13 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

13 março 2017 FERNANDO GABEIRA

NA CORTE DO REI ARTUR

As revelações dos dirigentes da Odebrecht inauguram a fase da tsunami que deverá levar o Brasil a reformar seu sistema político. Não podia dar certo. A Odebrecht deu R$ 10,5 bilhões aos políticos. De um modo geral, ela ganha quatro vezes o valor de suas propinas. Uma só empresa, portanto, deve ter faturado R$ 42 bilhões de vantagem nessas operações. Janot decidiu não quebrar o sigilo da ação internacional da Odebrecht: é o que dizem os jornais. Isso esconderia um pedaço do Brasil por algum tempo.

É um pedaço tão sinistro que, no futuro, de alguma forma, o país terá que se desculpar por ele. Interferência em seis processos eleitorais estrangeiros, compra de ministros e até de presidentes, como no Peru – tudo isso é um escândalo sem precedentes. Ele vai se tornar muito mais grave se concluirmos que a Odebrecht foi financiada pelo BNDES. A corrupção no continente e na África era movida com dinheiro oficial, um eufemismo para dinheiro do povo.

Os danos à imagem do Brasil, infelizmente, não se esgotam nessa trama que Janot, aparentemente, quer manter em sigilo. O jornal “Le Monde”, numa reportagem de grande repercussão, afirmou que o Brasil teria comprado a escolha do Rio para a Olimpíada. Um empresário brasileiro depositou cerca de US$ 1,5 milhão na conta de um dirigente do COI. Nesta semana, um dos envolvidos no episódio, Frank Fredericks, pediu demissão. Ele monitorava o sorteio e levou US$ 300 mil. O mais interessante da história é o personagem que surgiu como o corruptor ativo, o empresário brasileiro Arthur César de Menezes Soares Filho, velho conhecido da política fluminense: o Rei Artur. Ele era dono da Facility e tinha amplos negócios com o governo Cabral. Eram amigos. Lá fora, isso não importa. O que as pessoas guardam é a ideia de que o Brasil comprou a Olimpíada.

Se chamo a atenção para as manchas na imagem do país é porque realmente me sinto um pouco confuso sobre o país em que estou vivendo. Em 1949, os norte-americanos fizeram um filme chamado “Na corte do Rei Artur”. É a história de um mecânico que leva um golpe na cabeça e acorda na corte do Rei Artur, no século XVI, e se apaixona por Alessandra. São os artifícios da máquina do tempo. Agora, levamos uma pancada na cabeça e acordamos na corte do Rei Artur, uma versão pós-moderna na qual o melhor amigo do rei é, na verdade, o Tio Patinhas, Sérgio Cabral, que estocava dinheiro, joia, ouro, diamante, quem sabe um dia para despejá-los em sua piscina de Mangaratiba.

Sempre se falou no Rei Artur e em seus negócios escusos. Mas comprar uma Olimpíada é algo que surpreende pela audácia, assim como surpreende pela audácia a fortuna de seu amigo, que considerávamos apenas um corrupto de médio porte. Nesse livre devaneio, a corte do Rei Artur se estende por todo o país. Levamos uma pancada na cabeça e constatamos que o sistema partidário brasileiro está em vias de desaparecimento.

Marcelo Odebrecht, bobo da corte? É um luxo mesmo para um lugar com tanta esperteza. Literalmente, essas empresas devem ter roubado do Brasil o valor do déficit orçamentário deste ano, R$ 139 bilhões. Associadas a um governo corrupto, roubaram tudo o que podiam aqui e, com uma parte do dinheiro, foram comprar autoridades lá fora. E como se não bastasse, o tronco fluminense teria comprado uma Olimpíada, uma festa internacional teoricamente voltada a estimular valores éticos e fraternidade entre os povos.

Finalmente roubaram também a limpidez da imagem do país no exterior. Esse sistema político partidário está pela hora da morte. A insistência da esquerda em negar o gigantesco processo de corrupção e o papel de Lula no seu comando é um dado imutável, mas, ao mesmo tempo, decisivo para as eleições de 2018. A autocrítica é uma saída que poderia fortalecer a esquerda a longo prazo, mas a tiraria do páreo. Por outro lado, o confronto com a avalanche de dados que surgem das delações e documentos é um caminho masoquista que vai arrasá-la ainda mais.

Apesar da pancada na cabeça que me levou à corte do Rei Artur, creio que posso imaginar paisagem depois da batalha ao acordar desse golpe. Passada a tsunami, o sistema partidário será levado na enxurrada ou terá de se abrigar em patamares éticos mais elevados, através de uma reforma.

E as eleições presidenciais brasileiras podem tomar, por caminhos diferentes, o mesmo rumo da francesa. Pela primeira vez, a tradicional alternativa esquerda-direita não irá ao segundo turno.

O chamado momento pós-ideológico não significa o fim do populismo, pois na França, assim como nos Estados Unidos, ele assume outras formas, canaliza o ressentimento popular e torna-se um dos atores principais do processo.

No filme “A corte do Rei Artur”, o mecânico americano Frank Martin, de Connecticut, termina pedindo reformas no reino. Aqui, além de reformas, algumas prisões são necessárias, inclusive a do próprio rei.

13 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

13 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

TRÊS MAGNÍFICOS PODERES

* * *

VACA PEIDONA CAGANDO FRANCÊS:

13 março 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)

FRED MONTEIRO – RECIFE-PE

Caro Berto,

Em homenagem à data de ontem, aniversário do nosso Recife (mesmo sendo você dos Palmares e eu de Maceió), mando de presente uma gravação diferente da linda música do J Michilles, Recife Manhã de Sol.

Uma gravação do nosso estúdio, com Geraldo Azoubel na gaita de boca, José Valdemir nas flautas e eu no resto (banjo, violão e percussão).

Mais pra fugir da bela, mas um pouco enfadada gravação da baiana irmã do baiano.

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13 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

13 março 2017 DEU NO JORNAL

VEM AÍ O CAIXA ZERO

Caixa oficial de campanha irrigado por propina, caixa dois com e sem propina, propina fora dos períodos eleitorais para garantir maioria parlamentar ou para comprar votações de interesse do pagante, propina para rechear bolsos de amigos, para satisfazer mimos. Sem meias palavras ou tergiversações, crimes.

É claro que há diferenças na gravidade, na frequência, na premeditação. É assim para qualquer delito. Roubar é roubar, seja um doce ou um milhão. Mas, assim como ninguém arquiteta o furto de um doce, dificilmente garfa-se um milhão sem planejamento. Quanto mais bilhões. Não por outra razão, busca-se punir o ato de acordo com o dolo.

Na política não deveria ser diferente. Mas é. Ou, pelo menos, tem sido.

Nesta semana, possivelmente amanhã, quando o Supremo receber a segunda lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com as novas dezenas de políticos enrolados na Lava-Jato, os citados continuarão tentando aliviar o dolo para descriminalizar o ato.

Nada de novo. É o que sempre fizeram.

Nem mesmo vão se dar ao trabalho de adaptar o discurso depois de a Segunda Turma do STF considerar que a doação eleitoral oficial não exclui a hipótese da origem ilegal do dinheiro. Continuarão a exibir as contas aprovadas, como se elas fossem atestado de lisura. E aquelas declarações que realmente são idôneas vão se misturar com as que não são.

Mas se é possível enxergar diferenças e eventuais injustiças entre contas e mandatos limpos, que não foram contaminados pela roubalheira que se apoderou do Estado durante os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, o caixa dois a todos une. De Arnaldo Malheiros Filho, defensor de Delúbio Soares no processo do mensalão, para quem o caixa dois era “deslize típico da democracia brasileira”, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que até condena a prática, mas a considera apenas como “um erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido”.

Ainda que não esteja tipificado no Código Penal, caixa dois não é simplesmente um “erro”. Tem condenação expressa no artigo 350 do Código Eleitoral – “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”–, com pena de reclusão de até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias de multa. E sabe-se lá porque essas punições nunca são aplicadas.

Além de ser crime, “caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira”, como disse a hoje presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ao passar um pito em Malheiros Filho, que, na mesma sessão, em 2012, insistia em tratar o ilícito como “recursos movimentados paralelamente”.

Adicionando mais elementos ao debate, o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, que atualmente preside o TSE, levanta a hipótese de que dinheiro limpo pode, em tese, ter financiado caixa dois.

Não é de todo improvável, embora se some aí o crime moral de financiar expectativa futura, algo usual em campanhas. Sabe-se que empreiteiras do porte da Odebrecht, bancos e outras grandes empresas, espalhavam recursos para todos os candidatos. Não queriam correr o risco de ficar mal lá na frente caso A ou B vencesse. E um pouco ou muito mais – por dentro e por fora – para o candidato predileto, aquele que, com certeza, devolveria o investimento com lucro. Não por outro motivo, as notícias sobre a conta só da Odebrecht com Lula-Dilma ultrapassaria a casa dos US$ 300 milhões.

O emaranhado entre o lícito e o ilícito, o delito maior ou menor, só ajuda os que têm contas a prestar. Além de juntar todos os políticos no mesmo balaio, os que se locupletaram buscam misturar os crimes, tirar o peso da premeditação, do dolo.

Na verdade, embora digam que não, temem mais os efeitos da quebra de sigilo das delações da Odebrecht do que a citação na nova lista de Janot, que, como a anterior, apresentada há exatos dois anos, demora a sair do lugar. Dos 50 nomes de 2015, apenas 25 são alvos de inquéritos. E só três – Aníbal Gomes (PMDB-CE), Nelson Meurer (PP-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) – viraram réus no STF. Depois de cassado e antes de ter seu processo aberto no Supremo, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está preso temporariamente em Curitiba.

E quem se lembra dos demais?

Na ponta do lápis, a conta é que a lista em si não produzirá efeitos penais até as eleições de 2018. As delações, ao contrário, podem ser devastadoras. Com ou sem provas, que só são apresentadas nos autos, elas chegam como bomba na opinião pública. Não poupam nem os poucos inocentes.

Pior: as confissões podem criar embaraços adicionais à na nova tentativa dos deputados e senadores de aprovar anistia para delitos passados, de zerar o caixa. Algo que, ao contrário de separar o joio do pouco trigo, unirá pequenos e grandes delitos, de primários e reincidentes.

13 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

VIA – LÁCTEA

Noite, que ignota mão, dos altos céus senhora,
desata do infinito as límpidas capelas?
Ei-la aspergindo o azul de esferas de ouro, e nelas
desce o férvido céu à fria terra agora.

Em pérolas a arder, em cadentes estrelas,
as emoções do amor, que tranquilo me fora,
tornaram-me também da alma contempladora
a via-láctea azul. Não sei como entendê-las,

tais lágrimas sem dor. Imagino, entretanto,
multiplicado em sóis, que as gotas deste pranto
são cristalizações do amor que te votei:

estrelas a brotar, deslumbradoramente,
dos meus olhos, do céu de meu desejo ardente,
das galáxias sem fim dos beijos que te dei!

13 março 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO ALBERTO – BLOG DO M. ALBERTO

13 março 2017 REPORTAGEM

É LEGAL, MAS NÃO É JUSTO

Milhares de brasileiros vestiram a túnica da indignação de Antígona ao lembrarem do insepulto corpo da modelo Eliza Samudio agora que Creonte ganhou a liberdade – o goleiro Bruno Fernandes, solto após seis anos de prisão, mesmo estando condenado a mais de duas décadas de encarceramento. Enquanto as Antígonas (mulheres e homens, mas todos Antígonas), se mobilizam, atuam e se revoltam, Creonte passeia, diverte-se e já fala em voltar ao futebol. Creonte, não fantasiado de ateniense, dizem as redes sociais que até pulou o carnaval.

Em coro com essa multidão de cerca de meio milhão de pessoas que na semana passada passou a protestar em todo o País contra a injustiça da libertação de Bruno-Creonte, também esse artigo se levanta – contra a armadilha injusta do destino que devolveu o preso às ruas, frise-se, e jamais contra a lei penal e a Constituição, garantidoras do devido processo legal e alicerces imprescindíveis ao Estado de Direito. Muito longe disso. Levanta-se, isso sim, contra a circunstância de injustiça. Lei é lei, e no direito positivo do País ela existe para ser cumprida. Ponto final.

Assim agiu o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello ao ser confrontado com mais uma inépcia do Poder Judiciário, com mais um episódio de recurso jurídico que se arrastou sem ser julgado: condenado pelo Tribunal do Júri a exatos vinte e dois anos e três meses de prisão (sequestro, cárcere privado, agressão, assassinato, vilipêndio e ocultação de cadáver da amante Eliza Samudio), o goleiro Bruno tem mesmo o direto de pleitear a liberdade enquanto aguarda instâncias superiores decidirem sobre suas apelações para diminuição da pena ou novo julgamento. Tivessem eles, os recursos, já sido julgados, e a decisão do STF seria outra. Assim, o ministro Marco Aurélio nada mais fez do que cumprir liminarmente o seu dever de ofício: aplicou a lei e soltou Bruno-Creonte. Sem julgamento em segunda instância não há “culpa formada”, e ninguém pode ficar preso nessa condição por tempo tão dilatado. Essa foi a brecha legal de que se valeram os advogados de defesa.

O que é legal pode coincidir com aquilo que é justo, mas podem também, o legal e o justo, se estranharem feito cão e gato – e esse é o caso da libertação de Bruno. Para permanecermos no chão grego do dramaturgo Sófocles referido na abertura desse artigo por intermédio das personagens Antígona e Creonte, lembremos aqui de Platão, Sócrates e Aristóteles, todos eles a endossarem o princípio filosófico de que a “a verdade não está com os homens, mas entre os homens”. A verdade traduz-se pelo justo, ou seja, o sentimento de justiça que é tecido a partir da convivência de pessoas de bem com pessoas de bem, não necessariamente por imposição ou reflexo da lei. Quando se olha no espelho social, a lei, muitas vezes, vê-se anoréxica, sequer vê o seu semblante refletido com justeza.

Números dão conta disso em relação a Bruno. Dois clubes de futebol assumiram de fato que gostariam de contratá-lo, o Bangu e o Friburguense Atlético Clube, ambos do Rio de Janeiro (quando estraçalhou Eliza, Creonte jogava no Flamengo). Pois bem, foi Bangu e Friburguense falarem, e seus torcedores quase depredaram as sedes dos times de tanta indignação. Banguenses organizaram imediatamente um abaixo-assinado virtual que chamou de “esdrúxula” a ideia de contratar Bruno. “Isso é factoide, não há a mínima hipótese de tê-lo no elenco”, declarou Luiz Henrique Lessa, diretor executivo do Bangu e sócio da Vivyd Capital, empresa do mercado financeiro que trata da gestão do clube. O Friburguense também desmentiu a boataria, e na sequência outro abaixo-assinado virtual começou a ganhar de goleada contra o retorno do goleiro aos gramados: o da ONG Vítimas Unidas, com milhares de assinaturas, e isso em vinte e quatro horas. Os advogados do goleiro, cumprindo profissionalmente o papel que lhes compete, afirmavam que mais de uma dezena de times estão interessados em ter Bruno guarnecendo suas metas, sem entretanto nomeá-los. Mas isso é bola fora, claro que é só encenação, claro é só bola fora.

Se nessa história o cartão vermelho tem de ser dado à lentidão da Justiça que acarretou a liberdade de Bruno, há outro cartão da mesma cor que precisa ser erguido para a personalidade do jogador – mais especificamente, ao seu temperamento, que é justamente um dos fatores constitutivos da própria personalidade. E mais uma vez vemos o legal se indispor com o justo. Quando Bruno fala, suas palavras tendem, talvez, a revelar psicopatia. Ponto pacífico na psiquiatria (DSM-5 e CID-10) é que a racionalização pode revelar tal psicopatologia. O que é racionalização? Vamos ao exemplo clássico: A mata B; na sequência, o assassino A comenta: “é a vida, todo mundo tem mesmo de morrer um dia”. Gente assim faz gelar os nossos ossos. Nada diferente da gélida fala de Bruno: “independentemente do tempo que eu fiquei preso, eu quero deixar bem claro, se eu ficasse lá, se tivesse prisão perpétua no Brasil, não ia trazer a vítima de volta”. Ou seja: Eliza Samudio foi covarde e cruelmente assassinada, Bruno está envolvido em toda essa barbárie, mas que desperdício de tempo e judiação ele permanecer preso se ela não vai voltar mesmo a viver. Mais do que gelar, é de trincar os ossos. Em nenhum momento Bruno se coloca no lugar da vítima, e isso quer dizer que ele é desprovido do sentimento de empatia. Empatia zero. E falta de empatia é outro indicador de perigosa personalidade.

Na época do assassinato da coitada e indefesa Eliza, mãe de uma criança que ela teve com Bruno, ele ganhava salário mensal de aproximadamente duzentos e cinquenta mil reais. Os trezentos reais que ela pedia de acréscimo de pensão eram, então, espécie de troco, mixaria pura. Por essa ninharia de dinheiro Eliza foi sequestrada e apanhou muito dos comparsas de Bruno, por essa ninharia de dinheiro Eliza foi torturada e asfixiada pelos mesmos comparsas, por essa ninharia de dinheiro Eliza teve seu cadáver vilipendiado e atirado a famintos cães, ou teve seu cadáver emparedado, ou teve seu cadáver carbonizado. Bruno diz que não sabe aonde o corpo está. Alguém acredita? Bruno se diz recuperado. Alguém acredita? Eu acredito na lei, acredito no justo, acredito na vida quando o legal e justo se complementam. Eu não acredito em Bruno.

Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza e portanto avó do garotinho (sete anos) que é filho de Bruno, também não acredita nele. Sônia, essa Antígona real ereta de coragem e vergada de dor, tem medo e por isso ordenou ao netinho que “não chegue sozinho perto do portão de casa nem saia da escola com alguém que não seja ela ou seu marido”. Sônia é clara: “se fosse verdadeira a afirmação de que ele se recuperou, então a primeira coisa que deveria fazer é revelar onde está o corpo da minha filha para lhe darmos sepultura digna”. Por uma sepultura digna ao seu irmão Polinice, negada pelo rei Creonte, Antígona passou a existência lutando, como conta a tragédia grega de Sófocles. Por uma sepultura digna para Eliza, o que é ditame dos homens e dos deuses, todo um Brasil tomado pela injustiça reza e luta com dona Sônia. Bruno e seus amigos criminosos deixaram, figurativamente, o corpo ao corvo. E isso não é justo.

Transcrito da Revista Isto É

13 março 2017 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU (SP)

BREVE REFLEXÃO SOBRE A AMIZADE

Somos seres sociais e enquanto crescemos e desenvolvemos nossos relacionamentos, mais congestionados eles ficam. A amizade é um poderoso vínculo afetivo, muitas vezes mais significativa do que um grau de parentesco. Amigos são os parentes que nós escolhemos . Eles participam da nossa vida, apoiando nos momentos de crise e comemorando nossas conquistas.

Amigos verdadeiros nos admiram apesar das limitações e nos respeitam apesar das discordâncias. Eles acham que sempre merecemos o melhor nesta vida e sofrem quando alguém nos magoa. Amigos são as maiores conquistas que podemos fazer na vida. Cada um deles é um tesouro. Eles são sócios nas lembranças mais felizes e queridas.

É uma questão de qualidade e não de quantidade. Alguns vão ficando para trás durante a jornada, enquanto outros vão chegando. De vez em quando, alguém desembarca de paraquedas. Quando nos damos conta, os laços de amizade já estão profundamente fortes. Uma amizade verdadeira, às vezes, é difícil de encontrar, mas é essencial em nossas vidas.

Machado de Assis (1839 – 1908) retrata de forma poética a beleza da amizade com estes versos belos e filosóficos:

BONS AMIGOS

“Abençoados os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos,
os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos,
os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que
acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raiz, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade.

Há pessoas que choram por saber
que as rosas têm espinhos.
Há outras que sorriem por saber
que os espinhos têm rosas.”

13 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

MANGAÇÃO NO ISTRANJEIRO

Comentário sobre a postagem EX-PRISID-ANTA GERENTA FAZENDO MUNGANGA NO ISTRANJEIRO

H. Albino (Genebra, Suiça):

“Bonjour, Monsieur Berto

Hoje o dia começou estranho, as pessoas que trabalham comigo começaram a zoar.

E, inocente, eu não sabia do porque (morro e não aprende a utilizar os “porques”.

Mostraram-me o vídeo.

Se Voltaire, Lamartine, Rousseau, Proust, Victor Hugo, etc., se contorciam no tumulo, eu fiquei envergonhado.

Esta senhora deveria ter alguém com os “coullies (culhoes) roxos” para explicar: se a Sra. não fala um português decente, não arrisque outra língua.

Adaptando o General de Gaulle: “O Brasil e a língua francesa não são para amadores”.

Madame Dilma, Curitiba vous attende.

13 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

13 março 2017 DEU NO JORNAL

OS HOMENS DO TEMER

Afora as últimas gafes no Dia das Mulheres, até que o Temer é um cara bem intencionado. Esforça-se para fazer um governo diferenciado. Tenta arrumar o quebra-cabeça da economia destroçada pelo PT e recuperar a credibilidade do Brasil no exterior. Até aí tudo bem, ele faz o que qualquer presidente ajuizado faria no seu lugar. O diabo é que o Temer não consegue se livrar facilmente dos amigos que tem. Para onde vai, carrega esse fardo que custa muito caro ao seu governo. Agora, o amigo da vez que entra em cena é o “Sombra”. Trata-se do advogado José Yunes, amigo de longa data, que se derrete a cada declaração que faz para se livrar da acusação de ter transformado seu escritório em São Paulo em caixa dois do PMDB, como ele próprio confessou.

Yunes chegou às manchetes dos jornais acusando Padilha, principal assessor do presidente, de intermediar a caixinha para a campanha do PMDB, quando Temer estava na chapa de vice da Dilma. Foi espontaneamente ao Ministério Público para dizer que recebeu um envelope (!) com um milhão de reais do doleiro Funaro, preso na Lava Jato. Detonou Padilha. Mas os procuradores da república não se convenceram da defesa prévia de Yunes. Quando começaram a mexer no formigueiro descobriram que o amigo do presidente está enrolado, enroladíssimo com a história que tenta contar para se livrar da acusação de receptador do dinheiro da Odebrecht.

Temer, porém, faz cara de paisagem para o que os brasileiros pensam de seus amigos malfeitores, muitos apeados do poder pelo passado obscuro. Já desceram do púlpito palaciano auxiliares da sua intimidade como ex-ministro do Turismo Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Romero Jucá e outros. Estão pendurados na brocha Eliseu Padilha e Moreira Franco, este protegido por uma imunidade arranjada de ministro. O presidente aos poucos vai se desfazendo dos seus amigos até então fieis e inseparáveis. Quando eles são flagrados nos escândalos, Temer simplesmente os frita, torrando-os em fogo ardente, sem mexer um músculo da cara.

Mas o brasileiro tem consciência de que esses senhores que o presidente hoje descarta foram seus companheiros de luta dentro do partido durante muito tempo, gozaram e gozam da sua intimidade. Portanto, são eles que conhecem a trajetória do presidente porque o ajudaram a chegar ao poder. Empurraram a Dilma de ladeira abaixo mesmo quando estavam ao lado dela como ministros para abrir o espaço para ele chegar ao topo do poder. Por isso, acredito, que não será tão simples descartar esses “Homens do Presidente” apenas com uma canetada. Assim, mais cedo ou mais tarde, os alijados do poder, vão apresentar a fatura. E que fatura!

Padilha, o mais leal dos seus auxiliares, tem dito a amigos que se sente excluído da turma presidencial desde que o Yunes o acusou de intermediar o dinheiro de corrupção da Odebrecht. Irrita-se quando sabe que antes de ser detonado, Yunes desfilou com Temer pelos corredores do Palácio do Planalto numa conspiração que assustou o próprio Padilha acostumado a conchavos políticos pelas madrugadas adentro em Brasília. Se voltar às funções de ministro-chefe da Casa Civil – coisa difícil – volta ao Palácio do Planalto enfraquecido. Se desistir do cargo, recolhe-se profundamente magoado com o amigo presidente.

Temer, pelo que parece, está brincando com fogo. Se não melhorar a economia para gerar mais emprego e renda para os brasileiros (13 milhões de desempregados), corre o risco de ver uma fagulha espalhar fogo no seu celeiro de palhas secas com as denúncias da Lava Jato. O governo, de agora em diante, vai depender do desempenho do seu ministro da Fazenda Henrique Meirelles, um dos poucos que não saíram da cozinha do então vice-presidente para a Esplanada dos Ministérios.

O presidente precisa ficar de olho nos ministros “amigos” que saem do governo pelo poder que eles têm de conspirar. Os que ainda estão nos cargos são mais fáceis de tourear. Estão ocupados em suas tarefas diárias.

13 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE – MS

Sr. Editor,

Ontem, domingo foi dia de missa e Carlos Chagas resolveu fazer uma homilia defendendo o divino ente, a alma mais honesta destepaiz, e condenando às chamas do inferno socialista a sua sucessora, que ele não ousa declinar o nome. (clique aqui para ler)

Nessa história do novo Éden petista o articulista nos adverte, seriamente, que o seu “deus molusco” só roubou pelo nosso bem. Depois, caiu em pecado venial por pérfida influência feminina, de uma Eva que sorrateiramente lhe enfiou uma mandioca, por influência de um ofídio do gênero das “zelites”.

Essa revisão já consta do mais novo evangelho esquerdista, que indica o caminho da salvação dos comparsas e asseclas.

Oremos, pois.

13 março 2017 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

NELSON PORTELLA, UM HOMEM HONRADO

A dignidade pessoal e a honra, não podem ser protegidas por outros, devem ser zeladas pelo indivíduo em particular. Mahatma Gandhi

No princípio do século XX, o empresário Herman Theodor Lundgren (1835-1907), sueco naturalizado brasileiro, comprou da firma Rodrigues Lima & Cia uma fábrica de tecidos situada em Paulista, (PE), até então um distrito de Olinda. A Companhia de Tecidos Paulista, a qual originou a rede de estabelecimentos de venda a retalho, a maior, a mais eficiente e a mais promissora que se tinha conhecimento no Brasil à época, as famosas Casas Pernambucanas, denominadas também de Lojas Paulista, mas após a derrota de São Paulo na Revolução de 1932, passou a prevalecer, por decisão dos herdeiros dos lundgrens, a denominação Casas Pernambucanas para todos os estabelecimentos que a compunham por todo o país.

Em 1915 a rede das Casas Pernambucanas já tinha estabelecimentos em Porto Alegre, Florianópolis e Teresina, etc. Expandindo-se rapidamente por vender abaixo dos preços artigos têxteis populares, recorrendo com frequência à publicidade para se tornar mais conhecida. Tornaram-se famosas no interior de vários estados do Brasil as pichações que se faziam em pedras, barrancos e porteiras em beiras de estrada, muros, viadutos, com seus anúncios.

Conta-se que de certa feita, num domingo, uma das Casas Pernambucanas pintou seu anúncio na porteira principal de um sítio em Itu (SP), local de muito movimento. O Brás hoje. No dia seguinte, quando a loja foi aberta, diante dela estava o dono do sítio, com tinta, pincel e escada na mão, perguntando onde poderia pintar o nome da sua propriedade.

Na década de 1970 as Casas Pernambucanas atingiram seu auge, com mais de 800 lojas e mais de 40.000 funcionários. Hoje tem mais de 295 lojas, em sete estados brasileiros.

Pois bem, nessa época começa a trabalhar como caixa da empresa, primeiro na Companhia de Tecidos Paulista e depois transformada em Lojas Pernambucanas, o jovem Nelson Portella que, se fosse hoje, seria proibido pelo famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por ser pubescente.

Logo começa a ganhar a confiança e simpatia do chefe por sua eficiência, dedicação, pontualidade e honestidade.

Durante doze anos que ficou como caixa nunca uma auditoria feita pela empresa a qual ele era vinculado, encontrou irregularidades na prestação de contas. Tudo batia rigorosamente, de moeda a moeda.

Determinado momento, o chefe de outro setor das Casas Pernambucanas, estava a procura de um funcionário eficiente, pontual e, principalmente, honesto para operar num determinado setor sensível da empresa que requeria essa qualidade. E indicaram o jovem caixa Nelson Portella para gerenciar o setor.

O chefe, ao qual ele era subordinado, relutou em cedê-lo, só o fazendo se lhe fosse apresentado de dentro da empresa um funcionário de confiança tal e qual.

Certo dia ele estava no caixa pela manhã e chegou à sua frente um sujeito alto, magro, e de bigode de falsete à lá Clark Gable, com uma carta-recomendação do chefe, que dizia o seguinte:

Sr. Nelson Portella:

Esse é o caixa que vai substituí-lo a partir de hoje. Faça-me a gentileza de repassar-lhe todas as serventias do caixa.

Respeitosamente.

Nelson Portella, que fora promovido e iria galgar outro posto na empresa, começou a passar os serviços do caixa ao seu substituto, tintim por tintim, por ordem do chefe.

Determinado momento, explicando ao seu substituto como funcionava o ativo e passivo da empresa e como o caixa deveria proceder nas anotações das entradas e saída de dinheiro e como deveria anotar no caderno de ativo e passivo, o caixa transmitido olhou para o caixa transmitente e, com olhar brilhando de espanto como se tivesse encontrado uma mina de ouro, disse: mais desse jeito eu posso ROUBAR!

O jovem Nelson Portella não deu ouvido à curiosidade do substituto e continuou lhe explicando os mecanismos contabilísticos do caixa.

Terminada a tarefa da transmissão, se despediu do substituto, lhe desejando boa sorte e foi se apresentar ao chefe do outro setor onde havia sido promovido.

Duas semanas depois de assumir o caixa da empresa o substituto de Nelson Portella fora demitido por justa causa. Uma auditoria feita pela empresa constatou que no primeiro dia que ele começou a trabalhar já pôs em ação o plano guabiru. Ele já possuía no DNA a áurea de ladrão, pôs em prática no momento que a ocasião lhe foi favorável. A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito, já dizia o Bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis.

Esse rapaz tem indícios de mau caráter!

Nelson Portella, que era um homem simples, digno, honrado e duma percepção extraordinária a respeito da cognição humana, sempre demonstrava sua aversão ao à época dirigente sindical do ABC Paulista, o pernambucano de Garanhuns, Luiz Inácio Lula Ladrão da Silva.

– Não vou com os cornos desse rapaz, dizia ele na sua sábia simplicidade! Ele prepara algo traiçoeiro contra a nação!

A partir de 1993, quando Lapa de Ladrão começou a organizar aquelas caravanas escrotas para percorrerem o Brasil, dava início um modus operandi de guabirutar o país. O circo estava sendo montado para o Mister M entrar em ação!

Uma equipe de ratos políticos, sindicalistas, técnicos e especialistas em ilusionismo acompanharam Lapa de Corrupto em cinco caravanas que percorreram um total de 359 cidades de 26 estados, com o objetivo de espalhar a ratoeira para pegar os tabacudos.

A primeira caravana da guabirutagem partiu de Garanhuns (PE), terra natal de Lapa de Corrupto, e terminou em Vicente de Carvalho, distrito fudido de Guarujá (SP), para onde a família do aprendiz de chefão-mor migrou em 1952.

Nessa época, Luiz Inácio Lula Ladrão da Silva, dava início à preparação do maior golpe à Nação através de acúmulos de simulação de pequenos assaltos à beira da estrada.

Nelson Portella se encantou antes de Lapa de Ladrão tornar-se presidente de Banânia, mas antes de se encantar ele havia sentenciado:

Esse rapaz tem indícios de mau caráter e DNA de guabiru. Tudo que ele está fazendo hoje não é nada mais nada menos do que a preparação de um grande golpe a essa grande Nação. Ele vai fazer com o Brasil pior do que Collor e o governo militar fizeram. Esperem! Seus filhos rebatiam os argumentos do velho com unhas e dentes, civilizadamente, e o velho retrucava, dizendo: no futuro, veremos quem está certo!

Encantou-se antes, mas a sua profecia se cumpriu: nunca houve na história do Brasil e do Mundo um presidente mais ladrão do que o filho de Garanhuns: Luiz Inácio Lula Ladrão da Silva!

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) caga na cadeira da Corte Maior mais uma vez e manda recado (Via agência pau que nasce torto mija mora da bacia).

O ministro do STF, Marco Aurélio Cara de Tabaca de Vaca Velha Empentelhada de Mello, dá mais uma cagada na cadeira da Corte Maior e manda soltar o ex goleiro Bruno Fernandes das Dores do Parto, alegando ser ele inocente de os cães rottweilers terem estraçalhado as pernas, os braços, a cabeça e outras partes do corpo da modelo Elizia Samudio, mãe de seu filho Bruninho.

O Bruno Fernandes não teve nenhuma culpa nessa senhora ter pulado o canil para pegar o macarrão e os cães famintos terem-lhe estraçalhado e comigo o corpo e enterrado a carcaça – argumentou o magistrado da Corte Maior em sua decisão para fundamentar a soltura do goleiro inocente!

Passar mais de sete anos presos por um crime que não cometeu é de uma vileza estúpida, ainda mais quando nosso Código de Processo Penal de 1941 ser taxativo ao assegurar que a inocência cabe a quem alega e não a quem acusa. E não há provas nos autos de que o paciente em questão tenha sido culpado por essa tragédia anunciada que o clamor popular chama de torpeza hediondez – escreveu o ministro no pergaminho.

E por não vislumbrar nada que justifique a mantença do paciente preso e principalmente por excesso de prezo é que, ao meu sentir, mando-lhe soltar como fiz recentemente com o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, Suzane Von Richthofem e outros canalhas acusados de tráfegos de entorpecentes, denunciados pelo Ministério Público Federal.

Um juiz que não faz justiça é um Zé Mané a procura de aplausos, e esse magistrado não estar à procura de aplausos da patuleia. O clamor social que se exploda – completou o ministro, demonstrando o amor fraternal que ele nutre pelos injustiçados ricos e famosos cometedores de crimes hediondos.

Defiro a Liminar pleiteada. Expeça-se o Alvará de Soltura a ser cumprido com as cautelas próprias e ponha a solto esse inocente para jogar bola e alegrar o povo porque é disso que o povo precisa: pão, circo, jogo, UFCs, promessas de políticos, milagres de pastores, novelas da Record, noticiários sobre homicídios, latrocínios, assaltos, roubos, assassinatos e barracos dos fudidos e mal pagos filmados por essa coisa do cramunhão camada de WhatsApp e divulgados em programas sensacionalistas, principalmente com essas piranhas brigando por machos e rasgando o tabaco umas das outras em público para todo mundo ver e fazerem galhofas.

Brasília, Prostíbulo do Brasil, 21 de fevereiro de 2017.

Marco Aurélio Cara de Tabaca de Vaca Velha Empentelhada de Mello – RELATOR

13 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

COISA CHATA É FAZER CORREÇÃO

Comentário sobre a postagem ALINE BERTO – RECIFE-PE

Zé de Lica:

“A coisa mais chata do mundo é fazer uma correção.

Mas, prezado Berto, me perdõe:

O nome do poema de Carlos Penna Filho, musicado de forma excepcional por Zoca Madureira chama-se “Verd’água“.

E não “Olinda“.

* * *

Nota da Editoria:

No Livro Geral, editado em 2004 por Clara Maria do Souto Pena, filha única do poeta Carlos Pena Filho, consta o título “Olinda“.

Verdágua” é apenas uma palavra no primeiro verso da quarta estrofe.

13 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

NÉLIO SANTANA – SANTA MARIA-RS

Parabéns Recife e Olinda!!!!

Duas cidades repletas de história, riqueza cultural e principais destinos turísticos do Nordeste festejam aniversário neste domingo (12). Recife, com seus 480 anos, e Olinda, que completa 482. As duas são chamadas de cidades-irmãs por estarem situadas uma ao lado da outra.

Olinda em primeiro plano e Recife ao fundo

Olinda – 12 de março de 1535

O local era tão aprazível, que, conta-se, o nome Olinda foi dado a partir de uma frase dita por Duarte Coelho: “Ó linda situação para se construir uma vila”.

Dois anos depois já foi elevada à categoria de Vila. Em 12 de março de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.João III, o Foral, carta de doação que descrevia todos os lugares e benfeitorias existentes na Vila de Olinda.

Recife – 12 de março de 1537

Mais antiga entre as capitais estaduais brasileiras, o Recife surgiu como “Ribeira de Mar dos Arrecifes” no ano de 1537, na principal área portuária da Capitania de Pernambuco, conhecida em todo o mundo comercial da época, graças à cultura da cana-de-açúcar.

No século XVII, a cidade ficou vinte e quatro anos sob domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, tendo como um dos administradores da colônia o conde Maurício de Nassau.

Após a expulsão dos neerlandeses, feita na Insurreição Pernambucana, o Recife emerge como a cidade mais importante de Pernambuco, tendo uma grande vocação comercial influenciada principalmente pelos comerciantes portugueses, os chamados “mascates”.

Dentre as suas muitas alcunhas atribuídas, “Veneza Brasileira” é a mais conhecida. O romancista francês Albert Camus esteve no Recife em 1949 e comparou a capital pernambucana a outra cidade italiana ao descrevê-la, em seu livro Diário de Viagem, como a “Florença dos Trópicos”.

O nome Recife se deve aos arrecifes – rochedos de coral e arenito formando uma barreira natural que cerca o litoral.

13 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)


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HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS – 166

Sempre fui muito aberto a parcerias. Acho que elas revigoram e possibilitam novos caminhos ao compositor. Assim é que tenho vários parceiros em minha caminhada na estrada da música. Alguns, entretanto, ao longo do tempo se revelam mais frequentes, por afinidade ou acaso. Assim é que Maria Dapaz, Leninho e Bráulio Medeiros são meus parceiros mais frequentes. Com este último, paraibano de Patos, nasceu ESTRADA LONGA, lançada inicialmente por Elba Ramalho cantando juntamente com Cezinha e, no mais recente disco nosso, por Alaíde Costa. É esta a versão que acompanha essa nossa história, nesta semana.

ESTRADA LONGA
Xico Bizerra e Bráulio Medeiros

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se a estrada é longa eu parto mais cedo
se não tem clarão desacendo o medo
a solidão nunca foi meu brinquedo
eu faço tudo pelo nosso amor

por sobre as pedras eu apresso o passo
bebo da vontade de ter teu abraço
meu peito sorrindo bate sem compasso
fazendo festa para o nosso amor

se o mundo inteiro no meu ouvido vier cochichar
me dizendo que eu não devo ir
eu não ligo e digo, tô indo pra lá
pra te encontrar
coisa mais dengosa, coisa mais bonita
bordo em minha alma dois laços de fita
pra enfeitar o brilho do teu olhar

13 março 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

13 março 2017 REPORTAGEM

RECESSÃO: E O BRASILEIRO FOI AO INFERNO

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou esta semana a queda de 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse número chega a chocantes 7,2% quando 2015 também entra na conta. Apesar de os dados serem alarmantes, eles comprovam o que a maior parte dos trabalhadores brasileiros vêm sentindo na pele nos últimos anos: o Brasil vive uma de suas piores recessões da história. Desde o segundo trimestre de 2014 até 2016, o PIB do País regrediu 9%. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apressou-se em dizer que os dados indicam apenas “o retrovisor” e que as perspectivas para um futuro próximo são melhores, em uma tentativa de não deixar o pessimismo contaminar o mercado. De fato, medições periódicas demonstram que, desde que o presidente Michel Temer assumiu a presidência, a economia começou a melhorar e já iniciou a escalada rumo à saída do poço.

Mas por que olhar para o retrovisor agora deve ser tão indispensável? O espelho do IBGE, que estampa os últimos quilômetros de estrada percorridos até aqui, servem como advertência, para que os próximos governantes não se esqueçam de que impor a política econômica com o autoritarismo e a arrogância de quem não sabe o que está fazendo pode custar 12 milhões de empregos. E este preço é muito alto.

No meio do caminho, a gestão petista resolveu abandonar a política econômica baseada no tripé econômico, que priorizava a meta de inflação, o câmbio flutuante e a responsabilidade fiscal. A “nova” matriz econômica imposta nos últimos anos pelo governo do ex-presidente Lula – e turbinada nos mandatos de sua sucessora, Dilma Rousseff – arruinaram a economia. Derrocaram famílias que se deixaram levar pelo estímulo do consumo desenfreado e hoje nadam em dívidas. A desgovernada concessão da “bolsa empresário”, que distribuiu, sem critérios, subsídios para os mais variados setores, trouxe nada menos que um efeito rebote. Hoje, assistimos ao menor nível de investimentos em cerca de 20 anos.

A opção perdulária de gastar muito mais do que arrecada levou o País a aumentar suas dívidas e, consequentemente, gastar mais com juros. O intervencionismo do Estado aos moldes bolivarianistas, que à época de Dilma já vinha sendo duramente criticados, inviabilizou empreendimentos públicos e privados. Assim como a manipulação artificial de preços como o da gasolina e da energia elétrica, que não passaram de manobras eleitoreiras. A fatura chegou e está sendo paga pelo consumidor. Isso sem contar em práticas levadas a limites estratosféricos, como o inchaço da máquina pública, fisiologismo e corrupção.

O novo modelo econômico populista da era petista já dava sinais de ruína em 2014, ano de eleição presidencial. Justamente quando a verdade sobre o fracasso das opções governamentais não poderia vir à tona. Isso faz lembrar a desastrosa frase do então ministro da Fazenda, em 1994, Rubens Ricupero. Em uma conversa informal com um jornalista, mas captada sem querer pelos sinais de parabólica, ele disse: “Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura. O que é ruim a gente esconde”. Por esse escândalo, Ricupero caiu. Não foi o que Dilma disse, mas foi o que Dilma fez. Com as chamadas “pedaladas fiscais” e “contabilidade criativa”, ela maquiou os números do desastre anunciado. Essa e outras medidas levaram o a nação perder o selo de “bom pagador”, conferido por agências internacionais de risco, causando a fuga de investidores.

ESTELIONATO ELEITORAL

É bom que o retrato do passado captado pelo IBGE volte até a campanha presidencial de 2014. Ou, para ter mais exatidão, ao estelionato eleitoral protagonizado pela petista e pelo marqueteiro João Santana. A presidente, a equipe econômica e o publicitário sabiam que a economia afundava como um Titanic. Mas em vez de avisar aos navegantes do rombo no casco e do iminente naufrágio, distribuindo orientações de evacuação e boias, preferiu enganar os passageiros e mandou-os dormir tranquilamente, enquanto as águas inundavam os porões sob suas camas.

Agora, sem esquecer do passado, o desafio é seguir adiante com cautela. Assim como indica a equipe econômica de Temer, as perspectivas são melhores e indicam uma retomada ao caminho certo. O economista Luis Paulo Rosenberg, disse em entrevista ao âncora da Rádio Bandnews e colunista da ISTOÉ Ricardo Boechat que as perspectivas dos especialistas é de crescimento em 2017 da ordem de, no máximo, 1%. “Os indícios são favoráveis”, ele avalia. E destaca que a inflação dá sinais de que continuará em declínio. A liberação gradual de saque de recursos do FGTS inativo serve como uma espécie de “motor de arranque” para iniciar um novo círculo virtuoso. Como a recuperação da economia depende, em parte, de expectativas, o Congresso detém nas mãos um papel essencial para ditar a dinâmica da melhora do cenário econômico. A aprovação da PEC dos gastos, que proibiu o governo gastar mais do que arrecada, já foi um avanço. Porém, matérias essenciais estão na agenda dos parlamentares, como a Reforma da Previdência, vista como primordial para ajudar na recuperação fiscal do País.

Transcrito da Revista Isto É

13 março 2017 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)


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AZEDOS E ABILOLADOS

Não existe gente mais azeda do que aquela que carrega na ponta da língua um monte de nãos recheado de um pessimismo gota serena. Que se assusta com qualquer peido-do-meio, não se desgrudando das preocupações mais abobadas, sempre transformando tudo em odiosas reticências prenhes de derrotismos. Quando tal negativismo desagregador se instala, o azedume é explícito, risível, fazendo aflorar, em alguns, uma dor de cotovelo da bexiga-lixa, em outros uma vontade mórbida de se escafeder, sem qualquer esperança num melhor amanhã.

Os negativistas, hoje seita bastante crescidinha, são, regra quase geral, mal amados, possuem uma estupidificante insuficiência cultural, apesar dos bens importados adquiridos e parcerias já transadas. De muito ínfima razão crítica, portadores de crasso egoísmo, envenenam-se com as mentiras que enaltecem seus pseudo-sucessos e/ou empobrecem políticos que despudoradamente se auto-anistiam ou cinicamente elegem para a mesa diretora do Senado da República personalidade citada na Enciclopédia Britânica como traficante de cocaína.

O reinado dos negativistas se robustece quando a parte menos protegida do corpo social vai-se habituando com os sintomas de uma perversa decadência moral, apavorada com a possibilidade de ser tragada em definitivo por um ciclo econômico onde apenas refestelam-se os eleitos de um autofágico mercado financeiro. Diante de uma acomodação quase simplória, acreditam os negativistas que voar e rastejar são verbos destinados a categorias sociais distintas, com as exceções que se fazem necessárias para, enaltecidas, confirmarem a regra geral.

Sem uma educação cidadã, colonizados e colonizadores não domesticarão seus instintos primários. A lição do mais que notável Albert Einstein baliza quem busca propósitos altaneiros: “Se os homens, como indivíduos, cedem ao apelo de seus instintos básicos, evitando a dor e buscando satisfação apenas para si próprios, o resultado para todo o seu conjunto é, forçosamente, um estado de insegurança, medo e sofrimento geral. Se, além disso, eles usam sua inteligência numa perspectiva individualista, isto é, egoísta, baseando suas vidas na ilusão de uma existência feliz e descompromissada, as coisas dificilmente podem melhorar. Em comparação com os outros instintos e impulsos primários, as emoções do amor, da piedade e da amizade são fracas e limitadas demais para conduzir a sociedade humana a uma condição tolerável”.

Cultivar amizade com pessoas de espírito elevado, ainda que de opiniões divergentes, eis ainda um grande mote revivificador. Admirar pessoas de pensamentos anti-nostálgicos, criadoras de uma atmosfera sadia, que abjuram ser donas da verdade, cultivando serenas apreensões, oxigenadoras de salutares estratégias de superação de situações conflituosas, faz civicamente muito bem.

Estejamos sempre aptos para destruir o comodismo e a estabilidade, os principais adversários da inovação, tratando com equidade direitos e prestígios individuais e coletivos. Reconhecendo que as vassouras novas, além de novas, devem estar de pelagem luzidia, sem pregos-esporões nem enviesamentos cavilosos, mesmo que travestidos de socialista.

Além dos azedos, de quando em vez, deparo-me com um atoleimado ser humano pela frente. Abilolado, como dizia minha vó Zefinha. Sem entender bulhufas de uma contemporaneidade cada vez mais dinâmica, destila besteiras por todos os poros, irracionaliza fatos do cotidiano mais simples, perambula rodeado de crenças malucas, retratando um subdesenvolvimento mental que é o pior de todos eles. E vive a engabelar ele mesmo e o seu derredor com suas invencionices e presepadas.

O João Silvino da Conceição, esse arretado PhD em coisas da vida, costuma dizer que todo pangaré que fica sempre olhando para os seus problemas, será por eles derrubado. E cita não sei quem, alguém que ele leu e muito gostou: “Os fatos costumam ser neutros; são as crenças que afetam nossas formas de pensar, sentir e agir”. Ele ficou impressionado com uma entrevista concedida pelo Stephen Hawkings, esse físico britânico portador de uma crescentemente gravíssima doença neurológica, quando ele declarou estar se sentindo muito feliz por ter contribuído para um melhor conhecimento das origens do Universo! E o Stephen está recém-casado!!

Numa das últimas visitas que fiz à casa-quase-casebre do Silvino da Conceição, conversa vai, conversa vem, cerveja sempre gelada e uns pedacinhos de queijo coalho para desenfastiar o estômago, ele me disse que bem vive quem sabe entender as três regras de um jogo de damas. Atendendo a minha curiosidade, declinou-as: 1. não se pode fazer duas jogadas por vez; 2. somente se pode mover para frente; 3. quando se chega na última fila, se está livre para se ir onde quiser. E arrematou, riso franco, peito aberto, sem medo algum de ser feliz: “Se todo pangaré soubesse aplicar as regras de um jogo de dama, logo deixaria de ser um pangaré cheio de estrepolias”. E concluiu, cheio de convicção: “Todo ser humano que sofre antes do necessário sofre mais do que o necessário”.

Gosto muitíssimo de papear com o Silvino da Conceição, principalmente quando, vez por outra, insatisfações múltiplas parecem querer catapultar meu otimismo realista para bem longe. Quando de minha visita última, já portão aberto e abraços de até-outro-dia dados, ele presenteou-me com uma das suas, uma “saideira” de primeiríssima: “Quando alguém se considera um ser humano puro e simples, e com um terceiro acontece o mesmo, então é natural se encontrarem para um bate-papo sempre aberto, as diferenças administradas com sabedoria e paciência recíprocas. Quando, entretanto, um deles se considera uma altíssima montanha, o outro pensando o mesmo, as convergências jamais acontecerão. Montanhas podem ser altas, mas jamais podem se tocar…”

De retorno às minhas atividades, depois de um Carnaval arretado de ótimo com a Rejane, sinto-me mais apto na identificação dos pangarés da província, para rejeitar suas farolagens, inclusive políticas, que apenas ampliam inquietações e desconfortos. E bem mais afiado na identificação dos “fingidos e amacacados” do João Silvino da Conceição, engabeladores de panacas, sem esquecer o Mário Quintana, poeta gigante, “A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer”. Quintana e Silvino da Conceição, doutores de Vida, sem brasões nem lamentações.

13 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

13 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

EX-PRISID-ANTA GERENTA FAZENDO MUNGANGA NO ISTRANJEIRO

Pra começarmos a semana alto astral e dando gargalhadas, um vídeo com Vaca Peidona cagando pela boca na cidade de Genebra, capital da Suiça.

Ela é ignorante em qualquer língua deste mundo.

Tinha que ser mesmo criatura de Lula…

13 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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