15 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – VAI CONTINUAR OBRANDO DE COCA

* * *

Quer dizer, então, que ainda teve um, unzinho, que votou a favor de Cunhão???!!!

Pois é. Teve sim.

Foi Marco Aurélio Mello, aquele tabacudo que tem voz de pata choca.

Vamos ver como será o placar quando chegar a vez de Lula.

Nunca é demais relembrar que as propinas recebidas por Cunhão foram no tempo em que a Petrobras era administrada pelo PT.  

A aliança entre guabirus pmdebistas e guabirus petralhas era, e continua sendo, muito forte e “rentável”.

A parecença entre as duas organizações criminosas é fantástica.

E os componentes dos dois bandos, tem o mesmo nível ético, moral e político.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

15 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RUTH HECKMANN – MARINGÁ-PR

Berto,

li na tua “folha corrida” que o livro “A Prisão de São Benedito e Outras Histórias” já está na quinta edição.

Que bacana!

Se são histórias hilárias como as que tu contas aqui, eu gostaria muito de ler.

Como faço pra comprar? Onde encontro?

Bom dia.

R. Cara leitora, fico ancho que só a peste por saber que você andou xeretando o meu pobre currículo.

Na verdade, ao invés de currículo, trata-se de um verdadeiro prontuário.

Aliás, o leitor fubânico que quiser dar um passeio por lá, é só clicar na aba onde está escrito “Folha corrida do Editor“, aí em cima, no cabeçalho do blog.

Quanto à compra do São Benedito, informo que todos os meus livros podem ser adquiridos aqui mesmo pela internet, na página das Edições Bagaço, com toda tranquilidade e segurança.

Mas, como tenho ainda três volumes desta obrinha aqui comigo, vou mandar um pra você.

Basta que me envie o seu endereço postal, usando o imeio do JBF, este aqui: bertofilho@terra.com.br

Aproveito a oportunidade pra mandar um abraço pros 268 viciados fubânicos que moram nessa bela Maringá, segundo dados do Google Analytics.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI- CHARGE ONLINE

COM AVAL DO STF, TEMER BLINDA ANGORÁ

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

LUCENA – BLOG DO NOBLAT

15 fevereiro 2017 HORA DA POESIA

PRIMAVERA – Augusto dos Anjos

Primavera gentil dos meus amores,
Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul, dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,

Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

CARA DE UM FOCINHO DE OUTRO

Mais uma trapalhada trumpiana e não dá para deixar de compara-lo ao nosso campeão de asneiras.

No escândalo do General Michael Flynn, ex-assessor para segurança nacional de Donald Trump da Silva, o presidente americano fez como Lulla Trump na época do mensalão que alegou não saber de nada. Os dois trumps, o de lá e o de cá sempre usam a mentira para defender e atacar.

Michael Flynn ainda em dezembro quando Barak Obama era o presidente do país, tratava com a diplomacia russa sobre as sanções decretadas pelos EUA contra a Rússia, em resposta às invasões dos computadores de Hillary Clinton e do Partido Democrata no período da disputa presidencial. Flagrante violação à lei de 1799 (Logan Act) que proíbe qualquer cidadão americano de tratar assuntos diplomáticos sem a devida nomeação para tal. “Questionado” pelo vice-presidente Mike Pence, negou ter falado desse assunto com o embaixador russo.

Em janeiro numa entrevista à rede CBS o vice-presidente Pence garantiu que Flynn nunca havia falado com os russos sobre as sanções impostas pelo presidente Barak Obama. Depois do caso exposto na mídia golpista e sem poder sustentar a mentira, Flynn admitiu a conversa, disse que havia esquecido e demitiu-se. Mentiu Flynn? Mentiu Pence? Mentiram os dois? Estão escondendo o comentado namorinho entre Donald e Vladimir?

Os dois lullas, o do topete e o da cachaça, preferem passar por idiotas iludidos do que assumir seus erros. Trump indicou um imbecil que esquece com facilidade de assuntos dessa importância, ou o idiota é mesmo Donald da Silva que mente junto com sua equipe para defender-se. Assim como Lulla Trump a Casa Branca vive acusando a mídia de notícias falsas exatamente como faziam os corruPTos aqui no Brasil.

A mídia oficial do trumpismo a revista eletrônica Breitbart (Carta Capital ianque) dá uma versão bem mais suave sobre a falha cometida pelo General Flynn: “Ele deu informações incompletas para o vice-presidente Pence”, por esquecimento. Você acredita? Trump acusa as agências de inteligência de fazerem política e agirem como não americanos ao vazarem informações seletivas das conversas ilegais e como manda o manual do bom radical, diz que toda imprensa mente preparando um golpe contra ele.

É curioso ver tanta similaridade nos métodos usados pela extrema direita americana quanto pela esquerda esquizofrênica brasileira. Onde estão os estadistas que dizem a verdade necessária para a nação? Esses dois se especializaram em dizer mentiras para governar.

Vai acabar mal!

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

15 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARMANDO DE ALMEIDA FILHO – SÃO PAULO-SP

Caro Berto,

assim como você sou um apreciador de uma boa talagada numa cachacinha.

Aqui em São Paulo, onde vivo e te acompanho diariamente é vendida a Havana.

Veja o preço da marvada! !!!

Do alto da sua riqueza e eu da minha falida aposentadoria – já estou nos 70 -, fica difícil comprar não é? ?

Abração de um leitor fanático.

R. Caro leitor, eu fiquei aqui sonhando quando você falou que eu estou no alto da minha “riqueza“.

Ah… Quem me dera que eu sesse mesmo um cabra rico…

Ao mesmo, tempo fiquei ancho que só a porra quando você se declarou “leitor fanático” desta gazeta escrota.

São Paulo é a cidade brasileira com a maior quantidade de viciados fubânicos. Segundo dados do Google Analytics, são 8.375 no total. Mais do que a quantidade de leitores do Recife, onde o JBF é editado, que possui 5.451 fubânicos.

Brigadão mesmo pela força e pela audiência.

Quanto ao preço da excelente cachaça Havana, de 600 reais a garrafa, como consta nesta foto que você mandou, eu me lembrei que tempos atrás, bem antes do meu piripaque cardiológico e quando ainda não estava proibido de tomar umas e outras, ganhei quatro garrafas de uma só vez desta excelente aguardente.

Foi um presente do colunista fubânico José Paulo Cavalcanti Filho, renomado jurista brasileiro, biógrafo do poeta português Fernando Pessoa, homem de grande sabença e de vasta cultura, que veio aqui em casa pra jogarmos conversa fora e me trouxe esta preciosidade da bixiga lixa.

Pelo que me lembro, quando ganhei este magnífico presente, o preço da garrafa de Havana ainda era um pouco mais caro. E Zé Paulinho comprou o mimo em Minas Gerais, berço da famosa aguardente. Sempre que volta da Europa, nosso ilustre colunista costuma me trazer garrafas de licores finíssimos, vodkas e vinhos de alta qualidade.

Aliás, aproveitando este assunto de preços e presentes, eu quero dizer que no meu círculo de amigos tem desde cabras generosos e altruístas assim feito José Paulo Cavalcanti – que não mede distância pra presentear as pessoas de quem gosta -, até uma meia dúzia de cabras miscos, pirangueiros e unhas-de-fome.

Me lembro de um que veio ao Recife ser homenageado por uma entidade cultural. Fiz-lhe uma recepção aqui na minha casa e convidei alguns amigos pra participar do encontro. No meio da conversa, para minha surpresa, ele disse os valores que gastou com passagem de avião e hospedagem num hotel, citando até os centavos. Reclamando da alta despesa e da carestia dos tempos.

E estou falando de um cabra bem de vida e  que ganha um excelente salário. Um cabra que só o dinheiro que tem aplicado daria pra alugar um avião inteiro e ocupar todos os andares de um hotel.

Foi um constrangimento arretado no ambiente e eu, e os amigos presentes, engolimos calado a mesquinharia.

Pra encerrar a postagem, quero dizer que de vez em quando vou dar uma olhada nesta foto que você nos mandou, meu caro leitor. Só pra matar as saudades, pois estou rigorosamente proibido pelo meu cardiologista de dar sequer uma beiçada.

A ordem é cumprida à risca e fiscalizada de perto por Aline. Enfim, tô conformado e tranquilo. Prefiro viver sóbrio por muitos anos do que bater as botas ligeiro tomando cana.

Um grande abraço e minhas calorosas saudações pra todos os fubânicos dessa acolhedora Terra da Garoa.

Este Editor, nordestino de nascença e de coração, dedica aos leitores dessa terra paulista a música Meu Pajeú, uma composição da dupla Luiz Gonzaga e Raymundo Granjeito, interpretada pelo Rei do Baião.

* * *

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

ABSOLVIÇÃO

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

TEATRO DO ABSURDO

O Brasil é um teatro ou um circo, conforme o gosto do freguês. E ao mesmo tempo é um absurdo!

Bingo! Descobri! Fantástico! Não vivemos em um país. Não, o Brasil não é uma nação, não é uma pátria, não é um lugar. É uma utopia imaginária (a redundância é proposital) à qual estamos atrelados.

Ou melhor, o Brasil é um roteiro, um script. Uma peça teatral, sem pé nem cabeça, estrela por 200 milhões de atores ou de palhaços, dependendo do observador.

Somos um Roteiro de uma peça do Teatro do Absurdo. Um roteiro digno de ser comparado com as obras-primas de Eugène Ionesco. Olhem por aí vocês logo enxergarão a beirada do palco, a plateia lotada de espectadores incrédulos. Dá para ver os camarins, há até a parte luxuosa reservada aos canastrões de Brasília.

Olha! Ali! Ali estão os cartazes. Qual é o nome da peça? Brasil a utopia do absurdo.

Brasil a utopia do absurdo, que nome significativo, relevante, ao mesmo tempo não diz nada e diz coisa nenhuma. Mas retrata muito bem o que é o nosso país.

E lá vamos nós ‘barbarizando’ na interpretação do roteiro, a concentração dos atores é fenomenal, parece time de futebol momentos antes da grande final.

Os políticos regem e orquestram ‘os absurdos’, alguém diz que a peça foi superfaturada, outro vocifera que desviaram o dinheiro da bilheteria. Tudo absurdamente normal. Afinal, estamos na terra, ou será teatro, do absurdo.

Mas nada, nada tira a atenção da claque. Vamos entrar na Sapucaí, quero dizer no palco, vamos ser estrelas (opa!!!!! Estrelas? vermelhas?), vem aquele aperto, um deja vu. É melhor parar por aqui.

Que nada, bola prá frente vamos encenar o nosso futuro. O futuro do/no país do futuro!

Convenhamos no dia-a-dia, as manchetes de jornal do Brasil parecem ou não um roteiro do teatro do absurdo. Para quem não sabe Teatro do Absurdo refere-se a obras teatrais que tentam retratar de forma pouco convencional ou totalmente non sense aspectos inusitados e peculiares da existência humana e da sociedade. É uma forma de teatro que tenta ‘explicar’ de um jeito digamos absurdo, os absurdos do convívio em sociedade.

Teve no romeno Eugène Ionesco um de seus maiores representantes. Ionesco mais que ridicularizar as situações mais banais, retratava de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência em contraponto as práticas caóticas e ridículas impostas pela sociedade.

Nasce do Surrealismo, sob forte influência do drama existencial, tecendo críticas à sociedade e difundindo uma ideia subjetiva a respeito do obscuro e daquilo que não se vê e não se sente. A principal fonte de inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo os teóricos do Absurdo, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e ceticismo em relação às consequências desastrosas que causava ao resto da sociedade.

É ou não é a cara do Brasil?

Se pensarmos bem nossos ‘desgovernos’ parecem com o Mestre da peça homônima de Ionesco. Todos saúdam o Mestre, todos esperam pela chegada do Mestre. O Mestre é aquele que sabe tudo, aquele que vai resolver tudo. Então entra o Mestre e o Mestre não tem cabeça.

Um interlocutor grita: “olhem o Mestre não tem cabeça e todos os demais lhe respondem ‘para que cabeça? Ele é o Mestre e isto basta”. Mais ou menos o que querem nos incutir, goela abaixo.

Olhem o Lula! O pai dos pobres! Mas e o mensalão? E o petrolão? E o Triplex? Não interessa é o Lula, o redentor do Brasil, o resto, inclusive sua opinião, não importa. É o Lula, basta! Pelo menos para os idiotas e para os canalhas.

Ou então, as vezes não lhes parece que somos governados por alguém aparentemente ‘sem cabeça’. É o Mestre, faz parte do roteiro.

O Brasil é um Tratado aberto de Patafísica. Patafísica é ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções. Frequentemente se expressa por meio de uma linguagem aparentemente nonsense, resultando em um modo pessoal e anárquico de explicar o absurdo da existência. Se parece ou não com o Congresso ou STF?

Mas por um lado é até bom. Se tudo não passa de uma peça teatral chegará a hora derradeira em que a peça acabará. Sabe aquele momento em que as cortinas baixam, a plateia aplaude e voltamos para a realidade.

Escutem! Acho até que está acabando. Ouço palmas ou serão vaias? Melhor não arriscar, hein! Certamente são gritos. Gritos de protesto.

Putz! A plateia acordou. Os canastrões estão fugindo. O palco pegou fogo e o teatro está vindo abaixo. Deve ter sido uma obra da Odebrecht.

É vivemos um conto triste até agora. Um roteiro absurdamente digno dos Mestres do Teatro do Absurdo. Mas não esqueçam que a plateia um dia acordará. E aí o teatro virá abaixo. Pelas palmas ou pelas vaias? Saberemos, em breve!

Até lá como dizem os franceses… Mérde! Quebrem a perna!

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PARAQUEDISTA

Um Frevo de Bloco interpretado pelo coral do Bloco da Saudade. Música de Roberto Bozan.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

O ESCORPIÃO E A TARTARUGA E A ELEIÇÃO

Conta uma fábula que em uma tarde chuvosa um escorpião estava apreensivo na margem de um rio prestes a transbordar, quando passou por ele uma tartaruga, indiferente à torrencialidade da água. Era ela a salvação! Pediu-lhe, então, que o levasse à outra margem, já que necessitava chegar a casa, mas se tentasse atravessar sozinho morreria afogado.

Eu gostaria de ajudar, escorpião, mas tenho medo que você me pique e eu morra, ponderou a tartaruga.

A resposta do escorpião foi imediata: Por que eu faria isso? Eu morreria também!

Para encurtar a história, o escorpião convenceu a tartaruga a lhe dar uma carona, e assim foi feito. O escorpião subiu no casco da tartaruga e teve início a travessia. Tudo estava indo muito bem, mas a certa altura a tartaruga sentiu uma picada.

Escorpião, por que você me picou? Agora nós dois vamos morrer.

Quase se afogando, retrucou o escorpião:

Desculpe, tartaruga, você foi solidária comigo, mas eu não pude evitar. É da minha natureza.

Semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, depondo como testemunha de defesa em processo em que o senhor Luiz Inácio da Silva é réu, afirmou que nenhum presidente tem como saber de tudo que acontece na administração pública. Na referida ação, o senhor Luiz Inácio é acusado de corrupção passiva por supostamente ter recebido de uma empreiteira propina no valor de R$ 3,8 milhões.

Tal valor teria sido pago em forma de benesses, como, por exemplo, a reforma e ampliação do tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, e outra parte no custeio do armazenamento do acervo daquele ex-presidente, segundo o Ministério Público Federal. A outra parte do valor? Ora, teria sido ocultada.

Fernando Henrique Cardoso afirmou ainda que também buscou recursos privados para manutenção de seu acervo, e que os recursos, pequenos, se destinaram a fazer frente a diversas despesas, porque o presidente da República sai de lá, se for correto, sem dinheiro.

Ninguém foi mais fustigado por Luiz Inácio da Silva do que Fernando Henrique Cardoso. Foram 13 anos de uma censura implacável, de acrimônia e de incansáveis tentativas de desconstrução da imagem do sociólogo.

Agora, neste momento em que Luiz Inácio da Silva se vê na margem de um caudaloso Rubicão a ser atravessado, quiseram as artimanhas do destino que as palavras de Fernando Henrique Cardoso possam ajudar Luiz Inácio da Silva a atingir a outra margem. Ou no meio do caminho a tartaruga será picada?

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

15 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

É TUDO DROGA DA MESMA SERINGA

Os Estados Unidos anunciaram a adoção de uma série de sanções financeiras contra o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusado pelo país de ser traficante de drogas internacional. 

Segundo um comunicado divulgado pelo Tesouro Nacional americano, “as sanções são o resultado de vários anos de investigação que visam importantes traficantes de drogas nos EUA”. 

De acordo com o Tesouro americano, El Aissami “facilitou a distribuição de drogas na Venezuela, controlando os portos e a decolagem de aviões de uma base aérea do país.

O vice-presidente também recebeu propina para facilitar a entrega de carregamento de drogas do cartel liderado pelo venezuelano Walid Makled Garcia, afirmam os membros do órgão americano.

* * *

Maconha, cocaÍna e outras drogas: tem tudo a ver com a turminha das zisquerdas bolivarianas.

Se lembram da luta de FCH pra legalizar o fumacê?

Pois é.

Os zintelequituais canhotos adoram puxar um fumo.

No presente caso, mais que encher a caveira de fumaça e o juízo de merda, temos um vice-presidente de republiqueta zisquerdóide metido no tráfego internacional de drogas e recebendo milionário pixuleco de chefões do tráfego!

Cuida-se aqui do vice de Maduro, que é o sucessor do pajarito Chávez.

Tudo certo, tudo coerente, tudo vermeinho.

É mole ou quer mais?

Tareck e Maduro: os dois tolôtes zisquerdóides da Venezuela falida e fudida

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

PARA OS AMIGOS, TUDO; E NADA

Convenhamos: a opinião pública já se cansou do vaivém dos políticos que tentam escapar da Lava Jato. Se avisarem no Congresso que o Japonês da Federal apareceu para uma visita de cortesia, quantos parlamentares o esperarão tranquilamente no gabinete? Como se sentirá um eleitor que participou das manifestações contra Dilma ao saber que a Comissão de Constituição e Justiça, que ouvirá o escolhido para o Supremo, tem dez de seus 13 integrantes respondendo a processo no mesmo tribunal cujo novo ministro estão contribuindo para escolher – e todos loucos para afogar a Lava Jato? Como se sentirá este eleitor que marchou contra Dilma sabendo que o líder do Governo no Congresso enfrenta os mesmos problemas jurídicos da líder do PT, Gleisi Hoffmann? Lembrando que Renan lidera a maior bancada do Senado – bancada que já foi de Lula e de Dilma e hoje é Temer desde criancinha? Consciente de que quem é bem tratado pelo Governo, hoje, foi bem tratado pelo Governo Dilma, de quem era íntimo? É um pessoal coerente: está sempre ao lado do governo. Se o Governo muda, mantém-se a seu lado.

Uma boa hora para protestar é agora, quando ficou claro que amigo é amigo e a lei é para os outros. Mais: Lula deve depor nesta sexta, acusado de obstruir as investigações da Lava Jato. Está sendo organizada uma grande manifestação popular, em todo o país. Não nesse domingo, nem no próximo, que é Carnaval. Mas daqui a 40 dias, no final de março. Tremei, corruptos!

Quem é quem?

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal pede ao presidente Michel Temer a substituição do seu diretor-geral, delegado Leandro Daiello. A Associação culpa Daiello pela saída de delegados que integravam a Lava Jato desde o começo e diz estar temerosa de que as investigações sejam prejudicadas. OK, mas quem é que comandou a Polícia Federal desde o início da Lava Jato? Bingo: o próprio Leandro Daiello. Se ele apresentou bom trabalho, o que parece inegável, como é que de repente sua permanência poderia afetar as investigações? O curioso é que esta é a primeira vez na história da PF que os delegados pedem a substituição de seu chefe – e exatamente quando a PF desfruta do maior prestígio entre a população.

Como é mesmo?

Parece brincadeira: no Espírito Santo, com a volta ao trabalho de pouco menos de dois mil dos policiais militares rebelados, tanto o Governo Federal como o capixaba se apressam em proclamar a “volta à normalidade”. Suas Excelências que nos perdoem, mas a normalidade estará de volta só quando os amotinados forem identificados e julgados por motim – e julgar meia dúzia, achando que isso servirá de exemplo, a todos não vale. Servidores públicos armados não fazem greve nem desobedecem ao comando. Não se pode admitir que deem exemplo para outras PMs, nem que tenham o poder de decidir quando irão obedecer. Este colunista acha que o policial militar ganha pouco e não tem proteção nem reconhecimento adequados. Mas motim, isso não pode.

Os donos do poder

O primeiro efeito da leniência com o motim já tem data para ocorrer: na sexta, policiais capixabas fazem assembleia para decidir sobre greve geral.

O tempo passa

O jogo entre Flamengo e Botafogo, no Estádio Nilton Santos, antigo Estádio João Havelange, ou Engenhão, exigia segurança redobrada: era dia de sol, com 13 blocos carnavalescos nas ruas do Rio e 25 mil ingressos vendidos antecipadamente. Mas foi, ao contrário, policiado por um número reduzido de homens. Motivo: querendo seguir o exemplo capixaba, policiais militares fluminenses se esconderam atrás da saia de suas esposas, que fingiam impedir que saíssem dos quartéis. Morreu um torcedor do Botafogo na briga de torcidas. Foi a crônica da morte anunciada. Até quando?

Questão de sonhos 1

Num momento em que suas relações com os Estados Unidos estão em baixa, qual a saída do México para manter em dia seu comércio exterior? A professora Raquel León, professora da Universidade Autônoma de Puebla, propôs em Brasília a intensificação do relacionamento econômico entre México e América do Sul. A ideia é ótima e será boa para mexicanos, brasileiros, e sul-americanos em geral; mas não substituirá as trocas do México com os Estados Unidos. Hoje, o comércio do México com o Brasil atinge US$ 9,2 bilhões. Com os EUA, chega a US$ 550 bilhões por ano.

Questão de sonhos 2

O comércio exterior brasileiro, no total, com o mundo todo, não alcança os US$ 200 bilhões por ano. Comerciar mais com o México é ótimo, mas o Brasil, ao menos por enquanto, não tem condições de substituir os Estados Unidos como seu parceiro preferencial. É por isso que Trump se sente à vontade e é até grosseiro para tentar obter mais vantagens dos mexicanos.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

15 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

DOIDO FURIOSO

Carta assinada por um grupo de profissionais de saúde mental, publicada nesta terça (14) pelo jornal “The New York Times”, alerta sobre uma preocupação com o comportamento exibido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Segundo o texto, “a grave instabilidade emocional indicada pelo discurso e pelas ações do senhor Trump o tornam incapaz de servir de forma segura como presidente”. (clique aqui para ler)

Segundo os autores, a preocupação citada é atribuída a um texto de Charles M. Blow publicado pelo jornal no dia 9 de fevereiro (leia aqui, em inglês)

* * *

Oxente!

E precisa ser psiquiatra pra chegar a uma conclusão tão óbvia quanto esta???!!!

É cada uma que até parece duas.

O abestalhamento dílmico era motivo de gozação e chacota, no ocidente  e no oriente.

Já a psicopatia trumpíca é motivo de preocupação pro mundo inteiro.

É um perigo pro planeta Terra ter um doido furioso do porte de Trump com acesso ao botão que dispara a bomba atômica.

Evidentemente que a direita bolsonárica banânica – tão cega quanto as zisquerdas (vide Ceguinho Teimoso) -, não percebe este fato e aplaude delirantemente a eleição do enlouquecido bochecha rosada.

Num é só em Banânia que se elegem sujeitos que deveriam estar internados num hospital psiquiátrico: nos Zistados Zunidos também.

Fuck you, Mister JBF Editor!!!!!!!!!!

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

15 fevereiro 2017 MARCO DI AURÉLIO


http://www.marcodiaurelio.com/
NO OITÃO DE CASA

Botei duas cadeiras no oitão
galinhas pra limpar lá no jirau
mandei desbastar um pé-de-pau
e rampei de farinha meu caixão
rapadura atolada de montão
escondi da formiga pra não ver
da chuva mode num amolecer
arreei meu jumento no quintal
pois o sabo é um dia especial
pra sentar no oitão eu e vancê.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

15 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SERGIO RIEFFEL – DIAMANTINO-MT

Caro Berto!

Em relação à intervenção feita pelo nosso amigo Goiano (abaixo transcrita em itálico e negrito) em relação a um comentário meu na coluna do Ronaldo Tito, sinto-me na obrigação de prestar alguns esclarecimentos:

Vou me meter onde não fui chamado, Sérgio, para dizer o que eu penso de sua dificuldade em entender porque “o brasileiro adora votar em corrupto”:

1) – Fernando Henrique Cardoso acaba de declarar o que todo o mundo tem obrigação de saber – que o presidente da república não pode saber de tudo.

Idem os eleitores – os eleitores não podem saber de tudo a respeito dos candidatos, eles sabem, em geral, o que lhes é apresentado pela mídia (e a mídia, também, não sabe de tudo). E assim, eu, eleitor, voto no candidato que me diz ser honesto, que a imprensa não diz que ele é desonesto e que eu acabo acreditando que ele seja honesto (e quem sabe o seja! até se contaminar pelo ambiente político).

2) – Quanto ao brasileiro “no mais das vezes” utilizar-se, no seu dia a dia, de atos que podem ser considerados como corrupção, eu tenho que devolver pergunta: – Somos duzentos e seis milhões e caqueradas de praticantes de atos de corrupção no seu dia a dia? Ou, será que é uma pequena parte da população que age assim, praticando atinhos de corrupçãozinha? Só aceito como verdadeiro se vier com dados estatísticos, caso contrário fica parecendo uma falácia.

3) – Dizer que está cheio de intelectuais, doutores e outros coroados defendendo corruptos parte de uma premissa: a de que as pessoas que eles defendem são corruptos? Premissa verdadeira e conclusão verdadeira? Premissa falsa e conclusão falsa? As pessoas que tu julgas corruptas são as mesmas que esses intelectuais e doutores consideram corruptas? Digamos, por exemplo, Lula (ah, sei, tu tens certeza de que ele é corrupto…).

4) – Dizes que o brasileiro convive tão bem com a corrupção, mas, vou perguntar também: As passeatas ou manifestações com milhões de brasileiros contra a corrupção corrobora essa assertiva?

5) – CONCLUSÃO: Eu penso que se repete muita coisa que carece de alguma análise lógica.

Respondo:

Em relação ao item 1, concordo que é impossível a um gerente saber absolutamente tudo o que acontece na loja. Um parafuso que sumiu, uma cadeira que quebrou, um computador que pifou, enfim pequenas coisas do dia a dia podem muito bem não chegar ao seu conhecimento. Agora um grande desfalque, uma enorme desordem, o descalabro administrativo, desvio de bilhões, obras hiperfaturadas são coisas as quais ele não poderá se escusar sob a singela alegação de que “nada sabia”. Nesse caso não se trataria de ignorância e sim de inépcia e incompetência (para falar o mínimo);

Quanto ao nº 2, é obvio que inexistem estatísticas sobre os “atinhos corruptinhos”, mas o Goiano e eu sabemos muito bem que o famigerado “jeitinho brasileiro” existe e é uma praga! Que o “levar vantagem em tudo” aqui é uma regra! Que o “burlar” ou “não cumprir leis” é costume e muitas vezes até motivo de orgulho. Pessoalmente não confio muito em estatísticas! Estamos até o pescoço de dados de dados estatísticos vergonhosamente furados e que aceitamos de boa fé (se quiser posso até citar exemplos).

Número 3: Digo e insisto que há muitos (obviamente não todos) intelectuais e “coroados” defendendo corruptos, porque o meu entendimento sobre quem é corrupto difere (e muito) do entendimento do Goiano (explico adiante).

Número 4: Quando vejo um monte de gente vestido de branco e pedindo paz ou o fim da roubalheira, tenho vontade de sair distribuindo pancada! Os assaltantes, os assassinos e os corruptos não vão nem dormir de preocupados porque tem um monte de bestas perdendo tempo com uma bobagem dessas. Em Vitória teve gente que foi fotografada na passeata pela moralidade e posteriormente foi flagrada saqueando lojas.

Quanto ao número 5, nem vou perder tempo e latim! Vá esperando análise lógica dessa lambança que é o Brasil para ver aonde vamos parar!

Em relação ao que entendo por corrupção, afirmei e insisto que nós brasileiros votamos eleição após eleição em corruptos reconhecidíssimos. Nesse aspecto somos tão ruins que precisamos de uma lei que impeça os corruptos de concorrerem, senão vamos lá e cravamos nosso voto neles. Para informação, pesquisei e não achei país nenhum do mundo (pelo menos entre os que prestem) com uma lei tão vergonhosa quanto a da “Ficha Limpa”.

Como aqui não é fácil condenar um corrupto, continuamos elegendo sujeitos dos quais desde que nos conhecemos por gente ouvimos falar que são ladrões. Tipos com dezenas de processos judiciais em andamento, ladrões que não podem dar um passo fora do país porque imediatamente seriam presos. Pessoalmente, na hora de votar, eu não fico analisando se o candidato foi acusado, mas ainda não condenado. Se ele é “um santo”, mas imprensa marrom a serviço do colonialismo ianque está pegando no pé dele! Tampouco se suas contas foram suspeitas, mas os TCE’s e TCU’s da vida o inocentaram. Para votar em um sujeito não preciso que ele me apresente certidões de idoneidade. Na hora de definir se um político é corrupto não necessito de provas contra ele. Aliás, todo o corrupto afirma que nada foi provado contra si!

E eu pergunto: Quais seriam essas provas? Um “Recibo de propina” com firma reconhecida? Quem sabe uma “Escritura Pública de Doação e Recebimento de Pixuleco lavrada em cartório”? Ou uma “Nota Fiscal de Prestação de Serviços de Transporte de Dinheiro Ilícito na Cueca”? Para mim, (e creio que só iremos melhorar se mais gente pensar assim) basta a mínima acusação, a mais leve suspeita, o mais diminuto boato que eu já não voto no candidato. Para votar observo a velha e boa premissa de que “Onde há fumaça, há fogo”! Se eu cometer uma injustiça, não estou nem aí! Prefiro pecar por excesso do que votar em alguém mesmo que levemente suspeito. Bem entendido que posso até quebrar a cara e meu candidato vir a se revelar um corrupto de marca maior, mas votar deliberadamente em corrupto, jamais!

Preste atenção, pois pela primeira vez vou citar nomes: Não voto no Lula (muitas acusações e nunca sabe nada para o meu gosto), fique tranquilo porque também não voto no Aécio, sujeito nada confiável, enlameado, que até a cara é de desonesto (não engoli aquela história da pista de pouso, por exemplo). Não voto na Marina Silva (esta é por ser burra demais – basta dar um microfone que ela perde a eleição sozinha, não diz coisa com coisa e acredita que o mundo pode ser alimentado por hortinhas). Contra o Bolsonaro nunca houve acusação de corrupção (que eu saiba), mas o sujeito é doido varrido (não voto, mas até gosto do jeitão dele)!

Já votei, mas nunca mais voto no PT, partido de corruptos – tem um monte na grade! Incompetentes para roubar e mais incompetentes ainda em punir corruptos já que assumiram o poder e não pegaram nenhum dos ladrões do governo anterior! Detesto e não voto no PMDB (mais corruptos ainda, estão quebrando o país há anos, fisiologistas, vão para onde o vento sopra)! Não tolero o PSDB (além de corruptos, incompetentes! Nem para servir de oposição prestam). Como vê, amigo Goiano, no momento estou sem candidato. Tenho fé que apareça alguém até 2018. Enquanto isso… Voto em branco! Fazer o quê? Votar em corrupto? Nem a pau, Juvenal!

Ah! Antes que eu esqueça, fui contra o impeachment da Dilma! Se esculhambou, que arrume a zona que fez!

Um grande abraço

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

MARACATUS, A PRESENÇA DA ÁFRICA NO CARNAVAL DO RECIFE

Maracatu Elefante – Dona Santa

O maracatu, da forma hoje conhecida, tem suas origens na instituição dos Reis Negros, já conhecida na França e em Espanha, no século XV, e em Portugal, no século XVI, passando para Pernambuco onde encontramos narrativas e documentos sobre tais coroações de soberanos do Congo e de Angola a partir de 10 de setembro de 1666, segundo testemunho de Souchou de Rennefort, in Histoire des Indes Orientales, publicado em Paris 1688.

As coroações de reis e rainhas de Angola na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Santo Antônio do Recife são documentadas a partir de 1674, segundo documentação reunida in Alguns documentos para a história da escravidão. Recife: Editora Massangana, 1988.

O folguedo do maracatu, semelhante aos bailes e batuques organizados pelos pretos de Angola ao tempo do governador José César de Menezes (1774-78), objeto de denúncia à Inquisição de Lisboa por parte dos frades capuchinhos da Penha (ANTT – Cartório da Inquisição nº4740), foi sempre alvo de censuras por parte das classes dominantes e de perseguição policial; segundo denúncia do mesmo jornal em sua edição de 11 de novembro de 1856 ao tratar do maracatu da praça da Boa Vista.

Cortejos de reis negros

Os cortejos dos reis negros, geralmente anotados pela imprensa, quando das festas de Nossa Senhora dos Prazeres e nas do Rosário de Santo Antônio, não eram conhecidos por maracatus, como se depreende do noticiário do Diario de Pernambuco de 20 de outubro de 1851:

… percorrendo à tarde algumas ruas da cidade, divididos em nações, cada uma das quais tinha à frente o seu rei acobertado por uma grande umbela ou chapéu-de-sol de variadas cores. Tudo desta vez se passou na boa paz e sossego, porquanto a polícia, além de ter responsabilizado, segundo nos consta, o soberano universal de todas as nações africanas aqui existentes, por qualquer distúrbio que aparecesse em seus ajuntamentos, não deixou por isso de vigiá-los cuidadosamente.

Os reis negros, em especial o Rei do Congo, possuidor de uma hierarquia própria sobre os membros das demais nações africanas aqui residentes, compareciam às festas religiosas protegidos pela umbela. Um grande pálio redondo, ladeado por dignitários de suas respectivas cortes, sendo o cortejo aberto pela bandeira da nação, juntamente com outras bandeiras arvoradas, e acompanhados por instrumentos de percussão, nem sempre ao gosto da população branca, como se depreende na observação do Padre Carapuceiro: “Alguns desses chapelórios ainda há poucos anos apareciam nos batuques dos pretos em dias de Nossa Senhora do Rosário, cobrindo o figurão chamado de rei dos congos” (Diario de Pernambuco, 15.3.1843).

O grande guarda-sol colorido sob o qual vinha amparado o rei de cada nação, como fora observado pelo Padre Carapuceiro, era denominado cumbi pelos africanos que, ainda em nossos dias, assim trazem protegidos os seus sobas. Inicialmente pensou-se que esta grande umbela havia sido transplantada do cerimonial da igreja católica, onde é utilizada como proteção ao santo viático, quando de sua saída às ruas, conforme bem retratou Emil Bauch em uma de suas cromolitografias tomadas da calçada da igreja matriz da Boa Vista, no Recife (c 1852).

Maracatus, ajuntamentos de negros

No Recife a denominação maracatu servia, a partir da primeira metade do século XIX, para denominar um ajuntamento de negros, como por ocasião da fuga da escrava Catarina, anotada por José Antônio Gonsalves de Mello em consulta à edição do Diario de Pernambuco de 1º de julho de 1845:

Em o dia 2ª feira do Espírito Santo do ano próximo passado, fugiu a preta Catarina, de nação Angola, ladina, alta, bastante seca de corpo, seio pequeno, cor muito preta, bem feita de rosto, olhos grandes e vermelhos, com todos os dentes da frente, pés grandes metidos para dentro, muito conversadeira e risonha, de idade de 22 anos; tem sido encontrada na Estrada da Nova da Passagem da Madalena e no Aterro dos Afogados, vendendo verduras e aos domingos no maracatu dos coqueiros do dito Aterro, e há notícia de ser o seu coito certo a matriz da Várzea; cuja escrava pertence a Manoel Francisco da Silva, morador na Rua Estreita do Rosário, 10, 3º andar, ou em seu sítio em Santo Amaro, junto à igreja, o qual gratificará generosamente a quem lh’ a apresentar.

Outro exemplo aparece na ata da sessão extraordinária da Câmara Municipal do Recife de 28 de abril de 1851, quando foi endereçada ao desembargador Chefe de Polícia “uma petição do preto africano Antônio Oliveira, intitulado Rei do Congo, queixando-se de outro que, sem lhe prestar obediência, tem reunido os de sua nação para folguedos públicos, a fim de que o mesmo desembargador providenciasse em sentido de desaparecer semelhantes reuniões, chamadas vulgarmente de maracatus, pelas conseqüências desagradáveis que delas podem resultar” (Diario de Pernambuco, 27.5.1851).

No Recife, os cortejos dos soberanos negros, trazendo os seus reis e rainhas, não saíam no período do carnaval, mas tão somente por ocasião de suas festas religiosas ou em ocasiões outras como o embarque de africanos libertos de volta à mãe África. A presença de “batuque do Rei do Congo” no carnaval do Recife só vem a ser registrada a partir do final dos anos cinqüenta do século XIX.

Os reis no Carnaval

Maracatu Elefante – Rainhas e princesas

Somente nos anos setenta do século XIX é descrita a presença desses cortejos de reis negros durante o carnaval, segundo noticia o Diario de Pernambuco sem sua edição de 10 de fevereiro de 1872, ainda sem a denominação de maracatus:

No dia 11 do corrente sairá da Rua de Santa Rita Velha (bairro de São José) a nação velha de Cambinda, a qual vai em direitura à Rua das Calçadas buscar a sua rainha, e depois percorrerá diversas ruas, e às 3 horas se achará em frente à igreja do Rosário [de Santo Antônio] onde se soltarão algumas girândolas de fogo e uma salva de 21 tiro; dali seguirá para o Recife e na Rua do Bom Jesus voltará com a vice-rainha de sua nação.

O maracatu era, até então, considerado a reunião de negros em determinado local. Um o batuque, na acepção de “dança africana ao estrépido de instrumentos de percussão” (Pereira da Costa), mas não o cortejo real que levava às ruas a corte dos reis negros, como faz ver o extenso editorial do mesmo jornal, publicado em 18 de maio de 1880:

…. Há tempos, que indicamos um maracatu que costuma reunir-se quase no extremo norte do Cais do Apolo, na freguesia de S. Pedro Gonçalves do Recife; hoje temos notícia exata de dois outros, dos quais os vizinhos têm as mais cruéis recordações. Juntam-se estes na freguesia da Boa Vista, um na Rua do Giriquiti, outro na Rua do Atalho. Neste último, anteontem, houve uma grande assuada e barulho, chegando a aparecer diversas facas de ponta. Felizmente, não se deram ferimentos, mas não esteve longe de assim acontecer. Urge, repetimos, providenciar em ordem a que cessem, desapareçam tão selvagens instrumentos, e o Sr. Dr. Chefe de Polícia, que volveu suas vistas contra as casas de tavolagem, deve também dirigir sua atenção para os maracatus.

O maracatu, na verdade, era tão somente o batuque dos negros, com localização fixa em determinado bairro da cidade. O cortejo real, como no caso anteriormente citado da “nação velha de Cambinda”, não parece ser a mesma coisa. A conclusão é reforçada pelo depoimento do carnavalesco João Batista de Jesus, “Seu Veludinho” do maracatu Leão Coroado, que segundo a tradição faleceu com 110 anos, prestado à pesquisadora Katarina Real em janeiro de 1966, in O folclore no Carnaval do Recife. Recife: Editora Massangana, 1990. 2ªed. p. 184:

Maracatu nem tinha o nome de maracatu. O nome era nação. Uma “nação” mandava ofício para outro “estado”. Surgiu essa palavra pelos homens grandes, quando ouviram os baques dos bombos, chamaram “aquele maracatu!”

Cortejo é chamado de maracatu

Com a abolição da escravatura negra, em 1888, e a proclamação da República, em 1889, a figura do Rei do Congo – Muchino Riá Congo – perdeu a sua razão de ser. Os cortejos dos reis negros já presentes no carnaval, por sua vez, passaram a ter como chefe temporal e espiritual os babalorixás dos terreiros do culto nagô. Assim vieram para as ruas do Recife, não somente nos dias de festas religiosas em honra de Nossa Senhora do Rosário, mas também nas festas carnavalescas.

Após a abolição, porém, os antigos cortejos das nações africanas, que continuaram a se fazer presentes no carnaval do Recife então sob a chefia dos seus babalorixás, passaram a ser chamados de maracatus, particularmente quando a notícia tinha conotação policial, como a divulgada pelo Diario de Pernambuco, em sua edição de 26 de fevereiro de 1889:

Revista Diária. Maracatu Porto Rico – Na Praça Pedro I, da paróquia de São Frei Pedro Gonçalves do Recife, deu-se anteontem um conflito entre os sócios do Maracatu Porto Rico, quando este fazia um ensaio. Ao que parece o conflito foi motivado por uma praça do 14º Batalhão, pois que cerca de 60 homens, armados de facas e cacetes, rebelaram-se contra a dita praça, que ferida tratara de fugir, quando ali compareceu o subdelegado da paróquia. Esta autoridade conseguiu prender seis dos tais desordeiros, inclusive o ofensor da praça, que foi vistoriada pelo sr. dr. José Joaquim de Souza.

Ainda recentemente, ao que se depreende do depoimento do presidente da Nação do Leão Coroado, Luiz de França, falecido aos 95 anos, “para conversar pouco, só digo que o maracatu é da seita africana”. (Diario de Pernambuco, 14 de janeiro de 1996).

As seculares nações africanas

A mais tocante descrição de um maracatu carnavalesco do início do século vem de Francisco Augusto Pereira da Costa (1851-1923) que, em 1908, assim relata o cortejo no seu Folk-Lore Pernambucano:

Rompe o préstito um estandarte ladeado por arqueiros, seguindo-se em alas dois cordões de mulheres lindamente ataviadas, com os seus turbantes ornados de fitas de cores variegadas, espelhinhos e outros enfeites, figurando no meio desses cordões vários personagens, entre os quais os que conduzem os fetiches religiosos, – galo de madeira, um jacaré empalhado e uma boneca de vestes brancas com manto azul -; e logo após, formados em linha, figuram os dignitários da corte, fechando o préstito o rei e a rainha.

Estes dois personagens, ostentando as insígnias da realeza, como coroas, cetros e compridos mantos sustidos por caudatários, marcham sob uma grande umbela e guardados por arqueiros.

No coice vêm os instrumentos: tambores, buzinas e outros de feição africana, que acompanham os cantos de marcha e danças diversas com um estrépito horrível.

Aruenda qui tenda, tenda,
Aruenda qui tenda, tenda,
Aruenda de totororó.

O autor chama a atenção do leitor para o Maracatu Cabinda Velha que, “desfraldando um rico estandarte de veludo bordado a ouro, como eram igualmente a umbela e as vestes dos reis e dignitários da corte, e usando todos eles de luvas de pelica branca e finíssimos calçados. Os vestuários dos arqueiros, porta-estandarte e demais figuras, eram de finos tecidos e convenientemente arranjados, sobressaindo os das mulheres, trajando saias de seda ou veludo de cores diversas, com as suas camisas alvíssimas, de custosos talhos de labirinto, rendas ou bordados, vistosos e finíssimos; e pendentes do pescoço, em numerosas voltas, compridos fios de miçangas, que do mesmo modo ornam-lhes os pulsos. Toda comitiva marchava descalça, à exceção do rei, da rainha e dos dignitários da corte, que usavam de calçados finos e de fantasia, de acordo com os seus vestuários”.

E concluindo, afirma Pereira da Costa:

“Quando o préstito saía, à tarde, recebia as saudações de uma salva de bombas reais, seguida de grande foguetearia, saudações essas que eram de novo prestadas no ato do seu recolhimento, renovando-se e continuando as danças até o amanhecer; e assim, em ruidosas festas e no meio de todas as expansões de alegria, deslizavam-se os três dias do Carnaval”.

Preservando a denominação de nação, os préstitos dos maracatus de baque virado (que utilizam nas suas apresentações tão somente instrumentos de percussão de origem africana) continuam a desfilar pelas ruas do Recife nos dias do carnaval e nos meses que antecedem a grande festa. Denominando-se de Nação do Elefante (1800), Nação do Leão Coroado (1863), Nação da Estrela Brilhante (1910), Nação do Indiano (1949), Nação Porto Rico (1915), Nação Cambinda Estrela (1953), além de outros grupos que surgiram mais recentemente, mantendo a tradição africana dos seus antepassados.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – EXPRESSO POPULAR (SP)

15 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM CUNHADO ARRETADO!

Macedo é o meu melhor cunhado.

Também, só tenho ele como cunhado…

É casado com Lúcia, minha irmã mais nova.

Lúcia é uma nordestina típica, nascida em Palmares, cantadeira, dançadeira, mungangueira, contadora de causos e animadora de qualquer roda que se preze.

Além da parecença física, Lúcia herdou do nosso saudoso pai a inteligência, a resposta dada na hora, a visão realista do mundo e uma amor imenso pela vida e pelos seus.

Macedo, nascido em Paracatu, é um mineiro típico, um mineiro clássico, cauteloso, jeitoso, cuidadoso, que pensa e reflete muito antes de emitir qualquer opinião.

Na verdade, Macedo não tem que ver um típico gentleman inglês, na figura, na educação, no trato e na excelente convivência com amigos, parentes e mesmo pessoas desconhecidas. Nunca o vi fazendo qualquer grosseria ou praticando atos de má educação.

Fala mansamente, pausadamente, educadamente, bem ao contrário de Lúcia, que fala feito uma metralhadora giratória.

Ou seja, o casamento dos dois, que já dura 45 anos – uma união sólida, feliz e estável -, confirmou o ditado de que os opostos se atraem. E, no presente caso, uma atração perfeita, cheia amor e de muita luz.

Macedo passou no vestibular já depois de casado e já pai de dois filhos, dos quatro filhos que teve com minha irmã. Quatro sobrinhos que moram na minha estima e no meu coração, todos com curso superior, bem empregados e encaminhados na vida.

Macedo enfrentou os 5 anos do curso de Direito numa faculdade particular, pagando caro, muito caro, e enfrentando as adversidades com determinação e com garra, tendo permanentemente ao seu lado a firmeza de Lúcia, sempre ponta para encorajá-lo e incentivá-lo.

Ele ainda não era proprietário de automóvel e pegava dois ônibus pra voltar pra casa. Trabalhando, dando plantões à noite e estudando duramente. Ao cabo, depois de tantos sacrifícios, chegou triunfante à reta final e, hoje em dia, aposentado e feliz, tem uma vida confortável, com todos os bens materiais que um família pode almejar.

Eu me lembro muito bem que, depois da solenidade de diplomação, realizada no auditório da Escola de Música de Brasília, nós fomos comemorar na casa da minha irmã e eu tomei um porre de lascar. Feliz, felicíssimo, com a conquista daquele cunhado que, muito, mas muito mais mesmo que um simples cunhado, é um irmão ao qual eu quero um bem enorme.

Pois neste mês de fevereiro corrente, no último dia 10, Macedo e sua turma comemoraram  40 anos de formatura. Uma festa magnífica. Na foto abaixo, ele aparece no centro, dentro do círculo vermelho.

Meu querido irmão Macedo, que também é meu cunhado, saiba que você tem em mim um admirador e um fã. Eu e Laudenor, meu irmão, temos um bem querer sem tamanho por você.

Você é um dotô arretado que nos deixa muito orgulhosos!

Sou profundamente grato pelo fato de você existir em nossas vidas e desejo que tenha muitos e muitos anos pela frente, com saúde, com paz, com alegria e com muita felicidade!

Como presente do seu aniversário de formatura, ofereço uma música pela qual você tem uma paixão muito grande, A Chalana, que nós costumávamos cantar nas inúmeras farras que fizemos juntos. A interpretação é de Mariângela Zan, filha do autor da música, Mario Zan.

Um abração, seu cabra arretado!!!

* * *

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL


O SOFRIMENTO E O SACRIFÍCIO PELA BELEZA E PELO PRAZER

Gravidez – o sofrimento pela vida

Hoje é quarta-feira, 15 de fevereiro. O “Dia Internacional da Mulher” será apenas no próximo dia 8 de março. Mas, hoje também é dia da mulher, tanto quanto foi ontem, ou quanto será amanhã. Todo dia, toda manhã, toda tarde e toda noite, é dia da mulher.

Aqui neste JBF, nós colunistas nos relacionamos amigavelmente com essas mulheres: Dona Aline, Dona Sonia, Dona Violante, Dona Diana, Dona Glorinha, Dona Dalinha, e, a desconhecida mas muito “falada”, Dona Chupicleide.

Tem ainda as colunistas (que não temos proximidade nem conhecimento) e a minha eterna personagem Raimunda Buretama, minha falecida avó.

E, exceto para minha avó, faço uma pergunta:

– Por que mulher sofre tanto, e sofre sempre com prazer e por prazer?

Pois, essa mesma minha avó, que nasceu e viveu lá nos tempos do ronca, quando ela mesma descobriu que “obrar” no mato, é a coisa mais mió que inziste, tinha o costume de dizer que, “mulher que num pariu o fio por adindonde ele entrou, num é mulher”.

Pois é. Eu preciso lhes dizer que Vovó ainda era viva, quando descobriram no mundo o parto cesáreo. Antes disso, muitas mulheres que não “conseguiam parir por onde o filho “entrou”, morriam mesmo de parto” – e ainda aparecia alguém para culpar a parteira leiga.

Essa mesma Vovó garantia que, “é no parir que a mulher se realiza e dá a luz a alguém. Dá a vida!”

Essa dor, esse sofrimento, deve ter algum significado divino.

Balé – o sacrifício e a dor pela beleza

E, o que dizer da beleza e da desenvoltura da mulher bailarina?

É, aquela que encanta e hipnotiza plateias dançando ballet, clássico ou não, em danças solos ou não, acompanhada com parceiro ou com grupo?

Mas, o que enfrentam e qual será o dia-a-dia de treinos e mais treinos e apresentações dessas mulheres que, no palco e para a plateia, se realizam e transmitem a beleza de movimentos e a poesia do corpo?

Provavelmente foi por conta da compreensão desse “sofrimento prazeroso”, que o compositor e cantor Ivan Lins fez a homenagem a seguir:

Coragem, mulher – Ivan Lins

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Essa firmeza nos teus gestos delicados
Essa certeza desse olhar lacrimejado
Haja virtude, haja fé, haja saúde
Pra te manter tão decidida assim

Que segurança pra dobrar tanta arrogância
Que petulância de ainda crer numa esperança
Quem é o guia que ilumina os teus dias?
E que te faz tão meiga e forte assim

Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher

Como te atreves a mostrar tanta decência?
De onde vem tanta ternura e paciência?
Qual teu segredo, teu mistério, teu bruxedo
Pra te manter em pé até o fim?

Coragem, coragem, coragem, mulher
Coragem, coragem, coragem, mulher

Depilação – qualquer dor vale na busca do belo

Lá pelos anos 50, na minha Queimadas, povoado do município de Pacajus, onde nasci no Ceará, e quando comecei a me entender como gente, meu Avô raspava a barba uma vez por semana, com um canivete. No canivete, uma banda de Gillete Blue Blade. Apenas os barbeiros profissionais (ou quem tinha melhores posses) usavam as navalhas das marcas Corneta e Solingen.

Foi pouco antes do começo deste século, que surgiu no Brasil a moda da “depilação”. Inicialmente as mulheres adotaram a novidade. Raspavam as pernas, dos joelhos para baixo. Em seguida começaram “fazer as sobrancelhas” e depois adotaram também a moda de raspar (ou depilar) as axilas. Foi quando surgiu, também, o uso do desodorante – embora, antes, muitos tentassem evitar o odor indesejável do suor usando talco ou pó-de-arroz.

E aí mais uma vez as mulheres aconteceram. Elas resolveram subir a zona da raspagem. Passaram a raspar também as coxas – e não demorou muito passaram a podar os pelos que protegem o órgão sexual e fisiológico. Houve quem não gostasse da “raspagem” nas coxas, pois, quando os pelos voltavam a nascer, nasciam mais grossos e vigorosos. E coxa de mulher é lugar gostoso e macio.

Foi aí que surgiu a depilação, e essa passou a ser feita com base em cera apropriada. Cera quente – há quem afirme que, depilando com cera quente, os pelos demoram mais a renascer. E foi com base nessa informação de estética corporal, que a mulher passou (algumas ou a grande maioria) a fazer depilação total. Um sacrifício enorme – mas tudo em benefício da beleza e do prazer de agradar a si e ao parceiro.

Estética da moda – o incômodo na busca da aparência pessoal

Alguém pode imaginar o sacrifício que uma mulher faz, ao andar de salto alto (com tamanho e espessura igual ao mostrado na foto) num longo trecho de rua calçada com paralelepípedo?

E, como uma mulher consegue se equilibrar, calçando alguma coisa desse tipo?

E, por quê e para que isso?

É a procura constante pela beleza. Aí, a beleza é a estética. O que acaba deformando essa estética e minimizando esse prazer, é o desconhecimento dos locais apropriados para se apresentar calçada com esse tipo de calçado.

Mas elas acham que tudo vale à pena, quando a intenção é a felicidade e a beleza pessoal.

A dor e o prazer pela família constituída

Agora, ninguém jamais se atreveu a negar que, entre todos os sacrifícios feitos pela mulher, o de “cuidar da família”, fazendo tudo por ela, é ao mesmo tempo que o maior deles, o que mais gratifica. Talvez daí tenha surgido a expressão “mãe de família”.

Não é fácil gerar, parir, criar, vigiar todos os dias e zelar por uma família – trabalho incansável que só a mulher sabe e é capaz de fazer. Sem prejuízo para os outros sofrimentos e sacrifícios inerentes à mulher, esse é o que mais dignifica.

Uma mãe é capaz de fazer qualquer coisa, qualquer sacrifício e sofrer qualquer sofrimento pelo bem e pela paz e saúde da família. Não há medidas nem limites para ela nesse particular.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

15 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GUILHERME CAMBUIM – VOLTA REDONDA-RJ

Editor abestado:

Depois do mosquito e da febre amarela, foi descoberta uma doença bem pior no Brasil.

Uma doença grave e perigosa.

Veja só:

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

APRENDIZADO

A Constituição proíbe policial fazer greve. Como portam armas, podem criar problemas de segurança para a sociedade durante a manifestação.

Então, para escapar de punição e exigir reajuste salarial, os integrantes da corporação do Espírito Santo usaram as mulheres como estratégia para fechar os portões dos quartéis, proibindo a saída de militares ou de veículos para o patrulhamento.

No início deu certo. A população capixaba apoiou, foi solidária. Por alguns bons motivos. O baixo salário do policial, as péssimas condições de trabalho, o sonhado adicional de periculosidade e a desconfortável jornada de trabalho.

Porém, sentindo o caldo entortar, a segurança desaparecer, a sobrevivência ficar ameaçada, a liberdade de ir e vir ser cortada, a bagunça invadir as ruas desertas, os frequentes assaltos, homicídios, arrombamentos e saques generalizados nas lojas, o fechamento do comércio, shoppings, bancos, escolas, paralização e incêndio de ônibus, a população mudou de opinião. Desaprovou a manifestação porque nem o IML suportou o excesso de cadáveres para autópsia.

As consequências foram as piores possíveis. A falta de reflexão redundou em danos irreparáveis no Estado. Incalculáveis prejuizos pra muita gente. Como o policiamento é serviço essencial, a negociação deveria ter tomado outros rumos, antes da greve. O problema é crônico e insolúvel. Não é recente, nasceu lá no passado e vem se acumulando durante anos.

Inicialmente, temendo reagir, forçar consequências, diante da pressão, mas sentindo-se encorajado com a ajuda do governo federal, da Justiça e do Ministério Público, o governo capixaba radicalizou. Jogou duro contra os grevistas, indiciando 703 policiais por crime de revolta. Como a pena é longa os policiais tremeram, afrouxaram. Retornaram ao trabalho. Reassumiram as funções.

Como faltou diálogo, negociação e habilidade grevista nas partes envolvidas, quem pagou o pato foi a população que agora descobriu o real motivo da greve. A compra de popularidade de gestores anteriores com o dinheiro público para fazer média. Manter-se no poder à custa do sofrimento popular.

Expediente muito utilizado pelas administrações passadas como forma de segurar a marca política em evidência, pouco importando os males acumulados que iriam causar no futuro.

Como de fato pipocaram agora. O que demonstra a fragilidade da segurança imposta à Nação que afeta a garantia de paz e do bem estar social. Num país onde as desigualdades são fortes. A começar pelos absurdos desníveis salariais.

O Espirito Santo é um dos poucos estados que primava pela valorização do profissional de segurança. Até 2011 adotava excelente programa de segurança pública. Porém, de repente parou, bloqueou os aumentos salarias, tomou outro rumo. Destroçando o programa, até então aplaudido. E deu no que deu. Festival de sangrentas tragédias.

Sinal de que as Polícias merecem atenção. Muitos fatores despertam atenção. Não é somente exigir jornadas estressantes. Aceitar certos abusos cometidos por superiores, acobertados por um rígido código disciplinar interno, cuja reação pode afetar a ordem social. Estressando os membros da corporação.

Se a podridão reina no país, a culpa não deve cair apenas nos ombros da Polícia. A politica ineficaz também comete graves pecados. É responsável por inúmeros descalabros. Por isso o desrespeito às decisões judiciais. O descumprimento de sentenças. O abuso de poder.

Tudo bem, se acham que a policia militar está forte. Tem poder demais, criem novas polícias. Dividam responsabilidades. Com é praxe na maioria dos países desenvolvidos.

O que não pode acontecer é abalar o sistema de segurança pública brasileiro. Já fragilizado. Quando vão combater determinadas ondas de desordens, a Polícia mostra sinais de fraqueza. A começar pelo uso de armamento de qualidade inferior. Ultrapassado em comparação ao da bandidagem.

15 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)


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