3 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

70 ANOS DE UM MARCO NORDESTINO E BRASILEIRO

No dia 3 de março de 1947, Luiz Gonzaga entrou nos estúdios da RCA para gravar a música Asa Branca, que seria lançada em maio daquele ano.

Hoje se completam exatos 70 anos deste feito marcante.

A música foi composta por Gonzagão em parceria com Humberto Teixeira.

Luiz Gonzaga, com sua voz marcante, imortalizou esse hino que um ícone da música e da cultura do Nordeste e do Brasil.

O Jornal da Besta Fubana celebra a data oferecendo a gravação original aos seus leitores.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

* * *

3 março 2017 FULEIRAGEM

FLÁVIO – CHARGE ONLINE


OS ROEDORES DA ROUANET

Como é triste ver grande parte da chamada elite intelectual do País subscrever movimento de apoio a uma pessoa de envergadura tão desqualificada como é o ex presidente Lulla. Não tem outra explicação que não a de que estão envolvidos, de certa forma e favores, com essa triste figura que desmantelou o Brasil econômica, moral e eticamente, sem falar do seu baixo nível de educação social e formal. Esta depreciativa figura, do ex presidente, não fez somente essa desfiguração do Brasil, o que seria de menos diante dos efeitos perversos que provocou e contaminou toda a estrutura de Poder do País.

Como em efeito metástase, ele atingiu a enorme massa de jovens que cresceram dentro de um contexto de tudo que é ruim e indecoroso para a moralidade e os bons costumes. O legado desta figura deplorável e chefe de organização criminosa, como bem qualificou o Ministério Público, é a triste situação em que vivemos nestes últimos anos e outros muitos que vamos viver. Assombra a iniciativa dos intelectuais e artistas em apoio ao desclassificado Lulla. Não há como afastar a hipótese de que fizeram o papel de ratos para roer o queijo Rouanet, a lei que permitiu acesso de muitos deles em milhões de reais sem qualquer retorno social e cultural. Foi uma festa do Chico & Turma.

Na toada segue o atual governo federal promovendo os mesmos erros na condução de sua política. Quer atingir objetivos com prestação de favores e isto consolida os métodos e a envergadura dos membros do Congresso Nacional em permanecer no caminho obscuro e imoral. A estrutura do executivo está contaminada com membros envolvidos nas falcatruas do governo anterior de Dillma e Lulla. A explicação é que Temer precisa dos congressistas para a governabilidade e de apoio desses desvirtuados moralmente, raras exceções, para aprovação de seus projetos e propostas. Como podemos viver com essa organização criminosa infiltrada no comando do Brasil? O que esperar de congressistas que vivem de negociatas e patifarias? Nada em Brasília é pensado para o bem comum. Tudo é voltado para o “interna corporis” e exemplos estão aos montes por aí.

Vejam a situação da estrada de escoamento de produção da soja de Mato Grosso. Observem a criminalidade em franco índice de crescimento. Atentem-se ao número de mortes entre os jovens de até 30 anos. Pensem em como anda a saúde pública na nossa terra. Informem-se da gigantesca população desempregada que atinge, em números oficiais, 24 milhões de brasileiros, sem mencionar os sustentados pelo Bolsa Família e os desalentados, que não procuram empregos. Tudo isso está dentro do componente da corrupção e também da vida que nos foi legada pelos anos petistas de governo, mas Temer não rompe com isso, continua fiel ao antigo modelo do toma lá dá cá. Pior, sem imaginação para quebrar com tudo isso. As reformas serão feitas apenas como um marco.

A previdência não está quebrada como propagam, é que o governo desvia dinheiro dela para outras finalidades, como prova o Sindifisco Nacional. Tapeia a área educacional com alterações na educação de base que na verdade, são meros remendos no tecido esgarçado do ensino brasileiro, sem chances de grandes mobilizações no aprendizado. Alardeia a queda da inflação, mas não diz o porquê, evita dizer que o brasileiro não compra mais nada e reduziu drasticamente seu consumo, resultados da farra petista que deixou a população atolada em dívidas e desempregada.

A atitude dos desvairados comandados por Chico & Cia em apoio ao chefe da ORCRIM mostra bem o Brasil que temos, uma Nação jogada a própria sorte. Não se vê manifestos realizados por intelectuais a favor de uma solução definitiva para a educação, por exemplo. Mesmo sabendo eles que sem educação não há desenvolvimento, não existirá qualidade de vida para a população. Esta, por sua vez, se mostra indolente, passiva e permissiva com tudo que está acontecendo. São milhões festando o carnaval, bem ao estilo de muitos povos miseráveis da África, que se esbaldam com as festas promovidas pelos ditadores daquele continente e que receberam apoio petista, mas não comparecem às mobilizações de protesto as políticas governamentais, de influência direta na sua vida. Inclui-se neste apoio petista aos ditadores, o perdão de gigantescas dívidas financeiras com o Brasil, sem mencionar o dinheiro do BNDES, financiado para obras por lá e geradoras de propinas, como os milhões que foram repassados pela Odebrecht à empresa do sobrinho do Lulla e aquelas atreladas as palestras, coisa para inglês ver. Mas, nada disso interessa para as ratazanas. O queijo é a meta deles, os roedores da Rouanet.

3 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 março 2017 DEU NO JORNAL

UM POTIGUAR VENCE GARANHUNS: ATIBAIA PERDE PRA SUÍÇA

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) reconheceu, em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília, que usou um escritório de advocacia uruguaio para abrir uma conta na Suíça em 2008.

Admitiu também que é formalmente o beneficiário da conta.

Mas, argumentou que, por motivos burocráticos, não conseguiu movimentá-la e preferiu deixá-la inativa.

Assim, alegou que os US$ 832.975,98 depositados na conta – e que segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) era dinheiro de propina – foram movimentados por terceiros, sem seu conhecimento.

* * *

Estes felas-da-puta (sem qualquer ofensa às putas) dos quadrilheiros pmdebistas estão numa surda luta pra ganhar dos quadrilheiros de outras siglas e organizações criminosas, sobretudo dos petralhas.

Henrique Eduardo Alves (que já foi ministro de Temer) dizer que sua conta “foi movimentada por terceiros, sem seu conhecimento” é duvidar muito da inteligência de quem ouve.

Bom, afinal, este sujeito, filho do falecido coronel potiguar Aluzio Alves, conhece o eleitorado que tem e deve pensar que o resto da população banânica é tão idiota quanto todo mundo que vota nele.

Para que vocês tenham uma ideia: ele foi eleito pela primeira vez em 1971, quando tinha apenas 22 anos de idade.

De lá pra cá, já exerceu 11 mandatos de deputado federal.

Só isto.

Apenas 11 mandatos, cada um com duração de 4 anos.

Foi prisidente da Câmara dos Deputados quando Vaca Peidona, vulgo Janete, era prisid-Anta de Banânia.

Mas, não vamos chorar de raiva com esta declaração que ele deu, dizendo que a sua conta na Suíça, com dinheiro propinado, foi movimentada por terceiros sem conhecimento dele.

Vamos rir pra levantar o astral no final de semana que se aproxima.

Ouçamos o hino oficial da Igreja Mundial dos Cachacistas, composto e interpretado por Rui Grudi e intitulado “Deixe Outro Para Mim“.

3 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS E UM FOLHETO DE DISCUSSÃO

Mote glosado pelo saudoso poeta Manoel Filó: 

Cachaça no organismo
É necessário demais

MMF-

* * *

Manoel Filó glosando o mote:

Olinda! estes teus coqueiros
São fantasmas do passado.

De manhã, quando o sol raia
As ondas mais agitadas
Jogam rendas espalhadas
Por toda extensão da praia
O nevoeiro desmaia
No calçamento ondulado
Lavando o chão pisunhado
Por milhares de estrangeiros
Olinda! estes teus coqueiros
São fantasmas do passado.

* * *

Dimas Batista glosando o mote:

Passa tudo na vida…tudo passa
Mas nem tudo que passa a gente esquece.

Os carinhos da mãe enternecida
Os brinquedos dos tempos de criança
O sorriso fugaz de uma esperança
A primeira ilusão de nossa vida
O adeus que se dá por despedida
O desprezo que a gente não merece
O delírio da lágrima que desce
Nos momentos de angústia e de desgraça.
Passa tudo na vida…tudo passa
Mas nem tudo que passa a gente esquece.

* * *

Sebastião Dias glosando o mote

Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.

Eu que queria uma imagem
Pra minha lua de mel
Topei uma cascavel
Foi essa a pior viagem
Largar, não tenho coragem,
Matar, eu não vou matar
É o jeito suportar
Minha cobra peçonhenta
Quem tem mulher ciumenta
Tem o cão pra lhe atentar.

* * *

Rafael Neto glosando o mote:

No naufrágio do barco do amor
Você foi meu colete salva-vidas.

Na borrasca da onda violenta
O barquinho do amor passava apuros,
Afundando com quatro ou cinco furos
Onde a força da onda o arrebenta.
Nesta hora você se apresenta
E me abraça com as forças combalidas,
Me encoraja a ter fôlego sem medidas,
Pra vencermos as ondas do terror
No naufrágio do barco do amor
Você foi meu colete salva-vidas.

* * *

Pinto do Monteiro glosando o mote:

Se já gozei no passado,
Posso sofrer no presente.

Para falar sobre a farra
Não é bom que eu me afoite,
Entrava à boca da noite,
Saía ao quebrar da barra.
Fui mais do que almanjarra,
Pra moer cana no dente,
Quando eu bebia aguardente,
Cerveja, vinho e quinado,
Se já gozei no passado,
Posso sofrer no presente.

* * *

Jânio Leite glosando o mote:

A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia.

De amor e paixão tô padecendo
Carregando essa magoa em meu peito
Já tentei escapar de todo jeito
Quando penso que não, tá florescendo
Fica dentro do peito remuendo
Me deixando em bastante agonia
Se tornou companheira dia-a-dia
Se alojou em meu eu e fez morada
A saudade insistente fez parada
No batente da minha moradia.

* * *

Um folheto de Apolônio Alves dos Santos

DISCUSSÃO DO CARIOCA COM O PAU-DE-ARARA

Apolônio Alves dos Santos (Guarabira-PB, 1926-1998)

Já que sou simples poeta
poesia é meu escudo
com ela é que me defendo
já que não tive outro estudo
vou mostrar para o leitor
que o poeta escritor
vive pesquisando tudo

Certo dia feriado
sendo o primeiro do mês
fui tomar uma cerveja
no bar de um português
lá assisti uma cena
agora pego na pena
para contar pra vocês

Quando eu estava sentado
chegou nessa ocasião
um velho pernambucano
daqueles lá do sertão
com a maior ligeireza
foi se sentando na mesa
pediu uma refeição

O português logo trouxe
um prato grande sortido
o nortista vendo aquilo
ficou logo enfurecido
com um gesto carrancudo
começou mexendo tudo
depois falou constrangido

Clique aqui e leia este artigo completo »

3 março 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

3 março 2017 DEU NO JORNAL

FAZENDO O BEM

Em seu depoimento de quatro horas ao Tribunal Superior Eleitoral nesta quarta-feira, 1, o delator e ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht relatou que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, lhe pediu R$ 15 milhões no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014.

Ele disse que, inicialmente, negou o pedido do tucano afirmando que o valor era muito alto, mas que o senador teria sugerido como ‘alternativa’ que os pagamentos fossem feitos aos seus aliados políticos.

Além destes R$ 15 milhões, o empreiteiro contou que se encontrou várias vezes com o tucano, e que Aécio sempre pediu dinheiro para campanhas.

Em relação aos repasses para a campanha tucana em 2014, o delator disse que se lembrava mais especificamente de três ocasiões – uma doação para o PSDB na época da pré-campanha, uma de cerca de R$ 5 milhões durante a campanha, e o pedido no final do primeiro turno de R$ 15 milhões.

* * *

Esta gazeta escrota publica muita sacanagem e pratica maldades com todo tipo de gente.

Todavia, nós também fazemos o bem e propiciamos alegria.

Esta presente postagem é feita com uma única finalidade: alegrar e levantar o astral da fubânica petista Idéia Fixa, cuja maior paixão na vida é esculhambar e denunciar as trambicagens de Aécio, Corrupto Passivo ainda impune, mais conhecido nas planilhas de propina da Odebrecht pelo vulgo de “Mineirinho”.

“Mineirinho” é o Lula do PSDB.

O fato do bandido predileto (de alguns) “Mineirinho” ter nascido no mesmo estado que Ideia Fixa é uma coincidência muito interessante.  

Como esta gazeta escrota não tem predileção por bandido algum, o pau canta pra todo lado e pra todo canto.

Um excelente final de semana pra todos vocês!!!

3 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

3 março 2017 DEU NO JORNAL

A CÍNICA DE BICICLETA

3 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NÚMEROS CARNAVALESCOS

O carnaval deu ibope em várias partes de Banânia. Muita bunda, muito peito, muita sacanagem.

Deu ibope também aqui no JBF, onde só tem sacanagem e inutilidades.

O gráfico abaixo mostra números dos quatro dias de carnaval, coletados pela LocaWeb, que hospeda esta gazeta escrota.

Pedi pro pessoal da Plano 4, a empresa que cuida do JBF, que me traduzisse estes números.

E eles me responderam assim:

Esses números são referentes à quantidade de páginas exibidas. Um usuário pode visualizar várias páginas, várias vezes durante uma visita.

Num intendi nada…

Mas de uma coisa tenho certeza: são números altos que só a porra pra um bloguezinho vagabundo e editado artesanalmente feito este jornaleco!

Gratíssimo a todos vocês da comunidade fubânica.

3 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

O MISTÉRIO DO GROTÃO RONCADOR

Dizia-se na cidade que existia na floresta próxima um lugar encantado no qual havia uma grota, uma enorme depressão, ou ribanceira, conhecida como Grotão Roncador, de onde provinham barulhos estranhos e inesperados que faziam correr de medo quem por dentro dele se aventurasse ou que desavisada ou desapercebidamente adentrasse suas entranhas.

Não se sabia exatamente sua localização, apenas que ficava em uma parte das mais recônditas da extensa e espessa mata virgem.

Apesar da proximidade com algumas cidadezinhas e lugarejos, era certo que dentro da floresta havia ainda feras que talvez jamais tivessem saído dos seus limites, tão grande e tão fechada que era. Quantos da região já haviam esbarrado com onças pintadas, jaguatiricas, gatos do mato, jaguares negros e cobras de comprimentos inacreditáveis!

Alguns poucos homens destemidos, amantes da caça e de aventuras, embrenhavam-se por dias nessa mata e aproveitavam para tentar localizar o famoso Grotão Roncador, que, afinal, mais parecia uma lenda, vez que tantos dele falavam e a seu respeito contavam causos e mais causos, sem que se conseguisse, no entanto, identificar quem quer que realmente provasse ter estado lá, a não ser o centenário ex-escravo Nhonhô, que dizia, fugitivo, ter errado por dias e dias e, enfraquecido e delirante, rolado por suas ribanceiras e quedado desmaiado por quem sabe quanto tempo, na sua parte mais profunda e úmida, onde corre, entre areia e pedras lodosas, um filete de água límpida e gélida.

Nhonhô contava que voltou a si sendo cuidado por lindas negras, de cabelos floridos, que, nuas, pareciam deusas encarnadas. Os ferimentos e o cansaço o fizeram adormecer logo. Quando acordou, não havia ninguém, perto ou longe. Gritou, mas seus gritos se abafaram nas folhagens. Começou a arrepiar-se de medo ao ouvir vozes, que pareciam bailar com as folhas ao vento. As vozes, que não formavam palavras inteligíveis, mas sussurros e murmúrios, passaram a entremear gritos e gemidos, para, em seguida, transformarem-se em grunhidos e rosnares de feras invisíveis.

O velho, então ainda um preto jovem e vigoroso, embora naquele momento alquebrado pelas agruras da fuga, recuperou as forças e pôs-se em desabalada carreira barranco acima.

Caiu várias vezes de volta para dentro do grotão; mas o pavor era tanto que retornava à escalada até que, dedos das mãos e dos pés, joelhos e cotovelos sangrando, viu-se fora da grota.

Nhonhô teve um momento de lucidez e de inumana coragem para parar e olhar para baixo, para o fundo.

O barulho agora era o de um ronco, como o de uma cachoeira, que, porém, provinha de onde só se via calmaria, como se viesse do nada!

O ronco às vezes parecia avançar para ele e recuar para o mais fundo do grotão, de novo avançar, ameaçadoramente, e de novo recuar. Quando Nhonhô deu por si, estava longe, correndo como louco, sem saber de onde tirava tanta energia.

Clique aqui e leia este artigo completo »

3 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

3 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

ODEBRECHT MARCOU DILMA E TEMER NA BOCHECHA

Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato já estava na praça quando Marcelo Odebrecht decidiu que parte da verba do departamento de propinas de sua empreiteira seria investida no PT de Dilma Rousseff, no PMDB de Michel Temer e em legendas associadas à coligação da dupla. Todos sabiam que o mau costume do dinheiro clandestino das campanhas tornara-se mais arriscado. Deram de ombros. E foram em frente. Como que farejando o cheiro de enxofre, o príncipe da construção pesada adicionou ao velho pacto um lance diabólico: gravou a marca da Odebrecht nas bochechas dos destinatários do dinheiro de má origem.

Temer foi marcado no Palácio do Jaburu, em setembro de 2014, no instante em que ofereceu, em plena residência oficial de vice-presidente, o jantar em que Marcelo Odebrecht foi mordido. Nesta quarta-feira, em depoimento à Justiça Eleitoral, cujo teor ainda é mantido sob sigiloso, Odebrecht confirmou o repasto do Jaburu. Reconheceu que lhe foi pedido suporte monetário para o PMDB. Um dos advogados presentes à inquirição contou ao seu cliente que, segundo Odebrecht, Temer não teria mencionado cifras. Nessa versão, os R$ 10 milhões citados na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho foram acertados com um preposto de Temer: o hoje ministro Eliseu Padilha.

Há seis dias, em nota oficial do Planalto, o próprio Temer vira-se compelido a reconhecer, à sua maneira, que carrega na bochecha uma marca indelével. O texto da Presidência informou que, na condição de presidente do PMDB, Temer realmente “pediu auxílio formal e oficial à construtora Norberto Odebrecht.”

A nota do Planalto acrescentou que o agora presidente da República “não autorizou nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da lei eleitoral.” Pelas contas de Temer, “a Odebrecht doou R$ 11,3 milhões ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral.” Esse tipo de narrativa abre espaço para que os advogados sustentem em juízo a tese segundo a qual Temer não pode ser responsabilizado pela origem eventualmente ilegal das verbas recebidas.

Com Dilma Rousseff, Marcelo Odebrecht reuniu-se pelo menos quatro vezes. No ano eleitoral de 2014, foram dois encontros. Ambos no Palácio da Alvorada – em março e em julho. Dilma tentou negar tais conversas. Entretato, foi traída pelos arquivos eletrônicos de sua agenda. Jamais admitiu ter conversado sobre verbas eleitorais com o interlocutor tóxico.

Tomado pelo depoimento desta quarta-feira, Marcelo Odebrecht gravou sua marca na bochecha de Dilma no mês de junho do ano pós-eleitoral de 2015. Deu-se numa conversa ocorrida no México. O herdeiro da Odebrecht contou à Justiça Eleitoral que alertou Dilma para a origem espúria do dinheiro usado pela Odebrecht para pagar o marqueteiro João Santana em contas secretas no estrangeiro. Não há vestígio de providência que Dilma tenha tomado.

O hábito de esconder arcas clandestinas nos porõres das campanhas eleitorais é velho como as caravelas. A novidade é que a Lava Jato deu ao dinheiro por fora uma visibilidade jamais experimentada na história da República. Em situações assim, o grau de civilidade da democracia é medido pelo tamanho da punição. O Tribunal Superior Eleitoral dispõe de duas alternativas: ou revitaliza a política nacional ou mergulha a chamada vida pública numa decadência irreversível.

3 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

3 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FAZENDO RAIVA À DIPUTADA MARIA DA NOVENA (I)

* * *

O fato aconteceu ontem na cidade de Jaboatão dos Guararapes, vizinha do Recife.

Esta série que hoje se inicia com  a manchete acima é uma homenagem à diputada petralha Maria da Novena, a grande defensora dos Direitos dos Manos em Banânia.

Solicito aos nossos que leitores que mandem aqui pro JBF toda e qualquer notícia onde os bandidos se dão mal, são presos ou, melhor ainda, são eliminados. Todas serão publicadas.

A banda decente da nação antecipadamente agradece a participação de todos vocês.

Abraços e um excelente final de semana, bem longe de malfeitores.

Xiuf, xiuf, snif, snif… Mataram seis cumpanheros de uma só vez em Jaboatão, lá em Pernambuco; nosso time ficou desfalcado; xiuf, xiuf, snif, snif…

3 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa