14 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DATA BESTA PERGUNTA

Caros leitores, tem uma nova Enquete Fubânica no ar.

Não deixe de dar o seu pitaco.

Todo fubânico que participar terá boa saúde, sorte, felicidade, paz, prosperidade, tesão, alegria e vida longa.

Vá aí do lado direito do JBF e dê seu voto.

14 março 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

14 março 2017 HORA DA POESIA

O NAVIO NEGREIRO – Castro Alves

Castro_Alves

No data de hoje, 14 de março, no ano de 1847, nascia em Muritiba, Bahia, Antônio Frederico de Castro Alves. Encantou-se em julho de 1871, com apenas 24 anos de idade

* * *

(Tragédia no mar)

‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar – dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.

‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
Constelações do líquido tesouro…

‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…

‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest’hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo – o mar em cima – o firmamento…
E no mar e no céu – a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia,
Orquestra – é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia…

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar – doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês – marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês – predestinado –
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

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14 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

É O BRASIL

Ministro do Supremo Tribunal Federal dá uma aula de como funciona a Justiça no país

“Não podemos misturar casos de corrupção com casos de caixa 2. Haverá casos de caixa 2 em que se acarreta corrupção, como dinheiro de origem espúria. Haverá casos de caixa 2 em que simplesmente se tratou de esconder, de alguma forma da Justiça e do público em geral, o recurso, mas tinha finalidade de aporte eleitoral”.

Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, explicando que existem ilegalidades que são menos ilegais que outras e corrupções menos corruptas.

14 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – CHARGE ONLINE

14 março 2017 DEU NO JORNAL

SE OBRANDO-SE TODINHO COM MEDO DO XILINDRÓ

No interrogatório iniciado por volta das 10h desta terça-feira (14), o ex-presidente Lula confessou ter medo de ser preso na Operação Lava Jato.

O interrogatório está sendo realizado na sede da Justiça Federal, em Brasília, na 10ª Vara.

É a primeira vez que Lula senta do banco dos réus, diante do juiz, sem recorrer a videoconferência.

* * *

Num precisa Lapa de Medroso ficar apavorado com a perspectiva de obrar de coca no boi da prisão.

Segundo fontes bem informadas do JBF, há estoque suficiente de jornais usados que servem pra limpar a bunda na cadeia da Polícia Federal em Brasília.

Como ele não saber ler com os olhos da cara, vai ler com o olho do furico.

14 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

UNS E OUTROS

O nada pra uns é tudo
O tudo pra uns é nada.

Mote de Nelson Farias

Tenho visto muita gente
Reclamando prejuízo
Dizendo que está liso,
Que passou a decadente.
Já outro alegre se sente
Ao receber roupa usada
Dando cada gargalhada
Que deixa invejoso mudo.
O nada pra uns é tudo
O tudo pra uns é nada.

Um recorre ao “Caixa Dois”
Ou outra contravenção,
Sem nem pensar na prisão
Que pode ocorrer depois.
Outro só tem pro arroz,
Mas tem moral ilibada
E a sua vida regrada
É seu principal escudo.
O nada pra uns é tudo
O tudo pra uns é nada.

14 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

APELO DESESPERADO

Comentário sobre a postagem EX-PRISID-ANTA GERENTA FAZENDO MUNGANGA NO ISTRANJEIRO

Hilton:

Grande Berto.

“Venho por meio deste;

Pedir, implorar,requisitar, solicitar, esmolar, mendigar, pirangar, obsecrar, postular, rogar, suplicar, rezar, requestar, adjurar, orar, pleitear, instar, clamar.

Para que essa senhora pare de provocar esse sentimento de vergonha alheia.

Entendo e compreendo a dificuldade de compreensão por parte dos seguidores da dita cuja, do extremo constrangimento que ela causa a cada aparição, quando fala, como se não bastasse o mal que ela já fez para o país.”

* * *

14 março 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

14 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CABRA MACHO DA BIXIGA LIXA

Seu Luiz Berto, meu saudoso pai, bem que tentou.

Mas não chegou nem perto do seu xará, Seu Luiz Costa, considerado o Sultão Sertanejo:

14 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

14 março 2017 HORA DA POESIA

CONTRASTE – Anna Lima

A’ Virginia Wanderley

As nossas almas de alegrias ungidas
E ungidas de suave encantamento,
Iam passando a vida sem tormento
E sem maguas ou lagrimas doridas.

As minha rimas pallidas, sentidas,
Tinham teu caridoso acolhimento…
Como era bello o nosso firmamento!
E como eram ditosas nossas vidas!

E tudo transformou a desventura
Que de pungir-me a alma não se cansa!
E és sempre a mesma alegre creatura…

Somos hoje um contraste em realidade:
– Tú és a meiga e candida esperança,
Eu sou a triste e perennal saudade!

Natal, 14 de julho de 1901

* * *

Nota da Editoria:

Anna Lima é avó materna da colunista fubânica Violante Pimentel. O poema acima está no livro Verbenas – Versos (1898-1901) e foi aqui transcrito com a mesma ortografia de quando foi publicada a 1ª edição em 1901.

14 março 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS–PE

Prezado Luiz Berto,

Por ser um modesto cinéfilo de filme único e exclusivamente de cawboy, dirijo-me ao BESTA FUBANA, oferecendo-me ou me arreganhando todo, para fazer parte dessa tropa de elite da cultura nordestina desse prestigioso blog, no tocante aos filmes do Velho Oeste.

Meu atrevimento se dá em razão de, há mais de 40 anos que estudo o assunto em tela e, por pressentir também, que o seu público, predominantemente, é formado por pessoas de meia idade. Ou seja, na faixa dos 40 a 70 anos, justamente é nessa faixa etária, que o faroeste tem o seu público alvo em razão do bang bang, na época, ter sido assistido por nós adolescentes, décadas de 50, 60 e 70, que foi o auge desta modalidade de filme.

Diretor do BESTA FUBANA, em que pese meu português não estar com essa bola toda, mas dá para arranhar ou então você poderia fazer as postagens em seu blog à noite, haja vista que nesse horário todo gato é pardo e ninguém irá prestar atenção nas aberrações gramaticais.

Caso não haja condição para eu me “IMPRENSAR ou me SOCAR” no meio dessas feras do BESTA FUBANA, nem por isso vou ficar melindrado ou ressentido, em absoluto!!!

Jamais deixarei de frequentar assiduamente as páginas desse almanaque da cultura nordestina.

Agora, advirto-o para que não seja um diretor muganguento nem muito menos durão e apertado feito tampa de crush, porque eu sou “QUINÉM” Sartana ou Django: Vou, mato e volto. Afinal, minha pistola é a lei…

Saudações blogueiristas,

R. É cada desmantelo da bixiga lixa que aparece por aqui.

Vôte!

Pois você já tá imprensado e socado no JBF, seu cabra presepeiro. Pode mandar seus textos faroésticos que serão publicados com muito gosto. John Wayne e Alan Ladd irão adorar.

Quando você diz que esta gazeta escrota é um “almanaque da cultura nordestina“, está se referindo a apenas uma das muitas facetas do jornal. Aqui tem cultura de todos os brasis e mais alguma coisa!

Altamir dirige a página Blog Chumbo Grossona qual eu já vi que consta um reclame do Jornal da Besta Fubana

Para acessar o Chumbo Grosso, basta clicar na ilustração que está no final desta postagem.

Fique à vontade, seja bem vindo e mande as ordens.

Abraços e muito sucesso.

14 março 2017 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

14 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

LULA CONVERTEU-SE NO BODE EXULTÓRIO DO PETISMO

Todo mundo comenta a má sorte dos bois de piranha do PT. Gente que é jogada no rio para ser comida, enquanto alguém escapa. No momento, há três bodes expiatórios petistas hospedados no sistema carcerário de Curitiba: José Dirceu, Antonio Palocci e João Vaccari. Fala-se sobre muito sobre eles. Mas ninguém se lembra de mencionar que há no PT um grande bode exultório, um personagem que escapa sempre: Lula.

Réu em cinco ações penais, Lula prepara-se para voltar à estrada. Dividirá sua agenda entre os depoimentos à Justiça e os atos de campanha. Com antecedência incomum, o pajé do PT inaugura a corrida presidencial de 2018. Lula adianta o relógio por necessidade, não por opção. Imagina que o figurino de candidato torna mais verossímil sua pose de vítima. Nessa versão, avalia o bode exultório, Sergio Moro e outros juízes condenarão um projeto político, não um culpado.

Essa estratégia apresenta dois problemas. O primeiro é que o PT precisa varrer muita coisa para baixo do tapete a fim de que o seu bode exultório continue a desfilar sua santidade presumida em cima do tapete. E ninguém sabe até quando o acobertado ficará quieto. Diz-se, por exemplo, que Palocci, bem próximo de arrostar uma condenação, já coça a língua. O segundo problema é a presunção do PT de que o Brasil é uma nação de bobos.

14 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

PODER MUNDIÁTICO

Comentário sobre a postagem VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO–SP

Deco:

“Caro Luiz Berto,

Acho que temos grandes chances de conseguir um “patrocínio” ou até uma “parceria” com o Prefeito de São Paulo.

Vamos colocar para ele que o JBF o levará aos cargos que ele assim desejar, ou seja, Governador ou até Presidente da Banânia.

O poder do JBF é “mundiático”, uma somatória de mundo com mídia.

E tem gente que não quer isto. Nós queremos e precisamos, afinal das contas a Chupicleide não recebe há muito tempo.

Pois é, tem uns “bocós” que entraram na justiça contra as parcerias que o Dória está fazendo. Deve ser coisa do século passado. Será que estão vivendo nos dias de hoje?

Veja:

“Nesta sexta-feira (10), o empresário Allen Ferraudo, a advogada Renata Vieira Silva e Sousa, o sociólogo Marcelo Ferraro e o assistente jurídico Luiz Rogério da Silva, concordaram que as doações de empresas privadas são ilegais, os quatro são moradores de São Paulo e foram eles os autores do pedido, na justiça, contra Dória.”

Deixa comigo que irei procurar o Dória.

Ele botando grana no JBF, da iniciativa privada, será eleito para o cargo que quiser com a nossa força.

Até para síndico do meu prédio ou do seu prédio.

O Ferraudo e o Ferraro querem ferrar o Dória!”

* * *

14 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

A PRINCIPAL TAREFA É COMBATER A CORRUPÇÃO

14 março 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

O DIA DA POESIA

Hoje é quatorze de março
E a data reverencia
A grande obra de Deus
Que só nos causa alegria
E é claro que estou falando
Da sagrada poesia.

E já que hoje é seu dia
É necessário lembrar,
Que a poesia encanta
E provoca bem-estar
Desde a mais sofisticada
Até a mais popular.

O poeta vai buscar
Por meio da inspiração
Tudo que está disponível
E nessa composição,
Contém essência da alma
Provinda do coração.

A varinha de condão
É quem produz a magia,
Que dá força e consistência
E a paz que contagia
Pra que o poeta possa
Fazer bela poesia.

Quando a verve propicia
Matéria prima a vontade
Dando vez para o poeta
Dar asas a liberdade,
Vai surgir belos poemas
Com graça e com qualidade.

Com essa celebridade
Estou sempre em sintonia,
E sou muito grato a Deus
Por me dá sabedoria
E dom, pra que eu exalte,
Hoje a santa poesia.

14 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

JÚLIO FERREIRA – RECIFE-PE

Em todo esse “imbróglio” envolvendo a contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte, o que me causa nojo é a sórdida postura de alguns aloprados, fingidamente indignados pelo fato do goleiro ter arrumado um emprego, após ser liberado pela Justiça.

O interessante que muitos desses canalhas são os mesmos que declaram-se contra a pena de morte e insistem em exaltar o direito que qualquer preso tem em buscar sua ressocialização.

Eu também acho que Bruno deveria permanecer preso, mas o FATO é que ele foi liberado pelo STF, tendo portanto pleno direito de viver sua vida com todos os direitos de quem está livre.

Esses calhordas que hoje clamam contra a contratação de Bruno, assim como as empresas que chantageiam o Boa Esporte, com ameaças de retirar patrocínios, são basicamente covardes, pois descontam em Bruno a raiva que sentem pela sua soltura, quando na verdade, se tivessem um mínimo de dignidade e coragem, deveriam direcionar sua indignação ao juiz do STF que decidiu colocá-lo na rua.

Gostaria de ver essa corja de indignados, incluindo aí os gestores das pessoas jurídicas que patrocinam o Boa Esporte, ter “cojones” para interpelar o juiz Marco Aurélio Mello, do STF, repreendendo-o publicamente pela iniciativa de dar liberdade à Bruno.

Do jeito que a coisa está ocorrendo, o que estamos testemunhando é que, mais uma vez, por absoluta covardia é irresponsabilidade da sociedade, a corda está arrebentando do lado mais fraco.

14 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

ÁGUA, LUZ E ASFALTO NO SERTÃO

Eu tinha 15 anos e morava em Campina Grande quando as águas do Rio São Francisco apareceram na cidade sertaneja onde nasci: Uiraúna, a 480 quilômetros de João Pessoa, no mar, e 360 da Rainha da Borborema, que recebeu dia 10 a notícia alvissareira da chegada do Velho Chico a suas torneiras. Em 1966, o rio “da unidade nacional” chegou ao sertão do Rio do Peixe na forma de eletricidade 24 horas por dia. E a água santa se fez luz.

Pertenço, portanto, a uma geração de transição. Nasci à luz mortiça do candeeiro na casa de meu avô materno, Chico Ferreira, na zona rural do ainda distrito de Antenor Navarro, hoje São João do Rio do Peixe de novo. Dois anos depois, Uiraúna virou sede municipal, mas a iluminação da nova cidade era escassa: às 18 horas, quando o céu estava bem escuro, o maquinista Cabrinha ligava o motor a óleo diesel e este transmitia a energia mecânica para o dínamo combater a treva. O vigário, cônego Anacleto, ligava a difusora da matriz de Jesus, Maria e José e rezava a Ave Maria com o fundo musical da canção homônima na qual Gounod transformou uma fuga do gênio de Bach. Minha mãe nos reunia na calçada e dizia versos de Castro Alves no mormaço atro do Semiárido.

Àquela altura, o progresso tinha nome composto: Paulo Afonso, à época distrito de Glória, na Bahia, onde havia sido inaugurado o complexo hidrelétrico às margens da cachoeira do mesmo nome no Rio São Francisco a caminho do mar. Quando a eletricidade de 24 horas chegou àqueles confins em que a Paraíba cruza em seu extremo oeste com o Ceará e o Rio Grande do Norte, o lugarejo baiano era município e a Camargo Corrêa construía desde Cabedelo, cidade portuária da Grande João Pessoa, a BR-230, primeiro trecho da Transamazônica, símbolo da megalomania militar.

Até então, chegava-se a Campina Grande por uma estrada de terra esburacada numa viagem que exigia pernoite em Café do Vento, no centro geográfico do Estado. Só no dia seguinte chegava-se ao asfalto na Praça do Meio do Mundo, na Farinha, na subida para o Planalto da Borborema, onde os tropeiros paravam suas tropas de burro para lhes dar de beber no Açude Velho da Vila Nova da Rainha. Hoje na via pavimentada o trajeto faz-se em cinco horas, mesmo sem exagerar na velocidade.

A rede elétrica e a rodovia, contudo, em nada interferiram no regime de águas do sertão distante. A seca de 1958, em que testemunhei sertanejos famintos saqueando armazéns de mantimentos para não morrer de fome, repetiu-se em ciclos causando martírio e êxodo de pobres lavradores.

Na sexta-feira 10 de março de 2017, as águas do São Francisco, que iluminam o sertão paraibano inteiro desde 1970, interromperam a angústia de 400 mil almas de Campina Grande, que bebem água do açude de Boqueirão de Cabaceiras. Este foi inaugurado em 1957 por Juscelino Kubitschek para resolver o crônico problema de falta de água da segunda maior cidade do Estado, até então atendida apenas pelo açude de Vaca Brava, no Brejo, que hoje nem água tem. Quando Michel Temer foi a Monteiro, no Alto Paraíba, para receber as águas da transposição, restava 3,7% do volume morto no reservatório, que tem o mesmo nome de uma obra-prima da literatura regional brasileira, o romance O Boqueirão, escrito em 1935 pelo pioneiro José Américo de Almeida.

Ainda assim, Michel Temer foi recebido de forma hostil. O governador do Estado, Ricardo Coutinho, que se opôs ao impeachment de Dilma Rousseff e o chama de golpista, compareceu à visita do presidente. Mas fez questão de registrar sua opinião de que o pai da obra não era o paulista de Tietê, mas o pernambucano de Caetés. O presidente não aceitou a pecha de usurpador e disse que a paternidade da transposição não era dele e de nenhum outro político, mas do povo brasileiro em geral e do povo nordestino em particular. Afinal, a transposição foi bancada por dinheiro público. Parece barretada demagógica, mas o fato é que o direito autoral político cobrado pelos devotos do PT é, no mínimo, duvidoso.

Atribui-se o patronato da transposição ao imperador D. Pedro II, que, em 1850, comovido pelo testemunho da seca ao visitar o Ceará, disparou uma bravata: “Venda-se o último brilhante da Coroa, contanto que um brasileiro não morra de fome”. Wanessa Campos, biógrafa de Maria Bonita, mulher do cangaceiro Lampião, não perdoa a demagogia imperial: “A Coroa continua intacta e muitos brasileiros ainda morrem de fome”.

A briga pela água no sertão ultrapassou os limites do Semiárido e pôs em discussão a sustentação ecológica do rio doador. O bispo de Barra, Bahia, Dom Luiz Flávio Cappio, fez greve de fome contra a obra. Paraibana, sertaneja do Vale do Piancó, a cantora Elba Ramalho não pôde apresentar-se num trio elétrico em João Pessoa por manifestar preocupação com o mesmo tema. O pároco de Uiraúna, meu amigo de infância, Padre Domingos Cleide Fernandes, também foi execrado por se preocupar com a possibilidade de a transposição degradar a vida do rio nascido em Minas.

O baiano Antônio Carlos Magalhães, adversário da obra, desafiou seu amigo e colega cearense Tasso Jereissati a apresentar um estudo sério sobre o tema. Se o convencesse, o próprio ACM apoiaria a obra. Lula presidente mandou iniciar a transposição em 2007. Pressionado pelos ambientalistas, garantiu em 2009 que encomendaria um estudo a respeito.

Muito antes disso, em 1998, o tucano Tasso reuniu em Fortaleza respeitáveis especialistas em águas do mundo inteiro para debater o assunto. Os técnicos criticaram o projeto. Em suas palestras, contaram que água é um insumo muito caro para ser desperdiçado na evaporação em canais abertos como os que levam a água do “rio da unidade nacional” para Sertânia e Monteiro, assim como o que Ciro Gomes, sucessor de Tasso, construiu para levar água potável para a capital do Ceará. E previam que os nordestinos seriam execrados no futuro por terem empregado milhões de reais para desviar a água que desemboca no mar entre Alagoas e Sergipe para desaguar em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Em 24 de maio de 1998, o Jornal da Tarde publicou meu relato sobre o seminário no texto O açude de sal e o trem da água. Nele escrevi o seguinte: “Os 1.500 maiores açudes nordestinos guardam um volume calculado em 21 bilhões de metros cúbicos de água, 10 vezes a Baía da Guanabara, 100 vezes a Represa de Guarapiranga, que responde pelo abastecimento de 3 milhões de pessoas. Ou seja, teoricamente (e só em teoria, pois nunca se pode usar totalmente a água de um açude), esta seria água suficiente para o consumo de 300 milhões de pessoas, quase o dobro da população do País inteiro. Só que, segundo o secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio-Ambiente, Fernando Rodrigues, especialista em água, mas não em seca, apenas 20% do que poderia ser usado o é de fato, ficando 80% para contemplação estética e evaporação”.

Esta é a realidade dos fatos, mas quem liga pra ela? Da mesma forma, o aviso dos técnicos não foi ouvido na algaravia da guerra ideológica da pós-verdade na política brasileira. Levada aos trancos e barrancos sob Lula e descontinuada (como se diz hoje) sob Dilma, a transposição foi inaugurada pelo vice que assumiu o lugar dela depois do impeachment. É improvável que seus custos não tenham sido anabolizados pela corrupção avassaladora nos 13 anos, 4 meses e 12 dias dos dois desgovernos petistas. Mas prevalece a versão do senador Humberto Costa (PT-PE) ao Valor Econômico: “Todo o pessoal do governo, que nunca colocou uma pá de terra na obra, está querendo tirar uma casquinha”.

Com base no “dane-se a realidade” desse argumento parcial e irreal, Lula visitará o São Francisco correndo no leito do Alto Paraíba em 19 de março, data que os sertanejos consideram como limite para chuvas que interrompem quaisquer períodos de estiagem. Se não chover até então, fechar-se-á o mais prolongado ciclo de seca da História. E o padim Lula conta com a fé religiosa do povo para ressuscitar o mito de sua invencibilidade.

Na semana passada, choveu em Uiraúna, e o açude da Capivara, cujo nome homenageia meu bisavô, Coronel Alexandre Moreira Pinto, ganhou dois metros de água. Ou seja: alcançou 5% de seu volume morto. Como se vê, resta pouco a comemorar e muito a temer. Afinal, o Velho Chico, transposto para o Paraíba ainda não pereniza o Rio do Peixe, em cujas margens secas nasci e fui menino. Nem faz tanto tempo assim.

14 março 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

14 março 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS PARAIBANOS – ANIVERSÁRIO DE SANDRA BELÊ

A cantora, instrumentista, atriz e apresentadora de rádio e tv, Sandra Belê, faz aniversário dia 14 de março e para comemorar fará um show na Budega Arte Café, nos Bancários. O show escolhido para a ocasião é o “Voz & Sanfona”, na companhia do acordeonista Lucas Carvalho.

Como todo show na Budega Arte Café, não há cobrança de ingresso, mas se passa o chapéu para que o público contribua como queira e possa. 

Serviço:

Show “Voz & Sanfona” – Especial Aniversário de Sandra Belê
Local: A Budega Arte Café (Rua Arthur Américo Cantalice, 197, Bancários – próximo a Escola Aruanda) – João Pessoa-PB
Data: 14 de março (terça-feira)
Hora: 18h às 22h
Entrada: Contribuição espontânea durante o show
Mais informações pelo Facebook Show de aniversário
Contato: (83) 98893-4244

* * *

14 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

NOVILÍNGUA

As manchetes do final de semana deram conta de que Dilma Rousseff, vulgo Janete, tem andado pelo Europa (provavelmente as nossas custas) vociferando bobagens e coisas sem pé nem cabeça. Até ai nenhuma novidade.

Segundo a imprensa na Suíça, Dona Doida tentou falar em uma língua que vagamente lembrou um francês falado por um bêbado com problemas mentais.

É impressionante o fato de uma pessoa que não consegue comunicar-se em seu vernáculo nativo, o português, tente aventurar-se em línguas estrangeiras como espanhol e francês. Ainda mais alguém como ‘Janete’ que não formula há séculos um pensamento articulado sequer.

Os neurônios em eterno conflito agora deram por se aventurar em terras d’além mar tentando comunicar-se através de uma língua Neandertal provavelmente extinta.

O problema é a vergonha que nos fazem passar, logo nós que ainda por cima temos de arcar com as despesas destes impropérios (os assessores e seguranças que a acompanham com ex-presidente são pagos pela ‘viúva).

E Janete vem fazendo escola, no Senado Federal, as suas discípulas ‘causam’. É!!! Causam espanto e repúdio de tanta besteira que soltam pela boca.

Gleisi ‘Ré’ Hoffmann, Vanessa ‘Da Floresta’ Grazziotin e Fátima ‘É Górpi’ Bezerra vêm ocupando com louvor o espaço da ‘Mestra’ no parlatório do besteirol.

Gostaria de sugerir que nossa ex-mandatária fosse estudar, por exemplo, ao invés de envergonhar o país mundo afora.

Sabe neste período onde ainda pode ‘curtir’ sua aposentadoria e liberdade, Dilma poderia tentar fazer algo diferente, quiçá estudar. Aproveitar o tempo que lhe resta antes que Curitiba a ‘abrace’. Algo do tipo fazer uma pós-graduação, destas à distância, estilo supletivo.

Poderia ser-lhe útil no futuro, quem sabe. Estudar, segundo o Código Penal, abranda as penas.

Agora tive um devaneio!

Já pensaram Dilma Rousseff estudando em um pós-graduação? E Marilena Chauí de (des)orientadora. O diálogo entre estas duas em uma reunião de (des)orientação serviria de tratado para estudos psiquiátricos, caso alguém conseguisse entender o que elas disserem.

Participar da banca de TCC então, é uma perspectiva enlouquecedora. De fazer um monge budista surtar.

Lá pela Suíça este ignóbil ser saiu-se com esta: “Não podemos condenar alguém sem um direito de defesa. Eu não vou me permitir agir como a rainha de Alice no País das Maravilhas e dizer: ‘Cortem a cabeça’. Cabe ao tribunal julgar”.

A propósito deste besteirol, comparando-se com a Rainha do Conto Alice no país das Maravilha, lembrei-me um dos primeiros textos do Blog Livre Pensador, escrito a quase dois anos, que reproduzo abaixo.

Leiam e vejam as ‘semelhanças’.

* * *

NO REINO DA RAINHA DE COPAS OU…CORTEM A CABEÇA!

Dizem que muitas vezes a arte imita a vida e em outras a vida imita a arte. Nestes casos muitos autores, poetas e escritores acabam sendo mais que visionários, são autênticos profetas, imprimindo em sua obra visões de um futuro muitas vezes distante, mas que ocorrerá tal e qual um déjà vu, por mais fantástico e inacreditável que pareça. Lewis Carrol é um destes ‘profetas’ que em sua obra nonsense Alice no País das Maravilhas, testemunhou e registrou, desde o passado, o Brasil do século XXI.

Loucura ou excesso de imaginação de minha parte? Será? Vejamos.

O País das Maravilhas, criado por Carrol, país governado por uma Rainha Louca – a Rainha de Copas -, que só se veste de Vermelho, tem um cabelo estranho, é cabeçuda (nos dois sentidos: por ter uma cabeça de tamanho avantajado e de ser de uma teimosia ímpar), não ouve ninguém, é mal educada e só sabe gritar e dar broncas por tudo e em todos. Será que este personagem lembra alguém? Acho que nós podemos reconhecer aqui uma ‘certa’ semelhança entre o País das Maravilhas e o nosso Brasil.

Lula, Dilma et caterva também criaram, tal qual Lewis Carroll, a estória do Brasil Maravilha, país sem igual, com que fomos presenteados por uma dádiva divina, 24 horas depois da posse do apedeuta em seu primeiro mandato.

Um País das Maravilhas em que tudo é fantástico e, redundantemente, maravilhoso. País este que só é conhecido por aqueles poucos apaniguados do partido ou, por aqueles que ainda acreditam em estórias da Carochinnha. Mas eles juram, do fundo de suas mentes doentias, que este país existe, está aí e só não é visto por culpa da oposição.

O Brasil Maravilha, cantado em prosa e verso por esta turma, é um país sem inflação, onde tudo funciona, não há violência, a educação é de primeira, a assistência a saúde maravilhosa, não existe desemprego, entre tantas outras bençãos dos céus. Gostaria que me dessem um mapa para achar o caminho para o Brasil Maravilha.

Será que as semelhanças param por aí? Não, o visionarismo nonsense de Carrol mostra ainda mais semelhanças entre os dois países das Maravilhas. A Rainha de Copas, em um das muitas adaptações feitas por Hollywood, tem um conselheiro caolho, homem que é pura maldade, que a aconselha e lhe ensina como extorquir e explorar ainda mais o povo do País das Maravilhas. No nosso Brasil Maravilha também temos um Conselheiro ‘contra o povo’, claro que ele não é caolho, podemos até dizer que enxerga longe, mas, ao invés de um olho, lhe faltam outras cositas como caráter, vergonha na cara e um dedo.

E o nosso Chapeleiro Maluco, aquele que habita as bandas do Jaburu. Toda hora troca de chapéus, de lado e de opinião, mas tem como objetivo fixo sentar-se a cabeceira da mesa, ou do país, na hora do chá. Lança-nos enigmas e falas sem sentido, choramingos e reclamações, mas só age em prol de interesses, os seus e os dos caciques de seu partido.

Na Corte do País das Maravilhas todos fingem ter defeitos físicos, além dos notórios defeitos de caráter, para conviverem como Nababos nos corredores, salas e salões do Palácio. Todos fingem qualquer coisa que seja necessária para manterem-se a sombra do poder. O importante é não desagradar a Rainha de Copas, pois senão ela ordena, gritando:

– CORTEM A CABEÇA! CORTEEEMMMM A CABEÇA! Condenando sumariamente os incautos.

Ah! E no Brasil Maravilha, nossa Rainha Vermelha, como gostaria de poder fazer o mesmo e gritar, cortem a cabeça, e zap, livrar-se daqueles que ousam desafiar sua vontade. Se pudesse fazer isto, hein?! Quantos jornalistas não amestrados, juízes e procuradores da república, entre outros, conheceriam de perto a máquina de Monsieur Guillotin.

Mas nossa corte também não fica longe da homônima do País das Maravilhas. Nossos ‘nobres’ transitam lépidos e fagueiros entre os Palácios da Praça dos Três Poderes. Alguns, verdadeiras aberrações, desprovidos de caráter e moral, mas vestindo ternos, togas e arrogância, reverenciando e homenageando a Rainha Vermelha e seu Criador. Ostentando o que nós, o povo, sustentamos a duras penas , através dos pesados impostos que pagamos e que nada nos dão de retorno.

É Lewis Carroll foi um visionário ao descrever o Brasil Maravilha do século XXI, mas também nos mostrou o caminho da redenção, mostrou-nos em sua obra, de forma sutil, como livrar-nos desta súcia.

Alice, a menina do livro, age como ‘gente grande’, contesta a validade das ordens da Rainha e Rei de Copas e recusa-se a atendê-los. Discute com a Rainha de Copas, enfatizando as atitudes ridículas cometidas na corte do País das Maravilhas. A Rainha ordena, aos gritos que Cortem-lhe a cabeça! Mas Alice não tem medo, confronta-os, a Rainha, os Soldados, a Corte e todo o status quo do País das Maravilhas.

Alice é o povo do Brasil real, que não aguenta mais ser explorado e extorquido e, que vai as ruas mostrar sua força. Vai reduzir ao ridículo esta corte de dementes, deformados moralmente e desprovidos de caráter, vai desnudá-los em público, expor seus crimes e apresentá-los aos rigores da lei, seja na Papuda ou em Curitiba.

Alice, o povo, vai às ruas clamar por justiça e gritar, como gritavam os personagens do filme de Tim Burton: Fora Cabeçuda! É isso aí, o povo que presta vai gritar, para dar um fim ao Reino da Rainha Vermelha e de sua Corte, Fora Cabeçuda! Fora Corja de Ladrões!

Gritemos pois, juntos, povo sofrido do Brasil decente, gritemos juntos pelo nosso futuro.

FORA CABEÇUDA!!!!!!!!!

14 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

SERTANEJO BOM DEMAIS

* * *

01 – Derramado na paixão – (R.Viola/Praense) – Ronaldo Viola e João Carvalho – 1994

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02 – Hoje eu não posso ir – (Lourival dos Santos/Tião Carreiro) – Tião Carreiro e Pardinho – 1972

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03 – O cervejeiro – (Donizete Santos) – Divino e Donizete – 2010

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04 – Pagode do chifrudinho – (Divaney) – Zé Antonio e Divaney – 1999

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05 – Tudo leva – (J.Mulato/Jesus Belmiro/Peito Pardo) – João Mulato e Douradinho – 1987

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06 – Tem gente que não gosta – (Dombar/H.Moraes) – Dombar e Delley – 1996

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07 – A viola e a pescaria – (Goiano/Donizete Santos) – Goiano e Paranaense – 2000

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08 – Marajá cheiroso – (Gino/Mozart) – Mozart e Mozair – 2000

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09 – Rabo de saia – (P.Carreiro/Zé Paulo) – Peão Carreiro e Zé Paulo – 1986

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10 – Ser pobre não é defeito – (Nivaldo/Cláudio Balestro) – Almezino e Antero – 2000

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11 – Campeão de fibra – (Joel Marques/Maracaí) – Eduardo Viola e Pantanal – 2007

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12 – Baldrana macia – (Anacleto Rosas Jr./Arlindo Pinto) – Biá e Dino Franco – 1977

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13 – Eu nasci há dez mil anos atrás – (R.Seixas/P.Coelho) – Brenno Reis e Marco Viola – 2008

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14 – Vara de marmelo – (Moacir dos Santos/Pardal) – Pardinho e Pardal – 1980

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15 – Amigo da onça – (Goiano/Zé Batuta) – Fernando e Osmair – 2004

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14 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

14 março 2017 DEU NO JORNAL

O PROBLEMA DE DILMA NÃO É O FRANCÊS, MAS O RACIOCÍNIO: OU MELHOR, SUA TOTAL AUSÊNCIA

Rodrigo Constantino

Depois do “portunhol”, foi a vez de Dilma nos brindar com seu eloquente francês. Todos riram muito do trecho da fala da ex-presidente em evento na França, em que puxou da caixola o seu “aprendizado” da língua francesa nos idos passados. Claro, agora podemos rir, pois ela não é mais nossa “presidenta”. Resta só a piada mesmo, fazer troça com a cara dela, que não tem qualquer noção do ridículo.

Vejam:

Dilma: je ne suis pas sourd, je t’ignore. O leitor pode perguntar: e você, sabichão, arrasa no francês para tirar sarro dela? No, no, no. Essa frase talvez seja a única que sei além de je t’aime, pois estava estampada numa camiseta que ganhei de meus pais numa viagem deles a Paris. E decorei: não sou surdo, apenas te ignoro. Desde então uso sem moderação por aí.

Mas eis a diferença: eu não tento fingir que domino uma língua que, claramente no caso dela, é uma completa desconhecida do vocabulário. Não vejo mal algum em reconhecer a ignorância. Ao contrário: vejo a alternativa como a estupidez, os ignorantes que não sabem o que ignoram. É o caso de Dilma. Em tudo.

Fosse ela mais humilde, saberia que não tinha a menor condição de administrar nossa complexa economia. Teria abandonado a Nova Matriz Macroeconômica na largada, antes de o país mergulhar na depressão atual. Não teria feito tantos discursos com dedo em riste e extrema arrogância contra seus críticos. Não daria tanto esporro em seus subalternos que dominavam bem mais do assunto, apesar de petistas.

O fracasso, a desgraça que foi o “governo” Dilma tem ligação com essa soberba, com essa estupidez, com essa crença de que sabe o que, obviamente, não sabe. O editor Carlos Andreazza resumiu bem a coisa: “O verdadeiro problema é que Dilma Rousseff raciocina como fala francês”. Ou seja, ela não raciocina. E acha que sim. Aí afundou o Brasil…

14 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

VICIADO FUBÂNICO NA SUIÇA

Comentário sobre a postagem EX-PRISID-ANTA GERENTA FAZENDO MUNGANGA NO ISTRANJEIRO

H. Albino:

“Rebonjour, Monsieur Berto

Se o Sr. tiver um só leitor em Genebra, este leitor sou eu.

Au revoir”

* * *

Quantidade de acessos ao JBF, a partir da Suíça, no período de 1º de janeiro até 12 de março, segundo dados do Google Analytics

14 março 2017 FULEIRAGEM

TENÓRIO – CHARGE ONLINE


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