6 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Assentaram a estrutura brasileira numa base de gesso. Quebrável. Cai não cai. Quando balança, o arcabouço mostra a fragilidade. Descortina a fraqueza estrutural. Revela as consequências dos erros. Propaga a intensa desigualdade social, os nítidos sinais de cultura escravocrata, o serviço público derrapando na deficiência, a corrupção enforcando a política. Política impotente para coordenar e solucionar os sérios problemas conjunturais do país.

O Brasil é tão desajeitado que prefere jogar na faixa do analfabetismo, mais de 13 milhões pessoas que não sabem ler, escrever e muito menos assinar o nome. É gente humilde que só se identifica colocando o dedão sujo de tinta no papel.Lamentável situação.

Juntando as troçadas num panelaço de precariedads, o que flutua na água fervente são debilidade no ensino, inconstância na política, que deixa o parlamentar cego para a sociedade, mas vivinho da silva para os próprios interesses, daí o Lava Jato, governos instáveis, arremessando para as ruas, pobreza, fome, crianças pedintes nos sinais de trânsito, sujeira indiscriminada nos municípios, esquecidas promessas, filas intermináveis nos serviços custodiados pelo SUS. Fruto de uma sociedade baqueada, enlaçada pelo medo da insegurança que domina o país. De cabo a rabo.

Infelizmente, o gestor brasileiro ainda não compreendeu que um dos mais eficientes instrumentos para construir um país é acionando a educação. Educação que no primeiro mundo é carregada em bandejas reluzentes. Resplandecendo aquele permanente brilho. Sem nunca cair ao chão. 

6 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

IMPROVISOS DE PATATIVA

Comentário sobre a postagem PATATIVA DO ASSARÉ

Regiopidio Lacerda:

Uma das que sei decorada do gênio Patativa do Assaré:

Gravador que estás gravando
Aqui, no nosso ambiente,
Tu gravas a minha voz,
O meu verso, o meu repente.
Mas, gravador, tu não gravas
A dor que o meu peito sente!

Tu gravas em tua fita,
Com a maior perfeição,
O timbre da minha voz,
A minha fraca expressão!
Mas não gravas a dor grave,
Gravada em meu coração!

Gravador, tu és feliz!
E – ai de mim! – o que será?
Bem pode ter desgravado
O que em tua fita está.
E a dor do meu coração
Jamais se desgravará!

6 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

VICENTE BRAGA – JAGUARIÚNA-SP

Berto

enquanto uns descerebrados fazem abaixo assinado pedindo o retorno de Lula, nós estamos sendo alegremente roubados.

Veja aí a defasagem da tabela do imposto de renda.

Somos ou não somos uns BANÂNICOS?

Clique na imagem abaixo e confira:

6 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

DE MARCHA RÉ – Os Marchistas

6 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

6 março 2017 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BOSTÍFERO-BANÂNICA

A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio.

Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$150.

Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras.

Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa – valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.

* * * 

Romeia Pererira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação – crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita – por causa de nove toca discos, encontrados em suas loja, chamada “Sucauto”.

Está presa há cerca de oito anos.

Cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.

* * *

Estas duas notícias dispensam comentário.

Vou ficar quietinho, engolindo meu espanto.

Vamos ouvir uma música pra relaxar.

6 março 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE


http://www.forroboxote.com.br/
É MUITO ATREVIMENTO, MAS COMO EU SOU ATREVIDO … – 6

O Poeta Pedro Romulo Nunes, inspirado como sempre, disse aqui pelo Face:

A vida é uma estrada
onde deixamos valores
há alguns plantado espinhos
e outros plantando flores
e nesta diversidade
aquele que faz maldade
com certeza colhe dores

Atrevido como sou, respondi-lhe:

E nessa estrada da vida
Que tem somente uma via
Existe semente boa
Outras sem qualquer valia
Só sei que plantando bondade
Não tem possibilidade
De não se colher alegria

6 março 2017 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – EXPRESSO POPULAR (SP)

6 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O NÚMERO DA BESTA

Ontem, domingo, dei uma nota sobre o recorde de 684 leitores conectados simultaneamente nesta gazeta escrota.

Pra chegar a esta fabulosa centena, o número de viciados começou numa quantidade normal.

A seguir, foi subindo, subindo, e teve um momento em que atingiu a centena 666:

Ora, como sabe qualquer catimbozeiro, xangozeiro ou macumbeiro que se preze, 666 é o Número da Besta!

Danô-se!!!

6 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

CONHECIMENTO E SABEDORIA

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre conhecimento e sabedoria. O mestre disse-lhes: “Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos 20 grãos de feijão, 10 em cada pé. Subam, em seguida o monte que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos”. No dia seguinte, os jovens começaram a subir o monte. Lá pela metade, um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito. O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente. Então, o que mais sofrera durante a subida perguntou ao colega: “Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?” O companhe iro respondeu: “Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os 20 grãos de feijão”.

Não confunda conhecimento com sabedoria. Um ajuda a ganhar a vida; o outro a constrói. Saibamos cozinhar nossos feijões. Conhecimento é o ato ou efeito de abstrair a ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter uma informação); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento).

A sabedoria consiste em saber o que fazer com qualquer conhecimento, como utilizá-lo de forma prudente, moderada, profícua e útil. A sabedoria expressa-se justamente no fato de mantermos a serenidade diante do inesperado. Ingredientes infalíveis não existem, estratégias seguras é ilusão, caminho protegido oferece perigo, certeza absoluta não é garantia de nada, expectativa positiva não assina contrato, influência sedutora não preserva acordos. Não se esqueça de lembrar que o inesperado ronda, espia, cerca, ofusca, aparece, desaparece, faz-se presente, faz-se ausente, espreita todos os passos, até mesmo aqueles que consideramos seguros. Portanto, sejamos cautelosos. É na cautela que reside a ch ance maior do acerto.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

6 março 2017 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO (SP)

6 março 2017 DEU NO JORNAL

FALOU COM CONHECIMENTO DE CAUSA

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos.

Temer desabafou em conversa: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

* * *

Sou do contra. Sempre.

Ser oposição é minha sina e minha meta.

Mas não tenho saída e sou obrigado a concordar com Michel: o mal que o PT fez a Banânia é incalculável.

Tendo sido ele vice da Vaca Peidona em duas ocasiões, certamente deve saber tudo sobre o que chama de “mal dos governos do PT

6 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

PALMARES, AS ENCHENTES E O HOMEM-CAPÃO

Palmares, cidade localizada na região da Mata Sul do Estado de Pernambuco quase fora varrida do mapa pelas águas das duas enchentes devastadoras ocorridas em 2010 e 2011. Depois desses tsunamis temporais ergueu-se soberana com a sobriedade de sua gente guerreira que a ama e hoje é uma cidade linda, encantadora, recuperada das tragédias e em plena ebulição progressista.

Passadas as enchentes que transbordaram o Una, o que se via era um cenário de campo de batalha a perder de vista, destruição total, como se um bombardeio intenso onde o inimigo não escolheu em quem atirar. Casas, lojas, cartórios, delegacia, prefeitura, cemitério, igrejas, praças, parques de diversão, padarias, supermercados, cinemas, teatros, nada escapou à enxurrada devastadora das enchentes, que tiveram como elemento determinante para a tragédia a junção do sangramento de várias barragens circunvizinhas pressionando o Una, que não suportando a pressão das águas acumuladas em sua cabeceira, rompeu-se e destruiu Palmares.

Era triste e doloroso, assustador e deprimente vê aquele cenário de destruição, logo após baixar as águas. Tudo que havia ali catalogado, identificado, organizado, historiado, virou um amontoado de escombro, lixo não reciclável, onde até mesmo os moradores mais antigos da cidade desconheciam onde estavam, e indagavam se aquela era realmente a sua cidade ou uma cidade qualquer de outro país qualquer, devastada por uma guerra civil onde o inimigo saiu atirando e jogando bombas a esmo em tudo que via pela frente para nada escapar com vida. Assim ficou Palmares após as enchentes acachapantes, que vieram como um inimigo letal para destruí-la, varrê-la do mapa do Nordeste, como nas antigas cidades romanas destruídas pelas lavras dos vulcões em erupção.

Em meio a esse cenário triste, doloroso, deprimente e quase irrecuperável, uma cena hilária e improvável chamava a atenção. Um sujeito que havia se separado de sua esposa há mais de três anos, parasita, morando no primeiro andar de uma casa em ruína, no Centro, imóvel que ficou de pé depois das enchentes, cantava de galo feito um galo capão, sendo conservado para ser degustado em véspera de natal.

Energúmeno de uma classe que cresce assustadoramente no mundo moderno, essa espécie humana é capaz de mil e uma facetas para ficar perto da ex amada, para saber que se ela está feliz, com quem está feliz, e se parece estar feliz, porque ele, o capão, não teve a capacidade de fazê-la feliz quando junto estavam. Nem teve a sensatez de ajudá-la no momento mais crucial da destruição devastadora da cidade pelas enchentes

É público e notório constatar o espaço que hoje a mulher ocupa na sociedade na busca sóbria pela independência de ser feliz, está junto de quem ama e a faz feliz; e o homem, antes varão e potentado, dominador, ver a mulher se lhe distanciando em busca de sua felicidade, independe dele!

Sujeito insensível, incapaz de um gesto de carinho, cortesia, solidariedade. Sua alegria consistia no sofrimento e dor da ex, que, sem ele, deu a volta por cima, recuperou a loja de móveis que foi destruída pelas enchentes e mostrou que a vida “é bonita, é bonita, e é bonita”, e que “tudo vale apenas quando a alma não é pequena”. E que lutar é preciso. E venceu!

Eis uma grande lição de vida para que não fique à margem da realidade humana: o tempo é o senhor de todas as certezas e incertezas da vida. O que hoje parece utopia, com luta, determinação, humildade e trabalho, amanhã se torna uma linda vitória de superação. E o homem-capão ficará sem entender por que sua ex deu a volta por cima e recuperou o que não perdeu: a felicidade, a determinação, a dignidade, a coragem e a vontade de vencer.

Passados mais cinco anos das duas tragédias que quase varria Palmares do mapa, o homem-capão, continua lá feito um piolho-de-cobra, um sanguessuga, parasitando feito um chupa-cabra, morrendo lentamente de desamor, e a sua ex se ergue vencedora, com trabalho, determinação, coragem, luta e cantado: Olhos nos olhos, quero ver o que você diz, quero ver como suporta me ver tão feliz, e que venho até remoçando, me pego cantado, sem mais nem porquê, e tantas águas rolaram, quantos homens me amaram bem mais e melhor que você, do gênio de Chico Buarque, como uma resposta do amor que tudo refaz, reconstrói, se ergue e que ele, o capão, não soube reconhecer nem cuidar.

* * *

Palmares é uma das cidades mais tradicionais de Pernambuco. O seu nome recorda o Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas, que, no começo do século passado, se constituiu em República Independente, sob a denominação de República dos Palmares. Com a chegada dos trilhos da estrada de ferro sul de Pernambuco, em 1862, a população cresceu consideravelmente. Tendo em vista a posição privilegiada da cidade, a estrada de ferro instalou no local o escritório central da administração, oficinas, almoxarifados e armazéns, tornando Palmares o centro comercial da região.

Palmares foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial nº 1.093, em 24 de maio de 1873, desmembrando-se do município de Água Preta.

Administrativamente, Palmares está constituída pelos distritos sede de Santo Antônio dos Palmares e pelo povoado de Usina Serro Azul. Anualmente, a cada dia 09 de junho Palmares comemora a sua emancipação política.

Seu nome é também uma homenagem ao Quilombo dos Palmares, que se instalou na região durante muito tempo.

Terra dos poetas. É assim que Palmares é conhecida por ser berço de grandes poetas e romancistas. Poetas da importância dum Ascenso Ferreira (1895-1965), Adalberto Marroquim, Afonso Paulo Lins, Aloisio Fraga, Amaro Matias. Ângelo Mayer, Antônio Veloso, Artur Griz, Calazans Alves D’ Araújo, Eliseu Pereira de Melo, Eurípedes Afonso Ferreira, Juarez Correya, Luiz Alberto Machado, Manoel Bentevi, Paulo Profeta, Raimundo Alves de Souza, dentre outros.

Romancistas do quilate de Hermilo Borba Filho (1917-1976), autor de Os Caminhos da Solidão (1957), A Porteira do Mundo (1967), Deus no Pasto (1972), entre outros; Luiz Berto Filho, autor do Romance da Besta Fubana (1984), Memorial do Mundo Novo (2001), A Guerrilha de Palmares (1987), dentre outros.

Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, romancistas, cantadores, repentistas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa