10 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

CAMISA LISTRADA

Neste mês corrente de março de 2017 se completam exatamente 59 anos que encantou-se o compositor Assis Valente. Ele partiu em 1958. Vamos ouvir um samba-choro de sua autoria, composto em 1937, interpretado por Carmem Miranda.

10 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

10 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

STJ NEGA PEDIDO DE LULA PARA BRECAR PROCESSO

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu pedido de Lula para suspender o processo sobre apartamento tríplex no Guarujá. O caso corre na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob os cuidados de Sergio Moro. O juiz da Lava Jato inclusive já convocou Lula para prestar esclarecimentos. O depoimento do pajé do PT está marcado para 5 de maio.

O tríplex está em nome da construtora OAS, mas o Ministério Público Federal sustenta que Lula é o proprietário oculto. De acordo com a denúncia da Pocuradoria, a empreiteira bancou reformas para adaptar o imóvel ao gosto do ex-presidente. Instalaram-se no apartamento desde um elevador até uma cozinha gourmet. Reuniram-se evidências de que Lula e sua mulher, Marisa Letícia, recém-falecida, vistoriaram as obras.

Lula nega que seja proprietário do tríplex. Atribui o processo, como de hábito, a uma perseguição política. Deve-se a tentativa da defesa do ex-presidente de brecar o caso no STJ ao receio de que Sergio Moro imponha a primeira condenação judicial de Lula na Lava Jato. Sentenciado, Lula teria de recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre. Derrotado na segunda instância, poderia ser preso. E ficaria inelegível.

O pedido de suspensão foi protocolado no STJ em 21 de fevereiro. O ministro Felix Fischer indeferiu a pretensão dos advogados de Lula em decisão liminar (temporária). Antes de se debruçar sobre o mérito da causa, o magistrado requisitou informações à Procuradoria da República.

* * *

10 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

XERÔ CUMEU!

Nos idos de 1960 o funcionalismo do Banco do Brasil no Recife, era na sua intimidade, formado por colegas bastante esculhambativos. Éramos todos brincalhões. Imagine-se juntos: Capiba, Carnera, Carrapateira, Simplício, Jorge Xaruto, Mário da Galinha, Gilfredo Lessa, Jarbas Loureiro e muitos outros.

Agrupava-se entre os 532 trabalhadores, uma turma da Velha Guarda, já em fim de carreira, que ultrapassava limites para trabalhar sempre fazendo presepadas, embora sem perder a seriedade indispensável ao trato dos documentos e atendimento à clientela.

Jarbas Cesar Loureiro exercia alto posto na CACEX – Carteira de Comércio Exterior, que funcionava na Agência Centro, o atual Edf. Capiba, mas nunca deixou de ser um cabra descontraído, engraçado e presepeiro.

Todas as tardes, descia da lanchonete o moço conhecido como “Zeca do Café”. Criatura simples inocente e de poucas letras. Ele surgia com sua carrocinha de lanches anunciando as ofertas da tarde para àqueles que preferiam usar seus preciosos 15 minutos de folga no próprio departamento.

Não raro “Zeca” oferecia sanduiches variados: de presunto, carne ou queijo. Mário Santoiani, lotado no FUNCI – Setor do Funcionalismo, era acostumado a lhe importunar, para provocar risos.

Costumava amassar os pães, tirando-os do saquinho para cheirar e não comprava o primeiro que pegava, o que causavam grande aflição ao vendedor, porque ninguém mais desejava comprar os “cheirados”.

Certa feita o moço foi à CACEX para se lamentar a Jarbas, seu protetor, que sendo mais presepeiro do que Santoiani, criou um cartão e disse a “Zeca” que fixasse na carrocinha e anunciasse a “nova lei” assim que entrasse ao Setor do Funcionalismo.

Sem saber o que estava escrito, chega “Zeca” na porta e diante de todos faz seu “teatrinho” e brada, em alta voz, batendo palmas, para anunciar a exigência do novo comportamento para seus clientes:

– Pessoal, falei com “Seu Jarba” e ele disse que agora a carrocinha tem nova lei, criando esse cartaz.

Mal sabia ele que lá estava escrito algo que atingiria principalmente Mário Santoiani: “XERÔ, CUMEU!”.

A risadaria foi geral. Mas o bom “Zeca” fez sua parte, zelando ela qualidade dos alimentos. Todavia, sem entender porque todos riram.

Ele não tinha a maldade de observar que havia um duplo sentido na frase do cartaz, pois descendia de velha história que correra no Banco, sobre cena que envolveu um Senhor de Engenho e o noivo de sua filha, um tal de Mané, que andara enfiando o nariz na priquita de Zefinha, sua filha, e a coisa vazou. E segurando-o pelo braço com certa violência, berrou:

– Seu cabra safado, venha cá ouvir uma coisa. Se você “descabaçou” minha menina vai se ver com essa “lambedeira” aqui ou vai ter que se casar com ela.

– Cumi não, Seu Coroné, só dei uma cheiradinha no cabaço dela.

– Mas comigo é diferente! A intimidade já foi uma desonra pra moça. Pra mim cheirou, comeu!

10 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

10 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O ASSUNTO DO MOMENTO

De ontem pra hoje não se fala em outra coisa que não o tal do saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

O noticiário de jornais, rádios e televisões deram – e continuam dando -, uma cobertura impressionante.

Esta foto a seguir é apenas um exemplo. Mostra a fila de pessoas que dormiram na rua, esperando a abertura da agência da Caixa Econômica na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul:

E, pelo que ouvi, as agências abrirão amanhã, sábado, em pleno final de semana.

Aqui no Recife a ladainha também foi de manhã, de tarde e de noite. Um tarrabufado da gôta serena.

Liguei a televisão às 5 da manhã e já lá estava o desmantelo: um cidadão dizendo que havia entrado na fila às 10 da noite de ontem. Sorridente, feliz, sem reclamar do desconforto.

Ou seja, o tal do saque é bom pro povão.

E, sendo bom pro povão, esta medida não deve ter vindo de um gunverno golpista e ilegal como este atual dirigido por Michel Cara-de-Tabaca. Com toda certeza.

Sem dúvida alguma, a autorização pra sacar esta minxaria veio dos tempos de Dilma, ainda no ano passado, antes do golpe imoral que a derrubou do poder.

Só mesmo uma presidenta e gerenta pertencente a um partido das massas, a uma sigla que luta pelos oprimidos e miseráveis, seria capaz de tomar uma medida deste porte.

Os argutos e bem informados leitores do JBF podem me tirar esta dúvida:

Num foi mesmo Dilma que propiciou que este dinheirinho, vindo em tão boa hora, num momento de crise e recessão, viesse parar no bolso dos necessitados?

Foi ou não foi?

Hein?

10 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

ALEXANDRE JOSE BORJAILI – BELO HORIZONTE-MG

Belo Horizonte, 10 de março de 2017

Ao
Exmo. Presidente da República
Tribunal de Contas da União – TCU
Ministério Minas e Energia – MME
Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE
Secretaria Micro e Pequenas Empresas
Ministério da Fazenda
Ministério Público

Referência: Petrobras comunica fim do subsídio do GLP

Excelentíssimos Srs. (As),

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, entidade nacional representativa da classe dos revendedores de GLP, inscrita CNPJ No 08.930.250/0001-32, com sede na Rua Glaura, 311, Bairro Santa Cruz, Belo Horizonte / MG – CEP 31.150-480, vem, respeitosamente, perante a Vossas Excelências, solicitar esclarecimentos e clareza quanto ao comunicado declarado pela Petrobras S.A. sobre o fim do subsídios do GLP.

O Brasil vive um momento delicado, uma crise econômica é para ser vencida, e não podemos utilizar deste momento para ganhos diversos. Quando tratamos do setor de combustíveis há de se ter cuidados, seja gasolina, diesel, ou o nosso tradicional gás de cozinha, tratamos do interesse nacional, de produtos ligados diretamente a fome do povo brasileiro, tratamos da segurança nacional.

A Petrobras veio a público comunicar o fim do subsídio do gás de cozinha, o que nos chamou a atenção, que este comunicado veio durante o workshop “Combustível Brasil” promovido pelo Ministério de Minas e Energia, Agencia Nacional do Petróleo e Empresa de Pesquisa Energética, nos dias 07 e 08 deste mês. No evento uma das pautas discutidas foi como acabar com preço diferenciado do gás de cozinha na Petrobras, mas respeitando aqueles que mais precisam da garantia de poder ter seu abastecimento garantido, dentro de suas capacidades financeiras, em especial, a população com menor rendimentos.

A Petrobras vem atuando de forma impulsiva, a venda de seus ativos é objeto de várias denúncias, agora sua política de preço, hora a Petrobras resolve atuar como empresa privada, hora atua como empresa estatal, mas com a liberdade de passar por cima do Governo Federal que nos lê em cópia.

A política de preços do mercado de combustíveis é livre, a Petrobras pode subir o preço do gás de cozinha, ousada foi em falar publicamente em acabar com subsídios, ousadia é ignorar que sua diretoria foi nomeada pelo Governo Federal, por aqueles que de fato falam e representam toda a nação brasileira, que nos representam e cujo pilar é a garantia da manutenção do interesse nacional.

A Petrobras desrespeitou todos os agentes envolvidos no programa “Combustível Brasil”, enquanto buscavam, buscam, medidas que visam promover o setor, em especial a própria Petrobras, mas sem perdas aos consumidores brasileiros, indo a público comunicar o fim do subsídio, sem critérios e de forma alarmista.

Desrespeito a toda rede de revendedores de GLP, ousada em nos responsabilizar pelas suas perdas, pela sua falta de capacitação em lidar com sua ingerência.

[…] Ou seja, a política de subsídio para o gás custou caro à Petrobras, mas não beneficiou o consumidor. Os revendedores aumentaram a margem, multiplicando o lucro. A ideia é recompor a defasagem de preço gradualmente. […]. Fonte: G1.Globo

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, vem a público expressar repúdio as declarações e conduta da Petrobras, em nossa posição, não limitaremos esforços em denunciar abusos, e havendo aumento no preço do gás de cozinha, certamente, provocaremos todas as autoridades para que seja preservado o direito do consumidor, que havendo abusos, que os verdadeiros autores sejam tratados com o rigor da Lei.

Colocamo-nos a disposição para maiores esclarecimentos.

Cordialmente,

Alexandre Jose Borjaili – Presidente
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR

R. Uma entidade do porte da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, enviar cópia de sua correspondência pras altas otoridades banânicas, a fim de seja publicada aqui no JBF, me deixa ancho que só gôta serena.

Vocês fubânicos tão pensando o quê, seus lesos???!!!

É prestígio pra dar e vender.

Sr. Presidente da ASMIRG, use e abuse deste espaço.

Disponha sempre desta gazeta escrota.

Abraços e sucesso na sua luta.

10 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

A APOSENTADORIA

Aconteceu na sala de audiências do Fórum, ela apareceu acompanhada da delegada de mulheres. A negra Silvina surgiu com seu permanente e debochado sorriso. A delegada mandou a moça contar a surra que levou do companheiro, o servente de pedreiro Josualdo, que ali se encontrava para depor sobre sua violência intempestiva e seu ciúme incontrolável quando viu sua mulher brincando com a meninada da rua, na Chã da Jaqueira.

Josualdo arrastou-a pelo braço, entrou em casa esmurrando-a. Ele tinha um ciúme doentio pela singeleza e beleza silvestre de Silvina. Conheceram-se há três anos, quando Josualdo foi construir uma casa na praia do Pontal do Peba, foz do Rio São Francisco. Vieram morar na capital.

Como não teve infância, a maior paixão de Silvina era brincar com os meninos da rua. Por tudo isso, Josualdo tinha um doentio ciúme. Proibiu sua mulher de sair à rua e jogar com os meninos. A jovem ficava em casa acabrunhada, infeliz.

Certo tarde, debruçada na janela, assistia a meninada brincar de garrafão. Não resistiu, com sua habilidade atlética foi brincar junto aos moleques. Josualdo retornou mais cedo. Quando viu sua mulher jogando com a meninada, puxou-a com seus fortes braços. Irado esmurrou Silvina que sofria, não pela dor, mas pelo ódio em não poder com Josualdo, um touro de forte.

Foi essa a história contada no Fórum ao juiz na presença do promotor. Era o último caso da carreira do magistrado. Havia solicitado aposentadoria aos 68 anos. O último caso da sua vida como juiz.

Homem sério, correto e honesto, nosso juiz honrou a instituição. Bem casado há 40 anos, três filhos e três netos, viveu sempre para o lar. Em todo tempo de casado jamais prevaricou, fiel à esposa e a seus princípios.

Certa momento, a delegada pediu ao juiz e ao promotor para comprovarem in-loco os edemas, as sequelas da surra de Josualdo. Na sala contígua entraram apenas os quatro. A delegada pediu à Silvina mostrar as manchas no corpo. Num átimo, sem pudor e sem maldade, a negra puxou o zíper, deixou cair o vestido de chita. Deu-se uma comoção ao surgir o corpo moreno perfeito, coberto apenas por uma minúscula calcinha branca. Os seios duros e pontiagudos pareciam dois cuscuzes de chocolate. A lascívia exalada por Silvina deixou o promotor boquiaberto e o vestal juiz encantado. A delegada, percebendo o impacto, o arraso causado aos machos, mostrou os edemas e pediu que a deusa negra se vestisse.

Foi o último julgamento do Dr. juiz. Houve separação, estipulou-se uma quantia do salário de Josualdo como pensão.

O Doutor aposentou-se. Ficou sem trabalhar. Quando cansou do ócio foi ajudar na banca de advocacia de seu filho. Certa manhã de sol, nosso juiz aposentado descia de carro a ladeira do Farol.

De repente seu coração acelerou, reconheceu entre os meninos que vendiam frutas e legumes, a jovem Silvina vestida de short e uma blusa leve. Ela caminhava dengosamente em sua direção com quatro pacotes de feijão verde. Ao ver o juiz, Silvina pulou de alegria e saiu-lhe um grito espontâneo: “Doutor !”. Enfiou a cabeça dentro do carro, com um sorriso encantador e o decote mostrando os seios mais lindos que ele tinha visto em sua vida. Disse em voz clara, quase sussurrando: – “Doutor, sou muito agradecida pelo que fez. Naquele dia tive vontade de lhe dar um beijo, o senhor é um homem bonito. Se precisar de mim, dou o que o senhor quiser, é só pedir”. O Doutor emudeceu, engatou uma primeira, acelerou o carro, medo da tentação.

À noite, durante uma festa, o artista global e poeta, Chico de Assis recitou o belíssimo poema de Jorge de Lima, Nêga Fulô. Quando a voz de Chico cheia de sensualidade recitou os versos: “Essa Nêga Fulô… essa Nêga Fulô…”. Veio a imagem de Silvina, nua, na cabeça de nosso nobre e honrado juiz.

Decorrido algum tempo, o Doutor Juiz passou várias vezes pelo ponto de Silvina, sempre uma alegria quando ela o via. Até que tirou uma dúvida, perguntou-lhe a idade. “24 anos, mas pareço menos”, respondeu. O Doutor Juiz tem agora o que fazer na aposentadoria, pelo menos uma vez na semana, remoça seu corpo, sua alma, nos braços da sua Nêga Fulô.

10 março 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

IVAN MAURÍCIO – RECIFE-PE

O Pequeno Príncipe” – clássico da literatura mundial – ganhou uma versão em Literatura de Cordel no livro de Josué Limeira ilustrado por Vladimir Barros.

Vale a pena conhecer:

O Pequeno Príncipe em Cordel – Clique aqui para ler .

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10 março 2017 FULEIRAGEM

GILMAR FRAGA – ZERO HORA (RS)

GERALDO AMÂNCIO E A ARTE DA GLOSA

O grande poeta repentista Geraldo Amâncio: cearense que é um dos maiores nomes da poesia popular e da cultura nordestina contemporânea

* * *

Todas as glosas a seguir são da autoria de Geraldo  Amâncio

Mote:

Toda lei ultrapassada
Só favorece o bandido.

Se for um parlamentar
Pode ter crime a vontade
Que o dedo da impunidade
Não deixa lhe investigar.
Se alguém o denunciar
É sujeito a ser punido,
Processado e ser tangido
Pra o beco da emboscada;
Toda lei ultrapassada
Só favorece o bandido.

Mote:

Não tem nada parecido
Com o amor da mãe da gente.

A mãe nova ou mãe antiga
Tem coragem como loba
Se tem um filho que rouba
Pra defendê-lo se obriga
Se a polícia lhe investiga
Diz que o filho é inocente
Grita, chora, jura e mente
Defende o filho bandido.
Não tem nada parecido
Com o amor da mãe da gente.

* * *

Mote:

Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguém leva nada no caixão.

Não adianta um pecador enganar
E nessa vida viver da fase crítica
Entre luta, entre roubo, entre política
Pra depois nesse mundo ele enricar
Que se a gente também for comparar
Desde um rico para um pobre cristão
Para Deus vale mais quem pede um pão
Do que um presidente ou deputado
Pra que tanto tesouro acumulado
Se ninguém leva nada no caixão.

Mote:

O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

Quem foi pai do folheto nordestino
Foi Agostinho Nunes do Teixeira,
Escreveu a história pioneira
Com os filhos Nicandro e Ugolino.
Prosseguiu com Germano e com Silvino,
Eis aí a primeira geração.
O romance no estado de embrião
Fervilhou no poder imaginário,
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

Teve berço no chão paraibano,
Da cultura do povo um grande guia,
Registrou a primeira cantoria
Na peleja de Inácio com Romano.
A memória do padre Otaviano
Levou luz  onde havia escuridão,
O veículo maior de informação
E o primeiro jornal do proletário
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

O cordel memoriza a cantoria
Na peleja de Pinto com Marinho,
Com o Cego Aderaldo e Zé Pretinho,
O que via apanhou do que não via.
Zé Gustavo e Roxinha da Bahia,
Nisso tudo aparece até o cão,
Na peleja do Diabo e Riachão
Foi Assu testemunha do cenário,
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

A maior expressão do menestrel
Não há força que atinja o seu alcance
O campônio conhece por romance
Ou então por folheto de papel.
Só depois veio o nome de cordel,
Que em feira era exposto num cordão
Ou então numa lona pelo chão
E um poeta a cantar feito um canário.
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

Registrando o passado e o presente,
Para tudo o cordel tem sempre espaço:
Pra amor; pra política, pra cangaço,
Romaria, promessa e penitente.
Retirante, romeiro, presidente,
Seca, fome, fartura, inundação,
Nele encontra o melhor documentário,
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

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10 março 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

SONIA REGINA – SANTOS-SP

O Andar de Baixo e o Andar de Cima

Faço parte do grupo dos aposentados e na quase certeza de que não haverá modificação em meu salário mensal, tenho o direito na qualidade de cidadã, de fazer alguns questionamentos para a reforma previdenciária que está no Legislativo.

Não utilizo a frase “benefício” que consta no papel que recebemos do governo federal. Não é benefício, é fruto do pagamento que eu e meu empregador depositamos nos cofres do governo durante mais de trinta e cinco anos.

Entendo que somente as ”Leis Divinas são Imutáveis”. As ”Leis da Sociedade” abrangendo tudo que desfrutamos no Planeta que habitamos, devem ser alinhadas ao seu tempo de acordo com a nossa evolução.

Ouço na imprensa sempre a mesma ladainha, ou seja, falam somente do andar de baixo, nem um pio sobre o andar de cima.

É assemelhado a um condomínio: o andar de baixo, paga condomínio e Fundo de Obras e no andar de cima???

Não sei o funcionamento da famosa operação que ainda não caiu de moda: débito e crédito para a previdência.

Quem paga o que? Quem recebe oque? É tudo junto e misturado? Será que sabem, ou pior, estão escondendo pra enganar mais uma vez o cidadão?

Espero que esse pessoal que convoca manifestação faça também um manifesto, perguntando ponto por ponto, qual a forma de contabilidade do governo para Previdência Social.

Num passado recente, a palavra de ordem eram os desvalidos que sem emprego, obtiveram ajuda do governo para alimentar e dar escola aos seus filhos. Pergunto:
A pobreza diminuiu?

Hoje, são os aposentados do andar de baixo que na reta final de seu período na terra, tem que ajudar o governo.

Posso até entender que o cobertor é curto, tem que ser ajustado, mas, acreditar na palavra de um governo que é embalado ao sabor das tais delações premiadas, com um cidadão preso que durante muitos anos foi um presidente oculto da Nação e até hoje continua dando as cartas é pedir demais.

O governo só terá meu apoio, quando explicar porque temos um País com cidadãos que pertencem a duas categorias:

O Andar de Baixo e o Andar de Cima.

10 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

10 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

“ESTA GAZETA”


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