4 março 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

4 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

PSDB AGORA IMITA PT NA JUSTIFICATIVA DO CAIXA 2

Jogado no ventilador da Odebrecht por um ex-executivo da empreiteira, o tucanato reagiu à moda petista: reclamou da imprensa. ”O respeito à verdade é a essência da democracia”, disse Aécio Neves em vídeo, fazendo pose de vítima da difusão de mentiras. “A imprensa é instrumento fundamental da democracia. Usada por quem não é criterioso presta um mau serviço ao país”, ecoou Fernando Henrique Cardoso, insinuando que jornalistas deixaram-se usar por inimigos do ninho. Nesse ritmo, os grão-tucanos logo incorporarão ao seu linguajar uma expressão da cartilha companheira: “Imprensa golpista!” Aos fatos:

Chama-se Benedicto Júnior o responsável pelo desconforto dos tucanos. Trata-se de um ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura. Hoje, dedica-se a suar o dedo como delator da Lava Jato. Em depoimento à Justiça Eleitoral, disse que, a pedido de Aécio Neves, borrifou em campanhas que interessavam ao PSDB em 2014 a cifra de R$ 9 milhões – dinheiro de caixa dois, realçou o depoente.

A verba foi assim distribuída: R$ 6 milhões repartidos entre Antônio Anastasia, candidato do tucanato mineiro ao Senado; Pimenta da Veiga, que disputou o governo de Minas pelo PSDB; e Dimas Fabiano Toledo, que concorreu a uma cadeira na Câmara federal pelo PP mineiro. Os outros R$ 3 milhões, disse Benedito, foram repassados a Paulo Vasconcellos, marqueteiro da campanha presidencial de Aécio.

Pendurado nas manchetes de ponta-cabeça, Aécio afirmou no seu vídeo (assista abaixo): “Eu, como dirigente partidário, tinha o dever de tentar ajudar dezenas, centenas de candidatos e sempre da forma correta, da forma legal, da forma lícita. Em nenhum momento, ao contrário do que tentaram disseminar ao longo do dia de hoje, em nenhum momento o senhor Benedito afirma que eu solicitei recursos por caixa dois ou qualquer outro meio.”

Em declaração à TV Globo, José Eduardo Alckmin, advogado do PSDB, acrescentou: “Em relação a Benedito Júnior, de forma alguma foi dito que Aécio pediu alguma contribuição de caixa dois. Ele disse que houve um pedido de recurso. Ponto. Se isso foi atendido dessa ou daquela maneira, isso já é uma outra questão. Houve pedido de contribuição de campanha, mas na forma legal, usual, nada fora do que é lícito.” Ai, ai, ai.

Admita-se que Aécio fez o seu pedido sem esboçar preocupação com a origem do dinheiro. Isso não elimina o fato de que o amigo Benedito, agora dedicado à deduragem, informa que a verba transitou por baixo da mesa. A questão a ser respondida pelo PSDB é: por que recebeu verba de má origem? Alega-se que todas as doações foram declaradas à Justiça Eleitoral. Sob críticas dos tucanos, o PT diz a mesma coisa quando o acusam de receber dinheiro sujo.

Em sua nota, FHC escreveu a certa altura: ”Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção. Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais.”

FHC talvez não tenha se dado conta. Mas o lero-lero segundo o qual caixa dois é um “erro” menos grave do que o “crime puro e simples de corrupção” vem sendo usado à exaustão pelo petismo desde o julgamento do mensalão. A propósito, recomenda-se ao ex-presidente o desperdício de três minutos do seu tempo para assistir ao video abaixo. Nele, a ministra Cármen Lúcia, hoje presidente do Supremo Tribunal Federal, reage à defesa de Delúbio Soares, que acabara de sustentar que o ex-tesoureiro petista não cometera crimes, apenas manuseara verbas eleitorais não-contabilizadas.

Disse Cármen Lúcia, em português ao alcance das ruas: “Acho estranho e muito, muito grave que alguém diga, com toda tranquilidade: ‘ora, houve caixa dois’. Caixa dois é crime. Caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira. Caixa dois, mesmo que tivesse sido isso ou só isso, e isto não é só, e isto não é pouco.”

Dirigentes partidários que pedem dinheiro sem se preocupar com a origem e depois alegam que caixa dois é um erro próximo do banal não podem se queixar da vida. Políticos assim, quando reclamam da imprensa, comportam-se como um capitão de navio que se queixa da existência do mar.

Resta a você, que ainda tem estômago para acompanhar o noticiário, manter sempre à mão, como um comprimido de Isordil, uma dose de ceticismo. Ninguém está livre do risco de sofrer um infarto. Ou de sentir as dores da decepção ao perceber que está cada vez mais difícil distinguir o que presta do não presta na política brasileira.

* * *

4 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – UMA ESCOLHA COERENTE

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Escroto com escroto se entende.

Temer e Jucá formam uma parelha arretada de pmdebistas.

Duas raposas de primeira linha.

Uma escolha coerente com a “filosofia” e a atuação do bando de malfeittores que usa a sigla partidária de PMDB.

Pode deixar cumigo Michel; num precisa ficar aperreado: eu e Renan vamos cuidar bem do gunverno lá no Senado; tudo dentro da ética e na maior lisura; vai ser uma suruba de alto nível

4 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

4 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

RECORDAR É SE RIR-SE

4 março 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

LUCIANO VILLA – CARAPICUÍBA-SP

Caro Luiz Berto,

sou leitor desta gazeta escrota há um bom tempo e não perco uma atualização.

As charges daqui são muito interessantes e estou enviando uma que fiz à você, nobre editor.

Dos humoristas que te escrevem o melhor deles é Goiano, primo do ceguinho.

Estou em Carapicuíba/SP, doido pra ver o lapa-de-corrupto na cadeia, mas até hoje nada de alegria.

Vamos confiar na caneta-pajaraca do Juiz Moro pegar essa moléstia pelo furico.

Ôxi. Não é a miséria?

Abraços a todos!

R. Caro leitor, vendo esta sua montagem, me lembrei de outra que você fez e que foi publicada no JBF em março do ano passado.

Quem quiser ver, é só clicar aqui .

Aproveito a oportunidade para informar que esta gazeta escrota foi acessada 245 vezes a partir daí de Carapicuiba, do dia 1º de janeiro até ontem, segundo dados do Google Analytics.

Brigadão pela força e pela audiência, um grande abraço e um excelente final de semana!

4 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

4 março 2017 REPORTAGEM

PROPINAS EM BELO MONTE: 0,5% PARA O PT E 0,5% PARA O PMDB

EM NOME DO PAI – Filho de Edison Lobão, Márcio Lobão arrecadava propinas para o PMDB

Orçada inicialmente em R$ 16 bilhões, a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte era uma espécie de menina dos olhos do PT. Era defendida enfaticamente pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff como solução para o suprimento energético do País. Com padrinhos de peso incontestável, ao fim, Belo Monte custou quase o dobro do estimado preliminarmente: R$ 30 bilhões. Seu valor astronômico, porém, não serviria só para cobrir as despesas de engenharia da obra: um percentual era revertido em propina para PT e PMDB. É o que atestam em depoimentos à Polícia Federal, obtidos com exclusividade por ISTOÉ, os executivos Domingos Malzoni, da Cetenco Engenharia, Celso Jacomel Junior, da J. Malucelli e Marcelo de Sousa Ribeiro, da Serveng. Seus relatos mostram como eles foram achacados e sofreram toda a sorte de pressões de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, de Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), e também da Andrade Gutierrez, intermediária dos pagamentos, para que repassassem propinas aos dois partidos.

Os arrecadadores

Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que partidos exigiam 1% do total das obras de Belo Monte. Segundo Marcelo de Sousa Ribeiro, da Serveng, em reunião realizada na sede da Andrade Gutierrez, no Rio, houve imposição para que as empresas pagassem propinas ao PT e PMDB e que os arrecadadores seriam João Vaccari, pelo PT, e Márcio Lobão, pelo PMDB (leia o documento no fim da matéria)

O REPARTE DO DINHEIRO

O COLETOR DE PIXULECOS – Vaccari era o homem da mala do PT

Os depoimentos dos executivos das empresas – detentoras de participação minoritária nas obras -foram prestados em agosto, mas estavam sob sigilo. Vêm à tona agora pela primeira vez pelas páginas de ISTOÉ. Celso Jacomel Junior, Domingos Malzoni e Marcelo Ribeiro disseram à PF que foram informados por Flávio Barra, diretor da Andrade Gutierrez, que deviam repassar 1% do faturamento como propina ao PT e ao PMDB. De acordo com Marcelo Ribeiro, da Serveng, o aviso sobre o pagamento se tratou de “imposição”, não tendo havido qualquer discussão a respeito. “Flávio David Barra limitou-se a informar que, em decorrência de negociação política, as empresas teriam que direcionar 0,5% para o PT e 0,5% para o PMDB”. Ainda segundo Ribeiro, a reunião foi realizada na sede da Andrade Gutierrez no Rio de Janeiro e que durante o encontro “não houve manifestação contrária de nenhum representante de empresa”. Ribeiro acrescentou que “João Vaccari e Márcio Lobão foram indicados como representantes do PT e do PMDB”.

Tesoureiro petista pediu contribuição

O empreiteiro Celso Jacomel Junior, da J. Malucelli, disse à Polícia Federal que participou de reunião com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, em que o petista lhe pediu contribuições para campanhas eleitorais do PT. Antes desse apelo, Flávio Barra, da Andrade Gutierrez, já havia lhe dito que “haveria necessidade” da J.Malucelli realizar doações para campanhas eleitorais do PMDB (leia o documento no fim da matéria)

A Andrade Gutierrez atuou firme e incisivamente em prol dos pagamentos de propina. Causou espécie aos depoentes a maneira como se deram os encontros com Vaccari e Márcio Lobão. Segundo os representantes das empreiteiras, eles foram chamados para reuniões na sede da Andrade sem sequer saberem da pauta. Quando chegaram lá, depararam-se com os arrecadadores do PT e do PMDB. “Somente quando estava na sede daquela empresa, o declarante foi informado de que a reunião destinava-se à apresentação do declarante a João Vaccari, tesoureiro do PT”, contou Malzoni, da Cetenco. Depois disso, ele relatou ter recebido uma ligação de cobrança. Era Vaccari. Jacomel Junior, da J. Malucelli, por sua vez, disse ter recebido insistentes telefonemas de Flávio Barra. O assunto era o mesmo: a cobrança da propina. Ao negar o pagamento, ouviu como resposta que sua atitude: “geraria um problema ao consórcio”. Segundo Marcelo Ribeiro, Flávio Barra também fazia pressão durante as reuniões com os executivos, lembrando o tempo todo que “algumas empresas não estavam ‘comparecendo”.

SUPERFATURAMENTO – Belo Monte estava orçada em R$ 16 bi, mas acabou custando R$ 30 bi

Os depoimentos revelam detalhes do modus operandi de Márcio Lobão, que atualmente é presidente da Brasilcap, empresa de títulos de capitalização do Banco do Brasil, mas pediu afastamento do cargo por 30 dias. Nos relatos aos agentes da PF, os executivos contaram que a sede da Brasilcap foi palco de muitos dos encontros destinados a discutir o andamento das obras de Belo Monte. Mas havia outro local “mais apropriado” para tratar de propina, segundo Marcelo Ribeiro, da Serveng: um escritório na rua México, no Rio de Janeiro. Foi lá que ele manteve a primeira conversa a sós com Márcio Lobão, por escolha deste. Ribeiro diz ter explicado que a Serveng não toparia pagar o combinado e que Márcio Lobão “aparentemente entendeu”. Depois, diz ter sido recebido outras vezes na sede da Brasilcap para, segundo ele, discutir investimentos da Serveng em um projeto social envolvendo cisternas no Nordeste, mas que acabou não ocorrendo. Procurado, o advogado de Márcio Lobão, Aristides Junqueira, disse que não comentaria o caso. O PT tem declarado que as doações eleitorais recebidas obedecem à legislação vigente e a defesa de Vaccari também tem sustentado que ele solicitava doações legais e nunca recebeu recursos de origem ilícita.

A apresentação de Márcio Lobão

O empreiteiro Domingos Malzoni, da Cetenco Engenharia, disse em depoimento à Polícia Federal que em reunião realizada na sede da Andrade Gutierrez, no Rio, o diretor da empresa, Flávio Barra, lhe apresentou Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA). O filho do senador arrecadaria o dinheiro em nome do PMDB. Em reunião semelhante, Barra já havia lhe apresentado o tesoureiro petista João Vaccari Neto, encarregado de coletar as propinas destinadas ao PT (leia o documento no fim da matéria)

As informações foram usadas pela PF para deflagrar a Operação Leviatã, no último dia 17, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra Márcio Lobão e contra o ex-senador pelo PMDB do Pará Luiz Otávio Campos, também suspeito de ser um dos arrecadadores do esquema. Os depoimentos confirmam a delação premiada da Andrade Gutierrez sobre corrupção na hidrelétrica e também explicam como o governo petista do então presidente Lula interferiu diretamente na formação do consórcio de Belo Monte para favorecer as três grandes empreiteiras nacionais (Andrade, Odebrecht e Camargo Corrêa) e prejudicar as concorrentes de menor porte.

Nos últimos dias, as investigações sobre a corrupção em Belo Monte, decorrentes da Operação Lava Jato, avançaram no Supremo Tribunal Federal. Segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, estão próximas de um desfecho. Os novos depoimentos são importantíssimos para a Polícia Federal fechar o quebra-cabeças do inquérito sobre a construção da usina no STF, que tem como foco o repasse de propina, via doações oficiais, aos senadores Edison Lobão, Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Lobão à época comandava o Ministério de Minas e Energia, por isso teria captado recursos para o PMDB. Eles negam o recebimento de propina e sustentam que só receberam doações legais. A PF pensa o contrário: relatório financeiro da investigação contabiliza que o PMDB recebeu R$ 190 milhões das empresas de Belo Monte nas eleições de 2010, 2012 e 2014, o que coloca esses pagamentos sob suspeita.

RASTEIRA

Prevista para ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, Belo Monte teve suas obras iniciadas em 2011 na região de Altamira, no Pará, no coração da Amazônia. Em abril do ano passado, teve início a geração comercial de energia, mas as obras da usina ainda estão na fase final, com pleno funcionamento previsto para 2019.

O inquérito também avança na conclusão de que o governo petista protagonizou uma rasteira nas pequenas empreiteiras. Na época do leilão de Belo Monte, em 2010, houve uma série de brigas entre o governo e as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht – essas duas últimas desistiram de participar. As três questionavam o valor do empreendimento e diziam que as pequenas empreiteiras não teriam condições de fazer a obra. Nesse cenário, sagrou-se vencedor o consórcio integrado por empresas menores encabeçado pela Chesf, subsidiária da Eletrobras, e formado por Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Serveng, J. Malucelli, Contern Construções, Cetenco Engenharia e Gaia Energia e Participações.

A PF espera detalhes das contas da família Lobão na Suíça, para saber se houve pagamento de propina no exterior

O que surpreendeu essas empresas é que o governo petista configurou outro consórcio, sem licitação, que seria subcontratado para tocar as obras, o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), composto pela Andrade (18%), Odebrecht (16%) e Camargo (16%). Os executivos das pequenas empresas foram informados por Valter Cardeal, então diretor da Eletrobras, sobre os seus novos percentuais de participação. A J. Malucelli, por exemplo, esperava ficar com 6% no CCBM, mas teve só 2%. “Foi recebida com estranheza a notícia de que as empresas que compuseram consórcio derrotado no leilão passariam não só a compor o CCBM, mas a liderá-lo”, contou Jacomel Junior. Até mesmo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra confirmou à PF que houve intervenção direta do governo no consórcio.

O inquérito é conduzido pelo delegado da PF, Thiago Delabary. Os investigadores aguardam o resultado das diligências da Operação Leviatã para avaliar se há nova fornada de produção de provas. Também esperam detalhes das contas bancárias ligadas aos filhos de Edison Lobão na Suíça, bloqueadas pelo Ministério Público daquele país, para saber se houve pagamento de propina no exterior, conforme revelado pelo site da ISTOÉ no último dia 23. As evidências colhidas até o momento, no entanto, não deixam dúvidas do acerto espúrio envolvendo a obra. A propina correu solta.

Uma usina de ilegalidades

Como eram feitas as cobranças de dinheiro aos empreiteiros que participaram da obra de Belo Monte:

1. Flávio Barra, executivo da Andrade Gutierrez, que liderava o consórcio, informava às outras empresas que era necessário pagar propina ao PT e ao PMDB em cima do faturamento da obra

2. Após o aviso, Barra convidava os executivos das outras empresas para reuniões nas quais lhes apresentava a João Vaccari Neto, arrecadador do PT, e Márcio Lobão, arrecadador do PMDB

3. Os pagamentos de propina seriam por meio de doações oficiais ao PT e ao PMDB. Algumas empresas dizem ter se recusado a pagar.

4. O custo da usina, construída em Altamira (PA), acabou ficando em torno de R$ 30 bilhões. Segundo os delatores, parte desse valor foi desviado em propina ao PT e ao PMDB

AS PROVAS DA CORRUPÇÃO

Os arrecadores

Tesoureiro petista pediu contribuição

A apresentação de Márcio Lobão

4 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

4 março 2017 DEU NO JORNAL

A REPÚBLICA CONTAMINADA

Ruy Fabiano

A república continua a bordo do imponderável, refém de uma investigação policial, a Lava Jato, que tem sido uma história sem fim – uma espécie de trailer da eternidade.

O depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE, na quinta-feira, além de confirmar o que já se sabia – o financiamento criminoso da campanha de Dilma e Temer em 2014 -, inseriu mais um nome no rol dos infratores: a ex-presidente Dilma Roussef. Nos termos do que foi dito, ela não apenas sabia de tudo, como a tudo comandou.

Fará companhia a Lula e à falange de petistas que delinquiram na luta pela preservação do poder. Ela bem que avisara na campanha: “Para vencer as eleições, faremos o diabo”. Fizeram. Não pode se queixar de agora estar indo para o inferno.

Não apenas tinha conhecimento do dinheiro “contaminado” (expressão de Marcelo Odebrecht), como negociou diretamente com ele o repasse das propinas extorquidas da Petrobras, indicando sucessivamente seus intermediários para embolsá-las: Antonio Palocci e, depois, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Palocci já está preso, embora não por esse delito específico, que agravará seu contencioso penal. Mantega foi preso e depois solto, mas deve retornar em breve ao xadrez.

O delito não se resume ao dinheiro contaminado na origem, num total de R$ 150 milhões, mas também (e sobretudo) ao que remunerava: a medida provisória 470, editada em 2009, ainda na vigência do governo Lula, garantindo benefícios à Brasken, empresa do grupo Odebrecht, relativos ao crédito prêmio de IPI e IPI Zero. O texto da MP foi elaborado pela área jurídica da própria Odebrecht.

O pagamento pelo benefício ficou acertado para a campanha de 2014, a Dilma e sua equipe. Segundo as planilhas da Odebrecht, desse total, Lula teria embolsado R$ 23 milhões e Palocci R$ 8 milhões. Odebrecht confirmou também ter dado R$ 10 milhões ao então presidente do PMDB e candidato a vice, Michel Temer, que confirma a doação, mas alega ter sido legítima e registrada no TSE.

A defesa de Temer se empenha em separar as contas de campanha, dispondo-se a comprovar a diversidade de métodos e fontes. Ainda que o consiga, talvez não seja suficiente.

A jurisprudência, que já cassou chapas de governadores e prefeitos em situações análogas, é a de considerar as campanhas de presidente e vice como uma coisa só.

O impacto dessas revelações, cuja novidade está apenas no fato de agora estarem oficializadas, será potencializado com a divulgação das delações premiadas dos 77 executivos da mesma Odebrecht, prometida para já pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

Pelo que já vazou, vem aí uma descarga de nitroglicerina, sem precedentes, que pegará meio Congresso, incluindo seus presidentes, Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado), além de seus maiores figurões. Temer é também citado, assim como seu chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, alvo recente de acusação de recebimento de propina de R$ 4 milhões, feita por um ex-colaborador da Presidência e amigo íntimo de Temer, o advogado José Yunes.

Dentro do imponderável que governa o país, não se exclui a hipótese de cassação do mandato do presidente da república e da impossibilidade de sua linha sucessória parlamentar sucedê-lo, o que remeteria a transição à presidente do STF, Carmem Lúcia.

Ela teria de convocar eleições em 60 dias, por via indireta, pelo Congresso, cuja metade (ou quase isso) estará sob graves acusações de corrupção. Nessa hipótese, não se sabe o que fazer, nem mesmo como estará o país. Tudo é possível, menos nada.

Em contraste, a área econômica tem obtido bons resultados, ameaçados, no entanto, pelo terremoto na política. A percepção desses ganhos pelo público não é imediata e corre o risco de não se consumar antes mesmo de ser percebida. Em tal contexto, as chances de reformas polêmicas como a trabalhista e a previdenciária se reduzem significativamente. A república está contaminada.

4 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

NOS ARES DO PIAUÍ

Comentário sobre a postagem A BESTA AVUANDO NA CAPITANIA HEREDITÁRIA LUDOVICENSE

Hipólito Vasconcelos:

“Caro Berto,

me diga, quantos além d’eu leem essa Gazeta Escrota aqui do Piauí.

Da capital ao interior.

* * *

Acessos ao JBF no estado do Piauí (1º Jan/3 Mar) segundo o Google Analytics

4 março 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

CINCO HISTÓRIAS DE MÚSICAS E DE CARNAVAL

José Luiz Calazans – O Jararaca – “Mamãe eu quero”

“TONGA DA MIRONGA DO CABULETÊ”

Durante a ditadura havia uma censura impertinente a certos compositores, entre eles Vinicius de Moraes. Sentindo a angústia do companheiro, Gesse, esposa baiana da época, o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles “tonga da mironga do cabuletê”, que significa “o pêlo do cu da mãe”.

Com Toquinho, Vinícius compõe a canção com o mote anal, para apresentá-la num show no Teatro Castro Alves. Boa oportunidade de xingar os censores sem que eles compreendessem. O poeta ainda se divertia com tudo isso: “Garanto, no Departamento de Censura não tem um que saiba falar nagô”.

Abaixo, a letra da inspirada canção da dupla, Vinicius e Toquinho:

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“Eu caio de bossa, eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala,
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê”

* * *

“O MUNDO É UM MOINHO”

Cartola compôs uma das músicas mais bonitas do cancioneiro nacional quando percebeu sua filha caída na boemia desvairada.

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“Ainda é cedo, amor, mal começaste a conhecer a vida
já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Presta atenção, querida, embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a tua vida,
em pouco tempo não serás mais o que és.
Ouça-me bem, amor, presta atenção, o mundo é um moinho
vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó…”

* *   *

“MAMÃE EU QUERO”

Muita gente pensa que a música brasileira mais cantada no estrangeiro é Garota de Ipanema, na realidade é a música carnavalesca de Jararaca, Mamãe eu Quero. Jararaca, José Luiz Calazans, alagoano do Pilar, fazia a dupla mais conhecida nos anos 50, Jararaca e Ratinho. Certo dia Tom Jobim compôs com Jararaca essa beleza: “Ainda ontem eu vim de lá do Pilar… Ainda ontem eu vim de lá do Pilar…”. Que foi gravada por Djavan.

* * *

“TOURADAS DE MADRID.”

Na Copa do Mundo de 1950, quase 200 mil pessoas assistiam ao jogo Brasil x Espanha no Maracanã, todos cantando: “Eu fui às touradas em Madri. E quase não volto mais aqui. Pra ver Peri beijar Ceci. Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha; Queria que eu tocasse castanhola e pegasse touro à unha. Caramba! Caracoles! Sou do samba, Não me amola. Pro Brasil eu vou fugir! Isto é conversa mole para boi dormir.”

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Final de jogo um homem sentado na arquibancada chorava feito um menino, um senhor foi consolá-lo afinal o Brasil ganhou de 7 x 0 da Espanha. Ele olhou para cima esclareceu ao senhor: “Não é pelo jogo que estou chorando, é pela música, fui eu quem fiz.” Era o grande compositor Braguinha, emocionado com todo Maracanã cantando sua música, ainda hoje tocada em todos os bailes de carnaval.

* * *

“CARNAVAL ADIADO”

Em 1912 o herói, Barão do Rio Branco, faleceu dias antes do carnaval, as autoridades brasileiras, além de decretarem luto oficial, acharam que não era de bom tom que o povo saísse às ruas para brincar e cantar, adiaram o carnaval para o Sábado de Aleluia. Entretanto, os foliões preferiram divertir-se duas vezes, no carnaval e na aleluia, cantando uma musiquinha que dizia assim: “Com a morte do Barão/Tivemos dois carnavá/Ai que bom, ai que gostoso/Se morresse o marechá”. O marechal era o presidente Hermes da Fonseca.

4 março 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

O governo é mestre em procrastinar. Adiar planos, postergar projetos, atrasar compromissos, prolongar o cumprimento de promessas, retardar obras de interesse público.

Agora, na hora cobrar tributos, engordar a arrecadação, o poder público não aceita de jeito nenhum dilatação de prazo.  Revalidar o pagmanto de boletos atrasados. Para o governo a pisada é uma só. Caso o contribuinte não cumpra a data de vencimento de impostos, paga com multa e juros. Mais, paga. 

Todavia, a conclusão das obras do Eixo Norte para levar água do Rio São Francisco ao Ceará, que deveria ser entregue agora em outubro, foi adiada, outra vez.

Em documento o Ministério de Integração Nacional informa que a inauguração da obra foi remarcada para o segundo semestre de 2018. Um depois da antiga data de inauguração. A alegação para a transferência de data foram implicações técnicas nas licitações para contratar nova empresa construtora. Cobrando preços no serviço. 

Enquanto isso, o cearense, especialmente os que moram na Região Metropolitana de Fortaleza, fica torcendo para que o inverno seja bom este ano e afaste, pelo menos temporariamente, o perigo de colapso no fornecimento de água pelos reservatórios do Estado, quase todos, já apresentando nível de preocupação. Por estarem quase secos. Nas últimas. 

4 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

4 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NO TEMPO EM QUE O CUMPANHERO-VICE NÃO ERA “GOLPISTA”…

A propósito do curral de antas descerebradas que anda bradando “Fora Temer“, vamos ouvir um precioso depoimento vermêio-istrelado.

Coisa recente, de abril de 2015.

4 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

ARAEL M. DA COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Estimado Berto

Você tem manifestado seus sérios problemas financeiros para pagamento dos salários de Chupicleide por pura inépcia.

Não tem consultado a movimentação de sua conta bancária especial, secretíssima, decerto, aberta em estabelecimento bancário da maior seriedade em Cabul.

Verifique, para ver que os saldos são mais que suficientes não só para pagamento dos salários atrasados, como para dar a essa eficientíssima servidora um bom período de férias em uma das muitas praias paradisíacas daquela região, voando na primeira classe da AirSiria ou da TAA-Transport Aerienne Afgan.

Verifique.

Boa viagem para essa jovem dedicada.

R. Meu caro, a situação financeira desta gazeta escrota está tão medonha que não dá nem pra exagerar.

Eu tô latindo de noite pra economizar o cachorro.

E pulando o portão quando chego em casa pra economizar o ferrolho.

Chupicleide, secretária de redação do JBF, risonha e feliz; isto no tempo em que recebia o pagamento com apenas 3 meses de atraso; hoje em dia, ainda num recebeu nem o salário de março do ano passado… fora o décimo terceiro…

4 março 2017 FULEIRAGEM

LEANDRO – FOLHA DE CIANORTE (PR)

UMA PARELHA DE LASCADOS

Comentário sobre a postagem MILIONÁRIO E JOSÉ RICO – NOSSA HOMENAGEM

Adônis Oliveira:

“Vou convidar Berto pra fazer uma dupla sertaneja comigo.

O nome vai ser…

FUDIDO e MAL-PAGO!

Vai ser um sucesso da porra.

Vocês vão ver.”

* * *

4 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

4 março 2017 DEU NO JORNAL

ENTÃO FICA COMBINADO ASSIM…

Ricardo Noblat

Com o PT: o que Marcelo Odebrecht disse à Justiça sobre Temer, Padilha, Aécio e Marina Silva é verdade. Mas o que disse sobre Dilma, Palocci e Guido Mantega não é.

Com o PMDB: Padilha pode até ter recebido dinheiro de caixa 2 da Odebrecht, mas jamais contou a Temer, nem Temer perguntou a respeito.

Com o PSDB: Aécio pediu, sim, dinheiro à Odebrecht para financiar campanhas do partido como ele mesmo admitiu, mas o dinheiro doado foi legal e declarado à Justiça.

Com o distinto público: pensando melhor, deixa pra lá…

4 março 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Prezado Guru ……

Acho que este é um dos melhores depoimentos do Reagan, com relação a Liberdade e ao tamanho do estado.

Se você tiver a mesma opinião, poderia publicá-lo para que as pessoas entendam que o povo deve dirigir o governo e não ao contrário.

Seria bom as pessoas entenderem que quanto menor o tamanho do estado, mais LIBERDADE para o povo.

Parabéns pela edição e manutenção do JBF, e a admiração de um paulistano de nascimento mas nordestino de coração.

Grande abraço

R. Meu caro, esta condição que você sugeriu de que eu só publique o vídeo “se tiver a mesma opinião” está completamente furada.

Podes crer amizade!

Aqui eu publico tudo que os leitores mandam pra cá. Inclusive o que eu não concordo e sou contra.

Todavia, no caso deste vídeo que você nos mandou, eu concordo com cada palavra do que falou o saudoso cauboi Reagen, da primeira palavra até o ponto final.

Um abraço deste Editor nordestino de nascimento e de coração, que ama com intensidade este acolhedor estado de São Paulo.

O estado que me dá a alegria de ser aquele com o maior número de viciados fubânicos.

Até a próxima!

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

4 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

4 março 2017 REPORTAGEM

ODEBRECHT CONFIRMA PROPINA

No depoimento, Marcelo Odebrecht detalhou encontro com Dilma no México no qual o empresário lhe avisou que os pagamentos feitos a João Santana estariam “contaminados”

EDIÇÃO Nº 2461 DE ISTOÉ DE 15 DE FEVEREIRO DE 2017 – Em reportagem de capa sob o título “50 milhões em propinas para a campanha de Dilma”, ISTOÉ antecipou delação de Marcelo Odebrecht a integrantes da Lava Jato. Matéria contou como o empreiteiro arquitetou, junto com o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, a pedido de Dilma, o financiamento da campanha da ex-presidente. Texto já dizia que dinheiro oriundo do departamento de propina da Odebrecht foi transferido ao caixa dois da petista numa negociata envolvendo a Braskem, em troca de uma MP que garantia benefícios fiscais à petroquímica

Na quarta-feira 1º, Marcelo Odebrecht ficou frente a frente com autoridades do Tribunal Superior Eleitoral. Em depoimento de quatro horas de duração realizado em Curitiba, o empresário, herdeiro da maior empreiteira do País, discorreu sobre as doações de campanha e a relação quase umbilical da empresa, e dele próprio, com partidos e políticos de altíssimo calibre. Suas revelações envolveram um leque de personalidades políticas, mas principalmente a ex-presidente Dilma Rousseff. Ao ministro Herman Benjamin, Odebrecht foi taxativo. Afirmou que pagou R$ 50 milhões em propinas para a campanha de Dilma como contrapartida à votação de uma medida provisória que beneficiou a Braskem, petroquímica controlada pela Odebrecht, disse que a ex-presidente petista tinha total conhecimento dos pagamentos de caixa dois, inclusive no exterior, e ratificou ter sido ela quem indicou o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, como intermediário dos acertos espúrios, em substituição ao também ex-auxiliar Antonio Palocci. Embora de caráter irrefutável, e obviamente gravíssimo, o conteúdo do depoimento de Odebrecht ao TSE não constitui uma novidade para o leitor de ISTOÉ. Em reportagem de capa sob o título “50 milhões em propinas para a campanha de Dilma”, de 15 de fevereiro deste ano, a revista lançava luz sobre a delação de Marcelo Odebrecht aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato e antecipava o que o empreiteiro reitera agora a respeito das negociatas envolvendo a campanha da petista. Na ocasião, em nota virulenta, embebida de cólera, Dilma dizia que a revista praticava “jornalismo de guerra” e acusava a publicação de insinuar, “de maneira vil e irresponsável”, sua participação em atos suspeitos durante a campanha presidencial, o que ela negava.

Na semana passada, no conveniente discurso de Dilma, típico de quem tem culpa no cartório, quem virou irresponsável e “mentiroso” foi Marcelo Odebrecht. Não foi o que o empresário deixou transparecer em seu relato. Com fartura de detalhes, ele contou que o repasse via caixa dois para as campanhas de Dilma Rousseff era regra e os pagamentos registrados na Justiça Eleitoral, uma exceção. Marcelo contabilizou um total de R$ 150 milhões repassados ao PT e calculou que, de cada R$ 5 pagos, R$ 4 não eram registrados. Desses valores, R$ 50 milhões seriam propinas referentes à “compra” de uma medida provisória para a Braskem em 2009: a MP 470, que garantiu benefícios tributários à empresa, braço petroquímico da Odebrecht. A negociação, antecipada com exclusividade por ISTOÉ, começou ainda sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva entre Marcelo e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Desta vez, o empreiteiro acrescentou um detalhe: apesar de a negociação para o pagamento ter ocorrido por volta de 2010, o PT não precisou usar imediatamente esses recursos. Guardou os R$ 50 milhões para a campanha seguinte, a de 2014.

EXPLOSIVO – Empreiteiro contabilizou um total de R$ 150 milhões repassados ao PT e calculou que, de cada R$ 5pagos, R$ 4 não eram registrados

Marcelo era o interlocutor da Odebrecht com a cúpula do governo petista. Avocava para si as tarefas mais importantes: fazia os acertos e dava o aval para os principais pagamentos de propina. Mas, a despeito de sua importância na hierarquia da República, surpreendeu aos participantes da audiência o tom humilde adotado por Marcelo, conhecido por sua postura altiva e orgulhosa. Em um desabafo recheado de ironia, ele afirmou: “Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”.

Seu depoimento finalmente esclareceu as suspeitas da Polícia Federal sobre quem eram “italiano” e “Pós Itália”. Segundo Marcelo, seu primeiro interlocutor no governo sobre os repasses era o italiano: o ex-ministro petista Antonio Palocci. Depois, por determinação de Dilma, o assunto passou a ser tratado pelo sucessor: Guido Mantega, ou “Pós Itália”, segundo as anotações apreendidas pela PF. Para ambos, entre 2008 e 2014, a Odebrecht disponibilizou R$ 300 milhões.

Além de Palocci e Mantega, o empresário contou que também tratava diretamente com o marqueteiro João Santana sobre os pagamentos ilícitos. Segundo ele, repasses via caixa dois tinham como destino as contas de João Santana no exterior, como remuneração aos serviços prestados por ele à campanha petista. Detalhe importante: segundo Marcelo Odebrecht, Dilma tinha conhecimento dos pagamentos a Santana no exterior. A maior parte dos repasses era em espécie. O marqueteiro aparecia com o codinome “Feira” nas planilhas da Odebrecht. O fato, em si, não representa novidade para os investigadores. A Lava Jato já havia detectado ao menos US$ 13 milhões em transferências de contas no exterior da Odebrecht a uma das contas ligadas a João Santana na Suíça.

Mas um episódio contado por Marcelo chamou atenção e serviu como a demonstração cabal do envolvimento de Dilma Rousseff. Trata-se de um encontro com ela no México no qual o empresário lhe avisou que os pagamentos feitos ao marqueteiro estariam “contaminados” porque partiram de contas que a Odebrecht usava para pagar propina. Ou seja: Dilma sabia do que estava acontecendo, ao contrário do que sempre negou com veemência.

CONEXÃO CERVEJA

Outra negociata antecipada em reportagem de capa de ISTOÉ, de agosto de 2015, foi confirmada por Marcelo Odebrecht em seu depoimento ao TSE. A chamada “Conexão-Cerveja”. Ao detalhar o esquema de caixa dois petista, o empresário afirmou que a empreiteira terceirizou repasses por meio da cervejaria Itaipava, do grupo Petrópolis. Em 2014, a campanha de Dilma havia recebido R$ 17,5 milhões de maneira oficial somente da cervejaria. Também à Justiça Eleitoral, Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, atestou que a doação da Itaipava era “caixa dois travestido de caixa um”.

Um dos articuladores do esquema Itaipava, o ex-presidente Lula não atravessou incólume o depoimento, embora o ex-presidente não fosse objeto da ação. Ao TSE, Marcelo disse que a Odebrecht detinha forte influência no governo, principalmente depois que o PT chegou ao Palácio do Planalto, em 2003, ano em que Lula assumiu seu primeiro mandato. Marcelo Odebrecht acrescentou ainda que a empreiteira auxiliou campanhas no exterior nas quais o partido de Lula e Dilma tinha interesse. Os repasses ocorreram fora do País.

O depoimento de Marcelo Odebrecht ocorreu por determinação do ministro do TSE Herman Benjamin para fundamentar a ação que aponta irregularidades na chapa de Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer em 2014. Por isso mesmo, o empresário respondeu a perguntas sobre um jantar que participou no Palácio do Jaburu com o então vice-presidente Michel Temer em 2014, no qual teria havido o acerto de doação de R$ 10 milhões para o PMDB. Suas declarações, porém, isentaram o presidente Temer. Marcelo disse que não tratou de valores com o peemedebista e afirmou que a doação havia sido discutida pelo diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, com um intermediário de Temer, o hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Segundo Marcelo, o encontro com Temer foi apenas um “shake hands” (apertar de mãos), uma confraternização, e ele não forneceu maiores detalhes sobre a operacionalização do pagamento.

Marcelo Odebrecht também foi instado a comentar sobre eventuais pagamentos às campanhas de Aécio Neves (PSDB) e de Eduardo Campos/Marina Silva (PSB) em 2014. Mais uma vez, o empreiteiro não se alongou. Limitou-se a dizer, por exemplo, que Aécio pediu R$ 15 milhões para a campanha. Após ser preso na Lava Jato, contudo, Odebrecht disse ter sido informado que o aporte financeiro acabou não se concretizando. Em seu relato, o empresário ainda afirmou só se recordar de doações oficiais para o tucano, ao contrário do que ocorreu em relação à campanha de Dilma.

Não é a primeira vez que a situação de Dilma Rousseff se complica no TSE. Peritos da corte eleitoral chegaram à conclusão de que três gráficas que receberam pagamento do PT não haviam prestado qualquer tipo de serviço à campanha, conforme antecipou a edição de ISTOÉ do dia 8 de julho de 2016. O caso está sendo investigado.

Para o Ministério Público Eleitoral, a campanha da petista lavou dinheiro nas gráficas VTPB, Focal e Red Seg. Juntas, elas receberam uma fortuna da campanha de Dilma em 2014: R$ 52 milhões. Aos poucos, a ex-presidente petista é destronada do pedestal que ela mesma criou.

Transcrito da Revista Isto É

4 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

MINHA APOSTA

Michel Temer veio com uma conversinha de que sua tarefa era arrumar a casa e que não desejava candidatar-se para um novo mandato como presidente. Lógico que todos nós sabíamos que era tudo estória para boi dormir. O cara senta no trono sente-se poderoso, tem todos aos seus pés e apesar dos aborrecimentos inerentes ao cargo, na hora de largar não é uma decisão muito fácil. Ainda mais um sujeito que está na alça de mira de Sérgio Moro e sua turma. Seria muito bom manter a faixa verde e amarela no peito para ficar na margem das investigações.

Acontece que a conjuntura está comprometendo uma possível reeleição do nosso estadista de araque. A turma de apoio de Temer está toda contaminada pelo vírus da corrupção e tem muito mais para pedir do que para oferecer. O grande colégio eleitoral do Rio de Janeiro não está fácil para o PMDB, por exemplo. Na minha opinião, apesar de ainda distante do inicio (oficial) da campanha, Michel Temer hoje é um pato manco. Perdeu seus escudeiros, escolheu para seu parceiro na Câmara, Rodrigo Maia, um político sem expressão, sem capacidade de aglutinação, um pau mandado que adorou a vaga de boneco do ventríloquo, mas não será capaz de ajudar muito no andamento das “reformas”.

No Senado o presidente manobra com menos facilidade, lá tem coronel, não é moleza, precisa pagar um preço mais alto. Apesar da tropa de choque do Senado estar mais suja do que pau de galinheiro, nem assim Michel consegue ter força suficiente naquela casa para voar em céu de brigadeiro. Sem reformas, sem orçamento equilibrado, com o voo da galinha na economia, muito difícil para continuarmos com Marcela Temer primeira dama.

Michel Temer fraco é um grave problema para nós. O Brasil, insisto nisso, com uma divida bruta de 70% do PIB, com um déficit nominal próximo de 10% do PIB ao ano, não tem tempo para esperar pelo próximo governo para começar a trabalhar e fazer um ajuste estrutural no orçamento. Precisávamos que esse pato manco fizesse pelo menos aquilo que prometeu, deixar as contas arrumadas. Como um presidente ameaçado por cassação no TSE, citado nas delações premiadas dos réus confessos da Lava-Jato, que faz acordo com a politica rasteira para sobreviver, pode conduzir um programa de reformas impopulares? Difícil não é mesmo?

Aposto que Temer chega esfolado no final de 2017, sem condições de concorrer em 2018. E nós sem as reformas prometidas, talvez com reformas meia-sola pra dizer que fez o que era possível, mas não o necessário. Nem Temer, nem Lulla estarão no páreo em 2018.

Falando em Lulla, lembrei da situação lamentável do povo americano. Eles estão passando por algo que vivemos aqui uns anos atrás. Têm um presidente que nunca sabe de nada. Washington Post mente, CNN mente, Michael Flynn mente, Jeff Sessions mente… coitado do presidente pateta Donald que é vitima de tanta mentira e traição como nosso foi traído também. Aliás, pesquisando, lendo a íntegra das matérias e não só o cabeçalho das noticias, acabei descobrindo que Lulla e Trump têm mais uma coincidência: A mãe de Donald Trump também nasceu analfabeta.

Os americanos conseguiram se livrar da Dilma deles (Hillary), mas acabaram com oTrump Lulla.

4 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

4 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO SÁBADO – TUDO FARINHA DO MESMO BISACO

O ex-diretor da Odebrecht Fernando Reis disse em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral Herman Benjamin que foi incumbido de repassar R$ 4 milhões à tesouraria do PDT em troca do apoio do partido à reeleição da chapa Dilma-Temer.

Esta é uma afirmação considerada grave por advogados eleitorais, pois compra de apoio político é um dos motivos para a cassação de uma chapa eleitoral.

* * *

Uma organização criminosa, o PDT (fundado por Leonel Brizola e atualmente de propriedade do guabiru Carlos Lupi), recebendo dinheiro pra apoiar a chapa do PT, formada pela impagável dupla Dilma-Temer.

Uma trambicagem entre parceiros da mesma laia.

Um arrumadinho autenticamente banânico.

1º de janeiro de 2011: uma posse inesquecível; Banânia lembrará deste dia pra sempre!

4 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

ROMARIA – Fafá de Belém

4 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

4 março 2017 DEU NO JORNAL

TÃO BESTINHA QUE CHEGA FAZ PENA…

No depoimento que prestou nesta quarta-feira, dia 1º, à Justiça Eleitoral, o empresário Marcelo Odebrecht disse que se sentia o “bobo da corte” do governo federal. Ao falar sobre a situação da empreiteira baiana que leva seu sobrenome, o ex-presidente do conglomerado demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos e empreendimentos que não desejava e bancar repasses às campanhas eleitorais, sem receber as contrapartidas que julgava necessárias.

Marcelo Odebrecht declarou que mantinha contato frequente com o alto escalão do governo – como Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, com quem disse negociar repasses a campanhas eleitorais.

Marcelo lembrou que o valor acertado para a campanha presidencial do PT de 2014 foi de R$ 150 milhões. Deste total, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da medida provisória do Refis, encaminhada ao Congresso em 2009, que beneficiou a Braskem, empresa petroquímica controlada pela Odebrecht e pela Petrobras.

Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo“, afirmou Marcelo Odebrecht. 

* * *

Marcelo Odebrecht é um Corruptor Ativo de escala planetária, cujos pixulecos somados devem atingir a casa dos bilhões. De dólares.

Quando um guabiru deste porte chega a declarar que era “o bobo da corte” no reinado petralha, dá pra se ter uma ideia da dimensão da ladroagem vermêio-istrelada.

É coisa pra caralho!!!!!!!!!!!

As declarações do presidiário Marcelo (mais um perseguido pelo Dr. Sérgio Moro, segundo a fubânica petista Teimosa Renitente) são de uma candura que chega deixam a gente com pena.

Vejam só o que ele falou no seu depoimento:

“Marcelo demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos e empreendimentos que não desejava.”

Tão vendo? Ele não queria participar da ladroagem, entrou obrigado, a pulso.

Lula e Dilma forçaram a barra em cima dele.

Chega me deu vontade de chorar com pena do pobre coitado, um incauto e puro empreendedor sem qualquer experiência em subornar corruptos.

Xiuf, xiuf, snif, snif…

Vamos fechar esta postagem transcrevendo a antológica declaração do injustiçado e perseguido Marcelo:

“Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo.”

Marcelo, o Mártir Bobo da Corte, desembarcando do avião oficial da Presidência da República ao lado do Tirano-de-Empresários; um voo que Marcelo foi obrigado a fazer, cheio de constrangimento e vergonha, pelo então prisidente de Banânia

4 março 2017 FULEIRAGEM

MOR – CHARGE ONLINE

AH! ESSAS MULHERES…

Dentre tantas homenagens fora de propósito, uma das mais pertinentes foi a escolha de 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. No embalo dos preitos à data que se aproxima, impulsionado por dever de consciência, urge admitirmos nossa condição de escravos da vontade da mulher moderna.

E pensar que já houve um tempo em que, empunhando borduna numa das mãos, as arrastávamos cavernas adentro para nos aquecer do frio ou para servir de instrumento de preservação da espécie. Hem? Quem viu essa cena, há muito virou fóssil; quem não a viu, esqueça, pois não a verá jamais.

Os homens, ao longo dos séculos, regrediram e perderam a condição de todo-poderosos para a de meros espectadores diante da evolução do sexo oposto. Enquanto as mulheres – ah, essas mulheres maravilhosas! -, ultrapassaram barreiras, derrubaram mitos, desmoralizaram convenções, superaram preconceitos e demarcaram o espaço desejado por elas na sociedade.

Escolheram o que melhor sabiam fazer e, transferiram aos homens, atribuições próprias da masculinidade como cozinhar, passar, lavar, costurar, arrumar casa, fazer supermercado, limpar cocô de cachorro e carregar peso. Parir é uma prerrogativa divina, abençoada por Deus, esta elas preservaram para si, mas imputaram aos homens a nobre tarefa de cuidar dos filhos.

No processo evolutivo de eliminação da incômoda condição de subserviência aos homens, as mulheres se tornarem livres, leves, soltas, independentes e senhoras dos próprios destinos. Abnegaram certos qualificativos diminutivos de exaltação à feminilidade, tipo gatinha, fofinha, cabritinha e bonitinha, na proporção em que economizavam elogios ao padrão masculino de qualidade subtraindo adjetivações superlativas como garanhão, homenzarrão e gostosão.

Bem cuidadas, bem produzidas, bem apessoadas, mais vaidosas e seguras das novas posições conquistadas, adoram ser tratadas como colosso, deusa, diva, musa, oitava maravilha, monumento, avião e mulherão.

Se por um lado, essa condição ampliou a autoestima feminina, por outro destruiu a masculina criando uma legião de machos intimidados, dopados, complexados, inseguros no processo de envolvimento amoroso e no papel de conquistador de mulheres poderosas.

Homens acovardados, incapazes de absorver com naturalidade o sucesso das fêmeas no mundo moderno e, desapontados, ao constatar o ocaso da virilidade masculina na relação homem e mulher independente. Será a comprovação do final dos tempos ou apenas um sinal da involução do macho? Não sei responder.

Mas nem tudo está perdido. As mulheres ainda cultivam muitas das manias, ódios e virtudes de outrora. Elas adoram ser o alvo da atenção dos parceiros, passar horas ao telefone, receber flores, senso de humor sadio e romantismo. Gostam de um ombro amigo para chorar, de elogios, beijos, de esbanjar dinheiro em compras, acompanhar novelas água com açúcar e histórias de amor.

Elas seguem detestando esquecimento de data importante, dividir conta em restaurante, barriga mole de chope no parceiro, não ser notada de visual novo e morde-se de raiva quando o marmanjo usa o vaso sanitário sem suspender o assento. Continuam amando ficar penduradas em telefones falando mal das mulheres.

Resumindo: guardam poucos dos predicados que nós homens não cansamos de admirar, e muitas das pirraças que detestamos aceitar. Segundo Arnaldo Jabor, “as mulheres não são mais para amar nem para casar, são apenas para ver”.

Discordo dele, as mulheres existem para que as amemos desde que não nos preocupemos em entendê-las. O resto é implorar aos céus com devoção: “Senhor, dai-nos força para mudar o que posso; coragem para aceitar o que não posso; e, sabedoria para bem conviver com a evolução do enigmático sexo frágil”. Assim seja!


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