5 março 2017 FULEIRAGEM

RICE – CHARGE ONLINE

5 março 2017 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT PAGAVA “PEDÁGIO” ÀS FARC

Rodrigo Constantino

Desde que jogou a toalha e desistiu de negar as acusações da Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, confessou crimes de arrepiar. Na toada de ilegalidades, acabou aceitando até embrenhar-se, literalmente, na selva do crime. A empreiteira deu dinheiro às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante os últimos vinte anos em troca de “permissão” para atuar nos territórios dominados por elas. Os pagamentos, que começaram a ser efetuados nos anos 1990 e variavam de 50.000 a 100.000 dólares por mês, foram informados à Procuradoria-Geral da República. Não é uma ilegalidade semelhante ao pagamento feito a políticos, mas também não se trata de uma atividade limpa.

É um espanto! Claro que é preciso levar em conta, aqui, o fato de que os marginais das Farc atuam como uma espécie de “estado paralelo” em determinadas regiões que controlam, e qualquer um que quiser fazer algum negócio ali terá de pagar “imposto”, ou seja, propina. É como nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas: o pequeno comerciante precisa pagar uma “taxa de proteção”, que ele paga ao próprio agressor em potencial.

Todos que param os carros pelas ruas cariocas e precisam desembolsar uma graninha para o “flanelinha” entendem o conceito: você paga ao próprio sujeito que ameaça sua propriedade. Na Rússia, após a queda do comunismo, as (outras) máfias tomaram conta do pedaço e cobravam até 30% do faturamento para garantir a proteção dos empresários contra elas mesmas ou concorrentes (eram menos gulosas do que nosso governo, que cobra 40% e não entrega nada em troca, nem a tal proteção).

Ainda assim, não deixa de ser espantoso constatar como a maior empresa do Brasil financiava não só o PT como as Farc, e sem dúvida o MST, o filhote das Farb, devia levar algum também. Alexandre Borges comentou: “Aquilo que chamam de ‘elite’ no Brasil financiou o PT e as FARC, mas vai explicar isso para quem acha que ser empresário e ser de direita é a mesma coisa”. Não é, óbvio. As “elites” financiam aqueles que pretendem destruí-las com o comunismo. Vendem a corda que será usada para enforcá-las.

Associar automaticamente grandes empresários ao capitalismo, ainda mais em sua versão liberal pregada pelo liberalismo, é uma estupidez total. O que mais tem por aí é grande empresário bancando um estado inchado e intervencionista, ou inimigos do liberalismo na guerra cultural. Os motivos são vários: culpa, sensação de superioridade moral, puro interesse (já que o estado inchado muitas vezes beneficia essas grandes empresas) e pragmatismo para fazer negócios.

Não há compromisso direto entre ser empresário e defender o livre mercado. Muitos empresários querem inclusive um governo pró-negócios (seus negócios), mas não necessariamente pró-mercado (a favor da livre concorrência). Quando a esquerda socialista, portanto, insiste em demonizar as “elites” em seus discursos, especialmente as elites financeiras, o leitor deve ficar atento para a farsa. Como vimos no caso de Soros, o bilionário especulador, essa turma não tem problema algum em encher o bolso com o vil metal dos capitalistas amorais.

Para os comunistas das Farc, como para os petistas, o que importa é quanto vai pingar, não quem vai pagar. A fonte dos recursos é o de menos: pode ser o tráfico de drogas internacional, ou as obras superfaturadas pagas pelo governo. Só o destino final da grana interessa: o projeto de poder dos próprios comunistas, enriquecendo alguns líderes no processo já que ninguém é de ferro – menos ainda esses “abnegados” revolucionários.

5 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – CHARGE ONLINE

ASSIM NÃO, ZAMBI – Ana Costa

5 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

MARLUCE MESSINA – SOROCABA-SP

Sr. Editor,

brasileiro não tem jeito mesmo.

Veja esta:

R. Tá vendo aí, cara leitora?

É por conta de gente que aluga pneus pra passar na vistoria do Detran que temos os vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e (ufa!) prisidentes da república que administram esta nossa infeliz Banânia.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

5 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

5 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

SERGIO MORO: O PROBLEMA SÃO OS “PRESOS ILUSTRES”

Sergio Moro veio à boca do palco para contestar os críticos que o acusam de cometer abusos na decretação de prisões preventivas. O juiz da Lava Jato reagiu por meio de um artigo veiculado na edição mais recente da revista Veja. Atribuiu as queixas não a fatores como a quantidade de prisões – 79 desde março de 2014 -, mas à presença de “presos ilustres” atrás das grades.

“A questão real – e é necessário ser franco sobre isso – não é a quantidade, a duração ou as colaborações decorrentes, mas a qualidade das prisões, mais propriamente a qualidade dos presos provisórios”, escreveu Moro. “O problema não são as 79 prisões ou os atualmente sete presos sem julgamento, mas sim que se trata de presos ilustres.”

Sem mencionar-lhes os nomes, Moro deu quatro exemplos de “presos ilustres” da Lava Jato. Três estão hospedados na carceragem de Curitiba. Outro desfruta das facilidades do sistema penitenciário carioca: “…um dirigente de empreiteira [Marcelo Odebrecht], um ex-ministro da Fazenda [Antonio Palocci], um ex-governador [Sergio Cabral] e um ex-presidente da Câmara dos Deputados [Eduardo Cunha].”

Na opinião do magistrado, “as críticas às prisões preventivas refletem, no fundo, o lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei.” Sinalizam também “que ainda vivemos em uma sociedade de castas, distante de nós a igualdade rerpublicana.”

A certa altura, Moro realçou algo que os críticos costumam negligenciar: os resultados da Lava Jato. “Mesmo considerando-se as 79 preventivas e o fato de elas envolverem presos ilustres, é necessário ter presente que a operação revelou, segundo casos já julgados, um esquema de corrupção sistêmica, no qual o pagamento de propinas em contratos públicos consistia na regra do jogo.”

Moro acrescentou: “A atividade delitiva durou anos e apresentou caráter repetido e serial, caracterizando, da parte dos envolvidos, natureza profissional. Para interromoer o ciclo delitivo, a prisão preventiva foi decretada de modo a proteger a ordem pública, especificamente a sociedade, outros indivíduos e os cofres públicos da prática serial e reiterada desses crimes.”

Sem citar a Odebrecht, o juiz mencionou o caso da empreiteira para como um dos que inspiraram críticas que se revelariam injustificadas. “Foi decretada, em junho de 2015, a prisão preventiva de dirigentes de um grande grupo empresarial”, anotou Moro. “Os fundamentos foram diversos, mas a garantia da ordem pública estava entre eles. Posteriormente, tais dirigentes foram condenados criminalmente, embora com recursos pendentes.”

Moro prosseguiu: “As críticas contra essas prisões foram severas, tanto pelas partes como por interessados ou desinteressados, que apontaram o suposto exagero da medida diante da prisão de ‘pessoas conhecidas’. Posteriormente, dirigentes desse grupo empresarial resolveram colaborar com a Justiça e admitiram o pagamento sistemático de propinas não só no Brasil, isso por anos, mas também em diversos países no exterior, bem como a participação em ajustes fraudulentos de licitações da Petrobras.”

Os delatores da Odebrecht revelaram “mais do que isso: confirmaram a existência no grupo empresarial de um setor próprio encarregado do pagamento de propina (Departamento de Operações Estruturadas) e que este permaneceu funcionando mesmo durante as investigações da Lava Jato…”

Para Moro, o caso da Odebrecht “é bem ilustrativo do equívoco das críticas, pois o tempo confirmou ainda mais o acerto da prisão. Foi a prisão preventiva, em junho de 2015, que causou o desmantelamento do departamento de propinas do grupo empresarial, interrompendo a continuidade da prática de sérios crimes de corrupção. Assim não fosse, o departamento da propina ainda estaria em plena atividade.”

Ao longo do artigo, o magistrado diz o que pensa sobre as prisões preventivas em termos genéricos. “São excepcionais e devem ser longamente justificadas”, diz logo no primeiro parágrafo do texto. Depois de discorrer sobre o acerto das ordens de prisão expedidas contra executivos da Odebrecht, Moro ponderou: “Isso não significa que a prisão preventiva pode ser vulgarizada, mas ilustra que, em um quadro de corrupção sistêmica, com a prática serial, reiterada e profissional de crimes sérios, é preciso que a Justiça, na forma do Direito, aja com a firmeza necessária e que, presentes boas provas, imponha a prisão preventiva para interromper o ciclo delitivo, sem importar o poder político ou econômico dos envolvidos.”

No encerramento do artigo, Sergio Moro insinua que há entre os seus críticos pessoas movidas por interesses subalternos. “As críticas genéricas às prisões preventivas na Lava Jato não aparentam ser consistentes com os motivos usualmente invocados pelos seus autores”, escreveu o juiz, sem dar nomes aos bois. “Admita-se que é possível que, para parte minoritária dos críticos, os motivos reais sejam outros, como a aludida qualidade dos presos ou algum desejo inconfesso de retornar ao status quo de corrupção e impunidade.”

Com esse tipo de crítico, arrematou Sergio Moro, “nem sequer é viável debater, pois tais argumentos são incompatíveis com os majestosos princípios da liberdade, da igualdade e da moralidade pública consagrados na Constituição brasileira.”

5 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

MARCÍLIO PATRIOTA DO OURO VELHO

Já falamos desse gênio da caatinga por aqui. Morava em Brasília, aposentado da construção civil onde, aos sessenta e poucos anos, foi atropelado e morreu longe da sua pátria Ouro Velho. Marcílio foi tudo na vida, inclusive cantador de viola.

Na sua fase de cantador de viola, uma noite cantava na Prata com o grande poeta local Jurandir Tembório. Estavam cantando um mourão. Marcílio começou:

Já passou da meia noite
e o galo já cantou …

Nisso foi entrando no recinto um soldado desmantelado e horroroso, chamado Bianor. Bianor era branco, alto, gordo, sem pescoço e ainda tinha o nariz comprido. A barriga sobrava dentro da túnica caqui surrada. Bianor era um cabra muito feio, parecia um pote de barro cru. Mas era soldado de polícia, era autoridade.

Jurandir continuou o mourão, saudando o recém chegado:

E quem está chegando agora
é o soldado Bianor

E Marcílio:

Ele está fazendo a ronda
Quem tiver menino esconda
Que o papafigo chegou.

Bianor, atingido na sua vaidade e autoridade, deu voz de prisão a todos dois.

5 março 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – TUDO JUNTO E MISTURADO

* * *

Petistas, ministros e aliados de Temer: tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

Tomara que tomem todos no olho do furico. Sem pena e sem vaselina.

Petistas, não custa nada lembrar, são aqueles tabacudos que vivem bradando ser Michel um “golpista“.

Michel, Janete e Finório: um trio da porra

5 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

5 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PATATIVA DO ASSARÉ

No dia de hoje, 5 de março, há 108 anos, vinha ao mundo Antônio Gonçalves da Silva, nascido na cidade de Assaré, Ceará  e, por isso mesmo, conhecido como Patativa do Assaré.

Era um dos maiores ícones da cultura popular e da poesia nordestina.

Patativa do Assaré encantou-se em julho de 2002.

5 março 2017 FULEIRAGEM

LUCIANO – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
FUDIDO E MAL-PAGO

Luiz Berto achou por bem
Aqui no Besta Fubana
Fazer uma homenagem
A uma dupla bacana.
Tudo ia muito bem,
Mas apareceu alguém
Com uma idéia sacana.

Berto então foi convidado
Por Adônis Oliveira
Para formar uma dupla
E dessas da bagaceira,
Num acesso de loucura,
Pois não é que a criatura,
Aceitou a brincadeira!

Eu não sei se Adônis canta,
Se Berto sabe cantar,
Porém sei que Berto toca,
Mas não devia tocar,
Pois toca sem etiqueta
Faz mugango e faz careta
Na hora de dedilhar

O nome da grande dupla
Pra vocês agora trago
Os dois já decidiram,
Será: Fudido e Mal-Pago
O sucesso é garantido
E se me for permitido
Eu compartilho e propago.

O colunista Adônis e o Editor Berto: a dupla Fudido e Mal-Pago

5 março 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

5 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA GAZETA SUPIMPA

A propósito da quantidade recorde de leitores conectados simultaneamente nesta gazeta escrota – fato acontecido ontem e que já foi assunto de postagem hoje -, recebi do colaborador fubânico Sponholz, um dos maiores chargistas brasileiros, a mensagem abaixo transcrita:

Parabéns, meu amigo!

A tua página é diversificada com excelente conteúdo.

O JBF é SUPIMPA !

JBF: Só o Lula não lê por ler não saber.

1grandabraço……….Sponholz

Ao mesmo tempo que agradeço do fundo do coração as generosas palavras deste cabra talentosíssimo, gostaria de fazer uma pequena observação.

É o seguinte: eu acho que Sponholz se enganou…

Lula sabe ler sim.

Pelo menos ele sabe ler um tipo bem específico de literatura.

O flagrante abaixo prova isto:

5 março 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

FORO ESPECIAL

As autoridades públicas, evidentemente, as mais graduadas, são privilegiadas. Diferentemente de outros países que não adotam o regime, como a Alemanha, a Holanda e a Inglaterra, a Constituição Brasileira de 88 assegurou ao chefão do país, ministros, parlamentares, componentes do Poder Judiciário e do Ministério Público a proteção do foro privilegiado.

Norma que cobre com o manto sagrado da proteção para responder casos de Justiça somente em tribunais de instâncias superiores. Nada de juízes comuns, de primeira instância. Destina apenas para julgar processos tendo com réu a ralé brasileira. O povão.

O Foro privilegiado é prerrogativa inexistente para o cidadão comum. Pobre coitado que sofre horrores nos corredores judiciais. Sendo gozados pelas autoridades que, embora sem merecer, são agraciados com a proteção constitucional.

Enquanto exercer cargo ou função em administração pública a autoridade fica superprotegida. Livre de perturbação. Com ele ninguém mexe. No entanto, com o passar do tempo, diante do crescimento da quantidade de cargos, o foro privilegiado transformou-se em instrumento de impunidade. Tem servido apenas para proteger as elites políticas que passaram a cometer absurdas atrocidades contra o patrimônio público. Roubar recursos para proveito próprio. Conscientes de que escaparão de julgamento.

Atualmente, um contingente de 22 mil autoridades recebem a proteção de foro privilegiado. Não podem sofrer prisão preventiva ou temporária. Só em último caso. Aliás, cadeia para essas autoridades só em caso de condenação ou se flagrados praticando crimes considerados inafiançáveis. Verdadeiro estímulo à impunidade.

Mas, como cresceu demais a quantidade de crimes cometidos por autoridades, as instâncias superiores, as altas cortes ficaram abarrotadas de casos pendentes, sobrecarregadas de processos parados. As prateleiras estão cheias. Travando a sequência normal de julgamentos. Gerando mais problemas sociais com a natural lentidão da travada e emperrada Justiça brasileira. Sobrando em consequência mais estresse para a sociedade. Sem direito de espernear, reclamar, protestar contra a demência judicial na aprovação de sentenças.

Desde 2005 o Congresso tem rejeitado propostas para abolir o foro privilegiado. Todavia, em função de pressão da sociedade, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, do Senado, analisa proposta pedindo o fim do citado privilegio. Proposta, aliás, que tem topado com forte resistência política. Com medo de represália do povo, tem parlamentar lutando pelo voto secreto para votar contra a proposta e não sujar o nome em futuras eleições.

Foi a Lava-Jato que desenterrou processos engavetados. Sem contar mais com a autorização do Congresso, os parlamentares desde 2002, tem sofrido inquéritos e ações penais. A abertura para os julgamentos surgiu com o combate à corrupção, à roubalheira, a esculhambação. Desmoralização do país. De repente, espertinhos, magnatas, foram parar no xilindró. Por sinal, tem um bocado desses “magnatas” e endinheirados guardados atrás das grandes. O bom é que a lista cresce. Não pode mais parar. Coisa impossível de ser ver tempos atrás.

Todavia, tem grupos nos bastidores tentando puxar a corda. Enfraquecer o fim do foro privilegiado. Se o país é único, democrático, deve haver paridade, igualdade de poderes. Sem essa do cidadão comum cometer deslizes e ser julgado em instância comum, enquanto o “cidadão”, a autoridade que defende cargo público, se praticar infração, ser privilegiada com julgamento somente em cortes superiores. Quanta discriminação, distinção e barbaridade. Descaradamente, absurda injustiça.

Se o cara roubou, comete afronta, está enquadrado em infração penal, seja empresário, parlamentar, diretor de estatal, ministro ou ex, senador ou ex, governador ou ex, não importa. Recebeu propina para facilitar coisas ou burlar a burocracia, pau nele. Cacete. Nada de julgamento especial, nada de aguardar sentença somente no STF ou STJ.

Afinal, todos, sem exceção, são iguais perante a lei. Reza a Carta Magna. E se consta na Constituição, é para ser cumprida. Na íntegra.

Ninguém pode contestar. Foro privilegiado existe é para proteger a atividade do cargo público. Jamais, a pessoa, suspeita de acusação penal, no exercício de altos cargos.

Bonito faz a China. Pegou autoridade ou pessoas influentes com a mão na massa, indevidamente, não tem perdão. Confisca os bens, geralmente condena o individuo para a prisão perpétua.


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