JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE–MS

Sr. Editor,

Aí vai uma capa que vai agradar à seita da ORCRIM.

De repente as delações passam a ter validade, e o pessoal da Odebrecht, somente nesse caso, diz a mais absoluta verdade verdadeira.

Pena que a turma defensora de bandidos de estimação não vai poder passar da capa.

Primeiro porque seria inútil, pois não sabem ler mesmo.

Segundo, porque o recheio da revista contempla uma reportagem indigesta com o chefe da quadrilha.

Com pequenas variantes, essa é uma forma de agradar a todos: tem bandido para todo gosto.

R. É mesmo, caro leitor: agora, que a Odebrecht denunciou Aécio, as delações passarão a ter validade para a petralhada…

Bom, o fato é que esta é uma capa indigesta para todos que tem bandidos de estimação.

Petralhas e tucanalhas vão xingar a revista até perder o fôlego.

Nós outros, que não temos predileção por ladrões ou corruptos de qualquer cor, ficamos alegres que só a porra com estas revelações. Vamos comemorar!

É importante ressaltar que, como todo guabiru banânico, da esquerda ou da direita, do vermelho ou do azul, do PT ou do PSDB, do PMDB ou da PQP, Aécio nega.

Este é o procedimento de rotina ente corruptos. “Não tenho conta em Nova Iorque” ou “Não sei de nada e o triplex não é meu

São duas reportagens horríveis pra todos que tem seus corruptos e ladrões prediletos.

Para este Editor, que não possui qualquer preferência por larápios, duas excelentes matérias.

* * *

Abertura da reportagem sobre Lula:

Conforme declarou há três semanas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acorda todos os dias achando que será preso. Se vai ser mesmo, e quando, ninguém pode dizer. Mas, caso isso aconteça, já é certo que nem ele nem o PT serão pegos de calças curtas. A defesa e o partido do ex-presidente montaram um roteiro pormenorizado para os minutos que se seguirem à entrada da Polícia Federal na cobertura de São Bernardo do Campo onde mora o petista. Depois de ouvir sete fontes, VEJA desvendou os detalhes já definidos da operação. O plano de contingência do PT para o “Dia D” de Lula terá início em um grupo de WhatsApp batizado de “Tamoios”. O nome é uma referência à aliança formada por povos indígenas brasileiros no século XVI. O grupo Tamoios de WhatsApp reúne cerca de quarenta pessoas, incluindo o presidente do PT, Rui Falcão, senadores do partido e os presidentes da CUT e do MST. Seu objetivo: dar uma demonstração de força do PT e conferir a Lula a aura de “injustiçado”.

* * *

Trecho da matéria sobre Aécio Neves:

Aécio Neves: um dos mais afetados na nova safra de revelações da Odebrecht

O senador Aécio Neves é o terceiro grão-tucano a cair na teia de delações da Odebrecht – e em relação aos seus antecessores, José Serra e Geraldo Alckmin, é seguro dizer que sua situação é um pouco pior. E pode se complicar ainda mais. VEJA teve acesso com exclusividade ao conteúdo da delação do ex-­pre­sidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, um dos 78 executivos da empreiteira a firmar acordo de delação com a Justiça. Em seu depoimento, BJ, como é conhecido, afirmou que a construtora baiana fez depósitos para Aécio em conta sediada em Nova York operada por sua irmã e braço-direito, a jornalista Andrea Neves. De acordo com BJ, os valores foram pagos como “contrapartida” – essa é a expressão usada na delação – ao atendimento de interesses da construtora em empreendimentos como a obra da Cidade Administrativa do governo mineiro, realizada entre 2007 e 2010, e a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Estado de Rondônia, de cujo consórcio participa a Cemig, a estatal mineira de energia elétrica.

VEJA confirmou a denúncia de BJ com três fontes distintas, todas elas ligadas ao processo de delação organizado pela Odebrecht. As fontes pediram o anonimato porque não estão autorizadas a fazer revelações sobre as delações e temem algum tipo de represália ou censura. Os três depoimentos colhidos por VEJA confirmam a natureza da denúncia: depósitos de “contrapartida” feitos em conta bancária em Nova York operada por Andrea. A jornalista Andrea Neves, 58 anos, é irmã do senador e uma das principais conselheiras de Aécio desde as primeiras incursões do mineiro na política, nos anos 1980. Andrea cuida pessoalmente da imagem do irmão e assumiu a área de comunicação do governo de Minas e a interlocução com empresários nas duas gestões do tucano. Sua atuação a fez temida e respeitada por aliados, e também a colocou em rota de colisão com os opositores de Aécio, que a acusavam de praticar censura ao pressionar veículos de comunicação críticos à gestão do então governador.

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31 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

31 março 2017 HORA DA POESIA

MARINHA – Carlos Pena Filho

Tu nasceste no mundo do sargaço
da gestação de búzios, nas areias.
Correm águas do mar em tuas veias,
dormem peixes de prata em teu regaço.

Descobri tua origem, teu espaço,
pelas canções marinhas que semeias.
Por isso as tuas mãos são tão alheias,
Por isso teu olhar é triste e baço.

Mas teu segredo é meu, ó, não me digas
onde é tua pousada, onde é teu porto,
e onde moram sereias tão amigas.

Quem te ouvir, ficará sem teu conforto
pois não entenderá essas cantigas
que trouxeste do fundo do mar morto.

31 março 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

ALINE BERTO – RECIFE-PE

Pai e filho

Meus dois grandes amores…

Concentrados…

Cada um no seu mundo.

Lindos!

R. Meu amor, chega se me engasguei-se-me com a assuspiração nos peitos!

Você me pegou de surpresa, sua danada. Tanto ao tirar a foto quanto agora, acrescentando estas palavras.

Já eram mais de 10 da noite e João resistindo em ir pro quarto dele, pois tinha aula no dia seguinte. E eu fingindo que estava insistindo, mas doido que ele demorasse mais, gozando imensamente a companhia desta amada figurinha ao meu lado. Eu escrevendo e ele fazendo seus desenhos.

Que flagrante arretado, meu amor!

A partir deste momento, você já está contratada como fotógrafa desta gazeta escrota.

Pois fique sabendo que meus grandes amores são vocês dois, tu e João.

Ambos moram no meu coração.

Beijão pra tu e pra ele!

31 março 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE


http://calamus-scribae.blogspot.com.br
HISTÓRIAS ESTRANHAS DO SERTÃO DO CEARÁ

* * *

A misteriosa bola de fogo de Pentecoste

Moradores do município de Pentecoste, no Norte do Ceará, relatam que são perseguidos por uma estranha bola de fogo. Eles não sabem do que é feito a bola, nem se é real.

Alguns habitantes disseram que o “ser estranho” parece uma estrela. Outros afirmaram que já confundiram com luzes de avião ou helicóptero. Porém a informação é de que, de repente, surge a tal luz amarela e desaparece.

Vítima da perseguição da bola de fogo, Maiara Barbosa disse que ela surgiu durante a madrugada, depois das 3h, quando voltava de carona para casa. “Quando olhei pro céu, tinha uma luz muito forte e grande. Ela veio perseguindo a gente. Paramos no posto e ela parou também. Depois, nos seguiu até minha casa”, conta.

Já Etervaldo Souza disse que já avistou o tal ser por volta das 17h. Segundo outras vítimas, a bola surge e esquenta o local, provocando mal estar nas pessoas. A maioria afirma que ela aparece depois das 3h, no céu, acendendo e apagando.

A equipe do Barra Pesada foi conferir a tal história e constatou que a maioria das vítimas entrevistadas faziam parte da mesma empresa. Em uma simulação do caso, já por volta das 3h, a luz amarela apareceu. Ninguém sabe no que consisto o ser estranho. O mistério continua. Confira a matéria

A maldição do homem-jumento de Tauá

Em meio as lembranças saborosas da infância, aquelas que nos fazem sentir vontade de voltar no tempo, há aquelas em que não se deveria ter vivido. É o caso do autônomo João Oliveira, de 35 anos, que hoje vive em Fortaleza. Nascido no município de Tauá, ele conta que quando era criança escutava muita história de terror.

“Essa história que vou contar é do tempo do meu avô. É muito antigo e já aconteceu com um conhecido nosso da época”, revela. Dentre a verdades e lendas contadas, João frisa que a tal história contada pelo avô é mais real do que se imagina.

“Isso acontece com homem que faz coisa errada, que é mau. Um cara que comete um crime ou, então, alguém que tenha três ou quatro mulheres ao mesmo tempo”, relembra.

Um homem, a partir de um erro, herda uma maldição. Agora, durante toda a vida terá que se transformar em jumento a partir da meia-noite de todo dia. João relata que o indivíduo escolhe um local para se transformar em animal, um quartinho ou até o estábulo.

A partir da transformação, o homem-animal sai em disparada, aterrorizando pessoas, dando coices e mordidas. “Dizem que quem encontra com ele não sai vivo. É um bicho do mal”, alerta. Essa fase dura até as 3h da madrugada. Com o primeiro canto do galo, o jumento deve voltar ao esconderijo para tornar-se humano novamente.

Mas como todo vilão, há sempre uma forma de reverter o encanto. A lenda relata que um corajoso pode quebrar a maldição do homem jumento. “Basta que o valente fure o bicho com uma faca, mas tem que ser com a mão esquerda. Com a mão direita não vale”, destaca João.

Após esse combate, João dá a certeza de que o amaldiçoado nunca mais volta a ser jumento. O problema é que o ferimento da faca persiste na fase humana, por isso deve-se ter cuidado ao dar o golpe no animal.

A mulher de branco de Ipueiras

Ela aparece vestida de branco, é magra. Muito magra. Não fala nada. Às vezes emite um som, mas ninguém entende nada. Na verdade só um ouviu, mas guarda tudo em segredo. Não dá para ver seu rosto, ela não quer ser revelada.

Moradores de Ipueiras, na região de Ipu, relatam a estranha presença de uma mulher de branco que costuma seguir quem anda pela estrada carroçal da região. Sem falar nada, a “assombração” anda ao lado da pessoa por alguns minutos e some de repente.

“Eu vinha na bicicleta quando ela apareceu. Vinha atrás de mim e depois ficou do meu lado. Certo momento a corrente da minha bicicleta caiu e eu sai correndo. Ela também correu. Quando cheguei no alto morro ela desapareceu’, conta o auxiliar de pedreiro José Sales.

Além de Seu José, o mecânico de motos Alan Silva também viu a tal mulher de branco. “Eu vinha pela estrada tarde da noite. De repente ela saiu de uma árvore. Saiu do matagal bem ligeiro e ficou me acompanhando. Não consegui ver o rosto dela. Eu tava todo arrupiado”, conta o jovem que nunca mais andou sozinho à noite.

A mulher de branco chegou a aparecer em plena praça iluminada, no início da madrugada, como conta a aposentada Luiza Ferreira Pereira. “Eu tinha acabado de entrar em casa. Era por volta de 1h30. Eu ouvi os cachorros latir. Olhei uma vez pela brecha da porta, mas não vi nada. Os cachorros continuaram a latir e quando voltei, vi uma mulher de branco na praça. Ela era muito magra e fazia um roncando. Algo que eu não conseguia ouvir”, diz Dona Luiza, ainda assustada.

A aposentada comentou ainda que chamou o marido, mas quando ele saiu não viu nada. “Meu marido pegou uma faca e saiu correndo. Ele disse que não viu nada. Mas eu vi a mulher de branco sumindo quando a luz do poste apagou do nada’.

‘Não sei se vou morrer. Acho que ela é uma alma atrás de algo. Eu não posso dar nada para ela’. Muito assuntada, Dona Luiza comenta o momento e ainda diz que sente muito medo.

Um agricultor de Ipueiras, que preferiu não se identificar, revelou ter escutado a mulher de branco lhe pedir três coisas, mas que isso nunca fosse revelado. A assombração teria aparecido duas vezes em uma sexta feira 13 de 2011.

O pedido do fantasma teria sido revelado a um radialista de Ipueras, mas depois disso o agricultor tinha sido atormentado e preferiu nunca mais comentar com ninguém.

Procissão misteriosa de Viçosa: a flor de osso humano

A história é de uma moça, moradora de Viçosa, que todas as noites ficava na janela olhando a rua e, sua mãe, sempre reclamava, pois ela não devia ficar na janela porque era perigoso. Em um certo dia, na hora do café, ela disse: “A senhora tanto me recomenda para não ficar na janela, mas ontem passou uma procissão linda pela rua, todo mundo de branco e vocês perderam. Só eu vi.”

A mãe da menina ficou admirada pois naquele período do ano não havia festa ou comemorações religiosas, muito menos àquelas horas da noite. Mas a menina continuou a falar e disse que tinha até provas concretas de que a procissão tinha acontecido. “Eu tenho provas de que a procissão passou por aqui esta noite, porque uma das pessoas que iam na procissão me deu uma linda vela. Ela é branca e bem grande, vou buscar para lhe mostrar.”

Com pouco tempo depois, todos escutaram um grito assustado da menina. Quando a mãe foi ver, ela estava desmaiada em seu quarto segurando um grande osso de um esqueleto humano

A ilusão do amor de Sobral

O caso aconteceu na época em que não existiam telefones para a comunicação e um casal de namorados de Sobral, cidade do interior do Ceará, sofria com a distância. Já que o rapaz vivia viajando para ganhar a vida. Ele mantinha contato com a namorada apenas por meio de cartas e telegramas.

Num belo dia ele resolve fazer uma surpresa para ela, e volta a cidade para que pudessem se reencontrar e matar as saudades.

Ele chegou na cidade tarde da noite e, quando bateu a porta da casa da namorada ela o recebeu com um sorriso e o convidou para entrar e sentar no sofá. Como já era muito tarde, o casal combinou de conversar no outro dia. O rapaz acomodou suas malas na sala e dormiu no sofá mesmo.

Já no outro dia, o rapaz acordou bem cedo devido o calor que faz na cidade. Para não incomodar ninguém, ele tratou de ir até um barzinho da rua tomar um café e comer alguma coisa. Ao retornar pra casa, a fim de reencontrar e conversar com sua namorada e seus familiares, ele encontra a porta da casa trancada e resolve bater para que alguém o atendesse. Uma vizinha observa o rapaz batendo à porta e pergunta o que ele desejava e ele responde. “Bom dia, é que eu sou o namorado da filha dos donos desta casa. Eu dormi aqui essa noite e saí pra tomar um café, só que quando eu retornei encontrei a porta fechada e ninguém me atende”.

A vizinha olhou bem assustada para o rapaz e disse: “O senhor deve estar enganado. Essa casa está fechada a mais de seis meses e todos desta família já morreram. A casa está fechada pra alugar. Vou buscar a chave.”

Quando a vizinha abriu a porta, a casa estava toda empoeirada. A mala do rapaz estava do mesmo jeito que ele havia deixado e não havia poeira na parte do sofá onde ele havia passado toda a noite”. A partir daí, ninguém teve mais notícias do rapaz. Ninguém sabe, se ele ficou louco ou morreu com o susto.

Extraído do blog: Tribuna do Ceará

31 março 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

31 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

CONDENAÇÃO DE CUNHA É PRENÚNCIO DA DE LULA

Quando o PT vem com o milho da promessa de barulho no depoimento de Lula em Curitiba, Sergio Moro já está voltando com o milho da condenação de Eduardo Cunha. Trinta e quatro dias antes do interrogatório do pajé da tribo petista, marcado para 3 de maio, o juiz da Lava Jato esvaziou o discurso da perseguição política levando à bandeja o escalpo de Cunha, um ex-aliado que o petismo expõe no seu mostruário como protótipo de vilão.

Cunha é uma espécie de degrau que leva Moro a Lula. Na sentença do ex-mandachuva da Câmara, o algoz da oligarquia política anotou a senha: ”A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele depositou para obter ganho próprio.”

Se é condenável usurpar a confiança do eleitor a partir de um mandato parlamentar, imagine-se a gravidade da ofensa praticada por alguém que planta bananeira na poltrona de presidente da República. Cunha amargou 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula deve arrostar cana mais amena, sem o castigo pela evasão de divisas.

Ao preparar as manifestações que gritarão na porta da Justiça Federal de Curitiba que Lula é o “herói do povo brasileiro”, o PT e os movimentos sociais tentam atrair Sergio Moro para uma briga de rua. Ao condenar Cunha antes de espremer Lula, o magistrado de Curitiba informa que prefere jogar xadrez. A condenação do rival do petismo é prenúncio da sentença do ex-mito do PT.

31 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

GRANDES MESTRES DO IMPROVISO

CASACA

Casaca-de-Couro num pé de mandacaru

Zezo Correia trabalhando o tema “A vida de um passarinho”:

Canta a cauã com agouro
Em cima de uma aroeira
No ninho da quixabeira
Canta a casaca-de-couro
Eu admiro é um louro
Lá no oco apertadinho
Dentro criar um filhinho
Com tanta satisfação
Causando admiração
A vida de um passarinho.

Vê-se um maracanã
Rasgando espiga de milho
Pra dar comer a seu filho
Todo dia de manhã
Também vejo a ribaçã
Pôr pelo chão sem ter ninho
Deixar o ovo sozinho
Depois tirar sem gorar
Isso faz admirar
A vida de um passarinho.

* * *

Chico Porfírio

Eu acho bonita a ave
Ou muito grande ou pequena
Tanta beleza na pena
Uma voz branda e suave
O vagalume, uma nave
Da mais consagrada empresa
Voa com lanterna acesa
Nunca queimou um foguito
Vejo tudo de bonito
Nos filmes da natureza.

* * *

Welton Melo

Dirigindo a carreta do destino
Perdi noites de sono na rodagem
Sei do dia que fiz essa viagem
Só não sei qual a data que termino
No calor do verão do sol ao pino
Sei que a vida já tá pela metade
Viajei pra buscar felicidade
Mas só vi sofrimento no caminho
Na BR da vida estou sozinho
Trafegando com a carga da saudade.

* * *

Amaro Dias

Você prevê minha morte,
Acho seu um exagero.
Eu não bebo, você bebe,
E além disso arruaceiro.
Quem sabe se o Satanás
Não vem lhe buscar primeiro!

* * *

Zito Siqueira

Mulher, se lembre das juras
Que fizemos na matriz;
Se esqueça de advogado,
De promotor e juiz;
Se acostume a levar ponta
Pra gente viver feliz.

* * *

Espedito de Mocinha

Eu nasci e me criei
Aqui nesse pé de serra
Sou filho nato da terra
Daqui nunca me ausentei
Estudei, não me formei
Por que meu pai não podia
Jesus, filho de Maria
De mim se compadeceu
Como presente me deu
Um crânio com poesia!

* * *

Pedro Bandeira

Quero a minha sepultura
Na sombra de uma favela
Onde morreu minha vaca
E meu cavalo de sela
Pra ninguém saber se os ossos
São meus, do cavalo ou dela.

* * *

Dedé Monteiro

Cantador pra imitar o triplo gênio
De um Xudú, de um Filó e de um Geraldo,
É preciso que tenha um grande saldo
De grandeza, de fé, de oxigênio;
E, além disso, passar quase um decênio
Preparando o bogó do coração
Pra juntar ferramenta e munição
Necessárias na guerra das ideias
Que provoca o delírio das plateias
Embaladas por tanta inspiração.

* * *

Diniz Vitorino

Vemos a lua, princesa sideral
Nos deixar encantados e perplexos
Inundando os céus brancos de reflexos
Como um disco dourado de cristal
Face cálida, altiva, lirial
Inspirando canções tenras de amor
Jovem virgem de corpo sedutor
Bem vestida num “robe” embranquecido
De mãos postas num templo colorido
Escutando os sermões do Criador.

* * *

Jó Patriota

Mesmo sem beber um trago
Sinto que estou delirando
Tal qual um cisne vagando
Na superfície de um lago
Se não recebo um afago
Vai embora a alegria
A minha monotonia
Não há no mundo quem cante
Sou poeta delirante
Vivo a beber poesia !

* * *

Pinto do Monteiro
 
Minha corda não se estica
Não se tora nem se enverga
Da terra pro firmamento
Meu pensamento se alberga
Em um lugar tão distante
Que lente nenhuma enxerga.

* * *

Heleno Severino

Pinto Velho do Monteiro
Está cansado e sem tom
Garganta faltando voz
Viola faltando som
Nem toca, nem canta mais
Nem morre, nem fica bom!

* * *

João Paraibano

Quando o dia começa a clarear
Um cigano se benze e deixa o rancho
A rolinha se coça num garrancho
Convidando um parceiro pra voar
Um bezerro cansado de mamar
Deita o queixo por cima de uma mão
A toalha do vento enxuga o chão
Vagalume desliga a bateria
Das carícias da noite nasce o dia
Aquecendo os mocambos do sertão.

* * *

João Igor

Poeta desde criança
Cantador desde menino
Acho que é dom divino
Não existe semelhança
Ainda tenho esperança
De um dia aparecer
Alguém para me dizer
Ou tentar me explicar
Se o que me faz cantar
É o que me faz viver.

Inda não se descobriu
É um mistério da ciência
Todo tipo de experiência
Nenhum efeito surtiu
Até fora do Brasil
Já tentaram entender
Mas não tem o que fazer
Tenho que me contentar
Se o que me faz cantar
É o que me faz viver.

31 março 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

31 março 2017 DEU NO JORNAL

MÃOS E BOLSOS LIMPOS

O juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara de Curitiba, assinou uma primeira sentença que condena o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Ele foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão, em sentença assinada na sede da Associação Nacional dos Juízes Federais, em Brasília, diante do presidente da entidade, Roberto Veloso.

Preso preventivamente desde outubro, Eduardo Cunha agora passa à condição de condenado.

Cunha responde a sete crime perante Moro, no esquema de corrupção da Petrobras.

Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo propinas no caso da compra de direito de exploração de campos de petróleo em Benim, na África.

* * *

O mega-corrupto Cunhão foi condenado por conta do “esquema de corrupção da Petrobras“.

É o que diz o noticiário e o que consta na sentença de condenação.

Com certeza, segundo dados e provas que serão aqui apresentadas pelo fubânico petista Ceguinho Teimoso, Cunhão fez isto no tempo em que a Petrobras era administrada pelo PTB de Getúlio Vargas, aquele presidente que tinha as mãos sujas de óleo e de propinas.

Coisa que Lula nunca teve.

Lula sempre teve as mãos limpas, como bem sabemos todos nós, desapaixonados e livres da cegueira político-ideológica.

Não só nós sabemos, mas também Marcelo Odebrecht e os empreiteiros que generosa e desinteressadamente doaram – com muita justiça e merecimento -, o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá ao melhor prisidente que este país já teve.

Lula é um gigante, um homem íntegro, um baluarte que é injustamente odiado pelos reacionários da direita golpista de Banânia.

Ainda bem que Lula é idolatrado pelas cabeças pensantes, pelos homens lúcidos e pelos que enxergam a realidade real.

A realidade sem disfarces.

A realidade nua, cruz e lambuzada de petróleo.

31 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

45 ANOS DE CADEIA: EXCELENTE PRENÚNCIO PRA QUEM NÃO TEM CORRUPTO PREDILETO

Comentário sobre a postagem BEM NO MEIO DO OLHO DO FEDEGOSO

Asnobrasileiro:

“O sistema jurídico e eleitoral de Banânia é tão avançado que a pena já sai de acordo com o número da facção do freguês.

PMDB é o 15, Cunhão tomou uma cunhada de 15 anos.

Lapa de Num-Sei-de-Nada levará uma lapada de 13, em total sincronismo com a dezena de sua quadrilha.

Nessa toada, é bom que os tucanos botem as barbas de molho…”

31 março 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

31 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

EX-CARCARÁ DA POLÍTICA, CUNHA VIROU UM PARDAL

Ao arrostar a primeira de uma série de condenações judiciais, Eduardo Cunha acentuou o seu drama. Com o poder estilhaçado, o ex-czar da Câmara já tinha perdido a vergonha na face, o recato, a infantaria parlamentar e a pose de vítima. Com uma sentença de 15 anos e 4 meses a pesar-lhe sobre os ombros, Cunha começa a perder também as esperanças de recuperar a sanidade mental. Ao chamar Sergio Moro de “justiceiro político” e apresentar-se como “troféu” do juiz da Lava Jato, Cunha aperta o nó da corda que traz no pescoço.

Cunha caiu do pedestal sozinho. Não precisou de ajuda de rivais. Eleito presidente da Câmara, prestou depoimento espontâneo numa CPI. Inquirido, atirou conta o próprio pé a mentira de que jamais teve contas no exterior. Pilhado com dinheiro escondido na Suíça, saiu-se com a piada do “truste”. Desmascarado, adotou a chantagem como tática política. Apressou o impeachment de Dilma sem se dar conta de que, depois dela, seria a bola da vez.

Antes de morrer, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, envernizou sua biografia ao empurrar Cunha para fora da poltrona de presidente da Câmara e do mandato parlamentar. Suspenso, o bicho-papão foi perdendo a capacidade de assustar. Virou um aliado tóxico. Após uma embromação de nove meses, os soldados de sua milícia parlamentar ajudaram a passar-lhe o mandato na lâmina.

Enviado a Curitiba, Cunha revelou-se capaz de tudo, menos de refletir. Diferentemente de personagens análogos, como o correligionário Renan Calheiros, Cunha age dez vezes antes de pensar. Mesmo trancafiado, anotou Sergio Moro na sentença, o réu tramou “alguma espécie de intervenção indevida” do ex-parceiro Michel Temer em seu socorro. Endereçou perguntas constrangedoras ao presidente, impregnadas de segundas intenções.

O comportamento de Cunha, escreveu o juiz, ”apenas revela que sequer a prisão preventiva foi suficiente para fazê-lo abandonar o modus operandi de extorsão, ameaça e chantagem”. Indefeso, Cunha costuma ficar fora de si. E mostra com mais nitidez o oco que tem por dentro: ”Esse juiz não tem condição de julgar qualquer ação contra mim, pela sua parcialidade e motivação política”, escreveu.

Com o vazio a subir-lhe à cabeça, Cunha anuncia: ”É óbvio que irei recorrer, e essa decisão não se manterá nos tribunais superiores, até porque contém nulidades insuperáveis.” Alguém precisa avisar que será necessário levar à balança do TRF-4, sediado em Porto Alegre, algo mais consistente do que o lero-lero habitual.

Desnecessário lembrar que uma confirmação da sentença de Moro na segunda instância transformará a cadeia de Cunha de temporária em perene. Nos seus áureos tempos, Cunha gostava de se comparar com o carcará, aquele pássaro que pega, mata e come. Hoje, o personagem mais parece um pardal de si mesmo. Esforça-se para sujar a testa da estátua de bronze que imagina merecer.

31 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

31 março 2017 DEU NO JORNAL

TIRANETE DE OPERA BUFA

* * *

O supremo venezuelano é sinônimo de Maduro.

O supremo venezuelano, o Poder Judiciário, por determinação de Maduro, passou a funcionar como Poder Legislativo desde ontem.

O Poder Judiciário na Venezuela é apenas uma extensão da sala do tiranete bigodudo que devasta e assola o país vizinho.

Nem um romance do realismo fantástico de Gabriel Garciz Marquez conseguiria chegar a um enredo impressionante como este que foi montado pelo herdeiro da capitania hereditária do pajarito Chávez.

As zisquerdas banânicas devem estar vibrando com esta notícia e suspirando de pena porque o PT não conseguiu implantar o bolivarianismo aqui em Banânia.

Os jacarés estão chorando em cima da cama, os crocodilos estão derramando lágrimas na cozinha, enquanto o fubânico zisquerdista Teimoso Renitente enxuga as lágrimas dos coitadinhos.

31 março 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

31 março 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS RECIFENSES – SEXTAS COM MÚSICA

31 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

QUIXABINHA

Para aguardamos o final de semana em alto astral, aqui vai um samba de latada composto por Josildo Sá e Anchieta Dali. A interpretação é do próprio Josildo Sá, um amigo muito querido que mora na estima deste Editor.

 

31 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

O LULA DA ODEBRECHT: PAI E FILHO DEMITEM O ESPÍRITO NADA SANTO

O que Emílio e Marcelo Odebrecht sabem de Lula remeterá ao fogo do inferno o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade

Ok, é importante saber como as coisas se deram no pântano do caixa 2, que a delação da maior empreiteira do Brasil vem ajudando a drenar. Mas o povo quer mesmo saber o que Emílio Odebrecht, seu filho Marcelo e os executivos metidos na ladroagem colossal têm a dizer sobre bandalheiras muito mais repulsivas que envolvem o governo lulopetista em geral e, em particular, o chefão que renega o que concebeu, finge ignorar o que pariu, finge não enxergar o que viu, nada tem embora muito possua e, mesmo soterrado por montanhas de provas dos crimes que ornamentam o portentoso prontuário, continua a proclamar-se a alma viva mais pura do mundo.

Qual foi o papel de Lula na montagem do que Celso de Mello qualificou de esquema criminoso de poder? Que proezas consumou durante a tentativa de captura do Estado que mobilizou figurões do PT, do PMDB e do PP, larápios fantasiados de diretores da Petrobras, ministros canalhas, doleiros vigaristas e outras sumidades das catacumbas fora da lei? Além da maior das estatais, do BNDES e da Eletrobras, quais foram os tentáculos do polvo federal algemados pela quadrilha que sonhava com a eternização no poder – e com a anexação de fortunas superlativas ao caixa das empresas e às contas no exterior dos receptadores das propinas? Como foi a metamorfose degenerativa que transformou Lula em camelô de empreiteira e no palestrante mais caro da história?

O país quer contemplar a derrocada moral de Lula pelos olhos de Emílio e Marcelo Odebrecht. As valiosíssimas caixas pretas do Petrolão guardam todos os detalhes das bandidagens que envolvem o mais famoso integrante da Safadíssima Trindade. Basta que pai e filho contem tudo o que sabem para que seja remetido ao fogo do inferno o espírito que de santo nunca teve nada.

31 março 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

SAMBAS DE ANJOS E DEMÔNIOS

Conjunto vocal Anjos do Inferno

* * *

01 – Brasil Pandeiro – (Assis Valente) – Anjos do Inferno – 1941

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02 – Estou ficando louco – (Luis Lucas Ribeiro) – Demônios da Garoa – 1969

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03 – Cinco Horas da Manhã – (Ary Barroso) – Anjos do Inferno – 1943

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04 – Dor de Catuvelo – (A.Barbosa/Oswaldo Molles) – Demônios da Garoa – 1959

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05 – Madalena – (Bide e Marçal) – Anjos do Inferno – 1942

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06 – A Véia Que o Trem Matou – (Passarinho) – Demônios da Garoa

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07 – Ela mandou me avisar – (Mario Lago/Rubens Soares) – Anjos do Inferno – 1941

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08 – Time perna de pau – (Vicente Amar) – Demônios da Garoa – 1968

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09 – O bigode do rapaz – (R.Martins/A.Garcez) – Anjos do Inferno – 1943

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10 – Samba Italiano – (Adoniran Barbosa) – Demônios da Garoa

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11 – Já que está deixa ficar – (Assis Valente) – Anjos do Inferno – 1941

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12 – Copo d`água – (Arnaldo Rosa) – Demônios da Garoa

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13 – Helena, Helena – (A.Almeida/C.Silva) – Anjos do Inferno – 1941

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14 – Homenagem a Noel Rosa – Demônios da Garoa – 2012

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15 – Rosa Morena – (Dorival Caymmi) – Anjos do Inferno – 1942

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16 – Homenagem a Ataulfo Alves – Demônios da Garoa – 2012

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31 março 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

OS REFLEXOS DA HERANÇA MALDITA

31 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

31 março 2017 DEU NO JORNAL

PROCURADOR CRUEL CONTINUA SUA INFAME PERSEGUIÇÃO AOS INOCENTES

* * *

Ué…

Eu pensei que o procurador Deltan Dallagnol, aquele que vive sentado em cima da Bíblia – segundo doutas e teologais declarações de Lula -, só perseguisse e só fizesse injustiças contra o PT.

Ora, ora.

Confesso que estou perplexo.

Ele bate no PT e bate também no PP.

Enfia o cacete nos zincarnados e enfia o cacete também nos zazuis.

Pensei que a “injustiça” deste procuradorzinho fosse exercida apenas contra a gloriosa istrêla vermêia.

Supunhetava eu que sua fúria fosse exercida apenas contra a “esquerda” e que deixasse de fora a “direita”.

O fato é que a organização criminosa que usa a sigla partidária de PP, negou o crime.

Tá lá na notícia:

O PP nega irregularidades e diz as doações recebidas foram legais e devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

E isto me fez lembrar de uma outra organização (que também usa sigla partidária), que rotineiramente lança mão desta mesma desculpa: “Doações legais e declaradas à Justiça Eleitoral

Só que não me lembro qual é… tô com a memória meio fraca… Vocês sabem?

O que não consigo esquecer de modo algum é a cifra que foi roubada pelo PP:

2 bilhões e 300 milhões e reais.

É dinheiro pra caralho!

Mas, pensando bem, numa terra que viveu e vive o mega-escândalo da Petrobras, 2 bilhõeszinhos são uma merreca.

Uma minxaria.

31 março 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

31 março 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

QUEM MORREU FOI ADALBERTO

Adalberto saiu do consultório feliz. A geriatra, ao ler o resultado dos exames, constatou diabete, pressão alta e outras achaques normais em um homem de 73 anos. Tudo controlável, além de um regime alimentar passou remédios para a pressão e diabete. Caminhadas diárias cerca de 30 minutos, pouco álcool, recomendou a doutora, podia levar a vida normal. Como era perto das festas natalinas Adalberto deixou para iniciar as recomendações médicas após ano novo. Como o carnaval era cedo, mais uma vez foi adiado o tratamento.

Na quarta feira de cinzas, Adalberto estava com uma bruta ressaca, um péssimo humor maior que qualquer TPM da esposa. À tarde sentou-se na poltrona para assistir a apuração do desfile da Escola de Samba do Rio de Janeiro. Anos atrás ele desfilou pela Salgueiro e torcia por essa escola. De repente deu-lhe uma tonteira, suando frio, uma dor no braço e no coração. Deu um suspiro, tentou levantar-se da confortável poltrona, porém, arriou a cabeça, ali ficou.

Dona Creuza, a esposa, ao chegar no apartamento às sete da noite, encontrou a cena trágica, Adalberto com a cabeça pendida no lado esquerdo. Ela o sacudiu gritando pelo nome, até perceber que estava morto, chamou uma ambulância.

Dia seguinte uma comoção no enterro no Parque das Flores, muitos amigos, Adalberto era criatura simpática, bom comerciante, os amigos ocorreram para despedir do último boêmio da cidade, como disse um parceiro olhando o defunto no caixão.

Em certo momento apareceu uma senhora, aparentando cinquenta anos, rosto bonito, levando pelo braço um jovem de seus 12 anos. O rapaz encostou-se no caixão, alisou a cabeça de Adalberto, chorou sem conseguir parar. Logo todos que estavam no enterro souberam do fato, era filho. Adalberto tinha vida dupla, sustentava outra família num bairro da Ponta Grossa.

Andréa, a filha, e Edivaldo, o genro, ficaram consolando Creuza, ela irada, não se conformava com a traição de tantos anos de Adalberto. Agora aos 60 anos, se achando velha para recomeçar a vida, não havia mais razão de viver. Não ficou para o enterro.

Num gesto impensado, o genro Edivaldo, convidou Dona Creuza para morar no quarto de hóspede de sua casa até a poeira baixar, o tempo é remédio para todos os males. Dona Creuza estabeleceu-se na casa da filha de mala e cuia. Nos primeiros dias pediu para ninguém falar sobre o “Defunto”, assim passou a chamar Adalberto. Não compareceu à missa de sétimo dia. Dizia não encarar as amigas com ar de chorosa, mas no íntimo zombava do chifre que ela havia tomado durante sua vida.

Acontece que Dona Creuza começou a mandar dentro de casa, dava ordens nas empregadas, escolhia o almoço, fiscalizava a faxina, metia-se na vida dos netos adolescentes. À noite assistia todas as novelas, acabando com o prazer de Edivaldo em ver seus filmes escolhidos na NETFLIX. Ficou de vez, ia ao seu apartamento apenas para limpar. Passaram-se quatro meses, Edivaldo, Andréa e os filhos andavam nervosos, chateados com a velha mandando em casa. No início não impuseram condições devido o estado emocional da, agora ficou difícil.

No aniversário de Edivaldo ele convidou alguns amigos para uma cervejinha e almoço no sábado pela manhã. Continuaram pela tarde, acontece que Ulisses, um amigo do jogo de pôquer, viúvo, um boa vida aposentado, engraçou-se de Dona Creuza. Passaram a tarde conversando alegremente. Confidencialmente trocaram telefones. Na semana seguinte encontraram-se discretamente no apartamento da viúva. Dona Creuza com seus sessenta anos ainda tem atrativos. Ulisses um pouco mais novo. Dois meses se passaram, avisaram à família, estavam vivendo juntos. Dona Creuza retornou ao apartamento. Andréa não pode provar, porém, tem certeza que tudo aconteceu por manobra estratégia de Edivaldo, sabedor da situação precária afetiva e financeira de seu amigo Ulisses, convidou-o para o aniversário apostando no namoro dos coroas. O marido nega as insinuações da esposa com um sutil sorriso nos lábios. Hoje todos felizes, como os finais de histórias. Quem morreu foi Adalberto.

31 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

LEANDRO – RECIFE-PE

Berto,

Será que ele está mostrando o tamanho da pajacara que o Dr Sérgio Moro introduziu no furico do nobre dePUTAdo???

R. Exatamente, caro leitor.

Ele está mostrando o tamanho do cacete que recebeu no toba: 15 anos e 4 meses!

Vai continuar obrando de coca no boi em Curitiba, ao lado de Zé Dirceu e mais outros cumpanheros.

E o pior: não contou, até agora, com a solidariedade dos comentaristas fubânicos que tem corruptos prediletos.

Aquela turminha que mete o pau no Dr. Moro dizendo que ele só persegue petistas e que quer prender o Lula.

Sem provas…

31 março 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

31 março 2017 DEU NO JORNAL

LÁ NÃO É COMO CÁ

* * *

Ex-presidente…

Escândalo de corrupção…

Cadeia…

Esta sequência se deu lá no oriente, na atrasada, subdesenvolvida e paupérrima Coréia do Sul.

Enquanto isto, numa próspera republiqueta ao sul do equador conhecida como República Federativa de Banânia…

31 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

COMO CONVIVER COM UM IDIOTA

Lígia, professora do ensino médio estadual, enviuvou aos trinta anos, ficando com dois filhos pequenos, de cinco e sete anos, para criar. O marido, Auditor Fiscal dos Tributos Estaduais, morreu num acidente de carro, e ela demorou muito tempo para se conformar.

Muito bem casada, ao se ver sozinha com os filhos, Lígia jurou que jamais se casaria novamente. Vivia bem financeiramente, pois recebia os vencimentos de professora e a pensão por morte do marido. Tinha casa própria e um bom carro. Por isso, mesmo sendo ainda jovem, não fazia questão de se casar outra vez, passando a se dedicar, exclusivamente, aos filhos e ao seu trabalho.

O tempo se encarregou de colocar tudo no seu devido lugar, e, quatro anos depois, Lígia conheceu Adalberto, o que resultou em um segundo casamento. Era um homem muito bonito, simples e educado, mas sem dinheiro e sem estudo. Trabalhava como corretor de Imóveis e por isso sua situação financeira variava muito, dependendo das raras comissões que recebia. A realidade é que a viúva se apaixonou por um homem bonito, mas “sem eira nem beira”. Mesmo assim, Lígia dizia que não precisava de “dote”, pois vivia muito bem financeiramente e desejava apenas ser feliz, como foi no seu primeiro casamento. Casaram-se somente no religioso, para que ela não perdesse a pensão por morte do primeiro marido.

Poucos meses depois do casamento, Lígia viu a besteira que havia feito em se casar novamente. Constatou que Adalberto não era o homem que parecia ser. De repente, ele passou a chegar embriagado, procurando motivos para reclamar dela e dos seus filhos. Ela passou a ser alvo de um ciúme doentio, acrescido de frases ferinas e indecentes. Dizia, sem que nem mais, que nenhuma mulher era confiável, principalmente as viúvas. Cortou todas as amizades de Lígia, incluindo os familiares.

Quando a mulher recebia uma visita, ele se dirigia ao quarto e não aparecia mais. Isso, repetidamente, até que todas as amigas de Lígia se afastaram. Ensaiou dar castigo aos enteados, mas Lígia não admitiu.

A decepção da mulher foi grande! O seu casamento se transformou num martírio. O segundo marido era um saco de recalques, extremamente ciumento e, ainda por cima, alcoólatra. Era revoltado porque não era formado. Na verdade, não conseguira concluir nem o Curso Ginasial. Simplesmente, não gostava de estudar.

Gostava de exibir Lígia, como se fosse um troféu. Afinal, casara com uma professora “formada” em Letras e pensionista de um Auditor Fiscal dos Tributos Estaduais. Além do mais, a mulher tinha casa própria e carro bom para ele dirigir. Lígia ainda era jovem e bonita, e ele achava que isso causava inveja aos seus companheiros de mesa de bar. Mas, o fato de Lígia ser viúva e ter dois filhos que precisavam muito da sua atenção era mais um motivo para que Adalberto tivesse do que reclamar. As discussões foram amiudando e se tornaram diárias. Adalberto não vinha mais almoçar em casa e só chegava à noitinha, embriagado e reclamando de tudo, até do café. Lígia não sabia como salvar seu casamento, e o sentimento que nutria por Adalberto foi ficando desgastado. Quando ele estava em casa, a toda hora ela e os filhos eram agredidos com insultos e reclamações desnecessárias. O ciúme doentio de Adalberto abrangia colegas de trabalho de Lígia e até os familiares. A presença de Adalberto em casa, bêbado e procurando brigas, tornou-se nefasta. Não respeitava dia nem hora para brigar.

Para sua felicidade e dos filhos, Lígia só via um caminho: A Separação.

Sentindo-se fracassada, decidiu que na mesma semana iria procurar um advogado para resolver esse problema.

Nesse ínterim, Ligia precisou ir a uma livraria e, casualmente, foi atraída pelo título de um livro ali exposto:

“COMO CONVIVER COM UM IDIOTA”.

O autor é John Hoover, psicólogo especializado em relações humanas.

Imediatamente, Lígia se identificou com o título, e o adquiriu, por mera curiosidade.

A obra mostra que em qualquer situação é fundamental tentarmos compreender o idiota em questão, encontrando dentro de nós as chaves para assumir uma atitude de empatia e tolerância com a pessoa difícil, com a qual temos de conviver. Recorrendo a exemplos de casos reais e sempre com humor devastador, Hoover dá conselhos e dicas preciosas, apresentando sua reveladora classificação dos vários tipos de idiota e ensinando como evitar e superar conflitos nos relacionamentos. Entretanto, embora a idiotice alheia pareça sempre evitável, ninguém consegue mudar o outro.

Chegando em casa e aproveitando a ausência do marido, Lígia leu algumas páginas do livro, e depois o escondeu em local que julgava, para ele, inacessível.

À noite, Adalberto chegou embriagado e com insultos na ponta da língua para agredir a mulher. Lígia manteve-se calada e deixou que ele brigasse sozinho. Mas não havia jeito dele se calar. Olhou para Lígia e provocou:

-O que foi? Está olhando pra minha cara, por que? Está com raiva porque cheguei a esta hora? Mulher não manda em mim!!! Você devia mandar muito no imbecil que morreu. Mas em mim, nunca!!!

Apavorada, Lígia só disse que não havia dito nada para que ele a tratasse assim. Mas ele respondeu que, só pela sua cara, sabia o que ela queria dizer. E empurrou cadeira no chão, deu murro na mesa, cuspiu o apartamento todo, e saiu fiscalizando tudo o que tinha dentro de casa.

Nessa noite, o universo conspirou contra Lígia. De tanto desarrumar o apartamento, procurando só Deus sabe o que, Adalberto deu de cara, por trás de todos os livros de uma estante, com o tal livro “COMO CONVIVER COM UM IDIOTA”.

A carapuça coube-lhe como uma luva, e o mundo desabou. Empurrou Lígia violentamente, que se desequilibrou e bateu com a cabeça na quina de uma prateleira. Ao ver o sangue da mulher, covardemente, trancou-se no quarto. Lígia, acompanhada pelos dois filhos, que, apavorados, choravam copiosamente, dirigiu-se ao Pronto-Socorro mais próximo, onde levou cinco pontos na cabeça. Daí, foram todos para a casa do seu irmão, que lhes deu abrigo. E tudo terminou aí…

Lígia se convenceu, uma vez por todas, de que é impossível alguém conviver com um idiota, perverso e complexado.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa