16 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE

Distintos, ilustres, bem informados, antenados e participativos leitores fubânicos:

Este Editor gostaria de contar com a boa vontade e a ajuda de todos vocês.

Peço que respondam a pesquisa do JBF que está no ar.

Trata-se de uma novidade que ainda está em fase de testes.

Basta ir aí do lado direito desta gazeta escrota, onde está o item ENQUETE FUBÂNICA (logo abaixo do feissibuqui) e dar o seu pitaco.

É importante salientar que está primeira pesquisa é apenas um teste. Não passa disto.

Uma ironia, uma gozação.

Antecipadamente agradeço a participação de todos vocês.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

16 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

O tempo passa, mas a história mostra que não se deve confiar no político. Nunca. O motivo é o mesmo. O político não muda a forma de pensar, agir, trabalhar. Muito ao contrário, permanece agindo com a mesma visão corporativa de sempre. Egoisticamente, em defesa dos próprios interesses. Deixando a sociedade em segundo plano. Esquecida. Até a próxima eleição.

A PEC, de autoria do senador Romero Jucá, do PMDB-RR, que visava proteger os integrantes da linha sucessória da Presidência da República, no caso os presidentes do Senado e da Câmara, contra atos praticados em mandatos anteriores, envergonhou o país. Deixou o cidadão de orelha em pé.

De tão descarada, a proposta foi batizada de indecente. Uma imprudente emenda que já tinha recebido o apoio de 29 senadores de nove partidos. Todavia, após a propagação do texto pelos bastidores do Congresso, os opinantes tiveram medo da repercussão. Como tremeram nas bases, os aproveitadores de ocasião no instante passaram a borracha na lista, apagando os respectivos nomes para não prejudicar o futuro político.

Ainda bem que a pressão fez o senador Romero Jucá retroagir na descabida intenção. Tomara o STF apresse o julgamento da ação que fecha a porta da linha sucessória para quem for réu em processo.

Caso a iniciativa seja aprovada pelos ministros do Tribunal superior, evita novos arrumadinhos. Barra outras semelhantes jogadas. Elimina indecorosos conchavos de falsos representantes do povo.

Pelo menos uma lição ficou clara neste imbróglio. Pressionado, o parlamento afrouxa. Os parlamentares pensarão duas vezes, ants de tentar sair da linha.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

NO FUNDO DO MAR

Rosana estudou em colégio de freira, foi carola de igreja na juventude, quase santa em sua maturidade. Usava vestidos de mangas cumpridas, xales nos ombros, encobria o jovem corpo, ninguém sabia o que havia por baixo daqueles panos. Sua mãe, viúva, lhe alertava, mulher depois dos 25 anos fica difícil arranjar marido, está na hora de namorar para casar, tente conseguir alguém que possa lhe sustentar.

Por meio de um deputado amigo, e amante, a mãe arranjou-lhe um emprego na Secretaria de Finanças. Nessa época Rosana conheceu, namorou, Jorginho, baixo, falante, advogado de uma empresa. Sem muito amor, depois de dois anos entre namoro e noivado casaram-se na Igreja dos Martírios, muitos parentes, amigos, lua-de-mel em Salvador. Rosana casou-se virgem, assim conservou-se durante o noivado graças ao respeito do noivo, se fosse da laia de certos indivíduos, aquele cabaço havia voado há muito tempo.

Jorginho ficou surpreso com o desempenho de Rosana na cama, fogosa que nem uma égua no cio, montou e se fez montada, ele voltou da lua-de-mel exausto. Ao retornar à vida normal ficou preocupado com sua ardente mulher, daria conta? Entretanto, Rosana continuou em vestidos longos, cinzentos, assexuados. Somente Jorginho no mundo conhecia verdadeiramente aquela loba cheia de furor na cama, na rua uma dama. Anos passaram, dois filhos crescidos, Rosana continuou do trabalho para missa, para casa. Tinha um tratamento respeitoso ao marido, excelente dona de casa. Só não abria mão de seu banho de mar aos domingos na praia da Pajuçara, defronte ao apartamento. Jorginho não gostava de praia, ela sozinha. Sempre com um maiô discreto.

Em certo momento, as coisas foram mudando, Rosana tornou-se mais alegre, havia felicidade explícita em seu sorriso, chamava Jorginho de meu amor, coisa nunca vista nos 20 anos de casados, seus vestidos encurtaram, colaram nas curvas do corpo, na praia era um biquíni, Rosana tornou-se outra mulher. O marido ficou com pulga, carrapato, piolho e o cão atrás da orelha, nunca vira uma transformação tão radical em uma pessoa. Ele passava o dia a matutar. O que estaria acontecendo? Será influência de alguma colega de repartição? Será que pirou? Deixou de acreditar nos santos? Está me galhando? Ao pensar nessa última pergunta, deu-lhe uma tristeza profunda, aquela depressão típica, exclusiva de corno. Não teve coragem de esclarecer tão delicado assunto com a esposa. Ficou sofrendo calado, sozinho, o pior sofrimento.

Certa manhã tomou decisão, foi ao centro da cidade, subiu no Edifício Breda, conversou com um detetive particular. Contou toda história a Audálio. Ele pediu-lhe uma foto da mulher e seu itinerário normal. Jorginho, contrariado, sentindo-se um traidor, deu-lhe as informações dos locais mais frequentados, inclusive o banho de mar aos domingos, um mergulho na praia da Pajuçara em frente ao seu edifício.

Audálio fez o trabalho, primeira semana sem algum fato concreto, nenhuma pista de traição. Continuou. Seguiu a mulher por toda cidade, nada de anormal, um mês, dois meses de investigação. Jorginho desistiu, era só uma transformação de mulher madura, medo de velhice prematura, como disse o psicólogo. Pagou a Audálio. O detetive ficou frustrado, uma desmoralização, nunca havia desistido, perdido um caso.

Audálio, sem cliente, por distração, continuou seguindo a mulher de Jorginho em todos os lugares, até que num belo domingo, percebeu Rosana entrar o mar, alugou uma bóia de um rapaz alto, espadaúdo, que a ajudava segurando a bóia, chegaram ao fundo até dar água no pescoço. O detetive tirou várias fotos de Rosana apegada ao moreno. Por baixo da bóia, ninguém percebia, discretamente tirava o biquíni, entrava em erupção na água tépida da Pajuçara. Em casa, Audálio revelou as fotos, eram contundentes, amor no fundo do mar, sentiu-se triunfante. Pensou no marido, era apenas mais um corno no mundo, estava feliz, não valia a pena, deu-se por vitorioso, rasgou as fotografias.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

16 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Berto

Seu cabra desassombrado.

Publique (se tiver coragem) esta humilde criação minha.

Ausência

Se te ausentas
o espaço fica mudo,
o céu perde o seu brilho,
o frio envolve a vida
e um gesto muda tudo…

Se te ausentas
a melodia é triste,
não mais o riso, o gosto,
o olhar se embaça, o sonho…
e o amor não mais existe.

Se te ausentas
sou pária, sou sozinho,
sem sombra, sem abrigo
nem ramo ou flor, nem versos,
à beira do caminho…

não te ausentes,
pois levas a emoção,
o céu, a sombra, o ramo
a flor, o sonho, a vida,
a alma e o coração!

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FELIPE PILOTO – CHARGE ONLINE

16 fevereiro 2017 JOSIAS DE SOUZA

SÓ PADILHA NÃO VÊ AS MÃOS GRANDES DOS LOBÕES

Na definição de Eliseu Padilha, o chefão da Casa Civil de Michel Temer, a participação dos partidos nos governos não é normal. “É mais do que normal, é absolutamente normal.” Num dia em que os conceitos de Padilha ainda crepitam no noticiário como faíscas de ontem, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a deflagração da Operação Leviatã. A novidade potencializa a impressão de que algo de muito anormal precisa acontecer no país para subverter a doce normalidade do Brasil de Padilha.

Entre os alvos da nova operação está Márcio Lobão, da mesma alcateia de Edison Lobão. Apura-se, entre muitas outras coisas, a suspeita de que o filho recebeu em nome do pai propinas do consórcio de empresas responsável pelas obras de Belo Monte. Propinas que eram rachadas o PT e com outros pajés da tribo do PMDB, a saber: Romero Jucá, Renan Calheiros, Jader Barbalho e Cia.

Presidente do PMDB, o senador Romero Jucá apressou-se em divulgar uma nota: “O PMDB apoia todas as investigações e vê como positiva qualquer medida do STF que possa tornar célere a conclusão dos processos.” Tudo normal. Ou, por outra, tudo “mais do que normal”, tudo “absolutamente normal.”

Este novo surto de normalidade ocorre nas pegadas da ascensão de Edison Lobão ao posto de presidente da poderosa Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Tudo conforme planejado por Jucá, o ‘Caju’ da lista da Odebrecht; por Renan Calheiros, o ‘Justiça’; e pelo domador de lobões José Sarney. Todos ilustres representantes do PMDB de Padilha e Temer.

Ao justificar a normalidade que vigora no Brasil, Padilha, com modéstia, declarou: “O PMDB sozinho não iria governar. Aliás, a história política brasileira depois da reabertura democrática, tem mostrado que o presidencialismo é de coalizão. Vários partidos sempre vão apoiar o governo. E com isso eles têm participação no governo, o que é mais do que normal, absolutamente normal.”

Se a história política brasileira mostra alguma coisa, é que depois da reabertura democrática, tudo muda no país, menos o PMDB, que está sempre nas proximidades dos principais cofres. Enquanto houver padilhas dispostos a fazer o papel de uma Chapeuzinho Vermelho ingênua, o Tesouro Nacional continuará sendo mastigado junto com a vovozinha. Falta ao enredo alguém que se anime a perguntar para os lobões do PMDB: “Por que essas mãos tão grandes?”

* * *

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

LEI DE AMPARO AO PEQUENO E MÉDIO CORRUPTOR

– ARTIGO ÚNICO

Baseado no ditado popular:
“Um dia é da caça, o outro é da cueca”,
Todo pequeno ou médio corruptor
Afrontado com juiz ou promotor,
Deve receber da justiça:
Um pacote de chá de camomila
Uma fralda para adulto (da boa)
E tem todo direito de permanecer cagado.

LEI DO ESTRANGULAMENTO FISCAL (ou Lei do Basta)

Fica proibido desperdiçar, com o parlamentar
um-vintém-de-mel-coado além do dentifrício.

Portanto (por conta da muda) só será pago:

Desodorante
Sabonete
Escova de dente
e BASTA.

Emenda:
Itens obrigatórios de vestimenta e Ética parlamentar:

Terno, gravata até o talo
E vergonha na cara. *

* Tá bem! Tá bem! Aqueles que não pissuem
(dependendo da tramóia), pode continuar sem pissuir.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

FREVO E CIRANDA

Um frevo de rua do compositor Capiba. Executado pela Orquestra 1º de Novembro de Timbaúba-PE.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

16 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Senhor Editor

Não sei o nome da PEC de autoria da excelência Romero Juca, tampouco sabia de sua existência.

Li hoje na internet que é para blindar políticos de investigações a respeito de fatos anteriores ao mandato.

Se entendi corretamente, seria dizer que:

Eu era, mas não sou mais.

Não acredito nessa notícia.

Vou colocar os nomes abaixo daqueles que assinaram e vamos aguardar que as excelências nos enviem o desmentido.

Do PMDB – Romero Jucá, Zezé Perrela, Valdir Raupp, Renan Calheiros, Edison Lobão, Marta Suplicy, Eduardo Braga, Hélio José, Garibaldi Alves.
Do DEM – José Agripino Maia, Maria do Carmo Alves, Davi Alcolumbre.
Do PSDB – José Aníbal, Flexa Ribeiro, Aloysio Nunes, Aécio Neves, Eduardo Amorim, Cássio Cunha Lima.
Do PSB – Antônio Carlos Valadares, Roberto Rocha, Fernando Bezerra.
Do PSD – Otto Alencar, Lasier Martins, Sérgio Petecão.
Do PRB – Eduardo Lopes.
Do PP – Benedito de Lira.
Do PR – Vicentinho Alves.
Do PSC – Pedro Chaves.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

16 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – GUABIRUTAGEM FAMILIAR PMDEBAICA

A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (16) uma operação, chamada de Leviatã, para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de pessoas investigadas por propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A Leviatã se baseia em provas coletadas na Operação Lava Jato.

Entre os alvos da operação estão o ex-senador pelo PMDB do Pará Luiz Otávio e o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão.

As buscas estão relacionadas a um inquérito que corre no STF para investigar pagamento, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores das obras da usina ao PT e ao PMDB.

* * *

Conforme consta da notícia aí de cima, a Operação Leviatã surgiu depois de “provas coletadas na Lava Jato.

Vou repetir: PROVAS!

E depois ainda tem neguinho fela-da-puta que quer extinguir a operação Lava Jato…

É phoda!

Agora, voltando à notícia:

Esta parelha partidária citada no último parágrafo não se desgruda nem com a porra.

PT e PMDB estão sempre juntos na guabirutagem e na mamação dos recursos públicos.

Talvez seja por isso mesmo que Lobão não perde uma única eleição e que Lula esteja brilhando nas pesquisas fajutas: o eleitorado banânico adora ladrões.

Num é mesmo, Eduardo Cunha?

Esta manchete aí de cima refere-se a um dos ratinhos do papai Lobão.

Quem quiser saber mais sobre o outro rato familiar lobaico, releia uma postagem de agosto de 2013, que saiu aqui no JBF.

Uma postagem intitulada justamente de “Filho de Lobão, lobinho é…

Basta clicar aqui para ler.

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

16 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

RELEMBRANDO O PIRIPAQUE

Comentário sobre a postagem PERDA IRREPARÁVEL

Maurino Júnior:

“Berto, esse cabra deixa saudade, mesmo não nos conhecendo pessoalmente.

Gostaria de pedir e se possível for, que você republicasse aquele texto dele, quando tiveste o piripaque fubânico.

Acredito que o título é “PIRIPAQUE FUBÂNICO? SEI…

Creio que todos irão gostar muito de reler.”

* * *

Nota da Editoria:

O nome correto do texto citado pelo nosso leitor e escrito pelo saudoso colunista Cícero Cavalcanti é “Arritmia. Sei“, publicado em 22 de julho de 2016.

Para reler a matéria basta clicar aqui

16 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)


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