5 março 2017 FULEIRAGEM

RICE – CHARGE ONLINE

5 março 2017 DEU NO JORNAL

ODEBRECHT PAGAVA “PEDÁGIO” ÀS FARC

Rodrigo Constantino

Desde que jogou a toalha e desistiu de negar as acusações da Lava-Jato, a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, confessou crimes de arrepiar. Na toada de ilegalidades, acabou aceitando até embrenhar-se, literalmente, na selva do crime. A empreiteira deu dinheiro às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante os últimos vinte anos em troca de “permissão” para atuar nos territórios dominados por elas. Os pagamentos, que começaram a ser efetuados nos anos 1990 e variavam de 50.000 a 100.000 dólares por mês, foram informados à Procuradoria-Geral da República. Não é uma ilegalidade semelhante ao pagamento feito a políticos, mas também não se trata de uma atividade limpa.

É um espanto! Claro que é preciso levar em conta, aqui, o fato de que os marginais das Farc atuam como uma espécie de “estado paralelo” em determinadas regiões que controlam, e qualquer um que quiser fazer algum negócio ali terá de pagar “imposto”, ou seja, propina. É como nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas: o pequeno comerciante precisa pagar uma “taxa de proteção”, que ele paga ao próprio agressor em potencial.

Todos que param os carros pelas ruas cariocas e precisam desembolsar uma graninha para o “flanelinha” entendem o conceito: você paga ao próprio sujeito que ameaça sua propriedade. Na Rússia, após a queda do comunismo, as (outras) máfias tomaram conta do pedaço e cobravam até 30% do faturamento para garantir a proteção dos empresários contra elas mesmas ou concorrentes (eram menos gulosas do que nosso governo, que cobra 40% e não entrega nada em troca, nem a tal proteção).

Ainda assim, não deixa de ser espantoso constatar como a maior empresa do Brasil financiava não só o PT como as Farc, e sem dúvida o MST, o filhote das Farb, devia levar algum também. Alexandre Borges comentou: “Aquilo que chamam de ‘elite’ no Brasil financiou o PT e as FARC, mas vai explicar isso para quem acha que ser empresário e ser de direita é a mesma coisa”. Não é, óbvio. As “elites” financiam aqueles que pretendem destruí-las com o comunismo. Vendem a corda que será usada para enforcá-las.

Associar automaticamente grandes empresários ao capitalismo, ainda mais em sua versão liberal pregada pelo liberalismo, é uma estupidez total. O que mais tem por aí é grande empresário bancando um estado inchado e intervencionista, ou inimigos do liberalismo na guerra cultural. Os motivos são vários: culpa, sensação de superioridade moral, puro interesse (já que o estado inchado muitas vezes beneficia essas grandes empresas) e pragmatismo para fazer negócios.

Não há compromisso direto entre ser empresário e defender o livre mercado. Muitos empresários querem inclusive um governo pró-negócios (seus negócios), mas não necessariamente pró-mercado (a favor da livre concorrência). Quando a esquerda socialista, portanto, insiste em demonizar as “elites” em seus discursos, especialmente as elites financeiras, o leitor deve ficar atento para a farsa. Como vimos no caso de Soros, o bilionário especulador, essa turma não tem problema algum em encher o bolso com o vil metal dos capitalistas amorais.

Para os comunistas das Farc, como para os petistas, o que importa é quanto vai pingar, não quem vai pagar. A fonte dos recursos é o de menos: pode ser o tráfico de drogas internacional, ou as obras superfaturadas pagas pelo governo. Só o destino final da grana interessa: o projeto de poder dos próprios comunistas, enriquecendo alguns líderes no processo já que ninguém é de ferro – menos ainda esses “abnegados” revolucionários.

5 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – CHARGE ONLINE

ASSIM NÃO, ZAMBI – Ana Costa

5 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

MARLUCE MESSINA – SOROCABA-SP

Sr. Editor,

brasileiro não tem jeito mesmo.

Veja esta:

R. Tá vendo aí, cara leitora?

É por conta de gente que aluga pneus pra passar na vistoria do Detran que temos os vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e (ufa!) prisidentes da república que administram esta nossa infeliz Banânia.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!

5 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

5 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

SERGIO MORO: O PROBLEMA SÃO OS “PRESOS ILUSTRES”

Sergio Moro veio à boca do palco para contestar os críticos que o acusam de cometer abusos na decretação de prisões preventivas. O juiz da Lava Jato reagiu por meio de um artigo veiculado na edição mais recente da revista Veja. Atribuiu as queixas não a fatores como a quantidade de prisões – 79 desde março de 2014 -, mas à presença de “presos ilustres” atrás das grades.

“A questão real – e é necessário ser franco sobre isso – não é a quantidade, a duração ou as colaborações decorrentes, mas a qualidade das prisões, mais propriamente a qualidade dos presos provisórios”, escreveu Moro. “O problema não são as 79 prisões ou os atualmente sete presos sem julgamento, mas sim que se trata de presos ilustres.”

Sem mencionar-lhes os nomes, Moro deu quatro exemplos de “presos ilustres” da Lava Jato. Três estão hospedados na carceragem de Curitiba. Outro desfruta das facilidades do sistema penitenciário carioca: “…um dirigente de empreiteira [Marcelo Odebrecht], um ex-ministro da Fazenda [Antonio Palocci], um ex-governador [Sergio Cabral] e um ex-presidente da Câmara dos Deputados [Eduardo Cunha].”

Na opinião do magistrado, “as críticas às prisões preventivas refletem, no fundo, o lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei.” Sinalizam também “que ainda vivemos em uma sociedade de castas, distante de nós a igualdade rerpublicana.”

A certa altura, Moro realçou algo que os críticos costumam negligenciar: os resultados da Lava Jato. “Mesmo considerando-se as 79 preventivas e o fato de elas envolverem presos ilustres, é necessário ter presente que a operação revelou, segundo casos já julgados, um esquema de corrupção sistêmica, no qual o pagamento de propinas em contratos públicos consistia na regra do jogo.”

Moro acrescentou: “A atividade delitiva durou anos e apresentou caráter repetido e serial, caracterizando, da parte dos envolvidos, natureza profissional. Para interromoer o ciclo delitivo, a prisão preventiva foi decretada de modo a proteger a ordem pública, especificamente a sociedade, outros indivíduos e os cofres públicos da prática serial e reiterada desses crimes.”

Sem citar a Odebrecht, o juiz mencionou o caso da empreiteira para como um dos que inspiraram críticas que se revelariam injustificadas. “Foi decretada, em junho de 2015, a prisão preventiva de dirigentes de um grande grupo empresarial”, anotou Moro. “Os fundamentos foram diversos, mas a garantia da ordem pública estava entre eles. Posteriormente, tais dirigentes foram condenados criminalmente, embora com recursos pendentes.”

Moro prosseguiu: “As críticas contra essas prisões foram severas, tanto pelas partes como por interessados ou desinteressados, que apontaram o suposto exagero da medida diante da prisão de ‘pessoas conhecidas’. Posteriormente, dirigentes desse grupo empresarial resolveram colaborar com a Justiça e admitiram o pagamento sistemático de propinas não só no Brasil, isso por anos, mas também em diversos países no exterior, bem como a participação em ajustes fraudulentos de licitações da Petrobras.”

Os delatores da Odebrecht revelaram “mais do que isso: confirmaram a existência no grupo empresarial de um setor próprio encarregado do pagamento de propina (Departamento de Operações Estruturadas) e que este permaneceu funcionando mesmo durante as investigações da Lava Jato…”

Para Moro, o caso da Odebrecht “é bem ilustrativo do equívoco das críticas, pois o tempo confirmou ainda mais o acerto da prisão. Foi a prisão preventiva, em junho de 2015, que causou o desmantelamento do departamento de propinas do grupo empresarial, interrompendo a continuidade da prática de sérios crimes de corrupção. Assim não fosse, o departamento da propina ainda estaria em plena atividade.”

Ao longo do artigo, o magistrado diz o que pensa sobre as prisões preventivas em termos genéricos. “São excepcionais e devem ser longamente justificadas”, diz logo no primeiro parágrafo do texto. Depois de discorrer sobre o acerto das ordens de prisão expedidas contra executivos da Odebrecht, Moro ponderou: “Isso não significa que a prisão preventiva pode ser vulgarizada, mas ilustra que, em um quadro de corrupção sistêmica, com a prática serial, reiterada e profissional de crimes sérios, é preciso que a Justiça, na forma do Direito, aja com a firmeza necessária e que, presentes boas provas, imponha a prisão preventiva para interromper o ciclo delitivo, sem importar o poder político ou econômico dos envolvidos.”

No encerramento do artigo, Sergio Moro insinua que há entre os seus críticos pessoas movidas por interesses subalternos. “As críticas genéricas às prisões preventivas na Lava Jato não aparentam ser consistentes com os motivos usualmente invocados pelos seus autores”, escreveu o juiz, sem dar nomes aos bois. “Admita-se que é possível que, para parte minoritária dos críticos, os motivos reais sejam outros, como a aludida qualidade dos presos ou algum desejo inconfesso de retornar ao status quo de corrupção e impunidade.”

Com esse tipo de crítico, arrematou Sergio Moro, “nem sequer é viável debater, pois tais argumentos são incompatíveis com os majestosos princípios da liberdade, da igualdade e da moralidade pública consagrados na Constituição brasileira.”

5 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

MARCÍLIO PATRIOTA DO OURO VELHO

Já falamos desse gênio da caatinga por aqui. Morava em Brasília, aposentado da construção civil onde, aos sessenta e poucos anos, foi atropelado e morreu longe da sua pátria Ouro Velho. Marcílio foi tudo na vida, inclusive cantador de viola.

Na sua fase de cantador de viola, uma noite cantava na Prata com o grande poeta local Jurandir Tembório. Estavam cantando um mourão. Marcílio começou:

Já passou da meia noite
e o galo já cantou …

Nisso foi entrando no recinto um soldado desmantelado e horroroso, chamado Bianor. Bianor era branco, alto, gordo, sem pescoço e ainda tinha o nariz comprido. A barriga sobrava dentro da túnica caqui surrada. Bianor era um cabra muito feio, parecia um pote de barro cru. Mas era soldado de polícia, era autoridade.

Jurandir continuou o mourão, saudando o recém chegado:

E quem está chegando agora
é o soldado Bianor

E Marcílio:

Ele está fazendo a ronda
Quem tiver menino esconda
Que o papafigo chegou.

Bianor, atingido na sua vaidade e autoridade, deu voz de prisão a todos dois.

5 março 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – TUDO JUNTO E MISTURADO

* * *

Petistas, ministros e aliados de Temer: tudo farinha do mesmo bisaco.

Tudo tolôte do mesmo pinico.

Tomara que tomem todos no olho do furico. Sem pena e sem vaselina.

Petistas, não custa nada lembrar, são aqueles tabacudos que vivem bradando ser Michel um “golpista“.

Michel, Janete e Finório: um trio da porra

5 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

5 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PATATIVA DO ASSARÉ

No dia de hoje, 5 de março, há 108 anos, vinha ao mundo Antônio Gonçalves da Silva, nascido na cidade de Assaré, Ceará  e, por isso mesmo, conhecido como Patativa do Assaré.

Era um dos maiores ícones da cultura popular e da poesia nordestina.

Patativa do Assaré encantou-se em julho de 2002.

5 março 2017 FULEIRAGEM

LUCIANO – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
FUDIDO E MAL-PAGO

Luiz Berto achou por bem
Aqui no Besta Fubana
Fazer uma homenagem
A uma dupla bacana.
Tudo ia muito bem,
Mas apareceu alguém
Com uma idéia sacana.

Berto então foi convidado
Por Adônis Oliveira
Para formar uma dupla
E dessas da bagaceira,
Num acesso de loucura,
Pois não é que a criatura,
Aceitou a brincadeira!

Eu não sei se Adônis canta,
Se Berto sabe cantar,
Porém sei que Berto toca,
Mas não devia tocar,
Pois toca sem etiqueta
Faz mugango e faz careta
Na hora de dedilhar

O nome da grande dupla
Pra vocês agora trago
Os dois já decidiram,
Será: Fudido e Mal-Pago
O sucesso é garantido
E se me for permitido
Eu compartilho e propago.

O colunista Adônis e o Editor Berto: a dupla Fudido e Mal-Pago

5 março 2017 FULEIRAGEM

LUCIO – CHARGE ONLINE

5 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA GAZETA SUPIMPA

A propósito da quantidade recorde de leitores conectados simultaneamente nesta gazeta escrota – fato acontecido ontem e que já foi assunto de postagem hoje -, recebi do colaborador fubânico Sponholz, um dos maiores chargistas brasileiros, a mensagem abaixo transcrita:

Parabéns, meu amigo!

A tua página é diversificada com excelente conteúdo.

O JBF é SUPIMPA !

JBF: Só o Lula não lê por ler não saber.

1grandabraço……….Sponholz

Ao mesmo tempo que agradeço do fundo do coração as generosas palavras deste cabra talentosíssimo, gostaria de fazer uma pequena observação.

É o seguinte: eu acho que Sponholz se enganou…

Lula sabe ler sim.

Pelo menos ele sabe ler um tipo bem específico de literatura.

O flagrante abaixo prova isto:

5 março 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

FORO ESPECIAL

As autoridades públicas, evidentemente, as mais graduadas, são privilegiadas. Diferentemente de outros países que não adotam o regime, como a Alemanha, a Holanda e a Inglaterra, a Constituição Brasileira de 88 assegurou ao chefão do país, ministros, parlamentares, componentes do Poder Judiciário e do Ministério Público a proteção do foro privilegiado.

Norma que cobre com o manto sagrado da proteção para responder casos de Justiça somente em tribunais de instâncias superiores. Nada de juízes comuns, de primeira instância. Destina apenas para julgar processos tendo com réu a ralé brasileira. O povão.

O Foro privilegiado é prerrogativa inexistente para o cidadão comum. Pobre coitado que sofre horrores nos corredores judiciais. Sendo gozados pelas autoridades que, embora sem merecer, são agraciados com a proteção constitucional.

Enquanto exercer cargo ou função em administração pública a autoridade fica superprotegida. Livre de perturbação. Com ele ninguém mexe. No entanto, com o passar do tempo, diante do crescimento da quantidade de cargos, o foro privilegiado transformou-se em instrumento de impunidade. Tem servido apenas para proteger as elites políticas que passaram a cometer absurdas atrocidades contra o patrimônio público. Roubar recursos para proveito próprio. Conscientes de que escaparão de julgamento.

Atualmente, um contingente de 22 mil autoridades recebem a proteção de foro privilegiado. Não podem sofrer prisão preventiva ou temporária. Só em último caso. Aliás, cadeia para essas autoridades só em caso de condenação ou se flagrados praticando crimes considerados inafiançáveis. Verdadeiro estímulo à impunidade.

Mas, como cresceu demais a quantidade de crimes cometidos por autoridades, as instâncias superiores, as altas cortes ficaram abarrotadas de casos pendentes, sobrecarregadas de processos parados. As prateleiras estão cheias. Travando a sequência normal de julgamentos. Gerando mais problemas sociais com a natural lentidão da travada e emperrada Justiça brasileira. Sobrando em consequência mais estresse para a sociedade. Sem direito de espernear, reclamar, protestar contra a demência judicial na aprovação de sentenças.

Desde 2005 o Congresso tem rejeitado propostas para abolir o foro privilegiado. Todavia, em função de pressão da sociedade, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, do Senado, analisa proposta pedindo o fim do citado privilegio. Proposta, aliás, que tem topado com forte resistência política. Com medo de represália do povo, tem parlamentar lutando pelo voto secreto para votar contra a proposta e não sujar o nome em futuras eleições.

Foi a Lava-Jato que desenterrou processos engavetados. Sem contar mais com a autorização do Congresso, os parlamentares desde 2002, tem sofrido inquéritos e ações penais. A abertura para os julgamentos surgiu com o combate à corrupção, à roubalheira, a esculhambação. Desmoralização do país. De repente, espertinhos, magnatas, foram parar no xilindró. Por sinal, tem um bocado desses “magnatas” e endinheirados guardados atrás das grandes. O bom é que a lista cresce. Não pode mais parar. Coisa impossível de ser ver tempos atrás.

Todavia, tem grupos nos bastidores tentando puxar a corda. Enfraquecer o fim do foro privilegiado. Se o país é único, democrático, deve haver paridade, igualdade de poderes. Sem essa do cidadão comum cometer deslizes e ser julgado em instância comum, enquanto o “cidadão”, a autoridade que defende cargo público, se praticar infração, ser privilegiada com julgamento somente em cortes superiores. Quanta discriminação, distinção e barbaridade. Descaradamente, absurda injustiça.

Se o cara roubou, comete afronta, está enquadrado em infração penal, seja empresário, parlamentar, diretor de estatal, ministro ou ex, senador ou ex, governador ou ex, não importa. Recebeu propina para facilitar coisas ou burlar a burocracia, pau nele. Cacete. Nada de julgamento especial, nada de aguardar sentença somente no STF ou STJ.

Afinal, todos, sem exceção, são iguais perante a lei. Reza a Carta Magna. E se consta na Constituição, é para ser cumprida. Na íntegra.

Ninguém pode contestar. Foro privilegiado existe é para proteger a atividade do cargo público. Jamais, a pessoa, suspeita de acusação penal, no exercício de altos cargos.

Bonito faz a China. Pegou autoridade ou pessoas influentes com a mão na massa, indevidamente, não tem perdão. Confisca os bens, geralmente condena o individuo para a prisão perpétua.

5 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

HUGO KHOURI – CUIABÁ-MT

Abestalhadíssimo editor, 

uma modesta contribuição deste leitor diário e fanático da gazeta mais escrota do planeta.

Abraço pantaneiro

5 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

5 março 2017 DEU NO JORNAL

OS SEM-PUNIÇÃO

Em estado de escândalo permanente há mais de uma década, o Brasil parece exausto. Os cidadãos oscilam entre aplausos efusivos à Justiça e a absoluta descrença em punição, especialmente de acusados ilustres. Sentimento que nem a eficiência da Lava-Jato consegue alterar.

Os números da Lava-Jato impressionam: 125 condenações na primeira instância, somando penas de mais de 1.317 anos. Na Suprema Corte, onde correm os processos dos que têm privilégio de foro, 20 denúncias (dois aditamentos), 68 acusados e 3 ações penais instauradas. Até então, nenhum julgamento.

Uma diferença gritante de ritmo, utilizada pelos defensores do fim do foro especial por prerrogativa de função a que políticos e magistrados têm direito.

Simples como dois e dois são quatro? Não.

Mesmo que fosse decidida hoje, a derrubada do foro não garantiria celeridade. Ao contrário: os 500 processos – 357 inquéritos e 103 ações penais – teriam de ser remetidos à primeira instância, e reiniciados lá. Isso sem falar do congestionamento existente na esfera primária, abarrotada de processos cuja solução, por vezes, demora mais de 10 anos.

Em artigo publicado em O Globo no sábado de carnaval, o ex-procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, Lenio Streck, enumera outras razões para aprofundar a discussão sobre a supressão do foro, retirando-a do pires raso em que se encontra.

O fulcro da questão pode mesmo não estar no privilégio de foro.

O processo do mensalão é didático nisso. Depois de receber a denúncia, que levou um ano e dois meses para ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República, o STF julgou os 38 réus em menos de cinco meses, condenando 24 deles.

Mas longos sete anos se passaram entre o dia que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou a existência de pagamentos mensais para garantir maioria congressual ao governo Lula e o fim da primeira fase do julgamento, em 2012. E a ação 470 só acabou de verdade em 2014, com o julgamento de embargos infringentes que reduziram as penas do núcleo político.

Na prática, os 12 réus políticos foram condenados à prisão domiciliar, enquanto a maior parte dos operadores continua atrás das grades, em regime fechado. Pesos e medidas no mínimo estranhos, que só alimentam as dúvidas de que o privilégio não está no foro, mas no julgamento dos delinquentes ilustres.

Em Curitiba, onde pesos pesados estão na cadeia – sejam condenados ou detidos provisoriamente -, também não são poucas as chances de que criminosos acabem livres ou com penas muito aquém do que as impostas inicialmente, graças à multiplicação de delações. Nada menos de 78 acordos de colaboração premiada foram firmados pelo Ministério Público Federal na primeira instância, outros 49 homologados pelo Supremo, em Brasília.

Não há dúvida quanto à essencialidade das delações para as investigações. Mas os benefícios concedidos aos criminosos que falam auxiliam na sensação de impunidade, depondo contra a Lava-Jato. É difícil assimilar pena de uma tornozeleira para gente que surrupiou bilhões dos brasileiros.

No carnaval de 2013, quando o julgamento do mensalão animava o país, a máscara do relator e depois presidente do STF, Joaquim Barbosa, dividiram as ruas com as de Barack Obama. Com a Lava-Jato, no ano passado, o folião foi de juiz Sérgio Moro. Agora, ao lado do imbatível Donald Trump, preferiu não os defensores da lei, mas os presos Sérgio Cabral Filho e Eduardo Cunha. Qual o significado disso? Nenhum. Ou todos.

5 março 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

O TRENZINHO DO CAIPIRA

No dia de hoje, 5 de março, lembramos o 130º aniversário de nascimento do grande maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Ouçamos uma de suas composições mais famosas, integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2, a Tocata. Executada pela Orquestra Brasileira, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky.

Anos mais tarde, a música recebe letra na primeira parte, composta por Ferreira Gullar. E na segunda parte, letra do poema Trem de Alagoas, do pernambucano Ascenso Ferreira.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

5 março 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)


AINDA HÁ TEMPO, GENTE!

Juan Carlos Poca – Revelação do The Voice Kids

Vou tentar colocar aqui este assunto, fazendo um esforço enorme para não politiza-lo. Não vai ser fácil, mas, vou tentar.

No alto dos meus quase 74 anos (que espero completar em abril próximo), já vi muitas coisas boas e erradas. Me apeguei muito às coisas boas – foi isso que meus maravilhosos pais me ensinaram. Eles também me ensinaram que, muitas coisas que muitos gostam, não valem nada.

A única crise que o nosso Brasil vive, é a da falta de vergonha na cara. Já não estão mais neste plano os homens forjados e aprumados nas bigornas e nas brasas da retidão e da honestidade. Não é fácil resistir aos infortúnios, como também não o é, resistir às tentações demoníacas que só apontam um caminho: o da falta de escrúpulos, que é o mesmo da desonestidade.

Pois, mais uma vez, a TV Globo está apresentando nas edições dominicais, o programa The Voice Kids, destinado a descobrir e oportunizar novos valores para a música brasileira – e, se for verdade o que muitos dizem: “detestar” a insuportável, manipuladora, mentirosa rede de televisão, muitos não estão vendo esse maravilhoso programa. E, se veem, pelos comentários que dirigem à emissora dos Marinho, são uns verdadeiros “postes” dentro de casa.

Também não tenho nenhuma dúvida que, muitos dos que criticam, se fossem convidados pela emissora à trabalhar lá, ganhando bons salários, colocariam a violinha dos comentários numa sacola, e correriam para lá. Muita gente é assim mesmo. Quem já tem 73 anos nas costas, já viu muito isso.

Pois, esse The Voice Kids – pelo menos na edição do último dia 19 de fevereiro passado – mostrou que nem tudo está perdido. Mostrou que o Brasil não se resume ao que o noticiário político/policial tem mostrado nos últimos três anos. Há algo bom além da linha do horizonte.

Quem teve a sorte de ver a apresentação do adolescente JUAN CARLOS POCA (o outro garoto, Alexandre; e a menina, também estiveram muito bem), certamente que vai concordar comigo: “gente, nem tudo está perdido. Ainda há tempo de fazer algo bom em favor das crianças que amanhã estarão nos substituindo.

Não estou tentando falar nem idolatrar o cantor. Não é isso. O que estou tentando, é dizer que Juan Carlos “era largado” (sem sentido ofensivo), foi adotado e hoje vive num abrigo social, tem um Tutor e é orientado por mães sociais desde os 4 anos de idade. Hoje tem 14 anos e, ontem, emocionou grande número de brasileiros, cantando. Cantando maravilhosamente bem e como se grande fosse. E é. E, vejam: sem brinquinhos, tatuagens ou outras coisas que nada acrescentam à voz.

Está, hoje, literalmente, recolocado no bom caminho. E, melhor ainda: não é em Paris. É no Brasil. Mais propriamente em Foz do Iguaçu.

* * *

Coisas gostosas e desconhecidas – cuscuz de arroz

Cuscuz de arroz

Café da tarde. Café coado naquele saquinho de papel é algo horrível – mas não tenho o direito de criticar quem faz uso dele. A mim, parece “preguiça” de, depois do uso, lavar o coador de pano. Mas, café, é bom (e garantem que faz bem ao coração). Preto, pingado de leite, com açúcar ou adoçante. Faça sua escolha.

Agora, melhor ainda se, para acompanhar a mesa estiver servida com um cuscuz de arroz, um generoso pedaço de queijo (aquele queijo fabricado em São Bento, interior do Maranhão, não tem concorrente), e/ou manteiga de garrafa – que alguns chamam de manteiga da Terra.

Fazer o cuscuz, dizem que é fácil – mas ainda não aprendi. Muito fácil, parece ser comprar o arroz para fazer o cuscuz. O cuscuz de milho também ganha espaço entre as gostosuras, mas o nosso protagonista de hoje é o de arroz.

Quente ou ainda “morno” é mais gostoso!

Mas, muito mais gostoso ainda, quando, além do acompanhamento referido acima, servimos também um ovo mal passado (aquele que fica com a gema mole!) e vamos misturando aos poucos com o complemento de um gole de café. Já me defini pelo cuscuz.

5 março 2017 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

5 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

É GENTE QUE SÓ A PESTE!!!

Ontem, 4 de março de 2017, um sábado bonito, esta gazeta escrota bateu um recorde que vai ficar na história da sem-vergonheza humana:

Às 11:48 da manhã, o número de leitores conectados e praticando seu infame vício de ler as inutilidades que aqui são publicadas, chegou à formidável centena de 684 pirados!

Por conta desta cifra espantosa, tem neguinho querendo enfiar o dedo no furico e rasgar até o umbigo, com raiva e com inveja do nosso sucesso.

E eu torcendo pra que eles façam mesmo isso…

Globo, UOL, SBT, Record, Veja, IstoÉ e outras menos cotadas, estão bufando de raiva.

Francamente, fiquei ancho que só a porra!

Um acontecimento deste porte compensa a trabalheira que é editar esta merda de jornal.

Brigadão do fundo do coração a todos vocês, fieis leitores.

Isto merece um brinde de aguardente:

Tlim, tlim!!!

5 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

Ó LADROEIRA, POR QUE ESTÁS TÃO TRISTE?

A divulgação das delações premiadas dos diretores da Odebrecht tumultuou a estratégia dos políticos já condenados pela Operação Lava Jato, e por três motivos. Primeiro, porque confirma mais uma vez seu envolvimento em práticas sem amparo legal, no financiamento de campanhas, na estruturação do partido e na rápida ascensão das fortunas pessoais. Segundo, porque, embora toque também em dirigentes de outros partidos hoje no poder, deixa brechas para que se alegue que, nesses casos, tudo foi feito dentro da lei (quem levou os principais tiros foram políticos importantes, de alto escalão, mas que podem ser descartados e substituídos – o processo de fritura dos amigos, aliás, já começou). Terceiro, porque se esperava que as delações provassem que político é tudo igual, permitindo que se tentasse a libertação dos poucos presos diante da impossibilidade de investigar, julgar, condenar e prender as multidões de suspeitos de iguais crimes.

A estratégia dos condenados e seus aliados não está totalmente errada: suas diferenças morais diante dos demais delatados, se as há, são de gradação, não de comportamento. Mas, para efeito político, a gradação ganha força; e os crimes, digamos, menores, deixam de justificar os maiores. Mesmo assim, não há motivo para a tristeza dos corruptos já julgados. O Supremo não é um tribunal penal; dificilmente terá condições de julgar, em prazo aceitável, todos que caírem em suas malhas. Se a lei for mudada, para que ninguém deixe de ser julgado, os condenados terão boa chance de recorrer. Para eles, talvez amanhã vá ser outro dia.

O Brasil, como é

Em seu depoimento, Marcelo Odebrecht diz que a empresa entregou ao PT, nos Governos de Lula e Dilma, um total de R$ 300 milhões. Destes, 150 milhões foram para a campanha de reeleição de Dilma. Mais R$ 50 milhões foram pagos para que o Governo Dilma editasse uma medida provisória modificando o Refis. A medida provisória foi assinada por Dilma e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Marcelo Odebrecht disse que também repassou dinheiro a Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, mas sem esclarecer se a doação foi legal ou para o Caixa 2. Citou um jantar com o vice-presidente Michel Temer, companheiro de chapa de Dilma, mas negou ter tratado de valores para a campanha. Pelo que disse, pode até ter prometido contribuir, mas os detalhes – quantia, modo de repasse – seriam tratados por outras pessoas. Segundo o advogado José Yunes, amigo de Temer, quem cuidava disso era Eliseu Padilha.

Opinião de jurista

Do portal jurídico Migalhas, sobre o depoimento de José Yunes que aparentemente dinamitou o ministro Eliseu Padilha:

“De duas uma : ou alguns comentaristas políticos são ingênuos, ou são venais. Só isso explica a análise que fazem do depoimento espontâneo de José Yunes, aquele que confessou ter recebido o “envelope gorducho” do doleiro. Ninguém duvide, o que aconteceu é que ele teve acesso à delação (ou da Odebrecht, ou de Lucio Funaro, ou, ainda, de ambos) e se antecipou. Ou seja, criou sua versão para os fatos que inexoravelmente vão surgir. E mais, isso foi combinado com todos os partícipes. Fimdepapo.”

De volta…

Um grupo de 400 pessoas, que se apresentam como intelectuais, artistas e ativistas, fez um apelo ao ex-presidente Lula para que lance sua candidatura à Presidência da República em 2018, “porque é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez”. Há alguns nomes já esperados – Leonardo Boff, Fernando Morais, Chico Buarque, Beth Carvalho; outros, menos militantes, mas tradicionalmente petistas – Marieta Severo, Dira Paes, Tássia Camargo. A partir do dia 6, segunda, o manifesto estará aberto a quem quiser aderir.

A razão do lançamento de Lula à Presidência é clara: se ele for preso, parecerá que estão tentando barrar sua candidatura. Mas Lula ainda não se manifestou.

…ao passado

Ah, Chico Buarque! Na opinião deste colunista, divergir das opiniões de Chico Buarque é uma coisa, deixar de admirar um dos maiores letristas que o Brasil já gerou é outra. Mesmo quem ache que Lula é a encarnação do mal absoluto deve evitar que sua repulsa ao político se estenda a seus seguidores; e lembrar que Chico tem obras notáveis no campo da música. Pois muitos anos antes da Lava Jato, em 1990, ele lançou a excelente “Vai Passar” (e foi dessa letra que o ótimo jornalista Augusto Nunes, que não compartilha nem de longe o pensamento político de Chico, foi buscar o “Sanatório Geral”, título de uma de suas colunas).

E veja esses versos, escritos no final do século passado, antes que alguém imaginasse que dirigentes partidários e empresários pudessem ir para a cadeia:

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“Num tempo
Página infeliz da nossa história,
Passagem desbotada na memória,
das nossas novas gerações.
Dormia/ a nossa pátria mãe tão distraída,
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações.”

Acabou para você

No Congresso, o Carnaval não acabou. A folga só acaba na terça-feira.

5 março 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

ESCROTIDÃO ESPALHADA NO UNIVERSO!

Comentário sobre a postagem NÚMEROS CARNAVALESCOS

Arthur Tavares:

“Mestre Berto

Parabéns.

Eu visito um monte de blogs, sites e APPs.

Tirando o site (APP) do Itaú (porque lá está o meu parco dinheirinho), este é o melhor blog do Brasil, talvez do Mundo, quiça do Universo, não só pelo conteúdo mas, pela forma e facilidade de interação, navegabilidade, conteúdo variado e, principalmente, com a diversão que Ceguinho Teimosos, petralhas e Ideia Fixa nos proporcionam quando se metem a defender os calhordas e ficam se estapeando com os fubânicos nervosos.

Pode ficar ancho que só a porra pois merece.

A gente percebe o cuidado e a preocupação no tratamento com seus visitantes.

Saudações de um paulistano de nascimento e nordestino de coração.”

* * *

 

5 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

FÁBRICAS DE NADA E OUTRAS PATOLOGIAS SOCIAIS!

Um dos livros mais instigantes de Sérgio Buarque de Holanda se chama Visões do Paraíso. Nele, o ilustre historiador apresenta, com base em documentos da época, como era visto o Brasil pelos os europeus logo nos seus primórdios. Segundo o autor, éramos considerados como sendo o Jardim do Eden, ou seja, o Paraíso Celestial na Terra, local onde teriam vivido Adão e Eva. Tal raciocínio se baseava nos seguintes fatos:

1. Andava todo mundo nu e não estavam nem aí para este fato.

2. Todo mundo comia todo mundo, até literalmente. A sacanagem rolava desbragada.

3. Ninguém tinha que “Ganhar o pão com o suor de seu rosto”. A terra era tão rica de recursos que não precisava nem trabalhar para comer. As florestas tinham frutos em abundância, assim como era riquíssima em caças comestíveis. Os rios eram altamente piscosos. A vida era uma eterna festa.

4. Ninguém tinha a mínima noção do que seria um tal de “Pecado”.

Alguém ainda estranha que tantos daqueles portugueses, sujos e fedorentos, oprimidos constantemente pela Santa Inquisição, tenham se encantado com as dadivosas “cunhã porangas” e decidido abandonar seus barcos, deixando-se ficar por estas bandas, tal como fez Caramuru e tantos outros?

E aí, cara pálida? Vamos fazer um Kuarup particular, só eu e voçê? Deixa eu ser tua escrava, vai…

Pois foi exatamente aí que começou a desgraça!

Estimativas sobre o tamanho da população indígena existente aqui naquela época variam tremendamente, mas giram sempre ao redor de alguns poucos milhões. Seríamos dois ou três milhões, segundo a maioria dos autores, espalhados ao longo de um território maior que toda a Europa, incluindo a Rússia europeia. Exatamente por isto que éramos um paraíso! A natureza seguia seu curso intocada, tendo sempre tempo mais que suficiente para se recuperar de todas as agressões praticadas pelos humanos, e sem que fosse expoliada pela sofreguidão do homem branco por ter sempre mais.

Ao se estabelecer por estas bandas, os poucos homens brancos que se aventuraram a fincar raízes aqui constituiram verdadeiros harens. Viviam como pachás indianos, cercados por uma corte de concubinas, primeiro índias, depois negras. As consequências não poderiam ter sido outras: Primeiro, criou-se uma legião de mestiços que, por falta de opção melhor, passaram a ser conhecidos como “Brasileiros”. Depois, estabeleceu-se uma lenta e inexorável explosão populacional.

Devido à altíssima mortalidade infantil, associada a uma baixa espectativa de vida, fizeram-se necessários uns quatro séculos até que nossa população total atingisse valores próximos aos 20 ou trinta milhões de habitantes, a maioria absoluta composta por mulatos, cafusos e mamelucos. Quer dizer: NOSSOS AVÓS!

Daí, com o incrível avanço nas condições de higiene (água tratada e esgotamento sanitário), aliada a constantes avanços na medicina, especialmente na puericultura, a expectitativa de vida dobrou e a mortalidade infantil despencou de 20 ou 30 por cento, para algo próximo a alguns poucos por mil. O resultado foi uma verdadeira explosão no tamanho da população.

Chegamos a noventa milhões já na década de setenta. Bem recentemente, ultrapassamos a casa dos duzentos milhões de habitantes. A explosão só não está sendo maior porque as famílias, voluntariamente, sem nenhuma ajuda ou orientação governamental e à revelia das ordenações papais, reduziu a quantidade média de filhos por casal dos mais de seis, antigamente praticados, para os menos de dois atuais.

A consequência da existência em nosso país destas imensas hordas de famélicos a vagar, sem destino e sem futuro, é um desgaste brutal nos nossos recursos naturais, principalmente porque permanecemos essencialmente, tal qual os índios na época do descobrimento, uma sociedade EXTRATIVISTA.

Vivemos, apenas e tão somente, daquilo que conseguimos extrair da nossa dadivosa mãe natureza! Somos gigolôs dela. Vivemos da renda de nosso proxenetismo, ao prostituir e brutalmente degradar aquela que nos dá e mantem a vida.

Quando se exaurirem os recursos naturais, só vai sobrar a carcaça de nosso país

Não agregamos valor nenhum a nossos recursos naturais!

Vendemos nossos recursos aos gringos praticamente in natura, mal e porcamente minerados ou extraídos, sempre a preço de banana em fim de feira e visando adquirir as caríssimas bugingangas produzidas pelo engenho, arte e exaustivo labor dos povos menos aquinhoados de recursos naturais por Papai do Céu.

O que me espanta não é a pobreza crônica em que nos debatemos. Espanta-me mesmo é que, tendo uma população imensa, ainda assim não estejamos sendo forçados a retroagir ao canibalismo por carência de alimentos para saciar a população. Somos mesmo imensamente bem dotados de recursos naturais.

Bem mais da metade da nossa população não faz nada e, a outra metade, o que faz não serve pra nada

Ao contrário dos povos ricos, ao descobrirmos uma nova fonte de riquezas naturais, partimos imediata e irresponsavelmente para a gastança, gastando por conta de riquezas futuras que podem vir ou não. Veja-se o exemplo dos royalties do petróleo. Governantes cariocas incharam as máquinas administrativas de aspones e passaram a pavimentar as praças das suas cidades com granitos caríssimos. Hoje, com a queda do preço do petróleo, estão todos absolutamente falidos. Já os noruegueses, ao descobrir imensos volumes de petróleo no Mar do Norte, decidiram que toda a riqueza gerada por esta riqueza inesperada deveria ser investida em um “Fundo Soberano”, de modo que as gerações futuras, ao se esgotarem as jazidas, pudessem manter o padrão de vida elevado a que estavam acostumados. Bem parecido conosco, né?

Só para dar uma pequena ideia de nossa miséria, façamos algumas contas: Somos pouco mais de 200 Milhões de habitantes. Destes, 140 Milhões (no mínimo) tem idade entre os 14 anos e os 65 anos, estando pois aptos a trabalhar para pagar o que comem. Segundo dados do próprio governo, menos de 60 Milhões possuem emprego formal e de carteira assinada. Isto significa dizer que cerca de 80 milhões não trabalham, ou vivem de “bicos” informais. Se considerarmos que, dos 60 milhões que trabalham, apenas uns 20 milhões declaram Iposto de Renda, e destes, bem mais da metade atua em atividades que meramente representam patologias sociais, tais como Governo, polícia, tribunais, vigilantes, políticos, artistas, bancos, etc… chegamos à conclusão que só uns 10 Milhões trabalham produzindo alguma coisa que agregue valor.

Ou seja: Cada um de nós, que trabalha, tem que produzir para sustentar mais de 20 vagabundos. É mole?

Dá para estranhar que os possuidores de neurônios queiram todos ir embora desta merda de país?

5 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

5 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DO DOMINGO – E NUM SOBRA NADA PRA NÓIS…

* * *

Porra!

Essa Odebrecht tem ligação com todo mundo.

Menos com o JBF.

E o Complexo Midiático Besta Fubana – o maior órgão da grande mídia escrota do mundo -, está na miséria mais negra que se possa imaginar.

Atenção senhores empreiteiros corruptores ativos: este Editor está de braços (e bolsos…) abertos pra negociar.

Por qualquer miserável pixuleco, a linha editorial do JBF pode ser comprada integralmente.

Façam contato, pelo amor de Deus!

Chupicleide, secretária de redação do JBF, passando fome e privações por não receber o salário há tempos

5 março 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

INTELECTUAIS DO PT INFORMAM: O POVO “PERDERAM”

“Por que Lula?”, pergunta a primeira linha do manifesto em que 424 autodenominados intelectuais a serviço do PT imploram ao chefe da seita que oficialize a candidatura à eleição de 2018. Até os bebês de colo e os doidos de hospício sabem a resposta: porque a esperteza talvez ajude a fantasiar de “perseguido político” um prontuário ambulante enriquecido por sítios, apartamentos, palestras secretas, jatinhos, negociatas africanas, filhos que multiplicam dinheiro de origem misteriosa e outros espantos. Só finge não saber disso a fila de signatários do documento, puxada pelo inevitável Leonardo Boff e previsivelmente engrossada por Chico Buarque (assinatura n° 9) e João Pedro Stédile (n° 10).

Por que submeter a verdade a tão selvagens sessões de tortura?, perguntam os brasileiros normais ao fim da leitura do manifesto. Não há uma única e escassa menção ao assalto à Petrobras, ao maior esquema corrupto de todos os tempos, a descobertas da Lava Jato, à herança maldita legada por Lula e Dilma, a quadrilheiros engaiolados, à devastação provocada por 13 anos de roubalheira e incompetência. Aos olhos dos fiéis, a alma viva mais pura do mundo não tem nada a ver com isso. Lula tem tudo a ver apenas com a consolidação da democracia, o extermínio da pobreza, o sistema de saúde próximo da perfeição, o sistema educacional de dar inveja a professor finlandês e a transformação do Brasil numa potência petrolífera respeitada no mundo inteiro, fora o resto.

E por que assassinar o pobre português já no primeiro parágrafo?, perguntam os que tratam com mais brandura a língua oficial do Brasil. Em que medida o massacre do idioma ajudaria a livrar da cadeia um ex-presidente que saiu da História para entrar na bandalheira? Teriam os redatores do palavrório resolvido homenagear o Exterminador do Plural? Ou seria uma demonstração de solidariedade aos inventores da linguística lulopetista, para os quais falar errado está certo? Se não tem nada de mais insultar o português pronunciando frases como “Nós pega os peixe”, os discípulos de Lula estão à vontade para redigir o trecho abaixo reproduzido, com observações em negrito do colunista.

“É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse (Errado, o certo é ‘deste’) País, que (Alguém infiltrou uma vírgula bêbada entre ‘País’ e ‘que’) nos faz, através desse (É errado o uso de ‘através desse’: o certo é ‘por meio deste’) documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano (A candidatura deve ser lançada desde já ou no próximo ano?), como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.

Como é que é, companheiros inteleques? Quem “perderam”? O povo? Nesse caso, foram simultaneamente trucidados os fatos e a concordância verbal. O povo brasileiro nunca “perderam”; sempre perdeu, no singular. Mas desta vez não perdeu a dignidade, o orgulho e a autonomia, como fantasia o manifesto. O que perdeu foi a montanha de dólares acumulada pelo PT e seus comparsas. Também perdeu o respeito pelos farsantes no poder havia 13 anos, perdeu a paciência com os poderosos patifes e perdeu o medo de ditar os rumos da nação.

Nenhum país tem mais intelectuais por metro quadrado que o Brasil, constatou Nelson Rodrigues. O problema é que a maioria é incapaz de pensar. Enquanto mantêm guardado na cabeça um romance incomparável, escritores escrevem manifestos de envergonhar o mais bisonho reprovado no Enem. Nessa categoria figura o que sonha com a volta de Lula. A coleta de assinaturas recomeçará na segunda-feira, informou o site do PT. Sobra tempo para que os 424 pensadores façam as correções indispensáveis. Se quiserem copiar as feitas acima, estejam à vontade. De nada.

Também clama por um revisor com mais de cinco neurônios o texto que festeja no site do PT a desembestada ofensiva retórica. Confira:

“Numa iniciativa que responde à escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país, o lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República começa a tomar forma e conteúdo. A partir de segunda-feira (6), todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome, através de uma plataforma aberta na internet, a um abaixo assinado que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura a Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.”

Esse monumento à ignorância vai ficar sem retoques. Primeiro, porque a cena do crime deve permanecer intocada, como alertam as séries policiais da TV americana. Depois, porque o parágrafo acima, da mesma forma que o manifesto, é uma prova contundente de que – ele, de novo – Nelson Rodrigues tinha razão: os idiotas estão por toda parte. Por que estariam ausentes de reuniões que terminam com o parto de outro manifesto?


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