VIVA LIBERDADE!

6 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Assentaram a estrutura brasileira numa base de gesso. Quebrável. Cai não cai. Quando balança, o arcabouço mostra a fragilidade. Descortina a fraqueza estrutural. Revela as consequências dos erros. Propaga a intensa desigualdade social, os nítidos sinais de cultura escravocrata, o serviço público derrapando na deficiência, a corrupção enforcando a política. Política impotente para coordenar e solucionar os sérios problemas conjunturais do país.

O Brasil é tão desajeitado que prefere jogar na faixa do analfabetismo, mais de 13 milhões pessoas que não sabem ler, escrever e muito menos assinar o nome. É gente humilde que só se identifica colocando o dedão sujo de tinta no papel.Lamentável situação.

Juntando as troçadas num panelaço de precariedads, o que flutua na água fervente são debilidade no ensino, inconstância na política, que deixa o parlamentar cego para a sociedade, mas vivinho da silva para os próprios interesses, daí o Lava Jato, governos instáveis, arremessando para as ruas, pobreza, fome, crianças pedintes nos sinais de trânsito, sujeira indiscriminada nos municípios, esquecidas promessas, filas intermináveis nos serviços custodiados pelo SUS. Fruto de uma sociedade baqueada, enlaçada pelo medo da insegurança que domina o país. De cabo a rabo.

Infelizmente, o gestor brasileiro ainda não compreendeu que um dos mais eficientes instrumentos para construir um país é acionando a educação. Educação que no primeiro mundo é carregada em bandejas reluzentes. Resplandecendo aquele permanente brilho. Sem nunca cair ao chão. 

6 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

IMPROVISOS DE PATATIVA

Comentário sobre a postagem PATATIVA DO ASSARÉ

Regiopidio Lacerda:

Uma das que sei decorada do gênio Patativa do Assaré:

Gravador que estás gravando
Aqui, no nosso ambiente,
Tu gravas a minha voz,
O meu verso, o meu repente.
Mas, gravador, tu não gravas
A dor que o meu peito sente!

Tu gravas em tua fita,
Com a maior perfeição,
O timbre da minha voz,
A minha fraca expressão!
Mas não gravas a dor grave,
Gravada em meu coração!

Gravador, tu és feliz!
E – ai de mim! – o que será?
Bem pode ter desgravado
O que em tua fita está.
E a dor do meu coração
Jamais se desgravará!

6 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

VICENTE BRAGA – JAGUARIÚNA-SP

Berto

enquanto uns descerebrados fazem abaixo assinado pedindo o retorno de Lula, nós estamos sendo alegremente roubados.

Veja aí a defasagem da tabela do imposto de renda.

Somos ou não somos uns BANÂNICOS?

Clique na imagem abaixo e confira:

6 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

DE MARCHA RÉ – Os Marchistas

6 março 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

6 março 2017 DEU NO JORNAL

JUSTIÇA BOSTÍFERO-BANÂNICA

A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio.

Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$150.

Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras.

Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa – valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.

* * * 

Romeia Pererira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação – crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita – por causa de nove toca discos, encontrados em suas loja, chamada “Sucauto”.

Está presa há cerca de oito anos.

Cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.

* * *

Estas duas notícias dispensam comentário.

Vou ficar quietinho, engolindo meu espanto.

Vamos ouvir uma música pra relaxar.

6 março 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE


http://www.forroboxote.com.br/
É MUITO ATREVIMENTO, MAS COMO EU SOU ATREVIDO … – 6

O Poeta Pedro Romulo Nunes, inspirado como sempre, disse aqui pelo Face:

A vida é uma estrada
onde deixamos valores
há alguns plantado espinhos
e outros plantando flores
e nesta diversidade
aquele que faz maldade
com certeza colhe dores

Atrevido como sou, respondi-lhe:

E nessa estrada da vida
Que tem somente uma via
Existe semente boa
Outras sem qualquer valia
Só sei que plantando bondade
Não tem possibilidade
De não se colher alegria

6 março 2017 FULEIRAGEM

ALEX PONCIANO – EXPRESSO POPULAR (SP)

6 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O NÚMERO DA BESTA

Ontem, domingo, dei uma nota sobre o recorde de 684 leitores conectados simultaneamente nesta gazeta escrota.

Pra chegar a esta fabulosa centena, o número de viciados começou numa quantidade normal.

A seguir, foi subindo, subindo, e teve um momento em que atingiu a centena 666:

Ora, como sabe qualquer catimbozeiro, xangozeiro ou macumbeiro que se preze, 666 é o Número da Besta!

Danô-se!!!

6 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

CONHECIMENTO E SABEDORIA

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre conhecimento e sabedoria. O mestre disse-lhes: “Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos 20 grãos de feijão, 10 em cada pé. Subam, em seguida o monte que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos”. No dia seguinte, os jovens começaram a subir o monte. Lá pela metade, um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito. O outro subia naturalmente a montanha. Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente. Então, o que mais sofrera durante a subida perguntou ao colega: “Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?” O companhe iro respondeu: “Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os 20 grãos de feijão”.

Não confunda conhecimento com sabedoria. Um ajuda a ganhar a vida; o outro a constrói. Saibamos cozinhar nossos feijões. Conhecimento é o ato ou efeito de abstrair a ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter uma informação); conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento).

A sabedoria consiste em saber o que fazer com qualquer conhecimento, como utilizá-lo de forma prudente, moderada, profícua e útil. A sabedoria expressa-se justamente no fato de mantermos a serenidade diante do inesperado. Ingredientes infalíveis não existem, estratégias seguras é ilusão, caminho protegido oferece perigo, certeza absoluta não é garantia de nada, expectativa positiva não assina contrato, influência sedutora não preserva acordos. Não se esqueça de lembrar que o inesperado ronda, espia, cerca, ofusca, aparece, desaparece, faz-se presente, faz-se ausente, espreita todos os passos, até mesmo aqueles que consideramos seguros. Portanto, sejamos cautelosos. É na cautela que reside a ch ance maior do acerto.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

6 março 2017 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO (SP)

6 março 2017 DEU NO JORNAL

FALOU COM CONHECIMENTO DE CAUSA

Não há um só dia que deixe de chegar ao presidente Michel Temer algum novo “jabuti em cima de árvore”, no governo federal – de privilégios para grupos de servidores, de custo insuportável ao Tesouro Nacional, à aprovação de leis e medidas provisórias para atender ao lobby de empresários amigos.

Temer desabafou em conversa: “O mal que os governos do PT fez a este país é incalculável!”.

O adágio popular ensina que jabuti (ou cágado) não sobe em árvore, por isso, se está lá, “é enchente ou mão de gente”.

Impressionam Michel Temer as revelações sobre a compra e venda de medidas provisórias no balcão de negócios dos governos Lula e Dilma.

Em depoimento esta semana, Marcelo Odebrecht disse ter comprado a MP do Refis por R$ 50 milhões, para beneficiar sua empresa Braskem.

A venda de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo já apareceu na Operação Zelotes, que investiga o Carf.

* * *

Sou do contra. Sempre.

Ser oposição é minha sina e minha meta.

Mas não tenho saída e sou obrigado a concordar com Michel: o mal que o PT fez a Banânia é incalculável.

Tendo sido ele vice da Vaca Peidona em duas ocasiões, certamente deve saber tudo sobre o que chama de “mal dos governos do PT

6 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

PALMARES, AS ENCHENTES E O HOMEM-CAPÃO

Palmares, cidade localizada na região da Mata Sul do Estado de Pernambuco quase fora varrida do mapa pelas águas das duas enchentes devastadoras ocorridas em 2010 e 2011. Depois desses tsunamis temporais ergueu-se soberana com a sobriedade de sua gente guerreira que a ama e hoje é uma cidade linda, encantadora, recuperada das tragédias e em plena ebulição progressista.

Passadas as enchentes que transbordaram o Una, o que se via era um cenário de campo de batalha a perder de vista, destruição total, como se um bombardeio intenso onde o inimigo não escolheu em quem atirar. Casas, lojas, cartórios, delegacia, prefeitura, cemitério, igrejas, praças, parques de diversão, padarias, supermercados, cinemas, teatros, nada escapou à enxurrada devastadora das enchentes, que tiveram como elemento determinante para a tragédia a junção do sangramento de várias barragens circunvizinhas pressionando o Una, que não suportando a pressão das águas acumuladas em sua cabeceira, rompeu-se e destruiu Palmares.

Era triste e doloroso, assustador e deprimente vê aquele cenário de destruição, logo após baixar as águas. Tudo que havia ali catalogado, identificado, organizado, historiado, virou um amontoado de escombro, lixo não reciclável, onde até mesmo os moradores mais antigos da cidade desconheciam onde estavam, e indagavam se aquela era realmente a sua cidade ou uma cidade qualquer de outro país qualquer, devastada por uma guerra civil onde o inimigo saiu atirando e jogando bombas a esmo em tudo que via pela frente para nada escapar com vida. Assim ficou Palmares após as enchentes acachapantes, que vieram como um inimigo letal para destruí-la, varrê-la do mapa do Nordeste, como nas antigas cidades romanas destruídas pelas lavras dos vulcões em erupção.

Em meio a esse cenário triste, doloroso, deprimente e quase irrecuperável, uma cena hilária e improvável chamava a atenção. Um sujeito que havia se separado de sua esposa há mais de três anos, parasita, morando no primeiro andar de uma casa em ruína, no Centro, imóvel que ficou de pé depois das enchentes, cantava de galo feito um galo capão, sendo conservado para ser degustado em véspera de natal.

Energúmeno de uma classe que cresce assustadoramente no mundo moderno, essa espécie humana é capaz de mil e uma facetas para ficar perto da ex amada, para saber que se ela está feliz, com quem está feliz, e se parece estar feliz, porque ele, o capão, não teve a capacidade de fazê-la feliz quando junto estavam. Nem teve a sensatez de ajudá-la no momento mais crucial da destruição devastadora da cidade pelas enchentes

É público e notório constatar o espaço que hoje a mulher ocupa na sociedade na busca sóbria pela independência de ser feliz, está junto de quem ama e a faz feliz; e o homem, antes varão e potentado, dominador, ver a mulher se lhe distanciando em busca de sua felicidade, independe dele!

Sujeito insensível, incapaz de um gesto de carinho, cortesia, solidariedade. Sua alegria consistia no sofrimento e dor da ex, que, sem ele, deu a volta por cima, recuperou a loja de móveis que foi destruída pelas enchentes e mostrou que a vida “é bonita, é bonita, e é bonita”, e que “tudo vale apenas quando a alma não é pequena”. E que lutar é preciso. E venceu!

Eis uma grande lição de vida para que não fique à margem da realidade humana: o tempo é o senhor de todas as certezas e incertezas da vida. O que hoje parece utopia, com luta, determinação, humildade e trabalho, amanhã se torna uma linda vitória de superação. E o homem-capão ficará sem entender por que sua ex deu a volta por cima e recuperou o que não perdeu: a felicidade, a determinação, a dignidade, a coragem e a vontade de vencer.

Passados mais cinco anos das duas tragédias que quase varria Palmares do mapa, o homem-capão, continua lá feito um piolho-de-cobra, um sanguessuga, parasitando feito um chupa-cabra, morrendo lentamente de desamor, e a sua ex se ergue vencedora, com trabalho, determinação, coragem, luta e cantado: Olhos nos olhos, quero ver o que você diz, quero ver como suporta me ver tão feliz, e que venho até remoçando, me pego cantado, sem mais nem porquê, e tantas águas rolaram, quantos homens me amaram bem mais e melhor que você, do gênio de Chico Buarque, como uma resposta do amor que tudo refaz, reconstrói, se ergue e que ele, o capão, não soube reconhecer nem cuidar.

* * *

Palmares é uma das cidades mais tradicionais de Pernambuco. O seu nome recorda o Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas, que, no começo do século passado, se constituiu em República Independente, sob a denominação de República dos Palmares. Com a chegada dos trilhos da estrada de ferro sul de Pernambuco, em 1862, a população cresceu consideravelmente. Tendo em vista a posição privilegiada da cidade, a estrada de ferro instalou no local o escritório central da administração, oficinas, almoxarifados e armazéns, tornando Palmares o centro comercial da região.

Palmares foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial nº 1.093, em 24 de maio de 1873, desmembrando-se do município de Água Preta.

Administrativamente, Palmares está constituída pelos distritos sede de Santo Antônio dos Palmares e pelo povoado de Usina Serro Azul. Anualmente, a cada dia 09 de junho Palmares comemora a sua emancipação política.

Seu nome é também uma homenagem ao Quilombo dos Palmares, que se instalou na região durante muito tempo.

Terra dos poetas. É assim que Palmares é conhecida por ser berço de grandes poetas e romancistas. Poetas da importância dum Ascenso Ferreira (1895-1965), Adalberto Marroquim, Afonso Paulo Lins, Aloisio Fraga, Amaro Matias. Ângelo Mayer, Antônio Veloso, Artur Griz, Calazans Alves D’ Araújo, Eliseu Pereira de Melo, Eurípedes Afonso Ferreira, Juarez Correya, Luiz Alberto Machado, Manoel Bentevi, Paulo Profeta, Raimundo Alves de Souza, dentre outros.

Romancistas do quilate de Hermilo Borba Filho (1917-1976), autor de Os Caminhos da Solidão (1957), A Porteira do Mundo (1967), Deus no Pasto (1972), entre outros; Luiz Berto Filho, autor do Romance da Besta Fubana (1984), Memorial do Mundo Novo (2001), A Guerrilha de Palmares (1987), dentre outros.

Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, romancistas, cantadores, repentistas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.

6 março 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

NOITE DE ESPECTROS

Noite escura e pesada. Céu tristonho.
Cai na terra um silêncio, uma saudade.
Como no céu sem luminosidade,
não floresce em meu peito a flor de um sonho.

(E a tristeza profunda que me invade,
grita e me arrasta a um báratro medonho!
E esta inércia mortal em que me ponho,
mesmo no ardor de minha mocidade!)

Gesticulam as sombras e os miasmas.
Em meu cérebro a ronda dos fantasmas
transmuda-me em alguém que já não sou.

E reconheço na, que surge, calma
sombra do natimorto amor – minha alma,
que de seu corpo se desencontrou.

6 março 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

6 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA SEGUNDA-FEIRA – ME LEMBRO SEMPRE DA BOVINA…

Uma decisão do Ministério de Minas e Energia vai obrigar o consumidor brasileiro a pagar em 2017 uma nova conta extra, de R$ 1,1 bilhão, nas contas de luz. A previsão foi feita pela Eletrobras.

A decisão foi publicada na sexta-feira (3) em uma portaria do ministério. Ela determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica inclua no orçamento de 2017 da Conta de Desenvolvimento Energético a previsão de gastos com as prestações dos chamados Contratos de Confissão de Dívidas da Eletrobras.

Esses contratos se referem às dívidas que a Eletrobras tem com fornecedoras de combustível usado em usinas termelétricas que geram energia para regiões do Norte do país onde ainda não chegou a rede nacional de transmissão de energia. A principal fornecedora é a Petrobras.

Parte dos recursos para a compra desse combustível vem da CDE, que é um fundo do setor elétrico. O dinheiro que abastece o fundo, por sua vez, vem da cobrança de um encargo nas contas de luz, ou seja, vem dos consumidores.

* * *

Toda vez que se fala em aumento das nossas contas de luz, eu me lembro de Janete, mais conhecida pelo vulgo de Vaca Peidona.

Num sei mesmo porque eu penso nela quando o assunto é tarifa de energia elétrica…

6 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

6 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

PARA SALVAR MICHEL TEMER, TSE TERÁ QUE SE MATAR

Arma-se no Tribunal Superior Eleitoral uma grande encenação. Envolve o processo sobre a reeleição de Dilma Rousseff e Michel Temer. Suas páginas estão apinhadas de provas do uso de recursos ilícitos na campanha vitoriosa de 2014. As evidências tocam fogo na Presidência-tampão de Temer. Para ocultar as manobras que visam salvar o mandato do substituto de Dilma, ninguém grita incêndio dentro do teatro. Mas a inclusão dos depoimentos de delatores da Odebrecht no processo mostra que, às vezes, torna-se inevitável gritar teatro dentro do incêndio.

Nesta segunda-feira, o ministro Herman Benjamin, relator do processo, interrogará mais dois ex-executivos da Odebrecht: Cláudio Melo Filho e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. Com isso, Benjamin fecha a série de cinco oitivas de colabores da empreiteira. Os depoimentos forneceram dados que complicam a vida da turma do deixa-disso. Agora, quem quiser se fingir de cego para livrar Temer da cassação terá de fechar os olhos para as propinas que ajudaram a reelegê-lo.

Ao julgar o processo, o TSE não decidirá somente contra ou a favor da interrupção do governo Temer ou da inelegibilidade de Dilma. Os ministros votarão para saber de que matéria-prima é feita a Justiça Eleitoral. Prevalecendo o conchavo, os colegas de Benjamin terão de fazer contorcionismo retórico para justificar um incômodo paradoxo: depois de transformar a auditoria nas contas da chapa Dilma-Temer num marco histórico, o TSE jogará o trabalho no lixo. Em nome da estabilidade da República, manterá a tradição de cassar apenas vereadores, prefeitos e governadores de Estados periféricos.

Inicialmente, tramava-se a separação das contas de Dilma e Temer, sob o pretexto de que apenas as arcas da campanha de madame receberam verbas sujas. Como os votos que o eleitorado deu para Dilma são os mesmos que fizeram de Temer seu substituto constitucional, aceitar a tese da segregação das contas poderia levar à desmoralização. Ficaria claro que, sob o exterior meio idiota de um magistrado disposto a engolir esse lero-lero, se esconde um débil mental completo.

Dentro e fora do TSE, os operadores de Temer agarraram-se a um novo lema: “Nunca deixe para amanhã o que você pode deixar hoje.” Trabalha-se agora para enviar o julgamento às calendas. Algo que talvez leve a plateia a se perguntar: para que serve a Justiça Eleitoral? Se o TSE chegar a esse ponto, como parece provável, potencializará a impressão de ter perdido a sua função.

Os partidários do resgate de Temer alegam que o TSE não pode ficar alheio à conjuntura política e econômica. O risco de mergulhar o país numa turbulência que ameaçaria a tímida recuperação da economia justificaria um olhar atenuatório sobre as culpas e as omissõers de Temer.

Recorda-se, de resto, que a cassação de Temer desaguaria numa eleição indireta para a escolha do seu substituto. Como prevê a Constituição, caberia ao Congresso, abarrotado de parlamentares enrolados no petrolão, apontar o nome do próximo presidente. Paradoxo supremo: para fugir da lama congressual, finge-se que a podridão da campanha não existiu.

Se a sensibilidade auditiva fosse transportada para o nariz, as pessoas, ao ouvir o burburinho por trás das portas de certos gabinetes brasilienses, sentiria um mau cheiro insuportável. É um odor típico dos processos de decomposição. Para salvar Michel Temer, o Tribunal Superior Eleitoral terá de se matar.

6 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

6 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FAZENDO RAIVA À DIPUTADA MARIA DA NOVENA (II)

Este fato se assucedeu-se há poucos dias nesta sempre efervescente cidade do Recife.

E saiu no jornal Aqui PE, que costuma publicar manchetes bombásticas e irreverentes. (Uma delas, por exemplo: “Prostituta Fica Puta com Freguês Caloteiro“)

Esta série é uma homenagem à diputada petralha Maria da Novena, a grande defensora dos Direitos dos Manos em Banânia.

Solicito aos nossos que leitores que mandem aqui pro JBF toda e qualquer notícia onde os bandidos se dão mal, são presos ou, melhor ainda, são eliminados. Todas serão publicadas.

A banda decente da nação antecipadamente agradece a participação de todos vocês.

Abraços e uma excelente semana.

Xiuf, xiuf, snif, snif… os homofóbicos motoristas de Uber do Recife espancaram o pobre cumpanhero apenas por sua opção sexual; xiuf, xiuf, snif, snif…

6 março 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA

Comemorando o Bicentenário da REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA que antecipou em 5 anos a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Proposta de revisão da história

Nosso primeiro grito de independência se deu em 1789, em Ouro Preto. O levante foi abortado logo no inicio, e pegaram o Tiradentes, literalmente, para Cristo. Foi executado e esquartejado num espetáculo tão infame que alguns historiadores apontam o episódio como a possível causa para a preservação de sua memória. De fato, ele “pagou o pato” sozinho e o movimento visava a autonomia apenas da província de Minas Gerais. Mas este é o marco da independência enaltecido e contado nos livros de História até hoje, tornado feriado nacional. Para garantir sua permanência, o movimento está esculpido em bronze no lado esquerdo do Monumento à Independência, nas margens do Ipiranga. Do lado direito está o segundo grito de independência, em 1817, no Recife, que o leitor vê acima.

A Revolução Pernambucana prosperou por 74 dias e deixou 1500 mortos e feridos, além de 800 degredados. Teve um alcance nacional e internacional. As províncias vizinhas foram convidadas a participar e foi solicitado o apoio do exterior na luta pela independência. Assim, é o caso de se perguntar por que esse movimento, não obstante ser o estopim que levou o Brasil à independência, não é levado em consideração na história da emancipação do Brasil? Segundo o historiador Paulo Santos, observa-se uma falta de interesse na manutenção dessa memória. “Somente na República Velha, porque interessava ao regime então vigente, 1817 foi valorizado. O dia seis de março, no centenário da Revolução, em 1917, foi até feriado nacional. O Império, o Estado Novo e o regime militar de 1964, porém, empurraram aquele movimento para baixo do tapete.”

Outro historiador, Oliveira Lima, referia-se a 1817 como a única revolução brasileira merecedora deste nome. Alguns podem alegar que são historiadores pernambucanos, e que estão puxando a sardinha para seu braseiro. Mas, basta ver a história e verificar a extensão de suas consequências. Pernambuco não perdeu apenas centenas de brasileiros na luta por uma nova república, perdeu também grande parte de seu território. Desse modo, nesta comemoração do segundo bicentenário, é justo que se faça uma revisão histórica desse movimento e sua importância para a independência do Brasil. Não se trata apenas de uma questão de respeito à história, mas também de consideração e gratidão aos mártires que deram suas vidas por uma nação livre e independente.

Concretamente, é preciso reconhecer o caráter nacional do movimento; revisar os estudos de História e seus desdobramentos; e atualizar os livros escolares de História do Brasil, inserindo o movimento no devido lugar na história da independência brasileira.

6 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

6 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UMA ENTREVISTA DA PORRA

Este fato se assucedeu-se em Fortaleza, um recanto de mundo adonde acontecem coisas de lascar o cano.

Um repórter da Grobo inventou de entrevistar um garçom.

Vejam o que aconteceu:

6 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
COMEMORAÇÃO JUBILOSA

Li com entusiasmo e muita atenção, nos feriados momescos, os anais do III Congresso Espírita Brasileiro, ocorrido em Brasília, em abril de 2010, comemorando o centenário de nascimento do médium Chico Xavier. Uma edição da Federação Espírita do Brasil, que teve como apresentação um texto do próprio Chico, em 1971, numa entrevista dada em Uberaba, MG: “Compreendemos que o Espiritismo […] é realmente o Consolador Prometido por Jesus à Humanidade, porque quantos dele se aproximam com sinceridade e com devotamento à verdade, encontram recursos para a resistência contra qualquer perturbação […]; a renovação está chegando para todos, na Terra, à maneira de explosão: explosão de sentimentos, de pensamentos, de palavras, de ações, e sem a explicação do Espiritismo evangélico, que coloca […] os termos do destino e do sofrimento no lugar justo, sinceramente – nós teríamos muita dificuldade para harmonizar o nosso próprio mundo íntimo. Por isto mesmo nós consideramos que o Espiritismo no panorama atual da Humanidade é manifestação da providência da Divina Misericórdia do Senhor […].”

Na memória do III Congresso também está reproduzido o texto Palavras Minhas, do Chico Xavier, escritas em dezembro de 1931, onde o médium, nascido em 1910, se identifica como “filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a sorte de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.” E confessa corajosamente: “Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

No encerramento do Congresso, a mensagem psicofônica de Adolfo Bezerra de Meneses, conclamando: “Que sejamos nós aqueles Espíritos que demonstrem a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas. Que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar, e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda pujança daqueles dias que vão longe, e que estão muito perto. Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós.”

No III Congresso Espírita Brasileiro, o mais difícil foi eleger as conferências que mais sensibilizaram o gigantesco público presente. Afoitamente, após concluída a leituras das memórias do evento, explicito as três falas que mais me sensibilizaram, excluída a fala inaugural do Divaldo Franco. A primeira foi a da Dra. Marlene Rossi Severino Nobre, então presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil. O tema exposto pela pesquisadora – Atualidade Científica da Obra Psicografada por Chico Xavier – seguramente foi uma das mais aplaudidas. E ela iniciou sua conferência citando Emmanuel, psicografado pelo próprio Chico: “Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecerem, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativas.”

A segunda conferência que muito me impactou foi a do médico Décio Iandoli Júnior, à época vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Mato Grosso. Sua exposição, A Vida no Plano Espiritual, retratou como ele próprio, nascido e crescido no seio de uma família católica, muito se inquietava com a questão da morte. E que após a leitura do livro Nosso Lar, por curiosidade e indicação de uma amiga leu O Livro dos Espíritos. E ressaltou: “As revelações mostram que a morte é simplesmente um passo além da experiência física. Simplesmente um passo. Nada há de deslumbramento, de espetáculos, de transformações imediatas, milagres. Somos apenas nós mesmos. … Quando eu medito sobre isso, me lembro de Jesus: Há muitas moradas na Casa do meu Pai.”

O terceiro impacto quem me proporcionou foi a declamação do texto do apóstolo Paulo, segunda epístola aos Coríntios, feita pelo ator Carlos Vereza, militante espírita, ator principal do filme Bezerra de Menezes, o Diário de Um Espírito. Uma exortação que exalta a caridade como a maior das virtudes cristãs.

Memórias de um Congresso inesquecível, que homenageou um apóstolo brasileiro, Francisco Cândido Xavier, hoje um espírito de muita luz!!

Para quem não sabe, há três tipos de adeptos do Espiritismo: 1. Os que se limitam a crer na realidade das manifestações e buscam acima de tudo os fenômenos. Consideram o espiritismo uma série de fatos mais ou menos interessantes; 2. Os que veem nele algo além dos fatos, compreendem o seu alcance filosófico, admiram a moral que disso decorre, mas não a praticam; para eles, a caridade cristã é uma bela máxima, mas isso é tudo; 3. Os que praticam a moral espírita e aceitam todas as consequências desta. Acreditam que a existência terrestre é uma prova passageira, esforçam-se em aproveitar esses curtos instantes para avançar pelo caminho do progresso que os espíritos traçam, aplicando-se em fazer o bem e reprimir suas inclinações malévolas; suas relações são sempre seguras, pois suas convicções os afastam de todo pensamento do mal. São os verdadeiros espíritas cristãos.

Continuo um esforçado aprendiz, sempre pedindo a Deus para clarear mais minha cabeça, a cada amanhecer.

6 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA

MARINGÁ

No dia de hoje, 6 de março, ano de 1900, nascia em Uberaba-MG, o médico Joubert de Carvalho.

Joubert, em parceria com Olegário Mariano, compôs esta obra-prima do cancioneiro nacional, aqui interpretada por Carlos Galhardo.

Música que deu nome a uma belíssima e progressista cidade do Paraná.  

mpr

Maringá, localizada no norte central do Paraná, com população de 342.310 habitantes: uma traço de união cultural entre o Sul e o Nordeste

Diz a lenda que na cidade de Pombal, interior da Paraíba, vivia uma linda cabocla de nome Maria do Ingá, de beleza invulgar. 

Um dia, uma seca inclemente forçou Maria a abandonar sua terra natal e viajar pra bem longe, pro Sul, pro Paraná… E a dupla de compositores fez esta obra-prima…

6 março 2017 FULEIRAGEM

RICO – VALE PARAIBANO (SP)

LIBERDADE DE IMPRENSA???

A liberdade de imprensa é fundamental à Democracia, à Liberdade e a manutenção do Estado de Direito.

Observa-se no germe de qualquer estado autoritário a tentativa de supressão da imprensa livre. Exemplos contundentes existem aos milhares, ditaduras de esquerda e de direita têm como um dos pontos comuns, além do desprezo pela liberdade do individuo e o culto a suas lideranças, a supressão e erradicação da imprensa livre.

Umas das diferenças entre ditaduras e proto-ditaduras de esquerda e de direita é que as últimas encontram na imprensa e na sua palavra uma das últimas trincheiras de resistência ao totalitarismo.

Já nas de esquerda, a ferramenta da propaganda e da mitologia são usadas de maneira muito eficiente e, muitas vezes ao invés de silenciar a imprensa o regime despótico a coopta. O fim é o mesmo, o caminho é que diferente.

Até ai nenhuma novidade. O que me surpreende é o grau de submissão da imprensa mundial e da classe artística à falida ideologia marxista. A imprensa mundial coloca-se de joelhos, voluntariamente, a serviço de ditadores e tiranetes.

A queda do muro de Berlim e o fim da União Soviética, parece-nos, produziu uma leva de órfãos de Karl Marx, devidamente instalados na imprensa, na classe artística e no meio intelectual.

Ao primeiro sinal de que esta utopia nefasta poderia ressurgir estes ‘agentes’ assumiram o posto de ‘arautos da boa-nova’ e passaram a defender regimes tirânicos, ladrões, ditadores e tudo aquilo que antes abominavam.

A dita imprensa livre joga no lixo, junto com grande parte da intelectualidade e da classe artística, todos aqueles valores que lhes eram basilares, entre eles a liberdade de expressão e sua filha querida, a liberdade de imprensa.

Passam então a defender o indefensável. Regimes tirânicos, Cuba (esta sempre foi a queridinha dos jornalistas, principalmente daqueles que não tem que exercer seus oficios por lá), a democrática Venezuela Chavista, as Cleptocracias bolivarianas, a roubocracia Lulopetista e a inércia e irresponsabilidade governamental de Obama.

Tudo aquilo que ojerizaram passou a ser válido, em nome do sonho, da utopia. Há exceções e é claro estas exceções foram as vozes destonantes e corajosas, fundamentais à mudança que hoje percebemos em termos mundiais.

A derrocada do Regime Lulopetista, a quebradeira das Ditaduras Castrista e Bolivarianas e a inusitada derrocada de Barack Obama foram a senha para o desespero.

A dita imprensa livre, a grande mídia tão demonizada pelas esquerdas mundo afora saiu do armário e vestiu o uniforme fascista (sim fascista!) desta esquerda.

Foram-se os pudores e os cuidados. É preciso guerrear contar o inimigo imaginário, a Direita, é preciso salvar a utopia deletéria marxista.

Daí a ética foi para as cucuias, a isenção é uma questão desnecessária, a verdade mero inconveniente. A imprensa mundial passou nestes últimos meses a apresentar não fatos e notícias passou a veicular versões. Versões que interessam sua causa.

Nos EUA e na Europa há uma guerra declarada a qualquer um que não se alinhe ao pensamento de esquerda. No Brasil e na América latina observam-se círculos e descaminhos que levam a desinformação e a tortuosidade de visões criando fatos que sirvam para salvar ‘o projeto’ e seus próceres.

Lula, Maduro et caterva é o que interessa,salvar o PT, salvar o sonho da esquerda, azar do povo, azar do país, o que interessa é o projeto de poder.

Aos nossos jornalistas, artistas e intelectuais pouco interessa se o povo democraticamente quer algo diferente. Para eles o que valem são suas opiniões, são eles que sabem o que é melhor para todos nós. Não importa o que pensemos, o que queremos, devemos seguir o que eles nos determinam, pois são os guardiões do futuro.

Mentira! Bull shit! O meu futuro e minha vontade me pertencem. Ninguém vai ditar meus caminhos e escolhas.

E esta estratégia, já preconizada por Antonio Gramsci (que o Diabo o tenha pela eternidade no mais profundo dos infernos), não funcionou e não funcionará.

Sabem porquê? Porque não dependemos mais de formadores de opinião. A Sociedade em rede, a internet e a globalização criaram uma nova realidade em que o fluxo de informações e de opiniões é muito mais veloz e abrangente que as mentiras e delírios de nossos antigos formadores de opinião.

E mai,s na sociedade em rede podemos ter uma velocidade e capacidade de mobilização ímpares, minimizando os efeitos deletérios da submissão da intelectualidade e da imprensa livre ao ideário esquerdista que hora assume a cara do mais puro reacionarismo despótico.

O que mais importa destacar é que quando a imprensa livre se põe voluntariamente de joelhos como o fez, quando ela abre mão do fato, da verdade, da notícia e da isenção. Esta imprensa cospe na cara de todos aqueles que lutaram durante séculos pela liberdade. E tripudia aquilo que deveria lhe constituir a alma, a Liberdade de imprensa.

A reação está vindo e virá. Aqueles que hora estão no poder, pela escolha democrática do povo ou pela imposição da Lei no Estado de Direito vão reagir e se vencedores acabarão desconstruindo esta super estrutura que baseou a criação das democracias contemporâneas, a imprensa livre, o que é péssimo.

Já se conseguirem seus intentos, trazendo de volta, goela abaixo o ranço esquerdopata pior ainda. Presenciarão a ressurreição desta, amordaçados e amarrados e quando tentarem reagir serão levados ao cadafalso. Fruto do erro dos próprios jornalistas que hoje submetem-se voluntariamente a esta pautas.

Há exceções, honrosas e combatentes. Esperamos que possam servir de baluartes e voz daqueles que buscam uma sociedade livre em todos os aspectos e onde o ranço ditatorial à esquerda e a direita não tenha vez.

Que a imprensa, a classe artística e a intelectualidade brasileira e mundial sejam coerentes, ouçam as poucas vozes hora dissonantes e preservem para a pós-modernidade aquilo que lhes foi basilar nos tempos modernos: a Liberdade.

Liberdade de homens, de ideias, de práticas e de imprensa.

LIBERDADE ACIMA DE TUDO!

6 março 2017 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)


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