10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

O VALOR DA POLÍCIA

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

10 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Prezado Editor Luiz Berto:

Veja nossa querida e saudosa prisidAnta dando aula de oratória na Itália.

Pena que ela se engasgou com macarrão e…iiih, esqueci!

É melhor ver o vídeo:

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

SAUDADE

Eu escuto o lado B
Do LP da saudade

Mote e glosas do colunista

Eu ouço “naquela mesa”
Na voz de Nelson Gonçalves
Do Grande Ataúfo Alves
“Um tango para Tereza”
“Pra não morrer de tristeza”
Busco a felicidade
No saudosismo que invade
Meu peito de A a Z
Eu escuto o lado B
Do LP da saudade

Na linda voz de Altemar
Eu me fascino com as “brigas”
E nas músicas mais antigas
Sinto o peito palpitar
Eu aprendi a sambar
Com Portela e Mocidade
E com o samba sem maldade
De Martinho e Agepê
Eu escuto o lado B
Do LP da saudade

Em cordiais “Saudações”
Noel dos dá uma aula
Como Benito de Paula
Eu tenho palpitações
Quando eu escuto “emoções”
Eu Calculo a intensidade
Das emoções de verdade
Que Tim botou em “você”
Eu escuto o lado B
Do LP da saudade.

Dos cantores da Bahia
De Caetano eu ouço as “queixas”
E do Grande Raul Seixas
“Como vovó já dizia”
Gilberto Gil é meu guia
Em “aroma” e “a novidade”
Com Gal perco uma metade
E a outra fica à mercê
Eu escuto o lado B
Do LP da saudade.

É magnífico o trabalho
De Waldick Soriano
Do solo paraibano
Veio Elba e Zé Ramalho
A voz de Tacyo Carvalho
Me lembra a sonoridade
Que vem da simplicidade
Do vinil do LP
Eu escuto o lado B
Do LP da saudade.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

10 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

O Brasil surpreende pela controvérsia. Enquanto o cidadão acomoda a família em apartamento apertado, passa o maior sufoco para sobreviver, o povão se esconde em casinha simples nas comunidades, sem saneamento, bandidos que não trabalham e não pagam impostos, vivem no luxo. Desfrutando do convívio da elite. Enganada.

Faz quatro meses, um assaltante de banco se passava por ricaço, morando em prédio de luxo na orla de Boa Viagem, no Recife. Até ser flagrado pela polícia, o bandido esnobava. Mas, não dava pista sobre a profissão: ladrão de banco. Dos mais ousados.

Na companhia do assaltante, o efetivo policial, composto por 26 homens, também deteve dois comparsas.  Um dos quais, era foragido da Penitenciária de Alcaçuz, no Rio grande do Norte, que aproveitou a confusão no presídio rio-grandense para dar no pé. Se mandar pra Pernambuco. Praça mais evoluída.

O trio, preso, desfilava na capital pernambucana em dois carrões, provavelmente roubados. Um Corolla e uma Hillux, preparados com pesado armamento para novas ações criminosas.

É assim que vive a população recifense. Assustada, desassossegada, vítima da insegurança. Obedecendo até a toque de recolher, ordenado por traficantes para não atrapalhar a acirrada disputa por bocas de fumo.  

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

VAMOS COLOCAR A BOCA NO TROMBONE?

Na semana passada eu falei da reação da sociedade romena à tentativa de anistia aos crimes de corrupção naquele país. Um exemplo a ser seguido. O povo foi para rua em condições climáticas adversas, durante a madrugada, reagindo a um decreto absurdo, totalmente contra os interesses do cidadão.

O que estamos vendo aqui é algo parecido, nem tão explicito, porém tão cínico quanto o que foi proposto pelo Primeiro Ministro Sorin Grindeanu. Nossa sociedade precisa estar atenta e reagir. Enquanto a equipe econômica de Michel Temer faz seu trabalho em favor da economia nacional, um trabalho bem feito de desarmar a bomba relógio deixada pelos corruPTos, a área política comandada pelo alto escalão do PMDB e apoiada pela ampla maioria dos que têm medo, ou pavor da operação Lava Jato, resumindo: quase todas as excelências, vão disfarçadamente mexendo nas peças do xadrez e colocando em pontos estratégicos figuras que tem o único objetivo de atrapalhar o trabalho da tropa liderada por Moro e companhia.

Parece que enquanto a nação tem sua atenção desviada para a melhora nos indicadores econômicos, inflação e juros mais baixos, propostas de reforma da previdência, trabalhista, Temer aproveita para indicar, ou aceitar, nomes absolutamente comprometidos com a paralização do processo de limpeza na politica.

A primeira página da edição de 09/02/2017 do jornal “O Globo” da uma boa noção da situação confusa que vivemos ao trazer em letras grandes: “TRE cassa Pezão por crime eleitoral. Moreira tem nomeação suspensa por juiz. PMDB põe Lobão no comando da CCJ. Maia é acusado de corrupção pela PF. Inflação recua e dá alívio na renda”

O Executivo e o Legislativo não são poderes independentes atualmente, trabalham em conjunto com um só objetivo que não está sintonizado com o desejo da sociedade de encontrar e punir quem faz mal uso dos recursos públicos. A sociedade não pode aceitar calada essa arapuca que estão criando para matar a esperança de termos um futuro melhor para o Brasil. A mídia tem feito seu trabalho, levando a informação até o cidadão e o povo precisa fazer sua parte com demonstrações em favor da continuidade da Lava Jato que está sob enorme ameaça. Os empresários estão pagando o preço pelos erros, muitos estão presos até mesmo antes de serem julgados e condenados. E os políticos? Vão prender só os que pagaram pela corrupção e deixar impunes quem recebeu? Enquanto parte do Judiciário trabalha em ritmo acelerado, o resto parece sem interesse em avançar sobre as excelências.

Será que não está na hora de irmos novamente para as ruas numa demonstração de apoio a Lava Jato e suas derivadas?

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

10 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CICERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Berto:

A sensação que se tem no Brasil é que toda essa gente que procura se filiar a qualquer partido político para se candidatar a qualquer cargo já leva consigo implícito no DNA a arte de roubar, saquear os cofres públicos, fazer conchavos, nepotismo… violando todos os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência.

Perdi completamente a ilusão de ter ilusão nos políticos brasileiros!

Para ilustrar essa premissa, veja esse exemplo de uma candidata a vereadora nessa foto ilustrativa: bonitinha, mas ordinária!

Denunciada nas redes sociais por saquear uma loja, a filiada ao PSDB-ES, Marcela Ranocchia, 23 anos, que foi candidata a vereadora em 2016, devolveu os produtos furtados na Delegacia de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, nesta segunda-feira (7).

A polícia disse, nesta quarta-feira (8), que ela foi liberada no mesmo dia. O partido emitiu nota de repudio e a filiada não foi encontrada para dar explicação.

Que esperar de uma criatura dessas caso fosse eleita vereadora de Cachoeira de Itapemirim?

R. De fato, esta moça num tem nada que se aproveite.

Eu só gostei mesmo foi dos úberes fartos, da bunda larga,  das coxas roliças e das pernas compridas.

E pra furunfar com ela tem que ser de bandinha pra não desmanchar o cocó que tem na cabeça.

Imagino que deva ter uma bacurinha linda e pentelhuda.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

10 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TRISTE DATA

No dia de hoje, 10 de fevereiro, se completam exatamente 37 anos de fundação da organização criminosa que usa a sigla partidária PT.

Um “partido” que é um dos maiores embustes já surgidos nestas terras banânicas desde o seu descobrimento por Pedro Álvares Cabral.

Uma sigla que se transformou em seita e, mesmo já defunta, ainda conta em suas fantasmagóricas fileiras com uns minguados fanáticos, que conseguem ser mais fanáticos ainda do que os terroristas do Estado Islâmico.

Faixa na foto acima: “PT – Partido Sem Patrão” – O certo seria “PT – Partido Com Proprietário”

Extinta, massacrada, fuzilada e aniquilada nas últimas eleições municipais, tendo tido todos os seus tesoureiros condenados pela justiça – isto sem contar Palocci e Zé Dirceu devidamente enjaulados -, e na iminência de ver o seu proprietário obrando de coca no boi da cadeia curitibana, a organização criminosa hoje é apenas um monturo de excrementos. Um esgoto capaz de dar ânsias de vômito.

Este Editor, comovido, sensibilizado, emocionado e com os olhos cheios de lágrimas, convida a todos os leitores para a audição da Marcha Fúnebre, de Frederic Chopin, num piedoso gesto de caridade cristã.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

TANGOS – VOZES BRASILEIRAS

Dalva de Oliveira (Mai/1917 – Ago/1972)

* * *

01 – Cantando – (versão: Virgínia Amorim) – Silvana & Rinaldo Calheiros – 1962

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02 – Adeus, pampa minha – (versão: Haroldo Barbosa) – Agnaldo Timóteo – 1973

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03 – Esta noite me embriago – (versão: Lourival Faissal) – Nelson Gonçalves – 1960

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04 – Fumando espero – (versão: (Eugênio Paes) – Ângela Maria – 1977

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05 – Lencinho querido – (versão: Maugéri Neto) – Dalva de Oliveira – 1956

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06 – Boneca cobiçada – (Biá / Bolinha) – João Dias – 1961

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07 – Cristal – (versão: Haroldo Barbosa) – Roberto Luna – 1961

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08 – Não digo o nome – (Jair Amorim) – Anísio Silva – 1958

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09 – Onde estás coração – (versão: Ubirajara Silva) – Silvana & Rinaldo Calheiros – 1962

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10 – Carlos Gardel – (Herivelto Martins / David Nasser) – Agnaldo Timóteo – 1997

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11 – Sempre é carnaval – (versão: Jairo Rodrigues) – Nelson Gonçalves – 1960

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12 – Tango para Teresa – (J.Amorim / E.Gouveia) – Ângela Maria – 1975

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13 – Seus olhos se fecharam – (versão: G.Ghiaroni) – Dalva de Oliveira – 1957

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14 – Otário – (versão: Moacir Vieira) – João Dias – 1958

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15 – Caminito – (versão: Haroldo Barbosa) – Roberto Luna – 1961

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16 – A carta – (Bidú Reis / Murilo Latini) – Anísio Silva – 1961

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10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

OITO MESTRES DO IMPROVISO E A DISCUSSÃO DO MACUMBEIRO COM O CRENTE

Diniz Vitorino

E as abelhas pequenas, sempre mansas
Com as asas peludas e ronceiras
Vão em busca das pétalas das roseiras
Que se deitam no colo das ervanças
Com ferrões aguçados como lanças
Pelo cálix das flores bebem essência
E fazem mel que os mestres da Ciência
Com os séculos de estudo não fabricam
Porque livros da Terra não publicam
Os segredos reais da Providência.

* * *

Manoel Bentevi

Da bobina para o distribuidor
Há um cabo que passa uma centelha clara
Meto o pé no arranco, ele dispara
Toda vez que acelero meu motor
O combustível entra no carburador
A entrada de ar transforma o gás
Com a compressão que ele faz
Forma o jato, o êmbolo vai subindo
Vai queimar na cabeça do cilindro
A fumaça da gasolina sai por trás.

* * *

Mariana Teles

Toca a brisa da noite no portão
O cabelo se assanha com o vento
O balanço da rede em movimento
E um rádio tocando uma canção
A saudade arranhando um coração
E a duvida de um sempre, ou nunca mais
Uma lágrima caindo e o vento faz
Se espalhar pela face entristecida
Eu na rua buscando achar saída
Pra tristeza que a tua falta trás.

Faço um verso, misturo com aguardente
Um cinzeiro com as cinzas do veneno
Numa noite sem lua me enveneno
Por não ter o clarão do céu presente
O espelho espelhando em minha frente
A metade de um todo que foi nosso
Eu procuro não ver, mas tem um troço
Pra abrir os meus olhos quando fecho
Sem ter sono, inquieta me remexo
Que dormir sem você ,sei que não posso.

Vem o vento, tocar-me bem mais forte
O relógio passando sem medida
Ao meu lado, um copo de bebida
Refletindo o futuro : que é a morte …
Nele afogo o desgosto, já que a sorte
Resolveu repartir nossa união
Te guiando pra outra direção
E deixando meus olhos sem os teus…
De lembrança ,restou o teu adeus
E a saudade entupindo o coração.

* * *

João Lourenço

Eu já passei tanta coisa
Que na vida nem pensava
Pra minha felicidade
A mulher que eu procurava
Deus teve pena de mim
Mostrou aonde ela estava

* * *

Fenelon Dantas

O rádio é para se ouvir
E todo mundo entender
O telefone é melhor
Para a gente ouvir sem ver
No telefone eu namoro
Sem minha mulher saber.

* * *

Dimas Batista

Na vida material
cumpriu sagrado destino :
o Filho de Deus, divino,
nos deu gloria espiritual.
Deu o bem, tirou o mal,
livrando-nos da má sorte.
Padeceu suplicio forte,
como o maior dos heróis.
Morreu pra dar vida a nós :
A vida venceu a morte.

* * *

José Adalberto

Quando aquela saudade impaciente
Me coloca no leito do seu colo
Minhas pernas não sentem mais o solo
Minha alma flutua intensamente
Fecho os olhos e a vejo em minha mente
Se despindo pra mim e eu pra ela
Parecendo uma cena de novela
Mas, no fundo, acontece de verdade
Quando sinto os impulsos da saudade
Faço um verso de amor pensando nela.

* * *

Dedé Monteiro

Vendo tanto açude cheio,
É necessário que eu diga:
“São José, peça a Jesus
Pra que essa chuva prossiga:
Transborde todas as grotas,
Encha ‘Rosário’, encha ‘Brotas’,
Deixe o meu Sertão contente,
Molhe o chão do meu roçado,
Acabe a fome do gado
E mate a sede da gente!”

* * *

DISCUSSÃO DO MACUMBEIRO E O CRENTE

Gonçalo Ferreira da Silva

Carnaval e futebol
ficaram pra se curtir,
Os santos ensinamentos
são para o crente seguir,
religião e política
embora mereçam crítica
não são pra se discutir

Evangelista e Pilintra
não pensavam do mesmo jeito,
pois enquanto Evangelista
diz que foi por Cristo aceito
Pilintra bate no bumba
dizendo que é na macumba
que se faz tudo bem feito.

Porém, embora os dois pensem
de maneira diferente,
nunca tinham discutido
porque até o presente
não tinham, por sorte rara,
oportunidade para
um encontro frente a frente.

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10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

MARCHINHAS DE CARNAVAL – Rolando Boldrin

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA (RJ)

10 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WASHINGTON LUCENA – VISTA SERRANA-PB

O rebanho esmoreceu
Sem ter pasto ou capim.
Sertanejo vendo fim
Da cacimba que desceu,
Uma ferrugem que se deu,
Já chegando no salão.
E a água do cacimbão,
Só tá com gosto de lama,
O sertão a seca clama,
Cadê a transposição ?

Desde do descobrimento
Eu vejo sair a promessa,
Que a água com remessa,
Acabaria o lamento.
Mais tem “mal” no parlamento,
Escândalo e corrupção,
E nenhuma encanação,
Fez da terra nasce rama,
O sertão a seca clama,
Cadê a transposição?

Mote: Zé Viola e Severino Feitosa
Glosa: Washington Lucena

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

O GRANDE ÍDOLO

Eram dois irmão chamados Zé, Zé Miguel e Zé Gabriel, para diferençar chamavam o menor de Zé Pequeno, o apelido pegou, sem cerimônia, assim ficou conhecido. Tornou-se comerciante de material de construção, solteirão convicto, chegado às mulheres da vida, nunca namorou. Certo dia apareceu na casa de sua mãe, uma prima vinda do Rio de Janeiro, Zulmira, havia passado dos 30. Zé Pequeno ficou encantado com a vistosa loura, roupa decotada, divertida, sem meias palavras, dizia o que vinha na cabeça, tetas exuberantes, sorriso desavergonhado. Suas conversas escandalizavam a família e amigos. A maldade humana especulava a profissão de Zulmira no Rio de Janeiro.

Entretanto, o coração tem razões que própria razão desconhece. Zé Pequeno ficou encantado, apaixonado, pela prima. Não adiantaram os fuxicos, as previsões dos amigos. Zé Pequeno respondia, sabia o que queria. Terminou casando-se com a bela Zulmira. Os amigos, os desocupados, previram um belo par de chifres. Com três meses de casados telefonaram para Zé Pequeno, sua distinta esposa estava com um jovem num motel perto da rodoviária. Zé pegou-a em flagrante saindo do motel. Não houve acordo, acabou o casamento. Foi a crônica do chifre anunciado

Zé Pequeno gostou de ser casado, disse para si mesmo, jamais com mulher bonita, casaria novamente com mulher feia. Certo dia entrou na sua loja, Eulália, colega de infância, estrábica, sem muitos predicados da beleza feminina. Logo Zé Pequeno casou novamente, sem medo de levar ponta.

Os anos se passaram, os dois se deram bem, cada qual no seu canto sem se intrometer na seara do outro. Eulália tem uma butique de moda, ganha para seu sustento, é boa e servil esposa. Entretanto, tem duas manias incuráveis, ciúme doentio do Zé Pequeno e neura constante da violência urbana. Ela lê tudo nos jornais sobre assalto, assassinato, sequestro. É sua conversa predileta. Sabe todas as histórias contadas no rádio, televisão. Eulália ama o alarmismo da imprensa, faz bem à sua mente, alimenta-se de fatos tenebrosos. Exagera as histórias, terminando com a frase. “Ninguém suporta mais tanta violência!”

Numa bela tarde de sábado, Eulália foi a uma palestra sobre violência urbana, não poderia perder. O conferencista expôs sua teoria. A maioria dos crimes estão na faixa entre 14 e 26 anos, são traficantes, eles se matam por pontos de venda drogas. De repente o palestrante perguntou à plateia quantas vezes alguém tinha sido assaltado ou quantas pessoas conheciam que foram assaltadas. Apenas duas mulheres levantaram o braço. Eulália pensou, tentou relembrar algum assalto com amigo, nada. Retornou para casa decepcionada, não conhecia um parente, um amigo que foi assaltado, frustrante .

Nessa mesma tarde, Zé Pequeno telefonou para uma amiga moradora do Trapiche, cafetina das melhores meninas de programas da cidade. Apanhou a garota, bonita, alta. Levou-a para um motel. Tarde agradável, alguns uísques, até que na hora do banho ele escorregou, caiu de costa, nuca no chão, abriu-lhe a cabeça, o sangue jorrou.

Foi dirigindo ao Pronto Socorro, levou alguns pontos na cabeça. Zé começou a pensar o que dizer em casa. Teve uma ideia, uma mentira bem encaixada e registrada. Dirigiu-se à Delegacia de Plantão, abriu um Boletim de Ocorrência. Contou o assalto. Quando abriu o carro estacionado, dois rapazes armados mandaram ele dirigir rumo ao Litoral Norte, ao chegar na praia de Ipioca, mandaram parar. Deram-lhe uma coronhada, ele desmaiou. Levaram o dinheiro da carteira, o celular e o lep-top, ainda bem que deixaram o carro e ele, vivo.

Ao contar a história do assalto em casa, veio uma áurea de felicidade e alegria dentro de Eulália, ela não conteve o sorriso de satisfação. Ouviu atentamente a história do marido. Deu-lhe uma íntima satisfação. Contou exagerando a história para toda vizinhança, como Zé Pequeno foi assaltado. Há mais de um mês é seu único assunto. O assalto ao Zé acabou a frustração de Eulália. Zé Pequeno agora é seu grande ídolo.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

LUCIANO MESKYTA

COLUNA NOVA, COLUNISTA NOVO

Dentre outas coisas, sou metido a cozinheiro, e se tem alguma coisa na minha casa que só eu faço é o feijão.

Estava cozinhando o meu feijão do dia seguinte quando, para esperar a panela de pressão, resolvi olhar meus e-mails. Em um deles havia um elogio e um convite do Berto para ser colunista desta gazeta.

Não acreditei de imediato – tem um monte de feras consagradas que aqui escrevem — e perguntei ao Berto se era eu mesmo e se ele tinha certeza. Ele confirmou… Coitado!, criou um monstro. Efeito colateral… a distração queimou meu feijão.

– Berto, você me deve meio quilo.

Agora, só me restou a obrigação de escrever meu primeiro texto, e sendo eu de fina educação, não poderia ser outro senão uma apresentação da minha quase humilde pessoa – a humildade era total até receber o elogio e o convite do Berto.

Meu nome vocês já sabem, está no título da coluna, se souberem ler, é claro. Se não sabem, perguntem a quem não é analfabeto. Ah, não precisa. Se vocês são analfabetos nem irão ver a coluna. Visto isso, vamos à minha personalidade. Sei que vocês nem perceberam na introdução.

Gosto de brincar e sou adepto do Chaplin, “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando”, mas nem sempre brinco, muitas vezes brigo.

Sou um estudioso de História, principalmente a do Brasil, e de Geopolítica. É o meu hobby desde que comecei a enxugar gelo há 12 anos. Agora parece que o Berto resolveu me arrumar outro.

Leio pouca ficção, a maioria de escritores consagrados, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Aliás, após ver que o Berto estava relendo “Cem Anos de Solidão”, fiquei com inveja e também reli, lindo. Não li ainda nenhum livro do Berto, nem sei se presta, mas pretendo.

– Não gosto de Saramago, viu Berto.

Dou palpite sobre alfinete, chegando ao foguete, mas não sem antes passar por pequenas cirurgias, sendo acima de tudo um especialista em generalidades. Se meus palpites estão certos ou errados, vocês que dirão, ou não (lembrei de um certo esquerdista caviar). Contestem com conhecimento de causa, ou sofrerão a fúria da minha humildade.

Xingo, mas aceito ser xingado, vide meu embate com o Cícero …, ainda aguardo um no mesmo padrão com a Glória. Sou chegado numa baixaria, mas baixaria sadia, sem palavrões. Xingamentos só com palavras da parte culta da língua, mas como sou adepto da dicotomia de Saussure, podem usar qualquer dialeto. Entenderam, caraio?

Dizem, vocês sabem quem, que sou de extrema direita, mas não sou racista, não encho o saco de viados e lésbicas (cada um dá ou faz que quer). Tenho amigos queridos que são negros, viados e LGBT (generalizando, pois não entendo mais porra nenhuma). Só não aceito que queiram que eu concorde com certas coisas, como beijo entre gays em público etc — não aceito nem entre héteros – ou que crianças tenham que aceitar isso como regra, não como exceção. Cada um faça o que quiser entre quatro paredes, ninguém tem nada com isso, só não queiram nos impor o seu modo de vida.

Não pertenço à KKK, nem a nenhuma sociedade extremista, que eu saiba. Aliás, sou contra todas e também não aceito, de forma alguma, o extremismo e o politicamente correto, sendo que um completa o outro, creio eu.

Apoio as ideias do Trump – quase meu xará, né Cícero? -, apoiei o Brexit e torço para a eleição da Marine Le Pen. Sou contra a ONU, não aceito a islamização do ocidente e pretendo escrever sobre isso e outros assunto que são polêmicos (pra esquerda, claro).

Tenho esperança de que, um dia, as Bobonews e Falhas de São Paulo da vida façam jornalismo sério, de verdade, e que as faculdades de jornalismo (já frequentei) ensinem o que presta.

Antes das críticas e dos xingamentos, vão estudar ou irão apanhar. “Sapientiam Autem Non Vincit Malitia”. É, sou fã do Olavo de Carvalho, mas não concordo com tudo que ele diz. Sou absolutamente contra intervenção militar, seria golpe. Basta ler e interpretar a Constituição, apesar de prolixa e fora da realidade (tema bom). Não votaram direito, que aprendam!

Odeio petistas e periféricos, leitores de manchetes e outras aberrações, mas odiar não quer dizer que não vou debater (?), apesar da frase do Lobão que dizem não ser do Lobão. Mas vou desdenhar, é claro. É a minha natureza.

Gosto muito de escrever quando sou provocado, principalmente se for por asneiras dos esquerdistas. Entenderam? … Cícero? Glória?

No mais, aceito sugestão de temas e, a partir de agora, com a devida guarida do Berto, me aturem.

O meu fraternal abraço aos leitores fubânicos e a todos o meu desejo de Saúde, Força e União.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

A FÁBRICA DE MENTECAPTOS

Vejam a que ponto chegaram a “produção educacional” de treze anos de governo petista. Resultado até certo ponto esperado, pois a qualidade não é o forte dessa turma que acreditava ficar no poder por tempo indeterminado, conforme relatos e postagens dos próprios. Vide Zé Dirceu.

Produzindo professores e militantes em série, sob a batuta do PT/PSOL e penduricalhos ideológicos congêneres, deu-se o casamento perfeito: Militantes preguiçosos travestidos de professores que nada ensinam, com alunos doutrinados que nada querem aprender, a não ser os brados e palavras de ordem, repetidas ad nauseam, por politizados funcionais que são.

HETERASSÉDIO

Zumbificados, esses “funcionais”, por serem fáceis de se manipular, colocam em prática essa corrente de metodologia ideológica, que os levam a “ocupar” escolas para “protestar” (a mídia dominada por eles, escrevem e falam que ouve “ocupação”).

Essa fabricação de militantes marioenetados, descambaram numa significativa e abundante produção dos NEM- NEM. Ou seja, uma geração de jovens (salvo raríssimas exceções), que NEM trabalham, NEM estudam.

Haja vista determinada prova do ENEM/2015 que, dentre os 6,2 milhões de candidatos que realizaram a prova, 529 mil obtiveram nota zero.

OFENSIVA CONTRA UNIVERSIDADES

Ora, é consabido, que alunos saídos da USP, PUC, UFRJ e outras grandes universidades, geralmente protagonizam papeis de destaque no rumo da política brasileira. Não por acaso ou coincidência, delas saíram e saem, cabeças pensantes tipo: Delfim Netto, Affonso Celso Pastore, João Sayad, Eduardo Suplicy, FHC e 99% dos ministros da economia ou planejamento, saíram dessas escolas para dominar o cenário político, jurídico e econômico nacional.

Para mudar este conceito, urgia o PT implantar uma “nova linha” direcional nas universidades. Grades curriculares e cargas horárias foram alteradas de acordo com os interesses e novas orientações do PT/PSOL/PC do B, et caterva. Tudo isso, logicamente, com a unção da UNE.
Nessas universidades, eficiência e rigor foram literalmente aniquilados. Trabalhos e elaborações de planos e projetos foram dando lugar a palavras de ordem. Cursos de exatas passaram a, propositalmente, serem relegados a terceiro plano, em termos de “interesse” e investimentos.

Ora, se o líder deles, Lula (PT), se orgulha, ao discursar para platéias alienadas/amestradas que, em não possuindo curso superior, foi o presidente que mais construiu universidades (Lula,sempre mentindo, alardeia 14) que, de fato, não passam, de quatro. É só mais um mantra a ser recitado.
Essas “novas universidades”, na verdade, não passam de novos currais de ideologização socialista “educacional” onde o que menos interessa era a educação, na verdadeira acepção da palavra.
O que se viu foi realmente, mais um grande e apetitoso aumento de cabide de empregos para acomodar seus militantes funcionais (PT, PSOL, PCB, PC do B e outros penduricalhos da mesma linha). Hoje constam com grande evasão e numero de vagas ociosas.
As distorções ideológicas brotavam aos borbotões. No centro acadêmico, alunos “socialistas” que vinham em carros importados e com motorista lideravam greves contra um aumento de alguns centavos no almoço do bandeijão, que custava 68 centavos.

OS NEM NEM

Nessa new geração socialistaeis que surgem fulgurantes os NEM- NEM. O pensamento é um só: – ganhe sem estudar ou trabalhar – é só fazer parte de um grupo de esquerda: um sindicato ou OCUPAR um desses “cargos” criado nesse intuito). “Nosso trabalho é salvar a humanidade do capitalismo selvagem”. Sem se darem conta (será??) que o idiota do pai é que está se ferrando de trabalhar para custear seus dengos e mimos. Tênis, smartfhones, relógios e camisetas estampadas com qualquer assassino de esquerda

O percentual dos “nem- nem” cresceu 20% em relação a 2014, ou seja: 19,7% em comparação a 2005 , segundo a Agência Estado.
O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam em 2015 cresceu no Brasil, chegando a 22,5% da população dessa faixa etária. Nem mesmo procuravam trabalho 14,4% dessas pessoas. O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior porcentual em 2015: 27,4%. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou à época.

O resultado esta aí. Uma turba de felizardos do FIES/PROUNIE, se espelhando no esquerdismo caviar, dos “coxinhas mortadelas”, que chegavam de motorista e ficava fomentando protesto contra o aumento de alguns centavos na comida. a turma de “mauricinhos” que usam iPhone com capa do Che Guevara se achando o Dom Quixote que irão salvar a humanidade com seus protestos contra Temer, Trump e “ocupações”.
Essa turminha acham que representam os mais pobres, que faz parte da força revolucionária que vai criar um “novo mundo”, mas que, na verdade, não passam de uns frustrados, mimadinhos entediados e preguiçosos que se deprimem quando falam em estudar e trabalhar. Pois não aceitam NEM uma coisa, NEM outra.

Eu mesmo conheço vários pais desesperados, por seus filhos (19 a 30 anos), não quererem nem estudar, nem trabalhar. Vocês conhecem? É a geração NEM NEM.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
ESTAMOS ROUBADOS

O Brasil tá infestado
Afundaram nossa terra
Quando chega um ladrão
Outro vem diz te arreda
A classe politiqueira
Vive só de roubalheira
Não vale o que a gata enterra.

Esse presidente faz,
O que fez, a aqui saiu,
Tentaram dar posse ao Lula
Isso todo mundo viu
Temer tentou copiar
E se dessa vez colar
A escola então serviu.

O povo pode fazer
A sua revolução
Não cair em esparrela
Na hora da eleição
Tentando não se vender
E também não eleger
O político ladrão.

Eu sei que é bem difícil
O político honrado
Se retirar os ladrões
Vai ter comitê fechado
Dizer isso eu detesto
Mais político honesto
Eu só vejo desenhado.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

LOUVADO SEJA

Há décadas, Louvado Seja era o apelido de um antigo pedinte de Nova- Cruz, portador de um distúrbio neurológico, que o impulsionava a andar correndo. Era como se alguém invisível o estivesse empurrando. Dava pequenas e constantes carreiras, em curtos intervalos. Não ficava parado um só instante, nas horas em que era visto a esmolar. Seu apelido foi motivado pela louvação que dizia a toda hora, inclusive antes de pedir uma esmola. Quando ele apontava no começo da nossa rua, Barão do Rio Branco, a meninada que brincava nas calçadas corria para casa, com medo. Esse pavor era provocado por comentários maldosos, espalhados pela cidade, de que Louvado Seja incorporava um espírito maligno, que o empurrava, para que corresse até sofrer uma queda fatal. Era como se alguém estivesse querendo, com ele, um acerto de contas. Diziam que eram coisas do demônio, e muita gente acreditava piamente nessa versão. Ao pedir uma esmola, a voz forte de Louvado Seja podia ser ouvida de longe:

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Uma esmola pelo amor de Deus”!

Recebia a esmola, repetia a louvação e era impulsionado a correr novamente. As crianças tinham pavor a ele, inclusive eu. Minha avó paterna, dona Júlia, nunca deixou de lhe dar uma esmola, nem tinha medo dele. Eu, que vivia muito com ela, em sua casa, vizinha à nossa, quando o avistava tremia de medo e entrava correndo. Arrodeava pelo quintal e ia à procura de minha mãe. Agarrava-me à sua saia, apavorada. Ela me abraçava e tentava me explicar que Louvado Seja não fazia mal a ninguém e que o problema dele era uma doença.

Nova-Cruz, naquela época, era um atraso total. Morria-se à míngua, sem qualquer assistência médica.O deslocamento para Natal ou João Pessoa levava de cinco a seis horas. Isso, se o trem ou o ônibus não desse o “prego”. As estradas rodoviárias eram de barro e esburacadas, e no inverno, então, uma viagem dessa era um suplício. Uma verdadeira “odisseia”.

Nova-Cruz faz fronteira com a Paraíba. O progresso demorou muito a chegar até lá. A energia de Paulo Afonso só foi inaugurada em 1962, por esforço do então Governador Aluízio Alves. Água encanada, também demorou muito a chegar.

Minha saudosa mãe possuía um livro comprado em Natal, chamado “Medicina do Lar”, que, entre diversas doenças, fazia referência aos sintomas idênticos aos apresentados por Louvado Seja. Eram próprios da “doença de São Guido (ou Vito)”. Essa doença também é conhecida como Coreia de Huntington ou Mal de Huntington. É uma alteração hereditária do cérebro, que afeta pessoas de todas as populações em todo o mundo. O seu nome vem do médico George Huntington, que fez a primeira descrição do que ele chamou “Coreia Hereditária”. O termo “Coreia” tem origem na palavra latina choreus (que se refere a “dança”) devido aos movimentos involuntários, que são uns dos sintomas principais dessa doença rara.

Dona Lia se convenceu de que Louvado Seja era portador dessa enfermidade neurológica. Como não era médica, só comentava o assunto com o marido e familiares. O fato é que Louvado Seja padeceu desse mal a vida toda, sem nunca ter ido a um médico.

São Vito (?-303), também chamado por muitos de São Guido, foi um mártir italiano filho de pagãos, mas educado na fé cristã, por Santa Crescência e São Modesto.

As publicações católicas esclarecem que esse santo é considerado padroeiro dos epilépticos e foi um dos mais populares na Idade Média. Sua festa é comemorada no dia 15 de junho.

A associação existente entre São Guido ou Vito e a doença nervosa a que nos referimos, provavelmente, prende-se ao fato de que pessoas atacadas por esse mal começaram a procurar a sua Capela, erguida na Suábia, um antigo ducado alemão da Idade Média, para pedir sua proteção.

O nome “doença de São Guido (ou São Vito)” pegou, e, em algumas regiões, virou expressão popular, para denominar pessoas agitadas, com movimentos involuntários, provocados por contrações nervosas no rosto ou em outras partes do corpo. Estariam atacadas pela “doença de São Guido”.

Ainda hoje me lembro de Louvado Seja, e sinto medo. Suas carreiras curtas e constantes, seus tiques nervosos, além da voz grossa e assustadora, davam-lhe a aparência de um homem elétrico, um ser sobrenatural. Apesar das carreiras que dava, impulsionado pelos nervos doentes, Louvado Seja nunca fez mal a ninguém, durante os anos em que percorreu as ruas de Nova-Cruz, pedindo esmolas. Se algum espírito o empurrava, como muitas pessoas acreditavam, o poder de Deus sempre o protegeu e ele nunca caiu. Deixou de pedir esmolas de repente, e a notícia de sua morte se espalhou na cidade, provocando dó em todas as pessoas.

Ninguém sabia o seu verdadeiro nome, mas o seu apelido é impossível esquecer.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

10 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

HERANÇA MALDITA

A Caixa comemorou o aumento de 11,4% nos negócios da sua área de penhor.

Não foram considerados os custos afetivos, a angústia e a dor, muito menos as lágrimas das pessoas que recorrem à penhora de bens para enfrentar a crise, pagar contas, dívidas, e sobreviver.

* * *

Não custa nada ressaltar que esta crise – que leva as pessoas a penhorarem seus bens de estimação – foi gerada e produzida no tempo do gunverno FHC.

Este é a herança maldita dos tucanos.

O PT, que passou 14 anos no puder, não tem nada a ver com isto.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMUCO

10 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MINISTROS DO STF FORJADOS NA COZINHA DO PLANALTO

Meu caro leitor, se você ainda tinha esperança de ver algum político da Lava Jato na cadeia pode tirar o cavalinho da chuva. A indicação de Alexandre Moraes para o STF e a composição dos ministros da segunda turma mostram uma fina sintonia entre governo e judiciário. Enquanto alguns ministros do STF forem fecundados no casulo da política, o país não deve esperar imparcialidade no julgamento desse tribunal. Agora mesmo estamos vendo os ministros Gilmar Mendes e Marcos Aurélio se posicionarem contra as prisões preventivas da Lava Jato. Mais uma vez, os dois representantes mais polêmicos do tribunal saem dos autos para discutir as questões jurídicas em público.

O que está errado, na verdade, é a forma vertical de escolha dos membros do STF. Apenas uma pessoa, o presidente da república, indica o futuro ministro. É assim também na Corte norte-americana. Mas lá não se conhece nenhum candidato que tivesse sido gerado na cozinha de um presidente, como ocorreram nas últimas nomeações no Brasil. Alexandre Moraes é a mais recente cria desse processo monocrático em que apenas o Senado ratifica. Filiado ao PSDB, Moraes deixa o Ministério da Justiça do governo Temer para assumir o lugar de Teori Zavascki, no momento em que os brasileiros exigem apuração independente e isenta do escândalo da Lava Jato.

Lá, também já estão outros ministros que saíram recentemente da mesma receita do Planalto: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski (governo Lula), Gilmar Mendes (governo FHC) e Edson Fachin (governo Dilma), este declaradamente cabo eleitoral da ex-presidente para quem fez um inflamado discurso de defesa da sua reeleição a presidente. Ora, como os brasileiros podem esperar decisões isentas desses senhores que foram forjados dentro desse processo político falido? Os fatos por si só falam mais alto: há três anos, desde que começou a Lava Jato, o STF não julgou nenhum político envolvido no processo. As condenações têm ocorrido pelas mãos do juiz Sérgio Moro que agora começa a ser fritado em fogo lento por alguns membros desse tribunal a quem cabe a palavra final do julgamento.

Ao escolher Alexandre Moraes, Temer manda a sua raposa para o galinheiro. Ele vai ocupar o espaço deixado por Teori Zavascki, o ministro que até então também estava empurrando os processos com a barriga assustado com os nomes dos políticos que chegaram às suas mãos depois da delação premiada da Odebrecht. Moraes vai herdar mais de sete mil processos do falecido. Até o julgamento, com certeza, muita coisa vai mudar. Por exemplo: o político que hoje tem fórum privilegiado volta a responder o processo na primeira instância se perder o mandato em 2018. É como se tudo voltasse a estaca zero.

Polêmica à parte, em relação à indicação de Alexandre Moraes, uma coisa é certa: se não ocupasse o cargo de Ministro da Justiça, ele jamais seria lembrado para o STF, mesmo com o apadrinhamento de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, que o abandonou na crise das penitenciárias. No auge dos motins nos presídios, por pouco Temer não o demitiu. Só não o fez para não criar instabilidade no seu governo confrontando o PSDB, o partido do ex-ministro. Temer jogou bem as cartas. Ao indicar Moraes para o STF ele se livra do péssimo ministro e ainda agrada os tucanos que dão base de sustentação ao seu governo. Além disso, terá em Moraes um homem da sua confiança na manipulação dos processos da Lava Jato que tem ele e seus amigos como alvo. É assim que caminha o nosso Brasil varonil: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Há muito tempo, o Supremo Tribunal Federal deixou de ser uma casa de discretíssimos homens de capa preta para se tornar numa casa de senhores excêntricos, onde seus integrantes, movidos por exagerada vaidade, deixam de lado os autos para expressar suas opiniões, nem sempre nobres, em público. Brigam entre eles, discordam, e não se sentem constrangidos em gozar da intimidade dos políticos com nomes envolvidos na Lava Jato. O caso mais recente aconteceu quando o ministro Gilmar Mendes pegou carona no avião presidencial para ir aos funerais do ex-presidente português Mário Soares.

Agora mesmo, o próprio Gilmar Mendes foi a público falar da honradez e da competência de Alexandre Moraes antes mesmo do seu nome ser referendado pela CCJ no Senado Federal. Ora, como se trata de uma opinião abalizada evidentemente que isso tem peso na comissão.

Enquanto os interesses do país são discutidos entre compadres em Brasília, o país pega fogo. Os ladrões bombardeiam as cidades, a população saqueia o comércio, os criminosos assaltam e matam a sangue frio. O Espirito Santo, em pé de guerra, prenuncia maus tempos para outros estados como o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais que já dão sinais de explosões.

Demorou, mas estamos a caminho da combustão espontânea, do caos, fruto de um país desorganizado e acéfalo. Da corrupção desenfreada dos últimos quinze anos quando foi administrado por vândalos do dinheiro público.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO

RUIM DE MIRA

“Temer preferiu escolher um guarda-costas, preferiu escolher alguém com ele comprometido até a medula”.

Wadih Damous, deputado pelo PT do Rio de Janeiro, mirando em Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer para a vaga no STF, e acertando na testa de Dias Toffoli, ex-chefe da Advocacia Geral da União e diretor jurídico das campanhas do PT premiado com uma toga pelo então presidente Lula.

10 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – CHARGE ONLINE

10 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

DO MEU, DO SEU, DO NOSSO

Comentário sobre a postagem MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – UMA NOTÍCIA AUTENTICAMENTE BANÂNICA

José Silva:

“Quando se falava em quadrilha nos governos do PT a cambada da esquerda ficava puta da vida e corria para defender os seus apaniguados. E lá estavam Sarney, Lobão, Renan, Eduardo Cunha, Jader Barbalho e outros menos votados.

Agora alguns descerebrados defendem a quadrilha do Vice da Dilma, com os mesmos nomes e as mesmas virtudes.

É a prova de que o brasileiro gosta mesmo é de bandido.

Os desmiolados não percebem que os seus bandidos de estimação não roubam dos outros partidos, seja de que ideologia for.

Eles roubam do meu, do seu, do nosso suado dinheirinho.

Há uma quadrilha no governo, em qualquer governo, que ainda não foi totalmente desarticulada.

E isso não é uma questão político-partidária. É simplesmente uma questão de honestidade, honradez e discernimento do cidadão-eleitor.

É preciso acordar da hipnose profunda que estamos vivendo.”


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa