12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

12 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

SUSPEITA E CULPA

Todos os suspeitos têm de ser investigados, mas nem todo inquérito transforma o investigado em réu. Essa sequência, embora simples, tem sido perigosamente confundida, seja por aflição, ignorância ou má-fé.

Políticos acusados usam a posição de investigados para se eximir de qualquer culpa. Promotores e desafetos dos políticos sob suspeição utilizam o mesmo princípio para condená-los. Partidários de um lado e de outro neste país dividido fazem igual.

No meio dessa balbúrdia, o distinto público não quer nem mesmo olhar para o cesto, quanto mais enxergar as poucas maçãs que não estão podres ou severamente bichadas.

Animado pelo sucesso da Lava-Jato, que tem conseguido investigar, condenar e prender poderosos, o país assiste a uma histeria por punições, com ou sem culpa provada. No tribunal popular condena-se o suspeito citado em uma delação antes do início das investigações, e, portanto, antes mesmo de o delatado virar réu.

Na primeira instância, os processos correm com celeridade. E não só na Curitiba de Sérgio Moro, mas também no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. No STF, o ritmo se difere. Nem sempre, como apressados se arvoram a dizer, por culpa do Supremo, mas do próprio ritmo das investigações.

Os procedimentos, em qualquer instância, têm um extenso caminho após as investigações policiais. No caso dos políticos com mandato, que têm privilégio de foro, o Ministério Público Federal formula a denúncia e o STF autoriza, ou não, a investigação. Só aí o processo começa a ser montado, mas ainda sem que o suspeito seja considerado réu. Se existirem provas suficientes contra aquele denunciado, o MPF envia a peça novamente ao Supremo para que o investigado seja indiciado.

Foi o que aconteceu com Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), que, de investigados, tornaram-se réus em ações no STF. Com Humberto Costa (PT-PE) deu-se o contrário. Investigado, ele foi inocentado por falta de provas.

Ainda que dezenas de indícios apontem culpas de outros senadores – alguns aparentemente mais do que enrolados em práticas ilícitas –, Renan e Gleisi são os únicos réus de fato com assento, e na suplência, na nova composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Quer o público goste ou não, os demais integrantes da CCJ fervem em outro caldeirão, ainda que malcheiroso. Por mais que se suspeite que não sejam santos, não se pode condená-los por ditos de um ou outro delator, indícios, antipatias.

O presidente da Comissão, Edison Lobão (PMDB-MA), Jader Barbalho (PMDB-PA), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Romero Jucá (PMDB-RR) estão entre os investigados; Benedito Lira (PP-AL) e Fernando Collor (PTC-AL) foram denunciados. Podem causar arrepios, mas ainda não são réus.

Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da indicação de Alexandre Moraes para o Supremo, e Aécio Neves (PSDB-MG) foram citados em delações, mas nem mesmo tiveram pedidos de inquérito protocolados no STF. Antonio Anastasia (PSDB-MG), vice-presidente da CCJ, foi investigado e teve seu processo arquivado, não chegando a ser denunciado. Outros 17 membros titulares da CCJ não constam de investigações.

Quase 200 dos 513 deputados federais e 32 dos 81 senadores são alvos de investigações. É muito, demais. Vários dos inquéritos abertos se perderam pelo prazo, contam-se nos dedos os que foram concluídos e que tiveram réus condenados.

Um defeito escancarado do sistema de privilégio legal.

Sem foro especial, não haveria Dilma Rousseff tentando aliviar o dorso de Lula da Silva nem Michel Temer nomeando Moreira Franco. Dois casos deploráveis, ainda que em situações diferentes, de ministros de ocasião ungidos para colher regalias que os demais brasileiros não têm.

Todos os suspeitos têm de ser investigados, mas nem todo inquérito transforma o investigado em réu. E assim como ninguém deveria ser condenado a priori, é inadmissível a existência de réu de luxo.

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

12 fevereiro 2017 HORA DA POESIA

MADONA DA TRISTEZA – Cruz e Souza

Quando te escuto e te olho reverente
E sinto a tua graça triste e bela
De ave medrosa, tímida, singela,
Fico a cismar enternecidamente.

Tua voz, teu olhar, teu ar dolente
Toda a delicadeza ideal revela
E de sonhos e lágrimas estrela
O meu ser comovido e penitente.

Com que mágoa te adoro e te contemplo,
Ó da Piedade soberano exemplo,
Flor divina e secreta da Beleza.

Os meus soluços enchem os espaços
Quando te aperto nos estreitos braços,
solitária madona da Tristeza!

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

12 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

M.J.S – RIO DE JANEIRO-RJ

Sr. Editor,

como esposa de policial, peço que publique este desenho.

Agradecemos a colaboração com nossa movimento.

Bom fim de semana.

Grata

COBRANÇAS

R. Se você está distribuindo esta mensagem com a intenção de mostrar a realidade pra militância zisquerdal – aquela que luta pela extinção das polícias -, perca a esperança, cara leitora.

Mas, todavia, contudo, porém, ainda bem que o JBF, apesar de ser uma gazeta escrota, tem um time de leitores de altíssimo nível que raciocina e usa a razão.

Estes, com certeza, saberão entender o recado.

Abraços e bom domingo.

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

12 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TÁ TUDO NOS CONFORMES

* * *

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

E DO MOMENTO ERRADO FEZ-SE O DRAMA

Um bom político é o que cheira a direção do vento, ensinava Ulysses Guimarães, o lendário comandante da oposição civil à ditadura militar. O faro do próprio Ulysses falhou, e ele se candidatou à Presidência quando não tinha a menor chance. Michel Temer, que manteve unido o maior partido do país, que conseguiu aliar-se alternadamente ao PT e a Bolsonaro, que moveu os cordéis do impeachment e chegou à Presidência; e Lula, que tem a política no sangue e soube exercitá-la, ambos farejaram com atraso a direção dos ventos e pagam caro por isso.

Temer e Lula cometeram o mesmo erro: deixaram claro que seu objetivo não era político, era livrar-se de Sérgio Moro. Se Lula entrasse no Ministério de Dilma um mês antes, a acusação de que procurava proteger-se no foro privilegiado perderia muito de sua força. Mas resolveu esperar o Bessias (e ainda por cima combinar com Dilma, por telefone, como funcionaria a manobra). Se Temer tivesse colocado Moreira Franco como ministro, até seria criticado, mas ninguém iria acusá-lo de oferecer o foro privilegiado ao amigo. Moreira Franco entraria no pacote de Jucá, Padilha, Geddel e outras criaturas. E tanto Temer como Lula sabiam, muito antes que qualquer outra pessoa, o que é que tinham feito, e porque lhes seria difícil comparecer perante um juiz de primeira instância.

Gerou-se a crise.

Como diria Vinícius de Moraes, de repente, não mais que de repente.

Trim, trim

Certa vez, Tancredo Neves disse que telefone só servia para marcar encontro, e no lugar errado. Para conversas sérias, jamais. Por que? “Eu fui ministro da Justiça e sei como são essas coisas”. Tancredo foi ministro da Justiça em 1954, há 63 anos, e já naquela época Havia “essas coisas”. Lula e Dilma falaram o que não deviam quando a tecnologia já tinha avançado.

Mas quem não é?

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado ouvirá Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal. O presidente da CCJ é Édison Lobão. E, dos seus 13 integrantes, dez respondem a processo no STF. E são eles que ouvirão um candidato a ministro do tribunal em que estão sendo processados.

Mas tudo bem: no Senado, o presidente, Eunício Oliveira, o líder do PMDB, Renan Calheiros, o líder do Governo no Congresso, Romero Jucá, e a líder do PT, Gleisi Hoffmann, na melhor das hipóteses estão entre os citados em delações premiadas. Mas há também investigados e indiciados na Lava Jato e operações correlatas. Atravessando os corredores, chega-se à Câmara – cujo presidente, Rodrigo Maia, é o próximo alvo da Procuradoria Geral da República, que já anunciou um pedido ao Supremo de abertura de inquérito contra ele.

O nome das coisas

A imprensa e os políticos em geral que perdoem esse colunista, mas no Espírito Santo não houve greve nenhuma: houve um motim, uma insurreição. É caso de prisão imediata dos amotinados, com julgamento pelo Regulamento Disciplinar do Exército. Há 700 PMs presos por insubordinação, mas são poucos diante do tamanho do motim. Cabe às Forças Armadas enquadrar os insurretos. As queixas sobre salários podem até ser justas, mas tropa armada não tem a greve entre seus direitos.

Com arma não se brinca

E o Governo Federal tem de tratar a população do Espírito Santo, no mínimo, com seriedade; lembrar do número de pessoas que morreram porque as autoridades, tão rígidas na hora de cobrar impostos, não conseguem sequer policiar as ruas. Enviar 300 agentes da Força Nacional ao Estado é brincadeira sem graça.

Primeiro, porque os homens da Força Nacional não conhecem a região, suas peculiaridades, nada; segundo, porque 300 homens é o tamanho da tropa mobilizada para policiar o jogo Campinense x 13, de Campina Grande, Paraíba. Terceiro, a Polícia Militar capixaba tem 11 mil homens. Não vão resistir aos 300 de Brasília, vão?

Agora vai

Mas, justiça seja feita, mandar cinco ônibus de soldados para o Espírito Santo não foi a única providência do Governo Federal para restabelecer a paz. Houve também a importantíssima e corajosa medida de mudar o nome do Ministério da Justiça para Ministério da Justiça e Segurança Pública. É outra coisa. Voltando ao passado, imagine Renan Calheiros como “ministro da Justiça e da Defesa Pública”! E fora o temor que o novo nome causará nos policiais amotinados e nos bandidos, haverá outras consequências: trocar toda a papelaria do Ministério, para que as notas fiscais, por exemplo, já saiam com a nova identificação; mandar fazer aquelas belas letras de latão polido que identificam cada Ministério pelo lado de fora; trocar os cartões de visita dos altos escalões da Casa.

É caro mas é bom.

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ANDRÉ ABREU – CHARGE ONLINE

12 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM GAZETA QUE SÓ TEM LEITORES DESONESTOS

Comentário sobre a postagem O VELÓRIO DE MAQUIAVEL

Itamar Piffer:

“Aqui falta leitores honestos.”

* * *

Leitor desonesto do JBF batendo carteira no meio da rua

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

BEATRIZ ARAGÃO

Beatriz Bezerra de Aragão é irmã de Antônio e de Catarina, vive hoje aposentada na cidade de São José do Egito.

Apesar de ter deixado há tempo o serviço público, na condição de professora, carrega ainda na alma todos os trejeitos de quem passou boa parte da sua vida tecendo poemas de amor à vida, de giz e apagador na mão, diante de um quadro negro, tão negro quanto o futuro, seu e daqueles sertanejinhos pobres a quem procurou ensinar a ler e escrever com a intenção de colocá-los num mundo melhor, onde alguns poucos teriam a parte que lhes caberia nas fábricas, vilas e favelas daquela imensa e tenebrosa São Paulo, sumidouro de almas nordestinas.

Beatriz faz parte de um gênero onde nascem poucos exemplares. Como todo agente de educação, leva uma vida modesta cercada pelos filhos, netos e muitos amigos. Não aparenta tristezas, apesar dos catabios da sorte e vai “tangendo as suas cabrinhas” com toda aquela serenidade da eterna professorinha primária que sempre foi.

Ela seria muito bem, aquela Irene, do poema de Manoel Bandeira, “Irene no Céu”:

“Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor
Imagino Irene chegando no céu e pedindo a São Pedro:
– Com licença, meu branco!
– Você não precisa pedir licença, Irene – Pode ir entrando!”…

Mas fica só na comparação, pois tenho certeza de que ela não quer ser chamada pelo pessoal de lá de cima nem tão cedo.

Da sala de aula, além da imensa lição de vida, Beatriz guardou, com cuidado e carinho, histórias que viveu na rica convivência com o povo do mato, gente simples, pobre e exuberantemente sábia.

Uma vez na aula de religião, Beatriz perguntou aos meninos:

– Vocês sabem quem é que pode mais do que Deus?

Ninguém se atreveu a responder, até que lá do fundo da sala veio a voz ainda muito fina, porém determinada:

– Eu sei, professora!

– Então diga, quem pode mais do que Deus!

– É o jumentinho daquela história que a senhora contou, que carregou Nossa Senhora e o Menino Jesus!

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

12 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM JORNAL DE BAIXO NÍVEL COM GENTE DE MAIS BAIXO NÍVEL AINDA

Quando eu digo que este jornal é o de mais baixo nível que existe no Planeta Terra, não estou exagerando.

Na internet, este esgoto que tudo aceita – e até mesmo aqui no JBF (que também aceita merda) – já se fez horrendas calúnias  e levantamentos de falsos ao impoluto e honrado Juiz Doutor Sérgio Moro.

O cristão que tem a capacidade de abrir a boca pra destratar esta figura, este verdadeiro e real Herói do Povo Brasileiro, já tá dizendo o tipo de merda que tem na cabeça.

A pior merda que um furico pode excretar.

Um furico zisquerdóide vermêio-istrelado como não poderia deixar de ser.

Eu nasci e me criei ouvindo dizer que somente preto, pobre e puta é que iam presos.

Hoje em dia eu agradeço aos céus ter vivido o suficiente pra ver atrás das grades ladrões, corruptos e bandidos do porte de Marcelo Odebrecht, Antonio Palocci, Eduardo Cunha e Zé Dirceu, entre vários e vários outros. Renan, Lula e Lobão estão na fila…

Falar mal de Sérgio Moro e da Operação Lava Jato – aquela que está lavando de fato este sugado país -, é de causar revolta em qualquer cidadão honrado ou contribuinte pagador dos seus impostos. 

É pro cabra vomitar das 6 da manhã às 10 da noite cada vez que se lembra que tem gente tabacuda assim no mundo.

Só de falar no assunto já tô enguiando.

Deixe eu pegar meu pinico…

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NAPA – CHARGE ONLINE

TÔ PAGANDO…

Desde que eu me entendo de gente que trabalho em indústrias. Comecei como ajudante de mecânico, aos 16 anos e, de lá para cá, nunca mais parei. Depois de formado, aos 22 anos de idade, sempre atuei como engenheiro industrial. Nunca me arrependi desta decisão, mesmo estando plenamente consciente da guerra de extermínio que foi promovida pelos governos petistas contra a indústria nacional. O encolhimento deste setor da economia nos últimos anos, período em que se promoveu um esforço frenético para nos levar de volta à era medieval, foi fruto da decisão de se investir pesadamente em monumentais imbecilidades como a agricultura familiar e a “reforma agrária”, ao mesmo tempo em que se desmantelou todo o aparato de desenvolvimento tecnológico nacional, aparato este que foi montado pelos militares e que nos custou muito tempo e muitos bilhões de dólares, através da nomeação de “cumpanheiros” para dirigí-los.

Lado a lado com esta atividade na engenharia, meu “lazer sempre foi ensinar em faculdades. Estou perto de completar quarenta anos que ensino em faculdades. Em Recife, só não ensinei em todas porque, recentemente, abriu-se uma pletora de novas instituições que não conheço. Como já cursei seis cursos de mestrado, em diferentes áreas do conhecimento, ensinei nos mais diversos cursos: Administração, economia, arquitetura, engenharias diversas, psicologia, e por aí vai…

Só um desses meus mestrados mencionados acima tem validade e reconhecimento no Brasil, já que os outros todos foram todos cursados no exterior, em países como Estados Unidos, Japão e Espanha. O mestrado brasileiro é em economia, com foco em Comércio Exterior e Relações Internacionais. Obtive este grau de Mestre na valorosa Universidade Federal de Pernambuco.

Sempre me considerei muito mais um “Orientador de Aprendizado” que propriamente “PROFESSOR”, assim como sempre tive um prazer imenso e indescritível em trabalhar com jovens universitários. Seus sonhos, seus planos, suas esperanças, suas lutas, sempre tiveram sobre mim o efeito de despertar sentimentos maravilhosos de confiança no futuro por saber que meus filhos e netos poderiam usufruir da convivência de pessoas maravilhosas nos dias que ainda estariam por vir, mesmo quando eu já não estivesse mais aqui. Onde hoje eu chego, uma das coisa que mais me dá satisfação e orgulho é ser reconhecido por algum ex-aluno e ser chamado carinhosamente de professor.

Só que todos estes sentimentos maravilhosos estão se acabando! Explicarei abaixo por que isto ocorreu.

Depois do maldito dia em que hordas de sindicalistas analfabetos, ávidos por conquistar o poder e sequiosos por se locupletar nas mais diversas posições do nosso obeso aparato estatal, passaram a comandar os destinos desta nação, observamos uma virada de 180 graus na direção para a qual este país está sendo encaminhado.

Mudaram radicalmente as prioridades! Estabeleceram-se prioridades totalmente novas!

Em lugar do velho adágio do “Honra ao Mérito”, passou-se a empurrar goela a baixo da nação a ideia de que o ideal seria a busca por uma mediocrizante suposta “igualdade”, busca esta que deveria ser realizada a qualquer preço e doa a quem doer. Buscava-se a igualdade mas só da boca para fora. Para a gangue que se apoderou do governo, manter-se-ia sempre a condição de privilegiados no mais alto grau, e sempre muito “mais iguais que todos os demais”.

Em paralelo com esta nojenta falácia, passou-se a privilegiar uma forma de “caridade” abjeta, supostamente para compensar indefinidas injustiças sociais que alguns grupos minoritários teriam sofrido ao longo do nosso processo histórico de formação. Foi com base em mais esta falácia que passou-se a direcionar um leque enorme de ações afirmativas, na realidade subsídios e doações estatais, sempre a fim de sanar estas supostas injustiças sociais: Bolsas família, bolsa presidiário, política de cotas nas universidades, nos empregos públicos, etc., delegacias especiais voltadas para os mais diversos públicos (idosos, negros, gays, mulheres, turistas, o diabo a quatro), legislação especial visando a “proteção” destes supostos desamparados (a homofobia, a violência contra a mulher, o preconceito racial, a desigualdade de renda, etc.)

Passamos a viver uma situação extremamente paranóica e esquizofrêncica: De um lado, uma busca neurótica e obsessiva por uma suposta “igualdade”, cuja definição difusa nunca foi claramente definida. Por outro lado, outra paranóia, só que, desta vez, em sentido totalmente oposto: a busca por privilegiar segmentos que supostamente seriam merecedores de compensações por uma “dívida social” que ninguém também sabe ao certo o que diabos isto quer dizer exatamente.

Com esta visão tronxa do mundo, foram criadas e cevadas extensas multidões de bebês chorões, sempre esperneando e demandando maiores mamatas nas gordas tetas estatais. Passaram todos a ser detentores de vultosos “direitos”, sem que lhes fosse cobrada nenhuma contrapartida de deveres, os quais justificariam e embasariam estes mesmos direitos. A grande missão do aparato estatal passou a ser a manutenção destes imensos grupos de parasitas devidamente saciados. A palavra da hora passou a ser REINVIDICAR!

Como não podia deixar de acontecer, esta mudança dramática na visão predominante do mundo veio desaguar nas nossas faculdades e universidades. Em lugar de simples alunos, transmutaram- se em hordas de reinvidicantes, sempre cheios de supostos direitos e nunca responsáveis por dever nenhum. Nós, professores, passamos a ser assediados e agredidos diuturnamente por verdadeiras hordas de vândalos e tiranos, verdadeiros aprendizes de Átila, o huno, ou Pol Pot. Todas as deficiências da educação doméstica deste jovens afloraram em plenitude nos ambientes universitários.

Pequena amostra do atual ambiente educacional brasileiro

Para acabar de piorar este quadro que, de per si, já seria aterrador, passamos a assistir uma crescente mercatilização do processo educacional em nosso país. Isto se deu, principalmente, pela formação de grandes grupos empresariais voltados para a educação superior, sempre bancados pelos gordos subsídios do FIES e pela captação de vastos volumes de dinheiro através da venda de ações em Bolsa de Valores. Isto veio a agravar ainda mais o carater empresarial e mercantilista deste setor. A educação superior passou a ser considerada, cada vez mais, como sendo meramente um “PRODUTO”, ou mesmo uma mercadoria, a qual deveria ser “comercializada” sempre de forma a maximizar o lucro dos investidores, e em detrimento absoluto dos demais “stack holders”. O que deveria se constituir uma alternativa valiosa ao grande desastre das Universidades Federais, transformadas em carésimos antros de doutrinação marxista e totalmente desvirtuadas de sua função original, passou a se constituir em mais um fator determinante do formidável fracasso de nosso país como nação.

Diante deste estado de coisas, não causa mais surpresa alguma a cena teratológica na qual me vi inadvertidamente envolvido recentemente: um determinado aluno de engenharia, ao informar sua turma que, por motivo de força maior, teríamos que proceder a uma pequena alteração no seu quadro de horários, imediatamente este se viu embuído de uma ira divina contra a direção da faculdade. Passou a gritar comigo e, em altos brados, afirmava que seus direitos estariam sendo violados e que a administração da nossa faculdade seria uma bagunça e que nós seríamos um bando de incompetentes. Respondi-lhe o mais educadamente que me foi possível, (apesar da tremenda descarga de adrenalina no sangue e da vontade louca de rodar-lhe o braço no fuçinho) que nos foi impossível de prever esta dificuldade.

Foi aí que veio a bomba: – Pois devia ter previsto! Eu estou pagando, e em dia!

ACHO QUE DEVO ME APOSENTAR! Não tenho mais nervos para aguentar isso…

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

LAÍLSON – CHARGE ONLINE

12 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CICERO TAVARES DE MELO – RECIFE-PE

Berto:

O irrequieto e genial filho de Irará, TOM ZÉ, com seu espírito irreverentíssimo, nos compôs mais uma nova contribuição à LAVA JATO, que o Cara de Tabaca Lambida, Michel Guabiru Temer, quer transformar em LAVA RATO. E pode chegar lá, infelizmente, se a sociedade não se mobilizar!

A música se chama: Homologô Logô/ mas querem transformar a LAVA JATO em LAVA RATO. Homologô Logô/ Que o País nesse teatro pisa no rabo de gato.

A letra da mais nova criação de TOM ZÉ, que está compondo uma espécie de trilha sonora carnavalesca da policialesca operação LAVA JATO.

Dentro do espírito irreverente e sarcástico das antigas marchinhas de carnaval, crônicas sonoras do seu tempo, o irascível Tom Zé mandou soltou para os fãs, ontem, HOMOLOGÔ – MARCHA DE BLOCO, sequência da marchinha QUEREMOS AS DELAÇÕES.

Ambas refletem sua quase obsessão pela operação LAVA JATO, a devassa na corrupção que virou a novela judicial brasileira de maior audiência, e enredo com maior numero de vilões.

 

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

ENCOSTO

Eu já me convenci que deve ter algo de muito errado em nosso Brasil. Somos o eterno país do futuro, mas o tal do futuro nunca chega.

E dá-lhe desastres. Morre ministro do STF, afasta-se o Delegado, maracutaias na calada da noite. E quando pensamos que já descobrimos todo o roubo, eis que nos surpreendem. Aquilo não era nem a ponta do iceberg.

É petrolão, Mensalão, BNDESSEZÃO, é roubo e ladrão que não acaba mais.

Polícia em greve, as ‘vítimas da sociedade’ tocando o horror nos presídios. É o PT, o PMDB, o PSDB. O Lula, a Dilma e o FHC. Tudo junto!

Te esconjuro! É muito azar! Que urucubaca!

Deve ser ENCOSTO, isso mesmo encosto. Sabe daqueles encostos brabos. Tranca-rua dos malignos. Só pode ser, que outra explicação teríamos.

Ah, mas Deus é brasileiro. Pode até ser, mas se Deus é brasileiro deve ter se mudado para Miami faz tempo. Por aqui nem o diabo passa. Ou vocês acham que o ‘Tinhoso’ vai se arriscar andando na rua no Rio, no Espirito Santo ou pior ainda em Brasília, por exemplo. Com este monte de bandido por ai solto nem o Cramulhão não vai dar as caras por aqui.

Então se não é Diabo só pode ser encosto. Encosto brabo, amarrando os caminhos do Brasil.

Talvez uma vingança das negras escravas trazidas a força da África para serem exploradas por aqui, rogaram ‘a praga’. Ou uma praga de madrinha, da forte, vingança em nome de todos os que sofreram e sofrem nas mãos de nossos ‘desgovernantes’.

Bom se é encosto está na hora de fazermos um ‘trabalho’ mais forte ainda e mandar este encosto para a luz.

Vamos juntar os praticantes da Umbanda e Candomblé, encomendar uma macumba do tamanho do Brasil e fazer o Ebó para limpar os caminhos. Mas as outras religiões podem e devem ajudar.

Tragam exorcistas católicos. Pode até ser bom para estes padres rezarem um pouquinho ao invés de ler Marx. Os pastores evangélicos, com larga experiência em fazer o ‘capeta sair’, poderão parar de contar o dízimo e por a mão na massa…ou melhor no Encosto.

Tem lugar para os Espiritas chamando ‘ele’ para a luz, judeus poderão fazer rituais de limpeza enquanto muçulmanos declarariam uma jihad contra o djhin do ‘Encosto”.

Já sei! Pisei na bola! Falei de religião. Tema proibido. Religião, política, futebol, cornitude…proibidos.

Estou defecando e andando. Gosto de polêmica e de uma boa briga. O meu problema aqui é livrar o Brasil deste raio deste Encosto.

Mas pensando melhor…melhor não. Primeiro porque ia precisar milhares de litros de água de cheiro para lavar a fedentina do país. Daria para lavar as escadarias do Bonfim por um milênio.

E também porque alguém no desgoverno pode ter a ideia de cobrar uma taxa ‘espiritual’, de desobsessão, um impostinho compulsório para financiar o envio do encosto à luz.

Mas, principalmente, porque se pensarmos bem não é um Encosto o problema do Brasil. Pelo menos não é apenas um Encosto.

São milhares de Encostos, espalhados pelas Câmaras, Assembleias, Senado, pelos Palácios Brasil afora e, em qualquer cabide de emprego público. São estes os Encostos que atrasam e ferram o Brasil, destruindo nossas vidas e felicidade.

Nada de ‘espritu’ (sic), os nossos encostos são vivos, bem vivos. Como dizia um amigo meu, ao lhe perguntarem quantos filhos ‘vivos’ ele tinha, respondia de bate-pronto: filho vivo eu só tenho um, os outros todos são honestos e trabalham.

Vivo aqui no Sul, é sinônimo de esperto. E nesse quesito nossos ‘ENCOSTOS’ são muito vivos.

Bom então o que fazer? Olha resta-nos ter fé e AGIR. Um trabalho de descarrego bem feito pela polícia, Ministério Público e por Juízes corajosos vai fazer estes ‘encostos’ voarem para longe. Toga de Juiz é até parecida com batina de Padre, então eles já estão paramentados para o ‘exorcismo’.

E nós? Nós temos de ir para rua ajudar nos ‘trabalhos’. Protestar, apoiar e mostrar nosso saco-cheio. Se nada disso adiantar basta cada um pegar num porrete e baixar o cacete nesta canalhada.

Vamos ‘descer a lenha’ metafórica e, se preciso, literalmente, neste filhos da puta. Tirar este bando à fórceps de suas tetas. E mandá-los espiar os pecados nas maravilhosas cadeias brasileiras. Vai ser um bom estágio de adaptação antes de irem passar a eternidade no inferno, que é o que lhes está reservado.

Como assim? Baixar a porrada? Sim, é o que estes bandidos merecem. Pau no lombo. Não cabe mais diálogo, não cabe mais estes papinhos da esquerda caviar. É um julgamento justo, sem firulas e cana dura e se eles tentarem qualquer manobra a jiripoca vai piar.

Em minha opinião Encosto Sem-vergonha se trata na porrada. Povo na rua, grito na boca e cacete no lombo desta escumalha que vem nos destruindo há 500 anos. Garanto que eles vão piar fininho.

Pau neles!

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

12 fevereiro 2017 DO FUNDO DO CAÇUÁ MUSICAL

SONHO AZUL

Para alegrar o nosso domingo, Maciel Melo, um amigo que mora na estima do Editor desta gazeta, interpreta a música Sonho Azul, uma composição de sua autoria.

12 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UMA FELICIDADE SEM IGUAL

Comentário sobre a postagem JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE – MS

Tarciso:

“Perfeito.

Em Cuba, por exemplo, ninguém está desempregado.

A felicidade é tanta que não se vê ninguém na rua reclamando de nada.

E nem sequer há necessidade de se fazer eleições pois o governo já faz isso pelo povo.”

* * *

Cubano sorrindo de felicidade na varanda do seu luxuoso duplex no centro de Havana

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE


EU SÓ QUERIA ENTENDER! SERÁ QUE FIQUEI VELHO, DOIDO OU BESTA?

Eu só queria entender!

Será que fiquei velho, doido ou besta?

Sócrates – o macaco que demora entender as coisas

Fiz uma revascularização cardiológica (duas safenas e uma mamária), há quatro anos atrás. Embora não tivesse sido algo emergencial, depois de alguns procedimentos pelo plano de saúde (Unimed), fui avisado pelo Cirurgião que a cirurgia não poderia ser feita no hospital particular onde estávamos conversando.

O próprio Cirurgião se prontificou a fazer a cirurgia pelo SUS, num hospital onde ele era o Diretor Geral (Hospital Universitário Presidente Dutra, em São Luís). Para não deixar dúvida, o hospital particular se negou a realizar o procedimento, porque havia mais de seis meses não recebia um centavo do plano de saúde.

Pois, internado depois de alguns dias esperando numa fila de atendimento, recebi boa atenção da equipe médica – incluindo o dia anterior à cirurgia, com preparação psicológica e cuidados pós-operatórios com o novo modo de viver, quando também me avisaram que, não era aconselhável quem é acometido de Hipertensão (meu caso) tomar banho molhando a cabeça por até três horas antes de deitar para dormir – conselhos que continuo seguindo à risca até hoje.

Pois, hoje, depois de uma soneca reparadora após o almoço – e antes do café das 15 horas – tomei um belo banho, e molhando a cabeça. Uma verdadeira chuveirada. Coisa maravilhosa!

Após o café, lendo mais um livrinho, fiquei cascaviando os arquivos mentais. Voltei a fevereiro de 1964 e relembrei que, naquele ano, estava concluindo o terceiro ano científico, hoje denominado de Ensino Médio.

Lembro que, pouco mais de um mês depois, o Brasil vivia o CAOS de norte a sul e de leste a oeste – quando explodiu na tarde-noite do dia 31 de março daquele ano, o que ainda hoje se chama de “golpe militar”. Não havia no meu inocente entendimento, nenhuma diferença para o que estamos revivendo nos dias atuais, 53 anos depois.

O país está sem controle. O caos está instalado, e… sei não, visse!

Sei. Vai aparecer alguém para dizer que a situação não é a mesma e que muita coisa mudou. É. Pode até ser – mas tem, entre dois lados, um lado que não mudou nada. É a mesma disciplina interna, é o mesmo “modus operandi” – e é um dos dois ou três lados que, institucionalmente consegue manter e merecer o respeito e se fazer respeitar.

Outras instituições – sejamos sinceros e verdadeiros – não são a mesma coisa e sequer estão preocupadas em se fazerem respeitar. Literalmente, acompanharam os “avanços sociais” – arre égua! Ou, pelo menos, suas ações não são demonstrações de quem pretende merecer respeito.

Ao fundo o “carro blindado” e abaixo “tropa de choque especial” da PM

Continuo mexendo nos arquivos mentais, fecho o livro, vou ao computador, e pinço a foto de uma imagem que circulou na Internet nestes dias, e fico em dúvida se aquela fotografia era real, ou era uma dessas chamadas “montagens” feitas pela permissão tecnológica.

E qual era a foto?

Ora, é essa foto que estou inserindo nesta postagem. A foto que está aí em cima.

Pois, a foto é de um “caveirão” blindado, e policiais de uma força de elite com treinamento especial para momentos mais complicados, “tentando” entrar num presídio que seria de segurança máxima (mas se borrando de medo), onde criminosos julgados cumprem pena determinada pela Justiça.

Vou repetir: a força especial, com treinamento especializado, precisa recorrer a um veículo blindado para ter acesso ao local onde ninguém deveria estar portando uma simples lâmina de barbear. Hoje, por “favores” não se sabe de quem, existem mais armas dentro dos presídios do que fora.

É ou não, o caos?

É. É o caos. É o caos que não deixa de ser a culminância de um sistema administrativo corrupto e incompetente, que jamais vai ressocializar alguém e que permite tudo, sabe-se lá a troco do que. Bandido tem regalias e direitos a tudo – até Auxílio Reclusão a família recebe, independentemente de estarmos atravessando uma crise de desemprego jamais vista.

Ora, o que se entende é que, para ter acesso a um local onde todos cumprem pena e onde todos “têm direitos”, qualquer pessoa pudesse entrar quando fosse necessário, e sem sequer portar uma única arma. Mas, não é assim. Só o blindado entra. Quem manda no presídio são os presos. São as facções criminosas.

Que País é esse?

Será que estão tendo algum tipo de exemplo de outras instituições?

E o Estado gasta com um preso rebelde, que tem regalias e liberdade para qualquer coisa – celular com sinal sem bloqueador, momentos íntimos, saídas temporárias sem garantia de retornos, comida, atendimento médico sem fila nem SUS – três vezes mais que o que gasta com uma criança para frequentar uma escola pública.

É, ou não é, o caos?

Saque de lojas feito por “honestos” que vivem criticando a tudo e a todos

E, passando a régua para fechar a postagem, a foto mostra o “progresso democrático” que alcançamos, com pessoas de tez branca, de boa aparência, saqueando lojas comerciais, como se a iniciativa privada tivesse alguma responsabilidade com o que acontece no País de cabo a rabo.

Repito: a imagem não mostra negro (ou afrodescendente, como alguns babacas adjetivam), nem pobres ou lascados em disparada com sacolas cheias de produtos roubados.

É o caos, ou não é?

E são as mesmas pessoas que, nas redes sociais criticam o status quo; que acusam políticos de roubalheiras e que tentam desmoralizar as instituições que são responsáveis pelos direitos da cidadania.

E, sinceramente, só queria entender.

Será que, além de velho fiquei besta ao mesmo tempo por querer viver num País onde os cidadãos de bem mereçam respeito?

E, inexplicavelmente, em vez de tentarmos fazer alguma coisa por nós, pelos nossos, pela nossa sociedade, ficamos demonstrando preocupação com o muro do Trump, com o peido que o Trump solta ou com as sacanagens que acontecem nas buates francesas.

É o caos, e brasileiros babacas são o combustível disso tudo.

Ora, e quem foi que “elegeu” Michel Temer?

Foram os “coxinhas” e batedores de panelas?

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

12 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

Conheça um dos marginais mais agresssivos e perigosos do nosso Brasil.

R. A periculosidade deste cabra reside no tamanho da bimba dele.

É capaz de matar de susto a parceira que pela primeira vez enxergue o tamanho ínfimo de sua pica. Ela vai preferir furunfar com o cano do rifle.

Isto é lá pajaraca que se apresente!

Vôte!

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE

12 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

O REBOLADO DA PATRULHA

Guilherme Fiuza

Depois dos aplausos a Lula em São Bernardo, vaias a Sérgio Moro em Nova York. Notícia hoje em dia é a que tem mais gente espalhando nas redes antissociais. Se você for muito curioso e obstinado, até descobre o que aconteceu de fato. Nas duas situações acima foi o seguinte: durante o velório de dona Marisa, Lula disse que não tem medo de ser preso e foi ovacionado por sua claque; em palestra na Universidade Columbia, meia dúzia de militantes tentou impedir a fala de Moro e foi vaiada pela plateia. A repercussão do protesto ganhou o mundo (da Lua). A realidade tem mania de atrapalhar a narrativa coitada.

Ninguém duvida do destemor de Lula. Quem não teme transformar o velório da esposa em comício não teme nada. E a claque foi junto. Um daqueles teólogos de passeata chegou a declarar que Moro devia pedir perdão a Deus pela morte de Marisa Letícia. Eles não economizam (o Brasil sabe disso). Dilma – não se esqueça dela – também apareceu, aproveitando a mensagem de solidariedade para encaixar um panfletinho contra os algozes da nobreza petista. Um show de elegância e dignidade.

Não se sabe se Deus perdoará o juiz Sérgio Moro pela perseguição a essa gente inocente, mas a providência divina tem sido sentida por aqui. O fato de Dilma Rousseff continuar à solta, por exemplo, é um milagre. Uma pessoa que esteve no epicentro do maior assalto à República estar flanando por aí, contando história triste para tolos e soltando frases de autoajuda no Twitter, só pode ser uma bênção dos céus. Aqui na Terra estão jogando o besteirol, tem muito choro contra Moro e Dallagnol. E agora a turma do mamãe Dilma eu quero voltar a mamar tem um truque novo: atacar Sarney e Renan Calheiros.

É um espetáculo impressionante o rebolado intelectual dessa gente bondosa, que agasalhou Renan e Sarney por 13 anos no camarote VIP da DisneyLula – e agora diz que a presidenta mulher foi arrancada do palácio para dar lugar a esses bandidos amigos do Temer. São os deuses da narrativa.

Vamos dar uma passadinha na realidade – esse lugar tosco e sem emoção – só para você poder ir ao banheiro e escovar os dentes. Intervalo comercial: Michel Temer é um político antiquado de um partido fisiológico; esse político assumiu a Presidência da República com a deposição da sua antecessora, flagrada numa fração dos crimes que cometeu (não se preocupe, na volta do intervalo a gente diz que foi golpe); o antiquado, fisiológico, branco, feio e chato Michel Temer tirou os simpáticos parasitas petistas do comando da engrenagem nacional – a saber: Fazenda, Banco Central, Tesouro, BNDES e Petrobras – e colocou lá os melhores gestores do mundo (são brasileiros, mas mundialmente reconhecidos). O resultado foi desastroso: o risco país caiu pela metade, a inflação despencou (e vai cair mais), os juros caíram, o câmbio idem, a bolsa subiu mais de 50%, e as projeções para a retomada do emprego são claras.

É ou não é um quadro terrível? Com a vida melhorando assim de forma obscena, como vamos poder encantar o povo com o nosso presépio de coitados profissionais? Se os demônios enxotaram os anjinhos, o pessoal vai perceber que há algo errado com esse inferno.

Daí surgiu a ideia genial: dizer que Temer está lá para proteger da LavaJato as raposas do PMDB – aquelas que eram uma fofura ao lado do Lula. Por outro lado, é importante continuar espalhando que Moro foi vaiado, que ele tem de fazer um estágio no purgatório etc, porque se ele pegar todo mundo – Lula, Dilma e as raposas do PMDB – pode sobrar só o pessoal que está consertando o Brasil. Aí seria o horror.

Isso já aconteceu na época do Plano Real, e foi muito triste. No que a vida do povo melhorou para valer, toda essa turma que fica linda no espelho fazendo papel de progressista sumiu. Ou melhor, podiam ser vistos pelos cantos, repetindo suas lamúrias populistas como Napoleões de hospício, sem conseguir impressionar nem adolescente em mesa de bar. Um flagelo.

Um dos eventos marcantes desse período foi a privatização da telefonia. Era a chance da ressurreição, a hora de se vestir de herói da esquerda contra a venda do que é nosso (deles). Muito grito e pedrada – olha a Cedae aí – para montar o enredo revolucionário, mas com final trágico: as telefônicas foram privatizadas, a vida do povo melhorou, e os canastrões da bondade caíram em desgraça.

Depois voltaram com tudo, e deram ao Brasil sua mais emocionante história (policial). Ano que vem tem mais. A não ser que os brasileiros se convençam finalmente de que a melhor encenação desses heróis é mesmo a de Napoleão de hospício.

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

TACHO JORNAL NH (RS)

BRINDE DO JBF

QUADRO PARA DEPENDURAR NA PAREDE

12 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MARIANO – CHARGE ONLINE

LOUVRE

O Museu do Louvre, em Paris, é um dos mais famosos do mundo. Funciona desde 1793. Está situado na margem do rio Sena. O acervo é fabuloso. Contêm milhares de itens, dos quais, 35 mil são obras de arte, originários de diversas épocas e culturas mundiais. O público dispõe de cinco andares e três entradas para se deleitar com a arte em exibição permanente. Por isso o museu é constantemente congestionado.

Entre as mais famosas coleções, o Louvre expõe a Mona Lisa, pintada por Leonardo da Vinci no século XVI e Vênus de Milo, escultura da Grécia Antiga, de autor desconhecido. Obra que representa o amor, apesar de não ter braços.

Para conhecer toda a beleza do Louvre, munido de calma, silêncio e veneração, o visitante gasta pelo menos três horas de bom passeio para percorrer todas as alas e departamentos.

Logo na entrada, o turista tem a agradável surpresa de conhecer a pirâmide de vidro, idealizada pelo arquiteto sino-americano Ming Pei.

Todavia, os atentados terroristas, um ao jornal Charlie Hebdo, e o outro nas proximidades do Stade de France, quando matou 137 pessoas, em 2015, diminuíram o número de visitantes ao Louvre.

Temendo o pior, americanos, chineses, ingleses, espanhóis e italianos reduziram o número de viagens a Paris. Consequentemente ao Museu do Louvre. Com isso, os registros só marcaram mais de 7 milhões de visitas.

Mesmo assim, somente o Louvre, sozinho, supera o Brasil inteiro na quantidade de turistas. Embora tenha batido o recorde, em 2016, contando evidentemente com o auxílio dos mega eventos das Olimpíadas e Paralimpíadas, o Brasil só recebeu 6,6 milhões de turistas no ano passado, que injetaram US$ 6,2 bilhões na economia.

O impressionante é que desde 1998 o turista estrangeiro reduziu viagens ao país. Diversos motivos afastam o turista internacional do destino brasileiro. Primeiro, a extensão territorial que encarece os passeios. Depois, a eterna violência, o altíssimo nível da criminalidade, como os arrastões, assaltos com arma de fogo, a explosão de caixas eletrônicos, as imbatíveis crises econômica, política e social, a sequência de tragédias, como o de Mariana, em Minas Gerais, que arrasou cidades e a vida ambiental, as violentas manifestações políticas, a desordem interna, a corrupção, as greves de policiais e o perigo do vírus da zika, são considerados como os principais fatores para manchar a imagem brasileira, lá fora. Afastar o visitante do fluxo de turistas estrangeiros, aqui.

Apesar do belíssimo cenário, extraordinárias imagens, composto por belas praias, cachoeiras e cidades históricas e muito sol, todavia, a precária infraestrutura contribui para denegrir o potencial turístico brasileiro.

Até a burocracia, dificulta o empreendedorismo no país. O segmento de cruzeiros marítimos é o que mais sofre. Basta comparar o ano de 2010, quando 20 navios lotados de turistas estrangeiros viajaram pela costa brasileira, conquistando paixões. Mas, na temporada iniciada em 2016 com extensão até abril próximo, está prevista somente sete navios navegando em águas brasileiras.

Este número em baixa tem como consequência natural, outros entraves para afastar a entrada de navios de cruzeiro nos portos brasileiros. Os portos ruins, despreparados para receber o experiente turista estrangeiro, os parques descuidados, a má educação, a sujeira e a precária presença de prestadores de serviços, bilíngues para ajudar o visitante durante os passeios. Facilitando a comunicação.


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