2 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

CADÊ AS PROVAS???

Três comentários sobre a postagem RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

1) Glória Braga Horta:

“Para prender uma pessoa, seja lá quem ela for, é preciso ter provas concretas.

Sugiro a quem tem provas contra Lula que as apresente à Justiça.”

* * *

2) Rodrigo de Léon

Prezada Senhora,

Provas existem e com uma robusteza ímpar, já apensadas nos 5 inquéritos em que Lula foi denunciado e transformado em réu pela justiça tanto por corrupção como por obstrução da justiça. Provas postas cabe a este senhor e seus procuradores contestarem-nas nos autos. O que estamos reivindicando é sua prisão preventiva, na forma da lei, evitando que atrapalhe o devido processo com viagens, conchavos e politicagem.

O próprio CNJ prevê este uso para a prisão preventiva, basta ver a transcrição da página do CNJ na web, ““A prisão preventiva, por sua vez, consta no terceiro capítulo do Código de Processo Penal. Sem prazo pré definido, pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito. Ela em geral é pedida para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica ou a aplicação da lei.

A ideia é que, uma vez encontrado indício do crime, a prisão preventiva evite que o réu continue a atuar fora da lei. Também serve para evitar que o mesmo atrapalhe o andamento do processo, por meio de ameaças a testemunhas ou destruição de provas, e impossibilite sua fuga, ao garantir que a pena imposta pela sentença seja cumprida.” (CNJ, 2017)”.

Esta prática, embora polêmica, vem sendo adotada com sucesso e não está sendo revista pelos tribunais superiores, inclusive o STF.

Então nós entendemos que Lula está agindo para prejudicar as investigações, então propomos que lhe sejam aplicados os rigores da Lei.

Aqueles que comungam desta ideia que assinem o documento on line.

Aqueles que discordam certamente encontrarão outros documentos na web com teor contrário para manifestarem, democraticamente, suas opiniões.

Um abraço.

* * *

3) Glória Braga Horta:

Tudo bem.

Concordo.

Então, se eles têm provas, estão esperando o quê para prendê-lo?

Tortura psicológica, tanto para ele como para seus seguidores?

Abraço.

2 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

O ENSAIO GERAL DO BLOCO DOS SABOTADORES DA LAVA JATO

Em 7 de fevereiro, o onipresente Gilmar Mendes sacou do coldre o trabuco retórico para anunciar o recomeço do duelo com o juiz Sérgio Moro e a força-tarefa do Ministério Público engajada na Operação Lava Jato: “Temos encontro marcado com essas alongadas prisões que se determinam em Curitiba”, avisou o ministro do Supremo Tribunal Federal que também preside o Tribunal Superior Eleitoral. Em vez de ao menos lamentar a indolência cúmplice de quem demora a julgar e só absolve, Gilmar se enfurece com homens da lei que investigam, provam, condenam e prendem.

Em 20 de fevereiro, o senador Romero Jucá, líder do governo no Congresso, sucumbiu ao medo decorrente da aproximação do camburão e, disposto a tudo para continuar sob as asas do foro privilegiado, pariu a Teoria da Suruba: “Se acabar o foro, é para todo mundo”, comunicou. “Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”. Nessa linha de raciocínio, o STF é uma espécie de casa de tolerância reservada a meliantes incomuns. Por exemplo, gente como Jucá, um prontuário à espera de uma gaiola desde os tempos do bercário.

Em 24 de fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello resolveu infiltrar um recado à Lava Jato, tão enviesado quanto impertinente, num trecho da justificativa para a soltura do goleiro Bruno: “A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”. (Horas depois, o advogado Wasley Vasconcelos reivindicou ao Supremo Tribunal Federal que o indulgente parecer de Marco Aurélio fosse estendido a seu cliente Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno e seu comparsa na execução e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, ex-namorada do então jogador do Flamengo).

Em 26 de fevereiro, domingo de Carnaval, o onisciente Gilmar Mendes aproveitou uma entrevista ao Estadão para endossar a tese do senador que preside o PMDB. “Eles têm razão: se se quer acabar com o foro, é para todos”, pontificou o artilheiro do time da toga. (“Eles” são os jucás). À caça de explicações menos mambembes, o ministro acabou ampliando o acervo de aberrações que recomendam a imediata interdição da suruba: “Falam de 22 mil autoridades com direito a foro privilegiado. Ora bolas, 17 mil são juízes. E quanto serão os membros do Ministério Público?” Como engolir um privilégio com tamanha multidão de beneficiários togados? “Quando se fala que o grande problema do Brasil é o foro privilegiado, é irresponsável”, delirou o entrevistado, sem esclarecer onde ouviu tamanha bobagem. Quem luta pela revogação desse foro inconstitucional e imoral nele enxerga não a origem de todos os males da nação, mas um dos muitos tumores que infestam o sistema legal. “Só 8% dos homicídios são desvendados no Brasil”, foi em frente o ministro. “Os processos não andam em várias instâncias. As pessoas só são investigadas quando passam a ter foro privilegiado”. Se os supremos sherloques de fato investigam, nunca encontram nada: o índice de condenações no STF é inferior a 1%.

Em 27 de fevereiro, dois dias depois do advogado de Macarrão, Rui Falcão descobriu que a rota de fuga pavimentada por Marco Aurélio e inaugurada por Bruno poderia ser percorrida por uma trinca de bandidos de estimação engaiolados em Curitiba. “Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF”, caprichou no cinismo o presidente do PT num artigo publicado pelo site do partido. “Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante – contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente? É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci”. Rui Falcão, quem diria, enfim confessou que o PT é um viveiro de goleiros brunos que, em vez de uniformes de times de futebol, trajam o modelito imposto à população carcerária.

Conjugados, os cinco episódios confirmam que, enquanto o País do Carnaval se distraía, começou neste fevereiro o ensaio geral do bloco dos sabotadores da Operação Lava Jato. O enredo carece de ajustes, a bateria vive atravessando o samba, a ansiedade atrapalha a harmonia, os destaques sofrem frequentes surtos de exibicionismo. Mas seus integrantes já não escondem o rosto nem recorrem a fantasias para enganar a plateia. Para manter confinado na área de concentração o bloco da infâmia, é preciso que as multidões que representam o Brasil decente voltem às ruas e renovem a advertência: ninguém vai deter a Lava Jato.

É essa a bandeira que mobiliza, aglutina e une o país que presta. É essa a palavra de ordem que afugenta e isola tanto extremistas de direita quanto devotos do lulopetismo que espreitam as manifestações programadas para o fim deste mês, decididos a deformá-las com reivindicações absurdas, deliberadamente cretinas ou apenas equivocadas. Os idiotas estão por toda parte. Assumirão o controle das ruas se a resistência democrática embarcar na nau dos insensatos.

2 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

UM FREVO COMPOSTO POR CASAL DE FUBÂNICOS

Comentário sobre a postagem CANCIONEIRO DA QUARTA-FEIRA

Bráulio de Castro:

“Frevo de Bloco da autoria de Bráulio de Castro e Fátima de Castro.

Hino do Bloco Eu Quero Mais, que completou 25 anos em 2017 (O Bloco e o Hino…).

Interpretação de Fátima de Castro.

O carnaval passou,findou-se a folia
Mas a saudade em mim ficou
Ainda ouço os seus guisos de alegria
Alegorias de um grande amor
Recolho trechos de canções e harmonia
Costuro os sonhos com os restos de cetim Relembro as luzes que brilhavam no teu rosto E o teu corpo junto a mim.

Eu quero mais amar
Eu queno mais cantar
Eu quero mais as ladeiras de Olinda
Eu quero mais paixão
Meu bloco que se fez canção
Porque pra mim o carnaval não finda.

2 março 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

RASPANDO A IMORALIDADE

Monsenhor Luiz Ferreira da Cunha Mota (Mossoró 1897/1966), popularmente chamado de Padre Mota, foi prefeito de Mossoró por mais de 8 anos.

Conta-se que em 1937, uma pessoa foi enredar ao Padre Mota que alguém teria escrito um palavrão no muro da barragem, difamando uma adversária. Padre Mota, em formato de prefeito, logo cedo vai a barragem e lê bem devagarzinho: “A TABACA DE FULANINHA É BOA”

– Que horror, que miséria, isso é uma imoralidade!

Chegando a prefeitura dá uma baforada em seu charuto, chama o secretário Bodoca e diz ligeiro feito aumento de imposto:

– Bodoca, vá a barragem e raspe a tabaca de fulana.

2 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

SURUBA ORGANIZADA

Comentário sobre a postagem A BESTA AVUANDO NOS ARES

Marcos Pontes:

“Berto, o sucesso do JBF está diretamente relacionado com o estilo que você imprimiu a esta gazeta escrota, isto é, uma perfeita simbiose entre o editor/colunistas e nós leitores.

Aqui, nossos comentários são válidos, podemos externar nossas opiniões, sejam elas, a favor/contra e sem censura.

Qual jornal neste país nos permite esta esculhambação?

Nenhum!

Tenho orgulho de fazer parte desta suruba altamente organizada.

Parabéns amigo!”

* * *

2 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL


Mundo Cordel
DEPOIS DA FOLIA

Com o final da folia
Que animou o carnaval.
O Brasil, a cada dia,
Volta ao ritmo normal.

Volta ao ritmo normal
Que também é animado,
Embora mais concentrado
Em Brasília, a capital.
A Polícia Federal
Voltando a ter atenção,
Já que nova operação
Qualquer hora é deflagrada.
De delação premiada
Pode haver divulgação.

Pode haver divulgação,
Ou pode haver vazamento,
Pois houve depoimento
Sobre a última eleição.
Falou-se de doação,
De caixa dois e propina,
Assim toda essa faxina,
Continua em andamento,
E é difícil, no momento,
Saber como isso termina.

Saber como isso termina,
É coisa para adivinho.
Segue o Brasil seu caminho,
Cumprindo essa triste sina,
Entre protesto e chacina,
Corrupção, baixaria.
E, nas ruas onde havia
Animados foliões,
Voltarão os arrastões,
Com o final da folia.

Com o final da folia
Que animou o carnaval.
O Brasil, a cada dia,
Volta ao ritmo normal.

2 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

2 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

KAROLINA COM K

Uma história sertaneja bem contada por Luiz Gonzaga, o eterno e saudoso Rei do Baião.

2 março 2017 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO


http://orlandosilveira1956.blogspot.com.br/
UM HOMEM, QUATRO COPOS

Diariamente, de segunda à sexta-feira, por volta das 18h, ele marcava ponto na padaria do Narciso. Sempre bem vestido, chegava sorridente, acenava para uns e outros. Mas não puxava conversa com ninguém. O pessoal da copa, mais por educação que por dúvida, lhe perguntava se queria o mesmo de sempre. Claro que sim: duas doses de vodka e duas latinhas de cerveja. Um homem, quatro copos. Às vezes, pedia um pedaço de pizza de mussarela, cortada na forma de tira-gosto. Espetava dois palitos, que ele usava de forma alternada, a exemplo do que fazia com os copos. Não era homem de esquentar cadeira. Nem poderia. Nunca o vi sentado nos bancos. Preferia ficar de pé, invariavelmente no mesmo canto do balcão.

Cumprido o ritual, pagava a conta, dava boa gorjeta para os copeiros, acenava para os conhecidos e embarcava no carro. Sempre com a discrição das pessoas bem educadas.

Levei uns dias, talvez semanas, para perceber os detalhes do ritual: um homem, quatro copos, dois palitos, um pedaço de pizza. De segunda à sexta, sempre no mesmo horário, por volta das 18horas.

Uma noite, meio por acaso, soube por Sales, um dos copeiros, que ele vinha com o pai – homem igualmente discreto e elegante – diariamente à padaria. Pediam duas doses de vodka, duas latinhas de cerveja e um pedaço de pizza, sempre do mesmo sabor: mussarela. O pai morreu há cerca de três anos. Mas não para o filho.

2 março 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

ELEITORADO BANÂNICO DE TRUMP ESCULHAMBA O BAIXO PROSELITISMO DESTA GAZETA CHEIA DE MÁ FÉ

Comentário sobre a postagem DUMBO NÃO QUER VOCÊ!

Zé Mané:

“Quando BANANA OBAMA DECIDIU IMPEDIR A ENTRADA DE CUBANOS, NO FINAL DE SEU MANDATO, EU NÃO VI ESSA GRITARIA TODA.

HIPÓCRITAS.

NÃO VI UMA LINHA AQUI NESTA GAZETA ESCROTA.

MÁ FÉ.

DEPOIS O CARA SE RECUSA A DAR ENTREVISTAS E AÍ A MÍRDIA FICA DE MIMIMI.

Os imigrantes ILEGAIS, entenderam? ILEGAIS, CRIMINOSOS, TERRORISTAS, esses é que serão deportados.

O resto é má fé e baixo proselitismo, inclusive deste site, besta fubana.”

* * *

Eleitorado afro-latino-asiático-banânico de Trump

* * *

2 março 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

VÍCIO PERENE

Existem manias coloniais que se encaixaram no costume do povo, viraram rotina, e como acabam corrompendo pessoas, precisam ser extirpadas da cabeça do brasileiro. Para o bem do país. E felicidade geral da Nação.

A política está cheia de parlamentar viciado em acumular mandatos. Não permite renovação, passar o bastão para outros. Mais jovens, com ideias novas. Quem opta em renovar mandatos, alimenta interesses próprios. Pensa incialmente em fazer o pé de meia, enricar, acumular fortuna, patrimônio e prestígio. Da maneira mais rápida possível. Sem precisar dispender muita força e dinheiro próprio. Só levando o povo no papo.

O Brasil está cheio de exemplos de repetição de mandatos. O Congresso tem de montão, políticos na ativa, acumulando sucessivamente seis ou mais mandatos. Tem parlamentar já velho, gagá no exercício do mandato, mas, mesmo não apresentando condições de exercer o mandato com vigor e disposição, não quer entregar os pontos. Passar o bastão à frente. Sair de cena. Deixar a vaga para outros políticos novatos com intensão inicial de trabalhar pelo povo. Pelo bem estar social coletivo.

É a velha história. Depois de beber da água da pia parlamentar, o cara prefere grudar na fonte inesgotável, porque, além de não secar nunca, o viciado político não se sacia. Jamais. Pelo contrário, sonha cada vez mais com mais poder, vaidade, patrimônio crescente, riqueza e o prestígio, sempre em efercescência. Uma vez eleito, o parlamentar não quer perder a farta boquinha, repleta de mordomias, abarrotada de regalias e vantagens que não chegam uma vez sequer na vida do cidadão comum. Nem de longe.

Todavia, sentindo a hora da despedia da vida pública se aproximar em função do avanço natural da idade e notar que o corpo mostra os primeiros sinais de debilidade, o parlamentar antigo tem aquela fantástica ideia. Preparar herdeiros para a automática sucessão na vida pública. Tão benéfica. Aproveitando a fama do nome.

O teste inicial para jogar o filho às feras das urnas começa geralmente pela porta da Câmara de Vereadores. A popular assembleia legislativa municipal. No legislativo municipal, o vereador de primeiro mandato toma prática. Conhece as tarefas iniciais do mandato. Trava contato com os bastidores da política. Perde a timidez, ocupa a tribuna, apresenta projetos, preside sessões, aprende as regras do Regimento Interno da Casa. Ganha experiência, fica preparado para os embates diários com os seus pares. Cheios de meandros.

Mas, tem um detalhe que não pode ser esquecido. Quando famílias se perpetuam no poder, nutrem objetivos peculiares. Afinal, eternizar mandatos, não revela vocação para ajudar o próximo. De forma alguma. Muito pelo contrário. Quando os políticos trabalham com afinco por seguidas reeleições, demonstram claramente segundas intenções. Pensamentos egoistas.

Segundo especialistas, a prática, bastante usual na política brasileira, sinaliza, à primeira vista, dois fatos concretos.

Revela alto grau de subdesenvolvimento cultural e econômico. Acentua a prova de que, até na política, o Brasil mantém o estágio, quase permanente, de atraso. Fora dos padrões da atualidade.

Por isso é bom o cidadão, o eleitor, o brasileiro de maior idade, na medida do possível, procurar renovar constantemente a composição do Parlamento, seja na esfera federal, estadual e municipal, justamente para evitar vícios de mandatos, tendência para a anormalidade. Situação incômoda, que acaba se transformando em crises que trazem absurdas turbulências para azucrinar o cotidiano da Nação. Plantar incertezas na economia, desregulando planos, projetos e a vida da população.


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