11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

11 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O VELÓRIO DE MAQUIAVEL

Ruy Fabiano

Não há dúvida de que o presidente Michel Temer é um virtuose da velha política, um craque dos bastidores.

Acaba de eleger os presidentes da Câmara e do Senado, exibindo uma maioria de fazer inveja ao Lula dos tempos do Mensalão. Indicou para o STF um homem de sua confiança, Alexandre de Moraes, que adiante poderá vir a julgá-lo.

Livrou-se, dessa forma, de um problemático ministro da Justiça e ganhou um aliado estratégico na Corte Suprema. De quebra, criou dois ministérios – o dos Direitos Humanos e o da Secretaria Geral da Presidência -, colocando neste um de seus mais próximos colaboradores, Moreira Franco, blindando-o na Lava Jato.

Denunciado na delação da Odebrecht, onde, sob o apelido de Gato Angorá, é acusado de receber propinas, Moreira, agora ministro, fica abrigado na amigável esfera do STF, salvo de Sérgio Moro.

Com o Ministério dos Direitos Humanos, entregue à tucana Luislinda Valois, consolida a aliança com o PSDB. Pouco importa que a redução de ministérios tenha sido um de seus compromissos de posse. Com os que acaba de criar, Temer garante sua maioria parlamentar, na base do toma lá dá cá. Cargos por votos.

O problema é que a velha política, com suas manobras e engenhosidades, só funciona para dentro; só produz aplausos e admiração nos bastidores. O efeito é oposto na opinião pública, farta de maquiavelismos. Essa é a grande mudança imposta pelo Brasil da Lava Jato, que, ao que parece, ainda não foi percebida pelos políticos.

Ainda agem movidos pelos velhos paradigmas, em que a busca de resultados (não necessariamente administrativos) põe tudo o mais, inclusive (e sobretudo) os fundamentos morais mais elementares da governança, em segundo ou mesmo nenhum plano.

Isso explica, por exemplo, a abundância de ministros demitidos em menos de um ano de governo. Só Dilma Roussef ultrapassou essa marca, mas Temer parece empenhado em não ficar para trás. Moreira é sua mais nova aposta.

Sua posse foi suspensa por mais de um juiz de primeira instância e terá veredito definitivo no STF, por meio do ministro Celso de Mello. Pode não ser tecnicamente a mesma situação de Lula, que já era réu quando nomeado para a Casa Civil por Dilma.

Moralmente, porém, é.

Moreira está citado com detalhes nas planilhas da Odebrecht. Deveria, ele próprio, abster-se de pôr em dúvida sua presunção de inocência. Ao aceitar o guarda-chuva ministerial, sinaliza em sentido oposto. Lula foi barrado por Gilmar Mendes; vejamos o que dirá Celso de Melo. O país acompanha tudo de perto – e essa é, repita-se, a grande novidade na política.

Na velha política, ignora-se tal fenômeno. Temer, segundo se noticiou – e ninguém desmentiu -, pediu à presidente do STF, Cármen Lúcia, que não quebrasse o sigilo das delações para não interferir no resultado das eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Pedido aceito, as eleições consumaram-se sem surpresas. E as delações continuam sob total sigilo.

Tornou-se recorrente comparar a Lava Jato à sua similar italiana Operação Mãos Limpas, ocorrida entre 1992 e 1996, que também passou um trator sobre a política daquele país. Ao final, porém, não resistiu às manobras de bastidores, que resultaram em mudanças na legislação, que devolveram o país às práticas habituais.

Aqui, tenta-se o mesmo. Esta semana, a Câmara quis votar em regime de urgência proposta que retirava do TSE o direito de cobrar dos partidos prestação de contas. Não conseguiu.

As redes sociais derrotaram mais uma vez a manobra, já tentada antes em relação às dez medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público, e ao projeto de abuso de autoridade, que impunha sanções penais aos investigadores.

Esse é o diferencial destes tempos de Lava Jato em relação à Operação Mãos Limpas: a pulverização da informação, via internet. Não há mais como controlá-la, nem muito menos as reações que provoca e as mudanças que impõe. É uma viagem sem volta.

No futuro, que já começou, o político terá de ser honesto, senão por razões de ordem moral, por imperativo tecnológico.

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

11 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

FRED MONTEIRO – RECIFE-PE

Aos amigos do Blog, em especial ao Editor Luiz Berto.

Não tenho a menor ideia de quem passou a reportar-se, neste blog, à Sra Glória Horta usando o infame pseudônimo “Rolha pra cu de cobra“. Jamais a chamei disso, pois deixei de me dirigir a ela faz tempo e essa “briga” sustentada por ela e seu irmão Goiano Horta, (excelente poeta, embora politicamente falando não pense como o signatário) não me diz respeito.

Deixei de escrever minha coluna por motivos pessoais, conforme comuniquei por escrito ao Editor, e até tentei continuar a acompanhar o blog mas, desde algum tempo, estou dedicado a ajudar na recuperação de meu irmão, de uma grave doença, participando ainda de um voluntariado musical em Hospital Público e outras entidades assistenciais desta cidade, além de cuidar e organizar meus arquivos de música, poesia, poemas de cordel e sobretudo 47 anos de constante atividade de fotografia e vídeo das minhas viagens pelo Brasil… tudo isso sem falar na atenção diuturna à minha família.

Como o amigo vê, falta-me tempo para dedicar-me a responder a esse tipo de gente. Não pretendo fazer isso e lamento que minha imagem no blog tenha se tornado essa. Prezo por demais os amigos que ai deixei para envolver-me numa “baixaria” desse porte, partida GRATUITAMENTE de uma senhora que tem evidentes problemas de interpretação de fatos do dia-a-dia dela, na medida em que assume posições exacebadas e sustenta intermináveis discussões políticas nessa conceituada folha digital.

A Sra Glória, na sua esquizofrênica interpretação de pseudônimos, já tinha anteriormente aventado a possibilidade de ser meu esse apelido. Num comentário nessa mesma postagem ela escreve:

“Esta gazeta escrota é também um circo. Tem até ex-colunista músico com pseudônimo de “Rolha pra cu de cobra”… Com todo respeito, mas será que a cobra se chama Wilma Flintstone? (Risos, risos e mais risos.)”

Mais uma vez encareço que você, Berto, como Administrador do Blog, que tem como saber de quem é o pseudônimo, (via conhecimento do e-mail de cada um dos leitores e comentaristas do blog), esclareça a essa Senhora acerca do erro que ela está cometendo, difamando-me publicamente com seus comentários toscos e impróprios, dirigidos à pessoa errada.

Se vocês perceberam, nessa triste estocada, ela fala num “ex-colunista músico” com esse pseudônimo e pergunta se a “cobra” se chamaria Wilma Flinstone (numa alegoria para ligar o “seu suspeito” ao nome Fred (Flinstone).

Isso tudo é de um terrível mau gosto e eu, que nem mesmo venho mais comentando no blog, fico por demais ofendido com essas colocações. Principalmente porque – acho eu – procurei-me portar de maneira civilizada na nossa longa convivência no Jornal.

Agradeço antecipadamente pela atenção.

Abraços a todos.

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

CONFISSÃO DE CABOCLO – Rolando Boldrin

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

11 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

INDICAÇÃO PARA O STF

Comentário sobre a postagem RUIM DE MIRA

Macau:

“Como dizem que a Justiça é cega, acho que o seu melhor representante seria um cego.

Então indico e faço campanha: para ministro do STF Goiano, meu ídolo.

Ele pode até não ser cego, mas não quer ver, o que dá no mesmo.”

* * *

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

11 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NO MESMO PINICO

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

11 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PERGENTINO L. ANDRADE – FORTALEZA-CE

Veja esta:

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Foi a falta de escrúpulos que colocou o Brasil na lata do lixo. Foi a falta de medidas eficientes que jogou a economia no meio da desordem, trouxe a longa recessão que já dura três anos. Foi a corrupção, a roubalheira, o cinismo e a impunidade que deixou o país dividido. Desorientado, sem rumo. Foi a inércia que implantou graves males nas instituições.

Por causa dos desacertos, o Brasil está envolvido numa série descomunal de graves problemas. A deficiente educação, a brutal violência, as improdutivas políticas públicas, a lentidão da Justiça, a impunidade, a saúde, precária, a resistente inflação, o alto nível do desemprego, que joga 13 milhões de pessoas ativas na ociosidade, a lista de elevados impostos, a falta de adequada infraestrutura, a baixíssima oferta de moradia, a incapacitada política que só faz contaminar o ambiente. Sem produzir efeitos positivos. A intempestiva burocracia.

Então, diante de nefasto quadro de negatividade, só resta ao país tomar sérias e inadiáveis decisões. Doa em quem doer.

Promover mudanças radicais e imediatas, aprovar reformas, agir com severidade contra a hipocrisia, os crimes hediondos, os corruptos e a pesada carga tributária.

Reduzir pela metade os altos salários pagos a políticos, eliminar excessivas regalias, recuperar os investimentos que fugiram do país, melhorar a educação, que está vergonhosa, tratar os segmentos de ciência e tecnologia a pão de ló, diminuir a menoridade penal e trabalhista. Queiram ou não maiores de 16 anos já matam, dirigem carro, tomam decisões próprias. Sem consultar os mais velhos.

Finalmente, resgatar a credibilidade da Justiça e das leis para reconquistar a moral no Brasil, que desapareceu. Caiu no lamaçal. Faz anos.

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

HORA DO ADEUS

Música de Onildo de Almeida e Luiz Queiroga, na voz do Rei Luiz Gonzaga.

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

11 fevereiro 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS LEITORES DO RIO GRANDE DO NORTE – COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

11 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


LAVA TUDO A JATO

Brasília se transformou em uma ilha isolada da vida brasileira. Não há conectividade entre o que ali acontece e o resto do Brasil. As vontades e aspirações de lá estão dissociadas das dos brasileiros. Fizeram da capital federal um castelo para o deleite dos membros da Corte. E como se divertem. Pintam e bordam com suas traquinagens ignorando por completo o que se passa do lado de fora dos seus muros. Estão inebriados com as festanças, farras e luxos oferecidos pelo Poder. É tanta a euforia que, até mesmo para uma conversa com um aposentado da Corte, necessário se fez o aluguel de jatinho com altíssimos custos ao bolso dos servos que recolhem diariamente os impostos e taxas, embutidos nos preços de todo produto. Essa é uma metáfora do que é feito pelos políticos e o descaramento com que conduzem os destinos do Brasil.

Estamos presenciando fatos que são verdadeiras aberrações. São afrontosos a qualquer nível de inteligência e de decência para uma organização social, econômica e política. O comportamento do presidente Michel Temer é de uma desfaçatez em nível que só a Lulla pertenceu. Claríssima está a sua meta com as atitudes que tem tomado no comando do governo. Ela consolida a visão de reeleição em 2018, mesmo com enormes prejuízos a ética, a moral e a decência no seio do governo. Perdeu a postura e compostura ao nomear para seu governo, e apoiar para a composição de comissões no Congresso, pessoas envolvidas em falcatruas e desvios de conduta, além de responderem a processos em andamento no judiciário. Para contrapor a essas vigarices, promove elaborações maquiadas de reformas nos sistemas previdenciários e outros, como forma de mostrar estar empreendendo mudanças para melhorar a vida da população. Esperem e verão que tudo isso, inclusive o próprio Temer, é uma fraude.

O objetivo de apoiar a composição da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ do Senado Federal com a maioria de membros desqualificados moralmente e eticamente, -com processos judiciais nas costas além de fazerem parte de delações na Lava Jato, inclusive o seu presidente, um velho conhecido da justiça brasileira-, tem objetivos diretos em travar a Lava Jato por caminhos sutis e fascistas. O primeiro é assegurar a aprovação de Alexandre de Morais para o STF. O segundo é estabelecer uma frente contra a Procuradoria Geral da República-PGR sabedores que estão do encerramento do mandato de Rodrigo Janot em setembro. Como sabem os leitores, é o Senado que aprova a recondução dele ou a indicação de um novo Procurador Geral.

A estratégia é proteger, da ação da Lava Jato e do Janot, os delatados e os indiciados. Entre eles os pesos-pesados tais como o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira, o senador Renan Calheiros, o ex presidente José Sarney e outros tantos como Collor, Lobão, Romero Jucá, Gleise Hoffmann, Humberto Costa, Valdir Raupp, Jader Barbalho, Benedito de Lira, todos membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado – CCJ, a mais importante do Congresso Nacional. Inclui-se neste rol o presidente Temer, que tem problemas na justiça eleitoral. Caso o processo não seja retido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, terá seu mandato cassado pelos malfeitos na campanha de 2014. Hilário, não?

O “pulo do gato” nisso, e aí cabe mobilização da população para não permitir, está no fato de que o ministro Luiz Fachin ainda não estar familiarizado com processo de milhares de páginas e as delações da Odebrecht serem extensas, dado o número de delatores e dos atos de corrupção. A CCJ, seus membros e parceiros, contam com o atraso para levar a cabo a meta de recusar a recondução do Rodrigo Janot e aprovar a indicação de um procurador geral mais afinado com o grupo de forma a ter ganhos nas questões judiciais em andamento. Tudo isso é um projeto que está sob supervisão do presidente Temer, sem deixar de anotar a participação de outros partidos da base que compõe o governo. A população, diante de tudo isso, tem que se mobilizar e pressionar por eleições gerais o mais urgente possível. Não há como fazer uma mudança no comportamento ético e moral da política e na administração brasileira com os carcomidos políticos que aí estão, salvo raras exceções, e elas existem. Temos que ter uma “Lava Tudo a Jato”.

11 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)


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