EDMILSON CAMINHA – BRASÍLIA-DF

Meu caro Anderson,

Parabéns pela admirável tradução com que Oleg o homenageia, em nome de todo nós!

Lê-lo em francês, essa língua que tantos gênios transformaram em sinônimo de poesia, é a demonstração inconteste de que sua obra transcende a língua portuguesa, para incluí-lo entre os grandes poetas do nosso tempo.

Abraço fraterno, extensivo ao Oleg, do amigo e leitor,

R. Esta mensagem está se referindo ao colunista fubânico Anderson Braga Horta.

Que é irmão dos também colunistas Goiano e Glória.

Eu, particularmente e pro meu gosto pessoal, reputo Anderson como o maior poeta contemporâneo da língua portuguesa. 

Só isto. Apenas isto. 

Um amigo pelo qual tenho uma enorme estima.

E um dos maiores e mais talentosos sonetistas que eu já li.

Quem quiser conferir, dê uma passeada em sua coluna, publicada sempre às segundas-feiras, intitulada “Soneto Antigo“. Veja aí do lado direito do JBF, na lista de colunas, que está em ordem alfabética.

Sua quietude e humildade são do mesmo tamanho que o seu fantástico talento.

Anderson Braga Horta

É por isso que não me canso de repetir: nesta gazeta escrota só dá expediente cabra malassombrado.

Francamente, eu tenho um orgulho enorme de editar um jornal que tem colaboradores deste quilate.

Mais sucesso ainda, Anderson!!!

Faça tanto sucesso na língua francesa quanto tem feito na língua portuguesa.

Você merece.

Quem quiser conhecer a relação de todos os títulos de Anderson já publicados e os prêmios que já recebeu, dê uma olhada clicando aqui.

E quem quiser saber mais detalhes sobre a carta publicada aí em cima, clique na imagem abaixo:

1 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

1 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A BESTA AVUANDO NOS ARES

Do dia 1º de janeiro ao dia 28 de fevereiro deste ano de 2017, esta gazeta escrota foi acessada 122.406 vezes, segundo dados do Google Analytics.

Isto só no Brasil. Os acessos a partir do exterior não estão contabilizados na tabela abaixo.

O estado de São Paulo permanece na liderança, onde sempre esteve.

Francamente, eu fico ancho que só a porra.

Agradeço do fundo do coração a generosidade e a força de todos vocês.

Este sucesso compensa, e muito, a trabalheira que é botar esta merda de jornal no ar todos os dias

“Este JBF é uma verdadeira cachorrada…”

* * *

1 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

NÃO COLA MAIS

Comentário sobre a postagem CULPA DA LAVA JATO

Sonia Regina:

“Essa senhora que foi despejada, continua arrogante e mentirosa.

A Lava Jato, está tentando, repito tentando, limpar a sujeira que a senhora e muitos políticos espalharam pelo País.

Empreiteiras, dão emprego, principalmente aos que tem pouco estudo mas que tem que trabalhar “honestamente”.

O problema não é a empreiteira, são os políticos sem-vergonha que inventaram a moda safada de eleger-se vendendo serviço do estado.

A senhora nem tem ideia do que é precisar de um salário mesmo que seja o “mínimo”.

Quem desdenha de juros sobre $150.000,00 que guarda em casa, não sabe o que é falta de dinheiro.

A quadrilha já traçou o novo plano para sair da penúria em que se encontra seu partido, botar a culpa na Lava-Jato.

Não cola mais senhora, estamos escolados, foram vocês que nos ensinaram.”

* * * 

1 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

1 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

SE NÃO GUENTA VÁ DORMIR

O dia amanheceu nestas festivas cidades de Recife e Olinda e nem parecia que o carnaval havia terminado e que já estávamos na Quarta-Feira de Cinzas.

Aqui, quem é de cinzas é a quinta-feira…

A festa continua rolando até agora e vai alcançar a noite.

Hoje cedo, no Recife Antigo, os foliões ainda pulavam atrás do bloco Se Não Guenta Vá Dormir.

É mole ou quer mais???

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1 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

JÚLIO CÉSAR BARBALHO – BRASÍLIA-DF

Alguém ai me ajude a divulgar está música até chegar aos ouvidos da produção ou da dupla Bruno & Marrone nome da moda Adivinha quem é?

Cantor e Compositor Júlio César Barbalho.

Meus contatos: WhatsApp 0(61) 9-9180-1600

cantorjuliocesarbarbalho@gmail.com

Desde já meu muito obrigado.

R. Ninguém pode reclamar que esta gazeta escrota não é um espaço aberto e democrático.

Tem lugar até pra música composta especialmente pra dupla Bruno e Marroni!

Vôte!!!

Disponha sempre deste espaço, meu caro.

E que você faça muito sucesso é o que desejo.

1 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

CULPA DA LAVA JATO

Dilma acredita que empresas envolvidas em ladroagem devem ser protegidas pelo Planalto

“O que aconteceu na Lava Jato tem aspectos bastante graves. O mais grave deles, na minha opinião, é a não preservação, pelo Estado brasileiro, das suas empresas. Você pode prender executivos, mas preserva a empresa. Não é o que estamos fazendo no Brasil. Quando é que a Alemanha fará isso contra a Siemens? Quando é que os Estados Unidos farão isso contra seus bancos? Nunca”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao site Sul 21, ensinando que a Lava Jato é mais prejudicial à economia brasileira do que foi a roubalheira na Petrobras patrocinada pelo governo de que participou e pelo governo que chefiou.

1 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

É DE FAZER CHORAR (QUARTA-FEIRA INGRATA)

Um Frevo-Canção de Luiz Bandeira. Interpretado por Carmélia Alves.

1 março 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

1 março 2017 MAURO PEREIRA


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
SOB O ENCANTO DA VOZ ROUFENHA

Não se trata simplesmente de gostar, ou não, até mesmo porque o viés personalista da preferência poderia colocar sob suspeita alguma relevância que porventura a acompanhasse. É apenas uma constatação: o PT já estava deteriorado antes de nascer. Para ser parido, primeiro ocupou-se de trair os trabalhadores.

No auge das greves em São Bernardo do Campo patrocinadas por um sindicato classista, pude acompanhar de perto os confrontos entre trabalhadores e a Força Pública, hoje Polícia Militar. De todas as manifestações de rua que tive a oportunidade de testemunhar, mais notadamente na Marechal Deodoro, principal via da São Bernardo de então, jamais detectei a presença de alguma liderança de alta patente do movimento para dividir o ônus da causa. Elas estavam ocupadas em usufruir, sob as asas protetoras da fraude ou da batina, ou de ambas, do bônus da glória repentina.

Preocupadas em assegurar um lugar de confortável destaque e de segurança conveniente no novo Brasil que se configurava, não hesitaram em dar às costas aos trabalhadores antecipando a fundação de um partido político em detrimento das reivindicações que davam voz, vida e credibilidade ao movimento. Esse erro estratégico foi fatal, tanto para o PT, como para a CUT. Um, jamais conseguiu legitimar-se como representante político da classe trabalhadora.

Intelectualizou-se para pior. A outra, sempre esteve distante de ser a liderança trabalhista no campo da política. O máximo que conseguiu foi ser porta voz das vicissitudes partidária ou governista. Nada além disso.

Ao estabelecerem como prioridade das prioridades as vantagens pessoais propiciadas pelo engajamento político, os líderes sindicais de São Bernardo não foram fiéis ao levante de Vila Euclides. Matreiros e covardes elevaram à importância de primeira baixeza as necessidades e as esperanças dos trabalhadores de todo o País que se julgavam representados naquela insurgência capitaneada pelos metalúrgicos são-bernardenses. Sucumbiram à facilidade que a fidelidade abomina e renega.

Por sua vez, o PT desonrou seu histórico comprometimento ideológico ao consolidar a falta de ética como ideário da legenda, apequenou-se ao eleger a perfídia como avalista de sua caminhada em busca do poder absoluto e naufragou nas águas pútridas da promiscuidade ao estabelecer a corrupção como programa de governo. Ao longo desses quase quarenta anos persegue, às vezes com a avidez dos desesperados, a maturidade que jamais alcançará, pois, corrompido ainda na gestação, nunca deixará de ser um vulgar feto mimado, birrento e irresponsável. Juntos, petistas e sindicalistas traíram a boa fé do povo brasileiro aliançando-se ao que havia de pior na política e no empresariado nacionais.

De braços dados com a farsa e a empulhação, PT e CUT cumprem a patética missão de serem emissários vulgares das novas – que invariavelmente não são boas e cuja celeridade dos malfeitos não permite que se tornem velhas -, advindas do feudo lulista.

Submissos, curvam-se ao poder emanado das profundas da voz roufenha que os encanta e vicia.

1 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

1 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A VELHA DA CAPA PRETA

Nesta Quarta-Feira de Cinzas estou aqui torcendo pra que toda a comunidade fubânica esteja forte, disposta, saudável, cheia de energia e de vida.

Xô, Velha da Capa Preta!

Sai-te, danada!

Vai-te pra lá e deixa a gente gozar a vida.

Com vocês, Siba e a turma do Fuloresta:

1 março 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

CONFISSÕES

Confesso que não sou um “carnavalesco’ no sentido amplo da palavra. Como já contei meu pé direito é canhoto o que dificulta sambar. Tenho a cintura quadrada e a ginga do robocop. Ou seja, atributos é o que mais faltam à este folião.

Mas esta invasão dos chatos do politicamente correto querendo pautar o carnaval e transformá-lo no espetáculo triste e enfadonho que estas malas idolatram me fez voltar à Folia de Momo. Estas malas com sua chatice de galochas tiveram a ousadia de querer censurar marchinhas de carnaval antigas. Haja saco!

É tanta bobagem que daria para escrever outro Samba do Crioulo Doido com as paranoias politicamente corretas.

Então confesso que resolvi fazer a folia no reinado de Momo só para contrariar estas malas. Fiz ‘a festa’, o mais politicamente incorreto possível.

É confesso que sou birrento, mas esta gentalha tira qualquer um do sério.

Viajamos para casa de minha sogra e juntamos a família toda. Os homens (eu e meus cunhados) fizemos um ‘bloco’ a parte enquanto a família toda, especialmente as crianças, curtiam a piscina, a rua e o clube.

Enchi a cara, bebi como um condenado, cerveja, caipirinha e vinho, afinal se eu trabalho todos os dias meu figado não pode ter folga. Não dirigi, não sou assassino, minha patroa e a mãe dela dirigiram.

Mas nós bebemos, fumamos charutos, dançamos, bebemos de novo. Comemos muito churrasco, carne de rês, ovelha, porco e galinha. Carne suficiente para não poder ser considerado vegetariano nunca mais. Exagero? E daí.

Pagamos com o dinheiro suado, fruto de nosso trabalho.

Cantamos todas as marchinhas censuradas e outras mais, ensinamos as marchinhas para as crianças.

Contamos piadas de veado, de sapatão, de velha, de puta, de português, de japonês e de negrão (estas contadas teatralmente por meu cunhado que é, pasmem, negro).

Tudo dentro de um ambiente familiar, alegre e divertido como deve ser a convivência em família. Um ambiente SAUDÁVEL, sem os conflitos e pudores do politicamente correto.

Bebemos de novo. Cantamos de novo. Futebol no barro, balão de couro e o couro do tambor bem esticado para desespero dos veganos.

Saímos em bloco vestidos de mulher ou quase. Afinal uma bailarina careca, gorda, barbuda, de tutu rosa, com quase dois metros de altura e peluda como um urso não é algo muito feminino. Mas valeu a diversão afinal sou pelotense e os pelotenses não são gaúchos são gay-uchos, então acho que damos prá coisa.

E para encerrar comemos, após a folia, muita carne mijada, crua como manda o figurino. Afinal de pois de ferver com a patroa o clima aquece e então…

Este mergulho momástico me fez recordar os carnavais da juventude. Onde eu e meus amigos mergulhávamos na nobre arte de brincar de canibal…de humanos do sexo feminino, ressalto.

Ou seja, o carnaval era nosso playground onde íamos felizes ‘comer gente’. Sempre gente nascida e crescida no sexo feminino. Nada contra, mas nenhum de nós é de viadagens.

Bom e a turma do politicamente correto onde está? Em casa enchendo o saco dos parentes. Nas ruas torrando todo mundo. Nos blocos ‘politicamente corretos’ sambando fininho com passo de quem não quer peidar. Problema deles!

Nós devemos nos divertir, a vida já é muito amarga e dura cotidianamente, chega de chatice.

É chegada a hora de peitarmos estes chatos e mandá-los tomar no cú ao invés de ficarem inventando moda. Vamos chutar a bunda do politicamente correto.

Exagero? Pode ser mas é o que farei a partir de agora.

Exagero nas minhas confissões? Sei lá. Carnaval é folia e fantasia. O que importa é se

divertir e ser politicamente incorreto, como o próprio Carnaval.

Ei! E você ai? Ei! O que tem para confessar?

* * *

Um protesto

Ao voltar à terrinha descubro nos jornais que servidores do Instituto Federal Sul-rio-grandense fizeram um bloco de Carnaval e usaram o espaço para protestar contra o golpe. Até ai tudo bem, o país é livre.

Mas pelas entrevistas e reportagens trata-se de um projeto de extensão financiado com dinheiro público. Ai não! Ai é crime!

Usar dinheiro público para financiar projetos de carnaval em uma Instituição pública que não tem cursos na área cultural (têm cursos técnicos, tecnológicos e engenharias) já é uma aberração. Mas podem até tentar explicar por vias tortuosas, como investimento em cultura, mas haja cara-de-pau.

Agora se usaram dinheiro público para faixas e camisetas- e as reportagens dão isto a entender- ai o buraco é mais embaixo.

E, mesmo usar o nome de uma Instituição Pública para acusar o Governo Legítimo de Golpista é escarrar no Estado de Direito.

Cabe aos Gestores do IFSul virem a público esclarecer isto, sob pena de enlamear mais o nome de uma Instituição, outrora exemplar.

E cabe ao MPF e ao MEC apurarem a fundo se houve ou não aporte de dinheiro público e se houve desvios de conduta ao usar a Instituição Pública que é de todos os brasileiros (favoráveis ou não ao impixamento daquela senhora) para manifestações político-partidárias.

Vindo de quem vem, ou seja, da turma vermelho-estrelada, nada duvido. Eles não aprendem!

Por favor que se apure e esclareça. Já! Na quarta-feira de cinzas!

Mãos a obra MPF e MEC.

1 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
É A NOSSA JUSTIÇA…

Bruno agradece contente
Sua liberdade ao bom Deus
E de Elisa só o adeus
Morreu prematuramente
Meteu-se com delinquente
E disso ninguém duvida
Decreta a morte e trucida
Sem pena e sem compaixão
Sorrindo sai da prisão
Pronto pra curtir a vida.

1 março 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

1 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ANÚNCIO CLASSIFICADO: PROCURA-SE COLUNISTA LULOSO

No dia 8 de fevereiro passado fiz uma postagem procurando um colunista pro JBF que fosse luleiro, zisquerdista, defensor do PT.

Quem quiser conferir, é só clicar aqui.

Este gazeta escrota tem (ou tinha?) um leitor, o José Carlos Batista que é petista e luleiro.

Este são apenas dois dos comentários que ele postou no JBF:

Vou passar mais uns meses longe dessa fedentina. Vez por outra dou uma passada por aqui pra ver se o mau cheiro baixou e o odor da serenidade de outrora está mais evidente, mas, cada vez que volto as crises de náusea são retumbantes. Fui!

*

Essa turma psicopata tem uma mente perversa. Diz que não têm bandido de estimação, mas,  faz questão de esquecer do mineirinho Aécio. O Alamir, por exemplo, esqueceu de incluí-lo no seu cálculo freudiano, que ficaria assim:

Lula + Sarney + Renan + Aécio = 1000 anos de cadeia, sendo os valores assim distribuídos:

Lula = 0, Sarney = 100, Renan = 200 e o rapaz do pó = 700.

Mandei para José Carlos Batista, no último dia 11 de fevereiro, a mensagem que está transcrita na íntegra a seguir:

Você não toparia escrever uma coluna “lulista”?

Ou seja, uma coluna defendendo o PT, as esquerdas, Lula e Dilma?

Há muito que venho procurando um colaborador pra tratar destes assuntos e não encontro.

O Jornal da Besta Fubana é um espaço aberto, democrática e no qual são publicadas todas as opiniões, correntes e tendências, de qualquer coloração.

Aguardo retorno.

Abraços e um excelente final de semana.

Luiz Berto – Editor do JBF

Até hoje não tive resposta.

Os colunistas fubânicos que defendem Lula e o PT passam a quase totalidade do seu tempo trocando tapas na área dos comentários ou escrevendo sobre extraterrestres, picadas de muriçoca, encangamento de grilos e ginecologia canina.

O fato é que continuo procurando um colunista luleiro, zisquerdista, comunista, bolivariano, castrista ou coisa que o valha.

Esta gazeta escrota está muito séria ultimamente.

Precisamos de galhofa e hilaridade.

Venham, cronistas lulosos, a vaga continua sem ser preenchida!!!

1 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)


NA DIREÇÃO DO PASSADO – A HONRADEZ DE REPETIR AS COISAS BOAS

O café fumegante – ponto para o despertar saudável

Nada a dizer contra quem prefere Miami, Madrid, Paris, Capadócia ou Japão para passear nas férias. Com pouco dinheiro – e apesar disso, não vivo insatisfeito, pois o meu “futuro” quem construiu foi eu – prefiro mesmo a companhia de Jessier Quirino, e voltar à Pasárgada.

Na Pasárgada tem tudo de bom e do melhor. É lá, mais uma vez, que passou minhas férias, tentando aproveitar da melhor forma os poucos dias que ainda me restam – e deixo o final deles nas mãos do Criador.

Na roça, o galo canta ainda quando o sol não deu o ar da graça, e eu acordo. Acordo e levanto sem espreguiçar ou sem alongar. É vapt-vupt e estamos de pé. Uma caneca d´água substitui a torneira de água corrente da cidade, pois não é verdade que os 13 anos de governos petistas tiraram o “povo da miséria” – e, aonde estou a água ainda não é tratada nem canalizada. E, só não há miséria, porque homem digno e trabalhador não vive na miséria. E é assim na roça.

Tempos atrás, escova para dentes dera luxo das cidades grandes. A assepsia bucal era feita mesmo com o dentifrício no dedo indicador passado pra riba e pra baixo no sentido horizontal – e estavam “escovados” os dentes.

Cuscuz de milho com carne seca desfiada – um pequeno almoço

À mesa e ao café. Dizemos no nosso povoado: forrar o estômago. E lá vou eu forrar o estômago com café preto quente (grãos torrados e pilados em casa naquele tradicional pilão de madeira) e um delicioso e generoso cuscuz de milho com carne seca – vale mais que qualquer outra refeição.

O milho não é propriamente um fubá – como esses industrializados vendidos nos supermercados – nem é totalmente seco. Se dizer o tempo serve para alguma coisa, diria que o milho está a menos de uma semana no ponto para ser colhido e ainda tem uma certa humidade. E isso mantém o aroma de milho verde.

São servidas outras opções: beiju, que no meu Ceará é conhecido como tapioca; carne de sol frita; queijo de coalho; manteiga de garrafa; milho verde cozido; coalhada; mamão; abacate e bananas. Apenas o cuscuz especial me satisfaz.

Pronto. Refeição feita, levanto para atender outra necessidade programada:

A rede armada no alpendre – esperando o leitor e a leitura

Continuar a leitura (trouxe 8 livros para ler em dez dias – sem qualquer obrigatoriedade) de “Pequena abelha”  de Chris Cleave.

A “dona” da casa é esperta. Matuta, mas esperta. Nunca vai tirar as varandas rendadas da rede – não quer que a beirada vire lugar de coçar frieiras. O melhor dessa rede: a maciez e o cheiro que parecem anestésicos poderosos. Mas, quem está disposto a ler, não cede a feitiço nenhum.

Por isso, não me preocupo com Madrid, Miami ou Capadócia.

1 março 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

1 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS – O VOTO FOI DADO À PARELHA

* * *

O depoimento vai acontecer na sede do TRE-PR, em Curitiba (sempre lá…).

A audiência versará sobre financiamento ilegal (pra variar…) da campanha presidencial de 2014, envolvendo a linda parelha Dilma-Temer.

Não custa nada lembrar aos babaquinhas descerebrados – aqueles que andam carregando cartazes com o “Fora Temer” -, que eles, quando votaram na Vaca Peidona, votaram também no Cara-de-Tabaca.

A candidatura da dupla foi sacramentada em convenção do PT e abençoada por Lapa de Corrupto.

Aguardemos o contorcionismo explicatório de Ceguinho Teimoso sobre este fato para darmos boas gargalhadas nesta Quarta-Feira de Cinzas.

Quanto ao que o Corruptor Ativo Marcelo Odebrecht vai piar hoje em Curitiba, aí já são outros quinhentos (êpa!)

Pra que os idiotas não esqueçam de que a dupla foi eleita junta, vamos botar a bovina pra peidar em homenagem a estes eleitores “esquecidos”.

Peida, Janete!

1 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

POLÍCIA, CARNAVAL E CINZAS

Se Temer, deliberadamente, decidiu manter o clima carnavalesco na área política para deixar sua equipe econômica trabalhar em paz, é um tático brilhante. Enquanto todos discutem Moreira Franco, Eliseu Padilha, Renan Calheiros, Alexandre de Moraes e Osmar Serraglio, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o ministro Henrique Meirelles ganharam sossego para apresentar resultados. E, pelo jeito, já têm o que mostrar.

Isso não quer dizer que a economia vá bem, já que ainda não recuperou as perdas do período Dilma nem começou a reabsorver os desempregados. Mas vai num bom caminho: a inflação é a mais baixa dos últimos anos, tanto que já se fala em baixar a meta de 4,5% para 3% ao ano; apesar das farras corporativas, o déficit público caiu; os juros (oficiais) tiveram uma boa queda – embora os bancos mantenham suas taxas alucinadamente altas.

O carnaval na área política também permitiu a aprovação das reformas pedidas pela área econômica. Só há um problema: como sair da festa da uva na política mantendo a estabilidade do Governo? Se Temer planejou usar o frege dos políticos enquanto cuidava do essencial, projetou também a rota de saída. Mas, se tudo aconteceu por acaso (e o favoreceu), chegou a hora de pagar a conta. A Lava Jato está atrás de gente ligada a Temer. E o TSE se prepara para julgar em breve a cassação do registro da chapa Dilma-Temer, podendo depor o presidente. Depois do Carnaval, as Cinzas.

O bom a gente mostra…

Temer elogia sempre o desempenho da economia – inflação em baixa, contas públicas sob controle, a alta da arrecadação, apesar de os negócios não terem sido retomados, a queda dos juros Selic que, acha, levará à queda dos juros cobrados pelos bancos. Está feliz também com a recuperação da Petrobras e com o desempenho de Maria Sílvia Bastos no BNDES, voltado menos às grandes empresas escolhidas pelo Governo e mais às menores. Temer acredita que será possível até mexer num tema difícil, que muda a receita dos Estados e atinge cada um dos cidadãos: a reforma tributária. Enquanto congressistas pedem privilégios, a área econômica se beneficia.

…o ruim a gente esconde

O relatório oficial sobre Direitos Humanos no Brasil, entregue à ONU, esqueceu a ruptura da barragem de resíduos da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, que matou 18 pessoas, um dos maiores desastre ambientais já ocorridos no país; e a morte de 350 presidiários em 2016. Naturalmente, há explicações para tudo: o desastre da Samarco, que além de matar muita gente envenenou os rios cujos peixes alimentavam a população, não entrou porque a ONU impõe um limite de tamanho para o documento, e o disciplinadíssimo pessoal brasileiro não quis violar a norma; e, como foi elaborado em novembro, o relatório não poderia englobar todos os mortos do ano. E, além disso, que são 350 pessoas mortas em um ano, se só na primeira quinzena de 2017 foram assassinados 131 presidiários?

É o amigo que diz!

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, não perde a oportunidade de, ao ver a bola quicando na área, botá-la dentro do gol – do próprio gol. Acaba de comparar o caso dos líderes petistas José Dirceu, Antônio Palocci e João Vaccari Neto, acusados de crimes do colarinho branco, ao do goleiro Bruno, condenado em primeira instância pelo assassínio da namorada Eliza Samúdio e aguardando julgamento de recurso. E, no site do PT, pediu que os três petistas recebam o mesmo benefício de Bruno, libertado pelo ministro Marco Aurélio por excesso de prazo de prisão sem julgamento. Detalhe: Rui Falcão é amigo e aliado dos três petistas presos.

Como…

É curiosa a história contada pelo advogado José Yunes, amigo há dezenas de anos do presidente Temer, a respeito de delações de dirigentes da Odebrecht sobre a entrega de pixulecos a peemedebistas. Diz ele que, a pedido de Eliseu Padilha, outro velho amigo de Temer, recebeu em seu escritório um envelope do doleiro Lúcio Funaro – que Padilha nega conhecer, e a quem Yunes se refere como “um tal de Lúcio”. Sem abrir o envelope, e sem saber o que continha, entregou-o a alguém que não sabe quem é e cujo nome desconhece. Tamanho do envelope? “Parecia um documento com um pouco mais de espessura”, diz Yunes. Os R$ 4 milhões citados na delação premiada, em notas de R$ 50,00, pesam 90 quilos.

…é mesmo?

Eliseu Padilha, que nem conhece o cavalheiro, manda-o entregar um envelope com 90 kg de cédulas no escritório do amigo, que também não o conhece. O cavalheiro, o “tal do Funaro”, chega com um envelope de 90 kg um pouco mais grosso do que um documento. Todos carregam o envelope na mão, nem notam que é pesadinho. Mais tarde vem um desconhecido, e a secretária de Yunes lhe entrega o envelope de 90 kg. Então, tá.

1 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

MYLENA TAVARES MONTEIRO – RIO DE JANEIRO-RJ

Indigníssimo Editor:

Uma colaboração carioca para a gazeta mais escrota do Brasil.

Bom carnaval e continue firme na luta contra ladrões e corruptos.

Um grande abraço.

CANCIONEIRO DA QUARTA-FEIRA

 

Depois de um Carnaval, vem a quarta-feira ingrata, onde  “tudo é cinzas!”. A partir de então tem início a Quaresma que, no passado, era tempo de reflexão, jejum e abstinência completa de carne.

Em cada Quarta-Feira de Cinzas, porém, resta no peito do verdadeiro folião a verdadeira saudade, uma lembrança do carnaval que passou, assim expressada por vezes com lágrimas e acalentadas pelos versos do próprio cancioneiro carnavalesco de Edu Lobo.

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 Hoje não tem dança
Não tem mais menina de trança
Nem cheiro de lança no ar
Hoje não tem frevo
Tem gente que passa com medo
Na praça ninguém pra cantar.

Como no poema de Vinícius de Moraes, musicado por Carlos Lyra, chegou ao fim mais um carnaval (Marcha da quarta-feira de cinzas):

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Acabou o nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou
Pelas ruas, o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando
Cantigas de amor…

Na quarta-feira, o folião de ontem volta à realidade do dia-a-dia, depois de conviver naquele reino azul da fantasia, sob a égide do Rei Momo, onde por momentos parecia ter encontrado a morada da felicidade. Ao reencontrar-se consigo mesmo, mirando-se no espelho ao amanhecer da quarta-feira, o folião cansado, vem descobrir dentro de si que o carnaval, apesar dos guizos e de todo colorido que se faz presente aos olhos, é uma festa triste; como nos versos de Raul e João Victor do Rego Valença, os Irmãos Valença (Saudade):

De que nos serve a folia
Tanto prazer e alegria
O carnaval é a ilusão
Deixando uma triste recordação
E se voltamos chorando
É a saudade
Que nos vem
Alguém nos ficou amando
E ficamos querendo alguém

De há muito o cancioneiro carnavalesco vem sendo tomado de versos inspirados na nostalgia trazida pela quarta-feira, desde os anos vinte quando os blocos carnavalescos regressavam às suas sedes cantando marchas, como esta de Raul Moraes (Despedida):

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Adeus, ó minha gente,
O bloco vai embora
Sentindo que a alma chora
E o coração fremente
Diz, findou-se o carnaval.
Até para o ano, adeus
Guarda nossas saudades
Que implorarão aos céus
Felicidades para, nossa alma liberal
Essa canção saudosa,
Há de fazer chorar
E sempre a relembrar
Nossa gente buliçosa
De regresso a cantar.

A espera de um outro carnaval é o acalanto que embala a alma de todo poeta e sonhador, como nos versos de Capiba, em De chapéu de sol aberto (1973):

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 Espero o ano inteiro,
Até ver chegar fevereiro
Para ouvir o clarim clarinar
E a alegria chegar!
Esta alegria que em mim
Parece que não terá fim
Mas se um dia o frevo acabar!
Juro que vou chorar…

O carnaval é talvez a forma de suavizar a vida desses poetas, daí a tristeza que toma conta do espírito de todos no alvorecer da quarta-feira, como naquele frevo de Nelson Ferreira:

Um carnaval a mais
Que beleza, no entanto…
Um carnaval a menos, que tristeza.
Vida, não foge tão depressa.
Ainda quero viver muitos carnavais…

Alguns deles não se conformam com a chegada da quarta-feira e por vezes teimam prolongar o seu próprio carnaval interior, como se fosse um ópio a lhes transportar para o mundo da fantasia e do surrealismo, como no frevo de Rudy Barbosa e Adelmo Tenório (Por que saideira?):

Estou vendo, a manhã está dizendo:
Já é quarta-feira! Por que saideira,
Se eu não queria, pra casa voltar…
Voltar, pra quê!
Voltar, pra quê!
Se vai voltar esta saudade de você

Vou desfilar meu sorriso
E ser o palhaço, desta multidão.
Pra  repousar meu cansaço,
Igual ao seu braço,
Não encontro mais não

Solidão, eu me embriago agora!
Está chegando a hora
D’ a tristeza voltar
Solidão, eu me embriago agora!
Está chegando a hora
D’ a tristeza voltar.

Para o autêntico folião, particularmente para os românticos dos anos dourados, quando a permissividade dos costumes não era a tônica dos festejos carnavalescos, a contagem regressiva da madrugada de uma quarta-feira se transformava em suplício; como nos versos de Geraldo Costa e José Menezes (Terceiro dia):

A noite morre, o sol vem chegando…
E a tristeza vai aumentando
A gente sente uma saudade sem igual
Que só termina
Com um novo carnaval

Mas o que ensina a lição é que se vai um carnaval, mas fica-se sempre com uma saudade; como no frevo dos irmãos Reinaldo e Fernando Oliveira (É quarta-feira, é madrugada):

É quarta-feira, é madrugada…
O sol já chegou
O carnaval foi tudo um sonho bom que passou
Recordar não adianta nada, meu bem…
Melhor esperar, prô ano que vem!

Saudade vive escondida…
Esperando todo fim de carnaval
Não adianta esperar por toda vida
Nem por um ponto final.

Para aquele folião empedernido, porém, que viveu o carnaval até os últimos acordes; folião daqueles que em anos passados só saía dos salões acompanhando as orquestras, sob o comando de Nelson Ferreira, Guedes Peixoto ou José Menezes, em meio à turba frevolenta até os jardins da Praça do Entroncamento ou da Praça do Internacional, para só assim encerrar, às sete horas da manhã da quarta-feira, o seu carnaval.

Para esses, que viveram tantas paixões e que ainda hoje estão a lembrar daqueles rostos juvenis, que se perderam em meio aos confetes e serpentinas dos passados carnavais, pelo menos o frevo de Luiz Bandeira, gravado por Carmélia Alves em 1957 (Copacabana nº 5699, matriz 1725),  ficou na lembrança: 

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 É de fazer chorar
Quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar
Ó quarta-feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contrariar
Quem é de fato, um bom   pernambucano…
Espera um ano,
e se mete na brincadeira
Esquece tudo, quando cai no frevo.
E no melhor da festa,
Chega a quarta-feira.

Sim meus amigos, o nosso carnaval acabou. Como o poeta Vinicius de Moraes só nos resta cantar: 

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Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando
Seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz.

Mas para aquele pernambucano, ausente da terra, distante dos amigos e obrigado a conviver com gente estranha que não sabe o que é Carnaval, o espírito da quarta-feira  dura o ano inteiro e o acompanha onde quer que se encontre.

Longe do Recife, exilado voluntário do seu próprio chão, privado da paisagem e dos sons que acalenta em sua alma de folião, ele estará sempre a cantar baixinho, como a embalar o seu próprio coração, balbuciando a letra daquele frevo-canção, composto por Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 1921 – Rio, 1964) num de seus momentos de banzo e de saudades do seu torrão: Frevo nº 1 do Recife, gravado inicialmente pelo “Trio de Ouro” em 9 de agosto de 1951. O sucesso veio a ser regravado depois com competência por muita gente, a exemplo de Claudionor Germano e Expedito Baracho.

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Ô, ô, ô, ô, ô… saudade
Saudade, tão grande.
Saudade que eu sinto
Do Clube das Pás, do Vassouras,
Passistas traçando tesouras,
Nas ruas repletas de lá…
Batidas de bombo,
São maracatus retardados,
Chegando à cidade, cansados,
Com seus estandartes no ar.
 
Que adianta
Se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo
Valfrido Cebola, no passo;
Haroldo Fatia, Colaço…
Recife está perto de mim.


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