VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO–SP

Caro Luiz Berto,

Hoje, 15 de março de 2017, faz 52 que perdemos “Nat King Cole”. Faltava dois dias para que ele completasse 46 anos. Mas não vamos lembrar a sua morte, vamos lembrar sim, que se ele estivesse vivo daqui há dois dias ele completaria 100 anos.

Pensando nisso, preparei o texto a seguir, anexando também um vídeo, para que todos os leitores “Fubânicos” possam lembrar, e também como tributo, desse que é um ícone da música mundial, presente nas nossas memórias.

Se concordar com o que escrevi e der tempo, pode então publicá-lo.

Uma abraço,

* * *

OS 100 ANOS DE NAT KING COLE

Nat King Colo (Mar/1917 – Fev/1965)

Existem certas pessoas que permanecem muito pouco tempo entre nós, mas que deixam ótimas lembranças e um patrimônio inestimável. Certamente, uma delas é, sem nenhuma sombra de dúvida, Nat King Cole, que viveu somente 45 anos.

Nat King Cole, cantor e músico, nome artístico de Nathaniel Adams Cole, nasceu em Montgomery, Alabama, no dia 17 de março de 1919, e faleceu em Santa Mônica, Califórnia, no dia 15 de fevereiro de 1965, tendo sido pai da também cantora Natalie Cole, que, infelizmente, faleceu em 31 de Dezembro de 2015, aos 65 anos.

O apelido de “King Cole” veio de uma popular cantiga de roda inglesa conhecida como “Old King Cole”. Sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Smile, Fascination, Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, “Quizás, Quizás, Quizás”, Perfidia, Cachito, e muitas outras, cantando inclusive em espanhol e português.

Suas músicas românticas tinham um toque especial, pois a sua voz inconfundível e seu estilo único marcaram a história na música internacional. Com uma voz aveludada, associada a sua elegância ao piano, Nat King Cole tornou-se um artista de grande sucesso, nos Estados Unidos da América e em todo resto do mundo, conseguindo com isso, com o seu trio instrumental, a ser o primeiro artista negro americano a ter um programa de televisão dos Estados Unidos da América.

Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor. Desde criança ele esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre recusando-se a cantar em plateias com segregação racial.

Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, morreu vítima de câncer. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Glendale), Los Angeles, nos Estados Unidos da América.

Nat King Cole participou de 22 filmes, e um de seus últimos trabalhos, em 1965, foi no filme Cat Ballou, cantando a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.

Vamos então ouvir “Unforgettable – Inesquecível”, com o dueto póstumo de Nat King Cole, com sua filha Natalie Cole, salientando que ao final ela agradece ao pai.

Esta música é de autoria de Irving Gordon e foi gravada pela primeira vez, por Nat King Cole, em 1951.

15 março 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO NOBLAT

15 março 2017 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

TIRA POEIRA

Um chorinho do compositor cearense Satyro Bilhar, executada por Jacob do Bandolim.

15 março 2017 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

15 março 2017 JOSIAS DE SOUZA

AO DEPOR COMO RÉU, LULA SE EQUIPAROU A DEUS

Em seu primeiro depoimento como réu em processo da Lava Jato, Lula se colocou no lugar de Deus. Disse ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, que o primeiro-amigo José Carlos Bumlai não estava autorizado a discutir negócios. O magistrado perguntou se Bumlai poderia ter usado o nome de Lula. E o interrogado: “Doutor, se o senhor soubesse quanta gente usa o meu nome em vão! De vez em quando eu fico pensando pras pessoas (sic) lerem a Bíblia, pra não usar tanto o meu nome em vão.”

Lula decerto se referia aos dois trechos da Bíblia que anotam os Dez Mandamentos que Deus entregou ao seu marqueteiro, o profeta Moisés, para que ele os propagandeasse. As Tábuas da Lei estão disponíveis em Êxodo 20,2-17 e Deuteronômio 5,6-21. Incluem o seguinte preceito: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”

Se pudesse, Deus talvez escolhesse viver no Brasil. Como a onipresença obriga o Todo-Poderoso a estar em toda parte, Lula o representa no território nacional. Mas a divindade petista não se sente obrigada a observar todos os mandamentos. Dá de ombros, por exemplo, para o “Não Furtarás”. A certa altura do depoimento, Lula disse: “Me ofende profundamente a informação de que o PT é uma organização criminosa.”

Lula talvez não tenha notado, mas ele próprio já frequenta as páginas de cinco ações penais na posição de protagonista. De resto, o sistema carcerário de Curitiba está apinhado de petistas: José Dirceu, Antonio Palocci, João Vaccari Neto, Renato Duque…

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15 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

15 março 2017 DEU NO JORNAL

AZUIS, INCARNADOS E ROXOS NO MESMO BALAIO

Não durou sequer meia hora o “sigilo” da “lista de Janot”: os nomes começaram a vazar tão logo os 320 pedidos de inquérito foram enviados pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

Os políticos são os “suspeitos de sempre”, já citados em outras delações, como os ex-presidentes Lula e Dilma e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral).

Dois ex-ministros da Fazenda da era PT, Antonio Palocci e Guido Mantega, também já investigados em outros casos, estão na lista.

Também estão nessa nova “lista de Janot” tucanos ilustres, como os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Aloysio Nunes (SP).

Estão na “nova lista” os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), do Senado. Ambos já citados.

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Num sei mesmo a razão…

Eu só sei é que quando acabei ler esta notícia, me alembrei-me logo do título de uma música.

O título é Farinha do Mesmo Saco.

Uma composição da autoria de Edigar Mão Branca.

Como é estranho este nosso pensamento.

Vôte!

15 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

O DISCURSO DO REI QUE VIROU RÉU E OS COMENTÁRIOS DO COLUNISTA

Se o culpado não melhorar o desempenho, a maratona por tribunais vai acabar na cadeia

Com um depoimento de 48 minutos ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10.ª Vara Federal de Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta terça-feira a maratona por tribunais imposta a quem se torna réu em cinco processos. A ação penal em curso na capital investiga a participação do ex-presidente na trama criminosa que, entre outras bandalheiras, tentou impedir que Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, contasse tudo o que sabe sobre o esquema do Petrolão.

Seguem-se alguns trechos do interrogatório (reproduzido integralmente no vídeo abaixo), com comentários entre parênteses do colunista.

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“Você sabe o que que é levantar todo dia achando que a imprensa está na porta de casa porque eu vou ser preso?”

(O país acaba de saber que, embora não cometa sequer pecados veniais, a alma viva mais pura do Brasil já acorda pensando em como é a vida na cadeia)

“Eu tenho dito, antes, durante e depois, os que estão presos e os que vão ser presos, que tenha um empresário, um político que tenha coragem de dizer que um dia me deu R$ 3, que tenha coragem de dizer que um dia o Lula pediu cinco centavos para ele”.

(Só uma besta quadrada tentaria comprar favores de Lula com dinheiro de esmola. E nem quando era um sindicalista principiante o depoente lidava com centavos)

“Agora resolveram vender nossas terras. Já venderam o espaço aéreo, daqui a pouco vendem o mar e a gente terá que pedir licença para para entrar no Brasil”.

(Lula teve uma visão: a Imobiliária Temer vendeu o território nacional ao PMDB, entregou o espaço aéreo a Donald Trump, presenteou a Bolívia e o Paraguai com o mar que lhes faltava e proibiu os brasileiros de entrarem no Brasil. É nisso que dá conviver com Marilena Chauí)

“Nem o Sarney tinha força no Congresso para fazer maldade como faz esse governo agora”.

(Em 1988, Lula repetia em todos os discursos que José Sarney era “o maior ladrão da Nova República”. Agora descobriu que o ex-presidente é tão perverso quanto Dilma Rousseff. Ou Erenice Guerra)

“É o país de um golpista, da corrupção, os pobres estão desgraçados para o resto da vida”.

(Sem maiores explicações, o interrogado decidiu produzir uma concisa descrição da Venezuela)

“Só eu, com sete anos de idade, sei o que é pegar água e separar caramujo”.

(E só ele sabe, aos 70, como se faz para destruir uma Petrobras em menos de 7)

“O povo mais humilde desse país tem direito de ter as coisas”.

(Por exemplo, ter de volta os empregos que sumiram nos cinco anos de desgoverno da afilhada Dilma Rousseff)

“Lava Jato, no Brasil, a gente fala no café da manhã, no almoço, na janta e depois da novela”

(Como quem não para de pensar na segunda visita da Polícia Federal perde o sono, a famiglia Lula certamente conversa sobre a Lava Jato também depois da novela e durante toda a madrugada)

“Vou matar eles de raiva, porque em todas as pesquisas, vou aparecer na frente”.

(E vai morrer de medo porque metade do eleitorado não vota de jeito nenhum no campeão brasileiro de rejeição)

“Chamar o PT de organização criminosa. Se dependesse de mim, cada parlamentar abriria um processo para provar qual é a quadrilha”.

(Fundador do faroeste à brasileira, em que o bandido passa o filme inteiro querendo prender o xerife, Lula acha que merece ser preso quem chama de organização criminosa uma entidade beneficente que engordou a população carcerária com dois ex-chefes da Casa Civil, um ex-ministro da Fazenda e três tesoureiros nacionais do PT)

“Parecia que o Delcídio tinha recebido o ‘Prêmio Nobel da Delação’. Ele foi no Roda Viva”.

(O candidato ao Nobel da Tapeação foi freguês do Roda Viva até o advento do escândalo do Mensalão. De 2005 para cá, alega “problemas de agenda” para recusar o convite, renovado mensalmente, que lhe permitiria provar no programa que os culpados por todos os males do país são FHC e a imprensa independente)

“O presidente não tem coragem de ir na Bolívia”.

(O líder de massas que só se aproxima de massas quando come macarrão, discursa apenas para plateias amestradas e não dá as caras nas ruas acha que impopular é quem será vaiado se circular por La Paz ou Cochabamba)

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação ‘pros’ meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e ─ era vinte, agora passou para trinta – a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

(Lula nunca soube de nada que desse cadeia. Por que haveria de saber quanto ganha por mês?)

“Eu aprendi a andar de cabeça erguida”.

(Faltou explicar por que não aparece na Praça da Sé para que todo mundo veja como costuma andar quando está escondido em casa ou no Instituto Lula)

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15 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

LULA SE FAZ DE VÍTIMA PARA TENTAR FUGIR DA PRISÃO

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LISTA DE JANOT É ECLÉTICA E CALA OS CÍNICOS

15 março 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

TALENTO E VERSATILIDADE PARA O HISTRIONISMO

Comentário sobre a postagem PENÚLTIMAS NOTÍCIAS IMPARCIAIS

Paulo Luz:

“O que seria de nós sem as pilhérias e platitudes do fantástico colunista.

É um redator de humor de fazer inveja ao pessoal do Casseta & Planeta.

Neste período de desemprego, o grande colunista consegue desbravar uma nova frente de trabalho com scripts de humor.

Parabéns por mais esta demonstração de talento e versatilidade no domínio da linguagem histriônica e farsesca.

É sem dúvida o nosso Voltaire!

Apenas uma ressalva: o Jararaca é o fantástico ex-presidente dele e não nosso.”

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Costinha perde pros colunistas fubânicos em histrionismo:

15 março 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

15 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FAZENDO RAIVA À DIPUTADA MARIA DA NOVENA (IV)

Esta série é uma homenagem à diputada petralha Maria da Novena, a grande defensora dos Direitos dos Manos em Banânia.

Solicito aos nossos que leitores que mandem aqui pro JBF toda e qualquer notícia onde os bandidos se dão mal, são presos ou, melhor ainda, são eliminados.

Todas serão publicadas.

A banda decente da nação antecipadamente agradece a participação de todos vocês.

A notícia abaixo nos foi remetida pelo leitor Roberto B. Cappelletti, de Itanhaém-SP.

Para ler a reportagem completa, basta clicar aqui

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“Xiuf, xiuf, snif, snif, um pobre cumpanhero, vestido com a cor vermêia do nosso partido, foi brutalmente baleado por um policial burguês, a serviço do sistema capitalista; militantes excluídos e espoliados do Brasil, uni-vos! Xiuf, xiuf, snif, snif…”

15 março 2017 FULEIRAGEM

ATORRES – DIÁRIO DO PARÁ

15 março 2017 FULEIRAGEM

DACOSTA – CHARGE ONLINE


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
SURUBA NO CABARÉ

Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.

A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.

Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.

Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.

No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
Essa lista foi fatal.

O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
Não adianta se alterar
Entre o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.

15 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

MAIS AMEAÇADOR DO QUE O PCC

Noticia de 13/03/2017 do site G1: “O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criou uma secretaria e nomeou na chefia uma aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso. Nesta segunda-feira (13), Solange Almeida (PMDB), que é ré na Operação Lava Jato, se tornou secretária de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio”

Traduzindo para o português comum, o combalido Governador Pezão, acatando ordens vindas de Curitiba, criou a Secretária de Proteção à Solange Almeida/Eduardo Cunha, dando para a deputada, agora secretária estadual, a proteção do foro privilegiado. Com isso um dos processos contra o ex-presidente da Câmara Federal sai das mãos do Juiz Sérgio Moro indo para outra instância. Chamam atenção nesse caso duas coisas:

1 – A força que Cunha mantém mesmo estando preso e distante fisicamente tanto do Rio quanto de Brasília. Ele continua influenciando muito, tanto nas decisões do Governo Federal, como no PMDB do Rio.

2 – O medo que o Juiz Sérgio Moro impõe a quem está ao seu alcance. Até o poderoso Eduardo Cunha que tem o presidente da república refém de seus desejos, treme diante do Paladino de Curitiba.

A indicação do Deputado Carlos Marun para presidência da comissão especial para Reforma da Previdência é um dos trunfos com que Cunha conta para continuar controlando e se beneficiando da força do PMDB na presidência. Temer mede seus atos pelo risco que assume junto a Eduardo Cunha. O ex-deputado precisa de Temer e o Presidente teme Cunhão. Com isso o país fica no ritmo de Cunha.

A principal reforma constitucional, capaz de fazer as expectativas dos agentes econômicos mudarem na direção de fazer a economia sair de fato desse pântano que os corruPTos nos condenaram será comandada diretamente do Complexo Médico-Penal de Pinhais. Marun em obediência a Cunha poderá acelerar, ou retardar o andamento do processo na Comissão para dosar a força de Temer de acordo com o interesse do preso. Quem achava que Marcola era o preso mais importante do Brasil, agora sabe que os danos que o detento Cunha pode causar a nação são muito mais profundos.

Sem reforma da previdência, sem orçamento equilibrado, sem investimentos, sem empregos. Simples assim.

15 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

15 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

NOSSA QUERIDA REPUBLIQUETA BANÂNICA

15 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

O NOME DISSO É COVARDIA

Ao confessar no depoimento que prestou ao juiz como réu que tem medo de ser preso em casa, Lula revelou um traço de caráter que nele percebo desde que o conheci, em 1975, apesar de ele ter negado, em entrevista a Mino Carta e Luiz Gonzaga Belluzzo, me conhecer.

Sua principal característica sempre foi a covardia e foi ela que o tornou informante do delegado Romeu Tuma à época da ditadura militar.

Não sou eu quem o digo. A informação, dada por Romeu Tuma Jr no livro Assassinatos de Reputações, tinha o requinte de citar seu codinome Barba.

A pusilanimidade cabe como uma luva na fantasia da narrativa da perseguição com que a esquerda espera voltar ao poder para seguir saqueando a República.

15 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

PENÚLTIMAS NOTÍCIAS IMPARCIAIS

TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL CONTRA O LULA

Lula, nosso fantástico ex-presidente da república, Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula e Léo Pinheiro, da OAS, foram envolvidos em uma ridícula ação penal movida pelo Ministério Público Federal, que em mais uma louca tentativa de criminalizar nosso fantástico ex-presidente da república afoitamente considerou que o armazenamento de bens de valor do acervo do fantástico ex-presidente bancado por uma entidade de direito privado caracterizaria lavagem de dinheiro e outros bichos, isso porque querem porque querem enrolar nosso fantástico ex-presidente fazendo crer que ele recebia propinas de empresas e que tudo, assim como se fala das palestras remuneradas, era uma forma de Lula, nosso fantástico ex-presidente, levar um porforinha, por ter sido comprado por essas empresas. Agora, o Ministério Público Federal, à vista de argumentos imbatíveis apresentados pelos advogados de nosso fantástico ex-presidente, teve de botar o galho dentro e pedir o trancamento da ação penal.

Dou essa notícia avisando desde logo que o faço com a mais absoluta imparcialidade, como convém a qualquer órgão da imprensa que tenha de informar com isenção ao público.

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O CAIXA DOIS É A FAVELA DOS POLÍTICOS

Em meio a essa celeuma sobre se “Caixa 2” é crime ou não; ou se, sendo crime, é ou não pior do que crime de corrupção, cabe notar que essa prática de guardar dinheiro não contabilizado não é uma “técnica contábil”, porque o dinheiro que não é contabilizado provém, sem dúvida, de atos ilícitos – em geral, a sonegação de impostos, que se faz usualmente mediante os mais variados artifícios. Sonegação fiscal é crime, de acordo com a Lei nº 4.729/1965. Manter Caixa 2 é crime.

No caso dos partidos políticos (e dos políticos envolvidos) o Caixa 2 se desenvolveu como crescem as favelas: alguém (ou um grupo) invade uma área pública e constrói um barraco. É pouca gente, o governo ignora. Aí vem outro, mais outro e mais outro e temos a Favela da Rocinha estabelecida com seus duzentos e cinqüenta mil moradores, em geral muito pobres, que não dispunham de outra forma de ter moradia na cidade, em lugar acessível à fonte de sustento da família.

Qual é a analogia?: – A inatividade do Estado!

Primeiro, por não ter providenciado moradia digna para essas pessoas. E segundo, por ter fechado os olhos ao crescimento da invasão, chegando ao ponto de nada mais poder fazer para recuperar o espaço tomado em face da proporção do problema social criado. Imaginem o governo derrubando doze milhões de barracos, palafitas, casas e outros tipos de moradia nas incontáveis favelas brasileiras.

Assim o Caixa 2 dos políticos: cresceu a tal ponto que não se tem conhecimento de partido político que não o pratique e de parlamentares que não recebam dinheiro de doações não declaradas.

Agora, o impasse: a chapa Dilma/Temer será condenada?

Se o for, será como se o governo fosse ao Complexo do Alemão e derrubasse um barraco por ocupação irregular… e deixasse os outros milhões de pé.

Sai dessa, TSE.

* * *

LULA PRESO

A notícia tão esperada pelos golpistas e pelos apoiadores do processo de golpe que se desenvolve no Brasil ainda não foi dada: – Lula, o nosso fantástico ex.presidente da repùblica, (ainda) não foi preso.

“Sê-lo-á”, seria a forma como se expressaria o nosso formalíssimo e impopular usurpador. Por enquanto, os que contam com o seu impedimento para concorrer às eleições presidenciais de 2018, para o período de 2019/2022, terão (e o digo com a mais absoluta isenção e imparcialidade, como convém a quem se dispõe ao uso da imprensa para informar) de se contentar com a língua presa do nosso fantástico ex-presidente e candidato que certamente será vitorioso se não for barrado por forças ostensivas que se pretendem ocultas.

Hoje, Lula, nosso fantástico ex-presidente, é como um pássaro que já está na gaiola, mas a porta ainda está aberta.

15 março 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

O IDEÁRIO DA REPÚBLICA DE 1817

A única revolução brasileira digna desse nome e credora de entusiasmo pela feição idealista que a distinguiu e lhe dá foros de ensinamento cívico, e pela realização prática que por algum, embora pouco, tempo lhe coube. Eu lhe disse uma vez que foi instrutivo pelas correntes de opinião que no seu seio se desenharam, atraente pelas peripécias, simpática pelos caracteres e tocante pelo desenlace. Foi um movimento a um tempo demolidor e construtor, como nenhum outro entre nós e como nenhuma outra em grau superior, na América espanhola.

Manuel de Oliveira Lima.

O século XVIII, conhecido como o Século do Iluminismo, teve a sua segunda metade tomada por uma total revisão no âmbito social das ideias, a partir da Declaração de Independência das treze colônias inglesas, que vieram a se constituir nos Estados Unidos da América, em 4 de julho de 1776, com repercussões nos movimentos que antecederam a Revolução Francesa de 1789.

Autores de várias nacionalidades vieram expressar os seus princípios democráticos e nacionalistas, pondo em discussão o direito divino dos reis e despertando a burguesia para os princípios da Igualdade, Liberdade e Fraternidade, mais tarde consagrados na Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789).

Filósofos como o suíço Jean Jacques Rousseau (1712-1778), que em 1762 fez publicar Du Contrat Social (Do Contrato Social), formulando uma nova teoria do Estado, fundamentado na convenção entre os homens com base no princípio da soberania popular; e Charles Louis de Secondat Montesquieu (1689-1755), autor de L’Esprit des Lois (O Espírito das Leis)¹ , eram lidos e discutidos não somente na França como em outros países. As obras poéticas e filosóficas de Voltaire (1694-1778), pseudônimo de François Marie Arounet, autor do Dicionário Filosófico; de Denis Diderot (1713-1784), editor da Enciclopédia Diderot; e do italiano Cesare Beccaria (1738-1794), autor do clássico Dos Delitos e das Penas (1764), despertavam a juventude para um novo comportamento.

A esse movimento de ideias não ficaram alheios os estudantes da Universidade de Coimbra que, levados pela atuação das Lojas Maçônicas, presentes em Portugal desde 1740, tornaram-se ávidos leitores daqueles filósofos cujas obras eram proibidas em Portugal e em suas colônias.

O ambiente em que viviam os estudantes daquela universidade portuguesa e as discussões motivadas pela influência das diversas correntes de ideias se depreende das páginas do Processo n.º 8094/1779 da Inquisição de Coimbra, por mim anotado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (Lisboa). Nele foram denunciados nove estudantes brasileiros, então matriculados na Universidade de Coimbra, dentre os quais Antônio de Moraes Silva (Rio de Janeiro, 1 de Agosto de 1755 – Recife, 11 de Abril de 1824), que vem a ser o primeiro dicionarista da língua portuguesa e que, em 1817, seria nomeado membro do Conselho de Estado da República de Pernambuco.

O processo é fruto da denúncia do estudante de Geometria Francisco Cândido Chaves, 23 anos, ao Tribunal da Inquisição de Coimbra em 17 de maio de 1779, onde afirma que na casa do também estudante Antônio de Moraes Silva, brasileiro nascido no Rio de Janeiro, se discutiam pontos de religião e se citavam autores como Helvécio, Voltaire e Rousseau, a quem chamavam de profundíssimos filósofos e que alguns estudantes “eram aliciadores da seita dos Pedreiros Livres”, como se denominavam na época os simpatizantes da maçonaria.²

Ao depor em sua defesa, no processo movido contra si e mais oito colegas, Antônio Moraes Silva, na audiência de 28 de maio, declarou estar cursando o quinto ano do curso jurídico, sendo filho de Antônio de Moraes e Silva e de Rosa Maria de Carvalho, com idade de 23 anos, morador da Rua do Loureiro, Freguesia do Salvador, Coimbra. Nas audiências de 12 e 18 de junho, 6 e 7 de julho, disse ainda ser aplicado no estudo das línguas francesa, inglesa e italiana, sendo leitor de obras do Conde de Mirabeau (Honoré Gabriel Riqueti, 1749-1791), de quem lera o Sistema da Natureza e Instituições Políticas; bem como das obras de Montesquieu, Cavaleiro de Milagan (sic) e Quadro da História Moderna (sic); Beccaria, Tratado dos delitos e das penas; Voltaire, Obras poéticas, e Rousseau.

Na sua defesa, porém, diz “não entender nem entende que toque ao Santo Ofício puni-lo por essa razão, pois que o conhecimento [de tal matéria] está reservado a Real Mesa Censória”. Disse ainda ter emprestado a obra de Mirabeau a José Antônio de Mello, conhecido por Misantropo, que afirmou ser a dita obra perigosíssima e capaz de enganar a todos que não soubessem Filosofia, mas que ele não deixará de achar alguma preciosidade. Concluindo o curso de Medicina, em 1778, José Antônio se transferira para Pernambuco, no mês de novembro daquele ano, levando consigo a obra de Mirabeau. (Processo n.º 8094/ANTT).³

Mas a Inquisição do final do século XVIII não era a mesma de tempos passados: os seus segredos já vazavam para o mundo exterior…

Sabedor por um informante da sentença do inquisidor José Antônio Ribeiro de Moura, prolatada em 20 de julho de 1779, condenando a si e todos os demais companheiros por crime de heresia e apostasia, Antônio de Moraes Silva fugiu com destino à Lisboa, escondido numa carroça de feno. Dias depois, contando novamente com o concurso de amigos, se transfere para Londres onde permaneceu sob a proteção do embaixador de Portugal na Grã Bretanha, tenente-general Luís Pinto de Souza Coutinho, futuro Conde de Balsemão, a quem ele dedica à primeira edição do seu Diccionário da Língua Portugueza (1789).

No mesmo processo, o estudante Vicente Júlio Fernandes, filho de Júlio Fernandes, 25 anos de idade, natural da Ilha da Madeira, então condenado por heresia e apostasia, depondo em 30 de agosto de 1779, afirma que o estudante Francisco de Mello Franco “levara de sua casa dois ou mais tomos das Cartas do Marquês d’Argent para ler, os quais lhe emprestara Antônio de Moraes Silva, que lhe disse ter lido o Sistema da Natureza”, obtido por empréstimo a José Antônio da Silva Mello a quem tratava por Misantropo.

Depois de exercer atividades diplomáticas em Londres, Roma, e Paris, Antônio de Moraes e Silva regressa a Portugal. Em Lisboa, novamente comparece ao Tribunal do Santo Ofício de Lisboa, em 21 de janeiro de 1785, Processo n.º 2015, apresentando atestado de ter procedido como bom católico, assinado pelo padre Ricardo a Sto. Silvano, vice provincial dos carmelitas descalços na Inglaterra, datado de 23 de novembro de 1784. Em sua confissão diz que, quando estudante em Coimbra, discutia com vários colegas acerca de matérias da religião, reduzindo todos os dogmas aos ditames razão, desprezando as verdades reveladas pelo lume da fé; que lera livros anticatólicos, como Emile (Emílio, ou Da Educação)4, de Rousseau. Absolvido, em 23 de dezembro de 1785, teve como pena de levi [pena menor] a de confessar-se nas quatro festas do ano – Natal, Páscoa da Ressurreição, Pentecostes e Assunção de Nossa Senhora – e o preceito de certas e determinadas orações.

Novamente indiciado pela Inquisição de Lisboa (Processo n.º 14.215), Antônio de Moraes Silva se vê compelido a retornar ao Brasil e assim tentar nova vida. Já casado com Narcisa Pereira da Silva, filha do tenente-coronel José Roberto Pereira da Silva, transfere-se para Pernambuco (Paranambuco), em 30 de abril de 1788, segundo denúncia de Escolástica Maurizia.5

Estabelecido no Recife, morador na Rua Nova, a partir de 1796, se transforma em proprietário do Engenho Novo da Muribeca, que recebera de seu sogro, aonde veio a escrever a segunda e mais importante edição do seu Dicionário da Língua Portugueza (1813) – recompilada, emendada e muito acrescentada, a partir da qual passa o seu nome a figurar como autor.

Com a chegada do século XIX, as ideias liberais, introduzidas em Pernambuco por estudantes e bacharéis da Universidades de Coimbra e Montpellier (França), alguns deles simpatizantes da maçonaria e outros pertencentes ao clero regular e secular, começaram a despertar na população antigos sentimentos nativistas.

A fundação do Seminário de Olinda, a 16 de fevereiro de 1800 pelo bispo Dom José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho (1742-1821), em muito contribuiu para que tais ideias liberais republicanas, divulgadas pelos teóricos da Revolução Francesa (1789), fossem debatidas nos púlpitos e entre os alunos do novo centro de estudos.

Depois de transformado em Seminário Diocesano de Olinda, o antigo Colégio dos Jesuítas foi logo transformado em uma instituição educacional cuja finalidade era “dar instruções à mocidade em todos os principais ramos da literatura, própria não só de um eclesiástico, mas também de um grande cidadão que se propõe a servir ao Estado”.

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15 março 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

15 março 2017 DEU NO JORNAL

OMISSÃO IMPERDOÁVEL

* * *

Esta manchete aí de cima é da Folha de S.Paulo, de hoje, quarta-feira.

Num intendi mesmo porque o jornalão paulista destacou apenas o PMDB de Temer e o PT de Lula e Dilma.

Cadê o PSDB de Aécio, também citado na “Lista de Janot“, conforme corre na praça?

Hein???

Tão protegendo os guabirus tucanos?

Rato é rato, qualquer que seja a cor. Vermêia ou azul.

Afinal, Lula, Dilma e Aécio são tolôtes do mesmo pinico corrupcional de Banânia.

15 março 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

LULA FINGE QUE IGNORA ATÉ QUANTO EMBOLSA POR MÊS

O trecho do depoimento que trata da renda mensal do camelô de empreiteira é um monumento à vigarice

O juiz federal Ricardo Leite quis saber nesta terça-feira quanto ganha por mês o réu Luiz Inácio Lula da Silva. Confira a resposta:

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e – era vinte, agora passou para trinta – a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

O palavrório em dilmês de cadeia omitiu o que Lula recebe como perseguido político de araque, esqueceu os 13 mil reais pagos ao presidente de honra do PT, fez de conta que o palestrante em recesso ainda recebe convites enfeitados por cachês de espantar um Bill Clinton, escondeu os rendimentos auferidos pelo camelô de empreiteira, deixou escapar suspeitíssimas doações ao bando de filhos, garantiu que Marisa Letícia é que sustentava a casa e jurou que não sabe direito se ganha 26 mil ou 50 mil reais.

Se não sabe nem isso, é compreensível que o depoente também ignore que ganhou de presente um apartamento de três andares no Guarujá e um sítio em Atibaia, fora o resto.

15 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO


A IRREVERÊNCIA E A BELEZA DO CORDEL

Quando morei no Rio de Janeiro conheci um jovem, mineiro de Sete Lagoas, e com ele fiz amizade. Estudamos juntos e nos graduamos juntos, na mesma Universidade. Ele tinha no máximo 30 anos e eu já chegava aos 40. Por respeito, vou, por ficção, chama-lo de Pedrinho. Pedrinho começou a namorar uma mulher (solteira, diga-se!) com mais idade que ele. Logo começaram as proximidades e práticas sexuais. Amiga comum, a mulher comentava comigo o elogiável desempenho de Pedrinho na cama. O cara era uma fera, segundo ela. E, a confidência tinha um objetivo: demonstrar a preocupação dela, para o fato de que, apesar da idade, Pedrinho só conseguia “fazer aquilo tudo” por que, antes do ato, acendia e puxava com força, 5 centímetros da pura cannabis. “Motivação” estranha, para quem tinha a saúde e a idade dele.

Com isso, quero dizer que muitos precisam de motivação até para viver. De algum tipo de motivação para fazer alguma coisa – até para roubar, ladrão precisa ter a motivação de não ter escrúpulos ou vergonha na cara.

Desde ontem pensava em postar um texto pequeno, com três parágrafos no máximo, e apenas uma foto para servir de ilustração. E aí, navegando na Internet encontrei uma informação que me serviu de “cannabis sativa” (gente, nunca fumei nada na minha vida de 73 anos – cigarros, charutos ou baseados): ontem, 14 de março foi o Dia da Poesia. E, o que mais “abunda” nesta escrotidão de JBF é poesia de alta qualidade e merecidos elogios aos ilustres e reconhecidos autores.

Como ficaria muito difícil render homenagem a todos os poetas que enriquecem este antro de sacanagem, optei por render homenagem a todos os que muito bem escrevem versos de rara beleza, através dos que preferem a poesia de cordel. Os outros que se sintam, também, homenageados.

A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.

Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.

Dalinha Catunda

Alguém inescrupuloso
de espírito deletério
com uma denúncia anônima
provocou um caso sério,
talvez por causa de inveja
na Bomba do Hemetério.

Naquela comunidade
uma popular senhora,
dona Gedália Ferreira,
enlutada até agora
com a perda de um ser querido,
de dor e saudade chora.

Foi decerto negligência
a causadora do drama
inusitado talvez,
que a população reclama:
a morte de um papagaio
nas dependências do IBAMA.

Doddo Félix

Na cabeceira da cama
Dois brincos recém-tirados
Dois brilhos fundos nos olhos
E um xodó bem começado.

Duas pessoas sozinhas
Qual duas casas vizinhas
Com biqueiras encostadas.
São vidas parede-meia
E a bica correndo cheia
Nessa hora de invernada.

Artilharia pesada
Tum-tum-tum de coração
Emoção ali campeia
Abrem-se regos nas veias
Só pra sangue de paixão.

Jessier Quirino

Pra quê todo esse orgulho
Do que se é, do que se tem,
Se nada somos no mundo
E a vida é só nada além?
Porque não somos menor,
Tampouco somos maior
E nem melhor que ninguém.

Pra quê tratar com desdém
Se você subiu na vida?
Para Deus somos iguais
Todos na mesma medida.
Ademais, toda riqueza,
Sabedoria, ou beleza,
Lhe deixarão na partida.

Jesus de Rita de Miúdo

Vendo isso acontecer
Reflito sobre o problema:
Por que o nosso sistema,
De punir e de prender
Não consegue resolver
A questão da violência?
Será só incompetência
Dos governos da nação?
Ou existe outra razão
E nós não temos ciência?

Eu sei que essa questão
Envolve outros fatores
Que também são causadores
Do problema em discussão.
Desemprego, educação,
Ou melhor, a falta dela,
Abandono da favela
Ao poder dos traficantes,
São fatores importantes
Para por em nossa tela.

Marcos Mairton

E, para completar a postagem que pretendia resumida – mas ficou impossível – aproveito “o mote” e rendo, também, homenagem a três poetas e cordelistas de mancheias que, por anos dignificaram e travaram pelejas, motes, calangos e fizeram da vida os mais belos repentes, sem esquecer (ou deixar de fora) a irreverência. Coincidentemente, três poetas e reconhecidos cordelistas/repentistas nordestinos.

* * *

Rogaciano Leite

Rogaciano Leite

“Rogaciano Bezerra Leite foi poeta e jornalista brasileiro. Filho dos agricultores Manoel Francisco Bezerra e de Maria Rita Serqueira Leite, Rogaciano Leite nasceu no dia 1 de julho de 1920 no Sítio Cacimba Nova, município de Itapetim-PE e faleceu a 7 de outubro de 1969, no Rio de Janeiro. Foi poeta repentista e Jornalista.

Filho dos agricultores Manoel Francisco Bezerra e de Maria Rita Serqueira Leite, Rogaciano Leite nasceu no dia 1 de julho de 1920 no Sítio Cacimba Nova, município de Itapetim-PE. Iniciou a carreira de poeta-violeiro aos 15 anos de idade, quando desafiou, na cidade paraibana de Patos, o cantador Amaro Bernadino.

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15 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

PENINHA – TUPI PAULISTA-SP

Berto,

A Vaca Peidona deve ter aprendido muito a discursar com o grande José Vasconcelos lá pelos idos de 1966.

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15 março 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO NOBLAT

A VERDADE, COMO LHE CONVÉM

Pois eis que agora, tantos anos depois do início da Operação Lava Jato, depois de impiedosamente atacado, Lula começa a repor a verdade dos fatos – a verdade dele, claro, mas quem disse que a verdade é apenas uma?

Agora sabemos, por seu depoimento, que Lula há três anos é vítima de um massacre. Pois nenhum político ou empresário, nem os Odebrecht, jamais lhe deu dez reais. E diz a verdade: ninguém lhe deu dez reais.

Acusá-lo de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, que absurdo! Afirma Lula que o senador Delcídio do Amaral “disse uma inverdade”, ao afirmar, em delação premiada, que haviam conversado sobre maneiras de convencer Nestor Cerveró a calar-se sobre o que sabia da Petrobras. Lula, aliás, nem conhecia Cerveró. É verdade, claro: é impossível exigir que o presidente da República conheça um funcionário de uma estatal, mesmo que seja de alto escalão, mesmo que a empresa seja a maior do país, mesmo que seja Cerveró. Lula deve tê-lo cumprimentado sem prestar muita atenção. Seria incapaz de reconhecê-lo – afinal de contas, por que iria prestar atenção num rosto tão comum, numa empresa tão grande?

Lula diz também que fica profundamente ofendido com a insinuação de que o PT é organização criminosa. Só porque o “capitão do time” está preso, os três últimos tesoureiros do PT foram condenados, um presidente do partido também? Isso o ofende, claro: pois quem é o Brahma, o nº 1?

A verdade…

No depoimento, Lula disse que passou os oito anos de seu Governo sem participar de jantares e aniversários, “exatamente para não dar pretexto de aparecer àqueles que vêm tirar fotografia com celular para depois explorar essa fotografia”. Os maldosos lembram um belo jantar, em 4 de agosto de 2006, oferecido por ele no Jockey Club de São Paulo a empresários e políticos, para arrecadar fundos. Foram mil convites a R$ 2 mil cada; descontada a despesa, sobraria R$ 1,7 milhão. E, segundo o coordenador da campanha, Ricardo Berzoini, “é evidente que dá a oportunidade de diálogo do presidente com o empresariado e profissionais liberais”. Terá Lula dito uma inverdade? Não: ele disse que não participou de jantares. E esse, preparado pelo ótimo chef Charlô, não foi um jantar, foi um banquete.

…é uma mentira…

Houve também um almoço mais baratinho, em 13 de julho de 2006, no Restaurante São Judas, na rota do Frango com Polenta, no Grande ABC. Foram servidos dois tipos de frango (frito, com polenta frita; e à italiana, com molho de maionese); água, cerveja, refrigerantes. Lucro: R$ 495 mil. “É que Lula circula bem em todas as classes”, esclareceu Berzoini.

…que aconteceu

Lula disse, enfim, que não é contra a Operação Lava Jato. “Eu quero que a Lava Jato vá fundo para ver se acaba com a corrupção”. E não é que mais uma vez ele fala a verdade? Lula é a favor da Lava Jato, e só dela discorda num pequeno detalhe: andou pegando políticos companheiros e empresários aliados, que além de aliados sempre foram generosos. Se a Lava Jato esquecesse o PT, Lula seria 100% a favor.

A verdade…

Para completar o elenco de verdades pouco conhecidas, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ao juiz Sérgio Moro que “nunca falou de propina com Palocci”. Claro que não! Gabrielli sempre foi um executivo preocupado com a empresa. Até hoje, por exemplo, defende a compra pela Petrobras da Ruivinha, uma refinaria toda enferrujada em Pasadena, EUA. A empresa belga Astra Oil comprou a refinaria por US$ 42 milhões e a vendeu à Petrobras, pouco depois, por US$ 1,1 bilhão. Segundo o delator Agosthilde Mônaco de Carvalho, já antes da compra Gabrielli tinha indicado a Odebrecht para reformá-la. Um executivo tão preocupado com a empresa que antes mesmo de fechar um negócio já tinha decidido como iniciar a operação não iria conversar sobre propinas e pixulecos com um político importante como Palocci. Talvez tenham discutido a adequada destinação dos parcos recursos disponíveis.

…de cada um

O patriarca da empresa, Emílio Odebrecht, vê Antônio Palocci como um político especial – “não carreirista como a maioria, mas um homem inteligente com visão de estadista”. Emílio Odebrecht, com tantos anos de experiência no mercado, certamente sabe avaliar as pessoas; conhece a diferença entre o que um político acha que vale e seu valor real.

“A gente trocava muitas ideias sobre aquilo que era importante para o nosso Brasil”, narrou. De um lado da mesa, Emílio Odebrecht; de outro, Antônio Palocci. Assistir à troca de ideias entre ambos, conhecedores do mundo e do comportamento dos seres humanos, deve ser instrutivo, uma aula de economia, de gestão e de política. Um privilégio valiosíssimo.

Emílio Odebrecht e Antônio Palocci

15 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)


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