7 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A MAIOR RECESSÃO DA HISTÓRIA

7 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

7 março 2017 DEU NO JORNAL

SURUBA CONTINUA

Faveco Corrêa

Tem razão o desbocado Senador Romero Jucá: a suruba continua, e cada vez maior, mais agitada e perigosa, contagiando todos os poderes da república. Vejam o escore da recente votação na segunda turma: Toffoli 4 x Fachin 0, que tirou Sarney das garras do juiz Sergio Moro. Se processo no STF significa impunidade, como está pintando, não vai acontecer nada com o líder dos “Honoráveis Bandidos” (Palmério Dória, Geração Editorial). Há quem diga que ele é, na realidade, o decano da corrupção, e não o tal Jorge Luz que, em parceria com seu filho Bruno, movimentou a módica quantia de 40 milhões de dólares do antigo e tradicional propinoduto brasileiro. Sarney deve ter amealhado fortuna incalculável nas suas várias décadas de intensa atividade no submundo do crime contra o patrimônio público.

A Sonia Racy escreveu que consultou um importante jurista sobre esta infame decisão do Supremo, que lhe disse: “se essa jurisprudência se aplicar aos demais, é o início do fim da Lava Jato”.

Como querem os políticos.

A esta altura do campeonato, o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar profundamente arrependido de não ter contratado os serviços do advogado Kakay para livrá-lo da rápida e implacável justiça de primeira instância, que já o transformou em réu. Afinal, Sarney, como Lula, não tem foro privilegiado. Ou melhor: não tinha.

O odor de pizza que exala do Supremo aguça o apetite de um montão de criminosos, especialmente daqueles que se escondem sob o manto escuro do nojento, repulsivo e execrável foro especial por prerrogativa de função, uma aberração tupiniquim que não existe em nenhum outro país do mundo, à exceção da Espanha, como o famigerado Renan Calheiros. Dos crimes que ele praticou em 2004, um já prescreveu por conta da demora na tramitação do processo. E há grande probabilidade de haver prescrição dos outros, o que fará com que o “ilustre” parlamentar não seja punido pelos malfeitos que cometeu. Que tal? Processo no Supremo cheira ou não a impunidade?

A bocarra faminta por injustiça não é só desses cidadãos de primeira classe, mas de tantos outros que, como nós, são de segunda: ao menos 50 alvos da Lava Jato sem foro privilegiado estão cozinhando no forno lento e brando do STF. Ninguém sabe quando serão servidos à sociedade, que gostaria de comê-los crus, se desse.

A esbornia é mesmo geral e irrestrita. Nosso STF, ainda na quinta-feira, adiou a sessão sobre a necessidade ou não da assembleia estadual autorizar que um governador seja processado pelo Supremo, o que liberta, pelo menos por enquanto, o petista Fernando Pimentel, acusado de várias falcatruas.

Temos que concordar com Romero Jucá: a bacanal continua mesmo a todo vapor. Agora vem o ex-ministro Henrique Eduardo Alves dizer que não sabe como que quase um milhão de dólares foram parar na sua conta. Incrível. Enquanto o povo passa fome, governantes e políticos abrem contas bancárias onde brota dinheiro.

A festança não para. Vide o “trailer” da delação da Odebrecht, no qual Marcelo informa que mais de 150 milhões de reais do total de 300 “disponibilizados “ para o PT foram repassados à chapa Dilma/Temer na campanha de 2014.

O PSDB deve estar com remorso de ter proposto a ação de anulação desta chapa no TSE, já que agora faz parte do governo.

A esculhambação é geral e irrestrita.

Quando forem divulgadas as 77 delações dos executivos da maior empreiteira do país, a “imundície” vai atingir o ventilador e espalhar “dejetos” por todos os lados. Não vai sobrar quase ninguém, se sobrar alguém.

Diante de tudo isso, a sociedade precisa reagir.

Afinal, quem não se lembra do refrão da famosa música “Vira, vira”, grande sucesso dos Mamonas Assassinas, que inspirou Romero Jucá, e que era cantada de norte a sul, por crianças e adultos?

Chega de nos passarem impunemente a mão no traseiro.

Vamos às ruas dia 26 de março exigir que os meliantes que vem roubando o Brasil sejam condenados.

Até lá.

7 março 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

7 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DOIS AMIGOS ARRETADOS

Neste último final de semana fomos almoçar no Restaurante Parraxaxá, no bairro da Casa Forte, perto daqui donde eu moro.

Certa vez estive lá com o colunista fubânico José de Oliveira Ramos (Enxugando Gelo), quando ele veio de São Luiz para nos visitar aqui no Recife.

Pode-se dizer que o Parraxaxá é um templo da cultura e da culinária nordestina.

O cardápio é um verdadeiro desmantelo que vai desde rabada de boi e cabidela feita com galinha-de-capoeira, passando por sarapatel e buchada de bode, até chegar em costela de porco assada e uma variedade enorme de pratos com peixes e frutos-do-mar.

O próprio freguês é que monta seu prato ou, como dizem os que gostam dos istranjeirismo, o sistema é na base do selfi seuvisse.

É um visual de deixar o cabra abestalhado e com a boca cheia d’água.

(É uma pena que este comercial não renda nem uma sobremesa de graça pra este faminto Editor...)

Estas fotos aí de cima foram feitas por Aline, que fica o tempo todo ouvindo meus suspiros, meus queixumes e meus lamentos de saudade, relembrando os tempos em que eu comia estas delícias tomando uma lapada de aguardente e bebendo um cerveja geladíssima.

Isto naqueles velhos tempos, antes do piripaque cardiológico que me tornou abstêmio compulsório.

Atenção, Dr. Sérgio, pode perguntar pra Aline: estou seguindo vossas ordens ao pé da letra. Nada de cachaça nem de loura suada.

Um detalhe interessante do Parraxaxá: os rapazes e moças que servem a freguesia trabalham vestidos de cangaceiros.

Na entrada do Parraxaxá (esq.) e este Editor com Fábio, seu garçom predileto

A decoração do ambiente é feita com objetos, fotos, material e obras de arte que representam o viver e o dia-a-dia da Nação Nordestina.

Além de todas estas coisas boas e que dão um prazer enorme de curtir, o ambiente é alegrado por uma música de fundo discreta e em volume civilizado, repertório composta pelo autêntico forró, obras de grandes compositores e intérpretes talentosos.

Pois neste último final de semana, enquanto almoçávamos, ficamos escutando embevecidos a composição “Se Tu Quiser“, de autoria do colunista fubânico Xico Bizerra, e interpretada por um grande artista aqui da terrinha, Santanna, o Cantador. Os dois são amigos muito queridos e que moram na minha estima.

Aliás, vou aproveitar a oportunidade pra me amostrar e pra me inxirir: o cearense Xico Bizerra me deixou ancho que só a porra ao convidar-me pra saudá-lo quando recebeu o título de Cidadão Recifense, em agosto de 2010, na Câmara de Vereadores desta acolhedora capital pernambucana.

Resumindo: foi um almoço da bixiga lixa!

E vou fechar a postagem com a música que foi composta por um amigo e gravada por outro (uma das mais de cem gravações que esta composição já teve):

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

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Este inxirido Editor com Santanna, aqui em casa (esq.), e também com Xico Bizerra e Jessier Quirino, na casa do nosso grande poeta em Itabaiana, Paraíba

7 março 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

7 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

JUIZ NEGA A LULA PEDIDO PARA DEPOR À DISTÂNCIA

O juiz Ricardo Leite, que atua como substituto na 10ª Vara Federal de Brasília, negou a Lula um pedido para prestar depoimento por videoconferência no processo em que é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A solicitação de Lula havia sido protocolada em 8 de fevereiro. Seu depoimento estava convocado para 17 de fevereiro. O magistrado alegou que não haveria tempo para preparar a oitiva à distância. Adiou o interrogatório para 14 de março.

Lula terá de voar até Brasília. Uma eventual ausência será entendida como “falta de interesse em realizar sua autodefesa”, anotou o juiz em seu despacho.

7 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

7 março 2017 DEU NO JORNAL

LINDO PRONTUÁRIO

O engenheiro civil Fernando Sampaio Barbosa, executivo ligado à Construtora Norberto Odebrecht, declarou nesta segunda-feira, 6, ao juiz federal Sérgio Moro, que “a gente sabia” que o codinome ‘Italiano’, que aparece em uma planilha de propinas da empreiteira, era uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci.

O ex-ministro é réu da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

Palocci foi preso em 26 de setembro na Operação Omertà, 35.ª fase da Lava Jato.

A Procuradoria da República suspeita que Palocci recebeu R$ 128 milhões da empreiteira e que parte desse dinheiro teria sido destinada ao PT.

A gente sabia que o ‘Italiano’ era o Palocci”, declarou Fernando Barbosa, que prestou depoimento como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht (também réu no processo), por meio de videoconferência em São Paulo.

* * *

No prontuário do Italiano, além da especialidade em finanças guabirutíferas ladroísticas, constam também outros importantes itens.

Ele ocupou dois cargos de altíssima relevância na estrutura do poder federal:

1 – Ministro da Fazenda de Lula

2 – Ministro da Casa Civil Dilma

A Fazenda é quem determina, planeja e executa toda a política econômica do gunverno federal. É coisa para cacete!

E a Casa Civil é um ministério intimamente ligado à prisidência, certamente o mais influente de todos os ministérios, localizado na ante-sala do Capo. Faz parte do chamado “núcleo duro” do poder.

Estando engaiolado e obrando de coca no boi da prisão – respondendo a processo por grossa corrupção e caudalosa lavagem de dinheiro -, é evidente que Palocci era o homem certo nos lugares certos, quando o PT dava as ordens e fudia Banânia.

Tudo lógico e coerente.

Um trio da pesada que ocupou os principais postos da administração de Banânia. Vôte!!!!!

7 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

7 março 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


SÉRIE “AS MINAS GERAIS” – INHOTIM-II


Inhotim, de John Ahearn, 2006

Na última coluna, deixei uma pergunta para nossos leitores: “que palavras formavam o termo ‘Inhotim’.

A maioria sabe que “nhô” substitui a palavra senhor, na linguagem do caipira e e até do sertanejo. Completando, a área onde hoje está o Instituto pertenceu a um certo senhor Timóteo. Daí, “Inhotim”.

Continuando o passeio pela vastidão do parque biológico e museu de arte contemporânea e mais algumas obras.

Luiz Zerbini, Sem Título (Bangu), 2006

Música do Uakti para acompanhar o passeio pela vastidão do parque biológico e museu de arte contemporânea.

Quando vi a obra abaixo, achei esquisita, entre o non sense e o rudimentar. Depois de ler a origem e a tradição, tive melhor compreensão.

Obra de Gui Tuo Bei, de Zhang Huan (2001)

Na cultura chinesa, monumentos monolíticos carregados por uma tartaruga são comuns em lugares sagrados e espaços públicos, servindo como fonte de contextualização histórica do local e simbolizando poder político ou religioso.

A tartaruga representa longevidade, resistência e solidez, daí sua presença em tais monumentos.

Na obra Gui Tuo Bei (2001), Zhang Huan parte dessa tradição, entretanto, ao libertá-la de um contexto histórico cultural pré-estabelecido, ele amplia seus significados. Situada num ponto de destaque em Inhotim, ao final da alameda que originalmente conduzia à sede da antiga fazenda, Gui Tuo Bei (2001) contrasta com as demais esculturas do parque. O estranhamento não se dá apenas pela escrita chinesa, mas também por algo de ancestral, de atemporal que a obra evoca. O texto gravado na pedra narra a história de um homem, que apesar da idade avançada, consegue com a ajuda de seus descendentes mover as montanhas que bloqueavam o caminho de sua casa.

Narcissus garden Inhotim (2009) é uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama originalmente apresentada em 1966 para uma participação extra-oficial da artista na 33a Bienal de Veneza.

Naquela ocasião, Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas que eram vendidas aos passantes por US$ 2 cada. A placa alojada entre as esferas – “Seu narcisismo à venda” – revelava de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização.
 intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou representando o Japão oficialmente em 1993.

Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d’água do Centro Educativo Burle Marx, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com o vento e outros fatores externos e refletindo a paisagem de céu, água e vegetação, além do próprio espectador, criando, nas palavras da artista, “um tapete cinético”.

É uma das artistas mais importantes surgidas na Ásia no período pós-guerra e sua produção estabelece relação com movimentos como o minimalismo, a arte pop e o feminismo. Diferentes versões de Narcissus garden foram criadas para exposições em museus e espaços públicos nos últimos anos e, em Inhotim, a obra faz sua primeira aparição no Brasil. Evocando o mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem projetada na superfície da água, a obra constrói um enorme espelho, composto por centenas de pequenos espelhos convexos, que distorcem, fragmentam e, sobretudo, multiplicam a imagem daquele que a contempla – contemplando, assim, necessariamente a si próprio.

Semana que vem Estrada Real e o Ciclo do Ouro….

7 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

7 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PURA DIPLOMACIA

O senador do PSDB Aloysio Nunes toma posse hoje como novo titular do Ministério das Relações Exteriores, nomeado por Michel Cara-de-Tabaca.

Vai cuidar da diplomacia, das relações de Banânia com todos os outros países do mundo.

Diplomacia, segundo o Pai-dos-Burros, é sinônimo de finura, educação, gentileza, boas maneiras.

Agora, vejam só a figura do tucano Aloysio no vídeo abaixo, soltando penas pra todos os lados:

7 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

7 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

INVULNERÁVEL, TEMER EXAGERA NA FALTA DE RECATO

7 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

JOÃO CARLOS DE SOUZA LIMA FIGUEIREDO – JUIZ DE FORA-MG

N.O.M (NEW ORDER)

Muito difícil para o Homem comum brasileiro, geralmente cristão, solidário , conservador e sem conhecimento acadêmico, na sua maioria, entender que está sutilmente sendo comandado e tutelado por libertários e libertinos ateístas, infiltrados em ONGs, organizações ditas artísticas e intelectuais, em ramos extensos da imprensa, esta quase plenamente esquerdista, em religiões antigas, mas recém denominadas de pastorais da Teologia da Libertação, com o apoio de segmentos da CNBB, em prol de uma causa única, voltada para um socialismo bolivariano e que estava em curso aparelhado até o IMPEACHMENT de DILMA ROUSSEF; outrossim por um “mundo unido”, veiculado pelos únicos comandos, seja pela UNIÃO EUROPÉIA e/ou pela organização de GEORGE SOROS.

O que dará tudo na mesma: um presidente para o mundo, neste Admirável Mundo Novo, em plena Aldeia Global do GRANDE IRMÃO.

Sendo proibidas apenas, para tais comuns zumbis repetidores de jornalistas, algumas palavras: extrema esquerda, comunismo, socialismo, direita, todas substituídas por apartidários isentões contra a extrema direita, dentro do que for politicamente correto da Nova Ordem Mundial (N.O.M).

Tal ordem é promovida por Metacapitalistas hegemônicos que são contra o liberalismo econômico e contra a livre concorrência e inimigos mortais de qualquer iniciativa privada que não esteja alinhada a eles. Donos do mundo aliados ao Presidente Mundial.

Quem não compreender o supra transcrito , já está sendo engolido, a não ser que faça uma pesquisa com cada uma das palavras-chaves, provindas do texto supra exposto, no Youtube ou no Google e espero que não fiquem muito assustados com o quê começarão a perceber e que já está rolando há umas duas décadas , pelo menos…

7 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

7 março 2017 DEU NO JORNAL

UM DOTÔ QUE TEM CCCC

O juiz federal Sergio Moro e o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, trocaram ironias durante a audiência do executivo Fernando Barbosa Sampaio, presidente do estaleiro Enseada Indústria Naval, arrolado como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Depois de ouvir de Sampaio a confirmação de que seu cliente é o “Italiano” das planilhas da Odebrecht, Batochio interrompeu uma resposta da testemunha a Moro, alegando que o executivo falava a respeito do que achava, e não dos fatos.

“Excelência, pela ordem, testemunha depõe sobre fatos não sobre o que ela acha ou entende. De modo que fica impugnada essa pergunta de Vossa Excelência e acrescento: a testemunha disse que por ouvir dizer soube que italiano era Palocci”, interveio o advogado.

O magistrado ponderou que sua pergunta era pertinente, reiterou a questão e indeferiu o protesto do defensor de Palocci. Batochio não se deu por vencido e deu-se, então, o seguinte diálogo:

* * *

É por isso que a fubânica petista Ideia Fixa odeia o Dr. Moro.

Ela diz que o magistrado paranaense tem mania de perseguir Lula e todos os petistas criminosos (coisa que ela diz não existir…), e que, ao mesmo tempo, o juiz não tem a saudável mania de seguir a lei e se basear unicamente nas provas dos autos.

O ódio de Ideia Fixa pelo Dr. Moro é plenamente justificado, pois este dotô só bota pra fuder em corruptos de todas as tendências. Inclusive nos corruptos prediletos de Ideia Fixa. Desde, evidentemente, que os processos estejam correndo na sua vara (êpa!)

E o Dr. Moro, o verdadeiro Herói do Povo Brasileiro, cumpre a sua nobre e honrada missão de saneamento com a maior CCCC (Calma, Coragem, Civismo e Classe).

7 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

O PARAÍSO DA MEIA GALINHA MORTA

Bastou chover um pouco mais que o esperado e parte da supersafra brasileira de soja “mica”, pois não consegue chegar ao porto de Belém, do qual 11 navios, sem poder mais esperar, se mandaram para embarcadouros mais ao sul, em Santos (SP) e Paranaguá (PR). A erva está encalhada em 100 quilômetros não asfaltados da BR-163, rodovia que é hoje a principal ligação entre uma grande zona produtora de grãos, em Mato Grosso, e os navios atracados no norte. Segundo reportagem de Lu Aiko Otta, do Estado em Brasília, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, lamentou: “Dinheiro que estava na mesa, de uma grande colheita, está indo para o ralo, nos buracos das estradas. Dá pena de ver.”

Os produtores tiveram prejuízo de US$ 6 milhões só com a “demourage”, taxa paga pela permanência das embarcações ancoradas. Caso consiga ser embarcada no Sudeste ou no Sul, a carga desviada poderá sobrecarregar as entradas desses portos, com mais despesas de espera. No total, o setor estima que nesta safra os sojicultores perderão R$ 350 milhões, segundo informou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli. “Estamos queimando notas de cem dólares, uma atrás da outra”, afirmou o executivo. Segundo Maggi, o produtor que vende a leguminosa precisa entregar no prazo, no local definido pelo comprador. Diante do atraso no escoamento da produção local, a alternativa é, muitas vezes, adquiri-la de outros países produtores, como Estados Unidos e Argentina, para honrar o contrato.

A supersafra resulta da galinha dos ovos de ouro da economia brasileira, que é a agroindústria. Mas, como o casal da fábula que ganha a galinha miraculosa de um duende e a mata para não ter de esperar o dia seguinte para a postura de mais um ovo e retirar do ventre da ave todos os ovos de uma vez, em vez de um por um, dia a dia no que lhe restar de vida. O conto infantil termina com a seguinte moral: “Espreitando pela janela, o duende ria-se e abanava a cabeça, pensando que a verdadeira felicidade não está em ter ou não ouro, mas, sim, no coração de cada um.”

A pressa, que, como diziam nossos avós, é inimiga da perfeição, transforma o Brasil num imenso cadáver de galináceo. Aqui já houve ferrovias, e não há mais. A solução para o transporte da supersafra, que se tem repetido ano a ano, assim como o atoleiro na BR-163, seria ferroviária. Mas todo o transporte passou a ser feito por rodovias desde a instalação das montadoras de automóveis no Brasil, nos anos 50, no governo de Juscelino Kubitschek. Sessenta anos depois, a malha rodoviária está imprestável, porque o Estado não investe uma pataca nas vias de escoamento da safra, e o resultado é o que se vê em Mato Grosso. Assim como nos portos.

E a safra recorde que está micando é só uma das muitas outras evidências de que vai ser difícil dar um jeito no Brasil. Na semana passada, os habitantes de Campina Grande, no alto do Planalto da Borborema, e do sertão da Paraíba comemoraram a chegada da água da transposição do Rio São Francisco à represa de Barreiro, em Sertânia, no interior de Pernambuco. O reservatório fica a 100 quilômetros de Monteiro, às margens do rio Paraíba, que forma Boqueirão, açude que abastece a segunda maior cidade do Estado e que título a um romance regionalista do pioneiro José Américo de Almeida. Como lhe restam 3% do volume morto, a notícia provocou a euforia dos paraibanos sedentos. Infelizmente, contudo, a barragem, inaugurada no fim de fevereiro, vazou no começo de março. E agora todos estão à mercê de boas notícias sobre o estancamento desse vazamento.

Não podia haver retrato mais acabado da ironia do destino de galinha morta do Brasil. Em vez de ser levada para dar de beber ao interior do Nordeste, a água do Velho Chico invadiu propriedades e repetiu, em escala muito menor, a tragédia da lama que matou o Rio Doce, em Minas.

Bem mais distante de Sertânia, a população de Fortaleza, capital do Ceará, não tem água para beber e cozinhar, dependendo para isso do açude do Castanhão, também pela hora da morte, amém. Lá, a esta altura, mesmo com chuvas inesperadas e recentes, a dependência completa dos caminhões-pipa só será combatida se a promessa da transposição do rio da unidade nacional feita por Lula e Dilma for cumprida. Os dois compraram canecas para viajarem para o sertão e beberem a água do rio longínquo, mas agoram vem essa notícia desapontadora.

Construída no contorno da belíssima Baía de Guanabara, o Rio de Janeiro, cujos reflexos luminosos noturnos foram decantados num musical de Cole Porter, mas que também já foi definida numa marchinha de carnaval como “cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz”, não tem mais problemas para consumo humano de água potável. O melhor governante que já teve, Carlos Lacerda, resolveu o problema secular com o uso das águas do Guandu. No entanto, dá outros exemplos de como a galinha morta Brasil impera de norte a sul.

O jogo final da tradicional e charmosa Taça Guanabara, um Fla-Flu, tido e havido como o maior clássico do futebol mundial, foi jogado para um público reduzido para suas tradições, num estádio menor, porque o “gigante do Maracanã” está fechado por causa de um conflito judicial entre o Estado imprevidente e a iniciativa privada picareta. A Justiça e a polícia, incapazes de garantir a segurança do público pagante, exigiram que a final fosse jogada para torcida única. Fluminense e Flamengo puderam jogar para os torcedores dos dois times, que se arriscaram a ir ao subúrbio sem muita garantia, mas só puderam comprar ingressos depois da tardinha de sexta-feira, quando os clubes obtiveram a liminar para cancelar a estúpida decisão anterior.

Isso ocorreu uma semana depois do desfile das escolas de samba no sambódromo erguido na gestão de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro no Estado do Rio. No desfile de domingo, um carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, guiado por um caminhoneiro que nunca havia dirigido um veículo na pista do samba, esmagou parte da multidão que se acotovelava para ver o desfile no setor 1, ferindo 20 pessoas. Na madrugada seguinte, a parte de cima da alegoria móvel da Unidos da Tijuca desabou por excesso de peso, levando foliões ao hospital.

Na Quarta-Feira de Cinzas, a Liga das Escolas de Samba – Liesa – concluiu que o primeiro desastre foi um “acidente” e o segundo teria resultado de uma falha no sistema hidráulico. Sem reconhecer que havia gente demais sambando em cima de um carro que não tinha condições técnicas para desfilar. No paraíso da galinha morta, esse senhor manteve as duas escolas trapalhonas no desfile do ano que vem, perdoando seus erros e exigiu da prefeitura do Rio que refaça o percurso da pista do samba.

Esse não será assunto para a sra. Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos do governo Temer, levar no ano que vem ao debate na comissão temática das Nações Unidos, à qual em sabatina neste ano omitiu o desastre da lama matadora do Rio Doce na Minas histórica e os massacres de início de “ano novo, morte nova”, nos presídios de Manaus, Boa Vista e Nísia Floresta, na Grande Natal. Evoé, Momo Rei!

Capistrano de Abreu dizia que o primeiro artigo da Constituição ideal para o Brasil seria: “Todo brasileiro deve ter vergonha na cara”. E somente mais um: “Revogam-se as disposições em contrário”. Em seu livro Mau Humor – uma antologia definitiva de frases venenosas, Ruy Castro atribuiu ao jornalista Ivan Lessa, filho de Orígenes Lessa, autor de O Feijão e o Sonho, outra frase que servirá como uma luva (ou uma meia) para pôr fim a este artigo: “O brasileiro é um povo com os pés no chão. E as mãos também”. Ou seja: uma meia galinha morta.

7 março 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

7 março 2017 DEU NO JORNAL

PODOLORO ESTÁ ÀS ORDENS

O juiz Ricardo Leite, que atua como substituto na 10ª Vara Federal de Brasília, negou a Lula um pedido para prestar depoimento por videoconferência no processo em que é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A solicitação de Lula havia sido protocolada em 8 de fevereiro. Seu depoimento estava convocado para 17 de fevereiro. O magistrado alegou que não haveria tempo para preparar a oitiva à distância. Adiou o interrogatório para 14 de março.

Lula terá de voar até Brasília. Uma eventual ausência será entendida como “falta de interesse em realizar sua autodefesa”, anotou o juiz em seu despacho.

* * *

Como Lula não dispõe mais dos jatinhos de Eike Batista e de Marcelo Odebrecht pra se deslocar por Banânia e pelo planeta, eu ofereço o jegue fubânico Polodoro pra levá-lo em seu lombo.

Nosso estimado jumento fará o serviço com todo prazer, eu garanto. Afinal, bichos da mesma raça se dão muito bem, dizem as leis da ciência biológica.

Segundo os fubânicos petistas Ceguinho Teimoso e Teimosa Renitente, Lula não mais anda em voos comerciais comuns pra não ter ficar constrangido com os aplausos e saudações dos outros passageiros, gritando “Volta Lula” no saguões dos aeroportos.

Saguões, como sabemos, lotados em média por 98% de pobres, que passaram a andar de avião logo após Lula iniciar seu primeiro gunverno.

A imensa maioria da população banânica, nos aeroportos, nas rodoviárias, nas ruas, nos pontos de ônibus, nos botequins, nas salas de esperas dos hospitais públicos, nas filas de desempregados, está ansiosa pra saudar Lula em ambientes públicos e abertos.

Aliás, não apenas Lapa de Indiciado, mas também a ex-prisid-Anta Vaca Peidona, vulgo Janete, também poderá desfrutar dos serviços de Polodoro.

Polodoro ficou tão feliz com a possibilidade de carregar no lombo esta dupla ilustre que resolveu homenageá-la no mesmo idioma falado por Lula e Dilma: rinchando.

Rincha, Polodoro!

7 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES – VIII (QUE VOCÊ DESCONHECIA)

Abreu e Lima em Pernambuco é mais conhecido como o nome de uma cidade da Grande Recife do que uma pessoa de carne e osso. No Brasil, então, é totalmente desconhecido, sendo ignorado nos livros de História. Não é como na Venezuela, onde é devidamente reconhecido como herói entre os “Libertadores da América”. Agora que comemoramos o bicentenário da Revolução Pernambucana, de 1817, é hora de fazermos esta singela homenagem.

General Abreu e Lima

José Inácio de Abreu e Lima nasceu em Recife, em 06/04/1794. Foi um militar, político, jornalista e escritor, filho do Padre Roma, ambos heróis da Revolução Pernambucana de 1817. Cursou a Academia Militar do Rio de Janeiro (1812-1816), saindo como capitão de artilharia. Sua patente de general deve-se ao fato de ter sido chefe do Estado-Maior de Bolívar por mais de 10 anos. Teve papel destacado nas campanhas de independência da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru, entre 1818 e 1832. Na Venezuela é considerado um dos “Libertadores da América”, e tem seu busto exposto em praça pública de Caracas.

Seu reconhecimento como herói brasileiro ocorreu apenas na década de 1940, quando o governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho, deu o nome de Abreu e Lima ao distrito de Maricota, tornado Município em 1982. Em 1816 foi preso sob a acusação de insubordinação e adesão a rebelião pernambucana que se iniciava. Para mantê-lo isolado do movimento, transferem-no para a Bahia, onde irá cumprir sua pena e é obrigado a presenciar o fuzilamento de seu pai no ano seguinte. Fugiu da prisão em Salvador com a ajuda da Maçonaria, em outubro de 1817, e foi para os EUA, onde se abrigavam muitos combatentes pela liberdade nas Américas. Durante um ano conviveu com os libertários norte-americanos e exilados franceses, e entrou em contato com Simón Bolívar, com quem decidiu se aliar na construção da “Pátria Grande”.

Em princípios de 1819, com apenas 24 anos, já estava na cidade de Angostura, no meio da Selva Amazônica, o quartel-general de Bolívar, de quem se tornou fiel escudeiro até sua morte, em 1831. Com a morte de Bolívar, e o não reconhecimento de sua patente pelo governo do General Santander, que o sucedeu, deixou a Colômbia. Dirigiu-se para os Estados Unidos, em Philadelphia, a meca dos Maçons, e manteve contatos com os próceres da Revolução Americana. Na sequência partiu para a França Europa e manteve contatos com os militares rebeldes aliados de Napoleão. Em seguida retornou ao Brasil, em 1832, estabelecendo-se no Rio de Janeiro.

Na década seguinte, em 1844, retorna ao Recife e passa novamente a conspirar contra o governo imperial. Seu envolvimento na Revolução Praieira, em 1848, é controverso. Uns dizem que ele não teve participação direta no conflito; quem teve foram seus irmãos. Outros dizem que sim, participou ativamente dos embates. De qualquer modo, isto lhe custou dois anos de prisão em Fernando de Noronha. Anistiado, retirou-se da política, sem abrir mão de suas convicções libertárias. Em 1855 publica o primeiro livro nas Américas sobre o socialismo intitulado “O Socialismo”, sem citar Marx.

O livro foi reeditado em 1979 pela Editora Paz e Terra, com prefácio de Barbosa Lima Sobrinho, onde afirmou: “No dia em que o Brasil se interessar realmente pelo seu relacionamento com as repúblicas da América Espanhola, Abreu e Lima conquistará a importância que merece, na história de seu país”. A partir daí passa escrever regularmente no “Diário de Pernambuco”, publicar livros e ensaios históricos e a polemizar com o clero conservador.

Em 1867 publicou dois livros – As Bíblias falsificadas ou duas respostas a Joaquim Pinto Campos e O Deus dos judeus e o Deus dos cristãos – em que expunha as suas ideias liberais sobre religião, defendendo a liberdade religiosa. Tais livros acirraram a briga com o clero recifense, e lhe causaram transtornos mais tarde, quando morreu. Outros livros publicados: Compêndio de História do Brasil (1843), Sinopse cronológica da história do Brasil (1844), História universal (1847), Reforma Eleitoral-Eleição Direta (1862). Sua condição de historiador, não anulava a de polemista que mantinha diversos políticos através da imprensa. Um deles era o republicano Evaristo da Veiga, que o chamava pejorativamente de “General das massas”. A este epíteto, ele respondeu: “Com efeito a minha causa está afeita ao povo; é às massas para quem apelo, porque eu sou parte delas; sou membro desse todo a quem desprezais a cada instante e a quem tendes chamado vil canalha”.

Segundo Vamireh Chacon, autor da biografia Abreu e Lima: General de Bolívar (Rio Janeiro: Paz e Terra, 1983), realizada com o patrocínio do governo Venezuelano), como político, ele “começou como liberal, transformando-se lentamente, pelas decepções, num liberal moderado clássico e ao fim da vida em simpatizante do socialismo utópico, itinerário mais que pessoal, precursor de muitos outros”. Em relação a politica brasileira, passou a ver na monarquia constitucional o único sistema capaz de manter a nação brasileira coesa. Tal posicionamento é decorrente de sua decepção o com o esfacelamento da Grã-Colômbia.

A historiadora Claudia Poncioni tem uma explicação para a ausência de Abreu e Lima na História do Brasil: “Entre os personagens históricos brasileiros do século XIX, nenhum teve um percurso comparável ao de Abreu e Lima. No entanto, a constituição do papel dos “grandes homens” brasileiros se faz, no Império, principalmente sob a égide do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), instituição criada em 1838 para sustentar o projeto de construção da identidade nacional imperial, que emerge naquele período. No panteão brasileiro, ilustrado pela revista do Instituto, o lugar de Abreu e Lima, como já foi dito, é proporcionalmente inverso ao alcance histórico do personagem”.

Os ideais revolucionários e republicanos de Abreu e Lima incomodaram bastante o poder constituído na época, ao ponto de ser castigado mesmo depois de morto. Devido às polêmicas que travou com o clero recifense e ao fato de ser Maçom, o bispo de Olinda Dom Francisco Cardoso Aires impediu que ele fosse sepultado no cemitério de Santo Amaro. Assim, teve que ser sepultado no Cemitério dos Ingleses, quando faleceu em 08/03/1869.

A lembrança dos brasileiros sobre a importância de Abreu e Lima para a história do Brasil foi reativada em agosto de 1981, com a visita do Presidente da Venezuela Luis Herrera Campins e comitiva ao seu túmulo. Seu nome foi relembrado em 2003, por ocasião da visita do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acompanhado pelo presidente Lula, à cidade de Abreu e Lima. Na ocasião eles inauguraram os bustos de Abreu e Lima e Simon Bolívar e reafirmaram o desejo de construir naquela cidade uma refinaria de petróleo, fruto de uma parceria entre a Petrobrás e a PDVSA-Petróleo da Venezuela. O projeto de construção da refinaria foi lançado em 2005, mas até o momento não foi concluído no todo.

Busto de Abreu e Lima no extremo oeste da Avenida Bolivar, em Caracas, Venezuela

7 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Berto:

Gostaria da sua abalizada apreciação, e dos leitores do JBF, sobre esta reportagem da Folha de São Paulo, em 06/Mar/2017. (Clique aqui para ler)

Um baita abraço,

Desde o Alegrete (RS),

R. Meu caro, antes de mais nada quero registrar minha satisfação com o seu reaparecimento.

Tu estavas sumido há tempos, tchê.

Que baita barbaridade!

A última vez que estivestes por aqui – veja só que interessante coincidência -, foi no dia 7 de março de 2016.

Há um ano exatamente!!! Confira clicando aqui .

Quanto à matéria que nos mandou, na qual o Prefeito de Caxias do Sul bota pra lascar em cima de médicos atrasados ou faltosos no ofício de cumprir o santo horário de trabalho, pode esperar que a comunidade fubânica vai se manifestar.

Vou dar só uma amostra, com a abertura da reportagem:

Aviso aos nossos leitores que vale a pena ler a matéria completa.

E emitirem suas abalizadas opiniões no espaço dos comentários.

7 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

7 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

MINISTÉRIO DA FAZENDA COMO CENTRO DA ‘PROPINOCRACIA” SUPERA QUALQUER FICÇÃO

– Quem é o ‘Italiano’ referido no e-mail?, inquiriu Sergio Moro

– A gente sabia que o ‘Italiano’ era o Palocci, respondeu executivo da Odebrecht Fernando Sampaio Barbosa.

– A gente sabia quem?, insistiu Moro.

– Eu sabia. Eu tinha sido informado pelo Márcio Faria, acrescentou Fernando Sampaio, citando outro executivo da Odebrecht.

Arrolado como testemunha de Marcelo Odebrecht, Fernando Sampaio prestou depoimento nesta segunda-feira. Foi a primeira vez que um operador da Odebrecht reconheceu em juízo que ‘Italiano’ é mesmo o apelido de Antonio Palocci nas planilhas do departamento de propinas da construtora. De acordo com os investigadores, Palocci atuou como coletor de pixulecos para o PT enquanto foi ministro da Fazenda de Lula. Beliscou pelo menos R$ 128 milhões. Foi sucedido no ministério e nas planilhas da Odebrecht por Guido Mantega, o ‘Pós-Italiano’.

Se a Era do PT no Poder fosse um filme de James Bond, o serviço secreto britânico descobiria uma caverna nos subterrâneos da pasta da Fazenda. Dentro dela, protegida por paredes de aço, um sofisticado centro tecnológico de gerenciamento de interesses espúrios e captação de verbas tóxicas. No comando, uma dupla de personagens satânicos de vida dupla. Nos porões, eram gênios do mal, dedicados a comprar o PMDB e assemelhados, para dominar o mundo. Na superfície, não passavam de ministros inocentes, empenhados em defender os cofres da República.

Por azar, a realidade brasileira superou qualquer ficção. Faltou à nação petista um 007 capaz de explodir com uma caneta a laser a caverna instalada sob a Fazenda antes que os vilões transformassem o sistema político nacional numa propinocracia pós-ideológica. Num filme, Bond exterminaria os vilões e livraria a humanidade de suas ameaças. No Brasil real, o PMDB cavalga a Presidência de Michel Temer como se não tivesse nada a ver com o governo comprado pela Odebrecht. E Lula é candidato a um terceiro mandato. Talvez um quarto. Quem sabe um quinto… O que diferencia o Brasil da ficção é que a ameaça dura muito mais do que o intervalo de um filme.

7 março 2017 FULEIRAGEM

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