16 março 2017 DEU NO JORNAL

ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO

A polícia e o Ministério Público prenderam seis pessoas de uma quadrilha que roubava combustíveis da Petrobras.

A investigação começou há dois anos.

Os agentes descobriram que a quadrilha agia no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e desviava por ano, catorze milhões de litros de combustíveis da Petrobras.

Um prejuízo calculado em mais de R$ 33 milhões.

* * *

Para conhecimento dos leitores fubânicos:

Por incrível que pareça, entre os presos não havia um único sequer filiado ao PT, segundo apurou o Departamento de Investigações do JBF.

Até mesmo pela quantia irrisória que roubaram: apenas 33 milhões.

Uma minxaria, uma quantia irrisória, um quase nada se comparado ao que roubaram os guabirus vermêios-istrelados.

De qualquer maneira, a Petrobras tomou mais um prejuízo. E, novamente, causado por bandidos.

Um dos ladrões presos por roubar a Petrobras: embora de camisa vermelha, pertence a outra organização criminosa que não o PT

16 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

BICICLETAS CLANDESTINAS

Relembrar não é querer que o tempo volte, como disse o pai de Edu Lobo, meu saudoso amigo Fernando Lobo. É mais comparar os tempos de ontem e achar graça no contraste das comparações.

Esta crônica serve para abrir os olhos dos planejadores e administradores do Departamento de Trânsito de Pernambuco, quiçá do CONTRAN.

Não se vê razões, para nos dias atuais, as bicicletas transitarem sem emplacamento. Completamente clandestinas.

Livres de identificação servem para assaltos, cada dia mais frequentes e violentos, como um recente que matou com um tiro na cabeça meu amigo Jorge Tertuliano, em Pau Amarelo.

Uma ação simples, mas as autoridades do Planejamento não se detiveram a resolver o problema, que nos parece ser de âmbito nacional.

Até o início da década de 50 as bicicletas que circulavam pelo Recife eram devidamente emplacadas, como qualquer outro veículo circulante. Não serviam para “veículos de assalto” como se afiguram hoje, porque todas estavam identificadas.

Os proprietários eram obrigados a apresentar ao órgão especializado pelo emplacamento a Nota Fiscal da compra ou um recibo com firma reconhecida em cartório, no caso de revenda entre pessoas físicas, a fim de legitimar a propriedade.

A numeração do veículo vinha marcada pelo fabricante em baixo relevo no “quadro”, exatamente a parte que sustenta as rodas e a sela.

Nos períodos de renovação da matrícula todos os proprietários se preocupavam em levar suas bicicletas à “Delegacia de Trânsito”, situado num casarão em estilo manuelino, situado no Parque Treze de Maio, sob a chefia do lendário e “ volumoso” Tenente PM Abelardo Rijo, para pagar as matrículas e “selar” em chumbo as novas placas.

Uma coisa chamaria a atenção do amigo ciclista Serjão – Sérgio do Amaral Valença – eram dispensadas de emplacamento os modelos exclusivamente de corrida, as famosas “Flandria”, inglesas, com o “quadro” de alumínio e pneus sem câmara, além as suecas “Husqvarna” e as “Philips”, holandesas.

Mesmo assim todas eram registradas no CCR – Clube de Ciclistas do Recife, cujo Presidente era Leôncio Lopes de Albuquerque, uma lenda na época em corridas de bicicletas no Recife, promovidas com a colaboração do Atlético Clube de Amadoras, sediado em Afogados.

Naquele meu tempo, quando decorria dois meses de renovação da matrícula o Departamento de Trânsito montava várias blitz nos bairros e estacionava caminhões para serem utilizados, recolhendo as bicicletas com emplacamentos vencidos. Era o terror dos pequenos proprietários.

Está em tempo de rever o procedimento, emplacar as bicicletas e recolher aquelas que circulam clandestinas destinadas à bandidagem.

16 março 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

RELEMBRANDO ZÉ DA LUZ

Comentário sobre a postagem AI! SE SÊSSE… – Zé da Luz

Flavio Feronato:

“E já que é de Zé da Luz bem podia ser uma que fugisse fosse a virge dos dois cuz-cuz…

Luiz Berto podia publicar essa também!”

* * *

Nota do Editor:

Atendendo ao estimado leitor, aqui vai o poema que foi pedido:

As flor de Puxinanã – Ze da Luz

Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

Poeta Severino de Andrade Silva, mais conhecido como Zé da Luz, nascido na cidade de Itabaiana-PB, terra onde reside o colunista fubânico Poeta Jessier Quirino e terra de nascença do saudoso sanfoneiro Sivuca. Zé da Luz era alfaiate de profissão. Nasceu em 1904 e encantou-se em 1965.

16 março 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AS DUAS LISTAS

Um trecho da Lista de Schindler

São duas listas famosas. A de Oskar Schindler – que salvou judeus, na Segunda Guerra, evitando que morressem nos campos de concentração. E a do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot – que terça-feira entregou, ao Supremo, relação dos nomes citados por 78 delatores da Odebrecht. Impossível resistir à tentação de comparar as duas.

• A Lista de Schindler é de 1944. A Lista de Janot é de 2017.

• A de Schindler tinha 13 páginas. A de Janot está em 10 caixas de papelão.

• A de Schindler tinha 1.200 nomes. A de Janot 294.

• Os judeus de Schindler estavam em suas fábricas das atuais Polônia e República Checa. Os nomes de Janot estão, quase todos, em Brasília.

• A de Schindler queria salvar vidas. A de Janot quer por ladrões na cadeia.

• Os judeus de Schindler iriam para os Campos de Concentração de Auschwitz-Birkenau, Belzec, Gross, Plaszow. Os nomes de Janot correm o risco de ir para prisões comuns de Curitiba e Brasilia.

• Schindler chamava seus judeus pelo nome. Enquanto aqueles da lista de Janot têm, quase todos, codinomes – como bandidos rasteiros de subúrbio, desses fichados todos os dias pela polícia.

• A lista de Schindler funcionou porque ele vivia corrompendo oficiais da Schutzstaffel (SS) e da Wehrmacht – Bankier, Göth, Höb. Já na de Janot, o nome disso era Caixa 2.

• Os salários dos judeus de Schindler lhe custavam pouco. Os subornados, na lista de Janot, cobravam os olhos da cara.

• Salvaram-se, na lista de Schindler, apenas judeus. Na de Janot, estão tentando se salvar tantos que são, ou que foram, deputados e senadores (muitos), ministros (5), ex-governadores (10), ex-presidentes (2), intermediários e grandes empresários (também muitos). Sem contar que, até fins de 2016, havia já 357 inquéritos autorizados, e 103 ações penais, contra políticos com mandato.

• Os nomes de Schindler sabiam que podiam morrer a qualquer momento. Os de Janot se consideram super-homens, acima do bem e do mal.

• Schindler e sua mulher, Emile Pelzl, em 1949 foram morar na Argentina. Alguém sabe onde vão se esconder os nomes de Janot, depois que deixarem as prisões?.

• Voltando à Alemanha, em 1963, Schindler foi a falência. Irão à falência algumas das empreiteiras nomeadas na lista de Janot?

• Schindler viveu seu fim de vida sustentado pelos Schindlerjuden (judeus de Schindler). Quem sustenta, hoje, alguns dos nomes da lista de Janot?. E quem vai sustenta-los?, depois.

• A lista de Schindler acabou indo, em 2009, para a Biblioteca Estatal de Nova Gales do Sul (Austrália). A de Janot fez viagem bem menor – da Procuradoria Geral da República até o Supremo. Menos de um quilômetro.

O poeta português Ary dos Santos começa poema (“O objeto”), dizendo: Há que dizer-se das coisas/ O somenos (de menor importância) que elas são/ Se for um copo é um copo/ Se for um cão é um cão. Nessa linha, há que dizer-se que os nomes da Lista de Schindler são pessoas que merecem, de todos nós, homenagem e respeito. Os da Lista de Janot, não.

16 março 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

16 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE FUBÂNICA (VI) – RESULTADO

O Instituto Data Besta informa os números finais da última pesquisa!

Aguardem a próxima.

A manchete abaixo, publicada ontem, mostra que esta gazeta escrota e os seus leitores estão antenados com a putaria guabirutífera que anda acontecendo em Banânia:

16 março 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

STEPHEN KANITZ – SÃO PAULO-SP

Lula precisa convidar Dilma para ser seu Vice.

Dessa vez o PT não pode fazer a besteira de ter um político de um outro partido.

Tipo Temer como Vice, só para ter mais 5 minutos de televisão.

Lula precisa ter a Dilma, inclusive para corrigir a injustiça do impeachment.

Afinal, Dilma não foi afastada injustamente?

Por isso Lula tem obrigação moral de corrigir esse erro e apoiar a sua companheira de lutas elegendo-a como seu Vice.

E tem a vantagem da Dilma não ter triplex, muito menos sítio.

Se você é do PT, lute para que a Dilma faça parte da chapa Lula 2018.

Como Viça, termo proposto por ela.

Posso já ver a propaganda. “Dilma, a No-Viça Rebelde.”

Lula não pode sempre pensar em si.

E abandonar tantos amigos que lutaram por ele como, José Dirceu, Antonio Palocci, Guido Mantega, Delubio Soares, Celso Daniel, e agora Dilma Rousseff.

Vamos lutar pela chapa que irá empolgar o povo brasileiro, Lula/Dilma 2018.

Apoie essa iniciativa para o bem do Brasil e para a alegria do PT!

16 março 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

A VONTADE

– Estou com uma vontade de dar, de trair o Zeferino. Me dá uma dor no peito, depressão, raiva, pelo desprezo que tenho a meu marido. Vontade de sair com um cara, transar muito, sou a mulher mais carente e idiota do mundo. Conversava Eugênia, chorosa, com a amiga Gabriela

– Até que entendo sua vontade, mas esse negócio de trair, na maioria das vezes torna em arrependimento, piora a depressão. Faça as coisas que o coração mandar, porém, tenha calma, reflita para depois não se arrepender. Aconselhou Gabriela.

– Você condena essa vontade de eu trair, minha amiga ?

– Quem sou eu para julgar? Para condenar alguém. Como amiga posso dar uma opinião, apenas isso. Sei que é uma situação passageira, por isso aconselho pensar, o travesseiro noturno ou uma volta na orla contemplando o mar, refletindo, acalma o coração, faz bem a depressão.

– Gabriela, o problema maior é o meu desprezo pelo Zeferino, nunca pensei, ele é um cara fraco, perdedor, desde que foi despedido do emprego há mais de sete meses, vive dentro de casa, esperando as coisas caírem do céu. Todo dia é uma desculpa ou uma mentira de promessa de emprego, culpando o governo. Eu sustento a casa, comida, água, luz, telefone, o colégio do Carlinhos, tudo com o trabalho de cabeleireira no meu salão de beleza. Não tenho descanso nem aos domingo para sustentar a casa. O Zeferino nem aí, só sai para o botequim, chega na hora do jantar, o português da bodega já não vende fiado. É uma tristeza. Minha única reação é não transar quando ele se achega querendo coisas. Uma noite me pegou a pulso, não sei mais o que fazer. Que ele merece um chifre, merece. Tenho um cliente, coroa alinhado, elegante, faz cabelo e unhas toda semana, olha demais para mim, conversamos muito, eu deixo meu decote bem aberto ele fica contemplando, mas é um homem sério. Da última vez que ele foi ao salão, estava lendo numa revista uma reportagem sobre o filme 50 Tons de Cinza, disse que viu o filme, gostou das cenas de sexo. Eu sorri para ele perguntando se gostava da fruta. O coroa deu uma gargalhada, me respondeu, gosto e é bom. Apesar de ele ter chegado aos sessenta anos, tenho certeza, se eu quiser, sai comigo.

– Eugênia veja o que vai fazer. A melhor solução para briga ou desentendimento é o diálogo. Faça uma força, fale francamente, com o Zeferino, diga tudo que pensa, que ele arranje um emprego, nem que seja de varredor, não é desonra alguma.

Eugênia foi para casa, tirou o fim-de-semana para refletir. Sábado ao entardecer foi contemplar o mar azul-esverdeado da praia de Jatiúca. Pensou bastante nas palavras da amiga Gabriela, psicóloga. Consultou seu coração e à mente, pensou no Zeferino, no Carlinhos e no sessentão cheiroso. Era noite quando retornou à casa, primeiro, uma conversa franca com o marido.

– Que ares de felicidades são esses? Perguntou, dias depois, Gabriela à Eugênia. Vejo que resolveu seus problemas, gostei dessa transformação jovial, acabou-se a tristeza, a depressão, voltou sua alegria.

– Minha amiga, tudo começou com o contemplar do belo verde mar, me senti bem, pensei no que meu coração queria. A primeira decisão foi ter uma conversa aberta com o Zeferino, disse que estava a fim de me separar, fui franca, critiquei as grossuras dele comigo, a preguiça de arranjar trabalho. Finalmente acertamos, outra chance no casamento, eu ajudaria a procurar-lhe emprego. As coisas se arrumaram, estamos vivendo melhor, ele agora tem um emprego arranjado por mim, ajuda no sustento da casa, sua auto-estima melhorou.

– Ainda bem que você apagou a ideia, a vontade de trair com o coroa elegante. Disse Gabriela sorrindo.

– É o que você pensa, o coroa elegante chama-se Francisco, com ele arranjei um trabalho de almoxarife para o Zeferino. O Doutor é engenheiro, tem uma construtora. Homem generoso e discreto. Aqui para nós, satisfiz minha vontade. Apesar da idade, o coroa é ótimo, suas invencionices na cama me deixam louca.

16 março 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – CORREIO POPULAR (SP)

JOSÉ SILVA – CAMPO GRANDE–MS

Sr. Editor

A divulgação a conta-gotas dos nomes contemplados no vestibular do Janot tem excitado uma cambada de defensores-otários.

Na defesa de seu bandido de estimação, atacam veementemente os bandidos dos outros.

Essa atitude é um grosseiro analfabetismo (não digo falta de escolaridade, temos muitos analfabetos funcionais que são “doutores” e “intelequituais”).

São essas mesmas pessoas que divulgam e repassam por todos os meios as informações indignadas sobre os ganhos dos políticos. Então, se eles já enchem as burras, precisam que os eleitores os defendam? Só um idiotizado vive defendendo pessoas indefensáveis que têm todos os recursos para suas defesas. Se não o fazem, ou são culpados ou idiotas, e, portanto não deveriam estar onde estão.

Simples assim.

Se tem alguém apontando alguma canalhice daquele cidadão em quem você votou, cabe a ele defender-se.

Se o ataque lhe atinge, é porque você deve ser cúmplice da safadeza. Isso é ponto pacífico.

Para organizar melhor o processo de ataque aos bandidos de estimação dos outros, a Lista de Janot deveria ser organizada pela participação dos envolvidos em cada governo.

Assim teríamos uma lista do governo Sarney, uma do governo Collor, governo FHC, governo Lulla, governo Dilma e governo Temer.

Um bandido poderia pontuar em mais de uma lista. A Caixa Econômica Federal poderia criar uma nova loteria só para os envolvidos.

Com esse quadro, quem sabe a militância amestrada não enxergaria o óbvio: todos são prejudiciais a todos. Só a elite do crime organizado se beneficia.

Quem sabe, também, voltaríamos à proporção mais modesta do ditado: “trouxa rareia, mas nunca farta”.

16 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

NINGUÉM CONSEGUE MAIS SER HONESTO, NEM MESMO NO MICROFONE

Era o filho mais correto de Chico Porra-Nenhuma dos Porra-Nenhuma da capital, que até já assistiu o cavalo selado da mamata cruzar bem ali nas suas fuças, mas só arrumou na vida o maldito sobrenome.

Mesmo assim conseguiu uma boquinha vitalícia: ser nomeado presidente da Secretaria do Fenômeno Solitário. Não quis pra não sujar o nome. E ali mesmo, no Salão Banal da secretaria, fazia um discurso fecundo e honestizado dizendo o porquê da não aceitação:

– … E como diria o grande Camilo Cartola amigo meu: E pra quem já não tem nada, tanto se lhe dá como se lhe deu…

De repente, o discurso de ganso virou silêncio de fundo de mar, e, sem mais um tique nem taque de fala, ouve um conselho doméstico de grande profundidade – Sua Senhora Dona Virtuosa Porra Nenhuma, sem dependência de honestidade régia, prescreve a toda garganta de mão direita arribada:

– Porra, meu amor! Vai-te embora, Porra! Larga de tanta asneira e corre pro Ministério do Pau Dento pra salvar teu casamento! Lá, vai ser tua posse, teu destino e teu mandato! Lá, tão ensinando o povo a comer o povo, a mamar e traquejar sem grei nem lei todo tipo de fraude e mamação.

Ele tartarugou a velocidade do discurso e disse sob a capa da probidade:

– Isso é uma coisa malufa. Ninguém consegue mais ser honesto nem mesmo no microfone.

(Do livro Papel de Bodega – 2015)

16 março 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – O TEMPO (MG)

16 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

A INACREDITÁVEL CEGUEIRA DAS PAIXÕES POLÍTICO-IDEOLÓGICAS

Nesta quinta-feira, diz 16, o Jornal da Tarde, de Salvador-BA, publicou a charge abaixo, da autoria de Bruno Aziz, cujos trabalhos são regularmente reproduzidos aqui no JBF.

Vejam:

Vocês intenderam direitinho, num é?

Pois é.

Na visão do chargista, as manifestações de ontem, quarta-feira (15), foram solenemente ignoradas pela “mídia”. (Ô palavrinha escrota é esta que consta do zecabulário do curral de antas. zisquerdóides. Putz!)

Vejam aí na charge: a “mídia” está filmando uma mimosa flor na relva enquanto fica de costas pra pelegada que, nesta quarta-feira, atrapalhou a vida das pessoas que trabalham e ganham honestamente o pão de cada dia.

Pois fique sabendo, prezado Bruno Aziz, que este assunto foi tema de tudo quanto é jornal, revista, televisão e páginas internéticas importantes e de grande audiência.

Todos os grandes órgãos de informação desta república bananífera se ocuparam do assunto.

Vamos começar pelo órgão onde trabalha o chargista, o Jornal da Tarde, de Salvador.

Quem quiser saber o que A Tarde publicou clique aqui, ou ainda aqui .

Quem quiser ver a extensa cobertura do Jornal Nacional, da “reacionária e golpista” Rede GloboVEJA AQUI

O Jornal da Band também se ocupou do assunto: Veja aqui

Deu ainda no Jornal da Record, cuja chamada era, nada mais, nada menos, esta frase: Protestos contra a reforma da Previdência e a trabalhista invadem as ruas do Brasil. Veja aqui

E, finalmente, Veja aqui as 22 matérias (vamos repetir: 22 matérias) que saíram na GloboNews, de propriedade da reacionária e golpista Rede Globo, entre reportagens, debates e comentários.

E se eu fosse linkar aqui o que saiu nos grandes jornais brasileiros, de norte a sul, e de leste a oeste do país, em todas as capitais de todos os estados, além das grandes cidades, iria passar o dia todo e ainda não daria conta do serviço.

O fubânico petista Ceguinho Teimoso não está sozinho.

Gente que se recusa a enxergar a realidade objetiva ao seu redor e cegada pela ideologia ou pelas paixões políticas existe em todo canto.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

Haja bolsa escrotal!!!

16 março 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

16 março 2017 HORA DA POESIA

AI! SE SÊSSE… – Zé da Luz

Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!

Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?

Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?

E se eu me arriminasse
e tu cum insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?…

Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!

16 março 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

16 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

GANHA TANTO QUE NÃO SABE NEM QUANTO RECEBE

Ontem chegou aqui no JBF uma mensagem do meu amigo palmarense Zé Bufento, que recebe uma “fortuna” mensal do INSS por conta de sua aposentadoria como torneiro mecânico.

Ele me mandou o vídeo de Lula cagando tolôtes orais e mentindo descaradamente pro juiz, pra Banânia e pro mundo, com seu depoimento hilário.

Um vídeo que está fazendo um sucesso da porra na internet.

Junto com o vídeo, Zé Bufento me mandou também esta mensagem:

Berto, isto é pra esfregar na cara dos imbecis que gritam “abaixo a burguesia”. Tá aí o herói de vocês. Faz merda nenhuma e ganha uma porrada de dinheiro. Vão tudinho tomar no olho do cu!!!!”

Vale a pena ver, rever, rever e rever este vídeo da escola do realismo fantástico.

Cuida-se aqui de uma explicatoriedade lulaica na medida certa pra uma explicatoriedade goianaica.

Lula/Goiano: uma dupla de pândegos que não deixa nunca a tristeza baixar nesta gazeta escrota!

16 março 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

16 março 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

16 março 2017 DEU NO JORNAL

O PODER QUE ADOECE E MATA

Até hoje tenho gravado na memória uma cena palaciana que ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso, em uma solenidade no Palácio da Alvorada: Sergio Mota, homem forte do presidente, ainda se convalescendo de uma doença que o mataria dias depois, apareceu todo paramentado na solenidade com os tubos enfiados no nariz e o balão de oxigênio, que o mantinha vivo, aos seus pés. Nunca vi na vida uma demonstração tão extrema de apego ao poder. Hoje, guardadas as devidas proporções, Eliseu Padilha repete a cena. Proibido pelos médicos, ele antecipa a sua volta à chefia do Gabinete Civil para não perder o cargo, o poder, o controle que supostamente teria sob as pessoas e sob o país.

Padilha confessa que foi aconselhado pelo seu psicólogo para antecipar a sua volta ao Palácio do Planalto. O médico que operou o ministro aconselhou-o a permanecer de licença até o dia 19, mas ele preferiu os conselhos do divã. O ministro volta a ocupar a cadeira de principal auxiliar de Temer abalado pelas informações de que teria mandado pelo doleiro Lúcio Funaro 1 milhão de reais para o escritório de José Yunes, um dos homens de confiança do presidente. Além disso, ainda pesa contra ele declarações de delatores de que teria recebido R$ 4 milhões, da doação de 10 da Odebrecht, para distribuir com os peemedebistas.

O ministro chegou ao Palácio do Planalto como se nada tivesse acontecido na sua ausência. Questionado pelos repórteres sobre a sua conduta no lamaçal da lava Jato, saiu-se com essa pérola do cinismo que caracteriza muito bem o Brasil de hoje: “Em time que está ganhando não se mexe. Só citação de delator não é motivo para nada”.

Veja que coisa: apontado por Yunes como receptador de dinheiro roubado da Odebrecht, Padilha subestima a informação e descredencia o autor das denúncias em vez de se defender para se manter na função com honradez. Ora, se ele se refere a Yunes como delator, o homem que até então era o principal conselheiro do presidente, só mostra ao Brasil que Temer não anda em boa companhia.

Ainda instigado pelos repórteres, Padilha tentou driblar as perguntas mais incômodas que certamente o enfraquecem no cargo. “Não vou falar sobre o que não existe”. Está tudo baseado num delator”, insistiu o ministro. E foi mais longe ao mandar um recado indireto ao presidente sobre sua importância nesse momento na função: “Eu e minha equipe é que temos a memória da Previdência”. E para mostrar a sua dedicação incondicional ao poder, ele saiu-se com essa: “Os médicos disseram que sou doido, mas eu precisava voltar.”

Temer agora está com um tremendo abacaxi para descascar, mas prefere esperar pelo STF que pode ajudá-lo ao transformar alguns de seus auxiliares em réus. Se isso acontecer com Padilha, por exemplo, ele vai se convalescer em casa, na mesma esteira do expurgo de Moreira Franco, também a bola da vez da Lava Jato. O próprio presidente já decidiu que auxiliar que vira réu não participa do seu governo, o veneno que pode contaminar boa parte do governo.

Mas a coisa entre Yunes e Padilha não pode ficar na base do disse me disse. A população espera que os dois amigos do presidente esclareçam esse imbróglio da grana que foi parar no escritório de um deles. Empurrar com a barriga não adianta, porque mais cedo ou mais tarde o Ministério Público vai acionar a Polícia Federal para descobrir o paradeiro desse dinheiro. Além disso, o Temer tem o dever ético de apurar as acusações que pesam sobre os seus dois fiéis amigos e se derramam sobre o seu governo de forma implacável.

16 março 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

BILU-BILU – Zé Barbeiro

16 março 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

ALMAS DO OUTRO MUNDO

– Môo, tá acordado?

– Yawn, yawn… eu tava até sonhando, mas você me acordou, sacolejando meu ombro e gritando no meu ouvido. Que foi? Ronquei ou soltei traques debaixo do edredom?

– Desta vez não, e eu não gritei, apenas sussurrei…

– Imagina se tivesse gritado… Você ouviu algum barulho? Será que tem ladrão em casa?

– Não, Luiz Carlos. Eu queria bater um papo com você.

– Espero que seja algo muito sério pra você me acordar a esta hora da noite.

– Pra mim é sério, pra você, não.

– Morreu alguém da sua família?

– Vira essa boca pra lá, Luiz Carlos. Minha mãe está ótima!

– Menos mal. Yawn, yawn… então desembuche logo, da Paz, que estou com muito sono.

– É sobre nosso show no Café Demais, na sexta-feira.

– Da Paz, você não pode esperar até amanhã? Faltam três dias para nosso show no Café Demais na sexta-feira.

– Tô falando do show da sexta-teira passada. Você me deixou cantando, acompanhada do Lima, e foi se sentar lá atrás perto da varanda, curtindo seu uísque, todo contente. Mas foi incapaz de se levantar pra me aplaudir de pé, como todo mundo. Aliás, você nem me aplaudiu.

– Eu tava com sede.

– Desde quando uísque mata sede?

– A minha, mata. E eu tomei só uma dose.

– Sei…

– E não aplaudi mesmo! Detéees..to FÓSFORO QUEIMADO! Onde já se viu? : “Você é um fósforo queimado jogado no chão”…

– ‘Jogado’, não. É “atirado”.

– Dá na mesma. E tem mais: “És a gorjeta deixada em um botequim”… e por aí vai.

– Luiz Carlos, você não é tão novo assim, e sabe que dor de cotovelo é um estilo da velha guarda, que reinava nas paradas de sucesso dos anos 40,50, 60… Ângela Maria a interpreta muito bem!

– Cê tá veinha, hein?

– (Haja saco!)

– Nisso eu concordo. Ângela Maria não desafina nem sai do ritmo.

– Você tá insinuando que eu desafino e saio do ritmo?

– Imagina… Agora, vou aproveitar para lhe perguntar: você não quis cantar EU BEBO SIM. Por quê?

– A música faz apologia à bebida alcóolica…

– KKK! Mas você foi pro balcão beber vinho…

– Foi só uma taça.

– Eu contei três.

– Além de tudo, você acha mesmo que eu ia ousar competir com Elizeth Cardoso?

– Podia tentar. Você ousou com Ângela Maria… Parou com as aulas de canto?

– Tá bom, Luiz Carlos, tô vendo que você está fugindo do assunto.

– Que assunto? Até agora só falamos abobrinhas.. Fala sério, você me acordou só pra isso?

– Não comentei nada antes, porque sei que você não gosta de minhas demonstrações de címess, as quais você chama de ” chiliques”.

– Com quem eu flertei dessa vez?

– Não foi bem um flerte. Das Dores estava cochichando alguma coisa no seu ouvido, bem atrás de você.

– Ah, então foi isso. Bem que eu senti um calafrrrio… Aquela coroa vivia dando em cima de mim.

– Não dá mais, é? E ela não é tão coroa assim. Deve ter uns 45 anos.

– Tinha um pouquinho mais.

– Por que “tinha”?

– Dasdô bateu as botas. Amanhã faz uma semana.

– Nossa! O que houve com a pobre? Tão novinha…

– Misturou vinho com umas drogas.

– Cruzes, ainda bem que eu só tomo vinho…

– Sei…

– Então, tive uma visão. Engraçado é que a imagem dela estava perfeita, com aquele vestido verde-abacate, bem decotado. Quanto eu a encarava e fazia um sinal com a mão, tipo “me aguarde”, ela sumia… e você também!

– Deve ter sido na hora que fui mijar. Você precisa procurar um centro espírita. Só este ano, é a terceira ou quarta vez que você vê alma do outro mundo.

– E você só me conta que as ditas cujas morreram depois que eu dou meu famoso “chilique”!

– Tava me preparando. Tive medo que você se assustasse ainda mais, e sempre que eu criava coragem, você se encontrava no mundo da lua, com uma taça de vinho na mão, assistindo a algum vídeo do Luis Miguel.

– Você sabe que eu estou ensaiando aqueles boleros… você mesmo tá fazendo os arranjos… e tem mais: só sendo mesmo muito abestada pra não se ir pro “mundo da lua” com aquele lindo! E que voz!

– Agora chega, tá bem? Vamos dormir? Tô caindo de sono.

– Eu também. Yawn, yawn… Boa noite, Luis Miguel!

– Yawn, yawn… Boa noite, Dasdô!

16 março 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

16 março 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FAZENDO RAIVA À DIPUTADA MARIA DA NOVENA (V)

Esta série é uma homenagem à diputada petralha Maria da Novena, a grande defensora dos Direitos dos Manos em Banânia.

Solicito aos nossos que leitores que mandem aqui pro JBF qualquer notícia onde os bandidos se dão mal, são presos ou, melhor ainda, são eliminados.

Todas serão publicadas.

A banda decente da nação antecipadamente agradece a participação de todos vocês.

A notícia abaixo nos foi remetida pelo leitor Joaquim M. Souza, de Cuiabá MT.

Para ler a matéria completa, basta clicar na manchete abaixo:

Três bandidos morrem em troca de tiros com a Rotam em Cuiabá

“Coitadinhos… três cumpanheros excluídos pelo sistema capitalista foram brutalmente assassinados pela polícia… Xiuf, xiuf, xiuf… snif, snif, snif…”

16 março 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

16 março 2017 DODDO FELIX - GORJEIOS


A VOLTA DA GALINHA

Por uns tempos sumiu minha galinha…
Todos achavam que houvesse morrido!
Eis que um dia, porém, torna a bichinha,
chegou fazendo o maior alarido.

Ao voltar, acontece que ela vinha
acompanhada de um bando nutrido
(os seus pintinhos) pra alegria minha.
Sua volta deixou-me comovido!

Algures escondida, ela – coitada!
exposta ao sol, à chuva, à ventania,
conseguiu produzir uma ninhada!

A natureza é pródiga e capaz:
– lição de amor e de sabedoria,
uma galinha, sem saber, nos traz!…

16 março 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – BLOG DO ALPINO

DON PABLITO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Caro Mestre Berto

Agora que a moda é a Delação Premiada não seria um bom momento para enquadrar a tal de Rose?

Tudo indica que ela era mestre na FELAÇÃO PREMIADA.

Como a pronúncia é muito parecida, talvez saia coisa boa dali.

Seria muito gozado (epa!)

R. Meu caro, “felação premiada” é um verdadeiro achado!

Se a quenga lulaica desocupasse a boca – totalmente tomada pela pajaraca de Lapa de Chupado -, e jogasse pra fora palavras, ao invés de gala, seria um espetáculo arretado.

Como (êpa!) ela viajou clandestinamente inúmeras vezes no jatão prisidencial, iria nos contar coisas que chegariam às nuvens!!!

16 março 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE


http://www.musicariabrasil.blogspot.com
HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB.

Ary de Resende Barroso (Nov/1903 – Fev/1964)

Considerado por muitos como um dos grandes compositores de sua época, Ary de Resende Barroso, ou simplesmente Ary Barroso, é autor de alguns clássicos da MPB tal qual “Camisa Amarela” e “Aquarela do Brasil“. Em sua biografia consta também uma significativa passagem pela radiofonia brasileira a partir de locuções esportivas e programas de calouros. Atuando como locutor esportivo, por muitas vezes, largava o seu posto e o microfone para brigar com juízes em defesa do Flamengo, clube ao qual era extremamente apaixonado. Uma das marcas de suas narrações era a gaitinha que o acompanhava para anunciar a hora do gol como certa vez registrou Moraes Moreira na canção “Vitorioso Flamengo“: “A gaitinha vai tocar/Como no tempo de Ari Barroso/Pra comemorar mais um gol!/Desse meu vitorioso flamengo“.

Como apresentador de programas de calouro, o compositor de Ubá deu início a este ofício em 1947, na Rádio Cruzeiro do Sul, com o programa Calouros em desfiles. Neste programa foi protagonista de momentos inusitados ao avaliar erroneamente calouros que posteriormente viriam a se tornar expressivos nomes dentro de nossa música popular brasileira. Como apresentador de tais programas, há diversas histórias envolvendo o nome de Ary, dentre elas, a da apresentação de uma caloura negra, franzina e de aparência (apesar da pouca idade) bastante sofrida. Ao chegar com um sapato maior que o seu pé, os cabelos mal arrumado, com um vestido desordenado, a pretensa cantora foi olhada dos pés à cabeça pelo apresentador que com sarcasmo soltou a pergunta: “Minha filha, o que você veio fazer aqui?”, a caloura então respondeu: “Cantar, seu Ary…”; o apresentador então a questionou com uma pergunta que a desprezava com altivez: “De que planeta você veio?”. Sem titubear, aquela que viria a se tornar uma grande cantora pouco tempo depois respondeu: “Do planeta fome”. A resposta emudeceu Ary que não teve como gongar aquela menina que passaria a ser conhecida em todo o país como Elza Soares.

Outra passagem interessante ao longo de sua carreira radiofônica se deu com outra caloura que pouco tempo depois viria a se tornar uma das grandes cantoras existente no Brasil: Dalva de Oliveira. Dalva pretendia seguir carreira artística, e tomada por uma coragem não sei de qual origem, acaba por se escrever no temido programa de calouros de Ary. Após a apresentação da pretensa cantora, o apresentador, que sempre buscava polemizar suas opiniões a frente do microfone, sem dó nem piedade sentenciou: “Volte imediatamente ao tanque, de onde nunca deveria ter saído. Vá lavar roupa! A senhora jamais deveria abrir a boca para cantar”. Essas duras palavras proferidas por Ary acabaram por entristecer aquela menina que sonhava com os palcos, e tal humilhação, diante de todos, foi um baque, e Dalva acabou por cair em uma profunda melancolia. Por conta de tudo isso, Dalva pela primeira vez, devido a tanta tristeza, ousa duvidar daquele que é o seu maior sonho: cantar.

Anos depois, ciente de que havia cometido uma grande injustiça com aquela jovem menina que viria a se tornar uma das grande cantoras da década de 1950, o mesmo Ary Barroso escreve o clássico “Folha morta”, como pedido de desculpas pelo erro cometido tempos atrás. Outro nome que em um primeiro momento foi gongado pelo apresentador foi o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Em 1940, no Rio de Janeiro, o pernambucano estava a procura de uma oportunidade nos programas de calouros existentes. Na primeira vez que procurou mostrar o seu talento no programa de Ary Barroso foi reprovado; mas ao persistir em seu sonho, resolveu voltar ao programa do famoso compositor e ao se apresentar novamente, obteve a nota máxima, 5, raramente dada a alguém pelo exigente Ary Barroso.

Abaixo, um clássico do repertório do compositor mineiro: “Na baixa do sapateiro“, interpretada por Caetano Veloso em registro que completa duas décadas este ano:

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16 março 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

16 março 2017 EVENTOS

PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÁGICA

Do dia 12 até o dia 26 de março, acontece no Recife o Festival Internacional de Mágica (FIM), que vai reunir artistas da Alemanha, Argentina, Espanha, França, Peru e Brasil , que vão se apresentar, realizar conferências e oficinas na Região Metropolitana. O projeto tem o incentivo do Funcultura.

Serão cerca de 200 mágicos de todo o país, da América Latina e Europa. Antes do início da programação oficial, acontecerão ações de rua. Para comemorar o aniversário de Olinda e Recife, no próximo domingo (12), o Recife Antigo vai sediar o Circuito Bike Mágica, com performances de três ilusionistas pernambucanos. Todas as atividades são gratuitas.

O principal palco do FIM será o Teatro de Santa Isabel, que receberá atrações de 23 a 26 de março, sempre às 20h. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e estão à venda no local ou através do compreingresso.com.

Para a criançada haverá uma programação especial, em cartaz nos dias 25 e 26 de março, no Teatro Marco Camarotti, do Sesc de Santo Amaro, às 16h. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e estarão disponíveis na bilheteria do teatro.

O evento também vai promover uma série de conferências exclusivas para os mágicos, no Mar Hotel, em Boa Viagem, onde também funcionará uma feira de produtos profissionais. Nessas ações formativas de aperfeiçoamento, as vagas são destinadas a 200 mágicos.


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