17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

JACINTO SILVA – NO CORAÇÃO DA GENTE – NOSSA HOMENAGEM

Sebastião Jacinto da Silva, de nome artístico Jacinto Silva.
Nascido em Palmeira dos Índios – AL em 23 / 08 / 1933
Falecido em Caruaru – PE em 19 / 02 / 2001

Em 2010 Jacinto Silva recebeu um tributo à altura do papel que desempenhou na música brasileira em geral e em particular na nordestina. Num Cd em que nomes feito Spok, Margareth Menezes, Silvério Pessoa, Targino Gondim, Cajú e Castanha, Maciel Melo, para citar apenas alguns, participam, é uma homenagem ao forrozeiro alagoano, que morou a maior parte de sua vida em Pernambuco.

* * *

01 – Aboio de um vaqueiro – (Jacinto Silva) – Spok

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02 – Aquela rosa – (Jacinto Silva) – Margareth Menezes

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03 – Teste para cantador – (Jacinto Silva) – Jacinto Silva & Silvério Pessoa

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04 – Minha professora – (Jacinto Silva) – Targino Gondim

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05 – Cante Cantador – (Jacinto Silva / João Silva) – Flávia Wenceslau

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06 – Moleque de rua – (Manoel Alves / Agenor Farias) – Cajú e Castanha

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07 – Plantação – (Jacinto Silva / Janduhy Finizola) – Maciel Melo

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08 – É tempo de ciranda – (Onildo Almeida) – Isaar

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09 – Justiça Divina – (Onildo Almeida) – Tiago Araripe

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10 – Coco de praia – (Jacinto Silva) – Flor de Cactus

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11 – Filosofia do forró – (Jacinto Silva) – Josildo Sá

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12 – Pisa maneiro – (Jacinto Silva) – Xangai

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13 – Gírias do Norte – (Jacinto Silva / Onildo Almeida) – Elba Ramalho

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14 – Coco do Gago – (Jacinto Silva) – Tom Zé

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15 – Imaginação – (Jacinto Silva / Idevaldo N. Marques) – Petrúcio Amorim

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16 – Fonte de Luz – (Jacinto Silva / José R.Souto Maior) – Aurinha do Coco

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17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – IMPUNES

* * *

Como disse o colunista fubânico José Nêumanne Pinto – na postagem que está imediatamente abaixo desta -, ser julgado pelo STF é garantia de impunidade.

Lindbergh e Collor: dois guabirus amigos, dois tolôtes do mesmo pinico

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

SER JULGADO NO STF É GARANTIA DE IMPUNIDADE

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

17 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

CHEGOU AO ORIENTE

O herdeiro da Samsung, uma das maiores empresas de eletrônicos do mundo, foi preso na Coreia do Sul.

Ele foi detido por causa da participação em um grande escândalo de corrupção nacional, que levou até ao impeachment da presidente sul-coreana, Park Ún-Rê.

Os promotores acusam o grupo de pagar mais de US$ 37 milhões em propina para organizações não-governamentais ligadas a uma amiga da ex-presidente.

* * *

37 milhões de dólares pixulecados pra amiguinhos da ex-presidenta…

A parecença me lembrou uma certa republiqueta latrino americana.

Quer dizer, então, que a Lava Jato chegou à Coréia do Sul?

Que notícia boa.

Só não vai conseguir chegar nunca à pobre e fudida ditadura da Coréia do Norte cumunista.

Lee Jae-Yong, o cambalacheiro sul-coreano indo pro xilindró; o nome começa com “L” mas ele tem dez dedos nas mãos e ficou rico vendendo televisão

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

JULIO – CHARGE ONLINE

SEBASTIÃO DA SILVA E MOACIR LAURENTINO: UMA GRANDE DUPLA EM CANTORIA

Moacir Laurentino e Sebastião da Silva improvisando num Quadrão Perguntado:

* * *

Sebastião da Silva e Moacir Laurentino trabalhando o mote

Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Sebastião da Silva

Acho linda as melodias
de Sivuca, o sanfoneiro,
do sertão ao chão brejeiro,
as produções e poesias,
do fole de Abdias,
filho de Taperoá,
Genaldo, do Ceará,
caboco, cabra da peste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Moacir Laurentino

Irrigaram Petrolina,
embora com pouca chuva,
hoje em dia a sua uva
tem mais que na Argentina,
os frutos têm vitamina,
da uva ao maracujá,
de Pau D’Arco a Camará,
do Mororó do Agreste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Sebastião da Silva

Manuel Xudu, violeiro,
filho dessa região,
dos poemas de Cancão,
das estrofes de Granjeiro,
também Pinto de Monteiro,
de Silvino Pirauá,
Odilon Nunes de Sá,
poeta pra todo teste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Moacir Laurentino

Nordeste que não enrica,
não é terra valorosa,
que só tem planta verdosa,
juazeiro e oiticica,
o sul da gente critica,
Rio Grande e Paraná,
mas do jeito que ele está,
é sujeito à fome e peste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Sebastião da Silva

O petróleo sergipano,
carne de sol em Caicó,
nosso sal de Mossoró,
e o sisal paraibano,
a pesca do oceano,
turismo que aí está,
e no norte do Quixadá,
sertanejo ainda investe.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Moacir Laurentino

É o Cariri pelado,
é o cinzento sertão,
na quentura do verão,
deixa o mato sapecado,
não tem um rio de nado;
do jeito que a coisa está,
talvez muita gente vá,
daqui para o sudoeste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Sebastião da Silva

Se houvesse irrigação
e uma boa açudagem,
não teria desvantagem
nos períodos do verão,
teria muito algodão,
que a produção ainda há,
mas do jeito que está,
na seca ninguém investe.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

Moacir Laurentino

Em São Paulo tem riqueza,
em Brasília tem distrito,
o nordeste é esquisito,
não tem água pra represa,
Paraná e redondeza,
conheço o café de lá,
tem café do Paraná,
gosto do café que preste.
Nordeste só é nordeste
do São Francisco pra cá.

* * *

Sebastião da Silva e Moacir Laurentino em cantoria improvisada

Moacir Laurentino

A meu filho dar estudo,
e o curso superior,
para avistar mais na frente
o meu menino doutor
dizendo: não me envergonho
do meu pai ser cantador.

Sebastião da Silva

Seja ou não seja doutor,
quero criar meus guris,
com moral e com capricho,
honrando o nosso País,
que às vezes anel de doutor
não faz ninguém ser feliz.

Moacir Laurentino

Ir à missa na matriz,
morar num canto escondido,
ir caçar à tardezinha,
com espingarda de ouvido,
e um cacete de jucá,
pra dar carreira em bandido.

Sebastião da Silva

Queria ser prevenido,
pra manhã do meu roçado,
com inverno todo ano,
com muita ração pra o gado,
e um cavalo bom de boi
pra nele eu andar montado.

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

17 fevereiro 2017 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

BANDIDOS PREDILETOS

Comentário sobre a postagem MANCHETE DA QUINTA-FEIRA – GUABIRUTAGEM FAMILIAR PMDEBAICA

Macau:

“Cadê Goiano?!!

Ele só defende o Ladrão Mor e Vaca Peidona?”

* * *

“Sequiessê uma cara de priquito da porra. Vôte!”

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

CLÃ LOBÃO: TRADIÇÃO DE PAI PRA FILHO

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

OS MARCHISTAS – Os Marchistas

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

TAVA CAGANDO!

Visitei esta semana meu querido cliente e amigo o advogado Alcides Rodrigues de Sena – que já emplacou 96 anos e vive com o mesmo entusiasmo e bom humor – no seio de família numerosa, com a esposa, D. Anunciada, e um monte de netos e bisnetos, em seu solar tipicamente espanhol, em Goiana.

Dr. Alcides

E como sempre, sob meu estímulo, soltou histórias incríveis provocadoras de boas risadas. Contou-me ele mais uma, que aliás, publiquei em seu livro: “Pedaços da Alma, Filigranas do Coração”.

O traficante e maconha não atendeu aos pedidos da Polícia para abrir a porta e teve a casa invadida. Procura inútil. Nada foi encontrado. Justificou depois, em juízo, a demora em abrir a porta porque estava no banheiro obrando, pelo que deu várias descargas.

O Processo correu e o Juiz arrolou a esposa como Informante.

– Minha senhora, o que seu marido estava fazendo naquela noite, no banheiro e dando descargas tão prolongadas?

Senhora simples, de hábitos rurais, vestido de chita, corpo bem coberto, humilde e tímida. Ela olhou para o Juiz com certo espanto face à pergunta que lhe foi dirigida e disse com a maior simplicidade:

– Seu Juiz, pelo que sei ele estava cagando!

E o Juiz, diante da risadaria na audiência, nem duvidou da seriedade da Informante, porém anunciou que arranjaria um sinônimo para aquela expressão xula: “Estava satisfazendo suas necessidades fisiológicas”, solicitando a concordância da esposa do suposto traficante, para a mudança, ao que ela concordou mas reafirmou:

– Doutor Juiz não sei mesmo o que o senhor quis dizer, mas que ele tava cagando, tava!

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

17 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – SAÚDE PRA DAR, VENDER E EXPORTAR

* * *

E isto foi só no mês de janeiro passado???!!!

Danô-se!

Com certeza, isto é culpa da herança maldita deixada por FHC.

Agora, aqui entre nós: perder plano de saúde é besteira.

O nosso sistema de saúde pública é tão bom que já foi até recomendado pra ser exportado.

E exportado pros Zistados Zunidos!!!

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

17 fevereiro 2017 ALAMIR LONGO - VENTO SUL

VENTO FRIO

Vento, vento, vento frio
Vento frio, vento malvado
Por que vens da cordilheira
Castigar as costaneiras
Do meu rancho esburacado?

Vento mau, vento danado
Vento atroz e arredio…
Com teu sibilar cortante
Vens de plagas tão distante
Só pra me ver passar frio?

Mas há ventos mais pungentes
Que você, vento cigano!
O vento da falsidade
E o vento de iniquidade
Com sopros de desengano.

Tem o vento do desprezo
E o vento frio da traição
Tem o vento da maldade
Ventos de mediocridade
E ventos de solidão.

Tem o vento da injustiça
Com seu sopro de maldade
Tem o vento da inclemência
Soprando com prepotência
Nos porões da sociedade.

Há ventos de intolerância
E o de falta de humildade
Tem ventos de hipocrisia
E vento de nostalgia
Carregado de saudade.

Entre os ventos mais cruéis
Que castigam minha choupana
Não há outro vento frio
Pra me dar mais calafrio
Que o da ingratidão humana…

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 fevereiro 2017 DO FUNDO DO CAÇUÁ MUSICAL

FREVO DOS MOTORISTAS

Um frevo-de-rua do Maestro Nunes. Executado pela Orquestra 1º de Novembro de Timbaúba-PE. Todos os músicos são excelentes, mas tem uma tuba aí no meio da orquestra que é um espetáculo à parte!

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS


UM ANO BOM

O tempo passa, mas as histórias, parece, perderam a idade. Usando de um vocabulário mais comum, não acredito na condição de envelhecimento dos fatos, das histórias. Digo isso diante do inevitável: estamos em fevereiro, mas ainda me inquietam as acontecências do ano passado, de um 2016 não muito bem louvado. E já pisamos nos passos e compassos de fevereiro. Neste ritmo até pensei em cantar com Marcelo Montenegro, um infelizmente esquecido cantor e compositor catendense, autor de um precioso frevo: “Capiba, chegou fevereiro, o ano inteiro cansei de esperar…

Nada de melodias alegres, minha atenção continua voltada para as marcas do passado, um passado não tão distante, mas, mesmo assim, um tempo pretérito: 2016. Um ano, segundo a voz geral, de desgraças e maldições. E por andar na contramão das gentes, conto histórias.

Éramos uma mesa de confraternização de final de ano, como outra qualquer. Nada de opulências nestes tempos de crise. Sequer podíamos cantar, como o poeta Carlos Pena Filho, “são trinta copos de chopp, são trinta homens sentados, trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustrados”. Ali éramos apenas cinco pessoas, cinco amigos diante de uma mesa com alguma cerveja, sucos de frutas e água mineral a se despedir de um ano complicado. Entre uma beliscada e outra no petisco que servia de entrada, as mágoas deixadas pelas águas há pouco passadas iam sendo debulhadas.

Um dos presentes perdera a esposa, depois de um casamento de quarenta anos. Foi uma perda difícil, dolorosa. Como os personagens bíblicos, por quarenta dias a mulher foi definhando com o câncer que lhe comia as energias vitais, desfazia sua vida, deitava silêncio sobre os dias de um futuro que não chegou a existir. Por quarenta dias, o marido chorou suas dores e a fatalidade irrevogável de seu destino de viúvo. E ali contava seus lamentos para finalizar com uma assertiva também fatal: “Agora é seguir a vida…”

Um outro, jornalista de longo curso, conhecedor de antigas redações, onde a máquina de datilografia, o cigarro e alguns goles de uma bebida qualquer – do café à cachaça – eram uma ordem inconteste e temperavam as longas conversas, também tinha um carnê de mágoas para quitar. Lastimava-se do infarto que sofrera, da obrigatoriedade médica de abandonar um velho companheiro, o cigarro, a quem ainda se mantêm teimosamente fiel. “Mas agora fumo bem menos”, garante, assegurando ainda que a dor do infarto é tão aguda quando a clássica dor do parto, segundo relatos incontáveis que ouviu em sua outrora passagem pelo jornalismo policial. “Mas ainda me sobrou vida para alguns tragos, de cerveja e cigarro, afinal, cavalo velho não aprende pisada nova…”

O mais novo da roda, também já sabia contar as contas de um rosário. Não vira mortes próximas nem sentira as agruras do coração, nem mesmo os amorosos. Seu casamento estava seguro e o emprego garantido. Mesmo assim perdera renda. Tinha umas aplicações que não renderam lá o montante sonhado fazendo adiantar para tempos mais prósperos uma longa viagem de férias. Também diluíra nas águas da Petrobrás umas poucas, mais outrora valiosas, ações. Precisava reconstruir o patrimônio pois a esposa estava cansada de morar de aluguel e já não tinha mais renda que permitisse se cadastrar no Minha Casa, Minha Vida. Mesmo assim queria celebrar a vida e distribuía vinho e chocolate aos presentes.

A única mulher da mesa lamentava o aperto que fez o pai de sua filha perder recursos e, consequentemente, diminuir a pensão alimentícia. Também, a filha andava com problemas na escola e a artrose da mãe, já bem idosa, se agravava e ela, a filha, sentia crescer as responsabilidades de suas costas nem lá tão largas. Além disso havia o problema financeiro. O salário já não acompanhava o padrão de vida de antes e algumas restrições já começavam a se apresentar em sua mesa e em seu guarda-roupas. “Ainda bem que, pelo menos hoje, temos uma mesa farta. Vamos celebrar.”

Diante daquela mesa, na medida do possível, farta, já nos últimos dias do ano, comecei a enxergar 2017 como um puxadinho de 2016. Nada no horizonte claro e aberto de Brasília anunciava bonança. Lá nos longes, as nuvens escuras, bonitas de chover, nuvens da invernada de janeiro caminhavam em nossa direção…

De repente despertei para o óbvio. Chegamos ali porque vivemos, diria o Conselheiro Acácio. E de minha parte o ano não foi tão trágico. Tive dores, mas nenhum infarto de próprio peito nem morte em família, também. E 2016 não foi de todo mau. Nas orlas da aposentadoria, vi crescer as perspectivas daquilo que sempre quis ser: um escritor full-time. Ganhei prêmios literários. Estreei como teatrólogo. Assinei contratos para novos livros. Retomei velhos amores, como a delícia de reler Hermilo Borba Filho, Osman Lins e Nikos Kazantzákis. Cultivei novas e velhas amizades. Tomei bons vinhos em boas companhias. Conheci novas terras e sabores. Vivi a vida com a intensidade que ela merece.

Um ano qualquer pode ser difícil ou mesmo bom, como todos os anos – outra inspiração do conselheiro. O normal, no entanto, é que ele tenha as duas faces, como Jano, o mito romano. Afinal em um espaço de 361 dias pode acontecer tudo, inclusive nada, como diria Acioli Neto. Há sempre os momentos tensos e outros nem tanto, afinal assim se faz a vida. E a vida é imponderável, imprevisível, quase sempre. Seus tijolos se fabricam em diferentes fôrmas, são modelados por oleiros vários, não se repetem, enfim. Daí seu fascínio.

O que importa é que o dólar caiu, o presidente dos Estados Unidos é maluco, nossa política se equilibra entra a tragédia e a comédia, esta crônica de Ano Novo está atrasada, semana que vem é carnaval e nós estamos vivos.

E viva a vida.

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

17 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEXTA-FEIRA – A QUEDA DO LUCRO DOS BANCOS E A BANCARROTA DO JBF

* * *

A queda do lucro dos bancos, em apenas 20%,  é besteira.

O prejuízo das Organizações Midiáticas Besta Fubana aumentou em 268% no ano passado.

E, neste ano de 2017 que está começando, as coisas pioraram mais ainda nas finanças desta gazeta escrota.

Isto tudo é culpa de FHC, que fudeu Banânia por inteiro.

Crise e inadimplência são legados que o tucano deixou pro PT.

E tem mais: também por culpa do sociólogo emplumado, o Itaú Unibanco passou a ser o maior banco banânico e deixou pra trás o nosso querido banco estatal, o Banco do Brasil, aquele que cobra os juros mais baixos do mundo.

A verdade nua e crua é que o JBF tá fudido…

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

JE SUIS BESTA FUBANA

Está havendo uma rápida islamização do mundo. A Europa já está praticamente tomada.

Essa retórica politicamente correta, inventada pela mídia vermelha, de que a maioria dos muçulmanos só quer a paz e que o Corão não prega violência, está totalmente errada. O islã não aceita a convivência com outras religiões. Quem não é muçulmano é incrédulo, e o Corão prega sim, a morte dos infiéis que não se converterem. Manda matar, diz que não peca aquele que mata incrédulo. E é direto, sem metáfora.

“2ª surata: 191 – Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a intriga é mais grave do que o homicídio. Não os combateis nas cercanias da Sagrada Mesquita, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo aos incrédulos.”

Pergunte a um muçulmano se ele defenderia o seu país ou o islã em caso de guerra? A resposta é única, defenderia o islã. O muçulmano não aceita o estado laico, muito menos a democracia. Islã e democracia são antagônicos.

Nos países democráticos, usam a democracia para criarem verdadeiros guetos onde apenas a sharia é aplicada, não aceitam as leis dos países que os acolhem. Pobres refugiados! Por que não se refugiam nos países muçulmanos ricos? Simples, eles não aceitam. Por que? Porque querem islamizar o ocidente e, para isso, contam com os refugiados e com a idiotia do politicamente correto e seus seguidores. Também contam com a “tolerância” do ocidente.

Não aceitam a cultura dos países ocidentais, mas querem que os ocidentais, quando em países muçulmanos, aceitem a sua. A mídia diz que é um absurdo não permitirem que as muçulmanas usem seus trajes, é um desrespeito aos seus valores. Mas não diz que é um absurdo que as cristãs não o usem quando estão lá, são obrigadas. Cadê as feministas?

Alguém já viu algum líder muçulmano (não um simples mulá de mesquita) condenando os atentados e fazendo campanha contra o terrorismo? Dizendo que não existe “mártir”? Que quem comete um atentado não vai para o paraíso e que não existem 72 virgens esperando? Dizendo que quem se mata pelo islã é apenas um inocente útil nas mãos de um bando de psicopatas? Que Deus não quer que ninguém mate em Seu nome? Não, né. No máximo, meia dúzia de bagrinhos dizem que o islã é paz blá blá blá, sem nem tocar no assunto.

Quando eu ouvir algum condenando o terrorismo, condenando a jihad, mudo de ideia.

Essa religião tornou-se uma epidemia que precisa ser freada. Que fique dentro das fronteiras dos países que a adotam, antes que o mundo tenha que reviver as cruzadas, já que eles reviveram a jihad e a fatwa. Aliás, não fossem as cruzadas, tão criticadas pelo politicamente correto, a Europa estaria seguindo a sharia há séculos, ou seja, a Europa já passou por isso, mas parece que não aprendeu nada.

Muitos muçulmanos estão combatendo o ISIS, é verdade. Mas é pelos seus territórios, pelas suas próprias vidas, não porque querem acabar com o terrorismo no ocidente. Se eles não se entendem nem mesmo entre eles, como vão viver bem com outras religiões?

E os cristãos assassinados diariamente nos países muçulmanos simplesmente por serem cristãos? Mulheres, crianças. A imprensa não mostra, o assunto não é tocado por nenhum líder mundial, nem pelo nosso Papa comunista, parece tabu. Ih! o Trump falou… mas ele não é doido?

Os EUA estavam indo pelo mesmo caminho, mas o povo americano acordou.

Sei que um monte de fubânicos, inclusive o fubânico-mor, acham o Trump maluco e outros adjetivos negativos, mas sem ele, tenham a certeza, a coisa ia ficar cada vez mais preta.

E não pensem os brasileiros que aqui não chegará se nada for feito, e desde já. Há poucos anos o islamismo ainda era inexpressivo na Europa como é no Brasil.

Nós precisamos abominar o politicamente correto da esquerda. Jogar no lixo.

Não se combate intolerância com tolerância. As flores, infelizmente, não vencem os canhões. E eles sabem disso.

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

17 fevereiro 2017 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BRÁULIO DE CASTRO – OLINDA-PE

Berto

estou numa correria doida.

O lançamento do CD do Bloco Eu Quero Mais, será no próximo domingo, dia 19, às 16 horas, na Creperia Rouge que fica na Praça de Casa Forte,

O Bloco está completando 25 anos.

Você, Aline e João estão convidados.

Se vocês postarem na Besta, agradecerei penhoradamente.

R. Aqui você não pede nada, meu caro. Aqui você dá as ordens.

Um fubânico talentoso feito você, compositor de inúmeros sucessos, e que já teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB, como Cyro Monteiro, Alcione, Luiz Américo, Genival Lacerda e Nando Cordel, entre vários e vários outros, será sempre muito bem vindo por aqui.

Estaremos lá na Praça de Casa Forte com muito prazer, para participarmos do lançamento do seu disco.

Enquanto aguardamos, vamos brindar os leitores fubânicos com dois lindos frevos-de-bloco de sua autoria, o mais lírico e tocante gênero de frevo. E que constam deste novo disco. (Só faltou nos mandar o título de cada um…).

Pra quem ainda não sabe, informo que Bráulio é citado no renomado Dicionário Cravo Albim de MPB.

Abraços e muito sucesso, seu cabra malassombrado.

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17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO MOR – CHARGE ONLINE

O ANJO

Décadas atrás, macho e “feme” era o nome dado a pessoas portadoras de distúrbios genéticos, que nasciam com forte tendência a ser do sexo oposto. Era assim que se chamava a pessoa afeminada (ou efeminada), na pequena cidade de Nova-Cruz (RN). Essa anomalia era vista como doença congênita e crônica, e por isso os seus portadores eram respeitados. Atingia mais crianças do sexo masculino.

Os pais percebiam o problema desde a 1ª infância do filho ou filha, e a repressão de nada adiantava.

Na cidade, eram pouquíssimos os casos conhecidos dessa “doença”.

Morava em Nova Cruz (RN) um rapaz de nome José Teixeira, filho de uma viúva, pertencente a uma ramificação de tradicional família daquela cidade.

Dizem que, desde criança, sempre demonstrou tendência feminina nos gestos, preferindo os brinquedos das irmãs e desprezando carrinhos e bolas que os pais lhe davam para brincar. Cresceu assim, querendo brincar com bonecas, usar laços de fitas na cabeça e até vestir roupas das irmãs, cheias de rendas e babados. A mãe sofria para convencê-lo de que aquilo que ele queria não era para menino.

Dessa forma, tornou-se rapaz, passando a se dedicar às prendas domésticas. Revelou-se um verdadeiro artista, aprendendo a bordar, pintar, confeccionar flores e chapéus femininos ornamentados.

Com o passar do tempo, José Teixeira dedicou-se completamente à decoração de ambientes e preparação de festas, difundindo cada vez mais suas habilidades artísticas. Com elas, passou a ganhar dinheiro, ajudando no sustento da mãe, viúva pobre, e suas duas irmãs.

Era religioso, educado, e sabia respeitar as pessoas, sendo por isso também respeitado. Nenhuma festa acontecia na cidade, sem que estivessem presentes a sua arte e o seu bom gosto. O preparo de altares na Matriz da Imaculada Conceição, Padroeira da cidade, os andores para as procissões, festas de casamento, aniversários, enfim, quaisquer acontecimentos festivos contavam com a sua indispensável participação.

Tornou-se o decorador oficial da cidade, nos eventos públicos ou privados, inclusive nas festas religiosas do final do ano, onde havia uma Quermesse para angariar fundos para a Igreja.

Eram frequentes os jantares, os saraus, os bailes, as procissões e novenas, como manifestações da realidade artística, religiosa e social da cidade. Em tudo, estava a presença marcante desse filho de Nova-Cruz.

Merece destaque o fato de José Teixeira nunca ter escondido sua tendência feminina, mantendo, entretanto, uma conduta discreta e digna. Vivia para o trabalho, e nunca se meteu em fofocas. Seu excelente círculo de amizade incluía moças, senhoras casadas, senhores e rapazes. Até o Padre da Paróquia de Nova-Cruz lhe fazia elogios publicamente, em agradecimento pelo seu trabalho de embelezador e colaborador das festas e procissões.

Nessa época remota, o distúrbio genético apresentado por José Teixeira era raro, e a cidade que o viu nascer o aceitava como era.

Sua presença tornou-se indispensável nas festas de aniversários, casamentos e bailes. Também ocupava lugar de honra na vida familiar da cidade, sendo sempre convidado para almoços e jantares, e ainda para padrinho de crianças. Tornou-se amigo e confidente de todos.

A cidade se desenvolveu e passou a ter mais festas, aumentando também o prestígio de José Teixeira. Era um verdadeiro “patrimônio” artístico de Nova-Cruz.

Surgiu o primeiro bloco de carnaval da cidade, tendo José Teixeira como organizador, decorador e figurinista. Esse bloco saía às ruas de Nova-Cruz no tríduo carnavalesco, “assaltando” as residências de pessoas da cidade, onde era recebido com bebidas e salgadinhos, à vontade.

As calçadas e ruas transformavam-se em salões de festa e a alegria era imensa.

O nosso Tio Paulo, uma figura inesquecível, era um dos maiores incentivadores do bloco, e o “assalto” à sua casa era indispensável! Irmão do nosso pai, Francisco, as casas eram vizinhas, e o “assalto” era aproveitado por nós, ainda crianças. Dançávamos no meio da rua, jogando confetes e serpentinas, presenteadas por ele, num clima de felicidade sem igual.

Tio Paulo distribuía lança-perfumes para os seus amigos, compradas em Natal, que eram usadas para perfumar o cangote das moças. E o cheiro se espalhava pelo ar. Não havia porre, loló nem brigas. O carnaval era só alegria e higiene mental.

O Rei Momo e a Rainha do Carnaval eram eleitos, uma semana antes, por uma comissão apontada por José Teixeira, da qual fazia parte.

José Teixeira confeccionava a alegoria, porta-estandartes e as fantasias para o carnaval.

Pierrôs, Colombinas, Arlequins, Odaliscas (vem Odalisca do meu harém vem, vem vem… ) e Piratas eram as principais fantasias.

A tarde entrava pela noite, com trombones, tamborins e outros instrumentos, executando os mais belos e tradicionais frevos e marchinhas de carnaval. A cidade era calma e o povo todo era conhecido.

Não havia o carnaval sensual/sexual de hoje, e os seios e nádegas eram guardados com recato.

As marchinha e frevos não tinham maldade. Tinham beleza e poesia.

Podemos dizer que, em Nova-Cruz, foi José Teixeira quem inventou o carnaval, o bloco, a alegoria e o estandarte, quando a maldade não tinha nascido.

Assim era José Teixeira. Totalmente feminino, amado, respeitado, e aceito por todos, sem sofrer exclusão pelo seu modo involuntário de ser.

Para mim, ele era um Anjo. E Anjo não tem sexo…

Hoje, desapareceu a pureza. Os Pierrôs, Colombinas, Arlequins, Odaliscas e Piratas se desnudaram. Restaram expostos, em abundância, seios, nádegas e tatuagens.

A modernidade nos deixou apenas o direito de nos fantasiarmos de PALHAÇOS!!!Palhaços das nossas ilusões!

Decepcionados, abafamos no peito a saudade dos velhos carnavais.

O cheiro de lança-perfumes sumiu! Roubaram as fantasias do nosso povo!

Roubaram o sorriso de felicidade, que existia nos rostos nos dias de carnaval.

Ó, abre alas, que eu quero passar!

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

17 fevereiro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE FUBÂNICA

Ontem foi ao ar uma enquete-teste.

Mais de uma centena de leitores participaram e eu agradeço sinceramente a todos.

Encerrada a fase de testes, uma nova pesquisa entrou no ar.

Desta vez pra valer.

Quem quiser participar, é só ir aí no lado direito do JBF e dar o seu clique.

Abraços e um excelente final de semana para todos vocês!

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

17 fevereiro 2017 DEU NO JORNAL

FILHOS QUE SÃO O ORGULHO DOS PAIS

O Ministério Público especial anticorrupção do Panamá solicitou à Interpol a emissão de um alerta vermelho para detenção de Ricardo e Luis Enrique Martinelli Linares, filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014)

Eles são acusados de cobrar propina da Odebrecht.

* * *

Primeiro foi o ex-prisidente do Peru, caçado por ter recebido milionário pixuleco da Odebrechet. Coisa pouca, quase nada: apenas 20 milhões. De dólares.

Agora, são os dois filhos do ex-prisidente do Panamá, caçados por conta também de propinas recebidas da Odebrecht

Este cabra, o corrupto panamenho Ricardo Martinelli, especialista em corrupção, doutor em ladroagem e doutorado em mamar dinheiro público, foi quem declarou, em maio de 2011, que “Lula deveria ser o presidente do mundo“.

A partir desta frase arretada, deduz-se que a ganância pra roubar é planetária.

Aliás, Martinelli fez esta declaração durante a inauguração de uma obra realizada pela Odebrecht lá no Panamá!

Um feliz, oportuna e justa coincidência!

Quem quiser ler a matéria, é só clicar aqui.

Depois destas duas caçadas Latrino Americanas – no Peru e no Panamá -, terá início, em breve futuro, a caçada ao ex-prisidente de Banânia e seus filhos. Que irão tomar nos respectivos furicos por conta também da Odebrecht.

Francamente, meu patriótico coração bate feliz dentro do peito ao constatar que uma empresa banânica compra e embolsa otoridades tanto nacionais quanto istranjeiras.

Agora, vamos aguardar o pronunciamento de Ceguinho Teimoso, bradando contra a injustiça da lei, a safadeza tucana, o golpismo direitista e a sacanagem dos coxinhas. E fazendo a veemente defesa de Lula e de Ricardo Martinelli e seus filhos.

“Num se ria não, cumpanhero Martinelli: nossos fio são jenio nus negoços, qui nem Ronardinho no futibó; e si eu fô prisidente do mundo, eles vão sê os mininos mais rico do praneta terra”

17 fevereiro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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