece a folia / A rua toda estremece / No céu a lua aparece / Explode a alegria” ….

No rastro deste tradicional boneco surgem, como que saídos de um conto de fadas, a Mulher do Dia, o Menino da Tarde, o Tarado da Sé, o Capibão, dentre outras dezenas de bonecos gigantes que vão, pouco a pouco, tomando conta da paisagem.

Caboclinhos, maracatus-nação de baque virado, troças e clubes de frevo, maracatus rurais com seus caboclos de lança, blocos carnavalescos com suas orquestras de pau e cordas, tribos de índios, bois, reisados, a presença cigana nas La Ursas, turmas de palhaços colorido, multidões de alegres mascarados, estão a encher de cores ladeiras, becos, ruas e avenidas, nos dias dedicados ao Carnaval, transformando Olinda no Reino Azul da fantasia.

Batidas sincopadas de bombos dos maracatus-nação, estalidos das preacas dos caboclinhos, notas agudas e dissonantes das fanfarras de frevo, sons rurais de acordeões de La Ursas, batuques de escolas de samba, cômicas toadas de um Mateus do bumba-meu-boi, o lirismo do bloco Flor da Lira cantando, se juntam aos caboclos de lança do maracatu Piaba de Ouro de modo a se misturar com a onda de passistas seguidores dos cortejos da Pitombeiras, do Elefante, da Ceroula, do Vassourinhas, de Marim dos Caetés, ou mesmo do Eu acho é pouco, que mais parecem, na imagem de Alceu Valença, com uma enorme “cobra que desce a ladeira com gosto de gás”.

O carnaval de Olinda em nada se assemelha ao do resto do Brasil. Para o escritor Luís da Câmara Cascudo, “o carnaval dos grupos e dos ranchos, das escolas de samba do Rio de Janeiro” em nada se parece ao carnaval de Olinda, “o carnaval da participação coletiva na onda humana que se desloca, contorce e vibra na coreografia, a um tempo pessoal e geral do frevo, com a sugestão de suas marchas-frevos pernambucanas, insubstituíveis e únicas”.

Nesta paisagem carnavalesca, um ritmo é o grande responsável pela aglutinação das multidões que tomam conta das ruas, becos e avenidas da Cidade Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade durante o carnaval ou em seus momentos de alegria.

Surgido do repertório das bandas militares, o frevo pernambucano como música é o resultado da fusão da marcha, do tango brasileiro, do maxixe, da quadrilha, do galope e, mais particularmente da polca e do dobrado, que num mesmo cadinho deram origem a esta música singular de andamento alegro, ainda hoje em franca evolução rítmica e coreográfica. A partir dos anos trinta, do século passado, convencionou-se dividir o frevo em frevo-de-rua, frevo-canção e frevo-de-bloco.

Como no frevo de Severino Luiz Araújo e Nelson Luiz Gusmão, “… é lindo o carnaval de Olinda / E quem não viu ainda / Não sabe o que é paixão / A vida esquece a saudade / Tudo é felicidade / E amor no coração.”

• Do livro “O’ linda, o teu nome bem diz!”, 480 p. ilustrado, a espera de patrocínio para sua edição.

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8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE

8 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS INCLUSOS

A ex-presidente Dilma Rousseff foi notificada a depor em ação penal aberta pelo juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba, como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht.

O dono do Grupo Odebrecht – preso desde 19 de junho de 2015, em Curitiba – é réu no processo, acusado de pagar propina para o ex-ministro Antonio Palocci.

Novo delator da Lava Jato, Odebrecht arrolou a ex-presidente como testemunha de defesa.

Dilma terá que comparecer na sala de videoconferências da Justiça Federal, em Porto Alegre, no dia 24, para ser ouvida por Sérgio Moro – será a primeira vez que ela fala ao juiz da Lava Jato.

A oficial de Justiça Mirian Barbosa registrou em certidão, anexada nesta terça-feira, 7, no processo que conseguiu no dia de ontem notificar a ex-presidente.

Identificado nas planilhas da propina da Odebrecht como “Italiano”, uma anotação do Setor de Operações Estruturadas da empresa registra R$ 128 milhões de valores pagos ao ex-ministro – que está preso desde setembro de 2016, em Curitiba.

* * *

Nesta terça-feira ensolarada e amena, nós, os contribuintes brasileiros, merecemos ouvir uma música relaxante.

Uma linda música em louvor à amizade.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

GOVERNO FAZ, DESFAZ E SE DESFAZ

O problema do Brasil definitivamente não é a falta de Governo. Só em Brasília há três, que jamais poderiam conviver se não fossem, os três, presididos simultaneamente pelo mesmo Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Ou talvez sejam três os Michel Temer, mudando conforme o tema. Na Economia, as coisas andam: pode-se discordar dos seus rumos, mas é certo que há objetivos, e que vêm sendo alcançados sem grandes turbulências, sob o comando de gente do ramo, de boa reputação. Nesse clima, mesmo notícias ruins, como o desemprego em alta, acabam sendo bem aceitas.

Na Política, Temer parece chamar a Lava Jato a cada instante. Perde-se em bobaginhas. O caso Geddel, do ministro que caiu porque queria mexer no gabarito de um prédio na praia, só não é exemplar porque não serviu de exemplo. Temer repete Dilma, que quis nomear Lula ministro para dar-lhe foro privilegiado: nomeia Moreira Franco para salvá-lo de Moro.

O restante do Governo parece descoordenado. Insistir em Édison Lobão, que responde a inquérito autorizado pelo Supremo, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, é atrair tempestades. Elevar Alexandre de Moraes ao Supremo, ele que, em sua tese de doutoramento, já deu os argumentos para não ser nomeado? Eleger Eunício, citado em delação, para presidente do Senado, é contratar uma crise futura.
Na disputa dos três Michéis, quem é o Michel verdadeiro?

Sejamos sérios

Esta coluna levantou uma questão para cada leitor examinar e decidir. Mas sem maldade: fica feio dizer que o Michel verdadeiro é o Michelzinho.

Em busca do escorregão

Eunício, Alexandre de Moraes, Édison Lobão? Há mais gente. O PMDB do Mato Grosso do Sul indicou o deputado federal Carlos Marum para presidir a comissão especial sobre a reforma da Previdência. Marum é uma pedra solta aguardando um tropeção: sempre foi o maior defensor de Eduardo Cunha na Câmara. Cunha hoje está preso.

Nesta data querida

Na prática, já é Carnaval. Terminados os festejos, a Operação Lava Jato estará completando três aninhos de vida. Na área empresarial, a Lava Jato entrou como um furacão. Na área política, está bem mais para brisa. Condenou um político de peso, Delcídio do Amaral. Só um. Outros políticos, como Eduardo Cunha, aguardam julgamento. Há os que foram condenados em processos anteriores, como José Dirceu. OK, nunca houve clima tão tenso nos meios políticos, nunca houve tantas Excelências atrás das grades, somando Petrolão, Mensalão e Lava Jato. Mas não dá para comparar o andamento dos casos que envolvem políticos com o avanço dos processos contra empresários, a cargo de juízes de primeira instância. Com a homologação das delações (só na Odebrecht, são 78 especialistas que prometem contar cada caso como o caso foi), tudo fica mais lento.

Muitos anos de vida

Imagine que cada delator premiado da Odebrecht entregue só um nome (uma expectativa das mais conservadoras). De repente, caem sobre o Supremo mais 78 inquéritos, que revelarão outros nomes de suspeitos. Como farão os ministros para enfrentar o excesso de trabalho, eles que já têm milhares de processos aguardando decisão? Não haverá o risco de transformar julgamentos importantes, didáticos, em simples estatísticas?

Mais e mais

E, por falar em risco de soterrar o Supremo sob uma avalanche de julgamentos, a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, gerou quatro pedidos de abertura e inquérito ao Supremo: sobre José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e o próprio Machado. Imaginemos o que vem das 78 delações da Odebrecht – em que o setor de pixulecos era estabelecido e organizadíssimo – e de outras empreiteiras, além de personalidades como Eike Batista. A menos que seja possível multiplicar a velocidade dos julgamentos, como fazer com que todos se realizem?

Bis repetita

Há poucas semanas, o ex-presidente José Sarney informava que não mais se candidataria ao Senado pelo Amapá. Questão de idade, dizia. Aos 87 anos, teria chegado a hora de se aposentar. Há alguns dias, amigos de Sarney garantiram que a eleição seria facílima e ele não teria de se esforçar para ganhar. Pois é. Será que o pedido do procurador-geral Janot nada tem a ver com a possível mudança de posição de Sarney diante da eleição?

A voz da experiência

Anúncio de Sérgio Cabral nas eleições de 2006: “Sérgio Cabral é o mais preparado para governar o Rio de Janeiro porque tem um compromisso com a eficiência. Compromisso em fazer as coisas bem feitas, falar com as pessoas direito e tratar o dinheiro público com honestidade e respeito”.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE (BA)

8 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

A ASSOMBROSA CULTURA GERAL DO EDITOR

Comentário sobre a postagem DÚVIDA SANADA

Alvaro:

“Caro Editor:

Dizem que os dois melhores negócios do mundo são: perguntar para quem sabe e beber com quem paga.

Como no segundo quesito Vossa Editoria está em off, valho-me de sua assombrosa cultura geral para tentar descobrir por que diabos Maria do Ossário está sempre com cara de choro.

Que estranhos desígnios fazem esse estrupício estar constantemente com um ar de Madalena arrependida e magoada?

Ôxente, conheço gente mais feia e mais idiota que ela (Dilma, por exemplo) que não vive chorando.

O que será, sapientíssimo Editor?

* * *

“Eu tombém choro, seu leitor iscroto; tanto choro quanto peido”

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
VAI CHOVER!

Foto da colunista

Quando branqueja o nascente
Deixando o morro encoberto
É chuva que vem por perto
Para alegrar nossa gente
O trovão impertinente
Abre a boca em escarcéu
E das nuvens rasga o véu
Agoniando o corisco
Que lampeja que faz risco
Pra chuva cair do céu.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


A SIMETRIA DE DEUS

Que simetria têm as coisas de Deus?

Pense o que acontece, quando, simetricamente falando, as águas perdem a medida e saem do leito do rio. Quem faz, o caudaloso correr perene e calmo, por anos e anos?

Quem mede e faz isso ser algo normal?

Quem faz, a simetria dos seus dentes – seria mesmo o Dentista?

Quem faz valer sempre a simetria dos seus dois olhos – e por que, quando essa simetria não existe, a diferença se torna algo estranho (lembre o senhor Cerveró!)?

Quem faz os seus cabelos terem sempre a mesma linhagem – quando está no viço da idade?

Quem faz tudo isso, que medidas tem em mãos?

Quem faz a diferença na impressão digital de cada ser humano vivo, independentemente de onde estiver e de onde tenha vindo?

As pétalas das rosas, as sementes reprodutoras, as folhas das árvores – tudo, simetricamente posto. Quem faz tudo isso?

Afinal, quem faz e quem determina o tamanho das “bolas” de gelo numa chuva de granizo? Por que, são praticamente iguais?

Por que uma jabuticaba, a cada ano tem sempre o mesmo tamanho?

Por que, sendo de uma mesma espécie, o tamanho de uma mosca é o mesmo – entra ano e sai ano?

Veja, na foto a seguir, a simetria que existe entre as pintas brancas nas penas de uma galinha d´angola! Quem faz essa mágica?

Veja a simetria no tamanho das pintas brancas no capote

Mas, espere um pouco. A simetria de que falamos, é a que nossos olhos veem. Na foto a seguir vemos uma borboleta de espécie rara – que provavelmente não encontraremos outra igual em nenhuma parte do mundo – e o que nos chama atenção é a ”simetria” entre uma asa e outra. São exatamente iguais as “pintas” e o que nos faz imaginar diferença é o ângulo captado pelo Fotógrafo. Mas, entre uma asa e outra não há diferença.

Borboleta de espécie rara – pintas simetricamente idênticas

O que pretendo dizer sobre a simetria, é que: um caju vermelho e de determinado tamanho/peso frutificado numa fazenda do interior do Ceará, tiver a castanha retirada após amadurecimento; e se essa castanha for plantada na África e frutificar, o caju que nascerá terá o mesmo tamanho, a mesma cor e a mesma identidade do caju nascido na fazenda cearense.

Não será diferente, também, o Pavão que, nascido no interior do Paraná com toda a maravilha das suas cores e penas, garanta reprodução na Índia, na Groelândia ou na Capadócia – todas as cores e desenhos das penas, elementos vitais e demais componentes serão simetricamente idênticos.

E aí surge a pergunta:

Quem faz isso ser igual?

A genética – dirá você.

Eu prefiro dizer que é coisa de Deus.

O pavão e suas cores e penas com desenhos simétricos

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

8 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEOPOLDO M. PEDROSA – FORTALEZA-CE

Este site, este rico espaço virtual, é um jornal brasileiro e nacionalista.

Assim considero o JBF.

Gosto muito dos espaços “A Hora da Poesia” e “Soneto Antigo”, com o extraordinário poeta Anderson Braga Horta.

Eu não entendo como é que um poeta usa em sua coluna a expressão americana “Stand-Up” para intitular os seus versos, escritos na língua portuguesa.

Uma macaqueação de quinto mundo.

Não entendo mesmo como o JBF publica um absurdo assim.

R. Caro leitor, o JBF é um território livre.

Aqui cada colunista é dono absoluto do seu espaço.

Publico tudo do jeito que cada colaborador envia aqui pra redação.

O que vou mesmo fazer é aproveitar sua carta pra mandar um grande abraços pros 2.762 viciados fubânicos que, segundo dados do Google Analytics, residem aí em Fortaleza.

Disponha sempre.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Este país está uma zona, no mau sentido é claro. Aliás, sempre foi!

Só que a gatunagem, a cara-de-pau, a ladroagem aliadas as pragas dos ‘ecochatos’, do ‘politicamente correto’ e ao discurso esquerdopata, do reacionarismo da elite petista alijada do poder, tornaram a coisa insustentável.

Os 13 anos de PT afundaram ainda mais o lamaçal. Deixamos de ser a típica casa da Mãe Joana para virarmos uma barafunda sem sentido.

Na Zona, em que pesem diversas questões e senões há sempre um fundo de festa, de busca de afeto, amor e gozo. No pardieiro que virou o Brasil a festa foi embora e ficou o ranço bolivariano, a sagacidade dos oportunistas e a sem-vergonhice explícita.

Nós, os brasileiros, somos tratados como marafonas por estes políticos filhos da pu… Não importa a ‘cor’ partidária, a ideologia ou falta dela, o que impera é a desfaçatez.

São todos eles farinha do mesmo saco, ladrões da mesma quadrilha. O que importa é o Poder e o gozo fugaz que dele advém. Ao povo uma banana naquele lugar.

Ninguém entende mais nada. Uma hora pode na outra não. Uma hora eu faço tal coisa, na outra não pode. Nomear para o STF o ex-advogado do PT pode, nomear um ministro do PSDB é sem-vergonhice. O Lula não pode ser Ministro e o Moreira Franco pode? Não é o mesmo caso? É sim, o Foro privilegiado e nada mais.

Dilma cometeu crime de responsabilidade, sim? Não? Foi impichada, mas não perdeu os direitos políticos. Renan é réu e presidiu o Senado? Mas não pode. Mas pode! Lula está solto, manipulando, mentindo, atrapalhando e pode? Sim, não?

Bandido é vítima do sociedade, ladrão é deputado. Nada é de ninguém, o apartamento não é dele, o sítio não dele. O outro não fez pressão no IPHAN, mas não fez? E todos são criaturas angelicais, poços de honradez e boas intenções.

As vezes o Brasil parece aquele baile na Zona, que na hora em que o bacanal corria solto faltou luz. Ai meu velho foi o legítimo pega para capar, ninguém é de ninguém. Já tem doido achando que prato de macarrão é suruba de minhoca.

Criticamos as loucuras do Trump, logo nós que fomos/somos governados pelo Collor, Lula, Dilma e Temer. Tenham dó. Parecemos sujos rindo dos mal lavados.

A nossa revolução bolivariana têm o Maduro falando com pajaritos, a Cristina Kirchner dançando tango no hospício e levou 10 anos para convencer o Fidel que ele tinha morrido. E têm gente que acha, sinceramente, que o Lula é honesto.

A coisa no Brasil e na América Latina está tão ‘sem pé nem cabeça’ que parece um discurso da Dilma. É de enlouquecer qualquer um por mais centrado que seja.

O bacanal em Brasília chegou a um nível que o cidadão comum não tem mais coragem de desencostar a bunda da parede. E as cafetinas de sempre resolveram trocar tapas e impropérios em público enquanto tomam chá das 5 com biscoito nos bastidores.

Não dá mais para apostar em nada racional neste Brasil. Não há lógica, se é que houve um dia. O país virou, definitivamente, UM SAMBA DO CRIOULO DOIDO.

AHHHHH!!!! Gritos histéricos. Racista! Homofóbico! Politicamente incorreto. Não respeita a cultura alheia, dirão os de sempre.

O que querem que eu diga que virou uma nação que parece uma ‘manifestação musical de afrodescentes portadores de discapacidade mental grave’. Vão à merda… É Samba do Crioulo doido mesmo, um puteiro sem cafetina.

Para quem não sabe o ‘Samba do Crioulo Doido” é um samba genial de autoria de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto. Genial compositor, escritor, radialista e jornalista carioca. Ponte Preta escreveu nos 1950 e 1960 obras geniais como o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assola o País) que se vocês lerem hoje lhes parecerá um resumo do jornal do dia, atualíssimo.

Entre suas obras compôs o Samba do Crioulo Doido, que criticava a Prefeitura do Rio que definiu como tema único do Carnaval ‘a atual conjuntura do país’. Segundo Stanislaw, o coitado do crioulo sambista não entendeu a conjuntura do Brasil da época e endoidou.

Imaginem se nós tentarmos entender ‘a nossa atual conjuntura’? Ou endoidamos de vez ou então a indignação será tão grande que não sobrará pedra sobre pedra no nosso Brasil.

A atual conjuntura brasileira é endoidar crioulo, branco, japonês e gringo de qualquer laia. Não tem camisa-de-força que resolva. A situação é tão confusa que parece uma aula da Marilena Chauí explicando (i)lógica para Dilma.

É um tipo de piada pronta de manicômio, que seria hilária se não fosse verdade e, infelizmente a nossa verdade. No futuro os historiadores vão dizer que só podia ser uma lenda, algo inventado. Ninguém em sã consciência poderá crer que esta zona ocorreu de verdade.

Até lá nos cabe a indignação e o riso da situação, já que rir ainda não paga imposto.

E o Bode que vai dar… vou te contar….!

Para quem não conhece aqui vai o Samba do Crioulo Doido, de autoria do genial e atual Stanislaw Ponte Preta. E a música interpretada pelo fantástico Quarteto em Cy.

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

8 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PRÊMIO

A foto que está a seguir é a imagem de Eduardo Cunhão no depoimento que este ladrão corrupto prestou ontem ao juiz Sérgio Moro. O guabiru pmdebista está recolhido ao xadrez, obrando de coca no boi da prisão.

(Eu gostei mesmo foi dos generosos mocotós e joelhos das dotôras que estão sentadas, à esquerda da foto)

O bilionário guabiru, outrora tão prepotente e puderoso, quando se sentava numa das principais cadeiras da república banânica, perdeu toda a arrogância, piou fininho e ainda implorou ao juiz que tirasse ele detrás das grades, tão duentinho estava.

Saúde debilitada, debilitadíssima, não permitindo que ele roubasse mais nem um cacho de bananas.

Francamente, confesso a vocês que lágrimas escorreram pela minha face quanto tomei conhecimento desta súplica tão comovente.

Xiuf, xiuf, snif, snif..

O leitor que fizer a melhor montagem com esta foto aí de cima, – uma montagem que retrate um futuro que está bem próximo, isto é, uma montagem botando a cara de Lula no lugar da cara de Cunhão -, vai ganhar um prêmio.

O prêmio será uma viagem pra Curitiba, com direito a levar uma máquina fotográfica, pra registrar a chegada de Lapa de Corrupto, dentro do camburão, à sede da Polícia Federal.

Mãos à obra!

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

EM VEZ DE LEI-RELÂMPAGO, UM LEILÃO PARA AS TELES

No último dia da legislatura, a duas horas do fim do expediente, o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acatou um requerimento da minoria oposicionista para suspender o envio da nova Lei Geral das Telecomunicações, aprovada em votação terminativa na comissão, à sanção do presidente. A intenção do grupo, liderado por Roberto Requião (PMDB-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), era suspender essa sanção até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidisse sobre a sua solicitação de debater o relevante texto e pô-lo em votação no plenário da Casa.

Durante o recesso do Legislativo, a presidente do STF, Cármen Lúcia, de plantão, exigiu do chefe da Mesa da dita Câmara Alta explicações fundamentadas sobre a necessidade de tanta pressa na aprovação de um documento legal com tantas implicações no caixa de grandes empresas e na vida da população. O Senado pediu a devolução do documento, alegando erros técnicos, mas, depois, avisou, por ofício, à Presidência que tinha mudado de ideia. Na semana passada a lei-relâmpago (Blitzrecht, em alemão) ainda repousava no gabinete presidencial. Só que na sexta-feira, 3 de fevereiro, o ministro do STF Luís Roberto Barroso concedeu a liminar pedida pela oposição e impediu a sanção de Michel Temer até que o pedido da oposição seja julgado pelo plenário.

Por que o cuidado com as modificações propostas pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, e defendidas com denodo pelo líder do PMDB no Congresso, Romero Jucá (“Caju” nas delações dos 77 da Odebrecht), pelo líder de seu partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o “Justiça”, e pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o “Índio”? É que as novas regras preveem mudanças radicais, caso da mudança de concessão (da lavra da gestão de Fernando Henrique) para autorização, o que implica a substituição do regime público pelo privado de telefonia. E essa não é uma alteração meramente semântica, mas patrimonial.

Acontece que, passando a permissionária (que se beneficia da autorização), a empresa que tiver comprado uma concessionária (que detinha a concessão) não disporia dos bens para vender, mas manteria o patrimônio para buscar créditos, sob condição de usar o empréstimo para investir. Antes de ser informado exatamente sobre o valor total de cabos, estações e outros bens que pertencem ao cidadão – calculado em R$ 100 bilhões -, o governo se dispõe, na prática, a doá-los às teles. Sem levar em conta dados da realidade, caso da dívida confessada pela Oi de R$ 65 bilhões. Como uma empresa que a adquirir com tal passivo convenceria credores privados de que ela faria investimentos de valor tão alto?

De fato, concessionárias como a Oi valorizaram esse patrimônio de forma substancial ao substituírem, por exemplo, seus fios de cobre de par trançado por fibras óticas. Mas o especialista Marcos Dantas, membro do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), lembrou, em artigo publicado sexta-feira (2/2/2017) no Valor Econômico, que “a concessionária está obrigada a manter e valorizar o ativo recebido”. Este, segundo o professor da UFRJ, não é, contudo, o caso da permissionária, pois “uma operadora em regime privado não pode ser contratualmente obrigada a assumir esses compromissos”.

No texto citado, intitulado Um Brasil sem dados nem imagem, talvez sem voz, o técnico advertiu para a possibilidade de os usuários de telefones fixos, que predominam em grande (e menos favorecida) parte do território nacional, sejam prejudicados se a concessionária que vier a comprar a Oi, amplamente majoritária entre eles, não se dispuser a substituí-la em áreas deficitárias, que esta é obrigada por contrato a atender. E pior: tem-se como certo que essa mesma tele está para ter perdoados, pela Anatel, R$ 20 bilhões em multas aplicadas por serviços mal prestados à clientela.

Essas vantagens fabulosas e inexplicáveis a empresas precedem o desmantelo lulodilmopetista. A privatização do sistema Telebrás foi feita no governo Fernando Henrique e até hoje nunca foi explicado por que na lei que a promoveu não foi estabelecido um princípio básico desse tipo de negócio: a participação no consórcio concorrente à concessão de pelo menos um sócio do ramo – que, vamos convir, não pode ser comparado a outros com menos exigência de tecnologia. Os vencedores da concorrência foram a empreiteira Andrade Gutierrez, o dono do Shopping Center Iguatemi, Carlos Jereissati, e um fundo de pensão. Por esse motivo foi apelidado de telegangue.

Com Lula no poder, o BNDES foi instado a investir dinheiro público na fusão da Telemar com a Telecom Portugal para formar a supertele verde-amarela, que virou a Oi. A Lei Geral das Telecomunicações teve de ser alterada para o negócio ser feito e Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, amigos de Lula, foram incluídos na seleção nacional de empreendedores brasileiros que se tornariam “campeões nacionais” – como Eike Batista, José Carlos Bumlai e os irmãos Batista de Anápolis. Os dois primeiros estão na cadeia e a família goiana que hoje domina o mercado mundial de produção de proteína animal também tem seus membros citados ao lado de executivos da empreiteira de origem mineira em processos que dizem respeito a escândalos da Petrobrás e de fundos de pensão.

A lei que agora Kassab, que foi ministro de Dilma, quer modificar já tinha merecido a denominação de Telezoca, por lembrar a famigerada Lei Terezoca, assinada por Getúlio Vargas exclusivamente para permitir que o barão da comunicação Assis Chateaubriand pudesse assumir o pátrio poder sobre uma filha fora do casamento, Tereza Acuña.

O caso atual, contudo, parece ter solução mais simples. Por que, em vez de aprovar uma lei-relâmpago na calada da noite, o governo não leiloa as concessionárias que não conseguirem cumprir seus contratos?

8 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)


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