8 março 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

POLÍTICOS SE VENDERAM POR UMA MONTANHA DE DÓLARES

8 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

8 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

JOAB MEIRELES – ARAGUARI-MG

Berto,

Minhas saudações a todas as mulheres do Brasil.

Em especial às confrades fubânicas.

A homenagem é esta:

8 março 2017 FULEIRAGEM

SOLDA – BLOG DO SOLDA CAÚSTICO

8 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

DECISÃO DO SUPREMO FECHA A LAVANDERIA ELEITORAL

Responsável pelos processos da Lava Jato, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal transformou em réu o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Fez isso ao acatar denúncia na qual a Procuradoria-Geral da República acusa Raupp de receber da construtora Queiroz Galvão propina de R$ 500 mil camuflada de doação eleitoral com registro no TSE. A decisão acomoda uma corda no pescoço de todos os políticos que tentam escapar de processos do petrolão alegando que doação eleitoral oficial não pode ser tachada de propina.

Raupp terá agora a oportunidade de se defender em ação penal que correrá no Supremo enquanto ele tiver mandato de senador. De acordo com a Procuradoria, ele recebeu da Queiroz Galvão, na campanha de 2010, dinheiro desviado de contratos firmados com a Petrobras. Raupp alegara que se tratava de doação legal. O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, considerou que há indícios do cometimento de dois crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Decano da Suprema Corte, o ministro Celso de Mello despejou água fria nas expectativas dos investigados da Lava Jato que sonhavam em transformar o Tribunal Superior eleitoral em lavanderia de verbas sujas. “A prestação de contas pode constituir meio instrumental do crime de lavagem de dinheiro se os recursos financeiros doados, mesmo oficialmente, a candidatos e partidos, tiverem origem criminosa resultante da prática de outro ilícito penal, como crimes contra a administração pública”, disse o ministro.

Celso de Mello prosseguiu: “Configurado esse contexto, que traduz uma engenhosa estratégia de lavagem de dinheiro, a prestação de contas atuará como dissimulação do caráter delituoso das quantias doadas. Os agentes da conduta criminosa objetivaram, por intermédio da Justiça Eleitoral, conferir aparência de legitimidade a doações manchadas em sua origem pela nota da delituosidade.”

Houve uma divisão entre os cinco ministros da Segunda Turma. Além de Celso de Mello, apenas Ricardo Lewandowski acompanhou integralmente o voto do relator Fachin. Outros dois ministros, Gilmar Mendes e Dias Toffoli ratificaram a denúncia da Procuradoria apenas na parte em que Raupp é acusado de corrupção Passiva. Ambos rejeitaram a imputação de lavagem de dinheiro.

O ministro Gilmar Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, soou como se estivesse incomodado em ter de criminalizar doações formais de campanha. Mas acabou votando a favor do recebimento da denúncia em relação ao crime de corrupção passiva imputado a Raupp. Com a maioria já formada, foi seguido por Toffoli, seu antecessor na presidência do TSE.

No escândado do petrolão, o PT foi o primeiro a abusar da inteligência alheia ao tentar qualificar propinas como doações eleitorais. Mas o próprio Michel Temer acabou enveredando pela mesma trilha. Em defesa apresentada no processo sobre a cassação da chapa encabeçada por Dilma Rousseff nas eleições de 2014, a defesa de Temer imitou o petismo.

“Doação recebida e declarada de pessoa jurídica com capacidade contributiva, independentemente do que diga um delator, não é caixa dois”, anotou a defesa de Temer. Seus advogados acabaram arrastando o PSDB, autor da ação que corre no TSE, para a mesma vala comum. “Até porque, como visto, o partido-autor foi agraciado com vultosas quantias das mesmas empresas, logo, não há mau uso da autoridade governamental pelos representados (Dilma e Temer).”

Essa argumentação consta de petição protocolada pelos advogados de Temer no TSE em fevereiro de 2016. O que a peça afirmou, com outras palavras, foi o seguinte: 1) se a doação financeira foi registrada na Justiça Eleitoral, não importa que o dinheiro tenha sido roubado dos cofres da Petrobras. 2) ao sorver verbas das mesmas fontes que irrigaram a campanha Dilma-Temer, o PSDB de Aécio Neves foi hipócrita ao enxergar lama na chapa adversária sem se dar conta de que sua campanha presidencial frequentou a mesma poça.

Hoje, Dilma é ex-presidente e Temer, seu substituto constitucional, tem no PSDB de Aécio seu principal aliado depois do PMDB. É contra esse pano de fundo que a turma do Supremo informou que propina não se confunde com doação eleitoral.

* * *

8 março 2017 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

CARLOS IVAN – OLINDA-PE

Pesquisadores da Universidade da Califórnia do Sul fizeram potencial descoberta para aliviar a preocupação das pessoas que vivem atormentadas com o descontrole da taxa de glicemia. Que dificilmente cai, mas, teima em subir. A causa é o pâncreas funcionando desregulamente, sobrecarregado de carboidratos que força o trabalho excessivo do órgão na produção de insulina.

A descoberta surgiu após submeter ratos a uma rigorosa dieta de baixa caloria durante cinco dias. No máximo, ingestão de mil calorias, carboidratos e proteínas por dia. Em compensação, os bichinhos lavaram a burra comendo gordura saturada, à base de frutas, nozes, castanhas e coisas parecidas.

Os cinco dias de dieta foi o tempo ideal para restaurar o pâncreas que passou a trabalhar normalmente na liberação de insulina. Repetida a experiência em humanos, os cientistas também conseguiram êxito na quantidade de açúcar no sangue.

É evidente que a pesquisa não enquadrou os 16 milhões de brasileiros que sofrem da diabetes que devem se submeter a outro tipo de dieta para controlar a rebelde glicemia.

A indicação para aliviar o diabetes são exercícios físicos. Fazer trinta minutos diários de exercícios de atividade aeróbica e de resistência, procurando levantar, empurrar ou puxar objetos.

Para auxiliar os diabéticos e combater a obesidade, a França tomou uma acertada medida. Proibiu o refil de refrigerantes em restaurantes e nos fast foods.

O tipo mais preocupante da diabetes é o 2, parcela que atinge 90% das pessoas acometidas dessa doença, porque o pâncreas não produz a quantidade suficiente de insulina para controlar a taxa de glicemia no sangue. O descontrole, neste caso, exige em consequência outras medidas, como reposição de insulina ou a ingestão frequente de remédios.

8 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

O PAÍS DAS NOTÍCIAS VELHAS

Lula informa em entrevista que aceita ser presidente do PT. Quando, desde que Lula é Lula, ele deixou de ser, de direito ou de fato, o presidente do PT? Quem é que manda no PT: Mercadante, Falcão, Mantega, Dilma?

Alckmin informa que gostaria de ser candidato à Presidência em 2018. E quem é que não sabia disso há anos? Ele quer, o Aécio quer, o Serra quer – até agora, quem não os quis foram apenas os eleitores.

O prefeito João Dória, com alto nível de aprovação, garantiu que não é candidato à Presidência, e que apoia Alckmin. E que é que queriam que ele dissesse? Se admitisse ser candidato, o governador Alckmin passaria a tratá-lo como adversário. Os demais candidatos mobilizariam suas tropas de choque para desgastá-lo. Os seguidores de Aécio, Alckmin e Serra no PSDB lutariam para inviabilizá-lo no partido. Dória conhece a importância da máquina de Alckmin para lançá-lo e elegê-lo. Ele pode ser candidato se Alckmin desistir; se o PSDB se convencer de que, com Aécio ou com Serra, vai perder de novo; e que, com Dória, pode ganhar.

A defesa do presidente tenta anular o processo contra a chapa Dilma-Temer, alegando que foi alimentado por vazamentos irregulares e é, portanto, ilegal. Pode ser; mas quem é que não sabe que boa parte das doações ia mesmo para o caixa 2? De novo, só os detalhes. Mas sempre se soube que nossos líderes são os melhores que o dinheiro pode comprar.

Fernando Henrique explica

O financiamento de campanhas nunca deixou de ter aspectos ocultos (embora menos escandalosos do que agora, em que até governos estrangeiros foram pixulecados para favorecer empresas brasileiras). Mas todos conheciam o caminho das pedras. Agora Fernando Henrique recebe espaço nos noticiosos para contar aquilo que, se os cisnes do Palácio da Alvorada falassem, grasnariam para qualquer maluco que conversasse com eles. O fato é o seguinte: nos meios políticos, arrecadar dinheiro irregular para a campanha é um fato da vida, um deslize menor. Mas pegar parte do dinheiro para enriquecer é corrupção, um crime. O político honesto é o que usa na campanha tudo aquilo que arrecada, sem apropriar-se de nada.

Fernando Henrique está certo, mas diz o óbvio. Quem não sabia disso?

Quem sabe um dia

Dizem que a nova lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, levará ao Supremo mais 30 nomes de autoridades. É dinamite pura – ou melhor, não é, não. Nesta segunda-feira, 6, a primeira Lista de Janot, em que eram pedidos 28 inquéritos sobre 55 suspeitos, completou dois anos. Entre a Lista de Janot e hoje, a Procuradoria apresentou 20 denúncias, contra 59 pessoas. Até agora, o Supremo recebeu cinco denúncias e enviou duas à primeira instância. Foram abertos 27 inquéritos, dos quais 40% foram arquivados, total ou parcialmente; 17 ainda estão correndo.

Como pode o STF enfrentar o volume de trabalho da nova Lista Janot?

Uma ideia de quem sabe

O jurista Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment de Dilma, propõe uma saída para dar vazão aos processos com foro privilegiado: criar duas forças-tarefa no Supremo. Uma, formada por desembargadores escolhidos pelos ministros, teria como tarefa acelerar a fase de instrução dos processos; outra, juntando desembargadores, a Procuradoria Geral da República e a Policia Federal, iniciaria imediatamente as investigações requeridas pelo Supremo. Pode dar certo.

Lula e Moro, frente a frente

O juiz Sérgio Moro agendou o depoimento de Lula para 3 de maio, às 14h, em Curitiba. Até agora Lula conseguiu depor à distância, em contato eletrônico com Moro. Nesse processo – o do apartamento triplex no Guarujá – pode ocorrer o primeiro encontro pessoal entre ambos.

Tucano contra Aécio

O ex-deputado federal Marcelo Itagiba, do PSDB do Rio, iniciou campanha para que Aécio, citado em delações premiadas, se licencie da presidência do partido até que terminem as investigações sobre ele. “O PSDB é maior do que seu presidente”, diz Itagiba. E completa com uma pergunta, esta no twitter: “Se tivesse recebido, admitiria?”

O PSDB é um partido de amigos composto 100% por inimigos.

O Dia da Mulher

Este colunista deveria ser contra o Dia da Mulher, por achar que todo dia é Dia da Mulher. Mas, enquanto houver idiotas depreciando e maltratando mulheres, é preciso haver o Dia da Mulher. E a excelente blogueira Marli Gonçalves  montou um belo cardápio musical, só de grandes mulheres. Ali há Maysa, Billie Holiday, Gal, tantas outras, com música maravilhosa. Este colunista acha que faltam Carmen Miranda e Barbra Streisand. Fica para a próxima!

8 março 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

8 março 2017 DEU NO JORNAL

MANCHETE DA QUARTA-FEIRA – AMIGOS PARA SEMPRE

Em depoimento prestado ao ministro Herman Benjamim, o responsável pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “Departamento de Propinas“, Hilberto Mascarenhas, afirmou ser “Amigo” o codinome de Lula nas planilhas da Odebrecht.

Ele disse que não sabia todos os codinomes que, segundo ele, eram mais de 300, mas poderia confirmar o de Lula.

* * *

Lula e a Odebrecht, uma amizade da porra.

Eu nunca vi um codinome pra Lula casar tão bem com a pessoa dele: “Amigo“.

Pra selar definitivamente esta amizade, que custou tão caro a Banânia, agora só falta mesmo Lula ir dormir na mesma cela que Marcelo Odebrecht em Curitiba.

Celebremos esta revelação com música.

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8 março 2017 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

GREVE DE SEXO?! OU GREVE DE CÉREBRO?!

Greve de Sexo?! Ou greve de cérebro?!

Nosso parlamento é uma Casa do Riso. Pândegos e pândegas não medem esforços de parecerem ridículos e tentarem fazer-nos de palhaços.

Agora são nossas (in)digníssimas Senadoras Gleisi Hoffman, a ré e, Vanessa Graziottin, a comunista da floresta , que resolveram propor uma greve de sexo.

Será que as duas representantes do povo não tem nada melhor para fazer?

Talvez pudessem tratar de assuntos mais relevantes ao país, talvez pudessem propor medidas que de fato melhorassem a vida do nosso povo sofrido. Talvez, somente, talvez pudessem até tentar nos enrolar, quero dizer, nos explicar aqueles imbróglios e acusações de maracutaias em que estão enroladas.

A Senadora Gleisi poderia dizer ou tentar dizer alguma coisa sobre as inúmeras acusações que pesam sobre sua cara metade. Difícil? É muito difícil justificar o injustificável, contra fatos não há argumentos.

E ai a nobre Senadora fica propondo besteiras. Apoiada pela companheira pródiga, a nossa comunista (ou será burguesa?) do capital alheio.

Estas duas senhoras se queriam aparecer poderiam ter ido fazer um trabalho comunitário ou pendurarem uma melancia no pescoço. Tanto faz, dá no mesmo.
O único problema é que recebem nosso dinheiro para articularem uma ideia destas? É mole ou quer mais?

E nem originais foram. Aristófanes, dramaturgo grego que viveu fazem 2400 anos, propôs na comédia Lisístrata algo bem parecido, mas era piada, era uma…comédia.

Em Lisístrata as mulheres de Atenas negam-se a fazer sexo até que os homens deem fim a uma guerra que estava destruindo a cidade. Viram? Mesmo em uma comédia havia motivo.

Aqui não há nada! Na proposta da Senadora Gleisi não há enredo, não há motivo, muito menos graça.

Como as duas senadoras não conseguiram articular nenhum pensamento com o mínimo de fundamento, saíram com esta ideia de jumento. E nós pagando a conta de tudo isto!

Se é para isto, que se extinga o Senado e o Congresso Nacional, coloquemos palhaços de circo no lugar de nossos parlamentares, mágicos nos ministérios e alguém com uma voz de galã (fazendo as vezes de apresentador do espetáculo circense) de presidente da república.

Imaginaram? Ao invés de ‘brasileiros e brasileiras’, ‘trabalhadores do meu Brasil’ ou ‘meu povo’, os pronunciamentos na televisão começariam com um sonoro: ‘RESPEITÁVEL PÚBLICO BRASILEIRO’.

O efeito em termos de gestão pública seria mais ou menos o mesmo que esta aí, uma zona. Mas pelo menos seria mais divertido.

Parafraseando Stanislaw Ponte Preta como não há mais como restaurar a moralidade que locupletemo-nos todos. Chega de sermos palhaços governados por corruptos. Vamos morar no circo com palhaços governando os palhaços. Mais autêntico pelo menos!

Mas as feministas, ah! As feministas devem ter gostado. As feminazis mais ainda. Uma proposta destas deve ser um quase orgasmo para nossas amigas adeptas da não depilação e de outros hábitos estranhos.

Ainda bem que a maioria das mulheres é, simplesmente, MULHER! E isto basta. A beleza da vida, especialmente a dois, está nas diferenças dos sexos.

A maioria das mulheres gosta de receber carinhos e elogios, tal qual os homens. Elas se arrumam, se depilam, se perfumam não como uma condição de submissão, mas como uma condição de amor que se reflete na vaidade. Assim como a maioria dos homens também tenta se arrumar um pouco melhor, estar bonito e cheiroso para sua esposa. Vocês não? Então não são homens, são Burros!

Eu sempre quero agradar minha mulher e ela quer me agradar, simples assim. E vivemos muito bem.

Ai vem estas malucas proporem guerra dos sexos, greve de sexo, não se depilar, etc. Isto é desculpa de pessoas mal-amadas. Pessoas viram? Não estou destacando o sexo. Pessoas mal amadas, homens ou mulheres, é que vivem tendo ideias geniais para estragar aquilo que os outros têm e que eles não conseguem.

Por que não vão viver suas vidas e deixem os outros serem felizes? Para que guerrear quando é melhor amar.

Guerra dos sexos interessa a quem? É só jogada de marketing, de alguém que não tem nada a propor e infelizmente ocupa (ainda) um alto cargo na República.

Greve de sexo, proposta idiota, deverá ter uma adesão ínfima, ou alguém vai deixar de extravasar o tesão e o amor porque meia dúzia de mal-amadas querem fazer ‘birrinha’.

Chega de comentar isto! MULHERES do Brasil parabéns pelo seu dia, sejam felizes, comemorem suas conquistas, não esmoreçam em suas lutas.

Mas continuem sempre preservando aquilo que lhes faz diferentes. Sejam mães, amigas, esposas, chefes, profissionais de sucesso. MULHERES podem ser tudo que elas quiserem, sabem por quê? Porque está na alma das mulheres.

Já quanto as nossas parlamentares, lamento.

Lamento porque as senhoras perderam várias oportunidades de demonstrar que as mulheres podem ser diferentes também na política, as senhoras fizeram mais do mesmo. As senhoras mostraram a mesma desfaçatez e cara-de-pau dos seus colegas homens, mostraram que são da mesma cepa, farinha do mesmo saco.

Lamento que as senhoras senadoras perderam uma grande oportunidade de ficarem caladas.

Infelizmente teremos que, democraticamente aguentá-las e sustentar suas atividades parlamentares até a próxima eleição, quando poderemos e, as defenestraremos.

Uma proposta de greve de sexo é tão descabida que só pode ser resultado de uma greve de neurônios. Só um cérebro em greve poderia conceber uma ideia destas.

Senhoras Senadoras, sei que minha opinião pouco vale ante vossas convicções, mas espero que no curso futuro de vossas atividades parlamentares, tenham um mínimo de simancol e abstenham-se de propor besteiras.

As Mulheres do Brasil e do mundo PARABÉNS pelo seu dia!

Sinceramente de um admirador de todas as mulheres do mundo.

8 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

8 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CELEBRANDO O BICHO DE SAIA

Nesta festiva data, 8 de Março, quando celebramos o Dia da Mulher, aqui vai uma linda composição de Elino Julião, intitulada Mulher de Verdade, cuja letra celebra um amor intenso e verdadeiro de um casal.

Um autêntico e bem sacolejado forró nordestino, presente da Editoria do JBF para todas as mulheres do mundo!

Vejam que criação linda e poética:

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8 março 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

A HEDIONDA ANISTIA AO CAIXA 2 DOS POLÍTICOS

A quem interessar possa e imagina que são prioritárias as reformas previdenciária, tributária e trabalhista, necessárias para repor os gastos públicos nos trilhos e, em consequência, a economia toda, para recuperar boa parte dos 13 milhões de empregos perdidos, um aviso de amigo: no País oficial só se fala na política. E que ninguém se engane: a prioridade não é a cláusula de barreira nem a proibição das coligações nas eleições proporcionais. Mas, sim, a anistia ao caixa 2 só para políticos em campanha e a criação de um fundo público de R$ 4 bilhões, prestes a instituir o “me engana que eu pago”.

Andrea Jubé, da sucursal do Valor Econômico em Brasília, fez um relato aterrador sobre o trabalho pertinaz dos líderes das maiores bancadas do Congresso – PMDB, PSDB, PT, PP, PR e PSD – para que essas duas novidades devolvam aos chefões partidários e parlamentares do governo, da oposição ou da neutralidade, de quaisquer credos ideológicos, o sono perdido com as delações premiadas dos 77 da Odebrecht. A pressa aumentou mais com os vazamentos dos depoimentos dos executivos e ex da maior empreiteira do Brasil, principalmente o do dono, Marcelo Odebrecht, ao ministro Herman Benjamin, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da ação do PSDB, hoje domesticado no governo, contra a chapa Dilma-Temer.

A avalanche foi prenunciada na escolha do ex-ministro de Minas e Energia de Dilma Rousseff, e ex-enfant gaté do ex-presidente José Sarney, Edison Lobão, para presidir a todo-poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Jornalista medíocre, esse senador do PMDB pelo Maranhão inspirou o slogan da cruzada: não há inconstitucionalidade na anistia anunciada à fraude eleitoral. E proferiu a epígrafe para esclarecer o lema cínico: “Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”. Na ocasião, Lobão esclareceu que defende mudanças na legislação que trata das colaborações premiadas. “Delação só deve ser admitida com o delator solto.”

O Palácio do Planalto apoiou o movimento no estilo de apostos, mesóclises e paráfrases do chefe Temer ao anunciar a volta à liderança do PMDB no Senado de Romero Jucá, que caiu do Ministério do Planejamento por ter sido citado em delações premiadas na Lava Jato. Pilhado em gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como autor do mais sucinto e completo resumo da tarefa – “é preciso estancar a sangria” -, ele foi sucedido na liderança do dito governo no Congresso, na qual esperou a tempestade passar, pelo deputado André Moura. Convenientemente, este não é mais chamado de André Cunha, como no tempo em que era vassalo de Eduardo, hoje preso em Curitiba.

E se faltava o apoio do PSDB, que de maior partido de oposição passou a ter hoje a condição de um dos dois principais pilares da manutenção do vice que virou titular por obra e graça do impeachment, cujo processo foi aberto pelo “Caranguejo” acima citado, ele acaba de chegar. O ex-presidente Fernando Henrique, a pretexto de defender o presidente nacional de seu partido, soltou nota oficial na semana passada chamando de “notícias alternativas” – o mesmo que mentiras em linguagem posta a circular por uma assessora de Donald Trump – revelações sobre o financiamento “alternativo” da Odebrecht incriminando o “ínclito” senador Aécio Neves.

Segundo a nota, no importante debate travado no País é preciso fazer distinções. “Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa 2 para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção”, avaliou. O conceito seria trágico, mas é desonesto. Caixa 2 chega a ser pior do que propina paga para enriquecimento pessoal, pois corrompe a democracia e é um crime de lesa-pátria.

O principal responsável pela maior revolução social da História do Brasil, o Plano Real, empesteia seu prestígio aliando-se a Jucá, Lobão e Maia. Pois contabilidade ilícita em financiamento eleitoral age como doping no esporte: desequilibra a disputa e leva quem não ganharia à vitória, mudando, negando e subvertendo a escolha do representante ou do governante pelo cidadão. Essa fraude eleva gatuninhos à gestão pública, quebrando o País, desempregando milhões de trabalhadores, furtando os recursos da saúde e da educação, matando e destruindo o futuro de gerações. Criminalizar a sonegação por empresários evita a concorrência desleal, que altera um dos princípios basilares do livre mercado. Permitir que só os políticos usem a fraude para galgar ao poder seria o pior dos privilégios. Et pour cause, anistiá-los é hediondo.

Cabe registrar aqui o desabafo indignado da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, ao votar pela condenação de José Dirceu, José Genoino e outros maiorais do PT na Ação Penal 470. A presidente da Suprema Corte disse, à época: “Alguém afirmar que houve ilícito com a tranquilidade que se fez aqui é algo inédito em minha vida profissional. É como se o ilícito fosse uma coisa normal e pudesse ser assumido com tranquilidade. É como dizer ‘ora, brasileiro, o ilícito é normal’. A ilegalidade não é normal. Num Estado de Direito o ilícito há de ser processado e punido. Isso me causou profundo desconforto.”

Registro ainda o estupor do relator no TSE da ação do PSDB contra a chapa do PT com o PMDB. Luiz Maklouf de Carvalho contou no Estado que o depoimento de Marcelo Odebrecht deixou Herman Benjamin impressionado “pelo grau de acesso e de domínio que o empresário contou ter ao topo da cadeia de poder”. Na prática, leis foram compradas e as empreiteiras não doaram nada, apenas repassaram recursos públicos para bolsos privados de políticos e agentes públicos. Anistiar caixa 2 só para políticos é a mais indefensável desfaçatez da História.

8 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)


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