ACAUÃ

No dia de hoje, 11 de março de 2017, se completam exatos 55 anos que encantou-se Zé Dantas, um dos grandes parceiros de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião e autor desta dolente canção. 

11 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 março 2017 REPORTAGEM

A HORA DO JUÍZO FINAL

Detentor dos mais recônditos segredos capazes de abalar a República, o procurador-geral Rodrigo Janot carrega um semblante que, de tão sereno e tranquilo, contrasta com o da esmagadora maioria dos políticos. Na última quinta-feira 9, enquanto o meio político aguardava em estado de tensão e pânico a bombástica lista de pedidos de inquéritos com base nas 77 delações da Odebrecht, Janot almoçava sushi em um restaurante de Brasília, com o terno pendurado na cadeira. Tratava-se de uma pausa em meio ao ritmo frenético de trabalho. Desde o carnaval, Janot e sua equipe se debruçam incansavelmente sobre as petições que serão apresentadas ao STF possivelmente nesta segunda-feira 13 – uma data sugestiva – e revelarão indícios veementes de pagamentos de propina para mais de uma centena de políticos, incluindo a cúpula do governo, petistas de altíssimo calibre, como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, e lideranças de PMDB e PSDB.

O documento está em fase final de ajustes. Na expectativa de um volume colossal de depoimentos, o STF recomendou aos veículos de comunicação que entregassem, cada um, na última semana, dois HDs de 1 terabyte cada, para que sejam armazenados os pedidos de inquéritos e as delações. O gesto importante e de transparência é a prova inequívoca de que a corte está de prontidão à espera do que se convencionou chamar de começo do fim do mundo. Qual seja, o momento em que a Lava Jato alcança definitiva e incontestavelmente à classe política, sem distinção partidária. Por isso, Brasília sai do seu eixo habitual e estremece.

NITROGLICERINA PURA

As revelações feitas nas duas últimas semanas, durante os depoimentos de executivos da Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deram uma pequena amostra do tamanho do estrago que vem pela frente. Primeiro, foram os R$ 150 milhões – R$ 50 milhões só de propina – destinados por Marcelo Odebrecht à campanha de Dilma Rousseff em 2014, sendo 4/5 via caixa dois, incluindo repasses para a conta do seu marqueteiro na Suíça. Em seguida, as cifras chegaram a patamar astronômico depois que outro ex-funcionário da empresa, Hilberto Mascarenhas, estimou que o departamento de propina da Odebrecht gastou cerca de US$ 3,4 bilhões entre 2006 e 2014 só em pagamentos de propina. Fontes ouvidas por ISTOÉ também cravam que o depoimento de Marcelo Odebrecht será arrasador para o ex-presidente Lula, réu já em cinco processos. É nitroglicerina pura. Conforme antecipou a revista, o empresário detalhará pagamentos em dinheiro vivo ao petista.

Outro ingrediente desse caldeirão azedou de vez o clima político na capital. A Segunda Turma do STF, na terça-feira 7, recebeu denúncia movida por Janot contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro com base na doação oficial de R$ 500 mil feita pela empreiteira Queiroz Galvão. Houve divergência entre os ministros em relação à imputação de lavagem de dinheiro: Dias Toffoli e Gilmar Mendes opinaram no sentido de não rejeitar a imputação, mantendo só a corrupção. “Aqui, no caso concreto, não há a clandestinidade, porque houve depósito em conta do partido, contas que são sindicadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou Toffoli. Acabaram vencidos pelo relator Fachin e pelos ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. O Congresso Nacional entrou em parafuso, porque o Supremo sinalizou para a possibilidade de criminalizar pagamentos feitos oficialmente com registro na Justiça Eleitoral. Ou seja, por dentro. Ato contínuo, políticos da maioria dos partidos desfiaram um rosário de críticas à decisão do Supremo. Claro, receosos da jurisprudência criada para acusações generalizadas contra todos. Para o advogado de Raupp, Daniel Gerber, o recebimento da denúncia abre a possibilidade de criminalizar as doações, mas uma condenação só poderia ocorrer caso se comprovasse uma contrapartida feita pelo político para beneficiar a empresa, o chamado ato de ofício. “A demonstração de legitimidade da doação passará pela prova de inexistência de promessa indevida como contrapartida ao recebimento de valores”, afirmou Gerber.

Mesmo quando a famigerada lista chegar ao STF o suspense não vai terminar de imediato. Janot já adiantou que pedirá a retirada do sigilo do material que acompanha as petições, mas o ministro do STF Edson Fachin, atual relator da Lava Jato, ainda pretende se debruçar sobre a documentação para avaliar se autoriza ou não a abertura dos inquéritos e a divulgação do teor explosivo das acusações. Não há prazo para Fachin despachar os pedidos de Janot, embora sua equipe já esteja de prontidão para resolver o assunto o mais rápido possível. A expectativa é que sejam abertos dezenas de inquéritos no Supremo e que outra parcela significativa das investigações seja enviada à primeira instância nos Estados, por não envolverem políticos com foro privilegiado. Lula e Dilma, por exemplo, não têm foro especial. Apenas os casos referentes à Petrobras ficarão em Curitiba, sob condução do juiz federal Sérgio Moro, enquanto as outras suspeitas de ilícitos devem ser distribuídas para procuradores e promotores de todo o País, de acordo com o local dos fatos criminosos.

O terror se alastra no Congresso Nacional à medida que os parlamentares acompanham atônitos o infortúnio de antigos colegas, hoje às voltas com rotinas espartanas no cárcere. Para estes, o juízo final já chegou. Um dos casos mais emblemáticos, o do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) já acumula tantas acusações que desponta como o símbolo nacional da corrupção. Ele já é réu em seis ações. A última revelação foi que recebeu propina até em euros, no próprio Palácio Guanabara, segundo depoimento prestado na terça-feira 7 por Alberto Quintaes, ex-executivo da Andrade Gutierrez. Como a moeda vale três vezes mais do que o real, era mais fácil para receber propina em euro, segundo o relato. “Eram poucas notas e um volume grande de reais”, afirmou o executivo. Já o ex-ministro petista José Dirceu, também ex-deputado, parece que mofará na cadeia: amargou sua segunda condenação na Lava Jato, desta vez a 11 anos de prisão por recebimento de propina de um contrato da empresa Apolo Tubulars com a Petrobras. Em maio do ano passado, ele já havia sido condenado pelo juiz Sérgio Moro a 23 anos de prisão, maior pena aplicada na Lava Jato. O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também está longe de voltar a ver a luz do dia fora do Complexo Médico Penal em Curitiba. Teve mais um habeas corpus negado. Em situação igualmente complicada encontra-se o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Na última semana, ficou comprovado: ele é mesmo o “italiano” das planilhas da Odebrecht, acusado de movimentar R$ 128 milhões em propinas. Assim como João Santana foi identificado como “Feira” e Lula como o “Amigo”, devido sua relação com Emílio Odebrecht.

CAIXA UM E DOIS

As formas de pagamento aos políticos e a criminalização de doações serão debatidos à exaustão tão logo a caixa de Pandora (artefato da mitologia grega de onde saíam todos os males do mundo) da Odebrecht seja aberta, já que as delações vão abordar pagamentos registrados na Justiça Eleitoral e também os realizados via caixa dois. As implicações nos partidos políticos deverão ser generalizadas, lançando mais suspeitas sobre as principais figuras de partidos como PT, PSDB e PMDB. Além do primeiro escalão de Temer e dos ex-presidentes Lula e Dilma, a Odebrecht também deve envolver dirigentes tucanos. Nesse cenário, inclusive, começa a ser ventilado o nome do prefeito de São Paulo João Dória (PSDB) como possível presidenciável, por ser considerado um outsider da política, anti-estabilishment e não estar implicado nas pesadas acusações surgidas na Operação Lava Jato.

Um dos alvos principais da Odebrecht, o governo Temer tenta se blindar. Direciona seu foco para as medidas econômicas, como o anúncio de um programa de concessões na infraestrutura. Ao participar de um jantar na última terça-feira 7, Temer disse que não estava se preocupando com a lista de Janot. “Se eu for me preocupar com isso, não faço mais nada. Não estou preocupado. Cada Poder cuida de uma coisa”, disse o presidente. Apesar de suas declarações, é grande a pressão sobre o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, depois que o advogado José Yunes, amigo próximo de Temer, veio a público confirmar que recebeu um pacote da Odebrecht em seu escritório a pedido de Padilha, que teria sido entregue pelo doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do esquema na Caixa. Logo depois da entrevista de Yunes, Padilha pediu licença para se submeter a uma cirurgia, mas ainda não retornou ao governo.

Em meio a esse cenário de terra arrasada, cabe ao Ministério Público e ao Judiciário dar celeridade às investigações para permitir que o País finalmente vire a página. Todos os crimes são crimes e os corruptos devem ser julgados e punidos à luz da lei e do estado democrático de direito, mas é necessário separar o joio do trigo, distinguindo os que foram agraciados com doações eleitorais daqueles que receberam propina e montaram um projeto estruturado de poder destinado a sangrar estatais durante os 13 anos de governo petista. Definitivamente, caixa dois, propina em benefício pessoal e um esquema na Petrobras arquitetado por um governo para se perpetuar no poder não constituem faces da mesma moeda. Quem quer igualar a todos deseja, na verdade, um salvo conduto para voltar ao poder em 2018 e repetir as práticas criminosas que colocaram em marcha. O criminalista Eugênio Pacelli, autor de livros sobre Direito Penal e Direito Processual Penal, adverte que não se pode fazer a “desmoralização antecipada de pessoas e instituições”. “O Ministério Público tem instrumentos legais para evitar isso. A punição de pessoas físicas não pode paralisar a pessoa jurídica”, afirmou.

A LISTA DO BARULHO – Apreensão em Brasília, O procurador Rodrigo Janot deve enviar ao STF a nova lista com os nomes de políticos que serão investigados nesta segunda-feira 13. Caberá ao ministro Edson Fachin suspender o sigilo dos inquéritos e das delações da Odebrecht

A lista do barulho Apreensão em Brasília, O procurador Rodrigo Janot deve enviar ao STF a nova lista com os nomes de políticos que serão investigados nesta segunda-feira 13. Caberá ao ministro Edson Fachin suspender o sigilo dos inquéritos e das delações da Odebrecht

Para isso, tem sido costurados acordos de leniência que salvarão as empresas de sofrerem punições pesadas a ponto de serem obrigadas a fechar as portas. As pessoas jurídicas também terão que pagar multas e colaborar com as investigações, mas ficam poupadas da proibição de contratar com o poder público e outras mais danosas. Esses acordos têm sido negociados com o Ministério Público Federal e com o governo federal, sob condução do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União. No caso dos acertos com o governo, cabe ainda à atual gestão destravar as negociações com as empresas, que esbarram em fragilidades da legislação, e finalmente dar prosseguimento às assinaturas. Essas negociações se arrastam há mais de um ano, sem conclusão. Somente o MPF tem conseguido assinar os acordos com as empresas, mas a medida não é suficiente para livrá-las de punições administrativas do governo federal.

A agenda do País não pode se resumir às páginas policiais e precisa se dedicar também às reformas e discussões relevantes para colocar a economia de volta aos trilhos. Somado a isso, cabe ao meio político permitir o surgimento de lideranças que não estejam contaminadas pelas suspeitas de corrupção, para que o País seja passado a limpo e possa ter alternativas viáveis de poder para 2018. O juízo final representa a falência de um sistema político baseado no pires na mão e que precisa ser profundamente rediscutido e reformado, para afastar de uma vez por todas marca da corrupção da sociedade brasileira. Que venham as delações.

Transcrita da Revista Isto É

11 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

11 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

TEMER NÃO COGITA AFASTAR MINISTROS INVESTIGADOS

A perspectiva de divulgação dos pedidos de inquérito decorrentes das delações da Odebrecht reacendeu nos porões do governo um debate sobre a situação dos ministros que devem constar da lista da Procuradoria-Geral da República. Dá-se de barato no Planalto, por exemplo, que irão à grelha do Supremo Tribunal Federal os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Avalia-se que a novidade tornará ainda mais frágil o já debilitado estado-maior do governo. Ainda assim, Michel Temer não cogita afastar seus auxiliares. Nas palavras de um aliado que conversou com o presidente sobre o tema, “Padilha e Moreira só deixarão o governo nesta fase se quiserem. E eles não deram sinais de que desejam sair.”

Temer se mantém aferrado aos critérios que definiu para lidar com os ministros que ardem no caldeirão da Lava Jato: 1) os que forem formalmente denunciados pelo Ministério Público Federal, terão de se licenciar dos cargos. Nessa condição, não perderão o foro privilegiado; 2) aqueles que virarem réus em ações penais abertas pelo Supremo Tribunal Federal deixarão definitivamente o governo.

Na prática, além de fornecer uma desculpa automática para Temer e seus ministros, estes parâmetros como que desobrigam o presidente de pensar sobre o paradoxo que marca o seu mandato-tampão: o governo mantém a cabeça nas reformas econômicas e os pés no pântano da política.

Em privado, Temer revela-se obcecado pela preservação da maioria parlamentar. Seu maior receio é o de que a nova lista de encrencados elaborada pela Procuradoria perturbe o Legislativo a ponto de interferir no ritmo de tramitação de reformas como a da Previdência. O presidente di que fará o que for necessário para evitar o comprometimento das reformas.

Antessala da prosperidade econômica ou nova escala rumo ao abismo político, escolha sua metáfora para o que o governo Temer enfrenta na sua tentativa de chegar a 2018. Uma cena típica de desenho animado talvez seja a maneira mais adequada e sintética para descrever o que se passa.

Nos desenhos, às vezes acaba o chão. Mas os personagens continuam caminhando no vazio. Só despencam quando percebem que estão pisando em nada. Se não notassem, atravessariam o abismo. Temer assiste à deterioração moral do seu governo sem estranhar coisa nenhuma. Sua única preocupação é não olhar para baixo.

11 março 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

RIO LOCO – Raul de Souza

11 março 2017 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

REFLEXÕES SOBRE AS SURUBAS E UM SENADOR

Suruba é o termo mais atual do vocabulário político brasileiro. É chulo, verdade seja dita, pelo que não destoa do âmbito em que se sugere fique circunscrito. É termo profundamente familiar a dez entre dez frequentadores das chamadas casas de tolerância.

Não suponha, porém que, apesar do nome, ali se tolera tudo. O “xexo”, por exemplo, indicativo de quem usa os serviços da prostituta e não os remunera na forma previamente combinada, é imperdoável. No meio legislativo seria falta de decoro, aquiesça-se. Quase sempre culmina em pancadaria, da qual o “xexeiro” sai com, no mínimo, hematomas. E se for suruba, que ocupa quase toda a mão de obra (mão?) da casa alegre, pior.

A palavra suruba foi recentemente incorporada ao vocabulário político brasileiro por iniciativa do senador Romero Jucá, atônito ante a possibilidade de perder o foro privilegiado. A compostura já foi perdida quando ele usou sexo grupal como metáfora do foro privilegiado, instituto que justo ou não, integra a legislação do país.

De qualquer forma, a frase senatorial é antológica: “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”.

Suruba para todos? Não existe, senador. A esmagadora maioria brasileira não tem foro privilegiado. Aliás, não tem nenhum privilégio. Essas prerrogativas são regalias de um grupo que se apoderou do Brasil, fazendo dele um motel em que organiza as surubas de acordo com os seus caprichos. À maioria, só resta cantar com os Mamonas Assassinas; “…mas o que raio de suruba, já me passaram e mão na bun…, e ainda não co… ninguém”.

Enquanto não dermos importância ao voto, cantaremos, melhor dizendo, choraremos sempre assim. Na mesma toada.

11 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

11 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

VOU M’EMBORA PRO PASSADO…

Eu tinha exatamente 10 anos de idade, em 1956, quando uma música intitulada “Nunca Jamais” – versão da autoria de Nelson Ferreira da composição de Lalo Guerrero -, fez um sucesso danado.

A intérprete, Onilda Figueiredo, virou celebridade de imediato.

Lembro-me que uma irmã dela morava em Palmares. E que também virou celebridade municipal por conta da fama de Onilda.

Onilda, pelo que me consta, mora atualmente em Olinda.

Pois a letra desta canção tem uma passagem que é exatamente assim:

“Olha-me, mente-me, beija-me, mata-me se queres, porém não me deixes, não, não me deixes, nunca jamais…”.

Tão vendo???

“Mente-me… mata-me se queres…”

Num precisava nem pedir “mente-memata-me se quiseres“. Bastava dizer: meta-me a porrada, me dê uma surra, enfie a mão…

Eu chega se assuspirei-me todinho de saudades daqueles velhos tempos.

Já não se fazem músicas assim hoje em dia. Nem mulheres também.

(Tomara que Aline leve esta postagem na esculhambação. Senão, meu sábado vai ser debaixo de porrada…)

11 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)


REFORMAS DUVIDOSAS

O governo Temer coloca na mídia todos os dias que sem a reforma da previdência o sistema previdenciário quebra. É uma balela, conversa fiada. A quebra da previdência está no desvio de dinheiro do sistema para outras finalidades, para outros desperdícios e objetivos políticos que visam a eleição de 2018. Caso o governo tivesse com intenções voltadas a resolver os problemas de arrecadação da previdência, bastaria simplesmente extinguir com a DRU – Desvinculação de Receitas da União, patrocinada pelo governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, que recebeu apoio do finado Senador Antônio Carlos Magalhães, presidente do Senado Federal, à época, e do atual presidente da República Federativa do Brasil, (que de federativa nada tem), então presidente da Câmara Federal, o senhor Michel Temer. Sim, ele mesmo, um dos patrocinadores da metida de mão no dinheiro assegurado na Constituição, exclusivamente, para a Seguridade Social e que passou a ser desviado. O que se arrecada com a previdência sobra, não há rombo. O rombo há porque metem a mão no dinheiro do contribuinte trabalhador.

Esta é a razão maior do medo que o governo propaga na população como forma de pressionar pelas alterações no sistema previdenciário. Não tem como arrecadar dinheiro sem aumento de impostos. Daí a via com o dinheiro da previdência, a qual resultará em sobras para ficar bem com a população e o empresariado. Não se esqueça o leitor que o Brasil é um País com perspectiva gigantesca de crescimento. Isto significa que a projeção futura é de aumento de arrecadação da previdência em razão de que a expansão empresarial importa em maior âmbito de empregos e por consequência, a contribuição. Acontece que o governo não tem como impor uma política imediata de recuperação pela falta de recursos e o tempo do mandato é curto. Entrada de dinheiro é especulativa e não há crédito internacional, muito menos novas ou consideráveis fontes de recursos, fruto da política do Partido dos Trabalhadores e seus meliantes, comandados pelo seu chefe que já deveria estar preso pelos crimes que cometeu com a Nação brasileira.

O sistema de Seguridade Social é superavitário. Caso não houvesse a montagem patrocinada pelos citados acima, FHC, Antônio Carlos Magalhães e Michel Temer, a arrecadação para o sistema teria dinheiro de sobra. Estes senhores, orientados pelo Supremo Tribunal Federal – STF, criaram e aprovaram a PEC da DRU, a mágica para fugir do impedimento constitucional, já que não podiam lançar mão dos recursos da Seguridade Social que era assegurado exclusivamente, pela Constituição Federal, para essa finalidade. Foi a forma para legalizar o uso do dinheiro do contribuinte previdenciário, do contrário seria inconstitucional, art. 195 e inciso XI do art. 167 da Constituição. A DRU que foi colocada para a população como uma medida temporária, permanece até hoje e foi estendida até 2019 e aumentada para 30% de livre utilização pelo governo do dinheiro arrecadado pela Seguridade Social. Em tempo: a dívida do governo federal chega a 1 trilhão e 900 bilhões de reais. Não vou esmiuçar aqui o quanto o governo deixa de arrecadar com incentivos fiscais e outras benesses para grandes empresas e corporações e outras tantas. A própria reserva monetária do Brasil é formada com dinheiro oriundo da Seguridade.

O que precisa ficar bem claro é que não há rombo no sistema previdenciário, existe desfalques do que é arrecadado. O governo está quebrado e precisa de muito dinheiro para estabelecer uma certa tranquilidade para pleitear 2018, com Temer ou com Meirelles, interessado direto. O risco está rondando até o programa Bolsa Família e isto, politicamente, seria um desastre. Com a aprovação das novas regras para a previdência, um setor da economia vai sorrir muito, o setor dos bancos privados. A busca pela previdência privada vai mais que triplicar. Ameaçar com impostos não é uma boa ação de governo para criar troca de favores políticos.

A reforma trabalhista tem o viés voltado para a previdenciária. É ela que poderá flexibilizar a relação do trabalho e promover o desenvolvimento do Brasil. O governo mira nela como consequência direta para o aumento da arrecadação do sistema previdenciário. Em função disso, os empresários podem até respirar o ar de que alguma coisa nova está para surgir e, quem sabe, não ter que viajar muito ao Paraguai, a nova terra do nosso empresário para poder concorrer com os produtos externos dentro do território brasileiro. O governo não produz nada, só dívida e leis para sugar o trabalho de quem produz. O que vem aí, são reformas duvidosas.

11 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

11 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

ADVOGADOS DE LULA COMPLICAM A VIDA DO CLIENTE

11 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

11 março 2017 DEU NO JORNAL

AMIGO DE FÉ, IRMÃO, CAMARADA, PIXULEQUEIRO

Um dos segredos mais bem guardados da delação premiada dos executivos da Odebrecht, cujos depoimentos deverão ser tornados públicos nos próximos dias, está prestes a ser revelado em detalhes: o ex-presidente Lula era o “dono” de uma parte da milionária conta corrente que o PT mantinha junto à empreiteira.

Nos depoimentos prestados à Procuradoria-Geral da República como parte do acordo que resultou na chamada “delação do fim do mundo”, não só Marcelo Odebrecht como outros dirigentes da empreiteira confirmaram que Lula é o misterioso personagem por trás do codinome “Amigo”, que em julho de 2012 tinha um crédito de 23 milhões de reais registrado no Departamento de Operações Estruturadas, como era chamada o setor de propinas da companhia.

* * *

Atenção senhora Corruptora Ativa empreiteira Odebrecht:

Por apenas 1% destes 23 milhões que vocês creditaram pro Corrupto Passivo – o ágil e lépido Lapa de Demagogo -, eu coloco todo o Complexo Midiático Besta Fubana à disposição dessa nobre empresa.

Vocês poderão mandar e desmandar totalmente, da primeira à última página, neste espaço escroto e que é lido em toda Banânia, de norte a sul, de leste a oestes.

Fazendo as contas na ponta do lápis, 1% de 23 milhões, o total recebido por Lapa de Canalha, dá apenas míseros 230 mil reais.

Uma ninharia, uma minxaria, uma ínfima merreca, uma bostinha irrisória, um quase nada que não vai fazer a menor falta ao Departamento de Propinas da empresa.

Eu adoraria também ser chamado de “Amigo” nas planilhas corruptíferas da Odebrecht, só pra fazar inveja a Lapa de Mintiroso.

11 março 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

LULA NÃO TEM UM ÚNICO ÁLIBI QUE PARE EM PÉ

Os juízes que vão interrogar o ex-presidente sabem tudo sobre o réu. O interrogado não faz ideia do que sabem os magistrados

O fracasso da tentativa de trocar o depoimento em Curitiba por uma teleconferência que o manteria distante 500 quilômetros de Sérgio Moro tirou de vez o sono de Lula. As revelações de Marcelo Odebrecht sobre o Amigo, ou Amigo de E.O. (Emilio Odebrecht), pulverizaram o equilíbrio emocional do único líder popular que não dá as caras nas ruas. Só essa soma de reveses pode explicar os dois argumentos que Lula apresentou para escapar do pântano onde permanece submerso há meses.

Há dois dias, o sitiante sem sítio decidiu encomendar uma nota segundo a qual a Petrobras não pode ser considerada vítima do Petrolão: é também culpada pela destruição financeira e moral da empresa. “Para a ocorrência desses crimes”, alega o Amigo de E.O., “teriam concorrido diretores, gerentes e outros funcionários – isso sem falar que os próprios sistemas de controle de companhia não teriam funcionado na hipótese cogitada. Dessa forma, a empresa também possui responsabilidade no esquema criminoso”.

Haja cinismo. Essa conversa de 171 informa que não foi Lula (com a ajuda de Dilma Rousseff) quem nomeou todos os executivos da estatal algemados pela Operação Lava Jato. “A Petrobras é tão importante, mas tão importante que a diretoria deveria ser eleita pelo povo”, vivia declamando o palanque ambulante embriagado com as fabulosas jazidas do pré-sal que nunca saíram do fundo do Atlântico. Em vez de instituir a eleição direta dos cartolas da Petrobras, nomeou comparsas da base alugada que montaram o maior esquema de corrupção desde 1500.

Horas depois, Lula ordenou aos sabujos encastelados no Instituto Lula que divulgassem uma segunda nota, agora para reduzir os estragos causados pela descoberta dos codinomes que o identificavam no departamento de propinas e subornos da Odebrecht. “O presidente Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa”, fantasiou o falatório. “Jamais teve o apelido de Amigo. Se alguém eventualmente a ele se referiu dessa forma isso ocorreu sem o seu conhecimento e consentimento”.

Como se apelidos concebidos para ocultar comparsas só pudessem ser utilizados depois de obtida a autorização do apelidado, com firma reconhecida em cartório. Como se outros fregueses da Odebrecht imaginassem que, nos porões da empreiteira, haviam sido rebatizados como Feio, Muito Feio, Angorá, Nervosinho, Italiano ou Boca Mole. Os argumentos de Lula são mais que bisonhos: são coisa de culpado desprovido de qualquer álibi que pare em pé. Os juízes federais que vão interrogá-lo sabem tudo sobre o réu. Lula não faz ideia do que sabem os magistrados.

Mentir para plateias amestradas é vigarice e rende voto. Mentir num tribunal tribunal é perjúrio e dá cadeia.

11 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


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